EntreContos

Detox Literário.

Pai nosso (Olga Ogra)

Um tiro certeiro no peito, a mulher, pouco mais que uma garota, desaba em câmera lenta; no rosto, a expressão congelada, a meio entre o medo e o espanto. O vestido começa a empapar de sangue, Pedro Paulo se aproxima torcendo para que o tiro único tenha sido suficiente. Toma-lhe o pulso, ausente: não vai precisar atirar de novo.

Fecha os olhos da garota com os dedos, a respiração suspensa para evitar o cheiro metálico do sangue; embora preciso, o tiro eficiente no coração não foi eficaz em mitigar aquele extravasamento grotesco. Afasta-se alguns passos a barlavento, de costas para o corpo, abaixa a cabeça e respira profundamente, a meio entre o desmaio e o vômito.

Alguns minutos depois, ainda nauseado, aproxima-se novamente da morta, rasga seu vestido a partir do decote com o auxílio de um canivete, ligeiro, a respiração novamente suspensa, evitando o contato visual com o sangue. Ela não veste nada por baixo, constata com desgosto, expirando o ar ruidosamente e balançando a cabeça em negativa ante a visão da carapinha pubiana da moça, depilada em forma de coração. Remove o excesso de sangue do peito da garota com o vestido rasgado, toda aquela operação para evitar o contato com o líquido viscoso. Ateia fogo à roupa e a enterra em um pequeno buraco cavado, com as mãos mesmo, na terra seca, antes de voltar a atenção ao corpo, nu, da mulher. Toma-a nos braços, o carro está a cerca de cem metros do descampado, inavistável da estrada, onde a matou.

Caminha olhando para o alto, o rosto contraído mais pela náusea do que pelo esforço, os bíceps tesos escapando pelas mangas da camisa polo; duas araras vermelhas cruzam o céu tagarelando. Acomoda o corpo no porta-malas. Do banco de trás do Corolla 2014, pega o moletom, presente da namorada, usou-o uma única vez, e cobre o corpo da morta com decoro.

Senta-se no banco do motorista, as pernas para fora; não consegue beber a água deixada na porta do carro, está morna, usa-a apenas para aliviar o gosto amargo de vômito na boca e lavar o rosto. Na camisa escura, nota uma pequena mancha acastanhada. Tenta removê-la com a água, esfregando com força até ferir os dedos; a mancha se abranda, mas não desaparece completamente. Esforça-se em acalmar-se, inspira e expira o ar lenta e profundamente, tentando esvaziar a cabeça, preparando-se para o que vem pela frente. A viagem é longa: cento e noventa quilômetros de retas intermináveis ao longo da BR-060.

[X]

Menos de dez minutos de estrada e o painel avisa que a gasolina entrou na reserva. “Imbecil”, diz de si mesmo, socando com raiva o volante. O GPS informa que o próximo posto está a cinquenta quilômetros a frente.  Há outro a cerca de trinta, voltando. Decide arriscar. Vinte quilômetros adiante, o ponteiro da gasolina avança para a última marca; desliga o ar, abre as janelas. O suor escorre pelas têmporas quando decide pegar a estradinha de chão batido; a placa informa: Fazenda Bom Descanso.

Pedro Paulo acompanha a distância no hodômetro: cinco quilômetros e meio na estrada de terra e nada de a sede da fazenda aparecer.  A poeira gruda no suor, a língua seca é uma maçaroca na boca, nenhum carro na direção contrária, nenhum animal, só a soja em linhas por todo lado e à distância. “Imbecil”, soca novamente o volante.

Mais três quilômetros e avista dois silos metálicos de porte, uma moradia e uma construção com o pé direito alto, um galpão. É nele que estão o trator e a colhedeira dos quais o funcionário extrairá dos tanques a gasolina redentora.

— Três litros bom?

— Não, vou precisar de uns seis, pelo menos.

Dois vira-latas rosnam e latem sem parar na direção do porta malas do Corolla 2014.

— Tem o que na mala do carro? Um morto?

Pedro Paulo contrai o rosto, mais uma careta do que um sorriso, em resposta ao comentário chistoso.

— Consegue dez litros pra mim, companheiro. Pago duzentos — saca duas notas de cem da carteira.

— Esse aqui já deu — o sujeito lhe entrega um galão de cinco litros. — indo pra onde?

Pedro Paulo finge não escutar, dá-lhe as costas e assobia uma canção qualquer enquanto caminha em direção ao Corolla com o primeiro galão.

— Pra onde o amigo está indo? — o sujeito insiste ao lhe entregar o segundo galão.

— Pra Goiânia — mente. — Por quê? 

Eita, que Goiânia fica longe. E o amigo tá fazendo o que aqui por essas bandas?

— Matando o tempo — a cara séria, os olhos cravados no meio da testa do sujeito. — Agora vai lá cuidar das suas coisas, companheiro, já lhe dei muito trabalho hoje.

Pedro Paulo termina de colocar o resto da gasolina no tanque, entra no carro e se despede com um aceno. Os cachorros acompanham o Corolla latindo até o carro se perder na poeira e na distância.

[X]

A cinquenta metros do posto, Pedro Paulo avista um carro de polícia. Rosna um palavrão. Passa direto, entra na primeira quebrada na mão, aguarda cinco, dez minutos e toma a pista ao contrário, de retorno. O carro da polícia continua parado no posto, agora à frente do restaurante. Rosna o mesmo palavrão pela segunda vez. Repete a operação de entrar na primeira quebrada, dessa vez dirige por dois quilômetros, lavoura de soja a dentro, e espera vinte minutos. Funciona. No posto, se limita a encher o tanque: embora o corpo, o seu, esteja pedindo uma Coca-Cola, não tem coragem de entrar no restaurante.

De volta à pista, com o tanque cheio e o coração menos sobressaltado, liga o som; a voz de Gustavo Lima misturada a uma estática insuportável irrita seus ouvidos num instante. Tenta sintonizar outra estação, mas o incômodo é o mesmo. Conecta o celular, uma playlist de música country é sua escolha.

O sol desaba pelo lado esquerdo da pista, às vezes pelo para-brisa dianteiro, as pálpebras pesam, Pedro Paulo abre a janela para que o vento o desperte. A monotonia do country deixa de ser uma boa escolha com a aproximação do crepúsculo naquela estrada plana. Troca a playlist pelos Rolling Stones. I can’t get no, oh, no, no, no, hey, hey, hey”, berra junto com Mick Jagger para espantar o sono.

[X]

O sol rasteja no horizonte quando Pedro Paulo avista o portão da fazenda São Cristóvão, as letras gastas pintadas em vermelho tijolo, após seis quilômetros pela estradinha de terra, desde a BR, comendo poeira.

— Sou eu. aqui no portão — chama pelo celular.

A cancela se abre e o Corolla avança sob os latidos de protesto dos cachorros: um casal de Rhodesian Ridgeback e um Doberman.  

— Eles não atacam — a voz potente do homem calvo sentado na varanda, um charuto na mão, uma cerveja pousada na mesinha ao lado, o alcança.

Pedro Paulo desce do carro e caminha em direção ao homem, incomoda-se com a proximidade dos cachorros: os Rhodesian o acompanham ameaçadores, o Doberman rosna.

— Marina, traz uma cerveja! — o homem calvo comanda, a fala firme em direção ao interior da casa.

— Não vou beber, não senhor. Só água. Ainda tenho estrada pela frente — Pedro Paulo cumprimenta o homem com um aperto de mão.

— Água, Marina, traz água pra visita! — o velho corrige o comando para a empregada, a voz de barítono retumbando. Puxa os óculos para baixo e examina a aparência de Pedro Paulo — Você está pálido, filho. Quer comer alguma coisa? Um sanduiche? Eu mando a Marina preparar.

— Não precisa, não senhor. Só estou um pouco cansado de dirigir.

— É, cento e quarenta quilômetros nesse retão, sem nem uma curva ou uma serra pra distrair, cansa mesmo. E esse carro? Tomei um susto quando você entrou, não sabia que você tinha trocado. Que ano ele é?

— 2014.

— O anterior era 2020, não era?

— Isso.

— Porque trocou por um tão velho? Você precisa de um carro bom, filho. Já pensou se acontece um problema na estrada? Você com essa encomenda no porta-malas, já pensou?

— Eu sei, Coronel, mas precisei do dinheiro. A minha irmã, o senhor sabe… Foi o que deu pra comprar com o que sobrou.

— E como ela está?

— Levando… — Pedro Paulo termina de beber a água. —  Onde o senhor vai querer que eu coloque o corpo? 

— O sujeito disse que só vai poder vir, talvez, depois de amanhã, não deu certeza. Tem um frigorífico vazio no galpão de abate — o Coronel aponta o caminho que leva até o galpão, distante cerca de cem metros da casa. — Vai com o carro por ali. Eu te espero lá.

Escoltado pelos cães, Pedro Paulo retorna ao Corolla e o conduz pelo caminho de terra margeado por imponentes palmeiras carandás até o local indicado. O velho o alcança pelo atalho na grama, Pedro Paulo o aguarda com o porta-malas aberto.

—A vagabundinha era bonita, hein?

O moletom que cobria com decoro o peito e o sexo da mulher está embolado, grudado ao sangue coagulado sobre o buraco feito pela bala; o velho o afasta.

— Você fez um serviço de primeira. Um único disparo. Muito eficiente.

— Obrigado, Coronel, mas a coitada nem deu trabalho, peguei de surpresa.

— Mas… porque ela está sem roupa? Você não…

Pedro Paulo balança a cabeça em negativa, uma expressão de asco no rosto.

— Claro que não, Coronel. Eu arranquei o vestido, encharcado de sangue, e ela tava assim, pelada, por baixo. 

O velho o ajuda na operação de retirar a mulher do porta-malas. Depois de coagulado o sangue já não lhe provoca náuseas, mas a visão da mulher nua continua lhe sendo constrangedora. A pequena câmara frigorífica está vazia de restos de carne, mas recende à putrefação e produto de limpeza, assim como o ambiente em torno. A mulher não fica bem acomodada de primeira; o velho, experiente, o orienta sobre a melhor forma de fazê-la caber no espaço pequeno. Enquanto fecha com uma tranca complicada a tampa do freezer, o Coronel comenta algo sobre a motivação do crime, mas Pedro Paulo não presta atenção ao que ele diz. Os olhos verdes fechados, reza, em silêncio, um Pai-nosso pela alma da moça; aproveita para pedir pela sua própria alma também, antes de finalizar com o sinal da cruz, por três vezes: sobre a testa, a boca e o peito.

— Seu pai ficaria orgulhoso de você, filho — o velho bate no ombro de Pedro Paulo depois de lhe entregar dois grossos maços de dinheiro.

— Obrigado, Coronel — trocam um aperto de mão. — Até mais ver.

— Não vai conferir? O homem mandou te dar um troco bom a mais se o serviço ficasse bem feito.

— Opa! Agradece a ele.

— Manda lembranças pra tua mãe. E melhoras pra tua irmã.

— Mando, sim senhor, Coronel. Agora tenho que ir, quero chegar a Campo Grande a tempo de pegar a janta.  

[X]

Dirige pela estrada de terra até encontrar a BR060. A cabeça lateja. Estúpido, deveria ter pedido um comprimido ao Coronel. O pai teria orgulho dele? Pelo tiro sim, provavelmente. Já pela incompetência com a gasolina, balança negativamente a cabeça com dó de si mesmo. Olha para os dois maços de dinheiro no banco do carona. Mais três serviços daquele tipo — com recolha e entrega do corpo — teria o suficiente para pagar a cirurgia da irmã no melhor hospital de Campo Grande. Com dez, talvez desse para fazer o procedimento com o especialista mais conceituado do país, em São Paulo, no Sírio-Libanês. Sim, o pai teria orgulho dele.

9 comentários em “Pai nosso (Olga Ogra)

  1. Júlio Alves
    17 de setembro de 2021

    Um bom conto, no sentido narrativo. A história corre durante um trabalho de um matador, mostrando suas agruras e problemas pessoais, e cumpre esse propósito bem.

    Entretanto, deve-se atentar a linguagem. Em vários momentos me vi percebendo que estava lendo algo, deixando a experiência da leitura um pouco estéril. Recomendo também prestar atenção nos travessões e suas aplicabilidades, principalmente nos menores assuntos (onde vem em maiuscula e onde vem em minúscula, onde se segue sem ponto e com ponto), pois em diversos momentos isso também atrapalhou a construção da imagem na minha cabeça.

    Vale-se também deixar de nota os comentários sobre a vítima e da descrição das personagens/cenários, que por muitas vezes me soou formulaica, assim como as palavras que não pareciam adequadas ao tipo de personagem e situação que o texto apresentava.

    Tenho um problema também com descrições que servem apenas para demarcar a branquitude de personagens (os malditos olhos), mas aqui cabe apenas como um alerta, não uma crítica propriamente (o conto não se escora nessa informação), mas é sempre bom ter em mente que tudo em uma narrativa serve a um propósito, e esta descrição, embora corriqueira, não proporciona ao leitor nada além de uma tentativa de alinhar a personagem em preceitos que não ecoam com a mensagem do conto (que é, para mim, que situações desmedidas pedem medidas desesperadas).

    No mais, parabéns pelo conto.

  2. Marcia Dias
    16 de setembro de 2021

    O conto aborda um dia da vida de um matador de aluguel. A descrição do seu “trabalho” é feita de forma que o leitor sinta empatia pelos motivos os quais Pedro Paulo exerce a profissão de matar. A história está bem desenvolvida, no que toca à coesão e coerência, mas o enredo não me empolgou muito por ser matéria muito explorada e a abordagem não trouxe novidade, além da causa “nobre” da atividade do protagonista não ter me convencido também.

  3. Kelly Hatanaka
    15 de setembro de 2021

    Olá Olga.

    Como de costume, minha avaliação é, basicamente, um gostei ou não gostei. No caso do seu conto, gostei muito.

    Gostei da história que ele contou, sobre um matador com crise de consciência, realizando um serviço para pagar a cirurgia da irmã. E gostei, ainda mais, da história que ele não contou, sobre a família desse matador. O texto contou tudo? Não, e ainda bem, porque isso o deixou ainda mais instigante.

    Matar é um negócio de família, dá pra ver isso no final, pelas falar do Coronel. Ele conhece a família do matador e diz que o pai se orguharia. Mas, por outro lado, as ações do protagonista no começo mostram que ele não está habituado a matar. Penso que ele deixou de lado o negócio familiar e dedicava-se a uma vida normal, apesar de ter sido treinado pelo pai e que, por necessidade e a contragosto, retomou o legado da família.

    Posso estar errada, claro. Vai ver, você não quis dizer nada disso. Mas este é o risco de deixar lacunas na história: o leitor preenche como quer. É um caso em que o risco é do autor, mas o prazer é do leitor. Como leitora, eu gosto muito quando lacunas são bem posicionadas e dão gosto de preencher com minha imaginação, ao invés de me deixar frustrada porque a história entregou menos do que prometeu.

    Sua história prometeu e entregou e ainda deixou lacunas excelentes. Sem falar no título, bem escolhido.

    Parabéns!

  4. Andre Brizola
    14 de setembro de 2021

    Olá, Olga!

    Um conto de ritmo bastante cadenciado em sua totalidade, que abre mão de um grande ápice para manter a tensão dentro de um mesmo nível. Muito bem escrito, com técnica bem acertada e sem deslizes que comprometam a leitura.

    Tem dois aspectos que eu realmente gosto de analisar num conto, ritmo e enredo. E, prestando bastante atenção no primeiro, vemos em seu texto que há uma intenção em se manter de forma cadenciada, guardando algumas informações que são liberadas conforme o enredo avança. É interessante, e atinge o objetivo, se realmente proposital. Normalmente o ritmo é contido pensando num final arrebatador, ou em uma informação bombástica. Não é o caso aqui. O conto segue o ritmo de seu personagem, nunca acelerando, nem diminuindo.

    Sobre o enredo tenho lá minhas reservas. É um conto focado no personagem principal e em sua preocupação com a irmã. Acompanhamos o episódio de um assassinato e a entrega do cadáver, mas, sinceramente, achei que foi pouco. No final temos o contato com a realidade do personagem, com a doença da irmã e do assassinato ser, talvez, um “negócio de família”. Mas não foi o suficiente para criar empatia. Lendo o conto sabemos que não é uma espécie de serial killer, e que há algo por trás da sua motivação. Mas a informação é revelada de forma muito abrupta. Como se fosse um apelo ao leitor. Sinceramente, fiquei um pouco decepcionado com os rumos que a história tomou no final.

    Acredito que o deslize com o enredo no final comprometeu realmente a experiência com a leitura. Mas, mesmo assim, ainda é muito bem escrito e o ritmo imposto nos dá uma sensação boa, algo como assistir a um filme dirigido por Ari Aster (e digo isso como elogio).

    É isso. Boa sorte no desafio!

  5. Angelo Rodrigues
    14 de setembro de 2021

    6 – Pai Nosso

    Conto simples, construído sem que haja efetivamente uma trama relevante. Um homem é pago para matar e entregar o corpo em algum lugar. E ele o faz. Justifica-se pela necessidade de arrecadar dinheiro para tratar uma irmã, que parece estar precisando de tratamentos médicos.
    Fiquei em dúvida se a construção do conto passava pela necessidade de mostrar um ato amoral, dada a desfaçatez do matador, ou se sua estruturação passou essa ideia apenas por não haver um adensamento do texto.
    Creio que a fragilidade construtiva esteja na pouca verossimilhança: um tratamento médico para algum familiar não justifica matar pessoas no longo prazo. Pedro Paulo era alguém que, com certeza, já vinha construindo a sua carreira de matador em boa antecedência, dado que o texto não delimita essa realidade onde ele se meteu.
    Senti que me faltou a surpresa, o leitmotiv real para o conto existir, deixando na obra uma espécie de vazio: matou-recolheu o dinheiro-foi embora.
    Penso que a questão da gasolina, do carro da Polícia no posto etc, não coadjuvaram a trama. Apenas aconteceram sem somar dramaticidade ao conto.
    Não me entenda mal. Acho que o conto tem potencial, embora lhe falte sensíveis ajustes.
    Há também uma série de pontos onde será preciso corrigir grafias e construção de frases. Nada demais, mas necessário.
    Legal a ideia do matador. Boa sorte no desafio.

  6. claudiaangst
    13 de setembro de 2021

    O conto aborda o tema proposto pelo desafio.
    A narrativa rica e descrições no começo e o transporte do corpo me fizeram lembrar do livro Enterre seus mortos de Ana Paula Maia.
    O início do conto é lento e o ritmo só se acelera um pouco com o diálogo dos personagens.
    Encontrei como falhas de revisão:
    — Porque trocou por um tão velho? > — Por que trocou por um tão velho?
    (…) porque ela está sem roupa? > (…) por que ela está sem roupa?
    O desfecho não traz surpresas, apenas apresenta a justificativa para o protagonista ter se tornado um matador de aluguel. Já a motivação do mandante é ignorada.
    Parabéns pela participação e boa sorte no desafio.

  7. Emanuel Maurin
    13 de setembro de 2021

    O conto, apesar de eu achar a leitura um pouco amarrada, começa bem e me deixa cheio de expectativas. (até agora fiquei procurando saber se trator e colheitadeira funcionam a gasolina. Eu acho que é diesel, porém isso é irrelevante.) Só que quando chega no final, fiquei decepcionado, pois na minha opinião não aconteceu nada.

  8. Antonio Stegues Batista
    2 de setembro de 2021

    ………………………………………………………………………………….
    Pai nosso

    É a história de um pistoleiro, matador-de-aluguel, matou uma mulher e levou para uma fazenda. O dono manda colocar no freezer, não sei porque motivo. Não há muitas explicações. Não se sabe o motivo do assassinato, mas há a explicação de que o pistoleiro precisa ganhar dinheiro para pagar a cirurgia da irmã que está doente. Na mente do homem, a vida da irmã vale mais do que a dos outros seres humanos. Motivo bizarro. A narrativa tem algumas partes boas, com boas descrições, leva o leitor a querer saber o final e o final é decepcionante, pelo menos para mim. Permanece algumas dúvidas sobre os motivos, tanto dos personagens quanto o mote do conto. Boa sorte.

  9. thiagocastrosouza
    1 de setembro de 2021

    O conto estava indo por um caminho interessante, de construção do mistério e, repentinamente, quando o conflito do protagonista finalmente nos é apresentado, ele termina, meio assim, de bate pronto. Uma pena, porque apesar da escrita me gerar um certo cansaço pela descrição excessiva de cada ação do personagem, ela é correta e, encadeada do jeito que está, se relaciona com o estado psíquico de Pedro Paulo, que é um cumpridor de tarefas, um capataz que não gosta do que faz, mas executa seu trabalho sujo da forma mais mecânica e prática possível para salvar a irmã doente. Enfim, há coerência na condução do texto, nos diálogos que, ainda que explicativos, levavam a trama para um lugar interessante.

    Boa sorte no desafio!

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Informação

Publicado em 31 de agosto de 2021 por em Foras da Lei.