EntreContos

Detox Literário.

João Antônio (Eneida Ferrai)

João Antônio, 84 anos, assiste a TV. 

Corona Vírus, Corona Vírus, Corona Vírus… Mortes por Corona Vírus. As ruas estão vazias por conta do Corona Vírus. Na Itália são quase cinco mil mortos. No Brasil, o número de casos confirmados e o número de mortos aumenta a cada dia. É uma pandemia.

Mas João mantém a calma. Já está afastado das ruas e das pessoas que mais gosta desde a semana passada. O problema é que agora tudo piorou. O governo pede estado de quarentena: que as pessoas saiam à rua somente para atividades essenciais. E os idosos?! Ora, os idosos, um grupo de risco que deve ficar em casa.

Tranquilo João acata as diretrizes. Fica a assistir os noticiários da TV e filmes e conversa com umas poucas pessoas que mantém contato pelo Whatapp: sua filha, por exemplo. Ela, coitada, está com as quatro crianças em casa. Um guri de um ano e meio, outro guri de três, a menina com cinco e o mais velho com seis. Uma turminha e tanto. E para evitar riscos da doença, ela dispensou a empregada.  Uma confusão, porque o marido é médico. Ainda bem que é radiologista. Não deverá trabalhar diretamente com os doentes afetados pelo vírus.

João tem comida em casa. Quando sua filha ficou com os netos, a mulher do zelador fez-lhe o favor de fazer as compras no supermercado. Seu amigo médico do oitavo andar, um idoso também, o vai orientando caso tenha algo de saúde alterado. Tudo pelo Whatsapp. O que seria da vida sem o Whatsapp? Bendita invenção! Tem matado a saudade dos netos através do aplicativo. O neto de seis anos transmite tudo pelo vídeo tão bem que, talvez, quando crescer, vire um cinegrafista. 

Numa noite de lua cheia, João sente um mal estar. A tosse e o catarro aparecem de repente. Pensa ser o resquício dos trinta anos em que foi fumante. Sente também um calor pelo corpo e um cansaço de velho. Faz contato com a filha, mas o pequeno de três anos está com uma crise de asma e o marido não está em casa, faz plantão. Não quer incomodar ninguém. O vizinho médico está hospitalizado há três dias. Fica constrangido em chamar a mulher do zelador porque já passa das dez da noite. 

Medica-se. Vai a cata de algum comprimido que resolva. Acha um antitérmico e um calmante. Toma ambos os comprimidos.

No dia seguinte, o Whatsapp silencia. O neto não consegue contato com o avô. Depois avisa a mãe. Diz:

– O vô não atende mais o celular.

A mãe liga para o pai e nada. 

O genro vai até o apartamento e bate a campainha. Ninguém atende. Junto com o zelador, arromba a porta. Leva um susto. Encontra o sogro falecido na cama.

21 comentários em “João Antônio (Eneida Ferrai)

  1. M. A. Thompson
    11 de abril de 2020

    Olá autor(a)!

    Antes de expor minha opinião acerca da sua obra gostaria de esclarecer qual critério utilizo, que vale para todos.

    Os contos começam com 5 (nota máxima) e de acordo com os critérios abaixo vão perdendo 1 ponto:

    1) Implicarei com a gramática se houver erros gritantes, não vou implicar com vírgulas ou mínimos erros de digitação.

    2) Após uma primeira leitura procuro ver se o conto faz sentido. Se for exageradamente onírico ou surrealista, sem pé nem cabeça, lamento, mas este ponto você não vai levar.

    3) Em seguida me pergunto se o conto foi capaz de despertar alguma emoção, qualquer que seja ela. Mesmo os “reprovados” no critério anterior podem faturar 1 ponto aqui, por ter causado alguma emoção.

    4) Na sequência analisarei o conjunto da obra nos quesitos criatividade, fluidez narrativa, pontos positivos e negativos, etc.

    5) Finalmente o ponto da excepcionalidade, que só darei para aqueles que realmente me surpreenderem. Aqui, haverá fração.

    Dito isso vamos ao comentário:

    RESUMO: Fala do Sr. João de 84 anos, que estava assistindo TV.A notícia em destaque é sobre o Coronavírus, a pandemia que aumenta a cada dia.
    Por ser idoso, considerado grupo de risco está em casa de quarentena.A filha tem 4 filhos e dispensou a empregada.O zelador fez as compras de seu João e graças a tecnologia ele mantém contato com o neto de seis anos através do WhatsApp. João Antônio sentiu mal estar e fez uso de um calmante e antitérmico.Não deu mais notícias ao neto e nem a filha…
    Quando o genro e o zelador arrombaram a porta, estava morto na cama.

    CONSIDERAÇÕES: O conto relata um tema atual Coronavírus e tem como foco um idoso enfrentando a quarentena isolado em casa, distante da família.
    Destaca a importância da tecnologia e a manutenção do contato familiar amenizando o isolamento social. Apesar de ser mais um que usa o COVID como pano de fundo, vale a pena destacar a criatividade e inovação do tema diante da pandemia que é destaque na mídia atual.

    NOTA: 5.0

    Independentemente da avaliação aproveito para parabenizar-lhe pela obra e desejo sucesso na classificação.

    Boa Sorte!

  2. Valéria Vianna
    10 de abril de 2020

    Os últimos dias de um senhor de 84 anos durante o começo da quarentena pelo coronavírus, trancado dentro de casa, falando com os netos pelo whatsapp, até ser contaminado de repente e, após tentar pedir ajuda e preferir não incomodar ninguém com seus próprios problemas, morre depois de se automedicar.

    Nota: 4,0

    Taí um conto que seduz pela concisão, descreve com maestria o jeito de ser do personagem em sua vida de velho, mas peca por não sustentar o final. Não falo do fim sem final do cinema francês, mas de uma falta de ritmo mesmo: “A mãe liga para o pai e nada” (Ainda estamos no clímax). Talvez o autor quisesse provocar o corte de navalha com intuito de impactar. Mas, ao meu ver, não funcionou.

  3. Daniel Reis
    10 de abril de 2020

    15. João Antônio (Jacaré42)
    Tema: COVID-19.
    Resumo: João é um idoso que por causa da epidemia passa a interagir com o mundo pelo Whats Up. Até que se contamina e morre.
    Técnica: o conto parece uma reportagem, objetivo e direto. Não há muito espaço para sentimentalismo, só para o que de fato acontece com o personagem.
    Emoção: o conto é bastante frio, ainda que esboce relacionamentos entre o protagonista, sua família e os vizinhos. No entanto, o final óbvio e a falta de empatia o tornam “duro”.

  4. Luciana Merley
    9 de abril de 2020

    Olá, autor.
    O que dizer? O triste fim de um idoso que morreu por problemas respiratórios indefinidos enquanto cumpria ordens de quarentena sozinho em sua casa.

    AVALIAÇÃO: Utilizo os seguintes critérios: Técnica + CRI (Coesão, Ritmo e Impacto) sendo que, desses, o impacto é subjetivo e é geralmente o que definirá se o conto me conquistou ou não.

    Técnica – Bom, é um caso contado. Sem muitas afetações linguísticas. Retilíneo, com início, meio e fim, sem surpresas ou divagações, numa linguagem bem escrita.

    CRI – Coeso, num ritmo acelerado sem rodeios. Impacto: Posso dizer que me lembrarei do seu texto pela simplicidade dele. Não tenho problemas com textos simples, desde que não sejam muito óbvios. Nesse ponto certamente você poderia ter dado a ele nuances bem mais interessantes, como por ex: a dependência e uma falha do sistema do celular ter provocado a completa ausência de contato, ou a negligência da família, ou focar e desenvolver mais a teimosia e o fato de “não gostar de incomodar” que é algo típico dos idosos. Seriam opções.

    Um abraço.

  5. Fernanda Caleffi Barbetta
    9 de abril de 2020

    Resumo
    João é um idoso enfrentando a pandemia do corona vírus. Recluso em sua casa, tem contato com o mundo apenas pelo Whatsapp. Um dia ele acorda com alguns sintomas da doença mas não consegue ajuda. No dia seguinte, o genro o encontra morto em seu apartamento.

    Comentário
    Seu conto é bom, está bem escrito, não encontrei deslizes gramaticais, mas não posso dizer que seja um conto interessante. Pareceu-me mais um breve relato sobre a morte de um idoso durante a pandemia do corona vírus. Previsível e apressado. Não que o conto precise ser longo ou surpreender-me, mas acho que faltou algo que o tornasse interessante.

    “Quando sua filha ficou com os netos, a mulher do zelador fez-lhe o favor de fazer as compras no supermercado.” – não entendi a relação de uma frase com a outra.

  6. Amanda Gomez
    9 de abril de 2020

    Olá!

    Resumo 📝 Um relato sobre João, um idoso em meio a pandemia do coronavírus. O narrador nos conta sobre sua rotina na quarentena, nos deixa saber algo sobre sua família e sua perspectiva de tudo. João acaba morrendo sozinho, apresentando alguns sintomas da doença.

    Gostei 😁👍 Gostei da rapidez da história, sem muitas firulas, bem direto e também por se tratar de um tema atual a gente se identifica com as referências. Mesmo com essa forma de narrar mais direta e menos concentrada em detalhes e emoções é possível conhecer bem o personagem, sua rotina, a família bem comum que poderia ser a minha ou de qualquer outra pessoa. Acho o texto bem verossímil.

    Não gostei🙄👎 Não me entusiasmei com o texto, ele poderia ser um relato como esses que vemos todos os dias nas redes sociais, é bastante impessoal, acredito que seja esse o objetivo do autor, mas o preço que se paga é essa falta de conexão e emoção por parte do leitor. O final é abrupto, meio que já esperava por isso, mas achei que seria mais bem desenhado… o natural seria forçar a emoção…e, pensando bem agora, é melhor que seja abruto que apelativo. rs

    Destaque📌 “Não quer incomodar ninguém. O vizinho médico está hospitalizado há três dias. Fica constrangido em chamar a mulher do zelador porque já passa das dez da noite.”

    Conclusão = 🤷🏻‍♀️Um texto direto, verossímil que aborda um tema atual com propriedade. Mas deixa faltar elementos que cative o leitor.

  7. Marco Aurélio Saraiva
    9 de abril de 2020

    João Antônio é um cidadão idoso que acata os conselhos e fica em casa durante a crise do corona vírus, e morre mesmo assim.

    A princípio achei superficial. Um relato que se aproveita do momento do mundo para contar uma história que já passa na cabeça de todos. O texto caberia até mesmo em uma revista ou em jornal como conto preventivo.

    Depois pensei em uma coisa: e daqui a 100 anos, quando lerem este conto… ou mesmo daqui a vinte, ou trinta? Seria como ler, hoje, um conto de alguém em 1917 descrevendo o que acontecia durante a Gripe Espanhola. Seria interessante.

    Mas não estou daqui a 100 anos, nem daqui a dez. Estou no agora, e agora o seu conto me parece superficial. Falta… ganância, talvez. Falta mais. Por outro lado, as reflexões sobre a velhice são válidas e bem exploradas, especialmente por causa do tema: a vergonha de depender do vizinho ou mesmo de ser constantemente vigiado pelos outros; a eterna estranheza com a tecnologia; o cansaço do corpo; os remédios.

    Enfim, pontos negativos e positivos, mas com certeza não foi tempo perdido. =)

  8. Jorge Miranda
    8 de abril de 2020

    João Antônio é um homem de 84 anos que mora sozinho em um apartamento. Ele segue todas as diretrizes do isolamento social. Um dia sente-se mal e prefere não pedir ajuda para ninguém. Termina sendo encontrado morto na manhã seguinte.
    Temos aqui um conto curto e feito no calor da pandemia de coronavírus. Um texto bem escrito, mas que acredito poderia ser um pouco maior e desenvolver mais o personagem. Acho que o final foi um tanto quanto abrupto, fiquei com a sensação de que ainda caberia mais coisas no conto.
    Atribuo-lhe a nota 2,5.

  9. Fabio
    7 de abril de 2020

    JOÃO ANTÔNIO (JACARÉ42)

    Um idoso que vem a falecer por causa do corona virus.

    Comentário: Uma história real?
    Me pareceu que sim.
    Pobre João.

    Boa Sorte.

  10. Cilas Medi
    7 de abril de 2020

    Olá Jacaré42.
    Um conto despretensioso, sem muita emoção, um contar de um velho de oitenta e quatro anos que morre devido a pandemia. Covid-19 e pronto, falecido na cama.
    Nada mais para chamar a atenção ou um misto, qualquer, de emoção ou surpresa.
    O restante é as suas lucubrações a respeito da vida que o cerca, mas colocando as figuras, decorativas, no texto para efeito de explicação.
    Boa sorte no desafio.

  11. Gustavo Araujo (@Gus_Writer)
    6 de abril de 2020

    Resumo: a história de João, um homem velho que encara sozinho a quarentena do coronavírus.

    Impressões: não gostei muito do conto. Na verdade, mais parece um relatório, algo sem surpresa ou sobressalto, que leva o leitor de A a B sem maiores cerimônias. Tudo é previsível. Nem mesmo o fato de o protagonista ser encontrado morto consegue dar fôlego à trama. A ideia é até promissora: falar de solidão no contexto da quarentena, mas creio que teria ficado mais interessante se houvesse mais história, mais ousadia. Poderiam ter sido inseridos elementos sobre as dificuldades do homem em se alimentar, em se cuidar, em se distrair. Poderia ter havido flashbacks, algo que permitisse ao leitor conhecer melhor o protagonista, afeiçoar-se a ele, entendê-lo como pessoa, identificar-se, sofrer suas dores e angústias. A opção pela narrativa curta não ficou legal, na minha opinião. Um mergulho um pouco mais fundo teria sido melhor.

    Nota: 2,0

  12. Priscila Pereira
    6 de abril de 2020

    Resumo: Um senhor está sozinho em casa de quarentena e morre sem auxílio.

    Olá, Jacaré!
    Seu conto é muito abrupto, mal começa e já termina… e não parece um mini ou micro conto, parece só o resumo do conto… na minha opinião, podia ter usado essa mesma história e ter desenvolvido mais ela, tinha muito potencial de emocionar, de mexer com o leitor, de se fazer memorável, mas ficou curta, grossa e seca. Uma pena!
    Parabéns e boas sorte!

  13. Rafael Penha
    6 de abril de 2020

    Um conto bem escrito, narrativa fluida, pena que teve um final tão abrupto e triste. Me parece que o autor perdeu a paciência ou a inspiração. Pena, o conto estava indo bem merecia um final mais elaborado.

  14. Elisa Ribeiro
    3 de abril de 2020

    Durante a pandemia da Covid19, idoso que vive sozinho se automedica e falece sozinho em sua casa.
    Por meio de uma narrativa direta, se valendo de uma linguagem quase jornalística,
    o conto narra um drama que possivelmente está acontecendo em diversos locais ao redor do mundo nesses tempos de pandemia.

    A opacidade da linguagem aliada a um enredo que reproduz sem grande colorido ficcional a realidade assistida diariamente nos noticiários, confesso, não fez da leitura do seu conto uma experiência muito empolgante.

    Resumindo, é uma escrita correta, mas que carece de um pouco mais de surpresa, o que acaba contribuindo para um efeito aquém do esperado.

    Parabéns pela participação. Desejo boa sorte no desafio e em tudo mais. Um abraço.

  15. Fernando Cyrino.
    3 de abril de 2020

    Meu Deus, Jacaré, você matou o nosso personagem assim tão rapidamente. Caramba. Sabe, eu esperava um pouco mais de enredo. Bem, foi essa a sua opção e a respeito. Até porque você escreve muito bem, tem bom domínio do idioma. Também ganha ponto por ter tratado do envelhecimento a partir de algo tão atual quanto amedrontador. O tal corona vírus que nos trouxe tamanha pandemia. meu abraço.

  16. Pedro Paulo
    2 de abril de 2020

    Lê-se sobre a vida e a morte sem diagnóstico de João Antônio, um idoso que, morando sozinho, padece diante do novo coronavirus, este que atormenta a todos. O conto pareceu mais um esboço, pois é cru, mal se conta uma história, somos informados da família e da situação na se encontra o personagem, mas não temos realmente uma chance de conhecê-lo para além disso. Há oportunidades para se explorar. O que o personagem acha da solidão? Como é se sentir fragilizado quando um vírus tem sua faixa etária por “preferência” de letalidade e se está sozinho? Não pudemos saber o que o personagem pensava ou sentia para além dos sintomas conhecidos e isso empobreceu a leitura, especialmente porque ainda havia um tanto para se percorrer dentro do limite de palavras.

    Esta é a minha avaliação: poderia ter sentado diante do que foi escrito e pensar em formas de desenvolver mais o enredo, enriquecer a personagem com pensamentos e sentimentos, ao invés de se ater somente ao informativo.

  17. antoniosbatista
    31 de março de 2020

    Resumo: João é um idoso que mora sozinho. Durante a pandemia ele permanece em casa, de quarentena. Ao se sentir doente, ele toma um remédio e no dia seguinte é encontrado morto.

    Comentário. O conto é uma crônica do cotidiano, um relato dos tempos atuais, quando o mundo enfrenta uma epidemia. O autor nos mostra a realidade, com um argumento simples e impactante. Um homem velho morando sozinho, ainda mais abandonado por conta da quarentena. Boa sorte.

  18. Julia Mascaro Alvim
    31 de março de 2020

    João Antônio tem 84 anos e se preocupa com o Corona vírus. Está isolado em casa. O contato que tem com as pessoas é através do whatsapp. A mulher do zelador fez o mercado para ele. Certa noite, ele sente um mal estar. Automedica-se. No dia seguinte ninguém consegue contato com ele. O genro vai até o apartamento e ninguém atende. Então arromba a porta e encontra João morto na cama.
    A situação é baseada nos problemas atuais e é bem simples. O autor descreve a vida de João Antônio através da constatação do cotidiano. nota 02.

  19. Regina Ruth Rincon Caires
    31 de março de 2020

    João Antônio (Jacaré42)

    Resumo:

    A história de João, idoso de 84 anos, que enfrenta a quarentena imposta contra o coronavírus. Um relato manso, natural. Assustador é o desfecho.

    Comentário:

    Acho que o pseudônimo é uma homenagem ao cartunista Fred Ozanan (cara que brilhou no Salão de Humor de Piracicaba). Faltou uma figura na chamada do texto!

    Texto suave, bem escrito, descreve acontecimentos corriqueiros em tempo de quarentena, mostra a importância da evolução tecnológica no mundo atual, fala da saudade dos amores e da generosidade que aflora em tempo de catástrofe. Narrativa atual, serena. Mas o desfecho é chocante. Cala o leitor.

    A história é bem contada, e se houve deslize de um hífen ou de uma vírgula bailarina, não importa. Cumpriu a temática do desafio e conquistou o leitor.

    Parabéns, Jacaré42!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  20. Angelo Rodrigues
    28 de março de 2020

    João Antônio (Jacaré42)

    Resumo: Crônica sobre o coronavírus. Homem idoso experimenta a morte na solidão dos seus dias, levado, provavelmente, por um mal que já lhe consumia ou pelo vírus que atormenta o mundo.

    Comentários: O conto, me pareceu, ficou pelo arranjo de um relato de uma ocorrência, a morte do cidadão solitário em sua casa. Uma morte entre tantas que certamente estão ocorrendo pelo mundo.
    Não apresenta profundidade. Não foi essa a opção do autor. Optou pela crônica e não pelo conto. Não há trama, apenas fatos que são apresentados quando fala da vida comum e solitária de um idoso.
    Optou pelo reducionismo quando abandonou o limite das palavras oferecidas pelo certame. Não é uma opção equivocada, mas, com ela, vem a fragilidade dos personagens, a ausência das tramas, a falta de profundidade e natural busca de empatia com os leitores, submetidos apenas às lamentações de uma morte.
    Acho que o conto, embora mostrado como uma crônica, tem espaço para crescer, mostrar um pouco mais do que foi mostrado.
    Boa sorte no desafio.

  21. Felipe Rodrigues
    27 de março de 2020

    Homem isola-se em casa, começa a sentir os sintomas do inominável e morre sozinho. Depois é encontrado por um familiar.

    Texto de tiro curto que não ganha o leitor pela aspereza do relato. Há conto que ganham por rounds e outros por nocaute, este errou o direto. Lembrou Rubem Fonseca quando escreve histórias herméticas, frias, ásperas, mas nelas sempre entendemos de alguma forma a psiquê do personagem, seja por algum gesto, forma de agir ou uma frase, não sei, o problema é que o personagem torna-se um mero fantoche na mão de quem escreve com o intuito de simplesmente, pelo que me parece, narrar uma situação factível em tempos atuais *infelizmente*.

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Publicado às 22 de março de 2020 por em Envelhecer, Envelhecer - Grupo 1 e marcado .