EntreContos

Detox Literário.

Em Três TOCs (Claudia Roberta Angst)

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Cássio girou a maçaneta da porta com a mão direita. Trancada. Girou novamente, desta vez, com a mão esquerda. Trancada. Repetiu os movimentos três vezes até se certificar de que estava em segurança.

Hora de tomar a medicação. Posicionou o copo, com água até a metade, à direita da pequena mesa. Sentou-se e tomou, um a um, os sete comprimidos enfileirados sobre a toalha de linho. Suas mãos tremiam de exaustão. Ou seria hipoglicemia? Precisava consultar-se com Dra. Fernandes o quanto antes. Sentira tontura e um zumbido nos ouvidos naquela manhã. Convenceu-se de que era mesmo um AVC chegando.

Olhou em volta e sentiu medo de respirar mais alto. O eco da própria voz provocaria náuseas. Permaneceu imóvel, ali, arqueado sobre a mesa de jantar. Com certeza, mais de duas horas haviam se passado e ele ali. Mudo, quase aos prantos, paralisado por um terror mais torturador do que um agente da Gestapo. Tocou a estrela de Davi que levava no peito. Puxou o fecho da corrente até o centro da parte posterior do pescoço.

Foi quando a música começou. Os primeiros acordes de uma daquelas composições modernas. Pelo menos, não era funk. Para um comentarista político, ele possuía uma audição sofrível. Graças a uma meningite aos dez anos, perdera o ouvido direito. Levantou-se irritado. Quem ela pensava que era?

Abriu a porta destrancando fechadura e segurança. Podia sentir o sangue pulsando nas têmporas. Diante da porta do apartamento ao lado do seu, inspirou e expirou o ar cinco vezes. Só então, apertou a campainha, entre irritado e enojado. A porta logo foi aberta e entre o vão recém descoberto surgiu uma colorida mulher entrada na sua quarta década. Olhos azuis pálidos circulados por uma densa camada de sombra lilás e algo borrado em chumbo. Os cabelos curtos de tonalidades diversas, certamente resultado de uma tintura vagabunda qualquer. A pele branca, coberta por minúsculas sardas douradas, emprestava a fisionomia da desconhecida o aspecto acobreado de uma máscara veneziana. A mulher é um carnaval ambulante, pensou Cássio. O excesso de cores contrastava com o sorriso branco, largo, um movimento clean no meio de tantas nuances em desalinho.

– Pois não?

– Poderia abaixar o som?

Apesar da fala educada e voz modulada em paciência, Yasmin pode notar um ligeiro ranger de dentes.

– Ah, claro. Não me acostumei ainda com a ideia de ter vizinhos. – disse abrindo a porta e revelando corpo envolto no que parecia ser uma profusão de gaze turquesa.

Estendeu a mão confiante ao mesmo tempo em que Cássio deu um passo para trás.

– Yasmin Rodrigues, prazer.

A mão coberta de anéis bizarros permaneceu ali no ar parada sem menção de cumprimento do outro lado.

– Tudo bem, cara. Eu não mordo. Bom, não sem pedirem por isso

Soltou uma risada convulsionante que fez Cássio fechar os olhos e desejar a morte.

– Ei, acho que te conheço.

– Não creio, minha senhora. Não sou muito popular na vizinhança.

Disse com aquele olhar de mantenha distancia. Yasmin não se impressionou com a fisionomia carregada daquele senhor. Ele lembrava seu tio Haroldo, um pouco mais baixo e enrugado. Ou seria Woody Allen? O nariz…

– Já sei! È daquela revista chata pra caralho, Novas Perspectivas. Colunista, né?

– Ciências Políticas. – Completou antes de dar as costas para a moça que emitiu uma série de psius.

– Deve ser um saco escrever aquele blábláblá todo. Não entendo nada de política, mas…

Cássio já estava com a mão na maçaneta quando resolveu voltar e esculpir algumas verdades sobre a vida adulta no planeta.

– Todo ser é um ser político, minha senhora, mas a sua evidente alienação não conduzirá esta conversa a ponto algum. Portanto, podemos encerrar por aqui.

Ela deu de ombros, retornou ao seu espaço, ditando alguns palavrões que ele não pôde deixar de ouvir no caminho da sua privacidade. Mão direita, gira, gira. Mão esquerda. Tranca e silêncio.

********************

O salão de beleza estava quase às moscas, mas mesmo assim, Yasmin teve de aguardar a boa vontade de alguma manicure se dignar a atendê-la. Disposta a não se aborrecer, afinal não marcara hora, resolveu se distrair com alguma leitura. Remexendo a cesta de revistas, Yasmin encontrou um exemplar de Novas Perspectivas. Do ano anterior, em inacreditável bom estado no meio de tantas capas amassadas e gastas pelos dedos das clientes. Folheou com descaso até se deparar com a foto 3×4 de Cássio Nogueira Lima, comentarista político.

– Esse sujeito é meu vizinho. – Disse dobrando a revista e apontando para a foto a esquerda superior de um texto de uma página inteira.

A manicure ainda em pé, indecisa entre os esmaltes e a porta, revirou os olhos ao perceber de quem se tratava o comentário de Yasmin.

– Esse aí é um velhaco. Meu namorado gosta dele porque foi seu professor na faculdade. O homem é um gênio, mas doido de pedra. Dizem que não sai de casa há anos. Só trabalha via internet. Síndrome do pânico, bipolar, sei lá. O cara é doente.

Yasmin lembrou-se do olhar cansado e a pele amarelada do novo vizinho e sentiu pena. Quase culpa por haver detestado seu ar de esnobe intelectual. Pobre coitado. Apenas, um velho coitado.

**********************

Carregada de sacolas e a bolsa imensa cruzada sobre os ombros, Yasmin subiu os dois lances de escada assobiando uma canção folclórica. As crianças haviam repetido tantas vezes a mesma melodia que sacis começavam a habitar sua mente.

Olhou para a silhueta no hall do seu andar. Era ele, de costas, arqueadas e trêmulas.

– Boa noite.

Cássio não respondeu, mas ela pôde sentir sua respiração curta e ofegante. Algo estava errado, muito errado.

– Tá tudo bem?

Ele não se mexeu. Yasmin notou a mão direita do vizinho sobre a maçaneta de bronze. Branca e instável como gelatina. Por instinto, colocou sua mão sobre a dele e girou a maçaneta. A porta cedeu à leve pressão e eles entraram. Cássio amparado pelas mãos firmes de Yasmin, conseguiu ultrapassar a soleira, desabando no sofá mais próximo. Sentia o coração na boca, o corpo febril  sacudindo-se em ondas de náusea.

– Vou pegar água pra você. Tem algum remédio pra isso?

Cássio balançou a cabeça em direção à mesa. Dois frascos escuros, rotulados pousavam solitários sobre uma bandeja estreita de vime. Yasmin foi até a cozinha, encheu um copo com água do filtro, voltou para a sala e apanhou os frascos com a mão desocupada.

Cássio parecia frágil como um velho ancião abandonado para trás pela tribo. Seus olhos, escuros e turvos, encheram-se de lágrimas quando Yasmin lhe estendeu copo e frascos. Ela fingiu não notar o constrangimento e sentou-se ao seu lado devagar, evitando contato. Depois de duas tentativas frustradas, Cássio conseguiu tomar o ansiolítico. Fora uma tolice tentar sair de casa aquela tarde. Nem mesmo alcançara o primeiro degrau da escadaria. Parara ali, logo após enfiar a chave na fechadura, certo de que a trancaria do lado de fora e ganharia a liberdade.

Então, quando Yasmin fez menção de se levantar e partir, ele a deteve, segurando sua mão e a apertando até sentir o efeito do medicamento. Sentia-se amedrontado e ridículo, ali ao lado daquela mulher espalhafatosa, mas tão querida na urgência do momento.

O primeiro beijo aconteceu quase sem querer. Um roçar de lábios sem quase querer, um encostar de sentidos perdidos pela falta de assunto. Depois, foram as tantas cores dela aquarelando os lençóis imaculadamente brancos. Os minutos não calculados de todas as diferenças escaparam pela janela do absurdo.

****************************

Yasmin acordou na cama vazia. Em todos os sentidos, estava vazia. Talvez, ali se comprovasse a falta de qualquer sentido. Ela não era mulher de questionar porquês e senãos. Levantou-se, nua de argumentos.

– Mas que merda foi essa? – Perguntou-se alto o suficiente para espantar o sono.

Recolheu sua roupa do chão e vestiu-se com a pressa assassina de boas intenções. Sentiu o aroma de café espalhar-se pelo ambiente. Era café e mais alguma coisa. Café e loucura.

Foi para o corredor, buscando a saída do claustro de arrependimento. Escutou barulho de água e concluiu que Cássio estava no banho. Fechou o registro de pensamentos e tratou de catar sua bolsa e as sacolas no sofá. Escapou do apartamento como uma ladra, sentindo-se mais roubada do que culpada. Mas, que merda! Repetiu para si mesma até alcançar abrigo em seu próprio território.

****************************

Talvez, tivessem se passado dois ou três dias antes de Yasmin ter coragem de especular se havia vida ao lado. Pensamentos mais dispostos surgiram e ela pôde avaliar a situação de forma mais positiva. Cássio era um homem com qualidades, não as desejadas por ela, mas qualidades. No auge da insanidade, percebera nele brilho e vigor. Woody Allen cedera a Dustin Hoffman. Esperar surgir, dali, um George Clooney já seria esperar demais.

Animada com a nova perspectiva, Yasmin começou a traçar planos e elaborar estratégias para uma boa convivência com Cássio. Não seria fácil lidar com um namorado tão distante de seu mundo. Valeria a pena? Claro que sim, respondeu a si mesma enquanto escolhia uma música para dançar. Como cigarra, cantaria. Afinal, a vida era só celebração.

Já estava sentindo as pontadas de uma saudade repentina, quando ouviu o estridente chamado da campainha. Insistente, impaciente interruptor.

Abriu sorriso e porta. A música ao fundo, ao lado, em volta, a tudo traduzia como clímax. Os olhares trocados, o titubear dos gestos, a reentrância das rugas, as palavras mastigadas, enfim.

– A senhora poderia diminuir esse som infernal?

Ela desmanchou o sorriso enquanto o homem, aquele ser franzino e pífio, dava-lhe as costas sem a menor cerimônia. Prestes a se render ao desencanto brusco, Yasmin fechou-se por dentro e por fora. Aumentou o som e desfigurou-se em dança.

Ao lado, outra porta também se fechou. Uma, duas, três vezes. Mão direita, gira. Mão esquerda. Gira, tranca. Agora, sem as mãos.

41 comentários em “Em Três TOCs (Claudia Roberta Angst)

  1. Rodrigues
    21 de novembro de 2014

    , um encostar de sentidos perdidos pela falta de assunto. – isso é muito bom, relendo aqui esse conto sensacional.

    • Claudia Roberta Angst
      21 de novembro de 2014

      Oh, obrigada pelo comentário, Rodrigues. Apesar dos pesares, eu gosto deste meu trabalho. Tentei algo diferente que, ao menos a mim, agradou. Valeu! 🙂

  2. Thiago Mendonça
    17 de novembro de 2014

    Texto bem competente. Gostei da construção e desconstrução dos personagens. Como alguém já falou aqui, lembrei de cara do Jack Nicholson no “Melhor É Impossível”. O texto, entretanto, não trouxe nada de novo (não que esse fosse o objetivo), mas cativou. Parabéns.

  3. Jack Hunt
    17 de novembro de 2014

    Obrigado pelos comentários, pessoal. Só tenho algo a perguntar: vocês só vivem relacionamentos coerentes? Nada de deslizes impulsivos? Quero ser assim quando crescer. 🙂 Abração.

  4. Wender Lemes
    17 de novembro de 2014

    Algumas boas construções, jogos de imagens (como o banho e o fechar de registro de pensamentos). Achei a relação dos dois personagens meio “avulsa”, talvez porque o foco do texto tenha sido mais a estética que a trama ou a construção de personagem. Parabéns e boa sorte.

  5. Rodrigues
    17 de novembro de 2014

    achei muito bom! os dois personagens já eram extremamente interessantes e, quando ocorre a ligação entre eles, o conto brilha e joga aquele ar de esperanca, desfeito com classe ao final. essa situacao casual, cotidiana, que poderia acontecer em qualquer lugar, me agrada muito. parabéns!

  6. Gustavo Araujo
    16 de novembro de 2014

    Gostei do conto. As descrições iniciais estão muito boas, permitindo ao leitor entrar totalmente no clima. Lembrei imediatamente do personagem do Jack Nicholson em “Melhor é Impossível”, com todas aquelas manias que misturam loucura, defeitos e qualidades. O problema foi esse. Criei a expectativa de que Cássio seria uma espécie de clone do Melvin Udall, mas faltou-lhe um pouco mais de substância – achei que ficou um tanto raso. Diferente ocorre com Yasmin – ela é deliciosamente explorada pela narrativa, que a desnuda literalmente, falando de seus medos e anseios. Ela, aliás, parece ter vida própria, descolando-se do personagem de Helen Hunt. Ficou muito bom. Os diálogos estão bom, no geral, ainda que uma ou outra fala não tenha me parecido natural. Outro trecho que poderia ser melhor explorado – dada a intimidade do autor com as palavras e com as descrições – refere-se ao momento em que Cássio e Yasmin sucumbem um ao outro. Achei que ficou um pouco apressada a maneira como isso se deu. Enfim, no geral, o conto é bom, ou talvez ótimo, mas há material aí para transformá-lo em algo ainda melhor.

  7. Brian Oliveira Lancaster
    7 de novembro de 2014

    O final foi intrigante. Demorei a entender e ainda não estou certo quanto ao assunto. Cada um tem seu sistema por aqui, o meu é a “essência”. Tem um ou outro errinho ortográfico, mas não chega a atrapalhar (e outros devem apontar). O clima descrito, do cotidiano, ficou ótimo. A troca de personagem principal no meio do texto foi bem suave, quase não percebemos que de um minuto para outro, estamos “sob a visão” do outro. Ao meu ver, foi um texto cheio de interlúdios – apenas curioso, não quer dizer que não gostei, pois não senti um início e nem um final – aliás, bem nebuloso, vou ler novamente.

  8. Wallisson Antoni Batista
    5 de novembro de 2014

    Enredo muito bom, e apesar do meu tempo ser curto o seu texto foi um dos poucos que consegui manter a mesma atenção. Parabéns, muito bom mesmo.

  9. piscies
    4 de novembro de 2014

    Gostei do conto. As descrições são boas e os personagens são bem desenvolvidos. Gostei de Yasmin e também gostei de Cássio: são dois personagens que intrigam e fazem sorrir. Achei o “recorte” de tempo que o conto narra bem interessante: tem inicio, meio e fim. O desfecho agrada bastante.

    A leitura não flui muito bem por causa das falhas de pontuação. Algumas frases clama por vírgulas, outras têm vírgulas demais. Algumas pausas surgem fora de lugar, como a na frase a seguir: “Yasmin encontrou um exemplar de Novas Perspectivas. Do ano anterior, em inacreditável bom estado no meio de tantas capas amassadas e gastas pelos dedos das clientes.”

    De qualquer forma, li do início ao fim sem notar o tempo passar e sorri algumas vezes com a descrição do TOC de Cássio e do comportamento inusitado de Yasmin. Parabéns!

  10. Virginia Ossovsky
    4 de novembro de 2014

    Um bom conto…Achei muito boa a construção de frases como “foram as tantas cores dela aquarelando os lençóis imaculadamente brancos”. Entretanto, outras parecem repetitivas, como “O primeiro beijo aconteceu quase sem querer. Um roçar de lábios sem quase querer(…)”

    Gostei da personagem Yasmin, mas senti falta de um pouco mais de informação sobre ela. Também não senti profundidade no Cássio, talvez por isso tenha ficado estranha a paixão repentina que o leva a dormir com Yasmin. Entretanto, achei que o final “salvou” essa situação, demonstrando o desconforto dos dois depois desse momento (talvez) de fraqueza.

  11. rubemcabral
    4 de novembro de 2014

    Gostei bastante: bons personagens, algumas construções frasais inspiradas, boa ligação/homenagem ao filme em questão.

    Contudo, achei a cena em que eles têm sexo muito estranha. Até sei que tais coisas acontecem, mas me pareceu meio forçada. Como o conto não é grande e o limite de caracteres é generoso, acho que seria possível desenvolver melhor até que eles se envolvessem de alguma forma e a coisa culminasse em sexo.

    Resumindo, um bom conto!

  12. Victor Gomes
    31 de outubro de 2014

    A narrativa é bastante fluida, entrelaçada por metáforas que não deixam o ritmo cair (umas bem legais mesmo). A descrição literária do TOC ficou interessante. Há, entretanto, alguns pequenos excessos, como “apanhou os frascos com a mão desocupada”, e algumas com curvas demais para chegar ao ponto, como “entrada na sua quarta década”. A pouca descrição do cenário chama atenção para as particularidades das duas personagens, que são o foco da narrativa. Isso é bom. Acho que o clímax da história ficou meio sem noção… Não vi o filme (embora tenha pintado na minha cabeça o Jack Nicholson nessas cenas), mas até onde sei pessoas que tomam ansiolíticos têm a libido reduzida e o impulso sexual da mulher mais choca do que convence o leitor. Faltou um pouco de nexo, eu acho. Não acho que a culpa é da falta de espaço, pois esse é o tipo de coisa que se planeja antes de escrever. Não posso me manifestar sobre a originalidade/criatividade, mas, pelo que observei dos comentários, é a narração de uma parte do filme, não é isso? No geral, achei acima da média. Boa sorte!

  13. Pétrya Bischoff
    27 de outubro de 2014

    Bueno, nunca assisti esse filme, mas gostei da construção do texto. Quando trata-se de TOCs (outros textos em desafios anteriores falaram disso) me intimida, sufoca… Mas gostei do personagem, somente penso que poderias ter entrado mais na mente dele, como na primeira parte (aliás, muito boa, em questão das descrições). Também penso que poderias ter especificado melhor quais seriam suas fobias: síndrome do pânico, agorafobia, fobias com organização ou segurança… Enfim, de qualquer maneira, boa sorte.

  14. Andre Luiz
    26 de outubro de 2014

    Primeiramente, meus critérios complexos de votação e avaliação:
    A) Ambientação e personagens;
    B) Enredo: Introdução, desenvolvimento e conclusão;
    C)Proposta: Tema, gênero, adequação e referências;
    D)Inovação e criatividade
    E)Promoção de reflexão, apego com a história, mobilização popular, título do conto, conteúdo e beleza e plasticidade.
    Sendo assim, buscarei ressaltar algumas das características dentre as listadas acima em meus comentários.
    Vamos à avaliação.

    A)A ambientação é mediana. Sinto que faltou um pouco mais de descrição do cenário; porém, ao mesmo tempo, penso que o foco é no Transtorno Obsessivo Compulsivo(TOC) de Cássio. O protagonista é maravilhosamente construído, visto que o autor – em passagens como “os sete comprimidos enfileirados em sua toalha de linho” e “Mão direira, gira, gira. Mão esquerda. Tranca e silêncio” – constrói o imaginário que permeia todo o texto.

    B)O enredo é sólido, sem erros de coesão ou coerência; todavia, não consegui entender bem o final do conto. Pode ser bobeira minha, mas tentei incessantemente rever e revisar esta parte do texto para tirar minhas conclusões. Quem sabe você não mudaria algo nesta fase de produção e poderia sanar minhas dúvidas? Enfim, o desenvolvimento e introdução são magicamente instigantes e fiquei muito feliz em ver este tema(TOC) tratado em algum texto, que nunca havia lido como central de uma produção.

    Considerações finais: A produção é bem feita e carece apenas de uma leve revisão para eliminar erros ortográficos. O final deixou um pouco a desejar, mas a escolha do tema e da narrativa não permitem muitos deslizes. A linguagem simples também é outro ponto positivo. Portanto, gostei bastante do texto, e parabenizo o autor por seu feitio. Sucesso no concurso!

  15. GARCIA, Gustavo
    26 de outubro de 2014

    Bem, gostaria de dizer que assisti “Melhor Impossível” umas três vezes, em ocasiões diferentes… e não consegui sacar que se tratava desse filme até ler os comentários :/

    Ó, pra mim, a paixão construída deles foi repentina demais, por exemplo. Em detrimento da arquitetura e dos detalhes bem construídos no texto, com figuras de linguagem essencialmente belas, essa paixão se juntou a algumas soluções que pareceram existir só “pelo bem” da história que cê queria contar. Assim, achei um conto acima da média em termos de execução literal, mas um tanto devedor no sentido de desenvolvimento de enredo e convencimento do leitor ao “mundinho” da trama.

  16. Douglas Moreira
    25 de outubro de 2014

    A narração, primeiramente, bem feita, gostei do jeito que conduziu as coisas que se passavam com sua metáforas e comparações. Quanto ao texto, quando cheguei quase no final e eu vi que acabaria e pensei “JÁ?, como ele fará para junta-los? Um beijo?” mas dai você foi lá e mostrou o quão cinza pode ser a vida kkkk. Yasmin passou a ter bom papel, e eu pensei que ela seria só mais uma estranha na estória. Gostei muito, sério. Boa sorte.

  17. Felipe Moreira
    25 de outubro de 2014

    Eu li seu texto sem me preocupar com a adequação ao tema, pois não assisti o filme. Tecnicamente eu gostei da sua narrativa, e havia espaço físico para ser melhor explorado. Essa relação incomum entre Yasmin e o Cássio é recheada de vários pontos raros num contexto. Esperei que sua narrativa agradável e também divertida fosse preencher essa expectativa. Talvez eu tenha captado a sua ideia em colocar o sexo de forma tão abrupta, pra gerar em nós – leitores – a mesma confusão e perplexidade que a própria Yasmin sentiu quando acordou tentando entender a razão daquilo tudo. Porém, a sua narrativa em terceira pessoa, a meu ver, deveria contar melhor como chegaram naquele ponto. Penso assim porque o choque do final do texto em que ele se comporta com a mesma “frieza” que o habitual causaria uma ruptura maior na história.

    No geral, eu gostei do seu trabalho, realmente. Vejo Yasmin como o ponto alto do seu trabalho, até por ter sido mais exposta ao texto do que o Cássio.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  18. Jefferson Reis
    25 de outubro de 2014

    Não conheço o filme, então fiquei um tanto perdido nesse conto.
    Mas não muito, pois a narrativa consegue levantar a peteca.
    Gostei da construção dos personagens (detesto TOC) e do primeiro contato entre eles. (Mulher aquerela é ótimo)
    O sexo é que não me convenceu. Acontece muito rápido e não consegui sentir nada além de espanto e de desespero para encontrar de novo o fio da meada.
    De qualquer forma, gosto de contos como o seu.
    Uma boa leitura, obrigado.

  19. Fabio D'Oliveira
    24 de outubro de 2014

    Olá, Jack! Vamos analisar seu texto!

    TEMA: Como alguns colegas, não captei a essência durante a leitura, apenas lendo os comentários. E isso, em si, é ruim. O texto lembra um conto original. Não existem referências diretas que ligam ao filme. Por causa disso, vou considerar que este conto não se encaixou na proposta do concurso.

    TÉCNICA: Excelente. A narrativa flui naturalmente. Como diria um bom boemio , desceu redondo, como uma boa cerveja. A leitura não cansa. Parabéns. Também não identifiquei falhas na escrita.

    ENREDO: Achei a história bem interessante. Os personagem vivem, praticamente. Acreditaria se você me falasse que eles são seus vizinhos na realidade. Porém, o relacionamentos deles ficou muito artificial. Você decidiu que iria acontecer e ponto final. Principalmente o beijo e o sexo. Eu tiraria isso, se fosse você, criando outro desfecho. Além disso, achei alguns diálogos um pouco forçados.

    PESSOAL: Gostei do conto. Apesar do desfecho não parecer real, a história, em si, tem um bom potencial. O que mais me agradou foi a narrativa, admito, e Cássio. Parabéns.

    Bom, Jack, é um bom texto. Mas acho que não funcionou muito bem nesse concurso.

    Boa participação no concurso!

  20. Leonardo Jardim
    24 de outubro de 2014

    Os personagens são muito bons e conflitantes, mas achei bem longe do tema. Lendo os outros comentários, vi que era uma referência à Missão Impossível, mas não conheço essa história o suficiente para pegar essa referência enquanto lia. O TOC (e loucura) do personagem foi muito bem descrito, mas já que a Yasmin ganhou o protagonismo em determinado momento, acho que ela poderia ser um pouco melhor elaborada. Também achei bem estranho e abrupto o beijo e sexo entre os dois. Com mais algumas frases e ações, talvez ficasse mais natural (sinceramente não consegui ver como poderia ter acontecido). De qualquer forma, foi um conto bem escrito e com boa fluidez. Parabéns!

    • Anorkinda Neide
      24 de outubro de 2014

      O filme que parece que inspirou o autor, visto o pseudônimo, é Melhor impossível.. e naõ missão impossível..rsrsrs

      • leonardojardim786
        24 de outubro de 2014

        Escrevi errado. Foi mal.

      • Brian Oliveira Lancaster
        7 de novembro de 2014

        Pois é, leio sempre os comentários depois de comentar. Isso foi bem engraçado, fiquei tentando lembrar de alguma cena de um apartamento com um velhinho em Missão Impossível.

      • Leonardo Jardim
        7 de novembro de 2014

        Esse sistema do wordpress (do blog) não permite alterar comentários. Só fui perceber o vacilo quando a Anorkinda apontou. Realmente ficou engraçado 🙂

  21. Cácia Leal
    24 de outubro de 2014

    A trama está bem escrita, embora eu não tenha assistido ao filme. Gostei de como os personagens são descritos e de como os opostos são colocados. Foi criativa a ideia. Boa sorte.

  22. Anorkinda Neide
    24 de outubro de 2014

    Gostei muito de, ‘de cara’ ter encontrado Jack Nicholson e Helen Hunt por aqui.
    Conforme fui lendo, fui pensando em como o autor iria resolver de o romance acontecer no espaço de um conto, visto que com o personagem problematico as coisas seriam bem complicadas…
    E dae que vc resolveu de forma muito apressada.. eu acho que havia espaço para mais historia, nao? nao verifiquei a quantidade de palavras.
    Eu acho que o conto já podia começãr com os dois já sendo conhecidos, onde já rolava uma atração não admitida… assim o beijo e a transa não pareceriam tão destoantes do modo de vida do protagonista.
    Eu sou muito ingênua? mas eu não entendi a ultima frase: agora, sem as mãos. 😦

    • Maria Santino
      24 de outubro de 2014

      Agora, sem as mãos = Trancando-se dentro de si mesmo. Como uma prisão sem paredes. O autor está falando sobre os sentimentos, sobre a impotência frente ao problema do personagem 😉 Bjim!

  23. Maria Santino
    23 de outubro de 2014

    Oí, tudo bom aí?

    Sabe, eu senti aqui um clima do filme TUDO PODE DAR CERTO do Woody Allen. Esse filme é muito bom e trata do Transtorno Obsessivo Compulsivo e Síndrome do Pânico de forma cômica (Adoro ver o velhinho despertando aos berros de madrugada, ou dizendo que para ficar livre de germes após usar o banheiro, deve-se lavar às mãos cantando “Parabéns pra você” três vezes. rs.). Também digo que o personagem me fez lembrar do personagem do conto Mil Pedaços de um Coração Tatuado à Nanquim, achei que esse conto poderia ser a continuação do que aconteceu com o cara “Pra Baixo” lá após jogar aquele guardanapo fora. (Rs. Desculpem as minhas divagações e loukuras!).
    Gostei bastante e as comparações me fizeram lembrar da narrativa de alguém que admiro, mas algo aqui parece diferente, então posso estar enganada (dessa vez). Adorei as referências e o final, mas gostei sobretudo de como você conseguiu me fazer sentir afeição pelos personagens com poucas palavras.
    Boa Sorte no Desafio e um forte abraço. Agora, com sua licença, vou apagar a luz para dormir e depois de deitada, me levantar para apagá-la novamente só para ter certeza de que estou de luz apagada.

  24. Eduardo Selga
    23 de outubro de 2014

    Complementando meu comentário inicial: ambos os personagens são bem construídos, individualmente. Não se tratam de marionetes sem vida nas mãos do narrador. Tanto o sombrio doente de Cássio quanto o colorido vivo de Yasmin têm consistência e verossimilhança, se avaliados enquanto personas. A verossimilhança fica prejudicada na interação entre eles, conforme discorri.

  25. JC Lemos
    22 de outubro de 2014

    Olá, tudo bem?

    Um bom conto. Bem escrito e bem amarrado, a mescla da mão direita que abre e mão esquerda que fecha. Sãos e loucos todos são. haha

    Gostei dessa coisa de toc e da descrição como um todo. A narrativa fluiu muito bem, e esses fatos cotidianos tem me agradado bastante ultimamente.
    Não conheço o filme, mas o conto me agradou.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio!

  26. williansmarc
    22 de outubro de 2014

    Olá, gostei do conto. Escrito de forma simples, sem palavras complexas, mas com ótimas construções. A trama, ao meu ver, foi bem elaborada e o final também me agradou muito. Como não assisti ao filme em que o conto é baseado, não sei se há muito do roteiro no conto ou não. Também faltou um pouco de revisão para evitar alguns pequenos erros gramaticais, mas isso não me atrapalhou.

    De todo modo o autor(a) esta de parabéns.

    Abraço.

  27. simoni cristina dário
    22 de outubro de 2014

    Gostei, acho que faz sentindo o encontro de duas pessoas de mundos tão diferentes, ainda que esse encontro tenha sido num piscar de olhos. Prestando bem atenção e lendo mais de uma vez dá pra perceber muita profundidade. Num lampejo de lucidez o protagonista se entrega ao momento sem controlar nada, que é sua maior dificuldade. As diferentes personalidades se atraem e fica a expectativa do que vem pela frente. Os beijos trocados e a noite de intimidade revelam que aquele momento foi lúcido para ambos. Mas como não podia deixar de ser, voltaram àquela vidinha a que estavam ambos acostumados.
    Confesso que fiquei com gostinho de quero mais.
    Parabéns!

  28. Fabio Baptista
    22 de outubro de 2014

    ======= TÉCNICA

    A narrativa fluiu bem, mas sem grandes atrativos.
    Notei alguns erros de revisão além dos apontados abaixo.

    – colorida mulher entrada
    >>> Ficou estranho

    – vezes a mesma melodia que sacis começavam a habitar sua mente
    >>> Gostei!

    – quase sem querer. Um roçar de lábios sem quase querer
    – Yasmin acordou na cama vazia. Em todos os sentidos, estava vazia. Talvez, ali se comprovasse a falta de qualquer sentido
    – Esperar surgir, dali, um George Clooney já seria esperar demais.
    >>> Repetitivo

    – Levantou-se, nua de argumentos
    >>> Boa!

    ======= TRAMA

    Então… confesso que se não fossem os comentários dos colegas, não teria captado a referência ao filme “Melhor Impossível”.

    Porém, mesmo assim, não teve nada que me atraiu ou prendeu a atenção. Achei a abordagem do relacionamento um tanto apressada e até mesmo um pouco forçada.

    ======= SUGESTÕES

    Conforme já sugerido, poderia trabalhar melhor o humor e também se aprofundado mais na construção do relacionamento dos dois.

    ======= AVALIAÇÃO

    Técnica: ***
    Trama: **
    Impacto: **

  29. Eduardo B.
    22 de outubro de 2014

    Nossa, gostei muito do conto. Dentro do tema proposto ficou devendo, já que nem todo filme é de conhecimento geral e quase sempre se faz necessário citar as devidas referências para que o leitor consiga captar a mensagem. Contudo, analisando o conto como uma obra fora desse parâmetro (desafio), devo dizer que me impressionei com a fluidez do texto.

    Confesso que o início não me conquistou, embora retratado de forma coerente a rotina de um homem neurótico e amargurado; mas a reviravolta do meio para o fim me conquistou e arrancou até um sorriso de meus lábios. Parabéns.

    Como dica, destaco apenas alguns probleminhas no que tange à pontuação/acentuação adequada.

  30. Daniel Vianna
    22 de outubro de 2014

    Este texto faz referência a um de meus personagens prediletos no cinema: o inesquecível e eterno Melvin Udall, de ‘Melhor Impossível’. Com toda a certeza. Desse modo, talvez os comentários sejam um tanto suspeitos. O início é muito correto e o final combinou com coerência. Entretanto, a despeito de toda a história ter agradado, concordo que devia haver uma intensificação do conflito. Podia se estender um pouco mais, não se constituindo necessariamente em uma odisseia, mas simplesmente por meio da degustação maior de alguns trechos, como o momento em que o personagem é auxiliado a entrar em casa, onde já cabia uma dificuldade, por exemplo. Enfim, foram poucas palavras para muita história que ainda tinha pra contar. Em derradeiro, é mais um texto aqui que mereceria alguma reescrita. Boa noite e aquele abraço.

  31. Eduardo Selga
    22 de outubro de 2014

    É preciso que se diga que qualquer narrativa inspirada noutra precisa falar por si própria, independente do intertexto. Assim sendo, ao analisar este e todos os contos, não levarei em consideração a “fidelidade” ao filme original, quando o texto inspira-se nalgum específico. Minha avaliação será feita sob critérios narrativos da textualidade.

    Vejo no texto um problema com a verossimilhança externa, elemento relevante num conto que usa os códigos realísticos. Alguém que possua uma coluna de política numa revista pertence, necessariamente, a uma classe social diversa de alguém que, pelos sinais exteriores, não comunga dos códigos estéticos dessa classe. Ou seja, não seria cabível a ele supor que a música alta fosse funk, como também a composição estética da mulher, situada no considerado “brega”, não combina com o tipo de mulher que habitaria o prédio. Yasmin possui “olhos azuis pálidos circulados por uma densa camada de sombra lilás e algo borrado em chumbo”. em seus cabelos há uma “tintura vagabunda qualquer” e sua fisionomia parece uma “máscara veneziana”, fendo dela “um carnaval ambulante”.

    É possível uma moradora de prédio de classe média ouvir funk em alto volume e maquiar-se em desacordo com a suavidade valorizada por sua classe? Claro que sim, mas precisaria estar explícito. Por exemplo, o fato de ser artista ou exercer alguma atividade das ciências humanas, nas quais o pensamento é menos preso a preconceitos. Ela parece professora, mas a menção de crianças repetindo “tantas vezes a mesma melodia” não cobre a lacuna de modo adequado. Principalmente porque uma professora não consideraria “um saco” o exercício de escrever. É inadmissível um colunista de política morar num apartamento simples? Claro que não, desde que as razões para isso estejam postas.

    Isso posto, e correndo o risco de ser mal interpretado e tido por preconceituoso, o beijo entre os personagens está forçado. Mas, diga-se, não a relação sexual, afinal a elite supõe ser proprietária dos corpos das mulheres das classes economicamente situadas na base da pirâmide social. Forçado porque o enorme preconceito social que o personagem sente o impediria de beijá-la tão intensamente, ainda que por gratidão. É uma cena muito ao gosto de um romantismo demasiado clichê (o beijo súbito, meio que por acaso, e o amor vencendo barreiras). Voltando ao sexo, se ele não é inverossímil, conforme disse acima, seria improvável, pois o homem estava frágil demais uma cena que sugere intensidade sexual (“foram as tantas cores dela aquarelando os lençóis imaculadamente brancos”).

    Em pelo menos uma passagem há um grande exagero na construção da cena. Fazer a personagem ouvir “um ligeiro ranger de dentes” em função da raiva sentida por Cássio é demais. Para que isso ocorresse seria preciso ele estar absolutamente colérico e, nessa condição, conseguir falar “calmamente”.

    Num ponto o diálogo quase tropeça. Ela diz: “[…] Não entendo nada de política, mas…”, ao que ele retruca: “Todo ser é um ser político, minha senhora, […]”. Acontece que a resposta dele não nega a afirmação dela, pois Yasmin não se disse “apolítica” ou não gostar da atividade, apenas afirmou não entender. Um disse alhos e o outro bugalhos. Eu disse “quase tropeça” porque apenas o parágrafo situado entre ambos os travessões salva o diálogo. Nele, há a indicação de que a reação do homem pode ter se dado em função de ódio de classe, o desejo de espezinhar o economicamente desguarnecido e mostrar o quanto ele, no topo da pirâmide, domina a cultura letrada : “Cássio já estava com a mão na maçaneta quando resolveu voltar e esculpir algumas verdades sobre a vida adulta no planeta”.

  32. Fil Felix
    22 de outubro de 2014

    Também fui um dos que não pegou a referência ^^. E se for o Melhor Impossível, não vi mesmo haha

    Indo ao conto em si, tive simpatia imediata com a Yasmin. De bem com a vida, avoada, diria até esotérica e professora (por conta da música do saci). Gostei dela. Quanto ao velho, fiquei indiferente.

    Acabei de ler “A Protagonista”, que traz o amor entre uma rica e um pipoqueiro, e aqui você também apresenta um amor imprevisível. Uma mulher super pra frente e um velho conservador, digamos assim. Mas, como no outro conto, não senti muita profundidade.

    A história acabou e fica aquele clima de que falta coisa. A cena em que ela dorme na casa dele também me pareceu muito abrupta. Toda essa questão do TOC e ele acaba deixando uma estranha dormir em sua casa. Okay que ela ajudou e tudo, mas mesmo assim.

    A cena do beijo me lembrou As Horas, algo mais inocente e desprendido.

  33. Claudia Roberta Angst
    21 de outubro de 2014

    Também lembrei do filme Melhor é impossível. Adoro. O pseudônimo Jack Hunt encaixa-se bem com os atores protagonistas. Senti falta do vizinho gay e do cãozinho. O tom do conto também é diferente do script original. Mas acho que o desafio foi esse mesmo: recriar.
    Não sei se foi proposital ou distração, mas ocorreu uma repetição no trecho:
    “O primeiro beijo aconteceu quase sem querer. Um roçar de lábios sem quase querer (…)” Achei que ficou esquisito.
    No geral, gostei da construção da narrativa. Talvez não dividiria o conto, mas isso não prejudicou a leitura. Boa sorte!

  34. Lucas Rezende
    21 de outubro de 2014

    Bom, vamos lá.
    Perdoe minha ignorância em não ter encontrado a relação com o tema. (Filmes e cinema)
    Mas, isso fica de lado.
    O texto está bem escrito, não precisei reler nenhuma parte. A trama não me prendeu, esperava uma história, de repente o conto acabou.
    Enfim, não gostei. Eu acho que um envolvimento maior dos personagens (de qualquer natureza) tornaria o conto mais interessante.
    Boa sorte!!!

  35. Sonia Regina Rocha Rodrigues
    21 de outubro de 2014

    Estou aqui me perguntando se o conto é uma referência ao filme Melhor Impossível, pelo personagem principal ter TOC
    É isso?

    Sugiro acrescentar mais humor ao texto. A descrição dos hábitos do homem ficou meio chata.

    Em minha opinião, um texto contínuo, sem as divisões, ficaria mais conciso, mesmo porque uma das partes do conto é bem pequena.

    A cena de sexo ficou meio abrupta, o camarada tem TOC, sair da rotina assim espontaneamente ficou estranho, acho que incluir um ritualzinho ali ficaria mais convincente e engraçado.

    gostei da expressão ‘janela do absurdo’.

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Informação

Publicado às 21 de outubro de 2014 por em Filmes e Cinema e marcado .