EntreContos

Detox Literário.

A Queda (Thiago Amaral)

Após dez anos de trabalho, um maldito assalto, finalmente.

Howard sempre pensou que poderia muito bem acontecer, principalmente na cidade em que vivia. Não dá pra habitar Gotham City por muito tempo sem te roubarem, ou matarem, ou sequestrarem seus filhos, ou tudo ao mesmo tempo.

Mesmo assim, lá no fundo, nunca acreditou que aconteceria com ele, por algum estranho motivo. Talvez porque não havia sofrido algo semelhante antes, enquanto morava em Atlanta. Quem sabe isso tenha lhe feito crer em algum tipo de sorte. Já devia saber a essa altura, no entanto, que a sorte te abandona quando você se muda para uma cidade como Gotham. Ela Te deixa na porta e diz “foi bom enquanto durou, parceiro, mas tenho meus próprios sonhos pra perseguir”.

Agora, era arrastado a contragosto por uma aberração e dois bandidinhos; um deles carregava uma maleta enorme nas mãos, o outro um trabuco que cutucava a lombar de Howard. “Se esse negócio disparar, nunca mais vou poder andar. Isso se sobreviver”, pensou o vigia noturno. Suava frio naquele momento. É, a sorte lhe dera um pé na bunda, mesmo.

O terceiro membro da festa era o doido conhecido como “Duas-Caras”. O motivo do apelido é bem evidente. Se não fosse a situação tensa em que estava metido, Howard já teria vomitado só de olhar para o rosto daquele sujeito. Mas estava tão nervoso que seu corpo resolveu lhe dar uma trégua, graças a deus.

Os quatro andavam pelo corredor escuro do banco, rumo ao maior cofre do local. O vigia se perguntava como diabos aqueles três pretendiam abrir a enorme porta metálica. Que tipo de equipamento eles tinham naquela maleta? Porque uma coisa era certa: ele não tinha chave, combinação, nada. Serviria apenas de GPS para os bandidos. E, se eles quisessem mais, ele estaria mais do que frito. Disso não tinha dúvidas.

Chegaram ao objetivo. Uma sala enorme e escura. A lanterna trêmula de Howard iluminava a entrada do cofre

– Vou começar a abrir, chefe – Disse o da maleta.

– Não – Respondeu o líder – Antes, cuide do morcego.

Silêncio. 

Os dois capangas se olharam, tentando descobrir se algum deles havia entendido o que o chefe quis dizer. Essa parte não estava no script. As duas faces do chefão continuaram encarando a enorme porta metálica, entrada pra terra da vida fácil.

Começando a ficar bastante nervoso (mas provavelmente não tanto quanto Howard se sentia), o que portava a maleta jogou-a no chão e sacou sua pistola. Virava o rosto para todos os cantos da sala escura, como um gato seguindo um laser imaginário. Não sabia nem se havia algo ali para servir de alvo, mas, se houvesse, poderia vir de qualquer direção.

Apesar de toda a cautela, uma espécie de estrela ninja acertou em cheio a mão do homem. Seu grito ecoou pela sala, assim como o som da arma atingindo o chão. Tentando conter o sangramento com a camisa, se afastou até bater as costas numa parede, onde permaneceu, tremendo.

Segurando mais forte no ombro de Howard agora, e pressionando sua pistola contra a cabeça do vigia noturno, o segundo assaltante berrou, quase babando:

– Morcego, não se aproxima que eu tô com um refém aqui! Atiro mesmo! Não faz nenhum movimento brusco e nem pensa em jogar esses brinquedos aí! Eu sou rápido, hein!

Howard olhou de esguelha para Duas-Caras, que assistia a cena sem reação alguma.

Uma voz profunda saiu das sombras.

– Solte a arma. Não pedirei novamente. Você pode ser preso por tentativa de assalto ou, se preferir, por assassinato. Mas não vai me escapar A escolha é sua – Apesar de soar calmo, sua voz continha um tom de ameaça. Seu dono estava seguro de sua infalibilidade. Tão seguro que convenceu seu interlocutor.

Após um breve silêncio, em que os outros quase puderam ouvir as engrenagens de sua mente girando, o bandido fechou os olhos e sussurrou, derrotado: “está bem”. Deixou a pistola no chão e ergueu as mãos para cima. O outro capanga aproveitou e fez o mesmo. Howard pisou na arma mais próxima e, com um movimento rápido, a afastou do bando. Cauteloso, foi até a outra e a pegou. Estava com medo do chefe deles ter uma terceira, mas aquele sujeito parecia ter decidido passar de vilão para espectador da peça.

Quando tudo parecia sob controle, o morcego saiu das sombras, se dirigindo a Duas-Caras.

– Sua arma, Dent?

– Não trouxe uma – Respondeu. Batman o encarou por um segundo, escaneando sua linguagem corporal.

– Muito bem.

Sacou três pares de algemas do cinto, prendendo primeiro os dois capangas. Se aproximou do prato principal e disse:

– Precisa de homens mais confiáveis. Gordon me avisou ontem de seus planos.

Harvey Dent reagiu pela primeira vez na noite, de uma forma inesperada a todos ali: com um sorriso.

– Nem todos os planos – Respondeu.

Todos se assustaram com o movimento brusco do vilão, que, com os braços para cima, se jogou sobre Batman. Porém, não o estava atacando. 

Parecia estar tentando… beijá-lo. 

As algemas escorregaram das mãos do morcego e atingiram o chão.

Batman tentava se desvencilhar, mas obviamente havia sido pego de surpresa. Um selinho passou por suas defesas, tocando o canto de sua boca.

Enquanto isso, os três espectadores olhavam atônitos para a cena. Viam o herói que, antes sempre pronto para tudo, agora se surpreendia com o gesto impulsivo. Batman não estava acostumado com atos de carinho, muito menos vindos de um de seus mais antigos inimigos.

Após alguns momentos de “briga”, no entanto, o cavaleiro das trevas recuperou a compostura e, com um golpe de judô, agarrou seu oponente pelo colarinho, derrubando-o. 

Dent se levantou do chão, limpando os lábios  com as costas da mão.

– O que diabos significa isso, Duas-Caras? – Batman parecia recusar a intimidade dos dois, se dirigindo ao vilão agora por sua alcunha, ao invés do nome de batismo. Seria… nervosismo? A estupefação era sem dúvida real, e estampava no rosto do homem-morcego.

– Está na hora de lhe mostrar minha verdadeira face, a que venho escondendo há anos. Por favor, me aceite, Batman. Não sabe como foi difícil realizar esse ato de paixão. E sei que é recíproco. Saiba que… para certas decisões, não preciso jogar uma moeda.

Se aproximou aos poucos, ainda na esperança de ter convencido o antigo oponente.

Batman, no entanto, aproveitou a distância para desferir um soco no queixo do vilão. Duas-Caras desmaiou imediatamente.

– Você será examinado pelo time de toxicologia do departamento de polícia, Harvey – Disse Batman para o pretendente desacordado. O herói havia recuperado a seriedade, soando mais aliviado e seguro de si. Recuperou a algema perdida e prendeu Duas-Caras. Só então dirigiu-se ao segurança, cujo medo pela vida havia dado lugar à perplexidade em poucos minutos.

– Chame a polícia assim que eu sair daqui – Instruiu o homem-morcego.

Abriu uma das janelas da sala e fez menção de sair, mas antes, sem se virar, acrescentou:

– Não relate a ninguém o que aconteceu aqui.

 

A noite continuou agitada.

Espantalho sequestrou alguns empresários proeminentes e, por algum motivo, os levou ao zoológico da cidade. Lá chegando, encheu a todos com seu gás e riu enquanto tinham alucinações. Batman invadiu o local com sua máscara de gás, essencial para encontros com o vilão, e resgatou as vítimas.

Ao ser capturado, espantalho gritou “chega de ter medo de ser feliz!”, e tentou beijar o herói, assim como Duas-Caras.

Um pouco mais tarde, Senhor Frio tentou transformar a prefeitura em uma caverna de gelo. Diferente dos anteriores, ao ser derrotado o meliante apenas sugeriu suas intenções, resmungando sobre o “frio real da solidão”, e de como precisava de um pouco mais de calor humano. Batman o nocauteou, sem responder.

No entanto, uma pergunta destoava na mente do homem-morcego: o que estaria acontecendo com os vilões de sua cidade? Que espécie de cupido estaria à espreita, os enfeitiçando e influenciando com sintomas tão bizarros?

Mais um caso para o maior detetive do mundo. No entanto, não sabia por onde começar. Além disso, esse comportamento desviante o incomodava mais que os crimes habituais. Mas por que?

Dirigia o batmóvel pela cidade enquanto buscava uma causa para os acontecimentos. Que toxinas poderiam justificar tal conduta? Que novas indústrias químicas haviam acabado de se mudar para a cidade? Algum funcionário novo fora admitido em Arkham no último mês?

Decidiu retroceder suas memórias da noite, em busca de pistas. Seria a última tentativa, antes de se ver obrigado a iniciar a fase de interrogatórios.

Vários detalhes fugiam de sua mente. Lembrava-se apenas das capturas e do estranho comportamento dos criminosos. A tentativa de assalto ao banco, empreendida por Duas-Caras, era sua memória mais vívida. O bandido claramente quis ser pego para atrair Batman a uma cilada amorosa. Antes disso, no entanto: a luta com os capangas, a espera nas sombras. Howard pensando como nunca havia sofrido um assalto em 10 anos de trabalho.

…a mente de Bruce Wayne parou de repente. Como ele sabia o nome de Howard, quanto mais seus pensamentos? Se lembrava do acontecimento como uma narrativa em terceira pessoa. Uma narrativa em que ele mesmo aparecia, sendo protagonista e personagem ao mesmo tempo, ambos se confundindo. Como num sonho.

Sim, isso acontecia às vezes em seus sonhos. Sem dúvida já tivera alguns assim. Porém, nenhum tão realista quanto esse. Dificilmente, também, pensaria tanto durante um sonho.

No entanto, lembrou-se de uma ocasião parecida. Capturado e submetido a um aparato criado pelo Chapeleiro Louco, sonhara que era apenas Bruce Wayne, com uma vida comum ao lado de seus pais. Precisara duvidar da sua realidade para quebrar a ilusão e descobrir toda a verdade. Estaria agora numa situação semelhante?

Felizmente, seria fácil descobrir.

Parou o Batmóvel e procurou algo para ler na rua silenciosa, composta em sua maioria por prédios comerciais. O toldo de um restaurante foi suficiente para confirmar suas suspeitas: ao invés do nome do local, avistou um conjunto de letras embaralhadas, sem sentido nenhum. Pela natureza do cérebro humano, é impossível ler num sonho.

Solucionada a charada, restava uma coisa a fazer: acordar. Sacou sua pistola de gancho e subiu num prédio de altura adequada. De pé sobre o parapeito, olhou para o horizonte, apreciando o falso céu noturno por um último momento.

Mirou o asfalto e pulou.

 

Tudo tornou-se escuridão, até que vozes surgiram do vazio. Uma delas era inconfundível.

Batman sentia um capacete acoplado à sua cabeça, mas não se mexeu. Decidiu permanecer de olhos fechados, imóvel, esperando o momento mais oportuno para agir.

– Chefe, por que a gente não tira a máscara dele pra descobrir quem ele é? Daí a gente fode com a vida dele!

– Acho que ele não gostaria que isso acontecesse, não é mesmo? Além disso, é nosso convidado e o objetivo aqui é ajudá-lo a sonhar, não a ter um pesadelo. Por que não arruína a vida do seu amiguinho ali, o Doug? Ele parece que precisa de um pouco de agitação, sentado quieto há tanto tempo.

– Hã? – Uma expressão de espanto soou mais longe que as outras vozes.

– Chefe, estou dizendo que a gente poderia dar um trato no Batman, seu inimigo de décadas, aqui e agora. Acabar com ele! Se vingar legal! A gente deu sorte de pegá-lo, e não pode deixar essa escapar!

– Não, não, não… Agora gostei mais da outra ideia. Vai lá. Mostra pro Doug quem é que manda. Mostra o que você queria fazer com o Batman. Agora.

Um revólver fez click..

– Chefe…

Uma porta foi aberta. Doug deve ter fugido. Batman ouviu um disparo e sons de corrida. O outro capanga provavelmente foi atrás. 

O palhaço do crime riu, satisfeito. Em seguida, aproximou-se do corpo do cavaleiro das trevas.

– Agora somos só nós dois nesse armazém, querido. Que deliciosos sonhos molhados deve estar tendo, hein? Cortesia do seu velho amigo aqui. Que vontade de me juntar a você… – Sentou-se na mesa, ao lado de Batman, e começou a alisar os músculos de seu peitoral.

– Hmm… Se quiser que eu pare, avise – Esperou por alguns segundos, como se em sinal de respeito por um morto – Quem cala, consente – E gargalhou.

Num movimento rápido, Batman se desprendeu do capacete e desferiu um soco no nariz do criminoso. Sangue explodiu dos orifícios nasais.

– Dessa vez suas brincadeiras foram longe demais, palhaço. De matança a libertinagem sexual. Como inseriu aquelas ideias específicas em meu sonho?

Mais sério que o usual, talvez pela dor que sentia, Coringa respondeu, com a voz fraca, enquanto segurava o nariz quebrado:

– O sonho foi todo seu…

“Claramente mentira”, pensou o cavaleiro das trevas. Depois investigaria a máquina. Era hora de imobilizar seu maior inimigo e enviá-lo para o asilo Arkham, mais uma vez.

Após capturar os outros dois comparsas (ambos usando maquiagem mal-feita de palhaço e brigando do lado de fora do galpão), retornou e inspecionou o aparato. 

Era o mesmo ao qual o Chapeleiro o prendera anos atrás. Provavelmente furtado do Museu do Crime de Gotham. 

De fato não era capaz de construir sonhos, apenas induzia a vítima a sonhar. 

O herói decidiu pensar sobre tudo depois. Tivera uma longa noite.

.

 

Já era quase de manhã. Exausto, Batman voltou para casa, a fim de vestir novamente a identidade de Bruce Wayne e ter um dia inteiro de sono profundo.

Sentou-se à mesa de sua cozinha. Era hora de comer bolachas e tomar leite antes de partir para a cama. Alfred, como de praxe, preparava a refeição.

– Noite agitada, patrão Bruce?

– Você nem imagina, Alfred. Das mais estranhas, aliás. Depois lhe contarei os detalhes, se tiver estômago pra isso.

– Soa cansado! Quer que eu prepare a jacuzzi para que possa aliviar as tensões antes de dormir, patrão? Sabe como sempre lhe ajuda…

– Não, Alfred, obrigado. Não será necessário.

– Tem certeza? Comprei um óleo novo para massagens, posso aplicar em seu corpo, sem problema nenhum. Na verdade, seria um prazer.

O mordomo ostentava um sorriso malandro no rosto, expressão que Bruce nunca o vira fazer antes. 

Incrédulo, o cavaleiro das trevas colocou as mãos na cabeça, duvidando novamente da realidade que experimentava. Àquela altura, questionava até mesmo a própria sanidade.

Que tipo de deus trapaceiro se apoderou de minha vida?, pensou. Por favor, me faça acordar. Acabe com esse sonho!

Não tinha mais forças para raciocinar, nem resistir. O mestre da força de vontade enfim cedeu à sua queda.

16 comentários em “A Queda (Thiago Amaral)

  1. Karen Salazar Cardoso
    12 de setembro de 2020

    Ao perseguir seus inimigos Batman se depara com reações completamente fora do normal é então que se vê a mercê de uma possível arma química, que o faz ter sonhos estranhos com seus vilões. sua tentativa de livrar-se dos efeitos parece ter sido em vão quando ainda percebe estar cativo dos efeitos mesmo ao chegar em casa.

    Achei a narrativa bem feita, mas um pouco simplória, alguns errinhos, mas nada que comprometa a história. a forma como parece haver algumas surpresas e reviravoltas é bem instigante e te pega desprevenida, o que eu conto como um ponto super positivo! o fato de não sabermos o que causou o “sonho” e deixar tudo em aberto gera ainda mais suspense para o leitor.

  2. Marcelo Milani
    12 de setembro de 2020

    Marcelo Milani – Avaliação
    Conto: A Queda
    Batman mais uma vez em sua jornada conta o crime se encontra dessa vez com atitudes estranhas de seus principais rivais.

    Batman é um de meus personagens favoritos. Deu até para escutar a voz grave dele dizendo “Solte a arma. Não pedirei novamente.”. A escrita está impecável e o desenrolar de vários encontro com seus inimigos ficou bem crível. Só não entendi como foi possível ver a expressão no rosto do morcego se ele usa máscara. Fiquei confuso, se fosse na voz ficaria mais verdadeiro.

    A gramática não teve erros, e no contexto das histórias quando se jogou ilusão com realidade eu me prendi ao conto. Se jogar do prédio para acordar foi muito inusitado. Mais ainda ao voltar para casa e descobrir as segundas intenções do próprio Alfred. Será que o Cavaleiro das Trevas ainda está dormindo? Foi ai que o final ficou sem final. Não entendi ao que o Morcego cedeu. Ao Alfred, ao sonho ou ao sono? Depois me conta.

    Nota: 4

  3. Leo Jardim
    11 de setembro de 2020

    🗒 Resumo: Batman começa a ser assediado por vários de seus maiores vilões. Acaba se descobrindo num sonho, induzido por uma máquina colocada nele (sem trocadilhos) pelo Coringa. Ele se livra do aparato, mas continua perseguido pelo desejo e cede ao seu mordomo.

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): o autor faz alguns malabarismo na estrutura narrativa, primeiro com um personagem narrador e depois com um narrador em terceira pessoa. A ideia é interessante e explicada posteriormente. Achei isso bem legal.

    A trama em si é até bem simples. Não foi muito difícil descobrir que estava num sonho e tudo aconteceu sem grandes percalços. Todas as soluções foram simples. A resolução acabou sendo brusca e serviu apenas para a piada final. Achei até que o Batman iria mesmo sucumbir ao desejo, mas a forma (Alfred agindo daquela forma) ficou meio forçada.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): um texto fácil de ler e bastante interessante, daqueles que a técnica quase não é vista e mergulhamos apenas na história. Anotei apenas alguns pequenos problemas:

    ▪ – Não – Respondeu o líder *ponto* – Antes, cuide do morcego. (Exemplo de pontuação no diálogo)

    ▪ Mas *por que*? (por quê?)

    🎯 Tema (⭐⭐): Fanfic do Cavaleiro das Trevas em uma situação inusitada.

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): ver o Batman nessa situação é, sem dúvidas, inusitado, mesmo que não totalmente novo.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫): a premissa do conto é bem interessante e achei a leitura bastante divertida, mas faltou algo mais para um final impactante. No fim, aconteceu exatamente o que eu esperava que acontecesse e ainda não foi totalmente bem conduzido, como disse acima. De qualquer forma, é um conto que terá sempre o destaque de colocar o herói mais dramático enfrentando dilemas que ele nunca viu antes 🙂

    🔗 Links úteis:

    ▪ Pontuação no diálogo (esse é meu 😊): http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  4. Fernando Amâncio (@fernandoamancio)
    10 de setembro de 2020

    Resumo: Batman frustra os planos do Duas-Caras de assaltar um banco. O Homem Morcego, porém, é surpreendido por uma tentativa de beijo do vilão. Naquela noite movimentada, ele passa pela mesma situação com o Dr. Freeze e o Espantalho. Batman, então, descobre estar em um sonho e força o despertar. Ele acorda diante do Coringa e de uma máquina que entra nos sonhos das pessoas. O palhaço do crime diz que o conteúdo dos sonhos é de responsabilidade do herói. Ao chegar em casa, Bruce é abordado com lascívia por Alfred, seu mordomo, o que indica que o mistério ainda não foi solucionado.

    Texto bem escrito e com uma ideia bem criativa. Lembrei, durante a leitura, dos episódios da série animada do Batman dos anos 1990, aclamada pela crítica. Eram episódios simples, mas bem amarrados, que contavam histórias que se resolviam durante os vinte e poucos minutos de duração.
    Achei confusa a mudança de ponto de vista. Começa indicando que seria um conto do ponto de vista do Howard, mas depois a história é contada acompanhando os passos do Batman. O que parecia ser uma falha, no entanto, é fundamental na narrativa. Sonhos, afinal, não fazem sentido.

    Parabéns ao autor pela narrativa bem elaborada.Talvez eu não tenha gostado do final em aberto da história. Acho que não combina tanto com histórias de heróis. Mas isso não influenciará na minha avaliação. Parabéns ao autor e sucesso no desafio!

  5. Fernando Dias Cyrino
    10 de setembro de 2020

    Olá, Bill, pois é, você me traz o Batman. Na sua luta contra o crime ele se vê às voltas com os vilões da cidade. Só que eles têm desejos estranhos. Ao invés de destruir o seu inimigo defensor da sociedade, eles querem seu corpo. Atordoado a princípio ele soca seus oponentes. Descobre viver um sonho e vai para casa. E não é que o mordomo também tem lá seus desejos libidinosos… E aí, naquela madrugada, acontece “a queda”. Pois é, Bill, você me traz um conto bem criativo, um enredo legal. Parágrafos curtos trazendo agilidade à história e a surpresa de um Batman assediado. Interessante é que o seu companheiro, ao qual as más línguas tantas vezes sugeriram tratar-se de um amante, não aparece na rodada, né? Uma história contada por alguém que tem grande domínio da narrativa. Ficou bem legal mesmo a sua história, parabéns.

  6. Ana Maria Monteiro
    9 de setembro de 2020

    O conto relata o que é, presumivelmente, um sonho de Bruce Wayne, vulgo Batman, que acaba por aceitar, não sei se o sonho se a sua homossexualidade. O resumo precisa de ser maior? Há um assalto, todos os bandidos parecem atraídos por Batman, incluindo o próprio mordomo e Batman acaba por aceitar a sua queda. Como disse, não sei o que “queda” significa neste contexto.

    Olá, Bill. O seu conto é baseado em Batman e os personagens principais estão lá, mas não se sustenta muito sem essa referência, a qual, aliás, você não indicou, apesar de que acredito que não exista ninguém que não conheça minimamente esse super-herói. Em todo o caso e em minha opinião, sendo uma fanfic, deveria sempre referir sobre o que é – nem todos sabem tudo. Nunca vi um filme do Batman, mas vi a série Gotham e gostei, gostei porque não entrava no mundo de super-heróis que não aprecio. Seja como for, um conto que é um sonho, é muito déjà-vu (nada a apontar, eu já escrevi contos que eram sonhos, mas reconheço que é um recurso relativamente batido). Não amei, mas também não encontrei nada que formalmente me leve a atacá-lo; está bem escrito, e leitura é fluída e teve uma boa revisão. Além disso, revela uma boa imaginação. Que mais se pode pedir? Obrigada por participar e boa sorte no desafio.

  7. Marco Aurélio Saraiva
    2 de setembro de 2020

    Batman salva Gotham City de seus vilões mas, naquela noite, todo estavam estranhamente atraídos sexualmente por ele. Descobre enfim que era vítima de um sonho induzido pelo Coringa e termina o expediente, apenas para descobrir que muito do que viu no sonho continuava a acontecer.

    É uma comédia interessante. Como se já não houvessem sugestões suficientes de homossexualismo entre Batman e Robin, agora aparentemente o Batman vê sugestões sexuais em todos os homens de sua vida. Em um ponto, parece que o conto sugere que Batman sempre lutou contra o próprio homossexualismo e enfim, ao final do conto, cede à “tentação”. Por outro ponto de vista, é como se ele estivesse preso em um inception de sonhos libertinosos induzidos pelo coringa. Acho a primeira solução um pouco melhor por quê dá um desfecho ao conto mas, de qualquer forma, achei o final um pouco “brocoxô”. Esperava algo a mais.

    A escrita é muito boa: direta, de fácil leitura, fluida, sem erros. Avistei uns problemas simples aqui e ali (por exemplo, a redundância no trecho “Deixou a pistola no chão e ergueu as mãos para cima”) mas no geral é um conto fácil de ler, que prende pela curiosidade e te faz rir, o que já confere muitos pontos!

  8. antoniosbatista
    31 de agosto de 2020

    Resumo de A Queda – Em Gotham City, Batman enfrenta bandidos que pretendem roubar um banco e o líder deles tenta beijar o Homem-Morcego. Batman descobre que são sonhos.

    Comentário- O conto é uma comédia com o herói Batman. A arte de fazer rir é bem difícil. Existem milhares de história com o Batman enfrentando bandidos, mas a origem do Homem- Morcego é só uma. Esta é mais uma história das aventuras do Batman, só que ele é assediado sexualmente. Talvez uma versão da origem dele ficaria melhor. Seria uma referência muito boa. Acho que faltou uma versão mais original. Existem tantas opções para pegar o personagem e colocar em situações, mundos e tempos diferentes.

  9. pedropaulosd
    28 de agosto de 2020

    RESUMO: É mais uma noite como qualquer outra na rotina do Batman, exceto por um detalhe inquietante. Os vilões que atormentavam a cidade por anos, agora pareciam interessados em somente uma coisa: ter um pedacinho do morcego. Geralmente literal, aqui o sentido é figurado. Descoberto que se tratava de um sonho, surpreendeu o Coringa e retornou para casa, para descansar em sua realidade. Realidade?

    COMENTÁRIO: Eis um conto que surpreende. O começo é muito bom ao dar um tom certeiro a Gotham: uma cidade em que a sorte não entra e que o infortúnio e questão de cedo ou tarde. O impasse entre vigilante e bandidos cria uma expectativa que está presente em todas as suas estórias e nos faz perguntar: o que é que o Duas Caras está aprontando? Que tipo de equipamento maligno está na maleta? Portanto, todas essas expectativas criadas no lugar comum são quebradas quando somos apresentados à verdadeira premissa da estória. É apenas que os vilões estão apaixonados pelo Batman. Ver o Cavaleiro das Trevas ter que lidar com isso enquanto equaciona os seus próprios sentimentos quanto à súbita paixão de seus inimigos foi uma graça de se ver, inclusive pelo contraste entre o raciocínio frio do morcego e a situação cômica em que está metido. O que critico é o final. Pois se encerra com duas reviravoltas, um acordar e uma ambiguidade: teria acordado mesmo? Enquanto a questão da repentina paixão dos vilões é mesmo intrigante, fazendo pensar se o Batman não está a combater um cupido, a resolução é um pouco barata, consistindo na velha de explicação de “é tudo um sonho?”, enquanto o final ambíguo parece afirmar uma derrota do Batman, como se ele estivesse continuando preso, mas reaproveitando o mesmo desfecho reciclado. Em outras palavras, a premissa surpreende mais do que a sua execução.

    Boa sorte!

  10. Claraliz Almodova Maria Edneuda
    27 de agosto de 2020

    Conto bastante inusitado. Numa mistura de histórias de ficção o autor brinca com seus personagens, estabelecendo um a relação de intertextualidade. Conto instigante no qual Batman cede aos desejos de seus mais recônditos segredos. Conto muito be. Escrito, com muita criatividade. Nota 40

  11. jowilton
    26 de agosto de 2020

    O conto narra um dia de combate ao crime do super-herói Batman, onde coisas inusitadas acontecem. Os seus super-vilões parecem querer dar uns “pegas” no homem morcego.

    Um bom conto. A condução da história é bem feita, as cenas de ação também, apesar de, na minha opinião, precisarem de um pouco mais de ação! Não há nada de muito extraordinário na narrativa, o divertido é a trama, que também é boa porque brinca com a sexualidade do homem morcego. O final também é bom, e terminamos o conto com a suspeita de que o grande Batman não está conseguindo manter seus desejos sexuais mais íntimos escondidos no fundo da caverna, ou do armário. Boa sorte no desafio.

  12. Bianca Cidreira Cammarota
    25 de agosto de 2020

    O conto se inicia com um personagem Howard em Gotham City, onde se vê sequestrado por bandidos do universo de Batman. Howard é salvo por Batman, mas logo somos inseridos em um mundo dos sonhos, onde o foco passa para Batman, sendo submetido a ações “carinhosas” e estranhas de seus inimigos. Logo vemos que Howard não existe em si,mas é uma persona de Batman nesse evento de sonhos e delírios. E, apesar de Batman investigar e chegar à conclusão que fora atingido por uma antiga máquina dos sonhos do Chapeleiro Louco, roubada pelo Coringa (este sendo o articulador do evento onírico), o conto termina como se Bruce Wayne ainda estivesse preso na realidade induzida por Coringa.

    Conto EXCELENTE. Linguagem direta, mas cadenciada. Roteiro original e magnífico! Realmente gostei do conto, dentro do que é proposto o Desafio FanFic.

    Nota 5.

  13. Giselle F. Bohn
    25 de agosto de 2020

    As aventuras de Batman, desta vez lidando com avanços sexuais de seus inimigos tradicionais.
    O conto é muito bem escrito; só destacaria que o autor poderia optar por uma das linguagens – mais coloquial ou mais formal – em alguns trechos para que houvesse mais naturalidade. Por exemplo, no trecho “Acabar com ele! Se vingar legal! A gente deu sorte de pegá-lo, e não pode deixar essa escapar!”, soaria mais natural dizer “pegar ele” do que “pegá-lo” porque seria mais coerente com o resto do discurso.
    A trama é criativa, inusitada e se desenvolve bem. Mas fiquei esperando um final arrebatador, e a frase final foi frustrante para mim.
    Mas no geral é um conto bem legal, com várias reviravoltas, que prende o leitor! Parabéns! 🙂

  14. Gustavo Araujo
    24 de agosto de 2020

    Resumo: Batman sai do armário depois de passar por uma experiência no estilo Inception, comandada pelo Coringa.

    Impressões: é um conto divertido, com aquela pegada do Batman dos anos 1960, do Adam West. No início até achei que o sentido seria mais próximo dos filmes do Nolan ou da graphic do Frank Miller, mas depois que o Duas Caras tasca-lhe um beijo, o clima muda completamente. Só faltaram as onomatopeias. Gostei da condução no geral. Apesar da opção pelo lúdico, o conto entretém muito bem, deixando as pistas pelas linhas e, ótima ideia, um final aberto. Lá estão as referências, os vilões, os locais, os personagens. É um conto competente e que cumpre bem o objetivo proposto. Não chega a brilhar, mas não creio que essa tenha sido a intenção. É um bom trabalho. Parabéns e boa sorte no desafio.

    Nota 3.

  15. Anderson Do Prado Silva
    24 de agosto de 2020

    Resumo:

    Batman se vê aprisionado em sonhos sucessivos, em que sua sexualidade é posta em dúvida.

    Avaliação:

    Autor, não leia o presente comentário como crítica literária, pois se trata apenas de uma justificativa para a nota que irei atribuir ao texto.

    O autor possui pleno domínio da língua e das técnicas de narração. É um escritor “pronto”.

    O texto é divertido e criativo.

    Não identifiquei erros graves de revisão.

    Receberá nota alta, mas, apesar da extrema competência de seu autor, esse texto em específico não contém genialidades que justifiquem a nota máxima.

    O autor é tão, mas tão habilidoso, que poderia ter empregado suas qualidades como escritor para transitar fora do universo da literatura [ou cinema] de entretenimento. Poderia ter enveredado pela alta literatura e faturado uma nota máxima. Aliás, o título havia me deixado extremamente esperançoso, pois pensei que seria uma fanfic sobre “A queda”, de Camus. Se fosse, certamente, com as qualidades que este escritor possui, faturaria uma belíssima e merecida nota máxima.

    Parabéns pelo seu texto e boa sorte no desafio!

  16. britoroque
    24 de agosto de 2020

    Este conto não é bom. Para indicar que houve silêncio após um diálogo, deve-se usar uma figura de linguagem, não a palavra silêncio. Isso desloca a leitura e deixa o texto pobre.

E Então? O que achou?

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Publicado às 24 de agosto de 2020 por em FanFic, FanFic - Grupo 2 e marcado .