EntreContos

Detox Literário.

Belinda, a bela bruxinha (Tiago Quintana)

Era uma vez uma linda menina cheia de graça e esperteza chamada Belinda. Era uma garota um pouco levada e mimada, mas era tão alegre e tinha um coração tão bom que quase todo mundo gostava dela. Tinha cabelos da cor do mel e olhos cor de esmeralda, e usava vestidos bem coloridos e animados! O que ela mais gostava de fazer era brincar com seus amigos o dia todo, depois de voltar das aulas de bruxaria.

            Sim, bruxaria! Pois Belinda não era uma menina comum. Não, ela também era uma bruxinha! Bom, uma bruxinha ainda em fase de treinamento, mas já sabia muitas coisas: sabia conversar com cães, gatos, pássaros e outros bichos, sabia fazer as flores crescerem e desabrocharem apenas com um toque de seu dedão, e sabia usar um cabo de vassoura para voar. Além disso, quando ela se concentrava muito, muito, MUITO, e fazia um remelexo e um saracoteco, às vezes conseguia que seus desejos se realizassem! Mas só quando eram coisas pequenas, como fazer um bolo de chocolate assar bem rápido ou se recuperar na mesma hora de um resfriado.

Belinda vivia sozinha em sua casinha simples, mas confortável, no Vale do Encantamento, um vale bonito e agradável que ficava bem no meio da Serra da Neblina. Ela estudava bruxaria no Colégio de Encantos e Bruxedos Viviane, uma escola muito antiga que tinha esse nome em homenagem à sua fundadora, protegida por tantos feitiços que somente uma bruxa conseguia enxergá-la. A escola ficava bem longe do vale, então Belinda tinha que ir e voltar todos os dias voando em sua vassoura.

A menina adorava praticar seus feitiços e sortilégios! O que ela mais queria era se formar na escola e se tornar uma grande bruxa para ajudar bastante as pessoas. Por enquanto, só o que ela conseguia fazer era deixar os jardins dos vizinhos bonitos e bem cuidados, o que ela achava que era bem pouco.

Mas Belinda não era a única bruxa da região. Também morava no Vale do Encantamento uma bruxa muito velha e malvada que sentia muita inveja de qualquer menina que fosse jovem e bonita. Seu nome era Carmenelda, e ela não gostava nadinha de Belinda porque pressentia que um dia a menina seria uma bruxa muito poderosa, e ela mesma já não tinha mais quase nenhum poder. Belinda, por sua vez, nunca conversara com Carmenelda, mas sempre que por um acaso brincava com os amigos perto da casa dela, tinha uma sensação muito ruim, quase como uma dor de estômago.

Certa manhã, Carmenelda estava com um mau humor terrível. Sonhara com sua juventude, quando fora uma bruxa muito poderosa e temida por todos que ouviam falar nela, mas aí acordou e lembrou-se de que agora estava fraca e sem poderes, e as pessoas nem mesmo sabiam quem ela era. Por azar, Belinda passou voando perto da casa dela bem nesse momento em que a bruxa malvada estava se lamentando. Quando Carmenelda olhou pela janela e viu a bruxinha indo para a escola, sentiu-se tomada de tanta raiva e inveja da menina que decidiu fazer alguma maldade com a jovem bruxa.

Carmenelda guardava em seu armário um pouco do pó mágico que ela usava antigamente para rogar pragas em alguém que a irritava e para fazer outras maldades. Ela não conseguia mais preparar esse pó porque já não tinha mais nenhum poder mágico, mas decidiu que valia a pena usá-lo naquele momento. Pois ela colocou um punhado do pó em um saquinho e depois ficou sentada no banco da praça em frente à casa de Belinda a manhã inteira, só esperando a garota voltar da escola. A bruxa má queria porque queria aprontar alguma com a pobre menina e não ia desistir disso por nada!

Quando a bruxinha finalmente pousou a vassoura ali perto, Carmenelda tentou fingir que era uma velhinha amável e chamou a menina com a voz mais doce que conseguiu imitar:

– Belinda, minha linda garotinha! Venha cá falar com sua avozinha que ela tem um presentinho para você.

Mas a menina era esperta e não se deixou enganar pela falsidade da mulher mais velha; sentiu que o “presente” da bruxa não ia ser nada bom. A primeira ideia que ela teve foi simplesmente entrar logo em casa e deixar Carmenelda para trás, mas não resistiu à tentação e antes disso parou e respondeu:

– Sua malvada, você não é nada minha avozinha! Acha que eu tenho cara de boba?

E dizendo isso, mostrou a língua para Carmenelda. Blé!

Mas isso só serviu para irritar ainda mais a bruxa má e dar tempo a ela de aprontar uma com Belinda. Quando a bela bruxinha se deu conta, Carmenelda (que podia ser bem rápida para fazer maldades!) já estava soprando seu pó mágico sobre ela e rogando uma praga:

– Você é feia, Belinda, muito feia! Todos acham que você é linda, mas todos estão mentindo! Estou chamando você de feia e horrorosa, com nariz de urubu e cara de sapo verruguento, e é isso mesmo o que você vai ser!

Pobre Belinda! Ela correu toda assustada até chegar ao seu quarto, onde se sentiu segura de novo. Mas ai! Quando foi se olhar no espelho, viu que a praga de Carmenelda atingiu-a em cheio! Ela estava uma feiura de dar dó! Tentou usar seus poderes mágicos de todas as maneiras para se curar, mas não conseguiu.

O dia seguinte foi terrível para a jovem bruxinha. Ela tentou ir à escola na esperança de pedir ajuda às suas professoras, mas para onde quer que fosse, via as pessoas rindo e apontando para ela por causa de sua feiura – algumas criancinhas pequenas chegavam até a fugir de medo! Muito triste e chateada, a pequena Belinda não aguentou isso e em vez de ir à escola, foi se esconder das pessoas em um pântano que conhecia, mas nunca visitara.

Sentia-se muito sozinha e chorava bastante, a pobrezinha, enquanto andava sem rumo. Mas não chegou a ficar muito tempo no pântano – na verdade, não tinha dado nem duas horas ainda quando ela viu de repente um sapo em cima de uma vitória-régia no meio do lago.

Esse sapo também não era um sapo comum. Era um sapo muito sabido, amigo de muitas bruxas do bem, e se chamava Reginaldo. Ele logo viu que Belinda era uma bruxinha e foi pulando até a menina chorosa para conversar com ela:

– Mas o que houve, minha bela menina, que você está aí derramando tantas lágrimas? Seu choro é de partir o coração!

– Ah, senhor sapo – respondeu ela, fungando –, é que uma bruxa malvada me rogou uma praga e me deixou toda feiosa! Tão horrorosa que todos riem de mim, ou fogem de medo! Por isso vim me esconder aqui no pântano.

Reginaldo ficou assombrado ao ouvir isso, pois aos seus olhos, a menina não era nada feia, parecia uma garota como outra qualquer. Mas então ele se deu conta do que estava acontecendo e decidiu ajudar a bruxinha:

– Doce menina, não sabe então que você foi enganada por essa bruxa? Você não está feia, pelo contrário! Continua sendo uma garotinha linda!

– Não zomba de mim, senhor sapo, isso é maldade!

– Não estou zombando, criança. O que acho que aconteceu é que você se deixou enganar pelas palavras ruins da bruxa e agora só consegue se enxergar como se fosse feia. Acredite em mim quando digo que isso não é verdade!

– Mas e as pessoas que riram de mim, as criancinhas que fugiram de medo?

– Com certeza estavam rindo ou fugindo de alguma outra coisa, mas você estava tão preocupada com sua “feiura” que achou que era com você. Olhe o seu reflexo aqui no lago e você verá que não está nada feia!

– Já me olhei no espelho, senhor sapo, já vi que fiquei bem feiosa, sim.

Era uma praga bastante poderosa! Mas o sapo Reginaldo não ia desistir assim tão fácil. E vendo que Belinda continuava a não acreditar nele, o sapo sabido achou melhor mudar de tática e acrescentou:

– Faça isso então, meu anjo: feche bem os olhos.

– Mas por que, senhor sapo?

– Porque vou lhe ajudar a fazer um feitiço que vai desfazer a praga da bruxa malvada. Aí você vai ver que ela só confundiu sua cabeça com a maldade dela.

– Está bem! Melhor isso que ficar só aqui desanimada, sem fazer nada.

E ela fechou os olhos, cheia de esperança.

– Pense: “eu não sou feia”. E preste atenção, não pode ser “eu não ESTOU feia”, tem que ser “eu não SOU feia”, tá? Continue repetindo esse pensamento, muitas e muitas vezes. Concentre-se bem nele!

Belinda fez isso. Ficou repetindo em sua mente “eu não sou feia, eu não sou feia, eu não sou feia”, várias e várias vezes até ficar cansada, mas mesmo assim não parou de pensar as palavras. Quando o sapo Reginaldo achou que já era o bastante, ele voltou a falar:

– Toda bruxa tem um jeito especial de realizar seus desejos, algo que é só dela. Conheço uma bruxa que cruza os braços e pisca bem forte os olhos, outra que dá uma torcidinha de nariz, e três irmãs bruxas que declamam poesia enquanto mexem o caldeirão borbulhante. Você também tem seu jeito especial, não tem? Pois agora eu quero que você o use… Mas não deixe de pensar “eu não sou feia”, tá?

E Belinda fez o que ele pediu: fez um remelexo e um saracoteco, e o tempo todo continuava a pensar “eu não sou feia, eu não sou feia”. E o sapo Reginaldo sentiu a magia correndo pela bruxinha. Satisfeito, e sabendo que ela tinha conseguido vencer o feitiço de Carmenelda, ele disse:

– Agora abra os olhos e dê uma olhada em seu reflexo de novo.

E ela fez isso. E gritou de felicidade! O nariz de urubu, as verrugas de sapo, a pele áspera, tudo isso tinha sumido. Ela estava do mesmo jeito de sempre!

Aliás, não. Agora que tinha se livrado dos efeitos do pó mágico de Carmenelda, ela se lembrou dos últimos dias com maior clareza: pessoas rindo de uma piada qualquer, crianças correndo de medo de cachorros bravos… Nada disso tinha sido com ela! E viu que o que seu amigo sapo tinha dito era verdade – a bruxa má a enganara com sua feitiçaria, esse tempo todo ela continuou bonitinha como sempre!

– Muito obrigada por me ajudar, senhor sapo! Se não fosse o senhor, acho que nunca teria conseguido me livrar desse feitiço.

– Imagine, querida. E me chame de Reginaldo, por favor. “Senhor sapo” faz com que eu me sinta muito velho.

A bruxinha cumprimentou o sapo e respondeu:

– É um prazer conhecê-lo, Reginaldo. Meu nome é Belinda.

– O prazer é todo meu, Belinda. Sempre fico feliz em conhecer mais bruxas do bem. Espero que agora possa voltar a viver sua vida sem maiores preocupações.

Quando Belinda ouviu isso, seu sorriso sumiu. Em vez disso, ela franziu a testa, determinada.

– Vou sim, Reginaldo. Mas antes, preciso enfrentar a bruxa malvada que me rogou a praga. Ela vai aprender que não se faz maldades com as pessoas!

Reginaldo se espantou:

– Tem certeza disso, Belinda? Eu poderia pedir a algumas amigas bruxas que cuidassem da situação. Uma bruxinha da sua idade não deveria correr riscos.

Belinda hesitou um pouco, mas logo balançou a cabeça.

– Obrigada mesmo, Reginaldo, mas eu sou a bruxa do Vale do Encantamento, é minha responsabilidade cuidar de bruxas malvadas por aqui. Além disso, e se ela descobrir que você chamou bruxas mais experientes e fugir? Não posso deixá-la continuar a aprontar essas maldades!

E vendo que o sapo sabido ainda queria discutir, ela sorriu.

– Está tudo bem, Reginaldo. Agora que o você me ajudou a vencer o feitiço, não vou mais deixar que ela me afete. Sempre vou me lembrar do que me ensinou!

E a menina marchou decidida até a casa da bruxa malvada, preparando-se mentalmente para o desafio.

Carmenelda, aliás, estava feliz como não se sentia há muitos anos pelo que fez à Belinda. Era quase como se fosse jovem e poderosa de novo! Depois daquela maldade tão bem-sucedida, ela estava até começando a pensar em retomar a carreira de bruxa má, nem que fosse só por pouco tempo. Com certeza ela conseguiria aterrorizar bastante o Vale do Encantamento antes de ter que se esconder de alguma bruxa boa intrometida… Aliás, ela era a poderosa Carmenelda, ela não precisava fugir de ninguém! Com seu pó mágico e seu talento para rogar pragas venceria qualquer bruxa, príncipe ou cavaleiro que ousasse enfrentá-la!

Era nesse tipo de coisa que a malvada estava pensando, tomando um chá de beladona, quando olhou pela janela e viu Belinda chegando montada em sua vassoura com cara de poucos amigos. Nessa hora, ela tomou um susto tão grande que quase cuspiu todo o chá! Como era possível que a criança tivesse coragem de ir lá? Era para o seu feitiço ter destruído a confiança dela! Era para ela estar escondida debaixo da cama, com medo até de sair de casa!

Quanto mais pensava nisso, mais a Carmenelda ficava irritada e decidida a acabar com os poderes da Belinda de uma vez por todas. A bruxa má correu para o quarto, pegou a caixinha com tudo o que restava de seu pó mágico, voltou para a sala e escancarou a porta bem no momento em que Belinda botava os pés na soleira.

As duas se encararam por um tempo – Belinda com uma expressão decidida, Carmenelda, cheia de raiva –, até que a menina quebrou o silêncio:

– Bruxa malvada! Por que jogou um feitiço em mim? O que eu fiz a você? – acusou ela, indignada.

– Feitiço? Mas que feitiço? Ora, não joguei feitiço algum em você, criança! Só o que eu fiz foi falar a verdade: que você não é nem um pouco bonitinha, é uma feiosa, isso sim! – zombou Carmenelda.

– Mentira! Não sou nada feiosa, e mesmo que fosse, não era coisa de ficar me escondendo de todo mundo! Você é uma bruxa malvada, e eu não vou deixar que abuse de seus poderes e faça maldades com os outros. Jogue fora esse seu pó mágico e vá embora do Vale do Encantamento!

– Menina, além de feia, você é burrinha! Eu sou a terrível Carmenelda! Você é só uma bruxinha boba, seus poderes não se comparam aos meus!

Bruxas costumam ter uma intuição muito boa. A de algumas delas era tão boa que elas conseguiam até prever o futuro sem usar coisas como bolas de cristal ou folhas de chá. Talvez fosse porque a intuição de Belinda começava a se desenvolver, mas quando Carmenelda começou a se gabar, a menina entendeu porque a bruxa rogou uma praga sobre ela.

– Mentirosa! Você não é nada assim tão forte. É por isso que faz maldades com as pessoas, para se sentir bonita e esperta, mesmo sendo uma pessoa tão ruim!

Carmenelda não podia deixar de sentir a verdade nas palavras da Belinda, o que só a deixou ainda mais zangada. Tão zangada, que perdeu completamente o controle e jogou todo o pó mágico que ainda tinha na criança, ao mesmo tempo em que soltava um grito de pura raiva, alto e estridente como o de um pássaro.

Feitiços e encantos desse tipo, que tentam convencer a vítima de alguma coisa, normalmente precisam ser acompanhados por palavras, assim como Carmenelda fez quando enfeitiçou Belinda da primeira vez. Só algumas bruxas e feiticeiros muito poderosos conseguem enfeitiçar as pessoas só com o olhar. Mas com todo aquele pó mágico espalhado pelo ar, uma emoção muito forte (dessas que se manifestam em um grito de raiva, por exemplo) funcionava melhor até que uma canção enfeitiçada.

Belinda sentiu uma enxurrada de maldade sobre ela, como se estivesse sendo enterrada em coisas sujas e nojentas, como frutas podres, leite estragado e peixes fedorentos. Tudo o que a menina ouvia eram os xingamentos de Carmenelda, “você é burra e feiosa, burra e feiosa, burra e feiosa”, repetindo sem parar, como uma daquelas músicas chatas que grudam na cabeça e não saem mais de lá.

Mas graças ao que aprendeu com o sapo Reginaldo, a bruxinha não ia mais se deixar afetar pelas pragas da bruxa malvada. Aliás, nem dela e nem de ninguém. Belinda reuniu todos os seus poderes e fez um remelexo e um saracoteco, o tempo todo pensando “não vou deixar esse mal me afetar, não vou deixar esse mal me afetar, não vou deixar esse mal me afetar”.

Tudo isso aconteceu quase em um piscar de olhos. Assim que o grito de Carmenelda morreu, o pó mágico da bruxa malvada começou a rodar velozmente pelo ar, como se houvesse um furacão ali entre as duas, até que de repente ele foi todo espirrado bem na cara da bruxa mais velha. A malvada engasgou e ficou cega com o pó, tropeçou, caiu para trás e ficou ali com o traseiro no chão, tossindo.

Feitiços podem ser perigosos, e as bruxas mais sábias tomam bastante cuidado com eles. Às vezes, um feitiço que foi vencido pode até se voltar contra o feiticeiro. Foi o que aconteceu ali com Carmenelda. Ela, que desejava distorcer a maneira como Belinda se via e pensava que era uma bruxa poderosa e terrível, em vez disso foi obrigada a se ver como realmente era: uma pessoa ruim, invejosa e mesquinha, uma bruxa sem poderes que foi derrotada por uma bruxinha ainda em começo de carreira.

Depois dessa luta, as coisas se resolveram bem rápido. Carmenelda não tinha mais forças para continuar a fazer maldades e foi expulsa do Vale do Encantamento por Belinda. Por precaução, Reginaldo pediu à sua amiga Medeia (que também era uma das professoras de bruxaria do Colégio Viviane) que ficasse de olho nela, mas ninguém achava que a bruxa má voltaria a ser uma ameaça.

Belinda e Reginaldo ficaram amigos; passou a ser comum a bruxinha visitar o sapo para o chá. Ela sempre se lembrou do que ele a ensinara e nunca mais deixou alguém rogar outra praga nela. E a malvada bruxa Carmenelda, que agora já não era mais bruxa porque não tinha mais poder algum, ficou se roendo de raiva e de inveja de Belinda pelo resto de seus dias.

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36 comentários em “Belinda, a bela bruxinha (Tiago Quintana)

  1. Bia Machado
    12 de julho de 2014

    Não me agradou muito, não senti um bom desenvolvimento das personagens, e isso é o que mais gosto. Um texto pode ter até problemas gramaticais, mas as personagens precisam me cativar. Não foi o que aconteceu aqui. No entanto, parabenizo pela escolha ter recaído sobre um conto infanto-juvenil (eu poderia trabalhar o conto com meus alunos de nove/dez anos, por exemplo), boa sorte pra você!

  2. Thata Pereira
    11 de julho de 2014

    Eu gosto de contos assim, mas acho que esse conto ficou em cima do muro. A história pode ser considerada infantil/infanto-juvenil, mas o texto é muito longo, os primeiros parágrafos e alguns diálogos são bastante extensos. Para ser considerado um conto infantil, muita coisa pode ser resumida. Caso não seja, seria preciso refinar a linguagem empregada.

    Boa sorte!!

    • Tiago Quintana
      14 de julho de 2014

      É, no final das contas, acho que é isso que farei com as histórias de Belinda: continuarei com a temática de fantasia, mas deixarei a linguagem mais adulta. Obrigado pelo comentário! 🙂

  3. Pétrya Bischoff
    10 de julho de 2014

    Cara, não vou avaliar esse conto pelo fato lê-lo obrigada desde o primeiro parágrafo, quase regurgitando cada palavra enfiada goela abaixo. Nada me agrada nesse universo literário infantilizado. Se eu seguir falando, soará cada vez mais arrogante, desculpe.

    • Tiago Quintana
      14 de julho de 2014

      Olha, se você tivesse dito apenas algo na linha de “Lamento, mas não gosto de histórias infantis” já teria me dito tudo o que eu precisava saber. Não precisava se estender sobre o quanto odeia o gênero, mesmo sabendo que este é um concurso de tema livre e que fatalmente encontrará contos que não cairão no seu gosto. 🙂

  4. tamarapadilha
    9 de julho de 2014

    Ah bonitinho… Bem no estilo de conto de fadas como falaram aqui. Não achei que a linguagem deveria ter sido diferente por obviamente se tratar de uma história infantil ou juvenil. Boa sorte.

    • Tiago Quintana
      14 de julho de 2014

      Obrigado! 🙂

  5. Swylmar Ferreira
    3 de julho de 2014

    Gostei demais Dom Lançarote.
    Fazia tempos que não lia um conto destinado ao público infantil e o seu é muito bom. Enredo e narrativa bons, além de trazer uma leve aprendizagem. personagens interessantes, Belinda e Carmenelda nem se fala.
    Não achei um conto clchê, ao contrário é bem interessante. Seria muito bom se o próximo desafio fosse destinado a contos infantis.
    De novo. Gostei!

    • Tiago Quintana
      14 de julho de 2014

      Muito obrigado, Swylmar! 🙂

  6. Brian Oliveira Lancaster
    25 de junho de 2014

    Nossa, fazia tempo que não lia “saracoteco”, eu ri na hora. Tive a impressão de uma mãe contando a história. Senti um pouco de excesso de explicações, mas no geral curti o tom conto de fadas.

    • Tiago Quintana
      14 de julho de 2014

      Pois é, acho que no medo de explicar de menos, às vezes expliquei demais, em parte porque eu queria já colocar pontas que são aproveitadas em histórias futuras da Belinda.

  7. Proseador
    24 de junho de 2014

    Acho que a prosa precisa ser mais refinada.

    • Tiago Quintana
      14 de julho de 2014

      Não, não precisa. 😉

  8. Anorkinda Neide
    22 de junho de 2014

    Infelizmente, este texto não está infantil.
    A linguagem infantil precisa ser direta e limpa, então passagens assim:
    ‘Feitiços e encantos desse tipo, que tentam convencer a vítima de alguma coisa, normalmente precisam ser acompanhados por palavras’
    antes das ações, não estão de acordo com o pensamento infantil que é linear e não fica indo e voltando como o pensamento adulto.
    Portanto, uma criança perderia o fio da meada e consequentemente o interesse na historia. O texto é muito longo também, uma criança maior leria, mas o enredo pressupõe um leitor bem pequeno, de pré-escola talvez… então o tamanho também n ão está adequado.
    A historia tem muitas pontas soltas… logo uma criança, bem pequena já perguntaria.. – mas a Belinda mora sozinha?
    se nao há esta explicação no conto, a pessoa contadora da historia vai ter q improvisar e inventar uma resposta. e se isso acontece muitas vezes, acaba que se forme outra historia em cima da original.
    Outra preocupação referente a crianças são os estereótipos que vamos reforçar ou mesmo criar com a leitura. Aqui a maldade está caracterizada numa pessoa mais velha e feia… o q leva a criança a identificar q pessoas velhas e feias sao más. Precisaria ter um contraponto com outra personagem velha e boa. Ou a antagonista poderia ser outra bruxinha menina.
    Quase toda a explicação do sapo Reginaldo não está adequada a crianças, mas a adolescentes com sua tradicional baixa na auto-estima. Pegando este gancho, a historia poderia ser adaptada ao infanto-juvenil, pq o enfoque está nos dramas que esta faixa etária apresenta.
    Bem, espero que minha análise seja bem recebida, sei o quanto a gente coloca de alma num texto, principalmente infantil. Aqui quero apenas ajudar 😉
    Abração

    • Dom Lançarote
      22 de junho de 2014

      Obrigado pelos comentários, Anorkinda! Se não se incomodar, queria apenas tirar algumas dúvidas.

      “A historia tem muitas pontas soltas… logo uma criança, bem pequena já perguntaria.. – mas a Belinda mora sozinha?”

      Sim, isso está no texto: “Belinda vivia sozinha em sua casinha simples, mas confortável, no Vale do Encantamento(…)”. Ou talvez você queira dizer que eu deveria explicar por que ela vive sozinha? Visto que não existem boas razões para uma criança viver sozinha, mesmo sendo bruxa, preferi não entrar em detalhes quanto a isso.

      “(…)mas o enredo pressupõe um leitor bem pequeno, de pré-escola talvez…”

      Desculpe, mas por que o enredo pressupõe isso? Por se tratar de bruxas e sapos falantes, ou pela linguagem? Você mesma compreende que o tema subjacente à história é mais voltado para adolescentes (“Quase toda a explicação do sapo Reginaldo não está adequada a crianças, mas a adolescentes com sua tradicional baixa na auto-estima”) – embora eu possa observar que muitos jovens adultos também passem por isso.

      • Anorkinda Neide
        22 de junho de 2014

        Oi!! Sim, a linguagem é para crianças pequenas e o enredo é para infanto-juvenil.
        Talvez o começo começou bem infantil, mas com o desenrolar a historia passou a falar do universo mais crescido. Eu tb achei q não me expliquei direito, mas só percebi depois.. rsrsrs
        Concordo que jovens adultos passem por isso e velhos adultos tb.. :p
        Acho que criança pequena tb possa se preocupar se levar um encantamento q diga q ela é feia, mas é outro nível de preocupação, noutro tom, sabe?

        “O Vale do Encantamento ficava bem no meio da Serra da Neblina. Era um lugarzinho lindo e colorido, com praças e ruas encantadoras. Cada pessoa que vivia ali tinha sua própria casinha, pequenina e enfeitada com laço de fita. A mais bonita de todas era a casinha amarela de Belinda, a bela bruxinha.”
        Assim, com uma descrição bonitinha, vc diz pq Belinda mora sozinha sem provocar o estranhamento na criança.

    • Jefferson Reis
      23 de junho de 2014

      O conto foi escrito para crianças como eu, de 23 anos, entendeu?

      • Anorkinda Neide
        23 de junho de 2014

        hiauhuahuia entendi!! 🙂

      • Jefferson Reis
        24 de junho de 2014

        Rsrsrsrsrsrs

    • Dom Lançarote
      24 de junho de 2014

      Não estou conseguindo responder ao outro comentário, Anorkinda, então responderei a este mesmo – espero que veja a resposta! 🙂
      Antes de mais nada, muito obrigado pela resposta, entendi o que você quis dizer sobre a linguagem! Minha intenção original era “amadurecer” a linguagem à medida em que a Belinda ia crescendo, nas outras histórias, mas agora estou repensando este plano. Seja qual for a decisão que eu tomar, muito obrigado de novo pela ajuda. 🙂

      • Anorkinda Neide
        24 de junho de 2014

        Oi autor(a)
        Que bom que vc levou por bem… eu sou meio neurótica quando o assunto é literatura infantil.. rsrsrs
        Eu acho que todo cuidado é pouco 🙂

        Eu acho que a dica pra nós, pq eu tb amo essa área, é ler muito infantil, por faixa etária e perceber bem as diferenças.
        Abração

  9. Jefferson Reis
    20 de junho de 2014

    Gostei muito, muito mesmo. Meus parabéns!
    Senti-me dentro do mundo mágico de Belinda.
    Sou apreciador de contos de fadas, bruxas, duendes etc.

    Gostei da linguagem utilizada e não tive problema algum com o tom ingênuo.
    Li bastante rápido, pois a narrativa me prendeu.

    Você comentou que, na versão atual desse conto, bondade não está relacionada à beleza estética. Então acho que resolveu um dos poucos problemas do conto.

    Tenho 23 anos e até hoje leio livros infantis.

    • Dom Lançarote
      22 de junho de 2014

      Muito obrigado, Jefferson!

  10. Cristiane
    19 de junho de 2014

    Achei a história bonitinha, mas muito longa e com pouca ação. Ao pensar no público infantil é importante levar em consideração que crianças menores não mantém o interesse por muito tempo, portanto, não teriam paciência de ouvir até o final. Para crianças maiores ela é muito simples e bastante previsível, com poucos momentos de suspense e emoção. Com algumas mudanças e belas ilustrações ela pode se tornar bastante atrativa para o público ao qual se destina.

    Apesar do tema do desafio ser livre percebo que as pessoas aqui não estão muito abertas a mudanças de foco. Infelizmente!

    Abraços e boa sorte.

  11. David Mayer
    19 de junho de 2014

    Acho que o autor contou essa historia para o seu filho ou alguma criança… estou certo? Imaginei contando uma história dessas para a minha filha, e não para adultos… Soaria muito estranho… ehehehe

    É um bom conto, mas o publico aqui do site é outro.

    • Dom Lançarote
      22 de junho de 2014

      Obrigado pelo comentário, David, mas não concordo que o público seja outro; afinal, usar o fantástico para tratar da realidade é tradicional na Literatura.
      Novamente, obrigado!

  12. Ana Santiago
    18 de junho de 2014

    Muito bem escrito, mas não consegui me envolver tanto. Provável é que seja eu que sou chata mesmo. Parabéns! Boa sorte!

  13. Edivana
    16 de junho de 2014

    Então, se eu tivesse 6 anos estaria encantada, o bem vencendo o mal, a menina bonitinha e tal. A história me parece para esse público, e eu não sou muito admiradora dele. Sinto muito mesmo, mas não consegui me conectar.
    Boa sorte!

  14. Dom Lançarote
    16 de junho de 2014

    Olá a todos! Agradeço enormemente os comentários. Queria apenas explicar uma coisa: a repetição do primeiro parágrafo foi falha do site, não do meu texto. Novamente, obrigado pelos comentários!

  15. Eduardo Selga
    13 de junho de 2014

    Mesmo um conto de fada não pode ter uma narração ingênua, como se criança fosse uma criatura abobada. Esse pecado é o que acontece aqui, numa tentativa equivocada de “falar a linguagem da criança”. O encantamento, o universo psicológico e mágico infantis precisam estar no enredo, é óbvio, mas não em construções frasais tolas, por meio das quais se pode concluir que o(a) autor(a) entende a criança como alguém simplista, raso (“sua malvada!”) e cheia de mimos (“minha avozinha” e “E dizendo isso, mostrou a língua para Carmenelda. Blé!”)

    Qual a necessidade estética de se repetir todo o parágrafo inicial no fim do segundo?

    O enredo apresentado é apenas um aproveitamento de algumas figuras sempre presentes em estórias infantis, porém sem nenhuma releitura, sem qualquer ressignificação. Temos a bruxa má (que, obedecendo o clichê, é velha), a bruxa boa (como manda a cartilha, nova e bela), o sapo. Só faltou o príncipe.

    O conteúdo simbólico, do modo como foi tratado,é outro clichê, quase um mantra social, desses que frequentam muito o Facebook: a verdadeira beleza é a interior. Mas, cá para nós, nem a protagonista acredita muito nisso, dada a insistência mostrada em castigar a bruxa má. Na verdade, vingar-se por tê-la transformado em “feiosa”. Essa “mensagem edificante” não convence: será à toa que o(a) autor(a) deu à bruxa má a característica de ser velha, e portanto feia, e à bruxa boa a de ser nova e bonita?

    • Dom Lançarote
      16 de junho de 2014

      Eduardo, obrigado pelos comentários! Queria apenas oferecer algumas respostas.

      Eu não concordo que “ingênuo” e “abobado” sejam as mesmas coisas. 🙂 Talvez você ache que meu texto, especificamente, seja abobado, e respeito isso; mas não vejo problemas em usar uma linguagem mais lúdica e infantil em um conto de fadas (como escrever o “Blé!”, por exemplo). Não sou nenhum Pedro Bandeira, mas considero não estar em má companhia nessa decisão.

      Quanto a ressignificações, entendo que esse seja seu gosto pessoal, mas não acho que se deva exigir isso quando essa não é a proposta da história.

      Concordo com você que eu não deveria ter caído na armadilha de associar “beleza” com “bondade” – especialmente quando tanto a heroína quanto a vilã são mulheres. Na versão mais atual deste conto já corrigi isso, mas por vários motivos, decidi enviar a versão original para este concurso.

      Agora, discordo veementemente de que Belinda queira se vingar da Carmenelda. Não se esqueça de que além de ela se apresentar como protetora do vale, ela (uma criança) foi atacada gratuitamente por uma bruxa maligna. Obrigar a Carmenelda de alguma forma a parar de usar seus poderes para prejudicar outras pessoas era o correto a se fazer, não simples retribuição.

  16. Claudia Roberta Angst
    12 de junho de 2014

    Eu me senti lendo um conto de fadas ou vendo aquele filme com a filha da Xuxa, Mistério de Feiurinha. Também estranhei o mantra “não sou feia” . A neurolinguística diz que o cérebro não registra o NÃO, mas isso já é implicância minha.
    Não me prendeu a atenção, apesar de bem escrito e ter sido uma tentativa de fazer algo diferente. Boa sorte!

  17. Thiago Tenório Albuquerque
    12 de junho de 2014

    Não me agradou, não consegui me conectar com nada do texto, questão de gosto pessoal mesmo.
    Um texto criativo, mas que realmente não me agradou. Espero que outros possam apreciar.
    Boa sorte no desafio.

  18. Fabio Baptista
    12 de junho de 2014

    Não gostei.

    Tem um clima infantil que não me agrada.
    Algumas coisas mal explicadas quebraram o clima – afinal, se a Belinda não estava feia, o que as pessoas viam para dar risada? Ela se via feia por causa da pressão psicológica ou o feitiço realmente surtiu algum efeito?

    Apesar de contos de fada sempre apresentarem um certo tom de auto-ajuda, aqui a coisa ficou meio descarada, com o sapo pedindo à menina que repetisse o “mantra”.

    Faltou ambientação, faltou carisma às personagens. Tanto a vilã quanto a heroína ficaram insossas. Poderia ter caricaturizado mais uma delas (provavelmente a bruxa má), seja no jeito de falar, nas maldades, etc. Acho que seria um bom texto para ter uma pitada de humor sutil, exagerando um pouco em algumas passagens, por exemplo:

    – “prever o futuro sem usar coisas como bolas de cristal ou folhas de chá”

    Era um prato cheio para inventar algo engraçado aqui, uma maneira peculiar das bruxas preverem o futuro nesse universo.

    Outras vezes, o autor pecou em narrar o óbvio. Exemplo:
    “Às vezes, um feitiço que foi vencido pode até se voltar contra o feiticeiro. Foi o que aconteceu ali com Carmenelda”

    Gramaticalmente, só notei um probleminha de digitação: “que o você”.
    E, principalmente, a repetição apontada pela Maria, ficou muito estranha, completamente deslocada.

    Acredito que o conto todo foi muito morno, sem nenhum ponto de tensão. Uma batalha final mais agitada, ou mesmo uma boa lição de moral (já que estamos num conto de fadas), provavelmente ajudaria.

    Abraço.

    • Dom Lançarote
      16 de junho de 2014

      Muito obrigado pelos comentários, Fábio!
      Olha, como o sapo Reginaldo diz, estava tudo na cabeça da Belinda mesmo. Quanto ao humor, a sugestão é boa, mas eu não sou o Terry Pratchett, prefiro não enveredar por essa área. 🙂

  19. mariasantino1
    12 de junho de 2014

    Oi.
    .
    Houve um repeteco aí no “Era uma vez”, foi proposital? Soou estranho para mim. Achei que teu conto teve um lance meio Harry Potter, Feiticeira e conto de fadas, mas é uma trama grande para pouco espaço. Não entendi por que a Carmenelda estava fraca e sem poderes “…acordou e lembrou-se de que agora estava fraca e sem poderes”. Seria coisa da idade? Que mal! 😦 Acho. que faltou uma maior ambientação sabe? Vender mais o peixe para sentir mais a trama, assim do jeito que está os acontecimentos são muito rápidos. O sapo Reginaldo é interessante.
    .
    Parabéns por sua criatividade, o conto não me agradou muito, mas desejo boa sorte.

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Publicado às 12 de junho de 2014 por em Tema Livre e marcado .