EntreContos

Detox Literário.

Gente Morta (Bia Machado)

pipa

Eu tinha oito anos. Isso, oito anos. Foi a primeira vez em que vi um fantasma. A gente se lembra pouco dessa época, só as coisas bem, bem marcantes mesmo. E é claro que um fantasma é algo marcante. Estranho, mas marcante. Bem, comigo foi assim que aconteceu. Não, não posso dizer que tenha sido assustador ver um fantasma. Estava cansado de ver essas coisas nos filmes: fantasmas, vampiros, lobisomens, criaturas do pântano, monstros marinhos. Tirando fantasmas, sabia que os outros eram invenções pra colocar medo na gente. Logo, fantasmas existiam. E havia uma probabilidade, ainda que mínima, de encontrar um, qualquer dia da minha vida, em algum lugar.

Eu brincava na área dos fundos de casa quando o primeiro se aproximou e ficou me observando. Disse que me ajudaria a montar a estrada de ferro que meu pai tinhame dado de presente e que não tivera tempo de fazer funcionar para mim.

Claro que o achei um tanto estranho, ou talvez “diferente” seja a palavra mais correta, com uma palidez acentuada, o olhar parado, além de um buraco enorme no peito. Mas… Como recusar uma ajuda daquelas?

A estradinha de ferro ficou perfeita e papai nem se deu conta disso. Pensei em contar a ele sobre o cara que tinha me ajudado, com um ar vitorioso, mas o fantasma levou o dedo aos lábios, sussurrando “shhhhh…”, me pedindo silêncio. Acabei concordando que era melhor mesmo manter tudo aquilo em segredo. Eu tinha dúvidas a respeito de meu pai acreditar em fantasmas, ou não, melhor seria sondar um pouco mais quanto a isso.

Tinha também a questão de papai ser um homem de negócios bastante ocupado. Estava sempre falando em conta bancária, laranjas, transferência urgente, remessa de dólares. É, eu tinha o hábito de ouvir as coisas escondido naquela época. Dizem que isso é uma coisa feia demais de se fazer, ficar espionando o que os adultos dizem e fazem, mas de que outra forma eu poderia treinar para ser espião da CIA? Eu sonhava com o dia em que receberia uma carta de aprovação da agência de investigação e a mostraria para minha família, orgulhoso, dizendo: “Devo tudo a vocês”, aí eu acredito que eles não me recriminariam nem um pouco pela minha travessura.

Depois da ferrovia, meu amigo fantasma apareceu quando tive vontade de aprender a montar e soltar pipas e meu pai nem prestou atenção ao que eu dizia, além de minha mãe sentenciar: “Isso é muito perigoso, há tanta coisa mais interessante… Que tal uma tarde no shopping, fazendo compras? Há tantos brinquedos mais seguros e modernos…”

Fui para o jardim, me deitar na grama e observar o céu, sentindo inveja do Rafa, meu colega de sala. A essa hora, ele devia estar com o pai, soltando a pipa que ele me contara que os dois tinham feito no sábado passado. O pai do Rafa tinha o final de semana inteiro de folga, só pra brincar com ele.

Que raio de serviço era aquele do meu pai, afinal? Será que trabalhar com remessas de dólares o deixava assim, tão esgotado? Naquelas horas, bem que eu queria que papai fosse advogado, pois eu já tinha pesquisado sobre isso e sabia que escritórios de advocacia não funcionavam nem sábado, nem domingo, nem os tribunais. Pelo menos eram dois dias em que ele teria todo o tempo do mundo pra mim.

O fantasma, vendo meu desânimo, perguntou: “O que há?”.

“Queria saber fazer uma pipa”, contei pra ele. E esperançoso, perguntei: “Você poderia me ajudar a fazer uma?”

“Não sei fazer pipas…”, ele disse, com um tom de desculpas.

“Que pena… Mas deve ser muito difícil mesmo.”

“Mas sei quem poderia ajudar… Posso trazê-lo aqui, se você não se incomodar.”

“Ele é como você? Quero dizer, ele é um fantasma?”

“U-hum. Só que ele… Bem, está um pouquinho mais… feio. Ele tem um pouco de vergonha porque… Quer dizer, a pele dele está bem roxa ainda, sabe…”

“Ah, tudo bem. Roxo é uma cor bonita. Eu gosto. Só não vejo graça no bege.”

Ele desapareceu e logo voltou com o amigo. O cara realmente era roxo, eu estava achando que era exagero do branquelo, mas não, até as unhas eram roxas, além de uma marca feia no pescoço. Ah, mas ele ia me ajudar a fazer uma pipa, era o que importava.

Meu amigo arroxeado não conseguia falar, mas a gente se entendeu bem. E o que eu não entendia, o meu amigo pálido conseguia traduzir. Foi tão fácil construir  o brinquedo que já fizemos logo sete, depois de comprarmos o material que era necessário, o que já não foi muito fácil, mas tive sorte porque naqueles dias a minha mãe estava mais preocupada com um tal de coquetel para os patrões de papai, ela me deu até mais do que eu precisava, podia construir dezenas de pipas se quisesse, mas achei melhor guardar o dinheiro, não em um banco na Suíça, claro, mas dentro de um cofrinho em forma de calhambeque, que era muito legal e já estava quase cheio.

“Uma para cada dia da semana. Assim você não enjoa”, foi a explicação do branquelo. O melhor é que eles me ensinaram como empiná-la, ali mesmo, no jardim.

Infelizmente, eu não podia sair do portão pra fora sem autorização. Mas assim que pudesse, levaria todas as pipas para empinar em um lugar qualquer. Também poderia levar comigo ao menos uma quando a gente fosse para a praia, acho que meus pais não se incomodariam. Tinha certeza de que mamãe não acharia ruim, desde que eu não me machucasse e não os incomodasse durante os passeios deles, que por sinal eram passeios muito chatos.

Conforme os dias foram passando, as visitas de meus dois amigos se tornaram ainda mais frequentes. Ficavam quase o tempo todo comigo, no jardim, na área dos fundos de casa e no meu quarto. Quando eu não estava nesses lugares, porém, eles se afastavam. Perguntei-lhes mais de uma vez o porquê disso, mas não me responderam. Eu gostava da companhia deles, então cada vez mais me limitava aos três espaços em que preferiam estar.

De tempos em tempos, pedia que me ensinassem alguma coisa: como montar um robô, como construir um carrinho de rolimã, como fazer uma cama de gato. A certa altura, já pedia coisas que eles pudessem me ajudar a construir mesmo que eu soubesse como fazer, pois tinha medo que eles deixassem de vir me ver, caso eu não lhes pedisse mais nada.

Certa noite em que eu não conseguia dormir, coloquei minha luneta bem em frente à janela, aproveitando que o céu estava estrelado, e na hora me veio à mente qual seria o meu próximo pedido: “Sempre quis um foguete, um que pudesse mesmo subir até o céu. Vocês podem me ajudar a construir um, não podem?”

“Acho que não haverá tempo, amigo”, disse o branquelo.

“Por que não? Vocês não vão embora, vão?”, perguntei amedrontado, o coração sentindo um aperto, uma sensação nova pra mim.

Meu amigo roxo negou com um movimento de cabeça, e esperou pela explicação do outro:

“Nós não, receio que é você quem vai, criança”, falou meu amigo branquelo.

Fiquei aliviado. Então era isso! Só podia ser!

“Sim, as férias estão chegando, logo meus pais irão viajar e eu deverei ir com eles, mesmo achando essas viagens chatas, porque meu pai só fala de negócios… Mas vocês podem ir, não podem? Fantasmas vão a qualquer lugar!”, expliquei, esperando que ele concordasse comigo, o que não aconteceu.

O roxo se sentou no chão, encostado à minha cama, abraçando as pernas.

“Não haverá viagem nenhuma, garoto. Pelo menos, não dessa forma. Será uma viagem somente de ida. Mas estaremos com você.”

Embora eu não compreendesse bem aquela “viagem só de ida” mencionada por meu amigo, fiquei mais tranquilo com a última frase.

“Os meus pais vão se mudar daqui, é isso?”

“Sim. E você também.”

“Não quero ir. Não é muito legal viver preso nessa casa, mas não quero deixar a escola, os meus amigos…”

“Não há como evitar. Nós gostaríamos que você não partisse tão cedo, também, mas conforme o tempo foi passando, concluímos que somos impotentes quanto a isso. Não podemos mudar nada, alterar nada. Nada podemos fazer, nem mesmo conseguimos mudar nossa situação em vida, mas você é tão pequeno e inocente que, se pudéssemos, faríamos com que esse dia nunca existisse.”

No dia seguinte haveria mais uma festa em casa, na verdade um jantar, daqueles em que eu não poderia participar, minha mãe já foi me avisando no café da manhã. Não me importei.

“Tudo bem, eu fico no meu quarto.”

“Acho melhor ele ir para outro lugar, com a empregada, talvez”, minha mãe consultou meu pai, que não tirou os olhos das notícias que lia no jornal para responder.

“Não vejo necessidade. É só um jantar, coisa rápida. Nosso convidado não gosta de se demorar muito, você sabe.”

Meu dia transcorreu normalmente, como todos os dias da semana: ir para a escola, voltar, e passar a tarde toda de sexta-feira arrumando o que fazer em casa. Às sextas-feiras eu não tinha natação, nem inglês, nem espanhol. Só me restava ir com mamãe às compras, mas não, mil vezes não, com certeza era melhor ficar no meu quarto, com meus amigos.

Naquele dia eles estavam muito quietos. Nunca tinha visto os dois tão preocupados. É verdade que eles tinham aparecido há algumas semanas apenas, mesmo assim, nunca tinham estado tão quietos, até mesmo o roxo parecia ainda mais calado, como se estivesse totalmente distante. Quando mamãe entrou em meu quarto, eles continuaram impassíveis.

“Tomou seu banho, querido?”

“Tomei, sim.”

“Não parece. Essas orelhas estão terríveis!”

“Mamãe!”

“Se eu pegar essas orelhas assim, de novo, vou contratar uma babá pra você, quer?”

“Não, eu lavo as minhas orelhas!”

“Ótimo, vamos ver se vai lavar mesmo. Escute, não desça nem uma vez, entendeu? Se precisar de alguma coisa, é só pedir pelo interfone e os empregados trazem aqui pra você, ou então eles me avisam, compreendido?”

“Sim, mãe… Vai demorar muito?”

“Seu pai disse que não, lembra? Por quê?”

“Não gosto de pessoas estranhas aqui em casa.”

“São os negócios dele, sabe disso. Sem esses negócios, como você teria todas essas coisas aqui, no seu quarto? Você tem tudo o que precisa, não tem?”

A pergunta de minha mãe ficou sem resposta para sempre. Se hoje eu pudesse encontrá-la, responderia que não, não tinha tudo o que precisava, somente o que o dinheiro podia comprar, e isso era pouco. Eu precisava de outras coisas, que talvez eles nunca tivessem me dado. Talvez por não saberem como, por não terem ideia até mesmo do que fazer comigo, de como serem pais. De alguma forma, eles tentavam ser meus pais. Pouquíssimas vezes tinham conseguido.

“Vou pedir para que um dos seguranças fique na escada. Só pra garantir que você não vai mesmo descer. Está com cara de quem quer fazer traquinagem!”, sentenciou mamãe. Eu apenas fiz um gesto de que não me importava. Não estava mesmo querendo ver o que ia acontecer no tal jantar. Havia coisas mais interessantes a fazer.

Ouvimos barulho de carros chegando e entrando pelo portão. Minha mãe me beijou na testa e desceu. Nesse momento senti um medo estranho, algo que nunca tinha sentido: era o medo de ficar sem minha mãe. Nunca tinha pensado naquela possibilidade, ela estava sempre ali, do jeito dela, mas estava.

“Garoto, falta pouco para acontecer…”, o branquelo chamou minha atenção e eu fiquei sem entender.

“Acontecer o quê?”, perguntei.

“É melhor você se esconder…”, ele insistiu.

Em vez disso, abri um pouco a porta do quarto e olhei na direção da escada. O segurança já estava lá e se virou, olhando pra mim. Fechei a porta correndo. Não conhecia ainda muito bem aquele homem, meu pai o tinha contratado há pouco tempo e ele não tinha conversado nem uma vez comigo ainda.

“Eu preciso mesmo me esconder?”, perguntei ao meu amigo. “Eu quero saber por quê.”

“Eu não sei. Talvez isso ajude em alguma coisa, garoto. Talvez eles esqueçam de você. É a única chance.”

Olhei à minha volta e tudo no que pude pensar na época foi no guarda-roupa. Era espaçoso e eu o usava para brincar de “Agente 007”. Tirei o que pude de roupas de um lado, joguei-as na outra parte do móvel e entrei, de forma automática, sem saber por que estava fazendo aquilo, e sentindo uma tensão cada vez maior dentro de mim, como se aquilo tudo não pudesse evitar o inevitável.

Acho que não demorou muito para ouvir alguns sons abafados. Pensei ter ouvido minha mãe gritar, mas foi só. Um único grito, perdido pela distância. Algo se partindo, ou talvez tenha sido minha imaginação. Só que essa minha imaginação não tinha sido capaz de me fazer compreender o que acontecia dentro da minha casa naquele momento. Logo escutei a porta do quarto sendo aberta e minha respiração sendo suspensa, por mim mesmo. Quando finalmente a porta do guarda-roupa se abriu, meus olhos se encontraram com os do segurança que eu tinha visto na escada.

Ele tinha uma arma apontada para mim.

“Desculpe, garoto”, disse. E atirou.

***

“Ei, garoto. Ei…”

Ouvi uma voz conhecida a me chamar, me despertando de um sono muito pesado. Percebi que eu tinha adormecido dentro do guarda-roupa e quem me chamava era o branquelo.

“Pode sair, garoto. Pode me ouvir?”

Em vez de responder, saí de uma vez e encontrei meus dois amigos olhando pra mim. Minha cabeça doía, parecia que tinha sido martelada várias vezes. Já era dia e o quarto estava bem iluminado pelos raios do sol.

“Já amanheceu? Nossa, eu dormi ali dentro?”, perguntei.

“É, garoto. Você dormiu por muito, muito tempo.”

“Mas ainda tenho sono. Vou deitar um pouco na minha cama, preciso dormir mais.” Foi quando realmente enxerguei o móvel e… onde estavam a colcha, o travesseiro, o lençol? Aliás, onde estava tudo: meus brinquedos, os livros, os jogos? “Não consigo entender, é hoje o dia da mudança, aquela que você falou?”

“Acho que sim, menino. E nós estamos aqui pra te ajudar. Como prometido.”

Meu amigo roxo passou a mão pelos meus cabelos, com isso me dei conta de que era a primeira vez que um deles me tocava, um toque frio, mas não repulsivo.

A segunda coisa da qual me dei conta era de que meu peito doía. E nele havia dois buracos.

Fiquei sem palavras. Nesse momento, todas as lembranças voltaram. Os convidados chegando para o jantar. O segurança no topo da escada. Eu me escondendo, sem saber ainda do quê. Agora eu tinha certeza, o grito que escutara era da minha mãe. E depois, o segurança me descobrindo em meu esconderijo. E finalmente, eu despertando e saindo do guarda-roupa. Sem a necessidade de abrir a porta. Um gesto automático e impensado.

“Ele atirou em mim. Duas vezes.”

“Sim. Como sabíamos que seria.”

“Por que não me contaram?”

“Não podíamos. Fomos enviados para estar ao seu lado, até que tudo acontecesse, era esse o combinado.”

“Por quê?”

“Seu pai foi o responsável por estarmos assim. Fomos executados a mando dele. E por muito tempo tivemos raiva, mas depois vimos que o que devíamos fazer para nos redimir era justamente ajudar o filho daquele a quem mais odiávamos. Até porque ele receberia mesmo o que era merecido.”

“Meu pai mandou matar vocês dois, então? Por isso ficaram esse tempo comigo, enquanto não chegava a hora do acerto de contas?”, concluí, achando aquilo tudo difícil de acreditar. Não era fácil, apesar de tudo, pensar em meu pai como um criminoso, daqueles que mandam exterminar pessoas, a sangue frio.

“Foi por isso, mas foi também porque nos afeiçoamos a você. Entenda, nada poderíamos fazer. O que aconteceu a vocês, aconteceria de qualquer jeito.”

“Meu pai era um criminoso”, disse quase que a mim mesmo, já que as palavras saíram sussurradas. “Esse quarto… quanto tempo fiquei aqui?”

“Muito tempo, garoto. A casa está à venda já há meses, creio eu.”

“E meus pais, poderei vê-los?”

“Não sei, eles não estão mais aqui. Ainda não saímos. Esperávamos pelo seu despertar. Vamos, vamos lá para fora”, pediu o branquelo.

Como eu estava ainda me sentindo fraco, fui amparado pelos dois até sairmos. No caminho, apenas alguns móveis compunham os cômodos quase vazios. Havia uma mancha no chão da sala de jantar que eu me lembrava de não ter visto ali antes. Seria a mancha do sangue de minha mãe, ou de meu pai?

Paramos na calçada, em frente à casa. Do outro lado da rua, alguns meninos empinavam pipa e outros jogavam futebol, em um campinho gramado que antes não existia.

“Não consigo me lembrar do meu nome”, constatei, confuso.

“Um dia você se lembra”, garantiu o branquelo.

“E agora, o que eu faço? Para onde vou?”

“Há tempo para descobrir as respostas para todas essas perguntas. Não adianta se desesperar, garoto. A gente vai te ajudar, até porque também não sabemos muita coisa.”

“Será que ficarei sempre assim, como criança?”, perguntei, sem conseguir definir se gostava da ideia ou não, ou se pelo menos conseguia aceitá-la de forma tranquila. Aquelas sensações deviam ser normais no estado em que me encontrava, eu queria crer.

“Veja, garoto, quantas pipas! Você disse que quando pudesse vir aqui para fora, iria finalmente empinar uma, lembra disso?”, meu pálido amigo parecia não ter prestado atenção à minha pergunta.

“Lembro… Acho que é o melhor a fazer, seria bom… Mas como?”

“Basta escolher, garoto. Escolha a mais bonita. Depois disso, vai ser fácil”, ele me assegurou. Olhei para ele e para o meu amigo roxo, que apenas observava a tudo, com um sorriso nos lábios, como se estivesse esperando para ver qual delas eu escolheria.

E dentre todas as que enfeitavam o céu escolhi, naquele dia, uma vermelha. Minha cor preferida.

Anúncios

48 comentários em “Gente Morta (Bia Machado)

  1. Vivian
    20 de janeiro de 2014

    Li uns comentários, e não achei nada semelhante ao “caçador de pipas”. Muito bom, sério, fluido, combinado, palavras certas e bem escolhidas (ou o acaso trabalhou muito bem haha).

  2. Bia Machado
    16 de janeiro de 2014

    Agradeço pelos comentários! Escrevi esse texto sem ele estar totalmente formado ainda, confesso. Só quando comecei a colocar no papel foi que pensei em muitos detalhes. Fiquei surpresa com o retorno, e podem ter certeza de que trabalharei nele a partir das sugestões. Só pra informar, nunca li nem assisti a “O caçador de pipas”! =)

  3. Edson Marcos
    16 de janeiro de 2014

    Parabéns pelo conto. É um dos meus favoritos. Boa sorte!

  4. Frank
    15 de janeiro de 2014

    Uma história bem bacana. Sei lá, me lembrou do caçador de pipas.

  5. Paula Melo
    14 de janeiro de 2014

    Nossa que conto bonito,leve, cativante e apaixonante.
    Uma escrita gostosa de se ler.

    Boa Sorte!

  6. Caio
    14 de janeiro de 2014

    Olá. Eu achei bem escrito, e gostei bastante do final, o menino se perguntando o nome, deu uma sensação de promessa, de que há sempre outra história. Acho que um momento de destacou negativamente pra mim, que foi a explicação do menino fantasma pro protagonista sobre o pai dele, soou muito não-natural e as motivações não fizeram sentido pra mim, fora que a reação do filho também foi bem insossa. Mas foi uma leitura agradável. Abraços

  7. Weslley Reis
    13 de janeiro de 2014

    Acho que todos esperam um momento sangrento como clímax do conto, por isso julgaram-no “morno”. Eu discordo. A única crítica citada que eu acato é o fato do leitor saber o que vai acontecer muito claramente. Talvez uma mascarada maior nesse fato deixaria o conto mais cativante. De todo modo, me cativou mais do que muitos outros sangrentos.

    Parabéns pela história.

  8. Pedro Luna Coelho Façanha
    12 de janeiro de 2014

    Conto simples que cumpre o propósito de entreter. Confesso que no começo achei que seria uma chatice, quando diz que o garoto tem oito anos, mas foi uma boa leitura. hahaha 😉

  9. Leandro B.
    12 de janeiro de 2014

    Também gostei.

    Achei a criança simpática e o texto conseguiu fazer com que eu me preocupasse com ela.

    Só não gostei muito quando os fantasmas explicitam que foram mortos por culpa do pai do garoto. Desconfiei disso quando roxinho surgiu e preferia que a coisa fosse tratada com mais sutileza.

    Mas isso é apenas besteira minha.

    Bom conto, parabéns.

  10. Raione
    11 de janeiro de 2014

    Bom conto. A história foi bem conduzida, a narração do menino ficou crível. Alguns momentos do conto são bem delicados, como quando o menino sente, pela primeira vez e muito naturalmente, medo de perder a mãe. Do jeito que está, os assassinatos na família ocorrem ao fim de uma escalada de suspense, e tá bacana assim. Mas uma alternativa seria dar menos indícios do que irá acontecer, nesse sentido os fantasmas são falantes demais, e tem também o lance do novo segurança. Depois desse clímax, acho que o conto perde um pouco de força, porque o desenrolar do restante da história passa a depender quase exclusivamente das explicações dadas pelos fantasmas. Reforçando: bom conto.

  11. Fernando Abreu
    8 de janeiro de 2014

    Texto interessante. Gostei da relação do garoto com os fantasmas, da linguagem simples. Como crítica, apenas os personagens dos pais, que achei caricatos demais como pais ricos insensíveis que não tem tempo pros filhos e cobrem isso com grana, além de um excesso de ingenuidade do garoto. Ele podia ter ficado puto da cara em algum momento, mas não.

  12. Mariana Borges Bizinotto
    6 de janeiro de 2014

    O personagem principal de 8 anos é bem simpático e creio que tenha sido um desafio narrar a morte de um menino de 8 nos em primeira pessoa, foi bem-sucedido. Estou na torcida.

  13. Gustavo Araujo
    3 de janeiro de 2014

    Olha, achei a ideia muito boa. É um trabalho muito interessante sobre a psicologia do “amigo invisível”, aqui levado para o lado fantasmagórico. O desenvolvimento da narrativa ficou a contento, apesar da falta de um twist no fim, de algo que surpreendesse.

    O grande senão, a meu ver, foi a falta de credibilidade do narrador. Dificilmente alguém de oito anos falaria que seu sonho é “ser agente da CIA”. Poderia dizer que queria ser espião, simplesmente. Também achei pouco crível que alguém nessa tenra idade pudesse se referir ao trabalho do pai como aparece no texto, alguém envolvido com “laranjas e operações com dólares”.

    Em suma, nesse quesito, o narrador pareceu alguém bem mais velho do que o garoto que aparece no texto. Poderia se tratar, então, de uma digressão, ou seja, um fantasma, já velho, lembrando os tempos de infância, da época, então, em que morreu. Não há, contudo, qualquer sugestão a esse respeito no texto.

    Também não gostei de os fantasmas se referindo ao protagonista como “garoto” simplesmente. Se eram tão amigos, se tinham se afeiçoado tanto a ele, nada mais natural que o chamassem pelo nome. Até onde sei, ninguém desconhece os nomes dos seus melhores amigos, não é mesmo?

    Enfim, na minha opinião, são esses os trechos que, melhorados, podem transformar o conto que já é bom em ótimo.

    • Caleb
      3 de janeiro de 2014

      “Não há, contudo, qualquer sugestão a esse respeito no texto.” – Acho que você foi ao “xis” da questão, Gustavo. Minha ideia foi de que, mesmo sendo ainda uma criança, ele seria um fantasma antigo, a ponto de conhecer outras coisas, essas que você achou estranho uma criança conhecer, mas como você disse, acabei não sugerindo isso no texto, até por receio de não deixar a coisa muito explicativa, ou seja, foi uma falha e deve ser trabalhada. E os fantasmas o chamam de “garoto” porque, como ele mesmo diz, não se lembra do nome dele, e ele é o narrador. Talvez não se lembre até o dia em que narrou a história, rs. Agradeço pelo comentário. 😉

  14. Ana Google
    3 de janeiro de 2014

    Conto muito bonito e simples. Parabéns, não tenho nada a acrescentar! Só temo que ele perca o brilho frente a outros do desafio, mas de qualquer forma é um ótimo conto!

    • Caleb
      3 de janeiro de 2014

      Valeu, Ana! Quanto a perder o brilho frente a outros, tranquilo. Acredite, escrevi por escrever, pra não ficar com mais essa história me assombrando, sei que há contos bem melhores por aqui, assim como sei que, como os outros apontaram, é uma história morna, quase um relato, simples (como também apontaram), mas gosto desse texto assim mesmo. Fiquei pensando, se devia escrever ou não, mas é bom colocar no papel, assim outros podem ler, gostar ou não gostar, não dá pra ser unânime. Agradeço por suas palavras.

      • Ana Google
        3 de janeiro de 2014

        Claro que deve escrever, também gosto de textos assim, sem sobressaltos. Gostei muito da sua escolha de palavras, da redação impecável, da simplicidade, dos personagens. A questão é que acabamos votando só nos favoritos e muitas vezes, embora seja difícil a escolha, muitos contos que gostamos acabam ficando de fora.

        Ser uma história morna não é um problema, segundo muitos, pelo menos não pela minha ótica. Seu conto é lindo!

        Ressalto meus parabéns e continue nos agraciando com suas palavras!

      • Caleb
        4 de janeiro de 2014

        Obrigada! 😉

  15. Cácia Leal
    3 de janeiro de 2014

    Eu gostei do conto. Não é um daqueles que a gente lê e fica extasiado, mas é simples e singelo, como a visão de uma criança, embora eu tenha achado que os diálogos não estavam dentro de um nível infantil. Ele está bem escrito, embora necessite de uma releitura atenta, para melhorar os vocábulos. Creio que o que mais tenha gostado é da simplicidade. Parabéns!

    • Caleb
      3 de janeiro de 2014

      SPOILER:::::

      Cácia, meu maior medo foi esse, o dos diálogos não parecerem ter vindo de uma criança. Olha, eu me esforcei, pode acreditar! Mas pensei também que… Sabe-se lá há quanto tempo esse narrador se tornou um fantasma… Acredito que ele pode ter “amadurecido”, mesmo sendo um fantasma, podendo ver o que aconteceu com uma maturidade maior… Eu agradeço por seu comentário, ainda não mexi no conto depois de postá-lo, mas vou me atentar a esse fato.

  16. Charles Dias
    2 de janeiro de 2014

    Gostei do ponto de vista um tanto inusitado do conto. É um conto meio morno, sem muita ação, mas mesmo assim é interessante e foi bem escrito. Gostei da leitura.

  17. Charles Dias
    2 de janeiro de 2014

    Um conto interessante sob uma perspectiva diferente. Meio morno por não ter muita ação, mas não deixou de ser uma leitura agradável.

    • Caleb
      3 de janeiro de 2014

      É, digamos que tenha sido apenas uma “historinha contada”, rs. Que bom que mesmo assim agradou!

  18. Sandra
    1 de janeiro de 2014

    Adoro empinar pipas… e uma das minhas frustrações de infância é que os papagaios nunca subiam, rs…
    Boa história, com uma narrativa em primeira pessoa que desnuda com simplicidade e sem muita surpresa a passagem do guri para “a vida de fantasma”. Outra história que flui de ponta a ponta.
    Apreciada.

    • Caleb
      3 de janeiro de 2014

      Ah, minhas pipas também nunca subiram… Uma vez só meu pai me ajudou, uma só! rs. Agradeço a sua apreciação. 😉

  19. Tom Lima
    31 de dezembro de 2013

    Não gostei de… algo.
    Não sei dizer o que é.
    Não vejo problema nos diálogos entre aspas.
    Talvez se os dois fantasmas fossem atrás de vingança.
    Talvez se o garoto crescesse com esses fantasmas (foi a minha expectativa no inicio do conto).
    Talvez…

    Acho que é só uma questão de gosto mesmo.

    • Caleb
      31 de dezembro de 2013

      SPOILER!!!!!!!!

      Talvez…. talvez…. Bem, escrevi da forma como a história me surgiu. Poderia escrever mais, mas aqui há um limite. Minha ideia inicial era que o personagem fosse adulto, e que estivesse vivo, ainda vendo fantasmas. Depois vi que ia ultrapassar o limite, então modifiquei tudo isso. Por uma questão de necessidade mesmo, rs. Agradeço pela leitura e comentário.

  20. Ricardo Gnecco Falco
    31 de dezembro de 2013

    Simples e direto.
    Boa sorte!

    • Caleb
      31 de dezembro de 2013

      Se você diz, deve ter sido mesmo, rs. Boa sorte pra você também! 😉

  21. Bia Machado
    30 de dezembro de 2013

    Foi uma boa leitura. Prefiro os travessões nas falas em vez de aspas, mas é só um detalhe… Também achei o começo um pouco repetitivo, mas depois fiquei pensando… É uma criança narrando, né? Aí fiquei boa parte da leitura tentando ver se o autor modificava o estilo do narrador. Acho que conseguiu manter, sim, a ideia. Pensei na minha filha do meio, ela bem que queria que o pai a ajudasse a empinar pipas… Acho que vou mostrar esse conto pra ele! Claro que ele é bem diferente desse pai aí, mas… pedido de filho/filha deve ser sempre atendido, na medida do possível. =)

    • Caleb
      31 de dezembro de 2013

      Também acho! Agradeço pelo comentário.

  22. Inês Montenegro
    29 de dezembro de 2013

    Mais ou menos a meio pensei “Seria um bom detalhe ter sido o pai dele a ter matado os espíritos” e voila, a conexão realmente aparece nesses moldes. Gostei tanto da ideia como da prossecução, simples mas eficaz, com bons diálogos e descrições. O leitor compreende bem mais cedo que o narrador aquilo que irá acontecer, mas julgo ter sido propositado.

    • Caleb
      31 de dezembro de 2013

      Acertou então, hein, Inês? 😉 Agradeço pela leitura e comentário.

  23. Jefferson Lemos
    29 de dezembro de 2013

    Um bom conto, as repetições não chegaram a me incomodar muito.
    Parabéns e boa sorte!

    • Caleb
      31 de dezembro de 2013

      Também lhe desejo boa sorte! Agradeço pela leitura!

  24. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    28 de dezembro de 2013

    Nunca empinei pipa, mas li O Caçador de Pipas. Prefiro os diálogos que usam o travessão como marca, mas talvez as aspas estejam ali para indicar uma conversa mais telepática do que outra coisa. Mais uma criancinha que não foi poupada, mas pelo menos pareceu menos cruel. Ou eu estou me acostumando a tantas assombrações e traumas.
    Acho que a repetição de palavras foi mesmo proposital para dar ênfase à ideia posta. No geral, gostei da narrativa. Boa sorte!

    • Caleb
      31 de dezembro de 2013

      Eu ainda não li “O caçador de pipas”. Não sei se teria coragem, rs. Também prefiro os travessões, usei desta forma neste aqui só para fugir do que costumo fazer, mesmo. Eu sabia que você ia falar das criancinhas não poupadas, rs. Também tenho dó, mas… É a vida! =P A repetição foi deixada assim mesmo de propósito, você acertou. Mas me incomoda um pouco da forma como ficou, vou tentar ainda mexer nisso. É que tive medo do personagem parecer muito adulto. Enfim, agradeço pela leitura e pelo comentário.

  25. Ryan Mso
    28 de dezembro de 2013

    Gostei do conto, apesar de não ter me “brilhado os olhos”, de qualquer forma, parabenizo ao autor.

    • Caleb
      31 de dezembro de 2013

      Ah, que pena. Mas eu entendo, é normal. Todos têm suas preferências. De qualquer forma, agradeço pela leitura!

  26. Pedro Viana
    28 de dezembro de 2013

    Desde o início do conto notei certa repetição de vocábulos. Pode ter sido proposital, tendo em vista o perfil do narrador, mas mesmo assim me incomodou. A trama é simples, sem grandes rodeios ou reviravoltas, mas desperta o interesse justamente por causa dessa simplicidade. Parabéns.

    • Caleb
      31 de dezembro de 2013

      Sim, foi proposital. Mesmo assim, também me incomodou. Só que tive receio em diminuir a repetição e o narrador parecer “adulto” demais. Vou ver se consigo arranjar um jeito de fazer isso eliminando essa questão. De qualquer forma, agradeço por sua leitura!

  27. Thata Pereira
    28 de dezembro de 2013

    Gente, que conto bonito!! Saudades de empinar pipa…

    Gostei muito do conto, não tendo muito o que dizer. Os fantasminhas são cativantes. Adorei.

    Boa Sorte!!

    • Caleb
      31 de dezembro de 2013

      Que bom que gostou, Thata. Agradeço por sua leitura e comentário.

  28. Gunther Schmidt de Miranda
    28 de dezembro de 2013

    Incomum a forma dos diálogos; mas, particularmente não gostei. Parabéns.

    • Caleb
      31 de dezembro de 2013

      Acontece. Agradeço pela leitura e pelo comentário.

  29. Marcellus
    28 de dezembro de 2013

    É um bom conto, sem grandes surpresas. Boa sorte ao autor!

    • Caleb
      31 de dezembro de 2013

      Agradeço pela leitura e pelo comentário.

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Informação

Publicado às 28 de dezembro de 2013 por em Fantasmas e marcado .