EntreContos

Detox Literário.

Pecados Conjugais (Maria Santino)

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Quando chegou ao ápice sentiu que algo maior dentro dele se esvaiu, como o calor antes preso nos lençóis daquele motel. Caminhou num torpor sonâmbulo aquém da chuva e de si mesmo. A maré de pessoas junto com os solavancos do coletivo não foram capazes de trazê-lo à tona, mas assim que a mão tocou na alça de ferro e a aliança se atritou, veio o fluxo de consciência e o peso da culpa recaiu sobre ele vergando levemente os seus joelhos.

— Maria…

Reteve o nó na garganta e engoliu seco, em três anos de casamento nunca pensou estar com outra mulher. Maria era tão solícita, um anjo doce cujos beijos não despertavam fogo, pelo contrário, traziam a calma.  Não havia renúncias ou brigas, a submissão o fazia crer que houvesse alguma necessidade incutida nela em agradá-lo a todo instante, e por esse motivo a noção do que havia feito o deixava sufocado.

******

“Pois não, Seu Ricardo.”

“Deseja mais alguma coisa, Seu Ricardo?”

“Às ordens, Seu Ricardo.”

Aline preferia ser chamada Lili, mas ele escrevia Lilith quando estava sozinho observando-a serpentear do lado de fora da sua sala, num convite a morder o fruto proibido. Cada vez que ela vinha trazer papéis para ele assinar, sentia o intumescimento ao olhava o decote profundo contrastando com o pingente minúsculo de anjinho balançando diante de seus olhos.  A meia calça negra, os sapatos salto agulha, vermelhos como os lábios volumosos que faziam questão de carregar na pronuncia “Seu Ricardo”.

Era o primeiro mês após montar consultório próprio, o primeiro passo para ascensão. Suportou de todas as formas evitando olhar Aline quando suas mãos polidas e unhas rubras abriam a porta, então pensava em Maria a caminho do altar. A saia colada demarcando a minúscula calcinha era expulsa quando via Maria, linda, de véu e grinalda dizendo sim para ele diante do padre. Os papéis caídos propositalmente no chão, os glúteos redondos direcionados para os seus olhos. Maria no fogão, cansada, sempre correndo, sempre sem batom, desculpando-se pelo atraso para chegar em casa, os cabelos desgrenhados…

Pôs-se em pé e avançou em disparada, vencido. Agarrou os quadris puxando-os com força para si. Aline acreditava que para subir na vida ela teria que começar por baixo, então se agachou diante do chefe, Ricardo.

******

A chave na fechadura demorou para ser girada, Ricardo não queria se afogar no olhar castanho e sempre dúbio da esposa. Abriu a porta, hesitante e Buka passou por ele sem lhe dirigir o olhar. Levantou as patinhas nos vasos mal cuidados do pátio e urinou demorado. Depois arranhou o chão e correu apressadinho para dentro. Ele riu dos modos esnobes do buldogue, mas logo voltou a franzir o cenho ao pensar em Maria.

Toc toc toc. O solado do sapato na cerâmica era tão denunciador assim como as batidas do seu peito. Farejou o ar a fim de certificar se Maria estaria preparando o jantar. Nada. Cruzou a divisa e suspirou aliviado. O cão esperou os olhos se cruzarem para empurrar a sua vasilha com o focinho. Ricardo serviu ração a Buka e se sentou à mesa deixando o relógio devorar o tempo.

A esposa chegaria atrasada e suada dizendo que havia ficado presa no trânsito, viriam os beijos e ela faria o jantar apressada. Ele, o sultão. Naquele momento a culpa o impeliu em ficar de pé. As panelas foram postas sobre o fogão e em poucos minutos o cheiro da comida preencheu a casa toda.

Maria chegou e ele evitou olhar em seus olhos enquanto ela retirava o casaco, ambos se abraçaram e Ricardo pôs mais força que o necessário vendo-se prestes a confessar tudo ali mesmo. Ela tentou desvencilhar-se, um fio de medo correu pelas costas dele ao imaginar o julgamento da esposa. Olhou seus cabelos embaraçados, sobre o seio esquerdo uma marca vermelha exposta como moeda, nos lábios nenhum batom. Ricardo apontou para marca e disse desinteressado:

— Algum bichinho te picou aí.

Ela corou e pôs a mão no seio, saiu para o banho e Ricardo se lembrou do celular na mesinha.  Um estremecimento o fez apressar-se e o visor piscou assim que ele entrou no quarto.

“Ainda sinto seu cheiro. Ass: Lili”

Sentiu mais uma vez as pernas falharem, olhou o celular de Maria que também brilhava. Esticou o braço, mas ela foi mais rápida que ele. Beijou-o da forma mais voluptuosa que podia, atirou a toalha fora e ambos deitaram executando uma dança mecânica e sensabor.

******

A comida quase não era mastigada, Ricardo observava Buka lambendo os dedos de Maria que lhe cedia um pedaço de carne. Ele alisava a cabecinha quadrada do Buldogue castrado, e avaliava que o animal havia acabado de devorar a tigela cheia de ração, mas permanecia ali, saciando a sua gula como se assim pudesse compensar a virilidade amputada.

Prestes a adormecer Ricardo apagou todo o histórico e esperou a mulher parar de ri para o celular enquanto batia os dedos frenéticos no visor do aparelho. Tentou articular a confissão, mas os lábios grossos de Aline apareceram em sua frente pronunciando o nome dele.

Maria apagou a luz e se deitou com ar tão inocente que o peito de Ricardo parecia que ia explodir.

Calou-se e também atirou o corpo no colchão beijando a esposa como se, com isso, certifica-se que ainda a amava.  Virou de lado e logo sentiu as mãos lhe apertando e a frase que feriu seus ouvidos.

“Eu te amo.”

— Eu também te amo.

Respondeu mecânico o mais rápido que pôde.

*******

Quando o visor do celular de Maria acendeu, a culpa já havia colado às pálpebras de Ricardo. Ela sorriu um riso cheio lascívia ao ler a mensagem.

“Também estou contando os minutos. Use renda como hoje. Prometo muitas marcas na pele e na alma.”

Maria riu baixinho e as imagens libidinosas vieram embalar seu sono. Ricardo acordou de madrugada ouvindo pequenos gritinhos, ele riu sem imaginar que a esposa sonhava com algemas e chicotes nunca usados com ele.

56 comentários em “Pecados Conjugais (Maria Santino)

  1. mariasantino1
    24 de fevereiro de 2015

    Opa!

    Gostaria de agradecer cada um de vocês que leram meu textículo tão saboroso quanto Chuchu. Ofereci algo previsível e como já estava ciente disso, o teor de alguns comentários também foi o esperado. Tempo é ouro e sempre vou valorizar a atenção que me cedem por aqui. Agradeço, sobretudo, a gentileza de alguns colegas em sugerir melhorias (eu tento fazer isso também) e a opinião sincera.
    Mais uma vez, obrigado a todos!

  2. wilson barros
    23 de fevereiro de 2015

    Na verdade são duas histórias, a do pecador e a da pecadora, as quais se encontram no final, criando o efeito mais interessante que se pode dar em um conto. A ingenuidade do marido dominado pela culpa e alguns pequenos detalhes permitem magnificamente que o leitor vá prevendo o desfecho. O conto é engraçadíssimo, em frases bem humoradas, tendendo até a piadas, como “começar a vida por baixo”. Você também é muito boa em construções literárias, como “fazia questão de carregar na pronúncia “Seu Ricardo””, “glúteos redondos direcionados para seus olhos”, “compensar a virilidade amputada”, “Lilith”, e os movimentos inquietos do Seu Ricardo, ora para sentar, ora para ficar de pé. Em suma, um delicioso conto, literário, que se lê com prazer. Encontrei os seguintes erros:
    “impeliu em ficar de pé”-> impeliu a ficar de pé
    “esperou a mulher parar de ri” -> “parar de rir”

  3. Jowilton Amaral da Costa
    23 de fevereiro de 2015

    É um conto simples, está bem escrito, mas, o desenrolar da trama está muito previsível. Desde o início tá na cara que Maria de besta não tem é nada. Isso só mostra como nós homens somos bobos e ingênuos em relação as mulheres. Boa sorte.

  4. Alexandre Leite
    22 de fevereiro de 2015

    Bem escrito e competente no desenvolvimento da ideia central.

  5. Edivana
    22 de fevereiro de 2015

    Bem, haja clichê patrão/empregada. E maldita seja a falsa inocência de quem sabe como trair, mas o mundo lhes pertence. Bom retratá-los. Não achei o final surpreendente, nem acreditei que ele pensar na esposa de vestido de noiva afastasse a visão da funcionária gostosa, mas que dizer? …abraços.

  6. alexandre cthulhu
    20 de fevereiro de 2015

    relato interessante sobre traições e facadinhas no matrimonio. Tens um suave aroma a Anaïs Nin, e eu gostei do que li
    Parabens

  7. Leonardo Jardim
    19 de fevereiro de 2015

    Prezado autor, optei por dividir minha avaliação nos seguintes critérios:

    ≋ Trama: (3/5) é boa, mas eu saquei logo que a mulher também traía. E a surpresa do final seria o ponto forte do conto.

    ✍ Técnica: (3/5) funcionou bem, leitura fluida e fácil.

    ➵ Tema: (1/2) mais uma vez luxúria e mais uma vez não parecia que era o que movia os personagens.

    ☀ Criatividade: (1/3) esse tipo de história de traição é muito comum.

    ☯ Emoção/Impacto: (3/5) gostei da leitura, mas não foi surpreendente. Se tivesse me surpreendido, teria sido muito melhor.

    Encontrei apenas os problemas abaixo:
    ● intumescimento ao olhava o decote (olhar)
    ● Prestes a adormecer Ricardo apagou todo o histórico (vírgula depois de “adormecer”)

  8. Swylmar Ferreira
    18 de fevereiro de 2015

    Trama bem engendrada, apresenta boa cronologia, o autor(a) fez as separações – introdução, desenvolvimento e conclusão muito bem. O texto apresenta linguagem objetiva, foi bem narrado. Chama a atenção a duvida do personagem no inicio do conto, pena que a conclusão foi a esperada.

  9. Pedro Coelho
    17 de fevereiro de 2015

    Ficou legal, conduziu bem, não se perdeu, leitura fácil e que flui, mas ficou muito previsível. No meio do texto já dava pra sacar a dupla traição e mais ou menos como iria terminar. Surpreenda mais. As mensagens de celular eu também achei um pouco fracas. Apenas alguns detalhes que poderiam ser melhor pensados.

  10. Maurem Kayna (@mauremk)
    17 de fevereiro de 2015

    “ao olhava” ao invés de” ao olhar”; a caracterização meia preta, sapato vermelho com salto agulha, além de pouco realista para uma secretária, é clichê; há informações desnecessárias ao enredo, como a castração do cachorro e outras que poderiam ser melhor exploradas, como “o olhar sempre dúbio” de Maria. Mas gostei do contraponto entre culpa do marido e escárnio da esposa. Aparências não podem mesmo servir de baliza.

  11. Lucas Almeida
    16 de fevereiro de 2015

    Gostei do seu texto, esta luxúria que deveria destruir um relacionamento na verdade estava mantendo os dois lados bem entretidos como se fosse praticada entre eles. Tem potencial, mas achei previsível. Acho que precisou de um pouco mais de adrenalina, para prender a atenção ao texto.
    Boa sorte 🙂

  12. Sidney Muniz
    16 de fevereiro de 2015

    Um conto cotidiano, simples, mas contado com maestria. Gostei do que li e de como você arquitetou os fatos. O que mais me satisfez foi o preenchimento de quaisquer lacunas que poderiam passar despercebidas em um conto com tamanha limitação de caracteres. Parabéns pela proeza!

    sentia o intumescimento ao olhava o – Ao olhar?

    Meia calça – meia-calça

    Trama (1-10)=9
    Técnica (1-10)=9
    Narrativa (1-10)=10
    Personagens (1-10)=10
    Inovação e ou forma de abordar o tema (1-5)=4
    Título(1-5)=5

  13. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    15 de fevereiro de 2015

    Pecadora, curvo-me frente à sua excelência na arte do pecado! A narrativa nos leva para dentro da luxúria do “Seu Ricardo”, da sua culpa, da vida de sacrifícios da Maria, com imagens bem empregadas e um vocabulário que é para poucos, sem ser pedante! Muito bom tudo isso! Gostaria de fazer um pedido: vê põe esse último parágrafo diluído na última parte do conto que aí fica show! Um pecado delicioso… mais do que já é! Tão delicioso quanto a Maria!

  14. Bia Machado
    15 de fevereiro de 2015

    Bem, vamos lá. Achei o conto um tanto previsível, desde que a tal mancha acima do seio foi notada pelo marido. Acho que essa parte é até desnecessária, tira um pouco a surpresa do final. Achei Lili muito estereotipada, e exagerada. Sim, tem pessoas que se vestem desse jeito para trabalhar, mas acho que alguém que abre um consultório, tentaria pedir que a pessoa se vestisse de forma mais adequada para o trabalho. A menos que para ele fosse normal (e prazeroso) sua atendente se vestir dessa forma durante o dia, sendo praticamente a primeira pessoa que seus clientes veriam ao chegar lá. Por favor, não pensem que é um preconceito da minha parte, as pessoas podem se vestir da forma que quiserem, mas há, sim, um traje adequado para cada local e ocasião. Acho que apresentando a Lili desta forma, o conto perde um pouco de força. Seria mais impactante que ela se vestisse adequadamente para o trabalho e não forçasse a barra, a mim daria a entender que se sentiu atraído acima de qualquer normalidade, quase “sem querer”. Da forma como está no conto, passa a impressão que a culpa é quase toda só da Lili, que se jogou para cima do patrão. Pra mim é um clichê já bastante gasto, que funcionaria talvez em um texto bem maior, pois com 1000 palavras fica difícil desenvolvê-lo melhor. A estrutura está boa, e alguns errinhos precisam ser revistos (podem ser erro de digitação). No geral, o conto me passou certa superficialidade, mas isso pode ser devido ao pouco espaço. De qualquer forma, valeu a leitura. 😉

  15. Leandro B.
    13 de fevereiro de 2015

    Excelente trabalho. Admito que logo no início desejei que o texto tomasse um direcionamento específico e essa direção ele tomou.

    Vi um ou outro deslize na revisão:

    “Cada vez que ela vinha trazer papéis para ele assinar, sentia o intumescimento ao OLHAVA o decote…”

    Mas nada que atrapalhe a história como um todo. Ambos personagens foram bem apresentados e, embora não tenha sido surpreendido pelo rumo, fiquei contente por Maria também aproveitar a vida a sua maneira.

    Escrita segura, de gente que sabe o que faz. Acho que teria gostado mais se o caso de Maria fosse colocado de forma implícita, embora isso fosse sacrificar o excelente parágrafo final.

    Sei que é bem pessoal, mas há contos em que a crítica construtiva que posso fazer só se limita a isso.

    Última observação boba:

    “Aline preferia ser chamada Lili, mas ele escrevia Lilith quando estava sozinho observando-a serpentear do lado de fora da sua sala, num convite a morder o fruto proibido.”

    Eu estava gostando muito da passagem até chegar ao fruto proibido. A referência estava muito mais sútil e elegante, na minha opinião.

    Parabéns pelo ótimo trabalho.

  16. Thales Soares
    12 de fevereiro de 2015

    Não gostei.

    Este conto, para mim, não foi nem um pouco marcante. Não tive dúvidas sobre isso pois este foi um dos primeiros que li neste desafio. Esqueci de comentá-lo, e passei para os outros contos. Depois que eu terminei de ler e comentar o último dos contos enviados, me lembrei que ainda me faltava comentar este (e mais uns dois ou três outros) que eu havia deixado para trás. Muito bem, sentei-me em frente ao computador e comecei a elaborar minhas análises. Tentei lembrar dos pontos positivos e negativos deste conto em particular. Não consegui me lembrar de nada. Foi como se eu não tivesse lido… então tive que reler pela segunda vez! Na segunda vez, também em nada fiquei impressionado com a obra.

    Não me leve a mal. Reconheço que o autor é bastante habilidoso, escreve bem e sabe fazer ótimas descrições! Este foi um dos primeiros contos a serem enviados, então não dava para saber ainda que quase todo mundo seguiria pela linha da luxúria. Mesmo assim, achei que faltou um pouco mais de ousadia. Gosto quando os escritores saem da zona de conforto, e tentam levar o leitor a lugares inimagináveis. Não foi o caso aqui, pois a história foi muito comum.

  17. Pedro Luna
    11 de fevereiro de 2015

    Achei uma previsível história de traição dupla. O conto está bem escrito, mas a trama não me conquistou. Essa ”surpresa” no final já era esperada desde o meio do conto.

  18. Rodrigo Forte
    11 de fevereiro de 2015

    O único pecado do conto foi ser um pouco previsível, mas mesmo assim foi bom de ler. Tem alguns errinhos aqui e acolá, mas nada tão gritante. Gostei da maneira realista que foi retratado o relacionamento do casal e situações assim devem acontecer aos milhares diariamente. Parabéns pelo texto.

  19. Rodrigues
    10 de fevereiro de 2015

    Li esse ontem e não consegui comentar. Não sei. Está bem escrito e as descrições iniciais são interessantes, o problema é que o conto não engrena em nenhum momento, seja pela linguagem ou pela história contada. Ao final, fiquei frustrado com a citação do chicote, pois o livro 50 tons de cinza me veio à memória. =(

  20. Gilson Raimundo
    10 de fevereiro de 2015

    Poxa. Todo mundo quer dar uma escapadinha, o cara querendo ser esperto e a mulher foi muito mais. Esta é uma história bem contemporânea pois ninguém sabe o que realmente se passa na cabeça da pessoa amada. Este zap zap é um alcoviteiro de mão cheia…..

  21. rsollberg
    9 de fevereiro de 2015

    Gostei mais da escrita do que do enredo.
    Fiquei esperando mais do que um chifre trocado…

    Achei esse trecho muito bom:
    “Aline acreditava que para subir na vida ela teria que começar por baixo, então se agachou diante do chefe, Ricardo.”

    Só peguei um errinho no “parar de ri”
    De qualquer modo, parabéns e boa sorte.

  22. Gustavo Araujo
    9 de fevereiro de 2015

    Achei muito bem escrito. A parte inicial, em que Ricardo visualiza a amante e a compara com a mulher, enchendo-se de culpa, ficou muito boa. Dá para sentir o remorso dele, sua covardia querendo lhe arrebentar o peito. A única falha é que dá para perceber que a esposa o trai muito antes disso ser oficialmente revelado. Desde o momento em que ela chega em casa, sem batom, com uma marquinha de mosquito, dá para adivinhar o que ela estava fazendo. Por isso, fiquei esperando um final diferente, que infelizmente não veio. Em resumo, um conto com excelente início e desenvolvimento, mas com um final muito aquém do esperado.

  23. Cácia Leal
    7 de fevereiro de 2015

    Muito bem escrito e gostei muito. No início, comecei a ler pensando: mais um clichê, um conto sobre luxúria. Mas, à medida em que eu ia continuando a ler, fui me envolvendo mais e suspeitava do desfecho, mas ele me envolveu mesmo assim. Gostei bastante. Muito envolvente a maneira com que foi escrito. Mesmo sendo bastante previsível a traição da esposa, a maneira com que o escritor escreveu o conto fez com que não ficasse enfadonho. Parabéns!

  24. Anorkinda Neide
    7 de fevereiro de 2015

    Gostei.. um conto muto bom…tempos modernos..hehehe
    Pecado: luxúria. Mas mesmo assim o texto se encaixaria em vários temas. Acho inclusive que o mote principal do conto é a culpa. E culpa não é pecado.
    Mas parabens ae!

  25. Luis F. T.
    6 de fevereiro de 2015

    Muito bom o texto. Bem elaborado e redigido, com um final criativo. As pistas no decorrer no conto também amarram bem a narrativa até seu desfecho. Não tenho críticas, só elogios!

  26. Luan do Nascimento Corrêa
    6 de fevereiro de 2015

    Embora o conto esteja bem escrito, senti falta de algumas vírgulas e também passaram alguns erros de digitação, como palavras ausentes. Gostei muito do seu conto!

  27. Brian Oliveira Lancaster
    5 de fevereiro de 2015

    Meu sistema: EGUA.

    Essência: Um interessantíssimo conto urbano baseado no cotidiano. Está toda aí, apesar de focar nos mais conhecidos. Nota – 9,00.

    Gosto: Por abordar o dia a dia e tentar fugir do lugar comum, atiçou a curiosidade de ler até o fim. Não sou muito deste estilo (e vejo que nesse desafio não serei de quase nenhum), mas os parâmetros utilizados aliados à escrita leve e fluente me ganharam. Nota – 9,00.

    Unidade: Não notei erros aparentes de ortografia, nem gramática. Só tive de reler a construção final para entender bem, o que é normal. Nota – 9,00.

    Adequação: Não tenho dúvidas neste caso. Nota – 10,00.

    Média: 9,3.

  28. Alan Machado de Almeida
    4 de fevereiro de 2015

    Na minha cabeça só um casal gótico daria um apelido de Lilith ou similar para o amante, eu achei que essa parte não combinou com o personagem do empresário. Mas isso é um detalhe. A história conjugal de cotidiano simples ficou bom.

  29. rubemcabral
    4 de fevereiro de 2015

    Gostei do conto: conseguiu encaixar uma história interessante em poucas linhas. Que haveria uma surpresinha sobre a doce Maria já era um tanto óbvio, mas foi bacana ainda assim. Vi poucas coisas por acertar: o texto está bem escrito.

  30. Ricardo Gnecco Falco
    4 de fevereiro de 2015

    Boa apresentação, embora ainda permitindo um prenúncio da trama um pouco cedo demais ao leitor, amenizando uma surpresa que, se melhor escondida, deixaria a obra bem próxima da perfeição.
    Parabéns!
    Boa sorte! 😉

  31. AJ Paes
    3 de fevereiro de 2015

    Acredito aqui que o autor demorou para colocar o conflito (o q tinha no ecrã da Maria?) e o final não foi muito original.

    É bem verdade que o autor escreve bem, mas precisa estruturar melhor a história.

  32. Pétrya Bischoff
    2 de fevereiro de 2015

    Hahhahahahahahahha’ adorei!
    Todo o zelo denunciava culpa, por parte dela também! E o marido todo derrotado, pobre bicho. Notei algum erro de digitação, mas a escrita pareceu-me boa e a narrativa conduz bem o litor pelo sofrimento do cara ahhaha. Parabéns e boa sorte.

  33. Andre Luiz
    1 de fevereiro de 2015

    Olá, cara pecadora. Gostei muito de sua forma de escrita. Vamos à avaliação!

    A)O lirismo do texto é latente em toda a produção, e, ressaltando alguma ou outra passagem, gostei do resultado como um todo, sem muitas ressalvas. A ligação da imagem de Lilith, a primeira mulher de Adão e acusada de incitar que ele e Eva comessem do fruto proibido – que, por sinal, já sabemos que é o pecado da luxúria, provavelmente o primeiro pecado a entrar no mundo; com a amante deo rapaz é interessante. Gostei desta ligação com todas as letras. Também soube usar bem a ideia do “tell, don’t show” tão defendida neste site, e sugeriu várias cenas bem interessantes e plásticas. Gostei também do suspense bem marcado com as mensagens que Maria recebia no celular e da excelente divisão de parágrafos e partes do conto em si.

    B)Contudo, achei o início deveras conturbado e a trama um pouco confusa, além de um final tão sugestivo que fica difícil saber o que Maria realmente pretendia com isso. Traía o marido como ele mesmo fazia com ela? Apenas sonhava com noites picantes? Caso traísse, era com a Lili que acontecia tudo isso? O homem descobriu tudo isso? Ficou tudo na sugestão, o que embelezou o texto, mas prejudicou a compreensão do seu final.

    Parabéns e sucesso no concurso!

  34. Virginia Ossovski
    31 de janeiro de 2015

    Desconfiava do final… Muito bom, as descrições do tormento angustiado do protagonista quase me fizeram sentir a mesma culpa que ele. Ao mesmo tempo ele foi ingênuo de achar que a esposa era um “anjo”. Quanto à técnica, muitas frases pediam vírgulas, ficaram muito longas e sem nenhuma pausa. Sucesso no desafio !

  35. Eduardo Selga
    29 de janeiro de 2015

    Aparentemente, apenas mais uma estória de traição conjugal, mas as aparências podem enganar.

    No jogo que consiste em esconder a própria culpa, o personagem masculino foi construído com uma rica psique. Demasiadamente ocupado em ocultar o sentimento de culpa pelo relacionamento extraconjugal e confiante na fidelidade da esposa, ele não consegue enxergar o sinal evidente da traição dela, a marca do seio. Inverossímil a cegueira? Não me parece.

    A esposa, ao contrário dele, não demonstra culpa e chega mesmo a arriscar-se ao responder à mensagem do amante, próxima ao marido. Logo, a insatisfação sexual é muito maior nela, coisa que ele não consegue perceber. A ponto de considerar que o relacionamento é todo paz e tranquilidade porque “Não havia renúncias ou brigas”. Uma falsa calmaria, cuja tensão fica bem demonstrada a partir do instante em que ele chega e casa.

    O(a) autor(a) possui um ótimo domínio da expressão escrita, pois consegue alguns bons efeitos, como ironia e metáfora. No primeiro caso, a encontramos em “A esposa chegaria atrasada e suada dizendo que havia ficado presa no trânsito, viriam os beijos e ela faria o jantar apressada. Ele, o sultão”. É irônico porque na verdade ela é a soberana da situação, pois consegue fazê-lo acreditar-se dominante, amado, insubstituível. No segundo caso, destaco “Quando o visor do celular de Maria acendeu, a culpa já havia colado às pálpebras de Ricardo”, em que ocorre uma personificação da culpa de modo a transmitir a ideia de que foi em função dela que ele adormeceu, nem tanto por sono.

    A escolha de alguns nomes não parece ter sido fortuita. A personagem com quem ele trai a esposa possui três identificações (Aline, Lili e Lilith), sendo que Lilith é personagem que na mitologia babilônica é identificada como um demônio e na bíblica há uma passagem sugerindo-a como antecessora de Eva. No conto, essa “primeira mulher” arquetípica é a amante, por quem o homem nutre desejo maior do que pela esposa “oficial”. A amante é a número um. Além disso, o fato de possuir três identificações contribui para outra ideia que o conto trabalha, mais ou menos subliminarmente, que também é arquetípica: mulher é falsa. Será gratuito que as duas mulheres do conto sejam dissimuladas, cada qual ao seu jeito?

    O nome da esposa, Maria, também não me parece à toa. Por ser um nome bastante comum, está estreitamente relacionado à ideia de normalidade, ao banal, ao medíocre, à sensaboria que o relacionamento dos dois representa.

    Pequenos erros ortográfico: “[…] sentia o intumescimento ao olhava o decote profundo contrastando com […]”. O correto seria OLHAR; “[…] certifica-se que ainda a amava”. O correto seria CERTIFICASSE.

  36. Sonia Rodrigues
    28 de janeiro de 2015

    Começa fraco. A frase é longa e pouco clara. “Quando chegou ao ápice sentiu que algo maior dentro dele se esvaiu…” – eu pensei que era um atleta escalando uma montanha, e o “algo maior” ficou sem explicação, já que não é um ideal, nem Deus, o significado ficou pessoal, o leitor tem de adivinhar o que seria esse algo maior do autor.
    A descrição do flerte entre patrão e secretária está clichê e sexista. A frase “para subir na vida ela teria que começar de baixo” pretende ser humorística, é grosseira e levaria uma feminista indignada a estrangular o autor.
    O detalhe do celular não rola, só funciona para programa humorístico, uma pessoa casada (sabendo que está arriscando detonar o casamento) fornecer seu número de celular para o amante mandar mensagens de texto é infantil e pouco inteligente.
    O final está ótimo. Embora o desfecho seja previsível, as algemas e chicotes deram um toque picante de surpresa.

  37. Willians Marc
    28 de janeiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 7
    Ortografia/Revisão: 9
    Técnica: 8
    Impacto: 6
    Inovação: 6

    Minha opinião: Conto bem escrito, mas sem nada que faça saltar os olhos. Há algumas boas construções de frases, mas a trama é bem simples. A troca de ponto de vistas não ficou muito explicita no inicio do texto e isso atrapalhou um pouco a mim.

    Faltou um “r” nessa frase: “e esperou a mulher parar de ri para o celular”

    Boa sorte no desafio.

  38. Thata Pereira
    28 de janeiro de 2015

    Muito legal.

    Pessoas são mesmo muito complicadas, por isso gosto de observá-las. Casos do tipo me deixam revoltada com o ser humano, mas (pecaminosamente) acabo rindo da situação.

    Gostei muito da segunda e terceira parte, gostei de todo o conto, mas essas duas exploraram o cotidiano do casal, achei bacana. O cachorro, a mesa do jantar.

    Uma ideia pessoal: achei o chicote e a algema forçado, mas talvez houvesse uma forma mais, como posso dizer, “indireta” de dizer isso. A leitura é calma, até mesmo quando Ricardo agarra a secretária, as palavras são bem escolhidas. No fim, quando lemos algemas e chicotes, parece que dá um choque. Mas isso é pessoal.

    Boa sorte!

  39. Alan Machado de Almeida
    28 de janeiro de 2015

    Como esperado luxúria é o pecado mais cotado. Gostei da história de cotidiano simples.

  40. JC Lemos
    27 de janeiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Muito boa! Alguns errinhos escaparam a revisão, mas nada que tenha atrapalhado o entendimento da trama.

    Sobre o enredo.
    Simples, mas demais! Gostei bastante de como a história se desenvolveu, e de como os sentimentos foram empregados. A forma como foi descrito gerou diversas imagens. Senti quase como se estivesse ao lado de ambos enquanto viviam o que era descrito.
    E o mais interessante é que isso é uma coisa recorrente nos dias atuais, onde homens e mulheres já não tem mais confiança um no outro, muito menos respeito, que é coisa rara hoje em dia.

    Essa Maria aí deve ser Santino… hahahahahaahah

    Parabéns e boa sorte!

  41. Mariana
    26 de janeiro de 2015

    Muito bom, o arrependimento do marido pela traição e sua ingenuidade são muito bem transpassados. Continue assim e boa sorte!

  42. Tiago Volpato
    26 de janeiro de 2015

    O conto tá bem feito, mas achei um pouco previsível. Pelo título já dava pra imaginar o que ia se passar nele. Pra mim faltou um pouco de surpresa, mas isso é coisa minha. No geral ele foi bom, não foi uma leitura chata.

  43. Lucas Rezende
    26 de janeiro de 2015

    Olá, autor(a).
    O conto possui boas sentenças, algumas coisinhas escaparam da revisão, mas quando não escapam, né?
    Pelo jeito a luxúria vai dominar os textos desse desafio. Boa história, mostrando o cotidiano de pessoas comuns em um relacionamento. Ricardo e Maria não estão satisfeitos um com o outro e procuram isto em outras pessoas. O sentimento de culpa de Ricardo ficou bem aparente, já Maria não parece se importar tanto assim. Personagens interessantes. Que é o que dá gosto em histórias.
    Gostei.
    Boa sorte!!!
    May the force be with us…

  44. Claudia Roberta Angst
    26 de janeiro de 2015

    A mulher Maria era a Eva, mulher submissa, saída da costela de Adão. Aline, Lilith, a lua negra, a primeira criação feminina, que se revoltou e não aceitou se submeter. O homem dividido entre a mulher e a amante, bem clichê, mas verossímil até a raiz do cabelo ou do… bom, deixa pra lá.
    A mulher que parecia ser um anjo de candura também dava suas escapadelas em busca de emoções em 50 tons de cinza. Também acontece muito.
    Não houve um grande impacto ou surpresa na narrativa, mas também não sobraram pontas soltas.
    Alguns detalhes escaparam à revisão, mas nada muito sério. Boa sorte!

  45. Marcellus
    25 de janeiro de 2015

    Muito bom conto! Especialmente se levarmos em conta o limite de palavras do desafio.

    Houve um pequeno deslize de revisão, que não compromete o resultado. E o final fica um pouco óbvio, mas volto a salientar: considerando o limite de palavras, o texto e’ ótimo.

    Parabéns à autora e boa sorte!

  46. Gustavo Aquino dos Reis
    25 de janeiro de 2015

    Muito bom conto, bem escrito. A relação doméstica de infidelidade conjugal me remeteu aos trabalhos de Nelson Rodrigues.

    Parabéns ao autor.

  47. itomachado
    24 de janeiro de 2015

    Como dizem a traição é uma faca de dois gumes, parabéns!

  48. Gustavo de Andrade
    24 de janeiro de 2015

    Cara, o texto começou interessante mas ficou rapidamente óbvio que a esposa também tinha traído. Dispositivos narrativos como “Olhou seus cabelos embaraçados, sobre o seio esquerdo uma marca vermelha exposta como moeda, nos lábios nenhum batom. Ricardo apontou para marca e disse DESINTERESSADO:” expõem isso. Talvez seja por conta de estar lendo a fim de análise, mas penso que seria melhor deixar isso um tanto mais diluído, menos na cara de quem lê. :/ tirou o interesse de algo sobre a psique do casamento pra mais uma história corriqueira de traição dupla.

  49. Ito Machado
    24 de janeiro de 2015

    A culpa em duplo sentido, muito bom. Parabéns!

  50. Fabio Baptista
    24 de janeiro de 2015

    Boa escrita. Escapou à revisão um olhava no lugar de olhar, um ri no lugar de rir e sobrou uma crase no colado as pálpebras, quase no final.

    A história porém, muito previsível. Também muito batida: homem que pega a secretária depois volta arrependido pra casa (pra pegar a secretária e se arrepender de novo no dia seguinte) e mulher vagabunda que se finge de santa já não surpreende mais ninguém.

    Veredito: uma boa narrativa para um enredo um tanto desgastado.

  51. mariasantino1
    23 de janeiro de 2015

    Ah! Que pena. Cortando meus pulsos com uma faca de plástico.

    ao olhava (OLHAR), de onde diabos veio esse certifica-se? (CERTIFICASSE). Inúmeros ele e ela sem necessidade, fora o nome “RICARDO” espalhado aí umas trocentas vezes. Snif, Snif. Foi mals, galera. Pequei feio na revisão 😦

    • mariasantino1
      7 de fevereiro de 2015

      Ok. Sei que vou ficar na sombra da poeira (com toda razão) e já agradeço de antemão aos puxões de orelha dos colegas, sobretudo dos amigos (afinal, quem gosta se importa).

      Segue alguns acertos:

      sentiu que algo maior dentro dele se esvaiu (JUNTO COM O) calor antes preso nos lençóis daquele motel.

      A maré de pessoas (E) solavancos…

      Aline preferia ser chamada Lili, mas ele (SUSSURRAVA) Lilith — Alusão à deusa pagã Lilith, da teoria de que ela foi a primeira mulher de Adão. Segue a foto dela:

      sentia o intumescimento ao (OLHAR) o decote profundo (ONDE UM) pingente minúsculo de anjinho (BALANÇAVA) diante de seus olhos

      O solado do sapato na cerâmica era tão denunciador (QUANTO) as batidas do seu peito

      Ricardo pôs mais força que o necessário (PRESTES) a confessar tudo ali mesmo.

      celular (SOBRE A) mesinha

      esperou a mulher parar de (RIR)

      como se, com isso, (CERTIFICASSE)

      Respondeu (DE MODO AUTOMÁTICO — mecânico já havia sido usado).

      Verei as repetições de nomes bem como “Ele e Ela”, também vou olhar essas palavras com mesmo radical que não fica legal (sorriu, riu, riso…). Hum… É pra ficar subentendido que eles foram a um motel e que tomaram um transporte neutro como um táxi para não chamar atenção. Bem, queria ter mantido o ritmo narrativo, mas… Enfim, OBRIGADA 😉

    • Brian Oliveira Lancaster
      24 de fevereiro de 2015

      Engraçado… Tinha leves suspeitas de que esse seria seu. Interessante como temos “marcas” mesmo tentando mudar o estilo. Mas gostei sim! Minhas notas estão lá em cima.

      • mariasantino1
        24 de fevereiro de 2015

        Oi, Brian! Eu também desconfiava do seu. Viu lá que eu até chutei? Obrigada pela leitura e notas tão altas.

  52. Miguel Bernardi
    23 de janeiro de 2015

    Olá, pecadora.

    Devo dizer que seu conto é muito bom, me agradou bastante, e não foi apelativo. É claro, a sugestão dos atos ficam no ar, mas você não precisou de ‘artifícios mais explícitos’ (perdão pelo trocadilho) para contar sua história.

    A narrativa é limpa, mas falta um pouquinho de revisão. Veja:

    * sentia o intumescimento ao olhava o decote => ao olhar

    * esperou a mulher parar de ri(r) para o celular

    *Ela sorriu um riso cheio lascívia ao ler a mensagem.

    É um ótimo conto, que mostra uma infeliz realidade pelo mundo afora. Enquanto Ricardo se culpava, quase chegando ao ponto de uma tortura mental, Maria ria de seus atos. E, devo dizer, o marido, cego pela culpa, falhou ao perceber os atrasos e desculpas da esposa. Excelente.

    Boa sorte no desafio!

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Informação

Publicado às 23 de janeiro de 2015 por em Pecados e marcado .
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