EntreContos

Detox Literário.

1884898 batidas de coração (Amanda Gomez)

Naquele dia olhou para o céu como a maioria das pessoas fizeram. Foram apresentados a um espetáculo que dificilmente seria superado. Eram como estrelas azuis caindo de um céu inexplicavelmente colorido.

Todos apontaram suas câmeras e flash incessantes piscavam. Não sabia o que estava por vir, seja o que fosse, não participaria. Nas mãos, um pedaço de papel branco manchado de lágrimas trazia em suas linhas uma sentença.

O lugar era barulhento e pouco iluminado. Pessoas que nunca viu antes mexiam os corpos de uma maneira que ela jamais conseguiria, garçons, que também era dançarinos serviam e eram servidos. O cheiro de álcool exalava, assim como de outras substâncias.

– Você não está se divertindo! disse Pâmela, sua melhor amiga.

– É o máximo que consigo.

– Acho que exagerei, não é? Não tenho costume em organizar festa.  

Emily deu uma olhada ao redor e preferiu não criticar.

Eu vou ao banheiro, por favor divirta-se por mim.

Emily levantou-se e por um segundo achou que iria cair. O semblante de Pâmela ficou preocupado, entendia bem o porquê, na última vez que olhou no espelho parecia um zumbi, olheiras profundas, olhos sem brilho, pele pálida que deixava ainda mais visíveis os ossos que iam sobressaindo em seu corpo perigosamente magro.

Eu te levo.

Eu consigo.

Ok, apenas tome cuidado, não vá se afogar no vaso nem nada do tipo.

Pode deixar.

Saiu pelos fundos, já tivera sua conta de loucura por aquela noite. O vento frio beijou seu rosto, apertou mais o casaco sobre o corpo. Observou um grupo de pessoas reunidas em uma praça, vestiam camisetas com desenhos de aliens. Fazia cinco meses desde que um meteoro desfragmentou-se na órbita da terra, até então as autoridades não falaram nada com exatidão. Mas aquele dia foi o suficiente para voltar os debates e teorias sobre alienígenas. Os fragmentos eram vendidos ilegalmente e considerados tóxicos.

O apartamento ficava a alguns quarteirões, a rua tornou-se silenciosa demais então apressou os passos. Não demorou a ficar sem fôlego, fechou os olhos e a vertigem veio com tudo, sentiu o corpo precipitar-se para frente quando sentiu algo apoiando-a, abriu os olhos e congelou. Seus olhos dilataram, o toque era quente e emanava uma eletricidade, não sabia distinguir o que estava à sua frente, uma imagem translúcida mas com consistência de mármore. Durou apenas um segundo, quando piscou estava diante de um homem.

Estava procurando por você – foram as palavras que saíram de sua boca, pausadamente como se estivesse se acostumando com a língua.

A confusão mental deu lugar ao medo quando se viu diante de um desconhecido que estava tocando-a.

Quem é você? Olhou-o estupefata, era de certo o homem mais bonito que já vira. Fitou seus olhos e um arrepio subiu a espinha, há um segundo eram azuis, agora estavam cor de âmbar.  Só podia estar bêbada, naquele mesmo momento os cabelos do estranho passaram de castanho claro para o preto.

Não se assuste, estou tentando me adaptar ao seu gosto, mas você é uma fêmea indecisa.

Mantenha distância! disse dando passos para trás. A vertigem piorou e agora sim sabia que ia desmaiar. Ele foi mais rápido abraçou-a fortemente sussurrando-lhe ao ouvido como quem fazia uma prece.  

Você está morrendo – disse Lhe restam 1884898 batidas de coração, seu cheiro é doce, o aroma da morte. Posso lhe dar tempo.

Como num passe de mágicas sua dor desapareceu, foi envolvida por uma energia inebriante. Deixou o restante de resistência em seu corpo dissipar. Sem fôlego olhou pra ele, sabia que estava diante de algo desconhecido. Devia haver uma explicação lógica para aquelas sensações, mas, naquele momento só queria continuar sentindo aquela paz.

Você está pronta. ele disse. Basta dizer sim.

Estava em seu apartamento, sabia disso pela familiar cortina que cobria as janelas e o armário que nada combinava com a pintura. Reconhecia também a fronha do travesseiro agora jogado no chão e o cobertor bagunçado sob os movimentos dos seus corpos. A luz estava acessa, tentou lembrar da última vez que fizera sexo com elas assim.

Decida-se. Ele disse em seu ouvido.

 O que? Perguntou debilmente. Então notou novamente os olhos e cabelo mudando de cor, uma barba começava a apontar do rosto antes liso.

Completamente chapada, era o que repetia a si mesma.

O tamanho. Ele disse impassível.

Demorou um segundo para que entendesse.  

Ah…

***

 

Foi sugada, imagens desconexas brilhavam em seus olhos, rápidas demais para que pudesse distinguir. Então tudo ficou quieto, encontrava-se em um lugar brilhante.

“Confie em mim” Foi o que ouviu com clareza, então foi sugada novamente.

Acordou sobressaltada, o suor do corpo molhando os lençóis. Os raios do sol já apontavam na janela. Fechou os olhos tentando controlar a respiração e aos poucos foi se dando conta do que acontecera.

Estava nua.

Demorou um tempo até conferir cada canto do apartamento. Ele se fora.

Ele ao menos existiu? Questionou-se.  

O dia passou como um borrão, a inércia fez parecer que seus movimentos estivessem em câmera lenta. Dormiu e quando acordou já era um novo amanhecer. Dessa vez o despertar foi normal, escovou os dentes, tomou banho e notou que estava muito faminta. Foi apenas depois de olhar a mesa do café abarrotada que sentiu a ausência.

Instintivamente colocou a mão sobre a barriga que deveria estar inchada e latejando de dor. Comeu naquela manhã mais que no mês inteiro e não estava agora ajoelhada no banheiro vomitando sangue. Também não tomou os remédios.

 

***

Pâmela encarava Emily com um misto de espanto e incredulidade.

Está me dizendo que transou com um cara desconhecido. Que no começo era azul e depois se transformava de acordo com o que você queria?

Do jeito que ela falou, Emily admitiu, parecia totalmente insano.

Sim.

Está faltando algo no apartamento?

Está tudo normal.

Normal?  Você foi drogada e violentada.

Emily retraiu-se

Não, eu quis… Acredite-me, quis muito.

Você estava chapada, temos que ir agora à delegacia, fazer um retrato falado…

Não seja louca, dizer o quê? Que era azul?

Não devia ter deixado você sozinha.

Não se preocupe, estou bem! falou sem acreditar. Essa é a questão aqui. Não sinto dor, tem ideia do que é isso depois de meses?

Pâmela abraçou-a.

Talvez seja o efeito da droga… sabe, essa dos meteoros, ele usou em você. O que acontecerá quando o efeito passar?

Emily não sabia a resposta, colocou a mão sobre o peito contando as batidas do coração.

Voltar ao hospital não foi fácil. Fazia pouco tempo que abandonara o tratamento, ter decidido morrer longe daquele lugar fora seu último grito de liberdade. Quando Pâmela entrou no quarto ao lado de Carlos, seu médico, já sabia a resposta. O que pensara? Que um tumor do tamanho de um limão iria sair do seu estômago sem mais nem menos?

Precisamos fazer mais alguns exames para explicar essa sua…temporária melhora…

Não deixou que terminasse, vestiu-se e foi embora deixando-os para trás.

 

***

Passou os primeiros dias alerta, esperando quem sabe um ataque fulminante. Pesquisou tudo que podia com o único doutor em quem confiava, os fragmentos de meteoros eram vendidos até no mercado livre, em pó, na pedra…até mesmo líquido. Pâmela foi mais além, se infiltrou em grupos de conspiração e descobriu que provavelmente Emily não era a primeira vítima do estranho, relatos nas redes davam conta de histórias semelhantes. “O boto azul”

Uma semana se passou e as coisas ficavam mais estranhas, sua aparência mudou, o cabelo não caia mais, ao contrário, sua pele era sedosa e por mais que comesse, seu peso não variava do normal. Estava mais bonita do que uma vez fora.

Não queria mais ficar presa em casa, refém do medo, abusou da comida, das festas, do álcool, estava vivendo cada dia como se fosse o último até ser sugada pela escuridão de repente e desfalecer.

 

***

Acordou no hospital, sua cabeça girava, virou-se para o lado e vomitou até que não tivesse mais nada no estômago.

Deixa eu adivinhar, se espalhou ainda mais? Só saio daqui dentro de um caixão?

Pâmela e o médico se entreolharam, ela estava escondendo algo, supôs Emily, o que significava que as coisas eram bem piores do que imaginara.

O tumor não cresceu. falou Carlos. Não sei como explicar isso, certamente precisamos…

Você está grávida.   disse Pâmela, interrompendo-o.

Estava acontecendo alguma coisa lá fora, começou a perceber isso quando tiraram a TV do quarto. As enfermeiras pareciam mais nervosas e ocupadas que o normal. A confirmação veio no dia em que voltou das salas de exames e não encontrou as outras três pacientes grávidas com quem dividia o quarto. Fazia duas semanas que estava ali, de uma hora pra outra Pâmela parou de visitá-la.

Encostou a cabeça no travesseiro e deixou que os pensamentos divagassem, grávida… era a palavra mágica, não sabia lidar com ela, não queria. O único fato de ainda permanecer ali, no lugar que mais detestava no mundo, era a indecisão. ‘’ Gravidez de alto risco’’ ‘’ precisa permanecer aqui’’ “para o bem do bebê”. Que bebê? Isso era impossível, não fazia sentido… e ainda assim, permanecia.  Permitindo que eles a furassem, tocassem, lhe entupissem de remédios que tinha certeza, levava-a cada vez mais para longe da realidade.

Por ele.

Demorou para assimilar que os gritos que ouvia eram do lado de fora do quarto e não em sua cabeça, levantou trôpega. No corredor dois enfermeiros tentavam conter uma mulher.  

Reconheceu-a, sua barriga agora estava esguia. Emily ficou sem reação.

Não deixe que eles tirem! Só precisa se conectar ao bebê. – ela disse olhando-a diretamente, antes de ser sedada.

Seu instinto exigiu que saísse dali no mesmo instante, enquanto estavam ocupados com a mulher, virou para trás e correu. Não foi muito longe, havia um cordão de isolamento naquele andar, os dois elevadores estavam bloqueados, um homem vestindo uma farda que não conhecia se colocou em seu caminho. Logo atrás Carlos médico vinha correndo.

O que estão fazendo?

Seu olhar era pesaroso.

Esse é o problema, Emily. Não sabemos, e acredito que você nos ajudará a descobrir.

O lugar era de um azul brilhante, milhares de pontos de luz piscam no céu. Já estivera ali antes. A vegetação era indescritível, o ambiente era acolhedor, o som da natureza era tranquilizante, minha mente vagava pelas paisagens e mergulhava no horizonte anil. Percorri todo o planeta rapidamente em uma sequência de imagens. Não imaginava que existisse tamanha variedade de tons de azul.

“Era assim” ouviu uma voz dentro de sua cabeça. Não se assustou, como se aquilo fosse perfeitamente normal.

“Os terráqueos vivem por milhares de anos numa zona de conforto e ignorância perante ao universo. De tempos em tempos, sem muita explicação, somos dissolvidos e retirados do sistema, aconteceu com outros, conosco, irá acontecer com vocês também…um dia.  Temos porém uma semelhança, vocês chamam de instinto de sobrevivência. Todas as fêmeas de nosso planeta foram dizimadas.  Escolhemos vocês pelas semelhanças biológicas, sua raça é capaz de gerar o melhor híbrido.

Um arrepio cruzou a espinha de Emily.

Estão nos matando. disse lembrando das incidências de mortes de gestantes desde a chuva de meteoros.

Silêncio.

Demoramos a entender o tipo certo, até que encontrei você. Sua enfermidade a protege. O feto gasta energia limpando seu organismo da doença. Numa fêmea saudável o efeito é oposto

Isso é loucura… Sussurrou.

“Somos pacíficos, no ímpeto de nos salvar, pecamos com vossa espécie. Lamentamos as mortes e os fragmentos de nossos planetas que vem causando problemas. Quando partimos eles irão se desintegrar.”

Partir? Pra onde vão? Questionou, na sua mente veio e desespero de criar um filho sozinha e se sentiu totalmente estúpida por isso.

“Não temos muito tempo” ele disse.  

O silêncio foi invadido por sonoras batidas.

Emily colocou a mão sobre o peito, seu coração batia em outro compasso, aquele som não vinha dela. A figura que viu naquela noite surgiu. A mesma cor azul, translúcida, dava para enxergar o seu interior, como estrelas piscando incessantemente em sua pele. O esqueleto era semelhante ao humano, mas o rosto era ausente, assustadoramente bonito.

“Proteja-o”     

  Como?

“Ame-o”

Então ele desapareceu, tudo ficou escuro, apenas o som das batidas permanecera num ritmo cada vez mais fraco até que silenciou. Aos poucos pode ouvir sussurros vindo de algum lugar muito perto, reconheceu a voz do médico.

“Precisamos tirar uma amostra’’

“É arriscado, podemos perdê-lo”

“Não podemos esperar mais, está virando um caos”

 

Emily desesperou-se, queria gritar, afastá-los, mas não conseguia se mexer, sentiu algo invadindo o seu corpo e liberando uma onda elétrica, tão logo ela surgiu, se foi, deixando-a submergir no vazio.

 

A claridade convidou-a a abrir os olhos. Aos poucos a consciência foi voltando. Tinha uma luz muito forte acima da sua cabeça, estava deitada em uma cama, com diversos aparelhos ligados a ela.  Havia um homem vestido de branco de costas. O coração acelerou quando lembrou dos últimos acontecimentos. Esticou o braço devagar até conseguir pegar um material pontiagudo. Ele movimentou-se e ela fingiu que ainda dormia. Sentiu o calor do corpo dele muito próximo, enquanto ele ajeitava os aparelhos. Notou um forte cheiro de álcool também. Quando ele virou levantou de uma vez e cravou o objeto em suas costas.

O grito dele foi o que faltava para despertá-la completamente, pulou da cama e andou cambaleante até a porta, quando abriu deparou-se com uma Pâmela atônica. Jogou-se nos seus braços e chorou de alívio.

Pâmela lhe contou que aconteceu um incêndio ainda sem explicação no hospital. Foi preciso uma grande mobilização para a transferência dos pacientes e foi nesse momento que ela agiu. Conseguiu que a levassem para outro lugar, mais precisamente uma clínica clandestina. Ainda não vieram atrás dela, concluíram que era porque o médico assim como duas enfermeiras morreram na tragédia. Emily absorveu o impacto dessas notícias em silêncio, na mente, vagas lembranças de chamas abraçando o seu corpo sem queimá-la. Guardou-as cuidadosamente em uma gaveta em sua mente, para lidar depois, ou nunca.

E o bebê? quis saber.

Bem, até antes de você tentar matar o médico que arranjei estava tudo normal.

Como eu ia saber? Estou com trauma de médicos.

Tudo bem, não é a única com vontade de socar a cara dele, mas foi o melhor que encontrei diante da situação.

A situação exigia muito mais que aquilo, como seguiria de agora em diante depois de tudo que aconteceu? Depois de tudo que viveu, que viu? O que exatamente estava sendo gerado em seu ventre?  Pâmela não parecia surpresa com o que lhe contara.

Já não basta os machos da terra, temos que lidar com esses vindos de outros planetas também?

Serei mãe solteira de um alienígena. – disse. As duas se encararam e pelo teor irracional da situação caíram na gargalhada.

Você precisa cobrar alguma pensão!

Não dá, pelo que entendi o pai do meu filho é um sem-terra!

Mas pelo menos te deu o melhor sexo da sua vida.

Isso, é!

Deixou que a leveza das gargalhadas aliviarem as tensões de seu corpo. Mas foram interrompidas.

Fico feliz que estejam bem dispostas, ao contrário de mim, mas pelo menos agora acredito que já podem ir.

Emily ficou sem graça de olhá-lo. Uma atadura envolvia suas costas onde ela o machucou. Seu nome era Hélio, um médico de verdade, mas com alguns probleminhas. Notou uma garrafa de bebida no bolso da sua calça.

Pâmela e ele começaram uma discussão calorosa. Emily interrompe-os, andou até ficar frente a frente com ele.

Me desculpe tê-lo machucado, tenho passado por um inferno nos últimos tempos. Se eu lhe contasse provavelmente não acreditaria. Mas… tenho algo desconhecido em meu ventre, algo muito maior que eu…se não fosse por ele, as batidas do meu coração já teriam cessado faz tempo. Não sei o que me espera, mas preciso de ajuda.

Os dias foram passando e sua barriga crescia de forma acelerada, quanto mais a examinava, mais Hélio se mostrava impressionado. Custou a acreditar que ela estava de fato doente.

– Dá para ver o sexo? – perguntou Emily enquanto olhavam o ultrassom.

– Sexo? Quero saber se ele é azul! – falou Pâmela.

– O sexo não dá, mas vejo aqui três braços… e possivelmente dois olhos.

Ele gargalhou quando viu a cara de espanto das duas.

– Vocês realmente consideram essa possibilidade?

– Talvez puxe a mãe.

O tempo passou, o mundo fora daquela clínica parecia continuar sem eles. As incidências de mortes de gestantes caíram gradativamente, a maioria dos materiais alienígenas encontrado na terra dissolveram-se sem explicações. Emily tentou imaginar quantas outras mulheres pelo mundo estavam na mesma situação, quantas enfermas se viram diante de um milagre. Como lidaram com isso? tinham uma amiga fiel do seu lado estendo-lhe a mão nos piores momentos? Acariciou a barriga avantajada. Temeu pelo futuro, um em que não estivesse para protegê-lo.

 

***

Não sentiu dor, foi a mesma sensação do dia em que fora concebido, luzes brilhando em seus olhos. Mas sentiu a ausência no minuto seguinte ao nascimento.

Escutou Pâmela gritar-lhe o nome, pela sua cara assustada supôs que havia voltando a ser o que antes daquela noite. Ouviu seu coração bater dolorosamente devagar.

– Deixe-me… vê-lo.

Hélio colocou em seus frágeis braços uma pequena criatura de cor azulada e pele brilhante.

Linda. Pensou Emily.

– É uma menina.

Beijou-a e entendeu que independente do que acontecesse sua missão fora cumprida. Pois a amava de maneira infinita.

 

***

Emily corria atrás de Ellis, agora com cinco anos. A menina era incrivelmente rápida e sapeca. Seus cabelos lilases balançavam conforme os movimentos, era possível ver pequenas cintilações neles.

Todos os dias ela lhe dava tempo, o tumor continuava, mas o simples toque de amor da filha a salvava todos os dias. Mesmo tendo uma vida reclusa elas eram felizes.

– Mamãe, Olha o que eu sei fazer!

Emily olhou chocada para a filha, que aos poucos ia mudando de cor, o cada vez mais suave azul, dando lugar a uma pele rosada…humana.

– Como fez isso?

A criança sorriu e olhou pro céu.

– Papai me ensinou.

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Sobre Fabio Baptista

34 comentários em “1884898 batidas de coração (Amanda Gomez)

  1. Daniel Reis
    12 de outubro de 2018

    Prezado Autor: inicialmente, esclareço que, neste Desafio, dividi a análise em duas etapas – primeira e segunda (ou até terceira e quarta) leitura, com um certo espaçamento. Vamos às impressões:

    PRIMEIRA LEITURA: gostei da referência ao Boto Azul, deu um toque de Folclore numa história de ficção científica. Quanto ao tema, para mim fica claro que o boto é um alien, portanto cumpre o requisito, ainda que fora do desafio essa possa ser um ponto de difícil compreensão para o leitor.

    LEITURAS ADICIONAIS: Sinceramente, na parte técnica, acho que o conto em alguns momentos ficou exagerado na linguagem pomposa, e que a naturalidade dos diálogos pode ser melhor trabalhada. Uma reescrita pode transformar uma boa história em excelente conto.

    Desejo a você, e a todos os participantes, sucesso no desafio e em seus futuros projetos literários!

  2. Priscila Pereira
    12 de outubro de 2018

    Olá Ellis,
    Eu tenho um fraco para comédias românticas, então a sua me ganhou de vez!
    Emily é uma personagem muito forte, doente, desenganada, conseguiu por uma intervenção alienígena, mais tempo de vida, e cada vez mais na medida do amor de mãe… Imagino que se depender só de seu amor materno para que viva, ela será eterna!
    O conto tem algumas cenas bem divertidas e a ação foi narrada um tantinho rápida demais, o que não tira a força do conto.
    O final é realmente encantador! A filhinha alien é descrita com tanta doçura e beleza e ainda tem a surpresa da menininha, de alguma forma, se comunicar com o pai. Ótimo conto!
    Parabéns!
    Boa sorte!
    Até mais!

  3. Evandro Furtado
    12 de outubro de 2018

    Pontos Negativos

    – Há alguns saltos temporais que deixam a trama um pouco confusa em alguns momentos;

    Pontos Positivos

    – Há uma sensibilidade muito única à trama, com a figura de uma filha a salvar a vida da mãe funcionando em diferentes níveis, criando uma imagem muito bonita;
    – A história da raça que precisa cultivar seus descendentes em outro planeta foi muito bem desenvolvida de uma forma muito simples, mas efetiva;

    Balanço Final: Good

  4. Sarah Nascimento
    11 de outubro de 2018

    Olá! Um conto excelente para fechar com chave de ouro! Gostei muito dos seus personagens, você escreve muito bem, parabéns!
    Achei interessante como você abordou o tema, ficou original e muito bem desenvolvido.
    Gostei principalmente da parte final onde a Emily está brincando com a filha e a pequena diz que o pai dela a ensinou a mudar as cores!
    O jeito que você escreve deixa o leitor curioso para saber como será quando o bebê nascer! Eu pelo menos fiquei muito curiosa.
    Apenas duas coisas me incomodaram no conto.
    A primeira é após a Emily tentar fugir do hospital da primeira vez, segue ali um trecho em primeira pessoa, sendo que o conto inteiro é em terceira pessoa. Essa mudança não caiu bem.
    E a segunda é sobre as suas mudanças de cena, em alguns momentos acontece tão rápido que a gente fica meio perdido.
    Um detalhe que achei legal foi isso de citar que fragmentos do meteoro eram vendidos de várias formas, até no mercado livre! risos, é bem a nossa cara vender esse tipo de coisa mesmo. E a figura desse “boto azul” ficou incrível.
    Parabéns pela criatividade, conto maravilhoso!

  5. Miquéias Dell'Orti
    11 de outubro de 2018

    Olá!!!

    Lembrei de dois filmes lendo seu conto. Um deles foi O preço do amanhã, onde o tempo de vida da galera era como uma unidade monetária – pensei nisso quando o alien disse das batidas restantes em seu coração.

    Também me recordou A Experiencia, com a alien ultrarreprodutora que matava todos os seus “pretendentes”, mas que aqui teve outro viés, invertendo, de certa forma, os papeis.

    Vou citar alguns pontos que atrapalharam a leitura:

    Nesse parágrafo:
    “O lugar era de um azul brilhante, milhares de pontos de luz piscam no céu. Já estivera ali antes. A vegetação era indescritível, o ambiente era acolhedor, o som da natureza era tranquilizante, minha mente vagava pelas paisagens e mergulhava no horizonte anil. Percorri todo o planeta rapidamente em uma sequência de imagens. Não imaginava que existisse tamanha variedade de tons de azul.”

    há uma troca brusca de terceira para primeira pessoa sem motivo aparente.

    E nesse trecho: “Pâmela e ele começaram uma discussão calorosa. Emily interrompe-os, andou até ficar frente a frente com ele.”

    há um problema com os tempos verbais no “interrompe-os”.

    O final foi bonito. Singelo. Achei bacana, principalmente porque deu à criança a chance de conviver com os terráqueos.

    Parabéns pelo trabalho.

  6. Pedro Paulo
    10 de outubro de 2018

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados. Vamos lá!

    Este é um conto divertido, escrito com leveza e se aproveitando de alguns aspectos de uma premissa consistente para ser cômico, como por exemplo quando o alienígena se preocupa com o tamanho ou ao lermos que está sendo referido como boto azul. O maior “porém” que coloco é que não senti as personagens muito bem desenvolvidas, a amiga como estereótipo de apoio e a protagonista realmente engajando o leitor, mas que ainda acho ter faltado um desenvolvimento enquanto personagem. Sentimos o peso da doença em si, especialmente na sua aparência física, mas acho que o faltante foi fazer com que sentíssemos pela própria personagem, pelo senso de que ela estava para morrer e agora não morreria mais. Mais do que isso, o que a salvara havia sido outra vida. Não o alienígena, mas sua filha, de modo que depois do parto, talvez nem a mãe nem sobrevivesse. Para mim, esse conflito de “viver ou dar a vida” poderia ter sido mais central ao enredo, que se ocupou demais em desenvolver os fatos. Achei a internação compulsória e vigiada um gasto de tempo, pois o espaço poderia ter sido dedicado a mostrar como a personagem estaria lidando com a gravidez alienígena. Claro que o conto não deixa de entreter, contando com um desfecho convincente e ligeiramente aberto, dado que é no final que somos avisados de que o pai da criança estaria por perto e talvez até mesmo voltasse. Boa sorte!

  7. Rafael Penha
    9 de outubro de 2018

    Olá, Elis,

    PONTOS POSITIVOS: O enredo não é original, mas é bem colocado aqui, evitando o clichê. A escrita e os diálogos são bons, a construção do universo do conto é bem feita, dando verossimilhanca à história.

    PONTOS NEGATIVOS: Achei o ritmo do conto muito lento, e em certos pontos, muito confusa, como a parte do hospital. Achei o final muito água com acúcar, um final feliz para um romance.

    Grande abraço!

  8. Fil Felix
    8 de outubro de 2018

    Boa noite! Seu conto é bastante agradável, chega a ser carismático. Na história tudo ocorre muito rápido e sem muitos detalhes, um evento atrás do outro, o que prejudica no desenvolvimento e exploração das personagens ou do próprio contexto. Encontrei também alguns erros, como uma mudança de primeira pra terceira pessoa. Mas no geral, achei bastante divertido. Um mundo com fragmentos de rochas alienígenas foi bem interessante, principalmente pela marginalidade criada em torno disso. Os alienígenas translúcidos e a sequência do sexo, que achei sensacional, super psicodélica. O final também retoma essa parte bonita, da filha alienígena que cura a mãe. Só acho que poderia ser reduzida, com algumas partes cortadas, pra dar ênfase e explorar o que realmente importa.

  9. Bruna Francielle
    4 de outubro de 2018

    Olá. Achei seu conto criativo, pelo fato da gravidez do “et azul” causar um efeito adverso e inesperado por todos os envolvidos: ele se alimentar de uma doença. No fim, foi uma coisa boa para Emily.
    Compreendo que devido ao limite de caracteres, a história teve de ser compactada, pois todo o relacionamento de Emily com o desconhecido passou muito rápido, como um flash na história. Talvez tenha faltado acrescentar um pouco mais de emoção na Emily em relação ao acontecido. Parece que engravidar de um et azul e ir na esquina comprar pão causariam o mesmo efeito psicológico na personagem principal. Ou seja, ela age como se nada demais tivesse acontecido. Falo isso tentando te ajudar a deixar o conto mais completo e fazer o leitor submergir mais na história.
    De qualquer forma, foi um conto criativo.

  10. Fabio D'Oliveira
    28 de setembro de 2018

    Acho justo esclarecer como avalio cada texto. Eu tento enxergar a essência do escritor e de sua escrita. Eu tento sentir o que o escritor sentia ao escrever. Eu tento entender a mensagem do conto. Eu tento mergulhar naquela história que o autor quis passar. Apenas ler o que está ali, apreciar o que foi oferecido, procurar entrar na história. Assim como todo bom leitor. Mas mantenho a atenção e meu sentido crítico. Então, já peço desculpas por qualquer coisa que fale que te cause alguma dor. Um texto que criamos é como um filho.

    – O que vi: A escrita é como uma joia bruta. Às vezes, lemos passagens lindas e um pouco de poesia. Às vezes, encontramos frases com construções ruins e erros básicos. A narrativa dá muitos saltos, com mudanças bruscas de cenário e situação, sem uma transição sutil. É tudo muito corrido, também. Muitas vezes, parece querer impressionar o leitor com frases ligeiramente pomposas. Entretanto, existe talento. A forma como conta certos trechos deixa isso evidente. Quando terminei de ler o conto, percebi que há paixão na escrita, talvez amor, pela forma acalorada da escrita, pelo ritmo de tudo. Além das boas sacadas, não seria esse um dos maiores indicativos da vocação?

    – O que senti: Intrigado, no início. Decepcionado, na metade. E cansado, no final. A história começa muito bem, com poucas coisas e informações sendo fornecidas dentro da rotina da protagonista. Porém, depois da internação, tudo ficou muito corrido. E óbvio demais. Por isso comecei a ficar decepcionado, pois o início realmente me cativou. A partir de então, várias situações são inseridas, como um incêndio misterioso, a amiga vivendo em prol da protagonista, o encontro com um médico alcoólatra sem nenhum desenvolvimento; tudo isso numa profusão ininterrupta. Isso cansou. E nem consegui aproveitar o belo final. Eu já cometi erros assim. Tentar contar uma história grande, que exigia mais calma, num corpo pequeno. Eu não senti empatia nenhuma pelos personagens. Eu não senti nada enquanto lia. Porém, gostei da ideia bruta e dos extraterrestres desse conto e sua história de fundo. No âmbito emocional não senti nada, mas, pelo menos, consegui visualizar algumas cenas legais na minha mente. Agora, pela forma como a história termina, e a forma acalorada de escrita, imagino que o autor entrou naquele mundo. Tornou-se parte dele. Não foi algo meramente racional, pelo que parece. E isso é muito bom.

    – O que entendi: Uma civilização em decadência. Uma humanidade ainda ignorante em relação ao Universo e suas verdades. Uma protagonista doente e sem esperança. Uma boa amiga que está sempre por perto. Um alienígena visualmente interessante. Se o conto não fosse tão corrido, com uma escrita mais lapidada, poderia ser um bom conto. A base da história que foi mostrada não torna o texto memorável, porém, poderia ter sido bem melhor com uma aprimorada na narrativa. Entendi que existe uma certa inexperiência no ar. Ou estagnação na arte, caso escreva há algum tempo. Você PRECISA melhorar isso, pois sua escrita denota certa paixão que desejo para a vida de todos!

  11. Delane Leonardo
    28 de setembro de 2018

    Oi, Tudo bem? Parabéns pelo texto! Li-o duas vezes porque me fez lembrar uns livros que eu e minhas amigas líamos na adolescência e nos enchiam de sensações que despertavam nossa sensualidade. Confesso que, a esta altura do campeonato, preciso de mais, mas ainda assim foram boas lembranças. Gostaria de comentar três coisas que considerei pontos fortes no seu texto:a dinamicidade promovida pelos diálogos; ter conseguido me fazer ter empatia por um invasor-estuprador (isso eu atribuí ao câncer da moça e ao fato de a narrativa adotar muito da perspectiva da protagonista – foi uma boa sacada) e, por fim, você atribuir à morte um cheiro doce. Essas três coisas me fizeram parar para pensar, analisar melhor o seu texto e gostar realmente dele. O que pode ser considerado negativo no seu texto são alguns problemas de concordância, uso dos tempos verbais etc…, que não prejudicaram de maneira alguma seu texto.
    Parabéns e boa sorte!

  12. Jorge Santos
    27 de setembro de 2018

    Olá, autor. Gostei do seu conto. A história tem um lado triste e um lado de esperança. O equilíbrio está bem conseguido. A narrativa tem ritmo e a linguagem é correcta. Achei apenas que o final é excessivamente previsível.

    No entanto, estranhei a contagem de batimentos cardíacos: a 65 batimentos por minuto, ela teria 20 dias de vida. Uma pessoa com um problema oncológico tão avançado teria tantas limitações que o sexo seria um pesadelo, não importa a qualidade do amante. Isto é uma suposição baseada nos casos que infelizmente conheci, de doentes terminais. Teria sido mais credível se o número de batimentos indiciasse um tempo de vida maior, mas isso não tira qualidade ao texto.

    • Ellis
      28 de setembro de 2018

      Tudo bem, Jorge?

      Obrigada pela leitura atenta. Sobre essa questão em específico: no momento em que ele a toca ela não sente mais nada. Fica revigorada e com uma sensação de ” Paz” Logo depois do sexo ela já ficou grávida e os efeitos da doença foram bloqueados pelo feto.

      Obrigada.

  13. Paula Giannini
    25 de setembro de 2018

    Olá Autor(a),

    Tudo bem?

    Seu conto aposta em uma espécie de romance interplanetário. Uma história de amor. Amor romântico, amor de mãe, amor à vida.

    Quando jovem, eu era (e acho que continuo sendo) bem eclética em minhas escolhas como leitora e, certa vez, li Lobsang Rampa, que na época era moda, acho, “Entre os monges do Tibet”. O livro tem várias passagens que me marcaram e, entre elas, a defesa de que todos os seres vivos têm (ou teriam), programadas, um certo número de batidas do coração. Os pequenos com seu coração acelerado, as tartarugas com seus corações lentos, mas todos com o mesmo exato número de batimentos cardíacos. O que difere no tempo de vida de um para o outro, seria a cadência dessa batida. Não sei se sua premissa se baseou nessa teoria ou não, mas, de fato, é instigante.

    A trama é muito agradável e fecha o desafio com chave de ouro, ao menos como
    eu entendo.

    Uma história jovem, leve, ao passo que reflexiva e bela, com uma cena final entre pai e filha, digna de um grande The End em uma tela de cinema.

    Parabéns por escrever.

    Desejo-lhe sucesso no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  14. Victor O. de Faria
    24 de setembro de 2018

    ET (Enredo, Texto)
    E: Texto bastante meigo e curioso, mas um tanto indeciso entre comédia e melancolia. A primeira parte e seu desenvolvimento são muito bons, mas o texto corre muito perto da conclusão. Ali no meio o contexto dá a entender que tudo está se encaminhando para um fim, quando aparece outra coisa. Depois ocorre o mesmo, e mais uma coisa. Entendo a urgência em transmitir todos os fatos, mas faltou um pouquinho mais de cadência, suavidade e coesão. Lembrou muito aquela minissérie “Extant”, onde uma astronauta tem um contato alienígena à distância e fica grávida de poucos meses. Ao retornar à Terra, começa a sentir estranhas manifestações. É um seriado bem legal, recomendo.
    T: Algumas frases precisam ser revistas, e teve até uma súbita troca de ponto de vista lá pelo fim, mas o restante fluiu muito bem.

  15. Mariana
    21 de setembro de 2018

    É um conto fofo, sobre maternidade e amor. Sim, clichê, mas é construído de uma maneira que deixa um sorriso no rosto ao final e literatura não precisa ser apenas tristezas, correto? Concordo com alguns dos comentários- certas passagens, como ela acordando na clínica e dando a facada no médico, ficaram corridas… Cabe um desenvolvimento, quem sabe até transformar a história em uma novela. Parabéns e boa sorte no desafio.

  16. Claudia Roberta Angst
    13 de setembro de 2018

    Olá,autor, tudo bem?
    O conto prende logo a atenção, gerando curiosidade em relação ao destino da protagonista. A narrativa tem um tom juvenil, agradável de seguir, sem malabarismos de imagens e linguagem.
    Simples, o enredo foca-se no desenrolar da gravidez que traz dias de saúde. Gostei da caracterização dos personagens, sobretudo da menininha ET no final. Cabelos lilases, que coisa mais linda!
    Apostou em trazer um texto simples, de fácil absorção e creio que acertou no gosto da maioria. Boa sorte!

  17. Fabio Baptista
    13 de setembro de 2018

    Primeiro, as anotações que fiz durante a leitura:

    – a maioria das pessoas fizeram
    >>> fez (a concordância deve ser com “maioria”, não “pessoas”)

    – Eram como estrelas azuis caindo de um céu inexplicavelmente colorido
    >>> Legal!

    – era dançarinos
    >>> eram

    – *sentiu* o corpo precipitar-se para frente quando *sentiu*
    >>> melhor evitar a repetição

    – 1884898
    >>> era melhor ter colocado os pontos 1.884.898
    >>> depois da leitura, calculei 43 dias

    – O tamanho. – Ele disse impassível.
    >>> Safadinho!!! kkkkkkkkk

    – Logo atrás Carlos médico
    >>> esse “médico” foi desnecessário

    – minha mente vagava (…)
    >>> fazendo anotações enquanto leio… essa mudança de terceira para primeira pessoa deu um baque. Vamos ver se ela se justifica mais à frente.

    – Isso é loucura…
    >>> Isso é Esparta!!! kkkkkk

    – Já não basta os machos da terra
    >>> #ranço

    – Você precisa cobrar alguma pensão
    >>> Esse diálogo das amigas é, até agora, o ponto alto do conto. Ficou bem natural e engraçado, gostei!

    – Pois a amava de maneira infinita
    >>> Simples e bonito!

    A parte técnica possui as falhas apontadas acima e também peca na pontuação em alguns momentos (tire os pontos finais antes dos travessões de descrição nos diálogos que já melhora bastante). Algumas transições não foram bem feitas, ficaram meio corridas, tipo quando a protagonista acorda e dá uma facada no médico. Demorei um pouco para me contextualizar naquela parte. Mas no geral consegue ser claro no que quer passar e tirando a mudança de pessoa (terceira para primeira) mencionada, não nada muito gritante. E vez ou outra o(a) autor(a) até arriscava, com êxito, umas frases mais poéticas.

    O plot geral é meio batidão (um boto espacial, como é citado na própria história). Os detalhes inseridos, porém, deram um ar de novidade e conseguiram prender a atenção. Não sei se valeria a pena desenvolver um pouco mais a história do câncer antes da relação sexual, acho que ajudaria a gerar empatia pela personagem. Eu pelo menos fui pego de surpresa ali com o lance de “a barriga já não estava mais doendo nem vomitando sangue”. Durante a leitura o número de batidas do coração (boa sacada) não dá uma noção exata da proximidade da morte. Depois da gravidez achei que as coisas ficaram meio enroladas, muito vai e volta, perda de consciência e tal. Nessa parte o interesse pela história caiu, voltando a crescer depois, com o nascimento da menina. O final é bem elaborado, fica meio em aberto de um jeito bom.

    Abraço!

    • Ellis
      28 de setembro de 2018

      – 1884898
      >>> era melhor ter colocado os pontos 1.884.898
      >>> Tentei, mas cê sabe que não deu tempo, meu bem. Jaja

      Obrigadinha.

  18. Caio Freitas
    13 de setembro de 2018

    A ideia do conto é muito boa. Só não entendi porque os aliens deixavam seus filhos na Terra. Se era para dar continuidade ao seu povo, para mim faz mais sentido eles levarem os híbridos. Talvez eles não consigam separar um filho da sua mãe. Parabéns, a história é muito boa.

  19. iolandinhapinheiro
    12 de setembro de 2018

    Ah, autor! Que conto lindo!

    Ah se todos fossem tão envolventes, apaixonantes, com personagens que mexem com a gente como estes seus! Adorei! A vida da moça estava um caos, mas aquilo que parecia ter vindo para bagunçar mais, foi a sua salvação. Seu conto foi como assistir uma comédia romântica mas sem a parte da comédia, porque vc tratou de um assunto terrível com leveza e colocou muita ação numa trama que poderia ser só sofrimento. Maravilhoso! Que bom ter deixado o seu conto por último, e encerrar minhas leituras neste desafio com uma história que me fez bem.

    Muita, muita sorte no desafio e um abraço cearense!

  20. Fheluany Nogueira
    12 de setembro de 2018

    Uma história emocionante: doença X amor, mais extinção de raça X preservação. Amei a premissa, a dose de humor, o suspense leve e o desfecho esperançoso. Também já escrevi sobre gravidez de alienígena, mas a minha narrativa era de terror, nada romântica e suave como a sua.

    A linguagem é corrente, leitura fluente, apenas alguns deslizes de pontuação, concordância verbal, que não prejudicaram o todo. É só fazer uma revisão.

    Parabéns pela participação. Fez um bom trabalho. Abraço.

  21. Evelyn Postali
    8 de setembro de 2018

    Eu gostei demais do seu conto. Primeiro e por tudo porque é o amor que salva. Acho que esse foi o ponto certeiro para me fazer gostar dele. A escrita é simples e se desenvolve do começo ao fim no mesmo ritmo. Isso não me fez menos interessada na história, pelo contrário. Histórias escritas com uma linguagem muito rebuscada, sofisticada, muitas vezes, me afastam da leitura.
    Gostei de como você sustentou o envolvimento dos dois. Gostei porque me parece verdadeiro, entende? Existem algumas tramas que não se sustentam. Essa valeu.
    Acho que precisa de uma revisão.
    Boa sorte no desafio. Abraços!

  22. Dônovan Ferreira Rodrigues
    4 de setembro de 2018

    Olá. Em primeiro lugar parabéns pela iniciativa de escrever, Ellis.
    Como outros já disseram, talvez necessitasse de algumas revisões a mais. Alguns diálogos parecem inverossímeis, didáticos, até. Como se estivesse programado para acontecer fazendo com que pudéssemos entender tudo. Sei que na cabeça de quem escreve a história se encaixa perfeitamente e arte está justamente em conseguir fazer o quadro que temos na mente, ser semelhante ao que passamos para o papel. Bom, desculpe as críticas e espero que elas sejam vistas como auxílio e não como prejuízo.
    Obrigado

  23. Alessandro Diniz
    3 de setembro de 2018

    Oi, Ellis! Seu conto é bom. É fluido. A estória é interessante. Seu estio de escrita é simples. Seu texto apresenta um leve suspense em algumas partes, mas no geral mantém uma atmosfera constante, casual. Tem poucos erros, a maioria de concordância verbal. Apenas a estruturação de algumas frases e a pontuação deixaram a desejar. Nada que uma boa revisão não resolva. Boa sorte!

  24. Emanuel Maurin
    3 de setembro de 2018

    Apesar de ser longo não é cansativo, também achei legal um alienígena que engravida mulher, adaptando-se ao gosto dela. No fim ela não teve a cura, mas foi salva pelo amor, gostei do final e da forma que descreve os personagens.

  25. Marco Aurélio Saraiva
    3 de setembro de 2018

    Olá!

    Este conto peca pelo que muitos dos concorrentes no Entre Contos sofrem: a síndrome de escrever um livro inteiro no lugar de um conto.

    A história do seu conto é grandiosa. Ela pede muito mais espaço do que apenas três mil palavras. Esse enredo pede 300 mil pavras. Emily pede muito mais desenvolvimento, assim como Pâmela. Há personagens que sequer são explorados como deveriam, como Hélio e ate mesmo o próprio alienígena que engravidou Emily.

    Mesmo assim, gostei da história. Ela é bem criativa. Tem uma premissa interessante e uma boa solução. Ela também tem excelentes mensagens, a mais óbvia sendo o amor da mão pela filha, não importando sua raça ou forma física.

    A escrita está bastante sofrível. Você intercala alguns poucos momentos de escrita maravilhosa com uma enxurrada de parágrafos corridos e com pouca pontuação. Muitas cenas não têm uma transição razoável, fazendo com que um diálogo culmine em um parágrafo que se passa em um lugar no tempo e espaço completamente diferente do anterior. Isso confunde MUITO a leitura.
    No geral, como citei no início, acho que o seu conto peca por contar muito em um espaço curto. Foi difícil para mim também entender isso: que contos são um tipo de arte COMPLETAMENTE diferente de novelas e romances. Contos devem ser sucintos (especialmente os do Entre Contos, com limites muito pequenos de palavras) e, em geral, com poucos personagens para que eles tenham espaço para respirar. Suas sentenças são corridas demais, há muitas falhas de revisão e os personagens acabam sendo muito rasos (com exceção de Emily).

    Enfim, gostei da criatividade e originalidade, mas não gostei da leitura e da técnica.

    Abraços!

  26. Wilson Barros
    3 de setembro de 2018

    Muita criatividade, um excelente enredo bem detalhado. Tive a curiosidade de contar qual o tempo restante e encontrei aproximadamente 21 dias. Estava tentando me lembrar: na minha opinião, o estilo do autor é muito parecido com o dos contos de Marion Zimmer Bradley. Existe um conto da mestra, “As crianças de Centauro”, que trata do mesmo tema de uma gravidez alienígena. Claro que também a semelhança com um “Bebê de Rosemary” cômico é grande. O senso de humor do autor é magnífico, rico, e valorizou muito o conto:
    “– Já não basta os machos da terra, temos que lidar com esses vindos de outros planetas também?
    – Serei mãe solteira de um alienígena. – disse. As duas se encararam e pelo teor irracional da situação caíram na gargalhada.
    – Você precisa cobrar alguma pensão!
    – Não dá, pelo que entendi o pai do meu filho é um sem-terra! “
    O fim é interessante, parece mesmo uma sátira, como todo o conto. alguns erros de gramática não me pareceram muito importantes. Excelente mesmo, parabéns.

  27. Nilza Amaral Antunes de Souza
    3 de setembro de 2018

    Infelizmente, não poderei mais comentar os contos. Estou com uma cirurgia agendada. Quando puder, voltarei aos comentários, se der tempo Nilza amaral

    http://www.hispanorama.net/profile/NilzaAmaral

    [http://cdn.howyouare.com/data/calligraphy/2015/7/16/21/TmlsemEgIEFtYXJhbHwyMDE1fDd8MTZ8MjE.jpg] ________________________________

  28. Nilza Amaral
    3 de setembro de 2018

    Se não fosse pelo alongar da história teria sido o melhor conto que li até agora. Detalhes: boa estrutura de contos, poucos personagens como recomenda a dinâmica de contos. Personagens bem delineados. A descrição do alienígena é bem criativa. Nada como um ser que se transforma m função de nosso pensamento. A partir da parte do hospital a descrição fica cansativa , muita descrição. Final surpreendente, como se exige de um contista.

  29. Anderson Roberto do Rosario
    2 de setembro de 2018

    Que dilema viveu essa moça. Mãe de um alienígena. Achei o final realista, esperançoso, mesmo o tumor tendo voltado. Pensaria em algo mais romântico, conto de fadas até. Como o pai vindo numa espaço-nave e arrebatando a filha e a mulher, quem sabe achando a cura para ela em seu planeta? Mas ia ser clichê demais. O seu final ficou bom. Você tem uma habilidade em descrever as cenas, os personagens. Principalmente a descrição do alienígena me encantou bastante. Talvez, como sugestão, falte a experiência necessária para escrever mais com menos palavras, se é que me entende. Saber no que se alongar, o que pode ser apenas mencionado ligeiramente, enfim. Isso a gente aprende escrevendo e escrevendo, escrevendo. Mas bom conto, me entreteve e me deixou ligado na saga dramática da moça até o final. Parabéns e boa sorte no desafio.

  30. Ricardo Gnecco Falco
    2 de setembro de 2018

    Olá!
    Este é o primeiro conto que eu leio e o Desafio já começou prometendo ser muito bom! Seu trabalho ficou muito legal! Gostei da premissa do conto, que misturou em seu enredo uma “invasão” (no mais íntimo de seu significado) alienígena com o drama do câncer. Isso ficou bem bacana, pois colocou em evidência o contraponto da vida e da morte, nas figuras da extinção de uma raça (alienígena) e da extinção da saúde de um corpo (tumor) humano VERSUS a concepção de um híbrido, capaz de impedir o crescimento da doença (humana) e dar início a uma nova existência, que poder-se-ia imaginar como sendo imune às mazelas terrenas.
    Claro que existem problemas de revisão (muitos!), mas o mote/ideia da história os deixam em segundo plano. Foi uma boa leitura e agradeço por compartilhar sua imaginação com a gente! Eu gostei!
    Boa sorte no Desafio!
    Paz e Bem!

  31. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    2 de setembro de 2018

    Esse é o primeiro do desafio que estou lendo. Comecei em ordem cronológica inversa de postagem.

    Confesso que gostei muito da trama em si, nem tanto do desenvolvimento. Percebe-se que quem escreveu este texto é relativamente jovem e tem muito a aprender, mas também muito talento. Precisa aprender a enxugar mais a linguagem, para sobrar espaço (em 3000 palavras) para dar mais conteúdo.

    Entre os elementos que “sobram” na história estão os fragmentos meteoríticos e a introdução. Ocupam preciosas palavras com algo que tem pouca importância, de fato. A introdução está um tanto long e há uma obscuridade aí: não sabemos se ela se passa no momento da chuva de meteoros ou em algum momento posterior. Ou melhor, só sabemos bem depois. Teria sido interessante começar com mais clareza.

    Sem esses excessos, dava para fazer mais suaves algumas transições.

    Porém, a sacada da história é tão legal!

  32. Antonio Stegues Batista
    2 de setembro de 2018

    Olá! O enredo é sobre alienígenas que engravidam mulheres para salvar a espécie, mesmo que seja um ser híbrido. que, futuramente, serão os terráqueos. Achei o argumento do alien que muda de cor, estranho, parecia que ele queria apenas transar e não salvar a raça, mesmo que fosse um se híbrido, que se torna uma terceira raça. Segundo ele, as mulheres deles foram exterminadas e isso não foi explicado. como? Por que foram exterminadas? Mais adiante Emily dá uma facada no médico e ele fica bem logo depois. Seria um dos aliens?Achei fantástico o alien saber exatamente quantas batidas restavam para o coração de Emily parar de bater. Ele era vidente, via o futuro, sabia que as duas raças iriam desaparecer um dia, qual o motivo? Não fiquei sabendo.Também achei estranho o alien conseguir fecundar somente mulheres doentes. Bem, a história é assim e pronto!. A escrita é boa, as descrições e diálogos também, mas alguns fatos ficaram nebulosos para mim, inclusive os conflitos de pensamento de Emily. Boa sorte.

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Informação

Publicado em 2 de setembro de 2018 por em Alienígenas.