EntreContos

Detox Literário.

Engrenagens Inversivas (Gustavo Araujo)

 

Quando a sineta da porta anunciou a chegada de alguém eu estava de cabeça baixa, concentrado no mecanismo de um relógio suíço um tanto antigo. Não queria interromper o conserto, mas a tosse fabricada do outro lado do balcão me arrancou irresistivelmente da segurança de meu mundo miniaturizado.

Lá estava um sujeito velho, arqueado, segurando com mãos trêmulas um relógio de bolso, como um chocalho. “Preciso que conserte isso”, disse sem cerimônia. Analisei a peça, um belo savonette dourado com os ponteiros no estilo catedral. Não pude evitar um sorriso no canto dos lábios, provocado por um rasgo de memória. Era idêntico a um modelo que eu vira quando criança. O primeiro de minha coleção há muito desaparecida. 

“O que há com ele?”, perguntei, espantando as lembranças.

“Não consegue ver? Está andando para o lado contrário”, disse o velho entre dentes amarelos.

Olhei o relógio com mais atenção.

“Como assim, senhor? Está tudo…”

“Você é idiota ou o quê?”, atravessou ele, soltando uma risada esbaforida, quase indignada. “Os ponteiros estão se mexendo para o lado errado.”

Eu poderia ter me sentido ofendido, mas o homem era frágil demais para provocar outra reação que não fosse um longo suspiro.

“Não, não estão, senhor… Veja aqui… está tudo correto.”

“Chama a si mesmo de relojoeiro?”

“Sim… Há quarenta anos.”

“Pois para mim, não parece ter aprendido muita coisa.”

Mirei o homem com mais atenção. Baixo, magro, o rosto castigado por ravinas. Cabelos brancos e rebeldes que se desprendiam do chapéu de feltro. Sobrancelhas compridas, como que amotinadas, lançando-se sobre os olhos vívidos e azuis.

“Muito bem… O senhor quer que eu faça com que os ponteiros andem para o lado reverso. Quer dizer, ao contrário ao que estão agora. É isso?”

“Finalmente entendeu. Quer uma medalha, garoto?”

“Não, não precisa. O senhor pode passar aqui amanhã, neste mesmo horário. Estará pronto.”

Não disse mais nada. Simplesmente virou as costas e foi embora, mancando da perna esquerda.

֍

Naquela noite trabalhei com atenção redobrada. Não só porque o relógio me trazia lembranças de um momento marcante da infância, mas porque me tirava da cabeça imagem de Eliza.

Minha esposa havia falecido uma semana antes e eu recordava dia a dia, numa espécie de auto tortura cíclica, seus últimos momentos: a ligação que recebi no trabalho dizendo que ela estava mal; o táxi que tomei na rua, apressado; minha chegada em casa, com Judite, nossa vizinha, abrindo a porta para mim enquanto eu me desfazia de meu chapéu; a maneira como subi as escadas, pulando os degraus; minha entrada no quarto; a imagem de Eliza deitada, tão doente, os olhos perdidos numa névoa de solidão; ao seu lado a enfermeira, dispondo-se a chamar mais uma vez o médico enquanto eu a ignorava, voltando-me para minha mulher, antecipando aquela cena de despedida inevitável. Eliza, Eliza… Quando deu-se conta de que eu estava ali, segurando sua mão, fitou-me com olhos embaçados, a última centelha escapando-lhes, até o suspiro final.

Voltei-me para o relógio e desmontei-o sem dificuldade. Se o velho queria que os ponteiros girassem ao contrário, então era isso que teria. Era um relógio mecânico formidável. No dial lia-se “Russel & Son – Liverpool”. Anos 1920, provavelmente. Lá estavam as entranhas: rodas, pinhão, molas, balanço, coroa… Tudo o que eu precisava fazer era inverter o sistema, modificar o giro da engrenagem central e reequilibrar a mola principal com o escape.

Todos os dias. As cenas vinham e voltavam sem que eu pudesse afastá-las. Eliza me deixando, soltando minha mão. O velório, o enterro. As noites em claro que me acompanhavam desde então. Os remédios que comecei a tomar. Eu precisava ocupar a cabeça, esquecer ou ao menos cicatrizar a perda. O ocaso da vida poderia ter-se demorado mais um tanto, mas preferiu adiantar-se e sepultar-me vivo, junto de minha Eliza, deixando apenas uma casca de mim mesmo, um arremedo de homem.

Eis que o savonette do velho de sobrancelhas grossas estava pronto, do jeito que ele queria, com os braços se movimentando para o lado inverso. Podia imaginar o homem satisfeito, jogando uma moeda pesada sobre o balcão como pagamento. A reencarnação de Ebenezer Srooge, antes dos espíritos, naturalmente. Ou talvez um reflexo de meu futuro próximo.

Não consegui dormir. Revirei-me na cama, lutando com os lençóis, em meio a lembranças e imagens recentes. Eliza. O velho Scrooge. A doença. Os ponteiros. Quantas horas? Quantos dias? Tique-taque… Taque-tique. Taque-tique…

֍

Quando dei por mim, segurava a mão de Eliza. Como se o ar lhe insuflasse os pulmões, voltou a respirar e olhou-me com os olhos enevoados. Sem perceber, levantei-me e mais uma vez ignorei a enfermeira que dizia chamar o médico. Cumprimentei apressadamente nossa vizinha Judite e saí de costas pela porta, recolocando o chapéu. Entrei no táxi e regressei ao trabalho, onde apanhei o telefone, para ouvir a voz de nossa vizinha dizendo que eu deveria vir para casa porque Eliza havia piorado.

Poderia ser um sonho, mas era tudo vívido demais. Real, palpável, perfeito. Eu tinha consciência absoluta do que acontecia, mas mesmo assim não conseguia evitar o retroceder dos fatos da maneira exata como tinham acontecido. Num misto de espanto e excitação, via a mim mesmo dizendo as mesmas palavras, realizando mesmos atos. Primeiro, a morte – ou a volta à vida – de Eliza. Depois o dia anterior, e depois o outro antes dele, e assim por diante, para trás e para trás.

Não, a ideia não me atraiu. Claro que eu estava contente por ter minha esposa de volta, mas fiquei imaginando se tudo aquilo não seria um tipo de castigo, uma punição por alguma coisa que eu havia feito, algo que me daria um gostinho de nostalgia mas que, de repente, terminaria sem o menor aviso. A qualquer momento, eu tinha certeza, o velho Scrooge irromperia em altos brados em minha relojoaria gargalhando, quebrando o encanto. Mas isso nunca aconteceu.

De todo modo, fui me acostumando à ideia. O estranhamento inicial desapareceu assim que mergulhei alguns meses no passado. Sim, lá estavam os carros andando em marcha à ré, os pássaros no céu parecendo voar em formação de A – e não de V –, as palavras pronunciadas ao contrário… Não me sentia confuso, porém. Tudo fazia sentido, ainda que ao contrário. Livros eram deslidos, relógios eram desconsertados, filmes era desassistidos sem qualquer desconforto. 

Isso porque lá estava Eliza, cada dia mais saudável. Todas as manhãs, desejava-me bom dia de trabalho, antes de eu entrar em casa, tomar café com ela, acordar ao seu lado, admirar-lhe o sono antes que ela despertasse. Desdar-lhe flores, desescrever-lhe poemas… Apesar de tudo funcionar ao reverso, eu na verdade reexperimentava todos aqueles sentimentos de surpresa, de cumplicidade, de companheirismo. De amor. 

Acordava às vezes em plena madrugada. Nesses momentos o tempo parecia suspenso e eu me via convencido de que sofria algum tipo de alucinação. Contudo, não conseguia me levantar da cama.  Estava realmente preso àquela ordem, ou desordem, dos fatos. Claro que a essa altura eu já não desejava mais despertar, recuperar o juízo o que quer que fosse. Queria reviver minha história. Nossa história. 

Certa noite, percebi Eliza mais alegre do que de costume, a excitação crescendo à medida que ao por do sol se sucedia a tarde, quando regressávamos a uma viagem. Demorei a reconhecer a ocasião, mas logo percebi: a primeira vez que visitáramos o litoral, a primeira vez que Eliza entrara no mar. O deslumbramento seguido do nervosismo pelo desconhecido, a agitação, o medo, a falatório logo que acordamos, as conversas que tivemos nos dias que sucessivamente se seguiam para o passado.

No entanto, algumas semanas para trás notei-a deprimida, como se gotas pulverizadas fossem se unindo para formar um rio de desânimo e frustração, que logo se transformaria numa torrente de tristeza com a notícia de que ela jamais poderia dar à luz. Por mais que eu soubesse disso, por mais que minha onisciência me lembrasse do médico dando a ela a notícia que provocaria sua demolição como mulher, jamais saberia como agir – como não soube. 

Experimentar impotente a dor que sentem aqueles que amamos é o pior dos castigos. O choro compulsivo que Eliza vertia já antes da confirmação, a desconfiança dos meses anteriores, as tentativas malogradas, a inveja educada que sentíamos dos amigos que surgiam orgulhosos com seus filhos, os primeiros desejos de nos tornarmos pais. Ao menos, à medida que retrocedíamos, reconquistávamos a alegria por estarmos juntos, pelas expectativas que criávamos. No início tudo ficaria bem.

De fato, com os meses retrocedendo, eu encontrava Eliza mais e mais alegre, cada dia mais cheia de vida, a juventude crescente reconquistando suas feições, eliminando até mesmo os defeitos mais tênues. O rosto redondo, os olhos lânguidos, a boca perfeita. Os cabelos cacheados ao vento antecipando o perfume que deles se desprendia. Eu mesmo, ao me mirar no espelho todas as manhãs, me surpreendia com a recuperação de minha melhor versão. Músculos, força, disposição. Se a vida pudesse ser comparada à duração de um dia, nós regressávamos à aurora, ao momento em que o sol tinge o horizonte de dourado, à hora mais bela e efêmera de qualquer existência.

Deixamos a casa confortável que seria nossa morada por quatro décadas e regressamos ao porão alugado, que nos serviria como refúgio nos primeiros anos de casamento. Em cima ficava a loja do Sr. Aristides, o homem que me ensinou as primeiras lições de relojoaria. As partes do relógio, o mecanismo, a maneira como a mola movimentava os ponteiros; o sistema de freio, a diferença entre a corda e a automação, o contrapeso… De repente eu me via desaprendendo como funcionavam os relógios, esquecendo os diferentes tipos. Evaporava-se o conhecimento de algo em que eu me tornaria mestre, substituído pelo desejo de aprender, pelo maravilhamento, pelo mistério, algo que se refletia em minha coleção particular, uma maleta com relógios que, dia atrás de dia, tinha menos exemplares.

Num fim de tarde, enquanto regressava ao mercado, entre as pessoas que cruzavam as avenidas, saltavam de costas para dentro dos ônibus ou voltavam às calçadas, notei uma figura singular, um homem que parecia ter sido pinçado de um romance de Dickens. Ele mancava da perna esquerda. Da cabeça, um chapéu de feltro pendia vertiginosamente revelando a vasta cabeleira grisalha. Um arrepio me desceu pela espinha. Parecia alguém que conheci em outra vida, mas àquela altura não conseguia precisar.

Sensações de deja vu agora surgiam aqui e ali. Rostos que eu involuntariamente afogara no esquecimento voltavam à tona. O dono da mercearia, o farmacêutico, os doces do parque, o futebol pelo rádio, as apostas. Amigos de quem tanto gostava reapareciam. O bonde que desatropelou o cachorro de nosso vizinho, o jornaleiro que descaiu da bicicleta. As conversas de ocasião com desconhecidos, o trânsito que diminuía ano a ano… A vida voltava a ficar deliciosamente mais lenta.

Chegava o tempo de nosso primeiro aniversário de casamento. E nesse instante me dei conta de que meus dias com Eliza se aproximavam do fim uma vez mais. A imagem dela, restituindo ao jardim as flores que usava para enfeitar a mesa em que jantávamos, se traduzia como uma metáfora perfeita desse instante. Pouco antes fazíamos planos, imaginávamos como seria nossa vida juntos, como estaríamos quando ficássemos velhos, prometendo cuidar um do outro. Os beijos, os abraços, o carinho, o calor, a presença dela, seus braços em volta de mim.

Certa noite tive um sonho em que tentava consertar um relógio cujos ponteiros marchavam para trás. Era impossível porque eu não sabia como fazê-lo. Olhava o mecanismo e não o compreendia. Erguia as peças contra a luz, estudava a maneira como se conectavam, mas de modo nenhum sabia como restabelecer o movimento correto. Ao fundo alguém perguntava: “chama a si mesmo de relojoeiro?”

Como um vagalhão, eis que ressurgiu o casamento, o noivado, o primeiro beijo, o pedido de namoro. E logo Eliza era apenas uma amiga, uma conhecida, alguém que me tratava com indiferença entre colegas de ocasião. Vê-la tão perto e não poder me aproximar era torturante. O sorriso que não dirigia a mim, as conversas que tinha com as amigas que a rodeavam, pouco interessada na minha presença. O contato que ia desaparecendo rumo à raridade. 

Cheguei ao momento em que a vi pela primeira vez: aquela garota, pouco mais do que uma adolescente. Ah, o enlevo, a flecha que um dia me sangrara o peito, o arrebatamento, a certeza abismal de que ela era a pessoa que mudaria minha vida. Como já ali ela me parecia familiar… Mesmo na primeira vez eu tive a impressão de que a conhecia desde sempre.

Mas também isso se foi, com o recuo insensível das horas. O redemoinho que me sugava para dias mais e mais remotos, porém, trouxe de volta os amigos da adolescência, as cantigas de roda, os jogos de bola, os joelhos ralados, as árvores que nos desafiavam, o cheiro de café, a bermuda xadrez de que eu tanto gostava de usar. A casa antiga em que eu, órfão, havia crescido. Todos os cenários que se haviam apagado das minhas lembranças reapareciam em cores vibrantes, como uma provocação, uma fenda encantadora na alma.

Certa manhã me vi apoiado sobre um muro de tijolos. Estava com nove anos e observava furtivamente a casa ao lado do orfanato. Na janela, uma menina de cabelos cacheados dançava diante de um espelho, rodopiando, rindo sozinha. Apostei que ela, assim como eu, se considerava invisível. E que poderia voar se quisesse.

Numa tarde qualquer, eu estava à porta do orfanato. Segurava a mão de um sujeito que me parecia vagamente familiar, com seus olhos azuis afiados como navalhas sob grossas sobrancelhas. Acabava de me despedir dele. Até então, ele conversava com uma mulher muito alta, a diretora. Antes do adeus, o homem entregou-me um relógio bonito, dourado e sorriu, dizendo: “É para a sua coleção.”

25 comentários em “Engrenagens Inversivas (Gustavo Araujo)

  1. Luiza Moura
    15 de janeiro de 2020

    Adorei! Parabéns!

  2. M. A. Thompson
    15 de dezembro de 2019

    Conto narrado em primeira pessoa em que um relojoeiro recebe o pedido de um cliente
    para fazer os ponteiros se moverem ao contrário do que se moviam.
    Promete a entrega para o dia seguinte e em seguida ficamos sabendo do falecimento
    recente da esposa.
    E após consertar o relógio sua própria vida retrocede.
    Uma bela narrativa sobre as perdas e as lembranças que temos na vida. Parabéns.

  3. Adauri Jose Santos Santos
    15 de dezembro de 2019

    Resumo: Homem que conserta relógios recebe um relógio de um cliente misterioso que pede para o relojoeiro fazer os ponteiros girarem ao contrário. Meio desconfiado o homem faz as alterações pedidas pelo cliente e, daí em diante, o relojoeiro passa a voltar no tempo revendo todos os momentos de sua vida e daqueles que estiveram com ele em algum momento. Impressionado e sem saber muito bem onde aquilo iria dar, o homem acaba descobrindo alguém muito importante de sua vida.
    Comentários: Boa estória, parabéns! É uma estória interessante, deixa o leitor na dúvida e isso é bom. A questão do tempo sempre é algo interessante de ser discutida, você trabalhou bem a digressão, não deixou ficar um texto monótono e repetitivo. Um ponto positivo é a lição que fica sobre como devemos aprender com o passado para pensarmos o presente e agirmos de maneira mais consciente. Poucas falhas de revisão.

  4. Elisabeth Lorena Alves
    15 de dezembro de 2019

    Engrenagens Inversivas
    *Lorenz
    Resumo.
    Depois de ser solicitado para prestar um serviço à réplica do “Adorável” Avarento de Dickens, homem vê sua vida mudar completamente, seguindo o sentido inverso do relógio e da vida.
    Comentário
    Texto excelente. Rico. Suculento. Difícil. Sei que a idéia é o inverter temporal do texto, porém não consigo dissociar da questão do Alzheimer. Apesar de não ter uma linguagem adocicada, é poético e leve.
    É no inverter que habita o conhecer da personagem principal e é uma sacada “danada de boa” porque não compromete a inversibilidade sugerida no título.

    *Quero um vermelho… Aquele que além da correia em couro, tem correntinhas de ouro e prata.

  5. Ricardo Gnecco Falco
    15 de dezembro de 2019

    Resumo: o texto narra a viagem de regresso feito às origens pela mente de um relojoeiro viúvo que recebe a visita de um estranho senhor em sua loja, engatilhando todo este processo de redescoberta de si mesmo.

    Impressões: um texto perfeitamente escrito, digno de seu mentor. Boas alusões explícitas e implícitas, como mestres da Literatura estrangeira e filmes famosos, respectivamente. Carga emocional crescente e certeira. Final circular e exato, como um bom e velho relógio suíço. Parabéns pelo trabalho redondinho!

  6. jowilton
    15 de dezembro de 2019

    O conto narra a história de um relojoeiro que recebe uma encomenda de um velho misterioso para que ele faça com que os ponteiros de seu relógio andem no sentido contrário. Depois de fazer o que o cliente queria ele vê sua vida voltar para trás, como se num filme de fita sendo rebobinado.

    Gostei do conto. A narrativa é muito boa e a leitura flui sem entraves. A história tem um certo mistério e melancolia que me agradam em contos. A trama intriga, supus que o velho era o mesmo homem que deixa o protagonista no orfanato e lhe entrega um relógio para a coleção que o agora menino havia começado. Seria o pai do menino? A volta no tempo foi bem narrada. Outra coisa que fiquei imaginado, foi a possibilidade do relojoeiro ter morrido, por conta do que ouvimos, de quando estamos para morrer, vemos nossa vida passar diante dos nossos olhos como se fosse um filme em rotação aumentada. Viajgei legal, né? kkkkkkk Boa sorte no desafio.

  7. Thiago Barba
    13 de dezembro de 2019

    Relojoeiro recebe relógio de cliente para fazer os ponteiros correr de forma inversa. Após isso a vida do relojoeiro começa a retornar andando de trás para frente, até retornar à sua infância.

    Técnica: 4,0
    Criatividade: 5,0
    Impacto: 4,5

    Doce, sensível e singelo. Tem uma escrita agradável, é bem escrito, com muita delicadeza e destreza. O único ponto que me incomoda é a opção de separar o texto. No segundo momento de separação até vejo um motivo, pela mudança no discurso do tempo, mas na primeira vez não se faz necessária, se não tivesse nenhuma das separações, o texto seria mais fluído, sem atravancos.
    Não tenho muito mais o que falar, o texto me tocou muito e com certeza é um dos melhores do certame.
    Na primeira vez que está escrito Ebenezer “Srooge” e não “Scrooge”.

  8. Cicero G. Lopes
    12 de dezembro de 2019

    Resumo:
    O relojoeiro recebe a visita de um velho senhor que lhe traz um relógio de bolso e depois de alguma confusão, ele aceita consertar o relógio. Nesse intervalo ficamos sabendo que o relojoeiro havia perdido sua esposa, falecida recentemente. O velho senhor desejava que o relógio movesse os ponteiros ao contrário do que é normal e isso é feito; o relógio marca as horas no sentido anti-horário. Somente essa modificação no estranho objeto faz com que o tempo, também passe a girar de forma contrária; lá estavam os carros andando em marcha à ré, as palavras pronunciadas ao contrário, os livros eram deslidos, filmes desassistidos sem qualquer desconforto. De modo que voltava rapidamente ao seu passado e a mulher estava viva e saudável. A vida vai retroagindo alternando fatos alegres e outros tristes e regride até a infância quando encontra um velho que lhe dá um relógio.

    Considerações:
    Como já declarei em outros comentários não consigo – eu sou pequeno demais para tecer comentários técnicos – aqui são todos, todos, craques da escrita. Então, acabo julgando a originalidade, criatividade, o assunto e o seu desenvolvimento. No conto em questão, achei a ideia bem desenvolvida, mas…

  9. Claudinei Ribeiro Novais
    12 de dezembro de 2019

    RESUMO: O conto narra a história de um relojoeiro que, certo dia, recebe a visita de um cliente estranho, o qual afirma que as horas estão girando ao contrário e solicita reparo. Embora o relógio estivesse funcionando normalmente, o relojoeiro decide atender à vontade do cliente e pôs o relógio para funcionar ao contrário. No entanto, à partir daquele momento sua vida também começa a acontecer para trás, fazendo reviver todos os momentos que já havia vivido. No início ele se sentiu incomodado, mas após reviver ao lado de sua falecida esposa, ele não quis voltar e preferiu que as coisas continuassem dessa forma. Assim, sua vida foi voltando até o dia em que ele foi deixado na porta do orfanato. Nesse momento ele se lembrou que o homem que havia deixado o relógio para conserto, foi o mesmo homem que o deixou no orfanato.

    CONSIDERAÇÕES: Conto muito bem escrito, com uma narrativa bastante instigante e técnica impecável. Lembra o filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”, mas isso não tira o mérito do conto. Trata-se de um conto muito bom, um dos melhores da série A, arrisco dizer.

  10. Rafael Penha
    10 de dezembro de 2019

    RESUMO: Quando um estranho velho entrega a um relojoeiro um antigo relógio para ser estranhamente “consertado”, o relojoeiro se pega voltando no tempo, assim com fizera com os ponteiros do relógio, desfrutando com sabor e dor seu passado até perceber (ou não) que o velho não lhe era tão estranho assim.

    COMENTÁRIO: Um conto esmeradamente escrito. A premissa da história é original e seu desenrolar, uma aventura dramática tanto para o leitor quanto para o protagonista.
    Os detalhes da manutenção de relógios, a forma de narrar o passado se (des)construindo é maestral, dando em muitos momentos, tons de beleza, tristeza, alegria e nostalgia. Com esse conto não há muito o que dizer, apenas o que sentir.
    Creio que o drama da morte da esposa poderia ter sido um pouco mais aprofundado, para acentuar mais a dor do relojoeiro, mas não incomodou.
    Não percebi qualquer problema gramatical que tenha me incomodado durante o texto.
    Um excelente trabalho! Abraços.

  11. Paulo Luís
    6 de dezembro de 2019

    Olá, Lorenz, boa sorte no desafio. Eis minhas impressões sobre seu conto.

    Resumo: Um relojoeiro atende um estranho senhor que pede que conserte seu relógio de bolso, pois está com os ponteiros trabalhando em sentido invertido. O técnico enquanto manuseia a peça, começa a reviver os momentos finais à morte de sua esposa. O estranho é que, assim como o mecanismo do relógio, ele também passa a relembrar dos fatos, antes ao falecimento da mulher, também na forma inversa. Daí todas as coisas passaram a ser vista e vividas no sentido retrocedido.

    Gramática: Sem problemas aparentes de gramática.

    Comentário crítico: Um conto do gênero fantástico, e ou, beirando o absurdo/surreal. É o tipo de narrativa que eu gosto muito. Embora, neste conto específico, senti falta de um enredo mais apropriado ao gênero, pois que este ficou limitado a uma simples regressão. Não aproveitando os recursos que o próprio enredo do conto dava condições para tal. Mas de qualquer forma o autor desenvolveu bem ao que se propôs, principalmente o desfecho, onde o regresso o leva a infância; interagindo a infância com a memória do começo do conto. Um bom trabalho.

  12. Elisa Ribeiro
    3 de dezembro de 2019

    Relojoeiro recém enviuvado aceita o estranho pedido de um homem velho que deseja a inversão dos ponteiros de seu relógio de bolso. Feita a inversão dos giros dos ponteiros, a vida do relojoeira começa a retornar fazendo-o reviver o relacionamento com a esposa recém falecida.

    Um conto quase perfeito. Só não gostei muito do final com a história do orfanato. Explicando, em sendo o protagonista um órfão, esse final me soou abrupto. Calculo que seja alguma referência literária, mas infelizmente me escapou.

    No mais, o conto é encantador na linguagem, escorreito na forma de narrar, perfeito na estruturação do enredo. Rico em referência literárias, o autor transborda leituras.
    Um conto de fantasia, realismo fantástico, cuja atmosfera clássica, a ambientação em outra época e o estilo do autor criaram um efeito bastante sedutor para essa leitora aqui.

    Parabéns pelo excelente trabalho.
    Um abraço.

  13. angst447
    2 de dezembro de 2019

    Um belo conto que mescla FC com romance, um misto de sentimentalismo com precisão científica. Não percebi falhas de revisão ou pontas soltas. A narrativa me fez lembrar do filme O Estranho Caso de Benjamin Burton. A volta do tempo da mocidade … até não existir mais. No caso do conto presente, o protagonista volta ao momento em que se sentiu vivo, quando notou a presença de Eliza, o seu grande amor. Linda história. Parabéns!
    Feliz Natal e um 2020 cheio de felicidade

  14. Fabio Monteiro
    1 de dezembro de 2019

    Engrenagens Inversivas

    Resumo: Um relojoeiro recebe a missão de arrumar um relógio que parece ter feito parte da sua infância. Ao iniciar o seu conserto, redefinindo seu ciclo ao contrário, ele se lembra de fatos e fases da sua vida. Quanto mais conserta, mais e mais sua história vai sendo narrada com lembranças de momentos importantes. A perda de sua companheira parece lhe ser a mais significativa de todas as lembranças.

    Pontos forte: Histórias desse tipo mechem com a imaginação. É sempre bom pensar no que teria acontecido com o personagem ate o momento que está sendo narrado. O escritor explorou bem este cenário.

    Ponto Fraco: Não os notei.

    Comentário geral: Esmiuçaria mais alguns fatos. Já que a esposa fora a pessoa que mais marcou sua vida, teria narrado fatos de sua importância com mais detalhes. O texto é rico em passagens e explicações que casam bem com o contexto.

  15. Jorge Santos
    30 de novembro de 2019

    Neste conto, um relojoeiro, semana depois de ter ficado viúvo, recebe um pedido de conserto de um relógio. O cliente pede-lhe para que os ponteiros do relógio invertam o seu sentido. O relojoeiro, depois de alguma hesitação, decide aceder ao pedido e depois de o fazer nota que o tempo volta atrás, revendo a sua vida com a falecida esposa, até ao momento em que ele é deixado no orfanato.
    O tempo é o elemento principal do conto. Outros elementos bem patentes: o amor e as saudades. Tudo está aqui bem vincado, num conto do domínio do fantástico.

  16. Cirineu Pereira
    24 de novembro de 2019

    Engrenagens Inversivas

    Resumo:
    Após atender o pedido de um cliente, para o qual os ponteiros de seu relógio deveriam movimentar-se em sentido anti-horário, um relojeiro em luto passa a viver toda sua vida em retrocesso até a infância, “revendo” o citado cliente em alguns momentos dessa regressão.

    Comentários:
    Engrenagens Inversivas apresenta boa dose de criatividade (apesar de me remeter a Benjamim Button) e abre de forma promissora, com diálogos interessantes e boas alternâncias de cenário. Não obstante, encerrada a introdução, também parece se esvair a criatividade e recursos do autor. A narrativa se torna linear e previsível, sem mais diálogos, sem alternâncias, sem revelações ou novos conflitos. O tom perenemente nostálgico do narrador soa propositadamente concebido para conquistar a empatia do leitor, o que, ao menos comigo, não funcionou. Tão pouco o arremate inconclusivo corrobora para a concretização da trama. Quem era o cliente misterioso? Ao meu ver, sequer foram deixadas pistas para que cada leitor pudesse escolher sua própria resposta cabível, aliás, quer me parecer que o próprio autor não tinha a resposta.
    Enfim, talvez tenha faltado trabalhar mais e, nesse processo de desenterrar o passado do protagonista, trazer-nos à tona algum segredo escondido, revelar-nos as eventuais mudanças de comportamento, a construção do caráter, o processo e alguns dos fatores pelos quais um menino se torna homem, quiçá um sábio. Isto, para enumerar apenas uns poucos exemplos entre as possibilidades que o autor ignorou.

    Em números:
    Título e Introdução: 8
    Personagens: 7
    Tempo e Espaço: 7
    Enredo, Conflito e Clímax: 7
    Técnica e Aplicação do Idioma: 7
    Valor Agregado: 7
    Adequação Temática: 10
    Nota Final: 3,7

    Observação:
    As parciais, baseadas nos critérios, variam de 0 a 10, mas possuem pesos distintos na composição da nota final, que varia de 0 a 5.

  17. Luis Guilherme Banzi Florido
    21 de novembro de 2019

    Bom dia/tarde/noite, amigo (a). Tudo bem por ai?
    Pra começar, devo dizer que estou lendo todos os contos, em ordem, sem saber a qual série pertence. Assim, todos meus comentários vão seguir um padrão.
    Também, como padrão, parabenizo pelo esforço e desafio!
    Vamos lá:

    Tema identificado: FC

    Resumo: relojeiro recebe relógio que o faz voltar no tempo, revivendo (ao contrário) toda sua vida, até a infância, quando recebe um relógio do mesmo homem. Tudo parece ser um ciclo infinito.

    Comentário: Brilhante! Parabéns! Gostei muito. Vamos por partes.

    Pra começar, sua escrita é ótima. Segura, no ritmo correto para o enredo, conduzindo a atenção e apresentando tudo de forma interessante e que prendeu na leitura.

    Isso é muito importante nesse tipo de conto. Como a história tem um quê de insano, e desconstrói a realidade, caso sua escrita fosse confusa ou truncada, talvez fosse difícil compreender o que se passava.

    Diferente disso, você conseguiu deixar tudo claro, sem confundir o leitor.

    Sobre o enredo, antes de falar da viagem temporal em si, gostaria de falar da beleza da narrativa, e do valor que você agregou. A gente tá acostumado a encarar a vida no sentido lógico, do início pro fim. Você nos fez deparar com uma situação diferente: rever sua própria vida, conforme ela “desacontecia”. Isso deu uma espécie de beleza poética muito interessante ao conto. Foi muito bonito ver o homem redescobrir sua vida, a princípio totalmente consciente do que se passava, até começar a esquecer que seguia no fluxo contrário, e passar a reviver sua infância normalmente.

    A ideia de perder novamente a amada também foi interessante. A redescoberta do amor, a redescoberta da paixão inicial. Tudo mto bonito.

    Sobre a viagem do tempo, esse tipo de história me pega de primeira. Eu diria qe talvez seja meu tema favorito. Esse tema, também, já foi bastante explorado no cinema e livros, mas você conseguiu oxigenar, com uma excelente ideia.

    Enfim, difícil falar quando eu gosto muito de um conto, nem sei bem o que comentar. Só posso dizer que achei brilhante.

    Ah, algo me diz que a vida desse homem vai ficar eternamente indo e voltando entre a chegada no orfanato e a perda da esposa. Muito louco!

    Parabéns!

  18. Rosário dos Santoz
    20 de novembro de 2019

    Resumo: Este conto é sobre um relojoeiro que ao inverter o sentido de rotação dos ponteiros de um relógio, a pedido de um estranho cliente, acaba entrando num movimento reverso de sua própria vida.

    O que vi: Eu estou com dificuldade de classificar o que li. No momento, tudo o que posso escrever é que isso se parece muito com uma mistura do filme “O Estranho caso de Benjamin Button” com o aforismo 341 de Nietzsche, encontrado em seu livro “A Gaia Ciência”. E se for esse o caso, então o cliente que pede para que seu relógio funcione ao contrário seria o demônio do aforismo, não é?
    Se bem que no caso da hipótese do alemão a repetição da vida seria desde o princípio (não de trás pra frente), além de eterna; se não me engano.
    Esta é uma história um tanto triste, mas também muito bonita. Além de, e principalmente, bem instigante.
    Fiquei sentido com o protagonista perdendo a esposa duas vezes, mas também um tanto impressionado com a rapidez que ele se acostumou a ver o filme de sua vida sendo rebobinado.
    No mais, eu só posso lhe parabenizar pela criatividade.

  19. Luciana Merley
    19 de novembro de 2019

    Um relojoeiro recebe um cliente com um pedido muito fora do comum. O trabalho estapafúrdio de inverter as engrenagens do relógio e que resultaria no “de volta ao passado” de toda a sua vida.

    TÉCNICA
    Muito boa. Início instigador e revelador. Apresentação dos personagens e do conflito logo de cara. O relógio como figuração do tempo e da própria vida. Linguagem rica e apropriada ao assunto. Ritmo frenético da voltagem do tempo expresso pela linguagem. Finalização no ápice como requer um bom conto.

    CRIATIVIDADE
    Muito mesmo. Nunca li nada nesse tema.

    IMPACTO
    Me impactou bastante. Em especial a personalidade fria e tosca do pai que abandona o filho, numa linguagem sem clichês ou apelações desgastadas.

    Muito bom, parabéns.

  20. Pedro Teixeira
    16 de novembro de 2019

    Olá, autor(a)! Um belo conto, desses que fazem a gente ficar pensando por um bom tempo depois de lidos. A ideia me lembrou um pouco um dos episódios na nova versão da séria “The Twilight Zone”, mas com um desenvolvimento diferente e mais enigmático. Gosto quando o autor deixa algumas questões em aberto, como aqui, sem trazer tudo “mastigado”, por convidar à reflexão. A sequencia invertida de acontecimentos foi muito bem escolhida, ressaltando momentos importantes da trajetória do protagonista, até o fechamento certeiro, tudo muito bem construído num texto preciso, afiado, em que não há sobras. Um de meus contos preferidos no desafio até aqui.

  21. Antonio Stegues Batista
    10 de novembro de 2019

    ENGRENAGENS INVERSIVAS- Resumo- Um relojoeiro recebe de um homem idoso, um relógio para conserto. Ele diz que os ponteiros estão andando, para trás, ao contrário. O relojoeiro vê que os ponteiros estão funcionando normalmente, e para satisfazer o cliente, diz que vai consertar. Ele desmonta o relógio e coloca os ponteiros para funcionar ao contrário, para trás. Como sendo um relógio mágico, a vida do relojoeiro retrocede no tempo, até o dia em que ele recebe de um homem, um relógio para sua coleção.

    COMENTÁRIO – Gostei do conto, d ideia. Histórias sobre viagem no tempo me encantam. O enredo foi bem construído, os fatos colocados na ordem inversa com a precisão de um relógio suíço. O relógio mede o tempo e é símbolo dele. Era um relógio mágico. Só não entendi quem era o homem, que o deixou num orfanato e lhe deu um relógio. Seria o pai dele? Padrasto? Por que ele não se lembrava? Seria o mesmo homem que lhe deu o relógio mágico? Essas lacunas, no entanto, não são defeitos no conto, pois algumas coisas não têm explicação, elas são o que são e pronto.

  22. Elisabeth Lorena Alves
    8 de novembro de 2019

    Uma nova oportunidade ou é o velho alemão a descascar memórias?

  23. Fheluany Nogueira
    8 de novembro de 2019

    O freguês pede ao relojoeiro que inverta o sentido horário de um relógio. Ele faz o reparo pensando na mulher que faleceu. De repente as situações começam a se inverter no tempo. A esposa está viva, o casamento passa a namoro, e tudo vai voltando até que o relojoeiro tem nove anos e recebeu, do mesmo homem, aquele mesmo relógio, para a sua coleção.

    O tempo corre de ponta-cabeça, como em “O Curioso Caso de Benjamin Burton”, com a diferença que, no conto, acontece com todos envolvidos e no filme, somente com o protagonista.

    Enigmático, com muitas leituras, a narrativa tem a mensagem: o tempo, para o bem ou para o mal, age de forma avassaladora sobre os seres.

    Muito criativa, uma história longa apresentada de forma sucinta, com atmosfera de fantasia. A trama traz certo suspense psicológico, conduzindo o leitor a uma crescente expectativa, deixando pistas sobre o que teria acontecido e as consequências. Provocou-me certa ansiedade.

    Quanto à linguagem, o texto está bem escrito, poetizado, bem desenvolvido e estruturado. Gostei dos neologismos para indicar o desfazer das coisas. Ritmo bom, às vezes, lento com as divagações filosóficas, meio didático.

    Resumindo: conto bom, identificável, reflexivo, bem escrito, porém sem novidades.

    Parabéns pelo trabalho. Boa sorte na Liga. Abraço.

  24. Priscila Pereira
    6 de novembro de 2019

    Olá, Lorenz! Eu amei o seu conto!! O conhecimento que o autor demonstra sobre os relógios é impressionante e a forma inversa como a história é contada é fantástica! Imagino o trabalho que deu! Muito bom mesmo!! Perfeito! Parabéns e boa sorte!

  25. Fernanda Caleffi Barbetta
    6 de novembro de 2019

    Uau que texto interessante. Muito boa ideia, que foi, também, muito bem desenvolvida. Parabéns pelo conto. Gostei muito de tê-lo lido.

    Obs: este não é um comentário obrigatório para mim neste desafio, por isso não há resumo, detalhamento ou observações gramaticais.

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Informação

Publicado às 1 de novembro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 4, R4 - Série A e marcado .