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Detox Literário.

[EM] Carta de um sobrevivente. De um futuro não muito distante… (Medusa)

O dia foi longo. Por sorte, nenhum MORB apareceu por aqui hoje. As vezes eles aparecem em bando e é difícil escapar ileso.

Obesos, de pele queimada pelo sol, polegares trêmulos e cabeça rente ao peito, estão à procura de algo para alimentar seus vícios. Mas não é de nenhuma droga que eles precisam. Isso já desapareceu por aqui faz tempo! Eles estão à procura de energia elétrica! Não, eles não são robôs, nem nenhuma espécie de ciborg… São jovens, adolescentes e crianças…

Eles surgiram uns 15 ou 20 anos atrás, não me lembro exatamente. Por aqui não se faz mais contagem de dias. Tudo começou com uma grande erupção solar, a maior de todas já registrada, que afetou a rede de energia elétrica e de internet do mundo todo. Ainda não sabíamos, mas era o fim da era tecnológica.

A primeira coisa que se temeu após a grande pane elétrica foram os saques aos supermercados, mas curiosamente não foi isso o que aconteceu. Nós, que já passamos dos 50, estávamos aguardando pacientemente a volta à normalidade. Enquanto isso, os jovens tentavam sem sucesso protestar nas redes sociais, e até mesmo fazer a política de cancelamento dos aplicativos que não conseguiam fazer as entregas de alimentos e contra os serviços de streaming. Mas como não havia mais sinal de TV ou internet, eles não conseguiam entender o que estava acontecendo. A medida que a fome ia apertando e as baterias acabando, o caos se iniciava.

Ao saírem de seus quartos, não sabiam sequer dizer que estavam com fome. Eles só sabiam conversar através de mensagens de texto, e quando tentaram falar alguma coisa, não saía nada mais do que alguns grunhidos. E se sair do quarto já era difícil, sair de casa era uma coisa rara. Muitos deles se perderam e não acharam o caminho de volta mais. Na rua, não reconheciam nem mesmo aquelas pessoas com as quais estavam acostumados a conversarem o dia todo por mensagens.  Vagando sem rumo, sem saber o que tinha acontecido, sem saber explicar o que queriam, eles foram ficando cada vez mais estúpidos. Não sabiam se virar diante de uma dificuldade, não sabiam nem mesmo o propósito de suas vidas.

 E desse dia em diante, qualquer tentativa de se reestabelecer a rede de elétrica é nula, visto que os MORBS estão sempre à espreita, atentos a mínima fagulha de energia. Até mesmo algumas pessoas, como eu, que tem gerador em casa, tem que tomar o máximo de cuidado. À noite, não se pode acender as luzes, sob o risco de chamar-lhes a atenção. Quando eles encontram energia elétrica, e veem que não há sinal de internet, ficam agressivos e destroem tudo o que veem pela frente

Certo dia, um choro de bebê me deixou agoniado. Já era madrugada, e levantei-me para ver se não tinham abandonado a criança na minha porta. Saí e não havia ninguém por ali, mas o choro continuava. Fui andando pé ante pé, me orientando pelo som, já que estava difícil enxergar alguma coisa. Alguns grunhidos junto com o choro indicavam que haviam MORBS por ali. O bebê estava com eles. Devia ser recém-nascido. Eu precisava salvar aquele bebê, ele não teria chance alguma de sobreviver ali. Mas como fazer isso sem ser atacado?

Foi aí que eu tive uma ideia: Voltei até minha casa e procurei um celular velho que estava guardado, liguei o gerador, e carreguei o suficiente para liga-lo e manter a lanterna acesa. Saí novamente e em uma direção oposta ao lugar onde estavam, e deixei o celular ligado encostado em um galho de uma arvore. Eles veriam o celular mesmo que estivessem a quilômetros de distância.  Dito e feito. Em poucos minutos, uma legião de MORBS vinha na minha direção! Não só aqueles que eu queria despistar, mas muitos outros que estavam por ali perto!

Corri o máximo que eu pude, mas não sem ser atropelado por alguns deles.

Quando finalmente cheguei até o bebê, ainda havia uma MORB lá. Era a mãe dele, que não teve forças para correr em direção ao celular. Me aproximei devagar para não assustá-la. O brilho dos seus olhos queria me dizer alguma coisa. Me abaixei, com cuidado, segurei o bebê no colo e enrolei-o na minha camisa. Na mesma hora ele parou de chorar. A mãe me olhava com uma sensação de alívio. Tentei colocá-lo de volta nos braços dela, ela recusou. Uma lágrima escorreu em seu rosto. Naquele momento ela se levantou, meio trêmula ainda, e saiu, nos deixando para trás. Levei-o embora, e dei-lhe o nome de Renato. E foi a partir desse dia que, eu, que tinha perdido a esperança na humanidade, me senti vivo novamente.

19 comentários em “[EM] Carta de um sobrevivente. De um futuro não muito distante… (Medusa)

  1. Nelson Freiria
    18 de setembro de 2021

    Ambientação: começa bem, mas vai declinando, deixando de informar mais coisas daquele mundo que aguce a curiosidade, mas ambienta bem o mundo dos MORBS, criaturinhas fantasticamente reais essas hein?

    Escrita: É ágil, talvez até demais devido a essa escolha de fazer um conto curto, um plot simples e um final bem… nao saberia dizer se é feliz ou menos triste.

    Enredo: tenta pegar o leitor pelo leve tom de sátira e um pequeno suspense, confesso que gostei muito da ideia, mas a execução deixou de criar algo mais marcante, principalemente com relação ao protagonista

    COnsiderações gerais:

    “não sabiam nem mesmo o propósito de suas vidas.”
    Como se alguém soubesse ou como se isso ao menos existisse.

  2. Victor O. de Faria
    14 de setembro de 2021

    Ambientação: Conto curto, mas bastante emotivo. Traz um misto de realidade alternativa com monstros, de forma bem sutil (na parte alternativa). Senti falta de mais detalhes do cenário, e acho que a parte dos flashbacks poderia ser encurtada.
    Enredo: Mostra apenas a passagem na vida de alguém. Rápido e seguro. Às vezes é melhor um texto curto que diga muito, do que um texto longo que não diga nada. Poderia alongar um pouquinho a história? Poderia. Mas talvez não surtisse o mesmo efeito/impacto.
    Escrita: Faltaram algumas pontuações e certos tempos verbais trocam do nada, de repente. Tirando isso, o texto tem muito méritos, como criar uma ambientação logo de cara e nos jogar para dentro daquele mundo de maneira crua.
    Considerações gerais: É um texto bastante simples, mas, diferente de alguns colegas que escreveram um Machado de Assis, está bem adequado ao tema. Tem bastante espaço para melhorar, mas já demonstra um potencial enorme.

  3. Priscila Pereira
    11 de setembro de 2021

    Olá, Medusa!

    Ambientação: boa, deu pra visualizar esse mundo pós apocalíptico onde os viciados em eletricidade se zumbificaram.

    Enredo: muito simples. Até que seria interessante se fosse contado de uma forma mais profunda. De um jeito mais … profissional… por assim dizer.

    Escrita: de alguém que ainda está aprendendo. Sem profundidade, e sem brilho. Mas consegue passar a mensagem, está no caminho certo.

    Considerações gerais: Gostei da criatividade. É de certa forma original e tem muito potencial, mas faltou lapidação. Continue escrevendo!

    Boa sorte!
    Até mais!

  4. Rubem Cabral
    3 de setembro de 2021

    Olá, Medusa.

    Vamos à análise do conto:

    Ambientação: Regular.
    O conto é bem curto e não se investiu muito em descrições desse mundo pós-apocalíptico, não permitindo melhor imersão na história ou empatia pelos personagens.

    Enredo: Bom
    É boa a história de pessoas viciadas em internet e que se transformaram em uma espécie de zumbis. É quase uma alegoria aos jovens e adultos perdidos hoje no mundo cibernético. Poder-se-ia investir um pouco mais nos efeitos transformadores da radiação solar na metamorfose dos MORBs, para dar um ar mais sci-fi à história.

    Escrita: Boa
    A escrita é boa, embora tenha havido alguns “cochilos” com acentos (“As vezes” x “Às vezes”) e algumas vírgulas. No entanto, o conto resultou em bem claro e sem maiores entraves de leitura ou compreensão, o que foi bem positivo.

    Considerações gerais: Bom

    É uma boa alegoria crítica que precisaria de mais linhas para permitir mais imersão, para tornar a história mais visual, etc.

    Boa sorte no desafio!

  5. simone lopes mattos
    31 de agosto de 2021

    oi, Medusa
    Ambientação: a primeira frase já nos apresenta um mistério interessante e dá o tom da história. pronto. o leitor está no ambiente fantástico. O que são MORB? Entendemos com as explicações o mundo estranho. o problema que a humanidade criou, que a prendeu. o vício incapacitante nas redes, na tecnologia. Claro que de forma exagerada. Senti falta de mais cenas entre o início e o desfecho, para dar mais clima. O narrador conta sobre jovens. Ele e a geração dele ficaram bem, se adequaram, Mas o leitor se pergunta: por que a geração do narrador não faz mais do que se proteger dos MORB? Poderia haver uma cana para mostrar tentativas frustradas.
    Enredo: excelente a fluidez do texto. O início é ótimo, prende o leitor e o desfecho é tocante e reflexivo, mas o meio da história me deixou desejando ver mais alguma coisa, além de ler as explicações. Acho que havia espaço para evoluir mais antes da cena final.
    Escrita: não observei nada que compromete a correção do texto.
    Considerações finais: A cena mais trabalhada e tensa é a cena final, gostaria de ter lido outras. Fico pensando nas crianças dessa nova geração apresentada, representadas pelo Renato. Angustiante.
    Gostei.

  6. Ana Maria Monteiro
    29 de agosto de 2021

    Olá, Medusa.

    Vou comentar seguindo as orientações do regulamento:

    Ambientação: A ambientação é mínima, mas percebe-se que é num futuro não muito distante.

    Enredo: O enredo também algo é limitado e fiquei surpresa por se tratar de um bebé MORB, particularmente depois de ter lido que era preciso salvá-lo, pois não teria chance de sobrevivência. Se houve alguma intenção nisso, não percebi, como acabei por não perceber até que ponto os tais MORB, apesar da sua descrição física, seriam também humanos.

    Escrita: A escrita não tem nada a apontar.

    Considerações gerais: No geral, o conto está carregado de intenções. Mas são intenções que não vão além da caricatura de como poderiam ficar os jovens se lhes fosse retirada a internet. Não creio que fosse assim tão drástico: claro que sentiriam muito, mas sobreviveriam muito bem. Talvez melhor que os mais velhos, até porque isso de não ter eletricidade, a partir de uma certa idade torna-se bastante mais complicado que ficar sem eletrónica. Mas focou o seu ponto e soube fazer isso. Não é um dos meus contos favoritos, mas também não está entre os que menos me agradaram.

    Parabéns e boa sorte no desafio

  7. maquiammateussilveira
    26 de agosto de 2021

    Ambientação: A realidade alternativa proposta pelo texto tende mais a um tom moralista do que de crítica social, e acabou não sendo muito interessante.

    Enredo: A trama poderia explorar os personagens e mostrar as coisas acontecendo, em vez de apenas contar o que aconteceu.

    Escrita: A narração está toda num tom neutro. Poderia haver um tom para enriquecê-la (cômico, irônico, amargo, absurdo, etc.). A elaboração de um tom ajudaria a explorar o personagem-narrador, já que acabamos sem saber muita coisa sobre ele. Essa neutralidade de relato torna o texto pouco atraente.

  8. Felipe Lomar
    22 de agosto de 2021

    Ambientação: a descrição é um pouco rasa. Se sabe que é no futuro após uma catástrofe, mas faltam elementos desse mundo.
    Enredo: vou tentar ser educado aqui. A história demonstra traços de pedancia e preconceito geracional. Trata jovens como alienados egoistas e violentos através de alegorias e faz criticas ao avanco da tecnologia como o culpado pela situação. O autor parece um velho que tem nostalgia acrítica pelo passado e acha que tudo hoje é degenerado, e que deveríamos abolir a tecnologia nova pelos velhos tempos cegamente endeusado
    Escrita: a escrita é cuidadosa e não tem erros mas não salga a história.
    Considerações finais: um texto preconceituoso e pedante. Sem mais comentários.

    • Felipe Lomar
      19 de setembro de 2021

      Olá, queria me desculpar por ter feito um comentário demasiado indelicado. Bom, acho que como avaliadores, devemos ter uma postura um tanto imparcial, diferente de quando lidamos com um texto como leitores apenas. Acho que o que me ocorreu foi que deixei meu lado leitor aflorar demais, e devido às minhas visões de mundo, deixei-me levar pelas emoções provocadas em mim pelo texto. Porém, ainda mantenho tais visões, e devo ser sincero ao dizer que o texto e seu significado implícito são dissonantes a elas. Acredito que, na maior parte das situações, culpar as novas gerações por problemas causados pelo avanço tecnológico é culpar os sintomas ao invés das causas , que têm a ver com o funcionamento sistêmico de nossa sociedade. Deveria, porém, ter me expressado de forma mais educada.
      Minhas sinceras desculpas

  9. Jorge Santos
    21 de agosto de 2021

    Ambientação

    Inicialmente, pensei que fosse uma realidade alternativa, só depois me apercebi que estava perante uma inteligente crítica à sociedade actual, sempre ligada aos dispositivos tecnológicos. Há uma ligação aos filmes de zombies.

    Enredo

    Deveria ser mais desenvolvido, mas gostei da forma como está estruturado, sem “gordura” desnecessária. A mensagem foi passada, próximo…

    Escrita

    Simples, quase cirúrgica. Senti falta de algum desenvolvimento, de algum diálogo.

    Considerações finais

    Um dos melhores contos do desafio. Uma crítica bastante inteligente, feita numa escrita eficaz. O conto deveria ter sido mais desenvolvido, mas satisfaz o leitor.

  10. Fabio D'Oliveira
    21 de agosto de 2021

    Olá, Medusa.

    AMBIENTAÇÃO

    Fraco.

    Certo: temos um ambiente pós-apocalíptico. Mas que ambiente é esse? Não temos qualquer desenvolvimento dele. Como estão as cidades? Como era a casa do protagonista? Como os MORBs viviam?

    Faltou desenvolver a ambientação, entende? E o espaço do desafio, de três mil palavras, permitia esse desenvolvimento.

    ENREDO

    Ruim.

    A nova geração realmente está viciada na tecnologia. O enredo visa exagerar esse problema com o intuito de gerar uma crítica. Porém, acaba sofrendo do mesmo mal da ambientação: sem muito desenvolvimento.

    Por exemplo: quem é o protagonista de verdade? Imagino que seja um idoso. Mas quem é ele? O que gosta de fazer? O que move ele? Qual sua história dentro do universo criado?

    Você poderia ter desenvolvido sua rotina, mostrado um pouco do seu passado, até criar uma situação inusitada. Imagina o protagonista reencontrando o neto, agora um MORB, e descobrir que já era bisavô, o mesmo bebê que você insere no texto. O desafio abriu espaço para esse tipo de desenvolvimento. Abrace-o!

    ESCRITA

    Crua.

    Parece o trabalho de um escritor inexperiente. Erros de revisão. Uma narrativa que explica demais e não mostra quase nada para o leitor, Desenvolvimento fraco de todo o enredo.

    Precisa melhorar bastante, Medusa.

    CONSIDERAÇÕES GERAIS

    O conto é fraco, não vou mentir. Ele erra em muitos quesitos e não entrega uma leitura prazerosa. Mas é criativo, basta dar espaço para um desenvolvimento melhor, Medusa. Confie em si mesma e vai fundo.

  11. Felipe Melo
    17 de agosto de 2021

    Ambientação: A ambientação foi interessante pois descreveu as circunstâncias sem dar detalhes de como o mundo estava disposto após a explosão, o que deixa a imaginação trabalhar. Por outro lado, oferecer alguns sinais poderia ajudar.

    Enredo: A ideia é muito boa e abre espaço para muitas circunstâncias, relacionadas ou não a modernidade e uma crescente dependência por dispositivos eletrônicos. O enredo, contudo, deixou um pouco a desejar. Existem muitos outros elementos a serem explorados, tanto de uma perspectiva ficcional quanto de uma sociológica/filosófica, mas a trama se apegou às mesmas coisas, se tornando um pouco repetitiva.

    Escrita: O ritmo do texto também poderia ser melhor, na construção das frases e na escolha das palavras. Mas nada foi comprometido.

    Considerações gerais: a ideia é bastante original e o enredo, por mais que abrisse espaço para outros elementos, foi instigante o suficiente para oferecer uma leitura agradável.

  12. Jowilton Amaral da Costa
    16 de agosto de 2021

    Ambientação: A ambientação é boa, conseguimos nos situar num mundo pós uma erupção solar..

    Enredo: O enredo é bom. A história conta como os jovens, chamados de MORB, após a erupção solar que danificou as redes elétricas, se tornarem uma espécie de zumbis caçadores de energia elétrica e internet.

    Técnica: Achei a narrativa de mediana para fraca, não consegui me conectar ao narrador, mesmo sendo em primeira pessoa, o que mostra a pouca eficiência e experiência narrativa. Se for alguém já experiente, peço desculpas, mas, este conto não me mostrou isso.

    Considerações gerais: Um conto de ficção científica, com um certo teor crítico e com uma narrativa pouco madura. boa sorte no desafio.

  13. Bruno Tavares
    13 de agosto de 2021

    Ambientação: O autor criou um universo distópico no qual, pelo o que eu pude entender, foi gerado a partir do fim da energia elétrica. Consegui também perceber a crítica maravilhosa do autor, referindo-se aos mais jovens como seres alienados, que viviam conectados aos seus dispositivos e quando se viram sem os aparelhos, passaram a agir como zumbis em busca de cérebros(no caso, fontes de energia). Fantástico o universo e a ideia! Parabenizo o autor. Confesso que é um cenário complicado de ser criado, uma vez que sua complexabilidade nos leva a fazer uma série de perguntas, tais como: Será o narrador o único ser consciente da história? O bebê que ele achou, trouxe esperança ao protagonista, mas será que o caos já instalado vai permitir que ele cresça e se desenvolva de forma natural ou vai acabar se tornando um outro tipo de ‘morb’?

    Enredo: Um enredo criativo e bem desenvolvido. O autor nos apresenta o duelo entre a consciência do protagonista que não se tornou alienada, contra a geração dos morbs, jovens que não desenvolveram uma personalidade ou senso algum de sobrevivência, se tornando seres estúpidos e dependentes de seu vício na tecnologia. Achei interessante demais a ideia de um bebê que possa ser salvo de toda aquela alienação, por alguém pensante e acredito que seria muito bacana, uma continuação da história! A Narrativa em primeira pessoa é fluida e me deu uma sensação de realismo, bem bacana.

    Escrita: Atento apenas para o uso irregular de vírgulas, mas nada que atrapalhe o bom proveito deste texto.

    Considerações gerais: Eu amo textos que tenham uma forte crítica, ainda que velada, em seu contexto. Considero-o muito atual, tendo em vista a sociedade na qual vivemos hoje. Sociedade, que se encontra perdida, muitas vezes, com a quantidade de informações e os jovens em sua grande maioria, se tornando seres ‘aleijados’ e hipócritas. Pregando uma coisa na internet, mas fazendo outra. Não sabendo lidar com quase nada, principalmente com as próprias emoções! Gostei bastante do texto e parabenizo o autor!

  14. Angelo Rodrigues
    13 de agosto de 2021

    6 – Carta de um Sobrevivente…

    Ambientação:
    Não há propriamente um ambiente físico, mas espiritual. Um lugar transformado em direção à alienação. Um lugar comum com pessoas que se transformaram. Esse é o ambiente do conto.

    Enredo:
    Um conto que é uma crítica à tecnologia do mundo em que vivemos. O autor nos traz um ambiente em que as pessoas, particularmente os jovens, ficam sem sua fonte de interação, a energia elétrica que os conecta através de seus aparelhos de comunicação. No meio disso, a esperança protagonizada por um bebê MORB [seja lá o que isso for] que cai nos braços do nosso protagonista conservador e alheio às tecnologias e à comunicação verbal [talvez].

    Escrita:
    O conto transita bem na escrita. Acredito que a ideia de seres famintos por energia elétrica, aqui, alcançou um outro patamar reivindicado, anteriormente por monstros japoneses em busca de usinas hidrelétricas e atômicas em busca de seu alimento energético: a energia elétrica.
    O desenvolvimento mais aguçado poderia dar um conto e tanto, mas o autor foi econômico: apresentou um problema e, rapidamente, entregou-nos a sua solução.

    Considerações Gerais:
    Um conto legal de ler. Como disse anteriormente, poderia ser mais longamente desenvolvido. Havia espaço para isso. Mas que remédio. Foi-nos entregue um rápido vislumbre pela janela dos famintos comedores de eletricidade, uma mãe em dificuldade, um gerador e uma criança a ser cuidada pelo protagonista. Voilà!! O conto.

  15. Anderson Prado
    11 de agosto de 2021

    Ambientação: Mediana. A história se passa em um futuro distópico, em que um acidente desativou equipamentos eletrônicos. Não são fornecidos muitos elementos. Achei mediano.

    Enredo: Ruim. O enredo soou mais como uma crítica ao uso de eletrônicos do que com um conto com início, meio e fim.

    Escrita: Boa. Embora não tenha encontrado uma boa história para contar, o autor possui domínio do léxico, além de ter revisado bem seu texto.

    Considerações gerais: O texto aborda temas relevantes, mas, enquanto conto, pecou no desenvolvimento do enredo e dos personagens.

  16. Kelly Hatanaka
    11 de agosto de 2021

    Ambientação:
    Talvez pela forma como o texto tenha sido conduzido, não consegui entrar no clima desta história. Ela me pareceu mais uma parábola contendo crítica da dependência da tecnologia do que uma história de monstros. O que não é um problema. É só que, em termos de construção de mundo, senti falta de conseguir visualisar melhor esse mundo sem energia elétrica. O próprio texto focou mesmo nos MORBS, e não no mundo. Só o que o leitor sabe é que a energia elétrica acabou. Mas, e o que mais? E como vivem os que não são MORBS? Como é o mundo de então?

    Enredo:
    Como já disse no item anterior, o conto me parece mais uma parábola, uma alegoria crítica e, nesse sentido, é uma boa parábola. Porém, os personagens poderiam ser mais bem detalhados. O texto termina e sabemos muito pouco do personagem narrador, por exemplo.

    Escrita:
    Poucos erros, nada que incomode. Uma escrita jovial, que me pareceu um tanto ansiosa. E tudo bem, Só fiquei com a impressão de que, com um pouco mais de calma, o texto poderia ter se beneficiado.

    Considerações gerais:
    Uma boa ideia e uma história de acordo com o tema proposto.

    Boa sorte!

  17. Antonio Stegues Batista
    11 de agosto de 2021

    Carta de um sobrevivente…

    Ambientação= Muito boa. De certa forma, uma metáfora bem construída.

    Enredo= Gostei. É um pouco diferente do habitual mundo pós-apocalíptico.

    Escrita= Normal, clara e coesa.

    Considerações Gerais= Me pareceu que a transformação dos jovens em monstros, não foi por causa da atividade solar, ou foi? Existem outras dúvidas sobre fatos que não foram muito bem explicados, mas em todo caso vou ignorar. A ideia é boa.

  18. thiagocastrosouza
    11 de agosto de 2021

    Ambientação: Descrita de forma simples e explicativa; um mundo pós-apocaliptico sem energia elétrica e com criaturas chamadas MORBS.

    Enredo: Achei um pouco simplório e apressado na descrição das causas e consequências. Há, ao meu ver, uma tentativa de crítica a forma como os jovens se relacionam com a tecnologia, mas que não sai do que já ouvimos e lemos o tempo todo pelo senso comum e meios de comunicação. Assim, quando o texto tenta imputar uma reflexão de forma tão direta, muito pela escolha do narrador, não surte muito efeito no leitor.

    Escrita: Minhas críticas nesse aspecto vão mais para o estilo e escolhas que fez para contar essa história. Escrito em primeira pessoa, o conto tem uma carga muito explicativa, onde o narrador cita os fatos em ordem cronológica, dando pouco espaço para a trama em si. Apenas a explicação direta do que aconteceu com esse mundo, sem o devido desenvolvimento de personagem, não gera empatia pelo protagonista, muito menos pelo texto. Assim, quando ele apanha finalmente o bebê, não temos nada sobre ele que desperte o mínimo sentimento, de ternura, de alívio, de otimismo, etc. Como em outros textos do desafio, há muito “contar” e pouco “mostrar”. Vale a pena estudar esse aspecto da escrita para desenvolver seu texto.

    Considerações Finais: Medusa, o conto tem começo, meio e fim, mas da maneira como foi executado, deixou a desejar. Vale reescrever e pensar outra forma de contar a mesma história, que pode ter potencial. Siga escrevendo!

    Grande abraço!

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Informação

Publicado em 9 de agosto de 2021 por em EntreMundos - Monstruoso Mistério Aternativo.