EntreContos

Detox Literário.

O Salto (Sidney Muniz)

O Salto

– Tio Nêgo, cê conta uma história pra nóis?

– Ah, mininu, a lua já tá clarianu o céu. Será que num tá nora dussêis drumi, não?

– Ahh, só uma só, pro favô – insistiu, Rosinha.

Ainda de pé, o velho pançudo, de vestes simples e barba branca secou o suor da testa com o que ainda restava do velho pano vermelho, e em seguida enfiou o cachimbo entre os lábios. As bochechas se contraíram formando uma covinha cada uma. Puxou o vento, encheu a boca de fumaça e assoprou libertando-a em forma de anéis que se expandiram no ar. Apoiou-se na bengala, e mancando como de costume caminhou até o banco de madeira, acomodou-se e fez sinal para que as crianças se sentassem no terreiro.

– Intão tá bão. Já que cêis qué iscuita uma istória, vô contá procêis cumé qui ganhei esse pito aqui – E fez uma pausa para mostrar o objeto a todos – Esse é o cachimbo do Saci Pererê, sabiam?

– Do Saciiiiih? Esse aí, tio? – Perguntou o primeiro.

– É só uma história, Chico – Cochichou Rosinha, antes que o Tio Preto pudesse responder.

– Intão é só de mintirinha? – Perguntou, Clara.

– Iscuitem com atenção… Uma istória num é pra sê de verdadi ou de mintira, i sim pra sê contada – Os braços dançavam no ar, gesticulando – Criditem se quisé – o homem riu, deixando que os dentes brancos manchassem o rosto, num colorido bonito e verdadeiro – E essa istória cumeça assim…

Já era tarde da noite, cubri minha cabeça cum meu capúiz vermei e pulei a janela do meu quarto, iscondido de pai, é claro. Eu tava brabo que tinha um lobo matano tudo que era criação e o tar do protetor da floresta nunca qui chegava pra fazê nadica de nada. Intrei na selva atrás da tar criatura. Deve di se por causi disso que diziam qui os pé dele era virado pra tráiz, acho que é pruquê ele só chega quando já num da pra fazê mais nadica dinada. Quiria mêmo era chamá a tenção dele, dizê qui ele pricisa é fazê arguma coisa com aquele danado daquele lobo.

Sempre fui uma criança artêra, travesso ansim feitu ocêis, mais num venham me mexe com os pobrizim dos animais, pois issu nunca qui dimiti e nun aceitu inté os dia de hoje.  Na mata tava iscuro i eu tremia que só. Tudo bem que era inté corajoso, mais o medo vei antis da coragi. É uma coisa que nasce com a gente, e nunca que vai simbora, né verdade? – E as crianças assentiam com a cabeça, atentas a cada palavra – E corajosa mêmo era Iara, minha mió amiga, que era fia do dono da fazenda e dorava de nadá na lagoa. Cêis cridita que a tar da minina paricia um pexe, a danada nadava inté sem rôpa – e todos riram.

Vortando a istória… Pió do que tá pirdido na floresta é orvi o uivá dos lobo e o pio das curuja carzanu susto na gente. Mais dexa falá cunceis… Mani, uma minininha da vila, é que gostava desse trem. É. Dessas curuja. Ela era indiazinha, branquinha, branquinha mêmo. Nunca vi uma criança sê tão quirida na vila, mais a danadinha tinha um coração tão bão. Assim como o seu, Rosinha. Mole, mole – A face da menina enrubesceu-se – Lembro inté hoje do dia que Mani se foi. E foi dispois que ela morreu que os índio cumeçô a fazê a tar da farinha que ocêis tanto que gosta, viu Zézin? Né ocê que gosta de uma mandioquinha?

– É mêmo, Tio. E óia que eu gosto é muito.

– Ah, é sim, menino. Num tô falano? Mais intão… Tava eu pirdido nu mei da mata, cercadi uns sons estrãe dimais. E o tar do bicho cuns pé virado num dava as cara de mode ninhum, e inda pur cima o capúiz nun tava tapano o frii que tava fazeno lá.  Cruzei os braço cumecei a andá mei incuído, quando iscuitei o barúi dum gai quebrano bem tráis dimim, e…

– Era o Curupira?? Era tio Preto, era?? Era a mula sem cabeça?? Era… – Interromperam as crianças.

– Calminha mininus, hehehe… Calminha, dexa ieu cuntá a istória procêis, ué. Mais pensa num minino que tremeu feito vara verde de bambu? E nem vento tinha lá? É qui a coragi sumiu feito fumaça quando bandona o caximbo. Oiei pra tráis e o trem tava lá, com aquês dente fiado que só ele tinha, e com aquês zóio que vê a gente comu se fosse um pedação de bife. Êita que era o mardito do lobo, e o danado nem pediu licença e óh, cravou os dente na minha perna sem dó.

– Nossaa tio, e doeu é?

– Não, não. Ieu até qui gostei, Cidinha. Quais que falei cum ele pra morde a otra perna tamém, se ele tivesse com muita fomi… Hehehe, mais é claro que doeu minina. Quando a furmiga pica ocêis num dói não? Inda mais se fô aqués lava pé, né? Intão, foi nessora, quando eu gritei mais alto qui pudia, que o meu salvadô vei muntado num porcão chifrudo. O Caapora tava lá e cum apenas uma palavrinha espantô o lobo que saiu correndo pela mata. A únhica coisa que o anãozinho falô com o bicho foi “Uouacô”.

– Uouei iaua ieie iaui? – Ele disse pra mim.

E eu falei… Ieu hein… Sei o qui tu tá falano não, criatura? Daí o danado desceu do porcão e vei caminhando pru meu lado, carregando quela vara mágica. Bicho estrãe aquele. Eu tava cuma dor danada na perna, pricia que ela tinha sido rancada de mim de tanto que duía, e quando o bicho chegô pertim de eu o danado olho mei de lado e meteu a mão nonde que o lobo tinha murdido. Naquilo que o machucado dueu dismaiei na mêma hora.

– Nossaaaahh… – As crianças disseram em uníssono.

– Carma que inda vem o principal. Côrdei poco dispois, ou muito dispois, num sei. Tava num ôtro lugá, deitadu numa cama de paia. Era uma espéci de barraca, como se fosse uma Oca.

– Tio Preto, o que é uma Oca? – Perguntou, Chiquinho.

– Uma casinha de índio. Mais essa era bem piquinininha, e só pudia sê a casa dele. Tinha umas fôia cubrino minhas perna. Minha tôca inda tava ni minha cabeça e ieu achano que tava é pelado por dibaxo daquilo. Pra tê certeza ergui as fôia que me cobria e vi que realmente tava nuzinho da silva. Fiquei cuma vergonha danada. Num tardô e chegô à porta o tal do Caapora, que me deu uma mãozinha pra alevantá. Oiei pra baxo e num intindi nada, cumé que fui fica daquele jeito. A dô tinha sumido, num tinha é nada, mas como? O indiuzinho oiô pra mim e disse algo, que mêmo seno naquela linguagi doida inté qui eu consegui intendê direitim.

– Uioí iéua ieieô ieuai iaiáaooa “Seja bem vindo a casa do Caapora”.

– O qui assucedeu cumigo? – Preguntei prele.

– Ieuí uaíui ôuaio ieaiiaê “Você renasceu, irmão”.

– Donde é qui tá o tar Curupira, que ieu to é precisado de leva uma prosa cum ele.

– Ieiá, ouo aoui aieiie aueaié “Venha, pro lado de fora da Oca”

Saí andando du jeito que pude. Os primêro passu foi mei estrãe, mais dispois até qui achei divirtido. Oiei ao redor, e intão vi que ondi tava di certo que nunca ôtro homi deve de tê pisado na vida. Oiano pro chão vi flores di tudo inquanto é tipo; margaridas, tulipas, Girassóis, Gardênias, Ixias, Íris e tantas ôtra que num sabia sequé o nome… E criditem, elas tinham vida.

– Ohhh!! Elas falavam, tio Nêgo?

– Hehehe. Não, Rosinha, não cum a boca, mais pude sinti elas cunversando cumigo. Quêle canto da selva era incantado, e chêi de criaturas fantásticas. No tempo que fiquei lá conheci fadas, duendes, gnomos, trols, cavalos alados e sereias. Ah, lindas sereias.

– Quanto tempo cê ficô lá, tio?

– Chiquim, por muito tempo, e na verdade por tempo ninhum.

– Como assim? – Perguntou Rosinha.

– É que o tempo lá é diferente, num passa no mêmo jeito não. É comu se a gente fosse eterno. Um dia lá, é um ano aqui. Lá eu nunca fui o tio Nêgo, ieu era algo mais que isso. Mais sintia farta de meu pai, muita farta. Foi daí qui falei cum ês que quiria é imbora dali. Já tinha quatu dia queu tava lá, e era quatu ano lá fora.

– E aí que se foi imbora tio? – Perguntou Chiquinho.

– Êita muleque, fui nada, quatu dia e nada do Curupira. O danado ia e vinha e nada de me dá a tal da atenção. E inda por cima, o Caapora me falô que eu tava proibido de saí dali. Mais é que ês num tava sabeno com quem que ês tava falano. Insisti preles me deixarem ir, fiz tanta peraltice, tanta que ês num güentaru mais.

– Dias depois teve uma reunião pra discuti minha situação, pois tinham medo de eu saí contano pra todo mundo que esse tal mundo existia. E pió, será se me adaptaria dinovo no meu mundo? Era isso que ês tanto temia, afinal agora tamém era um dês. Na bendita reunião tava lá o cabra. E num é que o branquelo oiô nus meus zóio e disse o seguinte:

– Uiauaio euoiua ieaê íaiu iaié “Curupira conhece sua jornada” – Eie êei iaão iô” – Você ser bem vindo aqui” –  “Iáã ioaeio iéieao iaoui iaú” Mas deve voltar pra casa.

Mais era possíve que depois de todo pirigo que passei o danado tava achano qui eu ia saí sem falá uqui quiria. Ah, mais ele tava inganadin da silva.

– Oiieiê, aiaiauá eiôu Uiauaio – Calminha aê, Seu Curupira – Iêeiou, aiouoia iéiéiau úia – Tem um lobo mau lá fora – Iáei, iaiaiú eiaueê iaiaéia – E ocê num vai fazê nada?

E num é qui ele oiô pra mim e bateu no peito como se tivesse me chamando pra briga.

– Iôiaiê, ieaouí iaiéa eiaia – Lobo tem fome – Íeiaiá, iaua eiaô – Você tamém – Iôiaiê eióu iaé – Lobo pode comer.

– Iôiaiê iauá eií ia – O lobo me feriu – Contestei.

– Iauí, Iaiá eiouá – “Você ia matá ele” – Eiouá, iaú aio áeu ié aaiaê – “Matá, só se fô pra cumê”.

O danado tinha razão, eu só queria matá ele. Ah, mai num é qui o lobo era só um bicho tamém e pricisava de cumê. Eu tava errado mêmo. Me descupei cum eles, e o Curupira me dexô í imbora, mais antis me chamô na oca dele, e eu fui.

– Ieai, iéua eia iáií iêiêiê – A princípio num quis creditá naquésa paravra, mas ele tava certo – E então ele me deu o cachimbo, e disse que era do Saci-Perêrê. Caapora chegô na porta da Oca e ouvi o barúi do Javali. Subi no lombo do bicho e quando oiei pa tráis vi toda beleza daquela terra incantada. Numa bufada do porco ligeiro me perdi na imensidão da floresta. Côrdei cum a minina chamada Benta me achando na bêra da istrada.

– Cê tá bão mininu? – Perguntou.

– Tô. Só quero achá meu pai. O véi Jão, cê cunhece ele?

– Véi Jão? O único véi João que tinha aqui morreu faz dez anos. Já num tá entre nóis, não. Foi depois que o fio dele sumiu. Meu pai me conto essa istória.

– Morreu? – O tempo tinha passado rápido dimais. Por muitos anos fui de dois mundos, indo pra lá e pra cá. Adorava correr pela floresta. Caapora era um amigo bom. Até apresentei Iara e Mani prele, e elas cunheceram o mundo mágico. Curupira ficou irritado de início, mais cumé  qui não se simpatiza com Mani? Como não ficá dislumbrado com a beleza de Iara? Fiz grandes amigos, mais um dia tudo tinha que cabá. Foi quando conheci Tia Anastácia, e desde então meu coração bateu por minha Nêga, e algo passô a saltá dentro de mim e não ao meu redó. E já não precisava ficá pulano de um mundo pro ôtro. Intão foi assim que ganhei esse cachimbo. Gostaram?

As crianças olharam para o velho Nêgo, e viam as lágrimas descendo dos olhos dele, mas também perceberam o riso verdadeiro reluzindo de seus dentes. A reação foi espontânea…

– Eu cridito nocê, tio Nêgo – Disse, Chico.

– Eu também cridito – Era Rosinha.

– E eu também… Disse o próximo, e eles realmente acreditaram, sendo verdade ou não.

Rosinha e as outras crianças entraram para dentro de casa e viram o Tio Nêgo indo para velha cabana, mancando, apoiado na bengala. O vento soprava as árvores de uma forma graciosa e a lua parecia contar algum segredo para uma estrela. Folhas caíam denunciando mais um outono, e o tempo continuaria a correr ligeiro por aquele mundo, de estação em estação.

– Ei Rosinha, posso perguntá uma coisa?

– Claro que sim, Chiquinho.

– Será que o Saci nunca quis pegá o cachimbo do tio?

Rosinha riu e deu mais uma olhada pro Tio Nêgo. Olhou aquela figura de vestes simples, trajando sempre aquela calça cumprida e amarrotada.  Lembrou-se de quando Tia Anastácia ainda era viva e de como era bonito aquele amor.

– Sabe Chico, tenho a impressão que um dia esse danado inda vai parecê pulano por aí – E ambos entraram, e a porta se fechou atrás deles.

Um pouco mais a frente tio Nêgo caminhava pela rua de terra, deixando o sítio para trás. Pegou o pito e colocou entre os lábios.

“Só mais uma vez”, pensou.  Era hora de acreditar em suas próprias palavras… Iáií Iêiêiê…

Ajeitou a velha toca na cabeça e deixou que a calça caísse junto da bengala. Vislumbrou a mata a sua frente e naquele momento o coração pulou no peito. E pulou mais uma vez… E mais uma…  E ele se foi, para sempre.

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62 comentários em “O Salto (Sidney Muniz)

  1. Marcellus
    11 de janeiro de 2015

    A história é boa, o final fechou muito bem e nisso o autor foi competente. Competentíssimo.

    No entanto, ao usar uma linguagem coloquial, carregada de regionalismo, corre-se o perigo de transformar a personagem numa caricatura. E, o que é pior: deixar algumas incongruências no texto. Por exemplo: em uma das vezes que tio Nego traduz a fala do Caapora, ele diz: “Você renasceu, irmão”. Uai, se estava dizendo às crianças o que havia entendido, deveria ser algo como: “Voismincê nasceu di novo, irmão”. Entende o ponto?

    Tem mais algumas coisinhas para revisar, coisa de praxe (como a “toca” que, imagino, seja “touca”).

    De qualquer forma, o final é compensador. Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Preto Véio
      11 de janeiro de 2015

      Mais ieu inté que concordo com ocê sô, em quase tudim cocê falô.

      É que iei cabo que isqueço inté do meu sutaque as veiz… hehehe…

      Se discurpa a displicência, mais é que foi involuntário viu?

      Na próxima vô pensá mió em tudi que oceis tão me ajudano.

      Brigadão!

  2. Pétrya Bischoff
    11 de janeiro de 2015

    Ah, devo admitir que, no final, esbocei um meio-sorriso-de-ternura ^^
    Achei o conto meigo com esse teor muito alto de caipirice. A linguagem enquanto nos diálogos e afins travou muito minha leitura; quase nunca gosto dessas especificidades da língua. No entanto, consegui me inserir no ambiente; inda mais que o preto veio + Anastácia remeteram-me o Sítio do Pica-Pau Amarelo, passei a imaginar tudo com aquele tom “arco-íris-de-sonho”. No geral, penso ser mais uma ideia legal, sem muito que prenda a leitura. Boa sorte.

    • Preto Véio
      11 de janeiro de 2015

      Gradeço por dimais, autora!

      Na próxima veiz vo te argema pra vê te prende diretim viu?

      Inda bem que cunsegui que ocê gostasse um tiquim!

      Inté!

  3. Swylmar Ferreira
    10 de janeiro de 2015

    Parabéns autor
    um conto bem interiorano apresentando uma prosa daquelas boas da gente ler.
    Bastante criatividade na trama e a engenhosidade favoreceram o texto. A escrita do texto tinha que ser esta e além disso é um conto para crianças.
    Valeu a pena ler, meu caro.
    Parabéns outra vez.

    • Preto Véio
      11 de janeiro de 2015

      Eita! Brigado dimais!

      Feliz por sabê que a leitura vale a pena.

  4. Miguel Bernardi
    9 de janeiro de 2015

    Eu curti a leitura, a forma como a qual ela decorreu, a narração do ‘causo’. Achei o ‘sotaque’ um pouco carregado demais, mas quando me acostumei, gostei bastante da ferramenta. A trama é interessante, bem escrita (iscrita!).
    Sempre gosto do regionalismo aparecendo nas obras, nomes brasileiros, lugares conhecidos, pessoas que vemos diariamente: você fez isso com maestria.

    Abraço e boa sorte no desafio!

    • Preto Véio
      10 de janeiro de 2015

      O minino, que bão que ocê gostô sô!

      Discurpa o excesso do sotaque, mais é que ieu risquei um porquim mais, mêmo sabeno que ia soar mei diferente do normale.

      Gradeço por dimais sua leitura e também lhe desejo muita sorte!

      Abração!

  5. Fil Felix
    9 de janeiro de 2015

    ilê oludu marê, ilê timbalada
    ilê araketu ê, e tudo o que for patuscada….

    *Pra descontrair ^^

    = ESTÉTICA/ TEMA = 4/5

    Complicado “analisar” esse tipo de escrita, pois 80% é feito de regionalismo. Confesso que não sou chegado nesse excesso, pois as vezes trava a leitura. Mas até que não senti travar tanto assim, fluiu legal. Só mudaria o momento em que o Tio fala dos gnomos e sereias, não tem a variação linguística, acho que poderia ter tido. Não percebi nenhum erro, só quando tem o “disse, Fulano”, acho que poderia tirar a vírgula. Quanto à temática, ficou uma mescla de Sitio do Pica-Pau com um mundo encantado, me lembrou da Caipora do Castelo, várias coisas. Achei interessante.

    = PESSOAL = 3/5

    Apesar de bem escrito, a história não me tocou tanto. Li, gostei, mas não teve nada que me chamasse muito a atenção. Porém, tem vários pontos alto, como a tradução das frases, quando Caipora chega em cima do bichinho, no início quando solta a fumaça (pensei que a história iria se formar a partir dela ^^). Ao admiradores do gênero, um prato cheio.

    • Preto Véio
      9 de janeiro de 2015

      Hê Hê Hê, minino… ingraçadim ocê hein?

      Vô contá procê um negóço, Tô rindo inté agora por cause de sua brincadera, e gradeço ocê pela leitura e pella valiação.

      Pra mim é um grande prazê participá dum disafio onde que os amigo autô tem a capacidade e coerência de avaliá um conto mêmo quando o gênero num é aquele que atende seus gosto.

      Fico feliz por dimais!

      Agradeço, viu!

  6. Letícia Oliveira
    7 de janeiro de 2015

    Gostei muito! Achei a linguagem usada muito legal, consegui acompanhar o texto bem. Mas talvez o sotaque pudesse ser menos carregado, porque chega umas partes em que os personagens falam palavras de forma “normal” e dá uma diferença muito grande. Se fosse um regionalismo mais leve, talvez ficasse melhor. Ou uma revisão para consertar certas partes de falas que não foram incluídas nesse regionalismo.
    Sobre a história: amo lendas brasileiras, e adoro ler contos sobre isso. O universo foi muito bem explorado e o ambiente fantástico foi bem construído. O personagem que narra a história parece ter uma daquelas personalidades que vemos muito no interior de alguns estados, aqueles senhores misteriosos que contam histórias nas esquinas, ou em frente ao seu barraco. O final eu não sei se entendi bem, foi aberto, mas mesmo assim foi satisfatório. O conto deu uma vibe muito Brasil, o que eu admiro. Boa Sorte!

    • Preto Véio
      7 de janeiro de 2015

      Ô Minina! Brigadim pelo tempo dedicado e pelas observações.

      Num é que cê tem razão! É que as veis a gente precisa iscutá mió os consei dos amigo da gente.

      Fartô aqui im minha sincera opinião, uma revisão mió, e quanto ao sotaque, eu falo procêis que pareceno errado ou não foi uma decisão de arriscá e vê no que ia dá.

      Num acho que é errado iscrevê ansim, mais entre o certo e o errado, existe apenas uma casca bem fininha de limão.

      Ispero que ieu num tenha azedado esse negóço, mais intéo que ieu tô gostando dos parpite e das várias reações de cadi um docêis!

      Eita coisa boa esse disafio, sô!

  7. Anorkinda Neide
    7 de janeiro de 2015

    Achei o sotaque carregado demais, dificil de ler, acho que quando se quer colocar o regional, há que intercalar com parágrafos narrativos, onde o autor fale coloquial , recheado com os dialogos, nao sei.. só acho…
    Achei muita aventura por causa do lobo : é o lobo, é o lobo.. saca esse desenho? eita é muito antigo…kkkkk
    Saci casado com tia Anastácia? Entendi q foi por amor a ela que ele largou do outro mundo? Talvez pelos personagens em questao estarem muito cristalizados em minha memoria de infancia, nao consegui curtir esse casamento.
    De qualquer maneira, acho que o conto deveria ser menor, para surtir mais efeito o final revelador.

    Boa sorte, abração!

    • Preto Véio
      7 de janeiro de 2015

      Mai minina! Gradeço dimais da conta por cause de ocê vim aqui e dá sua opinião sincera nesse meu contin.

      Ispero que nhuma próxima portunidade ieu possa ti agrada mais viu!

      Ieu tô leno todos os consei de cadi um docêis e apricando um a um.

      Brgigado de coração!

  8. JC Lemos
    5 de janeiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Uma narração mais livre, permeada do regionalismo em sua forma oral. Entendo que faça parte do contexto, mas vai sempre parecer errado, mesmo sendo o que você quer passar. Não gostei de como a narrativa mudou em certo trecho do conto. Em minha cabeça, a narrativa mudou de forma brusca, inserindo outro personagem na história.

    Sobre o enredo.
    Um bom conto.  Com um quê de Sítio do Pica-Pau Amarelo. Gostei pelo fato de me remeter a um curta que assisti há muito tempo. E também gostei do fim, onde deixou aquela dúvida no ar. Pelo teor da narrativa, meio infantil, não é  do tipo que me agrada, mas gostei do que fez. Deu um toque diferente no desafio.

    Siga alguns conselhos aqui expostos e sua história poderá ficar ainda melhor. Parabéns pela utilização da cultura brasileira. Bom conto!
    Boa sorte!

    • Preto Véio
      6 de janeiro de 2015

      Agradeço por dimais, amigo JC.

  9. Nascido das Brumas
    5 de janeiro de 2015

    Sobre a técnica.
    Uma narração mais livre, permeada do regionalismo em sua forma oral. Entendo que faça parte do contexto, mas vai sempre parecer errado, mesmo sendo o que você quer passar. Não gostei de como a narrativa mudou em certo trecho do conto. Em minha cabeça, a narrativa mudou de forma brusca, inserindo outro personagem na história.

    Sobre o enredo.
    Um bom conto. Com um quê de Sítio do Pica-Pau Amarelo. Gostei pelo fato de me remeter a um curta que assisti há muito tempo. E também gostei do fim, onde deixou aquela dúvida no ar. Pelo teor da narrativa, meio infantil, não é do tipo que me agrada, mas gostei do que fez. Deu um toque diferente no desafio.

    Siga alguns conselhos aqui expostos e sua história poderá ficar ainda melhor. Parabéns pela utilização da cultura brasileira. Bom conto!
    Boa sorte!

  10. Laís Helena
    3 de janeiro de 2015

    O sotaque foi bem construído e, na maior parte do tempo, manteve-se coerente dentro do texto, com apenas alguns deslizes. Mas, ainda assim, achei que ficou carregado demais, tornando a leitura um pouco cansativa.
    Uma melhor caracterização do mundo encantado teria tornado os acontecimentos mais plausíveis; senti que foram jogados de maneira um pouco apressada. A parte em que o protagonista ganha o cachimbo poderia ter sido melhor explicada.
    O final, ainda que meio apressado, trouxe uma reviravolta interessante, e o desfecho em aberto foi bem trabalhado, deixando algumas coisas para a imaginação do leitor sem passar a sensação de texto inacabado.

    • Preto Véio
      6 de janeiro de 2015

      Obrigado minha cara.

      Agradeço pelas ponderações e pela leitura.

  11. Sidney Muniz
    30 de dezembro de 2014

    Difícil dizer algo sobre esse texto.

    Realmente deve ter dado muito trabalho toda a construção do personagem e de sua fala, bem como a linguagem criada apenas com vogais.

    Pelo que percebi o conto não chega a ser infanto, tampouco e infantil, mas acredito que possa agradar a ambos os públicos, em uma contação de estórias, sendo interpretado é claro, por um bom contador.

    Os erros surgiram ao decorrer do conto. Houveram algumas falhas muito aparentes que em uma revisão mais minuciosa certamente seriam sanadas.

    Em alguns momentos senti que a citação das crianças foi desnecessária, já que a resposta do tio poderia ser direcionada a quem perguntou.

    – Nossaaaahh… – As crianças disseram em uníssono.

    Concordo com o Rubem em relação ao lobo, ainda que o autor(a) tenha exposto seu lado.

    E digo que para mim fica óbvio que o mesmo é o Saci nessa parte:

    Foi quando conheci Tia Anastácia, e desde então meu coração bateu por minha Nêga, e algo passô a saltá dentro de mim e não ao meu redó.

    Quando ele diz que deixou de salta ao redor dele, imaginei ele pulando feito o saci, e tendo a sensação de que o que pulava eram as coisas, o mundo ao redor dele.

    A meu ver a única dúvida (final aberto) é; Ele morreu ou virou o Saci novamente?

    Bom,

    Num geral eu gostei muito do conto e concordo que a escolha ousada pelo regionalismo certamente dificulta um pouco a leitura. Mas isso não diminuiu minha vontade de ler.

    Desejo muita sorte ao autor(a) e um feliz ano novo!

    • Preto Véio
      6 de janeiro de 2015

      Caro Sidney,

      Agradeço pelo comentário e entendi perfeitamente suas observações.

  12. José Murilo Ferraz
    30 de dezembro de 2014

    O contista é criativo e revelou ter um bom domínio das técnicas de narração. No entanto, eu ainda gosto de seguir o conceito clássico que diz:
    * o diálogo ficcional não deve soar como fala real ( note: este é o meu conceito particular).

    De resto, um bom e divertido conto.

    • Preto Véio
      30 de dezembro de 2014

      Obrigado pelas te mais ainda pela percepção da leitura. Sou grato pela sua sinceridade e que bom que achou o texto divertido…

      Eis que cheguei até você!

  13. Willians Marc
    28 de dezembro de 2014

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 7
    Ortografia/Revisão: 8
    Técnica: 9
    Impacto: 7
    Inovação: 7

    Minha opinião: Gostei principalmente dos personagens e da ambientação. De inicio, tive um pouco de dificuldade pra me adequar com o sotaque do protagonista, mas depois consegui me adaptar. Parabéns pelo grande esforço feito para deixar os personagens com um sotaque tão fiel, mesmo que tenham passado alguns errinhos, conforme dito pelo Fabio Baptista. Achei a trama bem simples e sem grandes surpresas, mesmo assim gostei do conto de forma geral.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Preto Véio
      30 de dezembro de 2014

      Agradeço caro Will. Obrigado pela análise e pela leitura!

      Fico feliz que tenha gostado!

  14. Jowilton Amaral da Costa
    28 de dezembro de 2014

    Bem legal. A fala do preto velho não me incomodou, pois estava bem ambientada, e lembra muito mesmo o tio Barnabé. Você transformou em escrita o som das palavras ditas erradas pelo Tio Nêgo; ficou engenhoso e fonético. A trama é bacana, simples, e o Tio é um bom contador de histórias. Boa sorte.

    • Preto Véio
      30 de dezembro de 2014

      Que bom que gostou, Jowilton.

      Agradeço muito pelo tempo destinado a esse texto!

  15. rsollberg
    27 de dezembro de 2014

    Cara, fico perplexo com esse tipo de conto.

    Para escrever dessa maneira tem que ter muito talento e uma paciência infinita. Gostaria muito de observar o processo de revisão, afinal não deve ser nada fácil criar coesão e uniformidade para essa linguagem. Sério, tenho inveja desse talento. Inveja vil, nada de “branca” rs.

    A trama é ótima e as criaturas todas fantásticas e “fantásticas”. Enredo original e final semi-aberto, que gosto tanto. Yeah!

    Concordo sobremaneira com o protagonista “uma istória num é pra sê de verdadi ou de mintira, i sim pra sê contada.”

    Parabéns e boa sorte!

    • Preto Véio
      30 de dezembro de 2014

      Valeu, Rafael.

      Fiquei muito feliz com seu comentário. Ainda há muito a melhorar no texto, mas suas palavras me fizeram um bem danado, isso é óbvio.

      Agradeço por demais pela leitura, comentário e elogios.

      Desejo muita sorte a você também!

  16. daniel vianna
    25 de dezembro de 2014

    Que trabalheira, hein, irmão?! É quase outra língua. Parabéns, só isso já é um mérito e tanto. Os diálogos são sensacionais, muito realistas, verossimilhantes. Ajudaram a se ambientar e viver a história. Show de bola.

    • Preto Véio
      30 de dezembro de 2014

      Valeu, Daniel.

      Que bom que gostou. Valeu mesmo!

  17. Eduardo Matias dos Santos
    25 de dezembro de 2014

    Texto muito gostoso de se ler, leve, apesar de no começo travar um pouco a leitura por causa do regionalismo. No más, foi muito interessante, parabéns e boa sorte.

    • Preto Véio
      30 de dezembro de 2014

      Agradeço, Eduardo.

      É, a escolha do regionalismo e foi fácil, uma decisão dura, pra ser sincero, mas no fim acho que gostei do que saiu e agradeço a compreensão de todos!

  18. piscies
    23 de dezembro de 2014

    O wordpress está de brincation comigo. Ele bugou e eu perdi meu comentário e, para completar, tinha esquecido de salvar num notepad.

    Eu tinha escrito coisa pra caramba (hahaha) e estou com preguiça, então aí vai o resumão:

    TRAMA: 5/5

    GOSTEI DEMAIS, especialmente depois que eu tendi que o personagem principal e suas duas amigas viraram, eles mesmo, criaturas fantásticas!

    TÉCNICA: 4/5

    O autor escreve muito bem, mas tive que concordar com a galera que os regionalismos aqui acabaram atrapalhando MUITO a leitura, tornado-a arrastada e cansativa.

    Também avistei alguns erros de pontuação e escolhas ruins de palavras, mas nada muito sério.

    BOA SORTE!

    • piscies
      29 de dezembro de 2014

      Putz parece que no final das contas o wordpress publicou meu comentário anterior, hahahahah!

      • Preto Véio
        30 de dezembro de 2014

        Pois é, Piscies. Depois fiquei matutando aqui e percebi que o comentário realmente havia chegado.

        E fiquei feliz pois pude absorver mais das suas dicas e por que não, dos elogios.

        Agradeço de coração por ambos!

  19. piscies
    23 de dezembro de 2014

    TRAMA 5/5

    Gostei! A trama é envolvente e ficou especialmente melhor depois que eu entendi (ajudado por um dos comentários do autor) que a história na verdade fala de como as três crianças se tornaram, elas mesmas, criaturas fantásticas. MUITO legal!!

    Só depois dessa “luz” que entendi que haviam pistas o tempo todo no texto quanto a isso. As travessuras que o Nêgo fez no mundo mágico para chamar a atenção. O fato dele sair no mato para chamar, ele mesmo, a curupira.

    Excelente!

    TÉCNICA 4/5
    Tomo definitivamente o partido da galera que falou que o regionalismo aqui atrapalhou a leitura. Atrapalha mesmo. Tive que ler pausadamente para entender o que ele falava. Isso acaba cansando após um tempo.

    Não vejo problemas em diálogos carregados de regionalismos assim. Na verdade até vejo, mas como diálogos costumam ser a menor parte de um conto, não ligo. Mas quando a maior parte do conto é narrada desta forma, a leitura fica muito arrastada e cansativa.

    Também notei alguns erros menores de pontuação e escolha errada de palavras. Alguns exemplos:

    “…fez sinal para que as crianças se sentassem no terreiro.” – Note a repetição do se-se aqui.
    “…deixando que os dentes brancos manchassem o rosto…” – “Manchar” geralmente tem conotação pejorativa, e dentes brancos geralmente indicam um elogio… certo?
    “Apoiou-se na bengala, e mancando como de costume caminhou até o banco de madeira” – Este é um dos erros de vi na pontuação. O certo seria “Apoiou-se na bengala e, mancando como de costume, caminhou até o banco de madeira”.

    De qualquer forma, excelente texto.

    BOA SORTE!

  20. Gustavo de Andrade
    21 de dezembro de 2014

    Argh, eu tento não ler os comentários mas sempre tem alguns que me saltam. De qualquer forma: nunca criticaria um texto por querer transpor o sotaque através da palavra escrita, o que o autor fez bem com alguns deslizes, já apontados por Fábio Baptista; no entanto, tenho observações quanto à trama: pareceu que quem escreveu confiou por demais no efeito do sotaque, e acabou por não atentar tanto a impactos provenientes de outros fatores, como uma progressão significativa de personagens ou a presença mais forte dos outros participantes da história (pareceu que só o tio Nêgo tinha uma personalidade, enquanto os outros eram veículos que permitiam o transcorrer da história).
    Boa escrita!

    • Preto Véio
      30 de dezembro de 2014

      Valeu Gustavo!

      Obrigado por deixar sua opinião sincera aqui.

      Não penso que só ele tinha uma personalidade, mas essa foi sua percepção de leitor e respeito muito isso.

      É que tudo realmente gira em torno desse personagem. Quem sabe numa outra oportunidade ele não nos a outras histórias?

      Um abração!

  21. bellatrizfernandes
    16 de dezembro de 2014

    O Sítio do Pica-Pau combinado com Turma da Mônica e folclore. Maestria! A gramática tem que ser trabalhada – não nas partes propositais, é claro -, mas isso a gente faz na edição. Gostei bastante!

  22. Claudia Roberta Angst
    14 de dezembro de 2014

    Sítio do Picapau Amarelo. Ainda estou com a voz do Gilberto Gil cantando o tema… Enfim, não há o que falar sobre a linguagem, já que o conto baseia-se na representação da fala caipira. Contra a liberdade criativa, não há argumentos cabíveis. No entanto, creio que o autor poderia ter pegado mais leve para não cansar o leitor. Gostei bastante da trama simples e do final surpreendente. Boa sorte!

  23. Andre Luiz
    13 de dezembro de 2014

    Novamente sou um pescador contra a maré; venho dizer que, em minha opinião, o regionalismo atrapalhou por demais a leitura do conto. Ficou maçante, no meu caso. Já li diversas outras obras regionalistas, tanto contos em concursos – inclusive um do EntreContos e várias dos mestres da literatura brasileira, porém esta me pareceu deveras forçada, no sentido de uma narrativa pesada de ler. Gostei da trama como um todo, e entendi todo o sotaque do “véio”, mas assim como a colega Sônia, percebo que escritores regionalistas tendem mais à sugestão do que ao sotaque em si. Se optam por ele, moderam um pouco as construções. No mais, adorei a surpresa no final, com o Preto Véio revelando-se o próprio Saci e também a rapsódia bem feita no texto como um todo. Tirando a parte do regionalismo atravancado, gostei do enredo. Parabéns e sucesso no concurso!

    • Preto véio
      13 de dezembro de 2014

      Agradeço!

      Obrigado pela leitura!

  24. Sonia
    12 de dezembro de 2014

    Bem, quanto ao português, o excesso de caipirez atrapalhou bastante a minha leitura, ficou difícil. Acho que só insinuar o sotaque e deixar o leitor imaginar a fala do personagem ficaria melhor, a gente lê menino e sabe que o caipira fala mininu, mas se escreve com eles falam, é um horror para acompanhar.
    técnica- cativante, diálogos bem conduzidos, excelente.
    trama – muito interessante, bem trabalhada.
    final – surpresa, bem trabalhado, belo final.
    as referências a Lobato foram bem felizes.
    Adorei.

  25. Brian Oliveira Lancaster
    12 de dezembro de 2014

    Garanto que seu editor de texto enlouqueceu com esse conto. A sensação de história ao redor da fogueira foi ótima, assim como a revelação no desenvolvimento referindo-se a um local “bem conhecido” em nossas memórias e o final arrebatador. No entanto, mesmo com todas as sutilezas e detalhes, foi difícil ler certas partes – compreendi bem a ideia, mas textos rebuscados demais (mesmo que inversamente) não me atraem. No entanto do no entanto, gostei muito da essência que permeou a leitura.

  26. Leonardo Jardim
    12 de dezembro de 2014

    No início eu torci um pouco o nariz quando vi que a narrativa seria toda ela no sotaque do Tio Nêgo. Mas a história ficou envolvente e fui me acostumando. No fim, fiquei bem satisfeito. Foi uma aposta ousada, que podia ter estragado o conto, mas acabou dando certo (exceto em alguns trechos que parece que o sotaque “falhou”).

    Sobre a trama, gostei da forma como os mitos brasileiros foram sendo introduzidos. Não conhecia todos, mas me estimulou a fazer uma busca no Google. Assim como o Fabio falou em sem comentário, fiquei com a impressão de que o preto velho seria o Saci envelhecido, mas o conto não confirmou nem disse que não. Isso me deixou só um pouquinho incomodado. Faltou uma certeza pra gerar aquele sorriso de satisfação.

    Um belo conto! Parabéns e boa sorte.

    • Preto Véio
      12 de dezembro de 2014

      Fala Leo,

      Pois é, eu entendo a necessidade de uma certeza por parte de vocês, e te respondo o seguinte meu amigo, o final, Você Decide…

      Para que ele seja o Saci ligue…

      9004 0101

      Para que ele não seja o Saci ligue…

      9004 0102

      Acho que não é dessa época né?

      Mas brincadeiras a parte, o autor dentro de mim tinha necessidade de dar essa escolha para o leitor, e não de privá-lo de uma certeza…

      Sua interpretação e predileção lhe darão a certeza que necessita.

      Um abraço e obrigado pela leitura!

      • Leonardo Jardim
        23 de dezembro de 2014

        Caramba, esqueci de responder. Mas sou, sim, da época do “Você Decide”. Já liguei pra escolher um final e tenho o meu preferido no seu conto 🙂

  27. Lucas
    12 de dezembro de 2014

    Conto gostoso de ler.
    Não tive problemas com a forma que está escrito, achei muito corajoso até.
    Concordo com o Rubem quanto ao lobo e ao troll, não entendo muito de flor haha.
    Como mineiro do interior, sempre me prende esse tipo de narrativa. O autor soube conduzir bem, encantando e conquistando o leitor.
    Bacana.
    Boa sorte!!!

  28. mariasantino1
    11 de dezembro de 2014

    Óia eu aí ó! 😉

    Quase não me contive quando li o conto (em um buzão). Gostei demais, demais mesmo! Tudo me agradou aqui, personagens, ambientação (concordo quanto a liberdade de criação, foi bem descrito sim que se tratava de um mundo paralelo onde várias culturas podem coexistir). Se tem algo que eu gosto é essas coisas de roça, dos mais experientes com suas estórias (meu pai é um preto véio que me contou muitos causos quando eu era criança). O sotaque me aproximou dos personagens e nem por sombra percebi o que foi apontado pelo amigo FB, porque fiquei imersa mesmo. O final com a revelação fechou com chave de ouro, ainda que concorde que a descrição é fru fru. 😛

    Parabéns Preto Véio, meu rapaz!

    Abraço!

  29. Ledi Spenassatto
    11 de dezembro de 2014

    Uma bela história!
    Você descreve em um conto infantil, mas muito cativante, a inter-relação da Natureza onde a fauna e a flora se fundem no mais perfeito dos paraísos.
    Em em texto dificílimo de escrever você narrou e instigou-me a vivenciar meus belos tempos de criança.
    Parabéns!!!…

  30. Ana Paula Lemes de Souza
    11 de dezembro de 2014

    A imagem mais bela e mais cativante de todas. Parabéns pela escolha. Inclusive pulei alguns contos, porque já fui tomada pela ilustração e precisava me deliciar com o texto o quanto antes eu pudesse me deliciar.

    A temática mais interessante que vi no desafio: Curupira, Caipora, Saci. Parabéns pela escolha.

    A escolha pela figura do preto-velho, que no final se transforma no saci de suas histórias, e que tanto nos faz apaixonar. Parabéns pelas escolha. Ademais, adorei a metáfora da morte remetendo à infância e do coração dando seus últimos saltos como os saltos do saci.

    Fiquei sinceramente emocionada, e totalmente apaixonada. No final, até uma lágrima escorreu. Esse é um daqueles texto que me pegam mesmo, de surpresa, e levam minh’alma pra passear. Gostei muito, muito! Não te desejo boa sorte, mas apenas… Obrigada pelo conto. Meu favorito até o momento. E acho difícil outro tomar o seu lugar.

    PARABÉNS!

    • Preto véio
      11 de dezembro de 2014

      Ana, que bom que gostou.

      Fico muito feliz que a estória tenha lhe cativado, de verdade.

      Também gostei muito dessa imagem.

      Ao ler seu comentário a emoção veio de encontro a mim.

      Agradeço de coração, pois partilho dessa mesma característica, essa tal sensibilidade!

      Muito obrigado!

  31. Rubem Cabral
    11 de dezembro de 2014

    Gostei do conto: muito simpático o protagonista e legal a identidade secreta dele. O uso de linguagem falada foi interessante. Torci o nariz um pouco, contudo, por algumas falhas da ambientação:

    1) Lobo – teria sido melhor usar uma onça. Não tem lobo europeu ou norte-americano no Brasil, onde a história aparentemente se passa, e os nossos lobos-guará, por exemplo, não uivam, só comem galinhas e não costumam atacar pessoas. Sozinho já esbarrei com um num parque florestal no Paraná e o bicho fugiu e nem rosnou pra mim. Raposas ou cachorros-vinagre não seriam boas escolhas tbm, pelas mesmas razões.

    2) tulipas no Brasil? Essas flores precisam de frio intenso no período anterior à brota. Em lugares de clima tropical quem planta tulipas tem que deixar os bulbos na geladeira por um tempo.

    3) Sereia, Troll. No lugar da sereia poderia ter usado “Mãe D’água” ou Iara. Troll tbm é meio europeu demais para o conto, tem tantas criaturas legais do nosso folclore: boitatá, mapinguari, etc.

    • Preto Véio
      11 de dezembro de 2014

      Fala Rubem…

      Obrigado pelo comentário, e fiquei feliz que tem gostado do conto.

      Quanto as observações faz-se necessário lhe responder as devidas sinalizações, visto que acredito eu, você não entendeu bem a ideia do “lobo”. E isso é um conto e até mesmo a ambientação aqui é surreal, fantástica mesmo.

      Há um trecho que deixa claro a inserção do personagem lobo mau, na estória, apenas uma fuga do simples regionalismo. E carrego uma pergunta comigo, por que precisamos separar “quando o assunto é fantástico” culturas diferentes só porque a estória aparentemente se passa no Brasil?

      Fiz algumas analogias durante o conto, justamente para distorcer um pouco das histórias, obviamente uma espécie de releitura, assim como é realizado a meu entender com bastante proeza na série “Era uma vez”.

      Quanto as flores, “tulipas”, bem, faz-se necessário observar que eles estavam em um um “canto” mágico da floresta, e se lá existiam trols, fadas, curupiras… por que não tulipas? Por mais que eu tenha entendido seu nariz torcido para isso, mas é que não me vejo preso a essa ou aquela cultura, ou tampouco a ambientes, para mim em um conto você cria o universo, e adapta os personagens a ele, ou vice versa.

      E por fim, quanto as sereias, parte da resposta já está aí acima, e quanto a Iara, eu a usei, meu Caro, ela é um dos personagens.

      o conto fala de como três deles passaram a ser criaturas fantásticas.

      • Rubem Cabral
        12 de dezembro de 2014

        Então, longe de mim sugerir que não se possam misturar referências. Só achei que como o conto é quase que 100% calcado em mitos e folclore brasileiro, em especial indígena, que os elementos estranhos não se fundiram bem. Quanto à Iara, eu a citei somente como possível contrapartida à sereia, já havia visto que havia uma menina com o nome e que nadava feito peixe.
        Enfim, ao menos para mim, o conto – que é muito bom – melhoraria sem tais enxertos, mas aceito e respeito outras posições.

        Abraços!

  32. Maurílio Júnior
    11 de dezembro de 2014

    Estava navegando na site a procura de sites interessantes e olha o que foi que encontrei!!!
    Sim… Legal!!! Em alguns momentos sua história me faz lembrar as obras de Graciliano Ramos em Alexandre e outros heróis.

  33. Tiago Volpato
    11 de dezembro de 2014

    Uma boa mistura! Deve ter dado trabalho escrever o texto todo na fala do Tio Nego. Parabéns!

  34. Fabio Baptista
    11 de dezembro de 2014

    ======== TÉCNICA

    Gostei do resultado – consegui ler a história como se estivesse ouvindo um “causo”, como se fosse uma das crianças.

    A ousadia em escrever um texto quase inteiro desse modo tão peculiar também merece destaque e bonificação na nota.

    Porém, é preciso dizer que o “sotaque” não ficou uniforme. Em alguns pontos a fala do Tio Nego puxaram para o “tradicional”.

    – insistiu, Rosinha
    >>> insistiu Rosinha

    – pobrizim dos animais
    – Ah, é sim, menino / Calminha mininus
    – que ela tinha sido rancada de mim de tanto que duía
    – e chêi de criaturas fantásticas
    – No tempo que fiquei lá conheci fadas, duendes, gnomos, trols, cavalos alados e sereias. Ah, lindas sereias.
    >>> Exemplos onde o sotaque falhou…

    – Não, não. Ieu até qui gostei, Cidinha. Quais que falei cum ele pra morde a otra perna tamém, se ele tivesse com muita fomi… Hehehe, mais é claro que doeu minina
    >>> Essa parte ficou muito boa! kkkkkk

    ======== TRAMA

    Ficou na média.

    Simples, contada de um jeito bacana… não muito mais que isso.

    Faltou um pouco de emoção. E o final foi um pouco forçado (justamente no sentido de tentar trazer um pouco de emoção).

    ======== SUGESTÕES

    – Tentar deixar o sotaque mais padronizado, corrigindo as “escapadas”.

    – Fiquei com impressão que o tio era o próprio Saci. Tentaria trabalhar melhor isso, deixar mais claro ali no final.

    ======== AVALIAÇÃO

    Técnica: ****
    Trama: ***
    Impacto: ***

    • Preto véio
      11 de dezembro de 2014

      Fala Fábio

      Obrigado pelo comentário e pelas devidas ponderações. Tomarei nota de cada uma delas.

      E sim, precisarei rever a questão do sotaque, houveram muitas falhas nesse sentido, e admito aqui minha displicência, involuntária.

      No fim, tem até uma toca onde deveria ser touca.

      Mas agradeço imensamente pela atenção em relação as observações que em sua maioria são condizentes com o resultado do texto.

      Obrigado!

  35. Virginia Ossovsky
    10 de dezembro de 2014

    Chico e Rosinha ! Adoro. Gostei de ver o folclore brasileiro e as várias criaturas juntas, fez sentido. A ideia foi criativa e bem trabalhada. Gostei da linguagem com sotaque, quase consegui ouvir o narrador falando. Parabéns e boa sorte !

  36. simoni dário
    10 de dezembro de 2014

    No começo achei que ia ser difícil terminar a leitura com tantos tropeços na linguagem do preto véio, mas foi indo, fluindo, quando vi estava rindo e acabei gostando muito.
    O texto me cativou bastante, ainda mais que o personagem parece o tio Barnabé, do Sítio do Pica Pau Amarelo, e tem até tia Anastácia. A ideia é boa e foi muito bem trabalhada. A revelação no final foi bem legal! Leitura gostosa e apesar de não parecer, é dinâmica.
    Parabéns e boa sorte!

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Publicado às 10 de dezembro de 2014 por em Criaturas Fantásticas e marcado .
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