EntreContos

Detox Literário.

Dona Flavia (Luan Vieira)

Do tipo mais comum na cidade pequena, dona flavia era bege com pintas vermelhas, que revelavam seus dias em sol forte. Pele gelada e dedos lisos. Vasilhas sempre foram  sua diversao.  envasilhava tudo que se permetia. Categoricamente, e tranquilamente dona flavia sabia como envasilhar. Quando crianca,envasilhava insetos e com a faca fazia um pequeno orifício.

– É pra num morrer sufocado! Dizia.

E foi pelo orifício que pela primeira vez viu passar seu Saul.

Dona flavia envasilhada em sua casinha amarela, respirando pelo  orificio que durante a noite mantinha fechado. Ali, da janela, apoiada sobre rosas póstumas cor de sua pele, viu passar aquele que pelo resto da  vida seria o responsável por quentear aquela pele gelada.

É que seu saul  acabara de chegar na cidade.Na primeira imagem seu saul era, para todo o bairro, apenas um velho comum com botas sete léguas e caminhada fraca. Mas ele olhou, olhou para dona flavia com olhos de curiosidade. Seu Saul estava curioso, curioso em saber onde era a rua princesa izabel, demorava a decorar o caminho da nova casa. Mas , os olhos, quando vistos, assim de fora, revelam o sentimento, mas escondem os motivos. Dona flavia ali,  de fora ,enxergou curiosidade do amor. E correspondeu com um amor curioso.

No dia seguinte: batom em concordância com suas manchas. Esperava por seu saul.

No primeiro dia de apaixonada ele passou com uma sacola, dois paes, e um sorriso. Nao para ela. Sorria sempre que lembrava, era sorriso com lágrima, sorriso com olho, sorriso de peito, mas o fato era que seu saul vivia lembrando, e vivia sorrindo.

No segundo dia,  dona flavia ja trazia uma xícara de café para fazer companhia simbólica aos pães de seu saul. Se soubesse que o viúvo nao suportava o cheiro amargo do café, evitaria se exibir. É que seu saul, quando crianca, ainda na roça, deixou cair café quente no ombro da irmã mais velha, essa de quem agora herdara a casa.

Foi castigado com surras de cinto.

 

Viúvo precoce e sem filhos, seu saul nunca permitiu que o cheiro amargo do cafe frequentasse seu casebre.

Nesse dia seu saul passou ràpido pela janela.

No terceiro dia dona flavia nao trouxe mais xicara alguma, nem ao menos se efeitou, sabia que em dia de são sebastião a padaria nao abria, e que nao teria pão nem saul naquele dia.

Mas, o velho era novo no bairro e não sabia da importancia do santo.  Embaixo da janela de dona flavia ele viu as portas da padaria fechada. Olhou no relógio achando que o erro era do tempo.

Dona flavia, da janela, disse lenta:

– Abre nao, hoje é dia de sao sebastiao. Fiz pão de alho, serve? São frequim.

Seu saul aceitou a gentiliza, recebeu os pães na vasilha, mas nao disse nada além de sim e obrigado.

 

No quarto dia voltou com a vasilha mal lavada.

Dona flavia estava là,perfumada, e se fez de esquecida. Ali da janela mesmo, pegou a vasilha:

– ja tinha me esquecido!

– ta lavadinha. De bom grado os pães! A senhora tem dedos de fada.

– se o senhor quiser tem mais, só não estão frescos.

– Quero sim senhora, obrigado pela gentileza.

No dia seguinte ,quando devolveu o pote,conversaram  por mais dez minutos.

No proximo dia, mais vinte, e com o passar de poucos dias, seu saul e dona flavia se admiravam, e se elogiavam.

Sempre assim, dona flavia da janela, e seu saul da calçada.

Em um desses dias, saul elogiou o batom de dona Flavia.

Em outro, trouxe um botao que foi da irmã. Com o passar do tempo, seu saul nao comprava mais os paes, mas continuava passando.

Nao tinha mais hora certa, passava  em qualquer horàrio, as vezes pela manhã, as vezes pelo finalzinho da tarde. Dona flavia, que certo dia cansou de esperar, pediu para que quando passasse fizesse sinal com som. Seu saul, desde então, toda vez que passava embaixo da janela, assobiava duas vezes, e rapidamente chegava dona flavia.

Já haviam se passado quarenta e cinco dias , e seu saul a essa altura ja reconhecera o amor, que para dona flavia sempre existiu. Desta vez entregou-lhe um lenço que foi da falecida irmã. A casa herdada estava cheia de objetos da parenta. E seu saul, uma vez ou outra, presenteava dona flavia com um desses objetos. Os dois continuaram o amor de janela, e só o interrompeu para que seu saul fosse a cidade pequena pegar peças de roupa de inverno que estavam em seu casebre, mas foi o mais breve que pôde. Não podia evitar o valor neutro que seu antigo lugar proporcionava. Enquanto isso dona flavia teve três ocupaçoes, as mesmas de antes da chegada de seu Saul.

Comia, a comida trazida por Irene, a moça que fazia compras para dona flavia em troca de alguns trocados. Era um óleo que aumentara o preço, ou uma couve que estava mais cara por causa das folhas grandes, e assim, Irene, moca esperta, ao mesmo tempo de receber o titulo de gentil e respeitosa, recebia sua gorjeta semanal. Dona flavia além de comer, assistia tv, e só parava quando o jornal começava. No das sete pra janta, no das oito para o banho. Depois dormia, e acordava na hora do jornal da manha, nessa hora ia para a janela.  Mas no terceiro dia de rotina do passado ouviu assobio. Deixou a novela das seis e correu para janela. Seu saul, com sacolas de roupa.

– Que bom que voltou ràpido, essas novelas não têm mais graça nenhuma.

-Tem agua gelada?

–  Acho melhor misturar, espera vou pegar.

Dona flavia colocou meio copo de agua gelada, e meio de agua do filtro de barro. Deu a seu saul, esse bebeu, em goles barulhentos.

–  Lembrei da senhora, e trouxe isso.

Era um terço azul claro. Dona flavia recebeu como quem recebe a proposta de casamento esperado. Mas, nao disse nada, antes de dizer, seu Saul falou que precisava subir e guardar as coisas.

No primeiro dia depois dos quarenta e oito passados, dona flavia nao apareceu. Seu saul, fez sinal sonoro. Repetiu o sinal sonoro. Bateu no orificio. E nada.

Foi à igreja, imaginou que Dona flavia finalmente havia saído e estaria na festa  da igreja preparando os cachorros quente, ele foi. Mas não encontrou.Quem encontrou foi Irene, que durante a ida de seu Saul, havia entrado na casa e encontrado dona flavia. Dona flavia nao pôde responder à seu Saul naquele dia, porque voltara a ficar fria, mas nao por falta de amor, e sim por falta de vida. Não era mais bege, nem suas pintinhas eram tao nítidas. Dona flavia morreu. Morreu de baton vermelho e terço na mão.  Mas amou. Pela primeira vez. A primeira vista, por cada minuto amou seu saul.Amou do primeiro dia ao ultimo.

O Velho impossibilitado de esquecer seu grande amor da cidade quase grande, passou o resto da vida lembrando de dona flavia. E sorrindo.  Sorria com o olho, sorria com lagrima, sorria com o peito,e por sempre lembrar, passou o resto da vida, na cidade quase grande, a sorrir.

29 comentários em “Dona Flavia (Luan Vieira)

  1. felipeholloway2
    12 de julho de 2014

    Um desses raros casos em que as incorreções formais não prejudicam o todo da obra. Que, aqui, é de uma singeleza tocante. Excelente conto.

  2. tamarapadilha
    12 de julho de 2014

    Sinto muito, mas… os erros me incomodaram, e muito. Só no primeiro parágrafo, encontrando faltas de ç, de acentos entre outros erros fiquei com vontade de largar a leitura. Mas como queria comentar não poderia fazê-lo sem ler tudo. Enredo bonitinho mas não me envolveu, talvez pela minha atenção que ficou quase inteiramente voltada aos erros, que eram muitos.
    Boa sorte…

  3. Bia Machado
    10 de julho de 2014

    Gostei muito do enredo, realmente fui conquistada pela história surreal de Dona Flávia e Seu Saul. E pela data da postagem e o tamanho não tão extenso do conto, fiquei pensando aqui por que, por que cargas d’água este Entrecortes não fez uma revisãozinha à altura do conto? Espero que já tenha feito isso, a partir das dicas do pessoal, mas parabéns! Textos com tudo isso pra ser revisado “me dão coisas”, mas a história conseguiu superar.

  4. Swylmar Ferreira
    3 de julho de 2014

    Entrecortes
    Narrativa excelente com um enredo muito bom, necessita uma revisão gramatical que com certeza o autor(a) pode providenciar. Já vi textos extremamente bem escritos que se esvaziaram em enredos pobres.Talvez eu esteja romântico hoje e engraçado não é muito meu gosto romances,mas realmente gostei da finesse poética do seu texto.
    Parabéns!

  5. Cristiane
    2 de julho de 2014

    No início até que os nomes com inicial minúscula me incomodaram mas a atmosfera criada foi tão cativante que logo deixei de prestar atenção. Teve um ou dois errinhos de concordância também. Quase chego a pensar que errou de propósito para cutucar os leitores afinal o texto em seu todo é uma pérola, com um ótimo uso da linguagem e um estilo próprio muitíssimo saboroso.

    Qualquer um poderia corrigir os “erros”, mas poucos, bem poucos, são capazes de alcançar essa qualidade de narrativa.

    Parabéns, você é um escritor excelente!!!

    Boa sorte.

  6. Thata Pereira
    30 de junho de 2014

    Gosto desses contos da vida cotidiana e principalmente os que deixam transparecer o estilo de vida e ambientação nas entrelinhas. Você não lê, mas sente. É simples, sim, mas há um objetivo. Existem erros, não dá para passar desapercebido. Se irá incomodar o leitor ou não dependerá do que ele busca ao ler: boas técnicas, envolvimento… ambos.

    É claro que para desafios e concursos a falta de revisão grita. Não quer dizer que o conto não foi apreciado, mas é importante ficar atento (a) para os próximos desafios.

    Boa sorte!!

  7. JC Lemos
    25 de junho de 2014

    Não é minha praia, mas tem seu charme. Não falarei sobre o que os outros já falaram, limito-me apenas a dizer que achei interessante. Não é algo que tenha costume de ler, não é algo que se encaixe no meu gosto, mas tem uma simplicidade notável. O autor leva jeito.

    Parabéns e boa sorte!

  8. Rodrigues
    25 de junho de 2014

    Não sei em que circunstâncias esse conto foi escrito, talvez num banco de ônibus tremulando, as palavras pulando, talvez com a força do pensamento, da mente à tela com os devidos erros que o criativo insiste em manifestar, e com a devida sinceridade. Digo isso, pois apesar das falhas gramaticais e dos typos, foi o melhor conto que li até agora. Os personagens, muitas vezes, lembraram-me os criados por Dalton Trevisan, assim como essa relação afetiva entre os dois, que no caso do escritor paranaense seria mais safada e próxima. Vemos a dona principal – que combinando com as cores que envolvem o conto (uma mulher, uma mulher!) – deixa o texto mais terno a cada vez que se debruça à janela por Saul. Este, por sua vez, foi tão bem delineado na história que é possível ver a forma como anda, seus tropeços, timidez e imaginar os olhos subindo à janela de Dona Flávia. Óbvio que, apesar de pequeno, o texto por vezes nos confunde ou faz o nariz torcer com uma frase mal colocada ou meio torta no meio de tudo, mas é muito pouco para manchar a peça tão bem trabalhada. Ótimo conto, que só não é perfeito pelas circunstâncias em que foi escrito, pois não acredito que um escritor com tal talento tenha a intenção de prejudicar seus leitores. Parabéns!

  9. Tiago Quintana
    23 de junho de 2014

    Desculpe, mas os erros de ortografia foram tantos que não pude apreciar o conto. Esse tipo de coisa arranca o leitor da imersão no texto.

  10. Tom Lima
    15 de junho de 2014

    “Sorria sempre que lembrava, era sorriso com lágrima, sorriso com olho, sorriso de peito, mas o fato era que seu saul vivia lembrando, e vivia sorrindo.”

    Muito bonito. Quando li pela primeira vez quase não notei os erros, ou melhor, notei e passei por cima deles.

    É um conto singelo e poético, belíssimo. Mas pecou na falta de revisão. Um pecado mortal num desafio literário. 🙂

    Parabéns.

  11. Edivana
    15 de junho de 2014

    Bom dia,
    Bem, uma história singela, cheia de pequenezas cotidianas de um casamento lindo entre personagens. Passando por cima da gramática, um belo conto, certamente. Sucesso.

  12. Anorkinda Neide
    14 de junho de 2014

    Ahh que pena eu não gostar do conto como está.. rsrsrs
    Nem falo da gramática, que uma revisão seria um banho de beleza neste conto.. mas vejo um problema maior: coerência.
    o q tb numa revisão pode ser consertado…
    veja…
    já no início, o fato de a mulher ser bege com pintas vermelhas… parecia que o conto seguiria pelo nonsense.. o que seria ótimo.
    mas ele seguiu mesmo foi pela singeleza poética, o que seria lindo, mas ae, a gramática barrou a beleza que surgiria daí.
    então pensamos num conto comum..mas a história tem incoerências, como a mulher ficar à janela e conversar e alcançar coisas a Saul, sendo q ela mora acima da padaria? ficou difícil visualizar isso.
    Tem vários elementos que estáo sobrando na historia e alguns outros poderiam ter sido desenvolvidos e não foram…
    Enfim, a inspiração é boa e inspira o leitor tb… Parabens por isso 😉

  13. Thiago Tenório Albuquerque
    12 de junho de 2014

    Singelo e simples. Um texto que deveria ser melhor trabalhado no que tange a gramática.
    Um bom texto.
    Boa sorte no desafio.

  14. rsollberg
    10 de junho de 2014

    É uma estória bonita. Singela e sensível.
    Apesar de tudo que já foi dito, acho que possui ritmo.
    Uma revisão obviamente faria bem, mas a trama já está toda ai.
    Parabéns e boa sorte!

  15. Brian Oliveira Lancaster
    10 de junho de 2014

    Costuma ignorar detalhes quando o contexto me prende. Acho desnecessário bater na mesma tecla. Vou me focar no que fez diferença aqui: o tom quase poético da “vidinha” dos dois velhinhos. Nos coloca diretamente dentro do convívio descrito. Curti. Há muito potencial “aí dentro” a ser explorado. Dedique-se!

  16. mariasantino1
    6 de junho de 2014

    Perdoe-me, mas não consegui entender o que ocorreu. Os erros de gramaticais (palavras sem acentos ou escritas com letra minúsculas ao invés de maiúsculas) podem passar despercebidos (em parte) quando temos uma trama bem amarrada, quando a narrativa é bem feita, mas isso não ocorreu em seu texto. Conhece, morre, come pães…
    .
    Desejo sorte.

    • mariasantino1
      7 de junho de 2014

      Relendo o meu comentário, me senti mal comigo mesma, então, vim reler o conto e redobrar a atenção.
      .
      Bem, eu entendi o que aconteceu, gostei da trama, do ar doce de amor à moda antiga, só acho que está um pouco acelerado, mas há sentimentos e estes conseguem ser repassados.
      .
      Desejo Sorte no Desafio e peço que perdoe minha desatenção e palavras. Abraços.

  17. Jefferson Reis
    6 de junho de 2014

    É uma estória muito bonita e singela.
    Escrever nomes próprios com inicial minúscula causa um efeito interessante.
    Revise o texto, mas deixe as iniciais assim mesmo.

    Parabéns!

  18. Rafael Magiolino
    5 de junho de 2014

    Ideia boa, bem executada, mas os erros dificultaram, e muito, a leitura.

    Confesso que li duas vezes, pois na primeira reparei nos erros excessivos. Entretanto, na releitura me foquei apenas no enredo e foi muito bom.

    Porém, fica a ressalva: revise o texto ao menos a vez antes de postá-lo. Erros são comuns, mas o grau apresentado aqui foi muito acima do aceitável.

    Abraço!

  19. Pétrya Bischoff
    5 de junho de 2014

    Aaah!, foi tão foooofo que nem chegou a ser triste. Nem mesmo os erros gramaticais tiraram essa fofura. Não penso que esteja a altura do Desafio, mas gostei. Boa sorte 😉

  20. Willians Marc
    5 de junho de 2014

    O conto tem uma ideia interessante, porém acredito que realmente tenha sido escrito sem ter nenhuma revisão e isso prejudicou a experiencia de leitura. Os erros não são propositais e, como já foi falado, qualquer olhadinha no word daria para reparar neles.

    Na próxima tente revisar, pois me parece que o autor(a) tem talento.

    Abraço.

  21. Davi Mayer
    5 de junho de 2014

    Cara, o primieiro conto que gosto do desafio, mas que pecou pela confusão com a lingua portuguesa. Tinha tudo para ter fechado com chave de ouro. Confesso que no inicio pensei em desistir… se o autor não dispendeu um pouco de tempo para revisão, imagina o resto. Mas como foi dito, os erros são postos um pouco de lado e a narrativa te prende. Os personagens envolventes, a ambientação, o clima. O autor tem uma capacidade enorme em escrever, criar poesia na história, mas pareceu um pouco preguiçoso em algumas partes, não pareceu atencioso em deixar o texto justinho.

    Enfim, autor/a, tens muito talento, não pense que a falta de uma revisão, letras maiusculas quando necessárias, não enriquecem ainda mais o texto. Muito pelo contrário. Quando escrevo agora, depois do último conto que participei (ehehehe), tenho cuidado com tudo que envolve o conto, desde o nome do personagem, à concordância, acentos etc. Apesar de aqui ser um exercício de escrita e desenvolvimento amador, temos que pensar lá na frente, em termos profissionais, por que não?

    Parabéns pelo conto.

  22. rubemcabral
    5 de junho de 2014

    Resolvi adotar algum critério de avaliação, visto que costumo ser meio caótico para comentar.

    Pontos fortes: doçura, singeleza da história, carisma das personagens, alguma poesia e metáforas interessantes.

    Pontos fracos: escrita. Se o texto fosse escrito em dialeto, por exemplo, eu aceitaria tudo que foge à norma, sem problemas. Porém, a absoluta falta de revisão ou mesmo consistência dos erros, comprometeu a qualidade do conto. Para mim, um conto bom é resultado da soma de vários fatores. Você, autor, entregou uma parte somente.

    Sugestões de melhoria: revisão, revisão.

    Conclusão: o conto é irregular. Nota-se que o autor tem potencial para mais – tem alma – contudo, necessita dedicar-se mais à revisão e/ou ao estudo da norma culta da língua.

  23. Letícia Zampiêr
    4 de junho de 2014

    Honestamente, quando li nem me dei conta dos erros. Quando uma história te toma, é fácil ignorar esse tipo de coisa (pelo menos para mim). Erros? Quem nunca esqueceu de revisar um texto no entusiasmo?
    Achei uma história brilhante! Me trouxe lágrimas aos olhos.

  24. Claudia Roberta Angst
    4 de junho de 2014

    Eu gostei da história, singela e delicada. As falhas? Uau, imaginei o(a) autor(a) digitando o conto em um celular dos mais incapacitados durante uma viagem de carro em uma estrada esburacada. Viu? Minha imaginação fez de tudo para justificar seus (muitos) tropeços. Pena, porque o enredo é uma gentileza em tarde ensolarada. Boa sorte!

  25. Fabio Baptista
    4 de junho de 2014

    Não gostei.

    Comecei a (tentar) ignorar os erros gramaticais já no primeiro parágrafo. Tarefa árdua, porque eles estão por toda parte. Coisas extremamente banais, que um corretor do Word pegaria. Nem vale a pena listar aqui, pois é quase o texto inteiro. O autor pode até justificar que é proposital… mas parece descaso.

    Quando a escrita não ajuda, a história pode dar uma balanceada. Mas não é o que acontece. Extremamente confuso ou, talvez, com uma “mensagem” que eu não consegui captar.

    Desculpe, mas não sei nem o que sugerir como ponto de melhoria, além de revisar completamente o texto e deixá-lo “limpo” do ponto de vista gramatical.

    Abraço!

    • Fabio Baptista
      4 de junho de 2014

      Como vi o pessoal elogiando a história, resolvi ler de novo.

      E, lendo agora pela segunda vez, não consigo entender como achei a história confusa na primeira leitura, por isso venho aqui me retratar.

      A história é simples e bonita. Realmente possui um toque de conto de fadas, uma leitura leve. Não é excepcional (na minha opinião), mas está muito longe de ser confusa.

      Com a revisão adequada esse texto certamente brilharia por sua inocência.

      Abraço!

  26. Eduardo Selga
    4 de junho de 2014

    Caro(a) autor(a),

    Se for esse o seu caso, não acredite na lenda romântica que diz que escrever literatura bem é escrever exclusivamente com o coração e a sensibilidade, e que, em função disso, as normas gramaticais são desimportantes. São elas as ferramentas que farão com que uma ideia muito boa, como essa que temos nesse conto, se torne, de fato, literatura.

    Se começo pelas falhas é porque, acredite, elas prejudicaram a completa realização do texto. O conto consegue evocar uma ideia meio arquetípica que todos temos dentro de nós: um lugarzinho ideal no mundo, um paraíso terreno, no qual a simplicidade e o amor sincero reinam. Tem algo de lenda, de conto de fada, e contribui para isso o evidente estilo poético usado. Mas não do lirismo mais fácil e xarope: é o lirismo da casinha com chaminé, do homem descalço caminhando devagar no fim da estrada.

    Exatamente por esse traço de simplicidade (que, no fundo, é sofisticação), até seria possível entender o “flávia” e o “saul” escritos em minúsculo como um recurso estilístico. A ortografia contrária à norma se explicaria perfeitamente, pois a inicial maiúscula dá um ar solene ao nome de pessoa, e os personagens do conto são profundamente modestos e singelos. Mas mesmo aí, não há continuidade: por vezes temos “Saul” com a inicial maiúscula. Ou seja, a inobservância das normas não gera nenhum efeito estético, como poderia ter sido. Logo, a inicial minúscula se configura, sim, como erro.

    Veja como a questão gramatical pesa: provavelmente em “Fiz pão de alho, serve? São frequim” você tenha querido dizer FRESQUIM. Sim, “fresquim”, a corruptela de “fresquinho”. Ficaria ótimo se tivesse escrito “fresquim”, por causa da atmosfera do conto. No entanto, está escrito “frequim”, que não significa absolutamente nada.

    Do ponto de vista imagético, o conto é profundamente rico e,sem dúvida, merece um trato melhor. No trecho “Dona flavia envasilhada em sua casinha amarela, respirando pelo orificio que durante a noite mantinha fechado. Ali, da janela, apoiada sobre rosas póstumas cor de sua pele, viu passar aquele que pelo resto da vida seria o responsável por quentear aquela pele gelada.”, a ideia de que a personagem está “envasilhada” (dentro de uma vasilha) por não sair de casa é excelente por conseguir sintetizar muito bem a condição dela. Aliás, o poder de síntese é característica que se destaca. No mesmo trecho, dois achados linguísticos: o poético “rosas póstumas” e o belo neologismo “quentear”.

    Mas, pecados em excesso, não creio que o texto mereça o Nirvana. Embora o enredo faça por onde.

  27. Adriane Dias Bueno
    3 de junho de 2014

    Sinceridade?
    Amei. Simples, terno, prosaico, metafórico e bonito. Amei ler, amei a delicadeza e os entremeio poéticos. Não tecerei qualquer comentário gramatical, morfológico ou estrutural, pois penso que quando algo nos toca essas coisas são todas superáveis.
    Parabéns e sucesso.

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Publicado às 3 de junho de 2014 por em Tema Livre e marcado .
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