EntreContos

Detox Literário.

O Ditador (Wallisson Batista)

ditador

A pipoca estava quase toda fria, ela deleitava em meus braços como se não pudesse mais sair dali, quem sabe não poderia, eu sou um cara que gosta de cabelos no rosto e baba na altura do peito. Dormiu na metade do filme, era “Um Amor Para Recordar” o preferido dela – mas nunca assistia até o final – talvez essa fosse à magia da coisa. Eu sempre gostei romance, particularmente de Dom Casmurro de Machado de Assis e de vários livros de Nicholas Sparks, mas gostava de suspense policial também, o meu preferido era “Vendedor de Armas” de Hugh Laurie – o eterno Dr. House – mas isso não vem ao caso.

A câimbra tomava toda a minha clavícula até o antebraço, me mexi aqui, me mexi ali e não teve jeito, tive que acorda-la daquele sono profundo, lindo e sereno. – Samantha meu amor, deita no travesseiro o filme já terminou. – ela gesticulou com a boca, mexeu, mexeu e se virou contra o travesseiro e em voz baixa disse – Já escovou os dentes? Dorme com Deus. – ah como era linda a minha menina. Fui ao banheiro para escovar meus dentes e no caminho encontrei em cima do sofá um filme do Charles Chaplin, era “O Ditador”, ignorei-o e continuei indo até o banheiro. Na volta eu tentei ignora-lo novamente, mas não pude, eu tinha que assisti-lo.

Aquele filme era algo tão, tão… Sei lá, estranho. Eu sei que era uma critica ao Hitler, e convenhamos que Hitler fosse um cara muito inteligente, porém louco. Do nada comecei a pensar em vários outros loucos que foram fantásticos como Albert Einstein e Edgard Allan Poe, o pensamento não demorou muito e eu adormeci. No dia seguinte acordei com os lábios doces e serenos de Samantha tocando os meus, nos beijamos e fomos tomar o café da manhã, ela não resistiu em me perguntar. – Você viu algum outro filme ontem? – ela expressou aquele olhar de quem já sabe a resposta – Sim, o ditador de Charles Chaplin. – eu respondi enquanto lambuzava meu pãozinho com manteiga de leite. – Aquele filme é meio chato. – ela retrucou em bom tom enquanto seu sorriso sem vergonha se espalhava em sua boca – Uma historiadora dizendo isso? – perguntei em voz alta e caindo em gargalhadas afinal, ela já havia visto aquele filme diversas vezes na faculdade, além de passa-lo para seus alunos do ensino médio.

Ela riu, porém, não disse nada. Terminamos de comer em silêncio e fomos até o mercado mais próximo de casa, compramos alguns doces, algumas salsichas e pão para cachorro quente. No momento em que eu ia pagar observei uma senhora de mais ou menos sessenta anos puxando com força o braço de um menino que aparentava ser seu neto, naquele mesmo instante passou pela minha cabeça a imagem de Hitler censurando aquele garoto por querer algumas balas de chocolate que estavam na bancada da frente do mercado. Porque diabos eu me lembrei do “senhor bigodinho pélvico” naquele momento? Voltamos para casa em silêncio, eu sei que Samantha queria me questionar o silêncio e saber o porquê da minha cara de espanto. Mas ela sabia respeitar meu espaço, ao chegar ao portão de casa, onde ela dominava o seu espaço, ela foi logo perguntando.  – Você está bem? – eu olhei para ela, pensei em lhe dizer o que havia acontecido e no fim conclui que era apenas mais uma besteira. – Estou bem sim amor, só preocupado com meu TCC. – eu não era um bom mentiroso, mas ela se contentou com aquilo.

Quando fui trabalhar – eu era auxiliar de um escritório de advocacia e como já era de se esperar estava fazendo direito – me deparei com a cena de um garoto de aproximadamente oito anos aos berros com seu cãozinho – ele gritava lulu, então conclui que o cãozinho realmente pertencia a ele – enquanto ele gritava o cãozinho abaixava a sua cabeça e com um olhar vazio parecia querer desaparecer dali, e naquele instante veio uma imagem de qualquer filme ou documentário de um amontoado de gente olhando chorosamente para além de uma câmara de gás “Mas por mil diabos, de onde vem tanta babaquice de meu subconsciente?” pensei comigo mesmo.

Quando cheguei ao trabalho cumprimentei alguns colegas, peguei meu café e fui para minha mesa, abri alguns noticiários e um chamou minha atenção, na manchete dizia assim: “Aumenta o número de assassinatos pela Irmandade Islâmica na faixa de Gaza”, na minha mente formou-se uma imagem quase real daquele momento, era como se estivesse lá. As imagens iam aumentando a cada minuto que passava, eu estava com uma tremenda dor de cabeça e eu ainda tinha que começar meu TCC naquela mesma noite – eu não fazia ideia de qual seria o tema – fui para casa. Tomei um belo de um banho e fui até o trabalho de Samantha busca-la e foi quando vi a diretora do colégio maltratando Samantha, aquilo foi à gota d´água, dei um grito desnecessariamente auto. Então levantei o tom de voz e comecei a falar coisas que jamais passou pela minha cabeça falar para alguém. Foi ai que percebi o que estava acontecendo comigo, eu havia reconhecido o mundo em que eu vivia, um mundo ditatorial e angustiante onde todos nos temos um lado Hitler em nossas vidas, enquanto eu gritava com a diretora daquele colégio eu comecei e me ver no espelho. Eu era nada mais, nada menos que o próprio ditador em pessoa. Aquilo mexeu comigo de forma inexplicável.

Novamente fomos para casa em silêncio, mas eu tinha que fazer algo para quebrar o gelo, nós passamos em frente uma barraca de batatas fritas – a comida preferida de Samantha – e eu perguntei a ela se ela queria comer, ela acenou com a cabeça e lá sentamos. – Vai pedir a grande?  – perguntei quebrando o silêncio que nos perseguia. Ela novamente só acenou com a cabeça – Você pode ao menos responder? – espera ai, porque eu estava gritando com ela? Eu nunca gritava com ela, naquele momento ela se levantou e bem baixinho disse – Vou ao banheiro. – eu fiquei os próximos cinco minutos questionando aquela minha maneira de tratar Samantha. Aquele não era eu, com aquela pose de ditador preciso e com a estampa de um homem amargurado. Quando ela voltou eu pedi desculpas e ela acenou com a cabeça mais uma vez e perguntou – Vai querer tomar algum refrigerante? – eu logo respondi olhando em seus olhos – Pode ser uma coca bem geladinha – ela continuou em silêncio, chegando a nossa casa ela tomou seu banho – sozinha – e se deitou, quando me deitei junto a ela, ela me deixou no “vácuo” a espera de um beijo e se virou para o lado oposto ao meu. Eu havia magoado meu pequeno talismã.

Passei aqueles próximos quarenta minutos pensando em tudo que estava acontecendo, nas imagens em minha cabeça, na forma como eu a tratei, e com a certeza de que tudo que eu havia feito não tinha significado algum. Minha mente estava mais mexida que os ovos da vó Chica – aqueles ovos mexidos eram deliciosos – eu não conseguia dormir, me virava de um lado para o outro sem parar até que Samantha se levantou e foi dormir no quarto de hospede, aquilo sim doeu. Tudo bem que eu tinha gritado com ela, mas precisava daquilo tudo? Poxa, eu estava passando por algo muito estranho e mesmo ela não sabendo do se tratava ela já sabia que eu não estava bem. No dia seguinte tomamos o café e ela estava bem mais tranquila, então decidi contar a ela o que estava acontecendo – Precisamos conversar sobre uma coisa que está me incomodando desde anteontem. – eu fui direto, era algo nosso sabe? Sempre fomos direto um com o outro – O que está acontecendo Renato? – ela perguntou expressando um olhar de ternura e uma voz suave e celestial que me aconchegou de uma forma tão simples e sincera que eu tive maior liberdade de me abrir – Sabe aquele filme, o ditador? Então… – contei a ela tudo que estava acontecendo e como sempre ela me apoiou, aconselhou e me ajudou – Tive uma ideia Renato! – exclamou ela com ênfase nas palavras e deleitando seu olhar sobre o meu – Que tal você fazer seu TCC com esse tema? – perguntou ela com um olhar magnifico, foi como acendesse uma lâmpada em minha cabeça e eu logo respondi – Essa ideia é fantástica meu amor.

Naquele mesmo instante eu comecei a fazer o TCC, as ideias brotavam como água, eu tinha menos de um mês para apresenta-lo. Entre uma ideia e outra Samantha caminhava de um lado para o outro, às vezes parava para me beijar – ah, aqueles beijos! – estava indo tudo bem, então decidi leva-la para jantar fora, afinal, nada mais justo não é? Fomos a um restaurante no centro da cidade, era um restaurante de comida japonesa, ela odiava comida japonesa, mas adorava-me ver comendo sushis. Além de que lá servia outras variedades de pratos mexicanos e brasileiros.  Ela pediu um vatapá com arroz e feijão preto – ela tinha essa gula por feijão preto – e claro uma porção grande de batata frita, eu já fiquei com alguns bolinhos e sushis, não era aqueles bolinhos da sorte, eram aqueles bolinhos de arroz com camarão sabe? Tudo bem que eu havia praticado Karatê e que eu falava um pouco de japonês, mas eu não sei decorar nome de comida não, é ir lá pedir e comer e só. Brincamos, comemos, tomando um belo vinho italiano – é eu gostava de agradar minha menina – e quando fomos pedir a sobremesa vi uma cena que me deixou furioso. Um homem gritava com garçom que indefeso apenas abaixou a cabeça, ele gritava algo do tipo “Você é um grande inútil” “Seu monte de lixo”, eu não aguentei, levantei da mesa e soquei o homem por mais ou menos uns dois minutos, quando me dei conta dos meus atos já era tarde, todos me olhavam com medo e Samantha chorava em um canto. Creio que o dono do estabelecimento, o senhor Hutaka apesar de me conhecer chamou a policia, fui para o xadrez, isso mesmo, por um miserável filme eu fui preso. No dia seguinte Samantha foi me visitar, ela parecia extremamente magoada, tentei brincar com ela, mas eu vi a angustia em seus olhos – Olha Renato, não dá mais, você precisa se tratar. – eu tentei não compreender o sentindo daquela frase, como assim “não dá mais”? Realmente eu precisava de ajuda. – Samantha, me perdoa, eu sei que preciso de ajuda, mas você como ele tratou o garçom. – eu disse a ela com uma voz buscando o meigo – Eu preciso de você. – ela me olhou nos olhos, deu-me um beijo no rosto e foi embora, passando duas horas depois eles me liberaram. Eu estava totalmente fodido, tinha um processo por agressão, meu TCC estava ainda mais atrasado e quando cheguei à minha casa notei que as roupas de Samantha já não estavam mais lá.  “Tudo bem” eu pensei, respirei fundo e mergulhei nas historias ditatoriais desde o ano 670 a. C. Conheci milhares de opressores e diversos de oprimidos e o mais fantástico de tudo, conheci os heróis da pátria.

Foi uma semana difícil para mim, além de Samantha não atender as minhas ligações tive que adiantar quinze dias das minhas férias para terminar meu TCC. Quando pensei que nada mais poderia piorar eis que me aparece Lisandra, minha irmã caçula. Eu tinha três irmãs mais novas: Carina, Juliana – a que eu me dava mais bem – e Lisandra – a que eu não suportava – todas com gênios opostos. Carina era calada, culta, inteligentíssima, Juliana era divertida, minha confidente e adorava comer brigadeiro escondido comigo quando criança. Já Lisandra era a vadia da família, não trabalhava, morava com meus pais, além de ter dois filhos com homens diferentes. Tudo bem ter filhos, mas ela só tinha dezenove anos, eu com vinte e seis estava terminando minha faculdade para pensar em planejar um filho para daqui uns três anos. Enfim, ela entrou na minha casa, comeu do meu pudim e ainda por cima perguntou onde que a Samantha havia se enfiado, ai eu estressei. Gritei, xinguei, mandei ela ir a puta que a pariu e ela ainda me chamou de grosso e que ia contar pra mamãe que eu não a queria em casa.

Eu estava totalmente fora de mim e foi ai que resolvi ir a um especialista – psiquiatra – a secretária dele – que tinha um bundão – disse que ele só poderia me atender na semana seguinte – Moça pelo amor de Deus pede pra ele me atender porque estou prestes a cometer suicídio. – ela mais do que depressa entrou no consultório médico, eu fiquei esperando por mais ou menos vinte minutos – talvez ele estivesse “secretariando” ela – logo que ela saiu me mandou entrar. Eu juro que o médico se chamava Adolfo e tinha um bigode do Satã lá, me sentei, ele começou a me examinar, pediu para deitar naquelas cadeiras que mais parecem cama só que com acostamento de banco e me perguntou o que estava me afligindo. Contei tudo a ele, foi como se eu tirasse um cavalo de quinhentos quilos das minhas costas. Ele me olhou como se eu fosse maluco, gesticulou com seu bigodinho sexy e disse – Pois bem. – pois bem? Quem que esse maluco pensava que eu era? Ele se levantou e caminhou até a porta do seu consultório e disse em voz baixa quase sussurrando – Mande-a entrar. – Entrar quem? Será que é a secretária bunduda com uma roupa curta ou era a senhora do quadro em sua parede? Mais uma vez eu vi a imagem de Hitler se formando em minha cabeça, ora ele, ora Charles Chaplin, eu não aguentava mais aquilo tudo, poderia entrar até a morte por aquela porta que eu ficaria feliz caso me curasse. Mas era a criatura mais doce e linda que eu já havia conhecido era a minha Samantha. – Samantha o que está fazendo aqui?  – perguntei olhando pelos cantos dos olhos, pois estava deitado, o mais estranho é que eu não conseguia me levantar, quando ela se aproximou notei que ela estava com um desenho estranho em sua testa. “Espera ai” pensei comigo mesmo, o desenho era a suástica vermelha estampada em seu rosto, eu mais do que depressa tentei me levantar e por mais que eu tentasse não conseguia. “Maldito filme” eu gritava. “maldito seja Hitler” o médico era Hitler disfarçado de médico, a enfermeira bunduda estava com uma agulha enorme nas mãos. “Não” gritei o mais alto que pude. Um silêncio ecoou enquanto um clarão dominava todo o escritório.

Hoje vivemos em um mundo completamente ditador, onde um homem quer humilhar, ordenar e sobre sair o outro. Por mais que tentemos mudar isso o ciclo universal nunca tem fim, talvez fosse isso que Hitler havia em mente quando matou milhões de seres humanos em prol de uma fé maluca em sua raça ariana. Talvez fosse isso que os reis romanos tinham em suas mentes quando matavam pessoas em prol de suas conquistas medíocres, talvez fosse isso que os donos de escravos mantinham em suas chibatas quando arrancavam a liberdade daqueles homens que aos se tornavam apenas animais. Enfim, a história não poderia ser mudada jamais.

O clarão aos poucos ia sumindo e aos poucos eu ouvia uma voz que parecia com o cântico dos setes anjos da cidade celestial louvando ao ser onipotente, uma voz que dizia – Renato, Renato. – aos poucos a transferência física se misturava ao pensamento abstrato. Ao abrir os olhos vi o rosto de Samantha, ela sorrindo disse – Você estava tendo um pesadelo. – Eu não acreditei, esfreguei meus olhos e olhei em direção a porta que estava fechada, depois olhei para televisão e lá estava “O Ditador” em seus quinze minutos de filme. Levantei-me e contei tudo que havia sonhado para Samantha, ela riu e me beijou, disse que tudo foi só um sonho e que cuidaria de mim. Realmente foi apenas só um sonho, mas eu tinha certeza que havia milhares de pessoas vivendo a realidade de um ditador feroz, medíocre e cruel por ai.

36 comentários em “O Ditador (Wallisson Batista)

  1. Rodrigues
    17 de novembro de 2014

    não gostei. pra mim o erro foi na forma como o filme comeca a influenciar o cara, ficou muito obvio. essa sensação meio medico x monstro, meio taxi drives, podia ter sido melhor explorada pelo autor. fora isso, ha detalhes demais do cotidiano do casal e pouco da relação entre eles.

  2. Wender Lemes
    17 de novembro de 2014

    Acho que consegui ler sem problemas e deduzir o que queria dizer, mas uma revisão mais detalhada fez falta. Não percebi bem o propósito da narrativa – talvez certa reflexão moral ou coisa do tipo… Quanto a isso eu concordo, também vejo vários dos ditadores como pessoas nem tão extraordinárias, mas que se aproveitaram de momentos de fragilidade moral da sociedade. Parabéns e boa sorte.

  3. rubemcabral
    17 de novembro de 2014

    Achei ruim: a narração tem erros em demasia, os acontecimentos parecem atirados a esmo ao leitor e o final, puxa vida, deveria ter em algum lugar gravado em pedra alguns mandamentos sobre escrever, e um deles deveria ser: “Não te atraverás a dizer que tudo era um sonho ou pesadelo no final!”.

  4. Gustavo de Andrade
    16 de novembro de 2014

    Arra! Não quero ser redundante, portanto digo: mantenha essa essência no seu texto, de piração, mas há de ler e escrever MUITO ainda a fim de concluir um bom texto com uma narrativa honesta e impactante. Não desanima! Não está um bom texto, mas o potencial existe — só precisa ser bem trabalhado… muito bem trabalhado.

  5. Andre Luiz
    16 de novembro de 2014

    A) Quanto a Renato e Samantha, formam um casal perfeitamente interessante: Completam-se, integram-se, amam-se incondicionalmente. Eis que surge o filme e tudo desanda. Renato torna-se psicótico, quase um ditador da realidade, quando na verdade está apenas tentando meticulosamente ditar um rumo para sua vida. Sendo assim, Samantha é uma figura que poderia evoluir mais nesta história, porém, do jeito que tá está muito bom.

    B)O enredo é excelente. A história do filme de Chaplin(Que, por sinal, é de muito bom gosto) e o surto de Renato contemplam o leitor de tal forma que fazem-no querer mais e mais. Às vezes, sinto que o autor não pôde dar isto, porém recomendo mais leitura e escrita, pois só assim poderá melhorar.

    Considerações finais: A mensagem do conto é linda e resume em palavras o que venho pensado a muito tempo: “Hoje vivemos em um mundo completamente ditador, onde um homem quer humilhar, ordenar e sobre sair o outro. Por mais que tentemos mudar isso o ciclo universal nunca tem fim, talvez fosse isso que Hitler havia em mente quando matou milhões de seres humanos em prol de uma fé maluca em sua raça ariana. Talvez fosse isso que os reis romanos tinham em suas mentes quando matavam pessoas em prol de suas conquistas medíocres, talvez fosse isso que os donos de escravos mantinham em suas chibatas quando arrancavam a liberdade daqueles homens que aos se tornavam apenas animais. Enfim, a história não poderia ser mudada jamais.” Espero que você cresça muito em suas produções e que continue escrevendo mais e mais. Quero conhecer você melhor. Tem futuro! Parabéns pelo conto e sucesso no concurso!

  6. Willians Marc
    16 de novembro de 2014

    Olá, autor(a)

    Consegui extrair o que você quis passar durante o conto, porém o conto tem muitos pontos desfavoráveis que se sobrepõem sobre à sua boa ideia. Falta de revisão, trama incoerente, personagens mal construídos, etc. As dicas expostas nos comentários abaixo dizem mais do que eu poderia falar aqui.

    Mesmo assim, ainda quero deixar aquela dica básica que é dada para “onze entre dez” escritores iniciantes: leia muito e escreva muito, somente assim você vai conseguir melhor sua escrita.

    Já aprendi muito desde que eu comecei a participar dos desafios desse blog, sendo assim, espero que você esteja lendo os demais contos e que, nos próximos contos, siga as dicas dos colegas, pois elas realmente ajudam muito.

    Continue escrevendo e boa sorte!

  7. Gustavo Araujo
    16 de novembro de 2014

    Muitas vezes existe a opção do autor pelo uso de uma linguagem mais próxima do popular – o escrever como se fala. Há inúmeros exemplos na nossa literatura, com Ariano Suassuna despontando nesse quesito. Mas é como falei: trata-se de uma opção. Não parece ter sido o caso aqui. Os erros revelam uma ausência crônica de maturidade na escrita. São tantos que seria inútil apontá-los, desde concordância, passando por gramática e ortografia. E mesmo que se tratasse de uma opção, o estilo da narrativa não justificaria tamanha falta de cuidado no trato da língua. O consolo é que não se trata de um pecado mortal – com (muita) leitura o autor poderá (certamente) chegar a um nível condizente com o mínimo que se espera.

    Dito isso, é preciso apontar que este texto tem uma qualidade que poucos neste desafio apresentam. Refiro-me à construção psicológica do narrador. Apesar de não haver uma história, um encadeamento de fatos de A para B, é preciso admitir que os conflitos de Renato são bem abordados, sendo possível entrever os questionamentos de ordem ética, moral e pessoal que ele se faz, incluindo os arrependimentos e os rompantes de ira. Sim, tenho que concordar que há um pequeno Hitler em todos nós.

    Todavia, o sentido “lição de moral” incluído no penúltimo parágrafo soa totalmente dispensável. Essa é uma conclusão a que o leitor precisa chegar sozinho. Ao escrevê-la, o autor empresta uma muleta a quem lê, tornando o texto nada mais do que uma bandeira panfletária.

    E o fim, o último parágrafo, foi muito infeliz. Deu a impressão de que o autor não sabia como terminar a narrativa. Ele estava só sonhando. Ducha de água fria. Uma solução imediatista para finalizar a história, nada mais. É o que se chama de “Deus ex machina”.

    Apesar de todos os defeitos, creio que o autor – talvez uma pessoa jovem e inexperiente – pode melhorar bastante. Escrever não é só conhecer a técnica, mas também conferir honestidade ao que se transfere para o papel. Esta sobra, aquela falta e muito. O lado bom é que técnica pode ser aprendida; honestidade, não.

    Mãos à obra, então, caro autor. Leia mais, pratique mais. E, fundamental, não se deixe enganar por elogios vazios e promessas de ocasião 😉

  8. Fil Felix
    15 de novembro de 2014

    Autor, boa tarde ^^ Acho que já apareceram dicas importantíssimas aqui nos comentários para você aproveitar. Realmente o conto não está bem escrito, parece que foi criado de uma vez só e enviado, pois tem erros bastante graves como baba (barba), auto (alto), um mesmo parágrafo para diálogos diferentes… isso atrapalhou e muito o bom desenvolvimento da história, ela ficou corrida demais, um evento puxando o outro, sem nenhum tipo de pausa.

    Eu peguei sua ideia, em relação aos problemas atuais, em como a vida – de uma maneira geral – é subordinada às ditaduras sociais desde o nascimento até a morte, do menor grau ao maior. Porém, como falei, ela não chegou de uma forma legal ao leitor. Espero que receba bem as boas críticas, releve as más e que nos próximos contos fique mais atento à questão da escrita.

    *O “foi só um sonho” nem foi um problema, ao meu ver, só acho que explicou isso demais. Deixando claro, num mesmo parágrafo e várias vezes, que foi um sonho. Pro leitor atento, já lembraria que no início, quando ele ia ver o filme, a história já passou pro dia seguinte (já o sonho).

  9. Thiago Mendonça
    14 de novembro de 2014

    Caro(a) autor(a), seguindo o estilo da maioria dos comentários, eu também não vou falar em rodeios. Sua técnica precisa melhorar, e muito. Erros de gramática e de revisão, problemas no uso de vírgula e pontuação em geral, além de confusão por não escrever as falas em linhas separadas.
    A temática até que é interessante, se tivesse sido bem trabalhada, mas eu senti que você não tem mutia experiência com a escrita, e “vomita” palavras uma atrás da outra, sem ser conciso(a). A ideia é que você vá revisando o texto e “podando” as partes repetitivas e desnecessárias, deixando o texto fluido e gostoso de ler.
    Eu sugiro que estude um pouco mais, se realmente quiser melhorar sua técnica.
    No mais, por favor, não se sinta ofendido(a). Eu estou colocando apenas minha humilde opinião, e ainda acho que você teve uma boa ideia, só não teve a perícia necessária para transmití-la com sucesso.
    Boa sorte, e espero vê-lo(a) uma próxima vez no certame com mais experiência 🙂

  10. JC Lemos
    14 de novembro de 2014

    Olá, tudo bem?

    Os muitos pontos que prejudicaram o conto já foram citados, então não irei me alongar. Porém, eu gostei da história, do roteiro. Essa ideia, como já foi citado pelos colegas, é bem interessante, mas acho que faltou experiência para dar a ela o trato necessário. Gostaria de ver, eventualmente, este conto melhor trabalhado.

    E, assim como também já foi dito, espero que, se o autor for participar dos próximos desafios, venha com a cabeça aberta a opiniões, e disposto a ler os colegas e aprender junto conosco.

    De qualquer forma, parabéns.
    Boa sorte no desafio!

  11. Eduardo Selga
    13 de novembro de 2014

    Quando se escreve um conto é preciso ter o que contar. Isso não significa estória mirabolantes, necessariamente: também o cotidiano pode render ótimos assuntos, desde que se capte dentro dele o inusitado.

    O autor parte até de uma ideia literariamente interessante, uma espécie de contaminação da tirania via filme, o que, trabalhado de outra maneira, poderia render um ótimo enredo em que o poder do audiovisual de conduzir comportamentos fosse questionado. Mas faltam-lhe as necessárias ferramentas para construir um conto razoável. Parece preso ao modelo de conto que ainda é ensinado em algumas escolas, no qual, ao fim, existe a tal “chave de ouro” -não raro uma lição de moral implantada à força no texto, desconexa, medonha. Não que esse modelo seja completamente execrável, afinal qualquer ferramenta narrativa é válida desde que não usada de um jeito qualquer.No caso deste conto, muitas outras opções seriam possíveis, mas duas escolhas foram fatais para comprometê-lo: a “solução” fácil do sonho, que explica tudo e não explica muito, e a lição de moral empurrada de qualquer maneira.

    A respeito dessa última, o erro grave foi fazer dela um discurso explícito, panfletário, facebookiano. Literatura que pretende dizer tudo, não permitir plurissignificação, deixa de cumprir um dos grandes papéis da literatura: não dizer. Ou, antes, dizer algumas coisas e sugerir outras.

    Nesse sentido, escrever é como reger um coral: é preciso controlar as vozes. E, claro, é preciso ter mais de uma para que se possa controlar.

    Sinto uma grande deficiência quanto à semântica, ou seja, o significado das palavras, conhecer o peso delas na frase. Sim, palavras pesam. Em função dessa carência, as escolhas vocabulares geraram um texto pálido (para o quê também ajudou uma trama frágil). Não estou dizendo para escrever com um dicionário ao lado (se bem que não seria de todo mau), escrever arcaísmos. Mas a palavra que se pretende artística (e Literatura é uma modalidade de arte) precisa ir além do previsível.

    O texto apresenta muitas inconsistências nas construções frasais. Por exemplo:

    1) “Mas por mil diabos, de onde vem tanta babaquice de meu subconsciente?” Aqui o próprio personagem-narrador está identificando a origem da “babaquice”: do inconsciente. Portanto, a pergunta fica sem sentido;

    2) Há um trecho em que se diz que todas as TRÊS irmãs têm gênios opostos. Como assim? A palavra “oposto” implica uma relação de dois, apenas (preto e branco, bom e mau etc). Se temos TRÊS, ao menos uma não é oposta a uma outra, embora possa ser diferente. Aqui, outra vez, a questão de semântica.

    3) “Eu era nada mais, nada menos que o próprio ditador em pessoa”. Acontece que “em pessoa” não pode ser, pois essa expressão significa “pessoalmente”. Ora, o personagem não era Hitler, apenas SE COMPORTAVA COMO ELE, coisa bem diferente.

    4) “[…] e eu perguntei a ela se ela queria comer, ela acenou com a cabeça e lá sentamos. – Vai pedir a grande? – perguntei quebrando o silêncio que nos perseguia. Logo após “vai pedir a grande?” o personagem-narrador informa que fez isso para romper o silêncio. Sim, mas esse já havia sido rompido, ao menos por ele, no início do trecho (“e eu perguntei a ela se ela queria comer”). Duas perguntas da parte dele, portanto. Já a primeira foi tentativa de “quebrar o gelo”.

    5) “[…] ela deleitava”. “Deleitava” é verbo pronominal, como, por exemplo, o verbo “suicidar”. Isso quer dizer que é necessário o pronome oblíquo ao lado dele (“ela SE deleitava”)

    6) forma verbal errada em “[…]e convenhamos que Hitler fosse um cara muito inteligente, porém louco”. “que fosse” é subjuntivo, o que não cabe na oração. Deveria ser “que era”.

    Dentre outras coisas.

  12. Anorkinda Neide
    13 de novembro de 2014

    Ahh teria sido muito boa a história, apesar dos erros gramaticais… se fosse um personagem enlouquecendo e delirando de verdade.
    Mesmo optando por sonho ou realidade, o autor poderia enxugar do conto, muitas passagens e reflexões desnecessárias.
    Perdoe a brevidade do comentário
    Boa sorte ae!

  13. Claudia Roberta Angst
    12 de novembro de 2014

    Os erros ortográficos já foram todos expostos. A narrativa ficou embolada, pois a ideia central não ficou clara. Parece que o autor está sofrendo de ansiedade e acabou largando o conto o mais breve possível. Faço isso até hoje, é uma praga. Seria preciso um pouco mais de calma e tempo para lapidar o conto e transmitir sua ideia de forma mais concisa. Boa sorte!

  14. piscies
    12 de novembro de 2014

    Não considero este texto um conto. Mais parece um post de blog onde o autor expõe suas ideias. Mesmo assim, o blogueiro deveria estar ou muito apressado ou muito irritado, por que o texto parece ter sido escrito em uma tacada só, quase sem respirar. Palavra atrás de palavra formando, no final, uma ideia concreta mas sem atrativo literário algum.

    Falando sobre a trama: a ideia é interessante e imagino que daria um bom conto quando bem trabalhada. O clímax é legal, com hitler como médico e tudo o mais. O tema abordado é bom, especialmente por que o autor não explora apenas a ditadura como forma de governo, mas suas outras formas intrínsecas no comprotamento humano.

    Tudo isto acaba sendo ignorado pela maioria dos leitores por causa da leitura cansativa e cheia de erros. Para início, acho que seria melhor começar acertando estes detalhes:

    – Melhore sua pontuação (uso de vírgulas principalmente).
    – Estruture melhor os seus parágrafos. Divida-os como eles deveriam ser: blocos concisos contendo ideias bem expostas. Ideias ou cenários diferentes geralmente vão em parágrafos diferentes. Blocos de texto muito extensos costumam cansar o leitor e confundir a leitura.
    – Separe as falas dos parágrafos. Não coloque um travessão no meio de um parágrafo e espere que o leitor entenda que aquilo é a fala de um personagem. Pule uma linha, escreva um travessão e comece a fala a partir dali.
    – Revise o seu texto ao menos 3 vezes. Escrever não é só inspiração, tem transpiração também!

    Abraços e boa sorte!

  15. simoni dário
    12 de novembro de 2014

    Bem, o texto apresenta problemas, como já foi muito bem colocado pelos colegas. Vou analisar alguns atributos da história apenas: Gostei do Renato e as características dadas ao personagem ficaram boas(stress, ansiedade por conta do TCC), dei boas risadas com ele. Gostei da Samantha, o casal de protagonistas é bem caracterizado, combina. Ri muito quando Renato descreve as irmãs, principalmente a Lizandra, e por fim, achei os ambientes da trama bem narrados.
    Enfim, o autor precisa trabalhar as suas dificuldades(que são muitas), tomando consciência das mesmas, buscando o aprimoramento. Com dedicação o autor pode vir a escrever bons contos.
    Boa sorte!

  16. Brian Oliveira Lancaster
    12 de novembro de 2014

    Meu sistema: essência. Novamente senti um pouco da síndrome dos parágrafos colados. Seu texto está bem escrito, mas precisaria de mais alguns conectivos e “pausas para respirar”. O efeito dominó da narração cansou um pouco. No entanto, as descrições e o final ficaram muito bons. Gostei do final, pois ao ler o desenvolvimento você nos fez pensar que ele estava louco. Ponto para essa jogada e pela escolha do filme clássico em conjunto com autor tão aclamado.

  17. Jefferson Reis
    12 de novembro de 2014

    Os pontos negativos no conto são muitos: problemas com ortografia, sintaxe, coerência, coesão. A trama se apresentada confusa, com diálogos forçados, trechos desnecessários e personagens rasas pouco interessantes. O tom “lição de moral” realmente incomoda. O desfecho não está bom.

    No entanto, sinto que o(a) autor(a) tem potencial para criar situações engraçadas e inusitadas, como o médico com bigodinho de Hitler.

    Sugiro muita leitura, muita escrita, algum tempo estudando a gramática da Língua Portuguesa e, claro, REVISÃO!

  18. Edinaldo Garcia
    8 de novembro de 2014

    Um excelente enredo. Bastante reflexivo.
    O conto, é bem verdade, apresenta algumas falhas gramaticais e deslizes literários. Todavia, a estória segue agradável e intrigante até a última frase, mesmo com os vícios linguísticos apresentados.
    Confesso que não vi o final como uma saída simples e fácil, pois ele ilustra muito bem como uma mente perturbada pelas questões sociais pode pregar peças e causar inquietação. Vivemos num mundo globalizado, tecnológico, em cujas pessoas estão perdendo a capacidade de fazer ponderações até mesmo sobre a própria existência, quanto mais refletirem sobre os mecanismo que comandam o mundo. É preciso ser muito bom para escrever um clichê sem ser monótomo ou enfadonho. E o final não apresenta nenhum destes defeitos.
    Magnifico conto que com uma boa revisão agregará melhor qualidade literária e ressaltará ainda mais o talento do autor.

  19. Virginia Ossovsky
    8 de novembro de 2014

    Olá, autor… Bem, gostei da proposta do conto e algumas frases foram realmente engraçadas. Mas o texto está confuso, com parágrafos muito longos, frases redundantes e algumas construções frasais não fazem sentido. Quanto à mensagem nos últimos parágrafos, poderia ficar mais objetiva, achei a argumentação fraca, vaga. Enfim, tem tudo para ser uma excelente narrativa com um pouco de revisão. Parabéns e boa sorte!

  20. Fabio Baptista
    7 de novembro de 2014

    ======= TÉCNICA

    Falando sem rodeios: está péssimo.

    Muitos erros gramaticais, diálogos no meio dos parágrafos, repetição de palavras (“ela”, por exemplo, deve ter aparecido umas 500 vezes), falhas de acentuação e pontuação, narrativa confusa, absolutamente nenhuma construção de frase que se destacasse, nenhuma metáfora, nada.

    – A pipoca estava quase toda fria, ela deleitava em meus braços
    >>> Quem “deleitava”? A pipoca?

    – talvez essa fosse à magia da coisa
    >>> fosse a magia (Só teria crase se estivesse indo a um lugar chamado “magia”).

    – sempre gostei romance
    >>> faltou um “de”

    – acorda-la / ignora-lo / passa-lo / busca-la (…)
    >>> acordá-la / ignorá-lo / passá-lo / buscá-la (…)

    – filme já terminou. – ela gesticulou
    >>> Minúscula depois de ponto final

    – (…) que Hitler fosse um cara (…)
    >>> que Hitler era um cara

    – lambuzava meu pãozinho com manteiga de leite
    >>> Frase ambígua

    – senhor bigodinho pélvico
    >>> Pra não dizer que não falei das flores… essa foi boa! kkkkkk

    – esperar estava fazendo direito
    >>> apesar de “fazendo” ser corriqueiro na fala, seria melhor usar “cursando” aí nesse contexto.

    – quarto de hospede
    >>> quarto de hóspedes

    – estava mais mexida que os ovos da vó Chica
    >>> por incrível que pareça, essa foi a melhor (talvez por ser praticamente a única) figura de linguagem do conto…

    – Sempre fomos direto
    >>> Concordância: Sempre fomos diretos

    – Tive uma ideia Renato!
    >>> Tive uma ideia, Renato!

    – deleitando seu olhar sobre o meu
    >>> deitando… (deleitar, que quer dizer “gerar prazer”, foi utilizado equivocadamente duas vezes no texto)

    – mas adorava-me ver comendo sushis
    >>> mas adorava me ver comendo sushis

    – gritava com garçom
    >>> gritava com o garçom

    – mas você como ele tratou o garçom
    >>> mas você viu como ele tratou o garçom

    – eu me dava mais bem
    >>> melhor

    – sobre sair
    >>> sobressair em relação ao

    – talvez fosse isso que Hitler havia em mente
    >>> tinha em mente

    – homens que aos se tornavam apenas animais
    >>> sobrou esse “aos”

    – em direção a porta
    >>> em direção à porta

    – foi apenas só
    >>> redundância

    ======= TRAMA

    Igualmente péssima.

    A premissa da loucura e as consequentes visões de ditadores por todos os lados até que não é ruim, mas a abordagem foi terrível.

    Não é legal quando o narrador tenta a todo momento empurrar uma lição de moral goela abaixo do leitor. Foi o que aconteceu aqui, num nível que seria absurdamente forçado até em uma crônica.

    O finalzinho “foi apenas um sonho” conseguiu o que parecia impossível – deixar o conto ainda pior.

    ======= SUGESTÕES

    Caro autor, postar um texto ruim não é demérito algum (até porque… quem pode dizer o que é bom ou não? O que é pífio pra um pode ser genial pra outro, basta ver as resenhas para o Raphael Draccon no Skoob). Ninguém aqui é Shakespeare, Záfon, Tchecov ou Machado de Assis. E mesmo que fosse, todos nós, em um nível maior ou menor, estamos (ou supostamente deveríamos estar) buscando aprimoramento.

    Tenho certeza que absolutamente ninguém conseguiu escrever uma obra-prima na primeira vez que pegou uma folha em branco e uma caneta ou sentou em frente à máquina de escrever.

    Esses desafios são uma ótima ferramenta no caminho (infinito) do aperfeiçoamento. As impressões dadas pelos colegas são, algumas mais outras menos, importantes para que consigamos ver nossos próprios textos por ângulos que até então nos eram invisíveis, notar erros que até então estavam ocultos (nosso cérebro nos prega peças, completando frases automaticamente, invertendo letras de palavras já conhecidas, etc., isso é fato).

    Esse é um ponto.

    Agora, permita-me dizer – outro ponto, igualmente importante e igualmente edificante é a parte em que nós LEMOS COM ATENÇÃO os contos dos outros participantes. Vir aqui postar comentários genéricos sem ter lido os textos só para cumprir tabela é, acima de qualquer outra coisa, uma >>>> falta de ética sem tamanho <<<<. E também é perder uma grande oportunidade de evoluir como escritor, pois muitos erros que encontramos nos textos alheios acabam sendo automaticamente evitados em nossos próximos escritos.

    Então, autor, com todo respeito do mundo eu sugiro que você se dedique mais à leitura, sobretudo com aquela que se comprometeu ao aceitar participar do desafio.

    Abraço!

    ======= AVALIAÇÃO

    Técnica: *
    Trama: *
    Impacto: –

  21. Kassio Albuquerque Savit (Editora Buriti)
    7 de novembro de 2014

    Caro autor, tenho que dizer que seu texto obteve muitos erros ortográficos e que você “comeu” diversos acentos. Porém como sou conhecedor de seu trabalho através de seus blogs posso dizer que você me surpreende a cada texto. Embora esse tenha um final clichê como muitos disseram, eu sou conhecedor da sua opinião sobre a tirania Hitlerista e sei que a mensagem passada foi ainda mais fiel do que a ortografia. Quem sabe quando você decidir publicar seu livro você nos procure, sou um dos responsáveis pela editora Buriti. Enfim, para mim esse foi um dos melhores contos que li até o momento.

  22. Maria Santino
    7 de novembro de 2014

    Boa Noite, Autor/a!

    Sinto muito, mas não gostei do seu conto. Não gosto de lições de moral forçada, não gosto de diálogos secos sem profundidade para causar afeição (darei um exemplo aí embaixo disso), fora que tenho minhas concepções sobre Hitler (Será que tudo o que está nos livros de história aconteceu de fato como está lá? Acredito que não, e há muito de obscuro na história da humanidade).

    Bem, senti falta da vírgula no vocativo. Ex: Samantha, meu amor…

    As repetições exaustivas dos pronomes pessoais: eu, eu, ele, ele, ela, ela… quase me fizeram desistir da leitura. Observe que em alguns casos o próprio contexto já denomina quem está falando.

    “onde ELA dominava o seu espaço, ELA foi logo perguntando. – Você está bem? – eu olhei para ELA,
    EU estava com uma tremenda dor de cabeça e EU ainda tinha que começar meu TCC naquela mesma noite – EU não fazia ideia de qual seria o tema”

    Acredito que os verbos seguidos de pronome oblíquos (passá-lo, acordá-la, buscá-la…) ainda são acentuados e você comeu todos os acentos.

    Outras palavras que precisam de acentos: magnifico historias (há outras)

    “sobre sair” (sobressair) “Porque diabos” (Por que separado, junto só para explicação, resposta) “um grito desnecessariamente auto” (ALTO)

    Vou dar um exemplo do que não me agrada nos livros atuais justamente por causa dos diálogos secos sem profundidade.

    Mamãe me ama – disse
    Nada,ela te odeia – Ele falou

    Odeio isso, gosto quando falam para mim como disse, o que estava sentindo, etc, etc.

    Mamãe me ama – Disse com lágrimas nos olhos firmando-me naquelas palavras como um marinheiro aportando em um cais.
    Nada, ela te odeia – Ele fez questão de retrucar entonando a voz viscosa de ironia. Só um exemplo do que quase não se vê mais nesses livros atuais e há muitos diálogos secos em seu conto.

    É isso!

  23. Mônica
    6 de novembro de 2014

    A história em si é muito boa, o Renato meio confuso e sua namorada coitada… Acredito que a intenção aqui seja julgar os contos e não os erros de português, os quais considero irrelevantes. Enfim, estou olhando seus blogs aqui e você está de Parabéns! Ganhou mais uma leitora!

  24. Leonardo Jardim
    6 de novembro de 2014

    A mensagem que o conto deseja passar é muito interessante. A tirania é algo terrível e que alguns ousaram solicitar algum tipo de ditadura após as eleições (seja de esquerda ou direita). Esse conceito de “lei do mais forte” é muito utilizado até hoje em vários ambientes, onde o “mais forte” pode ser, além do conceito original, “mais inteligente”, “mais rico”, “mais bonito”, etc.

    Não posso dizer, porém, que fiquei satisfeito com o conto. Os erros de pontuação e gramática foram muitos e incomodaram, embora este não seja o ponto mais grave do conto (podem ser resolvidos com uma boa revisão). O velho clichê de “tudo não passou de um sonho” é que não ficou bom. No “Rainha da Noite” também não gostei, mas funcionou melhor que aqui, quando de repente o personagem acorda do sonho, tudo fica bem e bola pra frente. É uma explicação muito simples. Desde que ele passou a agir diferente, eu fiquei torcendo para não ser um sonho e fiquei muito decepcionado quando vi que era 😦

    Abraços e boa sorte!

    • Mauricio Frey de Alencar
      6 de novembro de 2014

      Obrigado

  25. Sonia Regina
    6 de novembro de 2014

    A pipoca estava quase toda fria, ela deleitava em meus braços (quem se deleita, deleitava-se com algo, não seria deitava-se? – afinal, quem é o sujeito dessa frase, a piipoca? – a pipoca se deleitava? ou a namorada estava deitada sobre ele?)
    talvez essa fosse à magia da coisa. (sem crase)
    um grito desnecessariamente auto. (automóvel?)

    O português realmente precisa ser melhorado.
    Uma história simples, alguém dorme, sonha e desperta. Acordar de um sonho é uma saída fácil para uma história. Você saberia desenvolver a história sem recorrer a um sonho?

    • Mauricio Frey de Alencar
      6 de novembro de 2014

      Obrigado pelas dicas

    • Mauricio Frey de Alencar
      6 de novembro de 2014

      Respondendo a sua pergunta, saberia sim. Realmente existe vários erros gramaticais e peço perdão por eles. Mas quanto o final da história, existem diversas maneiras de termina-la.

  26. Lucas Rezende
    6 de novembro de 2014

    Eu assisti esse filme e sempre “trinco” de rir quando lembro de algumas cenas. Como a que o ditador está brincando com o globo, hilário.
    Ok, vamos lá.
    A premissa é ótima, a reflexão sobre a sociedade e sua lei do mais forte foi bem explorada. Faltou revisão ao texto, alguns erros ortográficos e de pontuação passaram despercebidos. Na minha opinião, estes erros são completamente ignoráveis, desde que a “mensagem” seja passada claramente.
    Deu pra ficar com pena do Renato, deu pra sentir a sua dor. Parabéns, autor. Uma boa história.
    Boa sorte!!!

    • Mauricio Frey de Alencar
      6 de novembro de 2014

      Obrigado

  27. Wallisson Antoni Batista
    6 de novembro de 2014

    Agradeço os comentários a respeito do meu conto e fico feliz por terem gostado. Daniel fico feliz pela sinceridade e acho que o tema da minha escolha é algo pouco expressivo, porém é algo que está no dia-a-dia das pessoas. Isabelle estou escrevendo um livro, se você se interessar vou postar o link, escrevi outro que se chama Eduardo e Monica, espero que goste.

    O Nosso Pequeno Mundo: http://nossopeque.blogspot.com.br/
    Eduardo e Monica: http://quemumdia.blogspot.com.br/

  28. daniel vianna
    6 de novembro de 2014

    Senti-me como em uma conversa agradável. É sempre muito bom ter contato com a literatura que leva à reflexão. Realmente, a tirania em geral é uma doença perigosa até para aqueles que a põem em análise. Show de bola.

    • Mauricio Frey de Alencar
      6 de novembro de 2014

      Daniel fico feliz pela sinceridade e acho que o tema da minha escolha é algo pouco expressivo, porém é algo que está no dia-a-dia das pessoas.

  29. Isabelle
    5 de novembro de 2014

    Que lindo, me senti a garota da história e ao mesmo fiquei com pena do pobre Renato com mania de “ditador”. O conto me deixou com gostinho de quero mais!

    • Mauricio Frey de Alencar
      6 de novembro de 2014

      Obrigado Isabelle, é muito bom para o escritor quando um leitor se identifica com o personagem do texto. Isso me deixa muito feliz.
      Olha eu escrevo alguns web´s livros e se você quiser conferir clica nos links abaixo e ajuda na divulgação. Desde já muito obrigado.

      O Nosso Pequeno Mundo: http://nossopeque.blogspot.com.br/

      Eduardo e Monica: http://quemumdia.blogspot.com.br/

      • Leonardo Jardim
        7 de novembro de 2014

        Oi autor, uma das graças do desafio é tentar esconder a autoria do texto até que o resultado final seja divulgado. Essa divulgação você podia ter guardado para fazer na data oportuna. Abraços!

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Informação

Publicado às 5 de novembro de 2014 por em Filmes e Cinema e marcado .