EntreContos

Detox Literário.

sade fucks kafka in the hellhole _mp4 (Mariana Carolo)

shakira sexy hot video to fap_mp4

No chão, vestígios das sessões. Era o melhor lado do trabalho para Cleiton. Sempre que queria, se livrava das calças e mandava ver nas mulheres de pixels. Gemia alto e com gosto, suor e loção para bebê escorriam entre os seus dedos furiosos. Tudo na maior tranquilidade, graças a um acordo não-verbal com o Departamento. Realizava o que ninguém se dispunha a fazer e, em troca, usufruía o direito de se masturbar livremente no expediente.

 

slave leia cosplay masturbation video_mp4

Muitos não suportariam aquela função solitária, mas Cleiton não. Apreciava a ausência de carnes  o atrapalhando com bobagens. Além disso, aprendeu a amar cada componente daquela sala: a mesa informatizada com o monitor 4k fullHD, a poeira dos cantos, a alavanca e ela, a sua cadeira giratória. Companheira desde o primeiro dia, tinha a marca das suas nádegas gravadas tal qual um brasão de propriedade. Borbulhava de tesão com ele, era solidária nos momentos de tédio também.

O rapaz desejava um ar-condicionado para completar o time, mas esse era um sonho distante. Se aparecesse lá em cima, os chefes lembrariam dos relatórios que ele não entregava. Ou pior, irritariam-se com a sua fuça pálida e demitiriam todos os compulsivos do prédio: ele, aquela menina do RH que volta e meia vomitava, o Paulo e seus papelotes de cocaína… Enfim, lidava bem com o calor. Mas abrir mão da sagrada punheta? Jamais.

 

japen cosplay hot agent_mp4

Arrastar-se para casa era custoso, devido aos barulhos e cheiros das peixarias no caminho. Porém, o que realmente incomodava Cleiton era a internet que conseguia pagar para a sua residência. O sentimento de frustração o invadia cada vez que a velocidade da conexão reduzia e os peitos e bundas transformavam-se em quadradinhos brilhando no seu quarto de solteiro. Ou, pior ainda, quando estava chegando lá e o vídeo travava num rosto que parecia chorar ou sofrer uma crise de prisão de ventre. Como manter o tesão em alguém que está implorando para cagar? Nessas horas, o filho da dona Ermelina lamentava, recolhia o pau murcho e fritava ovos. Apetecia-lhe a proteína das gemas, que teimavam em escorrer pelos cantos da sua boca.

skinny boy fuck mother_mp4

E assim Cleiton seguia a vida de onanista. Sem riscos, sem ganhos. Povoada por encanadores que nunca alcançaria e por fêmeas que jamais comeria. Definitivamente não tinha nascido para ser o  rei das selvas. Era triste? Talvez. Mas, refletia ele com os seus botões de camisa, pior eram as moças correndo atrás de príncipes e que acabariam com personal trainers e Ubers, que as montariam sem deixar de escutar o jogo do Flamengo. Cada um, cada um… Acumulava oitocentos e quarenta e

Você está offline

A tela esvaziou-se. Um buraco escuro, profundo, palpável. Como um cu. Só que esse cu o abalou, tal qual uma barata envenenada pelo Detefon.

 

asian bitch shares two rock hard cocks in a threesome_mp4

Mexeu várias vezes no celular sem crédito. Pensou em aproveitar as fotos da prima Claudinha que enfeitavam a galeria do aparelho, mas não conseguiu. Sua mãe aparecia na maioria das imagens e, poxa, considerava a Dona Ermelina uma santa que não merecia esse tipo de sacanagem. Frustrado, Cleiton desejou ter o extinto jogo da cobrinha para passar o tempo.

 

cutie redhead enjoies anal _mp4

Ligou para o setor de TI. Atendeu o Samuel, o ruivo que colecionava facas, com o entusiasmo e respeito de sempre. Mandou ele ir para o inferno, disse que estavam resolvendo o problema no tempo deles e ordenou, aos risos guturais, que Cleiton sossegasse as mãos nervosas. Quando desligou, humilhado, imaginou-se cravando lâminas na bunda vermelha daquele imbecil.

 

whitegirl fucked by the boss_mp4

Decidiu mudar de postura, “não pense em crise, trabalhe”. Começou um dos inúmeros relatórios atrasados, abandonando-o na quarta folha. Passou a ligar e desligar o computador, motivado pela esperança obscura de que a repetição de comandos pudesse fazer a internet voltar. Realizou o processo trinta e seis vezes, o que não adiantou de nada.

 

white cops fucks latina in public for vandalizing the dumpster_mp4

FUCK THE POLICE!

FUCK THE POLICE!

FUCK THE POLICE!

O equilíbrio havia sido rompido, por isso empurrou a alavanca. Era pago para impedir que acontecesse, mas estava fora de si e não se pode esperar boas decisões de um homem quando não há internet no trabalho.

 

CLANCK

Um estouro, seguido de tremores e um clarão. Atordoado, Cleiton assistiu gigantescas bandeiras da Coreia do Norte desfraldarem-se no ar.

Ach’imŭn pinnara i kangsan
Ŭn’gŭme chawŏndo kadŭkhan
Samch’ŏlli arŭmdaun nae choguk
Panmannyŏn oraen ryŏksaë
Ch’allanhan munhwaro charanan
Sŭlgiron inminŭi i yŏnggwang
Momgwa mam ta pach’yŏ i Chosŏn
Kiri pattŭse

Paektusan kisangŭl ta anko
Kŭlloŭi chŏngsinŭn kittŭrŏ
Chilliro mungch’yŏjin ŏksen ttŭt
On segye apsŏ nagari
Sonnŭn him nododo naemirŏ
Inminŭi ttŭsŭro sŏn nara
Hanŏpsi puganghanŭn i Chosŏn
Kiri pinnaese

 

Na sua frente, o surgimento de um holograma. Ele. O Grande Líder que reconheceu dos jornais. Elegante em seu característico uniforme. Magnânimo, viril, um Deus. Segurando o seu acordeon com graça, sorrindo para mandar a mensagem de que o programa de lançamento fora ativado. Simultaneamente, em várias partes do mundo, potentes misseis eram lançados e explodiam como fogos de artifício nos céus.

Anúncios

59 comentários em “sade fucks kafka in the hellhole _mp4 (Mariana Carolo)

  1. M. A. Thompson
    27 de abril de 2018

    Olá autor(a).

    Acho que houve um desperdício aqui.

    A trama e os personagens renderiam uma história maior e muito boa.

    A sua tem partes ótimas e um final desastroso.

    Eu cheguei a pensar qual seria minha idiossincrasia caso trabalhasse nessa empresa/hospício? kkkkk

    Boa sorte no desafio.

  2. Bianca Machado
    27 de abril de 2018

    Olá, autor/autora. Não me sinto em condições de fazer comentários muito técnicos dessa vez. Então tentei passar as minhas impressões de leitura, da forma como senti assim que a terminei. Desde já, parabenizo por ter participado!

    Então, vamos ao que interessa!
    ————————————————

    Bem, desde a primeira vez em que vi o conto, torci o nariz, confesso. Ainda mais com essa referência à Coreia do Norte… Mas agora, fazendo a leitura com mais tranquilidade (ou melhor, sem poder escapar dela, o prazo está acabando, rssss), admito que curti essa doideira. Cleiton é uma boa personagem, que renderia outros textos tão loucos quanto esse, coisas no estilo das tirinhas do Angeli. O texto é experimental desde o título, rs.

  3. Ana Carolina Machado
    27 de abril de 2018

    Oiii. O conto é bem criativo e faz uma reflexão sobre vícios e sobre como as vezes conflitos começam por motivos pequenos, como no conto começou porque o cara ficou sem internet e puxou aquela alavanca. É um texto com alguns momentos surreais, como por exemplo esse dos misseis e da referência a Coreia que acho que tem como objetivo exatamente causar a sensação meio que de surpresa. Acho que poderia ter tido um trama um pouco mais complexa.Boa sorte no desafio.

  4. Amanda Dumani
    27 de abril de 2018

    Criativo, absurdo e bem escrito. Acabei lendo alguns comentários antes de fazer o meu próprio então vou levantar abordar um ponto específico. Vejo o conto de uma maneira muito mais ampla do que uma série de masturbação e frustrações relacionadas a isso. É essencialmente sobre vício, sobre o meu colega de trabalho que tem que sair religiosamente de 30 em 30 minutos para fumar e já me deixou na mão por causa disso. É extremamente louco pensar que a chave para uma guerra nuclear esteja na mão de um cara como Cleiton, mas até onde conhecemos as pessoas e até onde elas nos conhecem? Gostei demais. Muito adequado ao tema.

  5. Cirineu Pereira
    27 de abril de 2018

    Ainda que tendo o experimentalismo como requisito, um conto possui outros requisitos obrigatórios, entre eles uma boa trama, um conflito, enaltecidos pelo contexto, pelo protagonista, pelo narrador, pela narrativa em si e aqui nenhum destes aspectos pareceu-me forte o bastante. A narrativa não me incitou a sentir muita coisa pelo seu personagem Cleiton, nem mesmo desprezo. O experimentalismo, por sua vez, resumido a alusões a elementos externos, foi tão repetido nesse desafio que perdeu a graça. Esse tema, a pornografia virtual e sua clientela, renderia muito mais.

  6. Sabrina Dalbelo
    26 de abril de 2018

    Olá,
    Um conto experimental pelo teor nonsense que carrega.
    Esse personagem é um viciado em punheta que não tá nem aí, né… até que o mundo explode e ele está diante do líder malucão norte-coreano. Com isso, de um personagem sem necessariamente relevância social, o texto acaba no estopim de uma guerra mundial.
    Isso é, vamos de 8 a 80, em looping… pow!

    Interessante. E bem escrito.
    Um abraço

  7. Daniel Reis
    26 de abril de 2018

    Conto anárquico, com referências punk. Ainda que a narrativa tenha ficado linear, o conto tem um aspecto de inovação e experimentalismo. Só acho que o autor pesou a mão (com trocadilhos) em alguns momentos. trecho “Ach’imŭn pinnara i kangsan” eu não consegui traduzir… anyway, boa sorte!

  8. Priscila Pereira
    24 de abril de 2018

    Oi Autor (a),
    Conto maluco, muito bem escrito, um cotidiano misturado com sacanagem, frustração no trabalho que leva a uma catástrofe mundial.
    Só não gostei do pseudônimo…
    Boa sorte pra você!

  9. Amanda Gomez
    24 de abril de 2018

    Olá, Silas!

    Um texto que cumpre o seu proposito, experimental e cômico.

    Dos pequenos detalhes a gente encontra o diferencial do texto… esses videozinhos por exemplo, é só um linha mas com bastante significados no sentindo de identificação , o leitor sabe o que é, e pelo fato de combinar muito com a história e o personagem se encaixa como uma luva.

    Cleiton é um personagem caricato, nonsense…mas a gente tem aquela sensação que conhece alguém assim em algum lugar. A referências do King..não sei escrever o nome…do gordinho lá da Coréia ficou legal também… toda a crise de abstinência até o ápice da desgraça que ele causou foi muito bem feita.

    Não consegui fazer uma tradução daquele trecho…

    Parabéns, boa sorte no desafio!

  10. Andre Brizola
    21 de abril de 2018

    Salve, Silas!

    Interessante, bastante interessante. As coisas acontecem um tanto quanto rápidas aqui, mas não vejo isso tanto como um problema do texto em si. Mas ele desperta uma curiosidade sobre alguns pontos não ditos, o que acaba sendo um pouco frustrante no final das contas.
    De qualquer maneira, achei legal o desenvolvimento da coisa. Cleiton é um personagem bizarro, porque ao mesmo tempo que parece caricato, descreve muito bem algumas pessoas que conheço (e tenho certeza que todo mundo conhece alguém assim), que não tem o emprego de Cleiton, mas que se adequariam muito bem a ele. Ou seja, ele não só não é caricato, como descreve bem a realidade.
    Gostei muito do cataclísmico final norte-coreano. É o absurdo dos absurdos! Muito bom.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  11. Jorge Santos
    21 de abril de 2018

    É um conto estranho este. Eu, enquanto leitor, senti-me a coscuvilhar no histórico de navegação da internet de um adolescente, pelo menos na parte inicial. No final, senti que estava a ver um anime japonês. Pelo meio, a confusão foi muita. O conto está bem escrito, com bom humor e referências pornograficas. A adequação ao tema é feita pela estrutura, mas creio que as referências são tantas e tão díspares que o leitor se perde pelo meio.

  12. Rose Hahn
    20 de abril de 2018

    Caro Autor, alinhada com a proposta do desafio, estou “experimentando” uma forma diferente de tecer os comentários: concisa, objetiva, sem firulas, e seguindo os aspectos de avaliação de acordo com a técnica literária do “joelhaço” desenvolvida pelo meu conterrâneo, o Analista de Bagé:

    . Escrita: Bagual (tradução: porreta. Entendeu punheta, seu pervertido?);
    . Enredo: Masturbação, internet, cu e o doido da Coreia da Norte. kkkk.
    . Adequação ao tema: Lacrou.
    . Emoção: Em Detefon. Sim, eu sou do tempo do Detefon.
    . Criatividade: Orgasmos múltiplos.

    . Nota: Putz, não poderei publicá-la. Fiquei offline.

  13. Gustavo Aquino Dos Reis
    20 de abril de 2018

    Olha, é um conto genuinamente divertido. Bem escrito, cadenciado e com um ritmo fluído.

    O enredo é absurdo, uma aventura com mais um servo de Onã.
    Eu adorei a qualidade da escrita, cada descrição, cada palavra. Mas a história, pelo menos para mim, deixou a desejar um pouco. É o absurdo pelo absurdo que termina com outro absurdo.

    De todo modo, parabéns!!!

  14. José Américo de Moura
    16 de abril de 2018

    Não sei se é pelo cono que acabo de ler mas estou enjoado, meu estomago não aceitou muito bem esse conto. Na verdade não gostei nem um pouquinho desse negócio de masturbação em série.

    abraços e boa sorte

    • Silas
      17 de abril de 2018

      Sembobagens agora:

      Sinto muito que o senhor tenha se enjoado, de verdade. É sim, é um texto incômodo, sobre questões que como foi colocado em outro comentário “de foro tão íntimo”. Mas, bem, a literatura não trabalha apenas com grandes temas ou serve somente o belo. Não pretendi fazer uma ode ao ato de se masturbar ou qualquer coisa do tipo. Na verdade, como outro comentário apontou, trato aqui de questões bem sérias. Dentre elas, as gerações que educam-se sexualmente consumindo pornografia. Isso é uma questão séria e importante, já que crescemos com padrões irreais relacionados ao sexo e com a ideia de que mulheres são objetos. Logo, falar e pensar o papel da pornografia hoje se faz importante. Essa foi a principal motivação para o texto.

      Mais uma vez, peço desculpas se feri a sua sensibilidade. Um cordial abraço ao senhor

  15. angst447
    16 de abril de 2018

    Demorei a ler este conto porque associei a imagem à ficção científica. Então, esperava encontrar algo relacionado a robôs e afins.
    O texto narra a vida de um ser declarado compulsivo, viciado no prazer solitário, isolado no trabalho e na vida pessoal. O protagonista nos leva a pensar no quanto nos tornamos dependentes da internet e das relações virtuais.
    O conto, muito bem elaborado e sem falhas perceptíveis, finaliza com a atitude se-não-posso-gozar-foda-se-o-mundo, o que pode estar acontecendo agora mesmo , já que o poder de destruição está nas mãos de líderes (punheteiros?) como Trump e Kim Jong-un.
    Narrativa divertida, criativa, mas nem tão absurda quanto parece à primeira vista. Boa sorte!
    P.S.: E a prima Claudinha, hein?

  16. Thata Pereira
    16 de abril de 2018

    O que eu mais gostei de ler nesse conto foi a atenção a certos detalhes cotidianos que muitas vezes passam desapercebidos por escritores. Um desses detalhes, por exemplo, é “Passou a ligar e desligar o computador, motivado pela esperança obscura de que a repetição de comandos pudesse fazer a internet voltar.”, quem nunca fez isso que atire a primeira pedra rsrs’

    A história é muito boa e a escrita melhor ainda, porque o humor aqui não é forçado e de tão natural não nos força a dar gargalhadas, mas a continuar a leitura de forma agradável. Gosto assim. Confesso que as frases _mp4 me deixaram um pouco perdida, no sentido de ficar pensando o que era real e o que era imaginário.

    Coreia do Norte, será que é um conto da Bia? rsrs’ Mas acho que ela não ia deixar isso tão evidente assim.

    Boa sorte!!

  17. Renata Afonso
    15 de abril de 2018

    Oi, Silas Malafaia,
    tudo bem?
    olha, não consigo parar de rir aqui com todo o absurdo da situação rsrsrs.
    cara, que #oda esse conto, experimental total, vc aliou muito bem a crítica ao desespero nosso pela internet, alguns (talvez muitos kkk) pela mesma razão de Cleiton, outros por questões de trabalho, comunicação com amigos e parentes, ou mesmo pra procurar no Google qto tempo leva pra grama crescer, no inverno, e no verão.
    Olha….essa do destino do mundo estar literalmente nas mãos do punhetex foi demais, demais, rindo litros…meus parabéns e boa sorte!!

  18. Luís Amorim
    14 de abril de 2018

    Um conto experimental que pisca o olho ao absurdo, fazendo uma espécie de ode à internet. Hoje em dia muita gente não vive sem internet e penso que o autor foi buscar aí a sua inspiração.
    Abusa em termos de linguagem do calão sexual, o que pode estar adequado com o conto mas é um meio que eu não aprecio particularmente em termos de escrita.

  19. rsollberg
    13 de abril de 2018

    Ah, preciso dizer que o Título do conto também é foda!!!

  20. rsollberg
    13 de abril de 2018

    Fala, Silas Mala

    Cara, seu conto é uma loucura divertidissima.
    A forma e o conteúdo são experimentais, que não podemos confundir com o absurdo ou nonsense. A história é ótima, pois mostra bem o comportamento de um adicto e, ainda que de forma subliminar, faz uma critica aos nosso comportamento gregário falso individual moderno. Bolhas interligadas. As vezes grandes cagadas acontecem por causa de um comportamento individual, mas dificilmente esse comportamento pode ser separado de um problema social maior, ou seja, inevitavelmente existe uma responsabilidade solidária. Ou seja, Ruivo filho-da-puta!

    A escrita é agil, bem humorada, com belas sacadas: “tinha a marca das suas nádegas gravadas tal qual um brasão de propriedade.”

    Isso é muito Skylab, é lindo “A tela esvaziou-se. Um buraco escuro, profundo, palpável. Como um cu. Só que esse cu o abalou, tal qual uma barata envenenada pelo Detefon.”

    Obs: Confesso que poderia sugerir vários outros títulos para esses links!

    Parabéns, pro alto e avante!

  21. Pedro Paulo
    12 de abril de 2018

    Ri bastante com o seu conto, Silas! Das descrições à progressão do enredo, tudo é feito com uma agilidade invejável, sua escrita servindo à leveza do texto, tal como ao caráter escrachado, com palavras bem escolhidas para descreverem a putaria sem apelar. O que mais me agradou no conto foi o humor absurdo que se apresenta na própria constituição do cenário da empresa, com a menina que vomita, o viciado em cocaína e o ruivo colecionador de facas, tudo bizarro, no cenário e na progressão do enredo, com a alavanca capaz de provocar o fim do mundo. Além disso, temos a orientação da história por seções intituladas com os nomes dos vídeos que o protagonista assiste. Em seu formato e em seu conteúdo (e veja bem, não levo muito em conta o conteúdo), é um conto que se adequa ao tema sem deixar de nos trazer uma história bem-humorada. Parabéns!

  22. Anderson Henrique
    11 de abril de 2018

    O pastor ficou maluco e liberou a sexnet pra putada que pagar o dízimo. Aleluia! Se tem trombeta do apocalipse, tem punheta do armagedom também. Experimental, sem exageros. O texto flui, besuntado em lubrificante. E tem oral? Tem oral! Uma ode aos 4 punheteiros do apocalipse. Parabéns, só não aperto sua mão. Abs!

  23. iolandinhapinheiro
    11 de abril de 2018

    Olá, Pastor!

    Parece uma banalidade, mas uma punheta frustrada acabou iniciando o fim do mundo. Santa imaginação, Bátima! Achei bem inteligente o seu conto, além de ter uma fluidez invejável por todo o texto, até agora o mais divertido do desafio.

    Gostei muito.Seu personagem é cativante e situei o conto num momento em que a internet ainda dava estas travadas, porque hoje em dia existem pacotes de dados baratos o suficiente para que o Cleiton possa pagar, rs

    Mas que sujeito viciado! E quanta responsabilidade é deixada com ele? Essa parte ficou meio difícil de engolir, mas só assim o final teria sentido, né parça?

    Gostei bastante. um conto gostoso e descontraído e imagino que o autor deve ser uma pessoa bem simpática.

    Não vi problemas gramaticais e nem estou ligando se não foi exatamente experimental.

    Um abraço e sorte no desafio.

  24. Catarina Cunha
    10 de abril de 2018

    Frase do caralho:
    “O sentimento de frustração o invadia cada vez que a velocidade da conexão reduzia e os peitos e bundas transformavam-se em quadradinhos brilhando no seu quarto de solteiro. “
    Os nomes dos filminhos em mp4 são impagáveis, sendo o título imbatível. Rsrsrs… Em matéria de experimento podemos dizer que houve ousadia. Gostei da batida cibernética e da baixaria trash. No entanto acho que o texto merece ser mais trabalhado, enxugando aqui e ali e intensificando o clímax.

  25. Luis Guilherme Banzi Florido
    8 de abril de 2018

    Boa taaarde! Td bem por ai?

    Gostei! Achei o texto criativo e bem humorado! Achei um tanto simbolico, tbm! Ngm queria cuidar da alavanca das ogivas, entao sobra pro maluco taradao. Achei bastante significativo isso! Hahahaha

    Só tenho duvidas quanto ao grau de experimentalismo, achei mais maluco que experimental. Mas nao vou ficar me atendo a isso.

    A parte mais simbolica pra mim foi a respomsabilidade por algo que pode destruir a humanidade repousar sobre maos instaveis, que por caprixos da propria insanidade (no caso, a abstinencia de masturbaçao) pudesse resultar no fim da humanidade. Afinal, trump x o coreano la, convenhamos que nosso destino nao ta em maos muito sensatas, ne?

    Enfim, bom trabalho. Achei divertido e criativo.

  26. werneck2017
    3 de abril de 2018

    Olá,

    O texto traz uma informalidade que o torna de fácil leitura, com humor que remete a reflexões a respeito do mundo em que vivemos. Apesar de certo elemento surreal, a narrativa é crível e as consequências do uso da internet remete mesmo a considerações. Gostei do contexto atual, do enredo, do personagem. Bom trabalho!

  27. S Ferrari
    2 de abril de 2018

    Este conto foi o primeiro que li. Reli e continuo com a primeira impressão: Chiclete com Banana em sua fase mais maluca. Só faltaram uns desenhos do Angeli e podia publicar. Conto Pós-humano que esqueceu de situar o papel higiênico.

    • Silas Malafaia
      2 de abril de 2018

      Aleluia, irmão! Assim você emociona o Pastor… Obviamente, tal elogio não o libera do dízimo.

  28. Rubem Cabral
    1 de abril de 2018

    Olá, Silas.

    Então, achei o conto divertido. Não o achei muito experimental, é basicamente um conto que namora com o absurdo, o surreal.

    O texto é bem escrito, o personagem onanista é simpático e o fato dele ser o “guardião” das ogivas atômicas deu o toque de doidice que caracterizou o conto. Eu notei alguns arquivos mp4 com erros de inglês, mas imagino que possa ter sido proposital.

    Abraços e boa sorte no desafio!

  29. Ana Maria Monteiro
    1 de abril de 2018

    Olá, Silas. Pois é, estamos quase todos (cada um por seus pequenos vícios e manias próprias) nesse ponto. E se a internet acaba? às vezes dou por mim a imaginar um apagão global da internet, uma hora bastaria: seria o caos absoluto, inimaginável, o colapsar das bolsas, os acidentes por todo o lado, fortunas destruídas sem dar tempo a que outras ocupassem o seu lugar, como sempre sucede. O seu personagem é engraçado e confesso que lhe sucedeu algo muito semelhante do que já me tem acontecido: a internet tem uma avaria, e agora? que faço? ele lá se decidiu a deitar mão aos relatórios em atraso e eu lá aproveito para limpar o pó, ou o chão, ou qualquer outra urgência há muito relegada para segundo plano. 🙂 Achei bastante pertinente a escolha da Coreia, faz todo o sentido numa altura como a presente em que a ameaça de “carregar no botão” toma forma a um ritmo assustador num carro aparentemente desgovernado, como parece ser a política internacional deste nosso mundo, e conduzido por três loucos megalómanos em que o Coreano é provavelmente o mais capaz de tomar essa iniciativa – embora o Trump não espante nada (mas haveria tempo para o espanto?) e o Putin também nem por isso.
    Um bom conto, bem disposto, que usa da existência de pornografia literal, para servir no final a verdadeira pornografia em que estamos mergulhados.
    Experimental? relativamente pouco, mas q.b.. Parabéns e boa sorte no desafio.

  30. Paula Giannini
    28 de março de 2018

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Escrever com tanta naturalidade é um dom. O natural, por vezes, na literatura, pode soar como arte menor, o que aqui, obviamente, não é o caso.

    O texto é muito bem conduzido e leva o leitor com ele, convidando-o a espiar um pedaço da vida desse homem comum que, de tão comum, torna-se quase um anti-herói (ou efetivamente se torna um, visto o final trágico). Em seu cotidiano, e na falta do que fazer, o homem busca o jogo, o sexo, o prazer solitário que o desliga de todo o resto. Do mundo, das responsabilidades no trabalho, do contato real com alguém real.

    Interessante, pois li seu texto em um momento em que, me mudando de casa, estou apanhando do serviço de internet que não vem instalar nunca… Então, tirando a parte do sexo virtual, me identifiquei muito com o desespero do personagem quando sua internet cai. rsrsrs

    O final, digno daquilo que se poderia esperar de um bom conto, surpreende, agarra o leitor e, mais que isso, se é que não exagero, leva o leitor à reflexão. Até onde o vício pode levar um homem? Até onde? Quase em um efeito borboleta, cada uma de nossas ações sofre com reações. No caso de sua trama, terríveis consequências para ele e toda a humanidade. Um final tragicômico, já que o distanciamento permitido pelo absurdo homenageando Kafka, nos permite rir de uma bomba nuclear. Literatura não é vida real (ufa).

    O título é perfeito, levando Sades ao universo de Kafka, valendo ainda o trocadilho para o buraco do inferno.

    Parabéns por seu trabalho.

    Uma obra divertidamente amarrada.

    Sorte no desafio.

    Beijos
    Paula Giannini

  31. Ricardo Gnecco Falco
    23 de março de 2018

    PONTOS POSITIVOS = A informalidade do texto. Mesmo a história acontecendo (como descobrimos no final) do outro lado do mundo, em uma cultura cujo imaginário popular é exatamente o oposto do apresentado pelo autor, acabamos a leitura e ficamos a imaginar a cena do Armagedom de homens X homens. E sem vaselina… Achei criativo.

    PONTOS NEGATIVOS = A falta de uma ousadia experimental ainda maior, que saísse do espaço textual e avançasse, como um míssil, por outros formatos.

    IMPRESÕES PESSOAIS = Um trabalho que surpreende pela aparente despretensiosidade, com um final bem digno de um conto; ou seja, arrebatador.

    SUGESTÕES PERTINENTES = Um desenvolvimento um cadinho mais atencioso para com as características das personagens (o punheteiro, o cara do TI etc.), aprofundando um pouco mais o psicológicos das mesmas.

    Boa sorte no Desafio!

  32. Fabio Baptista
    23 de março de 2018

    O texto é bem descompromissado (espero não deixar mais ninguém bravo comigo por causa dessa palavra, mas juro que não falo isso de modo pejorativo) e extremamente divertido. Não foi dos mais experimentais dentro do meu conceito, a única inovação é intercalar com esses nomes em inglês_mp4, que eu não faço a menor ideia do que sejam…

    Mas me arrancou algumas boas risadas e tá valendo.

    O final me deixou meio perdido. Na primeira leitura, pensei que ele havia lançado mísseis virtuais, mas agora fiquei com impressão de que eram mísseis de verdade. Sei que estou cobrando verossimilhança de um texto claramente pautado na galhofa, mas essa confusão acabou não ficando legal. Faria mais sentido (eu acho) que ele fosse coreano… daí não chamaria Cleiton…

    Mas gostei! Divertido.

    – Enfim, lidava bem com o calor. Mas abrir mão da sagrada punheta?
    >>> acho que essa ideia faria mais sentido se fosse “não lidava”

    – e não se pode esperar boas decisões de um homem quando não há internet no trabalho
    >>> kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Abraço!

    • Silas Malafaia
      23 de março de 2018

      Aleluia, irmão!

      Se temos tantos Washingtons, Bryans e Kellys, quem garante que Cleiton não é coreano? Mesmo na Coreia do Norte, talvez sua mãe Ermelina tenha se mudado para lá e o rapaz seja um coreano da gema.

      Falando sério, agora: eu não pensei em uma nacionalidade particular. O pastor sendo sincero, escolhi o nome Cleiton por me lembrar Cthulhu.

      Sobre a questão do calor, ele preferia passar calor do que lidar com os chefes e pedir um ar, perdendo os benefícios do trabalho. Mas cabe uma reescrita.

  33. Evelyn Postali
    21 de março de 2018

    Eu fiquei pensando sobre as questões virtuais em nossa vida, sobre o sexto com outro, sobre o sexo sem o outro… No fim nas contas, somos mesmo muito estranhos como criaturas e extremamente solitários. Alguns lidam bem com a solidão de ser. Outros lidam melhor com a solidão de estar. Cada um na sua e todos no mesmo barco tentando se virar da melhor maneira possível porque o fim é um só, e não se sabe até que tudo vai funcionar. Porque é inevitável. Se eu fosse falar mais do seu conto, falava não apenas da solidão em si, falava também da pornografia como um marco na nossa contemporaneidade, de como a grande maioria das imagens que vendem alguma coisa nos prostituem, nos compram, nos enganam pelo apelo. Tudo gira em torno da sedução. Até mesmo a guerra, até mesmo as coisas mais improváveis. É um ótimo conto.

  34. Fernando Cyrino.
    20 de março de 2018

    Ola, Silas Malafaia, aleluia, irmão. Caramba que o pastor está doido, falando e escrevendo bobagens. Vai ser experimental assim lá no Templo de Salomão. Caramba, meu Pastor, que história mais maluca é essa que você me traz? Esse Claiton e seu onanismo desvairado enquanto o baixinho da Coreia do Norte busca assustar o mundo. Tive que me esforçar para entender o que você colocou. Depois de um certo tempo vi que se tratava do hino da Coreia do Norte em caracteres romanizados. O que mais falar? Achei que está tudo muito doido demais e que a história precisava, pelo menos pra mim, estar um tanto mais amarrada. Grande abraço.

    • Silas Malafaia
      20 de março de 2018

      Aleluia, irmão!

      O pastor está maluco, só não rasga dinheiro.

      Um abraço bíblico

  35. Jowilton Amaral da Costa
    20 de março de 2018

    Muito bom. kkkkkkkkk e o mundão vai acabar por conta de um punheteiro frustrado. huahuahuahua. A leitura flui que é uma beleza. O final surpreende, ninguém poderia imaginar onde trabalhava o mão nervosa. Técnica muito boa, criatividade alta. Boa sorte no desafio.

  36. Higor Benízio
    16 de março de 2018

    É um texto divertido de se ler, desleixado, com essa maluquice aí da Coréia do Norte, sabe-se lá por quê… Mas, como diria um antigo amigo de família “Não me emociona mais, campeão!”. Boa sorte

  37. Evandro Furtado
    16 de março de 2018

    O experimentalismo está aí, e tão bem aplicado que a gente fica com curiosidade de saber o que vai acontecer a seguir.
    O problema, no entanto, é o enredo, que não se explica muito bem, não se justifica. Qual a conexão com a Coreia do Norte? Há talvez uma ligação nisso tudo, mas realmente não consegui fazê-la. Ainda assim, gostei o suficiente.
    A narrativa é consistente, sem problemas.

    • Silas Malafaia
      16 de março de 2018

      A única conexão é a aleatoriedade que move o mundo. Aleluia, irmão!

  38. Regina Ruth Rincon Caires
    13 de março de 2018

    É um conto bem escrito, com total domínio de linguagem. Traz humor, um falar picante. Acho interessante a naturalidade com que o autor consegue lidar com o descrever de situações e sensações vividas, costumeiramente, de modo tão reservado. Viver tem disso. Há um mundo de emoções intensas e que pertence a um ambiente circunspecto, particular. Admiro quem escreve e tem a capacidade de falar tão livremente sobre estes temas! E mais! Ouvi o hino da Coreia do Norte! Inteirinho (apesar de não gostar nem um pouco do “homem foguete”). Desafio literário como há no EC é uma verdadeira escola. Aqui você aprende coisa que nunca imaginaria conhecer.

    Enfim, Silas Malafaia, o seu texto é muito bom, e é EXPERIMENTAL!

    Parabéns, boa sorte!

    Abraços…

  39. Antonio Stegues Batista
    13 de março de 2018

    Parece que o cara gostava do trabalho, até levava para casa! Deveria haver um nome para as pessoas que são escravas da internet, como por exemplo,escravonet, ou algo parecido. A história de Cleiton até que é interessante, ele tem um trabalho interessante, um vício interessante, mania de levar trabalho para casa, não vive sem internet, aliás ninguém vive e de repente um baixinho gordinho enfezado resolve acabar com tudo. E agora Cleiton? É um texto interessante, com um experimento filosófico.

    • Antonio Stegues Batista
      13 de março de 2018

      Aliás, experimento filosófico interessante. A repetição é proposital, é claro, devemos viver com bom humor. Existe vida fora da internet!

  40. iolandinhapinheiro
    13 de março de 2018
    • iolandinhapinheiro
      13 de março de 2018

      Isso deveria ser uma resposta ao comentário da Bianca Machado. Não sei porque veio para cá.

      • Silas Malafaia
        13 de março de 2018

        O pastor agradece o link também, irmã!

    • Evelyn Postali
      14 de março de 2018

      Maravilha! Amei!

  41. Fheluany Nogueira
    12 de março de 2018

    Sade foi um paladino da liberdade sexual e artística, perseguido pelo regime repressivo do final séc. XVIII, que se sentia ameaçado pela sua ânsia de viver. Kafka está associado ao absurdo, porque retratou situações em que o homem se vê enredado numa teia que mais parece um labirinto e se vê impotente, frágil e oprimido diante da “máquina”, do sistema (sobretudo o burocrático), que o joga para lá e para cá. Bem, o título tem tudo a ver com a narrativa: protagonista compulsivo, trabalha e vive pela internet. Quando falta sinal, ele entra em crise.
    O conto está bem estruturado, os subtítulos são interessantes, traz reflexões. É um texto que aborda questões sérias em tom de brincadeira. Faltou apenas um enredo mais sólido. Afinal, bom trabalho experimental. Parabéns pela ousadia! Abraço!

  42. André Lima
    12 de março de 2018

    Vemos aqui uma criação interessantíssima, que tenta modernizar o pensamento kafkaniano. Sim, o estilo de Kafka, através das repetições, da compulsão, tem uma nova roupagem totalmente contemporânea. É experimentação pura de linguagem!

    O texto narra a história de um homem que tem compulsão pela masturbação, ao mesmo tempo, é uma grande homenagem à revolução causada pela internet! A internet é colocada em um pedestal, enquanto é tratada de uma forma lúdica, banal, corriqueira. Essa é a grande sacada do texto, essa relação entre o corriqueiro e o necessário, pois, por fim, a queda da internet ocasionou em um final apocalíptico.

    É um conto muito interessante e com um conteúdo brilhante. Cada detalhe parece que foi exaustivamente construído (Acrescento aqui a boa ideia de nomear os “capítulos” com títulos de pornografia).

    O conto nos faz refletir, nos faz tentar entender a grandiosa revolução que a internet causou. E a pornografia é bem simbólica. Adorei o conto.

    Boa sorte no desafio!

  43. Matheus Pacheco
    11 de março de 2018

    N A D A. É mais triste que a realidade virtual, sem brincadeira, eu li esse conto e eu fiquei triste, e foi por isso que eu gostei…
    Abração amigo

  44. Angelo Rodrigues
    11 de março de 2018

    Fala, Malafaia,

    texto bem legal.
    Passeia livre na ilógica do trabalho, nas vontades irreprimíveis das punhetas.
    Traçou um belo quotidiano com recheio irônico e transverso.
    Belo final. De que valem os valores do mundo se um doido pode soltar um bomba colossal? Melhor o gozo, nem que seja com a mão, a mesma que pode apertar um botão que manda tudo para o inferno.

    Gostei.

    Boa sorte no desafio.

  45. Paulo Luís Ferreira
    11 de março de 2018

    Em tempo chega mais um trabalho com conteúdo contista, entre tantos que chegaram sem dizer a que vieram. Um conto, de uma linguagem bem acessível, sem fugir ao propósito do experimentalismo, com seu conteúdo apimentado e cheio de humor. Embora tenha sentido falta, no contexto do enredo, alguma coisa que fizesse jus ao título (Sade fode Kafka no buraco do inferno). E ficou devendo a tradução que, supostamente disse ser coreano, mas que o Google não traduziu, nem mesmo no húngaro, romeno nem russo. Seria uma cordialidade que faria ao seu leitor, esse respeito sempre deve ser devido. Mas enfim um trabalho que satisfaz ao desafio com muita propriedade.

    • iolandinhapinheiro
      11 de março de 2018

      Isso é o hino da Coreia do Norte.

      • Bia Machado
        13 de março de 2018

        Sim, mas com uma romanização bem ruinzinha, nada a ver… Podia ter colocado em hangul mesmo, o alfabeto coreano, talvez fosse mais fácil de encontrar a tradução mais correta… Enfim, só uma curiosidade…

        아침은 빛나라 이 강산
        은금에 자원도 가득한
        삼천리 아름다운 내 조국
        반만년 오랜 력사에
        찬란한 문화로 자라난
        슬기론 인민의 이 영광
        몸과 맘 다 바쳐 이 조선
        길이 받드세

        백두산 기상을 다 안고
        근로의 정신은 깃들어
        진리로 뭉쳐진 억센 뜻
        온 세계 앞서 나가리
        솟는 힘 노도도 내밀어
        인민의 뜻으로 선 나라
        한없이 부강하는 이 조선
        길이 빛내세

    • Silas Malafaia
      13 de março de 2018

      A romanização serve mais para acompanhar a sonoridade do hino do que comp tradução. Mas parabéns pelos conhecimentos em coreano, ó, show!

      • Bia Machado
        13 de março de 2018

        Eu não consegui dar uma sonoridade a isso, rs. Não tinha ouvido o hino da Coreia do Norte até me deparar com esse texto, quando fui ouvir e acompanhar com o romanizado, algumas coisas teriam a ver, outras não… Na minha opinião, só ouvindo mesmo é que dá pra ter uma ideia da sonoridade, a tradução tanto faz. E por isso mesmo não terá influência na minha avaliação. Mais pra frente deixo meu comentário aqui. Obrigada!

E Então? O que achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Informação

Publicado às 11 de março de 2018 por em Experimental e marcado .