EntreContos

Detox Literário.

Evento Zero – O dossiê (Thiago Albuquerque)

Top-Secret2

Em vista do comunicado das Forças de Ocupação da ONU, o qual aponta uma nova data para o processo de desocupação do território nacional (ainda não definida oficialmente) nós os editores do Blog Filhos do Átomo tornamos publico o presente dossiê. Ao que tudo indica, estamos lidando com um nefasto complô governamental apoiado pelas mesmas nações que no momento ocupam nosso país rapinando os recursos naturais e ignorando nossa soberania sob o pretexto da paz e justiça.

 

O presente documento foi encontrado nos arquivos do jornalista Caio Platão da Agência Internacional de Jornalismo Livre, morto pela polícia secreta do governo brasileiro em dezembro de 2015.

 

Este foi seu último trabalho antes de sua morte perpetrada pela ditadura dos trabalhadores.

 

Esperamos que este dossiê dê novo fôlego ao povo brasileiro em sua luta por uma nação novamente livre e forte.

 

Sinceramente,

Paulo Bezerra Coimbra e Paola Caminha.

Editores

***

 

Essas são as transcrições na integra dos áudios dos depoimentos de alguns sobreviventes do desastre ocorrido em 2014. Os depoimentos foram coletados entre 20 de agosto e 17 de novembro de 2014, todos os depoentes estavam mentalmente sadios.

Todos os eventos citados ocorreram entre 18 e 19 horas da noite de 22 de junho de 2014.

Todos os depoentes faleceram em consequência de sequelas do Evento Zero.

 

20 de agosto de 2014, Bangu, Rio de Janeiro.

Depoimento de Hélio Batista Silva, 36 anos, pedreiro.

 

Eu “tava” voltando do trabalho, peguei dois turnos e dormi sentado no chão do vagão do “parador” do ramal de Bangu. Não vi o que aconteceu, só ouvi o barulho. Muito alto. Altão. Depois o trem foi jogado longe.

Acho que não morri por que “tava” sentado perto da “sanfona” que juntava os vagão. A borracha derreteu e cai “pra” fora nos trilhos.

Eu me queimei todo com a borracha, mas não desmaiei na hora, deu tempo de ver os trens caindo longe, dentro da Quinta.

Era fumaça e fogo pra todo lado. Gente gritando e um pó grosso pelo ar. Sufoquei várias vez antes de desmaiar.

Acordei no hospital e depois que fui saber o que tinha acontecido.

É isso o que lembro.

 

30 de agosto de 2014, Centro de desabrigados em Niterói, Rio de Janeiro.

Depoimento de Jacemir, 17 anos, morador de rua.

 

Eu e os parceiro “tavamu” tomando banho ali no valão na frente da Apoteose. Eu “tava” na frente da galeria lavando o saco, quando nós viu a luz. A parada foi sinistra. Teve um moleque que “tava” de “bob” olhando pros lados de Vila Isabel que cegou na hora. Depois nós ouviu o pipoco. BUM! “Sinistrona” a parada. Ai o fogo veio lambendo tudo.

Maluco! Gelei!

Vazei pra dentro da galeria e me entoquei numa brecha funda lá.

Quando eu sai, tinha nada em pé! A prefeitura, o prédio dos Correios, a Central, tudo no chão maluco! Tudo!

Vagabundo que “tava” comigo sumiu. Devem ter virado presunto.

Foi foda chegar até um canto sem a merda do pó no ar. Tive que pegar a ponte pra Niterói e “tava” foda pra caralho passar por ela, tinha pedaço caído e carro queimando.

Quando cheguei do outro lado, os “verme” me prendeu e “jogarô” num galpão cheio de nego que tinha vindo do centro da cidade.

Disseram que nós “tava” contaminado. O cu deles!

Foi essa merda que rolou comigo.

Sabe dizer quando vão me liberar chefe?

 

07 de setembro de 2014, Caxias, Rio de Janeiro.

Depoimento de Edilton Silva, 39 anos, vendedor ambulante.

 

Eu tinha passado o dia vendendo cerveja e água ali por perto do estádio. Era proibido né? Mas sabe como é, tudo se arruma na base da conversa. Eu dei um “agrado” de cem “meréis” na mão de um “cana” lá e fiquei na moral.

Eu sei que é errado, mas tenho que trazer o leite das crianças. É a vida.

Foi só acabar meus produtos que juntei minhas caixas e peguei uma van para a Central, durante o trajeto, na Cidade Nova, a explosão aconteceu.

Teve um clarão, depois um “estrondu” e ai a van subiu e caiu dentro do valão.

Me cortei todo e quase me afoguei. Sai do carro sem ajudar ninguém. Mas devia! Mas sabe né? Na hora, com o sangue quente, a gente só pensa na gente.

Quando consegui subir pra rua, me caguei de medo xará. Tinha mais nada. Tudo sumiu. Só ficou a porra do pó no ar, mais nada.

Caminhei em direção do porto, mas lá no Gasômetro tombei de fraqueza.

Acordei em Niterói, lá no hospital que eles montaram.

Passei um mês lá, sem poder falar com minha família. Sabe como é. Pobre não tem vez.

Tá bom? É o que lembro.

Essa entrevista vai pro jornal? Vou ganhar alguma coisa?

 

17 de setembro de 2014, Queimados, Rio de Janeiro.

Depoimento de Creuza Lopes, 54 anos, aposentada.

 

Estávamos as irmãs e eu, em um “louvorzão” na Quinta da Boa Vista. Foi muito lindo. Os pastores falando sobre a maldade do governo, os cantores louvando o Senhor e as moças dançando. Lindo, meu filho.

Eu fui por que o Géssica Catiucia ia cantar. Adorava aquela pastora, uma pena Jeová ter chamado ela tão cedo.

Quando o Bispo Geral da Baixada começou a falar sobre como o povo de Deus devia votar no Pastor Ataíde Franco eu fui ao banheiro. Gente idosa é difícil meu filho.

Eu não uso os banheirinhos de plástico. Aquilo é uma imundície, um nojo. Fui ao banheiro que existia ali perto do museu.

Eu estava urinando quando a terra tremeu e um barulho muito alto quase me deixou surda.

A luz apagou e então uma mulher entrou correndo pegando fogo. Uma coisa medonha! Eu fugi dela.

Corri para fora e fiquei chocada! Tudo estava pegando fogo, gente gritava por socorro, coisas caiam do céu e uma poeira grossa estava no ar.

Tapei o rosto com um lenço e fui procurar as irmãs da igreja. Procurei, mas não as achei.

Fugi em direção da estação de trem e um ônibus explodiu perto de mim. Um pedaço de ferro me acertou e desmaiei.

Acordei no colo de um soldado da aeronáutica. Ele me levou até um caminhão que foi para o Hospital de Emergência do Exército em Niterói.

Fiquei lá até me recuperar e fui liberada.

Aquilo foi o Apocalipse meu filho. Fogo do céu, o som de uma trombeta, gente sendo arrebatada, tudo está na Bíblia. O mundo devia ter acabado naquele dia, mas Jeová foi misericordioso e nos deu mais uma chance. Aleluia.

O que? Sim, arrebatadas. Essa história que o povo virou gás, que a televisão falou é obra do Inimigo. Só morreram os falsos crentes. Os verdadeiros foram arrebatados.

Eu? Por que não fui arrebatada?

Não fui porque Jeová queria gente aqui na Terra para contar a história para o mundo.

Meu pastor está escrevendo um novo capítulo da Bíblia sobre isso e eu vou estar nele como uma profetisa do Senhor. Olha que glória. Aleluia!

O nome do meu pastor?

 

28 de setembro de 2014, Magé, Rio de Janeiro.

Depoimento de Getúlio Amorim, 43 anos, piloto de helicóptero.

 

Eu havia acabado de iniciar meu horário de trabalho. Na época, a empresa em que eu trabalhava oferecia passeios noturnos sobre a cidade. Coisa normal.

O trajeto começava no Tom Jobim e seguia pelos pontos turísticos da cidade, Pão de Açúcar, Cristo, Copa, Lapa, etc.

No momento, eu transportava quatro clientes japoneses. Foi um voo tranquilo até a explosão ocorrer.

O sistema elétrico entrou em pane e perdi o controle da aeronave. Colidimos na área da Floresta da Tijuca.

Só eu sobrevivi.

Assim que consegui escapar dos destroços, procurei por ajuda gritando pela mata e ao amanhecer, um morador da região apareceu e levou-me até sua residência. Um barraco no meio do mato.

Foi lá que pude ver a devastação da cidade. Uma parte da floresta estava calcinada e todo o centro do Rio estava encoberto por uma nuvem de pó semelhante à mostrada nas imagens do Onze de Setembro. Horrível.

Oi?

Ah, sim. Eu vi algo estranho antes da explosão. Um avião da FAB cruzou o céu em direção ao estádio em uma altitude muito baixa. Pensei que estava tendo um problema e comuniquei a torre do Tom, mandaram-me seguir o meu plano de voo e ficar calado.

Na hora não dei importância ao ocorrido e continue meu trabalho até o momento da queda.

O que acho sobre essa atitude da torre de comando?

Acho nada amigo.

Acho que até falei demais. Vamos parar por aqui, certo?

Eu tenho crianças para criar.

 

21 de outubro de 2014, Santa Cruz, Rio de Janeiro.

Depoimento de Carlos Eduardo Guarani, 51 anos, oficial reformado do exército.

 

O que?! Desculpe rapaz, mas eu fiquei meio surdo durante o Evento Zero. Fale alto.

Claro. Entendido. OK.

Eu ainda estava na ativa, era responsável por uma das unidades de vigilância no perímetro do estádio. As bases de operações das unidades eram constituídas de veículos pesados de transporte civil de cargas, onde foram montados centros de logística e monitoramento.

Minha unidade era responsável pelo setor oeste.

Tudo ia bem, algumas confusões com manifestantes, uma molecada mimada, os tais Black Blocks, mas nada que pudesse estragar o evento.

Por volta das dezoito e trinta, pudemos notar a aproximação de um transporte na zona de segurança aérea do perímetro. Comuniquei aos meus superiores o fato e fui ordenado a manter o rádio em silêncio.

Estranhei a ordem, mas um soldado segue ordens. Um bom soldado sempre segue ordens.

O que?! Fale alto!

Sim, eu vi.

O dispositivo não foi uma “bomba suja” como o governo relatou. Era um artefato nuclear militar! Eu tenho absoluta certeza disso.

Vi quando a bomba caiu sobre o estádio. Eu vi!

E isso foi gravado pelas câmeras de monitoramento!

Onde estão as imagens? Pelo amor de Deus rapaz! Foram apagadas. Apagadas. Ponto.

Como sobrevivi?

Por sorte, pura sorte.

Assim que o PEM destruiu os equipamentos, a onda de choque lançou o veículo base longe.

De uma equipe de quatorze homens, apenas três sobreviveram, o cabo Macário, o soldado Pinto e eu. Os dois faleceram duas semanas depois, graças os ferimentos que tiveram. Uma lástima.

Se foi o governo?

Você é um piadista rapaz? Não é? Claro que é.

Você sabe a resposta. Todo mundo sabe.

O senhor é um pandego.

Um merda de um pandego.

 

29 de outubro de 2014, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Depoimento de Eduardo Campelo, 27 anos, jornalista esportivo.

 

Eu havia acabado de enviar meu artigo sobre o jogo da tarde daquele dia para a redação e então segui para casa.

Como o transito na área do estádio estava proibido para veículos de passeio, tomei o metrô na estação Maracanã rumo ao centro da cidade, onde deixei meu carro.

Assim que a composição saiu da estação da Central, a energia acabou e tudo tremeu. O túnel ruiu sobre a composição e várias pessoas foram esmagadas. Um verdadeiro horror ficar no escuro ouvindo as pessoas gritando por socorro. Um horror! Nunca mais dormi direito, preciso me entupir de remédios para pegar no sono.

Como?

Sobrevivi graças ao fato da estrutura acima do vagão onde eu estava ter suportado o dano.

Fiquei preso nesse vagão com mais 48 pessoas por 26 dias. Bebi minha própria urina e passei uma fome desgraçada esperando a equipe de salvamento. No dia do resgate, havia só catorze pessoas vivas, a maioria dos mortos faleceu por inanição ou suicídio.

Foi um inferno.

O que? Sim, aconteceu. Alguns dos sobreviventes comeram os mortos. Foi uma coisa absurda, mas quem pode os culpar? Quem não faria de tudo para sobreviver?

Eu?

Não.

Já disse, eu não.

O que eu acho que aconteceu?

Foi o governo. Todo mundo sabe disso, mas quem vai fazer alguma coisa? Quem?

Isso aqui é uma ditadura velada amigo. Meter a cara contra o governo é pedir para sumir.

Essa é a verdade.

 

17 de dezembro de 2014, Búzios, Rio de Janeiro.

Depoimento de Paulo Carvalho, 32 anos, político.

 

No horário do chamado “Evento Zero” eu estava em uma reunião com um capitão da aeronáutica, o senhor Leão Gomes Fagundes. Ele entrou em contato com meu gabinete e marcou essa reunião dizendo que tinha em seu poder documentos comprometedores. Documentos sobre uma enorme conspiração em escala global que mudaria os rumos da história.

Apesar de não levar fé na estória, marquei a reunião para as dezoito e quarenta em meu gabinete na assembleia do Rio.

O capitão Fagundes foi muito pontual e cordial, mas a figura dele era medonha.

Como assim medonha?

Parecia um louco. Estava prestes a surtar. Olhava para todos os lados, cheio de nervosismo e segurava uma pasta sob o braço como se a coisa fosse correr caso ele a largasse.

Com um pouco de jogo de cintura acalmei o homem e então ele me apresentou os documentos que trazia na tal pasta.

O que eles diziam?

Diziam que os americanos e o governo do Brasil bolaram um plano para dar carta branca aos EUA continuarem a rapinar o oriente médio e o governo brasileiro nunca mais mudar.

Eles iriam criar uma comoção em larga escala que o mundo todo iria se condoer.

E que comoção melhor do que um ataque terrorista nuclear durante uma Copa do Mundo?

Não há.

Morreriam pessoas do mundo todo e por isso todos os países iriam tocar o foda-se nos árabes, até mesmo os seus aliados no oriente médio e na China. Aí os americanos dominariam as reservas de petróleo e essa quadrilha travestida de governo iria poder instalar essa ditadura velada que o Brasil vive.

Entendeu?

Onde estão esses documentos?

Sumiram durante a explosão.

Eu só sobrevivi por que o capitão Fagundes, sabendo do horário do ataque me jogou dentro do poço do elevador para me proteger.

Quanto tempo se passou até eu ser resgatado?

Seis horas! Uma eternidade!

Mas aguentei como um herói!

E tenha certeza! Irei até as últimas consequências para provar a verdade! Para acabar com essa patifaria!

Isso basta?

Sim? Opa! Muito bom.

Agora em off menino, diga lá: Essa entrevista vai sair em qual jornal? Diga lá, pois vou comprar uma boa quantidade e distribuir pelo estado, gratuitamente. Eleições chegando.

 

***

 

Departamento Geral de Informação do Itamarati.

Agência de Controle de Danos Radioativos do Itamarati, doc. n°: 00001/15 – Série 02.

Relatório de baixas humanas: dados atuais.

 

Mortes estimadas durante o Evento Zero: Um milhão e oitocentos e setenta mil.

Mortes comprovadas durante o Evento Zero: Um milhão e duzentos e trinta e dois mil e oitocentos e vinte e nove.

 

Mortes estimadas em decorrência ao Evento Zero: Dois milhões e quinhentos mil.

Mortes confirmadas até o momento: Um milhão e cento e vinte dois mil e quarenta e dois.

 

Danos materiais gerais: Incalculáveis.

 

Nível de contaminação do ambiente (Assinalar a alternativa propícia):

□ Baixo

□ Médio

□ Alto

■ Impróprio para a vida humana

 

Estimativa de descontaminação do ambiente: Entre cem e duzentos anos.

 

Ações a serem tomadas:

Isolar a área.

Controlar o fluxo de entrada de civis na área (em caso de necessidade, o uso de violência é permitido).

Analisar o solo e água da área a cada seis meses.

Montar uma base de controle permanente na fronteira da área de risco.

Eliminar possíveis vetores animais oriundos da área.

 

Construir um museu em homenagem a presidente morta no Evento Zero.

Construir um monumento homenageando os mortos do Evento Zero.

Criar um feriado homenageando os jogadores da seleção nacional mortos durante o evento.

Criar uma campanha em favor das investigações do Evento Zero (indicamos o senhor Inácio como garoto propaganda).

 

Atenciosamente,

J. D.

Diretor Vitalício do Departamento Geral de Informação do Itamarati.

 ***

 

Carta aberta ao povo brasileiro.

 

Caros cidadãos do Brasil, após a divulgação de documentos secretos, relativos aos eventos ocorridos durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014, onde um artefato nuclear foi utilizado contra inocentes em uma ação terrorista do governo brasileiro, os países membros da ONU decidiram em uma assembleia geral por enviar uma força de ocupação, para assegurar que os culpados pelo incidente sejam levados à justiça internacional.

Essa força será encabeçada pelos E.U.A, Rússia e China e visa além da captura dos culpados, assegurar o bem estar da população e a preservação dos recursos naturais, principalmente os hídricos, pois percebemos que os mesmos pertencem não só ao povo brasileiro, mas ao mundo.

Pedimos a cooperação de toda população, sobremaneira do aparato público, pois a captura e prisão dos responsáveis pelo atentado é uma questão, a nosso ver, de suma importância para todas as nações.

A ação terá início na próxima quarta-feira, dia 25 de novembro de 2015.

Sem mais, pedimos novamente sua cooperação.

Atenciosamente,

Paul Craig Smith.

Diretor Geral do Conselho de Segurança da ONU.

 

***

 

Transcrição de uma gravação do momento do bombardeio da ONU em Brasília encontrada nos desertos radioativos de Goiás:

 

Não foi nossa culpa…

Meu Deus eles jogaram a coisa!

Não meu Deus! Não!

Eu vou morrer!

Socorro! Mãe!

Socorro! Foi tudo obra do Obama e do Lu…

(Estática).

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19 comentários em “Evento Zero – O dossiê (Thiago Albuquerque)

  1. Marcelo Porto
    12 de julho de 2014

    Li em dois tempos.

    Uma boa história e merece uma revisitação. Apesar dos depoimentos terem ficados interessantes, a insistência neles tornou a narrativa cansativa.

    Talvez a inserção de um narrador torne a trama mais dinâmica.

    Parabéns!

  2. Bia Machado
    12 de julho de 2014

    Gostei! Comecei a leitura achando que acabaria deixando para mais tarde, por conta do tamanho, mas gostei dessa doideira toda, embora os depoimentos tenham me incomodado um pouco, mas valeu o esforço do autor, um bom material.

  3. Cristiane
    11 de julho de 2014

    Gostei da proposta da entrevista para conhecermos os fatos, mas a maioria, de forma repetitiva, explicava a explosão, a destruição e os efeitos dela. Seria mais interessante se cada entrevista trouxesse elementos que complementassem a história, o que aconteceu apenas em alguns casos.

    Gostei muito do estilo escolhido mas não gostei da trama. A mistura de onze de setembro, copa do mundo e conspirações políticas manipulativas ficou meio forçada.

    Boa sorte no desafio!

  4. Thata Pereira
    11 de julho de 2014

    Gostei do conto e os depoimentos me agradaram bastante. Não é o tipo de conto que procuro ler, mas gostei do modo como foi escrito. Apesar de ser grandinho, é bem dinâmico. Assim como a Anorkinda, eu ri muito com a morte da presidenta (que pecado :/ ) rsrs’

    Boa sorte!!

  5. Pétrya Bischoff
    10 de julho de 2014

    Cara, adoooro teorias de conspiração, fico meio paranoica com isso. Imagina uma nóia dessas acontecendo… E tenho certeza que tramas assim ocorrem sem que saibamos!
    A narrativa está boa, mesmo as diferentes falas (que normalmente não gosto). Senti raiva dos governos, e isso foi bom. Parabéns e boa sorte.

  6. tamarapadilha
    9 de julho de 2014

    Ideia bem interessante. Não me prendeu mas é um texto muito bom e criativo. A parte dos depoimentos é algo diferente que deu um tom realístico ao texto. Boa sorte.

  7. Anorkinda Neide
    23 de junho de 2014

    Achei divertida essa teoria da conspiração!
    Ri alto quando soube da morte da Presidenta! hiuahuiha
    mas não né… num ataque de falsa bandeira, a presidenta seria poupada.. mas ela foi traída pelo molusco? wow! ae já pegou pesado! hiuhahuha

    Só foi exagerada mesmo a narrativa do episódio no metrô.. !!
    O texto é muito bom, parabens!

  8. Tiago Quintana
    23 de junho de 2014

    Muito interessante! Só senti que a tentativa de dar um sotaque aos falantes ficou um pouco artificial.

  9. JC Lemos
    22 de junho de 2014

    Gostei e achei muito bem escrito! A narração ficou muito legal e o formato diferente foi um atrativo a mais. Lembrou-me o filme Cloverfild, não sei por quê. haha

    Parabéns e boa sorte!

  10. Edivana
    20 de junho de 2014

    Conto bem escrito, sarcástico e crítico. Apesar de ter gostado dos depoimentos, fiquei meio cansada deles, mas isso não me impede de afirmar que é um bom texto. Tudo de bom!

  11. Jefferson Reis
    20 de junho de 2014

    A narrativa prendeu minha atenção do começo ao fim. Teoria da conspiração me interessa bastante.

    Gostei do uso do formato entrevista, causou um efeito sem igual.

    Alguns colegas apontaram supostas quebras de verossimilhança no texto. Acredito que algumas realmente acontecem, como a final do mundial ser tratada como qualquer joguinho. Nada que uma reescrita para melhorar.

    O conto me deixou com minhocas na cabeça.

  12. Claudia Roberta Angst
    19 de junho de 2014

    Achei a narrativa bem interessante. Gostei da ideia desenvolvida e nem me importei com o tamanho do conto (só no final, vi isso, porque no começo torci o nariz, admito). Ficou bem bacana. Parabéns. Boa sorte.

  13. David Mayer
    19 de junho de 2014

    Muito bom o conto. Prendeu a leitura do inicio ao fim. O final ficou um pouco a dever… Não sei bem o que espera, mas não desabona o texto como um todo.

    Parabéns.

  14. Swylmar Ferreira
    15 de junho de 2014

    Sherazard
    Muito bom conto de ficção misturando política e comicidade. O autor(a) utiliza um cenário real (dias de hoje) aproveitando o evento mundial em andamento em nosso País. O texto prende a atenção do leitor que deseja ver a conclusão. Enredo e narrativa muito bons.
    Parabéns!

  15. Fabio Baptista
    13 de junho de 2014

    Até gostei do cunho político da história, mas a execução não me convenceu.

    Nos depoimentos, em momento nenhum pareciam cariocas narrando. Tirando um ou outro “sinistro”, a narrativa parece mais de paulistas (comendo os “S” quando deveria falar no plural). Poderia ter exagerado mais nos trejeitos, principalmente do menino de rua:

    “Porra, mermão, nóis tava lá riléx, tirando onda na fonte, nem aí pra esse caô de final de copa. Maior furada isso aí. Uns brother aproveitaro pra esculachá os gringos, aí. Mas eu não…”

    Também são muitas as referências a “estádio”, quando o corriqueiro é “Maracanã” ou “Maraca” (pelo menos todos falavam isso nas duas vezes que fui lá).

    Achei desnecessárias as aspas nas palavras coloquiais. Talvez um (sic) daria mais ar de depoimento transcrito.

    E o principal… numa final de copa do mundo, acontecendo a milhares de Km de distância, o Brasil já costuma parar. Imagine como estará o Rio de Janeiro na final dessa copa (caso o Brasil esteja lá, é claro)… não vejo pessoas trabalhando em dois turnos, passeios de helicóptero, louvores (que normalmente ocorrem mais à noite, não coincidindo com o horário da partida), jornalistas lembrando-se do jogo como “enviar meu artigo sobre o jogo da tarde daquele dia”.

    Era final da copa do mundo… e parecia Bangu x Olaria. Não deu a dimensão, sequer aproximada, do evento.

    Claro, as pessoas trabalham… mas normalmente trabalham putas da vida. E se lembram disso.

    – “A ação terá início na próxima quarta-feira, dia 25 de novembro de 2015”
    >>> Esperaram um ano para agir?

    Bom, claro que isso é ficção, mas todo o plano pareceu inverossímil (e sou um dos que detesta esse governo). Os EUA já estão estabelecidos no Oriente Médio, não precisam de mais desculpas. O PT já está estabelecido aqui, um evento dessa magnitude poderia virar o jogo contra eles (o povo brasileiro tende a associar catástrofes, mesmo as naturais, aos governantes).

    E as tropas da ONU bombardeando Brasília seria a realização de um sonho… mas algo pouco provável de ocorrer na realidade que o texto aparentemente se propõe a retratar.

    A ideia de retratar um evento sob diferentes pontos de vista foi muito boa. Acredito que teria sido melhor se o contexto político/conspiratório fosse removido. Poderia continuar criticando… um dos depoentes poderia meter o pau no governo, por exemplo… falar as verdades que só podem ser ditas na ficção. Tiraria o ar panfletário do conto e aumentaria a verossimilhança.

    Abraço!

  16. Eduardo Selga
    13 de junho de 2014

    Embora o conto tenha o mérito de trabalhar bem com um gênero textual pouco usado aqui (entrevista ou depoimento), o conto é muito monocórdico, de tal forma que há um excesso de depoimentos cujo resultado estético é mais ou menos igual. Também para esse “samba de uma nota só” contribuiu o uso da mesma estrutura em quase todos os depoimentos: a pergunta do entrevistador não aparece, fica subentendida pela resposta. Nada contra o uso desse recurso: o problema, repito, é o uso excessivo e sem maiores ganhos.

    Um aspecto interessante é certa fragmentação dos discursos, embora não perca nunca a unidade, que se dá na medida em que o leitor “visualiza” o repórter nas respostas.

    Quando se tenta reproduzir no texto a variação linguística usada pelas “camadas populares” é comum o autor cair no esterótipo puro e simples, exagerando e causando a falsa sensação de que “pobre não sabe falar a Língua Portuguesa” (muitos não sabem escrevê-la, o que é diferente). No conto, o(a) autor(a) consegue não desabar nesse abismo fácil: as “falas” dos pobres trazem as marcas da variação linguística, mas não há o exagero estereotípico. No entanto, algumas tentativas de escrever a prosódia adequada não funcionaram: TAVAMU (creio que a intenção foi TÁVAMU), JOGARÔ (deveria estar sem acento, pela regra das paroxítonas) e MERÉIS (MERRÉIS, como junção de MIL RÉIS)

    O(a) autor(a) consegue não apenas marcar bem as diferenças linguísticas (o militar e o repórter também têm a prosódia adequada), como também causar riso com a “fala” da religiosa quando ela tenta explicar o motivo pelo qual não foi “arrebatada” ( “Não fui porque Jeová queria gente aqui na Terra para contar a história para o mundo.”).

  17. adriane dias bueno
    12 de junho de 2014

    Gostei da narrativa e do conto. Muito bom no quesito ficção científica e teoria da conspiração.
    Apenas uma opinião pessoal: acredito que os depoimentos deveriam iniciar com aspas, visto que isto permitiria separar a narração do ‘autor’ do documento secreto das falas dos personagens e tornaria desnecessário o uso de aspas nas palavras coloquiais dos depoentes, utilizadas de forma interessante no conto, tornando o texto mais limpo.
    No mais desejo sucesso no desafio.

  18. Thiago Tenório Albuquerque
    12 de junho de 2014

    Gostei. Achei interessante a ideia de trabalhar com o real, apesar de pensar meio oportunista o tema, mas enfim, gostei bastante.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  19. mariasantino1
    12 de junho de 2014

    Legal!
    .
    O que vejo nesse DOSSIÊ, é uma pequena mostra de como há manipulação e nenhuma preocupação com as pessoas, de como somos nada frente ao poderio do governo e aos seus propósitos obscuros…
    .
    O/A autor/a escolheu modo diferenciado de narrar e isso criou um bom clima e tudo isso causa um pavor. Veja as mortes, veja a trama. Tudo com gotas de ficção edificado sobre possibilidades reais.
    .
    Achei muito bom. Parabéns e boa sorte.

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Publicado às 12 de junho de 2014 por em Tema Livre e marcado .