EntreContos

Detox Literário.

Eduardo e Mônica (Amanda Gomes)

Ela passou do meu lado.

Oi, amor – eu lhe falei – você está tão sozinha.

Ela então sorriu pra mim.

Foi assim que a conheci, naquele dia junto ao mar as ondas vinham beijar a praia, o sol brilhava de tanta emoção, um rosto lindo como o verão.

E um beijo aconteceu.

Nos encontramos à noite, passeamos por aí, e num lugar escondido outro beijo lhe pedi. Lua de prata no céu, o brilho das estrelas no chão. Tenho certeza que não sonhava, a noite linda continuava, e a voz tão doce que me falava:

“O mundo pertence a nós”

Quem inventou o amor? Me explica por favor.

Da janela do meu quarto posso vê-la, conheço sua rotina de cor. Hoje está sozinha, ligou o som muito cedo e dança pelo apartamento. Seria tolice ter a certeza que o motivo de sua janela estar sempre aberta é para que eu pudesse vê-la? Quando ela se aproxima, olha pra mim e sorrir como está fazendo agora, é a melhor parte do meu dia.

Não dizemos uma palavra um ao outro. Aprendemos que quanto mais nos falamos mais seremos afastados. Aceno e viro-me para sair, quero ficar em casa, fazer qualquer coisa que me dê o mínimo de prazer, mas não pertenço a mim mesmo.

Tenho andado distraído, impaciente e indeciso. E ainda estou confuso só que agora é diferente, estou tão tranquilo e tão contente. Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo o mundo, que eu não precisava provar nada pra ninguém?

A vida é feita de escolhas, todo mundo é livre para fazê-las… bem, nem todo mundo.Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, todos os dias antes de dormir lembro e esqueço como foi o dia.

Minha rotina é a mesma, vou ao Café Rose, não é o meu preferido, mas é o do meu narrador. Ele decide onde devo ir, o que devo fazer e coisas banais como o meu cappuccino ter canela ou não. Odeio Canela.

– Bom dia, Rose. O de sempre por favor.

– Prontinho, sem canela. – ela pisca. Rose é legal, às vezes consegue burlar as decisões do narrador.

  – Quais os planos pra hoje?

  – Sem planos…

  – Então… vai ter um show…

  – Por favor, não termine! – imploro

  – Uma banda de rock muito boa, vamos? – ela ri.

– Droga, Rose. Odeio você!

– Vai ser divertido!

E assim resume-se minha vida.

Faço parte desse sistema desde sempre, cresci em meio a vários outros iguais a mim. Colocaram algo no meu cérebro, fui testado, aprovado e posto nesse mercado tão restrito e escondido quanto os pecados mais íntimos. Encaro as pessoas todos os dias em busca de reconhecimento, quem é a corda e quem é o manipulador? Não é difícil saber os iguais a mim, todos carregam no olhar aquela ausência de si mesmo. Não sabemos o que está além das fronteiras, se o mundo todo é como esse pequeno pedaço em que vivemos, não podemos partir sem permissão. Tudo o que sabemos é que precisamos ter cuidado com nossos pensamentos, com o que desejamos, porque tudo isso geram possibilidades, e a partir do momento em que elas se formam no sistema, ficamos à mercê deles.

Não sei quais sentimentos em mim são verdadeiros e quais foram fabricados. Às vezes, queria ser como os outros e rir das desgraças da vida, ou fingir estar sempre bem, ver a leveza das coisas com humor.

Às vezes queria ser apenas eu.

Chego em casa depois do show e vou direto olhar a janela de Mônica, que está fechada. Hoje ela não está sozinha. As luzes estão acesas e o som ligado. As sombras através das cortinas mostram várias silhuetas. Um tempo se passa e então a janela é aberta, um homem seminu aparece. Me encara com um sorrisinho de escárnio.

– Quer se juntar a nós, Avatar? que gosta tanto de olhar.

Mônica aparece atrás dele, está seminua e visivelmente bêbada e drogada. Meu coração aperta, durante os últimos anos o único desejo que tenho é saber quem é o seu narrador, acredito que nem mesmo o meu seria capaz de impedir-me de matá-lo. Ela lhe sussurra algo e ele a segura com brusquidão, beijando-a e apalpando-a. Mônica tenta se desvencilhar mas é contida com uma tapa no rosto.

– Não adianta me olhar com essa cara, vem aqui, mostre-me que pode ser um homem e não apenas um boneco castrado.

Mônica tem lágrimas nos olhos e um filete de sangue escorre dos seus lábios, não é isso que me machuca, é a esperança em seus olhos de que eu faça algo.

Ouço a gargalhada do homem quando me retiro. Não consigo olhar pra ela novamente.

O despertador me acorda, minha cabeça lateja, olho ao redor e boa parte da minha mobília está quebrada ou jogada pelo chão. As memórias da noite anterior voltam e sinto vontade de vomitar. Vou até a varanda, não resisto. Mônica está lá, encostada nas grades, enrolada em um roupão negro, seus cabelos estão bagunçados os olhos fundos e vermelhos.

Ela observa as crianças brincando na rua.

– Não se preocupe, parece cocaína mas é só tristeza. – ela diz sem olhar pra mim. – Muitos temores nascem do cansaço e da solidão, descompasso, desperdício. Herdeiros são agora da virtude que perdemos, há tempos tive um sonho. Não me lembro, não me lembro…

– Me perdoe digo.

Ela olha pra mim.

– Se lembra quando a gente chegou um dia acreditar, que tudo era pra sempre. Sem saber que o pra sempre, sempre acaba?

֍֍֍֍֍֍֍

Quem me dera ao menos uma vez acreditar por um instante em tudo que existe. E acreditar que o mundo é perfeito, e que todas as pessoas são felizes.

Dura apenas um minuto, as luzes piscam, a energia cede. Trinco os dentes e um forte zumbido no ouvido me deixa desnorteado. Meus olhos cegam, me desespero e sinto que vou cair, mas logo tudo volta a ser luz.

Estou parado em frente ao café, mas não entro. Eu não quero entrar…espero o comando e não vem. Rose aparece na porta assustada.

– Você está bem?

– Acho que sim…– digo ainda tonto.

Vamos entrar, não parece bem.

– Não – digo e surpreendo a nós dois. Um sorriso brota em meus lábios. Não quero entrar Rose, não vou.

Um burburinho começa a se formar na rua. Buzinas tocam, pessoas saem correndo, pessoas como eu.

– O sistema caiu. – ouço alguém gritar– Estou Off-line.

Meu coração para, não tenho dúvidas do que tenho que fazer, não escuto o que Rose grita pra mim, já estou correndo como nunca antes na vida.

Meus passos diminuem à medida que reconheço sua figura entre a multidão. Nos olhamos a cada passo, a respiração acelerada o suor escorrendo pelo rosto.

Paramos.

Não sei se o mundo pertence a nós, mas esse momento é só nosso. ela diz jogando-se em meus braços. Eu quero chorar, então choro, quero beijá-la, então a beijo.

Eu quero, eu posso eu faço.

Eu.

Nós.

Não sabemos quanto tempo de liberdade nos resta, no momento não importa, nos amamos e fazemos promessas que sabemos que não podemos cumprir.

Dois dias se passam, então três…uma semana. As notícias são escassas, ao que parece alguém invadiu o sistema do jogo e o danificou. Recebi um e-mail da corporação relembrando-me as regras. As fronteiras foram reforçadas, sabemos que estamos sendo vigiados. Mas isso não me assusta, o que causa frio em meu peito é Mônica.Todos os dias vejo o brilho dos seus olhos diminuírem, seu corpo ficar tenso, seu coração acelerar em momentos tranquilos.

– Veja o sol dessa manhã tão cinza, a tempestade que chega é da cor dos teus olhos castanhos.

Ela sorrir, mas o riso não chega aos olhos.

– Quando tudo está perdido sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido sempre existe uma luz. – sussurro-lhe.

Nunca me esqueci como era ser livre, Eduardo. Experimentei sensações, realizei sonhos. Roubaram minha vida, transformaram-me em algo que desprezo, não consigo olhar-me no espelho.

– O seu contrato logo vai expirar, talvez ele não renove, talvez uma pessoa melhor possa assumir…

– Acredita que pessoas boas jogam esse jogo? – ela questiona.

– Não, apenas quero ter fé que tudo vai mudar.

Então me abraça forte e diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo.

Temos nosso próprio tempo. Durma, feche os olhos e quando acordamos ainda teremos nosso próprio tempo.

Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas.

Será só imaginação? Será que nada vai acontecer? Será que é tudo isso em vão? Será que vamos conseguir vencer?

Hoje é o último dia, nos informaram que dentro de alguns minutos tudo será normalizado. Voltaremos para as nossas vidas de marionetes.

Observo Mônica na janela encarando o amanhecer. Abraço-a, ela suspira, os olhos fixos no nascer do sol que já aponta seus primeiros raios.

Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só. Por que esperar se podemos começar tudo de novo? Agora mesmo.

A humanidade é desumana, mas ainda temos chance. O sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer.

Até bem pouco tempo atrás poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem? Quem Eduardo?

Abraço-a mais forte quando sinto seu corpo tremer, suas lágrimas são as minhas, seu grito é o meu.

Tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor. Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só.

Com o sol como testemunha, ajoelho-me diante dela oferecendo-lhe um anel.

Eduardo…eu preciso te dizer…

Só temos o agora, não importa o que vai acontecer daqui por diante, nós tivemos nosso tempo, ninguém poderá nos roubar isso. Casa comigo?

– Não.






Meu celular está tocando pela décima vez, o narrador insiste que eu atenda.

– Alô

– Salve-a. – é a voz de Rose gritando. – Salve Mônica!

Do meu quarto ouço gritos do lado de fora. Pela primeira vez em dois meses a janela dela está aberta.

Estátuas e

cofres e

paredes pintadas


                     Ninguém sabe o que aconteceu.


Ela se jogou da janela do quinto andar.
Nada

é

fácil

de

entender…

֍֍֍֍֍֍֍

Nas paredes do seu quarto os rabiscos pintados eram como cartas que nunca chegaram ao seu remetente. Gritos silenciosos que não escutei a tempo.

 

“Meu filho vai ter nome de santo, quero o nome mais bonito”

“É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã, Porque se você parar para pensar
Na verdade não há”

“O infinito é realmente um dos deuses mais lindos”.

“Não me dê atenção, mas, obrigada por pensar em mim’’

“Vou te amar até depois do fim”

֍֍֍֍֍֍֍

Rose é minha narradora, ou era…não à vi desde aquele dia, enviou-me uma carta que ainda não li, nem sei se irei. Junto à ela um aparelho, mesmo nunca tendo o visto, reconheci. Num breve bilhete disse apenas:

“Me perdoe, você pode partir, conhecer o mundo, está tudo desbloqueado. É o mínimo que posso fazer por você… por ela”.

Nas minhas mãos está o controle da minha vida.

Eu choro.

Hoje à noite não tem luar, eu estou sem ela…Já não sei onde procurar, onde está meu amor?


֍֍֍֍֍֍֍

De tarde quero descansar, chegar até a praia e ver se o vento ainda está forte, e vai ser bom subir nas pedras. Sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar e o vento vai levando tudo embora

Aonde está você agora além de aqui dentro de mim?

Agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou. Vai ser difícil eu sem você porque você está comigo o tempo todo, e quando vejo o mar existe algo que diz que a vida continua e se entregar é uma bobagem.

Já que você não está aqui, o que posso fazer é cuidar de mim…

Quero ser feliz, ao menos, Lembrar que o plano era ficarmos bem.

Bem…

Nota do Autor: Peço desculpas a quem esse texto se tornar musicalmente incompreensível, mas não resisti em fazê-lo.

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42 comentários em “Eduardo e Mônica (Amanda Gomes)

  1. M. A. Thompson
    28 de abril de 2018

    Olá autor(a).

    As telas me lembram os antigos jogos de RPG para computador, da década de 1990 por aí. Mas a lembrança é dos bastidores do jogo, não do jogo em si. E essas telas, apesar da aparência de experimental, não casaram com a narrativa como talvez você pretendesse.

    Boa sorte no desafio!

  2. Amanda Dumani
    27 de abril de 2018

    Você fez uma boa colagem de músicas da Legião Urbana para construir uma história. Gostei do enredo criado. Não posso dizer que é inovador ou transcendental pois é aquilo, por mais que você tenha arranjado da sua forma, ainda são as mesmas histórias com as quais cresci. A forma não me surpreendeu tanto pois eu vi “Across the Universe”, um filme que faz exatamente a mesma coisa com músicas dos Beatles. Em algum momento me desliguei um pouco da trama. Acho que as músicas soando na minha cabeça me fizeram acelerar a leitura mais do que deveria.

  3. Matheus Pacheco
    27 de abril de 2018

    por mais que eu não goste muito de Legião Urbana (na verdade eu detesto) eu achei o conto muito criativo, as imagens foram “divertidamente” colocadas, e misturas com as letras da música cujo nome está no titulo…
    Gostei do texto mas não me chamou taannto assim…
    Bom conto, abração

  4. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de abril de 2018

    Esse conto tinha potencial para ser muito mais. Ele é lindo, com boas construções e o experimental salta aos olhos. Só acho que o trabalho precisa de uma boa lapidada, tanto nas frases quando nas revisões gramaticais.

    Em suma, é uma obra muito boa.

    Parabéns

  5. RenataRothstein
    27 de abril de 2018

    Oi, Renato!
    Como fã eterna de Legião Urbana achei ótima sua escolha. ..os trechos casaram perfeitamente com os cenários vividos pelos personagens Eduardo e Mônica, numa paisagem fictícia bem trabalhada.
    Vento no litoral encerrando o conto, foi ótimo, tudo.
    Parabéns e boa sorte!

  6. Rubem Cabral
    27 de abril de 2018

    Olá, Renato.

    Um bom conto: muito boa a ideia de narrar uma história de amor futurista tendo como pano de fundo as letras do Legião Urbana. Gostei das janelas com seus blocos de decisão, da manipulação da vida das pessoas e tudo mais.

    Contudo, penso que você exagerou um tanto no recorte de trechos de músicas, que nem sempre encaixaram bem à narrativa e ao contexto, soando como declamações um pouco artificiais. Se você rever um tanto tal excesso creio que terá um conto realmente excelente.

    Quanto à escrita, ela é boa, em linhas gerais, com alguns poucos acertos a fazer.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  7. Anderson Henrique
    27 de abril de 2018

    Quem diria que esta mistura iria dar liga, né? Renato Russo, Eduardo, Monica e tecnologia. Uma escolha difícil de casar, mas que foi bem feita. Confesso que me perdia durante a leitura e começava a cantar. Fugia em legião. Uma justa homenagem, um texto, sem dúvida, experimental.

  8. Daniel Reis
    26 de abril de 2018

    Trabalho de fã, sem dúvida. Legião e Renato Russo foram essenciais na minha formação, mas senti que o texto em questão transcendeu as citações e partiu para uma camada de comentários sobre a situação. Acho que a inteface DOS ajuda a narrativa, e resolve um problema que eu também tive: como mostrar as escolhas e possibilidades da história transcorrer? Não encontrei resposta. O autor, aqui, sim. Sucesso, boa sorte!

  9. Thata Pereira
    26 de abril de 2018

    Eu gostei das ideias que você teve aqui, mas separadas. Todas juntas me pareceu que você não conseguia se decidir pelo que fazer e misturou tudo em um conto só rsrs’ Explico:

    >> A ideia de usar as lestras da banda (que amo e muito me agradou ler em um conto) é FANTÁSTICA
    >> A ideia de colocar alguém em um jogo definindo as ações das pessoas é fantástica
    >> A ideia desse alguém ser um narrador é fantástica

    Mas acho que são ideias fantásticas separadas. Junto ficou parecendo, para mim, uma mistura de vontades, das quais o(a) autor(a) não queria abrir mão.

    O conto é muito gostoso de ler (claro, eu amo as letras da Legião), mas a mistura quebra esse encanto.

    Boa sorte!!

  10. Catarina Cunha
    25 de abril de 2018

    Frase chave de avatar: “Não é difícil saber os iguais a mim, todos carregam no olhar aquela ausência de si mesmo.”

    Minha geração viveu intensamente essas músicas e percebo que seu experimento foi fazer uma nova versão da história de “Eduardo e Mônica” usando pedaços de letras de músicas do “Legião Urbana. Fanfic de bom gosto.

    Não achei legal as citações não estarem entre aspas e sem os devidos créditos aos autores. Quem não conhece pode achar que foi você quem criou essas frases clássicas do rock brasileiro. Se tirar todas as citações fica muito pouco. Gostei do experimento e a grande sacada do personagem preso ao narrador. Ficou bonita e diferente a homenagem, mas faltou literatura propriamente dita por parte do autor.

    Entendi bem o texto, mas também não resisti, peço desculpas,.

  11. Luis Guilherme Banzi Florido
    25 de abril de 2018

    bom diaaaa, td bem por ai?

    gostei! mas tenho algumas ressalvas.

    vamos por partes: acho que seu conto sofreu de “excesso de experimentos”. deixe-me explicar: acho que você usou elementos de experimentação em excesso, especialmente as referências ao legião. não entendi muito bem a importância das citações para o enredo, sabe? não sei se fui claro, mas achei que ficou meio perdido no meio de um enredo muito bom.. claro que isso não tira o brilho do conto, é só uma observação.. e não entenda mal, eu gosto do legião, e gostei de pegar algumas referências ali, como o jeremias, por exemplo… só achei que realmente ficou meio deslocado.

    por outro lado, o enredo é bem bom… gostei muito da temática e da forma como você usou um recurso experimental das imagens de programação em meio ao conto, achei que caiu muito bem, especialmente a parte em que o enredo é trazido por uma sucessão de imagens com as decisões do controlador.

    gosto muito desse tema.. será que realmente somos seres livres, ou na verdade somos apenas personagens de um jogo? esse assunto me encanta.

    achei seu conto interessante, aproveitando bem esse tema.

    parabéns e boa sorte!

  12. Sabrina Dalbelo
    24 de abril de 2018

    Olá,

    Primeiro: não se desculpe, ficou muito legal e bastante compreensível. Homenagem é homenagem!
    Segundo: achei que as referências musicais a la Legião foram ótimas e o experimentalismo ter se focado na construção da vida dos personagens a depender dos créditos do narrador, como se fosse um poker online, foi uma ótima sacada.
    Autor(a), se ficou um pouquinho extenso e as gravuras acabaram incomodando a fluidez da leitura, isso pouquíssimo culminou em menos qualidade textual. E, afinal, estamos experimentando!
    As referências estão coerentes, encaixadas.
    Parabéns.

  13. Luís Amorim
    24 de abril de 2018

    Conto bonito em algumas partes mas demasiado extenso. Musicalmente não cheguei lá. Não conhecia Renato Russo mas agora já ouvi umas canções. Não gostei das caixas, umas 11, no meio do conto. Penso que há sempre maneira de fazer diferente, sem caixas, links ou códigos como tem aparecido por aqui. Experimental sim, mas poderia ser diferente e continuar como experimental.

  14. Rsollberg
    23 de abril de 2018

    Fala, Renato.

    Sem dúvidas um dos textos mais experimentais do desafio. Não bastasse a historia dos avatares, controlados pelos narradores em enquetes cruas, sem traços de sensibilidade, o autor ainda conseguiu contar tudo através das músicas do maior poeta do rock nacional (minha opinião) e toda essa letra cheia de significados Para mim, um aficionado pela banda, foi impossível não cantarolar as passagens a medida que o texto ia avançando. Aliás, ao ler esse conto, fiquei com a mesma sensação que tive quando vi “Across the Universe”.

    O protagonista foi bem explorado, certamente tem um “que” de Eduardo. Conseguimos sentir seu humor e suas angústias. Mônica também bebeu da mesma fonte pré-estabelecida pela música, ou seja, mesmo sem ser dito, já conseguimos enxergar sua personalidade.

    Contudo, devo ressaltar que, no meu modo de ver, faltou um pouco de maturação. Uma revisão mais apurada se faz necessária, bem como um cuidado com a confecção das frases, aliás, a mesma acuidade com que o autor conseguiu inserir as letras no contexto. Creio que se trata de uma obra que pode crescer muito, pois seu potencial é enorme. Quem sabe até um roteiro para um longa metragem?

    Por fim, parabéns pela homenagem criativa e original.
    Volte sempre!

  15. André Lima
    23 de abril de 2018

    A ideia é ousada. Vemos aqui uma grande homenagem a um ícone da música popular brasileira. Digo que é ousado, pois o autor correu um risco seríssimo aqui: a de ter o conto produzido por Renato Russo, e não por ele mesmo.

    Mas o autor foi habilidoso o suficiente para que o homenageado não se sobressaísse, não tivesse mais luz que a trama. As músicas foram bem utilizadas e encaixadas de maneira criativa, inclusive utilizando a música “Pais e Filhos” para um ponto de reviravolta da história (Suicídio).

    Porém, achei esquisita a ideia da programação de um jogo. Não entendi a razão para essa escolha… Fiquei achando que entenderia no momento final, mas nada justificou. Não que isso seja determinante para avaliar a qualidade do conto, mas fica uma interrogação.

    Um bom conto. Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio!

  16. Evandro Furtado
    23 de abril de 2018

    O texto é quase perfeito. Mesmo. Só perdeu o final perfeito. Devia terminado em “nada é fácil de entender”. Ali o autor tinha tudo. Uma puta história, uma narrativa extremamente cativante, e a inserção de trechos de músicas na medida certa. Tudo redondinho, amarrado. E aí vem o mal. O querer aumentar, o querer falar além da conta. Continua sendo um bom conto? Sim. Mas perdeu o outstanding.

  17. Andre Brizola
    21 de abril de 2018

    Salve, Renato!

    Sobre a parte experimental do conto, tenho que dizer que gostei bastante do paralelo do jogo com a vida dos personagens. A diminuição de opções “boas” vão sumindo conforme o “recurso” disponível diminui e diminui. Muito próximo da realidade, se me permite dizer. Mais e melhores opções estarão sempre disponíveis para quem tem mais dinheiro, seja no jogo, seja na vida.
    A justificativa no final, sobre a utilização das referências à música da Legião Urbana foi muito bem-vinda, embora não altere muito a minha percepção sobre o conto. Eu sou um desses que reconheceu muito pouco, pois a banda não faz parte do meu background, então acabei não percebendo muito do que o texto tem (ou deve ter) de atrativo. Vejo isso como um risco que você assumiu, pois precisa contar com que o leitor consiga fazer esse link, e nem todos poderão fazê-lo.
    No geral trata-se de um enredo razoavelmente simples, embalado por referências às letras da banda e a jogos de RPG eletrônicos. Um pouco mais de complexidade faria um bem danado aqui, no meu ponto de vista.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  18. Ana Carolina Machado
    21 de abril de 2018

    Oiiii. Muito bom, tanto a narrativa como a homenagem a legião urbana, eu li alguns trechos cantando, principalmente os de músicas que gostava quando era mais nova. A narrativa foi interessante porque trouxe até algumas reflexões, principalmente sobre o direito de escolha. Fiquei muito triste por causa do que aconteceu com a Mônica, principalmente por causa do final e de ela mesmo querendo não poder se casar com o Eduardo devido ao controle. A narrativa me lembrou um pouco de Westworld, porque os robôs que eram os anfitriões não tinham direito de escolher também, no fim eles meio que se revoltam, assim como acho que o Eduardo vai fazer, vai começar uma revolta junto com os outros iguais como ele. Parabéns pelo conto. Abraços.

  19. Jorge Santos
    21 de abril de 2018

    Obrigado pela preocupação, autor. Mas já tinha dado por ela de que estava perante um texto complexo, daqueles que levam tempo a descodificar. Há textos que mais parecem puzzles. O leitor tem de conseguir juntar as peças para perceber. Perfeito para quem gostar de puzzles, o que não é o meu caso. Posso encarar um texto como um desafio, mas o autor tem de colocar pistas para que se consiga seguir a linha narrativa. Creio que isso não foi conseguido neste texto, mesmo que estivesse bem escrito.

  20. Higor Benízio
    19 de abril de 2018

    Um quê de “O show de Truman”, bom conto. Gostei das homenagens que fez, e das colagens, o conto ficou bem agradável e passa rápido. Só tenho duas críticas, uma, é esse parágrafo: “Faço parte… à mercê deles”, eu tiraria ele daí, todo. O conto não vai perder nada, e vai ficar mais interessante. Outro ponto é “visivelmente bêbada e drogada”, como é uma pessoa VISIVELMENTE bêbada e drogada? No mais, trabalho bacana

  21. iolandinhapinheiro
    19 de abril de 2018

    Olá, autor!

    Seu texto me levou de volta aos anos oitenta, à menina que fui, aos shows que assisti. Obrigada. Nunca fui muito fã do Legião mas foi legal reconhecer os trechos das músicas deles entremeados na sua história.

    Também achei superbacana a consciência dos personagens de que eram movidos por narradores diversos. Realmente isso foi experimental e rompedor de paradigmas.

    Nem precisava colocar os painéis, li os primeiros e saltei os demais, achei dispensáveis.

    Vi um erro no início do conto, um “sorrir” no lugar de “sorri”, mas foi tudo.

    Um texto bem legal, parabéns.

  22. Bianca Machado
    18 de abril de 2018

    Olá, autor/autora. Não me sinto em condições de fazer comentários muito técnicos
    dessa vez. Então tentei passar as minhas impressões de leitura, da forma como senti assim que a terminei. Desde já, parabenizo por ter participado!

    Então, vamos ao que interessa!
    ————————————————
    .

    Eu, 9 anos, meu pai me apresenta a Eduardo e Mônica pra me ensinar a dançar. Acho que vem daí a descoberta de que eu podia dançar, rs. Mas só um ano depois,
    com a minha irmã de 15 anos, eu iria descobrir o Legião Urbana 2 inteirinho e dormir ouvindo “Quase Sem Querer”, “Tempo Perdido” e a minha preferida, “Andrea Doria”. Adorei essa mistura de música, Legião e Black Mirror, mas devo dizer que a estrutura pra mim foi meio que cansativa. Talvez um exagero no uso dos trechos das músicas? Acho bom dosar um pouco isso aí. No mais, curti muito, parabéns.

  23. jowilton
    16 de abril de 2018

    Kkkkkk muito bom. Difícil de não gostar. Achei bem criativo um jogo com personagens da música do Legião. Separar o Eduardo da Mônica é imperdoável, eles são que nem feijão com arroz. As frases completadas com trechos de músicas não me incomodaram em nada. Boa sorte no desafio.

  24. Paula Giannini
    14 de abril de 2018

    Olá autor(a),

    Tudo bem?

    Preciso dizer que li catando? Pois digo. Li cantando. Renato Russo é um dos grandes poetas da música brasileira. Em seu estilo, é o maior. Também gosto muito do Arnaldo Antunes. Mas Renato Russo é insuperável. A música dele dói, sobretudo Pais e Filhos.

    Agora vamos ao conto. rsrsrs

    A ideia de personagens vivos e manipuláveis é uma excelente premissa, não só no sentido ficcional, onde podemos pensar em nossas criações (no caso aqui nas das músicas), vivendo por ai manipuladas como que em um jogo, mas, e principalmente por estamos em um desafio experimental. Assim, podermos imaginar que, para o(a) autor(a) (em sua ficção o(a) jogador(a)) tem o livre arbítrio para aplicar alternativas múltiplas a fim de modificar o destino de seus protagonistas. Uma decisão tomada, implica em outras e estas, por sua vez, em outras mais. Cada decisão se torna, dessa forma, capaz de alterar completamente o rumo inicial das histórias. Assim é.

    Por este motivo, para mim, aqui, o trabalho funciona muito bem com o texto em si, mas, traz as imagens como um ótimo apêndice à criação, ilustrando, dessa forma, as tais possibilidades criativas de escrita e, no caso de sua trama, de jogo.

    Parabéns por sua criação.

    Sucesso no desafio.

    Beijos
    Paula Giannini

  25. Regina Ruth Rincon Caires
    12 de abril de 2018

    Texto lindamente construído. Há deslizes na escrita, nada que não pode ser consertado. Confesso que enquanto lia o seu conto “ouvindo” rock, cantei as rimas. Mescla de conforto e nostalgia. É claro que o conforto vinha da juventude dos meus filhos, que acompanhei lá pelos anos 80. Já a nostalgia brotava de antes, bem antes, dos anos 60. Que Elvis não me desminta! Assim é o seu texto. Prazeroso e melancólico. Uma rápida reflexão sobre escolhas, sobre tomar as rédeas da vida. Sensacional a chamada para a realidade que o autor faz quando intercala telas de computador com as anotações concernentes à narrativa, tudo casadinho. É um resgate do leitor para o planeta TERRA. Genial!

    Parabéns, Renato!

    Boa sorte no desafio!

    Abraços…

  26. angst447
    12 de abril de 2018

    Sou mais uma fã de Legião Urbana. Tinha LP e tudo. Foi a trilha sonora dos tempos de faculdade. Sim, sou dessas antigas e com muito orgulho posso afirmar que reconheci cada pedacinho das letras que você revelou aqui.
    Há alguns errinhos bobos que escaparam à revisão, mas nada que atrapalhe a leitura.
    Não sou chegada a jogos, avatares, etc. Mas no caso do seu conto, tudo se encaixou perfeitamente.
    A leitura fluiu que foi uma beleza. Gostei muito do seu experimento!

  27. Mariana
    11 de abril de 2018

    Eu comecei a ler esse conto com certa má vontade, confesso que não sou muito fã de Legião Urbana e acho Eduardo e Mônica uma música boba. No entanto, me deparei com uma história instigante, que me lembrou do livro Não me abandone jamais.
    A questão das escolhas, perdas, temos realmente o controle das nossas vidas? O jogo de computador deu um tom “muito black mirror” (não resisti hehehe). Pontos tão interessantes para mim que a utilização de trechos das músicas acabaram diminuindo. Não peça desculpas, autor, escreveste uma grata surpresa. Parabéns e boa sorte no desafio.

  28. José Américo de Moura
    11 de abril de 2018

    Li e reli esse conto,tentando entender a mensagem, me pareceu alguém conectado que se sente perdido com a queda do sistema. Uma história de amor que me empolgou em alguns momentos ,mas na maioria do tempo me senti perdido por não conseguir acompanhar essa história de Eduardo e Mônica, um Eduardo sonhador e uma Mônica drogada envolvida com um bandido. Não gostei muito, mas, parabéns e boa sorte.

  29. Rose Hahn
    10 de abril de 2018

    Caro Autor, alinhada com a proposta do desafio, estou “experimentando” uma forma diferente de tecer os comentários: concisa, objetiva, sem firulas, e seguindo os aspectos de avaliação de acordo com a técnica literária desenvolvida pelo meu conterrâneo, o Analista de Bagé, a técnica do “joelhaço”:

    . Escrita: Musical;
    . Enredo: Romance musicado com referências a uma das melhores bandas de todos os tempos.
    . Adequação ao tema: “…Se você parar pra pensar, na verdade não há”…ou há? Adequado.
    . Emoção: Saudades do tempo em que se fazia Rock no Brasil.
    . Criatividade: “Será só imaginação? Será que é tudo isso em vão?” Não foi em vão.

    Nota: “Rose é legal”. Obrigada. Vai ganhar uns acréscimos na nota por conta disso.

  30. Evelyn Postali
    9 de abril de 2018

    Eduardo e Mônica… Que lindo! Eu sou fã de Legião Urbana e Renato Russo é (porque para mim não morre nunca) um grande poeta da atualidade. Eu gostei das referências, mas em alguns momentos senti que o conto se arrasta. Então, uma revisão e uma enxugada nos excessos vai deixar esse conto muito daora. Quanto a ser experimental, acho que está ok, apesar de que você poderia tê-lo construído todo dentro de um código de linguagem basic, que foi ao que eu me remeti nos quadros. Eu fiz programação dentro dessa linguagem, então, acho que ficaria legal. Tipo…
    1 REM THERE’S GOLD IN THEM THERE SKYSCRAPERS FROM
    2 REM 34 MORE TESTED, READY TO RUN GAME PROGRAMS IN BASIC
    3 DIM A(500)
    4 REM SOME MODIFICATIONS WERE NEEDED FOR MBASIC, DONE BY PETER DASSOW
    5 GOSUB 700:PRINT:FOR X=1 TO 100: LET A(X)=0:NEXT X
    10 PRINT “GOLD IN THEM THERE SKYSCRAPERS”
    15 INPUT “ENTER 1 FOR INSTRUCTIONS OR 2 FOR GAME “;X
    20 IF X=1 THEN GOTO 450
    25 REM ** PUT DOORS IN ALL ROOMS
    30 FOR X=101 TO 500:LET A(X)=1:NEXT X
    35 REM ** REMOVE IMPOSSIBLE DOORS
    40 FOR X=391 TO 410: LET A(X)=0:NEXT X
    45 LET Y=201:FOR X= 1 TO 10
    50 LET A(Y)=0:LET Y=Y+10:NEXT X
    60 LET Y=110:FOR X=1 TO 10
    65 LET A(Y)=0:LET Y=Y+10:NEXT X
    70 REM ** REMOVE RANDOM DOORS
    75 LET Y=INT(RND(1)*5)+1
    80 FOR X=1 TO Y:LET Z=INT(RND(1)*400)+101
    90 LET A(Z)=0:NEXT X
    100 REM ** PLANT TRAP DOORS
    105 LET Y=INT(RND(1)*20)+1
    110 FOR X=1 TO Y:LET Z=INT(RND(1)*90)+11
    120 LET A(Z)=4:NEXT X
    122 LET Y=INT(RND(1)*40)+1:FOR X=1 TO Y
    123 LET Z=INT(RND(1)*100)+1
    124 LET A(Z)=5:NEXT X:LET S=5
    125 REM ** PLANT EXITS & GOLD
    130 FOR X=1 TO 3: LET Y=INT(RND(1)*10)+1
    135 LET A(Y)=3:NEXT X:LET A(1)=1
    140 LET X=INT(RND(1)*99)+2:LET A(X)=2
    150 REM ** SET GAME VARIABLES
    155 LET M=1: LET P=1:LET G=0
    160 LET E=3:LET U=10:LET D=-10
    170 LET R=1:LET L=-1
    180 LET H=X:REM REMEMBER THE GOLD ROOM
    200 PRINT “MOVE #”;M:LET M=M+1
    205 PRINT “YOU ARE IN ROOM #”;P
    210 LET X=A(P)
    215 IF X=2 THEN GOSUB 400
    220 IF X=3 THEN PRINT “THERE IS AN EXIT.”
    225 IF X=4 THEN GOTO 420
    227 IF X=5 THEN PRINT “THERE IS A SECRET PASSAGEWAY (COMMAND ‘SECRET’) ”
    230 PRINT “YOU CAN MOVE IN THE FOLLOWING DIRECTIONS — “;
    235 LET Y=P+100:IF A(Y)=1 THEN PRINT “RIGHT “;
    240 LET Y=P+200:IF A(Y)=1 THEN PRINT “LEFT “;
    245 LET Y=P+300:IF A(Y)=1 THEN PRINT “UP “;
    250 LET Y=P+400:IF A(Y)=1 THEN PRINT “DOWN “;
    255 PRINT: PRINT
    260 INPUT “YOUR MOVE “;Q$
    262 LET Q$=LEFT$(Q$,1)
    265 IF Q$=”E” OR Q$=”e” THEN GOTO 300
    270 IF Q$=”R” OR Q$=”r” THEN DIFF=R:GOTO 340
    275 IF Q$=”L” OR Q$=”l” THEN DIFF=L:GOTO 370
    280 IF Q$=”U” OR Q$=”u” THEN DIFF=U:GOTO 380
    285 IF Q$=”D” OR Q$=”d” THEN DIFF=D:GOTO 390
    287 IF Q$=”S” OR Q$=”s” THEN GOTO 600
    288 IF Q$=”?” THEN PRINT “TRY ROOM “;H:PRINT:GOTO 260
    290 PRINT “INVALID MOVE!”
    295 GOTO 200
    300 IF A(P)=E THEN GOTO 310
    305 GOTO 290
    310 PRINT “YOU HAVE JUST LEFT THE BUILDING WITH”;
    315 IF G=0 THEN PRINT “OUT”;
    320 PRINT ” THE GOLD.”
    325 LET M=M-1
    330 PRINT “IT TOOK YOU “;M;” MOVES.”
    335 END
    340 REM ** MOVE = RIGHT
    345 LET X=P+100
    350 IF A(X)=1 THEN GOTO 365
    355 PRINT “YOU JUST RAN INTO A WALL, CLOD!”
    360 GOTO 200
    365 LET P=P+DIFF:GOTO 200
    370 REM ** MOVE = LEFT
    375 LET X=P+200: GOTO 350
    380 REM ** MOVE = UP
    385 LET X=P+300: GOTO 350
    390 REM ** MOVE = DOWN
    395 LET X=P+400:GOTO 350
    400 PRINT “YOU JUST FOUND THE GOLD!”
    405 LET A(P)=0: LET G=L
    410 RETURN
    420 PRINT “TRAP DOOR!”
    425 LET P=P-10
    430 FOR X=1 TO 333:NEXT X: REM DELAY
    440 GOTO 200
    450 PRINT “YOU JUST HAVE TO FIND YOUR WAY WITHIN THAT BIG BUILDING.”
    460 PRINT “TRY TO FIND THE ROOM WITH THE GOLD, THEN EXIT”
    470 PRINT “THE BUILDING. TRY TO USE A MINIMAL NUMBER OF STEPS.”
    480 GOTO 15
    590 REM ** Secret Passageway Option
    600 IF A(P)=5 THEN GOTO 620
    610 GOTO 290
    620 GOSUB 700:LET P=INT(RND(1)*100)+1
    630 FOR X=1 TO 456: NEXT X
    640 GOTO 200
    700 FOR LINES=1 TO 24:PRINT:NEXT LINES
    710 RETURN
    SUB 700:LET kkkkkkkk Eu acho isso uma graça.
    Mas enfim… É um conto muito bom.

    • Regina Ruth Rincon Caires
      12 de abril de 2018

      Misericórdia…

  31. werneck2017
    8 de abril de 2018

    Olá, Eduardo!

    Que baita conto! E homenagem. Eu adorei cada linha. Acho que o texto merece uma revisão, corrigir alguns erros de concordância, gramaticais etc, mas o conto é muito bom. A ideia de que fazemos parte de um sistema (na música) se remete ao conto, sendo o escritor um manipulador, um ser que têm sobre seus personagens controle absoluto. Há quem diga o contrário, que personagens bem definidos assumem a narrativa e têm ações inesperadas, surpreendendo até mesmo seu criador. Na minha opinião, acontece um pouco dos sois quando escrevemos e criamos. A pegada da programação dá um toque atual ao contexto. Parabéns!

  32. Ricardo Gnecco Falco
    7 de abril de 2018

    PONTOS POSITIVOS = A homenagem/referência a uma das bandas de rock mais legais que este nosso país já teve! Sou fã do Legião e rememorar algumas de suas saudosas músicas surtiu um efeito muito positivo nesta experiência.

    PONTOS NEGATIVOS = Paradoxalmente, o excesso de referências (quem diria?) na história acabou por desviar e afastar o leitor (pelo menos este leitor aqui) da imersão na trama. Algumas falhas na revisão do texto também prejudicaram um pouquinho o resultado final do trabalho. As rimas também ‘soaram’ retumbantes demais. No rock(música), fica beeeeem legal; aqui, sobraram bastante. E, por último mas nem por isso menos importante, surge esta ‘nota final’ no texto… Bem, tenho que te dizer que não achei lá a melhor das ideias. Contudo, num Brasil onde “Que país é esse?” foi substituído por “Que tiro foi esse?”, só nos resta a música (boa!) como consolo, mesmo…

    IMPRESSÕES PESSOAIS = A ideia é boa. Eu mesmo, em meu trabalho neste Desafio, brinquei um pouquinho nas areias dessa praia dos avatares… Curti bastante o mote de seu trabalho, embora tenha achado que as incursões visuais (imagens) nem se mostraram assim tão fundamentais para passar a sua (muito boa) ideia. E a última das referências (Vento no Litoral) é, exatamente, uma de minhas músicas de fossa prediletas (acho que só perde para a “Everybody Hurts”, do R.E.M.)!

    SUGESTÕES PERTINENTES = Dar uma boa revisada no texto e, talvez, diminuir um pouco as referências nos nomes/sobrenomes das personagens, pois devido a grandiosidade da banda homenageada, este excesso não se faz necessário para o leitor realizar a ‘ligação’ das correspondências com a realidade. Mas gostei da experiência! Parabéns!

    Boa sorte no Desafio!

  33. Fheluany Nogueira
    5 de abril de 2018

    Sou fã da Legião Urbana e de Renato Russo. “Monte Castelo” é demais e trabalhei muito com a letra em sala de aula; através dela ia levando os alunos para Camões. Uma das músicas de maior sucesso da carreira do grupo é ‘Eduardo e Mônica’ que virou filme! Assim amei este texto-tributo que ironiza o mecanismo da sociedade, que se compõe como um jogo de videogame, tudo ao ritmo de um rock, mas o musical ficou meio lento e estendido… Os quadros ficaram bastante legais, deram certa originalidade ao texto. No conjunto, gostei e a trama ficou interessante. Parabéns pela participação. Abraço!

  34. Angelo Rodrigues
    5 de abril de 2018

    Caro Renato,

    Achei a ideia do conto legal. A pegada do desenvolvimento, confesso, achei amarrada.
    Tive a impressão de que seu texto, para se tornar “experimental”, ganhou aquelas lâminas de computador fazendo seus processos de escolha, rearranjado. Veja, estou no mundo das especulações… possivelmente enganado, mas falo do que me pareceu.
    Fiquei imaginando se, enxugando esses “excessos”, seu conto não fluiria melhor, contando uma história simples de um casal com suas idas e vindas, ainda que submetidas às escolhas de um narrador, dirigindo-o a algo mais cyber-punk e tal.
    Mas o que temos por agora é isso. Seu conto ficou assim como o temos aqui para avaliar.

    Boa sorte no desafio.

  35. Fernando Cyrino.
    5 de abril de 2018

    Olá, Eduardo. Conto-lhe que conheci Renato Russo e sua banda através dos meus filhos (veja o quanto o tempo já passou pra mim, não é?). Bem, ao tomar conhecimento dele me encantei enormemente e dizia “que poeta tremendo temos aí!”. E lhe digo também, Eduardo, que curti muito as suas canções, as suas poesias. Bonita esta sua homenagem em forma de jogo com esta metáfora tão atual de que todos somos parte de um “sistema”, de que todo mundo termina manipulado. Que temos um narrador (caramba, que terrível isto!) e esse “mecanismo” (olha o nome aí) é açambarcador de tudo e todos, é terrível eis que como a hidra de muitas cabeças que se regenera, ele continua vivo após ataques que se imaginavam mortais. Bacana ter trazido esta ideia. Ao mesmo tempo achei que você abusou na homenagem o que fez com que o texto ficasse morno, arrastado mesmo. O rock exige maior agilidade e não encontrei esta tocada no seu conto. Mas de repente, isto é opinião de alguém já passado da sua geração e que acabou ficando meio chato. Ah, também não gostei da nota final. Nota assim em conto não funciona, eu acho. Por último, acho que cabe uma revisão geral no seu texto, amigo. Grande abraço.

  36. Ana Maria Monteiro
    4 de abril de 2018

    Olá Renato. Primeiro li o conto de que gostei imenso. Depois li o primeiro comentário e fiquei assim: “Que raio de história é essa?”. O bom de não ser brasileira é que li o conto não fazendo ideia que aludia ao que quer que fosse. E, como disse, gostei. Já ouvi falar no tal Renato Russo, mas não conheço. Mas isso deve explicar a razão por que em alguns momentos achei as rimas “desencaixadas” (afinal era uma em outra camada). Então, o conto vale por si mesmo. Eu vi aí o controle das personagens por parte do escritor, dos avatares por parte dos jogadores, das pessoas por parte do criador? bem, nisso, felizmente não acredito.
    E quantas vezes nós, que escrevemos, não sufocamos os personagens que criamos? quem seriam eles se lhe pudéssemos dar vida? o que fariam? e por aí fora.
    A inclusão das imagens foi extremamente útil, deu corpo ao conto, contexto, experimentalismo.
    Gostei imenso. Parabéns. Ah, e já me esquecia: boa sorte no desafio.

  37. Paulo Luís Ferreira
    4 de abril de 2018

    Embora muito admire a obra do Renato russo, confesso não ser muito afeito ao estilo rock, entretanto o conto me pareceu bastante consistente naquilo em que ele se propôs, muito embora, como disse, não sou muito afeito à linguagem do rock, portanto divaguei em muito no enredo não o compreendendo em seu todo, visto em muito estar fundamentado nas letras musicais do Renato. Também não entendi muito bem a interferência dos quadros informáticos. Mas nem por tudo isso deixou de ser um trabalho que atendeu perfeitamente ao desafio.

  38. Priscila Pereira
    4 de abril de 2018

    Olá Renato,
    Que me desculpem os azedos de plantão, mas eu amei o seu texto!!
    Deve ter dado muito trabalho encaixar as músicas que fizeram muito sentido na trama. O conto é um musical, eu li cantando e fiquei encantada com sua imaginação. Pessoas sendo peças de um jogo ( por falar nisso, as imagens ficaram ótimas), amor proibido, controle da mente, tudo unido pela poesia das músicas. Um excelente trabalho! Experimental, com certeza e nada exagerado. Simplesmente perfeito!
    Parabéns e boa sorte!

  39. Cirineu
    4 de abril de 2018

    Achei a escrita bastante rudimentar, a estória arrastada é a narrativa enfandonha. Citações musicais exageradas em frequência e extensão. Em suma, não basta ser experimental, tem que ser bom e, realmente não me pareceu bom, mas longe de ser a verdade, essa é apenas a opinião de um leitor.

  40. Fabio Baptista
    3 de abril de 2018

    Uma ode à maior banda brasileira de todos os tempos (na minha opinião) que, dada a deterioração de todas as artes ano após ano, dificilmente será superada.

    Minha banda preferida à parte, o conto não me agradou. As intervenções musicais foram muito exageradas, aparecendo muitas vezes e com trechos enormes das letras, na maioria das vezes sem muita função dentro da trama.

    Há dois “sorrir” que não deveriam ter o r no final e tem um erro de concordância que não anotei. Tirando esses problemas técnicos de revisão, a escrita não traz atrativos estéticos, mas consegue se manter compreensível. Num dos trechos sem muita intervenção musical, onde Eduardo olha pela janela e vê Mônica drogada, o texto me prendeu bastante a atenção e me deixou curioso para saber o desenrolar da história. Isso é ótimo, é algo que valorizo bastante, pena que foi apenas um lampejo perdido em um mar de referências desnecessárias.

    A trama é interessante, tem uma pegada bem Black Mirror e as imagens do jogo ficaram bem legais, mostrando a dedicação do(a) autor(a) em apresentar um bom trabalho. Pena que o exagero na homenagem tenha atrapalhado.

    Abraço!

  41. Antonio Stegues Batista
    3 de abril de 2018

    Por coincidência, ontem assisti o filme 13° Andar, pela Netflix, a história se parece um pouco com esse conto. Gostei, é um boa ideia e as ilustrações ajudam o entendimento do enredo. Só achei que o inicio tem alguns problemas de frases, com palavras desconexas e as rimas, que, num conto, só aborrece a leitura. No mais tá legal! Boa sorte.

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Informação

Publicado às 3 de abril de 2018 por em Experimental e marcado .