EntreContos

Detox Literário.

A Verdadeira Face do Demônio (Fabio Monteiro)

— Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.

— Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

— O corpo e o sangue de Cristo vos guardem para a vida eterna.

— Amém.

O silêncio fez se presente. Diante de centenas de fiéis ele aproximou-se, estendeu sua mão e me alimentou com o sangue e o corpo de Cristo. Eu que não merecia qualquer migalha de compaixão por ter pensamentos tão desprezíveis.

De longe eu o venerava, enfeitiçada com tamanha perfeição. Durante semanas acompanhei as celebrações com o desejo latente de que ele pudesse me tocar novamente. Apesar de não ser uma mulher religiosa eu o fazia com certa adoração. Com toda certeza eu o adorava. Adorava cheiro doce do perfume que ele deixou sobre mim no dia que senti o fogo queimar no meu interior.

Casualmente eu cruzava com uma centenária que ficava me secando com o seu olhar de velha santificada. Quase no final da liturgia de domingo ela aproximou-se e sem motivo algum começou a me atacar.

— Impura. Você é uma mulher impura. Fixei um olhar dominante sobre ela e pensei: — Maldita velha. Sem nem me conhecer você se dirigi a mim proferindo tais palavras.

— Você vai arder no fogo do inferno. Ela dizia.

— Você é que vai apodrecer no limbo, velha miserável. Respondi com fervor nos lábios. Esqueci completamente que estava dentro de um templo sagrado. Evidente que não deixei por menos. Ela nem me conhecia. Com que direitos diz blasfêmias tão absurdas?

Sem que eu notasse eis que ele surge diante de mim. Por três semanas seguidas eu não o vi durante as celebrações. De repente cá estávamos, frente a frente. Nesse meio tempo a velha não parava de blasfemar. A multidão começou a me afrontar. Não entendi bem o que estava acontecendo.

Comecei a me sentir Maria Madalena. Despida pelos olhares daqueles homens e mulheres que se dizem sagrados. Nunca senti tanto ódio em toda minha vida. A morte parecia pouco para aquela gente.

De maneira estranha a velha começou a passar mal e curvou sua cabeça no chão diante do grande crucifixo. Neste momento ele se desprende da parede e tomba bem diante de nós.

Um amigo me disse uma vez que os pensamentos têm muita força, mas, eu não esperava que ela pagasse pelas suas atitudes pecaminosas tão rapidamente.

— Você está bem? Ele me pergunta

— Estou. Respondo timidamente. E a velha ali se contorcendo tentando tocar a face do Cristo despedaçada. Quando fui abaixar para ajudá-la ele me segurou.

— Deixe-a. Ele disse.

— Padre ela está morrendo!

— Você deve deixá-la. Ele reforça.

— Se você tocar nesta mulher nunca mais poderá ser a mesma.

Algumas pessoas se colocaram diante de nós e ninguém fazia nada para ajudar à idosa.

Apesar do ódio que senti reclinei o meu corpo em direção a ela e tentei levantá-la. Por alguma razão ela pesava muito mais do que o habitual para sua idade. Creio que ela devesse pesar uns 70 ou 80 kg. Nada que eu não pudesse aguentar, mas não consegui. Enquanto eu a segurava ela deu o seu último suspiro.

— Por favor! Alguém precisa me ajudar. Eu pedia desesperadamente por ajuda.

Ninguém fazia nada. Ninguém se propôs tocá-la.

— Vá pra casa criança. Nós tomaremos o corpo.

— Padre, o que é isso que está acontecendo? Por que ninguém está fazendo nada?

— Eu já lhe disse menina. Vá pra casa, tranque as suas portas e janelas, ore com fé. Esta noite ele deverá visitá-la.

— Deus, o que foi que eu fiz? Eu me perguntava.

Fui pra casa pouco tempo depois, mas, por algum motivo eu não estava amedrontada. Na verdade, eu não parava de pensar naquela mão me segurando. Fui ficando excitada, banhada do desejo de ter o seu corpo junto ao meu.

Preparei o jantar e fui tomar um banho quente pra relaxar. Seu rosto e a sensação do toque de sua mão estavam fixados na minha mente. Em razão disto comecei a ter o mais prazeroso de todos os orgasmos. Acariciei carinhosamente meu clitóris com os dedos como se estivesse sentindo seu vigoroso membro recostando em mim. A esta altura eu sabia que a maldita velha tinha razão. Eu devia mesmo arder no fogo do inferno por cometer tamanho pecado.

Fui-me deitar pensando no que ele quis dizer com — Esta noite ele deverá visitá-la. Há quem será que ele se referia?

Para expurgar um pouco dos meus pecados orei com a bíblia nas mãos. De vez em quando eu tinha o hábito de ler uma ou outra passagem antes de dormir. Por coincidência eis que leio o livro de João, capítulo 3:8.

 

— “Aquele que prática o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou, para destruir as obras do Diabo”.

 

Quanta asneira. Eu não sou uma pessoa do diabo. Desejar me deitar com o padre não pode ser um pecado tão grave assim. Eu sei que a maioria das pessoas daquela igreja não segue uma vida tão religiosa assim. Embora preguem a palavra de Deus, a maioria é tão pecadora quanto eu. Neste momento começo a folhear algumas páginas diversas da bíblia. O livro de Pedro 5:8-11 parece me repreender:

 

— “Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar. Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé, sabendo que os irmãos que vocês têm em todo o mundo estão passando pelos mesmos sofrimentos”.

 

Começo a temer as minhas ações e pedir perdão ao Senhor pelas minhas iniquidades.

São três da manhã, não consigo dormir. A campainha toca uma, duas, seis vezes.

— Quem será a esta hora da manhã?

Sai quase sem roupas dando uma espiada rápida pela janela. Para o meu desespero, é ele. Padre Vicente da Paróquia do Bom Jesus. Homem robusto com os seus 30, talvez, 33 anos.  Másculo, absurdamente lindo. Barba cerrada, camisa branca de botão meio aberta com seu tórax bem definido amostra. Lábios carnudos e convidativos aos meus beijos. Postura inadequada para um servo de Deus. O tesão toma conta de mim. Começo a suspirar com intensidade só de vê-lo.

— Tem alguém em casa? Ele pergunta. — Ah Deus, o que eu faço? Devo atender a porta? Não pude me segurar e respondo: — Um momento eu já estou indo. Desço alguns degraus e grito: — Padre é você? Ele responde com aquela voz grave. — Filha, sou eu. Meu coração palpitava, minhas mãos suavam. A vulva, completamente lubrificada de tanto desejo.

— Seja bem-vindo Padre. Eu o convido a entrar.

— Filha! Vim ver como você está. — Eu estava preocupado com a sua condição emocional depois do que você passou.

— Preocupado com a minha condição emocional? Questiono com ar esnobe. Eu nem me lembrava do que tinha acontecido.

— Entre Padre, vamos sair do relento.

Ele entra, se senta, retira o colar clerical e esfrega as pernas uma na outra ansiosamente. Meus desejos eram incontroláveis. Ele me olha com a mesma vontade. Se levanta! Segura gentilmente as minhas mãos e sussurra palavras em latim no meu ouvido. Da nuca aos seios, ele me beija, incontrolavelmente. Não resisto.

— Que boca deliciosa. Eu lhe disse.

— Você quer que eu pare? Ele pergunta.

— Deus! Por favor, não pare Padre.

Ele tira a camisa, a calça e deita-se sobre mim. O prazer que sinto é inigualável. Enquanto me seduzia acariciando os meus seios ele fora me consumindo, lentamente. Meu corpo tremia de dentro para fora.

— Fique de costas. Ele me diz. Eu o obedeço em cada um dos seus pedidos. Gemi de dor, tesão, de satisfação enquanto ele me penetra de várias formas.

— Eu quero tudo que você tem.

— O que disse Padre?

Senti algo me repuxar para trás, como se minha alma tivesse sido tragada para fora do meu corpo. Neste momento gozamos. Juntos.

— Você pode relaxar agora menina. Satisfiz nossos desejos.

— Padre! Do que você está falando?

Virei rapidamente e ele me segurou com a mesma força que o fizera na igreja. O braço dele era tão forte que perdi todas as minhas forças. Ele me possuía. Nos deitamos lado a lado. Seu vigoroso membro não diminuía.

— Eu Te Amo Padre. Eu lhe disse.

— Você não deve me amar filha. Eu posso não ser quem você imagina.

— Você é Padre. Você é tudo que sonhei pra mim.

Cai no sono completamente, exausta com tanto prazer. Quando despertei, a casa estava vazia, mas, eu sabia que não era um sonho. Ele havia esquecido o relógio na mesa de canto da sala. Aliás, estranhamente parado no horário das três.

Era tarde, eu estava atrasada para o trabalho. Me arrumei depressa e segui rumo à labuta. No caminho coisas estranhas aconteciam. O ar estava pesado e diferente, tinha cheiro de morte. Um cortejo descia a viela. Eu odeio enterros. Um homem me puxa violentamente me chamando de puta. Parecia que eu estava fadada a ser julgada pela ira daqueles que se consideram santos. — Filho da puta, ele há de ter o que merece. Eu lhe disse.

Na ponte da cidade uma adolescente ameaça se jogar. Fui me aproximando para ver se alguém tirava aquela menina de lá. De repente ela me olha apavorada e grita: — Demônio! E se joga. 20 metros em direção ao chão. De novo todos que estavam por ali me olham como se eu fosse a responsável pelos crimes deste mundo sujo. É claro que fiquei com pena da menina, mas, Deus sabe as dificuldades que ela estava enfrentando para ter tomado esta triste decisão.

Cheguei com duas horas de atraso no trabalho. O gerente me repreende. Foram tantos acontecimentos. Ele nem me deixou explicar.

Não faltando muito para o término das minhas atividades meu chefe me chama e diz: — Você está despedida. Seis anos vendendo produtos contrabandeados para clientes vigaristas e ele me dá a notícia desse jeito. — Velho desgraçado. — Eu quero é que você queime junto com a sua empresa. Mal cheguei em casa e minha melhor amiga me liga.

— Miga! Você não vai acreditar!

— A empresa que você trabalha pegou fogo há duas horas.

Santo Deus. O que foi que eu fiz? Na manhã seguinte recebo a notícia de que o Senhor Dr. Carlos Ferrari morreu carbonizado, sufocado na fumaça gerada pelos eletrônicos que vendia.

— Velho charlatão. Teve o que mereceu. Pecadora ou não eu me senti feliz.

Todas as noites ele me visitava. Padre Vicente me penetrava com tanta força que fomos nos tornando uma só pele e carne. Aliás, que carne. De fazer inveja em qualquer mulher da comunidade. Elas cobiçavam e desejavam o que não podiam ter. Eu me considerava uma mulher de muita sorte.

Depois de três meses juntos ele decidiu que deveria deixar a batina e veio até a minha morada, por assim dizer. Parecia um demônio entregue as vontades de um anjo. O mais belo de todos os encantos da cidade rendeu-se aos meus caprichos.

As beatas, freiras, moças puritanas lambiam seus beiços quando me viam de braços dados com ele. Às vezes eu ouvia um zum, zum, zum sobre ele ter deixado a batina: — Como ele pode abandonar o sacerdócio para ficar com aquela piranha?

Doce menina, pouco tempo depois de ouvi-la ela morreu por causa de uma overdose de remédios.  Sabe se lá Deus que tipo de droga ela usava para se sentir assim ávida em tirar a própria vida.

As críticas não paravam. Ele, no entanto, me fazia à mulher mais feliz deste mundo. Caminhávamos juntos, passeávamos de barco de mãos dadas para desgraça da cidade que me repudiava. Aos poucos elas foram se juntando a pobre idosa que desfaleceu em meus braços na santa igreja. Uma a uma elas foram caindo deixando seus homens livres para minha satisfação.

Eu não os desejava. De forma alguma eu ia querer aquele ser decrepito do 305 do outro lado da rua.

Homem feio, barrigudo, porco e imundo, fedia a álcool. Nunca respeitou a esposa. Me olhava de cima em baixo desde o dia que me mudei para aquela cidade.

Ana, a vizinha que morava ao lado começou a sofrer de demência pouco tempo depois que eu a peguei cortejando o meu belo Padre. Tive medo de que ela morresse. No fundo eu gostava dela, dos quitutes que ela me deixava quando eu ainda morava sozinha.

Na ordenação do Bispo Patriarca do Estado do Espírito Santo, Padre Vicente e eu fizemos questão de participar.

O Bispo havia estado na nossa comunidade há poucas semanas. Pediu aos fiéis que orassem com intensidade para expulsar o demônio que habita o lugar. De fato, coisas muito estranhas aconteciam na cidade de Serra, município populoso do Estado do Espírito Santo. Apesar de não ter sido bem acolhida como imaginei, eu me sentia em casa. Deixar a cidade por causa da presença de um espírito demoníaco seria fantasioso demais.

Bispo Marcos fora ordenado e comparado ao apóstolo Paulo na bíblia. Homenageado pelos seus feitos, por ser um pescador de homens. Homem santo e popular entre os seus. Diante do trono do senhor ele me fez sentir dores que eu nunca havia sentido. Na leitura do capítulo 17 de Mateus, versículo 19 ele prega:

 

— Eles perguntaram ao mestre, por que nós não conseguimos expulsar o demônio?

E Jesus lhes disse:

— Primeiro por causa da vossa pequena fé.

 

Padre Vicente de braços dados comigo levanta sua voz em meio aos fiéis e pergunta para todos os presentes: — O jejum tem algum poder? Ninguém lhe responde. Por que será que ele fez tal pergunta? Dois meses depois da consagração do Bispo Marcos ele nos deixa para servir ao Senhor no paraíso. Morreu de forma estranha. Olhos arregalados e a rama de um hibisco vermelho nas mãos. A boca não fechava e quem o viu disse que provavelmente ele tenha enfrentado a pior de todas as faces do demônio.

Pobre homem, tão puro e santo. Não foi capaz de guiar os seus fiéis. Tampouco de se salvar da presença do anjo do mal.

Assim que completamos um ano juntos, Padre Vicente começou a seguir o mesmo caminho do Bispo. Subitamente ele parou de comer. Parecia que viu o demônio. Senti que o fim da nossa união estava para terminar. Como serva do Senhor eu pedi com fé que aquela situação mudasse, mas, era tarde. Ele se foi cinco dias após jejuar incessantemente. Sem ter o que me prendesse naquele lugar profano e tão cheio de ofensas eu segui. Desta vez rumo a outro país. Era hora de mudar os ares. Um incidente fez Serra ser quase toda coberta pelo mar dois dias depois da minha partida. A cidade deve ter ficado livre dos demônios que colocava em risco a segurança dos que eram puros de coração.

Em solo Italiano sou acolhida pelo clero. Roma me recebe de braços abertos. Chegou o momento de rezar com intensidade para o meu senhor, aquele que um dia governará entre o céu e a terra.

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22 comentários em “A Verdadeira Face do Demônio (Fabio Monteiro)

  1. Regina Ruth Rincon Caires
    12 de junho de 2019

    A Verdadeira Face do Demônio (Dark)

    Um conto de terror que cairia bem no próximo tema (sabrinesco/hot). É uma narrativa que tem uma estrutura bem lógica. O problema mais sério que há no texto, do meu ponto de vista, é justamente a falta de revisão. Existem sérios problemas de ortografia. Não só erro de grafia. Há pontuação inadequada, crases inexatas, há deslize até na citação de frases bíblicas. A leitura fica truncada. Nota-se que o(a) autor(a) tem criatividade, que escreve com gosto. Acho que uma revisão mais apurada tornaria o texto bem interessante. Não desanime por não estar entre os escolhidos, continue participando. É um prazer ter gente empenhada por aqui.

    Abraços…

    • Anônimo
      16 de junho de 2019

      Obrigado Regina. Claramente depois que enviei pensei que o conto poderia se encaixar no tema sabrinesco. Bom…depois de enviado não há nada a se fazer. De qualquer forma eu quis arriscar meu pescoço neste genero. Obrigado pela leitura.

  2. Maria Vilhena
    27 de maio de 2019

    Pensei que fosse o padre. bom.

  3. André Felipe
    25 de maio de 2019

    Uma mulher religiosa se apaixona pelo padre e coisas estranhas começam a acontecer. As pessoas que a ofendem acabam morrendo de formas estranhas. No fim ela vai a Roma.
    ***
    A impressão que eu tenho é que o autor não soube expor bem as ideias. O final faz parecer que ela era o demônio o tempo todo, mas porquê o padre teme por ela no começo? Quem a visita é o padre, mas ele não era o diabo porque morre no final. Eu não consegui me ater a outros aspectos porque nem consegui entender o texto de todo. Acho que precisa de reorganização das ideias no texto.

  4. jetonon
    25 de maio de 2019

    A VERDADEIRA FACE DO DEMÔNIO
    RESUMO
    A mulher se sente atraída pelo padre; diante da comunidade ela é enxotada pelas outras fiéis; ocorre um relacionamento amoroso entre ela e o padre; o padre deixa o celibato e casa-se com ela; muitos acontecimento estranhos acontecem na cidade, a morte do bispo, a menina suicida, a empresa que incendeia com a morte do ex patrão carbonizado e até a inundação da cidade com a sua saída
    COMENTÁRIOS
    O conto é bastante intrigante, porém, nos dias atuais, não muito distante da realidade. Realmente a mente tem poderes incalculados por nós humanos.
    Em alguns parágrafos, a separação da prosa com o enredo deveria vir com travessão, fica sem sentido essa falta do sinal.

  5. Adauri Jose Santos Santos
    25 de maio de 2019

    Resumo: Mulher vai à igreja e deseja o padre, logo em seguida morre em seus braços uma velha que acabara de insultá-la. Depois ela recebe a visita do padre e eles fazem sexo. Seus desejos passam a se realizar, incêndio e suicídio acontecem por causa dela. Após a morte do padre que a acompanhava, decide morar na Itália onde poderia rezar para seu senhor.

    Considerações: Achei uma boa estória, a linguagem é simples e direta, porém, os trechos eróticos afastam a narrativa de uma estória infantil. O enredo, em alguns momentos, parece meio desconectado. Não vi nenhuma cena de terror explícito. Alguns problemas de revisão.

  6. Anônimo
    23 de maio de 2019

    Texto muito interessante. O tom erótico me pareceu muito carregado para a história. Há alguns problemas de gramática que precisam ser corrigidos numa revisçao mais atenta e, no início, há certa confusçao om os tempos dos verbos, indo do passado ao presente na mesma frase. Ademais, A história é intrigante e deixa mais perguntas do que respostas, coisa que me agrada. Talvez alguns pontos possam suprimidos (alguns personagens que apenas são citados) para haver espaço para desenvolver outros mais profundamente.

    Gostei também da beatificação e do pecado andando intimament juntos na mesma pessoa. Na mesma frase a protagonista fala de Deus e anseia a morte do próximo, algo bem oportuno e verossímil, que aprofundou a personagem. O Padre poderia ser mais desenvolvido também, mas a história é tensa e interessante, só fiquei esperando um clímax que nçao ocorreu.

    Um abraço!

  7. Tiago Volpato
    23 de maio de 2019

    Resumo:
    A singela história de uma moça que tem desejos adultos por um padre (provavelmente baseado no Fábio de Melo). A moça tem a maravilhosa capacidade de fazer tudo o que ela quer acontecer, então ela taca fogo nas pessoas, causa ataque cardíaco, carca o padre, faz jovens se suicidarem, dá demência e etc… No fim o padre/namorado dela morre, ela vai embora da cidade que perece afogada pelo mar.

    Originalidade:
    Achei interessante a ideia da filha de satanás achar que é uma beata, talvez ela não seja a filha de satanás, mas é o que parece. A cidadezinha de beatos pode não ser tão original, mas eu gostei da forma que você construiu tudo, não ficou parecendo reciclado.

    História:

    Eu gostei da história, mas achei um pouco bagunçada, os eventos acontecem muito juntos, talvez pelo tamanho limitado do texto, você teve que contar muito em pouco espaço, cabia um melhor desenvolvimento.
    Gostei da construção da cidade, eu consegui visualizar na minha mente como seria o local, não sei se foi pelo texto ou pelo meu cérebro já ter os signos da cidade que você construiu, de toda a forma, você foi bastante feliz em utilizar nosso imaginário para povoar sua história.

    Manja das letras:
    Você escreve bem, mas faltou uma melhor revisão. Uma coisa que me incomodou muito foi o fato de você não separar as falas dos personagens com um travessão. Tem o travessão no inicio, mas no final você já volta pro texto narrado. Dá pra entender, mas parece que o personagem ainda tá falando, demora uns segundos pro cérebro fazer essa mudança e causa uma estranheza.

    Bateu o cagaço:
    Tirando o fato das mortes achei o terror bem light. É um texto adulto, com um trecho bem erótico, imagine o que você vai aprontar quando o desafio for a sacanagem (Risos).
    Não deu medo, mas dá pra encaixar no gênero terror.

    Veredito final:
    Gostei do texto, achei a ideia muito boa, mas a execução podia ter sido melhor. Não sei se faltou tempo ou espaço, ou os dois. No fim achei uma história interessante e que caiu bem para o desafio.

    • Anônimo
      16 de junho de 2019

      De fato Tiago. Faltou terror. Optei por explorar um pouco a sacanagem e o erotismo na criação. Pecados da carne. Faltou espaço para tudo que eu queria colocar. Quando o revisei errei. Tirei partes importantes, errei na ortografia. Ja tinha passado do limite das 2500 palavras. Mas, de modo geral eu gostei da minha narrativa. Esses travessões me matam. Nunca seio onde coloca-los e tira-los para não ficar cansativo. Obrigado pela leitura.

  8. Carolina Pires
    22 de maio de 2019

    RESUMO: O conto se inicia dentro de uma igreja (católica), onde a narradora, uma mulher aparentemente jovem, afirma sentir atração pelo Padre Vicente. Nesta missa, ela chama a atenção de uma idosa que a ofende e, logo após isso, a senhora tem uma morte súbita e a cruz com a face de cristo cai no chão. Padre Vicente pede que a mulher (narradora) vá embora e a adverte sobre uma visita aquela noite, dizendo para que ela reze intensamente. Três horas da manhã quem vai até a casa dela é o próprio Padre Vicente. Os dois têm uma intensa relação sexual. Alguns eventos estranhos como acusações e suicídio acontecem no caminho da narradora-personagem ao trabalho no dia seguinte. Ela é demitida e deseja que toda a empresa pegue fogo, juntamente com o chefe que a demitiu. E é exatamente isso que acontece. Padre Vicente larga a batina e mantém um relacionamento com ela. Depois disso, várias mortes e acontecimentos macabros pairam em torno da personagem principal. A cidade é visitada pelo Bispo com o intuito de expulsar o demônio que ronda o lugar, mas o Bispo acaba morrendo de forma estranha. Padre Vicente também falece depois de um ano junto com a narradora-personagem. Esta abandona a cidade, a qual, logo após sua saída, é engolida pelo mar. A narradora-personagem segue para Roma, declarando que é chegada a hora de rezar para a vinda do “seu senhor” que governará entre o céu e a terra.

    CONSIDERAÇÕES: Confesso que me incomodaram alguns erros gramaticais e de concordância verbal, bem como falhas na coesão e coerência, as quais causaram ambiguidade na interpretação de algumas ações/descrições. Certamente uma simples revisão poderia ter atenuado os erros consideravelmente (pense nisso da próxima vez). Apesar do curso da história ser clichê (igreja, padre, demônio, vaticano, desejo e pecado) eu me envolvi na narrativa em primeira pessoa da narradora-personagem e senti tensão/suspense em alguns momentos, embora esta tensão não tenha se concretizado efetivamente ou evoluído para um estágio de medo. O rastro de desgraça que a personagem deixava por onde passava, assim como a realização quase imediata de seus desejos internos assassinos, foram relativamente previsíveis, caindo no clichê da mulher pecadora que chega em um lugar para trazer o “mal” e atrapalhar – em alguns momentos “tirar” – a vida dos “pobres viventes”. Apesar das falhas que apontei, o conto me agradou pelo fato de que cumpriu um dos maiores desafios que o escritor/a escritora pode enfrentar: fez com que eu – leitora – devorasse o conto. O efeito dos acontecimentos me puxou como numa correnteza, fazendo com que eu – mesmo já contando com a previsibilidade de certas partes – mantivesse uma leitura desenfreada dos eventos. O final, embora tentasse causar impacto, não me surpreendeu tanto, uma vez que, desde o início, as desgraças em torno da personagem indicaram o efeito aterrorizante e trágico que cercavam a personagem principal.

    Boa sorte na competição! 🙂

  9. Higor Benízio
    20 de maio de 2019

    Resumo: uma mulher, aparentemente um demônio, tem um caso com o Pedre da cidade e amalçoa todos os que lhe prejudicam e/ou julgam de alguma forma. No fim, ela vai para Itália, e a cidade onde vivia é dizimada pelo mar.

    Sobre o conto:A escrita é boa, apenas o uso da primeira pessoa ficou confuso em alguns momentos, senti falta de travessões. No mais, não vejo por que um demônio (ou qualquer coisa neste sentido), ficaria lendo a Bíblia ou se masturbando no banheiro; mesmo que apenas desconfiasse da sua condição.
    Bom desafio!

  10. Antonio Stegues Batista
    18 de maio de 2019

    Gostei do conto, tem um enredo muito bom, bem original. Bons personagens, bons diálogos, ambientação, escrita e narração de alguém que sabe e tem dom para criar uma história que prende o leitor. O erotismo ficou legal também, não é nada pornográfico, ficou na medida certa. E também o final, a revelação de que a personagem está seguindo e adorando um Senhor disfarçado, nada daquilo que se esperava.

    • Anônimo
      16 de junho de 2019

      Antonio. Obrigado. Era esta a essência que gostaria de ter passado para todos os leitores. Pena ter ficado tao abaixo na classificação dos demais.

  11. Sidney Muniz
    8 de maio de 2019

    Resumo: A Verdadeira Face do Demônio (Dark)

    Bem, li o conto, é a clássica história do sexo com padre, fraqueza espiritual, demônio, é um conto bem comum, um enredo comum, que peca justamente pela falta de originalidade, uma novela mal construída. O que acontece é que a jovem se apaixona pelo padre, ele larga batina, fica com ela, perde a fé e se o demo toma conta, não muito mais que isso, nem muito menos.

    Sinceramente achei fraco. A história, a falta de terror, a má construção. Não curti, dessa vez quem escreveu infelizmente, ainda que tenha mostrado lampejos, falhou bastante aqui, mas isso não quer dizer que não pode melhorar ou ter mais sorte na próxima, precisa entender que precisa evoluir, eu também preciso, meu conto está uma droga, publiquei, pois não queria ficar de fora e assumi o risco, não sei se aqui aconteceu o mesmo, escrevi nos dois últimos dias, na verdade reescrevi no último dia e até me sinto arrependido, pois a minha história poderia ficar bem melhor. Mas falando da sua, dessa vez achei mesmo algo batido e abaixo do que já li. Ainda assim gosto é gosto e por isso desejo sorte a você, que os demais gostem mais.
    Ressalvas:
    Maldita velha. Sem nem me conhecer você se dirigi a mim proferindo tais palavras. – dirige
    Você é que vai apodrecer no limbo, velha miserável. Respondi com fervor nos lábios. Esqueci completamente que estava dentro de um templo sagrado. Evidente que não deixei por menos. Ela nem me conhecia. Com que direitos diz blasfêmias tão absurdas? – faltou um travessão entre “Miserável” e “Respondi”

    — Você está bem? Ele me pergunta – Falta do travessão
    — Deixe-a. Ele disse. – Falta do travessão
    Você deve deixá-la. Ele reforça. – Falta do travessão

    Algumas pessoas se colocaram diante de nós e ninguém fazia nada para ajudar à idosa. – Por que a crase?

    — Por favor! Alguém precisa me ajudar. Eu pedia desesperadamente por ajuda. – Falta do travessão.

    Vá pra casa, tranque as suas portas e janelas, ore com fé. – tranque as portas e janelas, esse “suas” ficou estranho.
    — Deus, o que foi que eu fiz? Eu me perguntava. – Falta do travessão.
    Acariciei carinhosamente – redundância… Apenas “acariciei” já subentende-se que é com carinho, correto?
    Sai quase sem roupas dando uma espiada rápida pela janela. – saí
    seu tórax bem definido amostra – à mostra
    PS: Desisto dos travessões… kkk

    Gemi de dor, tesão, de satisfação enquanto ele me penetra de várias formas. – Confusão de tempo verbal.
    — O que disse Padre? – O que disse, Padre?
    Cai no sono completamente, – Caí
    Na manhã seguinte recebo a notícia de que o Senhor Dr. Carlos Ferrari morreu carbonizado – que o “Dr. Carlos” ou que o “Sr. Carlos”… Sr Doutor é demais… hehe

    Avaliação:

    Terror: de 1 a 5 – Nota 1 (Falar de demônio, diabo, capeta… não é terror, ele precisa ser construído durante o conto, com uma boa liga com a narrativa e aqui não houve.

    Gramática – de 1 a 5 – Nota 1 (infelizmente o autor(a) precisa revisar melhor o texto, escrever com mais calma, sugiro que leia em voz alta, que procure ajuda se necessário, que leia mais e mais, para continuar evoluindo.)

    Narrativa – de 1 a 5 – Nota 2 (Achei o conto chato, a narrativa não ajudou nisso, às vezes o enredo não é bom, mas a narrativa ajuda, aqui não aconteceu isso)

    Enredo – de 1 a 5 – Nota 2 (Não gostei do enredo, achei batido demais, sem um plot twist, sem algo mais, um enredo deveras previsível e pouco eficiente para me manter ligado ou me surpreender.

    Personagens – de 1 a 5 – Nota 1 (Personagens sem carisma, nada mais que o mesmo de sempre e com pouquíssima personalidade, não dá pra entender se a mulher é puta, se é uma moça ingênua apaixonada por um padre, se é fraca ou forte, se é só uma qualquer, faltou personalidade para ela e para o próprio padre.

    Título – de 1 a 5 – Nota 4 (Um bom título para um conto de terror, por mais que eu já não goste tanto de títulos diretos, que assustem mais que o conto, prefiro algo mais inteligente e pensado, aqui foi apenas legal, após ler o conto.

    Total: 11,0 pts de 30 pts

    • Anônimo
      16 de junho de 2019

      É clássico Sidney, fraco. E sim, faltou terror. Não acho que tenha sido mal construído, mas, respeito sua posição. Não somos obrigados a gostar. Eu mesmo não gostei de muitos dos contos que li na categoria que tive que julgar. Ah, a personagem é puta…Uma das mais filhas da puta que você possa imaginar. Aquele tipo que se faz de santa, doce, gentil e trás consigo o pior. Que pena que não consegui deixar isso bem claro. E, falar de demônio e capeta não ser terror…Vixe. Não sei quanto a você, mas eu me borro todo quando falam de demônios comigo. De qualquer forma, obrigado pelos seus comentários.

  12. neusafontolan
    7 de maio de 2019

    Reparei que faltou o começo do resumo, então estou postando novamente.
    A verdadeira face do Demônio.
    Resumo = Uma mulher sente ardentes desejos pelo padre da sua cidade. Ela se acha pecadora, mas não da pra saber quem é mais pecador naquela situação. Ela? O padre ? Ou as pessoas que a julgam gratuitamente. O ódio da mulher desencadeia grandes infortúnios no lugar. Um por um, daqueles que a julgavam e condenavam, foram todos eliminados.

  13. Tom Lima
    7 de maio de 2019

    Resumo:
    Uma mulher, bela ao que tudo indica, se interessa e se envolve com um padre. Sente culpa por isso, mas mesmo assim o faz com muito prazer. Após presenciar a morte de uma senhora na igreja, essa mulher parece ganhar alguns poderes, tirando do caminho todos que a incomodam, inclusive o padre, ano depois dele ter largado a batina para ficar com ela.

    Comentários:
    Bom, apesar do sobrenatural da mulher que mata só de desejar matar, o conto chega mais perto do erótico do que do terror. O desejo proibido da personagem principal está muito claro e muito bem colocado, muito mais interessante do que o pouco de sobrenatural que apareceu. Apesar do nome, não fica muito claro qual é a verdadeira face do demônio. O final do texto, a ultima frase, me passou a ideia de que a personagem é mais uma serva do demônio do que o próprio, e se foi ela que mostrou a face do diabo aos dois homens que morrem por conta disso, no texto fica tão sutil que quase não se nota essa possibilidade. A primeira impressão que o texto me passa é que a verdadeira face do demônio é o desejo, em específico o desejo sexual. Como sou muito, mas muito avesso a essa ideia, acabo não gostando do conto. Porém, uma outra interpretação, é a de que a verdadeira face do demônio é o falso beato, o falso santo, que se diz religioso, mas não pratica o que prega, afirmações que também são verdadeiras para a personagem.

    Conclusão:
    Um conto bem escrito, tem uma leveza na leitura que me agrada. Talvez valesse a pena reescrever como um conto erótico, deixando o sobrenatural ainda mais escondido, sem colocar nas personagens as falas sobre as mortes e coisas estranhas que a cercam. Mas como está já é interessante e divertido de ler. Mais um que cai um pouco na minha classificação por não se encaixar no que acredito ser o terror, mas que tem seus méritos.

    • Anônimo
      16 de junho de 2019

      Tom. Obrigado pela sua leitura e pelo seu feddback. Estou longe, bem longe de me encaixar na perfeição do gênero. Mesmo assim valeu a pena ter arriscado.

  14. Na cidade de Serra (ES), uma mulher é alvo de ofensas e preconceito dos moradores. Em seu íntimo, ela nutre uma atração pelo padre local. Após um acidente durante uma missa, que provoca a morte de uma idosa, o padre visita a mulher à noite. Os dois iniciam um relacionamento, o que aumenta o repúdio da cidade pela mulher. Mortes misteriosas ocorrem ao redor dela, sobretudo de pessoas que lhe desejam o mal.

    A história tem uma boa ambientação, questões religiosas, pela dualidade bem/ mal, são ótimas inspirações para uma história de terror. O autor, ou autora, inclui um erotismo no conto, o que combina muito bem com o gênero do terror. Senti falta de uma revisão mais apurada, há muitas frases mal pontuadas por vírgulas. Acho também que o clímax da história foi mal administrado, o fim do conto é confuso. Ainda assim, é uma boa história.

  15. neusafontolan
    5 de maio de 2019

    mas não da pra saber quem é mais pecador naquela situação. Ela? O padre ? Ou as pessoas que a julgam gratuitamente. O ódio da mulher desencadeia grandes infortúnios no lugar. Um por um, daqueles que a julgavam e condenavam, foram todos eliminados.

    Comentário = “ De fato, coisas muito estranhas aconteciam na cidade de Serra, município populoso do Estado do Espírito Santo. Apesar de não ter sido bem acolhida como imaginei, eu me sentia em casa. Deixar a cidade por causa da presença de um espírito demoníaco seria fantasioso demais.” – Bem irônico isso aqui. Ela não tinha ideia que o espirito demoníaco era ela mesma. E foi acolhida de braços abertos em Roma!

  16. Pedro Teixeira
    4 de maio de 2019

    Olá, autor(a)! Resumo: moça deseja o padre de sua paróquia. Em meio a uma missa celebrada por ele, uma mulher idosa começa a insultá-la, até que passa mal e morre. Ao tocar essa senhora, a moça tem uma sensação estranha. A partir daí ela é seduzida pelo padre e passa a ter uma relação com ele. Pessoas que se opõem a ela começam a morrer misteriosamente, bem como autoridades católicas. Ao final a moça parte para Roma.
    Há algumas boas cenas no conto, pela intensidade e precisão das descrições. No entanto, acho que pela quantidade de acontecimentos as mortes ficam muito corridas e carecem de mais detalhes, de mais sensações. Existe também certa mistura de tempos verbais que deixou algumas frases estranhas, como em “Não pude me segurar e respondo”, por exemplo. Outro problema é com a formatação dos diálogos: a forma como o travessão e o ponto final são colocados deixa alguns deles um tanto confusos. E eles também não soam muito naturais. Apesar disso, é uma trama que mais bem lapidada poderia gerar um resultado interessante, com seus elementos de terror satânico e erotismo.
    Dicas de ortografia e gramática: adorava cheiro – adorava o cheiro; se dirigi- se dirige; mas, eu – mas eu; há quem será – a quem será; amostra – à mostra; não pare Padre – não pare, padre; Você é padre- você é, padre; entregue as vontades – entregue às vontades.
    Parabéns e boa sorte no desafio!

    • Anônimo
      16 de junho de 2019

      Tem toda razão Pedro. Poderia ter lapidado mais. Obrigado pela sua leitura e pelas dicas quanto a escrita.

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Informação

Publicado às 1 de maio de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 2, Série C1 e marcado .