EntreContos

Detox Literário.

O Alienígena (Marco Saraiva)

 

Diego estacionou próximo ao portão de ferro, aproveitando a sombra do muro. Saiu do veículo e esticou os ossos após a longa viagem de seis horas.

Seis.

Aquele número parecia atormentá-lo ultimamente. Aquela talvez fosse a sua última chance de provar que estava certo.

Analisou por um instante o chalé. Era um chalé simples em uma rua de chalés simples, em uma vila tão remota que parecia estar presa a um século diferente.

Diego pegou a sacola de dentro do carro, na qual trazia o seu presente. Quando fechou a porta, uma criança surgiu de trás da carroceria. Segurava uma folha de papel com algo desenhado, mas o vento a fazia dançar tanto que era impossível distinguir os traços.

— Tio, você vai visitar o velho do disco voador?

Ele riu.

— É assim que o chamam hoje em dia?

— Ele tem outro apelido?

João caça-níqueis e João Cem-caveiras foram os primeiros que saltaram à mente, mas o garoto não precisava saber daquilo. Diego apenas balançou a cabeça e, em resposta, a criança ofereceu a ele a folha dançante.

— Entrega pra ele? – e, lembrando-se dos bons modos, completou um pouco atrasado – Por favor?

Diego pegou a folha. O desenho era o de um senhor de idade ao lado de dois pequenos seres de olhos ovais e pele cinzenta. O trio andava na direção de um disco-voador que pairava no céu de uma única nuvem.

— Vou entregar, pode deixar.

A criança sorriu e correu de volta para casa.

O portão do chalé de João era antigo e não oferecia privacidade. Os desenhos curvilíneos que o ferro fazia eram vazados a tal ponto que Diego não precisava se esforçar para ver, poucos metros adiante, a porta de madeira do chalé. Queria perder algum tempo ali, mergulhado naquela nostalgia incomum. Fazia apenas cinco anos que não pisava ali, mas sabia que a tinta do portão havia envelhecido exatos quarenta e oito.

Quarenta e oito anos. Como João deve estar agora?

O portão não estava trancado. O lamento das dobradiças anunciou a sua intrusão. Cinco passos até a porta. Três batidas com a mão fechada. Sorriu. Fazia anos que não batia em uma porta. Fazia tempo demais que não pisava na Terra.

Ouviu a tranca do lado de dentro girar e viu a porta se abrir. Era João quem a abria. A porta revelou-o aos poucos: um senhor de idade, mas que ainda mantinha a coluna ereta e os olhos cheios de vida. A pele enrugada cobria os seus braços e mãos como plástico, mas no rosto ele mantinha uma expressão que falava mais de experiência do que de cansaço.

Quando João notou quem o visitava, não pôde conter a surpresa.

— Diego?

— Como vai, amigo?

A surpresa logo cedeu à alegria. As rugas perto dos olhos se apertaram em um sorriso contagiante. Havia muito a ser dito, mas boa parte foi falada através de um longo abraço.

— Pelo meu bom Deus, há quanto tempo não nos vemos? Uma vida inteira! Entre, vamos! Aceita algo para beber? Um vinho, um whisky?

— Café, se não for incômodo. Eu sinto falta do café.

— É verdade, tinha esquecido. Sente-se. Sinta-se em casa. Vou passar um café na cozinha e já volto.

João sumiu pela passagem da cozinha antes que Diego se sentasse. Por dentro, o chalé estava completamente diferente do que se lembrava. Quarenta e oito anos haviam mudado a pintura das paredes e a disposição das coisas. Diego notou que a sala estava equipada com uma televisão de tela fina. Havia também um laptop sobre a mesa.

Bom, mas longe de ser o ideal.

— Como foi a viagem? Digo, por Deus, como está sendo o seu tempo por lá?

A voz de João vinha da cozinha. Ainda soava firme apesar dos seus quase setenta anos.

— As viagens são… longas. Antes, quando eu viajava a trabalho, passava oito horas em um avião. Agora, passo uma semana inteira dentro de uma nave de transporte.

— Há sempre preços a serem pagos, não é?

— Sim.

Diego esperou em silêncio, absorvendo o novo ambiente do velho chalé. Por dentro, o lugar destoava de toda a vila. As madeiras estavam novas; os móveis pareciam recém-comprados. O sofá na sala era moderno e parecia confortável. Ainda apresentava deformações no seu couro, ao que Diego deduziu que era ali que João estava antes de ouvir as batidas na porta.

— Você está quieto, amigo – João surgiu da cozinha com duas xícaras cheias da bebida fumegante.

— Perdão – ele sorriu – é a primeira vez que volto para a Terra. Foi uma coisa ver as cidades, mas outra coisa bem diferente é ver um lugar familiar.

Jovem e idoso experimentaram juntos apenas um pouco do café fresco. A bebida estava forte e com pouco açúcar. Diego fechou os olhos: estava maravilhosa.

— Deve ser difícil mesmo. Quanto tempo se passou para você?

— Cinco anos.

— Meu bom senhor Jesus. Parece que não passou nada. Você está exatamente igual à última vez que te vi.

Houve um momento de silêncio enquanto os dois apenas apreciavam o simples ritual. Diego bebericava o café quente com mais parcimônia que João. Havia algo de arisco no homem que ele parecia esconder. Detalhes sórdidos que Diego aprendera a notar durante os últimos anos de treinamento, mas que agora não sabia se eram apenas obra da sua imaginação.

João voltou a sua atenção para a sacola e o papel de cabeça para baixo sobre a mesa.

— O que são essas coisas?

Diego desvirou o papel.

— Parece que você tem um fã na sua rua.

João riu ao ver o desenho.

— Deve ter sido o Matheus. Aquele moleque é atentado.

— Você não tem medo, João?

— Medo de quê?

— Sair por aí falando essas coisas. Despertando curiosidades. Incitando questões que não deveriam ser incitadas.

O velho amigo ergueu os ombros. Não parecia preocupado.

— Eu falo a verdade para as pessoas. Elas me perguntam o que fazia quando jovem e eu respondo. Às vezes, falo sem me perguntarem. Todos me acham um maluco, mas se eu plantar a semente da dúvida em apenas uma pessoa, nem que seja uma criança, para mim já valeu o esforço. Eu estou velho, Diego. Meu tempo está chegando ao fim e eu não queria levar comigo todos esses segredos.

— O Conselho pode vê-lo como uma ameaça se você continuar falando sobre eles para o povo, não acha?

— E o que eles fariam? Me mandariam uma multa?

João riu. O homem já havia terminado o seu café há algum tempo e, agora, sentava-se um pouco afastado da mesa.

— Você os conhece – Diego prosseguiu – Eles bem poderiam enviar um agente para cá para te… silenciar.

— Se enviassem alguém eu ficaria feliz. Seria uma prova de que sou um espinho no sapato deles.

— E se eu for este agente?

Algo de errado perto dos sofás na sala fez Diego olhar para lá por reflexo. Um som tão fugaz que ele não soube distinguir o que era. A única coisa que notou foi o leve esvoaçar da cortina – tão leve que alguém poderia muito bem dizer que estava parada.

— Eles não te enviariam – João continuou a conversa como se nada estivesse fora do comum – Eles não são nem um pouco sentimentais e nós somos amigos há muitos anos. Há muito sentimento aqui, nessa mesa, entre nós. Não, não. Enviariam um deles. Alguém que entrasse e saísse em um minuto com a missão cumprida.

— E o que você faria se um deles aparecesse?

— Eu estou velho. Se tiver que ser assim, então assim será.

Diego sentiu a culpa invadir os seus pensamentos. O que estou fazendo? Não foi para isso que vim aqui. Levantou-se.

— Perdoe-me. Não deveria ter falado dessas coisas.

— Por favor, sente-se. Deixe de ser bobo.

Ele voltou a sentar, mas sabia o que o amigo pensava naquele instante. Seus olhos o denunciavam. Seu silêncio prolongado falou mais do que mil palavras.

Desse jeito isso nunca vai funcionar.

— Não vai abrir o outro presente que eu trouxe?

João ergueu uma sobrancelha e olhou para a sacola.

— Achei que fossem apenas mais coisas dos garotos da rua.

— Esse é meu. Acho que vai gostar.

As mãos enrugadas de João abriram a sacola e encontraram um quadro com uma antiga foto ampliada em preto-e-branco. Diego tomara o cuidado de tê-la impresso no planeta Terra com papel fotográfico, emoldurando-a com madeira e uma fina proteção de vidro. Nada de tecnologias surpreendentes aqui.

Uma lágrima fugiu de cada um dos olhos de João antes que ele pudesse contê-las. A foto era a de dez pessoas, entre homens e mulheres, vestindo trajes militares. Eram um esquadrão especial que lutaria em uma guerra especial, muito longe do Planeta Azul. Dos dez, apenas quatro sobreviveriam. Nenhum deles sequer desconfiava que a guerra já estava perdida antes de começar. A foto capturava o orgulho e a inocência de dez heróis diante de um caminho cheio de promessas. Diego, com sua fisionomia quase idêntica, estava agachado ao lado de um João quarenta e oito anos mais novo, segurando um rifle de tecnologia avançada demais para a época.

João virou o quadro. Ao fundo, uma mensagem escrita à mão.

“Para João cem-caveiras. Um herói entre heróis”.

Ambos se levantaram e trocaram um longo abraço; este com muito mais coisas para contar do que aquele que trocaram na porta de entrada. Quando retornaram aos seus assentos, João tinha bochechas e olhos avermelhados.

— Foram vinte e sete, sabia?

— Vinte e sete o quê?

— Caveiras. Contei vinte e sete mortes naquele dia. Mas quem conta um conto, aumenta um ponto. Quando viram que eu estava rodeado de … bem, não importa. Acharam que seria conveniente publicar que a contagem se aproximava dos cem.

As risadas que se seguiram foram o prelúdio de uma longa conversa cheia de lembranças; poucas felizes, mas todas ainda muito vivas em seus corações. O assunto raramente se desviou da guerra. Foi onde se conheceram e onde criaram os laços que perduraram por tanto tempo. A guerra não tinha nome. Seu início e desfecho foram sempre um segredo guardado pelos grandes líderes das nações. Poucos eram os que lutaram nela e ainda estavam vivos como João. Os que ficaram na Terra já estavam quase todos mortos. Os que não ficaram foram recrutados pelos vencedores, como Diego, e agora trabalhavam como Diplomatas. Suas missões diplomáticas os levavam para os mais remotos confins do universo.

Os dois amigos trocaram novidades e notícias sobre os conhecidos vivos e mortos. Foi uma conversa cheia de sorrisos e tristezas.

— Você nunca tinha que ter aceitado trabalhar para eles. Nós sentimos a sua falta por aqui por muito tempo. Foi difícil te ver indo embora.

Diego ficou em silêncio. Era uma frase difícil de ouvir; inesperada, apesar de estar latente desde que a porta fora aberta há quase duas horas. João pareceu entender o que dissera e se apressou em pedir perdão. Aparentemente ambos os homens sabiam do peso daquelas palavras, apesar de cada um interpretá-las de forma oposta ao outro.

— Não precisa de desculpar. Eu te entendo. Vocês… – Diego fechou os olhos, corrigindo-se tarde demais – Nós… somos uma raça difícil. Orgulhosa. Soberana no próprio planeta durante toda a sua existência. É difícil para o ser humano entender que a cadeia alimentar vai muito mais alto do que imaginava.

— É isso o que você realmente acha?

A pergunta tinha tantas nuances que Diego não evitou abrir um sorriso nervoso. Súbito, percebeu que tinha deixado as suas defesas abertas demais.

— Eu vi coisas que você sequer pode começar a imaginar. Coisas que tornariam humilde o mais orgulhoso dos líderes humanos em um piscar de olhos. Mesmo alguém como você.

— Você fala como eles.

— Talvez por que eles estejam falando a verdade.

Um novo silêncio pairou e, desta vez, ninguém quis quebrá-lo. A última frase de Diego era direcionada à toda a tecnologia que os cercava e João sabia bem disso. Os celulares, carros e computadores que dominavam o planeta Terra eram todas as consequências da derrota dos humanos na guerra. Tudo aquilo era influência direta da tecnologia imposta pelos seus conquistadores, e a liderança teimosa das nações humanas só aplicava dez por cento do que era imposto.

Eles cospem no próprio prato. Seu orgulho os impede que vejam o erro tão óbvio diante deles.

— O que você veio fazer aqui? – a voz de João soava muito mais sóbria agora – O café e a conversa foram bons. A fotografia e o desenho, também. Lágrimas e lembranças. Mas o que você está fazendo aqui, realmente? Quando foi enviado para fora, o assunto era que levaria anos para voltar; que, quando voltasse, eu estaria morto há décadas.

— Eu vim para a Terra em missão. Aproveitei para passar aqui e matar saudades.

— Que tipo de missão?

As perguntas incisivas de João em nada combinavam com a sua atitude amigável de minutos atrás. Os olhos de ambos estavam fixos um no outro.

— Traidores. Aparentemente alguns, mesmo tendo visto tudo o que vi, ainda duvidam dos seus lugares na cadeia alimentar. Moradores de planetas diversos viram na Terra uma nova chance de rebelião. Formaram um grupo de resistência. Andam escondidos. Disfarçados. Invisíveis.

Houve uma leve hesitação da parte de João. Imperceptível ao olho humano. A casa inteira pareceu mais pesada, como se curvasse sobre Diego. O próprio ar pareceu tornar-se mais frio.

— E você acha que eu escondo um deles aqui?

— Não, amigo. Apesar de saber que você os conhecia muito bem – e, diante da expressão de assombro de João, prosseguiu – Não somos inocentes, João. Vocês estavam aqui, na Terra, lançando mão da tecnologia que nós mesmos os ensinamos para tramar rebeliões. Vocês tinham todas as chances de caminhar para um futuro próspero e, ainda assim, escolhem batalhar. Acharam mesmo que não faríamos o mesmo? Que não usaríamos estas mesmas tecnologias para espioná-los?

— Então você é, afinal, o agente que eles enviaram para me silenciar.

Havia algo no ar que não estava certo. Algo o ameaçava, como se a própria raiva de João estivesse projetada sobre ele e tentasse envolver o seu pescoço para enforcá-lo. Diego demorou para entender, mas naquele momento já sabia exatamente do que se tratava.

— Não. Você era apenas um contato para eles. Um soldado em busca de um último momento de glória. Nada de muito ameaçador.

— Por que fala deles no passado?

— Por que estão mortos, é claro. Todos os cinco. Três em São Paulo e os últimos dois encontrados mais ao sul. Todos antigos Diplomatas, como eu, mas advindos de sociedades tão mais avançadas que é de admirar que sequer acharam que isso daria certo.

Suas palavras fizeram a casa gemer. O próprio ar levou a mão à boca em um suspiro de horror diante das suas palavras. Não, não o ar. Havia alguém ali o tempo todo, acompanhando cada palavra daquela conversa desde o momento em que ele abrira o portão de ferro. Alguém usando da tecnologia que deveria estar espalhada pelo mundo inteiro. O sexto elemento. O maldito Diplomata ainda foragido e que o Conselho teimava em dizer que não existia. Eu o encontrei agora. Você é meu.

Tudo aconteceu muito rápido. Sabendo que o seu disfarce estava acabado, o ser avançou até Diego – ele ouvia os seus passos pesados e sentia o seu deslocamento no ar. Sabendo que não teria tempo de alcançar a sua arma, Diego segurou firme o quadro que estava há poucos centímetros de sua mão e estourou a moldura de madeira sobre a cabeça do adversário invisível. A proteção de vidro se desfez em milhares de pedaços cantantes. O sangue jorrou, o ferimento aos poucos desfazendo a cobertura de invisibilidade que envolvia o ser ainda ofuscado. Ele titubeou, mas não desistiu. Avançou novamente e o golpeou, mas Diego, treinado além da compreensão de muitos, aparou o golpe e jogou-o contra a mesa. O impacto e o peso do seu corpo destruíram o móvel de madeira.

Diego se viu segurando um longo pedaço de vidro que, por obra do acaso, permanecera sob o seu punho fechado quando do seu primeiro ataque.

— Acabou, Diego! Você venceu, você a tem agora. Pare com isso!

Mas a voz de João soava distante. A imagem do ser que o atacara tornando-se menos anuviada muito lentamente, e ainda se mexia entre a madeira destruída. O que é aquilo, uma arma?

Sem esperar para saber, Diego se agachou e desferiu o golpe final. Enterrou fundo o vidro na carne da criatura. Ela gritou de dor.

Um grito demasiado humano.

Diego se afastou, assustado. João correu até o corpo do ser que agora se tornava nítido. No segundo seguinte, o quadro pintado na sala tornou-se completo: João segurava uma mulher de meia-idade nos braços. Seu sangue jorrava em profusão por entre os dedos do homem idoso. Sangue humano.

O que foi que eu fiz?

— O que foi que você fez?!!

João avançou na sua direção mas Diego teve tempo para sacar a arma desta vez.

— Mate-me então. Vamos!

Sua mente transbordava com dezenas de lembranças embaralhadas, ofuscadas por ensinamentos e eventos recentes.

Se ao menos você tivesse visto o que eu vi. Então entenderia.

Estava confuso. Ela não deveria ser humana. Ele nunca tinha matado um humano antes. A palavra ”assassino” veio à sua mente pela primeira vez desde a guerra. Ele apontou a pistola para a própria cabeça. João se manteve em silêncio. Ele aguardou. O mundo aguardou.

Diego respirou lentamente e invocou a si próprio do fundo de sua alma. Sua mão desceu até tombar ao lado do corpo, os dedos ainda firmes ao redor da arma extraterrena.

— Tome cuidado com quem anda, João. Eu não sei se posso garantir a sua segurança da próxima vez.

João caiu de joelhos sobre o tapete, em prantos. Diego saiu do chalé em passos lentos. Apesar do choro do amigo servir de música de fundo, respirou aliviado ao sentir o vento açoitar-lhe o rosto novamente. Foi inundado com o sentimento de missão cumprida. Andou, por fim, até o carro.

Tinha uma longa viagem de volta pela frente.

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Sobre Fabio Baptista

32 comentários em “O Alienígena (Marco Saraiva)

  1. Daniel Reis
    12 de outubro de 2018

    Prezado Autor: inicialmente, esclareço que, neste Desafio, dividi a análise em duas etapas – primeira e segunda (ou até terceira e quarta) leitura, com um certo espaçamento. Vamos às impressões:

    PRIMEIRA LEITURA: apesar do título não muito chamativo, o desenvolvimento da história surpreendeu. O autor demonstrou domínio dos personagens, naturalidade nos diálogos e criou um premissa muito clara e interessante.

    LEITURAS ADICIONAIS: na segunda leitura, o conto manteve a boa impressão e até melhorou a classificação. Há claramente conflito, tanto entre os personagens quanto no interior deles, e o autor soube explorar com habilidade essas sutilezas. Parabéns!!

    Desejo a você, e a todos os participantes, sucesso no desafio e em seus futuros projetos literários!

  2. Evandro Furtado
    12 de outubro de 2018

    Pontos Negativos

    – Nada aparente;

    Pontos Positivos

    – A ambientação é muito boa, e o autor consegue apresentar todo um universo antes de contar a história. Isso é fantástico, considerando o pouco espaço disponível;
    – Os personagens são cativantes, reais, sinceros. Transbordam as palavras;

    Balanço Final: Very Good

  3. Sarah Nascimento
    11 de outubro de 2018

    Olá! Conto muito bom! Achei legal essa interação e relacionamento que é mostrada entre o Diego e o João. Os detalhes citados depois, como a guerra em que ambos participaram, esses momentos em que Diego percebe algo errado no ar e essa citação da diferença de tempo que passou do humano para o alienígena, tudo isso ficou muito legal. Deixou o conto bem construído e instigante.
    Fiquei com pena da mulher que estava ali espionando e no final do conto não entendi se de fato o Diego se sentiu mau por matá-la, ou se aquela era a missão dele.
    Gostei muito também da parte em que citam as tecnologias e como os humanos se tornaram dependentes delas. Muito bom o conto. Minha única sugestão seria quanto a parte final, onde fiquei em dúvida se foi a missão do Diego ou algo que aconteceu sem querer, isso poderia ter ficado mais claro. Não consegui pensar em um ponto negativo para citar.

  4. Fil Felix
    11 de outubro de 2018

    Boa noite! Gostei bastante do conto. Ele tem um núcleo pequeno, ocorre num mesmo ambiente, mas consegue desenvolver muitas coisas e em diversas camadas. A escrita auxilia bem nessas horas, a gente consegue sentir a amizade dos dois homens e, por mais que não fique explícito (e nesse caso foi um truque a favor), nós vamos montando o quebra-cabeça e conhecendo o passado dos dois, como se conheceram e se separaram, a crise governamental, os alienígenas por trás de tudo, culminando no assassinato da provável parceira do idoso, que literalmente sai do anonimato, do invisível, na tentativa de talvez protegê-lo ou proteger-se, dando essas margens de interpretações. Muito bom.

  5. Pedro Paulo
    10 de outubro de 2018

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados. Vamos lá!

    A temática é tratada de forma indireta, gradualmente sendo revelada ao longo do enredo, este mais verdadeiramente centrado no diálogo entre dois velhos amigos. Nesse sentido, comento uma boa escolha do autor ao seguir colocando ao longo da conversa os aspectos curiosos que nos chamam a atenção, sem diretamente revelar a natureza específica da relação entre os dois personagens. Um exemplo disso é a grande diferença entre a idade dos dois, que nos faz logo pensar como eles seriam grandes amigos. Da mesma maneira, a amizade vai eficientemente sendo substituída pela tensão, refletida nas nuances dos personagens, em que pouco a pouco vamos percebendo a verdadeira razão para aquela visita. E é bem quando percebemos que o conflito está montado que ficamos entendendo mais completamente a guerra da qual os dois participaram, enfim compreendendo o que a amizade deles significa e, ao mesmo tempo, de que lado está cada personagem. Dessa maneira, o confronto final foi mesmo impactante, com a expectativa devidamente construída e uma brutalidade que não deixou de ser emocional, dado que no final das contas Diego não conseguiu realmente concluir a missão, opção narrativa que deu ainda mais importância à relação entre os dois, verdadeiro foco do enredo. É um bom o conto, o qual só achei um pouco desviante da proposta do tema, dado que a presença dos alienígenas é muito indireta na trama. Boa sorte!

  6. Amanda Gomez
    9 de outubro de 2018

    Olá,

    Seu conto é ótimo, me prendeu no início ao fim. A tensão do texto, a espera pelo próximo passo de casa personagem fez a experiência ser bem emocionante.

    Gostie bastante dos dois personagens, da carga que os dois carregam…do emocional, da amizade… Do passado. Você soube conduzir tudo com muita destreza, sem perder o ritmo..me senti vendo um filme, daqueles bem dirigidos rs

    Apesar de ser um conto sobre viagens interplanetárias você optou por colocar Isso apenas como plano de fundo, dando destaque para o aspecto humano, o saudosismo, a amizade.

    Enfim, muito bom. Parabéns!

  7. Priscila Pereira
    8 de outubro de 2018

    Olá Dirge, sua estória está muito bem estruturada, nota-se que foi bem pensada e executada. Muito bem escrito, de leitura rápida e entendimento simples e direto, conta uma ótima estória de FC que merecia ser desenvolvida longamente. Tem vários aspectos que geram curiosidade e pelo limite do desafio não foi possível desenvolver tão profundamente. O velhinho gerou mais empatia que o mais “conservado” kkk
    Parabéns! Ótimo texto.
    Boa sorte e até mais!

  8. Rafael Penha
    8 de outubro de 2018

    Olá Dirge,

    Gostei do conto, uma trama de drama e ação, bem descrita e bem elaborada.

    PONTOS POSITIVOS:o enredo é muito bom, dando informações aos poucos e de forma natural, não apenas uma explicação vazia do narrador. As personalidades são bem tratadas e a tensão, vívida, com o ritmo crescendo aos poucos. O universo construido, e apenas pincelado aqui, parece muito interessante.

    PONTOS NEGATIVOS: a meu ver, a trama carece de alguns conflitos que mantenham a história num ritmo interessante, por isso, a achei muito lenta, ficando realmente empolgante apenas quando as revelações comecaram a surgir.

    Um ótimo conto, com um gosto de quero mais em descobrir mais informações sobre o universo criado.

  9. Dônovan Ferreira Rodrigues
    5 de outubro de 2018

    Fantástico! Um conto incrível, crível, bem escrito, com desenvolvimento dos personagens e numa medida que me agradou muito entre diálogos, descrição e ação. Enfim, parece que há várias formas de criticar algo que você acha ruim, mas somente uma de falar de algo que você acha muito bom: parabéns.

  10. Bruna Francielle
    4 de outubro de 2018

    Bem, eu gostei bastante da narrativa do conto e gostei de forma mediana do enredo. Senti que faltaram explicações sobre quem era a mulher que o Diego matou. Anteriormente, eu tinha entendido de acordo com as informações que o conto proveu que Diego estava caçando diplomatas de outros planetas que estavam na Terra fazendo uma rebelião contra o “Conselho” – o motivo não foi dado, infelizmente para mim que como leitora prefiro histórias completas – e então ele mata uma mulher que seria humana, mas que ele pensava que era extraterrestre quando a matou. Mais pro final, dá a entender que a missão foi cumprida, ou seja , ela era quem faltava pra ele matar. Mas se ele procurava ets e ela era humana, então,houve um problema de informações apresentadas no conto.
    Pode ser que eu tenha ” lido errado” ou não entendido o que o autor(a) quis dizer, mesmo assim essas informações que na minha mente não casaram foram o grande problema do conto. Tirando isso, a forma como a história se desenrolou: com citações do passado, as reações dos personagens como as lágrimas de João, ambientação, enfim, foram satisfatórias e garantirão uma boa nota – não tão boa quanto poderia ter sido se não fosse a questão acima mencionada.

  11. Jorge Santos
    3 de outubro de 2018

    Olá. Gostei do ambiente de thriller do seu conto mas achei que faltaram algumas coisas. Em primeiro lugar, quando há diálogos e acção, o leitor tem sempre de conseguir identificar quem disse ou fez. Neste conto, isso nem sempre acontece. Do meio para a conclusão, fica muito confuso. Não consigo perceber que faz o quê nem as razões, o que é pena, porque o início era prometedor.

  12. Delane Leonardo
    28 de setembro de 2018

    Bom texto, cheio de possibilidades de interpretação que aguçam a curiosidade do leitor. Embora não faça o meu estilo (?), devo reconhecer o seu domínio da escrita que foi aos poucos me envolvendo na trama até chegar ao clímax que cumpriu o seu papel: deixou minha respiração suspensa. E agora? Vai ficar assim? O momento narrado pode ser a semente de uma boa história de ficção. Talvez até um roteiro de cinema.
    Parabéns!

  13. Emanuel Maurin
    27 de setembro de 2018

    Conto bem ambientado, uma narrativa de fácil entendimento, cheguei ao clímax com certo medo. Parabéns pela enorme criatividade e pelos diálogos bem elaborados.

  14. Fabio D'Oliveira
    27 de setembro de 2018

    Acho justo esclarecer como avalio cada texto. Eu tento enxergar a essência do escritor e de sua escrita. Eu tento sentir o que o escritor sentia ao escrever. Eu tento entender a mensagem do conto. Eu tento mergulhar naquela história que o autor quis passar. Apenas ler o que está ali, apreciar o que foi oferecido, procurar entrar na história. Assim como todo bom leitor. Mas mantenho a atenção e meu sentido crítico. Então, já peço desculpas por qualquer coisa que fale que te cause alguma dor. Um texto que criamos é como um filho.

    – O que vi: Uma escrita impecável. A narrativa pareceu pegar na minha mão e me guiar pelo texto. Foi tudo tão natural, tão fluido, tão simples… Visualizei um escritor experiente e calmo, escrevendo com cuidado e precisão, como o escultor talha a madeira de forma pausada, fazendo arte. Não há muitos floreios, é um estilo simples, que captura e vai direto ao ponto, algo que combinou muito bem com a história contada.

    – O que senti: Fiquei impressionado com a qualidade da narrativa. Senti falta, porém, de uma história mais redonda. O conto parece a introdução para algo muito maior. Apenas o primeiro capítulo. Ou prólogo. Há inúmeras subtramas. As informações foram passadas de forma excelente, mas, no final da leitura, fica um vazio, como se faltasse alguma coisa. O final me pareceu corrido, também. Diego mata a traidora, confronta levemente João, tem um breve “insight” da verdade, para logo retornar ao “velho eu”, e vai embora. Tudo isso rápido demais. Pelo cacife literário que parece possuir, poderia ter feito algo muito melhor do que isso. Adorei entrar na história e parece que vivenciei a amizade dos dois. Obrigado por ter me proporcionado uma boa leitura!

    – O que entendi: Entre várias subtramas, com um passado gigantesco oculto, acompanhamos Diego numa missão. Encontramos João, em sua casa aconchegante, e relembramos um pouco dos tempos antigos. Mas percebemos, logo, um atrito entre eles. Uma amizade, sim, mas divergências no ponto de vista. E assim nos deparamos com um final corrido, com uma cena de ação devidamente narrada. Senti que Diego estava sendo manipulado pelo “vencedores”, mas que se negava a enxergar isso. No final, João é poupado e o protagonista vai embora mantendo sua cegueira voluntária. É uma história longa dentro de um texto pequeno. E que merece um corpo maior. Não funciona como conto. O escritor é talentoso. É bom. E capaz. Basta surgir interesse. A narrativa já é boa. A criatividade também parece ser boa. No Brasil, faltam bons escritores assim que arriscam no FC. Tente!

  15. Paula Giannini
    25 de setembro de 2018

    Olá Autor(a),

    Seu conto aposta em uma premissa cinematográfica que em nada fica devendo a grandes filmes de ficção. Um encontro entre dois amigos, companheiros de vida e de guerra, com um lapso de tempo imenso a separá-los devido às viagens na velocidade da luz.

    Interessante notar que, aquilo que os separa, não é apenas a aparente diferença de idade entre ambos, o tempo e suas transformações ou a condição em que cada um deles vive, totalmente antagônicas. Aqui, há também a distância entre o modo de sentir e pensar o mundo, as opiniões políticas. Enquanto um deles (o que ficou na Terra) segue fiel aos seus ideais de juventude, o outro, o que seguiu para as estrelas, parece ter sido cooptado para o modus pensantes daqueles que o contrataram, os extraterrestres.

    O texto é muito envolvente e conduz o leitor com interesse durante toda a leitura. De igual modo, pode-se enxergar cada cena, cada objeto na casa do amigo.

    Parabéns por escrever.

    Desejo-lhe sucesso no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  16. Victor O. de Faria
    24 de setembro de 2018

    ET (Enredo, Texto)
    E: Texto inteligente e diferente, mais intimista e cotidiano do que o “normal”. O suspense é muito bom, e o contexto vai de meigo ao horror em pouquíssimo tempo. Está certo que o autor queria fugir do lugar-comum, mas a história estava tão bonita e se encaminhava para um desfecho tão sublime, quando de repente tudo desanda e temos um corte abrupto. O efeito funcionou, é claro, mas preferia um final alternativo nesse caso. De repente envolvendo as crianças do bairro e alguma mensagem de esperança. Deixou uma sensação agridoce no fim.
    T: Bem escrito, com diálogos convincentes e ótima escolha de palavras.

  17. Fabio Baptista
    15 de setembro de 2018

    Minhas anotações durante a leitura:

    – Queria perder algum tempo ali, mergulhado naquela nostalgia incomum. Fazia apenas cinco anos que não pisava ali
    >>> evitar esse ali / ali

    – Fazia tempo demais que não pisava na Terra
    >>> Não eram “só” cinco anos? (para ele)

    – O que estou fazendo? Não foi para isso que vim aqui.
    >>> Nessa parte, é gerada a curiosidade para saber qual a missão real. Mas, em contrapartida, é quebrada a tensão criada até então. O saldo acabou negativo.

    – Suas missões diplomáticas os levavam para os mais remotos confins do universo
    >>> Então… estou lendo o conto pela segunda vez e confirmando a sensação que fiquei na primeira: cinco anos me pareceram muito pouco. Tipo, a diferença de idade se dá pelo efeito do tempo passar mais devagar durante viagens em grande velocidade, correto? Mas esses “mais remotos confins” dá ideia de muito distante, daí os 48 anos da Terra parecem pouco. E depois da nave parar, o tempo corre igual para os dois, então a menos que essas missões fossem bem rápidas, 5 anos parece pouco. Enfim… também não sei um número que soaria mais verossímil (acho que eu usaria 10 hahaha), mas foi a sensação que fiquei.

    – Eu vi coisas que você sequer pode começar a imaginar
    >>> Naves de guerra em chamas na constelação de Orion. Vi raios-C resplandecentes no escuro perto do Portal de Tannhaüser…

    – Talvez por que eles estejam falando a verdade
    >>> Essa foi boa, retomou a tensão inicial e despertou a curiosidade pelo próximo passo.

    – lugares na cadeia alimentar
    >>> acho que “hierarquia do universo” seria um termo mais adequado dentro do contexto

    – pareceu mais pesada, como se curvasse sobre Diego. O próprio ar pareceu
    >>> pareceu / pareceu

    ———————–

    Impressões finais:

    Sobre a parte técnica: se eu tivesse que apostar numa autoria, apostaria no Gustavo. Quem conhece o EC, sabe o tamanho do elogio.
    Tudo é muito bem narrado, descrito, contado, mostrado, etc. Os diálogos têm a formalidade da escrita, mas sem perder a casualidade do real (lado que eu gosto de puxar mais os meus diálogos).

    A trama é simples, mas se escora num background muito complexo. Os homens lutaram juntos na guerra contra uma civilização alienigena. Foram derrotados e um deles se juntou aos vencedores. Depois de anos (comentei sobre minhas percepções dessa passagem de tempo acima) ele volta para cumprir uma missão, que inicialmente parece que é matar o amigo.
    A parte “simples” da história funciona muito bem, graças ao talento do(a) autor(a) em transmitir a amizade dos caras. Nada no conto funcionaria se essa amizade não fosse crível. A tensão criada é boa e ficamos na expectativa se o Diego vai cumprir a missão ou não.

    O tal background, porém, me pareceu muito complexo para ser apresentado num conto. Para explorar isso devidamente seria necessário um romance. Eu sei que não era o foco, e que a intenção provavelmente foi só contextualizar sobre o básico para compreender a situação. Em alguns momentos, porém, me pareceu que a contextualização passou do ponto e tirou um pouco o foco.
    Em resumo, talvez fosse melhor simplificar mais esse passado dos dois, a questão dos diplomatas e tal.

    Também não curti muito a revelação da missão verdadeira e ainda menos o fato do alvo ser também humano (foi uma surpresa desagradável, assim como foi para Diego). No final, se for ver bem, os alienígenas nem aparecem na história, mas fica a sensaçaõ de que estão lá o tempo todo (o que considero um fator bastante positivo, além de enquadrar o conto no tema).

    Minhas rabugices à parte, ótimo conto!

    Abraço!

  18. angst447
    13 de setembro de 2018

    Olá, autor, tudo bem?
    Conto muito bem escrito, com ideias bem elaboradas e imagens definidas. Ritmo agradável que favorece a fluidez da leitura.
    O enredo baseia-se na força da amizade entre dois desiguais, que não se esvanece com o tempo. O mistério, assim como o suspense, está presente em todo o texto, o que valoriza ainda mais a narrativa.
    Bons diálogos, descrições pontuais, desfecho emocionante.
    Boa sorte!

  19. Caio Freitas
    13 de setembro de 2018

    Texto muito bom. Tão bom que eu até gostaria de saber mais sobre a história dos dois na guerra, porque um foi embora e o outro ficou, quem era a mulher e etc. A história é enxuta, sem nada desnecessário, entregando o suficiente para entender a trama. O melhor é ver a relação entre os dois, como mesmo sendo amigos, Diego teve ue cumprir sua missão. Parabéns.

  20. Wilson Barros
    12 de setembro de 2018

    Os mistérios aqui parecem com os “Turistas” “Bournes” e “Desconhecidos” de Liam Neeson. Parece também com um conto que li aqui no entrecontos, sobre um coronel nazista que torturava pessoas. Admirei o ritmo crescente da ação, a coordenação. O recurso do número 6 citado no início e retomado no final foi muito interessante. Mais uma vez achei um conto parecido com “Os Pistoleiros” de Hemingway. Como sugestão deixo apenas uma: talvez você deva pensar em usar novas expressões, no lugar daquelas já consagradas no uso comum. Um excelente conto, parabéns.

  21. Fheluany Nogueira
    12 de setembro de 2018

    Guerra nas estrelas, conselho interestelar, soldados superdotados, na ativa e na reserva, respeito pela amizade, conspiração, traição — quantos elementos para uma boa narrativa com muita ação e nervosismo.

    Estilo e conteúdo se casaram perfeitamente. Diálogos críveis, ambientação bem construída, leitura fluida e agradável, trama simples e que, se não é totalmente nova, veio com detalhes interessantes e uma perspectiva envolvente.

    Parabéns pelo bom trabalho. Abraço.

  22. iolandinhapinheiro
    12 de setembro de 2018

    Olá, autor!

    Um conto com forte investimento na tensão com poucos personagem, um duelo de diálogos que vai trazendo as informações paulatinamente. O matador tem crise emocional, até o fim a gente não sabe exatamente o que vai acontece e torce para que o carismático João seja poupado. Não encontrei erros gramaticais e a história é bem fundamentada.

    Lá pelo meio a trama ficou arrastada porque o enredo era bem simples e a graça estava nas minúcias, nos detalhes, mas eu comecei a me cansar e a tentação de pular alguns parágrafos foi grande. Um pouco de agilidade teria facilitado as coisas para mim (leitora impaciente), mas para ser justa achei o seu conto muito bom.

    Fico por aqui desejando sorte no desafio e boas notas.

  23. Miquéias Dell'Orti
    11 de setembro de 2018

    Olá!

    Seu conto foi meu preferido até agora. O que mais curti nele foi que me remeteu a diversos ótimos filmes de ficção científica, entre elas Homens de Preto e Interestelar.

    A tensão crescente até que a ação se inicie é o grande trunfo da sua narrativa ao meu ver. Aquela sensação de expectativa aumentando, até o desfecho, sabe? É coisa de profissional, sem dúvidas. Um trabalho impecável!

    Pelo seu pseudônimo, acredito que você seja um cara que faz parte do fabuloso mundo da programação e tenho que dizer que achei a sacada genial.

    Parabéns!!

  24. Mariana
    11 de setembro de 2018

    Eu vou ser bem sincera quando digo que queria ter escrito essa história! Excelente, mesmo. O panorama criado é muito interessante e nós perdemos, óbvio. Utilizando a questão alienígena você tratou sobre guerra, camaradagem, nostalgia, morte… Tudo muito bem construído, fugindo dos clichês e com muita tensão.. Não consigo encontrar pontos negativos, minha única sugestão é a que escreva os contos do que Diego viu. Meus mais sinceros parabéns e boa sorte no desafio.

    PS – o conto me lembrou a sequência inicial de blade runner 2049

  25. Evelyn Postali
    8 de setembro de 2018

    Um conto tenso, muito. Me deixou esperando por algo ruim o tempo todo e, no final, gostei, porque a amizade prevaleceu. Talvez porque os dois eram humanos e uma amizade de longa data pesa, apesar das distâncias e vivências.
    Gostei da escrita, madura, bem estruturada. A minha leitura foi tranquila e fiquei presa ao texto parágrafo por parágrafo, por isso, não vi problemas com a organização das frases ou com a estrutura do texto.
    Boa sorte no desafio. Abraços!

  26. Alessandro Diniz
    5 de setembro de 2018

    Oi, Dirge! Seu conto é muito bom! A atmosfera nostálgica que vc criou em torno das personagens ficou perfeito. Pude sentir a familiaridade entre eles. O conto prende a atenção, faz o leitor deslizar pelo texto como uma criança curiosa. Seu português é ótimo. A forma que vc escreve é simples, fácil de ler. O texto está super bem interligado. Para mim um dos melhores contos até agora. Só fiquei curioso para saber quem era a mulher. Acho que ela teve muita importância no texto para acabar incógnita. Parabéns! E boa sorte p vc!

  27. Nilza Amaral
    5 de setembro de 2018

    A trama e boa.O domínio da língua perfeito.Linguagem fluida. Frases bem estruturadas
    Ponto a favor- poucos personagens.Pontos negativos. A luta .

  28. Antonio Stegues Batista
    4 de setembro de 2018

    Achei um bom enredo, boas frases, diálogos e ambientação. Não vi erros. Mas me pareceu faltar algo, me pareceu que o texto faz parte de uma história maior, um romance. Tem argumento para isso. Muita coisa foi dita e entendida, mas faltou explicar outras tantas. O conto é grandioso como valor, grande no tamanho, mas faltou espaço para ser completo. É o que eu penso. Boa sorte.

  29. Ricardo Gnecco Falco
    3 de setembro de 2018

    Olá, Jenkis! Gostei da história! Existe uma tensão que se coloca de forma bem firme e presente na mente do leitor, principalmente da metade para o fim da obra. Gostei do grau emocional que você imprimiu no conto, defrontando o valor e o peso de uma (longa) amizade com a diferenciação temporal experimentada pelos dois personagens, em diferentes realidades (mundos) e, por consequência, divergentes valores. O antagonismo fica perceptivo e exponencialmente aumentado diante destas duas realidades que, após tal hiato, se (re)encontram. Gostei da descrição da perda gradativa exatamente deste ‘peso’ que uma amizade, mesmo quando já inexistente, ainda possui. As boas lembranças (saudosismo) dando (ou perdendo) espaço para a (nova) realidade. Isso deu um peso (olha aí a palavrinha de novo) especial para a sua narrativa; ou seja, todo um sabor e emoção que a tornaram bastante críveis. O legal aqui, inclusive, é que mesmo se tratando de um conto, digamos, de FC, não há uma ‘perda’ de tempo em descrições de tecnologias ou grande explicações pseudocientíficas sobre a ruptura temporal existente entre os dois mundos. No final, o conto soou — e contou — uma história de amizade, sobre o poder (e o ‘peso’) de uma grande amizade; e mais ainda: da perda da mesma, ou da ruptura do significado da amizade, devido a (praticamente) perda da humanidade por parte de uma das duas personagens. Em outras palavras: os aliens podem até serem evoluídos, disporem de tecnologias mil e tal… Mas são incapazes de compreender o significado (real/humano) da amizade.
    Muito bom! Parabéns e obrigado por compartilhar sua história!
    Boa sorte no Desafio!
    Paz e Bem!

    • Ricardo Gnecco Falco
      3 de setembro de 2018

      Em melhores palavras: os aliens podem até ser evoluídos, dispor de tecnologias mil e tal… Mas são incapazes de compreender o significado (real/humano) da amizade.

      😉

  30. Anderson Roberto do Rosario
    2 de setembro de 2018

    Um Exterminador do Futuro (alienígena), rs. Muito bom. Um conto para ser lido com cuidado para não sermos pegos de surpresa. Faltou situar melhor o tempo e o espaço em que acontece a história. Falar um pouco mais sobre a guerra e sobre a atual condição em que se encontrava o mundo também seria bom. Algo me lembrou 2001 uma odisseia no espaço e isso foi maravilhoso. Parabéns e desejo sorte no desafio.

  31. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    2 de setembro de 2018

    Segundo texto de minha leitura em ordem inversa. O tipo de narrativa que eu gosto. Fluida, lenta quando precisa ser, rápida quando chega a hora certa. Construindo a tensão devagar, a partir de situações relaxadas. Você começa a ler o texto achando que ele vai para ali e, de repente, ele vai para lá. As informações relevantes são dadas uma de cada vez, dando ao leitor o tempo necessário para digerir.

    Muito bom.

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Informação

Publicado em 2 de setembro de 2018 por em Alienígenas.