EntreContos

Detox Literário.

Drama (Rodrigues)

O cuidador – que era japonês e cego – empurrava a cadeira de rodas do baixinho que o contratara há muitos anos. A dupla passava pela frente de um muro longo em que havia diversos pôsteres de filmes, todos eles meio rasgados ou exemplarmente mal colados. Foi quando o pequeno chefe da cadeira de rodas puxou do bolso o folheto da programação e foi ditando ao outro.

– Está aqui. A sessão é às 17h00!

– Que maravilha! – disse o oriental.

– Sim, e pelo que consta aqui, vão exibir em película.

– Em 35mm? Que sorte!

–  Sim. Vamos rápido, não podemos nos atrasar!

Em passo mais apertado, aos trancos pelas calçadas, ainda lendo a programação, o pequeno era levado pelo cego e desviava os olhos do livreto somente para indicar – ele era como um GPS para o outro – os obstáculos e a direção onde virar. Eram fãs árduos de cinema e queriam chegar pelo menos uma hora antes.

No caminho, o oriental cantava o tema de abertura do filme – nããã, nã nã nanãmmm, nã nã nããammmm, nã nã nããmmmm – enquanto o amigo o acompanhava estalando os dedos. A empolgação era grande, há muitos anos não havia uma retrospectiva do famoso diretor italiano.

Logo que iam adentrar o cinema, o baixinho freou as rodas da cadeira com um tranco, quase machucando as mãos.

– O que é isso, ora? Vamos lá! – disse o japonês.

– Isso está muito estranho, acho que erramos de cinema.

– Ah, sim. Achei que você não ia perceber, ouvi no rádio que o cinema passou por uma reforma…

– Como é que eu não ia perceber? Isso aqui tá parecendo um shopping.

– Achei que não estivesse tão mudado.

– Sim! E que cheiro de pipoca! Parece que estou com um balde de pipoca enfiado na cabeça.

– Vamos nos acalmar… Onde fica a fila?

– A fila eu não sei, mas os banheiros devem ficar um horror, imagina essas privadas depois dessas toneladas de gordura – disse o baixinho e, relutante, guiou o japonês, passando na frente de todo o resto da fila da bilheteria, que era grande.

Com ingressos em mãos, o japonês percebeu que o amigo ficou mais calmo, então rodou com ele a esmo para lá e pra cá, quando algo chamou a atenção do pequenino.

– Pare aqui, camarada. Que ótimo! Eles colocaram cartazes de filmes antigos ao redor do saguão. Quero dar uma olhada.

– Puxa, e de que filmes estamos falando?

– Mais à esquerda, “Sublime Obsessão” e, ali, “Audazes e Malditos”!

O japonês, extasiado, passava os dedos pelos pôsteres.

– E este aqui, qual é? – perguntou.

– Ah, sim! “Amor na Tarde”. Mas o melhor está ali pra frente, vamos!

Havia um cartaz com o rosto de uma mulher em close.

– Eis aí, “O Beijo Amargo”! Assisti esse filme há muitos anos.

Foi então que reparou em outro pôster, bastante conhecido de tempos remotos, aquilo tinha ficado quase onipresente em sua cabeça e vê-lo ali não lhe fez nada bem. Fez com que respirasse fundo, travando as rodas da cadeira subitamente mais uma vez.

– O que foi agora? – disse o japonês.

– Aquele cartaz…

– Que cartaz?

– Ah, deixa pra lá.

– Agora desembucha!

– Naquele tempo eu namorava com a Claudete, e acabamos terminando por causa desse filme.

– Por causa de um filme?

– Sim, sim… – disse o baixinho.

– Mas quem é que termina namoro por causa de filme?

– Eu e a Claudete. Na verdade, o problema não foi o filme, o problema foi que eu NÃO CONSEGUI ver esse filme.

– Como é?

– Sim, foi naquele dia. Era um dia quente de 1986, estávamos meio sem dinheiro e eu tinha ganhado os ingressos nestas promoções de rádio, era um programa de rádio noturno que tocava trilhas sonoras e, como somente eu e uns cinco gatos pingados ouviam, não era difícil ganhar um ingresso ou coisa que valha de vez em quando. Entramos no cinema, frequentávamos muito os cinemas de rua, sempre vazios, e agora quase extintos… Enfim! Como sempre, nós pegávamos os assentos do meio para ter a melhor visão. Mas, naquele dia, eu não sei… A Claudete, ela… Não sei o que deu, me arrastou lá pro fundo, parecia possuída dentro da sala. O filme começou, e ela começou a me beijar feito uma louca. Me agarrava, mordia, puxava meus cabelos e, não fosse por mim, tínhamos transado ali mesmo.

– Mas isso não é normal entre os casais?

– Não entre eu e a Claudete. Nós gostávamos de ver o filme do começo ao fim. Éramos sempre os últimos a sair da sala, depois do último crédito final.

– Isso foi redundante, mas continua…

– O problema foi um só: ela trapaceou, e você vai entender o porquê. Depois da sessão, na cafeteria, eu não poderia discutir com ela, não tinha entendido nada sobre o filme, mas ela passou a comentar como uma grande expert. A garçonete, que também tinha visto, endossava as impressões dela e juntas discutiam, como se eu não existisse.

– Mas qual o problema disso?

– O problema é que sempre discutíamos de igual pra igual, brigávamos por causa de visões antagônicas sobre certa cena, diálogo ou detalhe, era saudável. Mas, daquela vez, não! Eu fiquei completamente rendido, o que era odioso para um cara como eu naquela época.

– Ah, só NAQUELA época? Entendo…

– Mas o pior foi depois! Possesso que estava e, lidando com as indagações da Claudete e as risadinhas da garçonete sobre a minha falta de argumentos – pois, na verdade, meu erro foi tentar entabular discussão, mesmo sem ter visto uma cena sequer do filme. Eu passei vergonha! Fui sumariamente humilhado pelas duas, e então….

– Então o quê?

– Eu surtei!

– Ah…

– A Claudete fez a mesma pergunta pela vigésima vez – sobre uma frase que era repetida por um dos personagens secundários o tempo todo, e só um imbecil completo teria visto o filme sem perceber aquilo. Mas ela sabia da minha situação e estava me testando, então eu gritei, “SE VOCÊ TIVESSE ME DEIXADO VER A MERDA DO FILME, EU SABERIA DIZER!”.

– Minha nossa!

– Foi então que ela engasgou feio e espirrou um jato de café na minha cara. Todos olharam pra gente e ela, endiabrada, me xingou inteiro e me deixou sozinho lá na cafeteria, e tamanha foi a cena que a garçonete não quis mais me servir. Fiquei ali, cabisbaixo. Foi um dia terrível, todos me olhavam como se eu fosse um assassino.

– Mas você foi muito grosso, mesmo. E então terminaram?

– Não aí. Mas depois ela ficou reticente. No cinema, não sentava mais do meu lado, deixava um acento entre nós vazio, e sabe o que ela punha nele?

– O quê?

– Um balde de pipocas tamanho família. Como se dissesse, “já que te atrapalho tanto, coma pipoca”.

– É por isso que odeia pipocas?

– Talvez… Era uma afronta, ela sabia. Mas só de raiva, eu até comia, e depois em outras sessões eu também quis dar o troco e sentava dois acentos para o lado, longe dela, e ela pra retrucar sentava três, então, eu, quatro, e então, ela, cinco, e a gente só se via na hora de voltar pra pegar a pipoca no meio da fileira.

– Puxa, isso é até meio romântico.

– Até que um dia sentamos longe, longe demais.

– E pararam de se ver?

– É, o caso tinha terminado ali.

O japonês e o baixinho entregaram os ingressos ao bilheteiro e desceram a rampa escura. Ajeitaram-se na primeira fileira, única com lugar especial para o pequeno. Um grupo passou por eles, gargalhadas estridentes misturavam-se às vozes de todos os outros na sala, falavam pelos cotovelos. Latinhas de refrigerante espirravam, papéis de lanches grunhiam e luzes de celulares voavam para todos os lados. Um grupo posicionou-se atrás da dupla, apoiando sapatos e botas nas costas das poltronas.

– Ninguém mais está interessado na experiência fílmica – disse o baixinho, extremamente irritado. – Veja esse bando aí atrás!

– Cheiro de fast-food… – disse o oriental.

– Está aí. Consumo rápido! Consumo rrrrrápido!

– Já estamos nos trailers, e não calam a boca. E ainda têm esses pés fedidos. Queijo…

– Cinema é apreciação, não consumo rápido.

– Que tipos! Devem ir ao banheiro a todo o momento.

– É verdade, os banheiristas. Os banheiristas são inconvenientes, mas e os explicadores-compulsivos, então?

– Ah, sim! Esse são impossíveis. Não contentes de já terem assistido, não conseguem ficar de bico calado. Quando chega uma cena importante, ficam nos cutucando, como se estivessem alertando: “algo vai acontecer aí, preste atenção, não perca, vai, vai!”.

– Fora quando querem nos contextualizar a respeito das coisas. Dizem, “está vendo essa cena aí, guarde bem ela, guarde bem. Está observando aquela árvore na floresta? Guarde bem isso, preste atenção!”. Que situação! Esses aí deviam frequentar grupos de ajuda.

– Hoje inventaram um nome bonitinho pra essa amolação: spoiler…

– É, foi esse negócio de séries que estragou tudo.

– E quem dá pause, então?

DAR PAUSE??? Ah, isso não, tudo menos alguém que DÁ PAUSE! Se tem uma coisa que eu não suporto mesmo é uma pessoa que…

– Fala mais baixo…

– É que isso me lembra a dita cuja.

– O quê? A Claudete também dava pause?

– Pois é, a maravilhosa Claudete dava pause. E não só isso. Se você quer mesmo saber, vou contar. Você sabe que depois de algum tempo, para minha surpresa, eu soube que ela já tinha visto aquele filme?

– Sério?

– Ela tinha visto no cinema antes de mim, antes daquela nossa briga na cafeteria, e foi por isso que sabia tudo, mesmo tendo passado a sessão toda sugando o meu pescoço.

– Só falta dizer que ela viu o filme com outra pessoa.

– Não, viu sozinha, o que é pior… Entende o tamanho da traição?

A dupla parecia tão entretida na discussão que sequer dava atenção ao filme. Agora, os próprios reclamões, julgadores da ética e da moral dos atos cometidos em sofás e salas de cinema, agora eram eles o motivo do tormento alheio. Pessoas já começavam a reclamar da conversa, alguns faziam “xxxxiiiuuuu”. Mas o pior aconteceu quando respirações ofegantes e gritinhos de prazer chamaram a atenção dos dois.

– Ai, ai… É o começo da cena famigerada – disse o baixinho, apontando para a tela.

– Mas já? – disse o oriental.

– Sim, já se passa quase metade do filme.

– E nós perdemos quase tudo…

– Claro, justo porque você me atrapalhou com o seu falatório!

– EU?

– Sim, você! Ora, acho que você, por não enxergar nada, fala como louco!

– Pois sabe o que eu acho, seu pigmeu?! Acho que você está me confundindo com a sua Claudete!

– Miserável! Quebro sua cara!

– Quer saber? Que se dane essa porcaria de filme! Vou embora antes que eu mesmo te arrebente!

O baixinho deu de ombros, mostrando que não se importava. Então o oriental saiu num solavanco do assento e, escorando-se no que podia, subiu a rampa para fora da sala. Sentou-se no saguão e respirou fundo. Depois de alguns minutos, ouviu o barulho das rodas do amigo se aproximarem.

– Ué, não fez o diabo por causa do filme, por que saiu? – disse o japonês.

– Nada em especial…

– Ah, sim. Nunca dá o braço a torcer. Você está é arrependido!

– Pois saiba que eu nunca me arrependo de nada! Olha, eu nunca abandonei uma sessão na minha vida inteira, mas eu não queria ver aquela cena novo!

– E por que não?!

– Eu fugi antes que ele enfiasse a mão na manteiga.

– Essa é mesmo uma cena estúpida!

– É… Manteiga, manteiga… Lembra pipoca, pipoca, pipoca… – disse o baixinho mirando um ponto fixo, com olhar de peixe morto.

O japonês silenciou, viu que o resmungão estava catatônico na cadeira de rodas e o levou para fora. Aquele caso com a Claudete tinha um tom cômico, mas vendo agora o homem naquele estado, o cuidador mudou de opinião. Pediu ao pequeno as direções do caminho de volta, mas não obteve resposta. Então parou na rua e entoou – nããã, nã nã nanãmmm, nã nã nããammmm, nã nã nããmmmm. Ficou aguardando no escuro enquanto todos iam, assim como aquele casal excêntrico, que só saía do cinema após o último crédito final.

19 comentários em “Drama (Rodrigues)

  1. Leandro Soares Barreiros
    29 de março de 2019

    A história narra a ida de dois amigos -um cuidador cego e um idoso- ao cinema. Pouco antes e durante o filme, o idoso revive acontecimentos do seu passado que dizem respeito ao fim de uma relação e ao seu desgosto por pipocas.

    Julgar uma comédia é bastante difícil. Escrever uma também não é tarefa fácil, então já ganha pontos pela coragem.

    O texto, em si, é bem humorado, com piadas aqui e ali que, ora funcionam, ora não (creio que isso vai depender muito do leitor).

    Alguns pequenos deslizes enfraquecem o conto. Por exemplo, é perceptível uma contradição no relato do baixinho, que diz:

    “Mas, naquele dia, eu não sei… A Claudete, ela… Não sei o que deu, me arrastou lá pro fundo, parecia possuída dentro da sala. O filme começou, e ela começou a me beijar feito uma louca”

    O problema é que ele sabe sim o motivo, como explica alguns parágrafos depois. Além de gerar contradição perdeu-se aqui a oportunidade de algum foreshadowing da relação com a Claudete. Como em uma comédia já existe uma tarefa dificílima que é fazer o leitor rir, deve-se tomar muito cuidado com esses outros elementos mais… comuns.

    Acho que algumas sugestões ficariam melhor sem caixa alta, funcionando de forma mais sutil e… Bem… Sugestiva, como, por exemplo:

    “– Ah, só NAQUELA época? Entendo…”

    Mas, no final das contas, o texto me divertiu e distraiu, o que, acredito, seja a maior função da comédia. Minha parte preferida foi a seguinte:

    “– É por isso que odeia pipocas?”

    Por retomar um elemento apresentado antes e que eu não esperava que seria lembrado dessa forma.

    Enfim, um bom trabalho, na minha opinião. De minha parte, 3 o um anéis.

  2. Priscila Pereira
    26 de março de 2019

    Drama (Glen&Glenda)
    Sinopse: Um cadeirante, conduzido por um cego estão indo ao cinema.Chegando lá o cadeirante começa a contar ao cego sua aventura com uma mulher no cinema durante um certo filme que viram em cartaz, depois vão assistir ao filme que queriam ver e no começo do filme já estavam discutindo. O Cuidador cego vai embora e espera o cadeirante fora do cinema, logo o cadeirante vai atrás do amigo e vão para casa.

    Olá autor(a)!

    Confesso que não achei muita graça… mas o problema está em mim… não gostei muito de nenhuma comédia, então não leve para o lado pessoal. Fui ao cinema uma vez na vida, quando lançou O rei leão… rsrsrsrsrs, então não estou familiarizada com o ambiente, não sei se os filmes citados são verdadeiros ou frutos da sua imaginação, gostei de conhecer um pouco mais sobre o romance do cadeirante e suas esquisitices sobre os rituais para ver os filmes. É um conto bom, mas não me convenceu como comédia. Desculpe! Desejo boa sorte!!

  3. MARIANA CAROLO SENANDES
    25 de março de 2019

    Resumo: uma dupla de amigos bastante peculiar vai assistir um filme e, como bons “espectadores cult”, ficam falando durante a sessão. O que é bastante irritante, diga-se de passagem.

    É um conto estranho e, autor(a), encare isso como um elogio. Cinema, sobre a experiência que ainda nos fascina, mas, está inevitavelmente mudando. Admito certa confusão entre os personagens, características peculiares (como o baixinho acabou em uma cadeira de rodas?)… Toda essa sensação acabou que eu não consegui achar muita graça, tive o que pode se dizer de riso de estranhamento… Fui procurar todos os filmes citados, não foram as escolhas mais óbvias e isso é um ponto a favor também.
    O meu único porém são os trechos que considerei desnecessários. Certas explicações, como se o autor passasse a achar que o leitor não está entendendo a sua viagem. Exemplo: “(…) A dupla parecia tão entretida na discussão que sequer dava atenção ao filme. Agora, os próprios reclamões, julgadores da ética (…)”. Eu já tinha percebido que os dois estavam como duas malas, falando na sessão – sou a chata do barulho no cinema, aliás.
    Drama é uma interessante experiência, parabéns pelo trabalho!

  4. Gustavo Araujo
    25 de março de 2019

    Resumo: homem paraplégico e seu ajudante, um rapaz cego, vão a uma sessão de cinema que provoca lembranças dolorosas no primeiro, com relação a um antigo caso de amor.

    Impressões: o conto é uma comédia, uma boa comédia. Não é dessas que levam ao riso escrachado, mas de outro tipo, que produz um sorriso discreto nos lábios – especialmente se o leitor é daquela espécie em extinção de que costumava ir aos antigos cinemas de rua. O conto, embora tenha uma premissa original, um caso de amor mal resolvido, é, na verdade, uma homenagem a uma época hoje distante e talvez esquecida. Também é bacana porque traz à mente os estereótipos que frequentam as salas, como os tagarelas, os sem-motel, os estraga-prazeres e assim por diante. Foi dessa maneira que absorvi a narrativa, como uma viagem ao passado. Gostei dos diálogos, que deram agilidade à trama, e também dos nomes dos filmes cujos cartazes se espalhavam pelo saguão do lugar. Pensando aqui, talvez este texto se aproxime mais do universo de crônicas numa vertente cinematográfica. Imagino que o autor poderia escrever críticas muito legais sobre os filmes atuais e também sobre os clássicos. Fica aí a dica-pedido deste leitor. Parabéns pelo texto e boa sorte no desafio.

  5. Renata Rothstein
    22 de março de 2019

    Conto de comédia (bem dramática) em que um cuidador cego e oriental e seu paciente, baixinho e paraplégico, resolvem pegar um cinema, o que traz recordações de um passado nada agradável para o baixinho deficiente, que já havia vivido poucas e boas om uma antiga paixão, a Claudete.
    A leitura flui agradavelmente, está bem escrito, mas não sei se o problema é comigo, não achei muita graça não 🙂
    Só uma dúvida: o oriental não era cego? Achei estranho no último parágrafo o “O japonês silenciou, viu que o resmungão estava catatônico na cadeira de rodas” – como assim, viu?
    E também pareceu que você ficou sem saber como terminar o onto.
    Desejo boa sorte, abraços!

  6. Fheluany Nogueira
    21 de março de 2019

    O japonês cuidador cego e o baixinho na cadeira de rodas são amantes de cinema e se dirigem a um shopping para ver algum filme cult (justifica-se o pseudônimo).

    Nos tropeços do caminho, o baixote se lembra de um namoro que terminou por causa da mania com filmes. Já no cinema, continuam os dois falando e criticando o comportamento das pessoas na sala de projeção e os spoilers, sem notarem que eles tinham as mesmas atitudes, acabam brigando, saindo do cinema separados, mas um notando as dificuldades do outro de locomoção, fazem as pazes. Realmente um drama!

    Acho que o texto está mais para uma comédia burlesca, pois, por meio da sátira, ridicularizava o valor que a dupla de personagens caricatos dá ao cinema. De outro lado vem a lição de que a amizade está acima de tudo.

    Leitura leve e divertida, despretensiosa. Personagens bem construídos, verossimilhança bem trabalhada, diálogos críveis. O único senão é que me perdi em alguns diálogos: quem falava o quê; foi preciso reler com mais atenção.

    Mesmo assim, uma leitura muito agradável. Parabéns pela ideia e execução. Boa sorte na Liga. Um abraço.

  7. Jorge Santos
    17 de março de 2019

    Resumo: cuidador leva paciente de cadeira de rodas ao cinema. Discutem histórias de idas ao cinema e da forma de estar na sala.
    Este conto pertence a uma categoria de contos difícil de comentar. Em primeiro lugar, porque não pareceu ser um conto. Depois, não me pareceu poder encaixar-se em nenhum dos dois temas do desafio, Comédia ou Fantasia.
    Em termos de linguagem, não tenho nada a apontar. O desenvolvimento é feito de forma a não motivar a leitura. Começa por um pormenor estranho: porque raios é que o cuidador tinha de ser cego? Achei desnecessário. Talvez por isso não achei piada ao conto. Eventualmente poderia funcionar como anedota: um japonês cego e um baixinho paralítico entram num cinema.
    O conto poderia ter potencial, mas foi completamente desaproveitado.

  8. Pedro Paulo
    13 de março de 2019

    RESUMO: O enredo se resume à ida de dois amigos cinéfilos ao cinema para assistir a algum filme antigo que foi relançado dentro de uma sessão especial. Ambos se assombram com as mudanças no cinema “moderno” e entremeio a isso entram em uma conversa sobre antigas lembranças, em que um conta para o outro sobre uma antiga namorada. Já dentro do filme, os dois começam a discorrer sobre os piores vícios dentro de cinema, sem perceberem estar eles mesmos incomodando a todos. Acabam discutindo e saem do cinema. Lá fora eles fazem as pazes, mas se separam.

    COMENTÁRIO: Um conto que consiste principalmente no diálogo, explicitando uma visão de mundo que talvez hoje em dia seja aceita como antiquada. O autor soube muito bem incluir a naturalidade na relação entre os personagens, em parte na maneira orgânica como se conduziram ao cinema, indicando para uma amizade antiga em que o cinema desempenhava um grande papel. A conversa entre os dois também é fluida, constituindo mais um indicativo da amizade e deixando a relação entre os personagens crível.

    Apesar dessa qualidade do conto, acredito que o enredo não tenha “engatado”. O que se percebe em todo o conto é a força da amizade das personagens, já citada acima como bem executada, mas penso que faltou uma atenção a um enredo mais envolvente. Acho que o verdadeiro enredo do conto está na história de Claudete, mas ela aparece apenas narrada de um personagem para o outro, sem verdadeiro aprofundamento e, apesar do atípico, o fato de não ter tido uma substância só fez parecer ser um caso curioso, sem a força de “singularidade” que teria se pudéssemos ter visto cada reação do personagem na situação, como palavras atrapalhadas ou julgamentos equivocados sobre o que filme (que ele não viu). Mas, o conto prossegue para a entrada das personagens do cinema, cujos comentários sobre os outros telespectadores se resumem a críticas um tanto genéricas a respeito de conhecidos estereótipos de pessoas mal-educadas que vão ao cinema.

    Fica evidente, portanto, que o autor investiu num conto humorístico, mas julgo que faltou o humor. Penso que a comédia envolve principalmente timing e surpresa e não os encontrei aqui. Além disso, localizei um erro gramatical na escrita da palavra “assento”, escrita no conto como na gramática: “acento”. Boa sorte!

  9. Matheus Pacheco
    6 de março de 2019

    RESUMO: Um conto de comédia que narra a tragédia amorosa de um senhor relacionado a um filme mal interpretado quem o protagonista não conseguiu assistir, fazendo com que discutisse com a namorada em um café e com isso começaram a se distanciar.
    COMENTÁRIO: É um texto bem humorado, só que eu não consegui encontrar uma verdadeira comédia no conto, me pareceu muito mais um drama humorado do que uma própria comédia.
    Um ótimo conto e um abraço.

  10. Fernando Cyrino
    4 de março de 2019

    Glen&Glenda, vocês me apresentam uma comédia cinéfila, o que é muito bom. Um baixinho na cadeira de rodas e seu cuidador cego e oriental. Que dupla, não é mesmo? Os une, além é claro da questão do trabalho para um e do ser bem cuidado para o outro, é o amor ao cinema. E eles estão indo assistir (rever) um grande filme. E nessa ida, entra a história dentro da história da Claudete com o baixinho cadeirante, o amor e o fim do amor dos dois por conta do cinema. Gostei muito quando coloca os tipos de cinéfilos. O que contextualiza e a Claudete que adora dar pause me trouxeram sorrisos ao rosto. Um conto interessante. Uma comédia que me fez rir, o que quer dizer que cumpriu aquilo a que se propôs. Gostei da homenagem sutil ao Bernardo Bertolucci a partir do filme (que foram assistir) O último tango em Paris. Pena que o foco na cena da manteiga deixou em segundo plano a questão da solidão que nos nossos dois heróis funciona também, ao meu ver, como pano de fundo. Bacana o seu conto, impactou-me Parabéns.

  11. Tiago Volpato
    1 de março de 2019

    Resumão:
    É a história de uma dupla improvável, um cego guiando uma cadeira de rodas. Os dois, cinéfilos, estão indo assistir a um clássico no cinema. Só que ao invés de assistir o filme, os dois falam pelos cotovelos, e dane-se o filme. No final os dois brigam e o de cadeira de rodas vai buscar o amigo no aeroporto (metáfora pra reconciliação). Fim!

    Considerações:
    O texto é bem legal, bem escrito e com algumas passagens inspiradas. Os personagens são ótimos, quando começou com um japonês cego empurrando uma cadeira de rodas eu pensei: “uau! É isso”, mas infelizmente tanto a cegueira quanto a cadeira de rodas não serviram muito para a história, ainda assim foi bem legal.
    A história do rapaz com a ex achei bem interessante, a traição em assistir o filme sozinha foi muito bem pensada. Gostei do texto, eu só queria ter lido mais sobre o japonês, um cego cinéfilo é um personagem bem interessante para uma história, fiquei querendo mais disso.

    • Rodrigues
      31 de março de 2019

      Oi, Tiago. Obrigado pelo comentário. Então, como você disse que ficou querendo mais disso, eu tenho outro conto com os mesmo personagens, A Dona, inclusive publicado aqui no Entrecontos e na antologia Nada Elementar, da editora Caligo. Vou deixar o link aqui, de qualquer forma. Grande abraço!
      https://entrecontos.com/2016/10/29/a-dona-conto-rodrigues/

  12. Rafael Penha
    25 de fevereiro de 2019

    RESUMO: Uma pitoresca dupla vai ao cinema e, durante a experiência relembram momentos de um antigo relacionamento de um deles. Enquanto isso, vão fazendo exatamente o que estão criticando em sua conversa, brigam, mas terminam a história novamente como amigos.

    COMENTÁRIO: Uma história descontraída e apesar da abundância em diálogo, não se tornou chata ou cansativa, mantendo um bom ritmo até o fim. O domínio da gramatica do autor é muito bom, sua linguagem é fluida e sem floreios que atrapalhariam a agilidade da narrativa.
    Entretanto, se este é um conto para o desafio de comédia, para mim, falhou. Apesar da situação ser levemente divertida, não consegui ver nenhum momento engraçado ao longo da narrativa. Talvez o autor tenha pensado na comédia de situação ridícula, mas creio que precisava de mais absurdos para deixar as situações realmente cômicas.
    Conto legal, mas não funcionou para mim, no que tange ao objetivo do certame.

  13. Luis Guilherme Banzi Florido
    25 de fevereiro de 2019

    Boa tarde!

    Resumo: dupla improvável, um homem de cadeira de rodas e seu “cuidador” cego vão juntos ao cinema, e o baixinho da cadeira entra em divagações sobre um romance passado que terminou por uma briga no cinema.

    Comentário:

    Um conto de comédia leve, que consegue, de forma rápida e de leitura fácil, manter a atenção por meio apenas de diálogos. Gostei.

    O tom humorístico está presente em todo o conto, desde a apresentação dos personagens (um cego cuidado? Wtf? Hahaha), ate a situacao criada pela dupla no cinema.

    Imaginei o baixinho como um velho bem mala, que fica reclamando de tudo. Foi um personagem carismático, pra mim. Teve um trecho que me lembrou minha mãe Ahauahauah. Deixa eu achar, aqui.

    “– Ah, sim! Esse são impossíveis. Não contentes de já terem assistido, não conseguem ficar de bico calado. Quando chega uma cena importante, ficam nos cutucando, como se estivessem alertando: “algo vai acontecer aí, preste atenção, não perca, vai, vai!”.

    – Fora quando querem nos contextualizar a respeito das coisas. Dizem, “está vendo essa cena aí, guarde bem ela, guarde bem. Está observando aquela árvore na floresta? Guarde bem isso, preste atenção!”. Que situação! Esses aí deviam frequentar grupos de ajuda.”

    Ela sempre fazia isso! Que raiva Ahahahahha. Agora, parou, de tanto eu reclamar.

    Enfim, é um conto leve, de leitura fácil e tom divertido. Foi uma boa leitura. Parabéns e boa sorte!

  14. Regina Ruth Rincon Caires
    24 de fevereiro de 2019

    Drama (Glen&Glenda)

    Resumo:

    Cadeirante contrata, como cuidador, um cego (japonês). Fanáticos por cinema/filme, eles são assíduos frequentadores das salas que ficam nas imediações. O cego empurra a cadeira tendo o contratante como timoneiro. O pequeno homem descreve tudo para o amigo cego. Desde as cenas do filme, os desenhos dos cartazes, conversam muito. Um cartaz, em particular, fez o baixinho recordar-se de Claudete, um caso do passado. E essa lembrança deu início a um papo sem fim. Dentro do cinema, continuavam a conversa, atrapalhando as pessoas que sempre os atrapalharam. Aliás, são tremendamente críticos com os costumes da “geração selvagem” que frequenta o cinema. E o conto termina de maneira aberta…

    Será que o pseudônimo refere-se ao filme do ano em que nasci?!

    Comentário:

    Texto muito bem escrito, descompromissado, leve, divertido. E que, mesmo assim, não deixa de ter uma carga de emoção e profundidade em muitas falas. A narrativa lida bem com a complexidade de posições antagônicas, transforma o problema em comédia. Ainda que faça o leitor reforçar o entendimento de que a intransigência deve ser repensada.

    A parte mais impactante, sem dúvida, é o final. O autor, sabiamente, deixa o leitor “criar” o desfecho. Lindo e emocionante.

    Parabéns pelo texto!

    Boa sorte no desafio! Abraços…

  15. Givago Domingues Thimoti
    24 de fevereiro de 2019

    Caro(a) autor(a),

    Desejo, primeiramente, uma boa primeira rodada da Liga Entrecontos a você! Ao participar de um desafio como esse, é necessária muita coragem, já que receberá alguns tapas ardidos. Por isso, meus parabéns!

    Meu objetivo ao fazer o comentário de teu conto é fundamentar minha nota, além de apontar pontos nos quais precisam ser trabalhados, para melhorar sua escrita. Por isso, tentarei ser o mais claro possível.

    Obviamente, peço desculpas de forma maneira antecipada por quaisquer criticas que lhe pareçam exageradas ou descabidas de fundamento. Nessa avaliação, expresso somente minha opinião de um leitor/escritor iniciante, tentando melhorar, assim como você.

    PS:Meus apontamentos no quesito “gramática” podem estar errados, considerando que também não sou um expert na área.
    RESUMO: “Drama” é um conto que aborda a ida ao cinema de dois amigos, um baixinho cadeirante e o japonês cego.

    IMPRESSÃO PESSOAL: Em termos de comédia, tive a sensação que faltou algo. A narrativa tem todos os elementos necessários para se classificar como um conto humorístico. Ainda assim, faltou aquele arrebate para arrancar uma risada deste leitor. Uma pena, já que o desenvolvimento da narrativa e a qualidade dos diálogos são realmente interessantes.

    ENREDO: Como eu mencionei anteriormente, faltou algo. Aquela sacada que faz o leitor rir. Claro, pode ser que eu seja o único a não rir? Obviamente.
    Analisando o restante, o enredo do conto é bom. Personagens carismáticos e uma boa história de ex-namorada. A condução da narrativa foi ideal, com bons diálogos.

    GRAMÁTICA: A linguagem é simples, assim como uma comédia pede. Não encontrei nenhum erro gramatical

    PONTOS POSITIVOS
    • A narrativa foi muito bem conduzida. O conjunto também me agradou bastante. Personagens carismáticos, um clima leve, uma boa historia de ex-namorada, diálogos fieis ao estilo que o autor imprimiu ao texto

    PONTOS NEGATIVOS
    • Não tem como não pontuar a falta da cena arrebatadora, aquela que nos faz rir, seja pelo simples humor da cena ou por uma eventual quebra de expectativas.

  16. Fabio D'Oliveira
    23 de fevereiro de 2019

    O corpo é a beleza, a forma, o mensurável, o moldável. A alma é a sensibilidade, os sentimentos, as ideias, as máscaras. O espírito é a essência, o imutável, o destino, a musa. E com esses elementos, junto com meu ego, analiso esse texto, humildemente. Não sou dono da verdade, apenas um leitor. Posso causar dor, posso causar alegria, como todo ser humano.

    – Resumo: O baixinho cadeirante e o cuidador japonês e cego são cinéfilos. E, como deveriam honrar tal título, estavam indo ao cinema. Filmes antigos, um diretor adorado da Itália e um pôster que traz uma péssima recordação. Depois de lembrar de Claudete, o baixinho mergulha numa onda de reclamações. Assim, mesmo antes da sessão e até durante, ele e o japonês cego debatem com fervor assuntos do cinema e do passado. Brigam, mas logo fazem as pazes, indo embora juntos. Claro, atrapalham quem realmente queria assistir o filme! Assim acaba a história, mostrando que reclamações e zoações do passado pode não ser fruto de comédia e ironia, mas sim de dor.

    – Corpo: Que leitura gostosa! Fluiu naturalmente, de forma simples, sem exageros e vícios de escrita. Salvo algumas repetições próximas, como “cadeira de rodas” no primeiro parágrafo, está tudo certo. Você, de fato, escreve muito bem. Senti falta de algo que destacasse a escrita, porém. O estilo é neutro demais, como a falta de sotaque dos jornalistas, que precisam da imparcialidade. Poderia investir nisso. Uma escrita tão simples, tão agradável quanto a sua, faria uma diferença enorme no cenário se tivesse identidade própria. E foco na lapidação final, claro!

    – Alma: A história parece ser bem simples e direta, mas não é. Achei incrível a personalidade do baixinho de cadeira de rodas. A forma como você mostra seu trauma em relação a Claudete ficou excelente. Gostei da maioria dos diálogos, mas faltou naturalidade neles. O japonês parece ter sido inserido na história só pra conduzir a narrativa da forma como você queria. Faltou um pouco mais de atenção nele. Gostaria de vê-lo com uma personalidade mais contrastante, ele ficou bem parecido com o baixinho. Isso poderia deixar os diálogos melhores. Fora isso, não tenho muito o que adicionar. Curti a relação do passado do cadeirante, de algumas críticas, etc.

    – Espírito: O conto claramente é de comédia. Senti a ironia no ar. Mas acho que, sinceramente, faltou um pouco de inteligência na hora de abordar alguns assuntos. Por exemplo: daria para abordar a questão dos blockbuster e da legião de fãs deles, mas não denegrir essas pessoas, focando-se no modus operandis das empresas e certos artistas atuais, que visam os lucros como o fim. Outro exemplo: poderia se aprofundar na questão da geração coca-cola, que quer tudo rápido, sem questionar, sem apreciar. Não dei uma risada no decorrer da leitura, acho que por falta de um humor mais refinado, pois é isso que estou acostumado com esse tipo de comédia.

    – Conceito: Ouro!

  17. Antonio Stegues Batista
    22 de fevereiro de 2019

    Drama- conta a história de um cadeirante e seu cuidador cego, que vão ao cinema. Lá os dois discutem e se separam. Aborrecido o cuidador vai para o saguão.

    Não sei qual foi a intensão do autor, criar um cuidador japonês cego que leva o cadeirante ao cinema. Se o tema é comédia, a história ficou muito fraca, não achei nada engraçada, apenas absurdo, mas não absurdo-engraçado, nem humor negro engraçado. A história de Claudete também achei muiiito fraca. Se era intensão fazer drama com o japonês cego, falhou e se não fosse japonês, seria mesmo assim, algo sofrível. Enfim, um cuidador cego que não faz nada engraçado é um absurdo. Nem um pouco engraçado é a interação dos dois, tampouco os diálogos. Humor é outra coisa, são piadas bem boladas, ações e acontecimentos engraçados realmente, como o cadeirante soltando um rato no cinema, o cuidador cego metendo a mão no decote de uma madame, pensando que fosse o balde de pipoca, etc. Bem, deixa assim. Só me lembrei dos filmes de Carlitos, Jerry Lewis, O Gordo e o Magro, piadas de papagaio, etc. Boa sorte no próximo tema.

  18. Angelo Rodrigues
    21 de fevereiro de 2019

    Caro Glen&Glenda,

    Resumo:
    um japonês cego, cuida de um baixinho em sua cadeira de rodas. Vão ao cinema ver um filme – provavelmente O Último Tango em Paris – e acabam tendo uma séria discussão sobre pessoas que importunam no cinema, e tornam-se eles mesmos, com suas discussões iguais àqueles que importunam pessoas nos cinemas.

    Avaliação:
    um texto que, por não possuir nenhum traço clássico da fantasia, parece objetivar ter o tom de uma comédia. Tem personagens arquetípicos, tal como o japonês cego que é cuidador de alguém, o que parece pouco ponderável, o cadeirante obsessivo por cinema, a estranha namorada Claudete cuja relevância esta em haver se tornado a matriz de uma discussão antiga que se repete no momento presente da história.
    O texto tem algumas poucas imperfeições de escrita que podem ser reparadas com alguma revisão. Não comprometem a compreensão do texto.
    Creio que haja alguns problemas, entretanto.
    O texto carece de alguma profundidade, as personagens são muito telúricas e objetivas e a trama, embora corra ligeira, abdica de se aprofundar, e, embora isso possa não comprometer um texto, particularmente quando se pretende escrever uma comédia, aqui, como não vi caracterizada a comédia, acredito que ficou devendo, e a superficialidade com que foram tratados os personagens acabou por não ajudar muito.
    A coisa que me despertou, logo de início, foi imaginar um cego no cinema “vendo” um filme com legendas e sem saber falar inglês. Talvez só lhe restasse mesmo parar na rua e entoar a trilha do filme: nããã, nã nã nanãmmm, nã nã nããammmm, nã nã nããmmmm.
    Acredito que o conto deva ser um pouco mais trabalhado, acentuando alguma forma de humor.
    Parabéns e boa sorte na Liga!!

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Informação

Publicado às 17 de fevereiro de 2019 por em Liga 2019 - Rodada 1, Série A e marcado .