EntreContos

Detox Literário.

Reunião entre amigos (Alan Cosme Machado)

rpg

– Há muito tempo atrás, em uma época em que o homem não era limitado por uma sociedade que o doutrinava no que ele deveria ou não acreditar, maravilhas aconteciam. Impossível, mentira, fantasia, mito. Esses termos não haviam ainda sido cunhados, fazendo com que qualquer coisa pudesse ser encarada como se fosse real. Ideologias, nações, religiões. Nada disso existia, não havia amarras para o livre pensamento já que o mundo ainda não havia sido envenenado pela mania de se rotular as pessoas. Toda ideia era permitida e incentivada.

– Dá para pular essa parte? Estou querendo jogar logo. – O homem calvo cofiou sua espessa barba ruiva enquanto prestava atenção na ficha de personagem que tinha em mãos.

– Calma! A introdução é importante para nos fazer entrar no clima da história. – Disse o homem vestido de vermelho que ministrava a partida. – A crença livre e a falta de um consenso no que seria ou não real daquela época fizeram com que o véu da realidade fosse mais fino. O mágico, o fantástico e o sobrenatural eram banais e corriqueiros. Mas, com o passar dos séculos, o homem endureceu sua fé em moldes rígidos que não permitiam a livre fluidez da imaginação e da troca de ideias. Servindo apenas para criar desavenças frívolas e guerras de poder. O véu da realidade ao longo dos séculos foi se tornando cada vez mais denso até que nos dias de hoje quase não se dá para enxergar nada através dele.

– Acabou?

– Sim. – Respondeu o mestre da partida, irritado com a impaciência de seu jogador. – Nossa jornada parou onde mesmo?

– Meu personagem encontrou um lemuriano no meio do caminho. – Disse o jogador que possuía uma longa cabeleira amarrada em um rabo de cavalo. – Eu decidi enfrentá-lo com minha espada mística.

– Jogue o dado. – Disse o mestre.

O cabeludo assim o fez. Jogou o dado de vinte lados sobre a mesa, cheio de expectativa enquanto o resultado não se firmava. Para o seu azar, o número exposto para cima foi o pior possível.

– O lemuriano defendeu seu golpe com um escudo e contra-atacou com sua lâmina curta. Você perde vinte pontos de vida.

Enquanto o mestre da partida dizia o seu veredito, o terceiro jogador presente, que até o momento ainda não havia se pronunciado, pôs sua ficha de personagem na mesa e se levantou em seguida.

– O que foi, Martim? – Perguntou o jogador de rabo de cavalo.

– Cansei. Essa partida está muito sem graça.

– Mas ela nem começou! – Protestou o careca de barba ruiva.

– Pra tu ver, né?

Naquela casa quatro amigos de longa data gostavam de se encontrar de vez em quando. Seja para assistir algum filme, contar as boas novas ou, como era o caso naquele instante, jogar um pouco de RPG.

A residência pertencia a Marcos Mignola, um homem solteiro de vinte e oito anos que vivia sozinho e trabalhava como vidente. Ele era aquele tipo de profissional que anunciava poder trazer amor perdido em três dias. Marcos era branco, seu cabelo castanho e encaracolado. Acima dos seus lábios havia uma discreta cicatriz de quem nasceu com fissura no palato, mas que foi logo fechada com cirurgia. Seus dois braços eram cobertos por tatuagens que faziam referência a várias religiões e misticismos. Lembrando mais um artista, ele não se encaixava no estereotipo de pessoa espiritualmente evoluída imaginado pela maioria.

O jogador careca e de barba ruiva se chamava Heitor Sacramento. O mais velho do quarteto, tinha trinta e sete anos. Trabalhava como delegado. Apesar de sua barriga proeminente, ele conseguia impor respeito e temor nos outros por causa de sua feição de “poucos amigos”.

Jéferson Oliveira de todos era o mais moço, tendo apenas dezenove anos. Por intermédio de Marcos, Jéferson se enturmou com os outros. Se conheceram quando Marcos começou a namorou com a irmã de Jéferson por um tempo. O namoro acabou, mas a amizade com seu ex-cunhado prosseguiu.

Por fim, George Martim. Pele pálida, olhos fundos, cabelo extremamente preto e magro ao ponto de ter o rosto ossudo. Juntando essas características com o fato dele ser encontrado sempre com uma jaqueta preta faça chuva ou faça sol, não é de se estranhar que muitos tenham o costume de atravessar para o outro lado da rua quando passam por ele.

– O que vamos fazer agora, então? – Perguntou Heitor enquanto dobrava a sua ficha de personagem e a guardava novamente em seu bolso.

– Eu tenho cerveja na geladeira. Em cinco minutos posso baixar qualquer filme da net e pôr na TV para gente assistir. – Respondeu Marcos.

Após ouvir aquele último comentário, George, sem dizer mais palavra, saiu de perto da companhia de seus amigos e foi até o lado externo da casa. Apesar de não ser muito grande, a residência murada possuía um humilde jardim. Que apesar de pequeno correspondia a mais da metade do terreno.

– O que deu nele? – Indagou Jéferson.

– Deixa que eu vou lá perguntar. – Respondeu Marcos. – Meu laptop está em cima da escrivaninha. Ligue ele e baixe alguma coisa interessante para a gente ver.

Encostado a parede do lado de fora, George fumava algo que não era cigarro. Marcos não se importou com aquele excesso de liberdade do companheiro. O que o deixou irritado foi o fato dele colocar seu pé direito na parede. – Acabei de pintar! – Disse Marcos enquanto dava um leve pontapé no amigo.

– Foi mal.

– Deixa para lá. – Disse Marcos respirando fundo, se preparando para entrar no assunto principal. – Martim, algum problema? Você está mais mal humorado do que de costume.

– Sábado a noite e estou aqui com um monte de marmanjo jogando RPG e assistindo filme na tevê.

– Te conheço há dez anos e isso nunca te incomodou. Fala a verdade, vai.

– É Lucélia. Aquela miserável! Acho que ela está me passando a perna.

– Você viu algo que te deixou desconfiado ou é só ciúmes puro e simples?

Martim esfregou a cabeça freneticamente como que para forçar os seus neurônios a funcionar. – Sinceramente? Não sei.

– Isso dá para descobrir fácil. Deixa eu pegar meu baralho no meu quarto. – Após falar, Marcos acenou um tchau em direção ao portão da casa. Martim forçou a vista no sentido da entrada e não viu nada.

– Está falando com quem?

– Meu tio de vez em quando passa aqui para dar um oi. – Enquanto falava, Marcos tomou aquilo que Martim fumava a pulso e o jogou fora, na grama do seu jardim. – Se Jéferson te ver fumando isso é capaz do moleque ter um troço.

Marcos entrou na casa, Martim foi logo em seguida. Mesmo com um pouco de receio, sua curiosidade o forçou a olhar para trás. Ele viu uma silhueta que lembrava uma pessoa sem cabeça e mãos. Como se fosse um homem invisível vestido. Mais tarde, ao final daquela noite, ao se aproximar do portão para ir embora, Martim irá perceber que o fantasma que pensava ter visto na realidade era somente uma mancha na tinta do muro. Martim ficará sem saber se devia se sentir aliviado ou idiota.

A mesa onde a partida de RPG se desenrolava agora era usada para uma consulta holística. Sentado atrás da mesa, Marcos espalhou suas cartas em posições equidistantes. Todas viradas para baixo. A reação dos seus amigos aos assistirem o início daquela consulta foi variada.

– Acho melhor não brincar com essas coisas! – Comentou Jéferson. Visivelmente nervoso.

Heitor prendia o riso, mas após Jéferson ter expressado sua insatisfação ele não aguentou e caiu na gargalhada.

– O que foi?! – Perguntou Marcos. Sem entender o motivo da graça.

– Acho incrível como tem gente adulta com mais medo do bicho papão do que de problemas reais. – Ao ouvir aquilo Jéferson olhou para Heitor como se o fuzilasse.

– Meninos, tenham modos. – Após o pedido de Marcos, todos se silenciaram. Martim puxou uma cadeira e se sentou a sua frente. De modo aleatório ele tirou uma carta. A carta da morte.

Ao perceber qual foi a carta retirada, Jéferson se benzeu três vezes. Algo que precisou da interferência de Marcos para apaziguar seu pânico. – Calma, garoto. Não seja tão literal. Essa carta exprime mudança, fim de uma fase, abertura de novos espaços de realização.

– Ainda acho que não devemos brincar com isso! – Objetou Jéferson.

O paternalismo de Marcos morreu diante da teimosia de Jéferson em, segundo ele, abrir seus horizontes. – Ok. Continue na coleira. Só faça o que te disserem ser o certo a fazer. Não aprenda nada que te dizem ser perigoso aprender. Engula e aceite sem pestanejar as ordens do seu dominador.

Heitor coçou a barba novamente. Um chiste que sempre se expressava quando ele ficava ansioso por algo. – Por favor, gente. Alguém aqui além de mim raciocina? Essa ladainha de vocês é tão vaga que pode ser encaixada na vida de qualquer um. Mudanças ocorrem com todo mundo a qualquer hora. – Disse Heitor apontando para Marcos, mostrando que se referia a seu ponto de vista. – Por estar impressionado você pode muito bem vir a ter um pesadelo e atribuir a alguma suposta manifestação do mal. – Apontou para Jéferson. Demonstrando o mesmo.

– Porra, Heitor! Será que você só acredita no que seus olhos veem? – Perguntou Marcos tão irritado que chegou a bater na mesa.

– Ah tá. Devo acreditar no unicórnio cor de rosa também?

Martim começou a assobiar e a balançar suas mãos para o alto, chamando atenção para si. – Fiquem quietos! Depois vocês se matam. Primeiro eu quero saber se a vagabunda está me traindo ou não.

Após alguns minutos de reflexão, Marcos veio com o resultado da pergunta que inquietava seu amigo:

– Talvez.

George ficou com a expressão de quem não tinha entendido nada. Jéferson ficou apreensivo. Heitor começou a rir até lacrimejar. Apesar das desavenças ideológicas, após um debate acalorado e uma troca de chacotas, terminou que todos aceitaram receber uma consulta. Jéferson, que de início era o mais contrário a ideia, se prontificou a ser atendido em seguida.

– Tire uma carta. – Disse Marcos, quase ordenando.

Jéferson sentia em seu interior uma confusão emocional. Por um lado acreditava que estava fazendo algo errado. Por outro, sua parte transgressora estava eufórica. A emoção foi tanta que tornou a simples tarefa de pegar uma carta e virá-la para cima super complicada. Ele precisou tentar três vezes.

Marcos foi o primeiro a ver qual carta havia sido a escolhida. – Sinto muito, garoto. – Disse com uma fingida entonação de pesar. – Hoje Satanás vai bater em sua porta.

Jéferson, apesar de ter uma pele morena, conseguiu ficar mais pálido do que Martim. Este, por sua vez, continuou sem entender nada. Já Heitor precisou tapar a própria boca para não cair na gargalhada mais uma vez.

– É brincadeira, rapaz! Já falei para você não ser literal! – Disse Marcos com um enorme sorriso no rosto. O alivio de Jéferson foi tanto que só depois de acalmado ele pareceu ser capaz de voltar a soltar o ar. – Essa carta representa o material em frente ao espiritual. Acho que você está dando importância ao que não devia. Como, por exemplo, se preocupando demais com castigos e recompensas por boas ações.

– Só isso? – Jéferson não entendeu a indireta. Estava ocupado demais se acalmando do susto.

Após o cabeludo ceder o lugar, foi a vez de Heitor. O delegado olhava para o vidente com um sorriso desafiador no rosto. Expressão essa que era retribuída na mesma intensidade.

– Tire uma carta. – Ordenou Marcos, cerrando os olhos.

Heitor assim o fez. Virou aleatoriamente uma delas e a mostrou ao amigo. – Seja lá qual carta tirei, tenho certeza de que você irá conseguir inventar um significado para ela em minha vida.

– A roda da fortuna. – Disse Marcos. – Diria que você leva a vida muito ao acaso, sem planejar nada.

– É, né.

Após o tarô ter perdido a graça, Jéferson percebeu que o download do filme havia terminado. Sem que ninguém soubesse qual havia sido o titulo escolhido ele o colocou no aparelho de televisão da sala usando um pen-drive. A surpresa pegou a todos desprevenido.

– Porra, Jéferson. – Protestou Heitor. – Mas você é um metaleiro criado a base de danone mesmo, não é?

– Que foi?

Apesar do filme não ter sido do agrado da maioria dos presentes, só o fato de estarem juntos conversando e trocando piadas a todo momento por qualquer coisa que aparecia na tela já fazia a sessão valer a pena. O filme em questão era um de vários que contava a interminável saga de um garoto que aprendeu magia em uma escola de feitiçaria inglesa.

– Graças a Deus! Acabou! – Apesar de ter adorado a companhia de seus companheiros. Heitor não podia deixar de soltar aquela piada assim que o filme terminou.

– Seu mala! – Acusou Jéferson.

Após a sessão, os três visitantes foram embora. Já era tarde demais até mesmo para eles. Martim foi embora andando. O seu jeito estranho o deixava imune a qualquer aproximação de assaltante. Já Heitor, como de costume, ofereceu uma carona a Jéferson. No meio do caminho os dois iam conversando.

– Garoto, vou te contar uma coisa. Mas fica só entre nós, certo? Você jura.

– Claro. – Por ter jurado, aquele segredo nunca sairia da boca de Jéferson. Esse tipo de coisa ele levava a sério.

– Você sabe o porquê dessas nossas visitas a Marcos, não é?

– Por que ele é um cara legal?

Heitor deu um sorriso triste. Em parte por sentir pena da inocência do rapaz. Em parte porque queria que ele estivesse correto.

– Não sei se você percebeu, mas Marcos tem problemas.

– Que tipo de “problemas”?

– Você ao menos sabe que ele é órfão, né? – Jéferson balançou a cabeça positivamente. – Você já se perguntou do que os pais dele morreram?

Jéferson teve que responder que não. Ele chegou a se sentir mal pela falta de interesse naquela parte tão importante da vida do amigo. – Depois daquele dia Marcos nunca foi mais o mesmo. Ele tinha uns onze anos na época. Eu como já era quase adulto segurei a barra dele na pior parte. Agora ele está sossegado, mas nunca se sabe. Eu e George inventamos essas reuniões para distrair um pouco a cabeça dele de seus problemas. Você surgiu no nosso grupo meio que de paraquedas. Se não quiser mais fazer parte disso eu vou entender.

Jéferson por um momento pensou em acatar o conselho de Heitor e se afastar daquelas reuniões. Mas aquela duvida durou pouco. – Tudo bem. Pode marcar o próximo sábado que estarei colado.

Em sua casa, sem mais a companhia dos seus amigos, Marcos arrumava suas coisas se preparando para dormir.

– Por que não jogou a sério com eles?

– Não queria assustá-los, tio. Não estão prontos.

– E você está?

Ignorando a pergunta do seu tio falecido, Marcos sentou na mesa e rearrumou o seu baralho. Dessa vez o cliente de sua sessão era ele mesmo.

Marcos tirou uma carta ao acaso. Por não ter gostado do resultado, ele a colocou novamente no lugar e escolheu uma outra, situada em uma posição oposta. Mesmo sem fazer sentido, a carta revelada foi a mesma. Marcos tentou de novo e de novo e mais uma vez. O resultado não mudava. A carta era sempre aquela a que ele mais odiava. No tarô nada era literal, mesmo assim, devido aos seus problemas, não dava para ignorar aquilo que mais parecia uma acusação sendo atirada em sua cara.

Irritado, Marcos vira a mesa com brutalidade fazendo com que o seu baralho se espalhasse pelo chão. Aquelas cartas que caíram com o lado para cima mostravam o mesmo resultado. O mesmo símbolo arcano.

O louco.

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27 comentários em “Reunião entre amigos (Alan Cosme Machado)

  1. Vitor De Toledo Stuani
    26 de fevereiro de 2014

    Gostei dos diálogos e da construção dos personagens. No início, torci o nariz para a encheção de linguiça do mestre da partida com as divagações sem fundamento de uma sociedade organizada sem ideologia e toda a papagaiada new age – (e o “HÁ muito tempo ATRÁS”!) -, mas resolvi considerar isso como uma característica do personagem. Algo meio pastelão no trato com os amigos.

    Também me agradou a narrativa, no geral. Sabia que vinha alguma assombração (ou não) lá pelo fim, mas o enquadro final na carta do Louco deu um temperinho muito bom.

    Boa sorte no desafio!

  2. Frank
    26 de fevereiro de 2014

    Muito bacana a relação entre os amigos e suas zoeiras. Apesar de não ter surpresas ou um final de impacto, o texto me agradou bastante. Parabéns.

  3. Weslley Reis
    25 de fevereiro de 2014

    A já citada sensação de intimidade com os personagens é o ponto alto do conto. Honras aos diálogos bem convincentes. Só esperava mais do final pela expectativa. De todo modo, gostei muito. Parabéns

  4. Leonardo Stockler
    25 de fevereiro de 2014

    De fato, o conto tem um errinho ou outro que não comprometem a história. Gostei da informalidade, da oralidade dos diálogos, da leveza da história. Me lembrou a minha adolescência, quando eu e meus amigos nos reuníamos pra ver filme, comer pizza e jogar RPG. É bem despretensioso mesmo, mas se era isso o que o autor queria, foi muito bem sucedido. Acho que é isso que tem de ser avaliado: o conto funciona. Parabéns. Abraços.

  5. Wesley Nunes
    23 de fevereiro de 2014

    Adoro contos e textos em que o autor usa a historia para filosofar e vi isso bem empregado logo no inicio do conto.Gostei dos diálogos , eles retratam bem a época em que estamos vivendo. A ideia de usar as cartas para ver se a mulher estava o traindo , pelo que vi nos outros contos por aqui foi bastante original, só que logo vi que se tratava de uma zoeira e fiquei surpreso. Aquela amizade verdadeira entre amigos foi o que me conquistou nesse conto.
    O final ficou meio corrido poderia ser melhor trabalhado.

    Parabéns e boa sorte

  6. Felipe França
    23 de fevereiro de 2014

    Vou ser bem sincero a você, caro autor… No começo achei que seria um texto pasteurizado e sem graça, contudo vi que é um texto que prende a atenção e conduz a vários momentos e emoções distintos. Muito bem escrito, algumas partes com alguns deslizes, o envolvimento dos personagens foi o ponto alto da trama. Deu-me a sensação de ser algo pessoal, não sei… O final foi legal, mas como disse alguns colegas; poderia ser melhor explorado. Parabéns pelo o trabalho. Ao infinto… e além.

  7. Pedro Viana
    23 de fevereiro de 2014

    Uma ótima narrativa, li tudo de uma vez. A ideia é no mínimo interessante, porém, merecia ser mais explorada. Ri muito quando os amigos foram tirando as cartas mais “sombrias” e levando para o sentido literal. No geral é um conto bom, mas poderia ter sido ótimo. Receba meus parabéns de qualquer modo.

  8. Thata Pereira
    22 de fevereiro de 2014

    O conto é bem tranquilo, não há nada que cause impacto. Como sempre digo, não busco isso em um conto, mas não me encantei. Fiquei esperando que o tema do tarô fosse desenvolvido dentro do jogo de RPG (acho que isso seria possível, não? Não entendo nadaa desse jogo rs’). Quando o jogo acabou, fiquei com a sensação de que o conto havia sido cortado ao meio :/

    Mas adorei o “metaleiro criado com danone” rs’

    Boa Sorte!!

  9. Pedro Luna
    22 de fevereiro de 2014

    Lembrei de quando eu me reunia com meus amigos todas as sextas para jogar RPG. Isso lá em 2002,2003. Inclusive a foto dos dados remete a muita coisa. Bons tempos. O conto é bacana, divertido, mas faltou um apelo na história para torná-lo impactante.

  10. Gustavo Araujo
    21 de fevereiro de 2014

    Achei divertido e descompromissado, como um filme de sessão da tarde – aquela galerinha fazendo a maior confusão. Enfim, um bom entretenimento.

  11. Bia Machado
    21 de fevereiro de 2014

    A história não me envolveu, mas certamente tem seu público. Aqui o que não funcionou pra mim foi a questão do excesso de diálogos. Por mais que eu goste de diálogos em um texto, nesse caso eles não me envolveram, senti a falta de “algo mais”. Boa sorte!

  12. Blanche
    20 de fevereiro de 2014

    Eu discordo de alguns colegas. Não vejo problema em linearidade. A leitura fluiu sem grandes problemas: simples, limpa e descontraída. Personagens simpáticos e um tom de comicidade muito bem estruturado.

    Única coisa que não me agradou foi o final. Abrupto, mal explicado…
    De resto, só tenho a dizer que gostei bastante. Parabéns e boa sorte. 😉

  13. Paula Melo
    17 de fevereiro de 2014

    Simplesmente ótimo,adorei todos os elementos do conto.
    Parabéns !
    Boa Sorte!

  14. Tom Lima
    16 de fevereiro de 2014

    Poxa, começou tão bem…

    Não gosto da ideia do vidente, cigano ou cartomante, mas você abordou ela bem, a princípio. Acho que no seu conto só faltou um pouco de pesquisa sobre os símbolos do tarot.

    O Louco não é louco, entende? Ele representa inicio de jornada, aquele tipo de loucura necessária para dar o primeiro passo.

    Gostei do RPG, gostei da virada relativa ao tio e gostei do ritmo do conto. Foi bem interessante. Também merece nota o passado do protagonista, que fica velado para o leitor e isso me agrada muito.

    Resumindo, um bom conto que não me agradou porque eu sou um chato. 🙂

    Continue escrevendo.

    • Marcos Mignola
      17 de fevereiro de 2014

      Que bom que você gostou! Quanto ao Marcos Mignola da trama, ele sabe que a carta do louco não significa loucura. É que o problema em seu passado o marcou tanto que só a menção de algo referente a ele já o deixa irritado. Eu achei que o penúltimo parágrafo havia deixado isso claro. No próximo conto vou ter mais cuidado com coisas que eu julgue estarem subentendidas.

  15. Rodrigo Arcadia
    14 de fevereiro de 2014

    gostei dos elementos. Amigos, boas piadas, RPG, filme. são os que destacam no conto. esses elementos funcionaram para mim. mais faltou algo nele., nao sei o que o que seria.
    Abraço!

  16. Anorkinda Neide
    14 de fevereiro de 2014

    Eu gostei bastante!! Um grupo de amigos que assiste qualquer coisa só pelo prazer de estarem juntos.. não sei se em todo lugar, mas aqui no sul se faz muito isso, é cotidiano 😉
    achei desnecessário apenas a explicação no carro sobre o motivo dos encontros, q na verdade nao explicou nada..kkkk
    mas deu uma pista .. o tio falecido sendo companheiro do protagonista achei muito bom, mas se o cara era órfão, faria mais sentido serem os pais, as suas companhias, não? é que ficamos sem saber qual era o drama do passado dele..
    enfim, to aqui pensando, pq realmente gostei muito da historia!

    boa sorte!

  17. rubemcabral
    14 de fevereiro de 2014

    Lamento, não gostei. A estória não engrenou para mim, embora tenha achado as personagens simpáticas e a situação dos amigos jogando RPG tenha sido divertida.

    • Thata Pereira
      22 de fevereiro de 2014

      Rubem, segunda vez na vida que você utiliza a palavra “estória”? rs’
      Lembrei do meu post no Facebook, sobre o assunto, e não resisti em comentar, lembrando-me que você havia dito que utilizou apenas uma vez, em um conto para que o sentido de “estória” e “história” fossem bem diferenciados.

      Abraços!!

      • rubemcabral
        23 de fevereiro de 2014

        Haha, Thata. Nunca diga nunca. Nem reparei que usei a dita cuja aqui, rs.

  18. Eduardo Selga
    14 de fevereiro de 2014

    Conforme eu disse num comentário feito a outro texto, escrever um conto não é apenas contar uma estória. Isso a oralidade faz. É preciso um trabalho estético, a manipulação artística da palavra escrita.

    Em função da febre dos romances best-sellers norte-americanos, nos quais a arte literária fica em segundo plano em detrimento do consumo da mercadoria chamada livro, transformou-se numa espécie de padrão, aqui no Brasil, escrever do mesmo modo dos autores desses livros: linearidade, pouquíssima figura de linguagem, muito diálogo, uma texto que tenta imitar a fala cotidiana.

    Mas isso empobrece o texto que se pretende literário. Torna-se entretenimento, apenas.

    “Reunião Entre Amigos” é um conto cheio de possibilidades que não se concretizaram.

    • alfredmolina32
      14 de fevereiro de 2014

      Gostei muito do seu comentário. Levando em conta que essa é a terceira vez que participo de um desafio literário e que minha área de atuação é bem distante de letras (informática), levar como critica apenas não ter usado uma forma mais literária é quase um elogio. Levando em conta que no desafio anterior minha história estava cheia de erros de concordância e de narrativa, que só vim a perceber depois de terem me avisado, já é um grande avanço. No próximo desafio vou tentar economizar nos diálogos. Quanto a brincar com linearidade e figura de linguagem é um pouco mais complicado para quem é leigo. Mas vou ver se consigo dar um jeito nisso também.

  19. Ricardo Gnecco Falco
    14 de fevereiro de 2014

    Uma boa mistura de situações e referências, embora tal inovação não chegue a transbordar para a história, limitando a narrativa em uma construção simplista, embora coesa.
    Boa sorte!

  20. detian
    13 de fevereiro de 2014

    Olá! Gostei muito do jeito descritivo no primeiro parágrafo, Vê-se que são ideias, porém disfarçadas da contextualização típica de RPG. Ao mesmo tempo, a descrição mais séria é quebrada no ponto certo com a pergunta impaciente de outro participante, relembrando-nos que ali é um jogo e dando uma pitada de humor na dose certa. Por fim, a narração inicial assemelha-se ao que ocorre durante o encontro dos amigos. Isso foi de uma sutileza incrível. Boa sorte!

  21. Claudia Roberta Angst
    13 de fevereiro de 2014

    Não entendo nada de RPG,, então não sei se peguei o tom certo da coisa toda. Gostei da escrita, das descrições e de algumas coisas como “Mas você é um metaleiro criado a base de danone mesmo, não é?” – Comecei a rir depois dessa. Abordagem diferente, criativa. Valeu! Boa sorte.

  22. Pétrya Bischoff
    13 de fevereiro de 2014

    Bueno, ainda bem que o RPG foi somente uma introdução, pq o detesto! No entanto, o primeiro parágrafo foi muito bom.
    Achei hilária a descrição do George, e adorei, principalmente, o fato de ele estar “fumando algo que não era cigarro” 😉
    No geral, a escrita e narrativa são simples. Achei legal, também, o fato de serem todos homens, em uma situação tipicamente (rotulada erroneamente) feminina.
    Boa sorte 🙂

  23. Jefferson Lemos
    13 de fevereiro de 2014

    Achei o começo meio morno, mas o final acabou compensando.
    Um bom texto, escrita simples e direta.
    Parabéns e boa sorte!

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Informação

Publicado às 13 de fevereiro de 2014 por em Tarô e marcado .