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Detox Literário.

Sex Pet (Alan Cosme Machado)

sex pet

Fechar a loja se tornou a parte do dia mais emocionante para João Takeda. Com sessenta anos, ele é divorciado e pai de dois filhos que não vê há quase três anos. Sua única companhia são seus funcionários que não vão muito com sua cara.

Como de costume João aquela noite checou os produtos e os animais a mostra. Quatro gatos, Três cachorros e vários peixinhos pequenos. Takeda já tinha terminado sua vistoria e já estava subindo para o segundo andar, onde morava, quando um barulho chamou sua atenção. – Um invasor?!

Ao checar o suposto assalto Takeda quase estourou sua ponte de safena. Em uma das gaiolas dos gatos não havia mais um gato, mas sim uma mulher nua que dormia.

O nisei se aproximou notando que havia algo de diferente com a moça. Ela tinha orelhas de gato e uma cauda felpuda. Takeda pôs as mãos na boca em assombro. – Uma nekomimi! – João abriu a gaiola e tentou retirar a pelada de lá de dentro, mas ela o estranhou, chiou e fez menção de que queria arranhá-lo.

Uma parte de Takeda estava maravilhada. -As histórias contadas pelos meus pais eram verdadeiras!- Como aquele nekomimi foi parar em sua pet shop ele só foi se indagar depois. Primeiro ele precisava escondê-la (os outros não entenderiam uma mulher pelada lá).  Usando uma coleira do próprio mostruário, João levou a nekomimi para a sua casa.

– Você entende o que estou dizendo?

– Miau.

Takeda tentou vesti-la, usando as roupas que sua ex tinha deixado para trás, mas a mulher gato se recusou, tal qual um animal que se recusa a usar um acessório. Takeda tentou também colocá-la de pé, mas era como pôr um gato ou um cão nessa posição. Ele a mantêm por alguns segundos e depois despenca voltando a ficar de quatro.

Há tempos que João não tem uma relação, desde o seu divórcio, ver uma garota tão jovem naquela posição era fetichista demais para ele aguentar. Seu velho coração acelerou e ele começou a suar.  O pior era que a criatura não tinha noção do que estava provocando nele. Sua inocência e seu corpo pueril eram seus maiores atrativos.

A mulher gato se espreguiçou da maneira mais sensual que uma mulher pode fazê-lo. O desejo de Takeda ficou evidente em suas calças.

– Eu não posso fazer isso, ela tem quase a cara de uma criança. – Enquanto tentava se controlar, a nekomimi veio de mansinho e esfregou o rosto em sua perna, como um animal que pede carinho. Em seguida, ela se pôs de barriga para cima e começou a arranhar o ar com um sorriso difícil de ignorar.

Takeda imaginou que ela fosse apenas o gato que era outrora e alisou sua barriga. Uma barriga perfeita, para dentro, de modelo. João nunca teve acesso a uma mulher desse nível quando era jovem. Sonhou em ter várias vezes, agora que tem uma à mão estava difícil resistir. A excitação era tanta que seu membro doía pedindo sexo. A mulher gato deu um tapa nele e isso só faltou levar o comerciante a loucura.

Takeda pegou a mulher gato pelos ombros e a jogou no sofá. Em seguida começou a tirar as próprias roupas. O nisei se jogou em sima dela se preparando para o coito quando o pior aconteceu. A mulher gato voltou a sua forma de gato. Sem outra opção, Takeda foi tomar um banho demorado.

XXX

João teve uma noite de sono curta. Antes de dormir deixou a nekomimi presa em uma gaiola na sua dispensa, ao checar de manhã ela ainda estava em sua forma animal. – Muito bom. – Takeda pegou a gaiola e a levou para passear pela rua. Após se distanciar muito de sua casa, Takeda abriu a gaiola e abandonou o gato. Pelo retrovisor João notou que o felino tentou segui-lo. Mas o pobre animal não era tão rápido.

O expediente do dia seguiu normalmente, só começando um pouco atrasado pois o patrão de manhã cedo precisou “resolver um assunto importante”. Como sempre, João puxava assunto com os funcionários ou com os clientes, mas todos eram meio arredios a ele. Um homem sem sorte com relações sociais.

A noite veio de novo e com ela João repetiu a rotina de checar o estoque. Dessa vez a gaiola dos gatos faltava um e isso partiu seu coração. Takeda arrumou a loja umas dez vezes com a esperança de que um dos angoras se transforma-se em sua mulher gato. Mas nada. No final da décima tentativa o nisei subiu para sua casa derrotado.

– Miau, miau, miau, miau.

– Que zuadeira é essa?!

Sua casa estava tomada por gatos. – Como eles entraram? – Só podia ter sido pela janela, mas ela estava trancada, não estava? João contabilizou ao menos vinte e cinco espalhados pela casa. O evento já seria estranho se fosse só isso, mas para piorar todos se converteram em mulheres. Um bando de youkais do tipo nekomimi. Mulheres maravilhosas como vieram ao mundo. Tendo apenas a ressalva das orelhas e da calda. Mas no estágio em que João estava ele nem ligaria.

Mulheres de várias etnias andando de quatro avançaram em Takeda e o jogaram no chão. As criaturas rasgaram suas roupas até deixá-lo sem nada. Em seguida começaram a montar nele. Uma depois da outra. João não sabia que tipo de magia possuíam que fez com que seu membro ficasse viril mesmo depois de copular com dezenas. Vinte e cinco? Mais entraram e esse número cresceu para cinquenta, uma centena…

XXX

Há três dias que João não aparecia. Preocupado, um dos funcionários foi checar sua moradia. Como ninguém respondeu os chamados ele arrombou a porta. Lá ele viu uma cena peculiar. Os gatos tomavam a casa e João estava pelado deitado no chão cheio de arranhões e excrementos dos animais.

– João o que aconteceu?

– Hahahahaha. – João ria feito um desvairado. Ele nunca se recuperou daqueles três dias.

54 comentários em “Sex Pet (Alan Cosme Machado)

  1. wilson barros
    23 de fevereiro de 2015

    Conto do realismo fantástico de intenso erotismo, bem escrito, com ritmo. A mistura de dois gêneros, erótico e fantástico, foi uma boa idéia, produzindo um excelente conto. Gostei dos diálogos em “gatês”. Recomendo-lhe a leitura de “A Coisa e outros contos”, livro de contos eróticos de Alberto Moravia. Sugiro-lhe também uma revisão que torne seus contos mais claros, por exemplo: “dessa vez a gaiola dos gatos faltava um”, fica difícil entender o que quer dizer.
    Revisão ortográfica:
    Não tem uma relação -> Não tinha uma relação.
    Em sima -> em cima
    Angoras –> angorás, com acento.
    Transforma-se -> transformasse
    Calda -> cauda
    João o que aconteceu – > João, o que aconteceu

  2. Alexandre Leite
    22 de fevereiro de 2015

    Criativo e bem escrito.

  3. Edivana
    22 de fevereiro de 2015

    Talvez um pouco mais de ousadia deixaria esse conto mais… pecador! Talvez levar os desejos aos extremos, embora amaldiçoados. Ou talvez isso esteja subliminar na história, O.K. Não costumo falar da gramática, pois isso não me ocupa tanto, mas “em sima” me deixou um pouco chocada. Foi o maior pecado do texto.

  4. alexandre cthulhu
    20 de fevereiro de 2015

    acabei de ler um conto bem original, cheio de humor e erotismo. Gatos que se transformam em humanos e fazem sexo – tema interessante.
    Continue escrevendo e não fuja desse seu estilo que achei bem original e peculiar

  5. Leonardo Jardim
    19 de fevereiro de 2015

    Prezado autor, optei por dividir minha avaliação nos seguintes critérios:

    ≋ Trama: (2/5) interessante, mas com alguns furos. Se uma gata evitou o sexo, por que as outras queriam? Não era essa a forma de vingança que gatas usariam. Não achei muito verossímil.

    ✍ Técnica: (1/5) muitas falhas (ver abaixo).

    ➵ Tema: (1/2) o conto fala de sexo, mas não me pareceu que o protagonista sofria de luxúria (algo como viciado em sexo).

    ☀ Criatividade: (2/3) foi criativo, embora seja um fetiche comum dos nipônicos.

    ☯ Emoção/Impacto: (2/3) a história é divertida e excitante.

    Encontrei os seguintes problemas:
    ● Como de costume João aquela noite (vírgula depois de “costume”)
    ● Ao checar o suposto assalto Takeda quase estourou (vírgula depois de “assalto”)
    ● Em uma das gaiolas dos gatos não havia mais um gato (vírgula depois de “gatos”)
    ● Como aquele nekomimi foi parar em sua pet shop ele só foi se indagar depois. (vírgula depois de “ele”)
    ● Ele a mantêm por alguns segundos (manteve)
    ● desde o seu divórcio, ver uma garota (ponto no lugar de vírgula)
    ● agora que tem uma à mão estava difícil resistir (tinha)
    ● e isso só faltou levar o comerciante a loucura (este ato)
    ● em sima (cima)
    ● o pior aconteceu. A mulher gato voltou a sua forma de gato (dois pontos no lugar de ponto)
    ● Antes de dormir deixou a nekomimi presa (vírgula depois de “dormir”)
    ● dispensa, ao checar de manhã (ponto no lugar da vírgula)
    ● Pelo retrovisor João notou (vírgula depois de “retrovisor”)
    ● Dessa vez a gaiola dos gatos faltava um e isso partiu seu coração. (ficou estranha essa frase)
    ● No final da décima tentativa o nisei subiu (vírgula depois de “tentativa”)
    ● Mas no estágio em que João estava ele nem ligaria. (vírgula depois de “estava”)
    ● Em seguida começaram a montar nele (vírgula depois de “seguida”)
    ● Como ninguém respondeu os chamados ele arrombou a porta (vírgula depois de “chamados”)

  6. Sidney Muniz
    18 de fevereiro de 2015

    Até gostei, mas o final não me agradou.

    A narrativa não é ruim não. O conto tem seus altos e baixos.

    não é meu tipo predileto de estória, e os exageros acabaram me tirando o entusiasmo, mas a estória é divertida.

    O final, o funcionário indo saber se o chefe estava bem, preocupado? Mas ninguém gostava dele, então isso ficou meio estranho.

    No mais, é um bom conto.

    Trama (1-10)=7,5
    Técnica (1-10)=8,0
    Narrativa (1-10)=8,5
    Personagens (1-10)=9
    Inovação e ou forma de abordar o tema (1-5)=5
    Título (1-5)=5 – Gostei!

    Parabéns!

  7. Swylmar Ferreira
    18 de fevereiro de 2015

    O texto apresenta linguagem objetiva, pouca narrativa e pouca descrição, Trama é até interessante apresentando boa cronologia, mas a conclusão abrupta. O pecado foi luxuria?

  8. Pedro Coelho
    17 de fevereiro de 2015

    Esse sem duvidas foi o conto mais esquisito que eu li aqui rsrsrsrs. Mas ficou legal, muito criativo. Abordou bem a luxuria. Viajou demais em alguns momentos. Mas no fim deu um bom conto. Continue nessa linha.

  9. Maurem Kayna (@mauremk)
    17 de fevereiro de 2015

    A apresentação de Takeda no sumário logo ao início do texto poderia ser feita de modo mais rico, menos “ficha de personagem”; problemas com vírgulas (e crase) no segundo parágrafo; repetição de palavras (já); o fato inusitado poderia ser apresentado de modo mais interessante; a própria descrição da criatura usa algumas palavras que quebram o ritmo (barriga de modelo!); sem outra opção? a punheta seria o mais evidente, se é que seria possível dado o inusitado dos fatos; mas simplesmente ir tomar banho soa pouco verossímil; a palavra youkai surge do nada, sem a ambientação que a torna compreensível como no caso de nekomimi; calda ao invés de cauda!; a frase final desmonta o clima que poderia ter encerrado bem a história se tivesse se encerrado no trecho “arranhões e excrementos de animais”

  10. Carlos Henrique Fernandes Gomes
    15 de fevereiro de 2015

    Odeio gatos! Mas acho que estou mudando de idéia sobre as gatas! Três dias e o coração do velho João aguentou! Que magia dessas felinas maravilhosas! Vc sabe que seu texto precisava de uma pequena revisão, né? Mas e daí… como é mesmo o nome dessas gatas? Nekomimi! Pior que gato é bicho sensual mesmo…

  11. Bia Machado
    15 de fevereiro de 2015

    hahahha, coitado do Takeda! Aqui está um personagem que conseguiu me cativar em 1000 palavras. Gostei da história, pelo inusitado e porque nunca tinha ouvido falar nesse mito. Tem um “em Sima” que escapou ali no meio na digitação. De resto, gostei muito da leitura, fugiu do que esperávamos para a luxúria, usando bem o fantástico.

  12. Leandro B.
    13 de fevereiro de 2015

    Ah, esqueci. Também vale uma revisão mais cuidadosa, vide: ““O nisei se jogou em SIMA dela se preparando para o coito quando o pior aconteceu. ”

    Abraços

  13. Leandro B.
    13 de fevereiro de 2015

    Oi, Nisei.
    Gostei de tentar trabalhar com a cultura japonesa, mas acho que faltou um pouco de cuidado na empreitada.

    Vários elementos surgem ao longo do texto e jogam para o leitor a responsabilidade de conhecê-los ou de buscar informações sobre os mesmos. Além das questões dos termos (Nisai, Nekonomi, Youkai) há uma despreocupação muito grande em explicar a mitologia que os cerca. Veja bem, eu posso pesquisar que um Nekonomi é uma representação de uma mulher em forma felina (é isso?) mas é muito mais difícil tentar entender porque ou como ela surge.

    O Nisai (estou certo?) tomou a aparição dela como algo completamente natural e, por isso, não conseguimos pescar nem sob o seu ponto de vista a origem dessa transformação. “A história dos meus pais eram verdadeiras” e ponto. Mas que histórias eram essas?

    “Como aquele nekomimi foi parar em sua pet shop ele só foi se indagar depois. Primeiro ele precisava escondê-la (os outros não entenderiam uma mulher pelada lá).”
    Eu também não entendi! rs

    É claro que eu entendo que as limitações de palavras tornam difíceis explicações mais fechadas, mas, não sei se o conto funciona sem elas (falando apenas do meu ponto de vista, é possível que um grande entendedor da cultura japonesa aprecie melhor o texto)

    Com isso tudo dito, não quero dizer que você não deixou clara a carência do Nisai ao longo do texto. Mas mesmo que haja uma sugestão de que tudo foi criação de sua imaginação, a dificuldade de compreender o próprio imaginário dele dificulta um pouco a coisa.

    Algumas sugestões para um texto ampliado:

    “– Uma nekomimi! –”
    Não gostei muito do uso de travessões no meio do parágrafo para expressar pensamentos ou falas sozinhos. Acho que aspas cairia melhor.

    “O nisei se jogou em sima dela se preparando para o coito quando o pior aconteceu. A mulher gato voltou a sua forma de gato.”

    Como? A transformação se deu num passe de mágica, como em um filme da disney? Ou o gato/mulher se contorceu, gemeu e sangrou enquanto seu corpo encolhia? Ou, ainda, foi tudo num piscar de olhos e ele não viu?

    Essa pode ser uma cena muito rica.

    “Takeda pegou a gaiola e a levou para passear pela rua. Após se distanciar muito de sua casa, Takeda abriu a gaiola e abandonou o gato. ”

    Por que? Culpa? Medo de cometer bestialidade? Há algo assombroso na cultura japonesa em se relacionar com um Nekonomi?

    Tendo dito isso tudo, achei o texto divertido. Não sei o quanto ele fala de pecado (no caso, me parece, luxúria) e o quanto ele trata na verdade de solidão.

    De todo modo, parabéns. Mas acho que a coisa vai ficar melhor mesmo se você aprofundar (de maneira cuidadosa) as questões da cultura japonesa para um leitor leigo.

  14. Lucas Almeida
    13 de fevereiro de 2015

    Bem fantasioso, o que é bom eu acho, porém não prendeu minha atenção. Acredito que o tema da luxúria poderia ser melhor trabalhado, podia estar mais impregnado no seu texto. Não que não tenha potencial, mas acredito que podia melhorar.
    Boa sorte 🙂

  15. Thales Soares
    12 de fevereiro de 2015

    Bom, este foi o primeiro conto que li e o último que estou comentando neste desafio. Depois disso, #partiuvotação!

    Enfim… Confesso que eu esperava mais. A menina da foto é bonitinha, mas parece uma criança, prefiro uma mais velha. Mas entendo que essa novinha se encaixou melhor com a história do conto, por causa daquela modalidade de pornografia de um velho com uma jovem. Aliás, foi nesse ponto que o conto falhou para mim. Ele prometeu algo que não conseguiu cumprir. De cara, o apelo erótico foi intenso. Mas depois disso o próprio texto foi broxando. Gostaria de ter presenciado mais detalhes! As descrições foram muito razas. O final foi bem fraquinho, o velho terminou numa orgia com gatas estranhas que pareciam ter saido de uma revista de hentai, e fim.

    Não gostei. Mas valeu a tentativa.

  16. Jowilton Amaral da Costa
    11 de fevereiro de 2015

    Nunca havia ouvido falar de Nekomimi. O conto é médio, não me causou muito impacto, apesar do gato virar uma mulher. E pelo fato do desafio das Criaturas Fantásticas ainda está fresco na memória, achei pouco criativo o uso da nekomimi. O surubão no final foi bem legal, acho que eu também ficaria rindo a toa. kkkkkkk. Boa sorte.

  17. Rodrigo Forte
    11 de fevereiro de 2015

    Achei a ideia muito boa. A execução, por outro lado, me desagradou um pouco, achei que podia ter seguido por um caminho diferente. Há também a necessidade de uma pequena revisão, mas nada que tenha prejudicado o entendimento do texto.

  18. Rodrigues
    10 de fevereiro de 2015

    ri com esse final, o cara foi a forra com as gatas ninfetas. essa situação com os gatos e os excrementos, essa imagem, foi forte, resumiu bem a loucura dele. fora isso não vi muito a ser elogiado no conto, o elemento fantástico foi colocado de forma muito abrupta, sem maiores descricoes, isso me desagradou e o texto também não esta muito inspirado.

  19. Gustavo Araujo
    9 de fevereiro de 2015

    Um conto simples, com jeitão de sessão da tarde. Certamente as menções aos personagens e à cultura nipônica não são gratuitas, mas no meu caso passaram batidas. De resto achei bem direto, sem grandes questionamentos ou profundidade. Para entreter, vale.

  20. Gilson Raimundo
    8 de fevereiro de 2015

    Bela história, este João realmente foi um sortudo de conseguir copular com tantos bichanos e ainda se manter vivo, a lucidez certamente qualquer um perderia.

  21. Cácia Leal
    7 de fevereiro de 2015

    O conto não me agradou. Não faz o meu estilo. Acho que merecia ser mais bem trabalhado. Ele não me prendeu como eu gostaria que o tivesse feito, talvez pela linguagem um pouco “naif”, me apropriando do termo das artes plásticas. É uma questão de estilo.

  22. Anorkinda Neide
    6 de fevereiro de 2015

    Achei o conto muito bem contado, digamos assim..hehehe
    Muito bom mesmo, pobre velhinho! Conhecendo cada dia mais a mitologia japonesa!
    Valeu!

  23. Luis F. T.
    6 de fevereiro de 2015

    Conto intrigante. O tema luxúria é bem sutil, e o texto soa mais como um conto erótico.

    Tem alguns erros de português, como no trecho “O nisei se jogou em sima [sic] dela (…)”, mas a maioria é de pontuação. Outra ressalva é o uso de termos japoneses como nisei, youkai e nekomimi, sem nenhuma tradução ou explicação.

    Mas, no geral, é um bom texto, com um final criativo e satisfatório.

  24. Luan do Nascimento Corrêa
    6 de fevereiro de 2015

    O conto se destaca dos demais por acrescentar a cultura japonesa ao repertório e pelo teor cômico. Senti falta de uma última revisada, pois apresenta, além de problemas que uma revisão pode resolver, algumas vírgulas fora do lugar e outras ausentes. Gostei bastante!

  25. Pedro Luna
    6 de fevereiro de 2015

    Uma situação bizarra. Gostei da imagem. Se Takeda descobrisse o segredo para ficar viril e transar com centenas, ficaria rico ao comercializar. E o cara ainda tinha sessenta. Rs. Achei bacana o conto. Partes eróticas bem detalhadas.

  26. Brian Oliveira Lancaster
    5 de fevereiro de 2015

    Meu sistema: EGUA.

    Essência: De certa forma inusitada, é apresentado um deles. Com jeito de lenda japonesa, consegue causar o estranhamento característico desse tipo de história. Nota – 8,00.

    Gosto: Já vi que este desafio será complicado. O humor escrachado cativa, no entanto não chega a se aprofundar na inspiração, deixando uma sensação de vazio e desculpa para os atos. Sei que o limite de palavras não ajuda, mas senti falta de maior conexão. Nota – 6,00.

    Unidade: A leitura flui bem, mas certas frases ficaram estranhas. Notei apenas um erro ortográfico mais chatinho – “calda” em vez de “cauda”. O tempo presente é um diferencial, mas precisava de um pouquinho mais de revisão nas construções. Nota – 6,00.

    Adequação: Sim, está dentro do tema, de uma forma bem humorada e quase se transformando em outro “tipo”. Nota – 8,00.

    Média: 7,00.

  27. rsollberg
    4 de fevereiro de 2015

    Bem interessante.
    Diria que esse conto está um desafio atrasado, rs.
    Gostei da criatura, mas queria ter visto um pouco mais da luxuria.

    Penso que o diálogo final sobrou, tudo poderia ser dito sem o “hahahaha”.
    Peguei um alternância no tempo verbal “tentou também colocá-la de pé” – “Há tempos que João não tem uma relação”

    De qualquer modo, um bom conto.
    Parabéns e boa sorte.

  28. Ricardo Gnecco Falco
    4 de fevereiro de 2015

    O nissei se jogou em sima dela…

    Parei aqui.
    Alguém me conta depois o que aconteseu?
    😉
    Abrax!

  29. AJ Paes
    3 de fevereiro de 2015

    Este conto até tem um bom enredo, mas parece que algo não funcionou, ou melhor, faltou algo: humor. Tipo aquele humor que Gaiman faz, sabe?

    Pra que a gente tenha mais empatia com as personagens, faltou humor. Se você colocasse as cenas de uma forma mais hilária o conto ficaria ótimo.

    abs

  30. rubemcabral
    3 de fevereiro de 2015

    Um bom mote, uma boa ideia de partida para um conto, mas o resultado foi meio irregular: não ficou ruim, mas falhou em alguns pontos: revisão (“calda”, “sima”), pontuação (“João, o que aconteceu?” – vocativo pede vírgula, por exemplo).
    A narração está meio distante, e não permite ao leitor maior empatia pelo João ou pelo(s) nekomimi. Talvez se narrado em 1a pessoa ficasse melhor. Faltaram também algumas frases inspiradas ou descrições interessantes.

  31. Pétrya Bischoff
    2 de fevereiro de 2015

    Hahhahaha agora um híbrido… Oks. Então, a escrita não apresenta surpresas e a narrativa conduz bem a leitura. Não encontrei nada que, esteticamente, tenha me incomodado. Só achei estranho surgirem tantas gatas… uma já é bem bizarro. Mas enfim, sem mais, boa sorte.

  32. Tom Lima
    31 de janeiro de 2015

    O conto é muito bom, muito mesmo. Mas eu sou chato. Como ele levou a mulher gato pra casa? Sei que omitir isso pode ter sido uma escolha pautada pelo limite de palavras, mas senti falta de uma explicação ali e isso me incomodou até o fim da leitura.

    Alguns erros de português também incomodaram, como o texto fou publicado cedo não podemos colocar esses na conta da pressa, mas na conta da falta de cuidado.

    O final… é bom, mas tem algo errado. Não consigo explicar ou saber o que é agora. Mas isso, provavelmete, também tem a ver com o limite de palavras.

    Gostei do conto. Tem falhas, mas é gostoso de ler e divertido.

    Parabéns!

  33. Virginia Ossovski
    31 de janeiro de 2015

    Gosto de cultura japonesa e esse conto conseguiu me surpreender. Desses youkais eu nunca tinha ouvido falar… Achei graça, o que foi bom. Só estranhei um pouco que uma mulher coubesse numa gaiola de gatos, mas ignorei porque gostei do que li. Acho que teve uma pequena confusão com os tempos verbais, mas nada que atrapalhasse. Boa sorte no desafio!

  34. Sonia Rodrigues
    28 de janeiro de 2015

    Temática original, gostei.
    Achei um pouco exagerado, tanto gato encantado, no entanto deu para sentir o leve toque de humor. Para meu gosto, o estilo poderia imitar o das lendas orientais, ficaria mais agradável.

    Algumas sugestões sobre a linguagem:
    animais a mostra. / animais à mostra.
    peixinhos pequenos (pleonasmo) – peixinhos.
    Ele a mantêm / mantém – seria melhor manteve, já que até aí as frases estão no passado.
    Sonhou em ter várias vezes, agora que tem uma à mão estava difícil resistir. / agora que tinha…manter o tempo verbal utilizado até então no conto.

  35. Thata Pereira
    28 de janeiro de 2015

    Sinistro. Achei muito bem escrito e gostei da história. Lembrei de uma cena que vi em uma série, onde mulheres que viravam um certo animal procuravam homens saudáveis para se deitarem e, com isso, não deixarem que a espécie entrasse em extinção.

    Esperei por algo do tipo, mas a resposta não veio. Acho que não precisava vir, na verdade. Explicações estragariam o que o conto tem de mais interessante, que é, justamente, o não esclarecimento dos fatos.

    Gostei muito.

    Boa sorte!

  36. Tiago Volpato
    26 de janeiro de 2015

    O texto tem uma pegada legal de velhos tarados de mangás. O que mais se destacou, na minha opinião, foi o final, gostei bastante. Não vi nenhum erro.

  37. williansmarc
    26 de janeiro de 2015

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 8
    Ortografia/Revisão: 9
    Técnica: 7
    Impacto: 8
    Inovação: 8

    Minha opinião: Bom conto. Achei criativa essa escolha de monstro japonês para compor a história. O autor(a) conseguiu expor uma boa trama e desenvolver bem o protagonista.

    Peguei apenas um errinho no começo: em “Como de costume João”, acho que faltou uma virgula antes de João.

    A imagem que ilustra o post também foi muito bem escolhida… ( ͡° ͜ʖ ͡°)

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  38. Lucas Rezende
    26 de janeiro de 2015

    Olá, autor(a).
    Uma ou outra vírgula fora do lugar apenas, nada de mais. Está bem escrito, mas é só.
    Até a parte em que a mulher se transforma em gato corria tudo bem, mas depois quando aparecem mais um monte de “mulheres-gato” na casa dele a coisa desandou. Parecia “cheat” de mulher-gato infinita. Mais um conto sobre a luxúria (acho que isso possa indicar algo sobre os autores aqui do EC hahaha 🙂 brincadeira)
    Não gostei muito da história, apesar de ter começado bem. Esperava que ele conseguisse fazer sexo com a mulher-gato e morresse depois, ou mesmo antes.
    Boa sorte!!!
    May the force be with us…

  39. Claudia Roberta Angst
    26 de janeiro de 2015

    Primeiro tem que se decidir em que tempo verbal quer escrever: presente ou pretérito? Em algumas passagens, misturou os dois. Cuidado.
    Achei até bonitinha a mulher-gato, mas depois virou uma gataiada e quem pagou o pato, digo o gato, foi o João. A orgia deve ter sido realmente uma loucura. Bom, o pecado está aí – a luxúria – acabando com o pouco juízo do protagonista.
    Não encontrei grandes problemas na leitura e a narrativa foi bem conduzida. Não ganhou muito do meu interesse,mas cumpriu o seu papel. Boa sorte!

  40. Gustavo Aquino dos Reis
    25 de janeiro de 2015

    Gostei do conto e da temática que se vale do folclore japonês. A pitada de erotismo está na medida certa.

    Confesso que tive dificuldade para entender qual pecado estava em jogo. Falha minha.

    João Takeda, seu devasso.

  41. Marcellus
    25 de janeiro de 2015

    Comecei a ler os contos do desafio por este aqui. Claro: a mocinha edificante da foto é garantia de atenção.

    No entanto, passada a emoção inicial, é o texto que precisa sustentar a curiosidade do leitor. E, mesmo que tenhamos ótimos (ótimos MESMO) autores por aqui, a maioria de nós é apenas mediana (quando muito). Sabendo disso, o leitor já vem meio desconfiado, com um pé atrás… o autor, mesmo assim, já entrega logo no segundo parágrafo um “checou”.

    Poxa… a Língua Portuguesa é tão rica, precisa mesmo de um verbo de origem anglosaxônica? Não dava pra usar um “verificou”? “Examinou”? E repetir cinco vezes, precisava?

    Mas tudo bem, é possível relevar. Mas o “calda”…

    Essa falta de revisão acontece com a todo mundo, só que não deixa de aborrecer o leitor.

    Para fechar esse comentário (que, acredite autor, tem a melhor das intenções), não vi o pecado. Digo, até vi, mas não foi ele o moto principal do conto. Não há remorso, culpa… há uma alegria senil e um final morno.

    É possível extrair mais, o autor tem capacidade para isso. Mas exige trabalho.

    Boa sorte.

  42. Andre Luiz
    25 de janeiro de 2015

    Olá, Nisei, tudo bem? Vamos à avaliação!

    A)A trama é maravilhosa( certamente adaptada do desafio criaturas fantásticas kkk) e construída na base erótica, porém fugindo do escrachado e entrando para o satírico com leveza. Tudo corre muito bem e sem nenhum tropeço, a meu ver, pois ficou tudo encaixado. Esta ideia de que a Nekomini possa ter voltado (depois do abandono) para ser serva sexual de Takeda é brilhante, ao mesmo tempo engraçada e picante. Chamar também as amigas foi interessantíssimo, mas pensei que – no meio daquele mundaréu de felinos do pet shop – pelo menos um gato daqueles seria macho. Então, (comicamente), fica difícil saber se Takeda não tenha tido algo mais com aquelas gatinhas. A parte da atração carnal por elas, explícita luxúria, torna-o muito mais selvagem e animal; contrastando muito bem com o trecho em que ele decide abandoná-la, uma atitude racional de deixar de lado aquilo que pode fazer mal. Parabéns pela ideia.

    B)Alguns erros no entanto, pularam-me aos olhos quando li. Nada demais, mas mencionável.
    *)”Três cachorros” – a inicial desta parte deve ser minúscula;
    *)ao chegar o suposto assalto Takeda quase(…)” – Faltou uma vírgula depois de assalto;
    *)A palavra Nisei aparece, porém não dá para subentender seu real significado(como acontece com nekomini, por exemplo);
    *)O 5º parágrafo da primeira parte é deveras confuso, então sugiro redividí-lo;
    *)”o nisei se jogou em sima dela” – Seria “cima”;
    *)”Antes de dormir deixou a nekomini” – Colocar uma vírgula depois de “dormir” para marcar a passagem de tempo.

    Sucesso no concurso!

  43. itomachado
    24 de janeiro de 2015

    Nem com excremento o cara se levantar, foi demais…rs. Muito demais esse conto. Parabéns

  44. Jocelino Machado
    24 de janeiro de 2015

    Putz! Muito boa, nem com os excrementos o cara se levantava..rs. Parabéns!

  45. Fabio Baptista
    24 de janeiro de 2015

    Hum… vamos lá…

    Não vou dizer que a história é ruim, porque não é. O problema foi esse final, extremamente precipitado, que estragou o bom clima de curiosidade que havia sido criado até então. Não sei se faltaram palavras por causa do limite ou criatividade ao autor, mas o resultado infelizmente não foi dos melhores.

    Não entendi a atitude do protagonista em abandonar a primeira gata… eu não faria isso jamais (por ser totalmente contra abandonar animais indefesos na rua, é claro…).

    A escrita não é ruim, mas peca por não se definir muito bem sobre o tempo verbal em que pretende contar a história. Um “ela tinha”, “em sima” é “calda” também chamaram a atenção.

    Veredito: uma leitura que deu “asas à imaginação” e poderia agradar bem mais, caso tivesse um final mais criativo.

  46. Mariana
    23 de janeiro de 2015

    A misticidade por trás de sua abordagem ao tema é bem curiosa, mas o final da história beirou ao bizarro, e você poderia ter dado uma revisada melhor no texto também, tendo apenas mais um pouco de atenção. Continue praticando e boa sorte!

  47. Ana Paula Lemes de Souza
    23 de janeiro de 2015

    A narração é bacana e aparentemente o autor cumpriu com a proposta do que desejava passar para o leitor.
    Contudo, não é o tipo de narrativa que costuma me fisgar!
    Uma correção: “sima dela” = cima dela. Houve uma grafia incorreta na primeira letra, de acordo com o contexto.
    Boa sorte!

  48. Miguel Bernardi
    23 de janeiro de 2015

    Fala, Nisei.

    Seu conto é muito bom, só consegui encontrar um errinho bobo, e fora isso, está impecável (pelo menos, minha opinião).
    O modo como explorou o pecado da luxuria me surpreendeu muito, fazendo deste um conto nada clichê, o que é algo bom. O final é legal, a cena criada me fez rir. Imagine, encontrar o vovô nesse estado?

    Aqui vai o erro que encontrei:

    O nisei se jogou em sima -> cima

    Grande abraço e boa sorte no certame.

  49. mariasantino1
    23 de janeiro de 2015

    Que comédia!

    Esse lance de nekomimi é coisa de mangá. É interessante, mas algumas coisinhas me fizeram desgostar. Por exemplo: O Takeda chega junto no sofá e ela volta a posição de animal e pronto, ele vai tomar banho, sem nem uma descriçãozinha de que o cara está frustrado? É meio sem pé nem cabeça quando aparece as outras mulheres e temo que seja o problema das 1000 mil palavras. Faltou mais descrições da vida do véio para, ao menos, o leitor julgar que tudo foi sonho, loucura… mesmo dito, não se sente, uma pena. Mas gostei demais das imagens e de imaginar o cara todo cagado e arranhado no fim. Haha!

    Alguns probleminhas — Em sima (CIMA)… angoras (ANGORÁS)… era fetichista demais para ele (FETICHE, somente). Como de costume João aquela noite checou os produtos e os animais a mostra (achei estranha essa frase, eu faria assim — Naquela noite, como de costume, João checou os produtos e os animais a mostra. — Deslizes quanto ao tempo verbal, horas que você mistura passado e presente = “Há tempos que João não tem (TINHA) uma relação … agora que (TINHA) tem uma à mão…”

    Abraço e boa sorte.

  50. JC Lemos
    23 de janeiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Não gostei. Em vários momentos a narração se atropela, deixando frases grandes demais e tirando o sentido de algumas ações. O modo de contar não me agradou, pois faltou emoção. O texto necessita de uma revisão mais apurada. Há erros banais com um “sima” perdido por ali.

    Sobre o enredo.
    Lembrou-me hentai. A história poderia ser interessante, se contada de forma mais concisa, com as devidas emoções. Faltou o fogo da luxúria acometendo João, e um conflito para que ele não pecasse. Talvez se o autor deixasse a ideia de molho, o caldo tivesse ficado mais encorpado.

    De qualquer forma, parabéns e boa sorte.
    P.S.: Imagem maneira (carinha aquela)

  51. Gustavo de Andrade
    23 de janeiro de 2015

    Eita, estranho. Bizarro.
    Luxúria ou zoofilia? Não sei.
    Sei que alguém aqui tem uma tara Furry!
    “sima” — o certo é “em cima”
    “Como de costume [,] João aquela noite checou os produtos e os animais a mostra.” — acho que faltou uma vírgula aí.
    Fora isso, a história não é muito atrativa. Parece mais uma crônica, baixa que foi a densidade de personagens e enredo, no geral. Qualquer crítica é justamente à falta que esse texto tem, mas que aparentemente se bastou com poucas coisas, se você me entende. E isso não é bom.

  52. Eduardo Selga
    23 de janeiro de 2015

    A preocupação principal de um autor de contos, muito mais do que em romances, não pode ser contar uma estória. Ela tem que ser pretexto para um exercício estético, em se tratando de linguagem ou de desenvolvimento do enredo. A “contação”, ou seja, a estorinha em si, tem pouco valor estético se divorciada desse trato.

    “Sex Pet” parece pretende enveredar pelo caminho do insólito ao apresentar uma personagem que é um híbrido de mulher e gato, e dar a esse discurso uma forte tonalidade erótica. O erotismo está presente, apesar de alguns problemas em sua construção. A linguagem desse erótico, por exemplo, está muito controlada, algo medrosa. Um personagem “a perigo” não “copula”: o vocábulo para expressar isso deveria ser outro, bem mais escrachado, sem necessariamente cair no palavrão (mas se fosse o caso, por que não?). Outra expressão que se inclui nesse aspecto é “ter relação”. Que relação? Sexual, pois não? Pois diga, com todas as letras, usando termos adequados a quem está “em desespero”. Além disso, “membro viril” é um termo bem comum a esses contos eróticos de baixa qualidade por não produzirem imagens verbais que fujam do modelinho.

    O discurso insólito se perde porque apenas a presença de um personagem impossível do ponto de vista racional não concede ao conto essa característica. É preciso construir uma ambientação, é preciso que o leitor hesite, duvide. O personagem, comum nos quadrinhos japoneses, tornou-se exótico, tão somente.

    o conto não se acerta com os tempo verbais. No primeiro parágrafo dá a sensação de presente (“ele é”, “não vê”, “são seus”), mas quase todo o texto está narrado no pretérito. essa mudança, quando se explicação dentro do próprio texto, mata-o. Além disso aparece um imperdoável TRANSFORMA-SE, quando deveria ser TRANSFORMASSE.

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Informação

Publicado às 22 de janeiro de 2015 por em Pecados e marcado .
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