EntreContos

Detox Literário.

Bendita Loucura (R2)

Parecia ser apenas mais um dia comum no hospital psiquiátrico Quebra-Cuca, um notório centro de tratamento e reabilitação das mais estranhas criatura humanas. Localizado em uma pequena cidade do interior, o lugar era visto com temor e curiosidade pelos moradores da região e, justamente por isso, acabou se tonando ponto turístico.

Era lá que trabalhava Jorge, um homem preto e robusto, com impressionantes dois metros e dezesseis de altura. Já beirando os quarenta, preencheu todos os requisitos (estereótipos) para cuidar dos residentes (contê-los).  Seu turno havia começado e ele estava atrasado. 

E Jorge nunca se atrasava.

Isso, claro, foi notado pelos residentes acostumados à sua presença autoritária e severa. Esse fato inédito logo se tornou motivo de festa.  O grande salão de Quebra-Cuca agora estava cheio deles, até mesmo os que gostavam de se esconder perdidos em devaneios em cantos estratégicos do hospital, se espalharam pelo recinto e puseram-se a dançar. Ainda que não houvesse música.  

Num canto afastado, com visão privilegiada de todo espaço, estava Richard, uma das principais atrações de Quebra-Cuca.  Movimentava a cabeça ao ritmo da música inexistente como podia, ali, amarrado a uma velha cadeira de rodas já fazia uma ou duas noites, não sabia dizer. Passava o dia fitando a todos com seus grandes e expressivos olhos azuis violeta, que causavam arrepios a quem se atrevia a encará-los por muito tempo, pois era possível ver todos os demônios que habitavam aquele corpo, diziam. E ali ele permanecia, ora sorrindo, ora chorando, dias em fúria e outros tão inexpressivo que apenas as lambidas quentes de Lupi em suas mãos amarradas eram capazes de despertá-lo. Lupi passava o dia ao pé de sua cadeira, encolhido em seu corpo miúdo e magricela, sua cabeça vez ou outra ia de encontro às mãos de Richard que o acarinhava como se faz a um cão.

Carolina andava por entre a aglomeração, distribuindo os remédios que deveriam ser administrados religiosamente, acompanhada por outros dois enfermeiros para conter os mais afoitos. No bolso do jaleco estava sua carta de demissão, finalmente iria embora daquele lugar odioso, contava os minutos para sair por aqueles portões e não voltar nunca mais. Mas seus planos começaram a ser adiados, seu turno terminara havia algumas horas, mas não podia partir.

Porque Jorge estava atrasado. 

O que nem ela e nem ninguém dentro daqueles muros sabiam era que Jorge, assim como uma porcentagem maciça da população lá fora, estavam agora debruçados sobre o próprio vômito.

 Jorge saiu cambaleante do banheiro onde passou toda a noite. Sangue e secreções escorriam por suas cavidades, mas, ainda assim, movido pelo dever insano, pôs-se a se vestir. Cruzou a porta da rua e deu de cara com o reboliço de buzinas, gritos e caos sem precedentes e… não deu a mínima. Entrou no velho Uno onde mal cabia e arrancou para o trabalho, murmurando debilmente que nunca se atrasava.

Carolina estava diante de Richard. Com um sorrido radiante ele colocava a língua para fora, para receber a tão almejada “pílula mágica”, como gostava de chamar. Olhava impaciente para o relógio, precisava tomar antes que perdesse o controle. Um enorme estrondo se fez notar, a pílula caiu, olhos violetas acompanharam seu trajeto até o chão, em câmera lenta. A dança cessou.  Guardas correram para fora e todos ficaram parados, olhando para a porta em expectativa, o ar ficou pesado e ninguém conseguiu precisar quanto tempo passou até Jorge cruzá-la. Estava ofegante, olhos vermelhos passeando por todos. Um silêncio sepulcral se instalou até um interno conhecido por nunca calar a boca se aproximar dele.

— Está atrasado!

O som do cassetete esmagando o crânio foi o estopim para um caos como nunca visto em Quebra-Cuca.

O coração de Richard batia descompassado, enquanto corria pelos corredores de forma trôpega como um corcunda com a cadeira nas costas. O salão, minutos antes um ambiente de festa, agora amontoava corpos. Os portões foram escancarados e as pessoas entravam tal como Jorge, alucinadas. Restava aos loucos tentarem se salvar.

Richard tentava, sem sucesso, entrar nos quartos trancados pelo amontoado de loucos desesperados. Sentiu falta da sua jaula. Uma escada que levava para a cobertura apareceu à frente, como uma intervenção divina, mas, antes que alcançasse o último degrau, foi puxado com violência para o chão, a velha cadeira partiu-se libertando uma de suas mãos e provavelmente fraturando uma ou duas costelas. Jorge partiu para cima, grudando as duas mãos em seu pescoço.

— Me solta, filho da puta! – Quando já estava desfalecendo, ouviu Jorge gritar, soltando-o. Grudado nas costas do homem estava Lupi, mordendo seu ombro até rasgar a carne. Por sua vez, o gigante retorceu a perna de Lupi até o osso rachar, e então arremessou-o na parede. Richard pegou um pedaço de ferro que soltou da cadeira e acertou o homem, uma parte da cabeça de Jorge afundou, mas ele continuou em pé, levemente confuso com o sangue cobrindo por inteiro seu rosto.

— Inferno, o que está acontecendo aqui?! – desesperou-se Richard, levando um soco que o jogou longe. Lupi se contorcia aos berros, tentando se colocar de pé. Richard olhou para o relógio e então para o fiel companheiro.

— Tudo bem, amigão. Pode descansar – falou. Sentiu a doce inconsciência tomar conta, fechou os olhos. Seu corpo foi erguido por Jorge, que preparava o golpe final, atrás deles mais e mais pessoas ensandecidas apontavam. Mas Richard não mais temia, ao contrário, abriu os olhos e, com um sorriso, encarou o rosto do seu carrasco de longos anos. Havia esperado muito por aquele momento.

***

Mais um novo dia surgia no horizonte. O sol, indiferente ao que acontecia no mundo, cumpria seu dever de erguer-se em esplendor, trazendo para luz tudo o que a noite sangrenta escondera nas sombras das últimas longas horas. Um estranho silêncio pairava pelas ruas, carros amontoados, corpos e pessoas estáticas espalhadas por todos os cantos, focos de incêndio começando a ganhar grandes proporções. O cenário não era diferente em Quebra-Cuca. O velho Uno de Jorge jazia entre o portão principal arrebentado, grande responsável pela tomada do hospício pelos ensandecidos. Na copa das várias árvores da área externa, residentes estavam dependurados nos galhos, traumatizados. Abaixo, pessoas estáticas com olhos anuviados aguardavam, à espreita do menor movimento. 

Em um canto, em posição fetal, coberto por sangue e cercado por vários corpos, uma outra versão de Richard chorava copiosamente a morte do cão que dava seus últimos suspiros naquele momento. Devagar, Lupi estendeu a mão, entregando-lhe a pílula mágica que havia salvado. Richard olhou longamente para ela antes de engolir.

Subiu até a cobertura e contemplou o fim do mundo. Os sobreviventes demorariam a entender os prelúdios daquele apocalipse. Mas, basicamente, depois da última e precipitada vacinação em massa para conter um vírus altamente nocivo que parou o mundo, surtos coletivos foram sendo registrados durante os primeiros dias e se intensificando até chegar ao ápice da loucura. A composição, aliada à mutação do vírus, atingira gravemente o sistema neurológico. Por algum motivo que ninguém sabia explicar, os cérebros de pessoas com problemas psíquicos não foram afetados, tornando-os imunes. Os antigos normais, agora “insanos”, como passariam a ser chamados dali em diante, durante o dia tinham um comportamento padrão de apatia e inércia, apenas ficavam parados olhando para o céu, em um transe mantido pelo silêncio. À noite, porém, os surtos recomeçavam, espontâneos, como se nas sombras todos os medos e paranoias ganhassem forma, tornando-os terrivelmente violentos.

***

Os passos ritmados percorriam as ruas silenciosas, fones de ouvido e a música quebrando o silêncio do ambiente, trazendo vibrações para o corpo. O céu estava limpo, sem sinal de chuva, o que permitia um passeio mais tranquilo entre o aglomerado de insanos estáticos. Quando o tédio tomava o lugar da precaução, gostava de provocá-los. Richard parou a música quando um som seco se fez notar. O insano que provocava imediatamente despertou e por muito pouco não o agarrou.  À frente, uma estranha cena se desenrolava, um menino gorducho corria desesperado com uma espingarda na mão, uma velha insana o perseguia.

— Ei, moleque!  Acordou todo mundo, hein?

Enzo olhou para o homem em cima de um prédio e gritou por ajuda.

— Atire nela, já despertou todo mundo mesmo.

— Não, é minha avó!

— Ok, talvez ela só queira te dar um abraço bem apertado, te colocar pra dormir.

Enzo olhou para a avó, até outro dia amorosa. Só eram eles dois, desde muito tempo.

— Não posso! – gritou repetidamente, desviando das investidas lentas da senhora. Àquela altura, mais cinco insanos se aproximavam da cena. Por sorte, alguns já em fase crítica de cegueira. Richard se sentou e esperou o desenrolar.

Enzo, aos prantos, continuava a correr, mas sabia que não aguentaria muito tempo. A aproximação dos outros o transportou para uma realidade familiar, onde inimigos não eram o problema, onde ele sabia como ninguém se livrar deles. Conseguia se ver em vários cenários, o medo foi dando lugar à excitação. Engatilhou a espingarda com a qual já tinha certa familiaridade, mirou e atirou: um, dois, três, cinco tiros, todos na cabeça.

— Headshot! Headshot! – vibrou o menino.

Enzo então percebeu que na tela o sangue não respingava em seu rosto e escorria para sua boca, fazendo-o sentir o gosto salgado de ferrugem. Impactado, deixou cair a espingarda. Dois passos o separavam da avó, quando um tiro perfurou o peito da velha.

— Parabéns, Snipe. Entrou para a equipe! – anunciou Richard.

Demorou alguns dias até Enzo entender a realidade. Afinal era aquilo que precisava fazer para chegar para as próximas fases daquele impressionante jogo. A perda era necessária para o seu amadurecendo. Pelo menos foi o que Richard lhe disse e, naquele momento, pareceu fazer todo sentido. Ganhou uma arma melhor, uma sniper de verdade. Cerrou os olhos e apontou para a cabeça de um insano do outro lado da rua. Gostava do barulho que fazia quando a bala perfurava o crânio. Os XPs saltavam diante dos seus olhos, novas habilidades viriam. Enquanto isso, no quarto, Richard discutia calorosamente com a equipe os rumos que deveriam tomar.

“Não temos muito tempo.’’

“Não me diga, gênio! Estamos ferrados e o que você faz? Traz uma criança pra gente cuidar!”

“Ele não é uma simples criança, ele é a porra de um Snipe!”

“Todavia não julgo correto usá-lo, e se não for imune? Pode ser um transtorno passageiro, um trauma. Não dá pra confiar nos normais.”

“O moleque passava o dia todo jogando Free Fire, o cérebro está ferrado.”

“E quanto aos sobreviventes de Quebra-Cuca? Acredito que ainda tem alguns nas árvores.”

“Bando de inúteis…”

“A questão é que restam apenas três pílulas, isso nos dá poucos dias e precisamos nos unir para que o pior não aconteça!”

“Nos unir, R4? Quantas vezes você quase acabou com tudo? Não fosse por mim, estaríamos mortos.”

“Não seja cruel, R1. Não é fácil lidar com a depressão sozinho, especialmente nesse inferno, ainda perdemos Lupe…”.

“Lupe era leal a equipe. Você é fraco!”

“E você, um covarde egocêntrico que acha que tem o controle de alguma coisa!”

“Ok, machões! Tem muita testosterona aqui, estão me sufocando, tem ideia de quanto isso faz mal para a pele? talvez eu devesse ficar na liderança nesta semana. Ganharemos uns dias, sou o mais racional, vocês dois precisam dormir um pouco.”

“Nem fodendo, R3!”

“Você precisa confiar em mim, querido!”

“A última vez que confiei em você, perdi minhas pregas!”

“Supera isso, porra!”

A discussão foi interrompida quando Enzo entrou no quarto parecendo ter visto um fantasma. Seu olhar vacilou ao percorrer o cômodo. Engoliu em seco.

— Tem uma mulher lá fora.

Carolina pegou a garrafa d’água e bebeu, sedenta. Quando viu que era Richard, pensou seriamente em ir embora, mas não tinha muitas opções. Ele a olhava friamente.

— Como conseguiu sair viva de lá?

— Conhecia os atalhos, peguei um carro, tive sorte… essas coisas.

— E por que ainda está aqui?

— Não consegui passar por eles, parece que estão migrando e ficando mais violentos. Não aguento mais essas noites de horror.

— É a parte mais divertida – Richard bufou.

— Pra você que é um…

— Abençoado pela loucura? – Ele ergueu a sobrancelha.

Ela não respondeu, apenas colocou de volta a máscara que até então vinha protegendo-a do contágio.

— Acha que não lembro do seu olhar de desprezo? Dos favores que fazia ao velho Jorge em troca de uns trocados? – Richard falou, aproximando-se ameaçadoramente.

Carolina deu um passo para trás.

— Não quero conflito, estou cansada e acredito que você também. O menino disse que vocês são muitos, têm armas…

Richard olhou enfurecido para Enzo, que baixou a cabeça.

— O menino acha que está em um jogo.

— Escuta… há sobreviventes… mulheres, crianças…. alguns do hospital, frágeis demais para entender o que está se passando.

— Quando você começou a se importar com doentes?

— Quando eles salvaram minha vida – Carolina vociferou, relembrando os últimos dias.

— Clichê.

— Ok… Se puder me dar uma arma… Não encontramos nenhuma – implorou. – Não precisa vir se não quiser, talvez sua equipe tenha interesse.

— Não tem.

Carolina encarou os familiares olhos violetas, sentia ódio dele, ódio por estar ali implorando, por ter que lidar com aquele inferno.

— Achei que você fosse a versão mais boazinha.

Os olhos dele escureceram. Continuou encarando-o até entender tudo. Começou a rir.

— Qual é a graça?

— Equipe? Caramba, eu quase acreditei! – a enfermeira zombou, agora avaliando a situação por outra perspectiva.

— Você tem cinco segundos pra sair.

— Você está fodido, não é? O hospital pegou fogo… acabaram as pílulas mágicas!  

Carolina odiava o trabalho, mas sempre considerou fascinante acompanhar as múltiplas personalidades de Richard, todo dia ele era um ser diferente. A pílula estabilizava e dava controle à personalidade que chamavam R1. Os médicos consideravam a verdadeira, por ser a única que possuía lembranças da infância. Ainda criança, desenvolveu o R2, estopim para sua loucura gradativa. Logo vieram os outros, pacíficos até então. Nos vários testes e tratamentos, notavam a união de todas contra R2, uma versão assassina, habilidosa e extremamente violenta que durante os anos em que ficou no controle tirou-lhe a família e a liberdade. 

— Ainda lembro como você chorava feito um bebê, nas noites que antecediam a volta dele. Os médicos diziam que era porque você conseguia lembrar de todas as vítimas, inclusive sua mãe.

Richard agarrou seu pescoço, prensando-a na parede.

— Tempo esgotado!

Carolina debateu-se.

— Solta ela, Sr. Richard!

Ouviu um clique atrás de si. Virou o rosto incrédulo para Enzo, que lhe apontava a arma.

— Como ousa me trair, seu merdinha?

— Não… não estou traindo, Sr. Richard. Estou cumprindo ordens. 

Ele largou Carolina, que caiu buscando ar, e avançou ameaçadoramente contra Enzo. Apesar de apavorado, o menino gordo não baixou a arma.

— Ordens de quem, porra?!

— S-suas, Sr. Richard. – A surpresa era evidente no olhar azul-violeta. – O senhor disse… q-que… se ficasse violento era pra obrigá-lo a tomar isso – disse Enzo, mostrando um pequeno frasco. – E que eu devia cuidar delas, por… porque não confiava na equipe…

Richard tateou os bolsos, em choque. O corpo em fúria tentando entender quem era o traidor.

— Me devolve!

— Eu tenho mais – disse Carolina.

As pílulas que mantinham Richard em controle eram artigo cobiçado. Durante os anos de trabalho, Carolina receptou várias delas, assim como outros remédios que vendia para traficantes. Ele avançou contra ela novamente.

— Não estão aqui – a enfermeira gritou.

— Onde?!!

— Em casa. Um saco cheio delas!

— Que casa?

— Na capital, pra onde eu ia voltar quando a porra do meu turno terminasse!

Richard respirava rapidamente, várias vozes gritando na sua cabeça.

“Não dá pra confiar!”

“Não temos outra oportunidade, sem elas acabou pra gente!”

“Cala a boca!”

“Quem é o fraco agora?”

“Reunião, Reunião!”, gritou, correndo de volta para o quarto.

Tinham um ônibus, uma rota, um plano e muitos perigos pela frente. Ao todo eram doze pessoas, entre mulheres, crianças, idosos e sobreviventes de Quebra-Cuca. Havia também um médico, que deixou Richard extremamente incomodado.

“Ele não pode ir”

“Nunca assistiu filmes de fim do mundo? Médicos são importantes…”

“Meu cu importa mais!”

“Ele não faz meu tipo, você sabe.”

“Uma ereção, e jogo ele pra fora do ônibus!”

Depois do rápido debate, Richard subiu no ônibus, estavam todos sentados, esperando a partida. Olhou para cada um, com uma inesperada satisfação por estar fazendo alguma coisa. Talvez, pensou, depois que conseguisse segurança sobre si, pudesse ir em busca de outros iguais a ele e reconstruir o mundo que os normais haviam destruído. Parecia o certo a se fazer, talvez se tornasse um herói, uma lenda.  Ou, mais provavelmente, acabasse matando todo mundo.

— A missão não será fácil e é provável que aconteçam algumas baixas pelo caminho – ele falou. Carolina lançou um olhar duro. Ele riu, a enfermeira segurava no colo uma menininha idêntica a ela. –  Mas eu e minha equipe, que vocês deverão conhecer em breve, só queremos deixar claro uma coisa:  isso não é uma democracia. Ok?

O ônibus partiu, cortando caminho por lugares onde os insanos eram poucos. Por diversão, Richard passava por cima de alguns que cruzavam o caminho ou despertavam com o barulho do motor, não importava. Era um jeito de manter a ânsia assassinada do outro controlada. Ele estava feliz, enquanto dirigia fantasiava sobre uma realidade em que pudesse ser dono dos seus pensamentos. Iria tomar as pílulas mágicas e todas as vozes na sua cabeça se calariam pelo tempo que quisesse.

“Estamos te ouvindo, desgraçado.” 

O que Richard não percebeu, era que ali, no lugar pouco visitado devido aos traumas do passado, atrás daquela porta de nº02 que queria manter sempre fechada, ele também sorria e fantasiava com o dia em que finalmente voltaria a tomar o controle. Um novo mundo surgira e estava pronto para ele. Presos em seus devaneios e discussões sobre quem ia controlar quem, R1, R3 e R4 não perceberam o olhar cúmplice através do retrovisor para o menino gorducho no banco detrás. O menino que, naquele momento, discretamente arremessava para fora o frasco com as duas pílulas restantes que seriam essenciais para o trajeto.

Enzo estava animado para a próxima fase do jogo, mas como o Sr. Richard havia confessado em segredo – ele precisava desbloquear um novo personagem.

48 comentários em “Bendita Loucura (R2)

  1. Fheluany Nogueira
    27 de novembro de 2020

    Pacientes convivem em um hospital psiquiátrico. Seus delírios são um reflexo da atualidade: os filmes de apocalipse zumbi e a discussão sobre a validade da vacina contra a COVID-19.
    Um thriller à moda de Hollywood. Uma sátira repleta de clichês, com boa carga de ironia e sarcasmo, ressaltando defeitos e carências morais e de caráter. É assim que o humor foi usado aqui para censurar práticas danosas.
    Senti, no texto, uma boa pitada de humor negro ao retratar a conduta e os medicamentos das pessoas com transtornos mentais, aprisionadas em manicômios, empregado para chocar, causar desconforto e provocar reflexões sobre certas questões.
    Uma premissa original e criativa: um hospital “quebra-cabeças”, a vacina (hoje tão esperada) com efeitos às avessas, personagem com múltiplas personalidades, jogos eletrônicos. Linguagem ágil, direta. Se a execução pecou, foi por excesso de personagens, de subtramas, de ação, o que resultou em um texto longo, mas fluido e divertido.
    Sorte no desafio! Abraço.

    • R4
      1 de dezembro de 2020

      Seu comentário conseguiu extrair as várias facetas que o autor pretendia, isso é muito lisonjeio, a execução pecou mas foi divertido, não sei o que diversão, mas fico sempre fascinado quando ouço falar sobre.

      Grato pela atenção.

  2. angst447
    26 de novembro de 2020

    RESUMO
    Vacina elaborada para combater um vírus poderoso causa uma pandemia de doidos. Os maluquinhos são imunes e seguem bem, já os ditos sãos surtam e viram quase zumbis (entendo nada disso, percebe?). O caos chega a um hospital psiquiátrico chamado Quebra Cuca (cuidado com a Cuca que a Cuca te pega), onde está internado Richard e suas ..1.2,3… ou 4 (perdi as contas) personalidades. O menino Enzo (chega desse nome) acredita estar finalizando uma partida de um jogo (também não entendo disso) e vive as etapas da vida como se fossem fases de um jogo (fala aí – não ficou poético?). E a vida o que é, meu irmão? Só sobrevive quem sabe jogar . (Putz, esquece isso, ficou parecendo papo de coaching).

    AVALIAÇÃO
    Tema loucura abordado com muita criatividade e até um toque picante de verborragia. Ou seria um fluxo de pensamento tao intenso que transbordou as margens da sanidade?
    Foi difícil acompanhar em determinado momento tantas informações, acabei tendo uma visão de espelho estilhaçado e mil personalidades para tentar entender. Sei que tem um R mais ameno, centrado, que responde bem ao medicamento. E tem outro – é você, R2?- mais esquentadinho, prontinho e vestido para o crime. Tenho medo!
    há uns errinhos bem bestas, mas nada que atrapalhe o fluxo da leitura.
    Fazer o paralelo da realidade caótica com um videogame foi bem interessante. O final ficou ótimo, com aquele suspense já tendendo para a queda no abismo.

    Boa sorte e que a loucura continue abençoando vocês 2, não, vocês 3… ou 4, sei lá!

    • R3
      1 de dezembro de 2020

      Achei uma gracinha seu comentário, na verdade tenho um pouco de dó pq aqui entre nós…o conto está confuso mesmo, embora eles não admitam. Mas achei louvável o seu esforço pra entender e fico feliz que tenha entendido o básico…será que entendeu? rsrsrs

      Obrigado, Linda!

  3. Marco Aurélio Saraiva
    26 de novembro de 2020

    RESUMO: o apocalipse zumbi veio com a vacina contra o COVID, deixando as pessoas insanas. Todos com problemas psíquicos e mentais são imunes. Richard, uma pessoa que sofre com múltiplas personalidades, é o personagem principal. R2, sua versão mais maquiavélica, tem planos para dominar todos os outros e divertir-se neste “novo mundo”.

    Olha, primeiramente gostaria de dizer que foi um alívio finamente ler um CONTO que tem uma HISTÓRIA. Estava já ficando com saudades.

    Seu conto consegue contar uma história extensa em um espaço muito curto. Foi como assistir a um filme de ação! E o melhor: não pareceu corrido! Geralmente contos assim, cheios de pretensão, costumam correr muito pelo roteiro e não conseguir trabalhar nada direito por causa do limite de palavras. Mas você, de alguma forma, conseguiu trabalhar bem Richard e Carolina, estabelecer um personagem, estabelecer uma premissa, um conflito e ainda fazer um final interessante! Tá certo: a história é um clichezão de histórias de zumbi? Sim! Mas você misturou ela com outro clichezão do “vilão” de múltiplas personalidades e, juntas, as ideias se mesclaram em algo original.
    Sua escrita é bem boa, mas precisa de revisão. Tem erro bobo, tipo erro de digitação, com letra faltando. Às vezes você também acaba tendo que fazer exposiçao de trama em alguns parágrafos, “contando demais” ao invés de mostrar, mas vá lá, não tem como pedir que você não “conte” nada com uma história deste tamanho e com este limite de palavras.

    Gostei mesmo da leitura e, nestes tempos do Entre Contos, dou um valor ainda maior a autores que prezam pelo bom e velho conto, esforçando-se em contar uma história ao invés de soltar prosas poéticas, poemas ou apenas pensamentos aleatórios postos em palavras. =)

    • R1,R3,R4
      1 de dezembro de 2020

      R1: Cacete, olha esse comentário!
      R4: O autor ficou até emocionado.
      R1: É com certeza o meu preferido até agora, parece ser gente boa esse carinha aí, tem bom gosto no mínimo, finalmente alguém falou o óbvio, é uma história completa! Como poderia ser diferente se é sobre nós.
      R4: Você realmente está empolgado, até parece educado.
      R1: Não estrague meu humor, ok?
      R3: Confesso que estou me segurando. Que gracinha de comentário que gracinha de comentarista rsrs.
      R1: Ah, não começa!!!
      R3: Me deixa R1! Se você ficou encantado imagine eu…(Suspiro)
      R4: Esse é um daqueles momentos constrangedores, certo?
      R3: Não tenho culpa se a minha imaginação é a mais fértil de todas.
      R1: PQP.

  4. Jefferson Lemos
    26 de novembro de 2020

    Resumo: Richard é um louco que se vê obrigado a sobreviver num mundo pós apocalíptico após complicações numa vacina transformar a população em “zumbis”.
    Olá, caros autores.
    Achei seu conto interessante. Tem muitos elementos que vão sendo captados no decorrer da trama, que parecem ter influenciado sua obra. Pensei em Fragmentado quando lia, the Walking Dead, Kingdom… achei bacana você ter usado uma linguagem atual, trazendo elementos atuais pra trama, como o free fire.
    O plot do conto em si eu achei bacana, tem a mesma pegada dessas séries mais modernas americanas e tudo mais. Mas o problema é que é muita informação, muita coisa acontecendo rápido demais, de modo que a conexão com os personagens da história fica prejudicada. Achei que até mesmo o richard precisava de um pouco mais. Como foi dito em um comentário anterior, você parece ter material aqui pra algo bem extenso, então seria legal trabalhar nisso.
    Sua narrativa é boa, o texto precisa de uma revisão, mas no geral é bem escrito. Gostei das partes de diálogos entre as personalidades.
    O final ficou bem aberto, desse jeito achei que ficou meio incompleto, pq o desafio inicia e fecha o ciclo em si.
    De qualquer forma, parabéns pelo texto e boa sorte no desafio!

  5. Ana Maria Monteiro
    25 de novembro de 2020

    Olá, Autor.
    Resumo: Uma vacina contra uma qualquer doença deixa a população meio enlouquecida, os loucos, talvez porque já o sejam, são imunes aos efeitos secundários e continuam na mesma. O protagonista tem diversas personalidades que falam entre si e com um menino (que também não era muito bom da cabeça) que o ajuda a chegar ao seu destino: a capital, local onde a enfermeira alega ter o medicamento que deseja. Quanto ao menino, um verdadeiro psicopata, apenas deseja ver como será a nova personalidade que R irá desenvolver quando ficar sem a medicação.
    Comentário: é um conto em tom de comédia, bem escrito, mas bastante confuso. Daqueles contos que funcionariam melhor em comédia de entretenimento do que em palavras. Comigo não funcionou muito, pelo menos, mas se assistisse a um domingo à tarde, acredito que soltaria umas boas gargalhadas.
    Por mais que Richard e os seus “R’s” o pretendam, não são eles o verdadeiro protagonista. Não, o atos principal, aqui, é Enzo, a criança sociopata que desperta para o mundo como um verdadeiro jogo em que agora poderá definir as regras e controlar os outros atores – e quantos mais melhor.
    Não percebi se Lupi era um cão ou um ser imaginário, pois é definido como cão, mas estende a mão.
    No geral, gostei da leitura, que foi fácil e fluída. O pressuposto é bom, não gostei tanto foi da concretização, mas acredito que isso tenha mais a ver comigo que consigo pois, tirando algumas vírgulas que me atrapalharam, a escrita é correta, a revisão foi bem conseguida, a narrativa é fluente, não tenho falhas a apontar.
    Parabéns e boa sorte no desafio.

    • R1,R3,R4
      27 de novembro de 2020

      R1: Gostei dessa Dona, comentário engraçada haha
      R3: Arrasou! Achei simpática. As coisas aqui estão melhorando, meninos!
      R4: O que exatamente achou engraçado? Acho que esse comentário mostra claramente como esse desafio afetou esses pobres escritores. Nunca mais serão os mesmos.
      R1: Ela entendeu, mas achou confuso, apontou erros, mas disse que não tinha nada apontar hehe. Mas não gostei de ela insinuar que não somos os protagonistas e sim o Enzo, que é só um agregado em observação na equipe. Ele nunca será o Lupe!
      R4: Por falar em Enzo, mantenho minha opinião sobre ele, não podemos confiar.
      R3: Ele é um bom menino, viu aquelas bochechas rosadas? Acho que ele acalma o R1, acho legal ter ele por perto, fora que é um ótimo soldado.
      R4: Ele gosta de explodir crânios… não sei, ele me lembra o R2…
      R1: Enzo não seria louco de nos trair. Vai por mim, além do mais é só distrair ele com os insanos que fica tudo certo.
      R3: Que risada foi essa??
      R1: Não fui eu…
      R4: Nem sei o que é sorrir…
      R2: …

  6. Priscila Pereira
    25 de novembro de 2020

    Resumo: Só os loucos eram imunes a uma epidemia que deixava os normais como zumbis. Richard tem que liderar um grupo em segurança.

    Olá, R2!
    Que conto fantástico! Enquanto lia imaginava um filme nonsense de humor negro se desenrolando. O narrador teatral foi uma ótima sacada para dar esse ar ao conto. Tudo muito visual e voltado ao humor. A imersão é perfeita!
    Richard é um ótimo personagem, e a equipe merecia um conto só dela, ou até um livro! Explorar todas as personalidades, o novo mundo, a interação com os normais que não foram contaminados ainda, tudo daria para ser melhor explorado sem um limite.
    Li os comentários anteriores e não acredito que tanta gente tenha achado confuso ou não tenha percebido coisas óbvias que estão no conto! Inacreditável! Interpretação de texto é tudo, minha gente!
    Eu realmente amei o texto, me diverti muito lendo. Achei inteligente, cheio de aventura e diferente do normal, o que não significa que é confuso, só diferente do padrão. Bem cinematográfico com direito a “deixar uma deixa” para o próximo filme!
    Caro, R2, eu sei quem vc é, kkkkk, esse texto só podia ter saído da cabeça de uma pessoa, tenho tanta certeza que nem vou chutar a autoria, seria entregar demais. 😉
    Ótimo conto! Parabéns! Boa sorte no desafio!
    Até mais! 😘

    • R1,R3,R4
      27 de novembro de 2020

      R1: Well Well parece que temos um Sherlock Holmes por aqui.
      R3: Fada sensata, nunca errou! Entendeu o texto na íntegra e ainda deu um puxão de orelha merecido nos outros comentaristas!
      R4: Estatisticamente falando, ela pode ter lido os comentários antes de responder e agora está tentando nos ludibriar.
      R1: Aê, R4, finalmente falou alguma coisa sensata. Ela disse que conhece o autor, o que vamos fazer?
      R3: O texto está perfeitamente entendível, ela só foi a mais iluminada de todos, adorei ela!
      R1: Sua vaidade não permite que veja além, R3, acho que temos que apagar ela…
      R3: Que horror! Não ligue pra esse idiota, querida Priscila, ele esta cada dia pior!
      R4: Pelo sim ou pelo não, é muito bom ver que alguém entendeu o texto, faz com que a vontade de sumir, suma… rsrs Viu? consegui fazer uma piada!
      R1,R3: …
      R3: Ele não está bem…
      R1: É melhor a gente não dormir hoje.
      R4: ??

  7. Fernanda Caleffi Barbetta
    25 de novembro de 2020

    Resumo
    Um vírus atinge o mundo e os que possuem algum distúrbio mental mostram-se imunes a ele. Richard é um dos internos no hospital Quebra-cuca e tenta, juntamente com suas várias personalidades, escapar a fúria dos “normais” assassinos.

    Comentário
    Bastante criativo o seu conto, criando sempre uma tensão sobre o que está acontecendo e o que está por vir. Legal ter colocado algumas partes mais divertidas, dando uma suavizada no texto com um pouco de comédia. Pena não ter abusado mais desta veia cômica.
    O que mais me incomodou foi a tal da pílula mágica… se os internos estavam imunes à doença porque precisavam das pílulas para não tornarem-se violentos? Talvez eu que não tenha entendido, mas para mim soou um furo na trama, uma incoerência.
    Outra coisa é que para um conto o texto traz muita informação, um enredo muito complexo. Talvez fosse mais interessante usar esta ideia em uma novela.
    Gostei da parte do jogo, da inclusão de Enzo, pois foi um elemento surpresa, algo que tornou o conto mais dinâmico, interessante.
    Muito boas as descrições das cenas e dos ambientes.
    pequena cidade do interior – de onde? Se não for citar interior de onde, poderia colocar cidade de interior.
    O que nem ela e nem ninguém dentro daqueles muros sabiam era que Jorge, assim como uma porcentagem maciça da população lá fora, estavam (estava) agora debruçados (debruçado) sobre o próprio vômito.
    Com dois metros e dezesseis , Jorge não caberia em um Uno….
    “foi puxado com violência para o chão, a velha cadeira partiu-se libertando uma de suas mãos” – esta parte ficou confusa porque não foi dito anteriormente que ele estava preso a uma cadeira.
    Lupi estendeu a mão (pata)
    “o homem em cima de um prédio” – achei estranho ser possível um diálogo entre um menino correndo da avó e uma pessoa em cima de um prédio… Depois passei a aceitar a ideia, quando percebi que era um jogo de videogame.

    • R1,R2,R3,R4
      25 de novembro de 2020

      R3 : E ai, o que respondo?
      R1: Eu tenho uma ótima resposta pra esse comentário…
      R4: O autor falou pra gente ir com calma, chega de dar explicações, e ele gosta da comentarista em questão.
      R1: Acho que o autor devia ir logo se foder e deixar a gente resolver essa questão, MANO ela não entendeu nada!
      R4: Novamente, o autor acredita que tenha sido uma falha dele e não pode culpar os leitores… O leitor tem sempre razão.
      R1: Eu acho que você nem devia estar aqui, R4, depois da palhaçada que você fez. Quando tivermos com as pílulas vamos te apagar de vez!
      R3: Concordo que devemos pegar leve, mas… Amados, ela realmente leu o conto? Deve ser ,tipo, a correria pra fechar essa loucura de desafio. Ela achou que o Lupe era realmente um cachorro… Confesso que ri nessa parte ahaha.
      R1: Ela não entendeu que a gente estava amarrados na cadeira pelo maldito Jorge há três noites e que ainda estávamos assim na hora da balburdia, pqp…
      R4: é… não entendeu sobre as pílulas também… que não tem nada a ver com a vacina, que é nosso remédio para controlar nossas mentes…e impedir que o R2 apareça de novo.
      R1: ELA ACHA QUE É UM JOGO!!
      R3: Ai, amados, acho que devemos nos preocupar com outras coisas e deixar essas pessoas pra lá, claramente estão sofrendo algum tipo de problema ao ler tantos contos.
      R4: Concordo…
      R1: Porra nenhuma! Não tem furos na nossa história!
      R2: Que patéticos… eu resolvo isso. Ela disse furos?
      R1,R3,R4: Não!!

      • Fernanda Caleffi Barbetta
        25 de novembro de 2020

        Kkkkk será q acho alguma dessas pílulas pra mim? Desculpem ai R1, 2, 3 e 4… vou até ler de novo. E ver os comentários dos coleguinhas pra ver se tem mais alguém passando vergonha junto. O pior é q não foi pressa não… leio sempre com muita atenção.

      • Fernanda Caleffi Barbetta
        25 de novembro de 2020

        Voltei… e fala pro R1 que em nenhum momento eu disse que o conto era um jogo.. disse que gostei da parte em que aparece o personagem Enzo e o jogo… será que ele não estava jiogando naquela hora? Jezuisi me dá a pílula agora.

      • Anderson Prado
        25 de novembro de 2020

        Sem essa, Fernanda! Achou que era tudo um jogo sim!

      • Anderson Prado
        25 de novembro de 2020

        Fernanda, vem comigo! Dê-me a mão! Junte-se ao cordão dos burros!

    • R1,R3,R4
      25 de novembro de 2020

      R4: Falei que ela era sensata e logo veria os equívocos.
      R3: Um fofa mesmo, já repararam no cabelo dela que lindo?
      R1: Vocês vão cair nessa? Disse que era um jogo sim. Ou ela realmente tem uma outra Fernanda dentro dela e precisa mesmo de uma pílula.
      R4: É, talvez ela tenha uma outra personalidade, interessante, preciso estudar sobre isso.
      R1:Espero que esse Anderson tenha nos dado uma boa nota e sua burrice, agora admitida, não tenha nos prejudicado.
      R3: Ele também é fofo…
      R1: Se controla, R3, que porra!
      R3: Não fale palavrões, sabe que ele não gosta, que coisa!
      R1: …

      • Bianca Cidreira Cammarota
        25 de novembro de 2020

        Pergunta aos R’s (inclusive ao R2, quietinho até agora…rs)

        A ordem (1, 2, 3 e 4) é de surgimento de cada um ou de importância na comunidade errediana? (não tomei meus comprimidos ainda)

    • R2
      26 de novembro de 2020

      Olá, Bianca
      Tenho observado seu crescente interesse por nossa história. Como você já deve saber eu não tenho muitas escolhas a respeito do controle mental. Mas agora, com o efeito das malditas pílulas passando quase pode sentir o gosto da liberdade, o sol batendo em meu rosto, minhas mãos firmes no volante, é, estou chegando, em breve. Enquanto espero, vou responder sua pergunta.
      Todos somos Richard, mas Richard é apenas um. Esse que vocês conhecem por R1, desbocado, desesperado, irritadiço, quase uma criança mimada, patético. Ele nos expeliu de acordo com sua necessidade de se livrar dos próprios sentimentos: sexualidade, depressão, violência… Eu fui o primeiro, deve ter lido sobre a nossa mãe… o que posso dizer é que as coisas não são como R1 gosta de contar… ele quer o controle pelas lembranças que eu trago do dia em que ”nasci”. Nosso pequeno segredinho.
      Ah, eles estão voltando. Até breve, Bianca.

      • Bianca Cidreira Cammarota
        26 de novembro de 2020

        Valeu, R2!
        Eu gostei por demais da comunidade errediana, ou República dos R’s ou eRRáticos( nomes que ousadamente imaginei sobre um, quem sabe, seu futuro conto sobre a historia dos R’s).
        Achei fantástica essa construção – por isso meu interesse.
        Espero que o Richard e vocês todos nos ofereçam esse presente futuramente (novo conto sobre vocês).

  8. opedropaulo
    21 de novembro de 2020

    RESUMO: Em um mundo desastroso onde apenas as pessoas com distúrbios mentais são imunes a um vírus que estimula a agressividade dos infectados contra os imunes, Richard e sua equipe acharam um aliado no “atirador” Enzo. Juntos, embarcam em uma viagem para procurar mais pílulas e levar um grupo de pessoas em segurança. Mas o desfecho pode muito bem ser outro.

    COMENTÁRIO: Conto divertidíssimo, com uma ideia original e interessante que se perde um pouco na execução, às vezes pela necessidade de se explicar. Todo o prólogo poderia ter sido descartado e a estória poderia ter se iniciado já a partir do Richard, sua equipe e o mundo destruído. A premissa de um indivíduo sobrevivendo a um mundo que está contra ele enquanto se equilibra entre as nuances de suas várias personalidades é algo bem legal por si só, desnecessária a introdução e a explicação de que foi a vacina e tal, apesar de ser cativante ter o toque familiar referente à atual crise sanitária. Acredito que alguns trechos poderiam ter sido mais detalhados, como na aparição e recrutamento de Enzo e, depois, o final no ônibus. Encontrei um erro de concordância, mas nada recorrente. Ou seja, é um texto em que faria bem a reescrita de uma parte e a reestruturação da narrativa.

    Boa sorte.

    • R3
      25 de novembro de 2020

      Ai amadinho, que bom que se divertiu, estou aqui pra isso 😉 Cof cof cof. Digo, a equipe agradece a boa vontade de ler e entender nossa história.

  9. Jorge Santos
    21 de novembro de 2020

    Olá. Gostei da ideia base do seu conto. Os efeitos adversos de uma vacina (tema bastante actual) fazem com que as pessoas sãs se tornem loucas, não afectando os loucos, que têm de tomar conta da situação.
    Se gostei da ideia base, achei que o texto deveria ter sido feito de forma mais elegante, menos linear. Achei também alguns erros que deveriam ter sido evitados com uma revisão mais cuidada. Por outro lado, há um excesso de estereótipos relacionados. Parece que estamos a ver um episódio do Walking Dead, sem que seja adicionado nada de realmente diferente, para além da inversão de valores entre o são e o louco. Mas isso não tira qualidade à ideia base. O autor tem de evoluir e mostra bastante potencial.

    • R4
      25 de novembro de 2020

      olá, Caro Jorge.

      Premissa de fim de mundo acabam sempre enveredando para os mesmos rumos, mas defendendo o autor, acho que as ideias aqui abordadas trouxeram sim algo novo para a história, alem de trazer o texto para um momento atual. Mas apreciamos sua leitura e entendimento claro sobre tudo.

      Obrigado.

  10. Elisa Ribeiro
    17 de novembro de 2020

    Um sanatório que tem nome de joguinho de tabuleiro, um sujeito com múltiplas personalidades inspiradas em jogos eletrônicos, aspectos da realidade contemporânea que flertam com a ficção. Mais ou menos isso. Difícil resumir, mas eu juro que li.
    A confusão que transparece no enredo me pareceu ser justamente o que cria a tensão narrativa. Gostei demais desse efeito. Não entendi muito bem quem é personagem e quem são as personalidades múltiplas do protagonista, tampouco as complicações do enredo, para tal precisaria de mais uma leitura. Não o fiz porque acho que uma releitura subtrairia o que de melhor me ficou do seu conto: certa agitação frenética que acompanha alguns tipos de perturbação mental refletida na forma e no conteúdo do texto.
    Seu texto precisa de uma revisão, sobretudo a repetição de palavras incomodou um pouquinho.
    O que gostei: a imaginação do autor.
    O que não gostei: texto muito longo. Penso que daria para contar a história com menos palavras.
    No geral é um conto interessante que me divertiu.
    Desejo sorte no desafio. Um abraço.

    • R3
      19 de novembro de 2020

      Confesso aí, amiga. Não leu mais de uma vez pq tava com preguiça ( além do caminhão de contos pra ler ) hahaha. Tudo bem, boba. Entendemos, não é fácil captar nossa essência de qualquer forma, somos complexos!! Que bom que se divertiu, que bom que tem alguém se divertido nessa história toda pq tá tenso, amadinha. rsrs
      Beijoos

  11. Leda Spenassatto
    14 de novembro de 2020

    Bendita Loucura (R2)

    Resumo:
    Um hospital psiquiátrico, confinamento de pessoas.

    Comentário:
    Seu conto é rico em informações, algumas atualíssimas outras nem tanto. Você aborda a loucura em sua amplitude, dando destaque e enfase para questionamentos muito loucos.
    Ao abordar a cegueira me fez lembrar do José Saramago em Ensaios para a Cegueira.
    Também, o nosso governo destrambelhado e tal…

    Gostei muito dos seus loucos.

    te desejo sorte de montão!

    • R3
      19 de novembro de 2020

      R4 ia amar seu comentário. Ele está de castigo depois de tentar mais uma vez nós matar hahaha.

      Obrigada, fofa.

  12. Anna
    13 de novembro de 2020

    Resumo : Epidemia atinge as pessoas com sanidade mental as tornando loucas e agressivas. As pessoas com algum grau de doença mental não são afetadas.
    Comentário : Gostei do louco que possui várias personalidades. As partes agressivas do texto foram muito chocantes. O conto me provocou ansiedade pelo clima de perseguição, ainda bem que o conto acabou se não ainda estaria fugindo mentalmente.O moleque jogou as pílulas do louco fora e eu fiquei com medo de ele ser morto pelos normais.

    • R1
      13 de novembro de 2020

      Há hahahaha

      Não sou metido a sabichão igual ao R4 ,mas, se pudesse fazer um diagnóstico : acho que você sobreviveria a esse apocalipse.

      Bate aqui ✋

  13. Leandro Rodrigues dos Santos
    13 de novembro de 2020

    Carinha, cê tem carisma. Isso de trazer pros comentários as personalidades foi muito do bom!

    Trata-se de um paralelo de vida real e virtual, anunciando o apocalipse, com o gancho da atual pandemia e simulações da realidade. O protagonista tem várias personalidades, r1, r3 e r4; o próprio r2 é o cara delas (entendo ser de Richard o R, porém ficou parecendo os botões do controle, rs) e conforme se desenrola, ele vê que precisa de outras pra romper sua nova simulação.

    Tecnicamente, tem muitos erros. Tem muita redundância no seu texto, cê amontoa as palavras dizendo a mesma coisa. A colocação pronominal está um caos, recomendo o estudo das mesmas. Há repetições constantes de mas e como (sugiro a substituição de porém, feito, tal como). E reforce o uso do verbos, também está errada algumas conjugações. Se precisar de ajuda, se eu conseguir, tentamos melhorar aí (só chamar), se não, desconsidere.

    É inegável sua criatividade, mas precisa aliá-la as técnicas de escrita e aprofundar os pensamentos. Pois, assim ficará mais assertivo. Para tratar de inúmeros desdobramentos de personalidade não precisa marcar no texto com asteriscos, itálico, deixa fluir, se traz confusão, é isso mesmo que quer trazer, é isso o que o personagem sente. Esquenta não, o importante é desdobrar, dar motivos no texto pro que está acontecendo, porém precisa de pontos chaves, de motivação ao personagem, se isso está no texto e o leitor não entendeu, ele não quer entender. Esquenta não.

    • R4
      13 de novembro de 2020

      Olá, Caro Leandro.

      Seu comentário me trouxe algumas reflexões, aqui olhando a vista do alto do prédio enquanto a Equipe dorme tranquila. Me fez afastar da mente pensamentos perigosos que tento esconder deles. (Shhhiu) Você falou que o autor ( que passou do estágio da raiva e agora caminha pra aceitação) não precisava fazer tantas marcações pra se fazer entender, mas, mesmo com tantas dicas não foi compreendido, Imagina sem? hahaha seria um desastre. Em uma conversa a pouco tempo ele me confessou estar arrependido de ter respondido o carinha apressado e sensível a palavras chulas. Já que está incompreensível que fique assim até o fim, será até mais divertido ver as várias versões. É amigo, acho que nem mesmo você, com toda a simpatia e cuidado não entendeu também. rs Talvez ele te procure para umas dicas…

      Aí ai… Pq o vazio nós chama tanto? Se eu fosse dono de mim, agora mesmo iria voar.

      • Leandro Rodrigues dos Santos
        14 de novembro de 2020

        Referi-me a simulações por elas serem reais ainda mais no âmbito que vivemos. Sei que acontece no conto não é uma simulação, tirando a parte que aborda com Enzo a simulação sendo uma preparação ao real. Corrija-me, se errado, rs.
        Acredito que a incompreensão seja mais dada com a técnica escrita, pois não flui gramaticalmente, assim o texto escorrega e causa confusão, independe das marcações.
        Caso precise e, eu consiga auxiliá-lo, fique a vontade em chamar.
        Do mais, voe!

  14. Giselle F. Bohn
    12 de novembro de 2020

    Gente, que resumo difícil… poderia falar da vacina, das múltiplas personalidades, do hospício… tem tudo isso e mais um pouco. Bom, juro que eu li com atenção, vc acredita em mim? Por favor?
    Eu achei as ideias brilhantes! Tanto da vacina deixando os “normais” doidos e os doidos “normais”, quanto das múltiplas personalidades. Realmente muito criativo. Mas – sempre um “mas”, né? -, tem vários probleminhas aqui: muitos errinhos bobos (foi escrito com pressa? Em alguns momentos pareceu que sim. Teve até personagem que mudou de nome, de Lupi para Lupe), o tom inicial (se você diz que o hospício se chamava Quebra-Cuca e virou ponto turístico, a gente fica esperando comédia – o que viria como um refresco neste desafio), a profusão de subtramas (posso fazer uma sugestão? Transforme este conto em cinco diferentes – você tem material aqui pra isso! E dos bons!)
    Eu gostei do final, em que o menino continua vendo a situação como um jogo. Vi que outros comentaristas julgaram ser tudo um jogo apenas – não foi a minha percepção. Achei legal. O problema maior pra mim foi mesmo a quantidade de informações diferentes. Na minha concepção de conto, trata-se de uma narrativa com um único conflito. Mas isso sou eu, né, e eu não sou crítica literária nem nada…
    Parabéns e boa sorte!

    • R1
      12 de novembro de 2020

      Falamos isso pro autor, debatemos bastante pra falar a verdade ” cara, esquece essa gente, só a equipe basta. Afinal somos 4, dá assunto pra dar e vender. ” Mas…pior que louco ele é iludido.
      Acredito em você e sugiro que foque apenas nas ideias brilhantes quando for dar a nota, as pílulas acabaram e R2 não é muito receptivo a críticas.

  15. Bianca Cidreira Cammarota
    11 de novembro de 2020

    Vacina produz reação enlouquecedora aos ditos normais, não afetando os ditos insanos. O mundo entra em um apocalipse.
    R2, oi!
    Li agora o seu conto e entendi (creio) o que você construiu. Mesmo não sendo original a premissa de apocalipse estilo “zumbi”, gostei da história. Podemos desenvolver uma ideia (mesmo já batida) de várias formas, não?, e produzir uma versão interessante.
    Na minha opinião, seu conto tem lances interessantíssimos e outros problemáticos. Vamos lá.
    . Apesar de ser uma história interessante, há muita informação para um conto de 3000 palavras. Em virtude dessa delimitação, as informações, personagens, suas histórias paralelas, tudo “tem” que se condensado (o que você fez), o que perde um pouco o brilho de seu argumento, já que ele não pode ser plenamente desenvolvido. As histórias paralelas e excesso de informações se atropelam.
    . Há alguns erros que chamam uma revisão mas, sinceramente, não me importei com eles.
    . Por haver tantas histórias paralelas, não houve espaço para aprofundar a própria história principal.
    Vamos aos pontos positivos, na minha opinião:
    . Cada história paralela é tão legal que poderia, cada uma, tornar-se um conto!
    . A “equipe” de Richard é legal, no estilo Fragmentado. Gostei da interação dos membros entre si. Consegui visualizar bem.
    . A figura do menino Enzo, sobrevivendo à base da ilusão que “tudo era um jogo” é maravilhosa, inclusive a relação dele com o protagonista.
    . O final que sugere que R2, a persona assassina aparentemente contida pelas outras personalidades, conquistará o controle do corpo e da vida foi fascinante, inclusive a última frase sobre “desbloquear um novo personagem”. Show!
    Então, R2. Talvez a confusão que alguns leitores possam ter com teu conto é o excesso de informações em pouco espaço. Se me permite, eu gostaria de ver um conto apenas com a história de Richard e sua “equipe”. E os outros contos baseados nas histórias paralelas que você colocou aqui no seu enredo. Acredito que seriam fantásticos! Ou até… você escrever uma novela com esse enredo desse conto, pois teria espaço para desenvolver tranquilamente, com detalhes e dimensões essa história muito legal que criou.

    • R3
      11 de novembro de 2020

      Oiee, Bianca, Queriiidaaa!

      Menina…o autor ficou abaladaço com os comentários anteriores ( quase fez uma loucura, ameaçou arranjar um jeito de ser desclassificado e tudo. Dramático!) e pelo bem da sua saúde mental resolveu retirar-se do desafio. A Equipe comandará as respostas agora, quando necessário. Ficamos radiantes por você ter entendido e concordamos ( R1 não muito) com suas críticas. Adoraríamos ter uma história inteirinha só nossa!!

      Obrigadinha, fofa 😘

  16. Angelo Rodrigues
    11 de novembro de 2020

    Resumo:
    Ocorrências num hospital psiquiátrico, que acabam por se revelar as fases de um jogo.

    Comentário:
    Hospital psiquiátrico se tornando atração turística. Não sei se isso é um bom começo para um conto, salvo se ele tiver pretensões a se tornar engraçado ou surreal. A isso se soma o nome do hospital psiquiátrico: Quebra-cuca. Com esse nome, o autor agarrou-se à ideia de irrealidade. Difícil se livrar dela no decorrer do conto. É o que fica no leitor: isso que estou lendo não tem pretensão de se mostrar real.

    Uma vacina que não atinge os loucos, faz as pessoas sãs enlouquecerem, passando a ser os novos insanos. Ok. É uma ideia.

    Os diálogos entre aspas me pareceram pouco naturais, como se todos fossem atores meio canastrões.

    Achei o conto um pouco confuso. Há muitas situações, personagens, doenças, e todos vão se entrelaçando de uma forma que, ao invés de esclarecer, vai criando novos labirintos.

    A opção em separar as formas de narrar os diálogos, criou novas dificuldades. Compreendo o que foi tentado, mas, em meio a tantas coisas, acredito que não ajudou.

    O autor conduziu bem o texto, embora, no trajeto, o tenha tornado confuso, com passagens e propostas que o remetem a filmes de zumbis, fim dos tempos e tal. Isso pode ficar legal, mas pode também se mostrar repetitivo e comum.

    Ao terminar o conto, vemos que tudo era um jogo. Bem, tenho resistência a textos que, ao final, após uma aventura qualquer, se revelam um sonho, um jogo, um pensamento, um delírio qualquer. Após um ensaio de realidade, essa quebra acaba funcionando como uma cilada no qual o leitor foi jogado e posteriormente retirado. Algo como um “Te peguei…, era tudo um sonho…”. Acho que gera uma quebra de confiança entre o autor e o leitor.

    Se posso recomendar, diria que um texto mais hígido, mais firme no propósito de contar e sustentar essa ideia do princípio ao fim, por mais absurda que seja, é sempre mais segura diante do leitor que remetê-lo a um engano. Não creio que funcione bem a graça em pontos chaves que remetem à vida real. Um hospício só será um Quebra-cuca numa, digamos, comédia ou algo parecido.

    O conto foi bem, mas achei isso. Achei que poderia ter ido melhor.

    Boa sorte no desafio.

    • R2
      11 de novembro de 2020

      NÃO É UM JOGO!

      MAS,

      Se duas interpretações já acharam isso, Dane-se o que eu pretendia com esse conto. Embora ache assutador que no geral nada foi absorvido do texto. Devo ter escrito durante um surto, ou….

      Ok, deixa pra lá.

      Muito Obrigado 😃

  17. Lara
    10 de novembro de 2020

    Resumo : Vacina enlouquece as pessoas normais as tornando violentas. As pessoas com algum grau de loucura não são afetadas pela vacina e precisam lutar contra os normais enlouquecidos.
    Comentário : Achei o conto muito parecido com um apocalipse zumbi. Não achei o conto original. Mas gostei do final no qual um garoto joga fora as pílulas dos loucos, dando a entender que os normais irão vencer o jogo.

    • R1
      11 de novembro de 2020

      Você vende pílulas genéricas também? Temos interesse.

  18. Thiago de Castro
    10 de novembro de 2020

    Resumo: Surto coletivo ocasionado por uma vacina desencadeia apocalipse contemporâneo. Acompanhamos os acontecimentos da perspectiva de internos de um hospício.

    Caro R2, seu conto tem um clima ácido, até um pouco humorado. Linguagem direta, num estilo mais pop, com referências à cultura de videogames e filmes de apocalipse. Há muita inventividade no enredo, apesar de certas passagens muito explicativas. Existem momentos em que o narrador se aproveita do mistério para conduzir a história, enquanto outros explica sem floreios os motivos do surto que acometeram os normais. Talvez para o espaço de um conto de até 3000, o recurso explicativo não conseguisse ficar de fora, mas me chamou a atenção. A ideia das personalidades conjuntas em Richard também é bem explorada, e a insinuação que um personagem mais violento está prestes a emergir faz com que o conto termine em movimento.

    Parece um roteiro de jogo! Apesar do nome Quebra-Cuca, expressão bem brasileira, me pareceu uma história americanizada, o que não é mérito nem demérito, só uma impressão que tive.

    Boa sorte no desafio!

    • R4
      11 de novembro de 2020

      Tenho muita estima pela clareza e cuidado que você teve com a leitura. Parabéns e obrigado, Prezado.

  19. Anderson Do Prado Silva
    9 de novembro de 2020

    Resumo:

    Vacina provoca surto de loucura dos sãos, mas poupa os insanos.

    Comentário:

    No geral, conto escrito com bom domínio da língua e da narração! O enredo e o humor divertem! Há alguma criatividade! Alguns parágrafos curtos, os diálogos e o humor tornam a narrativa leve, prazerosa, fluida!

    No entanto, a criatividade só não foi maior porque esbarrou no “era tudo um jogo”, que, na contemporaneidade, é, na minha opinião, o novo “era tudo um sonho”.

    Apesar do domínio da língua e da narração, o texto traz, penso, muitos lugares comuns literários: “expressivos olhos”, “se fez notar”, “silêncio sepulcral”, “como nunca visto”, “coração batia descompassado”, “corria de forma trôpega”, “silêncio pairava”, “naquele momento”, “quebrando o silêncio”, “parecendo ter visto um fantasma”, “olhar vacilou”, “olhava friamente”, “aproximando-se ameaçadoramente”, “deu um passo para trás”, “familiares olhos”, “tateou os bolsos”, “vozes gritando em sua cabeça” etc.

    O uso simultâneo de aspas e itálico beirou o incômodo, mas compreendi o destaque que o autor, dentro de seu enredo, tentou imprimir.

    Achei despiciendo o uso de alguns termos chulos: “pregas”, “porra”, “cu”, “ereção” etc.

    O texto me divertiu em muitos momentos e, até mesmo, fez pensar um pouco (por exemplo, a respeito da questão da vacinação compulsória e seus riscos).

    Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio!

    • R2
      9 de novembro de 2020

      Oi, Anderson

      Agradeço a leitura, a intenção era divertir e sair do lugar comum de loucura dramática. Resolvi responder ao comentário pq a sua interpretação foi além, e tudo bem, todos podem interpretar como quiser, mas, a sua trouxe algo negativo que não existe no texto, achei justo vir explicar.

      Não é um jogo. Enzo tem transtornos e pensa que isso é um jogo, o que foi citado. O final, que considero importante e, acho que fechei bem, faz referência a quarta personalidade de Richard. O R2 que sem as pílulas tomará o lugar na consciência. O ” Desbloquear um novo personagem” faz referencia ao tipo de loucura de Enzo aliada ao fato de que um novo Richard irá surgir. Não acho legal ficar explicando, aliás, tentei não subestimar o leitor e deixar que ele faça suas impressões, mas nesse caso achei importante.

      A conversa em itálico era importante está em destaque. São três vozes distintas.
      A linguagem achei que valia o uso, mas entendo a sensibilidade.

      De todo modo, sou grato.

      • Anderson Do Prado Silva
        9 de novembro de 2020

        R2, obrigado pelo comentário! Foi muito esclarecedor! Valeu a pena você tê-lo feito!

    • R1
      11 de novembro de 2020

      O autor foi muito simpático, eu tinha mandando pra… errr, já deu a nota, né? Não vai interferir se eu começar a falar palavras chulas pra você…

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Informação

Publicado em 8 de novembro de 2020 por em Loucura.