EntreContos

Detox Literário.

Lua de Mel no Titanic (Simoni Dário)

Com as mãos atrás da cabeça, os pés cruzados, deitado na varanda da cobertura do seu apartamento em Gotham City, Batman, entediado, vestindo a roupa de super herói para lembrar os velhos tempos, boceja em meio aos pensamentos e decisões que tem que tomar dali pra frente, já que a cidade, que já foi a mais violenta do país está hoje mergulhada na mais completa paz. Para um super herói: tédio. Para ele, vitória. Nos dias que seguiriam, ele e a namorada teriam que decidir a viagem que fariam dali a dois meses.

Rachel ouvira falar em um navio que partiria de Nova York rumo a Inglaterra exatamente na data prevista para a tão sonhada lua de mel . Parece que era o maior do mundo, e o namorado, futuro marido, gostaria de incluir no roteiro de viagem, o ar do mar. Incrível, mas foram tantos anos de trabalho duro em Gotham City, que Bruce Wayne nunca teve a oportunidade de conhecer o mar. Sonho de consumo que a doce e apaixonada noiva estaria disposta a realizar.

Nenhuma outra opção foi mais tentadora para o casal romântico. Foram dias de pesquisas e conversas, até que ao final, decidiram. Navegariam pelo Atlântico a bordo do TITANIC até as terras de um menino bruxo, que ha tempos ouviam falar por toda a cidade.

Contaram os dias, minutos e segundos. Chegaram a Nova York faltando dois dias para o embarque. Rachel aproveitou os dias de espera para ir às compras, enquanto Bruce, ansioso pela viajem, caminhava pensativo pelo Central Park.

A curiosidade aguçada para conhecer o menino bruxo o deixava até assustado. O mar deveria ser a prioridade. Mas e aquele menino? – pelo que se ouviu falar, tem pinta de super-herói! Sentou num banco pensativo. “Ou projeto de super-herói”. Quase pode ouvir a voz de seu fiel mordomo e amigo, o querido Alfred. Riu sozinho.

No dia 15 de abril daquele ano, o casal Wayne era o mais vistoso e chique entre as mais de duas mil pessoas que embarcavam no maior e mais seguro navio de todos os tempos. Wayne, herdeiro de considerável fortuna, já tinha visto de quase tudo na vida, mas o ar maravilhado estampado no rosto pelo que tinha diante dos seus olhos, denunciava uma ingenuidade infantil, a mesma de uma criança que vai a primeira vez ao parque de diversões.

Instalados em aposentos de primeira classe, o casal foi até a sacada acenar, como os demais, para os milhares de pessoas que em terra, aguardavam para ver a partida do colossal TITANIC.

Ao som da buzina retumbante de navio, do esvoaçar de lenços nas mãos dos que em terra se despediam e dos que a bordo se preparavam para se deleitarem na viajem marítima com passageiros mais esperada pela elite do momento, partiu o navio que levava o casal mais comentado nas rodas da alta sociedade da época.

Nova York começava a se apequenar diante dos olhos dos que deslizavam mar adentro a bordo da luxuosa embarcação quando o casal Wayne resolveu caminhar pelos compartimentos, admirados e com olhares curiosos para todos os lados.

Bruce inspirava fundo a brisa com cheiro de maresia que atirava seus cabelos fartos para trás. Rachel era a mulher mais feliz, e com um sorriso meigo estampado no rosto, segurava forte o braço daquele que amava e admirava mais do que tudo, enquanto desfilavam pelas sacadas chiques do navio.

Os dias foram passando e a viajem era tranqüila. Entre jantares e passeios, o casal descansava, como que num sonho mágico, onde tudo era perfeitamente elegante.

Faziam amigos aos poucos, sem muita intimidade, para que ficassem a sós e pudessem curtir apenas um ao outro e eternizar aquela que seria a lua-de-mel dos sonhos de qualquer casal.

Inevitável seria não se misturar. Os cumprimentos daqueles que passavam, a simpatia e o carisma de ambos, fizeram do casal Wayne presença obrigatória nas festas e jantares dos mais ilustres passageiros. Aos poucos foram fazendo amigos e perceberam curiosidades engraçadas que divertiam os dois jovens mais apaixonados a cada dia.

Como nas jogatinas quase diárias em que dois amigos inseparáveis participavam ativamente. Um usava a expressão “elementar meu caro” rotineiramente, o que fazia Bruce e Rachel darem boas gargalhadas.

Outro casal simpático e apaixonado aos quais se afeiçoaram foi Jack e Rose Dawson. Tinham uma história curiosa. Rose e Jack se conheceram a bordo do Titanic e se apaixonaram loucamente. O detalhe é que Rose viajava na companhia de seu noivo, ou melhor, ela cumpria o papel de noiva imposto por sua mãe falida, que empurrara Rose para cima de um dos homens mais ricos da América, como tábua de salvação financeira.

O interessante é que o ex noivo de Rose, enciumado, teria simulado um roubo de um colar valiosíssimo que dera de presente a noiva e atribuído esse roubo a Jack.

Sorte é que aqueles dois amigos, freqüentadores da jogatina, eram detetives, anônimos até aquele momento, e desvendaram o misterioso sumiço do colar. Ao que sir Sherlock disse ao companheiro ao final: “Elementar, meu caro Watson”, e todos caíram na gargalhada.

O ex noivo da Rose virou motivo de chacota afinal, e envergonhado, quase não saiu mais dos seus aposentos até o final da viajem.

O casal Dawson era o mais cortejado da embarcação, sem dúvida, mas o casal Wayne era o mais glamouroso. Na simpatia ambos empatavam, em carisma também. Não é a toa que estavam sempre juntos a mesa nos jantares deslumbrantes no salão, minuciosamente decorado para que o requinte fizesse jus aos ilustres freqüentadores.

No final de tarde de um belo dia, sir Sherlock Holmes observava da proa admirado o casal enamorado na ponta da nave de braços abertos, festejando o grande amor que nutriam um pelo outro, quando de repente sentiu um cheiro forte no ar. Simultaneamente sentiu um arrepio que lhe percorreu a nuca, desceu pelas costas e foi até os pés. Num tremelico, sir. Sherlock aguçou ainda mais seu potencial intuitivo, e inspirando profundamente pela terceira vez, teve certeza: cheiro de gelo. Olhou para a cabine onde viu o Comandante, cordialmente lhe enviou um aceno, retribuído instantaneamente.

Com a cabeça fervilhando tentando traduzir o que captava pelos ares da maresia, cogitou a possibilidade de existirem nas proximidades, icebergs. Decidiu. Subiu até a cabine e relatou de imediato as suas suspeitas ao chefe da embarcação.

Este, apesar da dúvida, mas embalado pela lembrança da categoria com que sir. Holmes desvendou o mistério do desaparecimento do colar da Sra. Dawson, resolveu dar crédito aquela suspeita, ainda que apenas intuitiva do nobre passageiro. Comunicou a tripulação que talvez houvessem icebergs por perto e colocou todos a postos a observarem o mar atentamente. Pediu que reduzissem a velocidade da nave urgente. O casal Rose e Jackson foi avisado, e a pedidos deixaram a ponta do navio, sob alegações de testes de rotina.

Sir Holmes observava a tudo atentamente, cada passo de um marinheiro, cada olhar do comandante. O mar estava parado como se tivesse passado a ferro. A única coisa que se ouvia era o rasgar da água batendo no casco do navio, bem de mansinho. No mais era silêncio total. Longe se ouviu uma gargalhada, obviamente da Sra. Rose, que ia com o marido em direção aos aposentos.

O silêncio foi quebrado com o grito de um marinheiro que observava bem do alto. ICEBERG. O comandante, suando frio mas com muita perspicácia, fez o que lhe cabia, aguçou a vista, e quando enxergou realmente o iceberg, calculou muito bem o tempo e a distância, e numa manobra fantástica conseguiu desviar o gigantesco TITANIC de uma tragédia que certamente lhe custaria a vida e a dos passageiros a bordo.

Com gritos e salvas de toda a tripulação o Comandante foi ovacionado, e tendo avistado sir. Sherlock Holmes, recebeu um cordial aceno de cabeça característico do mestre. Conseguiu ainda ouvir, meio que baixinho o famigerado “elementar, meu caro”.

Depois do susto, tudo voltou ao normal. A viajem não poderia estar sendo mais agradável a todos. Menos para um passageiro, o ex noivo da sra. Rose.

Sob a escolta da lua cheia, o jantar do dia seguinte foi só animação. Com músicos tocando ao vivo, gargalhadas eram ouvidas por todos os cantos do salão. O Sr. Holmes comentava com o Comandante que por um triz o TITANIC foi brilhantemente impedido por ele de se chocar com o iceberg, e que naquele ponto em que fora desviado, se tivesse se chocado, provavelmente seria atingido de tal forma que poderia como conseqüência ter se partido ao meio. O comandante deu um meio sorriso e pediu champanhe para comemorar.

Foi nesse dia que o casal Wayne foi apresentado pelos Dawson ao Sr. e Sra. Rehtt Butler. O casal Butler era um pouco mais velho que os outros dois, gostavam de conversas profundas e por eles a viajem não tinha pressa para acabar. Deslumbrados com a magnitude do TITANIC, o casal vivia pelos decks conversando com quem lhes tivesse identificação. E os Dawson e os Wayne logo entraram para o grupo. Juntos os três casais eram os mais admirados . A sra. Scarlett trazia na bagagem uma história de vida e superação das mais interessantes, e com a cumplicidade do marido, atraía a atenção dos passageiros curiosos, dominando os jantares com seu charme e determinação. O marido, homem muito charmoso, tinha também uma personalidade forte e marcante, e juntos formavam um belíssimo e invejado casal.

Sherlock Holmes e o colega Watson, xeretavam tudo que podiam, desde os acessórios do navio, até as conversas que consideravam interessantes. Mas o que os matava de curiosidade mesmo era saber que valor teria o diamante no colar de Rose Dawson. Sim, ela ficou com o colar, acordo feito com o ex noivo para que o mesmo não fosse entregue as autoridades assim que aportassem na Inglaterra. De uma coisa tinham certeza, pouca coisa é que não valia.

Os dias de Rachel e Bruce não podiam ser mais maravilhosos. A esposa dedicada fazia tudo que podia para que o marido pudesse realmente descansar. Foram anos de preocupação e angústia quando Bruce saía para se tornar o BATMAN. Quando Rachel revelou que sabia sobre sua identidade de super herói não foi surpresa para Bruce. Rachel além de intuitiva e observadora tinha uma ligação tão forte com Bruce, que quase podia ler seus pensamentos. E a recíproca era verdadeira. Almas gêmeas, amor verdadeiro, ou seja lá que denominação pode-se dar a um casal tão ligado. Mas talvez o mar, os amigos a animação no navio tenham desviado a atenção de Rachel a ponto de não perceber a ansiedade que o marido trazia no peito para conhecer HARRY POTTER.

Nas caminhadas diurnas pelo navio podia-se esbarrar com Jack Dawson a qualquer momento desenhando algum passageiro. O amor pelo desenho fazia com que as mãos de Jack deslizassem sobre o papel com maestria e em poucos minutos sua arte estava pronta. Satisfeitos, os nobres passageiros encomendavam desenhos de Jack, pedindo que quando chegassem, o desembarque na Europa fosse registrado magistralmente pelo artista. Jack começou a cobrar bem, e em pouco tempo tinha uma vasta agenda de trabalho a bordo do transatlântico.

Naquela tarde ensolarada, desenhava os Butler. A Sra. Scarlett era linda e elegante, o marido, um dos cavalheiros mais charmosos da viajem. – Um belo casal, observou Rose, encantada. Rose admirava a desenvoltura de Scarlett, assim como o amor que o casal mantinha vivo depois de tantos anos. Mas ao fazer o comentário, passou por ali uma rajada de vento tão forte e repentina, que Jack teve que apoiar o carvão entre os dentes e segurar forte com as duas mãos o desenho para que não fosse tragado para dentro do mar. Foi por pouco, e o vento não conseguiu levar a lembrança já quase pronta daqueles velhos amantes.

No dia seguinte o Super TITANIC, como Bruce costumava se referir a embarcação, chegaria ao seu destino. De lá cada um tomaria o seu rumo. O clima de melancolia assaltou os mais chegados, que não queriam que a amizade ficasse por ali. Jack havia desenhado os amigos íntimos Bruce e Rachel, Scarlett e Rehtt e sua amada Rose. Este último guardado a sete chaves pelos Dawson, já que Jack ousara desenhar sua mulher nua. O sir. Holmes também teve sua arte. Num momento de conversa profunda com sir. Watson e o comandante Smith, foi retratado com uma das mãos segurando o queixo enquanto pensava, refletindo e analisando algum caso como era de costume.

O jantar de despedida foi leve como a brisa do mar. Todos fizeram um brinde à excelente viajem até ali, enfatizando votos de tornarem a se encontrar em algum momento a combinar na chegada.

Quando retornavam aos seus aposentos, Rachel e Bruce pararam no deck em frente ao seu quarto para apreciar a última noite em alto mar. Abraçados e cheios de afeto, foram se aninhando até que o frio os obrigou a entrar. Depois de uma longa noite de amor, BATMAN deu de presente para sua esposa um lindo pingente que mandara fazer especialmente para ela – o morcego em ônix com os olhos de diamantes e a corrente em ouro branco intercalado com diamantes – simbolizando que dali para frente a Sra. Wayne, cada vez que o usasse, lembraria Bruce da vida de super-herói que agora, pelo menos momentaneamente, deixava para trás. Queria ser apenas o homem, marido, amante e quem sabe, mais tarde, um bom pai. Rachel entendeu o recado e imediatamente começou a usá-lo. Uma mulher não poderia desejar nada melhor do que aquela declaração de amor em plena lua de mel.

Apesar de admirar o trabalho do marido combatendo criminosos, Rachel não revelaria nem a sua mãe o desejo secreto que tinha de que Bruce vivesse uma vida normal, apenas como empresário e homem de família. Mas ela sabia que isso era impossível, BATMAN era parte da personalidade de Bruce e com isso ela teria que conviver pelo resto da vida. De uma coisa tinha certeza, o marido esteve perfeito como amante até aquele momento. Rachel era uma mulher realizada. Quando voltassem pensaria no resto. Hoje queria curtir o último dia daquela viajem inesquecível.

Rose e Jack ficaram para o baile após o jantar. Dançaram até altas horas e voltaram para o quarto amparados um no outro de tantas cervejas que tomaram. Exaustos, ainda tinham forças para a última noite de amor a bordo do TITANIC. Depois, teriam muitas coisas para resolver, e principalmente onde morariam. Jack preferia os Estados Unidos, Rose estava disposta a concordar, mas tinha pena de deixar a mãe sozinha na Inglaterra, já que a Sra. Bukater estava irredutível para aceitar o convite da filha de ir morar com eles.

Dinheiro não seria problema, o valor do colar os Dawson não mencionariam a ninguém, jamais, mas com certeza viveriam abastados pelo resto das suas vidas.

O casal Butler só pensava na próxima viajem. A saudade da confortável residência em Charlston não era maior do que a paixão que tinham em conhecer novas culturas. A casa que fizeram ao longo de alguns anos de sacrifício ficou como Scarlett sonhara. Foram dias difíceis em tempos de guerra. Mas a pulsão de vida e o amor dos dois deram-lhes forças para reconstruírem suas vidas para todo o sempre. Juraram amor eterno e combinaram que depois que tudo passasse e pudessem voltar a respirar ares de liberdade, viajariam pelo mundo contando sua história de amor para quem quisesse ouvir. Foi o que fizeram. Naquele momento tudo o que queriam era estar um com o outro, e o próximo destino: – decidiremos depois, amanhã é outro dia, querida. E num beijo delicado, mas com muita paixão, Reth cala qualquer tentativa de Scarlett se manifestar. E seguiram olhando o mar deixando o vento lhes trazer sua boa nova.

O sol já refletia algumas construções quando praticamente todos os passageiros estavam a postos observando cada detalhe da chegada triunfal do TITANIC. Em terra, jornalistas se amontoavam para registrar o atracar do navio mais esperado dos últimos tempos.

Sir. Holmes continuava reflexivo a caminhar com a mão no queixo de um lado para outro. Watson agoniado, pedia para o amigo sossegar e apreciar a vista. Em vão.

– São exatamente seis horas e quatro minutos da manhã, devemos estar descendo para terra firme por volta de seis e quarenta ou quarenta e dois minutos e ainda não vi o ex noivo da Sra. Rose Dawson.

– E daí, perguntou Watson indignado, não temos nada com isso, ou você desconfia de algu…Ah não! Fiz essa viajem para conhecer a família de minha futura esposa, e descansar. Você veio porque quis. Pois para mim basta. Vou apreciar a chegada como qualquer passageiro normal. Afinal, estamos voltando pra casa. – Você acha que ele poderia estar atrás do colar?

– Elementar, meu caro Watson.

Watson deu de ombros, fechou os olhos, puxou o ar numa inspiração profunda, e se deixou levar pelo balanço do mar. Sherlock Holmes fez que não era com ele e continuou andando, de um lado para outro.

O magistral TITANIC chegou ao porto de Southampton as seis horas e quarenta e um minutos daquele lindo dia. Muitas pessoas aguardavam o desembarque de parentes e amigos. Pela empolgação da massa parecia que estavam a bordo artistas famosos, celebridades de cinema.

Um a um foram todos descendo. Os casais, amigos inseparáveis durante a viagem, trocaram endereços e prometeram um reencontro muito em breve para colocarem as novidades em dia. Despediram-se e cada um tomou seu destino.

Bruce e Rachel levavam na bagagem muitas lembranças. Os desenhos feitos por Jack registraram para sempre aquela viajem inesquecível. Desceram com a elegância que lhes fazia jus.

Quando pisaram em terra, avistaram um jovem alvoroçado a procura de alguém. Bruce o reconheceu. Carregava consigo o desenho do rosto do menino, conseguido por Alfred. O mordomo fiel tinha muitos contatos, e um deles conhecia um brilhante desenhista de rostos. A partir dali, conseguiram um retrato falado do bruxo através de uma outra personalidade influente conhecida de Alfred, que já tinha cruzado com o menino rapidamente, e que a propósito, viajava no TITANIC. Este senhor deu detalhes no rosto de HARRY POTTER com minúcias. Ao vivo, o jovem era igual ao desenho.

– Sr. Wayne, Sr. Wayne! Gritava o menino. Parecia que era com ele. Bruce esperou encarando o jovem para ter certeza que este vinha em sua direção, quando levou um esbarrão que desviou sua atenção. Era Sir Holmes, correndo como se estivesse atrasadíssimo para alguma coisa. BATMAN observou e percebeu que o detetive corria atrás de alguém. Ouviu comentários das pessoas em volta de que se tratava de um roubo. BATMAN virou para Rachel com aquele olhar que ela conhecia muito bem. Rachel apenas retribuiu com um aceno de cabeça que lembrava ao marido porque estavam ali.

– Sr. Wayne! Bruce voltou sua atenção para o menino novamente.

– Sr. Wayne, gostaria de me apresentar, sou Harry P…

– Potter, concluiu Bruce.

– O senhor me conhece?

– E parece que você me conhece também! Exclamou Bruce admirado. E, apresentando Rachel a Harry, foram caminhando no meio da multidão.

– Gostaria de convidá-los pessoalmente para um jantar comigo e meus amigos durante a sua estada na Inglaterra.

– Preciso saber, como me conhece? Não me lembro de termos sido apresentados algum dia.

– Eu tenho um amigo que viu o senhor pra mim, e eu também o vi, através dele. Bem, isso é uma longa história. Vi que o senhor viria para a Inglaterra no TITANIC e resolvi vir recebê-lo, se não se importa. É que na verdade tenho ouvido falar do senhor há muito tempo, e, me tornei seu admirador. Tenho muito prazer em conhecê-lo!

Para surpresa do casal, e especialmente para BATMAN, HARRY POTTER já tinha ouvido falar dele. E pelo jeito sabia da sua identidade secreta. Obviamente tinha meios para isso, era um bruxo. O desejo de se conhecerem era recíproco. Mas, por quê?

Bruce Wayne refletia a caminho do desconhecido. Tinha curiosidades sobre a escola dos bruxos, o que estudavam, como se tornavam bruxos afinal.

Rachel, que já sabia da história de vida do menino entendeu na hora. Eles tinham algo em comum, além do intelecto e o desejo de justiça. A história da infância de ambos era a chave da identificação.

– O prazer é meu! Temos muito o que conversar Sr. Potter.

– Será uma honra Sr. Wayne. E apontando o caminho ingenuamente com a varinha mágica, HARRY POTTER deu passagem ao ídolo, o BATMAN, e foram andando devagar, sedentos pelas descobertas que certamente os aguardavam.

Rachel sorriu, olhou para o céu, para o mar e com a mão direita apertando o pingente contra o peito, suspirou extasiada.

Quem era o contato de Alfred que já tinha cruzado com Harry Potter?

– Elementar, meus caros!

81 comentários em “Lua de Mel no Titanic (Simoni Dário)

  1. Rodrigues
    17 de novembro de 2014

    a mistura dos universos parece completamente gratuita, tiro pra todo lado. fora isso, há cortes abruptos demais entre os trechos, gerando confusão e aumentando a farofada. não que esses personagens não dessem uma boa historia, acho que a falha ocorreu na hora de elaborar onde cada um entraria. outro recurso poderia ser a descricao minuciosa das características deles antes de apresenta-los, causaria mais estranhamento.

  2. Thiago Mendonça
    17 de novembro de 2014

    Achei a história bastante fraca. A escrita está ok, mas a trama me pareceu apenas uma desculpa pra enfiar todos esses personagens conhecidos na mesma história. Nada demais. Não que uma história “água-com-açúcar” seja algo ruim, mas eu esperava algo um pouco mais bem desenvolvido. Boa sorte!

  3. Wender Lemes
    17 de novembro de 2014

    Você conseguiu administrar muito bem a mistura de tantos ícones! Parabéns! Sobre o final e a comparação das mortes dos pais, do herói que surge da tragédia, foi uma bela sacada também. Pecou na escrita em alguns pontos (principalmente em relação às crases). Algumas construções repetitivas também incomodaram um pouco, como em “O detalhe é que…”, “O interessante é que…”, “Sorte é que…”, mas isso não ofuscou a trama que foi bem construída. Você narra com maestria, continue assim. Parabéns e boa sorte.

    • Vivien Leigh
      17 de novembro de 2014

      Oi Wender
      Obrigada mesmo de coração, você (mais um ou dois) me entendeu, que alívio!
      As tuas dicas sobre construções repetitivas já estão anotadíssimas!
      Fiquei muito feliz que tenhas gostado da minha narrativa, “com maestria” então, fechou com chave de ouro.
      Abraços e boa sorte também!

  4. Gustavo Araujo
    16 de novembro de 2014

    O conto começa muito bem, com uma sátira bem sacada de um Batman aposentado. E seria um conto excelente se tivesse se concentrado nisso. O problema foi que a autora – ah, dona Vivien – sucumbiu aos apelos criativos e botou o Homem Morcego no Titanic. Se tivesse ficado nisso só, quem sabe, ainda conseguiria um bom material, mas ao escalar uma profusão de personagens (ainda que consagrados), tornou o enredo muito enfadonho. Tive a mesma impressão que passam aqueles filmes em que diversos atores e atrizes famosos fazem parte do elenco, atuando apenas por alguns minutos. O conto é isso, não há uma história em si, não há um objetivo bem definido, não há uma razão para se gostar ou torcer por determinado personagem. Ao contrário, criam-se situações dispensáveis e que em nada acrescentam apenas para justificar a presença de Sherlock e de RhettButler por exemplo. O resultado são abordagens superficiais, que em vez de cativarem o leitor acabam por tornar a experiência da leitura algo sonolenta, arrastada mesmo. Entendo a intenção de homenagear os sucessos de bilheteria, mas, do jeito como foi feito, os personagens acabaram como aquelas propagandas de papelão que se veem em farmácias e supermercados, nada mais do que fachadas sem substância.

    O que é mais frustrante é que a autora sabe escrever (ainda que o uso intenso de “viajem” em vez de “viagem” devesse lhe render um puxão de orelhas) e poderia ter oferecido uma narrativa muito mais interessante caso tivesse concentrado toda a ironia que parece dominar sobre um só núcleo. Ao abranger um universo de personalidades, perdeu a mão. Se fosse um livro, talvez funcionasse. Num conto, não ficou legal.

    Mas é isso. Ainda que eu não tenha apreciado o conto, estou certo de que os próximos textos serão mais interessantes. Continue escrevendo.

    • Vivien Leigh
      16 de novembro de 2014

      Olá Gustavo Araujo

      É com muita honra que leio teu comentário, pois conheci o entrecontos através de ti, em um programa de tv onde davas entrevista. Coloquei naquele canal(não lembro qual) por acaso e fui atraída pela tua entrevista instantaneamente. Torci pelo teu comentário, que eu nem sabia se viria, e podes apostar que teclo neste momento com as mãos trêmulas como se estivesse a falar com uma celebridade.
      Obrigada pela crítica (o puxão de orelhas pelo “viajem” foi carinhoso, e muito bem dado) e pelas dicas e sugestões. Bom que pensas que sei escrever e a partir de agora não serei mais a mesma, certamente tentarei(conseguirei) escrever uma narrativa mais interessante.
      Obrigada pelo incentivo, de coração.
      Abraços

  5. williansmarc
    10 de novembro de 2014

    Olá, autora.

    Alguns deslizes comprometeram a sua criativa história que poderia ser ótima. Alguns deles, os colegas já esporam nos comentários abaixo, porém vou listar mais alguns:
    – Batman esta muito romântico e infantilizado. Nosso querido homem morcego não sorri tão facilmente quanto relatado no conto.
    – Não entendi por que o Batman gostaria de encontrar o Harry Potter, a não ser que houve alguma motivação bem explicita no conto, isso não faz muito sentido.
    – Acredito que o Sherlock tenha sido sub-aproveitado, daria pra “brincar” bastante com ele no contexto desse conto.
    – Uma coisa que eu aprendi durantes esses desafios que eu venho participando aqui é que não se deve usar muitos personagens em contos, não há espaço suficiente para desenvolver todos e eles acabam sendo sub-aproveitados, como o Sherlock, por exemplo.
    – O clímax também é algo muito importante para a grande maioria dos contos e, ao meu ver, ele esta ausente nesse conto.

    Apesar desses tópicos, acho que a autora tem potencial e deve seguir firme com seus textos.

    Boa sorte!

    • williansmarc
      10 de novembro de 2014

      *Expuseram
      *Durante

    • Vivien Leigh
      11 de novembro de 2014

      Oi Williansmarc
      Olha só, me permiti colocar o homem morcego um pouco mais discontraído no conto porque ele está em lua de mel, longe de Gotham (que já vinha em tempos de paz), um pouco mais descansado. Já infantilizado discordo, não consigo ver assim.
      Na verdade o que liga o Batman a Harry Potter no conto é que ambos perderam os pais tragicamente na infância e essa perda carregada de tristeza e depressão fica bem marcada nos filmes dos dois personagens. O trauma fez Bruce “criar” o Batman e dedicar sua vida na luta contra o crime.O mesmo acontece com Harry Potter(perda dos pais na infância), porém ele herda dos genitores a sua característica de bruxo. No texto apresento essa ligaçào como sendo inconsciente para os dois, mas deixo uma pista no trecho “Rachel, que já sabia da história de vida do menino entendeu na hora. Eles tinham algo em comum, além do intelecto e o desejo de justiça. A história da infância de ambos era a chave da identificação.” Sendo assim, os personagens tem uma identificação inconsciente. Isso não fica bem explicado no conto, eu queria que alguém tivesse captado (talvez aí esteja o clímax).
      Enfim, obrigada pelas dicas e por achar que tenho potencial.
      Abraços

  6. Eduardo Selga
    8 de novembro de 2014

    O conto é exaustivo. Não pela quantidade de palavras, mas pela falta de trama que justifique esse mar de vocábulos. E narra, e narra, e narra… E narra o quê? Não há trama ou enredo bastante.

    A opção de incluir vários personagens do cinema comercial de entretenimento num único lugar pode funcionar muito bem como um chamariz para o cinéfilo, o fã desse tipo de filme, mas, narrativamente falando, os elos que tentam amarrar personagens tão diferentes no navio me parecem frágeis demais. Colocou-se todos no Titanic, mas faltou uma estória para não afundar o conto.

    • Vivien Leigh
      10 de novembro de 2014

      Obrigada Eduardo Selga

      Fiquei pensativa sobre a frase “chamariz para o cinéfilo, o fã desse tipo de filme”. Recebi “cinéfilo” aqui com uma conotação pejorativa.
      No meu conto especificamente, que homenageia grandes sucessos de bilheteria, sendo “E o Vento Levou” proveniente de Literatura, assim como Harry Potter, Batman que vem das Histórias em Quadrinhos (considerada arte), e a história do naufragio doTitanic baseada em fatos reais, fiquei matutando se o comentário quer dizer que o que vem de Hollywood (e vira sucesso de bilheteria) não pode virar um conto de literatura, nem que seja aqui no desafio/filme/cinema.
      Afinal cinema é arte, e Hollywood o nome do cinema mundial, e ainda que possam existir excelentes roteiros e produções fora dali, dificilmente um só estilo agradará a todos.
      Reconheço a minha falta de cancha para criar um enredo impactante, e já tenho anotadas as sugestões dos mais experientes no quesito.
      Abraços

      • Eduardo Selga
        10 de novembro de 2014

        Vivien Leigh,

        O cinema pode ou não ser arte, assim como escrever ficção pode ou não ter valor literário. Quando me referi a “esse tipo de filme” quis fazer menção ao filme típico hollywoodiano, em que todos os recursos técnicos e talentos são direcionados para um objetivo específico: entreter o consumidor. Arte e entretenimento não têm uma convivência pacífica, muito embora o discurso midiático queira mostrar o oposto. Basta ler nos jornais as resenhas “críticas”, que na verdade são peças de publicidade, para observar isso. E o choque se dá na base do que seja arte. ela, necessariamente, tira o sujeito do seu lugar de conforto. Se alguém entra num cinema e acha tudo muito engraçado, chora lágrimas melodramáticas, e ao sair de lá, permanece o mesmo indivíduo de antes, sem nenhuma interrogação existencial ou filosófica ou política, a arte não se mostrou em seu todo: é apenas entretenimento, sem maior valor artístico. Em “Titanic” e “Batman, o retorno”, filmes de grande competência técnica, o senso comum costuma associar isso à arte. De fato, a fotografia sombria de Batman é arte, bem como as boas interpretações dos atores. Mas o conjunto, a obra num todo não é, pois se destina exclusivamente ao entretenimento, a “passar o tempo”. É claro que isso tem gradações, ou seja, existem filmes nessa categoria que, às vezes até sem querer, conseguem insuflar no espectador algum questionamento sobre a vida. Mas eu me referi á maioria.

        Evidentemente qualquer obra audiovisual pode se transformar num texto literário, já que o caminho contrário é muito comum. Mas há algumas questões que precisam ser observadas, na transposição. A que fala mais diretamente ao seu conto é a seguinte: construir um personagem literário não é apenas transpor para as palavras suas características que no cinema fizeram sucesso. É uma construção que, por não contar com a câmera, demanda trabalho vocabular. Caso contrário ele soa artificial, como se não pertencesse ao universo do enredo literário. O leitor fã do personagem no cinema talvez nem se dê conta disso, É lógico: a relação fã-personagem, fã-artista, é similar à do fiel com sua crença.

  7. Gustavo Garcia De Andrade
    8 de novembro de 2014

    Olá!
    Bem, vou tentar ser um tanto sistemático quanto à relação de erros e reflexões sobre os erros, conjugados aos acertos e, talvez, decorrentes deles:
    1- Excesso. É ótimo ter uma mente efervescente de idéias, mas a presença conturbada de diversos personagens fortes (em origem) resultou em uma baixa ou nula aprofundação, com personalidades estereotípicas demais. O que pode-se tentar trabalhar para consertar isso, eu acho (baseado no que vejo funcionar com outros e no que funciona comigo), são exercícios de escrita livre ou baseada em alguma cena específica, ou até uma leitura mais crítica de textos com diversas -situações, cenários e cenas bem desenvolvidos/as — porque, assim, facilita a compreensão da necessidade de desenvolvimento e construção a fim de algum impacto através do enredo.
    2- Falta de naturalidade. Este texto primou em pluralidade, mas tudo pareceu jogado, de certa forma. Não houve uma história absorvida pelo leitor e sentida (por mim), mas um enredo automatizado e meio que ~sem alma~. Isto também foi decorrente, acho, da velocidade com a que o autor ou autora quis desenvolver esta trama, e a quantidade de coisas que queria colocar nela. Reitero: é ótimo e deve haver uma pluralidade, sim, mas até certo ponto. Afinal, é um conto, e um relativamente curto. Talvez assistir uns filmes mais intensos ou ouvir umas músicas que cê tem que dar uma escutada diversas vezes pra captar em totalidade a essência possa ser o ideal pra que haja captura de densidade emocional!

    Vamos seguindo!

    • Vivien Leigh
      10 de novembro de 2014

      Obrigada Gustavo, gostei muito das sugestões, já estão anotadas.
      E vamos seguindo, exercitando a escrita livre!
      Abraços

  8. Felipe Moreira
    8 de novembro de 2014

    Tecnicamente, o texto cai como uma luva ao tema. E além disso, o texto foi criativo em misturar toda essa turma de várias histórias e conduzi-las num cenário que marcou a história também no cinema.
    Já o enredo, não me cativou. Ele pareceu focar no casal Wayne e cruzar com outras personagens de outras histórias, mas não foi assim. Houve uma quebra intensa de texto, sob um ritmo por vezes bem acelerado até quando exigia uma certa calma, justamente para explorar o humanismo, como o drama do casal Dawson antes de virar celebridade, o diálogo entre Bruce e Rachel e o risco do iceberg para aqueles que o presenciaram. O Bruce do conto não ganhou forma – ao meu ver – com o Bruce sombrio como conhecemos.
    E além disso, o texto pareceu perder o rumo e chegar num ponto distante do real objetivo. Não esperava uma guerra civil dentro do “Super Titanic”, mas nisso ele ficou devendo.

    Enfim, no geral, acho louvável a ideia e coragem de mexer numa só história personagens gigantescos como esses.

    Parabéns e boa sorte.

    • Vivien Leigh
      8 de novembro de 2014

      Olha Felipe, se estás participando do desafio e escreves um conto tão bem como escreveste esse comentário, estamos roubados. SENSACIONAL! Que visão e que critica que desce redonda! Conseguiste analisar o Bruce sem pedir o Batman e sugeriste algum desafio pro TITANIC com um carinho que me deu vontade de te abraçar (desculpe os excessos, mas gostei demais mesmo). Um dos melhores que já li até agora.
      Obrigada,Estás de parabéns!
      Abraço e continue assim!

  9. Brian Oliveira Lancaster
    7 de novembro de 2014

    Meu sistema: essência. Senti-me vendo um episódio de Doctor Who. Infelizmente, a sucessão de troca de personagens não ocorreu de forma suave sendo, por mais incrível que pareça, o navio o personagem mais forte da trama. As construções são boas, mas faltou algo a mais para dar liga a essa fusão. No entanto, pelas boas descrições e cuidado (tirando apenas a palavra “viagem”), dá a entender que o autor está encontrando seu estilo. Portanto, não quero desmerecer seu texto, apenas deixar uma dica para criar expectativa – o que faltou em certos momentos. Como mencionei no início, está mais para um seriado. No entanto, tem grande potencial.

    (E para aqueles que reclamam do tamanho do texto, inclusive em outros do certame, eu deixo a pergunta: por que, então, a grande maioria vota em 4000 palavras de extensão se NÃO desejam ler textos grandes?).

    • Vivien Leigh
      7 de novembro de 2014

      Oi Brian, belíssimo comentário!
      É o tipo de crítica que deixa feliz, que ajuda a melhorar o trabalho, mesmo, de verdade!
      Você me apresentou Doctor Who, que eu não conhecia, dei uma olhadinha no google e transcrevo o que achei: “O programa está listado no Guinness World Records como a série de ficção científica televisiva de mais longa duração no mundo e como a “mais bem sucedida” série de ficção científica de todos os tempos.” Que honra você ter lido o meu conto e ter lembrado dele (claro que sei guardar as devidas proporções).Vou começar a assistir para aprender com o Senhor do Tempo que explora o universo em sua máquina do tempo. Muito legal! Preciso achar esse fio condutor, o ingrediente para dar liga que muitos comentaram, e olha que já aprendi muito nesse desafio! Sou outra pessoa desde o dia em que comecei a participar!
      Obrigada, de coração e boa sorte pra nós!

    • Maria Santino
      7 de novembro de 2014

      Hey, Brian! Acho que não há essa do texto ser extenso, pois quando bem narrado o tamanho, o número dos caracteres pouco importa. O problema é quando a trama não pede tanta extensão, mas o autor (por achar que o conto para o desafio deve -obrigatoriamente – possuir 4000 palavras – quando na verdade o que se pede é que respeito o limite de ATÉ 4000 palavras) fica dando voltas e narrando aquilo que não vai contribuir em nada para a trama. Por favor, não estou dizendo que a autora deste conto agiu 100% dessa forma, só estou respondendo o questionamento do amigo.

  10. Virginia Ossovsky
    6 de novembro de 2014

    Acho que a ideia da trama é boa, gosto desse tipo de ficção que mistura várias personagens consagrados. Mas senti falta de entrosamento entre elas. Algumas passagens parecem artificiais, o que pode ser facilmente resolvido. O que mais fez falta, em minha opinião, foi um fio condutor para a história, e em geral concordo com o que já foi falado sobre isso. Parabéns e boa sorte!

    • Vivien Leigh
      7 de novembro de 2014

      Oi Virginia
      Valeu o comentário! Com certeza tenho aprendido muito por aqui e ainda tenho muito para aprender, sem dúvida.
      Obrigada querida e boa sorte pra nós!

  11. Wallisson Antoni Batista
    6 de novembro de 2014

    Quando você pega uma majestosa obra de arte do cinema e tenta contar a sua maneira qualquer erro, o minimo que seja, acaba criando um peso negativo sobre o texto. E infelizmente foi o que aconteceu aqui, além do vários erros gramaticais não aceitáveis o texto deixou de dar um certo “tesão” desde o segundo paragrafo até o final. Me perdoe escritor, mas infelizmente ao julgar enrendo, gramatica, apreciação do leitor e pseudônimo você ficou devendo e muito. Boa sorte.

    • Vivien Leigh
      6 de novembro de 2014

      Oi Wallisson, como você fez isso? Estou enganada ou já tinhas deixado um comentário positivo aqui antes? Me perdoe se estou enganada. Só mais uma coisa, o que você quis dizer com “seu pseudônimo ficou devendo”?

  12. piscies
    4 de novembro de 2014

    “Festa estranha com gente esquisita…”

    Essa música tocava na minha cabeça enquanto lia o conto. Uma mistura divertida e ousada de personagens. Gostei da proposta, mas não gostei da execução.

    A história não tem foco. Não existe um obstáculo a ser superado ou um coflito a ser resolvido. Também não tem um tom cômico o suficiente para ser caracterizada como comédia. Então, no final, não sabia direito como formar minha opinião de leitor sobre o conto. Não conseguia me decidir se levava a sério, achava graça ou tentava ver um significado oculto por trás.

    Gostei da caracterização dos personagens, apesar do exagero no caso do Sherlock Holmes. Também gostei da sacada de Holmes ter desvendado o segredo por trás do roubo do colar de Rose.

    Não gostei das palavras em maiúsculo, nem da recepção de Harry Potter. Tudo pareceu muito forçado. Também não existe um personagem principal, apesar do seu esforço em mostrar que Bruce Wayne deveria ter este papel.

    A escrita tem algumas falhas, como vírgulas erradas, palavras erradas (já comentadas por outros), erros de lógica (“Inevitável seria não se misturar”) e problemas com o tempo da narrativa (verbos no presente misturados com verbos no passado).

    De qualquer forma, foi uma viagem e tanto. Vou deixar aqui apenas algumas observações:

    – Cheiro de gelo?

    – O titanic não foi partido ao meio pelo iceberg. Foi partido ao meio por causa do próprio peso.

    – Em sua viagem, o titanic saída da inglaterra para os EUA… e não o contrário… ou estou enganado?

    – Bruce Wayne também é um excelente detetive. Alguns argumentam que ele seja um detetive ainda melhor do que Sherlok Holmes. Mesmo assim, Holmes pareceu ser o único “pensante” no navio.

    Abraços!

    • Vivien Leigh
      4 de novembro de 2014

      Olá Piscies
      Obrigada pelo comentário. Você gostou de algumas coisas e não gostou de outras, ok.
      Quando se desloca um personagem que já existe do seu papel habitual e escreve-se para ele uma história diferente do roteiro para o qual ele foi criado, acredito que possa parecer “forçado”mesmo.
      As tuas observações finais estão corretas, mas qual seria a graça do texto se fosse criado tal e qual o roteiro do seu filme original?
      Gostei muito da visão que tiveste da história e as boas dicas já estão sendo absorvidas.
      Abraços

      • piscies
        5 de novembro de 2014

        É complicado mesmo. Já li esses “mashups” de personagens, mas quando são personagens tão diferentes de mundos tão distantes, geralmente o texto é uma comédia. Por isso falei que não consegui decidir direito o que pensar do conto.

        Eu entendi o clime de “licença poética” do conto também. Por isso minhas observações finais eram apenas… observações, rs rs rs.

        Abraços e boa sorte!

  13. rubemcabral
    4 de novembro de 2014

    Achei criativa a ideia de homenagear o cinema com muitas citações e personagens famosos de diversos “universos”. No entanto, achei o fio condutor da história relativamente fraco e morno, achei também que faltou algum conflito ou surpresa. Da forma em que os elementos foram misturados tudo resultou em algo muito pueril, não logrou a necessária “suspensão de descrença” por minha parte.

    Finalmente, não gostei dos nomes destacados em maiúsculas ou da repetição excessiva do chavão do Sherlock.

    • Vivien Leigh
      6 de novembro de 2014

      Oi Rubemcabral
      Bom que achaste criativa a ideia da homenagem aos personagens famosos e marcantes do cinema.
      Obrigada pelo comentário.
      Se me permite, concordo que a repetição do chavão do Sherlock pode até ter sido excessiva, mas não consegui mesmo usar o personagem longe dele. Particularmente gosto muito, como já ficou evidente.
      Abraço

  14. Andre Luiz
    1 de novembro de 2014

    Primeiramente, meus critérios complexos de votação e avaliação:
    A) Ambientação e personagens;
    B) Enredo: Introdução, desenvolvimento e conclusão;
    C)Proposta: Tema, gênero, adequação e referências;
    D)Inovação e criatividade
    E)Promoção de reflexão, apego com a história, mobilização popular, título do conto, conteúdo e beleza e plasticidade.
    Sendo assim, buscarei ressaltar algumas das características dentre as listadas acima em meus comentários.
    Vamos à avaliação.

    A)Quanto aos personagens, não tenho nada a acrescentar. A mescla foi bem feita, com passagens interessantes onde Bruce, Holmes e Jack se encontram de maneira teatralmente cativante. (Já me peguei pensando sobre um encontro de super-herois em um texto). Enfim, gostei da ambientação e do cenário, visto que você conseguiu me colocar dentro da cena de forma sem igual.

    B)Quanto ao enredo, não vi um clímax preciso na história. Seria o momento em que Holmes desvendou o iceberg que acabaria com a travessia do Titanic? Ou seria o momento que chegam ao porto? Ou então a hora do encontro entre Harry e Bruce? Não encontrei algo de novo quanto à trama, ou seja, acho que poderia ter sido feito mais acerca do assunto.

    Considerações finais: Como a ambientação é boa e a literatura escolhida é de muito bom gosto, acredito que o conto é sim uma bela produção. Contudo, aquilo que salientei acaba retirando um pouco do brilho. É um texto inovador, porém sem algo para se chamar sensacional ou estonteante. A autora, no entanto, é uma ótima promessa a ser lapidada para a Literatura Brasileira.

    • Vivien Leigh
      1 de novembro de 2014

      Oi André Luiz
      Dá gosto de ler um comentário onde tanto elogio como crítica são tecidos com uma elegância ímpar. A impressão que tive é que você entendeu a minha proposta como poucos, ou quase como só eu entendi.
      Muito obrigada pelas lindas palavras, as quais já estão guardadas para sempre no meu coração ( não preciso nem dizer que a útima frase já me pegou com lágrimas nos olhos).
      Abraço e boa sorte!

      • Andre Luiz
        4 de novembro de 2014

        Tenha certeza de que disse com o coração, Vivian.

  15. Victor Gomes
    31 de outubro de 2014

    Antes de tudo, “viajem” como substantivo jamais. É um erro imenso.
    Como se trata de um conto que usa personagens já conhecidas pelo leitor, tanto que nenhuma descrição se faz à personagem, a não ser a referência ao nome, a coerência deixou a desejar. Simplesmente não consegui imaginar algumas situações, como o Bruce Wayne dando de presente um morcego de diamantes (???) para Rachel (imaginei Rachel desfilando em Gotham com o colar no pescoço, sob os olhares curiosos do povo); Bruce desejando ver o mar (Gotham é uma ilha); Jack e Rose correndo felizes pelo navio e sendo admirados (???) pela tripulação, sendo que um noivo psycho e influente corria atrás deles com desejos assassinos; e Harry Potter, que pertence a uma sociedade de bruxos que JAMAIS se revela aos trouxas, como uma atração turística (???).
    Ademais, as personagens são tão icônicas e distintas que a sua seleção só serviu para bagunçar a trama e deixá-la sem clímax.
    As piadas me deixaram constrangido. A única cena que me fez rir foi a inicial, do Batman deitado na varanda com seu uniforme…
    Meu interesse se reduziu a ver quantos personagens diferentes você encaixaria nessa trama para fazer a coisa desandar. Por muito pouco não li o seu texto pulando frases ou até parágrafos inteiros. Houve um excesso de “açucaramento” nas curtas cenas em que realmente acontecia alguma coisa.
    Você estrutura bem o seu texto. À exceção do “viajem”, achei um texto formalmente bem escrito e coeso, mas as ideias para ele não foram boas.

    • Vivien Leigh
      31 de outubro de 2014

      Oi Vitor
      Meu Deus, quem escreveu esse conto? “Bruce Wayne deu de presente morcego de diamantes pra esposa? O ex noivo da Rose corria atrás deles com desejos assassinos?” E de que piadas você comenta?
      Bom, vou me fixar nas tuas últimas palavras “achei um texto formalmente bem escrito e coeso, mas as ideias para ele não foram boas.” Sendo que o termo coeso significa união íntima das partes de um todo, conexão. Aí lá pelas tantas no comentário você diz: “Ademais, as personagens são tão icônicas e distintas que a sua seleção só serviu para bagunçar a trama e deixá-la sem clímax.”
      Olha Vitor, agora quem não entendeu nada fui eu.
      Obrigada por comentar que achou o texto bem estruturado, apesar de tudo.
      Abraço

      • Victor Gomes
        1 de novembro de 2014

        O “morcego de diamantes” foi só uma forma de referir o seu morcego de ônix com diamantes e etc. Tava com preguiça de voltar o texto. E a parte do noivo… bem… é a trama de Titanic, obra a que vc fez referência, não? Dei uma exagerada, claro, mas que ele queria matar o Jack queria. E não faz sentido algum Jack e Rose andarem por aí sendo admirados, sendo que eles precisariam fazer isso na surdina num navio com tanta gente que o noivo – rico e influente – conhecia.

        A piada: “Elementar, meu caro Watson”, e todos caíram na gargalhada. Só eles mesmo pra rir disso.

        Sobre a coesão, não é necessário pesquisar muito para saber o que é… Segue um trecho do Wikipedia: “A coesão trata basicamente nos estudos das articulações gramaticais existentes entre as palavras, as orações e frases para garantir uma boa sequenciação de eventos. A coerência, por sua vez, aborda a relação lógica entre ideias, situações ou acontecimentos, apoiando-se, por vezes, em mecanismos formais, de natureza gramatical ou lexical, e no conhecimento compartilhado entre os usuários da língua portuguesa”. Ou seja, coesão não tem a ver com ideias, mas com a construção gramatical.

        Olha, o meu último trecho que vc citou está bem claro. Nele ressalto a falta de coerência das suas ideias.

        Abraço e boa sorte.

      • Victor Gomes
        1 de novembro de 2014

        Enfim, né, apenas meu parecer. Interprete-o da forma que lhe aproveitar e apetecer, até porque não sou só eu quem julga, mas não tente dizer que não fui claro porque não gosto de perder tempo justificando o ~elementar~. Rs. Boa sorte.

  16. daniel vianna
    27 de outubro de 2014

    Olá, Vivien. Bom, já são tantos os comentários dizendo exatamente o que eu penso, que acho melhor não repeti-los com minúcia, apenas fazendo referência. É o caso de ‘viajem’, do excesso de personagens e da ausência de uma trama no texto. Por outro lado, leia e analise bem os comentários. Esse é, na minha opinião, o maior e verdadeiro prêmio desse concurso – o retorno dado pelas pessoas. Muitos comentadores aqui, inclusive, lançam verdadeiras pérolas, análises criteriosas e muito bem feitas. Aproveite! Quanto ao teu texto, acho que você deveria pensar em algum desafio para o Batman, algo que o tirasse de sua zona de conforto. Depois, ao desenvolver essa trama, surgiriam os personagens. Parece-me que você fez o contrário: decidiu pegar todos esses personagens e incluir em uma história. Ficou artificial e plano. Um bom exercício seria reescrever esse texto, apenas para si, tomando por base os comentários que se repetem. Por fim, olhe sempre para a frente, para o caminho do crescimento, ou, como diria um super herói: ‘para o alto e avante’. Abraço.

    • Vivien Leigh
      27 de outubro de 2014

      Oi Daniel, bem legal teu comentário.
      A questão do desafio do Batman já foi sugerida e confesso que até cheguei a pensar nisso enquanto escrevia o conto, mas não deu, me perdoe. O Batman em plena atividade de super herói está nos filmes e achei que o que quer que ele fizesse na minha história seria óbvio e tão somente ação.
      A minha história era pro Bruce Wayne e não pro Batman, como também já comentei anteriormente e não preciso repetir com minúcias.
      Preferi pegar mesmo os personagens e incluír numa história, já que na minha opinião Batman batendo em bandido, salvando todo mundo e fazendo o que ele faz nos filmes não seria criar nada. E o mesmo digo com relação aos demais personagens.
      Preferi criar, se não deu em nada…há quem tenha gostado. Tenho visto alguns textos tão, digamos, iguais no formato, que eu quase poderia jurar que são da mesma pessoa, se me permite.
      Ah, e estou aproveitando cada comentário, lendo com carinho e tirando muito proveito.
      Valeu!
      Abraço

      • daniel vianna
        7 de novembro de 2014

        Lembrei-me dos Incríveis. Super heróis aposentados. Lembra?

  17. Pétrya Bischoff
    27 de outubro de 2014

    Bueno, tens o crédito de teres conseguido encaixar todos esses personagens singulares de estórias absolutamente diferentes, e ficou bem articulado… No entanto, não senti brilho especial em momento nenhum. Nos primeiros momentos que descreveste acontecimentos do navio, ficou muito igual ao filme; já o não naufrágio foi bom, sempre penso em como teria sido…
    Mas não consegui digerir a ideia, a narrativa foi extremamente simples e penso que ficaste todo tempo tentando convencer o leitor de que tudo estava certo, e isso transpareceu. Não ficou natural, ao meu ver.
    Gostei do Harry Potter aparecer, por se tratar de absoluta fantasia (em questão da bruxaria) e amei o Sherlock 😀
    De qualquer maneira, boa sorte.

    • Vivien Leigh
      27 de outubro de 2014

      Oi Petrya
      Obrigada pelo comentário.
      Que bom que gostaste e achaste que as histórias se encaixaram de uma forma articulada.
      Realmente, e não foi tentativa, quis transparecer que estava tudo certo mesmo. E se percebeste é porque ficou natural sim e eu gostei da perspicácia (taí, amaste o Sherlock). O conflito, mesmo que contado de mansinho, do Bruce Wayne para conhecer Harry Potter e as angústias da Rachel de não ter casado apenas com um homem, mas com um super herói deveriam ser o problema. Hoje analisando penso que faltou articular esse dado com mais ênfase. Mas obrigada mesmo, gostei do comentário.
      Bom que gostaste do Harry Potter.
      Abraço

  18. JC Lemos
    26 de outubro de 2014

    Eu tentei, mas não gostei.
    Foi ousado juntar toda essa galera em um único lugar, mas ao meu ver, foi informação demais, com personagens demais. Achei que ficou sem noção. Tem gente que gosta, mas não faz o meu tipo.

    Não consigo identificar o Wayne nas descrições. Descrevê-lo com essa inocência toda é incoerente demais. Ele é o Batman. Nada mais a declarar. Hahaha

    E Gotham é uma ilha, certo? Como ele nunca viu o mar?

    Enfim, achei muito confuso, a escrita é boa, mas a história não me agradou.
    Espero que outros possam gostar.
    De qualquer forma, parabéns e boa sorte!

    • Vivien Leigh
      26 de outubro de 2014

      Obrigada JC Lemos
      Vou discordar quanto a inocência do Wayne. Confesso que assisti os últimos filmes para acompanhar o namorado, pois não gosto do gênero, sinceramente. Na minha visão romântica, nesses filmes ( e aqui falo só dos últimos) o Bruce Wayne é um gentleman. E sofre muito com a morte da amada Rachel.
      Pela dor sentida intensamente com a essa perda, aliada a grande tristeza de ter perdido os pais na infância de maneira trágica, me permiti colocá-lo no conto como um homem sensível, até pode ser inocente, vou concordar. Afinal é humano antes de tudo. Mas aí eu entraria numa análise psicológica do Bruce, e a complexidade da coisa tornaria o comentário muito longo.
      Quanto a Gotham ser uma ilha, melhor transcrever uma frase do regulamento: “Em qualquer caso, para que não restem dúvidas, o autor é livre quanto à maneira de abordar o tema e indicar suas fontes.”
      Obrigada por ter mencionado que achaste uma boa escrita, me incentiva a continuar.
      Abraço

      • Vivien Leigh
        26 de outubro de 2014

        * pela dor sentida imensamente com essa perda.

  19. Anorkinda Neide
    26 de outubro de 2014

    A autora pode ter se divertido ao escrever este conto, mas infelizmente não conseguiu fazer com q o leitor divertisse-se juntamente a ela.
    Ao contrário, frustrou-nos.. pois ao perceber tantos encontros inusitados, bem queríamos ser surpreendidos e dar risadas, mas não foi possível…
    Eu sei que chato é a gente bolar uma historia e chegar aqui e nao ser bem aceita, acontece demais com meus contos.. rsrsrs Por isso mesmo este espaço é precioso, para resgatarmos de tudo o que lemos de nossos amigos, aquilo que vai nos ajudar a escrever sempre melhor e nada é melhor do que a prática de continuar escrevendo.
    Pra mim o mais dificultoso neste conto longo foi ler ‘viagem’ com j o tempo todo… uma vez ele veio com ‘g’ .. até comemorei.. mas depois voltou ao j e já me frustrei novamente.. rsrsrs
    Eu amo contos romanticos, vivo fazendo eles tb, mas aqui os romances não me convenceram, vc apenas narrou os romances, sem emocionar… mas continue lendo (livros bons) e escrevendo.. que o caminho é esse mesmo, desviando de icebergs de teimosia que podem fazer naufragar sonhos.. pense nisso.
    Abraço

    • Vivien Leigh
      26 de outubro de 2014

      Oi Anorkinda
      Valeu o comentário.
      Olha só, me diverti escrevendo esse conto sim, e está sendo divertido participar do desafio, ler críticas e elogios. Daí a querer fazer com que o leitor desse boas risadas, é outra história. Brinquei com os personagens de filmes de cinema, mas a idéia era um romance e não uma comédia.
      Não estou me sentindo nem um pouco “não bem aceita” por aqui, muito pelo contrário, tenho recebido excelentes críticas, e até daqueles que não gostaram da história ou de tudo, estou conseguindo tirar bons conselhos.E a prática realmente é tudo.
      Quanto a viagem com g e com j já esgotei o assunto num outro comentário com a Claudia que me deu boas dicas.
      E pelo conteúdo do teu comentário também desejo que você continue lendo (livros bons).
      Quanto a teimosia fazer naufragar sonhos…é questão de ponto de vista, e eu discordo veementemente.
      Abraço

  20. Douglas Moreira
    25 de outubro de 2014

    A sua narração é sucinta, direto ao ponto. Mas a história é não interessante, sabe? Não me prendeu a atenção e não me surpreende . Se fosse ao menos menor acho que seria menos desgastante. Mas apesar disso consegui entender bem o que você dizia, o que o torna um bom contador de histórias.
    Boa Sorte!

    • Vivien Leigh
      25 de outubro de 2014

      Obrigada Douglas.
      Estou lisonjeada por me achares uma boa contadora de histórias. Isso ajuda muito e vale pontos pros próximos contos.
      Abraço

  21. Fil Felix
    25 de outubro de 2014

    Pegar diversos personagens famosos e colocá-los num mesmo lugar não é novidade, inclusive teve um conto assim no desafio anterior (sobre música, que ficou ótimo). Particularmente, é algo que não gosto. Então já virei a cara quando li Batman, Titanic e Harry Potter no mesmo parágrafo. Acredito que o ponto baixo do seu conto seja não ter clímax. Nada demais acontece, porque são muitos personagens e situações acontecendo ao mesmo tempo que não há tempo de aprofundá-los, partindo apenas da premissa que todos os conhecem dos filmes.

    Outro ponto que me incomodou é a falta de, não sei, algo que realmente ligassem esses personagens. São de épocas diferentes, de mídias diferentes (quadrinho, livro e cinema), o Titanic poderia funcionar como um barco que interligasse o fluxo tempo-espaço, tão usado nas HQs de heróis, já seria uma solução para eles surgirem ali. O pessoal de O Vento Levou ficou meio avulsos, também. Assim como o excesso de “elementar, meu caro”.

    Apesar de não ter gostado, a história tem um certo potencial caso seja desenvolvida de uma melhor forma. Deu a entender que há um mistério em torno de tudo, como nos livros do Sherlock, e que o leitor precisa solucionar ao final. Mas a roupagem do conto não ajudou nessa parte. Pra ficar menos piegas, eu até o substituiria pelo detetive da Agatha Christie.

    • Fil Felix
      25 de outubro de 2014

      Em relação ao tempo que mencionei e falta de profundidade das personagens, quis dizer que é difícil imaginar se isso ocorre com um velho Bruce Wayne pós-Gotham (mas que não combina em estar noivando), se o Harry Potter é o Harry criança, que acabou de entrar em Hogwarts, ou um Harry adulto. Se Scarlett OHara tá velha, já que sua história foi durante a Guerra, ou se tudo acontece DURANTE a Guerra. Ficou meio confuso, mesmo dada às respectivas “liberdades da ficção”. Alguns detalhes pra amarrar tudo isso e o conto daria uma melhorada grande ^^.

      • Vivien Leigh
        25 de outubro de 2014

        Oi Fil
        Não menciono Batman aposentado, apenas em tempos de paz.
        Harry Potter jovem, bruxo. Na minha opinião qualquer um se encaixaria na trama, criança ou adulto.
        Não menciono que a história se passa durante a guerra, mas menciono sim que os Butler são o casal mais velho. “A casa que fizeram ao longo de alguns anos de sacrifício ficou como Scarlett sonhara. Foram dias difíceis em tempos de guerra. Mas a pulsão de vida e o amor dos dois deram-lhes forças para reconstruírem suas vidas para todo o sempre. Juraram amor eterno e combinaram que depois que tudo passasse e pudessem voltar a respirar ares de liberdade, viajariam pelo mundo contando sua história de amor para quem quisesse ouvir. Foi o que fizeram.”

    • Vivien Leigh
      25 de outubro de 2014

      Oi Fil Felix
      Preferências a parte, me permita algumas colocações:
      Parti da premissa realmente de que todos os conhecem dos filmes. A história é sobre o casal Bruce Wayne ( o Batman não aparece concretamente) e Rachel. São eles os protagonistas do conto. Os demais são colocados como coadjuvantes, principalmente Jack e Rose Dawson, (protagonistas do filme TITANIC). O casal de E o Ventou Levou, por ser o mais mais velho na trama, talvez tenha ficado mais avulso, concordo.
      O excesso de “elementar meu caro” é uma ironização, já que nos filmes do Sherlock Holmes essa fala não é dita nenhuma vez (e eu particularmente senti falta disso no filme).
      O navio TITANIC foi o que realmente os uniu como passageiros.
      “São de épocas diferentes, de mídias diferentes (quadrinho, livro e cinema).” Não entendi porque eu não poderia usá-los simplesmente na mesma época, se já usei o Titanic chegando inteiro ao seu destino. E não entendi o que está entre parênteses na tua observação, quadrinho, livro, cinema. A proposta do desafio é filme/cinema e meus personagens são baseados apenas nos filmes. Não conheço o Batman dos quadrinhos e não sei se o dos filmes é fiel aos quadrinhos. Não li “E o Vento Levou”. Entendi também da proposta que eu podia usá-los, os personagens, ou as histórias dos filmes como eu quisesse. Cair no gosto do leitor é outra história.
      O climax poderia ser emocional, psicológico: Bruce Wayne longe do Batman, ansiedade para conhecer o menino bruxo, por alguma razão que ele não entendia. A Rachel também tem seus conflitos “Apesar de admirar o trabalho do marido combatendo criminosos, Rachel não revelaria nem a sua mãe o desejo secreto que tinha de que Bruce vivesse uma vida normal, apenas como empresário e homem de família. Mas ela sabia que isso era impossível, BATMAN era parte da personalidade de Bruce e com isso ela teria que conviver pelo resto da vida.”
      Enfim, conflitos abstratos também existem, e acho que caem bem num romance, se me permite discordar.
      Mas obrigada pela crítica, viste algum potencial na história, ainda que acanhado.
      Abraço

      • Fil Felix
        26 de outubro de 2014

        Vivien, não leve tão a sério os comentários ^^ Percebo que está muito na defensiva. Sempre que publicamos algo, independente de sua natureza, estamos nos colocando à prova, nos submetendo à pessoas que podem gostar do que fazemos ou não. Pegue os elogios e as possíveis críticas construtivas à seu favor. Os demais, releve. Infelizmente sua visão do conto não chegou até mim, e isso não é problema nenhum, visto que outros pegaram a ideia. O que comentei foram algumas sugestões que PRA MIM, poderiam melhorar o conto.

        Sobre o parênteses (quadrinho, livro, filme) é que – novamente, PRA MIM – ao ler BATMAN, já imaginei o herói dos quadrinhos; ao ler HARRY POTTER, já imaginei os livros; assim como os demais. Apenas o TITANIC que me veio à mente na forma de filme e talvez a Scarlett.

        Abraço 🙂 No mais, boa sorta e continue escrevendo ^^

      • Vivien Leigh
        27 de outubro de 2014

        Oi Fil
        Desculpe se pareço na defensiva, é falta de experiência, até pra comentar!
        Agora entendi bem o que querias dizer no parênteses, e agradeço a paciência de retornares para mais este querido comentário.
        Tens toda razão em tudo o que disseste e as tuas sugestões foram bem vindas, mesmo, de verdade.
        Grande abraço e o teu “continue escrevendo” muito me incentiva.

  22. Jefferson Reis
    25 de outubro de 2014

    Esses super-heróis dos quadrinhos me deixam com tédio, mas sou um grande fã de Harry Potter. Foi a ideia de reencontrar o menino bruxo que me fez sobreviver ao marasmo que foi essa viagem no transatlântico.

    Uma leitura cansativa.

    Mas a ideia de reunir em um só conto vários personagens conhecidos é mesmo boa, se bem trabalhada. E você não se esqueceu em nenhum momento do tema do desafio, o que deve lhe render pontos positivos.

    Parabéns pela narrativa e boa sorte.

    • Vivien Leigh
      25 de outubro de 2014

      Oi Jefferson, obrigada pela leitura.
      Ainda bem que sobreviveste “ao marasmo que foi essa viagem no transatlântico”, assim pudeste contribuir com uma boa crítica.
      Brincadeiras a parte, concordo plenamente com o comentário sobre “super-heróis deixarem com tédio”. Ainda bem que pra ti existia o Harry Potter…a maioria dos leitores fala do Batman, mas de Sir. Potter quase ninguém comentou, o que pra mim está sendo uma grande surpresa.
      Valeu o comentário sobre o tema ter se encaixado na proposta do desafio. Mas agradar o leitor, ou a maioria deles, acredito eu, deve ser o maior de todos os desafios. Admiro quem consegue!
      Abraço

      • Jefferson Reis
        15 de novembro de 2014

        Você não deve ficar desanimada por conta dos comentários. Pelo contrário, use-os para melhorar sua escrita. Alguns, inclusive, devem ser lidos e descartados. Não raro, discordo quase que completamente de comentários bem escritos em meu conto e em outros. Temos por aqui alguns críticos descontrolados.

        Eu sei que é frustrante quando a maioria não entende sua proposta. Isso, na maioria das vezes, é um sinal de que você não foi claro o suficiente naquele momento ou que ocultou demais alguma informação. Em contrapartida, é tão bom quando, no meio de vinte e oito, dois ou três percebem nuances em seu conto que até mesmo o leitor mais cuidadoso deixou escapar.

        E uma coisa importante: o escritor não precisa escrever seus trabalhos pensando somente no leitor. Claro que isso é importante, mas nem sempre.

  23. Fabio D'Oliveira
    25 de outubro de 2014

    Buona notte, Vivíen. Vamos analisar seu texto…

    TEMA: Perfeito. Até agora, foi o conto que mais se encaixou ao tema proposto. Não tenho mais nada a dizer, com exceção de: parabéns.

    TÉCNICA: Então, eu vi muito potencial, mas me parece que você ainda está começando a trilhar o caminho do escritor. Há coisas que aprendemos apenas com a experiência. A narrativa deu algumas tropeçadas, porém, vi passagens muito boas e interessantes. Duas dicas: invista na lapidação e não pare de escrever. Continue em frente! Sempre!

    ENREDO: Medíocre. Não conseguiu capturar realmente a essência de todos os personagens apresentados, apesar de ter tentado. Além disso, não consegui levar o texto muito a sério. Digamos que ficou um pouco forçado. Não envolve, não faz você gostar dos personagens e não impressiona em momento algum. Realmente, fiquei um pouco decepcionado.

    PESSOAL: Não sei… Fico no meio termo. Gostei do início e da proposta, mas não da execução. Fiquei um pouco impaciente quando percebi que não a leitura não me levaria a lugar algum. Sei lá. Está mais para não gostei do que gostei, hahaha.

    Vivem, admiro a ousadia. E te digo uma coisa, vai um grande potencial. Grande mesmo. Invista nisso, bella. E conquiste o mundo. Addio!

    Boa participação no desafio!

    • Vivien Leigh
      25 de outubro de 2014

      Olá Fabio, me senti muito honrada com teu comentário. Obrigada mesmo.
      Acho que estou começando a captar os critérios do desafio. A experiência com certeza está sendo bem *desafiadora”.
      O texto não é nada sério, se é que entendi teu comentário. Digamos que é uma brincadeira com os grandes sucessos de bilheteria do cinema. E a essência dos personagens deixei pros filmes. A começar pelo BATMAN, hahaha. Pena que não tenhas gostado dos personagens, colocados assim, sob a minha ótica.
      Talvez o objetivo desse conto, agora analisando, fosse simplesmente levar o Titanic numa viajem ( ou viagem, já esqueci…) tranquila, fazendo o caminho inverso, tendo a bordo grandes personagens do cinema, e deixando fluir, simplesmente um conto…
      Parabéns pela forma do teu comentário, simples e educado, crítico e elegante.
      Abraço.

  24. Leonardo Jardim
    24 de outubro de 2014

    Bom, primeiro parabéns pela ousadia de misturar vários filmes famosos em um só conto. Não é fácil e você teve coragem. Como já disseram aqui, as pessoas têm apreço por alguns personagens e tem dificuldades de vê-los agir de outra forma. A narrativa foi boa e fluída, com pequenos problemas de texto e estrutura, principalmente nos diálogos (faltou, por exemplo, o travessão em algumas falas para separar o personagem e o narrador).

    Talvez por ser homem, achei que faltou alguma coisa. Não vou dizer que não gosto de histórias de romance (embora, reconheço, não sejam as minhas preferidas), mas acredito que elas são melhores quando desenvolvem como o amor surgiu (como se conheceram e como se apaixonaram).

    Por fim, o Batman não foi Batman em nenhum momento. Faltou realmente acontecer alguma coisa mais interessante na viagem, em minha opinião, principalmente envolvendo aquele que parecia ser o personagem principal. Não custava muito incluir outros vilões no navio e deixar o Batman agir (sei que ele estava em lua de mel, mas um super-herói, ainda mais em tanto tempo de inatividade como dito no início, sempre está em busca de salvar o dia). Mas, apesar disso, foi um bom conto. Parabéns!

    • Vivien Leigh
      24 de outubro de 2014

      Oi Leonardo
      Obrigada pelas dicas, gostei muito.
      Impressionante como a falta do Batman “fez falta”, principalmente pros homens. Eu tinha certeza que isso iria acontecer e a intenção era provocar esse sentimento mesmo. Acho que consegui. Certamente pros apaixonados pelo homem morcego vê-lo como um quase coadjuvante, fazendo de tudo para agradar a esposa deve ser complicado! Tá bonito de ver, acredite!
      Obrigada pelos elogios e sugestões, foram muito bem-vindos.
      Abraço

  25. Claudia Roberta Angst
    24 de outubro de 2014

    Uma revisão mais atenta pode solucionar a questão dos erros já apontados. Viajem foi o mais doloroso para mim, mas acontece nas melhores famílias e contos.
    Considero a ideia de reunir tantos personagens em um só conto bastante ousado. Acho que funcionou em termos de criatividade e referências ao cinema.
    Um texto tanto longo demais, o que torna a leitura cansativa em alguns momentos. Gostei da interação dos personagens. Boa sorte!

    • Vivien Leigh
      24 de outubro de 2014

      Oi Claudia
      Obrigada, bem legal teu comentário.
      Confesso que “viajem” também tinha sido doloroso pra mim, ao que fui confirmar na internet e peguei exemplos de quem entende do assunto:

      “Vocês fizeram boa viagem?
      Não é bom que vocês viajem com chuva.
      Eu viajei para Espírito Santo e foi ótimo!
      A viagem para Espírito Santo foi ótima!
      É praticamente certeza que a minha viagem será adiada!
      Por Sabrina Vilarinho
      Graduada em Letras”

      Olha, esse nosso português não é brincadeira não! Facilitaria tanto se fosse só “viajem”…
      Bem, como não sou eu quem vai mudar as regras desse nosso português tão complicado na maioria das vezes, agradeço as correções e espero não repetir mais a troca (temo ter que consultar cada vez que eu for usar).
      Desculpe pelo texto longo, falta de prática,
      Obrigada mesmo.
      Abraço

      • Claudia Roberta Angst
        25 de outubro de 2014

        Então, Vivien, “viajem” existe como conjugação do verbo VIAJAR na 3a. pessoa do plural. Ex.: Espero que eles viajem bem.
        VIAGEM é substantivo. Ex.: A viagem foi ótima.

        Portanto, a regra é clara. Dica: se puder colocar o artigo A antes, é “viagem”.

        Também sou graduada em Letras (no milênio passado) e cometo meus erros.
        Espero ter ajudado. Abraço.

  26. Alexandra D.
    24 de outubro de 2014

    A-d-o-r-e-i a ideia da mistura de personagens e histórias! E com personagens tão diferentes um do outro e super conhecidos ficou melhor ainda! Deu pra brincar com as histórias e o resultado ficou muito divertido. A história acabou ficando com vários núcleos e achei muito legal a viagem no Titanic ser o fato que os une. Observei também que para cada filme há uma indicação no conto de situações ou ações que remetem ao nome dos filmes. Ficou muito bom e o texto está muito bem escrito! Parabéns e boa sorte!

    • Vivien Leigh
      27 de outubro de 2014

      Oi Alexandra
      Que bom que a-d-o-r-a-s-t-e a ideia da mistura dos personagens! Legal que achaste divertido.
      Gostei que entendeste bem as minhas intenções com a proposta, é um ótimo incentivo.
      Obrigada por ter mencionado que achaste o texto bom e bem escrito.
      Abraço

  27. Vivien Liegh
    24 de outubro de 2014

    Olá Lucas
    Permita-me discordar, mas o texto é bem claro, só fica tudo misturado pra quem lê com pressa.
    Adorei o teu comentário:” O cara é o BRUCE WAYNE, a única coisa que eu acho que ia impressionar ele é a Mark 42 do Homem de Ferro.” Dei muita risada.
    Se não conseguiste identificar o Batman na trama meu objetivo foi atingido. BRUCE WAYNE viajou em lua de mel, está descansando da rotina de homem morcego. Mil perdões.
    Ah, e acredito sim que Bruce Wayne tem sensibilidade suficiente para ficar maravilhado diante do maior transatlântico da época.
    Sei que o tema romance não agrada a maioria dos homens, e a forma como apresentei o Batman vai agradar menos ainda. E esse desagrado tem soado como elogio.
    Obrigada por comentar que não viu grandes falhas na trama.
    Abraço.

  28. Cácia Leal
    24 de outubro de 2014

    A trama é bastante criativa, mas achei muito confusa, com a quantidade de personagens misturados. A ideia de fazer o TITANIC chegar ao seu destino é interessante, mas, enquanto lia, eu ficava esperando alguma ação, do tipo o Batman salva todo mundo ou algo assim, afinal, é um conto sobre super heróis. A ideia de unir o famoso casal da história real foi muito boa. No entanto, penso que a mistura de histórias, como a do Harry Potter, não foi muito feliz.

    • Vivien Liegh
      24 de outubro de 2014

      Olá Cácia

      Gostei do teu comentário sobre o Batman salvando todo mundo, imaginei a cena e dei risada, seria muito boa mesmo. Apenas penso que essa ação ficaria bem com o TITANIC naufragando, com direito a Batbotes e tudo.
      A minha idéia foi fazer um conto de romance no estilo de antigamente, quando o escurinho do cinema era a melhor opção para os casais apaixonados.
      Em 4000 palavras não dá pra colocar tanta ação e tanto enredo, mas como ainda estou engatinhando por aqui, vou aproveitar esse como experiência.
      A partir dos comentários já imaginei tanta coisa que daria um outro conto e com certeza com muita ação. Muito legal!
      O Batman é um super-herói que não tem super poderes. Todas as suas qualidades de super-herói foram conquistadas por ele mesmo. Achei interessante a mistura com Harry Potter que é um bruxinho por nascimento, característica herdada. Daí a vontade mútua de se conhecerem.
      Acho que um teria muito o que aprender com o outro sim, mas isso já daria um outro conto…
      Acredito que esse conto é pra ser lido com calma, já que com tantos personagens pode parecer confuso mesmo. Lendo atentamente dá pra entender direitnho.
      Abraço

  29. Maria Santino
    24 de outubro de 2014

    Olá!

    É complicado e arriscado demais pegar personagens já consagrados e trabalhar com eles (eu não o faria jamais, pois requer boas doses de ousadia). Não entendi a proposta, o porquê de pegar tantos personagens e colocá-los na vitrine para o leitor só olhá-los. Observe que quando se fala em diminuir os personagens o que se está querendo dizer é que você dê atenção devida a uma quantidade onde possa trabalhar bem seus sentimentos, conflitos… Quando se pega Batman, Sherlock, Harry Potter… o leitor já possui referencias e espera que esses personagens se comportem de determinado modo, ou, que ajam de modo inesperado (confesso que eu me enquadro no segundo caso, e me frustrei ao esperar algo diferente, insólito que não veio).
    Se me permite, diria para fazer exatamente isso. Criar uma aventura com o Batman nada ágil, retirar o alto poder de dedução do Sherlock… etc… etc… Uma sátira poderia ser Bem – Vinda.
    Desejo Sorte.

    • Vivien Leigh
      24 de outubro de 2014

      Olá Maria.
      Olha só, a meu ver o Batman não estava nada ágil e sem o alto poder de dedução de Sir Holmes o Titanic teria afundado. Eu poderia até ter atribuído essa alta capacidadde a Jack Dawson ou ao Sr, Butler, ou até quem sabe a uma das românticas mulheres do conto, mas na minha opinião Sherlock Holmes ali tinha que ser exatamente Sherlock Holmes. Um dos objetivos da trama era um personagem não humano, o navio, que chegaria intacto ao seu destino. Aí pode estar a sátira. Aliás, tirando a dupla de detetives que preferi usá-los de maneira fiel, me parece que a sátira está presente em todos os demais, ou na maioria.
      Obrigada!
      Abraço.

  30. Fabio Baptista
    23 de outubro de 2014

    ======= TÉCNICA

    A narrativa não possui atrativos, mas cumpre bem a função primordial de contar a história com clareza.

    Comecei o desafio com a “meta” de não fazer mais os apontamentos gramaticais, mas acabei não resistindo dessa vez:

    – rumo a Inglaterra / presente a noiva / juntos a mesa / não revelaria nem a sua mãe
    >>> à

    – que ha tempos
    >>> há

    – Quase pode ouvir
    >>> pôde

    – viajem
    >>> viagem

    – cogitou a possibilidade de existirem nas proximidades, icebergs
    >>> cogitou a possibilidade de existirem icebergs nas proximidades

    – dar crédito aquela suspeita
    >>> dar crédito àquela suspeita

    – Comunicou a tripulação que talvez houvessem icebergs por perto
    >>> Comunicou à tripulação que talvez houvesse icebergs por perto

    – O mar estava parado como se tivesse passado a ferro.
    >>> Putz, essa metáfora foi ótima! teria só colocado um “sido” aí.

    – entregue as autoridades
    >> às

    – O desejo de se conhecerem era recíproco
    >>> O desejo de se conhecer era recíproco

    ======= TRAMA

    Caro autor, desculpe-me pela sinceridade, mas não tenho outra palavra para resumir essa leitura além de “decepcionante”.

    Muitos personagens fantásticos foram simplesmente jogados no mesmo barco (literalmente), sem qualquer distinção de personalidade além das frases cliché, tipo “elementar, meu caro…”.

    O texto se arrasta numa sequência de situações absolutamente sem propósito que não formam história alguma. Nada acontece de fato.

    Comecei a ler com uma expectativa alta, pensando que me acabaria de dar risada, mas ao final do texto estava assim:

    ======= SUGESTÕES

    – Diminuir o número de personagens

    – Tentar explorar melhor a personalidade dos que sobrarem, trabalhando melhor a interação entre eles. Por exemplo: Batman é um grande detetive, assim como Sherlock. Seria legal ver um tipo de competição entre eles nesse sentido.

    – Buscar um viés mais humorístico, caricaturizando mais alguns personagens.

    ======= AVALIAÇÃO

    Técnica: ***
    Trama: *
    Impacto: *

    • Vivien Leigh
      23 de outubro de 2014

      Pelos comentários que tenho visto de sua autoria nos outros contos, considerei suas colocações, digamos, construtivas.
      Permita-me discordar em alguns pontos:diminuir o número de personagens a bordo de um transatlântico em um conto que já te deixou com cara de gato entediado, imagino o que seria. Ação apenas,no estilo filmes do Batman, ou talvez repetir o enredo do filme Titanic com o casal protagonista?
      Parti do princípio que tendo sido os filmes em que me baseei grandes sucessos de bilheteria, os dados de personalidade dos personagens já estariam para lá de conhecidos. O tema é romance, o que não costuma agradar muito os homens (pelo menos os aqui de casa).
      Mas a tua dica de criar uma competição entre Batman e Sherlock Holmes realmente me agradou muito. Não sei se pelo fato de ser mulher, mas eu não via o Batman como um detetive até agora. Super-herói pra mim era uma coisa, detetive outra. Mas acho que estou começando a entender a diferença.
      Valeram os comentários, e me desculpe por mais algum erro de português, se houver.
      Abraço

  31. Sonia Regina Rocha Rodrigues
    23 de outubro de 2014

    Tantos personagens misturados deixou o texto pesado, os cruzamentos entre as histórias estão confusos.
    Afinal eu não entendi o que aconteceu com o colar – um simulacro de roubo que não aconteceu e cujo autro nem foi punido?
    Enfim, eles saem de New York e chegam na Inglaterra, e o que aconteceu?

    • Vivien Liegh
      23 de outubro de 2014

      Talvez lendo o texto com mais atenção você tivesse percebido o desfecho do colar.
      O que aconteceu durante a ida de Nova York a Inglaterra? O que acontece numa lua de mel a bordo de um transatlântico.
      As críticas que enobrecem o trabalho realmente serão bem vindas.

  32. Luiz Eduardo
    23 de outubro de 2014

    Achei legal a ideia de misturar vários filmes, apesar de ter achado um pouco confuso. Não sou fã de nenhuma dessas histórias, mas ficou bem legal epsar de tudo. Parabéns!

  33. Eduarda P.
    23 de outubro de 2014

    Vejamos,
    Particularmente eu gostei da trama. Quando vi que esse desafio seria lançado tive certeza que alguém escreveria um bom texto unindo alguns clássicos. A respeito de Bruce Wayne, quem viu seu mais novo filme sabe que, mesmo o cara sendo O BRUCE WAYNE, ele é um tanto quanto sentimental, o que se encaixa bem no contexto dessa história que pode-se chamar de “tranquila”.
    Admito que de primeira não percebi que o menino bruxo seria o Harry Potter e fiquei um pouco surpresa quando mostrou-se a descoberta. Achei interessante a mistura desses dois personagens pelos laços subliminares que os encontram.
    O texto está muito bem escrito. Parabéns.
    Boa sorte!

    • Vivien Leigh
      27 de outubro de 2014

      Olá Eduarda P.
      Que bom que gostaste da trama.
      Entendeste a proposta do Bruce Wayne no conto e percebeste como eu que no(s) filme(s) ele é sentimental em alguns momentos (e parece que essa característica dele passa batido pelos olhos masculinos).
      Muito legal que entendeste os laços subliminares que ligam Bruce Wayne e
      Harry Potter sob o meu ponto de vista.
      Obrigada por ter comentado que achaste o texto bem escrito e um bom texto. Motiva bastante!

      Abraço

  34. simoni c.dário
    23 de outubro de 2014

    Gostei muito! Os homens que me desculpem, mas dá pra perceber que o BATMAN realmente viajou a descanso.. Gostei da mistura dos filmes e dos personagens. Tem humor e amor.
    O TITANIC chegando a seu destino triunfalmente! Acho que foi a torcida do público até o fim do filme, mesmo sabendo que não aconteceria.
    Achei divertido, comecei a ler e quis saber cada vez mais. A escrita é muito boa e o texto criativo, e o tema romance é um dos meus preferidos.
    Rose e Jack tinham que ficar juntos ao menos uma vez. E o Vento Levou merecia um “e viveram felizes para semore”.
    Gostei da sacada sobre a identificação do homem morcego com o menino bruxo.
    Muito Bom! Parabéns!

  35. Lucas Rezende
    23 de outubro de 2014

    Vamos lá,
    Ficou tudo muito misturado. Eu como grande fã do homem morcego, não consegui identificar o personagem na sua história. A mistura ficou exagerada, algumas passagens ficaram inocentes demais. “Wayne, herdeiro de considerável fortuna, já tinha visto de quase tudo na vida, mas o ar maravilhado estampado no rosto pelo que tinha diante dos seus olhos, denunciava uma ingenuidade infantil, a mesma de uma criança que vai a primeira vez ao parque de diversões.”
    O cara é o BRUCE WAYNE, a única coisa que eu acho que ia impressionar ele é a Mark 42 do Homem de Ferro.
    Fora isso, a história não me mostrou grandes atrativos. Não vi grandes falhas na trama. Só dê um pouco mais de atenção aos diálogos. A pontuação ficou meio confusa e com alguns erros. Também achei que ficou longo demais para acontecimentos de menos.
    Boa sorte!!!

    • Vivien Liegh
      24 de outubro de 2014

      Olá Lucas

      Me permita discordar, mas o texto é claro e só parece tudo misturado para quem lê com pressa.
      Reconheço que romance não é o tema preferido da maioria dos homens, mas adorei teu comentário, principalmente quando fala da MARK 42 do Homem de Ferro. Nossa! Ri muito.
      Os homens estão bem insatisfeitos com a forma com que apresentei o Batman, e estou recebendo as críticas como um elogio. Se não conseguiu identificar o Batman na história meu objetivo foi atingido. Bruce Wayne está em lua de mel, descansando da rotina de homem morcego. Mil perdões.
      Ah, e acredito sim que o Batman teria sensibilidade suficiente para se maravilhar diante do maior transatlântico da época.

      Obrigada por ter relatado que não viu grandes falhas na trama.
      Abraço

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Publicado às 22 de outubro de 2014 por em Filmes e Cinema e marcado .