EntreContos

Detox Literário.

Faremos do mesmo jeito (pois adoramos os problemas) – (André Luiz)

Lua nas mãos

O som de seu rádio tocava uma música agitada, assim como o trânsito caótico lhe irritava ainda mais naquele dia. Seus olhos esbugalhados se fixavam apenas no horizonte negro e borrado de pontos vermelhos, ora amarelos, que tremulavam certas vezes e se desvaneciam em confusão.

Lembrava-se dela, dos cabelos negros, cacheados como gavinhas em uma videira, grandes para além dos ombros, madeixas cor de chocolate, principalmente nos momentos em que a tocava, fervorosamente, enquanto se beijavam. Os beijos foram ficando acalorados com o tempo, mesmo ambos sabendo que tudo começara de forma errada.

 

Ele sempre se mostrara misterioso, pretensioso, todavia, praticamente se transmutara para viver ao lado dela, que adorava um romantismo romântico, por vezes platônico demais, auspiciosa no amor e esperançosa na paixão; enquanto ele, um rapaz alto e bonito, mostrara-se outra pessoa, vestindo uma touca negra que abarcava até a alma, metamorfoseando seu ser e mascarando sua real identidade.

Contudo, a última semana fora de exímio estresse, um turbilhão de coisas, emprego chefe carro problemas motores rotores catracas notas pragas gripe batidas, na porta do carro, no coração; martelos brocas compassos na mente. Descompassos. Atrasos erros debates discordes recordes recortes, andanças finanças e alianças.

-Estou grávida. – Dissera ela dias atrás, em tom preocupado no rosto, pálido. As mãos cor de chocolate tremiam, gagás, prestes a engendrar uma reação, segurando uma barrinha branca, duas listras vermelhas à mostra: Positivo. Negativo. – Não é uma ótima notícia? – Disse, sufocando um sorriso na face angular.

Medo.

Desejo.

Ódio.

Virou-se o rosto e sua feição se transmutou. Rompeu-se a felicidade, acabara-se a emoção. Somente lhe restara uma boca amarga, cuspindo palavras e largando mentiras ao chão. Tapas, socos e hematomas. Quase ela entrara em coma…

Ficou calada, extasiada e mudada. Chorando ao chão e fingindo que nada se passara além de um mal entendido. Correu para o jardim vizinho, fugindo daquilo que se tornara. Seria uma máscara ou realmente tirara a balaclava invisível que os mantinham juntos? Fugia de si. Tinha medo. Desejava ser feliz. Odiava isso.

Correra até onde não pudera mais sentir o cheiro dela, não podia vê-la, tocá-la, ouvi-la ou percebê-la. Entretanto, se via chorando. Queria aquilo mesmo para si? Correu, correu e correu. Morreu. Não percebeu, perseguiam-no.

Luzes vermelhas. As lágrimas nos olhos suspeitavam de algo, viajando na luz e adormecendo-o lentamente, resistindo a cair, escorrer pelas maçãs do rosto rubro. Luzes azuis, e tudo se pintou de negro.

Acordara preso, enjaulado, contido e condicionado em uma minúscula cela à espera de julgamento. Julgar quem? Ele? Espera! Havia cometido um crime. Que crime? Joanne! Onde estava ela?

-Soltem-me daqui! – A voz não saiu. Gritou com a alma. Nada. Sacolejou o corpo e balançou as barras de metal. Nada. Socou a parede.

-Estressado, não? – Um policial gordo e mal-humorado entrou em seu campo de visão. Agarrou um molho de chaves brilhantes perto do revólver preto. O cinto de couro cravejado de instrumentos de contenção. Balas. Aquilo lhe assustava. Chorar?

Lágrimas escorreram pela face arrependida.

-Não se arrependa, maricas! Olhe, Foxon, ele está chorando! – Riu de sua cara.

Como um leão que protege a cria, ele rugiu tão alto com a alma que a voz finalmente saiu.

-Ele fala, que bonitinho! – O policial riu e coçou o bigode branco. – Foxon, venha aqui.

Um homem musculoso, cerca de trinta anos nas costas e dez de polícia, aproximou-se rapidamente, com uma gargalhada na face malévola. Era um homem da lei. De sua própria lei.

-O deixe comigo.

Era um homem forte, e batia forte. Machucou a consciência, lascou a carne. Deixou-o largado no chão, ajoelhou-se, algemou-o rapidamente e arrastou-o até uma porta amarronzada, de aparência macabra.

-Levante-se. – Ordenou o policial. Estaria o homem em condições para isto?

Sabe-se lá de onde, recorreu a forças excomungais para se erguer. Tocou a maçaneta lisa e gelada, prateada e inoxidável.

-Consegue? – Caçoou o agente.

Ele preferiu não se expressar. O policial gordo apareceu do fim do corredor e abriu a porta. Perceberia alguém que havia um homem torturado ali? Espancado? Certamente não, visto que o selvagem policial batera em locais incômodos, mas escondidos.

-Joanne? – A moça encontrava-se prostrada em uma cadeira velha, assim como tudo naquele lugar. Ela, pela expressão aturdida, tentava conter uma lágrima. Uma torrente, para dizer a verdade.

O policial mais novo empurrou-o com voracidade, praticamente jogando-o contra um vidro que o separava da mulher. Joanne levantou-se e esqueceu-se de manter as circunstâncias. Esqueceu-se de controlar as lágrimas e quando chegou, manchou o vidro de amor. Também de lágrimas.

-Robert! – Gritou ao vê-lo. Talvez nem ela soubesse se era aquilo o certo a se fazer. O rapaz sorriu um sorriso triste, enferrujado de sangue, e um fio carmim escorrendo-lhe pelo nariz fino demonstrou tudo.

Um dos policiais soltou-lhe as algemas, que já haviam marcado a mão.

-Está solto, seu moleque. – Robert era mesmo um moleque. Tinha apenas vinte anos.

Uma portinhola de ferro o separava da mulher fisicamente. Um abismo os distanciara emocionalmente. Sangue correrá do rosto de um garoto aturdido e desprezado? Pelo jeito, sangue correra pelo rosto de Robert, algo que preocupara Joanne. Ela mesma preferia não se lembrar do incidente.

O inspetor falou algo com ela, que ouviu calada. Pegou o namorado e voltou ao carro, praticamente carregando-o sobre os ombros. Abriu a porta e ambos entraram. Uma canção sonolenta tocava na rádio e ele adormeceu. A noite chegava e o crepúsculo coloria o céu de tons de bizâncio, um roxo escuro e melancólico, praticamente o mesmo que pintava as manchas no rosto e no corpo de Joanne, algumas ainda escorrendo fios de sangue. Ela chorou sem querer?

Chegou a sua casa. Abriu a porta e acordou Robert. Ele cambaleou até a sala escura e vazia.

Ainda meio desacordado, teve de ouvi-la falar.

-Começamos errado, e quero acreditar que nada se passou. Por favor… – Sua voz ecoou em sua mente.

-Por que… – Ele balbuciou rapidamente.

-Por que o quê?

-Fui me apaixonar logo por você? – Sorriu, mesmo sem ela saber se era algo bom ou ruim. Joanne o contemplava.

-Seu bobo… – Deu lhe um tapinha nos ombros. Ele gemeu de dor. – Desculpa! Bateram-te na prisão?

Ele consentiu. Ela abriu uma amarga e sórdida conversa sobre a relação desgastada. Passaram a noite inteira naquilo, enfim indo dormir juntos, quem sabe se amando.

A manhã raiou e Robert acordou antes de Joanne.

-Bom dia, meu a… Onde está Robert? – Cobriu-se com o lençol, ainda zonza porque acabara de acordar. Seu namorado não se encontrava a seu lado. Curiosamente.

Ele estava na sala, procrastinado e entediado em frente a uma televisão desligada, olhando diretamente para a tela de LED. Joanne tentou reatar a relação, pois somente esperava que o final fosse tão prazeroso quanto o começo.

-Bom dia. – Disse ao homem.

Ele não respondeu, prosseguindo na mesma posição.

-Bom dia! – Joanne insistiu.

Ele virou os olhos vermelhos em sua direção. Ela se assustou.

-O que pode me explicar acerca destes olhos vermelhos? Isto são drogas?

Ele continuava inerte. Virou-se para a televisão. Não queria conversar.

-Fale!

Suas mãos se continham, quietas, enfiadas na calça jeans, quentes e grandes. Acanharam-se sua boca pés olhos vermelhos, sobrancelhas e o coração carmim. Grávida?

Joanne se aproximou mais, raivosa. Agarrou o ar como se buscasse alívio. Segurou a barriga protuberante e sentiu a vida borbulhando lá dentro, nas entranhas ensanguentadas e besuntadas em líquido amniótico. Queria ser feliz, porém Robert não facilitava. Naquele momento, pensou apenas no dia de seu casamento, o véu caindo-lhe pelos ombros e o bebê novinho em seu colo, como sempre imaginara. Via que a imaginação afastava-se rapidamente da realidade. Tão rapid…

Levou um soco e caiu ao chão. Estabacou-se de cara no carpete, que estava mais duro do que sempre. Seu abdômen roncou, algo doentio que não se parecia em nada com fome. Gritou alto, muito alto. Tremulavam ao seu lado todas as formas de vida que conhecia, uma negritude escalpeladora. Adormeceu lentamente.

 

Tarde demais.

 

A vida é tão cruel…

 

Cruel

Cruel

Cruel

Cruel

Cruel

Crueldade

Cruelidade

Crueza

Cru

Cru

Cru

Cru

 

A coruja piava fino e estridente, enquanto o cérebro de Robert se debatia debaixo da balaclava. Aquela touca negra cobria-lhe as vergonhas os anseios a identidade e o rosto ensanguentado. Aquele sangue não era seu. Não era mesmo.

Pá! Pum! Bá! Riiiiiiii…. . . . . . . . .

.

.

.

.

Óbito. Acidente de carro. Homem encapuzado, com uma balaclava na cabeça. Morreu de amor. Matou a namorada, Joanne Hudgens, depois de descobrir que ela estava grávida.

Não!

Não!

Não pode ser!

O filho não era dele. Ele era estéril.

Não!

-Nãããããão! – Berrou ele quando descobriu o fato.

O som tocava uma música agitada, assim como tornara-se sua vida. Turbulenta. Caótica. Nauseante. Matara. Roubara a existência. Tão jovens tão apaixonados. A música foi se acalmando…

Calmaria…

O som se abaixando…

As últimas palavras que ouviu, antes de partir. Ele e ela.

“Você sabia que seria problema bem antes do primeiro beijo

Quieto e despretensioso, mas você ouviu que eles eram

Os mais perversos

 

Ela implorou para você tirá-la

Você resistiu, negou.”

 

Desculpe, querida. Eu preferia ficar com a balaclava.

Ela encobre minha insanidade.

…………………………………

Música: Balaclava (Artic Monkeys)

47 comentários em “Faremos do mesmo jeito (pois adoramos os problemas) – (André Luiz)

  1. Eduardo Barão
    4 de outubro de 2014

    O estilo telegráfico (estranho e diferente de qualquer outra coisa que já li por aqui) também não me agradou e acabou me distraindo durante toda a apreciação do texto. Confesso que já o li há certo tempo e me enrolei para comentar porque nada na trama conseguiu me prender graças à narrativa que não me pareceu muito competente.

    Boa sorte.

  2. Angélica
    4 de outubro de 2014

    Gostei da descrição dos sentimentos do personagem, são tão cheias de paixão e de emoção e escritas com doces palavras no começo do texto o que contrastou repentinamente no decorrer do conto. Adorei a estrutura e a revelação do motivo do personagem ter agido daquela maneira no conto. Boa sorte!

  3. tamarapadilha
    4 de outubro de 2014

    Muito bom, me surpreendeu! Bem escrito e que conseguiu me prender do início ao fim. Minhas opiniões nesse desafio estão divergindo da maioria das pessoas, principalmente nos primeiros comentários já que não estou lendo todos os outros.
    Um tema muito interessante e a repetição das palavras deu um tom dramático. Parabéns.

  4. Edivana
    4 de outubro de 2014

    Narrativa ágil, bem feita. A trama é interessante, o final não ficou muito surpreendente, mas o que esperar desse perfil psicológico da personagem? Bom conto com alguns trechos ótimos.

  5. Fabio D'Oliveira
    3 de outubro de 2014

    Olha, não gostei do texto. Escreve bem, mas a narrativa não me pareceu muito fluida, não desceu redondo, como é o ideal. Li esperando chegar ao final. Isso não é um bom sinal. A história também não impressionou, por se tratar de um tema clichê. Enfim, vale a tentativa!

  6. Alana Santiago
    3 de outubro de 2014

    Da maior parte do conto eu gostei. Trabalharia mais os diálogos, eles não estão ajudando muito na verossimilhança, achei algumas falas meio deslocadas, não sei se é a palavra certa. Do que eu mais gostei foi do início, e depois, no final, a coisa parece se encaixar um pouco mais do que o meio, muito confuso. Ou talvez eu não tenha conseguido acompanhar o fluxo de consciência. Boa sorte!

  7. Thiago Mendonça
    3 de outubro de 2014

    Conto bastante dramático. Gostei do fluxo de pensamentos e como você descreveu os acontecimentos. Não vi nada de tão especial, mas no geral foi e competente!

    Parabéns!

  8. felipeholloway2
    3 de outubro de 2014

    O arco dramático é bastante prolífico. O tratamento narrativo, com o discurso indireto livre flertando com o fluxo de consciência, conferiu densidade sobretudo ao protagonista. Só que existe, no conto, um matiz caricatural que meio que leva à falência toda a estrutura. Os policiais, a namorada e, por vezes, o próprio narrador são criaturas simplesmente desinteressantes, principalmente quando comparadas ao centro de força abjeto do conto, o Robert. Assim, quando vemos o tira mau dizer “O deixe comigo” (!), e a garota pronunciando frases dignas de uma estudante da quinta série, a credibilidade da coisa se esvai, junto com a imersão que as cenas fortes evocavam. Há, entremeando os diálogos, intromissões bem irritantes do narrador, que não consegue informar o estado de espírito apenas pela fala, valendo-se de muletas verbais.

  9. rsollberg
    3 de outubro de 2014

    A ideia é boa, bem como a trama e o final forte.
    Mas infelizmente não gostei muito da execução, não entendi muito os caminhos traçados até chegar no clímax do conto.

    No entanto, como isso reflete apenas o meu gosto pessoal e a minha compreensão do texto, não tenho muito o que acrescentar.

    Ah, gostei bastante dessa passagem: (…) Era um homem da lei. De sua própria lei.”

    Desculpe não poder ser mais específico, elogioso ou crítico.

    De qualquer modo, parabéns e boa sorte no desafio.

  10. Carolina Soares
    2 de outubro de 2014

    Olá,
    seu conto possui tema e enredo interessantes, talvez uma (ou outra) revisão seria necessária, no entanto o modo como escreveu, impactante, tornou a leitura interessante. Boa sorte no desafio!

  11. Felipe Moreira
    2 de outubro de 2014

    Um texto forte, intenso. O ritmo da narrativa, exceto alguns parágrafos, foi muito rápido, casando com a música Balaclava que eu não conhecia. Li o conto ouvindo-a várias vezes. No geral eu gostei, porque é impactante, de uma natureza que possuímos que é difícil de acreditar ou aceitar. Apenas o estilo frenético e voraz não fez muito o meu gosto, mas compreendo perfeitamente, pois se trata de uma inspiração da música escolhida.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  12. Swylmar Ferreira
    1 de outubro de 2014

    Conto forte, realista com dramaticidade pungente. Saiu do lugar comum com estilo literário próprio. Enredo muito bom, o autor mistura bem narrativa e diálogos e nos traz um final, senão diferente, ao menos espontâneo.
    Parabéns pelo texto.

  13. Thata Pereira
    30 de setembro de 2014

    O começo tem um ritmo muito bom! Achei impossível ler esse conto com calma. Quando chegamos nos diálogos, sentia uma “travada” que achei interessante (efeito da agilidade da narrativa, causava um choque), acho que principalmente por conta da frase “estou grávida”. No meio esse ritmo se perde, então tive a impressão de ler outro conto, não era a mesma técnica do começo. No final esse ritmo volta. Resumindo: achei o meio do conto um pouco perdido na história.

    Boa sorte!!

  14. Camila H.Bragança
    30 de setembro de 2014

    Prezado/a colega

    Vim por meio deste comentário discorrer acerca das impressões causadas pelo seu texto. Em verdade vos digo que a inovação foi bem-vinda. Como dito antes, a estorinha é simples e assim como o 13º texto – Mar dos olhos de Marcela -, a conduta executada como um ourives, deu aspecto original a ela. Salvo as falhas gramaticais devidamente apontadas, não vejo nada que possa retirar méritos de vossa obra. Sobre a discussão levantada, avalio que muito pode ser dito, desde que usadas palavras certas/cabíveis – ou menos agressiva, ainda mais para quem declarar-se escritor. Ora, este deve possuir léxico que lhe permita entabular um discurso de modo aprazível tanto para si quanto para o receptor.

    SDÇ!

  15. Isabelle L
    29 de setembro de 2014

    Ótimo texto! Há um belo entrosamento entre a música escolhida e a obra. Deixou-me sem fôlego e com gostinho de quero mais… Mas me chamou atenção a mudança do eu lírico de terceira pessoa para primeira no final do texto. Estaria ele louco e narrando as próprias ações?
    O limite do ciúmes também é um assunto importante a ser discutido. Seria essa a principal causa da violência doméstica? Até que ponto uma pessoa se permite conviver com algo tão doentio? Há saídas?
    Muito bom, mesmo. Quem me dera escrever assim kk
    Abraços!

  16. David.Mayer
    29 de setembro de 2014

    Estou sem palavras para comentar sobre este conto. Ele me deixou extasiado em alguns pontos, com falta de ar em outros, e tenso em muitos.

    Tudo neste conto tinha um objetivo, percebo agora, livre das teias dos seus parágrafos. Até mesmo o fato da falta de virgula em alguns trechos. Quando percebi duas vezes seguidas, entendi que não era coincidência.

    Não posso dizer se teu conto foi uma critica social, ou apenas uma expressão da sua alma artística. Quero pensar que foram os dois ehehehe. É exatamente o que penso, mulheres que começam um relacionamento e que só ela não percebe a besteira que estão fazendo. Mas as dicas de quem a pessoa é estão ali, presentes: numa fúria irracional ali, num tapa acolá, se permanecem, sabem do perigo no qual estão se metendo… enfim, não tem muito o que comentar. O conto foi massa! Penso e não consigo expressar mais sobre o texto. Foi malz… mas isso é algo positivo. 🙂

    Parabéns pelo conto visceral.

  17. Pétrya Bischoff
    28 de setembro de 2014

    Buenas!
    Penso que o conto relacionou-se bem com a música, em especial com sua melodia e a pressa e agressividade que há. Senti empatia pelo casal tão imaturo. Pelo cara tão desesperado, pela guria sem expectativas. Pelos três elementos, isolados.
    A escrita não me incomodou, absorvo-a como uma nova possibilidade. Só penso que o autor poderia ter optado por utilizar-se dela durante todo o texto, e não por vezes.
    Também gostei do final, melodramático hahah’
    Parabéns e boa sorte.

  18. José Geraldo Gouvêa
    28 de setembro de 2014

    Reli o conto e percebi nele mais qualidades do que no início, e isto se refletirá em minha votação. Mas continuo não gostando dele e continuo achando uma babaquice as pessoas se ofenderem por receber críticas. Isto é infantilidade. Se você vai ficar ofendido se alguém não gostar do que escreve, então não mostre para ninguém, pois sempre haverá que goste e quem não goste.

    Minha nota para esse conto será maior do que o autor esperava que fosse, porque ele tem qualidades, mas será maior do que ele mereceria, se eu não achasse que o efeito tentado falhou.

    Mas, de qualquer forma, estas reações só serviram para me convencer que não é uma boa ideia que participem aqui autores que desejam ter uma carreira literária, a menos que estejam dispostos a beijar todos os rostos, afagar todos os cangotes e dizer palavras bonitas sempre.

    Eu não sou assim. Errando ou acertando, eu gosto de uns textos e não gosto de outros. Mas aqui não é lugar para ter opiniões fortes, é lugar para manter uma cordialidade diplomática que não exalta suficientemente o que é bom porque tem medo de criticar. Se temos receio de criticar, o elogio acaba ficando mais barato. Não há mérito em tirar 10 quando a nota mínima possível é 8 (porque menos que isso “ofende”). Principalmente porque, se a nota mínima é tão perto da máxima, basta um ou dois votos desequilibrados para que um texto medíocre ganhe e um outro de qualidade fique na pior metade.

    Já passei de fase em relação a esses desafios. Ficar aqui é me retardar num lugar aonde não sou bem-vindo, e nunca fui. É como o penetra da festa ser dos últimos a ir embora.

    Eu não sou um autor de literatura fantástica infanto-juvenil, ou pelo menos não tenho mais condições de ser, ou de vir a ser. Minhba formação é outra, meus objetivos são outros, e minhas tentativas de agradar a esse público não funcionaram. Então é besteira minha insistir ainda. Vocês não vão ler o que escrevo, e não vão gostar. E ainda por cima se ofendem com as minhas opiniões sobre o que escrevem. Então cultivem suas recíprocas relações, que o ogro aqui vai se retirar para seu pântano e meus textos e comentários não assombrarão mais esses desafios.

    • David.Mayer
      29 de setembro de 2014

      Que é isso, cara! Todos os comentários são bem vindos. Principalmente comentários edificantes. Fique sabendo que esta pessoa que repudiou seu comentário não pertence a maioria participante deste Desafio. A maioria aqui está propenso a ter aceitação de comentários construtivos. De que outra forma haveria um crescimento e edificação literária, se não saber lidar com criticas negativas ou positivas? Um marinheiro não se faz com tempos bons, mas diante de tempestades.

      Se eu tivesse que ligar para comentários ácidos já teria desistido dos desafios há muito tempo, mas escrevo para mim, para minha namorada, e para quem quiser ler. Mas primeiramente para mim, no qual se revela um dos grandes prazeres da minha vida. E ler também, descobrir novos talentos e incentivá-los. Inclusive, meu conto está entre os dos mais criticados… KKKKKKKKKKKKKK a vida é assim mesmo. Um dia da caça, às vezes o outro também. rsrsrsrs

      É isso. 🙂

    • Isabelle L
      29 de setembro de 2014

      Para alguém tão maduro e crítico, é um melodrama meio exagerado, não acha? Se reclama das pessoas se ofenderem com os seus comentários, porque se ofendeu com uma crítica construtiva? E, se cobra uma postura mais madura da sociedade, porque se fazer de mártir e criar toda uma cena ao redor disso? Não acha isso um pouco imaturo? Além do mais, esse espaço é reservado para falarmos do autor e da obra acima, não da sua visão de mundo. Reveja seu discurso, por favor. Há muita incoerência nele.

  19. Lucas Almeida
    28 de setembro de 2014

    Eu gostei da ideia do seu texto, porém, fiquei confuso quase a leitura toda com a falta da virgula em muitos momentos. Apesar disso. admiro a energia do texto em relação a música que serviu de inspiração. Boa sorte.

  20. Andréa Berger
    28 de setembro de 2014

    Um tema importante de ser trabalhado, já que a violência contra a mulher passa longe de ser discutida em meios literários. Não gostei muito do seu estilo narrativo, mas isso vem de uma questão pessoal, portanto ignore se quiser. Alguns detalhes ficaram meio confusos, como o período da prisão (algumas informações não bateram), mas uma revisão mais atenta pode eliminar essas incoerências.
    Um abraço e boa sorte.

  21. Fabio Baptista
    27 de setembro de 2014

    ========== ANÁLISE TÉCNICA

    Uma escrita de poucos erros, mas que me deixou o tempo todo com uma sensação de estranhamento. Ora parece ter mudado o estilo, de um cru frenético para uma pegada mais poética. Ora parece ser narrado no português de Portugal, ora dá impressão de ter descambado para um roteiro de história em quadrinhos…

    Achei os diálogos teatrais e também que faltou um pouco de clareza ao longo de toda a narrativa (apesar de poucos personagens, fiquei perdido em certos momentos, pensando quem é quem, quem fez o quê).

    – gavinhas
    >>> Pausa para o dicionário

    – romantismo romântico
    >>> Acho até que foi proposital… mas não ficou legal

    – emprego chefe carro problemas motores
    >>> Também acredito que a ausência de vírgulas aqui tenha sido proposital, mas…

    – Dissera ela dias atrás, em tom preocupado no rosto, pálido
    >>> Exemplo de construção perfeitamente compreensível, porém com um ar “esquisito”.
    >>> Sugestão: Dissera ela dias atrás, com uma preocupação pálida estampada no rosto.

    – (…) acabara / entrara / passara / tornara / Correra / pudera (…)
    >>> Dá-lhe mais que perfeito!

    – O deixe comigo.
    >>> Deixe-o comigo
    >>> Deixa ele comigo

    – forças excomungais
    >>> ??????????

    – manchou o vidro de amor
    >>> Ótimo! Porém, logo em seguida o “Também de lágrimas.” estraga tudo… 😦

    – O que pode me explicar acerca destes olhos vermelhos? Isto são drogas?
    >>> Exemplo de diálogo teatral

    ========== ANÁLISE DA TRAMA

    Gostei do mote principal. Já no primeiro soco imaginei que o sujeito não podia ter filhos, mas a trama não é previsível, foi só um bom palpite.

    Essa ideia da repetição também ficou legal.

    O problema é que as coisas ficaram obscuras em alguns momentos. A passagem da cadeia, por exemplo… quanto tempo se passou ali?

    ========== SUGESTÕES

    – Uniformizar o padrão de narrativa

    – Expor os eventos com mais clareza

    – Ambientar no Brasil (nomes brasileiros talvez facilitassem na questão da clareza)

    ========== AVALIAÇÃO

    Técnica: **
    Trama: ***
    Impacto: **

  22. Leandro
    27 de setembro de 2014

    Caro autor, ficou uma trama um tanto quanto sangrenta e chocante, mas bem retratado no ponto de vista de um ciume doentio. O tema abordado acredito que vai gerar muito tumulto aqui nos comentarios, mas enfim, gostei e boa sorte!!!

  23. Anorkinda Neide
    26 de setembro de 2014

    Eu gostei e não gostei…
    O ritmo, o estilo, a estrutura estão legais, muito bons.
    Nesta minha segunda leitura, li com a musica acompanhando, num fôlego só.. estava muito legal… até a musica terminar bem quando o cara tá na prisão.
    Eu gostaria q tivesse o conto tb terminado aí.
    Poderia ter a poesia concreta no final, pq ficou legal tb.

    Mas… quando ele foi solto, já ficou tudo confuso..não tinha mais o ritmo acelerado da canção e ficou obscuro quanto tempo se passou… ela tinha quase ficado em coma na primeira surra, nao teria condições de busca-lo na cadeia.. entao parece q passou bastante tempo, mas as marcas dela ainda sangravam, o q mostra q passou pouco tempo… se passou pouco tempo, a barriga nao estaria já protuberante como dissestes lá na segunda surra.
    O dialogo durante a procrastinaçao defronte a tv tb nao está bom…

    Sugiro mesmo, q ela morra na primeira surra… ele seja preso e depois venha aquela construção concreta do final.. desculpe a intromissao, mas é pq gostaria mais do conto, se nao houvesse aquela parte confusa ali no meio…. rsrsrs

    a construção sem virgulas, daquele dia turbulento do rapaz ficou muito boa. o que me fez lembrar que 20 anos é jovem demais pra esse personagem, eu acho..

    Abração!

  24. Miguel Bernardi
    26 de setembro de 2014

    É um conto forte, que infelizmente remete-nos à realidade. Imaginei que o cara fosse estéril no começo do conto, com a reação quando ele soube que ela estava grávida.
    O enredo tem como base as duas personagens, a relação entre as personagens, seus dramas pessoais. Cumpre a proposta muito bem, muito bem de fato. Deixou um gostinho de quero-mais, embora eu não saiba explicar o que possa ser esse ‘mais’. Algumas vírgulas faltaram, sei que é proposital: gostei deste recurso, deixa a narrativa mais intensa, mais rápida, mais… corrida.
    Acima da média, sim.

    Parabéns, querido(a) autor/a!

  25. fmoline
    26 de setembro de 2014

    Olá,

    Um texto bem sólido, com acontecimentos rápidos e, muitas vezes, inesperados. Explorou bem os personagens e os pôs em uma situação de crise, o que é sempre interessante. Usou um recurso de palavras formando frases, o que deu um ar bem diferente ao texto, um ar moderno e rápido, além de conseguir abrir e brincar com as palavras de forma exemplar. Esse blá, blá, blá expositivo meu só serviu para exemplificar os pontos que eu mais gostei sobre o texto que, na minha opinião, ficou muito bom.

    Parabéns. Boa sorte!

  26. Lucimar Simon
    25 de setembro de 2014

    Eita. Cheguei a tempo! A disputa esta acirrada mesmo… Já até deu um desgaste. rs. O conto em questão tem um bom mote, segue de uma maneira simples. ah erros de português aponta que não houve uma revisão. Problemas, acho que os melhores leitores não são prejudicados por pontuação ou virgulas. Acho chato ficar apontando e desmerecendo bons textos. mas é isso né, esqueci, é uma disputa aqui e apontar os erros é melhor que apontar positividades dos textos. (opinião). Eu gostei do texto. Sem muitas expectativas, não é meu tipo preferido, mas está sim a altura como vários outros. Parabéns e Boa sorte.

    • Mariana
      25 de setembro de 2014

      KKK! Os melhores leitores não são prejudicados e blá blá blá. Se achando muito, figura.

  27. piscies
    24 de setembro de 2014

    Eu não sabia que tanta gente ligava música à tristeza, morte e tragédia. Quanto conto triste, meu deus do céu! hahahah!

    O conto é legal, mas sinto que falta alguma coisa na história. Fiquei tentando expressar em palavras aqui, mas não consegui. Só tenho este sentimento mas não sei por que.

    As frases sem vírgulas estão estranhas. A pontuação no conto inteiro está bastante falha. A expressão das ideias, especialmente cronologicamente, está estranha também. Não entendi direito como ele saiu da prisão, por exemplo.

    É isso. Existe bastante espaço para melhoria aqui, especialmente no quesito redação. Revise mais o seu texto, para começar, e treine muito!

  28. José Leonardo
    24 de setembro de 2014

    Olá, autor(a).

    Seu conto cumpriu a missão proposta, transmitiu a mensagem sem dificuldades. O enredo é acessível, ágil, sempre centrado nos dois personagens. A adequação musical está a contento, foi boa. O final também é legal (a parte da esterilidade não me surpreendeu; a violência cometida no início até me fez deduzir isso). O estilo telegráfio quebrou positivamente o ritmo da narrativa — positivamente mesmo (voltarei a falar sobre esse estilo ao final do comentário).
    É um bom texto.

    Porém, senti falta de certo rebuscamento (tinha tudo para caprichar mais na linguagem nos primeiros parágrafos, imprimir poesia, inclusive, ao texto). Os diálogos são corriqueiros (condizentes com o que se quis transmitir, claro, mas poderia ter dado um toque adicional de criatividade).
    Outras ponderações:
    “auspiciosa no amor e esperançosa na paixão” — Ambos adjetivos são sinônimos; usados com a ligação “e” denotam distinção, e isso não calhou bem. Mera sugestão: “auspiciosa (ou esperançosa) no amor E na paixão”.
    “O deixe comigo” — formalmente seria “Deixe-o”, embora possamos aventar a tão cabível informalidade do ambiente. Nesse caso, acho que “deixe ele comigo” é mais prático.
    No parágrafo que inicia-se com “Ficou calada, extasiada e mudada” há imprecisão. Li várias vezes e não existe um delimitador das ações de Joanne e Robert (“Correu para o jardim vizinho (…)”, creio que a colocação do pronome pessoal “Ele” acabaria com a ambiguidade do trecho e combinaria com o parágrafo seguinte).
    “Ele estava na sala, procrastinado e entediado”: não seria “procrastinando”, ou seja, sempre adiando um pensamento asqueroso (sobre traição, por exemplo — até ali, não vejo outro motivo além desse para ter surrado a esposa grávida).
    O adjetivo “procrastinado” causa estranheza sem explicação imediata, mas o autor tem liberdade para dispor como quiser suas palavras.
    As recordações também poderiam ter sido redigidas telegraficamente.Aliás, o estilo telegráfico foi mal dosado, penso. Para criar efeito, podia ter sido utilizado mais vezes e não somente nas ações diretas.
    Enfim, são simples opiniões/sugestões.

    Boa sorte.

  29. Willians Marc
    24 de setembro de 2014

    Olá, esse conto tem um estória comum contada com uma técnica especial. Pessoalmente, não gosto desse estilo, mas respeito a audácia do autor em sair dos padrões pré-definidos. Eu diria que menos palavras redundantes e umas virgulas no texto não fariam mal, mas isso tudo é escolha do autor, então não considero como uma “falha”.

    Boa sorte.

  30. Claudia Roberta Angst
    23 de setembro de 2014

    Li de uma vez só, o que já é um bom sinal. Alguns errinhos e o redundante “romantismo romântico” perturbaram um pouco. A narração telegráfica me agrada assim como o ritmo das ações. Não adorei, mas ficou acima da média para mim, pela inovação e Macunaíma revisitado.Boa sorte!

  31. JC Lemos
    23 de setembro de 2014

    Show!
    Gostei desde o primeiro parágrafo. Hehe
    E ainda por cima Arctic. Achei diferente, e apesar de saber qual seria a revelação final, não fiquei decepcionado. A qualidade do texto supriu isso de boa.
    O que me incomodou um pouco foi a parte do “Cru”, mas isso não tirou o brilho do texto.
    Mais um acima da média!

    Parabéns e boa sorte!

  32. Gustavo Araujo
    23 de setembro de 2014

    Gostei. É ousado, é diferente. Sai da mesmice sem se preocupar em agradar. E também dá o recado. A história em si é até simples: o homem que se descobre traído e busca lavar a honra com sangue. Mas a maneira como foi contada me ganhou de verdade, especialmente porque eu, eu mesmo, dificilmente conseguiria escrever assim. Há ritmo na leitura em si, essa repetição de palavras e ideias, quase uma cadência levando o leitor a experimentar um pouco da insanidade de Robert e da surpresa desesperadora de Joanne. Claro, não vai agradar todo mundo, mas esse é o preço da vanguarda. A mim, cativou. Parabéns.

  33. Gabriela Correa
    22 de setembro de 2014

    Gosto de sua escrita rápida, curta, ágil. Seu texto é denso, pesado, o que vai de encontro ao meu gosto pessoal – ainda que esteja, inegavelmente, muito bem trabalhado. Mas importa tocar nessas questões que ainda são tabus. Por isso, parabéns e boa sorte! 🙂

  34. Brian Oliveira Lancaster
    22 de setembro de 2014

    Tenso e profundo, mesmo precisando de leves ajustes. Quase aderi a outro estilo no meio do texto, devido a certo evento, mas o final voltou à linha “normal” de cenário urbano. O gênero em si não me chama muito a atenção, mas se conseguir ler é porque você fez um bom trabalho na construção dos caminhos. Mas ainda precisa de uma lapidada.

  35. rubemcabral
    22 de setembro de 2014

    Olá.

    Então, não gostei do texto. Não aprecio este estilo muito telegráfico e achei que faltou aprofundamento das personagens. Tem alguns errinhos a acertar também.

    Gostei, contudo, das enumerações a la Macunaíma, feito: “emprego chefe carro problemas motores rotores catracas notas pragas gripe batidas, na porta do carro, no coração; martelos brocas compassos na mente. Descompassos. Atrasos erros debates discordes recordes recortes, andanças finanças e alianças.”

  36. mariasantino1
    21 de setembro de 2014

    Boa Tarde!

    Gostei de algumas coisas, outras nem tanto. Acho que você foi feliz casando algumas palavras e eu curti muitas comparações como: “um roxo escuro e melancólico, praticamente o mesmo que pintava as manchas no rosto e no corpo de Joanne”. Já outras passagens não casaram muito bem, diria até que a narrativa ficou cheia de altos e baixos, truncada e forçada. Por mais que saiba o que você quis dizer, o efeito não foi legal (opinião somente).
    Desejo que continue e que encontre seu próprio caminho.
    Boa sorte.
    Abraço!

  37. Fil Felix
    20 de setembro de 2014

    #O que gostei: você está desenvolvendo um estilo de narrativa mais rápida, com sentencias curtas, palavras de efeito, misturando gêneros e quase se assemelhando à uma poesia concreta, o que acho interessante, porém…

    #O que não gostei: abusou de adjetivos vagos (bonito, alto) e repetições (cor de chocolate), além do “romantismo romântico” e “sorriu um sorriso”. As frases sem vírgulas, que pode gerar uma leitura interessante, acaba se perdendo em outros momentos que não sabemos se realmente não era pra ter uma vírgula ali ou foi erro. Também não acho legal onomatopeias em textos, já que é um recurso melhor utilizado em HQ. O poema concreto ali do “Cruel” poderia ter sido melhor elaborado, pois não tem ritmo.

    #O que mudaria: uma revisão tiraria esses errinhos que comentei e aprender a desenvolver melhor, e em momentos certos, o uso de palavras de efeito, isoladas ou interrompidas, além dessas outras técnicas visuais.

    • Fil Felix
      20 de setembro de 2014

      Obs: em relação a história, ficou com ritmo de música e um pouco rápida demais, não deu pra absorver muito o que aconteceu.

  38. André Luiz
    20 de setembro de 2014

    O estilo de escrita é próprio de cada um, caros amigos. A exemplo de Clarice Lispector, uma exímia escritora brasileira. A essência da linguagem é amorfa, logo, não se pauta apenas na norma culta e padrão da língua. Sendo assim, inova aquele que, a exemplo de Clarice, rompe com o imaginário das pessoas e cria uma comunicação singular para si. É para isso que contamos com neologismos, não? Críticas são realmente construtivas, porém comentários deste escalão são plausíveis de certo desdém. Afirmo novamente que o estilo da escrita do autor é único, portanto, sem motivos para tamanha ofensa. Obrigado. Ps: Vírgulas são meras convenções. Não vês Mário de Andrade em Macunaíma?

  39. José Geraldo Gouvêa
    20 de setembro de 2014

    Não acho legal uma palavra isolada em um parágrafo. Isso deveria ser usado apenas para dar um impacto forte. Banalizar isso é adotar um estilo telegráfico e porco de escrever.

    Faltou muita revisão nesse texto, e nem estou falando do “romantismo romântico” (arrgh!) e nem de todos os verbos reflexivos estarem empregando ênclise, mesmo nos casos onde seria preciso próclise.

    • Josiane
      20 de setembro de 2014

      Lamentável quando existe falta de respeito para com um dos escritores, sr. José Gouvêa. Lamentável. É preciso civilidade antes de tudo. Uma coisa é comentar, outra é xingar.

      • Lalita
        20 de setembro de 2014

        Josiane, eu não vi o sr. José Geraldo xingando o autor. Acho que você se equivocou.

      • José Geraldo Gouvêa
        20 de setembro de 2014

        Não faltei com o respeito. Criticar a obra é uma coisa. Criticar a pessoa é outra. Infelizmente são muitos os que confundem obra e autor.

        Será proibido agora apontar os defeitos que vemos nos textos para não ofender ninguém?

    • Lídia Duarte
      23 de setembro de 2014

      O estilo telégrafo foi utilizado com grande maestria pelo autor a fim de evidenciar o ritmo agitado da música. É claro, se você buscasse entender o texto, saberia disso. Devo evidenciar também que “porco” é seu comentário acerca do texto, uma vez que não levou em conta a música utilizada e tão pouco soube analisar a obra. Novamente, se levasse a sério o seu papel de “crítico” entenderia a tendência inclinada para Clarice Lispector e as referências ao marco modernista do país: Macunaíma, de Mario de Andrade. Quanto à escrita, é necessário que você aprenda que a utilização de repetições nem sempre são casos de desvios, e que podem enaltecer sim um texto, além de enfatizar um aspecto julgado importante. Há vários tipos de romantismo, é válido informar. Antes de comentar um texto, saiba que esse tipo de crítica não enaltece sua obra, ao contrário, só demonstra o quão mesquinho é.
      Obs: Tente enxergar o mundo fora dos seus padrões.

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Informação

Publicado às 20 de setembro de 2014 por em Música e marcado .