EntreContos

Detox Literário.

O curto voo da borboleta (Ana Carolina Machado)

Seus pais sempre lhe diziam que era uma menina especial. Falavam em tom de alegria que a chamaram de Claire porque o nome significava ilustre e brilhante, exatamente o que ela era. Seus pais estavam mais certos do que pensavam. Entendeu isso no dia do incidente. Quando tinha apenas nove anos.

*

Seus primeiros anos de infância tiveram aroma de flores e doces. Moravam em uma pequena e aconchegante casa. O pai queria uma casa maior, mas a mãe de Claire nunca havia gostado de casas grandes, dizia que as pequenas eram mais aconchegantes e lembravam da casinha perto das montanhas em que havia crescido.

Na doce casinha de Claire era cultivado um lindo jardim. Aos seus olhos infantis aquele jardim era uma verdadeira floresta encantada, daquelas que povoavam sua imaginação graças aos muitos contos que lhe eram contados e graças as pinturas que sua mãe fazia. Essa atmosfera mágica aumentava por causa das muitas borboletas que faziam visitas regulares ao jardim.

Um dia sua mãe explicou com um sorriso que o segredo era continuar cuidando do jardim, se fizesse isso as borboletas viriam naturalmente. A sabedoria dela se mostrou verdadeira. As visitantes nunca deixaram de vim para a alegria da menina e de seus pais.

Seu pai tinha um interesse particular pelas ilustres visitantes do jardim. Ele era professor de biologia na escola local e colecionador de insetos. Usava a desculpa de que capturava os seres invertebrados com intuito de usar nas suas aulas práticas. Claire achava que era apenas desculpa. A mãe lhe confidenciou que a paixão vinha de bem antes. Ainda segundo a confidência na primeira vez que foi na casa dele foi motivo de susto ver um quadro com insetos espetados como decoração. Com o tempo entendeu o seu amor.

A menina achava maldade usar os insetos como objetos colecionáveis, para ela a vida das borboletas importava assim como a de todos os seres vivos. Tinha pena até mesmo de matar o menor dos insetos. Apesar de ser contra a coleção entendia o ponto de vista do pai.

-Estou impedido que a beleza delas suma e permitindo que outras pessoas possam observá-la . . – disse seu pai certa vez quando a menina tinha idade para entender. Seu pai sempre dava explicações complexas, que lhe soavam como uma aula. Apontando para uma espécie especifica. A mais linda da coleção. – Olhe essa espécie. Ela vive apenas poucos dias,no máximo uma semana, se não fosse por mim a beleza de suas cores morreria com ela.

-Mas ela está morta, papai.-disse a menina constatando o obvio. O inseto estava espetado no tórax por um alfinete cuidadosamente colocado. Seu pai tinha prática nisso. As cores azuladas da borboleta se destacavam, mas para Claire não era uma beleza verdadeira, pois havia a ausência de vida.

Foi na noite após ter tido essa conversa com o pai que os sonhos começaram. Sonhou com um lindo jardim, não o dela, era muito maior. Parecia o dos relatos de sua mãe sobre ainfância. Todo o lugar estava iluminado pelo sol. Belas borboletas voavam. Ouviu uma linda canção entoada por uma voz amada. Sua mãe cantava sentada em um banco rodeado pela relva verdinha. Aproximou-se. Ela lhe sorriu e tocou em seu peito. Sentiu a mão quente pousar no local do seu coração. A mãe falou com voz doce:

-Uma borboleta cresce no seu coração, pequena. Em um casulo pequenino como você.

Acordou sentindo uma sensação boa e um calor no peito. Contou o sonho a sua mãe que lhe sorriu e disse que era apenas sua imaginação. Não mostrou o interesse que Claire esperava. Quando teve o mesmo sonho novamente contou ao pai. Mesmo sendo o mais racional da família mostrou mais interesse. Em sua eterna essência de professor viu como uma forma de ensinar um pouco do que sabia para a filha, de uma forma que ela em sua faixa etária entendesse é claro. Amava ensinar os outros.

Claire aprendeu muito sobre os fabulosos insetos. Na hora de dormir pedia para que o pai lesse para ela sobre borboletas ao invés dos livros infantis. Descobriu que tinham borboletas que brilhavam no escuro e outras que cruzavam países para procurar lugares mais aquecidos. Todavia não encontrou em nenhum livro o relato de uma borboleta que crescesse no coração de uma menininha como ela. Teve o sonho mais uma vez e se passaram semanas sem o ter. Nesse passar de dias chegaram as férias.

Nos dias de descanso sua mãe sugeriu uma viagem para a casa em que cresceu. A tão falada casa no campo. Fazia muito tempo que não iam lá visitar os parentes. Seu pai não pode ir com elas. Apesar de ser época de férias teve que ficar devido aos alunos da recuperação. Iriam apenas as duas.

Durante todo o caminho para o local a menina sentiu uma sensação estranha. Lembrou dos sonhos. Tocou no coração como se procurasse sentir a  borboleta. Imaginava ela se mexendo em seu peito quase rompendo o casulo ao ritmo das batidas. Devia está desesperada para voar.

Chegando no local foram recebidas com o sorriso caloroso da idosa avó de Claire. Logo na primeira noite da chegada o sonho voltou. O mesmo jardim, as borboletas e a mãe, porém algo estava diferente. Dessa vez não tinha canção. Sua mãe lhe olhava com a doçura característica dela, tocava no seu peito e falava:

-Está se aproximando a hora de voar, borboletinha.

Quando acordou foi como se não tivesse acordado. O sonho estava vivido e a realidade parecia desbotada. Logo no café da manhã notou que sua avó não estava em casa. Ouviu sua mãe dizer que ela tinha ido à cidade mais próxima comprar ingredientes para um bolo. Comentou que era costume dela fazer muitas guloseimas quando iam a visitar. Citou um comentário do pai de Claire, ele sempre brincava que se voltava mais gordinho das visitas à avó da menina. Respondia de forma monótona a mãe. Desse mesmo modo respondeu ao convite para ir ao lago.

Estranhamente a medida que se aproximava do lago tudo parecia ganhar novas cores. Como se o seu sonho acabasse e desse finalmente lugar a realidade. O local era deslumbrante. Árvores altas faziam sombra ao  lago que tinha águas transparentes e meio traiçoeiras. Alguns locais eram mais fundos do que pareciam. Ao seu redor cresciam lindas flores silvestres.

-Entre, querida. A água está ótima.- disse sua mãe docemente com as águas até os joelhos – Não está tão fria.

Estendeu a mão para ela e entrou. Não ficou muito tempo. Parecia entediante dentro da água. Foi para a margem colher as flores silvestres. Seu pai amava plantas também, além dos insetos ele colecionava flores e folhas secas.

Estava na margem quando ocorreu. Sua mãe conhecia o lago como a palma da mão, afinal nadava nele desde a infância, mas mesmo coisas conhecidas podem ser perigosas. Claire nunca entendeu exatamente o que ocorreu. Talvez sua mãe tenha tido câimbra ou tenha prendido o pé em algo no fundo. Não sabe o que foi. O que logo soube era que  ela estava se afogando.

Em desespero a menina logo notou que não tinha ninguém por perto para salvá-la. Não poderia ver a mãe naquele estado e não fazer nada. Em um ato de heroísmo  infantil nadou até ela e tentou a puxar. Afundou junto. Foi no momento que afundaram que ocorreu. O casulo se rompeu e a ilustre borboleta abriu as asas dentro do coração da menina. Era algo especial, um poder, que sempre esteve dentro dela desde que nasceu. Ele adormecia no casulo da normalidade. Todavia agora estava acordando. Rompendo o casulo. Nascendo…

Em questões de segundos sentia-se leve e não se afogava mais. Abraçou firmemente a mãe quase desmaiada e logo não estavam mais no lago. Aquele voo heróico não teve nenhuma testemunha devido ao local ser isolado. Apenas a natureza parecia admirar a pequena heroína. Quando recobrasse a consciência sua mãe não se lembraria de nada, nem de como havia conseguido chegar à margem. Após o susto se seguiriam os dias das férias sem grandes acontecimentos. Sua mãe evitaria o lago e com o tempo passaria a dizer que desmaiou após ter se esforçado muito para nadar até a margem. Mesmo que nem ela mesma acreditasse nessa explicação.

Após o ocorrido no lago algo mudou dentro de Claire. Entendeu que o seu poder foi como uma borboleta rara que fez apenas um breve voo. Após os poucos momentos de liberdade se recolheu onde sempre esteve. Sentia que na próxima vez que ele despertasse estaria mais forte. Como seu pai lhe ensinou é o casulo que prepara a borboleta para o voo.

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45 comentários em “O curto voo da borboleta (Ana Carolina Machado)

  1. Marco Aurélio Saraiva
    30 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Gostei! Este é um dos “contos de origem”, daqueles que você só fica sabendo da origem do superpoder do personagem. Claire ainda tinha toda uma vida pela frente, com possibilidades mil graças ao seu novo poder (apesar de ainda não ter controle sobre ele).
    O conto tem um arco bem definido. Você passou boa parte do texto construindo os personagens de Claire e seus pais, até o conto fazer uma grande guinada no final, em um clímax surpreendente. Acho que este conto em específico é mais sobre os personagens do que sobre o poder da claire, apesar de parecer que todo o conto fora feito apenas para explicar a origem deste poder; para mim, o conto inteiro foi feito para conhecermos Claire e a sua família. O poder é um “plus” interessante.

    Apesar dos elogios, acho que o seu conto ficou um pouco lento demais / simples demais, com uma trama sem grandes conflitos. Acho que isso é mais opinião baseada em gosto pessoal do que técnica (até mesmo por quê não sou nenhum espeialista), por isso não vou lear isso muito em consideração na nota final.

    =====TÉCNICA====

    Excelente. Uma leitura simples, bem equilbrada e com ritmo bem definido. O conto pede uma outra revisão, já que avistei uma série de errinhos de digitação que não podem ser ignorados. Porém, o texto é muito gostoso de ler.

    Dentre muitas, gostaria de destacar essa frase:

    “Seus primeiros anos de infância tiveram aroma de flores e doces. Moravam em uma pequena e aconchegante casa.”

    Gostei muito dela por quê o poder de síntese dessas palavras é imenso! Com tão pouco, eu consegui visualisar na minha mente todos os primeiros anos de Claire!!

  2. Edinaldo Garcia
    30 de dezembro de 2017

    O curto voo da borboleta (Biólogo)

    Trama: Garotinha apaixonada por borboletas descobre possuir poderes que vem do seu coração.

    Impressões: Um conto simples, com belas imagens e paisagens campestres. A narrativa ingênua, com um quê de redação infantil-feminina. Um conto de fadas com cara lenda.

    Linguagem e escrita: Há obviamente necessidade de uma revisão. Anoitei aqui os erros que eu foi percebendo, mas não os citarei, porque achei melhor falar do enredo. Nada que tire o brilho da obra ou estrague a boa leitura.

    Veredito: É sim excelente bom conto.

  3. Amanda Gomez
    30 de dezembro de 2017

    Olá, Biólogo!

    O conto permeia por uma narrativa intimista,sensível… uma energia boa, boas promessas, mas acaba por se tornar simples demais. Não senti a emoção que achei que sentiria. Imaginei outras coisas, com a questão de borboleta no peito, o poder mesmo, fiquei na expectativa.

    Ficou um tanto surreal, não consegui visualizar bem esse salvamento nem suas aparentementes comuns explicações para ele…acabou transformando algo fantástico em banal.

    Ao que parece o autor optou por contar o que deveria ser as partes mais interessantes do conto apenas de ”leve” ”por cima” o que é uma pena, pois a premissa é boa.

    A ambientação ficou muito boa e de resto parece tudo ok.

    Parabéns e boa sorte no desafio!

  4. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    40. O curto voo da borboleta (Biólogo):
    Um conto muito sensível e sedutor, com uma PREMISSA de um poder um tanto aberto, a capacidade de voar ou tornar-se uma borboleta salvadora. A TÉCNICA é bastante trabalhada, com a escolha de palavras adequadas para expressar as ideias e sentimentos. Como APRIMORAMENTO, sugiro revisar somente o trecho que diz “Após o susto se seguiriam os dias das férias sem grandes acontecimentos.”, que para mim soou um tanto desnecessário, já que uma coisa tão mágica havia ocorrido antes disso.

  5. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    O curto voo da borboleta
    Olá, Biólogo. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    A sua história tem beleza e suavidade, é segura e caminha naturalmente sem deslizes que atrapalhem. Entretanto, alguns erros de digitação, somados à falta de acentuação quase constante, atrapalham um pouco a leitura. Também existe a repetição de palavras muito próximas entre si e isso não funciona bem. Uma pena. A adequação ao tema está presente de forma suave, como tudo o mais. É uma história bonita que precisa de uns retoques. É isso. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  6. Ana Carolina Machado
    28 de dezembro de 2017

    Oiii. Achei interessante no conto a forma como a relação com as borboletas foi apresentada, como o poder dentro da menina parecia escondido dentro de um casulo em seu coração. Talvez estivesse escondido em seu coração por ser o órgão responsável pelos sentimentos e o poder de alguma forma parecer ligado aos sentimentos da menina, pois ele se manifestou em um momento de perigo, em um momento que sentia a urgência de salvar a mãe. Sobre a mãe acho que faltou um pouco de mais presença dela no conto. Acho que após essa descoberta do poder a menina ainda vai o usar outras vezes, pelo menos após o ocorrido ela sabe que o poder está lá dentro dela. Parabéns. Boa sorte!

  7. Leo Jardim
    28 de dezembro de 2017

    # O curto voo da borboleta (Biólogo)

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫):

    – o clima familiar e de casa com jardim me ganhou no início, pois cresci num lugar assim (O que seria, afinal, se a família Jardim não tivesse um?)
    – a trama, porém, demorou a engrenar, ficou meio lenta
    – na parte do sonho, eu previ o poder dela, mas mesmo assim o clímax demorou muito a chegar; quando veio, a resolução acabou ocorrendo exatamente conforme previsto
    – ao contrário do pai, o personagem da mãe também acabou ficando meio desfocado, sem sal, sem atitude, mecânica; isso reduziu ainda mais a sensação de medo pela morte dela; isso, aliado a já saber que ela seria salva pela filha, deixou a cena sem emoção
    – aliás, a avó também não mostrou a que veio…

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫):

    – o autor trabalhou bem algumas sentenças e construiu algumas boas imagens, mas acabei encontrando muitos erros de pontuação e isso travou bastante a leitura
    – anotei os problemas que mais me incomodaram, mas foi constante em todo o conto a ausência da vírgula quando há o deslocamento da frase; esse link explica isso um pouco melhor que eu poderia fazer: http://tribunadoceara.uol.com.br/blogs/orlando-nunes/dica/virgula-com-deslocamentos-e-intercalacoes/
    – Ainda segundo a confidência *vírgula* na primeira vez que foi na casa dele
    – Apesar de ser contra a coleção *vírgula* entendia o ponto de vista do pai
    – *travessão* Estou impedido que a beleza delas suma
    – Ela vive apenas poucos dias, *espaço* no máximo uma semana
    – Mas ela está morta, papai *sem ponto* *travessão* disse a menina
    – relatos de sua mãe sobre *ainfância* (a infância)
    – de uma forma que ela em sua faixa etária entendesse *vírgula* é claro
    – Amava ensinar *os* (aos) outros
    – Seu pai não *pode* (pôde) ir com elas
    – Durante todo o caminho para o local *vírgula* a menina sentiu uma sensação estranha
    – Chegando no local *vírgula* foram recebidas com o sorriso caloroso
    – brincava que *se voltava* (voltava, sem o “se”) mais gordinho das visitas à avó da menina
    – Estranhamente *vírgula* a medida que se aproximava do lago
    – além dos insetos *vírgula* ele colecionava flores e folhas secas
    – Em desespero *vírgula* a menina logo notou
    – Após o ocorrido no lago *vírgula* algo mudou dentro de Claire

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – a relação com borboletas criou o elemento criativo deste conto

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – poder de voar (✔)

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫):

    – o texto ganhou pontos para mim pela boa ambientação inicial, mas acabou perdendo pelo fim esperado e com pouca emoção

    OBS.: sobre pontuação no diálogo, recomendo a leitura de um artigo que escrevi: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  8. Fernando Cyrino.
    28 de dezembro de 2017

    Olá, Biólogo. Uma interessante história infantil você me apresenta. Achei que poderia ter navegado mais nos dotes da borboleta, sabe? Fiquei aqui pensando com os meus botões que haveria muito mais a ser trabalhado no conto, além da filha que salva a mãe a partir da borboleta que havia dentro dela. Quem sabe não estava na correria de ter que entregar o conto (os desafios são sempre com prazos apertados) e assim não teve o tempo necessário para elaborar melhor a sua narrativa? Aliás, esse sentimento que tenho se reforça porque senti que seu conto necessita de uma revisão. Abraços.

  9. Renata Rothstein
    27 de dezembro de 2017

    Olá, Biólogo!
    Boa noite, tudo bem?
    Seu conto é muito fofo, uma fantasia de amor, doçura e encanto…um conto de fadas, diria.
    Você escreve bem, acredito que poderia ampliar um pouco o conto, além de uma revisão para corrigir algumas coisinhas básicas.
    Belo trabalho, boa sorte no Desafio
    Abraços

  10. Rubem Cabral
    27 de dezembro de 2017

    Olá, Biólogo.

    Então, apesar da boa pegada de conto infantil, não consegui nutrir muita empatia pela menina e por seus poderes. O enredo pareceu-me também por demais simples, algo meio esboçado desde as primeiras letras.

    Há alguns pequenos erros de revisão, mas não causaram um impacto ruim.

    Quando o jardim do sonho apareceu eu vi possibilidades, um jardim ancestral, um jardim conectado a todos os jardins do mundo, etc. Ao não notar algo assim diferente, fiquei um pouco decepcionado.

    Havia bastante a explorar: metamorfose, crisálidas, espíritos da natureza, etc. Creio que numa próxima oportunidade você deveria soltar as amarras da imaginação.
    Abraços e boa sorte no desafio!

  11. Estela Goulart
    27 de dezembro de 2017

    Olá. Seu conto é bom, mas confesso que esperava mais. No início, acreditei que uma longa história viria, porém, ao chegar no final, me perguntei “tá, e aí?”. Faltou a parte do superpoder, esperava mais disso. Certas informações poderiam ter sido bem menos trabalhadas, e você poderia ter falado mais na hora principal. Quando começamos a nos acostumar com o texto, ele para. Não encontrei tantos erros de escrita. Parabéns e boa sorte.

  12. Catarina Cunha
    27 de dezembro de 2017

    O título induz ao suspense da borboleta no peito da criança. Deu uma agonia danada. Lembrei-me da sensação ruim de sentir “borboletas no estômago”, imagina no peito? Essa parte eu gostei.
    Só achei que a parte principal, quando o superpoder desperta e age, foi pouquíssima trabalhada e outras menos importantes se alongaram (a coleção do pai, o jardim, etc). Eu reveria isso.

  13. Bianca Amaro
    26 de dezembro de 2017

    Olá Biólogo!

    Achei seu ponto interessante. É um conto muito bonitinho e com um final feliz, parecendo ser uma história infantil, mas uma nuvem de suspense nos acompanha durante toda a leitura. Você está lendo uma história legal sobre a menininha com um pai bem legal e a mãe bem legal também, mas coisas vão acontecendo, e você quer saber o que vai dar no final. Achei mesmo que a mãe dela iria morrer, mas foi bem legal mostrar que ela não morreu.

    Começou e terminou como uma história bonitinha (não que isso seja ruim, nem todos os textos precisam ser tensos e tristes, é bom ter uma história bonitinha em um desafio assim, para relaxar um pouco).

    Se encaixou muito bem no tema superpoderes. Achei interessante mostrar por meio de sonhos o que a menininha tinha. E disse de um modo muito legal: ela tinha uma borboleta dentro de si. É algo bem simples, mas muito bonito.

    Foi inteligente colocar ela liberando seus poderes em uma situação de risco. Muitas vezes acontece assim, a personagem só entende que tem poderes quando é obrigada a usa-los.

    Amei os personagens. A mãe é legal e o pai também. É bom ter um texto com uma realidade tão legal, onde parece que vai acontecer algo muito ruim, mas no fim tudo dá certo.

    Enfim, meus parabéns pelo texto, e boa sorte no desafio!

  14. Priscila Pereira
    26 de dezembro de 2017

    Superpoder: voo

    Oi Biólogo, não sei se essa foi sua intenção, mas eu senti uma grande dose de suspense no seu conto… toda hora eu sentia que alguma coisa iria acontecer com a menina, algo ruim… não tinha nada no texto que sugerisse isso, mas imaginei que a mãe da menina ia tentar matá-la, quando chamou pra entrar na água eu gelei… mas ainda bem que era só coisa da minha imaginação… Bem eu gostei do conto, achei interessante, fácil de ler e entender. Gostei do superpoder, entendi que ela levitou ou teve um breve voo… Os personagens são bacanas, e a escrita é bonita, tem alguns lapsos de revisão, que serão facilmente sanados. Parabéns e boa sorte!

  15. Luis Guilherme
    26 de dezembro de 2017

    Bom diaaa, tudo bem por ai?

    Como está indo de fim de ano?

    MAs sem enrolações, vamos ao conto: é um belo conto, com algumas imagens lindas, uma bela metáfora, mas recheado de erros gramaticais.

    Vamos por partes. Prefiro falar dos erros logo pra tirar a parte chata do caminho. Infelizmente, o conto apresenta inúmeros problemas gramaticais e de revisão, que acabam travando um pouco a leitura, pois incomodam. Comecei a listar alguns, mas parei, então vou dar alguns exemplos, apenas.

    – Erros de crase
    – “Nunca deixaram de vim” – de vir
    – Erros de pontuação
    – “Foi na casa” “Chegou na casa” – à casa

    Além de alguns errinhos de revisão menos importantes.

    Desculpa ser chato e ficar citando tudo isso, mas é que um conto tão bonito e singelo ficaria ainda melhor com uma revisão mais apurada.

    Mas agora vamos à parte boa! O conto é muito bonito e singelo. Tem um toque meio de candura, é uma leitura agradável e que flui muito bem, é leve e rápido. O enredo é uma graça: você procurou retratar o nascer da borboleta, a trajetória da garotinha até descobrir seu poder. Porém, achei que o poder meio que apareceu do nada. Acho que valia dar um contexto pro sonho. Mas isso não estraga nada. O mais legal, achei que foi você finalizar o texto como finalizou, deixando pra nossa imaginação os feitos futuros da “garota-borboleta”. Fiquei aqui pensando em tudo que ela poderia realizar ainda.

    Aliás, adoro essa metáfora da borboleta, e foi muito bem empregada, novamente.

    Acredito que toda pessoa seja como um casulo, com um potencial ilimitado dentro de si esperando para ser libertado. Muitas pessoas passam a vida sem fazê-lo, mas nem por isso deixam de possuir essa capacidade.

    Por isso acredito no conceito de criação de valor, que é nossa capacidade de despertar esse potencial inato e único e criar valor na vida.

    Isso foi bem retratado no conto.

    Aliás, me identifiquei com a protagonista, rsrs. Também tenho dó de matar mesmo uma formiguinha, e às vezes ando pela rua olhando para o chão pra tentar evitá-las, e quando minha namorada me pede pra matar uma barata, fico pensando na coitada o dia todo.. AHhahaha

    Enfim, um belo conto, singelo e gostoso, mas que sofreu um pouco com problemas gramaticais e de revisão. Passando um pente fino, pode ficar excelente.

    Parabéns, boa sorte e boas festas!

  16. eduardoselga
    26 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    Outro conto que aborda a borboleta, imagem que tem potencial para gerar bons enredos por seu valor simbólico por representar a alma e, sobretudo, o renascimento. E é nesse último sentido que o conto se insere de modo mais amplo. Curiosamente, não se trata, no conto, do renascer de quem possui em si a borboleta, e sim do outro, no caso, a mãe da protagonista. Esta funciona como um anjo a salvar a vida da mãe, voando do lago à terra firme. Anjo que salva equivale a unir os dois significados simbólicos principais da borboleta, a alma e o renascimento.

    Ao mesmo tempo, há um toque de conto de fada, com a evidente relação que é possível fazer da menina com a entidade das narrativas infantis. Assemelha-se também a este gênero a representação estereotipada dos personagens e dos papeis sociais. A mãe parece estar sempre sorridente, ocupada em pintar, narrar estórias e cuidar do jardim, o que colabora para a atmosfera supostamente mágica da casa; o pai é “o mais racional da família”.

    Algumas descrições lembram a Arcádia, um lugar imaginário no qual a felicidade, a paz e a beleza são regra. Desse suposto país criado por artistas gregos surgiu o Arcadismo, movimento literário que se balizava por descrever paisagens lindas, idílicas, como ocorre nas seguintes passagens do conto: “Na DOCE CASINHA de Claire era cultivado um LINDO JARDIM”; “Aos seus olhos infantis aquele jardim era uma verdadeira FLORESTA ENCANTADA […]”; “Alguns locais eram mais fundos do que pareciam. Ao seu redor cresciam LINDAS FLORES SILVESTRES”.

    O problema é que, apesar de todo o manancial presente no texto, ele é, em minha opinião, subutilizado. Ao fim e ao cabo há uma sensação de que a estória poderia ter rendido mais, que o final poderia ter ido além da “chave de ouro” e da lição aprendida, como em “Entendeu que o seu poder foi como uma borboleta rara que fez apenas um breve voo” e “Como seu pai lhe ensinou é o casulo que prepara a borboleta para o voo”.

    Em “Estranhamente a medida que se aproximava do lago tudo parecia ganhar novas cores” falou VÍRGULA após a palavra ESTRANHAMENTE e sinal indicativo de CRASE (À MEDIDA).

  17. Sigridi Borges
    25 de dezembro de 2017

    Olá, Biólogo!
    Conto curto mas cumpriu seu dever.
    Texto de acordo com o tema proposto pelo desafio.
    Alguns erros deixaram a desejar, mas gostei muito do enredo.
    Escrita simples e clara.
    A menina tinha dentro de si a borboleta que salvaria sua mãe. Um bom conto para ser contado a uma criança.
    Amo borboletas!
    Parabéns!
    Obrigada por escrever.

  18. Pedro Paulo
    25 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    É um conto doce, com o autor tendo conseguido adotar a perspectiva de uma criança e nos feito acreditar em sua ingenuidade e na sinceridade com a qual fala dos pais. Há, nos olhos de uma menina singela e curiosa, o retrato de uma família feliz. Em consequência, não há uma trama específica para ser seguida, a história sendo sobre a descoberta da menina a respeito do próprio poder, algo que ela vai tomando conhecimento a partir de sonhos. Por si só, não é uma premissa que sustenta muito o interesse, nos fazendo pensar sobre o momento em que ela descobrirá esse poder, mas também não tendo algo “no meio” para nos preocuparmos. O outro problema é gramatical, com quase nenhuma vírgula aparecendo para pausar a leitura e a deixando em um ritmo bastante cansativo. O final compensa nos trazendo o superpoder da menina em uma situação urgente. Com toda a paz que cercava a família, fiquei mesmo preocupado com a mãe e me alegrei ao ver que não seria o trauma que despertaria o poder, mas a própria necessidade de salvá-la. A última sentença também veio com impacto.

    As sugestões que posso colocar é que talvez você tivesse que ter começado com o afogamento, dando o resto da narrativa a lembranças e menções aos sonhos da personagem com a sua borboleta interior. Com isso, teríamos pelo que ansiar na história toda. Além disso, é necessário tomar um cuidado maior com a revisão, especialmente na pontuação. A última sugestão que posso fazer é que uma descrição mais elaborada fosse dada aos sonhos, para deixá-los com um aspecto ainda mais místico e simbólico. Pelo que escreveu, sei que o autor é bem capaz de fazê-lo, pois nos trechos dos sonhos já é visível a intenção. Acredito que possa deixar ainda mais mágico.

  19. Rafael Penha
    24 de dezembro de 2017

    Olá , Biólogo,

    1- Tema: Se adequa ao tema..

    2- Gramática: Achei e leitura interessante, mas um pouco custosa. Um ou outro problema que são resolvidos facilmente com uma nova revisão.

    3- Estilo – Um estilo leve e bonito. Como uma história contada para uma criança. Uma fábula.

    4- Roteiro; Narrativa – O enredo descreve bem a evolução da menina e de seu poder escondido, que tem a ver com as borboletas que seu pai tanto ama. Mas poderia ter desenvolvido mais o fato de haver algo escondido na menina. O poder no final pareceu meio gratuito.Poderia ter sido mais curto, muitas passagens poderiam ser suprimidas, pois me pareceram redundantes, mas o final foi bonito.

    Resumo: Conto bem escrito, com ares de fábula. Pecou um pouco em não desenvolver um pouco mais do poder adormecido na menina, mas teve um final poético e com a evolução do personagem.

    Grande abraço!

  20. Paula Giannini
    24 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    A metáfora da borboleta deve ser uma das mais conhecidas do mundo. Ainda assim, ela não só funciona, como segue sendo tão bela quanto no dia em que alguém a criou. Ou melhor, reparou nela.
    Mais, no entanto, que falar de vida e morte e sua fragilidade, como é o de praxe ao se utilizar a metamorfose da lagarta, o(a) autor(a) nos chama atenção para o momento do despertar,do desabrochar. A descoberta de um dom, através de uma espécie de rito de passagem ou iniciação.

    Em ritos de passagem, crianças tornam-se adultas, meninas viram mulheres.

    Assim, o texto nos fala dessa família onde a sabedoria passa de geração em geração de uma mulher para a outra, de modo a ensinar à menina o quão responsável será necessário que ela seja com aquilo que recebe como uma dádiva.
    Não que a fragilidade da vida também não seja abordada aqui. Ela é. Vemos isso claramente na cena do rio, e na terrível e bela imagem das pobres borboletas de coleção, espetadas em um papel.

    Um belo conto, delicado como o voo de uma borboleta.

    Um belo tema, que muito me atrai, tanto é que está presente em meu conto Borboletário, que estará na Antologia Crime e Morte da Editora Caligo (olha o merchan novamente… rsrsr).

    Parabéns.

    Desejo-lhe muita sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  21. Bia Machado
    23 de dezembro de 2017

    – Enredo: 0,7/1 – Um bom enredo de fantasia, mas não muito bem executado, no geral.
    – Ritmo: 0,5/1 – O ritmo da escrita foi prejudicado por diversos erros, de pontuação e de colocação pronominal, principalmente, além de frases soltas, quando deveriam estar inseridas em uma oração, para dar um sentido maior.
    – Personagens: 0,7/1 – Não me cativaram. Talvez o autor ou autora tenha sido meio que tímido em seu desenvolvimento.
    – Emoção: 0,5/1 – Não gostei muito. O ritmo do conto e a forma de narrar o conto não me prenderam.
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Acredito estar adequado, com um superpoder que poderia ter sido mais bem explorado, ficou até incerto pra mim definir exatamente que poder é esse da garota.
    – Gramática: 0,3/0,5 – Como já disse, diversos erros atrapalharam a leitura.

    Dicas: Que continue escrevendo, sempre melhorando. Que revise bem esse texto para sanar suas falhas. Daria uma história infanto-juvenil muito boa.

    Frase destaque: “Apenas a natureza parecia admirar a pequena heroína.”

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  22. Felipe Rodrigues
    23 de dezembro de 2017

    Escrita simples, conto que leva o leitor de A até B, uma fábula infantil que necessita de alguma revisão. Gostei do personagem do pai, da coleção de borboletas mortas, acho que o texto poderia ter focado um pouco mais na questão da garota se incomodar com tal hobbies. No mais, um com criativo e que pode vir a se tornar bem melhor.

  23. Givago Domingues Thimoti
    22 de dezembro de 2017

    Olá, Biólogo

    Tudo bem?

    Os erros de pontuação foram um desagrado ao ler o texto, assim como um trecho em que ocorre a repetição da palavra “casa”. Acho que faltou uma revisão para sanar tais deslizes.

    Quanto a história, eu não gostei muito do conto. Tem uma pegada infanto-juvenil bem interessante, mas creio que deixou a desejar numa trama um pouco mais envolvente.

    Boa sorte!

  24. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Este conto parece ter sido feito para um público infanto-juvenil, o que é apenas estranho, dadas as temáticas dos outros cursos. Isto não é algo negativo – tenho uma certa inveja de quem consegue escrever bem para esta faixa etária. Mais grave são as falhas na pontuação. Aqui e ali nota-se a falta de uma vírgula. E o ritmo deveria ser outro. A adequação ao tema é conseguida de uma forma criativa.

  25. Antonio Stegues Batista
    21 de dezembro de 2017

    Achei um conto simples, singelo, com um tom infanto/juvenil. A menina com uma borboleta no peito. Na realidade a borboleta é uma metáfora para o superpoder dela, o da levitação. Acho que a mãe também tinha esse poder, só não se salvou por ter prendido o pé em alguma coisa debaixo dágua.
    Também notei vários erros no texto. Aconselho fazer uma boa revisão, antes de concluir. Quando eu fico em dúvida com uma palavra, consulto o dicionário. A profissão de escritor é feita de problemas e soluções. Boa sorte.

  26. João Freitas
    21 de dezembro de 2017

    Olá. 🙂

    Não quero ser muito repetitivo relativamente aos comentários já deixados aqui.
    Já foi dito que o texto precisa de revisão. O poder também não está muito bem explícito (a menina transformou-se numa borboleta, voou simplesmente?).
    Uma ou outra expressão poderia ser repensada (Exemplo: “heroísmo infantil”, o que significa exatamente heroísmo infantil?).

    Passando para as coisas boas, é um conto bonito e bem positivo, as borboletas dão um bom toque ao conto, um conto doce como um sonho colorido.
    Faltou uma escrita mais robusta e bem revista para ser um conto de maior impacto.

    Obrigado por ter escrito e boa sorte. 🙂

  27. Regina Ruth Rincon Caires
    21 de dezembro de 2017

    Conto simples, evidencia pureza. Parece juvenil. Se não para o público, juvenil no anseio. Despretensioso, lembra um casulo se abrindo para a escrita. É uma leitura que prende o leitor pelo enfoque fabuloso. Descreve a efemeridade da trajetória: lagarta/casulo/borboleta que ocorre de uma forma tão vertiginosa, tão encantadora, e que, mesmo assim, não tira a beleza da vida. A brevidade do tempo também pode ser valiosa, a vida deve ser intensa. Linda a descrição da metamorfose. A escrita precisa de cuidadosa revisão, com mais esmero na colocação pronominal. Existe uma simbologia interessante.
    Parabéns, Biólogo!
    Boa sorte!

  28. Miquéias Dell'Orti
    20 de dezembro de 2017

    Oi 🙂

    Um poder no mínimo criativo! Assim… não ficou muito claro pra mim se Claire transforma-se numa borboleta, se desenvolve as asas de uma, ou se só sai voando pelo lago mesmo, ao melhor estilo Peter Pan…. mas, mesmo assim, achei a forma como ele (o superpoder) foi abordado na trama muito bem elaborada, com o consciente x inconsciente da menina trabalhando para que o poder fosse trazido à tona.

    Houve uma quebra de expectativa da qual, acho, pode ser ajustada em uma possível revisão: primeiro, você narra que a menina “Estava na margem quando ocorreu”, o que me remeteu a um “é agora que o poder vem à tona! Agora vai!”, mas, na verdade, isso só acontece quando a menina afunda com a mãe… você inclusive expressa isso com quase a mesma afirmação: “Foi no momento que afundaram que ocorreu.”. E essa expectativa quebrada não me agradou muito 😦

    Uma história bonita, de certa simplicidade e com um final bacana que normalmente é raro nessas narrativas.

    Parabéns pelo trabalho!

  29. Fheluany Nogueira
    20 de dezembro de 2017

    Superpoder: transformar- se em borboleta, no perigo.

    Enredo e criatividade: uma história doce, cativante, em tom de conto maravilhoso e desenvolvida como uma alegoria da metamorfose da borboleta. Senti a introdução ficou alongada e o desfecho apressado.

    Estilo e linguagem: O texto carece de revisão, já comentada — uso dos pronomes lhe/o(a), posição dos pronomes, uso da crase, repetições próximas de palavras, mas que não chegaram a travar a leitura.

    Gostei muito da ideia. Parabéns pela participação! Abraços.

  30. Higor Benizio
    20 de dezembro de 2017

    Tem textos, como o seu, que não se tem muito o que comentar. Não gosto de fazer resumos dos textos nos cometários, vejo muitas sinopses por aqui que acho que funcionam como um jeito do sujeito “provar que leu”, não gosto disso (apesar de ter feito em alguns momentos, talvez por inércia)… Parabéns ao autor(a) pelo belo trabalho, ao meu ver, perfeito. Caso ainda não tenha lido, o conto “A ilha desconhecida”, de Saramago, é uma boa pedida na mesma linha do seu conto, fica a dica.

  31. Andre Brizola
    17 de dezembro de 2017

    Salve, Biólogo!

    Vi que alguns comentários definiram o seu conto como sendo inocente e infanto-juvenil. Discordo um pouco, pois acredito que o público alvo imaginado não era esse, correto? Sendo assim, considero que o conto é permeado por um otimismo agradável, gerado por uma relação familiar saudável para Claire e, como sendo algo perfeitamente possível, direcionar to conto a uma determinada faixa etária seria limitar o alcance de uma boa estória. E ela até pode ser simples, mas é uma boa estória.
    É legal notar que a parte inconsciente de Claire já conhece o poder da garota, e tenta tocar a parte consciente através dos sonhos. Gostei muita dessa relação/conflito interno que ela sofre. Sem interferência externa, Claire desperta num momento de necessidade, quando consciente e inconsciente se juntam pelo “fazer o bem”. Claire vai usar seu poder para o bem novamente? Provavelmente sim, entendo.
    Gostei bastante. É simples, mas é rico. Um conto muito bem feito.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  32. Paulo Ferreira
    17 de dezembro de 2017

    Muito bom como conto infantil. Nos toca pela poética da narrativa e enredo onírico e delicado. Embora, o texto muito adocicado peque pelo excesso de adjetivação. —“beleza verdadeira / fabulosos insetos / sorriso caloroso / local deslumbrante. / ilustre borboleta”/— Algumas descrições sem importância para a história —“Apesar de ser época de férias teve que ficar devido aos alunos da recuperação.— Alguns problemas gramaticais como esta concordância pronominal: — “quando iam a visitar”— seria: iam visitá-la. No mais é um conto agradável e de fácil leitura. Sugiro publicá-lo como literatura infantil, com os devidos ajustes. Que são poucos.

  33. iolandinhapinheiro
    17 de dezembro de 2017

    Minha querida amiga (acho que vc é mulher), tenho um particular fascínio por borboletas, então adoro ler sobre elas. Até escrevi um texto sobre uma menina que caçava borboletas, outro dia eu te mostro. Seus personagens são bons, o seu conto é muito chub, e os tais superpoderes estão presentes. Talvez tenha faltado um pouco de equilíbrio na sua história. Houve muito investimento na introdução, gastando o espaço que ficou sem ser explorado no final. Quando chega o momento da ação e ela acontece, o conto acaba.

    Seria interessante dar uma boa lida na parte da gramática que trata de colocação pronominal. Depois do fim do desafio revise o conto corrigindo este problema. Os demais problemas já foram apontados pelos colegas. Parabéns pelo conto e sorte no desafio.

  34. Pedro Luna
    17 de dezembro de 2017

    Olá. É um bom texto, me envolveu e não vi erros. Como leitura, foi bem legal. O conto tem uma escrita adocicada, um pouco poética, pecando apenas (minha opinião), nesse trecho: “Um dia sua mãe explicou com um sorriso que o segredo era continuar cuidando do jardim, se fizesse isso as borboletas viriam naturalmente.” Digo que pecou porque já vimos esse conceito de cuidar do jardim em outros textos e até em música do Vitor e Léo. Ficou meio batido. O resto achei bom.

    Analisando a trama, aí ela não empolga, infelizmente. Você investiu muito no pré-desabrochar, indo na descrição da vida, da profissão do pai, investindo em sonhos, para no fim tudo ser muito simples. A mãe se afoga, a menina entra em desespero e a salva, despertando o poder. Acredito que os sonhos meio premonitórios não serviram de muita coisa a não ser roubar espaço do verdadeiro destaque do conto: a transformação. Digo isso pq após ela se transformar, o conto acaba, interrompendo a trama. Na minha opinião, o começo poderia ser enxugado e tirar tanto o peso dos sonhos, pois não achei eles determinantes na transformação que viria a seguir.

    Mas no geral, bom texto.

  35. Juliana Calafange
    16 de dezembro de 2017

    Caro Biólogo, a primeira impressão que me veio é q o conto precisa de revisão urgente. Eu não costumo dar muita importância a isso, só quando me atrapalha a leitura. E nesse caso atrapalhou um pouco.
    Achei a história bonita, uma poesia juvenil. Eu curto muito a analogia da borboleta. Um ser que passa grande parte da vida rastejando, na forma de uma lagarta, depois passa por uma dolorosa e lenta mutação, até ganhar a glória que é poder voar, ter asas, ser leve e bela como uma flor. Mas essa parte boa, esse ‘prêmio’ pela vida de penúria, dura muito pouco. Alguns dias. Em algumas espécies, apenas 24 horas.
    Então, meu problema com o conto não foi a sua premissa, que é linda. Eu achei foi um tanto descritivo. Talvez se algumas passagens fossem construídas com diálogos, ao invés de somente narração… Os diálogos ajudam na construção dos personagens, aproximando-os do leitor.
    Fora o problema com a revisão, também acho que vc deve dar uma atenção maior à construção das frases, evitando a repetição de palavras, ou até mesmo a redundância, como em “Em um ato de heroísmo infantil”. Se se trata de uma criança, qualquer atitude sua ser infantil é mais do que esperado, não provoca nenhuma surpresa no leitor.
    Não sei se entendi o final. A ‘borboleta’ (ou o superpoder da menina) volta pra dentro do casulo e espera pra fazer outra metamorfose e aparecer de novo, é isso?
    Boa sorte no desafio!

  36. Neusa Maria Fontolan
    15 de dezembro de 2017

    Um conto infantil, gostoso de ler e ótimo para contar aos netos.
    Claire tinha o poder de se transformar em borboleta, mas só quando houvesse perigo. Não sei se uma borboleta teria forças para levantar uma pessoa adulta, mas vamos concordar que no reino da imaginação tudo vale, ainda mais em um conto infantil. Que bom que ela conseguiu salvar sua mãe de se afogar.

    Parabéns e obrigada por escrever.

  37. Olisomar Pires
    15 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: um conto tocante, belo em sua pureza, na inocência da criança e no medo de perder a mãe (um dos maiores medos infantis).

    Pontos negativos: alguns errinhos na escrita, nada grave, mas que ficam bem marcados numa leitura sujeita a escrutínio.

    Impressões pessoais: conto gostoso de se ler, imaginei a casa, o jardim, as angústias de um mundo a ser descoberto pela criança.

    sugestões: revisar sempre.

    E assim diante: parabéns pelo texto, muito cativante e sem firulas, também sem dramas exagerados. Uma bela criação.

  38. Gustavo Araujo
    14 de dezembro de 2017

    Um conto com uma pegada infanto-juvenil, mais próximo da fábula. É uma narrativa inocente, até certo ponto cativante, sobre uma menina que, num momento dramático, descobre ter um poder de transformar-se em borboleta. Bacana a construção da personagem, aludindo-se ao apego aos insetos que o pai coleciona (algo que influencia no próprio comportamento da menina), à pena que ela guarda em relação aos bichinhos espetados com alfinete. A trama é simples e cândida, como convém a um enredo fabuloso, mas isso, ao mesmo tempo, a torna um tanto rasa e cujo final resta fácil de se adivinhar. Há alguns errinhos na execução também, mas o conto, no geral, cumpre o fim a que se propõe. Despretensioso, fácil e simples. Um bom trabalho.

  39. Fil Felix
    13 de dezembro de 2017

    Boa noite! Gosto muito da borboleta como símbolo (como animal não, não sou chegado em insetos!), sua transformação, superação e liberdade. E é um conto que traz esses pontos de maneira bem simples, mas não direta, deixando pro leitor interpretar o que realmente aconteceu ali no lago: ela criou asas, virou borboleta, ganhou força? Fazendo cair no campo da magia. Há alguns erros de concordância nos parágrafos e também senti uma repetição de palavras, que deixam esteticamente mais simples. Também tem a questão da família, me pareceu que a mãe e avó iriam fazer uma iniciação nela, ficou nas entrelinhas, seria legal estender e aprofundar certos pontos.

    Em relação ao poder, ele é bem claro: ela liberta sua borboleta interior no momento em que precisa salvar a mãe. Fantástico ou não, literal ou não, não deixa de ser uma poder, algo além do humano. O Fabio compara com as fadas, como se elas não tivesse poderes (?), não sei que linha de poderes está sendo entendida no desafio kkk Só achei que você, talvez por medo de não verem o poder, explicou demais. O último parágrafo, por exemplo, “entendeu que o seu poder…”, parece surgir só pra dizer “ó, o poder é esse”.

  40. Evelyn Postali
    13 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Conto muito singelo e simbólico. Borboletas são seres especiais. Tenho um grande afeto por elas. Eu gostei da leitura. Ela aconteceu devagar, mas sempre em um ritmo gostoso. Existem alguns erros, mas eles não interferiram na leitura ou no entendimento do conteúdo. Está dentro do desafio, apesar de não existir uma força mais tensa na trama. Como eu disse, é singelo, delicado. Você tem bons personagens e conseguirá elaborar melhor algumas partes do conto depois do desafio.
    Boa sorte no desafio.

  41. Mariana
    12 de dezembro de 2017

    É um conto infantil, eu contaria eles para os meus filhos numa boa. Inocente, ocorre um excesso de diminutivos que parecem querer reforçar essa pureza (casinha, florzinha…). Inicialmente eu pensei que a mãe e a menina morreriam no lago, mas não e é legal quando o autor subverte as expectativas. Há um superpoder em metáfora, bonitinho mas não direto. Acredito que uma “enxugada do doce” pode deixar o texto mais atraente (para o público infantil, repito, está ótimo). Parabéns e boa sorte no desafio.

  42. angst447
    11 de dezembro de 2017

    Olá, Biólogo, tudo bem?

    O seu texto lembrou um conto de fadas, muito inocente e delicado. A borboleta simboliza a liberdade, a transformação e também tem uma vida bem curta.
    Talvez pelo tamanho, o conto mantenha um ritmo fácil de acompanhar, sem entraves que dificultem a leitura.
    Alguns pontos escaparam da revisão:
    e graças as pinturas > e graças ÁS pinturas
    nunca deixaram de vim > nunca deixaram de VIR
    Estou impedido > Estou IMPEDINDO
    sentiu uma sensação > TEVE uma sensação
    Devia está desesperada > Devia ESTAR desesperada
    Respondia de forma monótona a mãe > Respondia de forma monótona À mãe
    Há algumas falhas na pontuação e a repetição muito próxima de palavras.
    Considero que o conto abordou o tema proposto pelo desafio.
    Achei bonita a narrativa da menina e o seu coração de borboleta. Simples, ingênuo e juvenil, o conto é gostoso de ler.
    Boa sorte!

  43. Fabio Baptista
    11 de dezembro de 2017

    Então… é um conto bem inocente, tanto no que diz respeito à abordagem do tema quanto na escrita em si. O(a) autor(a) abusou um pouco dos adjetivos, o que acabou dano um ar muito “açucarado” para a narrativa. Na gramática, alguns pontos escaparam na revisão.

    A trama segue a linha da simplicidade, a menina que sonha e acaba no final se transformando na borboleta para salvar a mãe. Não sei se está mais na pegada de superpoderes ou fantasia (fadas ou coisas do tipo), mas vou considerar adequado ao tema.

    A verdade é que foi muito simples para mim, e acabou não me despertando muita emoção, infelizmente. Mas, considerando a pegada mais infanto-juvenil, o conto tem seus méritos.

    Abraço!

  44. Angelo Rodrigues
    11 de dezembro de 2017

    Caro Biólogo,

    Conto que pretende a docilidade de um relato acerca de uma menina que tem no coração uma borboleta.

    “Tocou no coração como se procurasse sentir a borboleta”. Creio que a menina sofresse da Síndrome de Barlow, ou prolapso da válvula mitral.

    Bem, mas vamos ao conto. Logo nos primeiros parágrafos percebi uma proliferação de palavras repetidas: aconchegante, casinha, graças… e por aí foi.

    A história é simples, quase infantil, parecendo uma daquelas que avozinhas contam aos netinhos bem pequenos onde a fragilidade da criança supera dificuldades estupendas. Não deu outra. A menininha salvou a mãe de um afogamento quando a água lhe batia nos joelhos.

    Com um grande poder vem uma grande responsabilidade. O mesmo se dá com o escritor:
    Notei uma série de inconsistências. Reporto algumas:
    – Olhe essa espécie / espécime (espécime é um elemento da espécie);
    – Amava ensinar os / aos outros…
    – Sua mãe lhe / a olhava…

    Se posso sugerir alguma coisa, diria que o conto deveria passar por uma boa revisão, ajustando as frases, os parágrafos, adensar a trama, criar alguma forma de conflito que dê dimensão aos personagens e tal.

    Boa sorte no desafio.

    • Biólogo
      11 de dezembro de 2017

      Olá! Agradeço muito pelo comentário. Sempre existem alguns pontos no conto que precisam melhorar, os comentários são importantes para ajudar a consertar esses pontos. Por isso agradeço muito pelas dicas. Sobre a parte do lago a menina salvou a mãe da parte mais funda. No lago tinham locais que eram rasos como o que batia água até os joelhos e outros mais fundos. Eu me inspirei nos rios e igarapés que conheço. Agradeço novamente pelo comentário. Abraços!

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Publicado às 10 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .