EntreContos

Detox Literário.

Devaneios Masculinos (Fabio Monteiro)

— Evandro, meu amigo! — Traz aí uma rodada dá mais gelada que você tiver na casa. 

Sentamos à mesa Carlão, eu e outros dois amigos da oficina. No momento em que estamos sendo servidos, percebo que, é quase hora dela passar. A mulher mais cobiçada do bairro. Quando ela passa todos param para vê-la. Eu procuro não demonstrar muito o meu interesse bebendo tranquilamente a minha cerveja. Além do mais, minha esposa me mata se suspeitar que eu esteja cortejando a vizinha. A mulher é jogo duro. 

Raquel e Emily se tornaram grandes amigas. Raquel, minha esposa, sempre teve o maldito hábito de ser a vizinha simpática. Do tipo que sai emprestando uma ou outra xícara de açúcar para qualquer um que bater na nossa porta. Emily, a vizinha, aproveita. Quase sempre aparece para pedir ou entregar alguma coisa que tenha emprestado, para o meu desespero. 

Lá vem ela, sempre muito bem vestida e com trajes que valorizam muito a sua silhueta. Eu tento não a admirar muito, mas, é impossível. Saia preta justa, blusa de seda decotada na cor branca e salto alto, seios avantajados, um conjunto perfeito. Sigo dando aquela espiada rápida de esguelha enquanto os outros caras vão à loucura com o seu manequim 36. Eles se excitam. Eu me excito. O desejo é incontrolável. Uma coçada rápida para ajeitar o bichano que está quase pulando fora da calça. 

— Que delícia. — Eu sussurro.

— Falou o que aí Thomaz? — Carlão me pergunta.

— Que a mulher…digo… — Que a cerveja está uma delícia Carlão. 

— Eu respondo gaguejando. Com receio de que algum deles tenha notado a minha inquietação.

O desejo incontrolável me obriga a voltar para casa mais cedo que o de costume. Minha mulher me espera com o jantar quase pronto a ser servido. Entro correndo, desesperado para que ela não me veja. O tesão tomou posse de mim. Subo as escadas desabotoando a camisa, tirando a calça e deixando os sapatos em um canto qualquer. Um banho gelado deve resolver o problema.

— Meu amor! — Você já voltou? — Minha esposa grita da cozinha.

— Amor, eu estou no banho! — Respondo.

— Seja rápido! — Vamos ter visita para o jantar.

Não dou muita atenção para o que ela diz. Tento saciar o meu desejo me aliviando enquanto a água fria escorre pelo meu corpo. No auge da minha inquietude é custoso controlar tanta vontade. Sempre tive tendência a sentir atração por mulheres proibidas. Um fetiche que me persegue desde a puberdade. Por esta razão me casei cedo demais. 

Raquel e eu fizemos bodas de trigo recentemente. No início a paixão era ardente, fogosa e o sexo, inigualável. Eu a conheci no baile de formandos do ensino médio. Uma jovem exuberante e linda, consideravelmente excitante. Eu era um dos rapazes mais paqueradores da minha turma. O cara que todas as garotas queriam tirar uma casquinha. Alto, corpo atlético, covinha no queixo, musculatura bem definida. Seis dias da semana malhando me rendiam as mais belas conquistas. Só que, nem tudo são flores. Eu podia ter a garota que quisesse, no momento que quisesse, mas, por alguma razão, só conseguia sentir tesão pelas que eu não podia ter. Devaneios masculinos. Isto me fez ter certeza de que era hora de firmar uma relação e controlar os meus desejos compulsivos. Sem mencionar o montante de problemas que me meti por causa de mulheres proibidas.

Raquel surgiu para dar controle na minha vida. Mulher forte, determinada. Não demorou muito a se tornar gerente de vendas de uma das mais conceituadas empresas da região. Sua personalidade forte é uma das suas características mais marcantes. Foi persistente e persuasiva até que, enfim, conseguiu me conquistar. Logo eu que nunca fui muito adepto a mulheres que tomam iniciativa. Eu sou do tipo de cara que curti mesmo intimidar. O tipo que mostra tudo que tem para oferecer na primeira investida. O que não me falta é vigor e isto me fez ser um homem cobiçado. Com Raquel a situação foi um pouco diferente do normal. Fora ela que chegou me dominando assim que me roubou um primeiro beijo. A garota conhecia os segredos de uma boa conquista. Seus jogos excitantes me levavam aos extremos dos meus desejos. Beijos melados, mãos perdidas dedilhando o meu abdômen. Isto me mata. De vez em quando, suas mãos suaves friccionavam minhas partes mais potentes. Com muito jeitinho aquilo foi me aprisionando. Qualquer homem que se prese vai à loucura com esta sequência de eventos. Nosso primeiro ato sexual fora um tanto, incomum. 

Fizemos amor em cima de um “Dodge Charger RT anos 80” estacionado na garagem da casa dos pais dela. Um clássico. Foi uma loucura poder fazer amor estando junto de uma das minhas grandes paixões, carros antigos. Os pais dela assistiam tevê no andar de cima enquanto nós, apaixonados pombinhos, nos acariciávamos sobre o extenso capô do veículo. Fui logo mostrando para ela todo valor de sua conquista enquanto nos beijávamos, insistentemente. Habituado a ser aquele que administra os acontecimentos, fui surpreendido assim que seus lábios carnudos tocaram minhas partes íntimas. Um desejo absurdo. — Que mulher potente. — Eu dizia. 

Minhas mãos tocavam sua pele sedosa e macia.  Meus olhos reviravam enquanto meu corpo trêmulo gemia. O movimento de vai e vem que ela faz com a língua sempre foi único. Tornei-me refém da sua magia. Cinco ou seis encontros depois decidimos que o melhor a fazer era dar continuidade na nossa felicidade. O fator preocupante é que, homens como eu, estão sempre em busca de novos prazeres. Durante meses diversificamos. Nossas cavalgadas íntimas e posições extravagantes nos elevavam a outros níveis de prazer. 

Cerca de um ano depois alguma coisa mudou na relação. Comecei a perceber que Raquel se tornou um pouco mais do que apenas uma mulher dominante. Sua postura determinante imperava sobre autoridade governante da nossa relação. Fui perdendo espaço até mesmo dentro da nossa casa. Ainda me irrito ao recordar que minhas miniaturas de carros antigos foram pouco a pouco ganhando os fundos das gavetas. Para manter a paixão segui deixando tudo exatamente como ela sempre quis, inclusive eu. A rotina e o dia a dia estressante também contribuíram para mudar pontos importantes na relação. Ambos chegamos do trabalho, fazemos amor e nos preparamos para dormir. Uma sequência fatídica. Insuportavelmente cansativa na vida de um casal. Por esta razão criei o hábito de sair do trabalho e parar no bar do Evandro para tomar uma gelada na companhia dos meus. A oficina é desgastante. E, apesar de muito bem remunerado, o trabalho é bastante estressante. Nos meses seguintes a “pegação no pé” rolou solta. Chegou ao ponto de ela aparecer no bar para fazer uma cena. Venho tentando ser um cara fiel. Do tipo capaz de fazer tudo pela mulher que ama. 

Tento me desvencilhar daquela vida de sexos e conquistas fáceis que não me levavam a lugar nenhum. O casamento acabou se tornando uma decepcionante e exaustiva rotina. Começo a cogitar saídas extremas. Traição, separação.

Mas, o difícil mesmo é ter de chegar em casa e aguentar a mulher falando na minha cabeça. A patroa não mede palavras. A partir daí surgiram às desconfianças, o medo e a insegurança por parte dela. Não posso culpá-la, meu histórico de infidelidades passadas não me precede. Ameaças constantes, agressões casuais, brigas, discussões e, por fim, atos de insanidade. Ela chegou a me cortar só por imaginar que eu pudesse estar lhe traindo de alguma forma. Excesso de insegurança. Sempre fui um homem viril, mas, nunca adepto a ideia de tratar uma mulher com agressividade. A masculinidade não tem nada a ver com virilidade. Um homem não deixa de ser menos homem se trata sua mulher com amor e com o devido respeito. Com a Raquel eu quis que fosse assim. Esta acabou se tornando minha vã filosofia de vida. 

Quando Raquel aparecia no bar onde eu tentava relaxar das tensões, eu a ignorava. Forçava-me a eliminar da minha mente suas palavras de fúria e pensar nos bons momentos que tínhamos vivido. Infelizmente sua personalidade narcisista têm nos levado ao fim de uma relação intensa e de muito prazer.

— Amor! Por que está demorando tanto no banho?

— Eu já estou descendo! — Eu respondo mais tranquilo.

É aqui que tudo parece finalmente ter chegado ao fim. Foi um erro ter descido. Ou, melhor dizendo, foi um erro ter voltado para casa na situação que eu estava. 

Estando um pouco mais à vontade, desço sem camisa. É noite de lua cheia e deve fazer um 30º na região. Um descuido! Minha esposa me abraça assim que me vê. Isto até que me conforta. Chego a pensar que ela está tentando refazer o que temos de melhor entre nós. De-repente, ela entra. 

Emily estava à espera na sala de visitas. Raquel e eu estamos nos beijando. Imediatamente sinto algo estranho. Aquele frio na barriga que nos faz sentir que estamos diante de uma situação de grande perigo. Emily não se incomoda com o que vê e se senta confortavelmente. Raquel parece não ter notado a presença de Emily e não para de me beijar. 

Eu estranho o seu assédio desproporcional com o momento. A vizinha fica ali, sentada e nos olhando, usando aquelas roupas que me chamam tanto a atenção. Da para ver nitidamente o bico do peito dela saltando para fora da sua blusa de seda. Novamente eu me excito. Não controlo à vontade. Raquel sente que estou armado e me aperta com força. Eu suspiro… Tento recuar, sem sucesso.

Emily parece bem à vontade e começa a passar a mão nos mamilos. — Santo Deus! — O que eu faço? — Eu me pergunto.

Puxo discretamente Raquel pelo corredor tentando sair daquela situação desconfortante. Só que, ela não para de me masturbar. Meteu diretamente a mão na minha calça ao ponto de eu ficar ainda mais potente diante da mulher que cobiço. Meu coração acelera tanto que parece que vou infartar. Minha respiração ofegante é controlada pelo beijo molhado que só a minha esposa têm. Mesmo assim eu não paro de pensar nela, a vizinha demoníaca que segue desnuda próxima a minha mesa de jantar.

Eu começo a gozar por dentro da calça. O fluído orgânico leitoso do prazer escorre pelas minhas pernas peludas. Não é raro eu ter este tipo de orgasmo. A ejaculação contínua sempre foi um problema. Raquel não se contenta e continua sua massagem. Parece desejar mais do meu líquido da vida. A situação é embaraçosa. Emily está na cozinha enquanto Raquel e eu temos um raro momento de prazer. Algo que não nos acontecia há uns seis meses. Não foi por acaso que eu me rendi aos encantos da minha esposa. Apesar de toda a minha excitação pela vizinha, minha esposa é quem conduz meu grande apetite sexual.

Quando penso que acabou, Raquel desabotoa a minha calça, segura-o fortemente com as duas mãos e, usa de toda sua magia labial. Parece-me mais uma das suas tentativas de controle do meu prazer. Começo a me sentir um homem pecaminoso. Descontente por ficar excitado com uma mulher que vi pouquíssimas vezes. Não demora muito e lá vem ele, mais e mais do gozo da vida. 

— Isto é bom demais. — Eu digo em voz alta.

Ela nem me responde. Simplesmente começa a tirar o restante da minha roupa ali mesmo. Eu não resisto, continuo inerte, entregue as suas vontades. Esta mulher sempre soube como me dominar. 

Assim que Raquel tira a blusa percebo que ela está usando uma lingerie vermelha que dei de presente para ela. Algo que muito me excita. O peito dela esfrega no meu enquanto suas pernas roçam sobre as minhas. Ela se curva. Eu me posiciono para possui-la de forma tradicional. Fizemos amor de muitas formas, mas, nenhuma com tanta intensidade. 

A luz da lua entra pelas arestas das portas. Sigo gemendo de tanto tesão. — Finalmente, sou eu quem a domina. Penso. Poucos minutos depois ela grita. — Ahhhhhh…! Com toda certeza está para atingir o precioso orgasmo feminino. — Não pare! — Ela diz. 

Sigo freneticamente dando a minha mulher todo prazer que meu corpo lhe permite. Estamos absurdamente conectados. Uma suave brisa nos refresca durante este nosso momento de intensidade. — Eu te amo! — Ela me diz com lágrimas nos olhos.

Ainda um pouco espantado com tudo, eu me recomponho. Raquel, sem roupas, vai em direção à cozinha, sem se preocupar. Deve ter se esquecido da presença de Emily. Eu me esqueci completamente da vizinha durante a melhor de todas as transas da minha vida. Volto timidamente. Para minha surpresa, não tem ninguém. Isto me assusta ainda mais.

— Raquel! — Onde ela está?

— Está se referindo a quem meu amor?

—Não íamos ter visita para o jantar? — Eu pergunto com a face corada.

— Sim amor, mas minha mãe ligou dizendo que só poderá vir no final de semana.

Outro dos meus devaneios masculinos… 

Ou terá sido pura insanidade? 

Será que desejei tanto a vizinha que minha mente a projetou me levando a incapacidade de discernir entre o real e o imaginário? 

Homens! 

Somos todos assim? 

O fato é que uma apimentada me fez muito bem. Por causa dos inúmeros fatores estressantes da relação, sentir tesão pela Raquel parecia uma das coisas mais improváveis de acontecer. Tento me acalmar. 

Eu me sento no mesmo lugar onde ela estava. Acendo um cigarro e fico ali imaginando o que teria acontecido comigo. Entre uns tragos e outros não paro de pensar nela. 

— Santo vigor que não me apetece. 

Mesmo depois de vivenciar uma das mais prazerosas transas que já tive, parece que não consigo fazer outra coisa a não ser pensar com a cabeça de baixo.

Raquel retorna usando as mesmas roupas que Emily usa. Para me deixar ainda mais insano, com o bico de peito saltando para fora da blusa de seda. 

— Maldito fetiche.

— Será que estou satisfeito? — Meu corpo fala por si. 

Ela também parece não estar satisfeita. Puxo lentamente a cadeira para trás mostrando a ela toda potência do homem que reside em mim. Ela tira a blusa e novamente envolve nossos corpos. Desta vez, cavalga como um anjo sobre a minha virilidade. Eu me entrego as suas carícias. Fidelizamos nossos votos de amor demonstrando um ao outro todo afeto que nos uniu.

Nos meses seguintes, um pouco mais das suas surpresas. O amor finalmente nos presenteia com o que existe de mais belo numa relação. Ela segue na oitava semana de gestação. Nunca me senti tão homem em toda minha vida. Tudo que nos destruía parece se reconstruir dentro de mim. A paternidade chega como uma dádiva. Não creio que exista elo mais forte entre um homem e sua mulher.

Carlão, agora cotado para padrinho, me ajuda com a pintura do quarto do bebê. Eu me emociono quando vejo que Raquel o decora com as minhas miniaturas de carros antigos. Finalmente eu começo a me sentir verdadeiramente feliz. 

Logo estarei ensinando o Juninho a andar a cavalo, consertar carros antigos e mostrar que no fundo somos todos, dominados por elas. Não há homem que resista a isto.

21 comentários em “Devaneios Masculinos (Fabio Monteiro)

  1. Ana Carolina Machado
    15 de setembro de 2019

    Oiiiii. Um conto sobre um homem casado que começa a sentir atração pela vizinha chamada Emily chegando a ter uma alucinação com a presença dela. Tudo co meça no dia em que o desejo por ela o faz ir mais cedo pra casa e demorar no banho perdido em pensamentos. Ao sair do banho ver a Emily em sua casa, estranha muito porém estranha ainda mais a mulher ter intimidades com ele ignorando a vizinha. E é aí que vem a reviravolta a vizinha nunca esteve lá e no fim o casamento dele segue intocável e chegada de um filho parece vim para fortalecer ainda mais. Achei muito interessante a presença da vizinha ter sido só imaginação, pois pode ser entendido como uma metáfora para como ela poderia ser uma intrusa no casamento. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

    • Fabio Monteiro
      19 de setembro de 2019

      Obrigado Ana por captar a essência do meu conto.

  2. Jowilton Amaral da Costa
    15 de setembro de 2019

    O conto narra a história de Thomaz que é casado com raquel, uma mulher de personalidade forte. Thomaz se ver atraído pela vizinha Emely. Só que, no decorrer da história, ficamos sem saber ao certo se a vizinha existe de verdade ou não.

    Achei o conto médio, mais pela trama do que pela escrita. A dúvida criada se a vizinha Emily existe ou não, mais atrapalhou do que contribuiu para a história, na minha opinião, claro. Pelo que eu entendi, Emily não existe, e isso se dá pelo fato de Raquel aparecer vestida com a mesma roupa que a vizinha usava. As cenas de sexo foram bem construídas, ao meu ver. No entanto, o conto não me impactou o suficiente para que eu gostasse mais dele. Boa sorte no desafio.

  3. M. A. Thompson
    15 de setembro de 2019

    Olá autor(a). Parabéns pelo seu conto.

    TÍTULO: Devaneios Masculinos

    GÊNERO:
    [ X ] Sabrinesco (erótico)

    RESUMO: Um ex-garanhão, agora casado, se excita ao ver passar uma mulher gostosa e vai para casa se aliviar. Ao ser procurado pela esposa tem uma alucinação com a vizinha e o tesão perdido retorna a vida do casal. Isso acaba em gravidez e filho, fim da história.

    ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA: “infartar” em vez de enfartar. “esposa têm”, erro de concordância verbal.

    O QUE ACHEI DA HISTÓRIA:
    Bem fraquinha, pois a aparição do “fantasma” da vizinha deixou muito a desejar. Pareceu autobiográfico. 🙂

    Desejo sorte e torça por mim também. 🙂

    Abçs.

  4. Adauri Jose Santos Santos
    12 de setembro de 2019

    Resumo: Mecânico sofre com o esfriamento do seu relacionamento conjugal e não sabe o que fazer para reacender a antiga chama do casamento. No final, o mecânico vê a vizinha gostosa passando por ele num bar e vai para casa excitado. Em casa, é recepcionado por sua mulher e acha ter visto a vizinha na sala enquanto ele transa loucamente com a esposa. Daí em diante o mecânico volta a dar valor ao seu casamento.
    Considerações: É uma boa estória, enredo interessante. Achei que não se afastou do tema, apesar de exagerar no desejo do mecânico, porém não sou expert no assunto sabrinesco. Em relação à revisão vi algumas falhas. Boa sorte no desafio!

  5. Gustavo Araujo
    11 de setembro de 2019

    Resumo: homem cujo casamento deu uma esfriada convive com o desejo diário de transar com a vizinha. Certo dia chega em casa e acaba numa transa ardente com a própria esposa, por imaginar que a vizinha está assistindo a tudo. No fim, seu casamento se recupera e ele termina feliz com o fato de a esposa ter engravidado, imaginando como será seu futuro como pai.

    Impressões: Gostei do início do conto. Sim, a premissa é clichê, mas foi bem explorada, dada a maneira descontraída com que foi narrada. A dúvida existente na cabeça do protagonista é muito comum e, convenhamos, todo mundo um dia já a experimentou. Fatos assim geram empatia com o leitor, favorecendo a leitura. A cena de sexo com a esposa Raquel, sob o olhar atento da vizinha Emily ficou bem legal, digna dos melhores momentos do Fórum Ele&Ela (que, cof, cof… eu nunca li, mas um amigo me contou).

    A questão é que histórias assim, em que o homem (ou mesmo a mulher) se vê diante da possibilidade de traição, são difíceis de arrematar, justamente por conta do clichê em que se constituem. Aqui a opção foi no sentido de arrefecer o desejo do protagonista por Emily, na medida em que seu casamento se recupera e a paternidade se avizinha. Pode ser uma saída boa na vida real, mas em termos literários creio que foi broxante. Isso porque todo aquele clima de tensão sexual gerado no início acaba caindo por terra, dando a mesma sensação de um oito interrompido. Com efeito, não me atraiu essa mudança de vertente, que transformou o sujeito humano e cheio de defeitos em um escoteiro bem comportado. Talvez uma frase no fim, com o olhar dele sendo atraído por uma nova vizinha recuperasse o vigor do início da história.

    De todo modo, é uma história bacana e que resulta numa leitura agradável. Parabenizo o(a) autor(a) e desejo boa sorte no desafio.

  6. Rafael Penha
    11 de setembro de 2019

    RESUMO – trajetória de um homem mulherengo e confiante que ao se apaixonar e enfim, ter uma vida de casal, se vê diminuído pela esposa e às voltas com a rotina do casamento, até que começa a fantasiar com a vizinha.

    COMENTÁRIOS -Um conto original, mas aparenta ser o máximo de sabrinesco que um homem é capaz, indo muito mais para o erotismo. O enredo é original, as descrições são vívidas e o machismo implícito nas palavras do protagonista tornam seu ponto de vista bastante palpável e verossímil.

    Os personagens são interessantes e bem descritos, entretanto, me pareceu um pequeno deslize narrativo na descrição de Raquel, pois pela descrição do protagonista, se tornou uma mulher chata, dominadora, quase incapaz de fazer a chama do marido arder novamente, ao passo que quando ela realmente entra em cena sem ser durante a descrição do marido, suas atitudes são o oposto do narrado, o que deixa uma confusão a cerca da insatisfação do protagonista em relação a ela.

    O enredo é bem desenrolado, uma história comum, de um homem comum. A descrição é simples e mordaz, direta a ao ponto, exprime exatamente a visão do protagonista e de sua personalidade.
    Muito bom conto!

  7. Miquéias Dell'Orti
    10 de setembro de 2019

    RESUMO

    Thomaz é um homem casado que vê seu relacionamento se tornar opressivo e se sente acuado diante da agressividade da esposa, que se torna uma pessoa ciumenta.

    Ele se vê num dilema quando Emily, uma linda amiga da sua mulher (e da qual ele se sente sexualmente atraído) aparece em sua casa no momento em que está a sós com sua esposa.

    Num acesso de loucura e confusão, ele e a mulher fazem sexo como nunca fizeram. Ao terminar, Thomaz se dá conta de que não havia ninguém com eles.

    Confuso, ele e a mulher voltam a se dar bem como antes.

    MINHA OPINIÃO

    Um conto que remete a um devaneio, pelo menos foi o que me pareceu. Fica no ar essa dúvida: Thomaz estava delirando vendo a amiga da esposa ou ela realmente estava lá e tudo foi uma armadilha da sua mulher para retomar o fogo da paixão junto ao marido?

    Nesse sentido, gostei de ficar no ar essa questão, dando ao leitor um certo poder de decisão.

    Quanto a parte técnica, nada a acrescentar, a leitura foi fluida; acho que minha única contestação é sobre como você usa os travessões. Eu estou acostumado com as convenções mais tradicionais (se é que isso existe, rs) e em alguns momentos existe uma quebra por travessões sem o uso do verbo dicendi ou qualquer ação que seja do personagem, mas com a continuação do diálogo e isso me atrapalhou um pouco durante a leitura.

    No mais, um bom trabalho. Parabéns!

  8. jetonon
    10 de setembro de 2019

    Ser um homem viril e além disso, muito perspicaz nas suas transas.
    O fetiche da vizinha o deixa tarado dando o apimentado ao seu relacionamento.
    Vem a gravidez de Raquel e a sua paixão por carros antigos, antes, por ele amortizada, vem à tona.
    Está apaixonada tanto pela esposa como pelo filho que está por vir.

  9. Gustavo Aquino Dos Reis
    10 de setembro de 2019

    Resumo “Devaneios Masculinos”: o conto debruça-se sobre a história de um casal que, devido a imposição de uma rotina desgastante, não tem o mesmo fogo de antigamente. Emily, a vizinha, aparece e faz com que Thomaz tenha fetiches e devaneios sexuais com ela. Porém, é graças a esse desejo de infidelidade que o casal reencontra-se no desejo e no amor.

    Considerações: O trabalho tem algumas boas construções, mas acho que peca em certos pontos da escrita e, principalmente, na estruturação dos diálogos.

    A história é bem clichê e poderia certamente ter sido melhor aproveitada.

    Considero o conto regular, talvez um pouco sem cor para o meu gosto.

    Mas, vejo grande potencial aqui de um(a) autor(a) que pode proporcionar a esse espaço boas criações.

  10. Cicero Gilmar lopes
    6 de setembro de 2019

    Resumo: o personagem narrador conta sua rotina de trabalho, cerveja com os amigos, a eterna vigilância da esposa, mesmo que distante e a excitação causada por Emily, a mulher mais cobiçada do bairro. Quando ela passa todos param para vê-la. Emily e Raquel, a esposa do personagem, são grandes amigas. E quando ela passou aquela tarde, o deixou tão excitado que precisou se aliviar debaixo do chuveiro. Raquel lhe pede que seja rápido, pois terão visita para o jantar. Ficamos sabendo como o casou se aproximou e o que os une até então. Só que no momento as coisas esfriaram e só o que se ressalta na relação é os ciúmes loucos da mulher. Quando o rapaz deixa o banho é “atacado” violentamente pela esposa sem importa-se com a cobiçada Emily que estava à espera na sala de visitas. O tesão vai conduzindo os dois e a vizinha também, não demonstra nenhum incômodo com o que vê e Raquel parece não ter notado a presença de Emily e não para de beijar o marido. O resultado é uma transa maravilhosa e uma conexão como há muito não tinham. E Emily? Parece que era só uma alucinação, um devaneio masculino.

    Considerações: outro raro conto em que o (a) autor (a) apreendeu bem o tema proposto. Sem dúvida, foi o primeiro que mexeu com minha imaginação e com minha… Deixa prá lá! Não é um esmero de originalidade, mas, a escrita conseguiu alcançar o objetivo. Mas, nessa seara o amigo (a), já sabe que nem tudo é gozo! Então, tem uma parte que o conto fica “meia-bomba” quando finaliza com uma idílica ode a maternidade. Não sabes que a maternidade é a Assassina da relação?

  11. Tiago Volpato
    3 de setembro de 2019

    Resumo:

    A Saga de um rapaz inconsequente que sente T(esão) por mulheres comprometidas(na verdade é mulheres proibidas, mas parece que é só mulheres casadas mesmo, fiquei encucado querendo saber se ele tinha interesse pela avó). Ele é casado, o casal já não copula mais, ele fica doidão pela vizinha, vai pra casa doidão pela vizinha, tem alucinações doidão pela vizinha e carca a esposa tendo alucinações doidão pela vizinha. A esposa fica grávida e todos vivem felizes para sempre. Fim.

    Comentários:

    Achei o texto mais ou menos, a escrita é boa, mas a história é aquela de sempre, rapaz comedor que se casa com mulher forte, casamento que apaga o fogo do desejo, vontade de pular a cerca, nada que já não tenha sido explorado a exaustão, o bom aqui é que o pular de cerca não existe, serve só como forma de reaproximar o casal e fazer com que o personagem largue seu fetiche. Então não é a mesma história de sempre, dã.
    O meio do texto começa a rememorar a vida do casal e vem uma longa descrição o que na minha opinião ficou desinteressante.
    Houve uma derrapada com a pontuação, vírgula no lugar errado, uma descrição foi transformado em fala com o uso do travessão, alguns erros que escaparam na revisão, normal, acontece.
    O texto é bem escrito, gostei do seu estilo, é gostoso de ler, já a história achei mediana, não é tão interessante assim.
    Resumindo, foi bom.

  12. Jorge Santos
    2 de setembro de 2019

    Resumo:
    Homem casado está apaixonado pela vizinha. Em casa, enquanto a mulher faz avanços amorosos ele imagina que a vizinha está em casa a ver a cena, impávida e serena, e ele acaba por ceder e conceber um filho.
    Comentário:
    Gostei do conto. O autor ou autora soube ceder à tentação de fazer evoluir fisicamente a relação a trio. Assim sendo, tudo se passa na imaginação do personagem masculino, que é onde o Sabrinesco deve residir, mais na imaginação e no erotismo, menos no plano físico. Creio que poderia ter sido evitado o estereótipo da mulher apetecível (elegante, mini-saia, seios grandes), mas só vejo esse defeito, para além do cliché da história, mas creio que é difícil escrever um Sabrinesco sem cair em clichés.

  13. Vladmir Campos Leão
    29 de agosto de 2019

    Resumo: Homem tenta conciliar com a vida de casado as lembranças de seu saudoso passado de mulherengo . No centro da trama ele se vê sonhando com sua voluptuosa vizinha.

    Comentários: Apesar de alguns alguns clichès e de estranhos termos que vi serem usados nesta obra como substitutos da palavras sêmen, esperma ou mesmo porra, achei a história bem envolvente. Das que li nessa série foi a única que considerei como sendo efetivamente erótica.
    A tensão e o tesão cresciam conforme a trama avançava e junto com eles a quantidade de informações e detalhes sensoriais. Em especial, destaco, aqueles relativos às mulheres. Fosse sobre suas roupas, atos ou corpos. Eles foram contados de forma simples mas com muita competência.
    Está de parabéns!

  14. Fernanda Caleffi Barbetta
    27 de agosto de 2019

    O conto é bem escrito e parece que vc sabe como escrever um conto erótico.Achei algumas partes um pouco exageradas, mas acho que foi essa a intenção. Só fiquei incomodada com o fato dele dizer à esposa que ela havia dito que teriam visita se ficou claro que ele não havia dado atenção a esta informação. Mas é só isso. Parabéns.

  15. Claudinei Novais
    16 de agosto de 2019

    RESUMO: Começa com alguns amigos na mesa de bar, bebendo cerveja e aguardando o momento em que uma das mulheres mais cobiçadas do bairro passaria por perto. O protagonista é casado e, tomado de tesão, resolve voltar para casa antes que alguém percebesse seu tesão por outra mulher. O relato posterior relata a cena inusitada de sexo com a esposa enquanto ele imagina a visita real da vizinha esperando na sala. Por fim, percebe que estavam apenas ele e a esposa em casa e transam novamente, o que levou a gravidez da mulher e planos de cuidar do filho gerado nessa frenética noite de prazer.

    CONSIDERAÇÕES: O conto se inicia indicando que vai rolar algo picante logo no início e chega a prender a atenção. Infelizmente a longa narrativa de como o protagonista havia conhecido a esposa e como havia se tornado o relacionamento após algum tempo do casamento, dispersou um pouco do brio inicial. A cena de sexo com a esposa, soou um tanto surreal devido ao fato de o homem estar imaginando que a vizinha estava na sala. Se não fosse esse detalhe, soaria bem real e possível de ocorrer entre o casal. Algumas figuras de linguagem me soaram um tanto artificial e um pouco broxante, como “o fluído orgânico leitoso do prazer” e “meu líquido da vida”. Quanto ao fato de a mulher ter engravidado, me brochou de vez. Pensei que ele fosse dar uma escapada da mulher ou que a vizinha seria convidada para um sexo a três, mas o que seguiu foi a gravidez da mulher. Quando à escrita e clareza, o (a) autor (a) conseguiu atingir o papel. Parabéns pelo conto!

  16. Lucas Cassule
    15 de agosto de 2019

    Um relacionamento que precisou de um impulso inusitado para sair da rotina… Gostei da imaginação e forma de descrever as cenas.

    Parabéns ao autor 🙂

  17. Luis Guilherme Banzi Florido
    13 de agosto de 2019

    Boa tarde, amigo. Tudo bem?

    Conto número 18 (estou lendo em ordem de postagem)
    Pra começar, devo dizer que não sei ainda quais contos devo ler, mas como quer ler todos, dessa vez, vou comentar todos do mesmo modo, como se fossem do meu grupo de leitura.

    Vamos lá:

    Resumo: devaneios de um homem que, em meio a um casamento que esfriou, deseja a vizinha. No fim, transa com a esposa imaginando a vizinha, e acaba se surpreendendo em redescobrir a paixão pela esposa por meio desse fetiche. No fim, a mulher engravida e ele muda a forma de ver a masculinidade.

    Comentário: sendo totalmente sincero, não gostei muito do conto. Achei que o protagonista ficou tempo demais perdido nos devaneios masculinos (ok, sei que é o nome do conto). Quero dizer, o conto acabou ficando muito longo, e pouca coisa acontece, além da imaginação dele. Isso acabou me fazendo perder um pouco do interesse.

    Além disso, achei que o protagonista é bastante tosco, meio que macho alfão machão. Os pensamentos dele em geral são meio vazios, e isso me atrapalhou um pouco na conexão com ele.

    Por outro lado, depois que ele sai do banho o conto melhora, pois ganha velocidade. Além disso, as cenas picantes do sabrinesco foram boas! Esse é o ponto alto.

    Outro ponto positivo é o desfecho. Ele meio que desconstrói aquela imagem de homem fodão que só quer saber de comer a mulherada, e percebe que amar e construir uma família também é “coisa de homem”. Ou seja, achei que o conto começa pior, mas vai melhorando na passagem final, e termina bem.

    Parabéns e boa sorte!

  18. Evelyn Postali
    8 de agosto de 2019

    Caro(a) escritor(a)…
    Resumo: Thomaz está tendo uma crise conjugal, mas nada que um momento mais ‘quente’ entre ele e a esposa não se resolva.
    É um bom conto, mas tem alguns erros na estrutura dos diálogos com os travessões. Acho que uma nova leitura sem a ansiedade da publicação no desafio deva resolver os pequenos entraves. É um conto linear, cujo conflito não é tão intenso. Personagens previsíveis. Não classificaria esse conto em chick lit ou ‘sabrinesco’.
    É um bom conto. A cena hot está bem desenvolvida. A presença da vizinha dá uma quebrada na ação. Contudo, não desperta muito a atenção. Não me cativou.
    Boa sorte no desafio.

  19. Luciana Merley
    6 de agosto de 2019

    Um homem casado, insatisfeito em sua relação conjugal sente-se muito atraído pela vizinha a ponto de ter uma visão dela enquanto mantém relações sexuais com sua esposa. De forma inesperada a esposa o surpreende e acaba por “consertar” sexualmente o casamento.

    Gramática – Alguns poucos erros de pontuação e de escrita (Ex curti ao invés de curte)

    Pontos fortes – A fluidez da linguagem e a acessibilidade (linguagem informal, costumeira para muitas pessoas).

    Pontos a melhorar – O conto não me pareceu Sabrinesco, mas sim, mais pornográfico mesmo. Com uma linguagem explícita, pouco subjetiva, comum em literatura erótica. (Não sou muito conhecedora dessa literatura, por isso, limito-me a fazer comentários sobre a estrutura de um conto).

    1 – Enredo – Poderia ter sido mais curto e mais bem trabalhado. Por ex: A razão da mudança repentina da atitude de Raquel não é mostrada. O que a levou a essa mudança? Outra coisa: Você explica no final coisas que o leitor já percebe pela simples narrativa da cena. Poderia ter finalizado seu conto com essa frase “Sim amor, mas minha mãe ligou dizendo que só poderá vir no final de semana.” e o leitor já entenderia tudo. Na minha opinião, todos os parágrafos restantes são dispensáveis à narrativa tendo em vista o enredo que você nos apresenta como principal. E caso faça questão da presença da gravidez, poderia dizer algo como “Toda aquela insatisfação com Raquel deu lugar, após 39 semanas de muita expectativa, a um garotão a quem ensinei uma outra das minhas grandes paixões: carros antigos”. (só uma sugestão)

    2 – A linguagem –
    Os advérbios devem ser usados com mais cuidado, não de forma abusiva (tranquilamente, insistentemente, recentemente, consideravelmente) Na realidade, só quando forem indispensáveis. No mais, é melhor mostrar, descrever o que seria fazer algo “tranquilamente”.
    Frases ambíguas como “Fui logo mostrando para ela todo valor de sua conquista enquanto nos beijávamos, insistentemente.” (se quer mostrar o quanto “a conquista” é sexy, atraente…então mostre com palavras).
    Com relação à linguagem erótica explícita, e por vezes como se diz mesmo no cotidiano, bem, eu não gosto, acho que mata o texto (Tendo em vista que, eu entendi que a proposta não era de um conto erótico). Existem formas mais elegantes de transmitir a sedução, as sensações prazerosas… mas veja, esse é um gosto pessoal, não quero dizer que está errado ok?

    Espero ter ajudado um pouco
    Um abraço e perdoe-me pelos excessos de sugestão.

  20. Emanuel Maurin
    5 de agosto de 2019

    Oi

    O marido cansado da rotina da vida conjugal vai tomar cerveja com os amigos no bar, e nesse boteco todos esperam a vizinha bonita passar. O marido fica excitado e seu membro quase sai da calça. Chega em casa e sobe rapidamente as escadas com medo da sua esposa o pegar fissurado para transar com a vizinha, entra no banheiro e toma uma ducha. A esposa o chama para jantar e diz a ele que teriam visitas, ele imagina que seria a vizinha e fica alucinado com a mulher, com essa estase namora a mulher que tinha o esfriado no relacionamento com vontade. Ela engravida e o relacionamento da uma esquentada.

    Bom, não encontrei erros, o texto está bem escrito, de fácil entendimento e a narrativa flui bem. Gostei da trama.

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Informação

Publicado às 1 de agosto de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 3, R3 - Série C e marcado .