EntreContos

Detox Literário.

Açoita-me com tua partida (Eduardo Barão)

imagem conto

I.

 

Não quero…

– Vinte minutos? São duas quadras daqui até a padaria, Lena.

– Seu Genaro fechou a dele há quase duas semanas. Andei pelas redondezas até encontrar um armazém aberto. – retorquiu serena como nunca deixara de ser, assentando a sacola plástica sobre meu criado-mudo e abrindo a mesma em seguida. – Eu trouxe dois refrigerantes, qual você pref…

***

Este conto faz parte da coletânea “Devaneios Improváveis“, Primeira Antologia EntreContos, cujo download gratuito pode ser feito AQUI.

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31 comentários em “Açoita-me com tua partida (Eduardo Barão)

  1. Eduardo Barão
    27 de fevereiro de 2014

    E aí, pessoal. Tudo bem? 😉

    Gostaria de agradecer cada sugestão, elogio, comentário. Eu sempre faço birra e defendo minhas crias com todo o afinco que me é cabível, mas também sei refletir sobre o que pode ser melhorado e sou muito grato a vocês por todas as críticas (construtivas, naturalmente) referentes ao que escrevi.

    É a primeira vez que envio um conto para o site e confesso que toda essa experiência serviu de instrumento para despertar um sonho que há muito tempo permanecia inerte dentro de mim: escrever. Obrigado mais uma vez!

    • Gustavo Araujo
      27 de fevereiro de 2014

      Seu conto é muito bom. Ficou fora do pódio por um detalhe apenas. Espero que vc continue participando. Abraços.

  2. Pedro Luna
    26 de fevereiro de 2014

    Eu sinceramente gostei do conto. Parabéns.

  3. Frank
    26 de fevereiro de 2014

    Como já foi dito, o domínio do autor é total; escreve muito bem e por isso está de parabéns. Só não está entre meus preferidos por uma questão de gosto. Parabéns.

  4. Weslley Reis
    25 de fevereiro de 2014

    O autor domina a narrativa, isso é óbvio. Não é o tipo de linguagem que me agrada, mas é inegável o mérito. Só acho que os diálogos das duas não corresponderam com a realidade da suposta idade.

    Parabéns

  5. Leonardo Stockler
    25 de fevereiro de 2014

    Uau! A linguagem e o ritmo sugerem quase um romance realista, mas a temática e certos recursos poéticos são extremamente românticos. O nome (belíssimo) me lembra Fazes-me Falta, da Inês Pedrosa (não seria uma surpresa se o autor@ já tivesse lido alguma coisa dela). Gosto muito dessas obras que levam nomes superromânticos: “Nós que nos amávamos tanto”; “Eu receberia a pior notícia dos seus lindos lábios”; “Confesso que vivi”. Esses nomes costumam me atrair bastante.

    Linguagem rebuscada, mas na medida, um ritmo difícil de ser conseguido – o conto tem o tamanho ideal. Os diálogos estão precisos, e o final é o melhor dos finais possíveis – um ótimo corte e uma bela descrição. Resumindo: está excelente! Parabéns!

  6. Thata Pereira
    24 de fevereiro de 2014

    Eu amei esse conto e amei o final (sentindo-me até meio culpada, porque enxerguei essa morte de uma forma bonita e o maior culpado disso foi o vocabulário empregado).

    Gosto dessa linguagem rebuscada, mas ela tem seus momentos. Evito ler contos assim quando estou cansada, por exemplo. Felizmente, esse conto veio em um bom momento. Assim, fluiu e consegui me envolver com a história. Desde que foi postado o título me chamou a atenção e eu gostei muito da sutileza com que o autor(a) trabalhou o tema. Mas ainda estou inconformada por ter achado essa morte bonita… rs’ Ainda bem que é ficção!

    Boa sorte!

  7. Wesley Nunes
    23 de fevereiro de 2014

    Tem um controle total da narrativa e um repertório de palavras excelente.O que dizer de um conto que acredito ser escrito por um romancista profissional. Confesso que a enredo não me atraiu muito , mas a forma com que foi escrito é digno de admiração , me lembrou até a própria Clarice Lispector.
    Só tenho que dar os parabéns e senti uma certa dificuldade com o tema tarô.

  8. Bia Machado
    23 de fevereiro de 2014

    Gostei muito do texto, muito mesmo. Apesar disso, achei que a linguagem ficou um tanto fora do que se vê no cotidiano, fato já apontado por outros aqui, assim como também me incomodou um pouquinho a questão da pouca abordagem do tema do desafio. Mas parabéns pela cria, gostei da leitura! 😉

  9. Felipe França
    23 de fevereiro de 2014

    Gostei muito deste conto! Minha imersão foi total. A obra está brilhantemente bem escrita, na medida, sem a verborragia que muitos escritores adoram impregnar em seus textos. O envolvimento entre as protagonistas denota todos os sentimentos perdidos e confusos das cabeças dos adolescentes, perfeito. A ambientação ficou clara, assim como os costumes de época. Minha única observação é que o final soou um pouco brusco, entretanto não tira o mérito do excelente texto. Parabéns. Ao infinito… e além.

  10. Alan Machado de Almeida
    22 de fevereiro de 2014

    Linguagem rebuscada geralmente é um ponto positivo. Mas nesse caso tenho cá minhas duvidas. Uma história contada por uma adolescente de uma maneira que mais parece uma senhora de 1920. Eu achei estranho. Talvez esse lado negativo seja mais meu do que do conto. Mas enfim, minha opinião é essa.

    • Blanche
      22 de fevereiro de 2014

      Relendo o texto e alguns comentários, vejo que realmente fui infeliz na escolha do vocabulário. Agradeço a leitura. 😉

  11. Gustavo Araujo
    22 de fevereiro de 2014

    Bem, o que dizer deste conto? É inegavelmente bem escrito. E por alguém que sabe exatamente o que está fazendo. Achei muito bacana o contexto, mas infelizmente tenho que dizer que a linguagem coloquial acabou servindo como uma ducha fria. Vi pelos comentários que o autor justificou-a porque Mirela seria uma pessoa arrogante – um contraponto à qualidade libertária de Elena. Desculpe, mas não acho que a arrogância seja consequência do uso de palavras pouco conhecidas. E de modo algum achei Mirela arrogante na história. Antes, me pareceu alguém assustada com o amor recebido de outra menina. Creio que se o texto tivesse um ar mais informal o resultado seria mais interessante, na medida em que permitiria uma identificação mais fácil e imediata por parte de quem lê. Uma sugestão pessoal apenas. Mas não me interprete mal, mesmo com essa linguagem de academia, achei o conto muito bom. É que quando vemos potencial na história tentamos moldá-la de acordo com os nossos próprios conceitos. Somos egoístas por natureza, não é mesmo? De todo modo, parabéns!

  12. Pedro Viana
    21 de fevereiro de 2014

    Muitíssimo bem escrito. Acho que o uso de vocabulário rebuscado pode ser justificado pela perspectiva da personagem narradora, mas não muda o fato de que a leitura do texto não fluiu e se estendeu além da conta. O elemento Tarô foi sutilmente inserido na imagem do Enforcado (e talvez também na dos Namorados), mas eu preferiria que tivesse sido mais explorado. Boa sorte no desafio.

    • Blanche
      21 de fevereiro de 2014

      Olá, Pedro. Agradeço a leitura. 😉

      Visto que o tema tem fulcro nos arcanos maiores e não na figura material do baralho em si, não achei necessário inserir consultas ou ciganas no texto. O Enforcado não limita sua participação única e exclusivamente à parte estética do conto: seu significado (pouco compreendido pela personagem-narradora) também se emoldura no que é proposto. Espero ter-me feito entender.

  13. Paula Melo
    17 de fevereiro de 2014

    Adorei o conto,bem escrito a ideia muito bem desenvolvida.
    Gostei bastante dos sentimentos que o autor(a) passou.

    Boa Sorte!

  14. Eduardo Selga
    17 de fevereiro de 2014

    É preciso tomar cuidado com a estética do beletrismo, que determina que escrever bem é usar palavras pouco usuais, prática que demonstraria a grande cultura do autor. Se não houver no próprio texto uma justificativa para o personagem expressar-se rebuscadamente, o uso desse recurso perde o sentido. Torna-se pirotecnia verbal ou afetação.

    No conto há numa breve passagem que sugere o fato de a narradora-personagem não situar-se no século XXI, e sim no XIX ou até início do XX (“De saia pregueada e rosário no pescoço, dirigia-me todas as manhãs ao colégio católico no qual havia sido matriculada desde cedo.”), período em que esse rebuscamento vocabular era usual entre as pessoas. Entretanto, era usado na escrita. Ninguém falava com tanta pompa e circunstância no seu cotidiano. Então, considerando que a personagem-narradora não está escrevendo a estória, mesmo estando talvez situada no período temporal citado, a escolha vocabular ficou muito forçada, ocasionando inverossimilhança. Se houvesse outros e inequívocos índices temporais e se a personagem estivesse escrevendo o texto, aí sim, caberia o vocabulário.

    A estrutura do conto é boa. O retorno imaginário da protagonista ao tempo passado para corrigir uma atitude grosseira sua ficou realmente muito bom. Juntem-se a isso os títulos dos capítulos, que podem ser lidos como uma única oração (“Não quero te deixar”) e uma bela passagem poética. Por meio dela, inclusive, é possível perceber que o(a) autor(a) tem mais a oferecer, se reconsiderar certas práticas. A passagem é essa: “E saiu. / Como um marinheiro que se abstém de navegar. / Como um minerador que se nega a prosseguir escavando em busca de brilhantes. / Como uma criança que se vê enfastiada ao não conseguir doces fazendo manha diante do pai… / Meu destino escorregou da porta para fora sem almejar regresso. E eu não o impedi.”

    Ficou tão bom que os parágrafos podem perfeitamente ser lidos como versos no interior da prosa.

    • Blanche
      17 de fevereiro de 2014

      Houve prolixidade de minha parte, confesso. Mas como já citei em colocações anteriores, o vocabulário usado condiz com a personalidade da personagem. Não quis fazer alusão a uma época e nem tive intenção de inflar meu ego jogando palavras pouco usuais a torto e a direito no texto. Acho justificável perante o contexto: ela não está inserida em uma conversa enfadonha ou corriqueira, e sim expondo sentimentos e traçando sua vida como um todo num relato post-mortem. Não é algo meramente coloquial.

      Agradeço muito o a leitura e o comentário. Embasado e útil. 😉

  15. Tom Lima
    16 de fevereiro de 2014

    Gostei bastante! Conto muito bem escrito e gostoso de se ler!

    Gostei muito do vocabulário rebuscado, pois ele faz parte da caracterização da personagem.

    Discordando de alguns colegas, acho que o suicídio foi bem colocado pois a atração da personagem era reprimida, causando muito mais danos psicológicos.

    Parabéns! Esse é um dos meus preferidos.

  16. Rodrigo Arcadia
    15 de fevereiro de 2014

    Boa escrita. relação entre as duas meninas bem caracterizadas. final muito bom.

    Abraço!

  17. Anorkinda Neide
    14 de fevereiro de 2014

    Olha, gostei demais!!!
    A forma sutil como o Enforcado participou do conto e seu gran finale…hehehe
    achei genial, super criativo!
    tb senti q palavras muito rebuscadas nao condiziam com a narradora, mas realmente, explicastes bem, conheci adolescentes cultas q nao tinham problemas em usar palavras nao usuais em seu cotidiano e em seus textos 😉
    a indiferença da família com a jovem justifica seu ato final, realmente, adorável texto!
    parabens!

  18. rubemcabral
    14 de fevereiro de 2014

    Eu gostei do conto, da trama, das personagens e da forma discreta que o tarô se apresentou. No entanto, achei que houve certo exagero ao usar palavras pouco usuais. É interessante ou bonito sacar alguma dessas joias e enfeitar o texto aqui e ali, mas o excesso o deixa, não sei, meio burlesco, na falta de expressão melhor. Outra coisa é que tal discurso tão sofisticado não casa muito com a figura da narradora adolescente.

    Contudo, no todo, um bom conto: boa história, bom final, personagens interessantes.

    • Blanche
      14 de fevereiro de 2014

      Oi, Rubem. É o primeiro conto que envio para o site e confesso que ainda me falta manejo com as palavras.

      Devo dizer que a escrita rebuscada foi intencional, levando em conta o fato de Mirela ser apresentada como uma garota presunçosa e aplicada durante os estudos. Queria ter exposto tudo de forma mais clara, mas agradeço a leitura e fico feliz em saber que gostou. 😉

  19. Ricardo Gnecco Falco
    14 de fevereiro de 2014

    Gostei… Acho que gosto de histórias doídas, sofridas. Gostei do sentimento percebido em cada linha, cada escolha de palavras e frases. Acredito que a melhor tinta para a pena de um escritor seja a existente dentro de seu próprio coração; traz veracidade, verossimilhança, conteúdo, integridade… à obra.
    Houve certo exagero na prolixidade de algumas descrições, é fato. Porém, isto apenas indica que o tema é farto (e fartamente confortável para o autor desenvolvê-lo), e talvez até mesmo digno de um subgênero maior do que o Conto, no que diz respeito a tamanho da obra final.
    Para Conto, creio que tenha faltado um pouco de “corte na carne”, necessário ao subgênero, assim como um melhor (e rápido) direcionamento da história para o seu (triste) final.
    Mas gostei! Valeu a leitura! 😉
    Boa sorte!
    Paz e Bem!

  20. Claudia Roberta Angst
    13 de fevereiro de 2014

    Conto muito bem escrito. Em alguns momentos, meus olhos arrastaram-se preguiçosos pela narrativa, mas alcançaram o fim. Não sei se todas as descrições são necessárias. O suposto suicídio acredito que tenha sido para personificar a figura do Enforcado,(com a troca do pé pelo pescoço). O sacrifício da juventude. Triste. Adorei o título. Boa sorte.

  21. Pétrya Bischoff
    13 de fevereiro de 2014

    A escrita é, sem dúvida, maravilhosa. O conto e o amor (se é que o é) são bons, mas não senti necessidade de um suicídio. Penso que não houve aproximação suficiente com a personagem para sentir pesar por ela.
    Enfim, o conto e a escrita estão muito bons. Boa sorte 😉

    • Blanche
      13 de fevereiro de 2014

      Olá, Pétrya. Primeiramente, agradeço a leitura!

      O limite de caracteres não me permitiu desenvolver as personagens como eu desejava. Me empenhei ao máximo em mostrar como dois extremos (no caso, uma garota doce e outra arrogante) podem se fundir de forma bem cativante e espero ter conseguido passar isso para os leitores. 😉

  22. Jefferson Lemos
    13 de fevereiro de 2014

    Confexxo que achei o texto cansativo. Muito bem escrito, mas formal demais e com descrições que não me pareceram necessárias.
    De qualquer forma, o final fez o texto valer a pena, acho.
    Parabéns e boa sorte!

    • Pétrya Bischoff
      13 de fevereiro de 2014

      Jefferson! Estive olhando a grade dos contos do desafio passado e vi que tu és o autor do Crepúsculo em Tons de Cinza! Foi o meu conto favorito, amei-o, sinceramente. Nem lembro o que comentei nele mas, certamente, nada do que disser fará jus ao que senti com teu conto… Muito atrasado, mas PARABÉNS!

      • Jefferson Lemos
        13 de fevereiro de 2014

        Obrigado, Pétrya!
        Fiz um agradecimento especial a você no meu comentário naquela postagem. Fico feliz que tenha gostado, e espero que possa sentir-se da mesma forma neste desafio. 😀

    • Blanche
      13 de fevereiro de 2014

      Agradeço a leitura! Tentarei ser menos prolixo da próxima vez. 😉

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Informação

Publicado às 13 de fevereiro de 2014 por em Tarô e marcado .