EntreContos

Detox Literário.

Monsieur Jepeto (Wender Lemes)

jepeto

Sou narrador porque gosto de ser narrador, porque alguém em um plano superior me fez assim (acredito eu), porque desconheço a real existência desse alguém. Sou projeção de algo mais intenso que eu mesmo. Se não fosse projeção, explodir-me-ia em mil, ou mais, cada um na sua peculiaridade, cada um individual. Mas sou projeção una de mim a cada mim que crio, só assim sou completo. Sou o narrador desse conto. Conto com minha memória seletiva, minha visão subjetiva e meu humor fatídico para contar-lhes o que vi. Uso da repetição e da multiplicidade da mesma palavra (conto) para confundir-lhes a mente enquanto preparo uma bobeira que lhes prenda e não lhes canse. Tento isto, ao menos. Se, no auge da minha enrolação, eu não ludibriar ninguém, conto assim mesmo, repito assim mesmo, pois vivo da repetição, e vivo muito bem, quem não?

Eu sou velho agora, mas já fui muito jovem. Saí do ventre da minha mãe, como quase todo mundo que lê essas linhas. Quero dizer que cada um saiu de sua mãe, pobre da minha se os tivesse parido a todos. Como dizia, fui jovem, e vi coisas na minha juventude que não queria ter visto. No meio de toda a desventura eu conheci um velho senhor (não imaginava eu um dia ficar tão velho quanto ele).

O senhor Amadeus, assim o chamavam, passava maior parte do tempo sozinho na sua casa pequena de cidade pequena, assim o diziam, e eu o visitava de quando em quando para contar-lhe uma lorota e fazer o bem ao próximo, porque assim me mandavam. Eu não era lá muito fanático pelo cheiro de talco e urina do sofá da sala do homem, pobre homem, mas uma banqueta de madeira ao rodapé interno da varanda parecia segura. Eu sentava na banqueta, seu Amadeus numa cadeira decrépita por ali. Eu chegava às três e meia da tarde num dia, às nove da manhã no outro, mas café quente era água naquela casa – mania irritante, inclusive, desse pessoal que oferece café toda vez – e eu sempre tomava café na minha mania de me meter a cortês. Café na mão, causo na cabeça, eu começava a prosa, só parando quando seu Amadeus se cansasse de rir. O idoso gostava da desgraça inventada, gargalhava dos megalomaníacos que agigantavam seus universos próprios sobre os demais, grunhia de rir dos escritores boêmios falidos que botavam vidas fora por decepções. Ele, velho simplório, não conseguia conceber tragédias tão grandes de existências tão pequenas. Não minto nas suas palavras: “Essa gente séria… um caga lombriga e acha que é marfim, o outro erra o penico e corta o instrumento fora.”. Nessas horas quem ria era eu.

Dado dia eu cheguei à casa do seu Amadeus pela manhã. Ele arrumara um punhado de madeira e um canivete. Com a ponta do canivete ia cutucando um toco, fazendo forma. De vez em quando saía um soldadinho dali, ou uma santinha, ou um cavalinho, ou um palavrão. Amiúde só saía fiapo daquela mão trêmula, mas nas exceções formavam-se uns bons esboços de verossimilhança. Aquilo começou a me deixar curioso, creio que passei a visitar o senhor por vontade própria. Não sejamos hipócritas, todavia, não era vontade de ver o mesmo velho de sempre (parecia o mesmo, por menos que eu o observasse), mas as coisas novas que ele extraía da madeira. Seu Amadeus tinha dom, tinha tempo, e ganhava habilidade a cada pequena obra. Eu, estupefato com o produto, não percebia as mudanças que aconteciam com o produtor.

Não sei quando exatamente a metamorfose começou a ocorrer, porque, como disse, não reparava muito nos traços e trejeitos do homem. Digamos que ele parou de servir café quando eu o visitava, porque fazer café tomava o tempo da obra. Agradava-me esse fato, visto que eu preferia a visão das miniaturas ao gosto do café. O que comecei a notar foi que, ainda que minhas lorotas continuassem – modéstia à parte – hilárias, seu Amadeus não ria… nem sorrir o homem sorria, obcecado que estava por suas criações. Há de se admitir que a criação dispensa uma pequena magia sobre o coração humano, um quê de lembrança do colo materno, embora eu considerasse a conduta do homem em questão um excesso de perfeccionismo e dedicação.

Há pouco eu falei de metamorfose, e era o que ocorria, por dentro e por fora. O espírito que transparecia pelos olhos do velho crescia, rejuvenescia, mas as feições não enganavam, seu Amadeus não comia devidamente nesse momento, estava emagrecendo, definhando, perdendo as últimas forças em uma última empreitada – absorto. Então, não lembro se era tarde, se era manhã, havia sol, pela certeza que me resta, resolvi palestrar com Amadeus, de homem para homem, porque ele morreria se eu não me manifestasse, certamente não duraria mais um mês. E lá estava ele na varanda, dedos calejados (estranhamente mais firmes) cortejando com esmero um sapatinho de madeira do tamanho do próprio polegar:

– Tarde, seu Amadeus! – lembrei-me, era tarde.

Ele não tirou os olhos do sapatinho, nem podia fazê-lo antes de dá-lo como pronto.

– Tarde, filho.

– Já lanchou?

– Pode entrar na casa e comer o que quiser.

– Eu já comi em casa, é o senhor quem precisa lanchar, está muito magro.

– Desde criança, a magreza é que me trouxe até essa idade.

– Mas não vai sustentá-lo para sempre, nem seus entalhes o vão, olhe para o senhor! Nem parece o risonho que me servia café tempos atrás.

– Já disse filho, pode entrar e se servir do que achar.

A intolerância no tom daquele senhor me irritou seriamente, eu falei algo coisas de que me arrependo, mas foi preciso:

– E eu já disse que não tenho fome. Preocupa-me é o senhor, mas se quer morrer desnutrido, que morra, eu não volto a vê-lo assim. – se ele almejava ser Gepeto, que desse a vida por seus brinquedos de madeira.

Saí de supetão, não me virei para ver o estrago de minhas palavras – pensei que seriam nulas diante daquele maldito sapatinho. De fato, só vim a ter notícias do senhor Amadeus dali a dois meses. Ele realmente padeceu, para o meu eterno remorso, mas parara de talhar madeira um mês antes. Pôs fogo nas peças que tanto presava, e acabou por queimar também parte insubstituível de si (o espírito, do qual falei anteriormente).

Seu Amadeus deslumbrou-se na perspectiva de seu próprio universo, como os megalomaníacos que costumavam lhe causar cóleras de riso. Como os boêmios desiludidos, fontes de tanta chacota no passado distante, percebeu, enfim, quão impotentes eram suas mãos criadoras perante o resto da existência.

Particularmente, tento ignorar minha parcela de culpa na lucidez final do velho – já me basta ter xingado o infeliz na última vez que nos falamos. Não fui a velório ou funeral, porque não tenho paciência para esse tipo de evento, mas visitei o frio túmulo de ardósia quando todos o deixaram, até levei um apanhado de flores para ele – por força do hábito, devo frisar, o bufão nunca gostara de flor.

Algum ardiloso poeta dedicou-lhe um ardiloso trocadilho em forma de epitáfio. Fui enganado pelos olhos distraídos, devo confessar:

“Aqui jaz Amadeus, que amou a Deus sobre todas as coisas.”, percebi na segunda leitura, já que a primeira, perdoem-me a sinceridade, foi:

“Aqui jaz Amadeus, que amou ser Deus sobre todas suas coisas.”.

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23 comentários em “Monsieur Jepeto (Wender Lemes)

  1. tamarapadilha
    11 de julho de 2014

    Conto muito bem escrito. Não me chamou tanto atenção o enredo, mas só pela boa escrita já está valendo. Muito boa a apresentação inicial de narrador, não ficou fora de contexto como alguns comentários, considerei uma colocação inteligente e diferente. Boa sorte.

  2. Cristiane
    10 de julho de 2014

    A parte inicial, onde o narrador fala de si mesmo, para mim, é totalmente dispensável. O texto deveria iniciar no trecho que forma o terceiro parágrafo.

    Não me cativou, talvez não tenha compreendido direito a história. #: (

    Desejo sorte no desafio!

  3. Bia Machado
    10 de julho de 2014

    Gostei, pra mim foi um conto curto que funcionou, o narrador é carismático ao jeito dele e me questionei sobre várias coisas durante a leitura, inclusive interpretando da minha forma muitas partes, mas gostei disso. Gostei muito do final, bem melancólico com aquela troca de epitáfio. Muito bom!

  4. rubemcabral
    9 de julho de 2014

    Resolvi adotar algum critério de avaliação, visto que costumo ser meio caótico para comentar.

    Pontos fortes: escrita, personagens bem desenvolvidos..

    Pontos fracos: o enredo não apresenta clímax ou anticlímax, a história resulta um tanto simples.

    Sugestões de melhoria: um enredo melhor desenvolvido, uma boa história para contar.

    Conclusão: o conto está muito bem escrito e as personagens são interessantes, contudo falta “carne” ao enredo. Bom conto!

  5. Thata Pereira
    8 de julho de 2014

    Eu gostei, mas terminando a leitura tive a impressão de ter lido dois contos completamente distintos. Mas percebi que gostei de ambos. Gostaria de saber o que o senhor Amadeus viu nas miniaturas. Apesar que, sinceramente, gostei muito da segunda parte do conto como está, fiquei apenas curiosa. Também gostei da muito da primeira, como já disse, mas eu, Thais, trabalharia as duas separadamente.
    Boa Sorte!!

  6. rsollberg
    2 de julho de 2014

    O primeiro parágrafo é absolutamente sublime.
    Adorei a ironia fina do narrador: “Saí do ventre da minha mãe, como quase todo mundo que lê essas linhas. Quero dizer que cada um saiu de sua mãe, pobre da minha se os tivesse parido a todos.”

    Muito bom o jeito ranzinza do contador, nunca dando o braço a torcer.
    O final é muito interessante, mas deixou um gostinho de “quero mais”.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  7. Swylmar Ferreira
    2 de julho de 2014

    Marco Polo Parabéns!
    Enredo muito bom assim como a narrativa, prendem a atenção do leitor. Achei o estilo de escrita excelente.
    O título é condizente com o conto e o final, apesar de esperado, também. Eu pessoalmente acredito que o enredo é essencial em um conto, não bastando apenas ser muito bem escrito.
    Fiquei feliz por ler tão bela peça de arquitetura. Agradeço.

  8. Pétrya Bischoff
    25 de junho de 2014

    Comecei a ler rapidamente e, no meio do primeiro parágrafo parei, voltei e saboreei as palavras. Para entender o fluxo. Ri por isso, o autor sabia o que causaria.
    Não há o que falar de sua escrita, primorosa. O conto é doce e carrega reflexões, principalmente, em questão da insignificância de nossas ambições diante do todo… Gostei muito de tudo, parabéns e boa sorte.

  9. Brian Oliveira Lancaster
    24 de junho de 2014

    Gostei, curta, bem escrita e bem humorada. Leve. O início deu uma leve travada, mas depois foi suave.

  10. Tiago Quintana
    23 de junho de 2014

    Gostei bastante da história, mas não da prosa, lamento. Fiquei curioso com uma coisa: por que “Jepeto” no título, e não “Gepeto”?

  11. Anorkinda Neide
    17 de junho de 2014

    Ahh… tão bonita a história e acaba de forma tão rápida.. digo, qd o rapaz abandona o velho… passa um período ali muito rápido em termos de leitura… faltou um capricho pra narrar o que aconteceu ao velhinho… se fosse por limite de palavras, a gente pensaria q vc comeu trechos… mas nao foi isso,, nao é mesmo?

    A história é uma delícia e a frase final tb… mas (sempre o mas..) os dois primeiros parágrafos, que tb são bons, eu acho desnecessários para a trama, eles poderiam estar encaixados numa prosa poética, mas como introdução à historia do velhinho, nao achei pertinente… a não ser que… vc voltasse a alguma dissertação desse tipo, novamente no final, retomando aquele fio de pensamento que foi jogado no início.

    outro ponto: pq o velhinho cismou com as esculturinhas? ele escarnecia dos personagens das historias e depois se agarrou nessa obsessão, pq? podia ter linkado uma inspiração tirada das historias q ele ouvia.
    e outra coisa: pq o rapaz era, primeiramente, obrigado a fazer visitas ao velhinho? eu achei q isso se explicaria mais tarde, mas ficou no ar…

    enfim, adoro quando o conto me traz tantas dúvidas, sinal que tem potencial.. hehehe
    Abraçao

  12. Edivana
    15 de junho de 2014

    Oi,
    Sua técnica de escrita é linda. A abertura do conto é mesmo de encher os olhos. Porém não me agradou o clímax da história. Não entendi a raiva da personagem, foi por ter sido trocada pelas esculturas? Se for só pela intransigência do velho me pareceu muito banal. Bem, é meu ponto de vista, até agora ninguém reclamou. Boa sorte!

  13. Thiago Tenório Albuquerque
    12 de junho de 2014

    Gostei demais da ideia e apesar do texto por vezes não me prender, conseguiu me levar a refletir.
    Muito bom,
    Parabéns e boa sorte no desafio.

  14. Davi Mayer
    10 de junho de 2014

    A tecnica da escrita foi boa, mas a história fraca. Comentário meu, vendo alguns contos, se utilizassem a tua forma escrita, os outros contos seriam melhores produzidos… 🙂

    Mas como foi a real intenção do autor fazer algo simples, tudo bem. Contudo, tenho certeza que o autor pode fazer mais, muito mais, e ousar!

  15. Jefferson Reis
    10 de junho de 2014

    Fiquei animado com o tom metaficcional da introdução, mas então ele diminui, sem se perder, no desenvolvimento. Também na introdução, gostei do efeito produzido pelo uso do campo semântico da palavra “conto”.

    Sobre o nome Jepeto, no título da narrativa, ter sido escrito com J e não com G, tenho uma teoria: o velho do conto não é e não tem pretensão de ser Gepeto, mas não pode deixar de ser parecido. Não igual, mas parecido, pois é um personagem relacionado. Na Arte, nada se cria, tudo se recria; e os resultados nunca são iguais. Ao usar Jepeto e Gepeto, o autor, além de trabalhar com a intertextualidade, mantém um pouco da metaficção proposta na introdução, lembrando-nos de que há um narrador e que somos leitores.

    Interessante.

  16. Adriane Dias Bueno
    8 de junho de 2014

    Gostei da história em si, bem escrita e lírica, mas concordo com o colega Fabio Baptista. E não porque toda literatura tem que ter algum motivo moralizante, mas porque ela começou com tal pretensão e depois desgarrou para o lado do egocentrismo puro do narrador.
    A menos que está tenha sido justamente a moral da história.
    Desejo sucesso.

  17. Claudia Roberta Angst
    8 de junho de 2014

    Monsieur Jepeto? Fiquei procurando uma simbologia para a troca do Gepeto para Jepeto no título. Acho que perdi alguma coisa pelo caminho.
    A história é simples, crível, com ares de nostalgia, mas não se aprofunda muito. Não que isso seja ruim, é uma opção do autor. O começo fez com que eu me sentisse tonta dentro de um intricado labirinto. Narrador? Autor? Delírio de um criador com tédio? Gostei mais do final. Boa sorte!

  18. Eduardo Selga
    8 de junho de 2014

    Existem autores que produzem a beleza estética por meio do trabalho com a palavra, certa problematização sintático-semântica, no mais das vezes com ares neobarrocos que muito facilmente podem ser confundidos com afetação; existem outros que conseguem produzir essa beleza por meio de uma simplicidade que, se está presente quanto ao vocabulário e à semântica, é inexistente em relação ao significado. Claro: a beleza não é, nunca, simples.

    O(a) autor(a) do presente conto se enquadra na segunda categoria. Aparentemente, o conto é de uma simplicidade a toda a prova. No entanto, se o narrador se identifica como tal, uma questão se coloca: não será o velho Amadeus (ama a Deus?) um personagem seu? Se ele se diz narrador, ele faz isso para quem? Na afirmação inicial há um pressuposto: a existência de um leitor, já que trata-se de texto escrito (e mais adiante ele diz “sou o narrador desse conto”). Então, o “narrador” não o é, de fato: é, sim, o autor escondido numa máscara textual, pois apenas ele sabe da existência de leitores. Isso, enquanto construção textual é muito belo, porque complexo em sua sutileza.

    Ademais, mesmo quanto à superfície textual, a simplicidade também é ilusória se observarmos algumas construções frasais cujo significado mais profundo pode escapar a uma primeira leitura, como em “Mas sou projeção una de mim a cada mim que crio, só assim sou completo.” na frase em questão, UNA significa ÚNICA ou INDIVISÍVEL? Ambas as interpretações são válidas, porém substancialmente diversas entre si. MIM, pronome oblíquo, não pode, diz a norma, ser usado da maneira como foi na segunda ocorrência (“a cada MIM que crio”). Deveria ser EU, certo? No entanto, EU é sujeito oracional e, ao que parece, o segundo MIM não pretende ser sujeito, e sim sujeitar-se ao primeiro MIM. Então, estilisticamente, está certo. E aponta para a questão que levantei antes: o criador e a criatura, o narrador e o personagem. Este narrador se narra.

    Há um cacófato absolutamente medonho em “[…] nem seus entalhes o vão […]” (O VÃO=OVÃO).

  19. Rafael Magiolino
    8 de junho de 2014

    Achei a ideia muito simples. Esperava algo mais dramático, profundo, porém tudo ficou muito superficial. Apesar de ter sido mais um conto no desafio em forma de primeira pessoa, foi um dos que achei melhor escrito. Acredito que o enredo poderia ter sido um pouco mais amplo e detalhado.

    Apenas um conselho: O parágrafos ficaram muito compridos. Acredito que se fossem reduzidos a leitura ficaria mais agradável.

    Abraço!

  20. mariasantino1
    8 de junho de 2014

    Olá! Puxa, gostei demais. Esperei por outro final, achei que seria um lance meio “Retrato Oval” do Poe, mas nada me desagradou não. Tem uma pegada Deus x Adão (Gepeto x Pinóquio) e o começo que fala de criação e criador ligado a literatura me agradou mesmo.
    .
    Alguns contos me cativaram demais, seja por me desnortear ou fazer refletir, esse texto está inserido no segundo quesito.
    .
    Parabéns e desejo um ótimo desafio para você.
    .
    Abraços.

    • Marco Polo
      8 de junho de 2014

      Obrigado, Maria! Fico satisfeito que meu conto a tenha agradado, mais satisfeito ainda que a tenha levado à reflexão.

      Abraço!

  21. Fabio Baptista
    8 de junho de 2014

    Gostei do ritmo no começo, ficou algo meio hipnótico.

    Mas esse ritmo não se mantém, a narrativa se torna comum (uma narrativa bem feita, porém comum). A história é simples (e bem contada) e o final não traz impacto, maiores reflexões, nem mesmo um bom anticlímax, resultando num conto sem grandes atrativos.

    Na construção do texto, notei apenas um “falei algo coisas” que ficou esquisito.

    Abraço!

    • Marco Polo
      8 de junho de 2014

      Muito obrigado pela crítica, Fabio. Minha intenção era realmente trazer uma história simples – de graça simples, ambiente simples e final simples – contraposta a um personagem que se torna complexo aos poucos e a alguns detalhes sutis da natureza humana. Nunca esperei arrebatar o leitor em uma viagem eletrizante e atirá-lo de um precipício ao final. Se o movi três passos em qualquer direção, meu dever aqui está mais que cumprido. (Quanto ao erro de construção que apontou, quis dizer somente “algo”, a princípio, depois resolvi mudar para “algumas coisas” e meu cérebro me ludibriou nessa kkkk).
      Abraço!

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Publicado às 8 de junho de 2014 por em Tema Livre e marcado .
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