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Detox Literário.

O deus velho (Árvore Número 1)

Era uma vez uma mulher normal, assim, sem nada demais. Ela vivia seus dias numa grande cidade cinza cheia de torres altas, onde o tempo corria de um jeito diferente. As pessoas apressavam-se o tempo todo, sem nunca chegar a seus destinos e, quanto mais tempo economizavam, menos tempo tinham. Um dia, sem mais nem menos, ela acordou sem fé.

Na verdade, não foi assim tão sem mais nem menos. O que aconteceu foi a vida e a dura constatação de que, na vida, coisas boas acontecem a pessoas boas, coisas más acontecem a pessoas más, mas, com a mesma frequência, coisas más acontecem a pessoas boas. Ocorre que, para a nossa mulher normal, estava acontecendo muita coisa muito má a muita gente muito boa e isso não estava certo. Porque, se isso acontecia, ou Deus era muito cruel ou ele não existia.

Ela, então, decidiu que não havia deus.

A mulher normal, para simplificar, vamos chama-la de Maria, certo? Pois então, Maria não fez por mal. Ela fez por hábito. Desde cedo, Maria usava, para sobreviver, um negócio chamado lógica. Ela usava lógica para ganhar seu pão e, por ser simples e clara e facilmente comprovável, ela tomou a lógica como uma verdade absoluta.

O que é bastante compreensível. O nosso mundo moderno é regido pela lógica. A lógica explica tudo. Exceto aquelas coisas que ela não explica. Como o amor e a morte. Ironicamente, era justamente uma dessas coisas, a morte, que tanto angustiava Maria naquela época. Detalhe ao qual ela não atentou.

Assim, quando a lógica colocou diante dela a questão da crueldade divina, entre crer num deus cruel ou num deus inexistente, escolheu a não existência divina. E, súbito, não havia mais para ela magia nas estrelas cintilando num céu de veludo, ou nas galáxias girando e girando vertiginosamente, tampouco nos pores do sol que ela tanto amava e nas suas cores absurdas tingindo nuvens e almas. Era tudo fruto de um acaso. Simplesmente.

Enxergar as coisas assim, de forma tão pragmática, simplificou a vida de Maria. Porém, de um jeito ruim. Sendo tudo acaso, a vida ficou pobre de possibilidades e sem as cores do por do sol tingindo sua alma cada noite de uma cor diferente, alguma coisa dentro dela acinzentou e ela entristeceu em silêncio. Também em silêncio, ela gritava de desespero. Ela estava cheia. Ela estava vazia.  

Um dia, ela topou com um cartaz, que convidava a todos para conhecer um velho deus. Baco.

Algo naquele cartaz mexeu com ela. Talvez fosse a palavra “grátis”. Ela é mágica e pode levar as pessoas a atos inexplicáveis. Ela estava perdida, no tempo, naquele shopping, num mar metafórico de desespero e pensou que não haveria mal em ver gente fingindo que um deus velho existia. Foi ao templo indicado, um tal de teatro.

Na plateia, esperando pelo começo do ritual, chamado “aula”, ela estava nervosa. Ela nunca gostou dessas coisas. Nunca gostou de se expor, nunca gostou de dinâmicas, vai ver, nem quando criança gostava de brincar. O que estava fazendo lá? Mas, “grátis”, lembram do poder 4desta palavra? Pois ela ficou.

Quando os representantes de Baco, doravante chamados Bacantes, chegaram, chamaram todos para subirem ao palco e a andarem a esmo, sem rota definida, sem nada combinado e a se olharem nos olhos, sem nada dizer. Só olhar o outro. Só aceitar o olhar do outro. Para Maria, seria melhor se andassem em círculos, de forma organizada. Melhor ainda não ficar encarando os outros, coisa feia. Mas, nossa Maria era competitiva e, se as regras eram essas, ela as seguiria. Seu olhar cruzou com o de um outro ser, perdido como ela, e com o de outro, e de mais outro. Ela viu, em todos os outros olhos, o mesmo desconforto e receio que sentia. E foi acolhida por todos com a mesma relutância com que acolheu. Acolhimento relutante ainda era acolhimento.

Pela primeira vez em muito tempo, Maria se sentiu parte de uma tribo, sentiu-se entre iguais.

O ritual prosseguiu. Agora, os Bacantes lhes mostravam máscaras, contavam a história de cada uma, ensinavam a vesti-las e Maria pensou “que bobagem, que brincadeira de criança”. Porém, ao vestir a máscara da bruxa, sentiu uma vontade inexplicável de rir alto, montar em sua vassoura invisível e furar as nuvens em direção à lua. Seu corpo encurvou sob o peso de anos imaginários e seus cabelos tornados prata tão repentinamente, esvoaçavam ao sabor do vento. Lembrou-se de um tempo em que era bruxa e de seus encantamentos.

E quando vestiu a máscara da mocinha, tornou-se esguia e delicada e sentiu-se bela, como nunca, nunca se sentira. Andou passos leves, sem o peso de suas perdas e deixou-se admirar como um cisne. Ao tirar a última máscara, reverente, junto dela saiu a sua própria máscara, aquela que ela vestia todos os dias. Suas várias máscaras de Maria-profissional, Maria-mãe, Maria-esposa, Maria-amiga, caíram todas e Maria se sentiu livre para ser o que quisesse, inclusive ela mesma. Só Maria.

Pela primeira vez em muito tempo, Maria se sentiu livre.

Depois, os Bacantes os chamaram a criar uma história coletiva. Maria começou:

—Era uma vez, uma mulher triste. Ela queria voar. Ela tentava todos os dias, até que…

— Troca.

Outra pessoa assumiu o enredo a partir dali. Cada um criaria um pequeno trecho da mesma narrativa. Lá pela quinta pessoa, a linda história que ela imaginara, sobre a mulher que queria voar para ir a lugares aonde ninguém nunca foi, virou a história de um circo mágico. Quando a vez voltou para ela, Maria pensou em levar a narrativa de volta para o que ela queria. Mas aí seria uma história mutilada, despedaçada e sem sentido. Aquele conto não pertencia a ela. Ela era somente um pedaço do enredo. E ela deveria servir à história e não o contrário. Como a vida. Então, vestiu seu nariz de palhaço e viajou com o circo.

Pela primeira vez em muito tempo, Maria aceitou as coisas como eram.

Os sábios Bacantes propuseram, em seguida, várias pequenas cenas com falas curtas. Maria errou, errou tudo, errou muito. Errou falas, errou tempos, errou deixas e marcações. E ninguém reclamou. Ainda ouviu dos Bacantes que errar era bom.

— Como assim, Bacante? Pois meu deus-lógica me diz sempre que errar é o grande pecado.

O Bacante riu.

— O deus-lógica tem suas leis que se aplicam a seu mundo. Aqui, ele não tem jurisdição e as regras são outras. Aqui, erros são possibilidades.  

— E o que é pecado aqui?

— Não estar presente. Não ser entregar. Não ouvir. Não correr riscos. Fora isso, é da criação.

— É como meditar.

— Sim, só que mais divertido. Aqui você pode mentir sem que alguém seja prejudicado.

— E isso é bom?

— Claro. Existe um prazer irresistível em contar uma boa lorota. Uma mentira cabeluda. Aqui pode. Experimente.

— Tem certeza?

— Claro, recentes estudos da Universidade da Pensilvania mostraram que, dizer uma mentira, quando imerso no mundo teatral, é altamente benéfico para a saúde dos neurônios e dos rins.

— Sério?

— Não. É mentira!

Pela primeira vez em muito tempo, Maria teve vontade de arriscar.

E o Bacante vestiu um nariz de palhaço, saiu dando piruetas pelo palco e propondo, agora, um exercício de mímica. Beber água de um copo imaginário. Simples, mas tão difícil. Maria se sentia uma boba, segurando nada, levando nada em direção à boca, engolindo nada.

— É importante acreditar no copo. Acredite que o segura, sinta seu peso, sua temperatura, visualize. Acredite.

Maria tentou. Como tentou. Várias vezes. Até que uma hora tropeçou e, por reflexo, tentou apoiar o copo com a outra mão também, para evitar que a água derramasse. E ela sentiu, claramente, o copo de vidro, pesado e gelado em suas mãos. E bebeu com gosto a água fresca que ela continha. Ainda limpou uma gotinha que ficou no canto da boca.

E, neste momento, a fé de Maria ressurgiu. Ressurgiu quando ela percebeu que tanto o bem quanto o mal, o certo ou o errado, tinham seu papel no mundo. Quando viu que conseguia acreditar, criar e aceitar. Quando viu que a vida era risco, que não temos garantias e que só nos resta criar o mundo que podemos com o que temos em mãos. E que a fé não era a crença passiva em algo externo e, sim, o poder de criar o que imaginamos.

Pela primeira vez em muito tempo, Maria teve fé em si.

E o deus-lógica caiu. Despencou de seu falso Olimpo, deixou de ser deus e voltou ao seu status real: ferramenta de análise. As estrelas voltaram a irradiar magia, bem como as galáxias, e as cores do pôr do sol voltaram a tingir céus e almas com suas cores insensatas.

E Baco renasceu, ao menos na alma de Maria, que se tornou uma devota fervorosa. Passou a encontrar os Bacantes toda semana e, com eles, tocava, brincando, os pontos da sua alma que ela tinha abandonado

Seguiu assim, vivendo a sua história como parte de algo muito maior e que não pertencia a ela. Mudando sua narrativa sempre que preciso, sem apego a história que havia idealizado na sua cabeça, ajustando as velas e seguindo o vento. Prosseguiu criando e seguindo riscos, sem compromisso com a perfeição, com a originalidade ou com qualquer outra coisa dessas, que calam a criatividade. E percebendo que a melhor maneira de ser ela mesma era sendo outras pessoas.

Até o dia em que, enfim, a cortina vermelha desceu e as luzes se apagaram.

26 comentários em “O deus velho (Árvore Número 1)

  1. claudiaangst
    8 de junho de 2021

    Olá, Árvore número 1, tudo bem?

    Farei considerações sobre seu conto na forma de A-R-T-E:

    A = A arte em si = o teatro. O tema do desafio foi abordado com sucesso.

    R = Revisão = pequenas falhas
    chama-la de Maria > chamá-la de Maria
    poder 4desta > poder desta
    apego a história > apego à história
    achei que o pronome ELA foi empregado de forma muito repetitiva

    T =Trabalho de escrita/narrativa = Linguagem bastante simples, voltada para a narração clara do processo de redescoberta da fé. A narrativa é linear, com começo, meio e fim. Não há um mote surpreendente, mas também não encontrei pontas soltas. A fluidez foi prejudicada pelo tom didático que o narrador assumiu.

    E = Então, autor[a] = O conto tem um tantinho de tom de fábula com lição de moral, daquelas que eram ditadas nos meus tempos de escola. Isso não é bom, nem ruim, é apenas uma característica do seu trabalho.

    Parabéns pela participação e boa sorte no desafio.

    • Árvore número 1
      9 de junho de 2021

      Oi Claudia

      Muito agradecido por sua leitura e por suas palavras.

      Árvore número 1

  2. Jorge Santos
    7 de junho de 2021

    Olá, Árvore número um. Gostei desta sua abordagem a uma arte que me diz muito, o Teatro. Todo o texto é passado durante uma peça teatral onde se revela o retrato psicológico das personagens, em vez de se recorrer ao diálogo ou ao monólogo. Talvez se a Árvore tivesse optado pelo diálogo o texto teria mais força. Da forma como foi feito ficou algo monótono. Existe uma certa pedagogia em todo o texto, uma dissertação sobre a virtude e o pecado, o perfeito e o imperfeito. É necessário sabermos lidar com a imperfeição se quisermos viver em harmonia com os outros. Só assim abrimos espaço para o campo espiritual, longe da moral castradora da procura incessante da virtude. Foi esta a leitura que fiz do seu texto, que termina de uma forma simples, com o fechar da cortina vermelha. A linguagem pareceu-me eficaz, se bem que o texto precise de uma revisão mais aprimorada. O texto poderia ser mais fluído. Creio que andamos à volta dos mesmos conceitos no 2º terço do texto, e torna-se monótono. De resto, parabéns pela ideia e muita merda, como se costuma dizer na área.

    • Árvore número 1
      9 de junho de 2021

      Olá Jorge.

      Engraçado, minha intenção era expor justamente o contrário. A Maria do começo do conto estava esmagada pela crença pessoal (nenhuma referencia religiosa aqui) de que a vida teria que ser correta e perfeita, dentro da logica. A sua libertação foi justamente a aceitação do imperfeito.

      Cada leitura, um mundo.

      Obrigado pela leitura e pelas palavras.

      Árvore número 1

  3. Luciana Merley
    5 de junho de 2021

    O deus velho

    Olá.
    Interessante perceber que (não sei se propositalmente) a conclusão filosófica que fez muitos pensadores abandonarem a fé aparece no seu texto de um modo bem coloquial, a saber: “Se Deus é bom e o mundo é mau, logo, Deus não existe”. Uma questão das mais complexas já apresentadas à raça humana. A resposta que a tradição judaico-cristã oferece para esse dilema (o mundo é mau por causa do homem que é essencialmente mau e assim transtorna o mundo) quase nunca é levada em conta, especialmente em tempos pós humanistas, e também não foi abordada aqui no seu texto. Não quero, de modo algum, com essa introdução, adentrar em defesas religiosas, mas quem apresentou o dilema do “problema do mau” e da negação de Deus foi você, autor. Então, é bastante justificável que eu esperasse uma abordagem bem mais aprofundada. Mas, vamos às questões específicas do texto:

    Coesão – O texto parece com aquelas histórias mais antigas, em forma de fábula, e não há nenhum problema com isso. Entendi o conflito existencial de Maria, apesar de ter sido pouco aprofundado. Acho que o narrador prejudicou um pouco a sua história. Pareceu um professor, explicando cada parágrafo e dizendo como nós, leitores, deveríamos pensar. Ainda assim, considero o texto coeso, pois o conflito existencial de Maria e o seu re-encontro numa atividade artística (teatro) foi norteador da escrita.

    Ritmo – A fluidez do texto foi prejudicada pelas explicações em excesso, na minha opinião. A linguagem em si, gramaticalmente, está bem empregada.

    Impacto – Então! Como disse, esperei um texto mais profundo, tendo em vista a complexidade dos temas que você nos propôs. A relação com o teatro, o autoconhecimento e o crescimento individual de Maria, foi bem bonito de ler.

    Obrigada e parabéns.

    • Árvore número 1
      6 de junho de 2021

      Oi Luciana!

      Obrigada pela leitura e pelo seu comentário.

      Árvore Número 1

  4. Elisabeth Lorena
    5 de junho de 2021

    O deus velho (Árvore Número 1)

    Olá, Árvore Número 1
    Parabéns pelo conto.
    Para uma mulher comum, um nome comum. Excelente escolha! Uma mulher comum que acaba sendo agraciada pela descoberta de ser ela mesma. O que dá novo significado ao nome e por isso tira-lhe a pecha de consueto. Gostei do texto.
    Conto, sim. Tema alcançado: Teatro. E foi alcançado com preciosidade! Iniciando com Dionísio, ops, Baco! Magnífico. E mais. Como o Teatro é uma das indicações terapeutas justamente para a busca do autoconhecimento e equilíbrio, trazer uma Maria que precisa de se encontrar foi uma ideia muito interessante.
    Para os estudos da Psicologia Social, que investem em tratamentos fora dos consultórios, trabalhar com saberes que estão relacionados desde o princípio da Humanidade é essencial E o Teatro é algo que precede até sua própria formação como Arte, antes era o meio de comunicação e, por isso está correlacionado à Psicoterapia, Isso porque ambos “ lidam com discursos e com o saber sobre o humano e a experiência da existência. Diante da autenticidade da arte como manifestação libertadora, sendo ação combinada entre conhecimento e sentimento, utilizando-se de sensibilidade, imaginação e técnica; revela a realidade humana social e cultural sensivelmente observada e sentida” (BARROS e FERREIRA, 2016, p. 01).
    E além disso, a forma como escolheu levar essa Maria por um caminho de reencontro foi de extremo bom gosto. E levá-la ao seu destino passando por experiências de fé e de desligamento representado por sua descrença em Deus, passando pela lógica – aff – e indo até o teatro e divindade patrona dele, para então chegar a si mesma foi praticamente uma jornada do herói por si mesmo.

    A Jornada bem traçada. Joseph Campbell detalhado nessa narrativa envolvente: O mundo comum no texto é representado exatamente pela existência dessa personagem que traz em si a marca do corriqueiro. Até suas dúvidas são banais e sua procura corriqueira. Todos em um momento ou outro já fomos convidados a sair da nossa zona de conforto, embora muitos não saiam.
    Ela sai e essa saída é justamente o momento em que ela contesta Deus e sua providência. Seu desligamento da fé e sua negação ao que é divino a direciona para um novo foco de crença, que se mostra vácuo, já que lhe tira as marcas da humanidade. Entretanto, ao ser convidada a conhecer um novo caminho, que é um velho deus, sua jornada fica bem marcada: ela vai porque é de graça, mas recusa a princípio por não ver sentido nas atitudes dos Bacantes, que são seus mentores e companheiros.
    Aqui vale salientar que sua travessia inicia antes do chamado, mas continua até o momento em que enfrenta as possibilidades de crer no invisível, que é sua prova. Seu inimigo é a sua persistência em abraçar a lógica, mas seus aliados a ajudam a entender que essas regras não servem para sua entrada na caverna – que é sua alma. Ao enfrentar a si com o copo invisível, sua prova se evidencia e sua recompensa é simbolizada na água fresca que acaba por beber e seu caminho de volta.
    A água fresca, que é símbolo da purificação na maioria das filosofias e religiões, também representa a morte, ressurreição e recriação. HEVALIER e GHEERBRANT afirmam que “As águas, massa indiferenciada, representando a infinidade dos possíveis, contêm todo o virtual, todo o informal, o germe dos germes, todas as promessas de desenvolvimento”, logo, aqui representa exatamente o renascer de Maria. Perfeito.
    O retorno acontece em: ”Seguiu assim, vivendo a sua história como parte de algo muito maior e que não pertencia a ela. ” O encontrar-se realizado, a aceitação da vida como ela é e a busca por transformar o que pode ser transformado e a prova que ela se encontrou e aceitou viver a vida como ela deve ser vivida surge em: “prosseguiu criando e seguindo riscos, sem compromisso com a perfeição, com a originalidade ou com qualquer outra coisa dessas, que calam a criatividade. E percebendo que a melhor maneira de ser ela mesma era sendo outras pessoas.” Viver pede aceitar mudanças, não é a toa que o ser humano tem por qualidade inerente o ser cosmopolita. Adaptar-se às novas circunstâncias e eliminar as barreiras que são diferentes de nossa própria natureza só é possível quando entendemos que Maria somos.
    Gostei dessa proximidade com o leitor, muito próxima daqueles espetáculos em que o ator conversa com a plateia sem esperar resposta. Um ganho em uso da linguagem bastante interessante.
    É um texto sobre arte, mas também sobre catarse, sobre autodescoberta. Utilizando a linguagem dinâmica do teatro, sua funcionalidade e leveza, o narrador faz com que Maria encontre a alegria e supere a dor de si, encontrando-se. Perfeito.

    • Árvore número 1
      6 de junho de 2021

      Olá Elisabeth!

      Puxa, que comentário incrível! Você foi bem fundo na leitura, acho que eu nem tinha tanto assim a dizer… Fiquei muito feliz por você ter sacado a jornada da Maria, em busca de uma vida mais integral, de mais presença e coragem.

      Muito, muito obrigado mesmo pela sua leitura e por suas palavras!

      Árvore Número 1.

  5. antoniosbatista
    1 de junho de 2021

    Ambientação= No tema-Teatro

    Escrita= Normal.

    Enredo= Bom.

    Considerações Gerais= Achei um bom texto com uma história que me pareceu mais uma análise sobre o ser humano e suas crenças. Uma metáfora que se eu fosse analisar, só repetiria o que já foi dito. Eu raciocino pela lógica, se alguém diz, fulano pisou na bola, imagino que fulano pisou na bola escorregou e quebrou o pé, mas não, é apenas no sentido figurado fulano pisou na bola. Isso prova que não podemos ter a lógica como um fim definitivo. Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que vemos parece ser, e assim por diante. Falando em deuses da antiguidade, certa época havia 5 mil deuses num templo grego.

    Como seu conto é o último que comento, vou me alongar um pouquinho falando sobre o assunto. No início dos tempos, o Homem das Cavernas, achavam que o raio, a chuva, todas as coisas que ele não entendia, eram produzidas por entes sobrenaturais. Todo mundo conhece os deuses gregos, romanos, nórdicos, etc, todos representam um elemento da natureza. Atualmente também temos deuses da Era Eletrônica. Antigamente para saber se iria chover no dia seguinte, se consultava a Pitonisa e hoje consultamos o Google.

    Reverenciamos algumas celebridades como se fossem deuses. Ficamos eufóricos com a performance de um ídolo da música, por exemplo. Quando Keanu Reeves aparece, todos caem de joelhos. Assim, algumas pessoas ignoram o deus da Lógica, pois a Vida só com ela, a lógica, não faz sentido. Referenciamos deuses novos, sem esquecer os velhos deuses e é exatamente um deles que fecha a cortina do palco da vida, em sentido figurado, é claro.

    • Árvore número 1
      2 de junho de 2021

      Olá Antonio.

      Muito obrigada por ter lido e pelos seu comentário.

      Árvore Número 1

  6. Leonardo Philipe
    1 de junho de 2021

    Olá, Árvore Número 1! Obrigado por compartilhar O deus velho conosco ♥️

    Estou apaixonado! Vou destacar logo os pontos:

    – PONTOS POSITIVOS: O trabalho de pesquisa foi incrível. Você conseguiu apresentar a origem do teatro de forma lúdica, sem palestrar ou panfletar, somente inserindo os elementos na história.

    No início, pensei que o texto levaria a um desfecho cristão (que não caberia nele), devido à diferenciação entre Deus e deus. Mas fui surpreendido positivamente ao longo da narrativa; e que narrativa!

    Ela acompanha perfeitamente o processo da personagem; apresenta o momento da ruptura de crenças limitantes, faz piada de si própria quando necessário, e finaliza com perfeição na plenitude.

    O deus-razão fazendo referência às divindades do Olimpo deu mais alma ao seu trabalho. Baco/Dionísio era rejeitado pelos próprios pais, por ser “louco” demais. E essa loucura está presente na sua história em vários momentos: evidenciando o que há de profundo, dramático (tragédia), e o que há de ridículo (comédia) na nossa própria existência.

    – CONSIDERAÇÕES: Algumas frases sobraram no texto, porque dizem aquilo que já foi dito na anterior; isso prejudicou o ritmo.

    Eu diria que houve uma falta de revisão mais atenta, mas acho que a pessoa que escreveu este conto entregou-se ao que estava escrevendo. Vai agradar aos devotos do deus-lógica? Provavelmente, não. Mas e quem liga? Num desafio sobre artes, se levar a sério demais pode matar o nascimento de um texto com alma (coisa que aconteceu com outros que li por aqui).

    De todos os contos do desafio, foi o que mais incorporou a arte na narrativa, do começo ao fim.

    Parabéns pelo trabalho divino! ☮

    • Árvore número 1
      2 de junho de 2021

      Olá Leonardo!

      Eu que agradeço pela sua leitura e pelos seus comentários tão generosos! Muito obrigado,você salvou meu dia!

      Evoé!
      Árvore Número 1

  7. Regina Ruth Rincon Caires
    29 de maio de 2021

    Comentário:

    Um texto manso, daqueles que tentam elevar o “bom” da vida, que tentam mostrar que o bem é maior que o mal. Uma parábola. De início, “era uma vez” já prepara o espírito do leitor. Delícia de leitura.

    Achei interessante a discussão da “lógica”. Basta crer para ser lógico. Boa meditação. Ainda bem que o bichinho da dúvida chegou, né?

    O tema foi amplamente atingido com a encenação no teatro. Conforme ia lendo, fui revivendo situações vividas em treinamentos de trabalho (lá na década de 80). Essas técnicas teatrais eram utilizadas, traziam um constrangimento visceral, saíamos do exercício suando em bicas. Não por esforço, mas pelo embaraço. Verdade verdadeira: era uma sensação de ridículo! Gostaria muito de ser feito Maria, pessoa leve. Atitudes de exposição fazem bem, acho…

    O texto é bem desenvolvido, segue uma linha de raciocínio que leva ao “bem”, ao que “vale a pena”, seguir o pragmatismo sem deixar que as cores desapareçam da vida.

    Bem, falando dos deslizes, há alguns. Por exemplo: (demais) a expressão “nada de mais” descreve alguma pessoa ou situação que é comum, dentro do normal; a exagerada repetição de “ela”; a cacofonia de: “nunca gostou”, “ela tinha”, “fé de Maria”; a ausência de virgulação (quando necessária). Isso tudo pode ser contornado com uma cuidadosa revisão, melhora a fluidez da leitura.

    O que mais me encantou no texto, foi a leveza que ele transmite. Maria é invejável, tem tudo para dar certo na vida. Dar certo = ser feliz.

    Parabéns, Árvore Número 1!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

    • Árvore número 1
      2 de junho de 2021

      Oi Regina.

      Que bom que gostou!
      Realmente, dinâmicas na empresa são de doer. Porque a gente sabe que está sendo avaliado, medido, julgado e tem medo de errar e se expor. Mas, numa aula de teatro é tudo diferente. Estamos todos no mesmo barco, todos estão se expondo igualmente e, aí sim, vira tudo brincadeira e é possível se divertir.

      Menina, nunca tinha reparado em cacofonias antes! Agora que você falou, vou ficar mais atento.

      Muito obrigado pela leitura e pelos seus comentários!

      Árvore Número 1

  8. Anderson Prado
    27 de maio de 2021

    Olá! Tudo bem?

    Seguindo os passos da melhor revisora de todos os tempos, a dileta Claudia Roberta Angst, farei considerações sobre seu conto na forma de A-R-T-E:

    A = A arte em si = A arte aparece com sucesso no conto: a protagonista se apaixona pelo teatro.

    R = Razões para ODIAR o conto (porque sou desses) = Como sou uma besta, não entendi a associação entre o teísmo e o teatro.

    T = Trabalho de escrita/narrativa = A escrita é boa: está bem encaminhada.

    E = Então, autor[a] = Embora eu tenha gostado muito da personagem protagonista, já não gostei muito da forma como a revelação lhe ocorreu. Adorei a imagem criada pela utilização das máscaras e do efeito criado sobre a mascarada.

    Parabéns pela participação e boa sorte no desafio!

    • Árvore número 1
      2 de junho de 2021

      Olá Anderson!

      Obrigada pela leitura e pelas palavras.
      A referencia a Baco foi somente uma brincadeira. Baco é considerado o deus do teatro (do vinho também).

      Às vezes, durante os ensaios, tudo parece estar péssimo. Tudo dá errado, ninguém sabe as falas, eu erro tudo o tempo todo e a apresentação vai ser no dia seguinte. E, no fim, durante a aprensentação, tudo dá certo magicamente, até os erros viram acertos e a gente fala que sangue de Baco tem poder. rsrsrsrs

      Árvore Número 1

  9. Fheluany Nogueira
    27 de maio de 2021

    Em contato com o teatro, a protagonista aprende a ser livre e emocional, desprendendo-se da racionalidade. As aulas de teatro funcionaram como gerador de catarse, utilizadas no sentido da libertação do corpo ou da alma de algo que era danoso, quer dizer, que perturbava ou corrompia.

    Com ares de contos-de-fadas e magia, a narrativa é construída por um jogo de palavras repetidas e ideias em oposição: rotina X novidade, fé X descrença, erros X possibilidades, lógica X liberdade e outras. O teatro, do ponto-de-vista apresentado, auxiliou a personagem em sua auto-compreensão, acentuando o seu perfil psicológico, mesmo que o texto o coloque um tanto raso e simplista.

    A escrita é eficiente apesar de pequenos deslizes na pontuação e digitação. E senti que alguns trechos foram muito mais pra “explicar”, que para se aprofundar.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte. Abraço.

    • Árvore número 1
      2 de junho de 2021

      Olá Fheluany!

      Eu pretendia mesmo simplificar as ideias, por isso, adotei o formato de conto de fadas. Mas, acho que exagerei um pouco…. rs

      Muito obrigada pela sua leitura e pelos seus comentários.

      Árvore Número 1

  10. thiagocastrosouza
    26 de maio de 2021

    Resumo: Maria, vencida pela lógica e pela crueza dos dias, enxerga o mundo de maneira apática. Convencida a entrar em um teatro, experimenta coisas que a fazem mudar de ideia.

    Comentário:

    O conto é uma homenagem ao teatro e suas possibilidades. Interessante pensar no Teatro dessa forma, como um agregador de pessoas, público e intérpretes, palco e plateia, mas também nas possibilidades de ser algo durante um momento muito efêmero, e alterar, e trocar, e inventar outra coisa, mas que acontece no “agora”, sem retorno, reposição ou edição. No teatro, se vive e se brinca. Acho que o conto defende bem essa ideia e vamos nos soltando junto com a protagonista, entrando nos jogos propostos pelas bacantes. O tom escolhido para contar a história, talvez, não tenha sido o melhor; meio fábula, meio conto de fadas, tirou o peso dramático do que era a vida de Maria antes de conhecer Baco. Imaginei o conto começando apenas com “Ela acordou sem fé”, já pensou? Há também, um narrador muito explicativo, que chega, inclusive, a interromper a história. O enredo bacana, perde força nesse caminho, mas termina satisfatório e consegue passar a mensagem de que a arte transforma e permite que sejamos outra coisa: bruxa, palhaço, ladrão e mentiroso.

    Uma revisão mais atenta teria evitado alguns escorregos.

    Boa sorte no desafio!

    • Árvore número 1
      2 de junho de 2021

      Oi Thiago.

      Obrigada pela sua leitura e seus comentários.
      Realmente, pisei na bola na revisão.
      Quem diria, uma árvore afobada!

      Árvore Número 1

  11. Mauricio Piza (@mtplopes)
    25 de maio de 2021

    Olá, árvore.

    Os dois aspectos que me ocorreram destacar no texto já foram tratados nos comentários de outros. Penso que na estrutura de fábula, já que esse foi o seu ponto de partida, o texto está claro e bem executado. Isso com as pequenas questões de revisão já apontadas.

    Apenas mais uma colocação com relação às limitações da abordagem sob forma de fábula. O contraste entre o deus da lógica e justa medida (harmonia) e deus da inspiração se expressa sem nenhuma contradição na religião grega: Apolo e Baco (Dioniso). Acho difícil tratar desse assunto no formato de uma fábula. Atribuir-se um dos polos ao Deus monoteísta, acaba-se fazendo uma redução extrema da questão. Dessa forma se minimiza o papel ordenador e organizador e se prioriza a expressividade intuitiva. O problema é que os dois caminham juntos nas artes. Não é à-toa que ambos (Apolo e Baco) são deuses considerados “patronos” das artes.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte.

    • Árvore número 1
      26 de maio de 2021

      Olá Mauricio!

      Gostei muito da sua interpretação, colocando o deus da lógica e justa medida, Apolo, em contraposição a Baco.

      Porém, confesso que essa não foi bem a minha intenção. O deus-lógica a que me refiro no texto é a lógica mesmo.

      Sabe quando a pessoa está tão bem inserida nesta lógica cartesiana que usamos para resolver questões práticas e para julgar certo e errado, bem e mal, incessantemente, que começamos a achar que essa lógica precisa estar em tudo? E a gente começa a cobrar lógica de tudo, inclusive das coisas que são sagradas e inexplicáveis? Pois é isso que chamei de deus-lógica no texto. A ideia de alçar a lógica à categoria de Grande Verdade.

      Nada contra Apolo. Eu mesmo, enquanto brinco de atuar, tendo a ser apolíneo, buscando o máximo de informações na hora de compor personagens.

      Muito obrigada pela sua leitura e por suas considerações!

      Evoé!

      Árvore número 1

  12. Bruno Raposa
    25 de maio de 2021

    Olá, Dona Árvore – Bidu feelings.

    O conto tem um jeitão de parábola, com o narrador se referindo diretamente ao leitor e construindo uma narrativa que se propõe a passar um ensinamento. Não vejo problemas com a ideia, mas vi alguns com a execução. De cara, confesso que me incomodam trechos como “Na verdade, não foi assim tão sem mais nem menos”. Ainda que a narração se aproxime da oralidade, não deixa de ser uma história escrita. Me parece muito estranho quando o narrador parece mudar de ideia ou se corrigir durante o caminho.

    As transformações de Maria também parecem ocorrer de forma muito simples. A inicial, quando ela perde a fé, foi mais fácil de aceitar, pois é apenas o ponto de partida do conto. Mas o processo de reversão desse processo foi um tanto trivial. Entendo que os elementos aqui tem um valor mais metafórico do que literal, como o caso das máscaras, por exemplo. Mas não há nenhum momento de questionamento, ou uma explicação um pouquinho mais aprofundada dos momentos de “iluminação”. Os elementos vão aparecendo e ela vai tirando uma lição de cada um, de forma direta, sistemática e bastante rasa.

    Essa falta de profundida também empresta um aspecto meio maniqueísta ao texto, uma certa imposição de ideias, deixando claro que o jeito que ela vivia antes era “errado”. Nem acho que essa era exatamente a intenção, mas é uma armadilha difícil de escapar quando se simplifica algo complexo.

    Teve também pontos positivos. A piada no final do diálogo foi um bom respiro, seria legal ver mais momentos de humor, já que o autor mostrou habilidade em quebrar expectativas. A ideia de fazer uma contraposição de “deuses” foi inspirada e gostei do resgate da figura de Baco. As dinâmicas teatrais foram bem visuais e algumas descrições dos sentimentos da personagem funcionaram bem. Meu trecho favorito foi quando ela se imagina como uma bruxa. A sacada da história coletiva também foi interessante, embora a transposição da ideia para a vida de Maria tenha soado um tanto artificial.

    Também alerto para os problemas de revisão. Alguns erros bem bobos passaram: a falta de um acento, algumas vírgulas mal colocadas e até um número no meio do texto, que é apenas um erro de digitação, mas denota uma certa pressa por parte do autor. Talvez também venha dessa pressa a superficialidade do texto. Não é um conto ruim, mas falta substância.

    De toda forma, desejo sorte no desafio.

    Abraço!

    • Árvore número 1
      26 de maio de 2021

      Olá Bruno.

      Bom, nós árvores, não temos gênero então, tanto faz, Dona Árvore ou Seu Árvore. Fique à vontade.

      Concordo que o conto ficou bem simplão, mas é que eu queria essa vibe de conto de fadas ou fábula. Talvez eu tenha exagerado na simplificação.

      Ou, talvez, seja porque a história da Maria tem um tiquinho de autobiográfica e alguns assuntos sejam meio difíceis ainda para esta pobre árvore que vos fala. Minha saída, covarde, reconheço, foi simplificar muito. Talvez tenha vindo daí essa coisa maniqueísta que você identificou. Porém, o antigo modo de vida da Maria, adotando a lógica como verdade absoluta era ruim, inegável. Não há um jeito bom de ver a vida dessa forma limitante. Aí, acho que nem foi culpa da simplificação. Foi mesmo a minha opinião pulando na frente de tudo.

      Obrigada pela sua leitura e por seus comentários!

      Árvore número 1

  13. gisellefiorinibohn
    25 de maio de 2021

    Olá, Árvore Número 1!

    Tenho que ser honesta e dizer que o início do conto não me cativou muito. Gosto de uma abertura mais forte, mais “movimentada”. Acho que abrir com o “Era uma vez” já criou uma expectativa de fábula que foi difícil de quebrar ao longo do texto. Além disso, não sou fã de narradores que “falam” com o leitor, mas isso não chegou a incomodar.

    Essa foi minha crítica, ou seja, o texto tem muitos mais pontos fortes do que fracos! 😊

    A escrita é boa, segura, e há pouquíssimas falhas de revisão: algumas vírgulas estranhas, um acento faltando (vamos chama-la de Maria), um ponto final esquecido, uma letra a mais (Não seR entregar), um número no meio das letras (lembram do poder 4desta palavra). Mas isso acontece com todos nós.

    A contraposição entre o deus-lógica e o deus-arte foi muito inspirada, e eu gostei particularmente do diálogo entre Maria e um dos Bacantes. Muito bom, em especial o desfecho.

    Achei interessante e bem feita a construção da perda da fé e de sua redescoberta através do teatro. Gostei.

    Um bom conto, cativante. Parabéns e boa sorte no desafio. 😊

    • Árvore número 1
      26 de maio de 2021

      Oi Giselle!

      Muito obrigado pela sua leitura. De fato, comi umas bolas bem feias na revisão. E nem posso culpar a falta de tempo, eu poderia ter revisado melhor. Culpo, então a afobação. Essa, me pegou de jeito…

      Árvore número 1

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Informação

Publicado em 24 de maio de 2021 por em Artes.