EntreContos

Detox Literário.

O Homem Planta o Que Pode, e Colhe o Que Plantou (Jefferson Lemos)

O dia está quente hoje.

Não consigo me lembrar de um dia que tenha sido tão quente quanto o de hoje está sendo.

Hoje está diferente, e eu me sinto mais estranho do que o normal.

Sento-me na cama, estico minhas pernas e olho no relógio. Acordei atrasado, penso. Levanto-me preguiçosamente e arrasto-me até a janela. Abro as cortinas e sou atingido por uma onda de calor. Os raios de sol ofuscam meus olhos, e eu sinto dor. O céu alaranjado, aquarelado em tons oníricos, me conforta e me alivia. Está lindo.

Encaminho-me para o banheiro, tomo um banho gelado, escovo os dentes e passo o protetor solar, só por precaução.

Estranho

Geralmente minha esposa costuma acordar depois de mim, e hoje não a encontrei na cama. Desço para tomar café e não encontro ninguém na cozinha. O relógio na parede marca 07h45min. Estou atrasado. Deixo para tomar café no serviço e saio às pressas de casa.

Entro no carro, um utilitário seminovo, com espaço de sobra. Minha secretária adora.

O carro não liga. Giro a chave descontraidamente por alguns segundos, e ele pega no tranco. Sinto-me desligado e com certa resignação. Desço a rua e antes de virar a esquina, olho de relance pelo retrovisor e tenho a impressão de ver um carro parado em minha garagem.

Estranho.

As segundas-feiras costumam ser movimentadas, porém, olho ao redor e vejo poucas pessoas, caminhando entorpecidas, em seu piloto automático de cada dia. Uma menina, por volta de doze anos, atravessa a rua e um carro vem em sua direção. Ele a ultrapassa como se ela fosse uma brisa, e ela nem mesmo percebe. Muito menos o carro, que segue adiante. Sinto que isso deveria me assustar, mas não me assusta. Percorro meu percurso habitual, desligado do mundo, olhando para tudo e não prestando atenção em nada. Até o ponto em que percebo estar em uma rota diferente. Enquanto dirijo por ruas estranhas, o número de indivíduos caminhando aumenta, e toda a multidão converge para um ponto específico: A entrada do metrô. Uma entrada larga e diferente das que estou habituado. Paro meu carro, saio e caminho em direção as escadas, onde todo aquele fluxo se dirige. Sem saber o porquê, me junto à multidão, e começo a descer.

Um caminho para baixo, infindável e escuro. Uma brisa de calor me trespassa, fazendo brotar gotas de suor instantaneamente. Estou usando terno, como de costume, e isso torna a brisa de calor e um mergulho em labaredas infernais. Afrouxo o nó da gravata e continuo caminhando.

Agora, em filas organizadas, as pessoas rumam ao negrume aterrorizante, silencioso e mortal. E ao lado de cada uma, um homem de terno preto e sapatos lustrosos as acompanham. Em minha mente, o medo começa a tomar conta, e me sinto apavorado. E resignado. Não tenho forças para voltar e sei que devo seguir em frente.

Ouço choros vindos de algum lugar a minha frente. Lamentos angustiados que soam como guinchos estridentes. Sinto o pavor se alastrar pelos meus membros e minhas pernas fraquejam. Uma mão me segura. Um homem de figura indescritível, caminha ao meu lado. Eu, fraco, suando descontroladamente e com medo, olho em seus olhos e sinto…

Sinto dor e arrependimento.

Vejo minha vida.

O dia em que roubei a caixinha de moedas da igreja, com onze anos. Os flashes torturam minha alma e vejo cenas da minha vergonha. O dia em que acidentalmente engravidei minha namorada de dezesseis anos, e a obriguei a abortar. Agora me sinto um lixo por isso; O dia da véspera do meu casamento, quando transei com a madrinha da minha noiva. O dia em que transei com a minha secretária e iniciei um caso que hoje já dura dois anos. As mentiras que contei, as trapaças que cometi e tudo que pudesse me causar arrependimento surtiu efeito quando olhei nos olhos do homem. Mas de alguma forma, eu sei que já é tarde demais.

Quando dou por mim, lágrimas escorrem pela minha face e se mesclam ao suor. Eu lamurio, e grito e sinto medo. O calor aumenta cada vez mais e um ponto de luz surge ao longe, no fim da escuridão. As pessoas ao meu redor não suportam o calor infernal, e começam a se despir. E eu também não aguento. Enquanto isso, os homens de preto continuam a nos acompanhar, e seus olhos são poços em chamas.

Começo pelo terno. Tiro-o e por baixo, minha camisa é pura transpiração. Tiro a gravata e jogo-a longe. A minha volta, homens e mulheres parcialmente nus. A minha frente, a luz aumenta gradativamente e suavemente muda de ton. Tiro a camisa, e em seguida os sapatos, as meias e o resto. Nu, sinto vergonha e dor.

Conforme me aproximo do ponto brilhante que aumenta no horizonte, o calor se torna imensurável. Bolhas se formam sobre minha pele e eu grito enquanto as coço e elas estouram. Os sons dos condenados a urrar formam uma melodia dantesca. Sinto minha pele escorrer com cera pelos meus músculos. Cada vez mais se torna difícil caminhar. Sinto meus músculos incharem, e eles começam a rasgar. Eu caio, gritando o mais alto que consigo. A luz completa seu ciclo cromático e torna-se laranja fogo-vivo. Os homens com olhos incandescentes continuam ao nosso lado, silenciosos e soturnos. Levanto-me e com o terror que nunca imaginei que pudesse sentir, vejo meus músculos grudados no chão onde cai. Tostando como carne em uma chapa. Olho para minhas pernas, e apenas os ossos posso ver. Em farrapos, o que restou de minha carne começa a cair. Sinto se tivesse sido embebido em lava.

Agora, sou apenas um esqueleto. Meus olhos explodiram e a gosma já caíra. Meus ossos estão transparentes e me sinto como um fantasma.

Caminhos pelos lances finais da escadaria, e chego ao ponto em que o calor é tão grande que já nem o sinto. A luz se torna ofuscante e me cega. Eu cubro meus olhos. O som dos gritos desaparece, e com ele a dor e a angústia.

Abro os olhos e vejo minhas mãos, feitas de carne e osso. Então é apenas um sonho, penso. Quando olho a frente, abaixo do abismo em que termina as escadas, vejo os campos da punição. Rios de lava, vapor de enxofre e acima um céu de fogo.

Chego ao fim do meu caminho, como um homem novamente. Um homem que aceita sua punição. Ao meu lado, o homem de terno se despede, e sem pensar, eu me jogo no abismo.

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56 comentários em “O Homem Planta o Que Pode, e Colhe o Que Plantou (Jefferson Lemos)

  1. Frank
    15 de janeiro de 2014

    Gostei do protagonista e de seus tormentos…só achei curto (o que não é nenhuma crítica).

    • Dumas
      15 de janeiro de 2014

      Obrigado, Frank!
      Então, essa questão será resolvida em breve, espero que você possa vê-lo depois de reajustado.

  2. Paula Melo
    13 de janeiro de 2014

    Adorei o conto,achei bem desenvolvido e escrito.
    Mas confesso que senti falta de uma continuação, ele meio que pede (grita) por isso. Se tiver aguardo ansiosamente 😀
    Os detalhes fizeram me sentir um pouco mal,senti a tormenta dele,rs.
    Uma ideia que deve ser amadurecida e mais desenvolvida.Tem uma ideia muito boa em mãos, aproveite.
    Parabéns ao autor pelo trabalho.

    Boa Sorte!

    • Dumas
      14 de janeiro de 2014

      Obrigado, Paula.
      Fico feliz que tenha gostado.
      Adianto que não haverá continuação. Desenvolverei a ideia, e talvez você possa vê-la melhor desenvolvida mais a frente. 😀

  3. Pedro Luna Coelho Façanha
    13 de janeiro de 2014

    Gostei do tormento do personagem, pois gosto de personagens atormentados. O texto foi bacana, mas não gostei muito. De qualquer forma, parabéns.

    • Dumas
      14 de janeiro de 2014

      Obrigado, Pedro!
      Da próxima vez, tentarei fazer algo melhor então. 😀

  4. Leandro B.
    12 de janeiro de 2014

    Eu gostei. Me agradou muito que a proposta do texto não tenha sido o morto se descobrindo como morto. Apenas um homem colhendo o que plantou. As descrições estão ótimas. Já arrisquei uma ou duas histórias no inferno e gostei muito da atmosfera que você construiu.

    Mas, de fato, falta algo. Não sei se uma continuação, mas talvez um complemento. Outras visões sobre esse mesmo acontecimento… Achei a sugestão do Ricardo ótima. Como você mencionou que já havia pensado nela, espero que, de fato, a realize. Não para substituir o conto, mas, como disse, complementá-lo.

    Enfim, parabéns pelo trabalho.
    Boa sorte!

    • Dumas
      14 de janeiro de 2014

      Obrigado, Leandro!
      Fico feliz que tenha gostado, e realmente eu pretendo complementá-la. Já tenho até mesmo uma ideia. Não sei se terei como postar em um lugar onde vocês possam ver, mas tentarei.

  5. Raione
    11 de janeiro de 2014

    O conto me agradou muito até a parte em que o narrador olha pros olhos do cara com aparência de agente funerário. Havia mistério, perplexidade, as pessoas desorientadas se dirigindo para a entrada do metrô, que de repente parecia algo enorme e estranho. Mas depois disso começa uma sequência de coisas batidas, os remorsos, a tortura, os círculos do inferno, etc.

    • Dumas
      11 de janeiro de 2014

      Obrigado, Raione!
      É aquilo também né, depois que ele vê que vai para o inferno, não da pra acontecer muita coisa de diferente. Minha intensão era mostrar o sofrimento de um fantasma pagando pelos seus pecados, não era para ser o suspense o tempo todo.
      Mas de qualquer forma, valeu por ler! 😀

  6. Marcelo Porto
    11 de janeiro de 2014

    Curti o texto.

    Uma boa sacada do autor em mostrar esse fragmento da “passagem” do pobre coitado.

    A mensagem é clara, até pelo titulo, e muito bem conduzida.

    Uma revisão de praxe seria bem vinda e ao contrário de alguns colegas, não vejo a necessidade de maiores aprofundamentos, a narrativa se completa em si.

    Parabéns.

    • Dumas
      11 de janeiro de 2014

      Obrigado, Marcelo!
      Me agrada muito saber que você entendeu o que eu quis passar com o texto. Realmente era apenas esse fragmento que eu queria mostrar, e em relação ao aprofundamento, eu tenho um projeto legal de uni-lo com um outro conto de minha autoria aqui do desafio (esse você achou que deveria se aprofundar mais haha) e ver no que dá.
      Com relação a revisão, realmente ela se faz necessária, fiz correndo e acabei deixando passar algumas muitas coisas. Mas de qualquer forma, muito obrigado ! 😀

  7. Pedro Viana
    7 de janeiro de 2014

    Bom conto, bom e interessante. A ideia é bem legal, mas a narrativa não ficou boa. Por que? Muito distante do leitor. O(a) autor(a) só nos conta o que aconteceu. Eu, como leitor, gostaria de me sentir dentro dessa “caminhada para o inferno” e assim ter a experiência intensificada. Nota pessoal: “O dia está quente hoje” foi a frase que mais repeti nessas férias, rs. Eita calor!

    • Pedro Viana
      7 de janeiro de 2014

      Ah, esqueci de falar, mas outra coisa que não gostei foi o título. Esse é um dos últimos contos do desafio que leio porque fiquei com medo do que iria encontrar debaixo desse título. E, afinal, não tinha nada do que eu imaginava que teria.

    • Dumas
      11 de janeiro de 2014

      Obrigado, Pedro!
      Então, acho que não ficaria bom uma narrativa em primeira pessoa, pois sairia do foco do que eu queria mostrar. Em terceira pessoa, eu teria que mostrar outras coisa, fora da visão do homem. E o que eu quis mostrar, era a visão do homem caminhando para o inferno, o que ele via naquele momento. Para outros poderia estar acontecendo de outra forma, mas para ele não. Então uma narrativa diferente não atingiria o objetivo, pelo menos para mim.
      Realmente, e o dia continua quente até hoje! rs

  8. Bia Machado
    30 de dezembro de 2013

    Gostei do texto, e acho que deve haver, sim, um começo, um antes. Ou, quem sabe, um “durante”, rs. Tipo flashebacks, onde conforme a situação avança, entramos em contato com partes, com trechos da vida do cara. E, ainda assim, o final também teria que ser um pouco melhor, não tão corrido. Muito bom!

    • Dumas
      30 de dezembro de 2013

      Obrigado, Bia!
      Concordo com você. Eu não fiz isso com o texto para o desafio, pois não queria deixa-lo muito extenso e acabar me perdendo no caminho, fazendo algo cansativo e repetitivo.
      Eu ainda estou pegando o jeito. Gosto de arriscar, como arrisquei com o conto do desafio, mas sei que preciso ter limites para não sair da linha e divagar enquanto escrevo.
      De qualquer forma, fico feliz que tenha gostado, e se te interessar, quando eu deixá-lo mais completo eu te mostro. 😀

  9. Ryan Mso
    28 de dezembro de 2013

    Outro conto do qual gostei, mas me parece que falta algo. Lendo os comentários dos colegas, vi que alguns partilham do que penso, o conto tem potencial para crescer, e vi que parece que você também concorda.

    Desta maneira, gostaria de parabenizar o autor, e de ler depois, se for realmente trabalhado.

    • Dumas
      29 de dezembro de 2013

      Obrigado, Ryan.
      Como eu falei para o colega abaixo, eu quis fugir do óbvio. E assim, minha linha de pensamento é o seguinte: A punição é eterna, então eu não vejo motivos para descrevê-la aqui, pois seria um “looping” infinito, e o impacto causado pela ambientação de dor e agonia, acabaria não causando tanto impacto pela segunda vez.
      A incrementada que pretendo dar, é na questão de ligá-lo ao um outro texto que tenho aqui, e assim deixar que um complete o outro.
      De qualquer forma obrigado pela leitura, e espero que entenda meu ponto de vista. 😀

  10. Sceadugenga
    27 de dezembro de 2013

    Muito bem escrito. Muto bem executado. Mas não gostei.
    Acho que a previsibilidade contou muito. E a culpa disso é do título.
    Talvez se ele fosse mais longo, se continuassemos seguindo ele por sua joenada sem volta ao inferno, se tivesse outro título eu teria gostado.

    Eu leria outros contos seus, Dumas.

    • Dumas
      29 de dezembro de 2013

      Obrigado, Sceadugenga! Aliás, gostei do nome. Temos aqui um fã de Bernard Cornwell e Uhtred de Bebbanburgh? rs
      Então, o que eu quis passar nesse conto em especial, não era a o mistério e o suspense. Fica claro que o homem está recebendo sua punição pelas coisas que ele fez em sua vida. A mensagem que tentei passar, é a do sofrimento da personagem durante o trajeto e o arrependimento causado pelas coisas que ele fez. Quis mostrar também, como os pecados são vistos hoje em dia por nós, e como eles são vistos por Deus. Não que eu seja religioso, mas quis mostrar como seria pela visão da crença de nossa cultura.
      Enfim, espero que vocês possam entender que eu quis fugir do óbvio, e mostrar que nem sempre os fantasmas assombram ou ficam vagando na terra, as vezes, alguns recebem o lhes é devido.
      Obrigado e digo que nesse mesmo desafio, você poderá encontrar outro texto meu, se ficar ligado consegue até descobrir qual é. De alguma forma, eu penso em interligá-los.
      😀

  11. Caio
    27 de dezembro de 2013

    Olá. Eu achei legal, bom. Há muito espaço pra crescer ainda, e isso também é bom. Sem acrescentar novas passagens ou pessoas, esse conto podia ser maior. Digo, não existe bem um enredo, é uma história só sobre a pessoa do protagonista, por isso a gente precisa terminar a leitura conhecendo ele muito bem, com pena, talvez auto-reflexão, talvez torcendo contra ele e felizes que ele teve ‘justiça’ pelo que fez em vida. Pra conseguir essa reação mais forte do leitor precisaria de mais desenvolvimento, mais vida e realidade no personagem.

    Eu gostei da narração em presente, eu acho legal mesmo e você fez bem. Foi uma boa ideia e um bom uso do tema, também. O título me chamou a atenção positivamente quando vi, mas realmente teria mais impacto se fosse um que você só se entendesse no final, em vez dele ‘premonizá-lo’.

    Acho que pra mim se tem um problema é faltar qualidades, em vez de ter defeitos. Amplifique-se, aprofunde-se, eu diria. Quando a gente lê uma obra completa, seja em forma de conto ou de livro mesmo, é sempre um baque, uma sensação de que o que lemos nos marcou, e acho importante buscar isso sempre. Espero que ajude, abraços

    • Dumas
      27 de dezembro de 2013

      Olá, Caio!
      Entendo muito bem o que você quis dizer. Como eu já havia dito, essa era uma ideia que eu precisava ver como seria aceita. E fiquei feliz em ter um bom feedback. Agora vou tentar dar mais vida a ela e buscar melhorá-la.
      Obrigado pela atenção e pelo comentário!
      Abraços!

  12. Felipe França
    26 de dezembro de 2013

    Puxa! O tormento psicológico e “físico” do protagonista grita em bom e alto tom. Esta parte ficou excelentemente trabalhada. O lance de ser um possível sonho, aqui, funcionou para dar mais crédito à condenação do personagem. O conto está bem escrito; leitura leve e envolvente. Parabéns e boa sorte!

    • Dumas
      26 de dezembro de 2013

      Obrigado, Felipe!
      Esse é um tipo de escrita que não me é comum, mas fico feliz em ter consiguido atingir meu objetivo com ele. Que era causar uma ligação entre o leitor e o sofrimento da personagem.
      Aceito sua boa sorte! 😀

  13. lu261292
    26 de dezembro de 2013

    Gostei, você conseguiu passar a dor e o arrependimento do protagonista. Parabéns!

    • Dumas
      26 de dezembro de 2013

      Então posso dizer que atingi meu objetivo. 😀
      Obrigado pelo comentário!

  14. bellatrizfernandes
    24 de dezembro de 2013

    Gostei. Apesar de todos os erros de personagem, é possível se relacionar com ele, porque afinal, todos nós cometemos erros e mais cedo ou mais tarde precisamos pagar por eles. Dá para ver a evolução dele, a provação dele.
    Fiquei curiosa para saber quem ele era antes de morrer, though.
    Parabéns!

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Obrigado, bellatriz!
      Então, estou pensando em melhorar esse conto, e quem sabe você até já saiba quem é essa pessoa. 😉

  15. Weslley Reis
    24 de dezembro de 2013

    O drama psicológico do personagem é bem descrito e prende a atenção.

    Ter levado o texto por esse lado é uma visão diferente e original ao meu ver. Salvo um erro aqui e outro acolá, está bem escrito como um todo.

    A história acabou por não me cativar, mas isso não tira o mérito do autor.

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Obrigado, Weslley!
      Infelizmente, teve alguns muitos erros, mas foi falha minha em não revisar direito. :/
      Não podemos agradar a todos os públicos, mas fico feliz pelo elogio. 😀

  16. Pétrya Bischoff
    24 de dezembro de 2013

    Os detalhes descritivos nos fazem sufocar com o protagonista.

    Um texto bom, no entanto não o senti exatamente com o elemento fantasma. Penso que para este desafio ainda não esteja pronto.

    É certo e óbvio que o escritor vá colocar em seus textos seus próprios ideais; no entanto, não gostei de ele ver como pecado o ato de um menino de onze anos roubar a caixinha da “Santa Igreja”, muito menos a questão do aborto – certo que ele OBRIGAR a menina é o erro, pois a decisão cabe somente à mulher. Na verdade, não gostei da ideia de pecado.

    Enfim, boa sorte 😉

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Obrigado, Pétrya!
      Então, a questão do pecado, na verdade, não é o meu ponto de vista. Se você ler a bíblia e quiser seguir as doutrinas que ela propõe, verá que coisas desse tipo, que parecem pequenas para nós, segundo a bíblia, são pecados aos olhos de Deus. E existe apenas o pecador e o inocente. Não sou religioso, mas se pararmos e olharmos pelas doutrinas bíblicas, essa condenação é válida.
      Mas cada um com seu cada um! 😀
      Obrigado pelo comentário e aceito sua boa sorte! 😀

  17. Ana Google
    24 de dezembro de 2013

    Puxa, bem bacana o texto! Suas descrições beiram à perfeição… Deu pra sentir o sufoco do rapaz, pagando pelos próprios erros, os quais ele mesmo plantou. Contudo, creio que infelizmente esse texto será ofuscado por outros do desafio, embora seja de notável qualidade. Parabéns para o autor!

    Na passagem: “por isso; O dia”, o “o” deve ser minúsculo, já que não se usa letra maiúscula após ponto e vírgula; “muda de ton”, o correto é tom e não “ton” (plural = tons); “caminhos pelos”, o correto seria “caminho pelos”. Espero ter ajudado!

    Abraços!

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Obrigado, Ana!
      Fico muito feliz em receber esse tipo de comentário, pois era a minha intenção desde o início. Queria passar a sensação da dor e da agonia da personagem para o leitor.
      Mesmo que eu não ganhe, já fico feliz com o resultado e com a boa resposta que tive de vocês.
      E quanto aos erros… Vou te dizer que eu nunca fui bom em português, e agora estou correndo atrás. Mas tiveram alguns que foram falta de revisão. D:
      Enfim, obrigado pelo comentário, e mês que vem prometo um trabalho que competirá de igual com os outros! 😀

      Abraços!

  18. Ricardo Gnecco Falco
    23 de dezembro de 2013

    Uma boa história. Apenas tentaria uma mudança de pessoa na narração. As imagens ficam na mente da gente. São fortes. Mas, já imaginou o conto na visão (e voz) dos anjos MIB? 😉
    #Rivadavia!

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Já imaginei sim, Ricardo!
      Quis fazer com o homem que recebe a punição, pois pensei que com ele eu conseguiria criar uma maior conexão com o leitor. Mas não descarto a possibilidade de inverter os papéis, só pra ver no que dá! 😀
      Obrigado!

      • Ricardo Gnecco Falco
        31 de dezembro de 2013

        Vai ficar show de bola, Dumas!
        PS: Agora que vi a loucura que meu celular inventou para o #ficadica que eu pensei ter escrito ao final de meu comentário! 😀

  19. Gunther Schmidt de Miranda
    23 de dezembro de 2013

    Já sei que foi uma segunda-feira, de uma manhã quente (isso não quer dizer o ano ou estação, de alguma cidade): já faltou algo. Mas continuei a leitura… Então, vi que o narrador é vítima e algoz de seus atos, condenando-o ao tormento aterno… E simplesmente acabou! Mas, onde está o fantasma?! Onde está o suspense?! Faltou muita coisa… Espero que sobre sorte.

    • Gunther Schmidt de Miranda
      24 de dezembro de 2013

      Relendo a observação acima não me resta outra ação que pedir desculpas por tamanha grosseria por mim feita. Como posso ser tão contundente em face desta história tão bem produzida?! A resposta expõe meu negativismo, e somente me resta pedir perdão a este escritor pelo comentário até tacanho por mim postado. Sem dúvidas um bom texto que nos leva a reflexões. Boa sorte.

      • Dumas
        25 de dezembro de 2013

        Obrigado, Gunther!
        A questão não era nem você expor seu ponto de vista, e sim a forma como você o estava expondo. Acho que você, como escritor e amigo leitor de todos nós, deveria saber como um comentário agressivo, por mais que digamos que não estamos dando a mínima, afeta o escritor. Humildade é a base de tudo, e fico feliz que você tenha sido humilde e se desculpado com os colegas. Deixemos isso para trás e sigamos em frente com a nossa evolução como escritores, pois é isso que importa!
        Abraços e obrigado pelo comentário! 😀

  20. Marcellus
    23 de dezembro de 2013

    É um bom conto, que começou devagar mas logo engrenou. Se o autor abrir uma igreja, se tornará milionário só contando histórias assim. Parabéns!

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Obrigado, Marcellus!
      Ainda não pensei nisso, e acho que não levo jeito para ser pastor! hahahaha

      Abraços!

  21. Inês Montenegro
    23 de dezembro de 2013

    Tem algumas gralhas, facilmente sanáveis com uma revisão, e no início não vi necessidade de tantos parágrafos. Também não há surpresa no facto de o narrador estar morto.
    Por outro lado, gostei da ideia, uma forma original de pegar no tema, e achei as descrições muito boas. A meu ver, foram o suficiente para a contextualização, e há muita facilidade em visualizar tudo.

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Obrigado, Inês!
      Bom, é vivendo e aprendendo. Precisava saber o que vocês achariam, e agora já tenho minha resposta e estou muito feliz. Agora é lapidar o texto e evoluir cada vez mais! 😀

  22. Jefferson Lemos
    23 de dezembro de 2013

    Acho que vou sair daqui e procurar uma igreja. rs
    O sofrimento e a punição pelos olhos de um fantasma, boa pedida!
    Gostei, tem alguns erros mas consegui pegar a ideia.
    Parabéns e boa sorte!

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Até eu mesmo pensei nisso depois de escrevê-lo. hahaha
      Obrigado pelo comentário e pela boa sorte! 😀

  23. Claudia Roberta Angst - C.R.Angst
    23 de dezembro de 2013

    Algumas poucas falhas a revisar e sanar, mas no geral, a linguagem está muito boa.
    Como sempre, faço associações nem sempre muito coerentes. Este conto me fez pensar no Inferno de Dante e no mármore do inferno de uma novela..rs. Só não sei se o personagem merecia tanto sofrimento. Cometeu tantos crimes assim para arder nas chamas do inferno? Ou melhor, se derreter? A descrição é impactante, sem dúvida: pele, músculos, ossos se dissolvendo. As imagens formadas prendem até o final e o leitor fica pedindo mais. Boa sorte.

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Hare bábá! haha
      Já ouviu aquele frase ” Deus é amor mas é fogo consumidor!”? Pensei nela quando escrevi esse texto. rs
      Obrigado pelo comentário e aceito a boa sorte! 😀

  24. Dumas
    23 de dezembro de 2013

    Olá pessoal.
    Olha, eu sei que nada justifica, mas queria deixar aqui que tive muito pouco tempo para poder revisar o texto. Eu escrevi em um dia e enviei-o no dia seguinte. Tentei revisar o máximo que eu pude e somente uma pessoa pode me ajudar com essa pequena, e falha, revisão. Comi algumas letrinhas, que tentei acertar enviando-as pelos comentários, mas minha net me “trollou” e eu não consegui enviar. Agora que os erros já estão vistos, não vale a pena acentuá-los. rs
    Eu não iria enviar este, mas eu PRECISAVA saber o que os outros achariam da história.
    Então é isso, desculpem-me pelos erros e prometo que estarei aprendendo com eles, e melhorando para a próxima.
    Abraços a todos!

  25. Thata Pereira
    23 de dezembro de 2013

    Eu senti a dor do cara queimando! rs’ Detesto calor, vou tratar de ser uma pessoa muito boazinha nessa vida…

    Gostei do conto, mas não sou muito fã da narração do presente, elas me soam pouco conviventes. Mas gostei muito da ideia. Ao contrário do Gustavo não acredito que precise de uma continuação, acredito que mereça melhores descrições dentro do que foi mostrado. Explorar o lugar e as pessoas, pois essa ambientação abre as portas para a imaginação. Só o título não me agradou, achei muito longo.

    Estou desconfiada sobre o autor…

    Boa Sorte!

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Obrigado, Thata!
      Algo a melhorar então, pois meu objetivo é parecer conveniente!
      Achei que se estendesse mais, ficaria cansativo demais.
      Enfim, obrigado pelo comentário e pela boa sorte! 😀

  26. Sandra
    23 de dezembro de 2013

    A leitura é leve (embora nos leve ao andar de baixo, rs), fácil, a linguagem é simples e descomplicada. Carece de algumas revisões, principalmente, após as conjunções “e”, em orações com um mesmo sujeito (a começar pelo título).
    Com relação ao conteúdo, talvez, não devesse entregar o final (o título é o primeiro réu!) e deixar mais subtendidos alguns itens. A gente adentra no texto (SPOILER) e já sabe de antemão que o cara é um fantasma (e pelo calor infernal eu me joguei no inferno antes da hora).
    Em suma, um bom exercício, em que com paciência e a ajuda da galera as peças vão se costurando em nossa cachola.

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Eu tentei tanto não entregar logo no título! haha
      Tudo bem que ele já parece ser uma fantasma, mas parece, logo de cara, que ele vai pro inferno? D:
      Espero melhorar isso para o próximo, e te deixar no suspense até o final! rs
      Obrigado! 😀

  27. Gustavo Araujo
    22 de dezembro de 2013

    Bacana… O início de uma jornada ao inferno. Pena que é só o início. Este conto clama por uma continuação, por algo a mais, por um desenvolvimento mais corajoso. Está legal, tem poucos erros, mas a história pode ir bem mais a fundo 😉

    • Dumas
      25 de dezembro de 2013

      Veja bem, eu não sei se terá continuação, mas um começo, minha mão esta coçando para dar a um a esse texto! rs
      Obrigado pelo comentário! 😀

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Publicado às 22 de dezembro de 2013 por em Fantasmas e marcado .