EntreContos

Detox Literário.

Reminiscências de um Amor Proibido (Jowilton Amaral)

A primeira vez que o vi perdi o chão. O coração bateu tão forte que pude senti-lo pulsar em todos os meus ossos. Quando tirou os olhos do livro e os direcionou para mim, uma vertigem me arrebatou e tive que me amparar no braço de minha irmã para não cair. A imagem do rosto másculo e da boca carnuda me fizeram estremecer. A respiração ficou entrecortada, a mão tremula quase não conseguiu apertar a dele e as palavras para cumprimenta-lo ficaram presas no nó que minha garganta formou ao sentir seu toque. Ele foi o homem mais bonito que conheci na vida. Eu só tinha catorze anos de idade. 

Arlindo Orlando havia chegado na cidade há pouco mais de um mês, causando um grande furor nas moças solteiras da região. Biólogo formado na Universidade da capital, especializado em farmacologia, abrira uma farmácia, a segunda da pequena e pacata Miracema do Norte. Minha irmã, Dulce, conseguiu o emprego de balconista com a ajuda de uma velha amiga que conhecia Arlindo dos tempos da faculdade. Dulce passou a ser a mulher mais invejada daquelas bandas, inclusive por mim, por passar muitas horas ao lado do “doutor” bonitão. 

Ele não era mais nenhum menino, assim como minha irmã, já havia passado dos trinta. Seus cabelos começando a ficar grisalhos, desgrenhados, barba sempre por fazer, as roupas largas, davam a ele um ar de poeta romântico. Olhava para as pessoas meio de lado, superior, desconfiado, como se estivesse tentando lembrar quem éramos. Esta atmosfera displicente e soberba, uma mistura de carência e arrogância, criava um charme todo especial. No entanto, o suposto desleixo e superioridade eram enganosos. Estava atento a tudo e a todos, nada passava-lhe despercebido. No trabalho era meticuloso, ranzinza e absolutamente correto. Fora dele, divertido, carinhoso e simples. Um homem encantador.

Passei a visitar minha irmã todas as tardes, nos intervalos das aulas do colégio. Ficava por ali conversando trivialidades com a mana, enquanto meus olhos procuravam cautelosamente os dele. E quando cruzávamos os olhares, eu desviava rapidamente, com o coração aos pulos. Ele ficava no caixa fazendo contas ou lendo textos relacionados à profissão ou alguma ficção policial. Estava sempre lendo. Assim como eu. 

Em algumas ocasiões, entrava em nossa conversa e se dirigia a mim com seu sorriso matreiro e me fazia perguntas sobre a escola, as notas, livros, namorados… 

— Me diga uma coisa, Rute Rogéria, você já está namorando? 

Nestas horas eu enrubescia e ele gargalhava da minha criancice. Seu cheiro almiscarado me entontecia, perseguindo-me dia e noite… na sala de aula, nos personagens dos livros de fantasia que eu lia, no banho, na cama, nos meus sonhos púberes… 

Num dia em que gazeei as últimas duas aulas e me dirigi toda faceira à drogaria, carregando quatro livros para mostrar a Arlindo Orlando, tive uma decepcionante surpresa. Quando cheguei, não havia ninguém na farmácia. Imaginei que eles estivessem no estoque. Fui entrando silenciosamente, para assustá-los, contudo, quem se assombrou foi eu. Eles realmente estavam lá, mas, não conferiam os medicamentos, e sim, beijavam-se ardentemente. 

Os dois se esfregavam sem nenhum pudor, como numa dança obscena. A mão de Arlindo Orlando passeava por todo corpo de minha irmã. E ela deixava! Mais que isso, ela também apalpava o corpo dele! Apertava o seu peito, alisava sua barriga, acariciava o seu… “Rapariga descarada! ” Pensei enfurecida e chocada. Saí sem me anunciar, chutei os banquinhos da recepção e corri em prantos de volta para o colégio. 

Só voltei na farmácia, por obrigação, para comprar um remédio para minha mãe, duas semanas depois do ocorrido. O sonso falou comigo todo atencioso, perguntando o motivo de eu ter sumido. Não respondi. As palavras não saíram de minha boca, ficaram amarradas no ninho áspero e rancoroso que minha língua se tornara. Apenas o flechei com meus olhos em chamas. Se fosse para dizer alguma coisa, era para chamá-los de safados, traidores, filhos de uma égua! O que eu desejava mesmo era voar nos pescoços deles e feri-los com minhas unhas.

— Não liga não, Arlindo. Ela está estranha assim já tem um bom tempo — ele sorriu divertido e voltou para a leitura que fazia. 

Antes que eu fosse embora, anunciaram que estavam namorando. Quase morri. Senti a primeira grande dor de minha vida. Tive febre, dores por todo o corpo, fui hospitalizada, fiquei de cama por uma semana. Suspeitaram de tudo, menos da verdade.

Minha vida, que já era insossa, do sítio para o colégio e do colégio para o sítio, tornou-se intragável.

O tempo passou, Dulce e Arlindo se casaram numa cerimônia simples, realizada no cartório da cidade. Nos primeiros meses após o anuncio do namoro, tornei-me bastante arredia com minha irmã. Mas a fúria foi se abrandando até desaparecer completamente com o nascimento de Arlindinho, o filho deles. Passei a visita-los novamente com bastante frequência. Acabei aceitando a situação, ademais, eu e meu cunhado nunca tivemos nada, ele nunca havia me visto com os mesmos olhos com que eu o via.  E a raiva que me abateu foi gerada pela ilusão tola de uma adolescente romântica. Para ele eu não passava de uma pirralha magricela e esquisita. 

Com o passar do tempo, comecei a receber elogios de como me tornara bonita. E os olhares dos homens caiam sobre mim como o lume de lobos famintos. E a cada cantada, assovio ou piscada que me dirigiam quando eu passava, eu fazia cara feia, mas rebolava ainda mais meus quadris amadurecidos. Na verdade, eu adorava aquilo! Minha mãe dizia que uma cigana havia tomado minha alma. 

Eu já estava com dezenove anos e trabalhava de frentista de um posto de gasolina. À noite, estudava Letras numa faculdade particular de uma cidade vizinha. Não era mais uma menininha de canelas finas, tomei corpo, virei mulher. Mulher decidida que sabia o que queria da vida! Arlindo Orlando também percebeu minha transformação e o peguei algumas vezes me observando de uma forma diferente, com um sorriso safado, meio cínico, diferente dos sorrisos que ele dava quando me fazia ficar corada com suas perguntas sobre namorados. E ele não precisava mais perguntar, já que eu estava noiva de Júlio Jonas há mais de um ano e de casamento marcado para breve.  

Essa nova forma de ser olhada por Arlindo Orlando, reascendeu as fagulhas que adormeciam dentro de mim. E meu corpo ardia a cada encontro com ele.

 As minhas folgas do posto de gasolina eu passava na casa de minha irmã, para ver o Arlindinho. Eu ficava sozinha com meu cunhado por muitas horas nestes dias. Eles haviam transferido a farmácia para uma sala acoplada à casa que construíram. Sempre que eu chegava lá, ele dava um jeito de deixar a mana sozinha tomando conta da loja, enquanto ficava em casa, resolvendo coisas no computador do escritório. Para mim, essa atitude era uma prova concreta de que ele queria me ver. E eu flertava sem nenhuma inibição. Passava as mãos pelos meus cabelos, ria alto de piadas que ele contava, não perdia uma oportunidade de elogiá-lo ou de brincar com seus quilinhos a mais e com sua cabeça cada vez mais branca. Às vezes ele me chamava para mostrar alguma coisa no notebook e eu aproveitava para chegar bem perto dele, ao ponto de nossas peles se roçarem, causando uma eletricidade que estremecia todo o meu corpo. Ele também tremia, eu podia sentir.

Certa vez, ele saiu do banheiro, vestido de bermuda e sem camisa, enxugando os cabelos. Eu estava sentada numa cadeirinha de balanço, com meu sobrinho no colo, e me peguei conversando com ele com meus olhos fixos no volume que se formava no centro de sua bermuda. Eu olhava diretamente para o pau dele. Dá para acreditar num troço desses? Foi somente uma fração de segundos, contudo, ele percebeu e quando ergui a cabeça, desconfiada, ele sorria malicioso. Baixei a vista e sorri também. Eu não estava louca, ele também tinha interesse em mim. E a prova disso veio na festa de emancipação política da cidade. 

Miracema do Norte estava em polvorosa, grandes bandas iriam se apresentar para comemorar o cinquentenário da cidade. A população de dez mil habitantes parecia haver triplicado. A praça da matriz estava abarrotada. Lá pelas tantas, quando esperávamos a apresentação da atração principal, eu e Arlindo Orlando saímos para comprar umas bebidas. Júlio Jonas e Dulce ficaram para que não perdêssemos nosso “camarote VIP”, que na verdade, era a varanda coberta da casa dos pais de meu noivo.

Assim que chegamos à barraca de batidas, a chuva que ameaçava cair durante todo o dia, despencou num pé d’água típico dos dias Juninos. Tivemos que esperar embaixo do quiosque, espremidos por uma multidão que também não queria se molhar. Arlindo Orlando acabou ficando apoiado com as costas no balcão da barraca e eu encostada no corpo dele. Aquela proximidade poderia parecer embaraçosa, mas eu não me sentia desconfortável. Arlindo perguntou, bem junto ao meu ouvido, se eu não acharia melhor encarar a chuva. Respondi que não, de modo algum, havia passado quase três horas no salão e não iria estragar o que eu tinha pago pelo meu cabelo. Ficaríamos lá até a chuva dar uma trégua, falei resoluta. 

Estávamos cercados por desconhecidos, e aqui e ali, eu avistava alguém da cidade, mas ninguém pareceu perceber algo reprovável em nossa situação.  Ele colocou suas mãos levemente ao lado da minha cintura e eu me encaixei melhor a ele. Apesar da chuva e do vento frio, comecei a suar, meu cunhado também. A banda deu início ao show, os expectadores enlouqueceram com os primeiros acordes da sanfona, e eu, instintivamente, balancei meu quadril no ritmo do forró, fazendo com que minha bunda roçasse no corpo de Arlindo Orlando. Percebi que ele tentou se afastar um pouco, mas não tinha para onde, e sussurrou:

— O que você está fazendo, cunhada?

— Dançando, meu cunhado. Relaxa — respondi sem parar de dançar.

As pessoas começaram a gritar e a pular, a chuva aumentou, e eu podia sentir que meu cunhado começava a se animar. Continuei a mexer com mais velocidade, alternado o bailado com pequenos pulinhos, enquanto o marido de minha irmã me puxava para si, com seu entusiasmo cada vez maior latejando em mim. A situação não durou mais do que cinco minutos, mas foi o suficiente para eu ter certeza do que eu queria. 

A chuva cessou e nós voltamos levando as bebidas. A noite transcorreu normalmente, e eu e meu cunhado fingimos que nada havia acontecido. No entanto, eu não conseguia tirar dos meus pensamentos a “dureza” dele me espetando. Eu não era mais virgem e já havia transado várias vezes com Júlio Jonas, contudo, foi somente naquela noite que me senti realmente uma mulher desejada. 

No outro dia, me levantei as nove da manhã, bem mais cedo do que precisava. Eu só entraria no posto de gasolina às duas da tarde. Tomei café às pressas e saí. Dulce, como de costume em fins de semana e feriados, estava no sítio. Arlindo Orlando ficou na cidade para trabalhar.

Fui direto para a farmácia, estacionei a camionete e desci do carro convicta. Passei por meu cunhado em silêncio, apenas estiquei minha mão, toquei em seu rosto e fui direto para dentro da casa. De soslaio, vi que ele me seguia. Eu usava um vestidinho azul florido que retirei por cima da cabeça assim que entrei no corredor e quando finalmente deitei na cama de minha irmã eu vestia apenas uma minúscula calcinha fio-dental de cor preta e calçava uma sandália de salto alto da mesma cor. Arlindo Orlando chegou segundos depois, alvoroçado, com as faces vermelhas.

— O que você está fazendo, Rutinha? Está louca? — Eu não disse nada, somente me levantei, o puxei para perto de mim e colei minha boca em seus lábios. Beijamo-nos com sofreguidão enquanto ele tirava a camisa, a calça, a cueca… peguei em seu pau duro e ele soltou um gemido. Deitei na cama. Arlindo Orlando se livrou, com um movimento rápido, da irrisória peça, encharcada de desejo, que me cobria. Escancarei minhas pernas para recebê-lo. Ele entrou em mim vagarosamente, ao mesmo tempo que mordiscava e sugava os bicos empinados dos meus seios. E ficou entrando e saindo… mordiscando e sugando… enquanto olhava para meus olhos inflamados de tesão. Foi aumentando o ritmo das estocadas, quando, de súbito, mudei-o de posição num movimento brusco e fiquei por cima dele. Eu queria cavalgar. E como cavalguei, minhas amigas. Cavalguei feito a cigana que minha mãe dizia que havia roubado minha alma. E fizemos amor, não só isso, muito mais que isso, nos entregamos um ao outro numa união única, mágica, cheia de prazer… fodemos, trepamos… com força, com volúpia, com muita paixão. E foi assustador, louco e absolutamente delicioso. Eu me sentia plena, uma mulher verdadeira. Pude sentir seu jorro intenso no mesmo momento que eu também gozava alucinada e febrilmente. Foi lindo!

Ficamos abraçados por alguns minutos, calados, apenas ouvindo o som de nossas respirações ofegantes. Quando nos recompomos e nos vestimos, pude ver no rosto de meu cunhado todo o seu terror pelo o que havia acontecido. Naquele instante eu fiz a escolha do meu destino. Eu amava de verdade Arlindo Orlando, sempre amei e o amaria para sempre. Entretanto, eu também amava minha irmã, meus pais, sobretudo, meu sobrinho. Eu sabia que teria uma vida confortável ao lado de meu noivo, bem mais confortável do que a vida que minha irmã vivia. Beije-o na boca e falei:

— Não se preocupe, cunhado, ninguém jamais saberá deste nosso segredo.

 Vinte dias depois casei com Júlio Jonas numa festa inesquecível, para mais de cem convidados. 

A vida seguiu confortavelmente, sem percalços, por vinte anos. Formei-me com êxito, passei no concurso para professora do estado, transei com meu cunhado duas outras vezes, sem nunca ninguém desconfiar, tornei-me escritora e mãe de dois filhos: Jonathan Jeferson e Raissa Rebeca. Contudo, os caminhos da existência nunca são sempre retilíneos e luminosos, há os momentos em que a estrada se desvirtua e se enche de sombras. 

 Há seis meses, fui abalroada pela segunda grande dor da minha vida, e, sem dúvida alguma, a mais medonha. Meu filho, Jonathan Jeferson, de quase vinte anos, foi diagnosticado com uma gravíssima doença, com a necessidade de um transplante de medula óssea urgentemente. Se foi culpa do acaso ou um castigo divino, nunca poderei responder. Foi por este motivo que escrevi estas reminiscências confessionais, queridas leitoras, que, infelizmente, não são ficção. E, possivelmente, minhas amigas, no instante em que vocês liam sobre essas aventuras pecaminosas juvenis, nesta conceituada revista eletrônica, eu me encaminhava para a casa de minha mana, para contar sobre a tragédia que me abocanhara e revelar-lhes o nome do verdadeiro pai de meu filho, já que nem Júlio Jonas e nem Raissa Rebeca foram compatíveis para o tratamento.

Peço-lhes que orem por meu filho e que deus possa me perdoar!

Desesperadamente, assino-me, como sempre: Mariposa Apaixonada de Guadalupe.

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22 comentários em “Reminiscências de um Amor Proibido (Jowilton Amaral)

  1. Ana Carolina Machado
    15 de setembro de 2019

    Oiiii. Um conto sobre um amor proibido entre uma moça chamada Rute e o marido da irmã dela. Tudo começa logo nos dias da juventude dela quando a irmã trabalhava na farmácia e ela sempre ia lá para ver seu amor proibido. Mas o destino tinha outros planos e sua irmã se casa com ele e eles tem um filho juntos. Os anos passam e quando tudo parecia ter se acalmado os desejos voltam e dessa vez se concretizam na intimidade que eles tem. E a vida segue, mas no fim o passado que sempre cobra as dívidas reaparece e devido ao amor que sente pelo filho que precisa de um transplante a verdade vai vim a tona sobre o verdadeiro pai do menino, o cunhado dela. Gostei de como o romance proibido foi sendo mostrado com o passar dos anos e de como quando menos esperava o passado voltou a tona. Achei um pouco diferente o uso dos nomes compostos. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

  2. M. A. Thompson
    15 de setembro de 2019

    Olá autor(a). Parabéns pelo seu conto.

    TÍTULO: Reminiscências de um Amor Proibido

    GÊNERO:
    [ X ] Sabrinesco (erótico)

    RESUMO: Uma adolescente trai a irmã com o marido, um farmacêutico que anos antes havia se fixado na cidade. Já casada e com filhos, devido a um problema de saúde de um dos filhos, é obrigada a revelar a verdadeira paternidade por precisar de um doador compatível.

    ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA: Nada a comentar.

    O QUE ACHEI DA HISTÓRIA:
    A história é previsível até a reviravolta de não sabermos se de fato aconteceu com a autora, como é dado a entender no final. Se foi uma estratégia foi interessante e nos traz uma nova percepção.

    Desejo sorte e torça por mim também. 🙂

    Abçs.

  3. Vladmir Campos Leão
    13 de setembro de 2019

    Resumo: Esta é a história de Rute Rogéria, que estava perdidamente apaixonada pelo namorado de sua irmã, até que ela flagra ambos transando escondidos. Os anos vão se passando, e junto com eles a dor daquele dia. Até que ela finalmente tem uma chance de ir para cama com o cunhado.

    O que achei: Gostei muito do 28º parágrafo. Além dele, o restante da história está, pelo menos para mim, ok.
    E justifico minha avaliação não só contando da estranheza que senti pela breguice dos nomes escolhidos para alguns personagens, mas também pelo uso de expressões frias e muito pomposas (pelo menos para mim) que vira e mexe aparecem num conto erótico, como foi o caso deste.
    “Estocadas” e “volúpia”, por exemplo. São muito distantes da realidade. Sexo bem feito, como você mesmo escreveu: É lindo.
    Por isso a importância de narrá-lo com simplicidade, sem, é claro, perder a riqueza dos detalhes sensoriais.
    É por isso que quando leio num conto erótico palavras como as que pus entre aspas, fico com a impressão de que a história foi escrita por um monge copista que expressava seus desejos reprimidos através de palavras incomuns, ao invés de fazer uso de um vocabulário mais corriqueiro e autêntico.
    Mas tenho certeza que se você continuar praticando, tanto esta narrativa, quanto suas outras ficarão magnificentes. 😉

  4. Adauri Jose Santos Santos
    12 de setembro de 2019

    Resumo: Garota apaixona-se por um farmacêutico de sua cidade, porém este se casa com sua irmã mais velha. Alguns anos depois, antes de seu casamento, a garota vai à casa do farmacêutico e transa alucinadamente com ele. Passados mais alguns anos, ela descobre que um dos filhos que seria do atual marido precisa de um transplante, mas só o Farmacêutico é compatível.
    Considerações: Gostei da estória, tem vários elementos interessantes. O enredo é bem construído e o final é bom. É uma estória com bastante drama. Achei que ficou uma referência direta à musica, pelo menos em relação a alguns nomes de personagens. Não fugiu do tema, não encontrei erros de revisão. Parabéns e boa sorte!

  5. Tiago Volpato
    12 de setembro de 2019

    Resumo:

    A história de uma garota que se apaixona por um farmacêutico bonitão, mas como ela é de menor, ele resolve casar com a irmã dela. O tempo passa, ela faz 18 e libera pro farmacêutico bonitão, mas só uma vez né, porque isso não é bagunça.
    Ela casa, tem filhos lindos, os filhos crescem, um deles apresenta uma doença mortal que só o pai pode salvá-lo, aí eles descobrem que o pai não é o pai, mas sim o farmacêutico bonitão. Fim.

    Comentários:

    O texto foi escrito por alguém que tem pleno dominio da escrita. Você sabe como montar um texto, as frases são excelentes e ele é bem agradável de ler. Os personagens foram muito bem construídos e o enredo desenvolvido com maestria. Sem dúvida nenhuma é o texto mais bem escrito de todos os dessa categoria. Se eu tivesse que apostar colocaria minhas fichas em você.
    Agora em relação a história eu não me interessei muito. Ela está bem feita e redonda e acerta em cheio no tema, mas eu sou um cara chato e não consigo apreciar um texto cuja história já vi umas mil vezes, por melhor que ele esteja escrito. Mas isso é uma peculiaridade minha, por mais otário que eu seja, não dá pra tirar o brilho do seu texto e não me impede de te dar um grande parabéns.
    Muito bem feito!

  6. Rafael Penha
    12 de setembro de 2019

    RESUMO: Jovem se apaixona por um farmacêutico da cidade e após vê-lo casar com sua irmã, passa a seduzir o homem e a ter relações sexuais com ele. Por fim, depois de casada, ao ter graves problemas na saúde de seu filho, ela decide revelar ao mundo a verdade.
    COMENTÁRIOS: Sem dúvida, entre os contos já lidos, este é um dos que melhor se adequou ao tema. Os nomes dos personagens advêm de um famoso folclore brasileiro, tirando um pouco da originalidade, mas não ofuscou o enredo da história que anda num ritmo bom. O pano de fundo na cidade pequena também não é novidade, mas não atrapalha.
    Os personagens são até bem trabalhados, sobretudo a protagonista, seus sentimentos são bem descritos, vívidos. É possível se colocar no lugar dela. A passagem de tempo em certos momentos vi bem, em outros parece corrida, as decisões dela são verossímeis e claras.
    O conto desenrola bem e a narrativa é hábil a fazer o leitor ansiar pelo momento de sexo entre os dois protagonistas. A leitura é fácil e prazerosa, uma narrativa simples e eficaz, contida, mas ousada quando precisa, como a própria personalidade de Rutinha. Não há grandes problemas gramaticais que tenham me incomodado muito.
    Enfim, uma história interessante, que representa bem o tema do certame.
    Um abraço!

  7. Gustavo Araujo
    11 de setembro de 2019

    Resumo: Arlindo Orlando chega a Miracema do Norte, onde abre uma farmácia. Uma garota de 14 anos se apaixona por ele, mas é sua irmã quem fisga o bonitão. Anos mais tarde, nossa heroína narradora está mulher feita; seus dotes não escapam ao olhar atento de Arlindo Orlando, que acaba sucumbindo à boniteza da garota. Ela, apesar de feliz com a conquista, não deseja acabar com a felicidade da irmã, de modo que mantém o caso em segredo, terminando por se casar com o namorado que ignora a pulada de cerca.

    Impressões: É um conto bem montado. Impossível não ler a história com a música da Blitz na cabeça. Cheguei a pensar – provavelmente como a maioria dos leitores – que no fim Arlindo Orlando fugiria, talvez com a jovem narradora, completando assim a profecia eternizada na música. Isso não ocorreu. Não sei se fico feliz ou chateado com isso. É que, cá entre nós, esse arremate ficou um tanto quadrado, com as peças se encaixando à perfeição, com ninguém descobrindo nada da traição, quase um filme da Disney…

    Como ocorreu em outro conto que li há pouco, a atmosfera de conquista e sedução, tão bem construída, terminou com um banho de água fria, todos felizes e satisfeitos. Embora isso possa ser bom na vida real, em termos literários é algo que empobrece o texto, ainda mais quando o desenvolvimento anterior foi tão bem estruturado. No fundo, o leitor quer ver o circo pegar fogo, não é mesmo? De modo que seria bacana, por exemplo, saber que a irmã, que era casada com Arlindo Orlando, também dava suas escapadas, talvez com o namorado da narradora. Enfim, um jogo de vingança, à la Nelson Rodrigues, talvez casasse melhor com a proposta. Claro que é divagação da minha parte, mas é que não dá para deixar de pensar que este conto, que já é bom, poderia ficar ainda melhor.

    Outra oportunidade de melhoria seria dar ao texto um ar mais interiorano, como faz João Cabral, já que tudo se passa em Miracema do Norte, já que há um certo Arlindo Orlando, já que há uma Mariposa Apaixonada. Nesse aspecto, diálogos menos formais dariam essa impressão, além de se fazer alusão a cenas típicas do interior brasileiro, à geografia da cidade, à época em que tudo ocorreu (Miracema era como se chamava Palmas-TO antigamente, não?) e por aí vai… Mas, como disse, já divago. Saiba, em todo caso, caro(a) autor(a), que só faço isso quando gosto do texto. De todo modo, dou-te os parabéns e desejo boa sorte no desafio.

  8. Fabio
    11 de setembro de 2019

    Reminiscências de um Amor Proibido

    Resumo: Uma jovem apaixona se por um homem que, mais tarde, acaba se tornando o seu cunhado. Mesmo após anos sem vê-lo, ao reencontra-lo, ela percebe que ainda nutre um grande tesão pela sua pessoa. Numa festa ela o seduz e, ele, acaba não resistindo as suas investidas. Casa-se com outro personagem, mas, mantem algumas relações com o cunhado. Descobre que seu filho é portador de uma doença grave, deixando nas suas reminiscências detalhes de sua vida um tanto avessa.

    Ponto forte: Adorei o título, adorei o enredo, adorei os detalhes. Porém, o texto é absurdamente cheio de hipérboles.

    Ponto fraco: Se estivesse escrevendo uma novela, o enredo tem grandes chances de cativar o ódio dos leitores (Talvez isto não seja um ponto fraco). Eu, por exemplo, odeio cenas onde o irmão fica com a namorada da irmã, ou qualquer coisa deste tipo.

    Comentário Geral: Analisando com calma é possível perceber a semelhança que o texto tem com fatos comuns do cotidiano. Não é raro uma irmã se apaixonar pelo namorado da outra. Particularmente os nomes dos personagens não me agradaram. Tanto faz né. Isso não é relevante. Mas, se estamos falando de uma critica de aceitação (Júlio Jonas, Arlindo Orlando) forçam a minha vontade de dar seguimento na leitura. Não se preocupe, seu texto é bom, a linguagem é fluida, a amarração dos tópicos bem-feitas. Detalhes que nos agradam ou não fazem parte da interpretação de cada um.

  9. Miquéias Dell'Orti
    10 de setembro de 2019

    RESUMO

    Aos quatorze anos, Rute se apaixonou por um farmacêutico, que mais tarde acabou casando com sua irmã. Ainda nutrindo um amor platônico por ele, ela se tornou arredia, mas o tempo a faz esquecer da paixão juvenil.

    Quando ela cresceu, começou a receber atenção diferenciada do farmacêutico, agora seu cunhado, e começou a flertar com ele. Em uma festa na cidade, os dois têm um momento de aproximação e dias depois acabam ficando juntos.

    Eles resolveram manter a relação em segredo, ela se casou e eles seguiram a vida. Continuaram se encontrando até o momento final da história, quando somos surpreendidos pela notícia de que um dos filhos da narradora contraiu uma doença grave e precisava de um transplante de medula, do qual nem o esposo nem sua outra filha eram compatíveis.

    Além disso, ela revelou que estava a caminho da casa da sua irmã, para confessar a real identidade do pai de seu filho: Arlindo Orlando.

    MINHA OPINIÃO

    Um texto muito bem escrito! O relato da triste mariposa me prendeu até fim sem entraves e o final surpreendeu. Um ótimo plot, com certeza.

    Achei engraçado os nomes duplos dos personagens, apensar de não saber se houve um motivo forte para você colocá-los. Estranho que todos têm nomes duplos, menos Dulce, a irmã, será proposital?

    Enfim, um ótimo conto. Parabéns!

  10. jetonon
    10 de setembro de 2019

    O conto segundo o relatora é uma história real.
    Se passa entre uma jovem que se apaixona por um rapaz que acaba de chegar na cidade e que começa a namorar sua irmã e se casam, mas a paixão não termina e existe uma às escondidas, a ponto de seu filho ter o rapaz como pai, e agora o menino está doente.

  11. Gustavo Aquino Dos Reis
    10 de setembro de 2019

    Resumo “Reminiscências de um amor Proibido”: Rute Rogéria, garota da pacata cidade de Miracema do Norte, tem uma paixão juvenil e não correspondida por Arlindo Orlando, um recém-chegado que abre uma farmácia na cidade. A irmã de Rute, Dulce, acaba por ter uma relação com Arlindo e ambos começam a namorar. Rute cria uma antipatia à esse fato. Amadurece, torna-se mulher e, em um belo dia, seduz Arlindo Orlando e realiza o seu desejo mais íntimo que era se deitar com esse homem.

    Considerações: Um conto que atende todos os requisitos daquilo que chamamos como “sabrinesco” e é muito bem escrito. Entretanto, o próprio gênero faz com que ele seja, como posso colocar, insosso demais. O trabalho se apóia tão fortemente nas premissas dessas histórias que não faz nada para trazer algo novo. É um enredo simples, feijão com arroz, que não reinventa e não faz questão de fugir dos clichês – até mesmo os nomes dos personagens trazem essa caricatura (obviamente intencional) desses trabalhos. Em suma, eu gostei, mas sinto que o(a) autor(a) poderia ter indo mais além.

  12. Luis Guilherme Banzi Florido
    9 de setembro de 2019

    Boa tarde, amigo. Tudo bem?

    Conto número 47 (estou lendo em ordem de postagem)
    Pra começar, devo dizer que não sei ainda quais contos devo ler, mas como quer ler todos, dessa vez, vou comentar todos do mesmo modo, como se fossem do meu grupo de leitura.

    Vamos lá:

    Resumo: escritora relata para suas leitoras sobre o caso que teve com o cunhado, às vésperas de revelar toda a verdade para a irmão: o filho (dela com o cunhado), está gravemente doente, e ela precisa descobrir se é compatível com o pai.

    COmentário: olha, antes de qualquer coisa, quero dizer que o desfecho do conto foi uma grata surpresa. Gostei muito! Mas vamos por partes.

    Pra começar, a história foi contada com muita habilidade.A narrativa flui de forma clara e dinâmica, tornando a leitura fácil e rápida.

    Porém, até certo ponto, eu estava achando a história um pouco sem graça, sabe? Afinal, o caso de uma adolescente que se apaixona por um homem mais velho não chega a ser nada cativante. E é justamente aqui que sua habilidade na construção da narrativa foi essencial.

    Quero dizer, se a escrita não estivesse tão boa, talvez eu tivesse perdido um pouco o interesse na leitura, e não tivesse mantido o fôlego até o enredo deslanchar. Parabéns!

    Agora, falemos do deslanchar! rsrs

    O desfecho foi muitíssimo bom. Quando ela contou da doença do filho, à princípio, me pareceu meio deslocado do restante. Mas quando entendi o que tava acontecendo, foi muito prazeroso, como leitor. Por exemplo, eu tava tão envolto na leitura, que nem desconfiei que o menino fosse filho do Arlindo. Então, o momento que ela fala que ela e o Jonas não são compatíveis com o menino, foi bem legal.

    Outro ponto positivo do conto é o sabrinesco. Gostei muito. Devo admitir que preferia não ter lido no trabalho, deu um desconforto.. hahahahha

    Mesmo o uso de palavras mais rústicas, como pau, caiu bem na história.

    Enfim, muito bom trabalho. Reforço meu elogio à construção da narrativa, muito boa. Parabéns e boa sorte!

  13. Cicero Gilmar lopes
    6 de setembro de 2019

    Resumo: A história de uma cunhada safadinha, que ainda menina – adolescente, se apaixona por um homem mais velho que depois vem a se casar com sua irmã mais velha. A vida segue seu curso e Rute Rogéria torna-se uma mulher muito atraente, se forma, se casa e requenta a casa da irmã e do cunhado com a naturalidade das relações familiares. Ocorre que o tesão não acabou e quando o Diabo atenta, os dois se rendem ao desejo e o consumam seguidas vezes. Duas pelo menos. Prometem guardar segredo eterno e a vida se derrama no rio. Ocorre que quando Jonathan Jeferson, filho de Rute Rogéria, de quase vinte anos, é diagnosticado com uma gravíssima doença, com a necessidade de um transplante de medula óssea, se descobre que somente o verdadeiro pai pode ser o doador e é essa revelação que Rute Rogeria terá que fazer.

    Considerações: O (a) autor (a) criou um enredo bem divertido não fosse trágico. A pobre Mariposa apaixonada de Guadalupe, moradora de Miracema do Norte e desde sempre apaixonada pelo vigoroso Arlindo Orlando, o sujeito do para-choque duro vive um drama particular, o home que ama se casa com a irmã e num deslize ela gera um filho dele. Os resultados nefastos podem ser previstos. É leve, mas também é pesada e a cena de sexo dos amantes é muito boa.

  14. Jorge Santos
    2 de setembro de 2019

    Resumo:
    Mulher jovem tem relações com o cunhado. Dessa relação tem um filho. Vinte anos depois o filho tem leucemia e ela é obrigada a revelar quem é o pai.
    Comentário:
    Embora tenha gostado da forma como o texto está escrito, há um sentimento muito forte de deja-vu. A ideia base poderia ter sido mais elaborada de forma a ultrapassar os clichés que o transformaram num argumento de uma novela mexicana.

  15. Fernanda Caleffi Barbetta
    30 de agosto de 2019

    Que irmã safada, hein? Gostei do conto, principalmente por ter sido escrito como uma “carta” às leitoras. Gostei tb do final, apesar de ser previsível. Os nomes próprios me irritaram rsrs. Parabéns e boa sorte

  16. Lucas Cassule
    28 de agosto de 2019

    Foi a história mais bonita e mais triste que já li… Uma narrativa de mestre, cada alínea me empurrava para a frase seguinte. “O romance de uma jovem adolescente pelo seu cunhado, o fruto desse amor que foi descoberto 20 anos depois em condições inusitada”.

    Espero sinceramente que o desfecho tenha sido feliz para ambas as famílias, afinal está em jogo uma vida, e o menino não tem culpa. 😦

  17. Lucas Cassule
    28 de agosto de 2019

    MEU DEUS?????

  18. Emanuel Maurin
    19 de agosto de 2019

    Ola.
    Numa cidade pequena um farmacêutico com o nome de Arlindo se estabeleceu, e uma menina gostou dele, mas foi a irmã mais velha dela que casou com Arlindo. Quando a criança cresceu, ficou vistosa e encorpou, Arlindo e mais alguns homens daquela pequena localidade a examinavam com olhares “desejantes”. Ela, que desde nova gostava do Arlindo, ficou noiva de outro homem e na primeira oportunidade que teve, traio o noivo e a irmã, fazendo sexo com Arlindo. O tempo passou, ela casou e teve filhos. Mas o destino cruel e traiçoeiro como na música do Milionário e Jose rico, marcou a hora e o lugar. Uma doença que precisava de transplante de um dos filhos trouxe à tona toda a verdade. Adoro o Evandro Mesquita.
    A narrativa flui bem, e a trama é criativa, não encontrei erros. Achei o conto bem-humorado e apimentado.

  19. Luciana Merley
    19 de agosto de 2019

    Uma menina de 14 anos se apaixona por um homem mais velho que torna-se depois seu cunhado. Após alguns anos, o desejo reaceso leva-os a cometer adultério e como fruto um filho que necessitará do verdadeiro pai para salvar sua vida.

    Gramática – Não encontrei erros de ortografia.

    Pontos fortes –
    – O enredo desperta curiosidade e me parece mais sabrinesco do que os outros contos que já li até aqui. A forma de narrar é bem objetiva, direta ao ponto e a personagem principal não é descrita com comiseração.
    O desfecho não é totalmente surpreendente mas é interessante porque traz uma lição sobre a deslealdade. O modo confessional do pseudônimo criador também ficou interessante.
    – Eu gostei da brincadeira com os nomes dos personagens e do ambiente interiorano.

    Pontos a melhorar –
    – Essa descrição da reação de uma menina de 14 anos (“uma vertigem me arrebatou e tive que me amparar no braço de minha irmã para não cair.”) me pareceu exagerada, pouco verossímil.
    – Os termos eróticos utilizados, e aqui uma opinião pessoal de quem prefere ler nas entrelinhas ao invés do termo cru, poderiam ser substituídos por outros menos vulgarizados e não teria perda ao sentido do texto (digo isso porque não se trata de um texto erótico, ou é?)

    Bom texto, parabéns. Um abraço.

  20. Vanessa Honorato
    18 de agosto de 2019

    Uma menina apaixona-se por um cara mais velho que acaba casando-se com sua própria irmã. Com o ego ferido, ela não se esquece de sua ‘paixonite’ de adolescente e se torna amante do próprio cunhado. Confesso que não gostei muito. Não pq a história seja ruim, mas pq acredito não se encaixar em Sabrinesco. Onde está o romance? O amor aqui não exite, é apenas uma menina egoísta que prefere vingar-se de sua irmã, que nem mesmo sabia da sua paixão oculta, do que viver a própria vida. Além do cara ser um babaca que não consegue manter o zíper fechado. O único inocente foi quem pagou pelo erro. Um conto forte, desperta bastante raiva, mas não desejo.
    Abraços.

  21. Claudinei Novais
    16 de agosto de 2019

    RESUMO: Jovem apaixonada por Arlindo Orlando, um farmacêutico bonitão que chegou à cidade, mas ela era muito jovem e não tinha idade para ficar como ele. Quem o conquistou foi sua irmã, Dulce. Ao ver a irmã aos beijos com o farmacêutico, Rute Rogéria ficou furiosa e saiu chutando as cadeiras. O tempo passou e Rute Rogéria se tornou uma mulher atraente, atraindo até mesmo a atenção do cunhado. Nessa época Rute Rogéria já estava namorando, mas ainda assim resolveu dar em cima do cunhado. Aproveitou um dia em que a irmã estava fora e transou loucamente com o cunhado.
    O tempo passou, Rute Rogéria se casou com o noivo, teve um casal de filhos. Posteriormente descobriu que o filho foi acometido por uma doença gravíssima e precisaria de transplante de medula. Entretanto, nem o pai e nem a irmã eram doadores compatíveis e Rute Rogéria não podia contar que o verdadeiro pai de seu filho era, na verdade, seu cunhado.

    CONSIDERAÇÕES: Conto muito bacana e se enquadra bem ao tema proposto. Linguagem clara, mas sem entrar no prosaico. A história em si é sensacional. Não é do tipo que prende muito a atenção, mas o final é bastante inusitado. Se me permite uma observação, caro autor(a), o fato de ter utilizado nomes da música (A Dois Passos do Paraíso) da banda Blitz, acabou atrapalhando um pouco, pois, todo o momento em que lia “Arlindo Orlando” inevitavelmente eu me lembrava da música (“Oh, Arlindo Orlando, volte para o seio de sua amada”) e isso tirava a atenção do conto. Sei que os leitores mais jovens nem sabem do que se trata, mas os leitores por volta dos 40 anos devem ter tido a mesma percepção que eu. De qualquer forma, considero um dos melhores contos da série C.

  22. Evelyn Postali
    8 de agosto de 2019

    Caro(a) escritor(a)…
    Resumo: Rute Rogéria apaixona-se por Arlindo Orlando, mas ele casa com sua irmã. No entanto, no fogo da paixão, ela transa com ele, engravida, mas casa com Júlio Jonas. Anos depois, precisa revelar a verdade pela doença de seu primogênito, Jonathan Jeferson.
    Narrativa leve, acertada, que mantém o tom até o final. Sem erros visíveis na minha leitura. Conto linear, em primeira pessoa, o que favoreceu o tom e o tema.
    Um conto bem humorado pela lembrança da música da banda Blitz. Pode ser que não seja considerado dentro do ‘sabrinesco’ ou chick lit pela narração em primeira pessoa e por deixar, no final, a impressão de ser um relato (epistolar). Mas é um conto muito bom.
    Boa sorte no desafio.

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Informação

Publicado às 1 de agosto de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 3, R3 - Série C e marcado .