EntreContos

Detox Literário.

Where is Mr. Brown? (Fernando Abreu)

As três rodas vinham barulhentas do fim da estrada. Romário e Enam esfumaçavam abaixo das palmeiras. Olhos vermelhos, tossidinhas e gargalhadas doídas. Envolvidos no vapor da erva, sentados na vegetação rasteira, os rastafáris não perceberam que o esquife-móvel se aproximava. O caixão vazio, sem condutor, tinha três abutres aninhados numa espécie de aerofólio. O maior pássaro ao centro. O veículo estranho empinou na elevação terrosa, as aves viram a dupla em relaxamento. Estufaram o peito de penas pretas ao cheiro doce do cânhamo. Ralharam juntas.

— Alguém viu o Mr. Brown?! Onde está o Mr. Brown?!

— Romário? Tá escutando isso? – disse Enam.

— Isso? Como assim? Hahaha.

— Ouve… ouve…

— Onde está o Mr. Brown?! Alguém viu o Mr. Brown?! – os abutres insistiram.

— Por Hailê! Será que exageramos na ganja?

— Hahaha! O Mr. Brown tá trepando atrás da moita!

— Hahaha! Cacete, vamos sair daqui, cara.

Os abutres entreolharam-se confusos. Deram meia-volta, passaram atrás das moitas ao longo do quarteirão. Nada de Mr. Brown atrás da moita. Irritados, voaram por cima dos rastas e lhes cagaram as cabeças. Voltaram ao aerofólio, ajeitaram-se, endireitaram o esquife-volante na estrada e seguiram viagem. O caixão-móvel ia aos solavancos, a porta abrindo e fechando pelos buracos. Passaram ao lado de um nativo de bicicleta. “Você viu o Mr. Brown?! Viu o Mr. Brown?!”. O garoto assustado desgovernou, pernas tremendo, caiu morro abaixo. Ultrapassaram alguns carros, que se jogavam ao acostamento ao som do coral de rapina. “Onde está o Mr. Brown?! Alguém viu o Mr. Brown?!”.

— Bichos de merda! – gritou Romário.

— Calma, Romie, isso pode ser um sinal de Hailê, cara.

— Tá louco, Enam? Mané Hailê…

— É! Não dizem que pisar na merda dá sorte? Imagina então bosta na cabeça.

— Por Jah! Vamos voltar ao acampamento, estou me sentindo estranho.

— Que é que há?

— Não sei. Às vezes você me dá calafrios…

A dupla ajeitou as malas e tomou o ônibus. Os passageiros olharam feio para os rastas que entravam. “Sujos, deslavados”. Mas os dois ficaram tranquilos ao ver os olhos rosados do motorista, que abriu a porta com um sorrisinho louco na cara. Chegaram à comunidade ao fim da noite.

Depois de passarem os portões de madeira gasta, viram Jina preparando um jantar servido de frutas e legumes. “Onde estavam, seus moleques?”, disse ela. Os dois esfomeados nem responderam, sentaram-se à beira da toalha estendida na grama, cumprimentaram os companheiros de comunidade e se lambuzaram como loucos triturando a comida. Depois beberam uns litros d’água. Enam, pança cheia, pálpebras rebeldes, caiu no colchão em sono fundo.

Romário estava agitado, tomou um banho no riacho. Ele, que não conseguia mais de duas embaixadinhas, nasceu após o tetracampeonato da seleção brasileira nos EUA. Seu pai, Kenam, era fanático por futebol.  Quis homenagear o atacante baixinho e mal-encarado do time campeão. A mãe de morreu ao dar a luz. Depois disso o velho Kenam ficou desgostoso e triste, aposentou-se mais cedo e começou a pescar de graça para a comunidade rastafári de Jina, sua irmã. Adoeceu, morreu quatro anos após a esposa. Mas antes entregou o filho aos cuidados da tia Jina. O garoto foi criado pelos rastas.

Depois do banho rápido, Romário sentou em uma pedra, apreciando a Lua. Ellema, sua namorada, acariciou seus dreads lhe fez companhia. Beijos aguados.

— Hoje aconteceu uma coisa bizarra, Ellema.

— O que?

— A gente tava se purificando na estrada, do nada começamos ao ouvir coisas.

— Será que entraram em contato com Hailê?

— O Enam acha isso. Na hora concordei, mas eram vozes estranhas, pareciam gralhas. Perguntavam por um Mr. Brown…

— MR. BROWN?! Ah, para com isso. Só falta falar que viram o caixão-móvel…

— Sei lá, depois uns bichos voaram por cima da gente, cagaram. Olha…

— Que nojo, Romie! Eu ainda te beijei. Mas você viu que bichos eram?

— Só vultos, deviam ser as gralhas.

— Tem certeza?

— Mas o que você sabe sobre esse tal de Mr. Brown?

— É uma lenda, tonto.

— Lenda?

— É. Não vou te contar, você vai me encher. Ficar falando que é mentira…

— Conta, vai.

— Eu e minha boca…

— Por favor, te arrumo ganja forte.

— Tá, mas se me encher… Bom, lá vai. Nos anos 70 havia uma lenda de que um caixão vazio, com três rodas, era guiado por abutres. Rodavam por toda a Jamaica perguntando por um Mr. Brown. Atormentando o povo. Ninguém sabia quem era Mr. Brown, mas devia ser o fantasma do caixão.

— Hahaha! Que história medonha. Só na Jamaica, mesmo…

— Você não lê nada. Por isso não sabe.

— Ah, vocês mulheres pensam demais. Vou é tentar dormir.

A namoradinha de Romário era bem bonita. Morena magrinha, levemente curvilínea… Era curiosa. Tinha cursado jornalismo, mas abandonou a faculdade no último ano. Conheceu Romário numa festinha, se interessou pelo garoto com dreads insanos e olhar perdido.

Enquanto auxiliava Jina a terminar de lavar as louças, comentou sobre a história que o namorado tinha contado.

— Mas isso é coisa antiga, minha filha, virou até música… – disse Jina. O Marley, ao saber da lenda do fantasma do Mr. Brown, gravou uma canção com os Wailers –  completou a mulher.

—  Ah, é verdade! É aquela ‘It’s Mr Brown! Mr Brown is a clown who rides to town in a coffin*?’ – perguntou Ellema.

— Essa! Essa mesmo, você entende, hein?

— Sabia! Hahaha!

Depois de tomarem um chá, as garotas foram dormir.

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Enam acordou com a barulheira que vinha de algum lugar. O Sol tinha nascido. O céu rosado entre nuvens cheias. Um ruído ao longe, pareciam palmas e gritos. Estranhou, arrancou a sujeira do ouvido com a unha grande do mindinho, chacoalhou a cabeça.

Enam? A história dele era um mistério. Não falava muito sobre seu passado, mas dizem que foi abandonado pelos pais. Dotado da malandragem inerente aos esquecidos, começou a dormir toda noite próximo à comunidade rastafári. Jina encontrou-o ainda menino enrolado num bolo de jornais. Sono pesado, baba caindo na grama. Ela levou o garotinho até o acampamento e o deixou ficar lá por uns dias. Acabou conquistando a todos e lá foi criado. Empatia, outro dom dos perdidos.

— Acorda, vagabundo! – disse Enam.

— Sai pra lá! Não dormi nada. – disse Romário.

— Não tá escutando?

— Que merda é essa? Essa hora…

— Não sei, vamos lá ver, pega a bike.

— Ah, hoje não. Estou querendo passar o dia com a Ellema.

— Chama ela cara, vocês nunca fazem nada de legal. Vamos ver o que é isso.

— Tá bom, mas com uma condição.

— Fala.

— Vê se bola aí uns seis pra gente dar uma relaxada no caminho.

— Já bolei oito, poxa!

— Você é o cara, Enam. O-C-A-R-A.

— Vou lá ver se a Ellema acordou.

Ellema se revirou. Romário tocando-a de leve no ombro. A garota acordou com os carinhos do namorado, que a convenceu a acompanhá-los na maratona até a cidade. Era a garota mais engraçada da comunidade, embora o passado não fosse nada divertido. O grande problema dela era que a família cristã não aceitava Romário, o jovem rasta. Após diversos desentendimentos com os pais, acabou se mudando para a comunidade junto com o grande amor. Foi bem aceita, fez amigos, acostumou-se àquele estilo de vida. Seu pai não lhe dirige a palavra até hoje.

Enam pendurou uma pochete com baseados e algumas frutas cintura, deu uma engraxada nas rodas das bicicletas. Romário pegou a maior delas, montou. Ellema sentou atrás, no banquinho de carona. Saíram escondidos de Jina, pedalando rápido pela saída de trás de acampamento. Foram pela estradinha de terra batida.

Acenderam os baseados, vaporizaram a trilha. “Olha só, com apenas uma mão! Agora sem nenhuma!”. Quando entraram na avenida principal, viram uma muvuca ao longe e aceleraram nos pedais. Vários rastafáris caminhavam com bandeiras da Jamaica, carros velhos esfumaçavam em sintonia com os andantes. Alguns rastas entoavam cantos e chacoalhavam os dreads. O trio foi seguindo-os de perto, entraram no meio da multidão. Foram passando pelas chinelas e nuvens verdes até que avistaram a frente da passeata. Liderando a fila enorme do povão: o caixão-volante. Os três abutres gritavam por Mr. Brown. “Onde está o Mr. Brown?! Onde está?! Aaaa! Aaaa!”.

Entre conversas e tragadas, bebericadas num chazinho forte, Enam interou-se sobre lenda. “Só na Jamaica, mesmo!”. Os três foram correndo para perto do esquife-móvel. Os abutres desfilavam como reis. Bicos para o alto, penas eriçadas. Caravanas vinham de todos os lados, trabalhadores abandonavam seus postos para seguirem os rastas, uma mistureba. Peões, cristãos, rastafáris, ateus, testemunhas de Jeová, ciganas. Todos seguiam na busca por Mr. Brown. “Donde estas, Mr. Brown?!”. Grupos com violões e bongôs cantavam  e batiam a música de Bob Marley e os Wailers. Mulheres gingavam. “Hailê! Hailê! Hailê!” As palmeiras dançavam ao vento que vinha do mar.

A multidão saiu da praça seguindo os abutres. Foram em direção à orla, de onde os turistas saíram correndo desesperados. “Foge do arrastão!”, disse um gordão branco de bermuda listrada. O esquife-móvel empinou na calçada. Após atolar na areia branca da praia, flutuou levemente e parou na beira do mar. As ondas lambiam a madeira. O povo batia palmas. Os três corvos levantaram voo e ficaram circulando o caixão de Mr. Brown.

Da linha do horizonte que apaga o mar, batidas retumbavam e faziam alguns cidadãos dançarem possuídos por uma força bruta. (Ragatanga?) Ellema e Romário acenderam seus baseados e ficaram olhando tudo por trás de uma pedra grande. Fumaça subia de todo lugar. Mãos para o alto, dreads, cachimbos, sedas e colares.

“Volta aqui, Enam!”, gritou Romário. Mas o menino descalço correu pela areia quente e se misturou com os mais afoitos que se remexiam perto do caixão. Romário mantinha os olhos vermelhos em cada movimento de Enam. “  Esse moleque é foda”, disse Ellema, soltando uma farta nuvem.

— Quem sabe de Mr. Brown?! – berrou um dos abutres.

— Está apavorando a cidade! – o povo gritou.

— Onde está o Mr. Brown?!

— Nas trilhas do matagal! – o povo gritou.

— Sem rimas idiotas! Onde está o Mr. Brown?! – endossou o pássaro.

— Na encruzilhada do milharal!

O animal colocou a asa sobre o bico, olhou para baixo em desalento e suspirou. “Por Jah…”.

O abutre mais robusto aterrissou no aerofólio do caixão e abriu as asas por completo. Era maior do que se podia imaginar. Um brilho tomou conta de suas penas, um tom dourado da cabeça às patas. O mar agitou. Ao longe, pontinhos pretos se formaram. Pareciam navios aproximando-se. O animal bateu as asas espalhado a aura amarelada pela multidão, rodou pela extensão da areia, que se mexia freneticamente àquela altura. Os grãos finos passavam por tudo, espalhavam-se pela cidade. O ar contornava rápido pelos buracos que encontrava a guinchava por Mr. Brown. “Onde está o Mr. Brown?!”.

O mar aplanou. Os pontinhos pretos em crescente aproximaram-se da orla. Eram navios negreiros. No convés, africanos de braços cruzados formavam uma barreira humana contornada por uma revoada de abutres. Começaram a cantar juntos, alguns balançavam pendurados em escadas moles nas laterais do casco, outros jogavam conquistadores brancos pela proa, amarrados com pedregulhos nos pés.

Regado pela música ritual, um grupo chegou rapidamente às areias molhadas da praia. Uma mulher em vestes claras destacou-se ao centro dos navegantes. Todos agacharam em reverência a ela. A diva negra remexeu os ombros de um lado ao outro, balançou os colares ritmados. “Oxalá!”. Uma energia bruta. Os abutres cantaram acima das pessoas. Súbito, deram um rasante certeiro e postaram-se à frente de Enam. “Aaaa!!! Aaaa!!! Aaaa!!!”, ralharam.

O garoto foi cercado. Os africanos passaram as mãos nele, da cabeça aos pés, dos pés à cabeça. Eram ásperos, mas cuidadosos. Cheiro de incenso, rosas, bafo de cachaça doce. Afastaram-se. Mãos dadas. A líder soltou uma risada alta e se postou na frente do menino. Passou uns ramos em sua cabeça, pressionou a testa do menino com o polegar. Movimentou o corpo com truculência, o ventre, as pernas se abriram e fecharam.  Olhos cerrados. Suava em bicas, balbuciava. Caiu no chão, debateu-se. Os abutres levantaram-na pelas roupas, até que berrou.

— Por Hailê! É Mr. Brown! Ele é Mr. Brown!

Romário e Ellema tentaram se aproximar de Enam, mas foram impedidos pela multidão. “É meu amigo, ele é meu amigo!”. A garota apertou os ombros do namorado. “Romie, se Enam é realmente Mr. Brown, deve seguir seu destino”, disse contendo as lágrimas. “Não, não! Ele é meu irmão!”. Um dos abutres raspou a asa na cabeça de Romário, olhou para o garoto e disse. “Ele não é seu irmão! Aaaaa! Aaaaa! Ele é Mr. Brown! Aaaa! Aaaa!”. O povo gritava vibrante: “Encontramos Mr. Brown!”.

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Enam foi levado pelos abutres até o veículo, depositaram seu corpo com cuidado no caixão, que se fechou numa batida. O esquife-móvel rumou na direção do mar, passou pelas primeiras ondas baixas, transformando-se em pequeno barco no mar alto. Flutuou para perto do casco de um dos navios, onde foi levantado por diversos africanos dependurados nas escadas. “Cuidado com o Mr. Brown!”. Foi subindo em trancos até o convés. Os corvos deixaram o caixão e pousaram nas bordas da ponte da embarcação. Satisfeitos, olhos fechados. Transformaram-se em estátuas. A multidão aplaudiu por meia hora.

Na ilha, Ellema e Romário deram as mãos e entraram na euforia da multidão. Depois de muita fumaça e dança, foram caminhando para casa. Sentado na escadinha da entrada de um sobrado velho, um rastafári cantava.

—  Who is Mr Brown? I wanna know now! He is nowhere to be found. From Mandeville to Slygoville, coffin runnin’ around.

Ellema completou.

— Upsetting, upsetting, upsetting the town, asking for Mr Brown.

— É isso aí, garota! – disse o rapaz.

— Marley é o cara!

— É, mas ele só gravou, quem compôs foi Glen Adams. A LENDA.

— Ah é? Vou falar pra Jina, ela nem deve…

— Pra quem?

— Haha! Esquece, esquece! Valeu, cara!

— Tá dando em cima dele, Ellema? – disse Romário.

— Você é tão… BOBO… Artilheirinho…

— Só na Jamaica, mesmo. – disse outro.

“Legalizeeee iiiit…”.

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26 comentários em “Where is Mr. Brown? (Fernando Abreu)

  1. Frank
    15 de janeiro de 2014

    Hahahaha…que viagem! Como disse o Marcellus “talvez depois de alguns goles de vodca…”

  2. Paula Melo
    14 de janeiro de 2014

    Gostei do conto no começo,mas confesso que fiquei um pouco perdida.
    Algumas coisas no conto não fazem muito meu estilo em uma leitura,mas e unicamente gosto,ok?

    Boa Sorte!

  3. Caio
    14 de janeiro de 2014

    Olá. Legal, amigo, divertido. Tá muito bem escrito. O uso de ‘fantasma’ que pareceu meio forçando a barra do tema, mas até aí, quem nunca. As personagens soaram verdadeiras e você desenvolveu legal. O enredo é um tipo que eu curto, mas geralmente os escritores não contam de onde vem a inspiração abertamente assim haha Entendo a possível brincadeira, mas sério, se você tirasse a parte da droga seria um ótimo conto surrealista, e a aceitação seria melhor, eu acho. Abraços

  4. Leandro B.
    12 de janeiro de 2014

    He, acho que fui um dos poucos que não leu exatamente como um texto cômico. Estranhamente, assim como a Ana, estava gostando até o final. A conclusão perdeu alguns pontos comigo.

    De todo modo, achei bem escrito demais. Um bom trabalho, mas de complexa avaliação.

  5. Raione
    11 de janeiro de 2014

    Gostei muito da abertura, aquela maluquice com os corvos e o esquife-móvel. Mas depois me perdi um tanto no conto. Não conhecia a música, fui conferir a letra e tive a impressão de que ela está como que adaptada no conto. Não sei se me faltam referências, se embarquei nesse sonho com o pé errado ou algo assim, mas a história não engrenou pra mim, pareceu desconjuntada, uma série de recortes da qual só se destacam os corvos (esses sim engraçadíssimos), e me incomodou um pouco os personagens sendo apresentados mais ou menos esquematicamente à medida que iam aparecendo.

  6. Weslley Reis
    9 de janeiro de 2014

    Quando achei que tava entendendo, me perdi de novo. Se mantem um mistério pra mim também.

  7. bellatrizfernandes
    8 de janeiro de 2014

    Me perdi legal… Não entendi nada… E não sei bem se eu gostei do que eu entendi.
    Sei lá. Estranho demais.

  8. Cácia Leal
    7 de janeiro de 2014

    O conto não me agradou muito, achei que há um excesso de diálogos que cansam. A linguagem também não me satisfez, mas é uma questão de gosto pessoal.

  9. Gustavo Araujo
    6 de janeiro de 2014

    Bacana a ideia de escrever um conto inspirado em uma música. Tive a paciência de procurar saber mais sobre “Mr. Brown”, do Wailers e todo o contexto envolvido. Sim, porque não sou exatamente um grande fã de reggae. Mas, pelo que pude ver, o enredo deste conto segue a lenda de Mr. Brown – não só a canção, mas a lenda por trás dela. Pelo que pude perceber o conto segue no mesmo ritmo, tendo por base uma história sobrenatural, mas se perdendo propositadamente na loucura e nas viagens dos personagens. Não ficou ruim. O problema é que dificilmente os leitores aqui irão apreciar um conto deste tipo. Pelo menos está bem escrito, o que não é pouco.

  10. Edson Marcos
    6 de janeiro de 2014

    Achei divertido, mas a apologia à droga não me agradou. Boa sorte.

  11. Ana Google
    3 de janeiro de 2014

    Hmmm, sinceramente não gostei. Aliás, estava AMANDO até o último ato do conto… Mas quando nada foi explicado e cenas ainda mais doidas surgiram, pois bem, desgostei. Sorry.

    Boa sorte, espero que outros apreciem esse conto!

  12. Tom Lima
    31 de dezembro de 2013

    Onírico. Como aqueles sonhos que agente mal lembra, que não fazem sentido.

    Gostei bastante.

    Parabéns!

  13. Ricardo Gnecco Falco
    31 de dezembro de 2013

    Um conto, digamos… Da lata!
    😉

  14. Inês Montenegro
    29 de dezembro de 2013

    Nonsense é dos melhores géneros da literatura, quando é passível de se compreender os simbolismos, e existe um propósito, o que não me parece ter acontecido aqui.
    Não sendo o tipo de humor que aprecio, também não apreciei como cómico.

  15. Pedro Luna Coelho Façanha
    29 de dezembro de 2013

    kkk…desde as primeiras palavras eu só conseguia pensar em Maconha. Divertido, mas maluco por demais. Talvez um resultado de uma experiência jamaicana na hora de escrever o conto, ou só zoação, ou então um conto sério, nem sei mais de nada… 😉

  16. Jefferson Lemos
    29 de dezembro de 2013

    Loucura… hahahha
    Fiquei perdido com esse conto, cara. Será que essa era a intenção?
    Parabéns e boa sorte!

  17. Bia Machado
    29 de dezembro de 2013

    Sabe a história do “Fumei, mas não traguei”? Acho que se aplica à minha pessoa, quanto a esse texto. Li, mas não entendi… Mas bacana o autor ter escrito da forma como pareceu mesmo ter feito isso, se divertindo com isso tudo.

  18. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    28 de dezembro de 2013

    Acho que sou muito lesada ou passei muito longe da nuvem maresia para entender o conto. Eu tentei, mas aí fui ficando mais confusa ainda. Aprecio a coragem de tentar algo novo, só que comigo não funcionou muito bem. Pode ser uma deficiência minha, no entanto. Boa sorte.

  19. Pedro Viana
    28 de dezembro de 2013

    Olha, confesso que eu não entendi muita coisa dessa história, mas nem sei se era pra entender. Há algumas passagens cômicas, admito, mas é inevitável a sensação de “hããã?” depois do término da leitura. Desculpa, mas não funcionou.

  20. Ryan Mso
    28 de dezembro de 2013

    Achei muito bom o conto enquanto cômico! Hahaha
    Parabéns cara, gostei, não sei se vai caber voto da galera, mas de qualquer forma eu gostei. Haha

  21. Thata Pereira
    28 de dezembro de 2013

    Depois eu volto aqui.

    • Thata Pereira
      29 de dezembro de 2013

      Bom, voltei.
      Vou ser sincera. Se sua intenção foi exatamente essa, ok, é válido. Curti? Não.
      Se não foi, considero que ficou mais coisas na sua cabeça do que no papel. Quando escrever, leve em consideração que o leitor não pode entrar na sua cabeça e descobrir o que o autor quis dizer com o conto.

  22. Gunther Schmidt de Miranda
    28 de dezembro de 2013

    Ínfelizmente Marcellus tem razão… Mas, parabenizo a critividade do autor e coragem em suas palavras.

  23. Marcellus
    28 de dezembro de 2013

    O que dizer deste conto? De cara limpa, é um mistério. Talvez depois de alguns goles de vodca…

E Então? O que achou?

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Informação

Publicado às 28 de dezembro de 2013 por em Fantasmas e marcado .