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Detox Literário.

Amigos para Sempre (Fabio Baptista)

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Não que Drummond esteja errado. Inegável que essa Lua e esse conhaque mexem comigo. Porém, o que me bota comovido mesmo é presenciar o florescer de uma amizade. Quando ela se dá entre almas nascidas do mesmo ventre então, daí confesso, sem receio de ser tachado como o tolo-piegas-antiquado que realmente sou: fica difícil conter as lágrimas. Juliana e Larissa, por exemplo. Agora estão brigadas, mas é coisinha à toa. Contarei tudo desde o começo e garanto que muitos olhos ficarão marejados.

Os meus já estão…

Carla, mãe das irmãs em questão, sentiu uma pontada. Pensou que eram gases remanescentes da comilança natalina, porém era Juliana, vindo ao mundo antes da hora. “Todo neném nasce com cara de joelho”, mas Jujú levou isso a sério demais. Mesmo aquelas tias gordas ficavam visivelmente constrangidas com a própria falsidade ao apertar as bochechas da coitada, junto aos – “Nossa, que bonitinha…”, proferidos com empolgação de secretária-eletrônica.

Dois anos depois, chegou Larissa – bela e radiante como o Sol no primeiro dia de Primavera. Que bênção, né? Na família, comentava-se à socapa, não sem uma boa dose de razão, que Deus errara a mão dessa vez e a beleza negligenciada à primeira foi dada em dobro à segunda. Tive a mesma impressão, mas, se falo uma coisa dessas sou apontado como vilão, mentiroso, difamador. Enfim…

Desnecessário dizer que a parentada elegeu uma favorita. Mesmo os pais, por menos que quisessem, transpareciam o óbvio: dedicavam muito mais atenção à Larissa. “É a caçulinha…”, desculpavam-se a si mesmos. Mas quem poderia culpá-los? Uma: linda, doce, dormia a noite inteira, saudável, parecia viver num eterno comercial de fraldas-pampers. Outra: lembrava uma versão cabeluda do Baby-Sauro, birrenta, chorava igual jaguatirica desmamada, vira-e-mexe precisava internar.

“Depois que crescer, melhora…” – diziam à Carla, em tom de pêsames. A birra, o sono e as idas ao Pronto-Socorro melhoraram, mas a beleza de ambas seguiu inalterada, num tipo de releitura cômica de “A Bela e a Fera”. Jujú, relegada às brumas dos preteridos, acompanhou a caçula ser o centro das atenções, do primeiro chocalho ao último dente-de-leite. Percebeu que todo ano a festa de aniversário da Larissa ficava atulhada de gente, enquanto a sua praticamente não se fazia notar, colada que estava ao Natal, quando todos já tinham comido o que tinham que comer.

Aqui entre nós – Juliana tinha tudo pra odiar a irmã. Mas aí entra a magia do amor que só a amizade fraterna propicia, esse sentimento bonito que me faz verter lágrimas do mais puro jubilo, desde Caim e A… digo… desde sempre.

Não odiou, pelo contrário. Aonde a caçula ia, lá estava a maior vigiando-lhe os passos, atenta como anjo-da-guarda. Seguiu assim, do berçário ao colégio. Melhores amigas. Lindo! Realmente lindo. Vez ou outra, porém, uma sensação estranha revirava o estômago da Jujú. Uma inquietação, uma dúvida – por que todo mundo gostava da Larissa e ninguém gostava dela? Nessas horas desejava ter mais, ou… que a irmã tivesse menos. Foi então que me aproximei. Todavia, ela nunca deu bola aos meus conselhos. Empurrava aqueles pensamentos para os recônditos da alma e seguia em frente.

Boa menina.

Compensou a inaptidão social com livros (e chocolates). Seria inteligente, se dedicaria a coisas realmente importantes, como Harry Potter e Häagen-Dazs. Não seria fútil como as colegas da escola, cuja vida resumia-se em bilhetinhos perfumados e risadinhas vulgares. Mas, sejamos sinceros – ganhar estrela de aluna exemplar pode até ser legal, mas, para uma adolescente, ser paquerada pelo bonitão-bad-boy é infinitamente mais excitante. E Larissa sempre ficava com o melhor quinhão. Mesmo assim, tudo ia bem.

Até Juliana gostar de um tal de Rodrigo.

— Ai, Jú!!! Meu, que legaaaaal!!! – Larissa ficou super-mega-empolgada ao ouvir a novidade. – Vou falar com a Clau, pra agitar ele pra você e…

— Não, Lá… sou envergonhada, ‘cê sabe. Só queria saber tipo… se você também não tá a fim dele e tal…

— Nãããoooo!!! – surpreendeu-se, ao perceber onde Juliana queria chegar. – Ai, de jeito nenhum! Ele é seu! Nossa amizade sempre em primeiro lugar, Jú! – Prometeu Larissa.

Não são umas fofas?

Depois disso, colei na mais nova. “Até que o Rô é charmosinho…”, eu pensava alto algumas vezes. “Se ele ficar com você, decerto vai querer ficar com a Jú também…”, soprava em outras oportunidades. Na melhor das intenções, juro! Infelizmente acabou não dando muito certo. Mea-culpamea-maxima-culpa! Hoje pela manhã, romântico incorrigível que sou, dei um empurrãozinho no Rodrigo. Ele deu de cara com a Larissa, e… bueno, os dois acabaram se agarrando atrás do murinho da quadra. Só não sei como (sério, não sei mesmo… ou talvez saiba só um pouquinho) a Jujú apareceu por lá bem na hora e pegou os dois com a boca na botija, literalmente.

Juliana voltou da escola, sentou no sofá e congelou o olhar na TV. Larissa chegou pouco depois e decidiu que era melhor ir direto ao quarto, sem comentar nada. Fiz o que qualquer um faria nessa situação: sentei perto da Jú e falei a verdade, como bons amigos devem fazer – “Se a Larissa não fosse bonita, nada disso teria acontecido…”. Foi só um desabafo, jamais esperava que ela tivesse a reação que teve, levantando ensandecida, buscando algo pela casa. Não sabia o que era, mas tentei ajudar – “procura na caixa de ferramentas do seu pai…”. Foi até a garagem e voltou com um martelo.

Depois entrou no quarto da irmã…

Quando saiu, Larissa não estava tão bonita quanto antes. Olha, confesso que não via um serviço tão bem feito desde aqueles três caras na Ucrânia. Porém, passada a raiva, bateu remorso na Juliana. E não tem remédio melhor pra aliviar a culpa que uma faca afiada e dois pulsos macios, é o que sempre digo. Putz, coitada da Carla… vai chegar cansada e ainda ter que limpar essa bagunça que as filhas fizeram. Bom, depois eu volto pra dar uma palavrinha de conforto a ela.

Agora estou segurando a mãozinha da Jú, enquanto o sangue termina de escorrer. Quando acabar, ela vai me ver.

Daí seremos amigos para sempre.

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51 comentários em “Amigos para Sempre (Fabio Baptista)

  1. wilson barros
    23 de fevereiro de 2015

    A idéia do conto sob o ponto de vista diabólico é muito interessante, creio que poderia ser aproveitada até em uma mini-série – claro, talvez com outros personagens para contrabalançar, provavelmente um anjo… Além disso, seu conto de terror contemporâneo é muito bem escrito, em uma linguagem trabalhada e literária, e você “pintou” um diabo bastante moderno, que, repito, ficaria muito bem na televisão. Coisa profissional.

  2. Sidney Muniz
    23 de fevereiro de 2015

    Um bom conto, mas senti que faltou algo que mexesse mais com meu eu leitor.

    A escrita é muito boa, a narrativa é interessante também, e a técnica deixou o texto bem juvenil.

    O final achei um pouco clichê, mas nem tanto…risos.

    Bom, como disse; é um bom conto!

    Trama(1-10)=8,5
    Narrativa(1-10)=9
    Técnica (1-10)=9
    Personagens(1-10)=10
    Inovação e ou forma de abordagem (1-5)=4
    Título (1-5)=5 Gostei.

    Parabéns e boa sorte!

  3. Edivana
    22 de fevereiro de 2015

    Se eu não adoro um humor negro! Gostei do enredo, do desfecho e da ironia toda. A história é boa sim, mas nos faz pensar que um homem não valia isso tudo, afinal, pobre da mãe, vai ter que limpar tudo depois! rs… só faltaram as lágrimas mesmo.

  4. Alexandre Leite
    21 de fevereiro de 2015

    Poético e dramático.

  5. Leonardo Jardim
    20 de fevereiro de 2015

    Prezado autor, optei por dividir minha avaliação nos seguintes critérios:

    ≋ Trama: (4/5) muito boa. Muito interessante o demônio influenciando as meninas para pecarem. Uma ideia parecida com a minha (O Sabor da Fúria), mas melhor aplicada (em minha opinião nada soberba).

    ✍ Técnica: (5/5) excelente, gostei muito mesmo.

    ➵ Tema: (2/2) inveja, raiva (✓).

    ☀ Criatividade: (3/3) muito criativo.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) só aqui faltou um pouquinho. Teve um início e meio muito bons, mas o final não me surpreendeu… 😦

    ╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌╌
    Classificação: ❺º (Teve nota 17 e empatou com outros quatro, ficando em último dentre esses pelo primeiro critério de desempate: “emoção/impacto”).

  6. alexandre cthulhu
    19 de fevereiro de 2015

    pontos fortes
    Este conto é dos bons, e tem sangue como eu gosto. Pessoal que gosta de filmar e produzir “curtas de terror” , têm aqui um excelente argumento.
    Pontos a melhorar: Sem duvida que há sempre competição entre irmãos, mas isso é culpa de quem educa, e neste ponto , poderia aprofundar mais, porque nao explica de onde vem a inveja da irmã…
    Parabéns está no meu top 10

  7. Lucas Almeida
    19 de fevereiro de 2015

    Achei interessante a forma como você mostrou que nem todos resistem o suficiente ao pecado e acabam por cometê-lo. Porém, achei que o desfecho não casou bem com o inicio da historia, pois deu a entender, quando começou, que as amigas (irmãs) estavam vivas, mas o fim traz a morte de uma. Se puder verificar isso depois pode melhorar muito o texto.
    Boa sorte 🙂

  8. Swylmar Ferreira
    19 de fevereiro de 2015

    Texto bem escrito, apresenta linguagem objetiva, bem narrado e também boa cronologia, a conclusão foi surpreendente o que contribui com o conto: ” … quando acabar ela vai me ver.”.
    Inveja e ira sempre caminham de mãos dadas, não é?
    Parabéns!

  9. Rodrigues
    18 de fevereiro de 2015

    Muito bom! Gostei da criação dessas duas personagens e da crescente tensão que vai seguindo o caminho das duas. Isso, aliado a essa voz narrativa que nem ao menos nos deixa saber quem é, o que a torna um recurso mais do que genial para o conto. Bem escrito, a naturalidade do narrador chega a dar inveja, foi talvez o melhor que li até agora. Parabéns a quem escreveu!

  10. Pedro Luna
    18 de fevereiro de 2015

    O que fez esse conto se tornar muito bom foi o narrador pirado e maníaco. Gostei muito da escrita e o final foi aterrador. Parabéns.

  11. Bia Machado
    17 de fevereiro de 2015

    Já tinha lido o seu conto dias atrás. Só posso dizer que gostei demais do texto. Até agora, o meu preferido. A narrativa ficou ótima, só de imaginar esse “ser” contando essas coisas, de forma assim tão irônica, me lembrou até Al Pacino em “O Advogado do Diabo”, hahaha! Muito bem construído, como se o autor quisesse fazer a coisa funcionar com qualidade, em no máximo 1000 palavras. E conseguiu. Parabéns!

  12. Maurem Kayna (@mauremk)
    17 de fevereiro de 2015

    Desde o primeiro parágrafo a narrativa me fisgou. Não só pela linguagem bem cuidada (com tonalidade lusitana), mas por induzir a querer saber de que se trata o que vem a seguir. Senti que havia ironia nos elogios à amizade fraterna, mas nada que desfizesse o impacto do final bem arrematado. O único porém foram, talez, os diálogos, que não soaram tão naturais, mas que funcionam ainda assim.

  13. Pedro Coelho
    16 de fevereiro de 2015

    A estória não é das mais criativas, já cansei de ler sobre a irmã feia invejando a irmã bonita. Mas a narrativa ficou gostosa de ler, o autor escreve bem, sabe prender o leitor. Gostei do narrador, por não saber até agora o que ele era, ajudou a prender a atenção no texto. Teve uma passagem um pouco infeliz, a que cita o Caim e Abel, do jeito que foi narrado ficou claro que o narrador estava dando um spoiler intencional, não ficou legal. Continue a escrever, porque talento voce tem.

  14. Leandro B.
    16 de fevereiro de 2015

    Oi, Lu.
    Sabe, semana passada tiver que passar um dia fora do RJ. Levei um monte de contos aleatórios do desafio, e de todos eles, o seu foi o que mais ficou na minha memória.

    Eu achei o conto muito bem escrito e os personagens, bem, embora tenha achado Juliana e Larissa um pouco caricatas, são críveis. Dentre eles, o destaque fica com o demônio narrador, paciente, experiente e inteligente.

    A única coisa que me incomodou um pouco, e aqui é mais para ter algo que criticar do que qualquer coisa, foi o fato da irmã feia ser a desgraçada. Não no sentido de má, mas de que sucumbe à tentação. Bem, a tentação de verdade. Um beijo x uma martelada.

    Claro que reclamar de esteriótipos também é reclamar de esteriótipos invertidos (por ex., é errado dizer que a bonita não pode ser boa e a feia de fato ser má), mas, não sei, nesse ponto acabou indo para o lugar comum.

    Enquanto lia me lembrei daquele rap do Gabriel Pensador, sabe? “O rap do feio”, que conta a história sobre dois irmãos gêmeos, um bonito e um feio.

    Mas, de novo, não é uma crítica profunda é mais um caminho diferente que eu teria preferido ler.

    Acho que seu conto ganha pontos pela narrativa bem feita, pelos acontecimentos fortes mas narrados de maneira sutil e, novamente, pelo demônio narrador.

    Achei um conto simples, mas muito sólido. Até agora está nos meus favoritos.

  15. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    16 de fevereiro de 2015

    Que muito louco tudo isso! Você aproveitou cada palavra! E ainda assim não dá pra saber quem é o narrador! Só dá pra perceber que ele é meio delicado e sarcástico, cheio de vontade de ajudar. Maravilhoso quando a gente fica pensando depois de ler um conto…

  16. Gilson Raimundo
    14 de fevereiro de 2015

    gostei muito do desenvolvimento deste conto, não esperava por este fim, que diabinho malvado este. Conseguiu levar as duas. Muito boas as analogias.

  17. rsollberg
    12 de fevereiro de 2015

    Sinistramente delicioso.
    Uma narrativa empolgante, com ótimas analogias. O autor ambienta a estória com capacidade ímpar, além de transitar com muito conforto entre a beleza e o sarcasmo. Aliás, o humor negro que permeia todo conto só é na verdade constatado no final, e isso é um grande feito.

    Essa referência no final do conto sobre o caso dos “três homens e um martelo” deixou o texto um pouco mais visual do que realmente gostaria… (agora serão mais alguns dias para esquecer o que demorei muitos meses para apagar da memória).

    Bem, como sempre gosto de destacar um trecho que chamou minha atenção pelo lado positivo, ai vai: “Uma: linda, doce, dormia a noite inteira, saudável, parecia viver num eterno comercial de fraldas-pampers. Outra: lembrava uma versão cabeluda do Baby-Sauro, birrenta, chorava igual jaguatirica desmamada, vira-e-mexe precisava internar.” Muito, muito bacana!

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  18. Rodrigo Forte
    11 de fevereiro de 2015

    Que conto excelente! Confesso que quando o narrador “entrou” na história eu fiquei meio confuso, mas na parte final eu consegui sacar tudo, e que ideia genial. Parabéns pelo excelente texto.

  19. Cácia Leal
    7 de fevereiro de 2015

    Adorei! Muito criativo e diferente dos demais. Uma linguagem simples, clara e objetiva. Eu já suspeitava de quem era o tal amigo que instigava a inveja entre as irmãs. O que mais me agradou foi o desenrolar fluído, como se realmente contasse uma história pra gente.

  20. Luan do Nascimento Corrêa
    7 de fevereiro de 2015

    Fantástico! Dei umas boas gargalhadas. O conto está bem escrito e a história bem trabalhada. Gostei muito!

  21. mariasantino1
    7 de fevereiro de 2015

    Oi, tudo bem?

    Fiquei encafifada em saber quem é o narrador. Seria o senhor rabo-de-seta? Ou um demônio menor? Enfim…

    Gostei do conto, você não quis deixar escrachado que a inveja faria a Juliana ter um acesso. Eu preferia que seguisse por outro lado, com descrições gradativas dos sentimentos da Juju que culminasse no surto em si. Você descreveu os aniversários, os natais… e eu queria que nesse meio tempo o ódio fosse crescendo impelido por essa vozinha aí do… seja lá o que for isso que falava ao ouvido da mina. rsrs.

    Parabéns! Desejo sorte.

  22. Anorkinda Neide
    7 de fevereiro de 2015

    Bacana, dá arrepio desse anjo mau!
    Bem construído o conto no mote inveja,surpreendendo com o toque metafísico.
    Mas algo fez com que eu não simpatizasse com as meninas, elas não me pareceram reais.
    mas tá legal, parabens!

  23. Andre Luiz
    6 de fevereiro de 2015

    Olá, Lú! (Íntimo, não?)

    A)Seu conto foi me cativando à medida que se aprofundava na história de Larissa, Carla e Juliana; e eu gostava cada vez mais da sua forma de narração enquanto o tempo avançava. Sentia pena de Juliana de tal forma que sua descrição dela me fez imaginar melhor toda a “formosura” dela. (Sem ressentimentos) Contudo, quando achei que toda a história iria acabar em assassinato estilo conto de fadas – em que a irmã feia mata a bonita por inveja – mas o final do conto foi o mais inusitado possível, e enfim descobrimos que o narrador(ou melhor, narradora) é a própria morte, que seduz Juliana e ela se suicida. Simplesmente fantástico.

    B)Não há nenhum erro em seu conto que tenha chamado a atenção. Parabéns e sucesso!

  24. Mariana Gomes
    6 de fevereiro de 2015

    Sinto em dizer que meus olhos não lacrimejaram :/.
    A historia até que é bonitinha, mas bem simples, alguns erros ortográficos aqui e ali. Parabéns e boa sorte!

    • Fabio Baptista
      24 de fevereiro de 2015

      Olá, Mariana

      Agradeço pelo comentário (apesar de achar estranho você classificar uma história em que uma irmã mata a outra à marteladas como “bonitinha”) e ficaria muito feliz se você pudesse, por favor, indicar ao menos um desses errinhos que “apareceram aqui e ali”.

      Obrigado!

      • Mariana Gomes
        24 de fevereiro de 2015

        Olá.
        Eu achei ”bonitinha” por que sou doente mesmo rs rs rs (ou foi seu narrador que me levou a essa opinião no fim).
        Olha, não sou nenhuma professora de português, ou algo do gênero, estou muito muito muito longe disso, e a minha memória é péssima. Então, é capaz das minhas considerações ortográficas estarem errôneas, mas se você quer saber. Lá vamos nos.
        Todas as frases que terminam em ”…” e prosseguem na mesma linha/parágrafo continuam com a palavra seguinte em minúsculas, se isso não é erro de português, perdoe o apontamento.
        De nada!

  25. Luis F. T.
    6 de fevereiro de 2015

    E eu achando que este seria um texto bonitinho e meigo… Sensacional! Estou sem palavras! Um dos melhores que li até agora! Pontos extras pelo deboche e sarcasmo do narrador! Criativo e bem escrito, está de parabéns!

  26. Thales Soares
    5 de fevereiro de 2015

    Hm. Muitos contos aqui estão seguindo essa mesma fórmula. Começo super fofo, teen-fashion, beijinho na boca… daí, de repente, blam!! Cai um relâmpago que muda por completo a ambientação e o clima da história, tentando pegar o leitor de surpresa, distorcendo suas expectativas. É uma fórmula interessante, mas comigo não funcionou muito bem na primeira vez, nem na segunda, e agora novamente não. Mas, bom… a história está muito bem escrita! Ótima linha de narração. Ações contínuas, não deixando o texto morrer. Nota-se uma imensa experiência por parte do escritor dessa história.

    A última frase também foi muito boa, e fechou o texto com uma ótima forma. Quem é esse afinal? O capeta?

  27. Brian Oliveira Lancaster
    5 de fevereiro de 2015

    Meu sistema: EGUA.

    Essência: Notei inveja e outros fatores, demonstrados através do discurso do personagem. Excelente. Nota – 10,00.

    Gosto: O tom bem humorado, mesmo que sarcástico, caiu como uma luva para um texto trágico. De forma sutil nos mostra cada formação e como foi criada a rivalidade. A escrita também foi um ponto a favor, leve e fluente. Nota – 10,00.

    Unidade: Não encontrei ajustes aparentes. Nota – 10,00.

    Adequação: Mesmo sendo sutil, conseguimos identificar o tipo, aliado a outros do personagem principal – mesmo que demonstrado apenas perto do fim. Nota – 9,00.

    Média: 9,8.

  28. rubemcabral
    5 de fevereiro de 2015

    Eita, que final! Então, achei muito bom, gostei da linguagem simples e sem floreios, do narrador gente boa-sqn, haha. Muito bom!

    Como o comentário ficará escondido, entrego que penso que o autor seja a Bia Machado ou o FB, rs.

  29. Alan Machado de Almeida
    5 de fevereiro de 2015

    Gostei da história de inveja. Só achei a reação de ódio muito repentina da irmã feia já que ela até então gostava tanto da caçula. Mas, de modo geral, bom drama.

  30. Gustavo Araujo
    4 de fevereiro de 2015

    O mérito deste conto é tornar o próprio pecado o narrador. Uma história muito bem contada pela própria Inveja. Excelente escolha. Gostei bastante do tom sarcástico que permeia o texto e do estilo YA — essa coisa de adolescentes que “tão a fim” do mesmo cara. Torci um pouco o nariz para a reação de Juju no final. Um tanto exagerada, ainda mais considerando que as irmãs eram tão amigas. Não consegui comprar a ideia de que uma fosse destruir a cara da outra a marteladas e ainda se suicidar por causa de um cara que, bem, é citado só uma vez na história. Não me entenda mal, porém, caro autor. A culpa desse meu desconforto deve-se, evidentemente, ao limite de palavras. Creio que se houvesse mais espaço para desenvolvimento, a transformação do amor em ódio (ou inveja) teria sido melhor construída. De todo modo, no geral, tendo em mente a limitação imposta pelas regras, o resultado foi positivo. Boa sorte!

  31. Ricardo Gnecco Falco
    4 de fevereiro de 2015

    Droga! 😦
    Já estava preparado para tecer um comentário ridicularizando o pretensioso início do conto, cujo narrador metido (ou seja, o próprio autor) ousou decidir por mim, dizendo que meus olhos — certamente!!! — iriam ficar marejados quando… Peraí! Cadê o pecado nessa joga de conto até que bem escrutínio, pelo menos até aqui? Não era esse o tema: pecados capitais? Cadê…?
    Hmm… Caim e Abel foram citados… Bem pensado. É… A história deverá abordar a inveja, então. Boa sacação desse autor metido, mas que além de escrever bem também sabe como ir linkando a história com o tema do certame… Gostei dessa “escapulida” que ele fez o narrador, inocentemente, dar. Bem, vamos lá… Quero ver agora se ele vai mesmo conseguir me fazer chorar… Haha!
    Hmm…?! O narrador é irônico? Sarcástico? É isso mesmo?! Não…! Nããããão!!! Carai!!! O narrador é que é a própria inveja!!! Não acredito!!! Que f#€@! Que sacada! Que maneiro!!!
    (babas começam a escorrer nessa hora)
    Putz… Esse fdp vai barrar o meu conto!
    Vai nada… JÁ barrou, mérmão! Perdeu, Playboy…
    Caraca! Caraca!! Que narrador f#€@! Quanto sarcasmo! Hahaha! O cara é bom; o cara é bom mesmo… Que raiva!
    Ih, vai roubar o peguete da feiosa…! Caraca… Ih… Vai dar mer£@! Ih, carai… Vai matar a irmã gata!!! Não, não…!
    Putz…
    Carai…
    …f#€@!
    MUITO BOM!!!

    … Que inveja desse pu¥#!!!

    😛

  32. Lucas Rezende
    4 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a).
    A narrativa está ótima, gostei como fez o narrador ser descoberto apenas no final. (Como não percebi isso antes? É o pseudônimo do autor!!! Grande Tio Lú hahaha).
    Gostei do conto, deu pra sentir o desprezo por Juliana que tinha todos os motivos do mundo para invejar a irmã (mas não precisava desfigurar a coitada).
    Parabéns.
    Boa sorte!!!
    May the force be with us…

  33. williansmarc
    3 de fevereiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 9
    Ortografia/Revisão: 10
    Técnica: 9
    Impacto: 7
    Inovação: 7

    Minha opinião: Ótimo conto. A personificação da inveja ficou muito boa e a técnica do autor é ótima, principalmente na primeira metade do conto.

    Não encontrei erros de revisão e não tenho sugestões de como melhorar o texto.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  34. Tiago Volpato
    3 de fevereiro de 2015

    O texto é bem escrito, mas particularmente não é o que eu gosto de ler. Achei também muito parecido com o esquema de outro conto já postado aqui. No inicio uma história de ‘pessoas boas’ e no fim um assassinato que pra mim não foi surpresa. Você construiu bem a história, mas achei que faltou criatividade.
    Mas consigo enxergar as qualidades do texto e sei que ele vai agradar a muitos.

  35. Jowilton Amaral da Costa
    3 de fevereiro de 2015

    Excelente conto. Como cantou Raul Seixas: “… enquanto Freud explica o Diabo dá o toque…”. kkkkkkk. Muito bem conduzido, cheio de ironia e com um humor-negro na medida. Parabéns..

  36. Jefferson Lemos (@JeeffLemos)
    3 de fevereiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Muito boa! Gostei do narrador e de como a história se desenvolveu e um espaço tão curto. Deus, como eu queria ter esse talento! hahaha

    Sobre o enredo.
    Muito bom também! Gostei da história contada, da invejinha plantada, das maléficas armações. O tom descontraído é o que deu charme ao conto, com certeza. O final ficou supimpa de bueno!

    Parabéns e boa sorte!

  37. Sonia Rodrigues
    3 de fevereiro de 2015

    Gramática boa.
    Trama original, contada de maneira interessante, embora eu não tenha certeza se entendi bem que é o narrador. A mim pareceu ser um espírito ruim, desses que o espiritismo chama de obsessor. Ironico, hipócrita..
    Começo: eu sugiro que retire o nome do Drummond, que é pra lá de conhecido e deixe a citação entre aspas: “Esta lua… este conhaque…me botam comovido como o diabo…” Se bem me lembro, o texto é esse, ou bem parecido. Como o poeta é famoso, o leitor identifica a citação de cara (se não identificar que se vire) e o texto ganha fluidez.
    O final está deliciosamente hipócrita.
    O autor judiou da pobre Ju, “relegada à bruma dos preteridos”.
    Seria interessante desenvolver mais detalhes no encontro entre Rodrigo e Larissa. Deixaria o enredo mais apimentado.

  38. AJ Paes
    2 de fevereiro de 2015

    Bom, a exemplo do anterior, o final um tanto previsível. Faltou algo de “fantástico” nele.

    Mas continue escrevendo, sempre.

    abs.

  39. Thata Pereira
    2 de fevereiro de 2015

    Amei!
    Acho que sei quem escreveu. Se for mesmo a pessoa que estou pensando, se entregou com uma palavra rs

    Não sei se entendi: o narrador é algum espírito invejoso? Eu pensei que o conto focaria a inveja entre irmãos, mas o final foi bárbaro. A forma como o conto segue, agradável de ler, apesar da surpresa no final me agrada. Aqui tem exatamente o contrário do que critiquei em um outro conto: ele tem o mesmo tom do começo ao fim, apesar da morte das duas.

    Puts, adorei o fim. Parabéns!!

    Boa sorte!!

  40. Pétrya Bischoff
    2 de fevereiro de 2015

    Ô, bom texto! O mesmo tom despreocupado que li em outro conto mas, definitivamente, mais bem executado. Adorei essa voz de má companhia insinuando coisas. Gosto quando o autor trata de assuntos macabros como se fossem corriqueiros. A escrita é muito boa e a narrativa entrete. Está de parabéns, boa sorte.

  41. Alan Machado de Almeida
    2 de fevereiro de 2015

    Curti também. Vai ser difícil analisar os 3 melhores para votar.

  42. Claudia Roberta Angst
    1 de fevereiro de 2015

    Eu gostei. Eu gostei muito. Mas eu gostei mesmo, que droga! De novo, né? Claro que o LÚ denunciou a autoria, mas isso é só um detalhe. Conheço gente que virou amigo por causa de um “cú”, então…
    A narrativa conduzida com o sarcasmo habitual do autor, temperado com deboche de praxe e uma certa vontade descarada de matar criancinhas e meninas belas resultaram em uma leitura instigante e ao mesmo tempo divertida.
    Oh, maldade do capetinha querendo ficar amigo da pobre Juliana. Cinismo em último grau, mas bem adequado ao tema proposto.
    Vê se sobe logo neste pódio e capricha no discurso. Daí seremos amigos para sempre… Não, não, saí pra lá…rs.
    Parabéns e boa sorte!
    PS.: Adorei a homenagem “Clau”… Espero que a Pétrya tenha curtido o “bueno” também.

  43. Gustavo de Andrade
    1 de fevereiro de 2015

    “Agora estão brigadas, mas é coisinha à toa. Contarei tudo desde o começo e garanto que muitos olhos ficarão marejados.

    Os meus já estão…” — quando o texto começa assim eu espero que subverta as expectativas do que é “tocante” ou “emocionante”, senão me decepciono. E, ah, não me decepcionei! “LÚ”!
    Achei a parte da Larissa no diálogo meio caricato demais, embora o andamento esteja legal.
    O conto no geral foi um tanto caricato, trazendo uma faceta de Lúcifer malvado e sádico já presente em outras obras. E o decorrer das ações foi previsível, com os comentários do TINHOSO unicamente responsáveis para dar qualquer tom mais legal à trama. Assim sendo, posso concluir que o tom foi primoroso, mas o enredo em si deixou a desejar. Não aconteceu nada que não esperássemos que fosse acontecer, mas o modo contado é que nos faz continuar lendo (veja: fazer com que a pessoa leitora queira ler mais acho ser um dos maiores desejos de quem escreve). Assim, se assemelha à estética da literatura infanto-juvenil (lembrando que isso não é necessariamente um demérito) e permite uma leitura fluida, embora mais divertida que significante.

  44. Eduardo Selga
    1 de fevereiro de 2015

    O enredo usa um dos grandes motes da literatura, o ódio entre irmãos, e o tratamento não é dos mais originais, com a presença da inveja, do despeito e de um elemento suficientemente forte para desencadear em um dos personagens o sentimento reprimido pelo tempo.

    O grande trunfo do conto está no narrador, extremamente irônico e, aos poucos vamos descobrindo, perverso ao extremo. Mas não a perversidade evidente, previsível: como todo “bom inimigo” presente na literatura, o deste conto não se deixa identificar com facilidade (“Quando acabar, ela vai me ver”), mas sabemos que pertence ao gênero masculino (“Hoje pela manhã, ROMÂNTICO incorrigível que sou […]”). A terceira pessoa dá o ar de distanciamento em relação às protagonistas, mas, contraditoriamente, suas elocuções causam a sensação de proximidade, como se fora mesmo alguém da família, mas é, na verdade, o que o senso comum considera demoníaco. Mas também não é um “coisa-ruim” qualquer: é sofisticado (só é possível ser eficientemente irônico quem possui sofisticação intelectual), tem senso estético (aprecia Drummond) e está ligado á contemporaneidade (Conhece duas marcas famosas: Harry Potter e Häagen-Dazs).

  45. Gustavo Aquino dos Reis
    1 de fevereiro de 2015

    Muito bom. Me lembrou Nelson Rodrigues e a sua escrita irônica.

    Parabéns!

  46. Tom Lima
    31 de janeiro de 2015

    “Carla, mãe das irmãs em questão, sentiu uma pontada. Pensou que eram gases remanescentes da comilança natalina, porém era Juliana, vindo ao mundo antes da hora”

    “Uma: linda, doce, dormia a noite inteira, saudável, parecia viver num eterno comercial de fraldas-pampers. Outra: lembrava uma versão cabeluda do Baby-Sauro, birrenta, chorava igual jaguatirica desmamada, vira-e-mexe precisava internar.”

    Achei esses trechos extremamente divertidos. Construções bonitas e interessantes. Contrastando com o tom sério do inicio do texto ajudaram a deixar a leitura comoum todo divertida, faz parecer que vem uma piada.. Mas ai vem o final.

    Esse tom, indo e vindo entre a tragédia e a piada (um uma tragédia contada como piada) nos dá pistas de quem é o narrador sem ser explícito.

    Texto exelente! Parabéns!

  47. Virginia Ossovski
    31 de janeiro de 2015

    Gostei mais do narrador debochado que das personagens. A técnica é boa, mas da história não gostei muito. Sucesso no desafio !

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Publicado às 31 de janeiro de 2015 por em Pecados e marcado .