EntreContos

Detox Literário.

O Gnomo e Eu (Emanuel Maurin)

Já fiz um pouco de tudo na vida: catei sucata, fui marceneiro, pedreiro, encanador, caminhoneiro, empresário e um excelente construtor. Também fui viciado em baralho, bebidas, cigarro e frequentei todos os tipos de bordéis e casas noturnas. Nessa época, minha mãe vivia reclamando da minha vida boêmia e pedindo para que eu casasse. Bom, de tanto ela falar, casei.

Depois de casado, resolvi mudar de vida e larguei todos os vícios para trás. Tornei-me um marido exemplar, mas, ao abandonar os vícios, fiquei com um enorme vácuo existencial. Amava minha esposa, ainda assim faltava algo, e o vazio continuava a atormentar minha mente, dando início a um sentimento de total insignificância diante do universo.

Mesmo desfrutando dos confortos oferecidos pelo meu trabalho, comecei a questionar minha natureza, chegando à conclusão que precisaria arrumar algo que desse um significado para minha vida. E, com isso, passei a ficar cada vez mais imerso em minha imaginação.

Ao passo que respondia minhas perguntas, criava um mundo fictício dentro da minha cabeça. Isso fez com que eu passasse a maior parte do meu tempo surrealizando no abstrato, inventando tramas e criando todo tipo de personagens, dos mais carismáticos aos mais bizarros, mesmo assim, continuava com saudades da antiga vida.

Um certo dia acordei imerso nessa crise existencial que, como em todos os outros dias, me imobilizava e não me permitia ser feliz. Então resolvi colocar uma bermuda com intenção de caminhar e aliviar meu cansaço mental, a seguir, saí de casa sem camisa e sem rumo pelas ruas da cidade.

No dia seguinte comprei um tênis e comecei a treinar todos os dias. Seis meses depois já colecionava medalhas de maratonas e segui assim por muitos anos. Estava muito feliz, porque finalmente tinha encontrado algo que fazia diminuir aquele vazio dentro de mim! Durante algum tempo isso funcionou e eu realmente estava feliz, mas depois que aquilo virou automático, passou a não ser mais suficiente. Sem perceber eu dava asas à minha imaginação e entrava em mundos que não eram meus. Estava usando as possibilidades da minha mente para fugir da minha realidade que não me bastava. E mais uma vez me vi perdido e confuso.

No início de meu expediente de terça feira de manhã, um cliente me pediu para fazer o orçamento de um imóvel que ficava afastado da cidade. No caminho, entrei em uma estrada de terra, tirei o capacete, respirei o ar puro da mata e fui observando as árvores; estranhei o barulho trazido pelo vento, tive a impressão que alguma pessoa sofrendo falava baixinho:

— Socorro, solte-me.

Cheguei a pensar que estava dando vida aos personagens criados na minha imaginação e sem saber direito o que estava acontecendo segui em frente.

Foi então que vi na minha frente um barraco abandonado, em ruínas, rodeado de árvores mortas e com o mato muito alto à sua volta. Desci da moto, escutei novamente aquele sussurro e um arrepio subiu na minha espinha. Ao entrar nele, pisei numa tampa improvisada de madeiras e ouvi:

— Socorro!

Logo entendi que as tábuas de madeira estavam tampando um buraco que escondia um porão. Tirei a primeira tábua do chão para ver e ouvi ainda mais alto:

— SOCORRO!

Ao tirar todas as tábuas, rapidamente desci as escadas.

Quando pisei no porão, tive a maior surpresa de minha vida, esfreguei os olhos para ver se estava realmente vendo um gnomo verde, agonizando, amarrado na parede por uma frágil corrente, ou se aquela cena era fruto da minha imaginação.  

Ao ter certeza que aquilo era real, na mesma hora ajudei a miniatura de homem a sair das amarras, assim que desfiz das correntes que o prendiam, o corpo dele, frágil, magro, envelhecido ganhava robustez, vitalidade e força por intermédio de alguma magia desconhecida por mim e falou:

— Não posso dizer o motivo pelo qual fui acorrentado naquela parede, para que você não seja tragado por forças ocultas que assombram o vosso planeta, porém, vou conceder-lhe algo maravilhoso.

Fiquei curioso para saber o que era e nem bem o gnomo acabou de falar, perguntei o que ganharia.

— Caso aceite meu presente, você vai ficar rico e famoso. Vou implantar telepaticamente em sua cabeça uma linda história de amor, depois você transforma a trama em livro. Garanto que vai vender milhões de cópias.

Aceitei sem hesitar, assim que o fiz, o gnomo desapareceu.

Voltei pensando naquela simpática criaturinha, cheguei em casa, contei sobre o ocorrido com o gnomo para minha família, deram risadas na minha cara e disseram que eu estava louco.

Após meu relato, fiquei em pé diante de uma lousa de anotações de nossos compromissos diários e disse para minha esposa, filha, e ao meu amigo de trabalho que passaria para um livro a história que o gnomo colocou na minha cabeça.

Julgaram que eu havia enlouquecido de vez, e ouvi da boca do meu amigo, que nunca havia me visto escrever sequer um bilhete, imagina um livro.

Ele nem terminou de falar, respondi em tom áspero: “ouçam com atenção! Sempre agi com honestidade e a maior parte das coisas que construí na vida naufragou, com isso aprendi algo de enorme importância nas coisas que tive êxito; uma delas é que quem dá ouvidos aos outros, não constrói coisas novas. E nada nesse mundo vai impedir que eu escreva esse livro.”.

Assim que falei, acendi o pavio das gargalhadas, todos riram, até eu mesmo ri da cena, mas alguma coisa escondida em meu subconsciente despertou. Uma história de amor completa apareceu em minha mente, tive um ataque de euforia. Em seguida, comecei a ter ânsia de vomito de tanta vontade de começar a escrever meu livro.

Saí dali e fui para o quarto. Cheguei lá respirando pela boca, com o coração tremendo, junto com a parte superior do meu corpo. É como se eu estivesse passando mal. Sentei na cama, peguei um papel e uma caneta e tudo começou a vir. Cada toque majestoso que só um escritor realmente profissional poderia ter imaginado. A delicadeza, a sofisticação das palavras, o enredo se desenrolando perfeitamente. Escrevi a noite toda sem parar – em fluxo, como dizem por aí.

Ainda sem dormir fui à padaria tomar um café e tentar conversar sobre o livro com outras pessoas. Foi então que me toquei que essa seria uma jornada muito solitária. Ninguém à minha volta costumava ler e por isso não entendia essa vontade visceral que brotava de mim, tampouco essa capacidade de utilizar o imaginário como refúgio da realidade – e eu nem falei nada sobre o gnomo.

Bom, a partir daquele momento eu sabia que as coisas tinham mudado, fosse obra do gnomo ou não. Tudo à minha volta passou a ter relação com o livro: eu só falava sobre isso, então tranquei-me naquele quarto e só saía para comer e tomar banho. Não falei com ninguém. Na primeira semana disse para meus clientes que estava doente e precisava repousar durante algum tempo. Aí sim minha família achou que eu estava louco, mas eu não me importava. Estava em êxtase com aquilo tudo e mais para a frente poderia falar com eles e fazê-los entender que eu não estava alucinado.

Diferente do que eu achava, não foi algo que fiz numa sentada. Passaram-se dezoito luas entre a escrita do livro e o momento em que comecei a procurar profissionais para me ajudarem – já que ninguém à minha volta poderia fazê-lo. Contratei alguém para fazer uma leitura crítica do texto, também contratei uma revisora para lapidar meu texto e depois ainda o diagramador, um designer gráfico, a gráfica que faria os exemplares do meu livro… Tudo para que ele saísse exatamente como eu tinha imaginado e que, com a ajuda do gnomo, sabia que conseguiria fazer. Por fim resolvi que não publicaria em nenhuma editora famosa, mas iria eu mesmo criar uma editora e lançar o livro.

Depois de tudo pronto, mandei imprimir oitocentas copias na maior gráfica do Brasil.

Não ficou barato, gastei todas as minhas economias.

Foi um período de trabalho intenso, mas valeu a pena, e, mesmo antes de planejar o lançamento, vendi os oitocentos livros em apenas um dia, pois, a grande maioria dos funcionários da gráfica comprou os exemplares antes mesmo de saírem da linha de produção.

Fiquei entusiasmadíssimo e, como disse no começo, sou empreendedor, sendo assim, conversei com meus familiares, contei sobre o sucesso do livro, também lhes disse que precisaria vender alguns bens para investir em publicidade.

Vendi alguns imóveis, inclusive minha casa, para investir na editora, minha esposa disse que eu poderia ter feito loucura, mas, após ouvir o relato de alguns funcionários da gráfica sobre o conteúdo da obra, deu todo apoio.

Peguei o montante e criei uma editora independente, também usei uma parte do dinheiro para contratar uma atriz famosa, para fazer publicidade do meu livro no Domingão do Faustão; Fausto Silva cobrou uma fortuna para anunciar meu romance em seu programa.

Tudo começou a acontecer do jeito que o gnomo falou; na primeira semana, vendi trinta mil copias, e, para minha alegria, continuou vendendo em média duas mil e quinhentas copias por dia.

Com o dinheiro arrecadado, fiz algumas extravagâncias, comprei joias para minha esposa e dei um Land Rover de presente para meu amigo de trabalho.

Juntos, fomos a muitas livrarias espalhadas pelo Brasil, para noite de autógrafos, o sucesso foi tanto que tive que contratar um advogado poliglota para ser meu produtor, no Brasil e no exterior. Era honesto, mas cobrou dez por cento de todos os contratos que fecharia em meu nome a partir daquela data.

As mudanças em nossas vidas foram tão boas e significativas, que deixamos nosso produtor trabalhando sozinho e fomos descansar em Sauipe.

 

Certa tarde, estava tomando champanhe Moet Chandon, enquanto admirava o vai e vem das ondas, quando ao longe avistei o gnomo verde, de sunga branca, em cima de uma prancha de stand up azul, acenando com o remo em minha direção.

Ao vê-lo, fiquei imensamente feliz e o chamei para vir comemorar comigo, mas ele sorriu e foi desaparecendo junto ao pôr do sol.

Assim que voltei para o quarto, o telefone soou, era meu produtor dizendo que acabara de marcar para daqui a vinte dias, uma noite de autógrafos na Community Book Store, uma das livrarias mais charmosas de Nova York.

 

As férias passaram depressa; enfim, embarcamos com destino à capital do mundo, junto a mim vieram, produtor, esposa, filha e amigo de trabalho, não fui ingrato com as pessoas que mais me ajudaram a vencer.

Ao chegarmos ao aeroporto, notamos certo alvoroço.

Alguns brasileiros seguravam placas com meu nome, ainda não tinha noção sobre o que era ser uma celebridade.

Após nosso desembarque, meu produtor orientou-me a cumprimentar meus leitores, fiz questão de apertar a mão de cada um deles, havia mais ou menos umas setenta pessoas nos aguardando no saguão, isso fez com que atrasássemos, e fomos direto para a charmosa livraria.

 

Quando a limusine branca se aproximou do evento, notei que a fila dobrava o quarteirão, meus fãs já sabiam que eu não falava inglês, mas meu produtor traduzia tudo que diziam simultaneamente.

Com muito custo, entrei no recinto, e, para minha surpresa, era aguardado por J. K. Rowling. Ela estava deslumbrante, tinha um sorriso enigmático e cumprimentou-me em português, dei um beijinho no rosto dela, disse obrigado, depois fiz uma dedicatória no livro que Joanne segurava na mão.

Fiquei um pouco envergonhado quando ela perguntou se eu havia lido Harry Potter, mesmo sem graça, disse a ela que não, despedi-me de Joanne, prometendo ler toda sua obra.

Assim que ela saiu, chegou Bono junto com Neil Gaiman, mais uma vez precisei do meu produtor para traduzir a conversa, eu não sabia muito o que dizer para eles, assim mesmo tentei ser simpático.

 

A última celebridade da noite foi o mago Paulo Coelho, que, por sinal, foi muito gentil com minha pessoa, doou-me uma espada, dizendo que tinha sido batizada diante do Santo Graal, não acreditei na história dele, mas fui simpático, aceitando sem hesitação.

Paulo também me convidou para passar uma temporada no apartamento dele, em Genebra, agradeci o convite, porém, fomos interrompidos pelos organizadores, avisando que nosso tempo havia se esgotado.

Por fim, sentei em uma mesa improvisada no corredor central da livraria e comecei a atender o público em geral.

Para cada leitor que vinha até mim, o secretário do evento pegava um livro com uma frase pronta, eu apenas cumpria o protocolo, perguntando o nome da pessoa, quando não entendia, meu produtor soletrava no meu ouvido, enquanto escrevia o nome dela no livro, depois era só assinar.

A noite de autografo passou depressa, infelizmente, não tive a oportunidade de atender todos os convidados.

 

Enfim, tudo terminou.

Assim que saímos da livraria, o diretor comercial da Netflix ligou para meu produtor, interessado em transformar a trama do meu romance em um seriado, e que queria fechar o contrato na manhã seguinte.

 

No outro dia, bem cedinho, acordei, olhei para o teto do quarto e notei que o vácuo existencial em minha vida tinha desaparecido.

Levantei da cama, abri a porta de correr da minha suíte presidencial do Hotel St. Moritz, em frente ao Central Park, respirei o ar puro das árvores, voltei fazendo barulho e acordando todo mundo.

Após o café da manhã, dei uma entrevista para a rede CNN, depois fomos correr no Central Park, corri quinze quilômetros em trinta minutos, minha esposa falou que estou voando baixo.

Liguei para meu produtor e juntos fomos fechar contrato com a Netflix, faturei quatro milhões de dólares na venda do enredo.

Logo depois do negócio fechado, meu produtor avisou que meu livro já tinha sido traduzido para mais de dezoito idiomas e que se tornou no maior bestseller da atualidade.

Os dias e as noites se passaram e chegou a manhã do dia em que nossa comitiva saiu da magnifica cidade americana, feliz por voltar para a casa, levando na bagagem uma experiência de vida que até então desconhecia.

Voltamos discretamente ao Brasil, meu espírito não aguentava tanta badalação, sempre fui uma pessoa simples, que amava o aconchego do lar, os amigos e a família.

Com isso, descobri o que rejuvenesce o espírito e preenche o vácuo existencial: é a motivação diante de uma nova empreitada. E, foi graças a aparição daquele gnomo, que incentivou minha vocação, mesmo sendo em idade madura, descobri que escrever era, entre todas as coisas, o que mais gostava de fazer na vida.

Para chegar até aqui, saí do mundo real, segui meus sonhos, atravessando obstáculos e mergulhei na felicidade.

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28 comentários em “O Gnomo e Eu (Emanuel Maurin)

  1. Emanuel Maurin
    31 de março de 2019

    Cicero Gilmar Lopes, bom dia!
    Grato!

  2. Emanuel Maurin
    31 de março de 2019

    Cicero Gilmar Lopes, bom dia!
    Grato pelo comentário.

  3. Emanuel Maurin
    31 de março de 2019

    Cicero Gilmar Lopes, obrigado pelo cometário.

  4. Luis Guilherme Banzi Florido
    20 de março de 2019

    Boa tarde, escritor! Tudo bem?

    Estou participando da série B, Então não precisaria ler esse conto como critério de participação no desafio. Porém, me ofereci para ler mais contos da série C e emitir minha opinião. Então vamos la:

    Você demonstrou uma técnica muito boa, escrevendo de modo seguro e correto. Não existem muitos erros gramaticais nem de estrutura, no texto, com excesso de algumas vírgulas em excesso, mas nada comprometedor. Em geral, tecnicamente bem bom.

    Quanto ao enredo, o conto começou me despertando uma certa curiosidade, que infelizmente não foi satisfeita. O problema, pra mim, foi a linearidade excessiva do conto. Quer dizer, nao existe nenhum conflito ou clímax. Tudo acontece muito fácil e rápido, e as situações positivas vão acontecendo rapidamente e sem nenhuma dificuldade.

    Quando chegou aos EUA, eu tinha certeza que em algum momento ocorreria um conflito, mas a trama segue do mesmo modo, até o desfecho feliz.

    Note: não tenho nada contra histórias felizes. Mas acredito que um conto meio que demande um clímax na trama, pra dar um tempero. Da forma como está, o conto parece uma biografia, sabe?

    Não pense que estou só criticando. O conto é bom e atrai a atenção. Só estou indicando alguns pontos que, a meu ver, atrapalham um pouco na criação de um vínculo do leitor com a história.

    Enfim, o autor demonstra correção técnica e uma capacidade muito boa de construir uma história. Nesse conto, especificamente, poderia trabalhar um conflito que causasse um impacto maior na leitura.

    Parabéns pela participação!

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      Luiz Guilherme, obrigado pelo excelente comentário. Você tem razão quando se refere ao clímax do conto, eu ainda não sei bem como produzir uma história com emoção, porém nesta história eu achava que se misturasse fantasia com comédia ficaria legal e não necessitária de um clímax. Errei ao pensar desta forma, para meu próximo conto vou tentar melhorar.

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      Luis Guilherme Banzi Florido, obrigado pelo carinho.
      Sim, concordo que não teve clímax, o meu maior problema foi tentar misturar fantasia com comédia e escrever comédia é muito difícil, pelo menos a mim que estou aprendendo a fazer contos.
      Mais uma vez obrigado por se dispor a ler e comentar meus contos.

  5. Mc
    10 de março de 2019

    Um personagem que liberta um gnomo e vê sua vida transformada e bem sucedida.

    Gostei!Embora muito mirabolante e extensa a leitura.

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      Mc, bom dia! Apesar da leitura ser extensa, obedeci as regras, quanto a mirabolância da história, penso que seja uma fantasia e neste tipo de temática, é bom ser mirabolante. Obrigado pelo comentário.

  6. Elisabeth Lorena Alves
    10 de março de 2019

    O Gnomo e eu
    Mão Verde

    Resumo
    Um encontro irreal no mundo real, transforma um não leitor em um escritor voraz de uma obra fenomenal.

    Comentário
    O Conto é bom, prende a atenção. Tem ideias surreais e irreais surpreendentes, encontros suspeitos. Meu professor de Literatura Analítica ia classificar como obra machista pois o cara não leu Harry Potter – nem eu li e, atribuiu a leitura de Paulo Coelho à esposa. Isso meu professor. Eu ri desses desencontros e espero que o narrador-personagem leia o livro da mulher que o recepcionou, afinal, ela foi simpática com ele.
    A propósito, não curto muito narrador personagem para Conto,mas, Edgard Alan Poe faz isso muito bem e Mão Verde acertou no tom. Muito bom.

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      Elisabeth Lorena, obrigado pelo carinho.
      Quanto a escrever e narrar a história eu gosto, porém nos meus próximos contos vou mudar a narrativa. É mais fácil escrever na terceira pessoa. Quanto o machismo não vejo desta forma. Quanto a ler Harry Potter, em breve começo a ler, assisti todos os filmes e adorei. O Paulo Coelho só gosto de um livro dele, li quase todos e minha esposa nunca leu nenhum. O que escrevi foi uma invenção mirabolante de minha cabeça.

  7. Vera Marta Reis
    9 de março de 2019

    O gnomo e Eu. Mão verde.
    Resumo.
    Escritor fala de sua vida de dificuldades, catou sucata, foi marceneiro, pedreiro.
    Viveu vida pregressa. Largou vícios casou – se, teve vida exemplar. Mas tinha um vazio existencial.
    Encontrar um ser acorrentado, um gnomo verde, então o liberta, e ele lhe concede algo maravilhoso. Inspiração para escrever história de amor que o gnomo lhe passa.
    Delicadeza e sofisticação de palavras, uma história que lhe rendeu muitos milhões.
    Escrever era o que amava, encontra a felicidade.

    Considerações.
    Gostei da história de vida e a realização do sonho.
    Dentro do tema proposto.

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      Vera Marta Reis, bom dia! Obrigado pelo comentário.

  8. Fabio Monteiro
    8 de março de 2019

    Rapaz viciado, aparentemente dependente de seus vícios, sem motivação para vida. Encontra uma pessoa, se casa e ainda assim segue no vácuo existencial. Em uma de suas aventuras para aliviar o martírio existencial encontra e ajuda um gnomo verde, este lhe da um presente. Ao criar um livro que fora implantado magicamente em sua mente, torna se famoso. Passa a compor o time de melhores na escrita sendo um dos mais importantes. Fica rico com seu best-seller. No final descobre que o que elimina seu vazio é a motivação para o novo.

    Comentários: Inicio me prendeu de forma muito satisfatória. O final me decepcionou um pouco. Esperava algo mais criativo para a existência do gnomo. O ponto forte é a dificuldade que o cara enfrenta em lutar pela sua satisfação pessoal, sentir se vivo, sem dependência de.
    Ponto fraco o uso de certas figuras no texto: faustão?
    Teria projetado para algo com melhor referencia.
    Enfim, a narrativa é boa. Alguns aspectos poderiam e podem ser melhorados significativamente.

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      Fabio Monteiro, feliz dia!
      As figuras no texto: “Faustão” por exemplo foi para deixar o enredo engraçado, mas infelizmente não consegui. Quanto a melhorar até daria, mas eu ainda não sei como fazer isto. Com os comentários seria fácil reescrever o texto, também não vou fazer isso, enfim, sua observação teve grande relevância.

  9. anasophyalinares
    8 de março de 2019

    Gostei. Um homem com uma vida, digamos, pacata, sente um vazio intenso, por ter deixado os vícios para trás, com o casamento. Com o tempo, acontece algo inesperado. No meio de uma floresta encontra um ser mágico, um gnomo. Por o ter soltado, ele dá-lhe, através de telepatia, suponho, um enredo de um romance destinado a fazer sucesso. Ele agradece e nunca se esquece de ser grato a todas as pessoas, apoiando ou não, que estiveram a seu lado nessa nova vida.
    Adequação ao tema: Bom, fantasia.
    Aplicação de idioma: Muito bom.
    Técnica: Boa.
    Trama: Boa.
    Impacto: Bastante bom
    Nota 4

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      anasophyalinares, bom dia!
      Obrigado pelo comentário.

  10. LUCIANO
    7 de março de 2019

    RESUMO: Um sujeito confuso, em busca de algumas respostas pra sua vida, numa crise existencial.
    Casa-se, não resolve a crise (e quem disse que iria resolver?). Começa a correr, ganha medalhas, e a monotonia das maratonas o desanima.
    Encontra um gnomo (preso à correntes) que com ele faz uma acordo de que se o soltar ele (o gnomo) o presenteará com uma ideia de romance que lhe deixaria rico.
    Saiu do pleito com a história fecundando em sua mente, é ridicularizado pelos familiares ao contar .
    Começa o feito de escrever o romance, que flui que é uma belezura. Porém o negócio não foi coisa simples, usou a unidade de Luas para medir a demora da empreitada.
    Gastou o que tinha e o que não tinha para que o livro fosse impresso, e conforme o gnomo previu, a mágica foi acontecendo.
    O gnomo aparece, e some.
    Teve noites de autógrafos pelo mundo afora e contratação de poliglota para a produção dos livros.
    Celebridades o cumprimentam, vira o pica das galáxias!
    Tem o livro transformado em série pela Netflix, e fica milionário.
    Segundo ele o vácuo existencial acabou-se quando resolveu escrever (What?).

    CONSIDERAÇÕES:
    A breve introdução começa sem muita empolgação, o andamento do texto é compassado e quase ofegante. A história é surreal, mas amarrou o enredo até o final.
    Imaginei que o gnomo fosse aparecer como aquele filho da puta que vem tirar o prazer do cara e dizer que só tinha dado um sonífero pra ele e que tudo aquilo não passou de um sonho.
    Preciso encontrar um gnomo assim.

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      LUCIANO, bom dia!
      Eu também preciso encontrar um gnomo assim, pena que foi só fantasia,
      Obrigado pelo excelente comentário.

  11. Cirineu Pereira
    3 de março de 2019

    Resumo
    Um corretor de imóveis, casado, porém sem motivação existencial, acostumado a isolar-se em fantasias criadas por si mesmo, encontra alívio temporário em correr, até que um dia, salva um gnomo aprisionado e é recompensado por este com a inspiração para escrever um romance que se torna um best-seller e muda definitivamente sua vida.

    1. Aplicação do idioma
    Preciso, eficaz, sem supérfluos, ainda que sem notoriedade.

    2. Técnica
    Ágil, dinâmica, objetiva, porém, linear, previsível e, tal qual o vocabulário, sem notoriedade.

    3. Título
    Adequado, tão somente adequado.

    4. Introdução
    Boa abertura, com a retórica informal de um bom bate papo.

    5. Enredo
    Original, criativo, porém de superficial e até trama pobre.

    6. Conflito
    O conflito seria o vazio existencial do protagonista, aparece cedo demais e cedo demais é solucionado, de forma que o vazio é, com o perdão do trocadilho, transferido para o leitor.

    7. Ritmo
    Narrativa fluída, com frases curtas, bem construídas e eficazes, com predominância de fatos e umas poucas descrições e reflexões curtas e bem aplicadas, concedendo dinamismo à história, porém sem grandes enlevos, face à subvalorização do conflito.

    8. Clímax
    Tal qual o conflito, o clímax é subvalorizado.

    9. Personagens
    O protagonista narrador é bastante consistente, porém o autor acabar por menosprezar os personagens secundários.

    10. Tempo
    Pouca importância é dada ao tempo, os fatos se sucedem sem marcação de tempo dos eventos.

    11. Espaço
    Tal qual trata o fator tempo, o autor dá pouca importância aos cenários, sumariamente citados apenas para situar o protagonista.

    12. Valor agregado
    O conto cita brevemente o vazio existencial que, de certo, não é um mal exclusivo do protagonista, mas em algum momento da vida, de toda a humanidade. Assim a crítica social e o estímulo à reflexão são subvalorizados.

    13. Adequação ao Tema
    Um conto devidamente enquadrado no gênero fantasia, ainda que a atuação do elemento fantástico, no caso o gnomo, seja extremamente breve.

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      Cirineu Pereira, bom dia!
      Grato pela sua critica, tinha certeza que seria fantástica, vou tentar melhorar meu próximo conto seguindo suas dicas, também vou tentar melhorar meus comentários que são muito primários e até neste quesito vou tentar aprender com você.
      Mais uma vez obrigado pelo excelente comentário.

  12. Roque Aloisio Weschenfelder
    1 de março de 2019

    A personagem narra episódios em série sobre o que viveu como se fosse um gnomo. São muitas peripécias sem grandes problemas e alguns sucessos com vender um filme produzido para a Netflix.

    O texto é uma crônica sobre como superar as dificuldades da vida e fazer um certo sucesso. Não há conflito específico que justificar o texto como um conto.

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      Roque Aloisio Weschenfelder, bom dia!
      Entendo o que quer dizer, mas isso eu não mudo nas minhas narrativas.
      Obrigado pelo comentário.

  13. Virgílio Gabriel
    24 de fevereiro de 2019

    Um rapaz cansado da monotonia da vida, um dia encontra um gnomo preso em um buraco. Este, em retribuição por ter sido salvo, coloca um romance na cabeça do rapaz, para que ele o transforme em livro e fique rico. Assim, apesar de todos duvidarem da capacidade do novo escritor, ele começa a escrever. Seu livro faz sucesso de maneira rápida e se torna o maior best-seller da atualidade, com direito até a virar série da Netflix.

    O conto é bem escrito, apesar de alguns problemas com pontuação. Ele é bastante dinâmico, não fica preso em descrições desnecessárias. Porém me decepcionei com o final, pois parece que não existiu. É como se tivesse pego uma história maior, e dado um jeito cortá-la para o desafio. O momento em que o gnomo está surfando e desaparece, por exemplo, não foi explicado. O conto deixou muita informação sem resposta.

    Em síntese, um texto redondinho, com poucos problemas, mas de final decepcionante.

    Boa sorte!

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      Virgílio Gabriel, eu tinha feito dois finais para o conto, mas dei preferencia a esse, vejo que errei. Quanto ao encurtamento da história não fiz isso, não que ache errado alguém fazer, é que eu mesmo não gosto.
      Obrigado pelo comentário.

  14. Felipe Takashi
    20 de fevereiro de 2019

    Sinopse: Homem de vida desregrada e controlado pela mãe adquire um vazio existencial após alcançar um modo de vida “padrão”. Ao longo de suas incursões mentais, ele vê um gnomo que lhe torna um escritor famoso.

    Considerações: o conto é uma anedota do escritor brasileiro: idealista demais em relação ao cenário do mercado literário nacional. Achei uma crítica bastante perspicaz e uma crítica indireta aos escritores reféns de inspiração. Nada muito profundo, mas realista.

    Conto mais criativo

    Nota: 3

    • Emanuel Maurin
      31 de março de 2019

      Felipe Takashi, bom dia!
      Foi justamente isto que tentei passar ao leitor, pena que pouca gente percebeu. Tentei misturar comedia com fantasia, mas pelo jeito não deu muito certo.
      Obrigado pelo comentário.

  15. Cicero Gilmar Lopes
    19 de fevereiro de 2019

    O autor escreveu o enredo que cada um aqui deseja viver. Bem escrito divertido. Oxalá, encontremos um duende. Nota 4.

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Publicado às 17 de fevereiro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 1, Série C2 e marcado .