EntreContos

Detox Literário.

Azul (Evandro Furtado)

 

Tomou minhas mãos e usou-as para apontar-me as estrelas. Seus olhinhos cheios de água me olhavam enquanto a boquinha me agraciava com um sorriso.

– Você vem de lá? – perguntei. Ela confirmou com a cabeça. Tomei-a nos braços e fizemos amor na relva molhada.

00

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Acordei pela manhã. O barulho de britadeiras ecoava, calando o sonho das pessoas que caminhavam pelas ruas barulhentas em suas cascas vazias de alma. O vento que corria das poucas árvores restantes naquela selva de concreto incomodava-os. Parecia invasor de suas vidas sem graça.

Levantei, a rotina tomou-me pelos braços e lançou-me em direção a um dia tão ordinário quanto as manchetes da televisão.

Saí pelas ruas da cidade, caminhando sem olhar pra onde ia. Meus olhos vasculhavam ao redor, buscando alguma fonte de serenidade naquele mar de turbulência. A esperança ausentara-se anos atrás.

Olhei para as minhas mãos, já calejadas pelo trabalho. Na cabeça, o número de fios brancos já superava os negros. Nesse emaranhado, sentei no meio-fio e chorei.

Dezenas passaram por mim e ninguém se comoveu. Meu ato era humano demais para a vida daquelas pessoas. Mas delas não senti ódio. Cada um tinha sua própria solidão por companhia, e essa senhora negra é invejosa e quer seus pares apenas para si.

Reuni o resto de dignidade que tinha e segui para o trabalho, sabendo que voltaria para casa da mesma maneira que ontem, e que amanhã tudo se repetiria.

 

00

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A noite parecia mais reconfortante porque trazia seus vazios com mais clareza. É claro que há sempre os sorrisos trocados nas mesas de bares que machucam com sua alegria injusta. Há sempre os braços dados que trazem memórias de coisas que poderiam ter sido. Há sempre uma felicidade inerente aos outros, mas impossível a nós. No entanto, há também a verdade que se revela ao escuro, nos becos sem nome e nas vielas sem rumo. Nas pessoas sem rosto. Nos olhos sem vida.

Foi caminhando sob o véu negro de uma noite de lua nova que vi o céu se iluminar por um instante. Cortou o firmamento um rastro de fogo, luz tremeluzente nunca antes vista.

Olhei ao redor para verificar se as pessoas partilhavam de meu pavor. Ninguém mais havia visto aquilo. O rastro no céu lhes era invisível. Só olhavam para baixo.

Corri em sua direção. Talvez tomado por uma estupidez momentânea não considerei os perigos de tais atos. Talvez por sorte. O fato é que alcancei o fim do rastro que se precipitava em direção ao solo. Ao longe, uma fogueira em meio a um parque. Nela, um estranho objeto redondo.

Aproximei-me, os braços cobrindo a face, protegendo-a do calor.

Então a vi.

Saiu dentre os destroços. Nua. A pela azulada em nada arrancava-lhe a beleza. Pêlos muito negros cobriam cabeça e vergonhas. Os seios firmes e redondos balançavam conforme andava. Olhou para mim e sorriu. Depois caiu ao chão.

 

00

_

 

Eu contemplava-a, deitada no sofá, um lençol cobrindo o corpo nu. Assustei-me quando abriu os olhos. Ela olhou ao redor, também assustada. Conforme levantou, o lençol deslizou do corpo. Não parecia se importar, vergonha não conhecia. Começou a tatear as coisas ao seu redor.

Aproximei-me com uma xícara de café. Ela recuou.

– Está tudo bem. – eu disse. Dei um gole no café para lhe acalmar. – Viu? Pode beber.

Estiquei a xícara e dessa vez ela pegou. Tomou um gole e fez careta.

– Não gostou? – perguntei rindo. Ela sorriu de volta. Colocou a xícara na mesa ao lado e levantou-se. Caminhou pela casa olhando e tateando as coisas. Pegou um quadro e contemplou-o. Depois olhou pra mim e apontou. – Sim, sou eu. – Mais uma vez ela sorriu. Colocou o quadro de volta e seguiu em direção à janela. Desesperado, eu corri e fechei a persiana. Ela olhou para mim em dúvida. – Eles não podem te ver. Ou vão te levar. – e naquele momento eu já sabia que não queria que ela partisse.

 

00

_

 

Mostrei a ela toda a casa. Cada móvel, cada eletrodoméstico. Comemos sanduíche de atum e lasanha de microondas. Ouvimos Sinatra e assistimos Breakfast at Tiffany’s. Ela aprendeu a cantarolar Moon River e fazia-o todas as noites antes de dormir.

Certa noite, uma tempestade caiu do céu. Ante o primeiro trovão ela saiu correndo e veio deitar-se comigo. Enfiou-se toda sob os lençóis, tremendo de medo.

– Tudo bem, não tem perigo. – mas outro trovão veio e ela voltou a se esconder. Então mostrei a ela o relâmpago e sua relação com o barulho que vinha depois. Ela não pareceu entender, mas se acalmou. Continuou deitada, virada para mim. Olhava-me ininterruptamente com um sorriso no rosto. Não resisti àquela beleza inumana e a beijei. Mais uma vez, dúvida pairou sobre seu rosto. Então ela própria tomou a iniciativa e puxou-me em direção a um beijo. Quando nossos lábios se afastaram, sua faceta era de curiosidade. Então sorriu de novo.

 

00

_

Tocaram a campainha. Desesperado, mandei-a para o banheiro. Era minha irmã.

Chegou falando alto, dizendo como eu vivia sozinho e não tinha amigos. Que tinham ligado para ela do trabalho porque fazia uma semana que eu não ia. Dizia que estava preocupada. Perguntou se eu pensava em suicídio. Indicou-me um psicólogo, uma benzedeira e um livro do Augusto Cury. Pediu para ir no banheiro.

Com muito medo, autorizei.

Ela foi.

Os segundos pareciam dias. Pensava em sua reação. Será que ela entenderia? Contaria para outros? Levariam ela de mim? Não. Não. NÃO. Eu não podia permitir. Fui até a cozinha. Abri a gaveta e tirei uma faca de açougueiro. Fui até o banheiro. Esperei que ela abrisse a porta. Seu rosto parecia normal. Ela já estava planejando sair e denunciar-me. Dizer para as autoridades o que eu mantinha lá. Também nela pairou a dúvida. Depois terror quando viu a faca.

Ela não gritou. Apenas abriu a boca e expirou um punhado de silêncio. Atrás dela, a outra me olhava sorrindo.

Coloquei-a na banheira e tranquei a porta.

 

00

_

 

Agora já ousava sair altas horas da madrugada. Levava-a comigo. Ela não falava, mas sempre me olhava com aquele sorriso. Uma noite, toquei-a com mais intimidade. Ela me agarrou o membro e inseriu em si. Não gemia, mas seu rosto contorcia-se em prazer. Depois daquilo passávamos os dias fazendo amor.

Eu pensava em como era fascinante que num mundo tão grande, meu amor viesse das estrelas.

 

00

_

 

Bateram à porta no meio da madrugada. Entraram sem cerimônia, revirando as coisas.

Puseram-me de joelhos enquanto vasculhavam a casa.

– Por favor. Só não levem ela! – implorei.

Mas não me ouviram. Continuaram a busca. Então um deles voltou para a sala com a mão no estômago.

– Ela está azul já. – e vomitou no carpete.

– Ela é linda, não é? – eu perguntei.

– Você é nojento. – disse outro deles, e me cuspiu no rosto.

Já dentro da viatura vi enquanto levavam o corpo de minha irmã.

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Sobre Fabio Baptista

31 comentários em “Azul (Evandro Furtado)

  1. Fil Felix
    13 de outubro de 2018

    Boa tarde! Fiquei num misto entre gostar ou não da história no conto. A presença da alienígena azul me lembrou Avatar (mas só até aí, porque ainda não assisti), a beleza entre o delírio do protagonista e sua alien de estimação, que se apaixona por ela, faz amor com ela. Tudo é bastante súbito, a gente tem que entrar na magia, porque não há grandes explicações. Em seguida, somos surpreendidos com o final, em descobrir que não há alienígena algum, que tudo é fruto da loucura dele, que matou a irmã e mantinha relações com o corpo. Isso gera um impacto interessante, mas ao mesmo tempo corta tudo que foi construído em cima do tema do desafio.

  2. Daniel Reis
    12 de outubro de 2018

    Prezado Autor: inicialmente, esclareço que, neste Desafio, dividi a análise em duas etapas – primeira e segunda (ou até terceira e quarta) leitura, com um certo espaçamento. Vamos às impressões:

    PRIMEIRA LEITURA: “Shape of Water” feelings… a narrativa e o excesso de situações convencionais não me atraiu, e fiquei com dificuldade de terminar a leitura.

    LEITURAS ADICIONAIS: na segunda chance, esse conto me surpreendeu. Não pela premissa, que continuei considerando genérica, mas pelo subtexto da relação de amor presente na história – amor que é capaz de obrigar o apaixonado a fazer qualquer coisa. Gostei muito mais agora. Um dos meus favoritos.

    Desejo a você, e a todos os participantes, sucesso no desafio e em seus futuros projetos literários!

  3. Priscila Pereira
    11 de outubro de 2018

    Olá Terráqueo,
    Nossa.. que horror… kk não o seu conto, mas a loucura humana, não é?
    Lendo o começo, imaginei que fosse uma criança, já que você usou as palavras no diminutivo e só isso, pra mim, já foi aterrorizante. Lendo o resto, parecia que não tinha ligação com a primeira parte… aí veio o final e sacamos que o cara na verdade é um doente mental, assassino e possivelmente pedófilo que praticou incesto. Cruzes!
    A escrita me agradou bastante, fluida, gostosa de ler, sem entraves. Está bem escrito e bem revisado.
    Um ótimo conto!
    Boa sorte!
    Até mais!

  4. Marco Aurélio Saraiva
    10 de outubro de 2018

    Putz… o final me confundiu todo, rs rs rs. Eu estava achando tão interessante esse romance humano-alienígena; um dos melhores que eu tinha lido! Descobrir no final que tudo era obra de um psicopata assassino que matava mulheres e as mantinha em seu banheiro… foi triste e um pouco decepcionante. Mas isso é gosto pessoal.

    Olhando a primeira camada do conto, gostei de como você descreve a rotina e a forma como ela nos mata pouco a pouco. Gostei das suas descrições da cidade grande e principalmente o relato de que “ninguém olhava para cima” e por isso não viram a luz no céu.
    Até aí, eu interpretava o seu texto como uma mensagem muito bela: a de que uma mulher amada o tirou da rotina e trouxe cor à sua vida. Por isso ela era azul; por isso ela parecia alienígena: por não parecer fazer parte daquele mundo que ele odiava.
    É claro que isso tudo foi por água abaixo no final. O texto fala, na verdade, da queda à espiral da loucura de um homem assomado pelo peso da vida moderna. Mas a conclusão do texto também trouxe novas luzes ao conto. Por exemplo, a cena onde o personagem senta na calçada e chora sem que ninguém note o seu sofrimento conversa muito bem com a constatação de que “ninguém olhava para cima e por isso ninguém viu a luz”: foi isso que permitiu ele matar uma mulher no parque e levá-la para casa. A indiferença da cidade grande fez com que ninguém prestasse atenção.

    No fundo, o seu texto tem grandes mensagens inseridas em um conto muito bem trabalhado e escrito de forma clara e fluida. É um dos melhores, com certeza. Você escreve bem demais!

    (PS: perceba como que assim que terminei de ler o seu conto eu fiquei um pouco frustrado mas, quanto mais pensava nele, mais gostava dele, rs rs rs)

  5. Fabio D'Oliveira
    9 de outubro de 2018

    Acho justo esclarecer como avalio cada texto. Eu tento enxergar a essência do escritor e de sua escrita. Eu tento sentir o que o escritor sentia ao escrever. Eu tento entender a mensagem do conto. Eu tento mergulhar naquela história que o autor quis passar. Apenas ler o que está ali, apreciar o que foi oferecido, procurar entrar na história. Assim como todo bom leitor. Mas mantenho a atenção e meu sentido crítico. Então, já peço desculpas por qualquer coisa que fale que te cause alguma dor. Um texto que criamos é como um filho.

    – O que vi: Um escrita polida e linda. Há tanta poesia no conto que fiquei inebriado. Num sentido bom, claro, hahaha. A narrativa fluiu naturalmente. Não vi nenhum erro, na verdade. O autor parece ter definido seu estilo e segue com coragem, sem medo de errar. Vi algumas sugestões nos comentários para fazer as coisas mais ágeis ou aquilo ou acolá, mas eu te digo uma coisa: faça o que você quiser. A arte é sua. Você escreve muito bem, de verdade, e muitos simplesmente acreditam que seu ponto de vista é o melhor e mais adequado. MInha opinião, essa de agora, só é valorosa para mim, nesse momento. Você pode modificar sua escrita ou ponderar sobre meu ponto de vista. Você é livre.

    – O que senti: Senti todo o amor do protagonista. E também sua tristeza. A alienígena era perfeita. Um sonho que caiu dos céus. E fiquei meio frustrado quando percebi que tudo era uma alucinação, uma busca desesperada do subconsciente dele para criar um sentido de vida, que o faria seguir adiante de forma mais revigorante e viva. É um pouco triste. Mas também vejo a beleza na situação. Algo contraditório, né? Porém, a vida é assim mesmo, cheia de contradições.

    – O que entendi: Um rapaz que sofre com sua existência. Ele presencia um UFO caindo e ajuda a bela alienígena. Encanta-se por ela. Passa a viver por ela. Até mata por ela. Mas era tudo uma ilusão de sua loucura. O conto abre abertura para muitas reflexões. Ele era realmente louco? Toda a humanidade parece distante, solitária, indiferente. E ele encarava essa dura realidade. Parece ser o mais são, na verdade, que acabou caindo na amargura de perceber que nossa existência é vazia. Ou era louco mesmo. Vai saber, né? Adoro esses textos que abrem a mente para a filosofia, para questões emocionais e existenciais. E fica ainda melhor quando o escritor manda bem! Parabéns!

  6. Dônovan Ferreira Rodrigues
    8 de outubro de 2018

    Olá autor.
    Legal sua pegada do ponto de vista do doente.
    Talvez, apenas talvez, (só opinião pessoal) o ritmo pudesse ser um pouquinho mais acelerado. Mas vai do autor, da voz dele e do protagonista. Então, só gosto mesmo.

    Algumas anotações:

    “– Você vem de lá? – perguntei. Ela confirmou com a cabeça. Tomei-a nos braços e fizemos amor na relva molhada”
    – Quem sabe o recurso de apresentação não cronológica tenha uma aplicação mais efetiva quando cria-e um suspense. Aqui dois seres são apresentados e chegam aos finalmente logo nas primeiras linhas. Talvez não instigue a curiosidade esperada, ou talvez nem se espera instigar curiosidade, né? Só uma observaçãozinha. ^^

    “Solidão por companhia, e essa senhora negra é invejosa”
    – Viajei aqui pensando “que senhora é essa?”. Aí depois saquei que era a solidão. Kkkkkk. Talvez haja uma forma de fazer a coisa fluir melhor sem dar essa duvidazinha, ou talvez eu que esteja desatento. Perdão se considerar que o segundo caso é mais plausível.

    “vergonhas” Talvez seja um vocabulário arcaico, depende do personagem, mas, novamente, não sabemos nada sobre ele. Apenas que é meio poético e não parece que ele se referiria ao sexo, como “vergonhas”.

    “Indicou-me um psicólogo, uma benzedeira e um livro do Augusto Cury”.
    – Muito bom. Bem assim que o pessoal vê a depressão mesmo.

  7. Amanda Gomez
    6 de outubro de 2018

    Olá,

    Um texto que deixa margem a algumas interpretações, acredito que não existiu de fato uma alienígena, mas fiquei na dúvida quanto ao incesto.

    Acompanhar a historia pela mente de uma pessoa doente foi interessante, os devaneios, os temores, os surtos, tudo foi muito bem administrado. A escrita também está muito boa, com passagens fortes e bonitas, mesmo que descreva cenas tristes e complexas.

    Muito bom,

    Parabéns, boa sorte.

  8. Jorge Santos
    28 de setembro de 2018

    Este é um conto mais complexo do que parece à primeira vista, em virtude das múltiplas interpretações que permite. É um texto que não dá respostas, mas conta a história de um homem com problemas psicológicos que pensa ter um relacionamento com um ser alienígena. No desenrolar da história somos confrontados com a possibilidade da esquizofrenia, ficando mesmo em aberto o incesto e a necrofilia. Em termos de linguagem e da estrutura da narrativa, pareceu-me correcto.

  9. Fabio Baptista
    28 de setembro de 2018

    Acabei de ler esse conto pela segunda vez e gostei bem mais agora do que na primeira.

    A parte técnica é boa, senti uma pegada boa de história em quadrinho, talvez pela agilidade do texto. Não notei falhas de revisão e só me incomodei um pouco com os “denunciar-me”, “fazia-o”, “contemplou-o”, etc. Também parece existir uma busca constante por frases de efeito (outra característica meio HQ) e vez ou outra isso soou exagerado.

    Mas no geral achei o texto muito bem escrito, com boas construções aparecendo durante toda a narrativa.

    O grande trunfo do conto, no entanto, é a trama. Acompanhar os eventos sob a perspectiva dessa mente perturbada foi bem interessante. Aqui não considero que o final foi aberto, pois me pareceu bem claro o que houve, não deixando margem para se acreditar que existiu uma alienígena. Isso desenquadraria o conto do tema, mas a alienígena existiu na imaginação do nosso protagonista, não? É uma questão interessante para debate. Eu considero enquadrado.

    O final é ótimo, eu só teria mudado, ou tirado, o “você é nojento” que soou tipo legenda de filme policial que ameniza nos palavrões.

    Ótimo conto.

    Abraço!

  10. Ricardo Gnecco Falco
    27 de setembro de 2018

    Olá, Terráqueo! Tudo bem?
    Terminei agora o seu conto e, mesmo abusando de uma pegada pendente mais para o Terror, que não curto muito, gostei do resultado final. Sua escrita é ágil e isso facilita manter a sequência da leitura, sem sobrar muito tempo para refletir sobre certas imagens apresentadas de forma espontânea; porém não gratuitas. A narrativa está bem amarrada e a abertura deixada no final me agradou bastante. Gosto de terminar um texto e (só então) ficar tecendo possibilidades que me levam para além do ponto final. Não é uma história bonita. Não é uma história edificante. Não é uma história prazerosa. Porém, a leitura fluiu bem e o resultado final foi, sim, satisfatório. Obrigado por compartilhar sua criação e boa sorte no Desafio! Abraços psicóticos,
    Paz e Bem!

  11. Paula Giannini
    24 de setembro de 2018

    Olá autor(a),

    Tudo bem?

    Um conto que aposta no rompimento da quarta parede, ao narrar uma trama que, tanto pode ser lida como um texto de FC, quanto como uma história sobre a terrível psicose de um esquizofrênico (ou algo que o valha), que acaba assassinando a irmã; assim, o ator deixa o protagonismo de escolha por conta de seu leitor. Quem é esse cara? Um louco? Um assassino? Um homem “abduzido” por uma linda extraterrestre amoral que o faz cometer terríveis atos? Ambas as possibilidades são pertinentes.

    Interessante notar, também, o modo como o(a) autor(a) tece as palavras, construindo metáforas e belas imagens para conduzir o leitor pelo universo desse homem, insatisfeito com o cotidiano e, talvez justamente por isso, muito propenso ao sonho e ao delírio.

    Parabéns por escrever.

    Beijos e boa sorte no desafio.

    Paula Giannini

  12. Emanuel Maurin
    24 de setembro de 2018

    Achei a narrativa rápida e bem assimilativa, as rimas nas palavras são de fácil entendimento. “Pessoas sem rosto. Nos olhos sem vida.” Pensei imediatamente no Billy Idol – Eyes Without. A sua personagem parece a Mística do X-men, acho ela linda. O primeiro beijo em uma extraterrestre foi fodastico e o final foi surpreendente. Joia.

  13. Victor O. de Faria
    19 de setembro de 2018

    ET (Enredo, Texto)
    E: Tive que ler o final duas vezes para entender, mas acho que caiu a ficha. O protagonista substituiu o corpo (foi isso?). Texto curto, rápido e certeiro. Deixou um certo amargo na boca, mas talvez essa fosse a real intenção. Tem um tom mais intimista, de final aberto, embora leviano demais. Não houve grandes consequências, a não ser o fato de as autoridades aparecerem por ali. Então eles viveram felizes para sempre, sem aparecer os parentes da criatura ou ela pegar uma “gripe”? O texto tem uma pegada muito boa, mas ela se adapta rápido demais, parecendo aqueles filmes de Sessão da Tarde (lembrou-me de Cocoon, onde os aliens tem de deixar suas famílias depois de um tempo, pois a atmosfera terrestre começa a lhes fazer mal).
    T: Bem escrito. Leve em determinadas partes e pesado quando precisava. Flui muito bem.

  14. Miquéias Dell'Orti
    14 de setembro de 2018

    Oi.

    O protagonista é o grande trunfo da história. Um personagem bem caracterizado, que, ao contrário do comum, causa antipatia com sua inveja velada sobre a vida e felicidade de terceiros.

    Essa revolta permanente e o insólito relacionamento com a alienígena, que à princípio me pareceu mais como uma alegoria para o sentimento incestuoso que ele tinha com a irmã, ficou realmente ótimo.

    O final termina de forma parcialmente aberta por conta disso, é dele que tiramos a noção de que, talvez, haveria alguma relação com a paixão dele com a irmã, mas isso não fica claro, pois quando a irmã aparece em seu apartamento ele não há menção nenhuma a isso que corrobore com essa afirmação.

    Por conta desse fato, talvez a ilusão doentia da alienígena não seja apenas relacionada a irmã, mas a alguma outra mulher da qual o protagonista se sentira atraído e, talvez, também a tenha matado na banheira, sob o mesmo modus operandi do qual matou a irmã.

    Diante de todas essas divagações, o veredito só poderia ser o de um ótimo conto. Parabéns.

    P.S.: Apenas para constar, não entendi os “00” que dividem os capítulos. Têm alguma explicação?

  15. Mariana
    11 de setembro de 2018

    É um conto perturbador, quase um terror. Narrativa ligeira, sem enrolação. Acredito que apenas o momento do assassinato e o pós poderiam ter sido alongados, dar um final mais palpável para a alien/alucinação. É um pouco complicado se conectar com o personagem principal, acredito que o autor não quis conquistar o leitor nesse aspecto – ele causa repulsa, não empatia. O que é interessante, já que a experiência literária não é feita apenas de momentos positivos. Um ótimo conto. Parabéns e boa sorte no desafio.

  16. Fheluany Nogueira
    10 de setembro de 2018

    Necrofilia, incesto e confusão mental? É terror mesmo. Narrativa bastante criativa, com certo caráter íntimista, boas construções sintáticas, linguagem poética, fluida.

    O texto é prova de como o cotidiano pode ser explorado. O autor mostrou capacidade de contar uma situação intensa com poucas palavras, sem deixar muitas sensações de lacunas,apesar de que o leitor não captar, ao certo, se a alienígena existiu de fato e com direito à virada. Gostei da cor azul que criou a oportunidade para que o cadáver fosse confundido com ela, pelo protagonista. O desfecho é inesperado e instigante. Mas… faltou mais sentimentos, os personagens ficaram rasos, não provocaram empatia.

    Parabéns pelo trabalho. Abraço.

  17. iolandinhapinheiro
    9 de setembro de 2018

    Olá! Gostei do seu conto. Bem escrito, rápido, honesto, fácil de ler e com um final surpreendente. Cheguei a ler a opinião dos outros comentaristas, mas antes de ler o que eles pensaram já havia concluído que desde o começo a alienígena e a irmã eram a mesma pessoa.

    Provavelmente a irmã dele morreu (morta por ele ou por causas naturais) e ele, sem saber lidar com o fato, criou uma fantasia na qual ela era uma alienígena com a qual poderia se relacionar. Morta, a irmã não era mais a chata intrometida e cobradora que em vida. Possivelmente ele sempre nutriu desejos pela irmã mas só conseguiu concretizá-los após a sua morte.

    Assim como ele criou a nave, as conversas, os passeios, as respostas corporais dela ao toque dele, mas concordo que há pano para outras interpretações. Gostei bastante.

    Agradeço pela leitura gostosa e desejo sorte no desafio

  18. Higor Benízio
    4 de setembro de 2018

    Tanta coisa para explorar, e nada é aprofundado para conectar o leitor. Os personagens são poucos, o que é um acerto, por isso mesmo deveria ter explorado-os bem mais. A irmã do cidadão, por exemplo, leva uma facada do nada,e eu, como leitor, nem liguei, justamente por faltar a construção dessa empatia. Isso também falta ao protagonista. Se ele é louco ou não, necrófilo ou não, preso ou não, pouco importa, porque nada nele é atraente, apesar da tentativa, comum clichê e por muitas vezes tediosa, de marginalizar a rotina. Enfim, salvam alguns trechos da narrativas, onde vemos boas construções, como: ” A noite parecia mais reconfortante porque trazia seus vazios com mais clareza. É claro que há sempre os sorrisos trocados nas mesas de bares que machucam com sua alegria injusta. Há sempre os braços dados que trazem memórias de coisas que poderiam ter sido. Há sempre uma felicidade inerente aos outros, mas impossível a nós. No entanto, há também a verdade que se revela ao escuro, nos becos sem nome e nas vielas sem rumo. Nas pessoas sem rosto. Nos olhos sem vida.” Excelente parágrafo.

  19. José Geraldo Gouvea (@jggouvea)
    4 de setembro de 2018

    O ponto alto desse conto é a linguagem. Melhor que a média. Acho que você forçou um pouco a barra ao fazê-lo matar a irmã, a cena teria rendido mais se você tivesse usado a visita da irmã para criar um conflito, em vez de matá-la assim tão simplesmente. Veja bem, eu não disse que a morte da irmã está errada na história, mas que ela não se justifica da maneira como foi narrada.

    O conto também funciona melhor se você deixar menos claro que a alien é apenas uma ilusão. Poderia haver algum indício material para confundir o leitor. Um objeto que o narrador associa à alien e que os demais personagem associam a outra coisa. O encontro da alien, se ocorresse em local fora da cidade, ficaria menos claramente como alucinação.

    Enfim, apesar de você escrever com beleza, a sua história tem várias pequenas arestas que não a deixam rolar redondinha.

    Mas eu gostei.

  20. Alessandro Diniz
    30 de agosto de 2018

    Oi, Terráqueo! Gostei do conto. Principalmente do clima de apatia pela rotina cotidiana humana a partir do segundo parágrafo. “Tomou minhas mãos e usou-as para apontar-me as estrelas.” Achei um pouco estranho quando imaginei a ET segurando as duas mãos do cara nas suas e apontando as estrelas a quatro mãos. Mas… Tudo bem. Gostei do final, mas me pareceu um pouco inverosímel, pois se ele foi capaz de matar a própria irmã num misto de loucura e paixão pela ET, certamente ele enlouqueceria completamente ao ser separado dela e sem saber o que fariam, caso a encontrassem. Seu português é ótimo. A escrita é simples e prende a atenção. parabéns! E boa sorte!

  21. Bruna Francielle
    29 de agosto de 2018

    TEMA: sim

    INTERESSE PELA HISTÓRIA alto

    PONTOS POSITIVOS: Narrativa rápida e objetiva, sem enrolação.
    Conto fácil de ler. É possível ler de uma vez só, sem se distrair com outras coisas.

    A resolução do conto a meu ver tem duas hipóteses. Ou a pessoa azul existia e era um et, ou era a irmã dele morta com quem ele tinha um “relacionamento” necrófilo. O final deixa a dúvida. Caso seja a primeira opção, é possível que quando os pms vieram revistar a casa, a et azul tivesse sumido. Na segunda opção, a et azul nunca existiu e era a irmã. O conto parece indicar ser a segunda hipótese a verdadeira.
    O fato de o leitor ter que pensar após ler as últimas linhas e questionar tudo que leu antes faz o leitor participar ativamente da história. Nem todos os contos oferecem isso.
    PONTOS NEGATIVOS:
    Confesso que não achei muito original o fim, dando a entender que o protagonista pudesse ser louco. Nesse mesmo certame há pelo menos mais um conto que apresenta uma premissa similar a essa, o que tirou um pouco a graça do final para mim.

  22. Evelyn Postali
    29 de agosto de 2018

    O final surpreendeu porque ficou aberto e deixou dúvida sobre tudo o que aconteceu. Ficou aquela sensação de conto de suspense e terror, então, a imagem do extraterrestre ou o que quer que tenha me levado a pensar nisso se dissipou por completo.
    A leitura foi sem percalços. Não percebi erros, a não ser por uma única palavra. Acho que é pele. Mas não me detive a corrigir qualquer coisa da estrutura das frases. Para mim, está tudo bem trabalhado e objetivo, embora a linguagem poética esteja presente em algumas passagens.
    Boa sorte no desafio. Abraços!

  23. Anderson Roberto do Rosario
    26 de agosto de 2018

    Olá, Terráqueo. Temos aqui um conto que pra mim passa longe do realismo fantástico e sim está mais próximo do sugerido pelo amigo Antonio Stegues, um psicótico descontente com ele mesmo e com a vida cotidiana, que odeia seu trabalho e o sistema capitalista, a forma como as pessoas interagem, enfim, nada o agrada. No seu anseio por um mundo diferente talvez tenha criado um só para si. Muitos paralelos nos remetem aos seus devaneios. Por exemplo, na cena em que a suposta alienígena se assusta com o raio e o trovão e ele explica para ela, me levou direto à parte em que ele (e só ele) avista aquele clarão no céu, quando a nave dela cai na terra e que ninguém mais vê, só ele. Também na parte em que ela tenta abrir a janela e ele não deixa, como se nos mostrasse sua aversão a ser visto, ele, não ela, pelas pessoas. A história foi construída, em minha opinião, em torno dessa perturbação de sua mente e nessa dissociação da realidade. Na parte da irmã, para mim, não fica claro o que acontece depois que ela sai do banheiro, nem porque ele a permite ir ao banheiro, sabendo que encontraria a alienígena lá. Seria friamente calculado o assassinato da irmã? Não sei. O final, pra mim é bem assustador. Espero estar eu perturbado da cabeça e estar viajando no que se refere a um suposto incesto. Pareceu que a morta, se exista, seja a alienígena e a irmã a assassina dela. Não dá para saber se a alienígena e a irmã sequer não sejam a mesma pessoa, ou ele tenha criado a imagem da alienígena baseado na figura da irmã o que também culminaria em um desejo incestuoso reprimido. O que eu sei é que a alienígena, real ou não, foi um refugio para a sua mente perturbada. Mas como o texto deixa muitas dúvidas, pelo menos pra mim, talvez seja o caso de uma releitura, mas por hora essa foi a impressão que me pasou. Parabéns e boa sorte no desafio.

  24. Rafael Penha
    26 de agosto de 2018

    Olá, Terráqueo

    Um conto bem desenvolvido, dinâmico, misterioso e com final dúbio. Quer coisa melhor?

    PONTOS POSITIVOS:
    Um enorme ponto positivo é a agilidade e dinâmica com que a história é contada. Sem palavras demais nem de menos. Direto ao ponto, mas profundo suficiente para conhecermos a mente do protagonista. O amor e a paranóia foram bem justificados e o final, aberto, dá margem para a mente voar. Ela era invisível a outros olhos? Ela existia apenas na imaginação do protagonista? Ela era maligna? Boas questões para se levar.

    PONTOS NEGATIVOS:
    Nenhum.

    Conto perfeito. Tudo na medida certíssima. Parabéns!!!

    Grande abraço.

  25. Pedro Paulo
    25 de agosto de 2018

    Antes de começar, esclarecerei alguns dos critérios a partir dos quais estarei avaliando, ainda que a nota não vá estar totalmente definida antes do desafio. Avaliarei o conto a partir do domínio da língua portuguesa, da estruturação da narrativa, da adequação ao tema e, enfim, mas não menos importante, da criatividade. Vê-se que são critérios interligados.

    Gostei muito do conto, é sucinto e desenvolve muito bem o protagonista ao contar uma simples história de amor. Denoto também que há muitas construções que merecem destaque de tão belas e certeiras que são, como as duas que constam no mesmo parágrafo “meu ato era humano demais para a vida daquelas pessoas” ou “cada um tinha sua própria solidão por companhia”. Ambos os trechos compõem muito bem a alienação solitária da protagonista, preparando a trama para a mudança que vem com a chegada da alienígena.

    Como tratou de situar o estado alheio da protagonista, fica mais palpável o efeito que a moça azul exerce sobre ele, dependente e receptiva de sua atenção e carinho, o que atribui sentido à sua vida. Ao mesmo tempo, consta presente a constante desconstrução do estranhamento entre os dois, dando lugar à relação que depois desenvolvem, então baseada também na paixão. Ao mesmo tempo em que discorreu sobre essa beleza, também soube escrever a respeito da paranoia homicida que o toma depois, quando assassina a própria irmã (embora tenha ficado claro que ambos não tinham uma relação próxima).

    O final, entregue rápida e surpreendentemente, eleva o conto a outras questões, pois é o primeiro momento em que ganhamos outra noção da alienígena que não lhe atribuem um caráter inocente ou desnorteado. Com a chegada dos agentes, vê-se pela primeira vez que talvez ela pudesse representar algum perigo. Desse modo, o conto encerra a história ao mesmo tempo em que nos traz outras perguntas: o que o azul exatamente representa, dado que um dos agentes denotou sua cor? Será que a paranoia assassina do protagonista teve a ver puramente com sua própria alienação à sociedade ou a alienígena teria exercido algum efeito sobre ele? Não são precisas respostas e essas dúvidas só dão mais profundidade ao conto. Parabéns!

  26. Caio Freitas
    24 de agosto de 2018

    Olá. Gostei da surpresa no final do conto. Realmente não era o que eu estava esperando. Também achei que você usou muito bem esse lance de cortar de uma cena para outra. Boa sorte!

  27. angst447
    24 de agosto de 2018

    Olá, autor, tudo bem?
    Acabei a leitura com aquela sensação quentinha de ter encontrado alguém da família. A cumplicidade apresentada entre as frases com carga poética e sensibilidade camuflada por um enredo que mescla o fantástico e o policial.
    Como me determinei a não procurar erros de revisão, não os encontrei. E duvido que encontraria qualquer engano que atrapalhasse essa viagem.
    O final me surpreendeu e adoro ser surpreendida. Parabéns!

  28. Antonio Stegues Batista
    24 de agosto de 2018

    O conto me parece mais uma história com tema psicose , alucinação de alguém que com a mente perturbada, vê o mundo de outra maneira,” pessoas de cascas vazias sem alma”, traduz bem o seu estado de espírito. Não deu para saber se o alienígena foi real ou apenas algo criado pela perturbação, senilidade e solidão do personagem. Algumas frases tem efeito outras não. Há uma redundância na frase que diz que a chuva cai do céu. De qualquer forma, está valendo. Boa sorte.

  29. Thiago Lopes
    24 de agosto de 2018

    Sou dos que não estão acostumados a ler no computador. A impressão que tenho é que essa mídia obriga que os textos sejam curtos para que mantenhamos nossa atenção. Isso é um desafio muito grande, pois nos obriga a sermos concisos. O grande desafio é falar muito com poucas palavras, esse deveria ser nosso caminho. Seu conto é curto e nele você deu o recado que gostaria de dar, na minha opinião o ar poético foi bem usado, os diálogos foram bons, e a leitura não cansou, o que permitiu ler mais uma vez inclusive. Espero ler mais contos seus no futuro, experimente escrever um conto sem essas divisões, sabe, num texto um bloco só para não ficar muito fragmentado, seria um exercício interessante, pois obriga um narrador que fale de algo panorâmico. Tenho tentado aprender a escrever contos na internet com dois grandes precursores – indico vivamente a leitura para os leitor do Entrecontos! – são Daniel Galera e André Takeda. Foram dois caras que escreviam contos em blogs no idos dos anos 90, 2000. Fizeram muito sucesso na época. Seus contos são curtos, vivos, intensos e couberam muito bem na internet.

  30. Wilson Barros
    24 de agosto de 2018

    O conto é cheio de frases poéticas, ou melhor, românticas, o que facilita a leitura para os adeptos da poesia. O conto, de forma diferente dos que li até agora, está mais para o estilo denominado “Realismo Fantástico”, que para ficção científica, e revela alta dose de criatividade. Lembrei-me muito de um conto de Oscar Wilde, “O filho da estrela”. Nota-se bem a influência de Garcia Máquez nas frases filosóficas e intimistas. E como na “Volta do Parafuso”, de Henry James, ficamos sem saber se tudo aconteceu mesmo ou se foi só a loucura. Muito bem elaborado, estilizado e conciso, parabéns.

  31. Sarah Nascimento
    23 de agosto de 2018

    Olá! Legal a sua história. Interessante ver esse romance e o desenvolvimento dele durante o tempo.
    Parece que foi algo breve e bonito.
    Gostei do fato da alien ter desaparecido bem quando foram investigar a casa dele.
    Acho que suas cenas são um pouco confusas, no início da história vemos um momento emocionante e cheio de significado. Depois o personagem principal acorda e é descrito como alguém que está velho e sozinho. Entendi que você quis partir do começo, antes dele conhecer o amor, mas do jeito que está escrito parece que ele chora no dia seguinte ao episódio descrito na primeira cena e não antes.
    O fato dele ter matado a irmã foi meio exagerado na minha opinião, mas quem sabe ele já estivesse louco de amor. Assim justificaria esse ato.
    Como já falei antes, a surpresa final ficou bem legal, parabéns.

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Informação

Publicado em 23 de agosto de 2018 por em Alienígenas.