EntreContos

Detox Literário.

A Princesa Dragão (Fabio Baptista)

princesa_dragao

Viajei por incontáveis dias, tendo apenas as gotas de orvalho como companhia. Cruzei planícies tão extensas quanto os sete jardins de Anklamon, escalei montanhas que se mesclavam aos céus, venci corredeiras selvagens, vales infestados de morte, florestas negras como a alma de um Balor. Dormi, por tantas noites que já não ouso recordar, coberto tão somente pelo firmamento – a mortalha salpicada de prata cintilante que traz à tona amores há muito submersos no oceano de saudade que inunda meu coração. Faz irromper à memória a imagem das donzelas virginais, belas como uma manhã de primavera, que precisei deixar para trás. Ah, maldita seja a noite: ela me faz lembrar dessas sereias deliciosas! Ah, maldita seja a cerveja: ela me faz lembrar as barangas que peguei para esquecer as tais donzelas virginais que nunca me deram bola! Mas, depois da noite e da cerveja, sempre vem o dia e a ressaca… e também a chance de recomeçar (ou de fazer tudo errado de novo, como acaba acontecendo na maioria das vezes).

É, eu gastei a sola.

Mas depois dessa caminhada toda, cheguei onde queria – uma cidade! O pessoal fala da vida no campo, mas pra mim, nada como uma metrópole acolhedora, com latrinas sendo esvaziadas na calçada, um castelão cercado de guardas imperiais com aquelas caras sisudas que não botam medo em ninguém (as caras não botam, mas as espadas dão um pouco de medo sim, devo admitir…), um mercado cheio de vendedores querendo gritar um mais alto que o outro, uma igreja (porque toda cidade que se preza, por menor que seja, tem que ter pelo menos a igreja, a praça e a sorveteria). Mendigos fedidos, clérigos fedidos, nobres fedidos e plebeus fedidos (aqui na idade média todo mundo é fedido, menos eu, é claro… quer dizer… bom, deixa pra lá…). Ferreiro, estalagem, loja de itens mágicos, lojas de $1,99 e o estabelecimento mais importante de todos – a taberna!

Afinal, eu sou um bardo. E bardos precisam de tabernas para contar histórias, cantar canções e declamar poesias. Tudo bem que os beberrões raramente ouvem o que nós estamos falando (e mais raramente ainda tiram o escorpião do bolso para retribuir financeiramente o deleite sonoro/literário/visual que proporcionamos), mas tudo em nome da arte, né? Poderia ser pior… poderia precisar vender meu corpinho pra me sustentar (o que indubitavelmente me levaria a óbito por inanição).

Ah, a taberna! Quem já entrou em uma, entrou em todas, mas curiosamente sempre me dá um frio na barriga quando piso em uma pela primeira vez.

Ao adentrá-la, vejo o mesmo de sempre – orcs disputando braço de ferro, anões bebendo daquele jeito nojento que metade cai na barba, brigas, um balconista caolho enxugando copos, gritaria e… pelos pentelhos sagrados da deusa do amor… que coisa mais linda! De costas para mim, baixinha e magrinha, do jeito que eu gosto. Cabelos lisos, dourados e serelepes como os raios de sol que derretem a neve após longo inverno. Meu número! Já estou apaixonado. Respiro fundo, tomo coragem e chego ao lado dela, tocando levemente seu ombro e perguntando com minha voz de locutor de duelos de justa:

– Oi amor, você vem sempre aqui? – Cantadas originais sempre impressionam…

– Amor? Tira a mão do meu ombro, maluco! Tá me estranhando, é!?

MALDITOS SEJAM TODOS OS ELFOS. Droga! Será que não percebem que ficam muito femininos com esses cabelos compridos e essa pele bem tratada? Comecei mal a noite. Pego uma birita e fico ouvindo as conversas – uma fada que brigou com a (ex) melhor amiga por causa de um carinha que gosta de se vestir de verde e cantar de galo, um bicho mais feio que o capeta chorando porque queimaram o anel dele, uma loirinha escoltada por um cavaleiro (que está condenado para sempre ao inferno da friendzone, com certeza), querendo reunir um exército de ex-escravos…

Nada interessante.

Espero todo mundo se embebedar, brigar, xingar, vomitar e voltar a beber. Aguardo chegar a hora daquela depressão coletiva pós-bebedeira, quando todos fazem silêncio ao mesmo tempo. É um momento mágico, que dura poucos segundos – um bardo experiente deve esperar calmamente por essa chance e não desperdiçá-la. Ela demora, mas chega. Sempre chega… CHEGOU! Dou um soco no balcão, fico em pé, faço minha expressão sombria (olhos apertados e sobrancelha esquerda arqueada) e falo alto o suficiente para ecoar e ser ouvido até no canto mais recluso da taberna, mas baixo o suficiente para manter o mistério (e não correr o risco da voz falhar e ficar parecendo uma galinha esganiçada):

– ALGUÉM AQUI NESTA TABERNA, seja elfo, humano, anão ou qualquer outra raça miserável que rasteja por…

– Ei… não fale assim dos gnomos!

– Desculpe! O “miserável” não foi no sentido pejorativo. Mas vou mudar para não ofender ninguém, ok? Vamos lá… ALGUÉM AQUI NESTA TABERNA, seja elfo, humano, anão ou qualquer outra raça linda que Deus criou nesse mundo, já ouviu a lenda da… princesa-dragão? – Caramba, a loirinha parece que levou um choque ao ouvir isso. Puxou o miguxo e foi embora… estranho. Bom, azar dela…

Mantenho a expressão sombria e movo os olhos de um lado para outro, encarando semblantes curiosos. Estão quietos, forçando a memória para lembrar e estragar minha noite com uma pergunta do tipo “é aquela que a princesa morre no final?”. Um calafrio percorre minha espinha quando o duende levanta a mão. Droga, por que ele não vai tomar conta do pote de ouro, salvar vidas em aquários ou pintar rodapés em vez de vir aqui atrapalhar os outros? Que gente chata, viu!

– Pois não, amigo duende… conheces a história da princesa-dragão? Seria uma honra ouvi-la narrada por ti, meu querido!

– A princesa-dragão… ela era muito feia?

Ufa!

– Não, pelo contrário! Era bonita, linda mesmo. Dessas que a gente vê na rua e pensa, com aquele espírito de servente-de-obra que todo homem tem: “ôôôô lá em casa!”. Dragão é tipo dragão mesmo, aquele com asa, que cospe fogo e tudo mais. Bom, pelas caras de interrogação, percebo que ninguém conhece a história, não é? Pois bem… vejam essa cicatriz aqui no meu ombro, é a prova que eu estava lá!

Silêncio, alguns olhares curiosos, poucos bocejos – isso é bom. O elfo está me encarando há algum tempo – isso é ruim. Mas enfim, conquistei a atenção da plateia, agora tenho que conquistar o coração:

– Era uma vez, um reino muito, mas muito distante mesmo. O lugar era um paraíso, a grama era verde e as garotas, lindas. O sol brilhava, os pássaros cantavam, as colheitas eram prósperas, havia fartura, festas, banquetes e bebida por conta do rei, todas as noites.

– Muito distante quanto? Só me fala a direção que vou pra lá é agora! Hua-Hua-Hua! –Todos dão risada com a piada do meio-orc. Adoro esses comentários que a plateia começa a fazer ao se envolver com a narrativa!

– Termine de ouvir e talvez desista de ir até lá, meu caro! Bem, mas o reino era um lugar legal, acho que todos pegaram essa parte, né? Era o famoso “se melhorar estraga”. E, quando foi melhorar, acabou estragando mesmo. A única coisa que faltava ali era uma princesa, pois todo reino que se preza tem que ter uma princesa. O rei já possuía um herdeiro para o trono, um rapaz de grande bravura e coragem, que sozinho já havia derrotado uma horda de ciclopes sanguinários… bom, nunca vimos aquele moleque matar nem pernilongo, mas, como era o rei que dizia, a gente acreditava, afinal, ele que pagava nossa cerveja… e também podia mandar quem duvidasse à guilhotina, então pra que duvidar, né? Mas enfim, tudo que faltava era uma princesa e assim que a rainha ficou grávida, o reino entrou em grande festa.

– Como sabiam que era uma menina?

– Ah, devem ter consultado alguma vidente, feito aquele teste do garfo e da colher com a rainha, alguma coisa desse tipo, sei lá. Só sei que deram uma baita festa quando descobriram a tal gravidez e programaram uma festa muito maior para o nascimento. Convidaram todas as fadas, dríades e feiticeiras das redondezas, para abençoar a bebê e tal. Se querem saber, eu tentaria deixar fadas, dríades, feiticeiras e qualquer outra criatura com poderes mágicos o mais longe possível se a filha fosse minha, mas cada louco com sua mania, né? Então, convidaram todas, exceto uma feiticeira velha, que todos diziam ter se tornado bruxa, com verruga no nariz e tudo. Na verdade eles até tentaram convidar, mas os mensageiros extraviaram justo essa carta. É a famosa “lei de Merlin”.

– Lei de Merlin?

– É… aquela que diz: “se tem chance de dar errado, então pode ter certeza – vai dar Merlin”. E deu. Como vocês devem imaginar, a bruxa não ficou nada contente ao descobrir que todas as amigas-e-rivais foram convidas e ela ficou de fora do rega-bofe. Deve ser chato mesmo, imagino ela entrando no salão de beleza das feiticeiras, todo mundo conversando e de repente aquele silêncio, tipo “o assunto chegou”. Daí ela fica cutucando para descobrir o que é, todas disfarçam até que uma fadinha mais metida a besta fala “a gente foi convidada e você não fôoo-oi”. É uma sensação desagradável. E daí, sabe como é: mulher não trai, mulher se vinga.

E a velha teve nove meses para planejar a vingança.

No dia do nascimento, todas as convidadas foram até o reino, levar um mimo pra nenê, fazer uma média com a realeza, etc. No meio da rasgação de seda, a bruxa apareceu e o tempo fechou logo de cara, porque a velha já chegou chegando, rogando maldição rimada e o escambau: “A feiticeira anciã deixaram de convidar, agora com as consequências devem arcar. Quando a princesa quinze anos completar, a grande besta há de despertar. O dragão a tomará por esposa, não adianta fazer careta – que o rei prepare o exército e a princesa prep…”. Bom, não lembro as palavras exatas, mas foi uma praga terrível, posso garantir. O rei teria quinze anos, mas no fundo sabia que exércitos eram inúteis contra esse tipo de ameaça. Como é de conhecimento geral, a única coisa capaz de vencer um dragão é um príncipe. E, como disse o rei naquela oportunidade, o príncipe em questão não pode ser o irmão da princesa, mas o pretendente. Tenho certeza que ele disse isso só para livrar a cara do filho “forte e corajoso”, mas todo mundo sabia que o moleque não daria conta do recado mesmo. Então, logo começaram os preparativos para achar o tal pretendente. Como haveria bastante tempo, o rei resolveu fazer um desafio épico e selecionar realmente o cara mais digno e valoroso. Eu teria feito uns duelinhos de justa, poderia até rolar uma grana nas apostas, mas sabem como é a realeza… adora inventar moda.

– Não enrola, fala logo qual foi o desafio! – Gritou o anão. Ansiedade da plateia, que maravilha!

– O desafio foi o seguinte: o rei ofereceu baús e mais baús de tesouro para o maior arquimago do universo forjar uma espada mágica sagrada superpoderosa com bônus de +5 em todos os ataques. Depois ela foi cravada numa rocha e só poderia ser removida pelas mãos do sujeito mais digno, corajoso, puro e honrado do mundo. Como todo mundo acha que possui tais características (e, além disso, quem não ia querer virar príncipe e viver na mamata pelo resto da vida?), choveu gente pra fazer papel de palhaço tentando tirar a espada da pedra. Só que os anos foram passando e nada da lâmina ceder um milímetro sequer. Também, rapaziada ia lá na base do “não custa tentar”, mais com intenção de dar um golpe do baú que qualquer outra coisa, o que já eliminava muitos logo de cara (bom, eu pelo menos acho que não consegui por causa disso). Preocupado, o rei começou a pensar no “Plano B”: preparar seu exército para enfrentar a terrível ameaça alada, devoradora de heróis e cuspidora de fogo. Só que ele percebeu que seu reino não era pacífico por opção: os homens levavam muito mais jeito pra beber cerveja que pra lutar, ninguém ali tinha o menor cacoete de guerreiro. Então partiu para o “Plano C”: promoveu duelos de justa. Se tivesse me ouvido lá no começo, teria economizado um bocado… (decerto algum conselheiro estava de conchavo com o arquimago e acabou levando um por fora na jogada, mas enfim… coisas da idade das trevas). Depois de muitas e muitas batalhas e muitas e muitas apostas (lucrei um pouquinho nessa brincadeira, não vou negar), o torneio chegou ao fim.

Um rapaz extremamente forte (e mais estúpido que uma marmota) venceu, conquistando o posto de futuro príncipe, protetor do reino, matador de dragões. O destemido campeão decidiu não esperar até que a fera atacasse o reino, então partiu sozinho rumo ao encontro da criatura. Após uma longa jornada, chegou à caverna que servia de lar e esconderijo ao monstro e deparou-se com o colossal dragão vermelho ancião… dormindo sobre seus tesouros! Era cravar a lança no olho do bicho e correr pro abraço, mas o cara resolveu dar uma de paladino. Engrossou a voz para falar: “Despertai, terrível besta maligna! Em nome do pacífico reino desprovido de defesas que fica 853km a noroeste desse covil pestilento, lutarei contra ti e vencer-te-ei em épica batalha!”. É, eu falei que o rapaz era estúpido. O dragão acordou e fez churrasco de príncipe. Tenho impressão que o bicho nem sabia de nada e a tal maldição não passava de uma “pegadinha” da bruxa, mas agora a criatura estava desperta, sedenta por se vingar daqueles que tiveram a petulância de enviar um idiota para lhe interromper o sono e voou rumo ao reino.

Preocupado com a falta de notícias de seu futuro genro, o rei ordenou que o exército ficasse de prontidão – meia dúzia de gatos pingados que não encaravam nem barata (tudo bem que as voadoras são um caso à parte…). No dia do aniversário da princesa estavam todos lá, empunhando espadas e escudos, fazendo cara de mau, bradando frases clichê para erguer a moral, do tipo “se esse dragão aparecer aqui, vamos acabar com ele!” e “ah, ele não perde por esperar! Não sabe com quem está mexendo”. Estava tudo muito bem na teoria… só que quando o bicho apareceu batendo aquelas asonas, meu amigo… o mais corajoso arrancou porteira no peito, pulou fosso, atravessou ponte e não parou mais de correr (a propósito, esse era eu… a cicatriz no ombro é herança de um corte que fiz ao quebrar a porteira). A fera cuspiu fogo, derrubou torres e muralhas. Teria destruído todo o reino, caso no caminho não tivesse visto algo que lhe chamou a atenção e arrebatou seu coração de besta-demoníaca-do-quinto-dos-infernos: a princesa. A menina desceu de seus aposentos e em meio às labaredas disse à criatura: “Aceito cumprir minha maldição, leve-me como vossa esposa. Mas implorar-te-ei: poupe meu reino!”. O dragão (com olhinhos apaixonados, posso jurar!) tomou a princesa em suas garras e se preparava para alçar voo novamente, quando um brado fez-se ouvir, reverberando pelas ruínas chamuscadas: “Pelos cavaleiros da távola redon…”…

– Quem era? Quem gritou? A taverna já está fechando, vai logo!

– Um jovem guerreiro, forte, alto, destemido, com queixo quadrado de galã de novela, empunhando a espada mágica que outrora estivera cravada na rocha. Desferiu um poderoso golpe no flanco direito do dragão, que tombou urrando de dor, ódio e desespero. O cavaleiro caminhou em direção à cabeça da fera, pronto para dar o golpe de misericórdia, mas…

– Mas o quê? Vamos, homem… para de mistério e desembucha logo de uma vez!

– Mas… a princesa o interrompeu, gritando: “Nãããoooo! Não machuca ele! Ai, sonhei com isso a minha vida inteira! Casar com um monstrão poderoso, forte… cheio de tesouros. Não estraga tudo, seu boboca!”. Nem precisa falar que ficou todo mundo com cara de tacho, vendo a menina tratar a ferida do dragão, dar beijinho no dragão, ficar de romancezinho com o dragão, até o bicho se recuperar e levar ela embora. Foi até bom porque ninguém aguentava mais aquela água-com-açúcar toda. Depois disso o reino definhou em decadência, a grama continuou verde, mas um verdezinho sem graaaaaça, as mulheres embagulharam e ninguém nunca mais foi feliz por lá. FIM.

Todos olham para baixo, pensativos. Após alguns segundos de silêncio e introspecção, aquele duendezinho miserável dá o ar da graça:

– Que história mais ridícula!

– Ridícula, mas verdadeira, meu bom duende. Eu presenciei tudo, exceto as partes em que não estava perto, é claro.

– E qual a moral disso tudo? – Perguntou o anão.

– Moral? Por que toda história tem que ter moral?

– Porque senão a gente não fica totalmente preenchido… – respondeu o elfo, dando uma piscadinha que achei melhor ignorar.

– Bom, acho que a moral mesmo é a seguinte: “se você tiver tesouros, pode até ser dragão que vai pegar as princesas”. Mas essa é meio machista, então acho que talvez seja melhor: “mantenha as fadas por perto, e as bruxas mais perto ainda”, ou: “não cutuque o dragão com espada curta”. Ou sei lá… a arte toca cada um de uma forma, acho que não é legal ficar dando respostas mastigadas, isso faz perder toda a magia. Que tal encarar a história sob esse prisma?

– Continuo achando ridícula! – Vou matar esse duende. Sério.

Eles ficam discutindo um pouco sobre a trama e isso é suficiente para me deixar feliz. Não vou negar, as moedinhas que colocam no meu chapéu também contribuem para minha alegria. A maioria deixou duas, o anão mão-de-vaca deixou uma, o elfo deixou três (e um bilhete que estou com medo de ler) e o duende deixou cinco (desde o começo estou falando que esse cara é gente boa!).

Missão cumprida! Mais um dia sem precisar vender o corpo.

– Senhores, muito obrigado pela atenção e pelas moedas. Principalmente pela atenção, é claro. Agora vou dormir e espero acordar inspirado para inventar uma história verídica para contar amanhã.

Boa noite! 🙂

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79 comentários em “A Princesa Dragão (Fabio Baptista)

  1. O Bardo
    12 de janeiro de 2015

    Nobres senhores e belas miladys!

    Agradeço pelos comentários e confesso que fiquei surpreso com a aceitação do conto por boa parte dos leitores. Humor é algo muito variável e me surpreendi (e fiquei bem feliz) com a quantidade de pessoas que acharam o texto divertido e consideraram minimamente boa a escrita desse humilde bardo (na verdade não tão humilde, mas esse é um daqueles textos de agradecimento padrão, estilo discurso de miss, então tenho que manter a pose…).

    Que potes de ouro e ninfas voluptuosas sedentas por noites de amor selvagem(para quem gostar de ninfas voluptuosas) e/ou semideuses viris com abdômen tonificado estilo capa da revista “Men´s Health” (para quem gostar de semideuses viris) estejam aguardando ao final do arco-íris para todos os que apreciaram esse conto singelo.

    E que trolls sanguinários embosquem os que não gos… digo… que os ventos da fortuna soprem como uma brisa refrescante na face dos que não gostaram (nesse calor dos infernos não consigo pensar em nada melhor para desejar a alguém).

    Um grande abraço e que Deus abeçoe todos vocês.

    🙂

  2. Marcellus
    11 de janeiro de 2015

    Comédia não é meu estilo predileto, mas o autor… hã… não é ruim, não. Isso vai me valer uma gif de Street Fighter, não vai? Mortal Kombat é para os fracos.

    O diabo é que fiquei comparando o bardo do texto com o bardo do Groo… e aí, já viu, né?

    De todo jeito, desejo boa sorte a você, autor.

    • O Bardo
      11 de janeiro de 2015

      “mas o autor… hã… não é ruim, não”

    • O Bardo
      11 de janeiro de 2015

      Queria que fosse o Ryu dando o hadouken especial, mas não achei a gif… rsrsrs

      Abração, Marcellus!

  3. Eliane Verica
    1 de janeiro de 2015

    Bom, eu achei o conto bem divertido, bem “contado” e bom de ler. O humor é algo difícil ao meu ver, e você sabe fazer de uma forma satisfatória. ah, as respostas aos comentários tbm são ótimas rsrs. Até!

    • O Bardo
      2 de janeiro de 2015

      Milady Eliane,

      Agradeço pelo gentil comentário.
      Devo dizer que “você sabe fazer de uma forma satisfatória” soou como uma donzela que descreve um cavalheiro da seguinte forma “ah… tipo assim… ele é bonitinho…”. Que todos nós sabemos que na verdade quer dizer: “ele é um feio arrumadinho…” rsrsrs

      Um ótimo 2015! 😀

      Abraço.

  4. Paula Mello
    30 de dezembro de 2014

    Bom, quando dei inicio a minha leitura esperava um conto mais “época” ,mas encontrei apenas os seres de contos de fadas e situações aproximadas. ( Não sou uma expert em conto de fadas, ok?). Mas voltando, no decorrer de minha leitura fui criando muitas expectativas em relação ao conto, principalmente pela imagem e grandiosidade de detalhes que o autor(a) proporcionou ao leitor, mas confesso que minhas expectativas não foram alcançadas (Caro(a ), somente questão de gosto).
    Mas vamos falar de coisas boas que encontrei no conto, como mencionei acima, achei maravilhosa a riqueza de detalhes que foi tão bem colocada. ( Imaginação e conhecimento do assunto, creio que foram fatores essenciais). A estrutura do texto esta muito boa e o cuidado que o autor(a) mostrou com a revisão foi perceptível para mim. Gostei bastante o fato de ter sido incluído no texto o pensamento do personagem principal entre parênteses .
    No mas reforço, que foi simplesmente questão de gosto. Mas isso não me impediu de apreciar o Conto.

    Boa sorte Bardo!

  5. Anorkinda Neide
    27 de dezembro de 2014

    hauiua gostei muito.
    dei muita risada, as piadas na hora e no tom certo. demorei um pouquinho pra me ambientar nesta taberna inusitada, mas depois q entrei no clima foi só-risos 🙂

    a historia da princesa dragão em si nao ficou legal, entendo as referências a varios contos q vc fez ali, mas ficou cansativa.nao sei dizer pq.. rsrsrs

    o meu trecho de gargalhada favorita foi este:
    ‘ Porque senão a gente não fica totalmente preenchido… – respondeu o elfo, dando uma piscadinha que achei melhor ignorar.’

    Parabens pela desenvoltura deste conto!
    Abração

  6. Fil Felix
    26 de dezembro de 2014

    Esquema do comentário + nota: 50% Estética/ Tema e 50% Questões Pessoais

    = ESTÉTICA/ TEMA = 4/5

    Adoro “história dentro da história” e no seu caso ela ficou bem divertida, simples de entender e assimilar tudo que está acontecendo. Apesar de rápida, não passa a impressão de que foi corrido. Confesso que o conto só me ganhou na segunda parte, pois no início estava levando mais “a sério” e achando um pouco clichê, depois fui pegando mais referência e na parte da espada +5 ri bastante hahaha, caindo já no clima do texto. Por essa brincadeira com os clássicos + os toques de modernidade, deram uma cara ao texto, coisa difícil de se conseguir. A única coisa que talvez tenha me incomodado um pouco foram os diálogos. O texto é em primeira pessoa, mas quando o protagonista vai contar a história você utilizou de travessão, mas as vezes o parágrafo seguinte não tem travessão, mas continua contando aos cliente sobre a história.

    = PESSOAL = 4/5

    Muito divertido, descontraído e com várias referências. O tamanho ficou ideal, sem cansar o leitor. Os personagens secundários não possuem grande importância, não vejo motivos pra construí-los melhor (como alguns comentários), talvez apenas o elfo pudesse ganhar um espaço maior (pra piada no final funcionar). E tiraria algumas coisas “shrekinianas”, como o “muito, muito distante”.

  7. daniel vianna
    25 de dezembro de 2014

    Divertidíssimo. Engraçado, muito bem humorado. Eu consigo visualizar a taberna. Também tive vontade de oferecer algumas moedas para ouvir mais uma. De resto, o conto me fez lembrar o filme Coração de Cavaleiro, com aquelas mesclas entre épico e pós-moderno. Muito bom mesmo.

  8. Laís Helena
    25 de dezembro de 2014

    Foi no geral um bom conto. Achei interessante o recurso do bardo contando uma história dentro de uma história, e de maneira bastante humorística. Percebe-se muitas referências a outras histórias, o que tornou algumas piadas engraçadas (minha favorita foi a “Lei de Merlin”). Algumas não me fizeram rir, mas não trago isso como uma crítica pois vejo como algo muito pessoal.
    Porém, não gostei da história da princesa dragão; ela não me prendeu a atenção. Talvez tenha sido um problema causado pelo limite de palavras, mas seu final foi um pouco apressado, de forma que a quebra de expectativa que você tentou criar não foi suficientemente impactante. Também faltou algo na história que instigasse minha curiosidade tanto quanto a dos espectadores na taberna.
    Outra coisa que me incomodou foi o linguajar um tanto moderno, que não combinou com o ambiente. Talvez tenha sido proposital, para criar quebra de expectativa, mas para mim soou um pouco forçado. Pode ser que tivesse achado mais engraçado se você tivesse usado um linguajar semelhante ao da época; eu esperaria uma história mais séria, talvez até mesmo poética, e seria surpreendida por uma história cômica. Isso provavelmente teria me feito rir mais.
    Porém, como já disse, humor é uma coisa mais pessoal.

  9. Swylmar Ferreira
    24 de dezembro de 2014

    Meu caro Bardo. Meus sinceros parabéns!
    A estrutura é objetiva e muito bem narrada, O personagem central que apresenta o conto é muito engraçado. Tem boa criatividade com enredo imaginativo e é muito bom. Usou linguagem objetiva evitando metáforas desnecessárias facilitando o entendimento do leitor. Ao menos deste leitor. A linguagem usada é belamente cômica e critica . O conto adequado ao tema. Parabéns de novo, principalmente pela competência!

  10. Miguel Bernardi
    22 de dezembro de 2014

    Fala, Bardo. Beleza?

    Cara, eu gostei do seu conto. Eu gostei muito do seu conto. Mas eu gostei pra caralho!

    Enquanto o lia, copiei o link do texto e o enviei para alguns amigos: “Esse texto é do caralho.”

    Bem, a qualidade da narrativa me surpreendeu. O humor, os diálogos, os clichês utilizados de forma inovadora (Cheers!), seus personagens e as referências à RPG foram sucesso definitivo, se me permite entrar no jogo.
    Não percebi problemas no português, e o modo como você utilizou o tema foi inovador.
    Como se não bastasse, o texto termina mostrando a inteligência do protagonista, que pretende ‘criar uma história verídica amanhã’. Genial.

    Parabéns autor(a), boa sorte no desafio!

    • O Bardo
      2 de janeiro de 2015

      Sir Miguel!

      Cara, eu gostei do seu comentário. Eu gostei muito do seu comentário. Mas eu gostei pra caralho!

      rsrsrs

      Muito obrigado e um ótimo 2015.

      Grande abraço.

      PS: Depois acertamos aquelas moedas de ouro que combinamos…

  11. Willians Marc
    22 de dezembro de 2014

    Olá, autor(a). Primeiro, segue abaixo os meus critérios:

    Trama: Qualidade da narrativa em si.
    Ortografia/Revisão: Erros de português, falhas de digitação, etc.
    Técnica: Habilidade de escrita do autor(a), ou seja, capacidade de fazer bons diálogos, descrições, cenários, etc.
    Impacto: Efeito surpresa ao fim do texto.
    Inovação: Capacidade de sair do clichê e fazer algo novo.

    A Nota Geral será atribuída através da média dessas cinco notas.

    Segue abaixo as notas para o conto exposto:
    Trama: 9
    Ortografia/Revisão: 10
    Técnica: 8
    Impacto: 7
    Inovação: 6

    Minha opinião: Gostei muito. O autor(a) parece ter a comédia no DNA, seus comentários provam isso. Apesar de usar todo o limite de palavras do desafio, o conto é bem fluido e nem percebi o tempo passar enquanto lia. O trama em si não é inovadora, mas rearranja os clichês de uma forma muito interessante. Só tiraria as referências modernas (Sorveteria, loja de $1,99, etc) e algumas piadas entre parênteses também.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  12. Silvio Ferreira
    20 de dezembro de 2014

    Bardo, você faz jus ao nome e é dois bons. Abri uma cerveja e ouvi sua história atento. Eu achei o ritmo ótimo. Essa levada atual me fez acompanhar de um jeito que, quando acabou, eu pensei: conta mais um causo aí por mais 5 moedas?

    O humor tem o tempo perfeito, me peguei algumas vezes gargalhando. Eu destaquei uma passagem em especial: “se você tiver tesouros, pode até ser dragão que vai pegar as princesas”. Mas essa é meio machista, então acho que talvez seja melhor: “mantenha as fadas por perto, e as bruxas mais perto ainda”, Chorei de rir.

    Se eu fosse o dono dessa taverna, contrataria o bardo e cobraria pelo couvert artístico. Alavancaria os negócios.

    Humor no tempo certo, ritmo leve ”sem subir nas tamancas” e final inesperado. Acho que foi essa a combinação de fatores que fez o seu conto tão bom.
    Parabéns!

  13. Eduardo Matias dos Santos
    19 de dezembro de 2014

    Possui uma rítmica bem interessante, comuns em contos de bardos. A mistura do velho e do novo é válida e trás ares diferentes ao texto, mas não me agrada muito. Entretanto, pode-se dizer que o autor alcançou o pretendido, tendo sucesso em sua proposta.

  14. Letícia Oliveira
    18 de dezembro de 2014

    Muito bom! Me surpreendeu o quanto gostei do conto e da história contada pelo personagem principal. Adorei que o escritor misturou vocábulos antigos com modernos e escreveu uma história leve e com voltas inesperadas.
    Li alguns outros comentários e acho que as pessoas levaram o conto muito a sério. Eu dei muitas gargalhadas, e achei muito bem escrito, interessante e coeso.
    Parabéns!

  15. Sidney Muniz
    16 de dezembro de 2014

    Eita…

    Com o braço quebrado é mais difícil comentar!

    Achei o uso da expressão “adentrei”, fora do vocabulário do personagem, há outras palavrinhas fora da linha adotada, mas essa foi a mais descaracterizada.

    Gostei do inicio da narrativa, não que estivesse rindo enquanto lia ( é, não ri mesmo) mas a proposta é ousada e isso estava me cativando.

    Certo é que o autor se dedicou muito nas revisões e isso merece ser reconhecido, visto que não se notam equívocos grosseiros.

    Entretanto em relação ao enredo, não me senti atraído, fisgado por ele, ficou bem desinteressante depois de certa altura, e as piadas infelizmente não me atingiram.

    Penso que talvez se o autor(a) tivesse utilizado mais do público, no ato da contação/narrativa da estória, o resultado poderia ser melhor.

    Julguei a parte da princesa intervindo pelo dragão, muito abrupta, digo, o parágrafo inteiro, e não senti o conto nem sendo infantil/ juvenil… ou sei lá o que.

    Não foi um conto desastroso, mas não me fisgou. Desejo sorte no desafio, um final de ano excelente, e um ano novo de muita inspiração e vitórias!

    • O Bardo
      16 de dezembro de 2014

      (Mais ou menos essa reação quando a primeira frase que você lê ao bater o olho no comentário é: “Não foi um conto desastroso, mas (…)”)

      rsrsrs

      Abração, Sidney!

      Boas festas e bom final de ano para você também.

      • Jowilton Amaral da Costa
        22 de dezembro de 2014

        kkkkkkkkkkkkkk

      • Sidney Muniz
        23 de dezembro de 2014

        Desculpe, não quis ser grosseiro,,, é que me escapoliu! É fácil notar o talento do autor(a)..

        Continuo desejando boa sorte!

  16. Gustavo de Andrade
    15 de dezembro de 2014

    Ok! Já que alguns comentários começam com o veredicto para depois detalharem, vou começar já sendo um pouco vira-lata.
    Não gostei.
    Agora, explicando e explicitando: a construção narrativa é de fato dinâmica e inventiva, mas o fato de parecer bastante com o tom de Shrek não sustenta. Isso se dá porque, ao ler um conto, a gente fica meio sedento pelo que a autora/o autor irá oferecer de único e de assinatura. E este conto tem assinatura, ou ao menos a mim foi visível que tem. Masssss
    A tal assinatura, no entanto, também me desagradou (não é nada pessoal, eu te juro). A forma como algumas piadas são colocadas me pareceu meio frágil, visto que é um dos pilares deste teu texto como um todo. Torna-se frágil porque é um pilar muito sujeito a gosto particular a piadas/referências e, a mim, não atingiu, por exemplo. Os chavões também me desagradaram, fazendo diversas piadas de estereótipos que, a mim, não têm graça alguma (viu o que quis dizer quanto à fragilidade de se apoiar em algo subjetivo como uma comédia mais pastelão?).
    Continuando um pouco com a maldade que eu espero que seja construtiva, o desenrolar da história e da meta-história foi gradativamente me tirando interesse, enquanto eu percebia que nada na realidade de ninguém, ali, havia mudado. Não houve arco, nem conflito, nem uma conclusão satisfatória, ao meu ver.
    Assim, torço pra que continue e aplique esse teu dinamismo em um enredo e personagens mais interessantes (é sério, por mais que pareça zombaria)!

    • O Bardo
      16 de dezembro de 2014

      😦

  17. Pétrya Bischoff
    12 de dezembro de 2014

    Buenas, vivente!
    Então… gostei muito da primeira frase; realmente algo entre uma prosa medieval e narração do filme Shrek. Também achei bem interessante o fio condutor: o narrador ser um “contador de histórias”, um malandro, como ganha-pão. No entanto, achei a estória contada pelo cara extremamente cansativa, apresentando muito do mesmo, e não a achei engraçada… Enfim, sou chata com essas coisas. Mas há o mérito de estar bem escrita e narrada e de o autor ter conhecimentos sobre o que escreveu. De qualquer maneira, boa sorte.

    • O Bardo
      16 de dezembro de 2014

      “achei a estória contada pelo cara extremamente cansativa, apresentando muito do mesmo, e não a achei engraçada”

  18. mariasantino1
    11 de dezembro de 2014

    Mas que filha da mãe! Hahaha!

    Olá, autor!

    O começo do conto parece com a canção I STILL HAVEN’T FOUND WHAT I’M LOOKING FOR do U2 (parece bastante, com suas devidas exceções). Ri com a rima “que o rei prepare o exército e a princesa prepare a… ” é hilário! Parabéns por ter um bom vocabulário sem repetições e fazer boas construções, irônicas, divertidas. Achei aquela alegoria das estrelas no começo um tanto chatinha, mas fora isso, você sabe o que faz. Gostei da brincadeirinha com a lei de Murphy, das tiradas como: “rega-bofe, chegou chegando, mais estúpido que uma marmota…”, e da passagem final dizendo que irá inventar uma história verídica para contar no dia seguinte 😛 , o senão fica para o lance do Shrek. Realmente ficou parecido, porém, há muito criado pelo autor (e isso é bom).

    Parabéns e abraços!

  19. Pedro Luna
    11 de dezembro de 2014

    ”Despertai, terrível besta maligna! Em nome do pacífico reino desprovido de defesas que fica 853km a noroeste desse covil pestilento, lutarei contra ti e vencer-te-ei em épica batalha!”

    Hahaha. Boa.

    Gostei do conto. Agradável, com trechos engraçados. Acredito que foi uma ideia simples mas bem explorada pelo autor. Alguns dos melhores contos são assim.

    Curtido. 😉

  20. Maurílio Júnior
    11 de dezembro de 2014

    Sem palavras!!! rsrsrsrssrsrs O conto é muito inspirador… 🙂 😀

  21. Eduardo Barão
    9 de dezembro de 2014

    Gostei tanto que estou sorrindo feito bobo enquanto redijo esse comentário. Amo essas coisas zoadas/escrachadas/malucas e sei como é difícil sustentar um conto a partir de tiradinhas engraçadas, já que as mesmas precisam ser muito bem elaboradas para que o público se sinta cativado. Aliás, devo dizer que o texto me conduziu a uma zona nostálgica: já tentei escrever um conto nos mesmos moldes em outro desafio e não fui bem sucedido na minha empreitada aventureira.

    Outros pontos a serem destacados consistem na boa escrita, na boa estruturação da proposta no que concerne ao desafio em si e nos diálogos extremamente cômicos. Únicas coisas que eu limaria são as piadinhas entre parenteses que acabaram por quebrar um pouco o ritmo da narrativa. De resto, tudo ok.

    ps: Não se fazem mais bruxas como antigamente. A maldição não passava de pegadinha desde o princípio? 😛

    • Eduardo Barão
      9 de dezembro de 2014

      Ops, parênteses*

  22. bellatrizfernandes
    8 de dezembro de 2014

    Gostei do conto, foi divertido e acho que esse era o objetivo. Adorei as intertextualidades (“vai dar Merlin”, socorro, ri muito!). Maaas – sempre tem um mas, né? – tiveram umas partes que ficaram forçadas. A loja de sorvete, de 1,99? Entendi, foi irônico, mas, sei lá, desnecessário. A história foi bacana, mas toda aquela interrupção me fez perder o ritmo.
    Boa sorte, caro Bardo!

    • O Bardo
      9 de dezembro de 2014

      Ah, bela Milady… a loja de 1,99 e a sorveteria foram uma singela e malfadada homenagem às pérolas que vez ou outra surgem nas mesas de RPG.

      Certa feita, o mestre explicou aos jogadores novatos:

      – Vocês precisam entrar no clima da Idade Média. Precisam sentir que estão lá, falar e se comportar como se estivessem lá! Certo? Entenderam?

      Todo mundo concordou e então ele iniciou a narrativa, com aquele encontro padrão do grupo de aventureiros na taverna. Todos lá em frente ao balcão, o mestre toma a iniciativa, imitando o taberneiro-caolho-mal-humorado-default:

      – Hum… o que vai querer, elfo?
      – Um pouco de hidromel, meu bom taberneiro…

      Ufa! O primeiro novato interpretou bem! Vamos para o segundo:

      – E você, anão? Vai querer o quê?
      – Uma caneca de cerveja escura! Bebida de guerreiro de verdade hua-hua-hua!!!

      Muito XP de interpretação pra esse aí! Incorporou bem o anão (engrossando até a voz), pediu bebida de anão e ainda cutucou o elfo! Só faltava o meio-orc (que no jogo é uma montanha de músculos e presas saltadas com 2 metros e meio de altura):

      – E você, feioso? O que manda?

      Depois de uma pausa pensativa, o jogador (um loirinho magrinho, magrinho…) responde (com a voz tão mascula quanto a de uma garotinha no jardim de infância):

      – Acho que eu quero só uma PIZZA…

      • bellatrizfernandes
        9 de dezembro de 2014

        Hahaha! Acho que esse aí não chegou ao nível dois!

      • O Bardo
        10 de dezembro de 2014

        O sujeito em questão foi gentilmente convidado a se retirar da mesa e incumbido de fazer algo útil: pedir uma pizza na vida real… rsrs

  23. Brian Oliveira Lancaster
    8 de dezembro de 2014

    Gostei e muito do tom humorístico do que poderia ser a cena de uma partida de rpg. Encontrei apenas uma palavra incorreta lá no meio (convidas, em vez de convidadas), o que não atrapalhou a experiência. A metalinguagem funcionou bem (história dentro de história). Só o último diálogo da princesa destoou um pouco de sua proclamação “cavalherística” anterior. De resto, tirando pouquíssimas construções – tenho problemas com a ‘síndrome de parágrafos colados’, muito bem escrito. O final não decepcionou.

    • O Bardo
      9 de dezembro de 2014

      “Encontrei apenas uma palavra incorreta lá no meio (convidas, em vez de convidadas)”

      É a lei de Merlin, Sir Brian Lancaster: a gente revisa, revisa, revisa… mas depois que envia o conto percebe que sobrou alguma mer…lin! rsrs

      Fico feliz por tê-lo entretido e agradeço pelo comentário.

      Grande abraço!

  24. Sonia
    7 de dezembro de 2014

    correção gramatical – fora um convidas em lugar de convidadas, que deve ter sido um erro de digitação, não encontrei nada mais. nota: 9
    técnica – excelente. Texto muito engraçado sem cair no vulgar. nota – 10
    impacto – não muito, a gente já sabe que sendo uma paródia vai dar tudo errado, oposto ao tradicional. nota – 5
    inovação – trabalhou muito bem o tema, nota – 9
    trama – bem desenvolvida, interessante, prende a atenção. nota – 9

    • O Bardo
      10 de dezembro de 2014

      Milady Sonia!

      É uma honra ser agraciado com notas tão benevolentes.

      Fico feliz por conseguir agradá-la na maior parte dos quesitos avaliados e prometo que me esforçarei mais para trazer uma história mais impactante na próxima oportunidade.

      Um grande abraço!

  25. Carlos Henrique
    7 de dezembro de 2014

    RI muito com o conto. Há passagens em que se saturuza a idade média com um toque ideal ao humor, que, maestralmente, não soa forçado. A estória da princesa, pelo que percebi, ficou mais em segundo plano junto ao dragão. O enfoque se deu mais no bar e nas piadas. Porém gostei muito do conto.

  26. Jéssica Stewart
    7 de dezembro de 2014

    Eis aqui um grande escritor, senhoras e senhores!
    Confesso que a pior parte do conto, foi quando acabou (kk). É bem executado e a linguagem utilizada contribuiu para que a leitura fluísse muito bem. A intertextualidade e o ambiente semelhante a Terra média (corrija-me se estiver errada), evidenciaram seu domínio sobre o tema. Expressões atuais e interações com o leitor (“aqui na idade média todo mundo é fedido, menos eu, é claro… quer dizer… bom, deixa pra lá…”) trouxeram informalidade ao texto, que se encaixou perfeitamente com o ambiente.
    Bom, acho que nem preciso desejar boa sorte kkk
    Parabéns e muito obrigada por ter me propiciado essa leitura agradável!

  27. Claudia Roberta Angst
    5 de dezembro de 2014

    Ah, bem divertido e criativo o conto. Se eu falar que imaginei o narrador como um misto de Shrek e Jack Sparrow, será que me internam? Acho que foi o tom debochado, ao mesmo tempo ogro-ingênuo do relato.
    Sacadas ótimas como a Lei de Merlin e as lições de moral conquistaram esta leitora aqui. Há muitas referências a contos de fadas, filmes, delírios transgênicos (opa, esse foi meu) que enriquecem o texto.
    Está claro que o autor não quer bancar o certinho coerente, obedecendo os limites tempo-espaço. Dane-se a coerência! O importante é se divertir, porque não está fácil pra ninguém, imagina pro elfo loirinho.
    Por enquanto,meu favorito! Boa sorte!

    • O Bardo
      12 de dezembro de 2014

      Honolável milady Claudia-sama, é uma honla que meu modesto conto seja seu favolito por enquanto. Mesmo levando em considelação que só havia dois contos participando certame quando honolável milady escleveu isso, né?

      Aligatô!

      PS: Desculpe, mas fiquei contagiado pelos comentálios hilálios do honolável participante Fujiro Nakombi e estou lindo igual besta até agola, né?

      rsrsrs

      Abração!

      • Claudia Roberta Angst
        7 de janeiro de 2015

        Só para constar dos autos: não li os contos na ordem. Portanto, quando comentei, já tinha lido outros seis trabalhos. Continua sendo o meu favorito depois de ler todos os contos. 😛

  28. Leandro B.
    4 de dezembro de 2014

    Gostei bastante.

    É uma boa sátira. É muito difícil eu me divertir com textos cômicos.

    Não tenho muito o que dizer. Seu conto me fez rir bastante. Acho que algumas piadas funcionaram muito bem, outras nem tanto, mas não posso formalizar isso como crítica, afinal, certamente alguém se divertiu com o que não gostei e não gostou com o que eu me diverti.

    O texto me conquistou aqui:
    “- Oi amor, você vem sempre aqui? – Cantadas originais sempre impressionam…
    – Amor? Tira a mão do meu ombro, maluco! Tá me estranhando, é!?
    MALDITOS SEJAM TODOS OS ELFOS.

    Sem críticas a fazer. Aposto que ficará entre os meus favoritos.

    Parabéns!

    • O Bardo
      12 de dezembro de 2014

      Sir Leandro, avatar de Leão!

      Fico muito feliz que tenha se divertido com minha singela narrativa.

      Um grande abraço!

  29. Andre Luiz
    4 de dezembro de 2014

    O texto no geral é tão interessante quanto inovador. Ao meu ver, nunca havia presenciado uma narrativa estilo RPG que segue uma linha estilo Shrek, uma rapsódia bastante bem-humorada. Senti elementos de “O senhor dos anéis”, “O Hobbit”, “Harry Potter”-O pseudônimo, e até mesmo de “Guerra dos Tronos”. Tudo isso contribuiu para minha ótima aceitação do conteúdo. Até que enfim alguém concordou comigo em um texto: “MALDITOS SEJAM TODOS OS ELFOS. Droga! Será que não percebem que ficam muito femininos com esses cabelos compridos e essa pele bem tratada?” Muitas vezes enquanto via os filmes com elfos, quando estavam de costas, sempre me confundia. (KKK) Parabéns e sucesso!

  30. Douglas Moreira
    4 de dezembro de 2014

    Bom, o texto é como uma piada só que com uma narração mais lírica. Ri muito com ele. Não achei forçado. Consegui imaginar tudo que me propôs. As misturas que fez mesclando coisas TÃÃÃO típicas da idade média ficaram excelentes. Parabéns, apesar de não ser o gênero que mais aprecio.
    Boa Sorte!

  31. rubemcabral
    3 de dezembro de 2014

    Um bom conto: bem escrito e desenvolvido. Não apreciei tanto o enredo, mas achei graça de boa parte das piadas. O texto é leve e brinca com nossas expectativas, levando-nos a alguns caminhos e soluções inesperadas que foram criativas. Gostei em especial das “morais” da história. 😀

    • O Bardo
      10 de dezembro de 2014

      Sir Rubem!

      Depois fiquei pensando em outras “morais” que poderiam ser extraídas do texto. rsrs

      Acho que a maior lição aqui foi (leia com a voz do He-Man dando os conselhos depois do desenho, para obter um viés mais cartunesco): “No episódio de hoje nós aprendemos que não vale a pena dar uma de Paladino! Se o dragão estiver dormindo na sua frente, mata ele logo e vai embora! Até a próxima!” rsrsrs

      Tan tan tan tan taaaan…
      Tan tan tan tan tan…
      (Musiquinha do He-Man)

      Abração!

  32. Ledi Spenassatto
    3 de dezembro de 2014

    Uma conexão muito bem descrita essa Princesa Dragão da Idade Média. Me identifiquei muito com o escalar das montanhas que se mesclam aos céus. Fui até a Idade Média tentando imaginar uma loja de $ 1,99. Percorri várias tabernas e não consegui encontrar a do texto. rsrsrsrrs
    Um conto muito bem narrado, embora não seja o tipo de narrativo que eu gosto.
    Com certeza foi um homem quem escreveu – Boa sorte.

  33. Wender Lemes
    3 de dezembro de 2014

    Bem legal o clima que criou no conto, gosto dessa pegada avacalhadora e realmente é muito difícil controlá-la, saber até quando está sendo engraçado, ou quando passou a ficar forçado. Não tenho muito a acrescentar, foi um bom conto – minha opinião. Sobre o humor, mais situações inusitadas e menos piadinhas escrachadas talvez fossem uma boa opção, mas ficou legal do jeito que está. Parabéns e boa sorte!

  34. simoni dário
    2 de dezembro de 2014

    Excelente! O texto é limpo, bem escrito, bem narrado e divertido. Gostei da trama e achei as piadas na medida (a do Elfo foi muito boa), não vi excessos, gosto deste tipo de narrativa mais descontraída.
    Enfim, gostei muito, parabéns!

  35. Eduardo Selga
    2 de dezembro de 2014

    Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que neste desafio muito provavelmente não comentarei todos os contos, tampouco postarei qualquer narrativa, em função da enorme quantidade de textos e tarefas das quais preciso dar conta antes que o ano termine. Por isso, comentarei um ou outro, mais ou menos aleatoriamente, se encontrar algo a respeito do que de fato valha a pena escrever (não necessariamente elogios) . Isso, claro está, redundará no fato de eu não votar. Mas como exercício para mim mesmo, alguns eu comentarei.

    Vamos lá.

    É uma metanarrativa, pois há um discurso narrativo acerca do próprio ato de narrar, ou seja, está muito claro o tempo todo que se trata da narrativa de uma narrativa, inclusive tocando em questões típicas da Literatura, como a “lição de moral” e o impressionismo crítico que considera romanticamente a arte como algo que “pega” ou “não pega” (“Ou sei lá… a arte toca cada um de uma forma, acho que não é legal ficar dando respostas mastigadas, isso faz perder toda a magia).

    Aparentemente simples, essa opção demanda bom domínio dos recursos, caso contrário o resultado não é satisfatório. Pode mesmo causar a impressão de o autor ter “forçado a barra” ou a trama ficar, por assim dizer, boiando meio perdida por causa do mal uso dos recursos. Embora o domínio narrativo não seja excepcional, o primeiro caso, a “forçação de barra”, acontece. Não por causa do humor, como talvez se possa imaginar, e sim por causa de um descompasso temporal.

    Se isso ocorre, não se deve tanto ao uso de uma linguagem atual em se tratando de um enredo aparentemente localizado na Idade Média. Aliás, esse desalinhamento de vocábulos e expressões pode ser um ponto alto do texto, se for interpretado que o personagem-narrador não está de fato no tempo histórico indicado: a elocução narrativa se daria, nesse caso, a partir dos dias atuais. Porém, não há indicativo seguro no corpo textual de que a tenha sido essa a intenção do(a) autor(a). Assim, todo o uso de gírias pode comprometer a coerência, bem como expressões que evidenciam a contemporaneidade, como essa: “Um jovem guerreiro, forte, alto, destemido, com queixo quadrado de GALÃ DE NOVELA […]”.

    Com muito boa vontade, suponhamos que um leitor mais crítico perdoe o deslize, em função de algumas qualidades do conto, como o humor. Perdão instituído, o personagem-narrador, está, digamos, no presente. É, portanto, um narrador atual projetando-se na Idade Média. Ok? Sim, mas nesse caso como se explicaria a seguinte “fala” dele: “aqui na idade média todo mundo é fedido, menos eu, é claro… quer dizer… bom, deixa pra lá…”? Se é AQUI NA IDADE MÉDIA, não pode ser o presente. Se não for o presente, como ficam as expressões contemporâneas?

    Poder-se-ia argumentar que a elocução do conto se dá no contemporâneo e que isso é um elemento subentendido. Ocorre que esse traço textual, o subentendido, precisa estar inscrito no texto, não fora dele. O elemento que pode estar fora do texto é o pressuposto, que se baseia não apenas na linguagem textual, mas também em fatores externos a ela, como hábitos culturais.

    Acaso essa dissonância tivesse sido resolvida ou o lugar da elocução estivesse explicitado, o bom uso da ironia e do humor que ridiculariza personagens teriam funcionado a plano vapor. Refiro-me a passagens como essa: “Despertai, terrível besta maligna! Em nome do pacífico reino desprovido de defesas que fica 853km a noroeste desse covil pestilento, lutarei contra ti e vencer-te-ei em épica batalha!”, em que o narrador escarnece do candidato a príncipe e sua pose de herói.

    Mas a linguagem da prosa não pode ser avaliada pelos recursos usados, vistos isoladamente. Ela está submetida a outras questões, como a coerência.

  36. Fabio Baptista
    2 de dezembro de 2014

    ======= TÉCNICA

    Gostei!

    Dei risada em muitos momentos e considero isso um mérito mais da técnica que da trama.
    Claro, algumas piadas são (bem) mais engraçadas que outras, como num filme de comédia. Mas no apanhado geral o saldo foi bastante positivo.

    A leitura corre fácil e isso é outro ponto a se destacar.

    ======= TRAMA

    Achei bacana a ideia geral. Gosto desse recurso de história dentro da história.

    O narrador ficou muito bem caracterizado (bardo da zoeira, conforme já comentado kkkkk).

    Porém acho que faltou desenvolvimento dos demais caracteres da taverna. Imagino que o limite de palavras tenha sido um empecilho, mas tenho que julgar o resultado final – e nesse resultado os demais personagens ficaram muito superficiais.

    ======= SUGESTÕES

    – Cortar umas duas ou três piadinhas entre parênteses.

    – Diferenciar melhor os espectadores do bardo, dando-lhes peculiaridades no modo de falar e reforçando os estereótipos do RPG, tipo “anão é ranzinza”, “elfo é fresco”, “meio-orc é burro”, etc. Aqui todas as raças pareceram iguais.

    ======= AVALIAÇÃO

    Técnica: ****
    Trama: ***
    Impacto: ****

    • Fabio Baptista
      2 de dezembro de 2014

      Putz…
      “demais caracteres da taverna” leia-se “demais *personagens* da taverna”.

      Tava com “character” na cabeça e saiu essa beleza aí… kkkk

  37. Virginia Ossovsky
    2 de dezembro de 2014

    Gostei do conto em geral, tem partes engraçadas e se encaixa bem no tema. O narrador é divertido, mesmo sendo meio machista rsrs. Não consegui gostar muito da história que ele contou, apesar de ter alguns elementos conhecidos parece que ficou faltando alguma coisa. Algumas partes saíram um pouco forçadas, meio “escondidas” pelas piadas… Mas o final foi criativo. Enfim, é uma boa história, contada por um bom escritor (ou escritora, mas acho que é escritor mesmo). Parabéns e boa sorte !

    • O Bardo
      26 de dezembro de 2014

      Milady Ossovsky,

      Agradeço pelo comentário e prometo que hei de me empenhar com afinco redobrado para agradar-lhe mais numa próxima oportunidade.

      Sobre o machismo, peço que me conceda um desconto, levando em consideração a época… aqui na idade média eu sou, proporcionalmente, quase que uma ativista do Femen rsrsrs

      Abração!

      • virginia
        26 de dezembro de 2014

        Oi bardo! não precisa se esforçar não, eu gostei muito do seu conto, até voltei pra ler de novo. Achei melhor ainda, adoro histórias que fazem rir e a sua ficou ótima. muito boa sorte !

  38. rsollberg
    2 de dezembro de 2014

    Um texto que se enquadra perfeitamente na proposta. O autor percorre os campos com a autoridade de quem conhece do assunto. Li de uma vez só, sem precisar retroceder em qualquer momento. Todos os elementos que compõe uma boa estória estão presentes.

    O autor usa um recurso interessante, também utilizado em um conto no último certame, uma mudança de tom brusca logo no inicio do conto.

    Na realidade, guardada algumas diferenças, o estilo da narrativa me lembrou muito um conto de uma edição passada, acho que era do “barman”, onde o protagonista também é um mentiroso contumaz que inventa relatos deliciosos. Só que lá, o fim é mais reflexivo e, na minha opinião, mais elaborado.

    No entanto, encarando pelo lado divertido da coisa, não vi muita graça. Tenho a impressão de que o meu senso de humor é muito peculiar. As piadas não surtiram o efeito desejado e não consegui esboçar nem um sorriso. (a idade tem sido implacável)

    De qualquer modo, é um conto de muitos méritos, apesar de não ter funcionado bem comigo.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • JC Lemos
      3 de dezembro de 2014

      Levando em consideração seu comentário, posso então dizer que tenho uma alma mais velha. Hahahaha

      • rsollberg
        9 de dezembro de 2014

        Li mais uma vez hoje e confesso que algumas piadas já surtiram mais efeito. Estou começando a achar que não é idade e sim bipolaridade.

    • O Bardo
      2 de janeiro de 2015

      Sir Rafael!

      Chamou-me a atenção a vossa reflexão acerca da “bipolaridade”.
      Tem um filme do Will Ferrel, chamado “a balada de Rick Bob”.

      Quando assisti pela primeira vez, não vi muita graça. Na segunda vez já ri um pouco mais. Assisti de novo para tirar a prova e chorei de dar risada. Foi um efeito curioso, pois a tendência na maioria das comédias é justamente o contrário… rir menos a cada vez que se assiste, à medida que já conhecemos as piadas.

      Exceção feita ao Chaves, é claro… 😀

      Grande abraço e um ótimo 2015!

      • rsollberg
        9 de janeiro de 2015

        Deve ser alguma magia do Will Ferrel, pois também aconteceu isso comigo no `”Âncora” e no “Quase irmãos”!!!

        Epa, perai, você por acaso é o W. Ferrel?

        Abraço e bons contos.

  39. Ana Paula Lemes de Souza
    2 de dezembro de 2014

    Pressinto que do outro lado do texto, lá no lado do produtor, exista um jogador de RPG, Dugeons and Dragons talvez, mais que legítimo. Um jogador sempre reconhece outro jogador! Um nerd sempre reconhece um outro nerd!
    Receio também que essa aventura talvez já tenha sido vivida lá na mesa nos dados, ao menos brincou-se com os estereótipos o tempo todo.
    Os lugares comuns são bastante explorados nesse texto, ah, em especial a taberna! Ri demais da cena do elfo loiro, “o número exato”! Engraçado demais! Também adorei o trocadilho de Merlin, muito criativo mesmo!
    O humor do texto é na dose exata.
    Embora não seja exatamente o “meu número” o seu tipo de texto (humor), saiba que gostei demais! Está de parabéns!
    Boa sorte no desafio.

  40. Leonardo Jardim
    2 de dezembro de 2014

    Cara, me diverti bastante lendo esse conto. As referências ao universo fantástico foram muito legais e algumas piadas foram bem engraçadas (destaco a “lei de Merlin” e a “zueira” com o elfo). Nem todas eram hilárias e algumas eu não consegui achar graça, foi um humor mais debochado que engraçado em alguns trechos. O clima leve e debochado, porém, foi me contaminando e, como disse, o conto cumpriu o seu objetivo: divertiu-me.

    Na parte técnica, não vi nada que incomodasse, só um excesso de informalismo, mas fazia parte da proposta.

    Um bom conto. Um grande abraço e parabéns!

  41. Tiago Volpato
    2 de dezembro de 2014

    Um conto bem interessante. Tem boas sacadas com alguns trocadilhos místicos me legais. Parabéns.

  42. Jowilton Amaral da Costa
    2 de dezembro de 2014

    No início do primeiro parágrafo pareceu que seria uma narrativa formal e chata, mas, rapidamente mudou para a informalidade mandando um baranga, o que me deixou mais interessado. Bom conto. Engraçado, apesar de querer ser mais engraçado do que já estava, com tiradas algumas vezes exageradas ao me ver, sou meu razinza mesmo, não leve em conta. Não vi nenhum erro ortográfico ou de concordância, se houve passou-me despercebido. Tem criaturas fantásticas para todos os gostos. Gostei. Ah, antes que me esqueça, confundir um marmanjo com uma mulher não é admissível nem se estiver embriagado, quanto mais sóbrio e assim que entra no bar. Se liga! E cuidado com Elfo. Abraços.

    • O Bardo
      3 de dezembro de 2014

      É que o senhor não viu o tal do elfo, Sir Jowilton…

      De costas até que era ajeitadinho… rsrs

      Abração!

  43. JC Lemos
    2 de dezembro de 2014

    Não que eu seja qualificado, mas esse mês resolvi adotar uma “análise” mais coerente, para ser o mais justo possível, sem dar espaço para ser mais um “gostei/não gostei”.

    Sobre a parte técnica.
    O autor soube conduzir a narração e sabia o tempo todo o que estava fazendo. Apesar da mudança abrupta da narração (o início bem descritivo e poético, e o meio bem “desleixado” e informal), ela cumpriu seu papel muito bem, criando a atmosfera necessária para o desenvolvimento do conto. Também consegui sentir o clima meio Shrek, com pitadas de algumas outras séries e filmes. Não consegui encontrar erros e nem nada que pudesse atrapalhar o desenvolvimento da trama.

    Sobre o enredo.
    Não gostei. 😦
    Não é questão de ser ruim, é questão de gosto. Achei meio forçado em algumas partes, mesmo sabendo que o intuito do texto é divertir. O protagonista ficou bem definido, mas o achei chato e desinteressante. Um salafrário, isso com certeza.
    Também não me interessou a inserção de outros personagens já famosos na taverna. Creio que isso tirou um pouco da originalidade do texto.

    No geral, o conto cumpre com a proposta de maneira bem diferente e interessante. O fato de eu não ter gostado, não diz respeito ao texto como um todo, pois ele está acima da média. Espero que outros possam apreciar mais do que eu.

    Parabéns pelo trabalho!
    Boa sorte!

    • O Bardo
      16 de dezembro de 2014

      “O protagonista ficou bem definido, mas o achei chato e desinteressante”

  44. piscies
    2 de dezembro de 2014

    Seguindo o exemplo de outros, resolvi adotar um método de comentários para fornecer um feedback melhor aos autores. Não

    sou um profissional na área, então esta é a humilde opinião de um leitor sincero.

    ===TRAMA 4/5
    Mais um texto que tive que ler duas vezes para pegar toda a ideia que o autor queria passar. Comecei a leitura torcendo o nariz, cheio de críticas a fazer, até que vi que o texto era cômico e muitas das “falhas” eram propositais. É sério: eu anotei com vários pontos de exclamação uma crítica sobre a “SORVETERIA NA IDADE MÉDIA”.

    O texto é muito engraçado! Ri muitas vezes em muitas partes diferentes. Parabéns!

    Não teve como não pescar a “crítica às críticas” feita aqui. Pelo que li, senti que você é um autor que publica no desafio já faz algum tempo e às vezes fica farto de tanta gente botando o dedo onde nao deve nos seus textos. Arrisco dizer que este conto foi um daqueles no estilo “DANE-SE O QUE A GALERA VAI FALAR, VOU ESCREVER O QUE QUISER COMO EU QUISER”… não foi?

    É claro que não tenho como saber se foi isso mesmo, mas se for, um comentário da minha parte: nós colocamos nossos textos aqui para darmos a cara a tapa mesmo. Queremos saber o que as pessoas acham da nossa arte. Eu sei e concordo que a arte toca cada um de maneira diferente, mas isso não é desculpa para não nos esforçarmos em evoluir nossas técnicas ou escrever de forma irresponsável. Por isso gostamos de críticas: por que elas nos ajudam a evoluir. E as que não ajudam, nós jogamos fora.

    ===TÉCNICA 4/5

    A lei de Merlin: “se tem chance de dar errado, então pode ter certeza – vai dar Merlin”. EU RI DEMAIS! RI DEMAIS DE CONTA com isso aqui!

    Foi difícil dar uma nota à técnica por que ela é muitas vezes desleixada de forma proposital. Voltando ao texto e lendo-o novamente com estes olhos, percebi que não existem problemas de pontuação ou gramática (que não sejam propositais, é claro). A leitura é um pouco apressada demais, mas isto também foi proposital. No final entendi o desleixo era o objetivo do autor, e esta escrita debochada foi, inclusive, a melhor forma de nos ligar ao personagem principal. Tem até emoticon no final! rs.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  45. Wallisson Antoni Batista
    2 de dezembro de 2014

    Show, Uma comédia muito boa e interativa, o enredo está ótimo e o modo com que o conto é finalizado me fez rir muito. Está ai um conto com grandes chances de vitória.

    • O Bardo
      3 de dezembro de 2014

      Uma previsão deveras generosa, Sir Wallison! (óia… esse combinou!!! :D)

      Que os anjos digam “amém”!

      Abração!

  46. Lucas Rezende
    2 de dezembro de 2014

    DEMAIS!!!
    Primeiramente, eu RACHEI de rir quando a história acaba e geral fica “panguando” sem saber se acabou mesmo. Sério, muito bom.
    O conto corre perfeitamente bem, fiquei completamente entretido com a trama. As tiradas de humor, a mesclagem com outros elementos nerds deram o toque especial.
    Aposto que esse bardo é BR, só pode, zueiro demais ele hahahaa.
    Parabéns, boa sorte!!!

    • O Bardo
      3 de dezembro de 2014

      _b4rd0_BR-rox@Server 3

      😀

      Grande abraço, Sir Lucas!

  47. Jefferson Reis
    2 de dezembro de 2014

    Ah, que legal! Muito engraçado. Conto divertido e gostoso de ler. O estilo me lembrou Shrek. Alguns pensamentos machistas me desanimaram um pouco, mas procurei relevar. O protagonista me conquistou, o cenário foi bem descrito, a narrativa dentro da narrativa é interessante.

    Meu trecho favorito é esse: “um bicho mais feio que o capeta chorando porque queimaram o anel dele”. Gargalhei quando li. Pobre Gollum.

    Não percebi problemas com ortografia e sintaxe, gostei das intertextualidades, o conto se encaixa no tema proposto. Parabéns ao autor.

    • O Bardo
      3 de dezembro de 2014

      My preciOOOOOOOOOOOOOOuuuusssssss…. 😀

      Valeu, Sir Jefferson!

      Abração.

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Publicado às 2 de dezembro de 2014 por em Criaturas Fantásticas e marcado .