EntreContos

Detox Literário.

A Saga do Homem Fogo (Pedro Luna)

No começo, eu era um artista de circo. Sim, do Gran Circus Moringa, que fazia o maior sucesso no interior do nordeste. Sempre que a caravana chegava em alguma dessas cidadezinhas esquecidas por Deus, assoladas pela pobreza, era uma grande agitação. Os meninos corriam descalços atrás dos caminhões, as mocinhas se enfeitavam e se debruçavam nas janelas, os vaqueiros tocavam os berrantes. Era uma festa.

Por conta dos meus poderes, a minha apresentação era a mais esperada. Era conhecido como Homem Fogo, porque conseguia inflamar minhas mãos e lançar no ar labaredas e bolas de fogo que explodiam como fogos de artifício, e depois as absorvia, para que sumissem. Um show vibrante e quente. A cada novo invocar de chamas, eu podia ouvir os urros que vinham da plateia embasbacada.

Após os espetáculos, os moradores me traziam presentes, comidas, queriam ver minhas mãos e tentar descobrir qual era o truque. Só que não havia truque. Perguntavam de onde eu tirava os meus poderes, se eu tinha vindo de outro planeta. Eu achava tudo aquilo muito engraçado, e atendia a todos com paciência, mas sem dar maiores detalhes. O segredo do sucesso de um artista é o mistério. Se as pessoas sabem tudo sobre você, então você não é mais tão interessante

O circo me fazia feliz. Quando criança, nas favelas do Recife, jamais pensei que seria um artista circense. Bom, tudo mudou quando conheci Morgana.

Ela morava em um fim de mundo chamado Sobradinho, onde o circo passou uma pequena temporada. Apareceu do nada, após um dia cheio de apresentações, e pediu um emprego para Silviano, o dono do circo. Disse que era vidente, que tinha visões. O Silviano não botou muita fé e pediu para ela fazer alguma previsão. Lembro como se fosse hoje. Morgana fechou os olhos, se concentrou e disse que algo de ruim ia acontecer com um dos membros do circo naquela noite. Em seguida, se retirou como se nada tivesse acontecido. O boato correu pelos bastidores. Todo mundo ficou assustado, olhando por cima dos ombros, mas a noite pareceu correr sem problemas. Um pouco antes do amanhecer, o anão Tobias, que tinha uma bexiga grande demais para o seu pequeno tamanho, levantou de seu catre em um dos trailers e foi até lá fora para mijar. Acabou sendo atacado por uma matilha de cachorros pé duros e famintos, que morderam os seus calcanhares e foram embora. No dia seguinte, Silviano comunicou que Tobias ficaria uns dias afastado do picadeiro e que Morgana tinha sido integrada ao elenco.

Morgana era uma mulher linda, apesar de um pouco maltratada pela miséria. A sua frieza era o que mais chamava atenção. Em seus primeiros dias, tentei forçar uma aproximação, jogar uma conversa fora, mas ela não me dava bola. Apenas me encarava com seus olhos rígidos e penetrantes, parecendo ver por baixo da minha pele. Nada dizia, nada demonstrava.

Com o passar do tempo, ela passou a fazer bastante sucesso. A Tenda da Vidente, onde atuava, era a nova sensação do circo. As pessoas formavam filas gigantescas para ouvirem premonições sobre seus futuros. Nas ruas das cidades, só se falava na mulher que tinha visões.

O meu show, que antes era o mais badalado, não estava mais com essa bola toda. Aquilo me deixou encucado. Eu era o Homem Fogo, droga, como podia existir algo mais legal que isso? Uma noite, entrei na fila e fui parar na tenda. Quando me viu, ela não esboçou nenhuma reação.

— Quero saber do meu futuro — falei, em tom de deboche. — O que vai acontecer comigo?

Morgana pegou a minha mão e fechou os olhos. Senti algo esquisito, uma energia estranha que passava por mim. Finalmente, ela voltou a si e me deu a seguinte mensagem:

— Eu vejo fogo. Vejo os seus poderes. Você quase morrerá por conta deles.

Aquilo foi como um soco em meu estômago. Fiquei nervoso.

— Ei, espere. Como assim? Explica isso direito.

— Não sei os detalhes. Já falei tudo o que vi.

Insisti mais um pouco, e foi inútil. Morgana estava irredutível. Deixei a tenda muito mal humorado. Na fila, as pessoas me olhavam, curiosas, então inflamei minhas mãos e joguei uma imensa bola de fogo para o céu, que estourou lá no alto. Ouvi palmas e gritinhos, mas pela primeira vez não fiquei satisfeito. Estava furioso com a vidente. Como assim eu morreria por conta dos poderes? Aquilo não era possível. Só podia ser brincadeira. Sim, ela tinha noção de que estava roubando a cena no circo e quis me zoar. Só podia ser isso. Decidi não me importar com aquela história, e foi aí que tudo aconteceu.

Era quase fim da temporada de viagens, e estávamos indo rumo a Inquisição, uma cidadezinha no interior de Pernambuco onde nunca havíamos estado. Coisas estranhas começaram a acontecer já no trajeto. O palhaço Boca Nua, em um momento de descuido, caiu da carroceria do caminhão e quebrou o braço. O anão Tobias, em uma de suas mijadas noturnas, foi picado por uma cobra. Adolf, o mágico cearense, perdeu o seu coelho de estimação. E quanto a mim, bom, eu não vinha dormindo direito. Tinha pesadelos terríveis, onde era perseguido por monstros e criaturas bizarras.

Finalmente chegamos a cidade, e o presságio sinistro se manteve. Enquanto montávamos a estrutura, era de se notar a estranheza dos moradores de Inquisição. Todos eram muitos sérios, desconfiados. Não havia meninos correndo atrás dos caminhões, não havia mocinhas encantadas com aquele movimento. Na realidade, as pessoas não chegavam perto. Apenas olhavam de longe, parecendo com medo. Os artistas fizeram uma pequena reunião, e Silviano bateu o martelo.

— Faremos o teste hoje a noite. Se o espetáculo não render, então desmontamos tudo pela manhã e partimos para outra cidade.

Eu não estava muito bem. Sentia um estranho nervosismo, uma sensação de que algo ruim ia acontecer. Lembrei da premonição de Morgana e fiquei ainda mais cabreiro. Decidi procurá-la e tirar satisfação, mas não a encontrei em lugar algum. Quando comuniquei o fato a Silviano, ele esfregou as têmporas, irritado.

— E essa agora? Que diabos. Onde se meteu essa mulher?

A busca por Morgana não obteve sucesso. Suas coisas também tinham sumido, então o mais provável é que tivesse mesmo ido embora. Não seria a primeira vez que algum artista picava a mula sem dizer nada a ninguém. Silviano começou a se desesperar, lamentando perder a sua galinha dos ovos de ouro, mas tudo aquilo acendeu novamente a minha chama.

— Não se preocupe, chefe — falei. — Vou fazer um show tão espetacular que as pessoas vão ficar loucas. O senhor não vai nem lembrar da Morgana.

E assim foi. Na hora do espetáculo, alguns poucos moradores compareceram. Era uma plateia tímida, fria. Eu nunca tinha visto uma gente daquela. Ninguém riu do Palhaço Boca Nua e seu braços quebrado, ninguém se impressionou quando Adolf tirou uma ratazana da cartola, ninguém levou a mão a boca quando o Tonhão Fortão levantou 500 kg com um braço só. O show estava indo de mal a pior, mas eu não me intimidei. Na minha vez, entrei no picadeiro dando cambalhotas e soltando labaredas. Depois comecei a lançar bolas de fogo para o alto, como se fossem meteoros, uma após a outra. Não queria dar tempo para a plateia respirar, e achei que estava conseguindo. Via os rostos incrédulos, as bocas escancaradas. Eles não queriam acreditar. Fiquei empolgado e continuei a sequência pirotécnica, mas então algo inédito aconteceu.

Aos gritos de desespero, as pessoas começaram a fugir. Pulavam das cadeiras, atropelavam umas as outras, corriam para a saída. Eu estava extasiado, sem entender nada. Silviano invadiu o palco, furioso.

— O que você fez, rapaz? Queimou alguém?

— Claro que não, eu sei controlar as chamas — respondi, ofendido. — Não sei o que houve. Achei que estavam gostando, e então… saíram correndo.

— Diabos, o povo daqui é maluco — disse Silviano. — Estamos perdendo tempo. Escutem todos — ele gritou. — Amanhã cedo desmontamos tudo e vamos embora dessa cidade de merda.

Deitado em meu catre, eu me sentia humilhado. Porque as pessoas tinham fugido? Será que não tinham gostado do show? Aquele pensamento remoía em minha mente, me perturbava. De madrugada, justo quando começava a pegar no sono, ouvi uns barulhos esquisitos, que vinham de longe. Sentei na cama e fiquei atento. Os barulhos se aproximavam. Eram vozes, gritos. Me levantei e fui até a janela do trailer. Não acreditei no que vi.

Os moradores da cidade. Eram eles. Vinham em grupo, centenas, carregando estacas e tochas. Gritavam em coro: “Entreguem o filho do diabo”, “Queremos o filho do diabo”. Eu perdi a respiração. Percebi o anão Tobias mijando ao lado de um dos caminhões. O infeliz se esforçava para terminar logo, mas sua bexiga era muito grande. Foi pego pelos moradores, que o jogaram no chão e começaram a chutá-lo.

Em seguida, eles começaram a revirar os trailers e quebrar os caminhões. Eu queria fugir, mas estava paralisado de medo. Vi quando o Silviano surgiu agitando os braços, tentando conter o vandalismo.

— Parem. Parem. O que diabos vocês querem?

— Queremos o Homem Fogo — gritou uma das moradoras, uma senhorinha de óculos que segurava uma bíblia numa mão, e um intimidador pedaço de pau na outra. — O filho do diabo. Precisamos eliminar esse mal da terra.

Senti um arrepio na espinha.

— Filho do diabo? — gritou Silviano. — Mas do que vocês estão fala…

Ele não conseguiu terminar, pois uma pedra atingiu a sua cabeça. A população avançou, pareciam animais raivosos, destruindo tudo. Eu não podia mais ficar ali. Abri a porta do trailer e sai correndo na direção contrária a manada.

— Ali, olhem – alguém gritou. — O Homem Fogo. Peguem ele.

Eu corri como se não houvesse amanhã. Vi o palhaço Boca Nua levando uma surra, o mágico Adolf sendo enfiado dentro de um baú, mas não podia ajudá-los. Filho do diabo? Meu Deus, o que fariam se conseguissem me pegar?

Atravessei o descampado onde o circo fora montado. As pedras voavam e passavam por minha cabeça. Ouvia os gritos batendo na minha nuca. Me enfiei no mato seco, sendo cortado pelos xique-xiques, pisando em pedrinhas pontiagudas, mas não parei um só momento. A escuridão era total, então acendi pequenas chamas nas pontas dos dedos, como se fossem velas, para iluminar o caminho. E foi aí que me dei conta.

Por que eu estava fugindo? Os moradores tinham pedras, paus, talvez armas, mas eu tinha poderes, ora. Eu era o Homem Fogo. E o Homem Fogo não fugia de ninguém. Aquele pensamento despertou uma cólera desconhecida dentro de mim, e interrompi a fuga. Me virei e dei de cara com a manada enlouquecida vindo na minha direção. Não pensei duas vezes. Abri os braços, concentrei toda a minha energia, e criei uma gigantesca bola de fogo que arremessei no chão. Quando a bola atingiu o solo, explodiu, e aí foi fogo para todo lado, com as chamas se alastrando pelo mato seco. Agora havia uma barreira entre eu e os fanáticos, e foi assim que consegui escapar.

Após semanas vagando e pegando carona, fui parar em Recife, onde tinha alguns amigos. Lá, finalmente soube notícias do circo. Ao que parecia, após apanhar muito e terem sido privados de suas roupas, a trupe tinha sido expulsa de Inquisição. Pelados, conseguiram chegar na cidade vizinha e pedir a ajuda da polícia. No fim das contas, todo o equipamento do circo tinham sido destruído, ninguém fora preso, e provavelmente ninguém pagaria pelo prejuízo. Era o fim do Gran Circus Moringa.

Passei um tempo traumatizado. Tinha medo de usar meus poderes, de alguém cismar que eu era parente do demônio. Tive vários empregos durante aquela fase. Empacotador, trocador de ônibus, peixeiro. Até que voltei a usar o meu poder de fogo e fazer apresentações em um teatro no centro da cidade. O espetáculo reunia várias pessoas com dons especiais, e era um sucesso. Com o tempo, fui perdendo o medo e me acostumei novamente a ser artista. O meu show era um dos mais esperados. Agora tinha novos truques, como o Dragão de Fogo, e a Ciranda de Fogo, e o povo gritava e aplaudia quando as chamas incendiavam o palco. O show atraía famosos, políticos, jornalistas. Eu estava de novo na crista da onda.

Uma noite, cheguei ao teatro e tive uma desagradável surpresa. O nosso patrão estava anunciando a chegada de uma nova artista para o elenco. Era Morgana. Quando a vi, fiquei furioso, mas me contive. Mais tarde, fui até o camarim e a encurralei.

Agora, ela não parecia maltratada. Estava mais bonita, elegante. Usava um turbante na cabeça. Ao me ver, sua expressão não se alterou. A agarrei pelos ombros e a sacudi com força.

— Você sabia de Inquisição? – gritei. — Você sabia o que ia acontecer?

Ela me encarou com seus olhos gélidos.

— Claro. Eu sou vidente, não sou?

Senti o ódio subir na garganta. A apertei com mais força, e depois a soltei.

— Eu devia queimar essa sua cara lisa — eu disse, me recompondo. — Por sua culpa o circo acabou.

— Não foi minha culpa, Homem Fogo — disse Morgana. — Aquilo precisava acontecer. Já estava escrito.

— Você foi embora. Nos abandonou nas mãos dos malucos.

— Eu não poderia ter feito nada. É como eu disse, já estava escrito.

A indiferença dela me agredia. Eu tentei. Juro que tentei deixar para lá, mas não ia ser possível. Com um gesto veloz, tranquei a porta e inflamei as mãos. Morgana parecia curiosa.

— O que vai fazer?

— Ué? Você não sabe? — eu ri. — Achei que podia ver o futuro.

Comecei a tocar fogo no camarim. Incendiando as cortinas, mesas, cadeiras. Usei tanto fogo que em poucos segundos as paredes ardiam em chamas. Fiquei parado, olhando para a vidente. Aguardando.

Ela continuava serena, observando a destruição. Aos poucos, o fogo ia se aproximando de seus pés, e a fumaça começava a enevoar o ambiente. Os olhos dela continuavam frios, distantes, mas então, do nada, eles começaram a lacrimejar. As linhas de seu rosto começaram a se contrair, e percebi que ela se esforçava. Sim, se segurava para não sucumbir.

Do lado de fora, as pessoas gritavam, mas eu segurei bem a porta. Vi Morgana cair de joelhos, começar a tossir. Era hora. Me aproximei e a encarei de cima. Vi o pavor no seu rosto, o medo em seus olhos.

— Por favor — ela gemeu, estendendo a mão. — Me ajude.

Ergui a mão e absorvi todo o fogo e fumaça da sala, que agora estava destruída. Morgana se deitou, arfando. Nesse momento, alguém arrombou a porta. Eram os artistas, preocupados. Deixei que eles socorressem Morgana e saí. Foi quando um deles veio até mim e me puxou pelo ombro.

— Ei, Homem Fogo. Que porra aconteceu aqui?

— Ora. Apenas um aquecimento – eu disse.

— Aquecimento? Você queimou o camarim inteiro, cara. Tá maluco? Porque fez isso?

Porquê? Pensei um pouco, e sorri ao perceber que a resposta estava na ponta da língua.

— Porque estava escrito.

E depois fui embora. Já havia dado meu show por aquela noite.

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45 comentários em “A Saga do Homem Fogo (Pedro Luna)

  1. Pedro Luna
    31 de dezembro de 2017

    A confusão no quarto parágrafo foi devido a um corte. Cortei metade do parágrafo, ficou daquela forma, e prossegui com o conto na intenção de retornar depois e ajeitar. Mas foi uma correria para enviar (escrevi faltando horas para o prazo) e acabei enviando sem reconstruir. Um erro imperdoável na minha opinião. O lado bom é que o conto me impactou, percebi que não dá mais para escrever de qualquer forma se eu quiser ser levado a sério. Grato pelas leituras.

  2. Marco Aurélio Saraiva
    30 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    A história é interessante; faz bastante sentido. Há um desenvolvimento interessante do Homem Fogo e de Morgana… que não leva a lugar algum. Quanto terminei de ler o conto, senti que tinha acabado de terminar um capítulo, e que ainda faltavam muitos outros.

    Foi uma leitura estranha, essa do seu conto. Li com voracidade, gostando de cada linha que lia, mas quando acabou, ficou aquela horrível sensação de que nada foi concluído. Há uma narrativa lógica, numa crescente até o clímax em Inquisição (belo nome para uma cidade de fanáticos, rs rs rs), e então a narrativa descende até um clima tranquilo novamente. Quando Mogana aparece, há de se esperar um desenvolvimento diferente… mas tudo o que acontece é uma brincadeira do Homem Fogo para força-la a pedir ajuda. Nâo sei… acho que acabei ficando insatisfeito com este final.

    Enfim: excelente história, bom desenvolvimento, excelente ambientação, um bom tom humorístico, mas um final vazio que deixa um gosto amargo na boca.

    =====TÉCNICA=====

    Sua técnica é muito boa. É daquelas que conduz o leitor com um ritmo correto, bem cadenciado, sem pausas desnecessárias e, ainda assim, conseguindo conjurar excelentes descrições na mente do leitor. Você, com certeza, sabe o que está fazendo.

  3. Amanda Gomez
    30 de dezembro de 2017

    Olá, FireBoy!

    Olá!

    Achei seu conto interessante, você fez uma ótima ambientação, os personagens são bem construídos, consegue manter o ritmo bem dosado entre ação e suspense. Eu achei o homem fogo um tanto infantil, ele tem um comportamento meio besta para algumas situações, parece ser mimado mesmo. Acho que Morgana merecia um pouco mais de espaço, quem sabe revelar suas origens, a cena final foi um tanto sem sentido pra mim, ele queimar tudo… por um ” tá escrito” como resposta.

    Queria saber mais ou menos o tempo em que se passa essa história, em dados momentos achei que fosse atual.. mas ai a cidade, a parte circense remete a algo mais de época.

    Achei o conto muito bom, principalmente nas cenas de ação.. dá uma movimentarão boa na história e deixa o leitor atento.

    Uma observação, era que talvez é que se as perguntas sem respostas tivessem sido explorada o conto seria ainda melhor.

    Parabéns, Boa sorte no desafio!

  4. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    44. A saga do Homem Fogo (Fireboy):
    Ai está um conto que me cativou desde a PREMISSA: a vida do circo, o Homem Tocha e a vidente. Gostei muito. A TÉCNICA empregada também foi bastante condizente com as exigências da história, da apresentação dos personagens e de construção da história. Como APRIMORAMENTO, eu diria que faltou esclarecer a motivação da população para persegui-lo – seria o caso de uma superstição como Filho do Diabo, com todos concordando? E, principalmente, o reencontro entre os dois me pareceu uma encruzilhada onde o autor resolveu de forma acelerada demais a situação.

  5. Leo Jardim
    29 de dezembro de 2017

    # A Saga do Homem Fogo (Fireboy)

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫):

    – jamais pensei que seria um artista circense. Bom, tudo mudou quando conheci Morgana. (A impressão que tive nesse trecho é que Morgana teria mudado a opinião dele de não ser um artista, mas no parágrafo seguinte, ele já estava no circo e ela queria entrar. Seria melhor elaborar um pouco melhor o parágrafo para não criar essa sensação)
    – Você *quase* morrerá por conta deles (não foi uma premonição tão ruim assim, vai)
    – Como assim eu morreria por conta dos poderes? (Aqui ficou um furo, porque ela disse “quase” e não que ele ia morrer)
    – o personagem é bom e o clima circense de interior ficou bom, mas a trama em si não me agradou muito: primeiro porque não explicou por que os moradores de Inquisição agiram daquele jeito? O texto exigia que alguma explicação fosse dada, por exemplo um padre ou pastor incitando a rebelião popular; do jeito que ficou, parecia simplesmente algo que precisava acontecer para a trama andar
    – a solução adotada também não me pareceu que fechou a trama: ele se vingou da mulher e o texto terminou ali, deixando muita coisa aberta

    📝 Técnica (⭐⭐⭐⭐▫):

    – gostei da técnica, boa narração, texto bastante fluído
    – não há grandes trabalhos linguísticos, mas vi nenhum erro ortográfico; uma técnica que foca no andamento da trama e faz isso muito bem

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – ganha pontos aqui pelos bons personagens (incluindo os coadjuvantes) e ambientação circense

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – bastante adequado ao tema do desafio: controlar o fogo e vidência (✔)

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫):

    – a impressão geral do conto é boa: gostei dos personagens, do ritmo, da ambientação…
    – mas o fim não me agradou: acabou sendo meio broxante
    – não devia, mas, se me permite, gostaria de dar uma sugestão: acredito que a premonição de Morgana deveria ser que os poderes dele o matariam mesmo. Depois do ocorrido em Inquisição, ele teria achado que conseguiu evitar a premonição, que Morgana não era tão boa vidente assim. Quando os dois se reencontrassem, ele poderia ter a mesma reação, queimando tudo. Só que, quando ele desistisse de assustar ela e apagasse as chamas, acabaria causando um colapso nas estruturas do prédio e soterrando os dois: no fim, a premonição dela teria feito tido sentido
    – desculpa minha intromissão, mas fiz isso porque realmente havia gostado bastante da trama; com alguns poucos ajustes, acho que ficará muito boa e esse foi só um exemplo de uns ajustes que poderiam ser feitos (use apenas se desejar)

  6. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá, Fireboy. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    Você escreve muito bem e aqui presenteou-nos com um conto ligeiro, bem-disposto, cheio de ação e sem pretensões. Embora aprecie alguma metafísica e a abordagem de questões que nos levem a pensar e questionar, também gosto muito de entretenimento por si só, como foi o caso. Neste desafio, e estou quase a chegar ao final das leituras, houve muita pretensão, algo que, para que funcione, exige qualidades narrativas que poucos têm. Assim, chegar ao seu conto e ler uma história que apenas pretende entreter e divertir um pouco, com simplicidade e bem escrita, foi quase como encontrar um oásis onde finalmente pude refrescar a minha sede. Gostei dos personagens q.b., na medida exata em que se ofereceram. Gostei da narrativa na primeira pessoa, descontraída e desenvolta, como toda a história. Tive um lampejo de paixão do Fireboy pela vidente, mas não tenho a certeza de que lá estivesse. Mas poderia, sim. Uma mulher bonita, distante, indiferente, vidente e fria, dificilmente deixaria indiferente um Fireboy. A cena do fogo foi quase como uma vingança, um marcar da sua masculinidade, um possuí-la sem violação, a satisfação de a fazer render-se. Muito competente, a sua escrita. Tem um ou outro lapso na revisão, nada mais. Está perfeitamente adequado ao tema do desafio. Sensação de ter bebido água fresca, oferecida pelo superpoder do homem fogo. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  7. Miquéias Dell'Orti
    28 de dezembro de 2017

    Oi 🙂

    Seu conto tem uma dose de ação que, particularmente, gosto bastante. O ponto alto para mim foi parte da perseguição do povo Inquisidor… fiquei sem fôlego… parabéns.

    O final começou bem, com o reencontro com Morgana e com o Homem Fogo queimando o camarim… tudo parecia cair num desfecho do car$#%# e fiquei na maior expectativa… mas quando ele simplesmente apagou as chamas e disse só fez aquilo por que estava escrito me senti traído pelo texto kkkk… não ficou ruim… de jeito nenhum…. mas me deixou um pouco frustrado. Histórias tem desses coisas, não é?

    Achei massa demais colocar o Homem Fogo fazendo uma premonição do final: “— Não se preocupe, chefe — falei. — Vou fazer um show tão espetacular que as pessoas vão ficar loucas. O senhor não vai nem lembrar da Morgana.” – eu ri kkk.

    Eu gosto bastante de narrativas rápidas… que não deixam a gente respirar, mas que tem uma escrita clara e fácil… você tem uma técnica ótima e é muito bom nesse tipo de narração.

    Parabéns pelo trabalho!

  8. Rubem Cabral
    28 de dezembro de 2017

    Olá, Fireboy.

    O conto tem bons momentos, feito quando fala do circo mambembe e de seus componentes, assim como alguns aspectos do interior nordestino. Contudo, a trama interessante do Homem-Fogo e da vidente ficou um tanto confusa, assim como sua conclusão. Penso também que teria sido melhor abraçar de vez o humor, ao invés de um lampejo aqui e acolá.

    Boca Nua, Tobias e os outros mereciam mais espaço.

    Quanto às escrita, têm umas coisinhas por arrumar, mas nada que comprometa. Os diálogos estão bons também.

    Abraços e boa sorte no desafio!

  9. Fernando Cyrino.
    28 de dezembro de 2017

    Olá, Fireboy, cá estou eu às voltas com o seu conto pirotécnico. Uma história interessante, mas que precisa ser melhor contada, foi o que eu senti. Pareceu-me que você estava correndo, aflito para enviar o conto, eis que o prazo final dado pelo desafio já se esgotava. Isto então fez com que faltasse uma última e eficaz revisão, além de um cuidado maior com o enredo. Juntar circo com superpoder é o mesmo que criar um ambiente propício para se desenvolver boas histórias. E você teve esta sacada. A sua ideia é bem legal, a sua criatividade bem alta, mas a execução ficou devendo. Conto-lhe que na minha opinião alguns personagens mereciam história melhor que as lhe foi concedida. Por exemplo, o caso do anão. Uma pena ele ser reconhecido somente pela sua necessidade aflita de sair da barraca à noite para urinar. E aqui, repare que a cena se tornou meio contraditória. Para ter que se aliviar nas madrugadas ele deveria ter a bexiga diminuída e não grande, como era a dele. Bem, é isto. Acho que seria legal rever o seu conto. Ele tem um potencial tremendo e você será capaz desta nova missão. Não por acaso você é o Fireboy. Grande abraço.

  10. Catarina Cunha
    28 de dezembro de 2017

    Até o fim da cena no mato seco eu estava adorando o conto. Personagens sólidos, misteriosos e bastante cenográficos. Depois, quando ele vai para Recife recomeçar a vida, o conto dá uma caída vertiginosa e não recupera mais o clímax atingido em Inquisição.
    A cena do camarim não foi reveladora, pelo menos não para meu simplório paladar.
    Sugestão: Acho que a história merece uma investida no final e na origem dos poderes do Homem Fogo.

  11. Estela Goulart
    27 de dezembro de 2017

    Olá. O conto começou bem, mas, assim como em outros que li, esperava mais. O final frustrou um pouco. Achei meio forçada a parte em que ele encurrala a vidente, e o excesso de estresse só confirma o que ela tanto dizia sobre o futuro. Poderia ter sido melhor. Mas, fora isso, é criativo. Parabéns e boa sorte.

  12. Givago Domingues Thimoti
    27 de dezembro de 2017

    Olá, Fireboy

    Tudo bem?

    Por mais que a leitura seja fluída e isso seja importante num texto, acho que a trama ficou ruim. Faltou, na minha opinião, um pouco mais de drama, algo a mais que prendesse a leitura; como já sugeriram, o Homem Fogo poderia ser um pouco mais intempestivo ou um caso entre ele e Morgana.

    Os erros gramaticais também pesaram contra o seu conto. Notei muitas repetições e alguns erros na hora de conjugar verbos, como já apontaram também.

    Boa sorte!

  13. Pedro Paulo
    26 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    O conto nos traz a jornada do Homem de Fogo, um orgulhoso artista de circo, que se utiliza dos seus poderes para encantar multidões nos interiores do Nordeste. No entanto, terminada a leitura, tive a impressão de que essa não foi a história que o autor quis contar, uma vez que a atenção da história fica para o impacto das intervenções (e não intervenções) de Morgana e, além do mais, tem o seu desfecho com um confronto entre ela e o protagonista. Mas isso é um ponto positivo, pois o que antes poderia ser uma história “fora de foco”, veio como uma história sutil, o autor mostrando domínio sobre a narrativa e uma escrita ágil, nos deixando presos à narração da personagem e igualmente intrigados pela presença de Morgana. Para falar a verdade, no final eu fiquei pensando o que aconteceria depois com eles dois, dado o desafio que ele a impôs no camarim. Aquele momento também serviu para delinear ainda mais o personagem, exaltando o seu orgulho e mostrando a sua disposição para se fazer valer, dado que a menina quase morreu. É um conto com início, meio e fim, que o leitor termina querendo saber sobre o que acontecerá às personagens. Tem alguns erros gramaticais, com falta de crases ou preposições e, além disso, há dois momentos que confundem um pouco a leitura, como no seguinte:

    “Quando criança, nas favelas do Recife, jamais pensei que seria um artista circense. Bom, tudo mudou quando conheci Morgana.”
    Faz parecer que ele conheceu Morgana quando criança e que foi ela a razão para ele ter seguido a carreira circense. Mas não me veio nada que tenha prejudicado a leitura.

  14. Fil Felix
    26 de dezembro de 2017

    Gosto muito do tema circense, da magia do circo, da coisa dos freaks, os mistérios, da união de trupe e as viagens. Nisso, o conto me fisgou. As personagens são carismáticas e há uma simbologia legal, desde o nome Morgana à Inquisição, cidade que mais parece uma Salém. Talvez por isso, por acabar gostando do contexto, eu tenha esperado mais da história, me frustrando um pouco no final. Por se passar no nordeste e com pessoas que não aceitam o diferente, seria interessante situar o leitor numa época (quando acontece?) e ter dado uma regionalizada, uma identidade estética melhor. Gostei de como o protagonista explode e resolve se vingar, todo o percurso ficou legal, mas o final acaba como que por isso mesmo. Os coadjuvantes, como o Boca Nua e o Anão, também roubam a cena!

  15. Renata Rothstein
    26 de dezembro de 2017

    Oi, Fireboy!
    Olha, quente o seu conto, hein? rsrs
    Gostei demais da temática cirecense, homem com poderes de fogo e suas aventuras e desventuras, bem contado, bem escrito e estruturado, bem humorado. Final dinâmico e surpreendente, seu conto é ótimo mesmo.
    Parabéns, boa sorte no Desafio

  16. Paula Giannini
    26 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Interessante como o circo inspirou o desafio Super poderes. Talvez devido ao “bizarro” de se saber que, no fundo, tudo o quanto é diferente sofre com a curiosidade alheia.

    Ambientado em um pequeno circo do nordeste, o conto nos traz uma atmosfera peculiar e, ao menos para mim, familiar, do tempo de infância. Seu texto me fez lembrar, com nostalgia, desse tempo de alumbramento, onde o sensorial despertava todos os meus sentidos. Já disse isso em um conto meu, saudade tem cheiro, saudade tem cor… E é justamente nesse aspecto que se encontra o lado mais interessante desse trabalho. A capacidade do(a) autor(a) em criar imagens, cenas e cenários, de modo tão vívido, rico em detalhes, sem ser descritivo, transportando o leitor para dentro da situação narrada. É quase como se acompanhássemos a trama de pertinho, como observadores colados aos protagonistas.

    Quanto ao arco dramático da história, acredito que a trama funcione na medida em que se trata de um recorte na vida desses personagens tão bem criados. Aqui, não há uma catarse propriamente dita, mas situações pelas quais o personagem protagonista passa, reagindo a elas de modo até negativo. O homem fogo, neste texto que traz a palavra “saga” no título, não se comporta como herói ou vilão, mas, de certa forma, ele queima (a si mesmo) no círculo das vaidades. Por isso, acredito que este recorte mereça (e muito) ser encaixado em uma narrativa mais longa, onde o leitor conheça melhor estes personagens ótimos aqui expostos, seus conflitos internos e o que os leva a realizar tais ações.

    Parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  17. Edinaldo Garcia
    26 de dezembro de 2017

    A Saga do Homem Fogo (Fireboy) ou Fireman? rsrsrs

    Trama: Sujeito superpoderoso usa suas habilidades para ganhar a vida como artista.

    Impressões: Um texto bem ambientado, o clima das cidadezinhas é interessante, até o nome dos lugarejos fictícios soaram bem. Os personagens são sim carismáticos, interessante todo elenco do circo; me diverti muito com as peripécias do anão, pois me identifico, viu.

    “O circo me fazia feliz. Quando criança, nas favelas do Recife, jamais pensei que seria um artista circense. Bom, tudo mudou quando conheci Morgana.”
    O que mudou foi a felicidade que ele tinha no circo, mas essa construção me pareceu em primeiro momento que Morgana o influenciou a ser artista de circo. Obviamente que o parágrafo seguinte explica o que aconteceu de fato, mas uma melhorada neste período poderia ser interessante.

    Linguagem é escrita: Uma escrita simples, bastante informal, direta e que leva a trama para frente. Um texto agradável de ler.

    Errinhos em:
    Finalmente chegamos a cidade – à cidade
    Porquê? – Por quê?

    Veredito: Um bom conto. Agradável e divertido.

  18. Luis Guilherme
    26 de dezembro de 2017

    Bom diaaa! cê tá bem?

    Ufa, reta final das leituras! Vamos lá.

    Cara, achei que se conto tem uma premissa muito boa, mas acabou não entregando tanto quanto prometeu.

    Não sei dizer exatamente o pq.

    Pra começar, gostei bastante do superpoder e do ambiente do enredo. Eu adoro histórias com circo, pois tem um potencial infinito. Dá pra escrever terror, suspense, drama, comédia, ou o que mais der pra imaginar. E sua ambientação foi muito legal. Adorei o circo que você criou.

    E então chega Morgana, misteriosa e vidente. Ali, criei uma expectativa enorme! Tinha tudo pra ser uma baita história. E não é que não tenha sido boa. O desenvolvimento foi bem legal, você foi construindo bem os personagens, que são interessantíssimos.

    Porém, a partir da chegada a Inquisição, achei que a coisa desandou um pouco. Mas vamos por partes.

    Primeiro, achei meio estranho a Morgana sumir do nada. Não estranho dentro do enredo, mas sim pro leitor, pois deixou óbvio que ali aconteceria a tragédia.

    Aliás, gostei da sacada do nome da cidade. Acho que vi alguem criticando isso, mas eu achei uma baita sacada! Mandou bem.

    Porém, achei que à partir dali, o enredo decaiu um pouco. Até então tava curioso e um pouco enigmático, mas o desenrolar depois da fuga do rapaz foi abaixo do esperado.

    Não gostei muito do desfecho, especialmente. Achei que descaracterizou bastante os dois melhores personagens.

    Primeiro, o rapaz, que se tornou subitamente agressivo e meio irresponsável. Mas especialmente Morgana, que era minha personagem favorita. De misteriosa, a mulher passou a sádica e covarde rapidamente.

    Enfim, é um bom conto, tem um enredo super interessante e curioso, mas achei que o desfecho decaiu muito, tirando um pouco do brilho inicial.

    Quanto à escrita, não notei problemas gramaticais significativos.

    Parabéns, boa sorte e boas festas!

  19. Paula Giannini
    26 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Que dom terrível, prever a morte de mãos atadas. Um conflito clássico e, acredito, eterno, além de ser tema que acompanha a humanidade desde tempos imemoriais.

    Mais que o conflito acima descrito, porém, o conto nos traz o dilema de uma protagonista que tenta, em vão, durante toda a sua vida, reverter aquilo que, embora todos saibamos certo, poderia, ao menos ser adiado. Passando ao largo de questões como “o destino é hora de cada um” ou mesmo do clichê “causa e consequência”, o(a) autor(a) reflete sobre o protagonismo ativo que a personagem precisa assumir para, finalmente, salvar uma das vidas para a qual vislumbrou a morte eminente.

    Dessa forma, vemos Dona Morte avisando a todos sobre seus destinos em vão, até o dia em que resolve, ela mesma, agir por conta própria.

    Até que ponto a premissa serve apenas para a dualidade vida e morte? Não. Para esta leitora aqui, ela serve para diversos aspectos de nossas vidas, como uma metáfora para “se quer assim, faça você mesmo”, “agarre seu destino com as duas mãos”, “não espere dos outros aquilo que lhe cabe”, e por aí vai.

    É interessante, também, notar como o(a) autor(a) constrói a narrativa no tempo presente, a partir das reflexões da personagem em uma festa. Assim, com habilidade de um(a) autor(a) consciente de suas escolhas, vemos o tempo migrar para o pretérito nos momentos em que a narradora se recorda da história propriamente dita.

    Parabéns.

    Desejo-lhe muita sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  20. eduardoselga
    26 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    O fato de a cidade chamar-se Inquisição e protagonista ser perseguido pela turba como “filho do Diabo”, concede ao texto, inicialmente, um viés interessante, sobretudo porque nesse período histórico o fogo era instrumento de pena para os considerados hereges.

    À medida que a narrativa avança, aparentemente o(a) autor(a) abandona essa relação metafórica, mas ela permanece, noutro nível. É que a fogo era usado na Inquisição por ser, simbolicamente, elemento purificador dos supostos pecadores. O personagem, tomado pela vaidade e pelo ressentimento, faz do camarim um inferno, o que sufoca a vidente. Diante disso, ela diz: “Por favor — ela gemeu, estendendo a mão. — Me ajude”. É, simbolicamente, a pecadora entregue e arrependida diante do fogo purificador. Aumenta a força da imagem o “detalhe” de a vidente usar turbante e ler as mãos, sugerindo a bruxa, como eram classificadas as mulheres acusadas de heresia pela a Inquisição.

    Em “[…] cachorros pé duros […]” o correto é PÉS-DUROS.

    Em “Finalmente chegamos a cidade […]” falta sinal indicativo de CRASE.

    Em “[…] vamos embora dessa cidade de merda” o correto é DESTA.

    Em “Precisamos eliminar esse mal da terra” TERRA tem INICIAL MAIÚSCULA.

    Em “[…] todo o equipamento do circo tinham sido destruído […]” o correto é TINHA.

    Em “A agarrei pelos ombros […]” o correto é AGARREI-A.

  21. Sigridi Borges
    25 de dezembro de 2017

    Olá, Fireboy!
    Seu conto está de acordo com o tema proposto pelo desafio.
    A leitura foi simples e de fácil acompanhamento.
    Sugiro uma revisão nas concordâncias. Existem vários pequenos erros, talvez de digitação, ou não.
    Achei o final muito irônico, pareceu-me uma vingança com desculpa no destino.
    A meu ver, poderia ser diferente. Tinha tudo para ter um final melhor.
    Não gosto de ver anões em show de circo. Sinto-me incomodada.
    Mas…
    Obrigada por escrever.

  22. Higor Benizio
    25 de dezembro de 2017

    Detesto alegorias (infelizmente tenho que repetir)… E o texto, em momento algum, consegue superar isso, nem no enredo, nem na narrativa. Acho que o autor(a) devido ao nível razoável da escrita, poderia ter feito melhor. Chamar a cidadezinha de “Inquisição” foi de extremo mau gosto, prova da ignorância do autor(a) com relação ao assunto… Uma pena.

  23. Regina Ruth Rincon Caires
    25 de dezembro de 2017

    Para início, a descrição é perfeita. A ambientação do circo é um primor, fala sobre detalhes. São dois superpoderes: controle do fogo e vidência, bem caracterizados. O texto carece de revisão. A escrita tem fluência, proporciona uma leitura prazerosa. A simplicidade do conto encanta, escrito com leveza, com cadência. Enredo bem estruturado, lembra aquelas histórias contadas numa roda de amigos. Narrativa rápida, direta.
    Parabéns, Fireboy!
    Boa sorte!

  24. Rafael Penha
    24 de dezembro de 2017

    Olá , Fireboy

    1- Tema: Se adequa perfeitamente nos parâmetros do desafio.

    2- Gramática: Achei e leitura interessante e fluida. Sem problemas de gramática que tenham me atrapalhado.

    3- Estilo – Uma história contada de forma simples e direta. Sem embaraços.

    4- Roteiro; Narrativa – Uma narrativa fácil e envolvente. O poder do protagonista não é explicado e talvez não precise. O enredo é interessante mas não há arco de desenvolvimento. A mulher fez profecias, o circo foi destruído, ele colocou um medo nela no fim. A história saiu de um ponto comum e volto a outro ponto comum. O personagem não foi desafiado, não teve conflito e não se desenvolveu, limitando-se a ser exatamente o que era no início.

    Resumo: Conto bem escrito, a atmosfera circense ambientada no nordeste é bem legal e rica, mas a história não disse a que veio. Ficou como uma história solta, sem drama, ou desenvolvimento.

    Grande abraço!

  25. Antonio Stegues Batista
    24 de dezembro de 2017

    A narrativa contém o poder de criar curiosidade no leitor, querer saber o que vai acontecer a seguir. Eu esperava algo interessante, mas ficou tudo meio esquisito. O anão é atacado por uma matilha de cães raivosos e eles só mordem os calcanhares dele? Morgana volta só para cumprir o que já estava escrito?( Essa frase ficou até redundante!) O final ficou fraco eu esperava algo mais surpreendente. Boa sorte.

  26. Ana Carolina Machado
    23 de dezembro de 2017

    Oiii. O conto é bem criativo. A ambientação no circo foi muito boa e a cena daquelas pessoas que destruíram o circo por não entenderem o poder dele também. Aquelas pessoas o temeram por não compreenderem o poder dele, as pessoas temem aquilo que não entendem. Eu achei que ele fosse realmente matar a Morgana, mas no fim se controlou, acho que esse controle era parte da personalidade dele ou talvez ele quisesse apenas dá um susto. Ainda falando na vingança, pelo que entendi a mulher sabia o que ia ocorrer, tentou manter a calma, mas no momento ficou com medo quando viu que ele pretendia realmente se vingar. Apenas achei o final meio corrido. Parabéns pelo conto. Boa sorte.

  27. Fheluany Nogueira
    22 de dezembro de 2017

    Superpoder: o domínio sobre o fogo do narrador e a vidência da moça.

    Enredo e criatividade: Interessante a subversão dos quadros que realmente existem nos circos, através de truques, aqui com os superpoderes. Aliás, a trama se prende mais à inveja e vingança e suas consequências do que às habilidades especiais.

    Estilo e linguagem: narrativa simples, linear, fluente, ritmo agradável. O foco narrativo permite uma linguagem mais coloquial, próxima da fala, mas, mesmo assim carece de revisão em uso da crase, concordância e outros deslizes.
    Gostei da ideia, da trama divertida. Parabéns pelo trabalho! Abraços

  28. Bia Machado
    22 de dezembro de 2017

    – Enredo: 1/1 – É um enredo interessante e que foge um pouco do que o pessoal colocou aqui.
    – Ritmo: 0,5/1 – O autor empregou um ritmo bom de leitura, pelo menos eu consegui levar de uma vez só a narrativa. Só o final, pra mim, destoou do restante. Há uma quebra, parecendo até que o autor/autora deu uma cansada e quis resolver a coisa de um jeito que desse pra terminar ali, sem maiores contratempos.
    – Personagens: 1/1 – Ajudam muito a levar o conto, mesmo a maioria sendo de “coadjuvante”. Sem maniqueismo também.
    – Emoção: 1/1 – Eu gostei do conto. No começo, sinceridade, achei que não ia gostar, mas o conto me levou até o final e eu achei isso muito bom.
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Sim, adequado.
    – Gramática: 0,3/0,5 – Vou descontar um pouco pela falta de revisão. Terá sido a pressa que fez com que o autor escorregasse no uso dos porquês? E o correto é “entre mim e…”, pois após preposição é o MIM que eu uso. Mais alguns errinhos bobos que passaram.

    Dicas: Trabalhar mais o final, a partir da fuga do cara. Acho que essa parte ficou muito rápida, não acompanha a qualidade do restante do texto.

    Frase destaque: “Os olhos dela continuavam frios, distantes, mas então, do nada, eles começaram a lacrimejar.”

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  29. João Freitas
    21 de dezembro de 2017

    Olá!

    Devo dizer que adorei o seu conto! É um dos meus favoritos desta edição. Ri-me muito na parte em Inquisição, quando o povo vai com tochas atrás do “Homem-Fogo”.
    Muito do valor do seu conto é devido ao facto de estar escrito na primeira pessoa, que permitiu essa escrita mais descontraída com algum teor cómico que o torna muito bom de se ler.

    Muitos parabéns e boa sorte!

  30. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Saga do homem de fogo, a lembrar excessivamente o homem de fogo do Quarteto Fantástico. Este é um dos poderes que eu menos compreendo. Como é que alguém pode arder e manipular o fogo sem se queimar a ele próprio? Parece-me paradoxal, mas a literatura alimenta-se destes paradoxos. Gostei do conto, se bem que é algo linear e com linguagem coloquial – já sei que trata de gente simples, artistas de circo, mas a linguagem no discurso directo poderia ser mais desafiante.

  31. angst447
    20 de dezembro de 2017

    Olá, Fireboy, tudo bem?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com sucesso. Temos o poder de vidência (?) da moça e o poder da manipulação do fogo do protagonista. No entanto, fiquei com impressão de que o tema escolhido pelo autor foi CIRCO. (Quem sabe numa próxima enquete, esse tema vença?)
    Não encontrei grandes problemas na sua revisão, apenas algumas crases faltando como já deve ter apontado algum colega.
    A linguagem é simples, o enredo é fácil de acompanhar e a leitura flui bem. Esperava algo mais radical no final, mas gostei da última frase.
    Ritmo adequado à ação da trama. Os diálogos estão bem construídos.
    Boa sorte!

  32. Juliana Calafange
    20 de dezembro de 2017

    Um bom conto, instigante e criativo. Vc levou os ‘superpoderes’ para o lado da ficção científica. Me lembrou o filme A Origem, do Christopher Nolan.
    Mas achei um pouco confuso em algumas partes. Me incomodou um pouco ter que ficar relendo alguns trechos para entender o que se passava. Também senti falta de uma maior construção da protagonista. Gostaria de ter me envolvido mais, me aproximado mais dela, do que ela sente e pensa.
    Alguns erros de revisão, mas nada que comprometa o brilho do conto. Parabéns!

  33. Felipe Rodrigues
    20 de dezembro de 2017

    O conto tem jeito de causo, os dois personagens – fogo e adivinha – funcionam muito bem como pólos da história. Gostei dos personagens secundários, como o anão mijão e o fortão, assim como da trama envolvendo a trupe. O homem fogo me pareceu um cara meio infantil, mandão, mas até aí… O que me pegou um pouco foi o final, achei abrupto demais.

  34. Paulo Ferreira
    19 de dezembro de 2017

    “Quando criança, nos bairros do Recife.” Esta frase faz parte de mim, pois também sou da mesma terrinha, ou Terrona, melhor dizendo. E também corri muito atrás de circos mambembes, “deus-tomara-que-não-chova”. Só nunca engoli fogo, nem comi vidro, mas fiz muitas palhaçadas nos circos que eu mesmo montava com os lençóis de minha mãe. Seu conto já me ganhou por essa introdução de minhas reminiscências. Eu era o palhaço “Miolo Mole”.
    Quanto ao conto, é um belo enredo e muito bem sincronizado trama e escrita. Só achei estranho esse poder do “homem fogo”, pois é sabido que existe de fato, essa atração nestas categorias de circos, mas que não passa de técnica e até algum truque. Não poder real, e nem o autor nos dá subsídios de onde ele adquiriu tal poder. Porém, como é ficção e pertencente ao estilo fantástico, tudo é válido não é mesmo! A narrativa é perfeitamente bem conduzida, com uma escrita primorosa, e sem problemas gramaticais. Belíssimo trabalho, cuja realização diz a que veio. Boa sorte no desafio.

  35. Neusa Maria Fontolan
    17 de dezembro de 2017

    Texto que flui bem. A leitura foi boa, sem nada que atrapalhasse ou me fizesse voltar atrás para conferir.
    O conto é bom, com uma pequena vingança, ou desabafo, no final. Da pra entender o lado do homem fogo. Se Morgana (como vidente) sabia o que ia acontecer, porque não avisou a todos? Ela foi egoísta, fez as malas e tirou o corpo fora.
    Ela devia de ter visto que o homem fogo iria cobrá-la! Se não viu é porque estava escrito mesmo.

    Parabéns e obrigada por escrever

  36. Bianca Amaro
    17 de dezembro de 2017

    Saudações Fireboy!
    Gostei de seu conto, ele tem uma narrativa ótima, que flui livremente, simples e gostosa de se ler. Achei prazeroso de se ler.
    A trama é boa e é bem adequada ao tema “superpoderes”. Além disso, gostei da história acontecer em um humilde circo, daqueles que vão em região a região.
    Gostei dos personagens, mais não os amei. Acho que era preciso um pouco mais de tempo falando sobre eles, suas experiências e opiniões, para fazer o leitor se apaixonar por eles. Acho que por isso a cena em que o circo foi destruído não causou tanta tristeza.
    No final, o modo que o personagem respondeu a pergunta do artista foi bem legal.
    Enfim, eu gostei da trama e da narrativa de seu texto, só acho que os personagens precisam ser um pouco mais elaborados.
    Parabéns e boa sorte!

  37. Andre Brizola
    17 de dezembro de 2017

    Salve, Fireboy!

    É um conto direto, sem pausas para muitas explicações, e com foco nos poderes e suas consequências, tanto físicas quanto emocionais para os personagens. É uma maneira legal de contar uma história cujo tema é justamente o quão diferente o poder torna a pessoa de uma outra sem poderes. Aqui vemos um artista de circo, vaidoso pelo fato de seu diferencial o tornar um astro, e sua “antagonista”, a mulher com o poder de ver o futuro, mas insensível com os rumos que cada história visualizada toma.
    Alguma coisas foram meio decepcionantes pra mim,entretanto. O ambiente do circo é sempre pitoresco e diferente do normal, e eu esperava um pouco mais disso no panorama geral da ambientação. Não consegui imaginar um circo real, e sim um daqueles popularizados pelo cinema, onde o glamour toma a cena, enquanto a vida real não aparece de fato. Isso fica bem caracterizado pelo anão, que está sempre urinando. O cara tem que sair do trailer para tal, o que nos faz pensar que os trailers eram bem precários. Mas a visão do Homem Fogo era a de presentes e visitas, e essa a visão que acaba permeando a leitura.
    No geral é um conto legal, com um enredo calcado nos acontecimentos ao redor das predições de Morgana, mas sem o mistério que tais previsões poderiam ocasionar.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  38. iolandinhapinheiro
    16 de dezembro de 2017

    Olá, Homem – Fogo. Seu conto foi simples e rápido. A adequação ao tema foi perfeita, a história é interessante, seu personagem principal cumpre com seu papel.

    A trama comete alguns pecados de coerência, por exemplo, ele conta que nem sonhava em ser artista de circo até Morgana aparecer, mas quando ela apareceu ele já era artista de circo. A vidente parece não ter nenhum propósito pessoal, ela passa na história sem se envolver em nada ou ninguém e parece não se importar com o que vai acontecer.

    Não sei porque o anão estava sempre mijando. Os personagens coadjuvantes estavam mais para figurantes, assim, quando o circo é destruído, o leitor não fica nem triste, porque não há empatia alguma entre eles e quem lê a história.

    Gostei do fim. O fechamento do conto foi bem inteligente.

    Encontrei erros de concordância pelo texto.

    É isso, boa sorte.

    Iolanda.

  39. Olisomar Pires
    16 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: boa escrita, direta e sem firulas. Criatividade alta. Boa condução.

    Pontos negativos: o espaço de tempo entre a previsão da Morgana para o Tocha e a ocorrência prevista me pareceu muito pequeno, nada grave, só algo que me chamou a atenção.

    Impressões pessoais: senti uma certa infantilidade do personagem protagonista, talvez isso se deva ao fato do estilo direto, não sei.

    sugestões: matar alguém. Mudar o nome da cidadezinha, uma vez que Inquisição entrega um pouco da coisa a seguir, muito em face da falsa impressão da história nos transmitida por anos.

    E assim por diante: Bom e interessante conto. Elementos circenses sempre dão boas histórias e a sua não foge à regra.

    Pàrabéns.

  40. Evelyn Postali
    15 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Ui! Deu até um arrepio no final. Afinal, não se sabe se ele vai tomar o caminho do bem, ou o caminho do mal. Super poder deixa qualquer um meio louco das ideias. Talvez seja o caso desse nosso Homem-Fogo. Sempre me pergunto qual seria o super poder mais adequado para mim. E, definitivamente, fogo, não combina comigo. Eu acho que seria muito parecida com ele, do tipo… vingativa ou descontrolada. Super poderes não são para os seres humanos. Enfim… A trama aconteceu de forma tranquila. A leitura aconteceu do mesmo jeito. Gostei de como você narrou. Gostei dos diálogos também. Deram um fôlego para o texto. Não é um conto que arrebata, do tipo, apaixona. Ele é um bom conto, mas está muito bem estruturado, tudo certinho, no lugar.
    Boa sorte no desafio.

  41. Mariana
    14 de dezembro de 2017

    O conto é legal, gosto da temática circense. O poder do Homem fogo, que obviamente é soltar fogo, está dentro do proposto pelo desafio. A história é boa, mas gostaria de ter acompanhado mais da dinâmica circense. No mais, a vingança foi e não foi. Enfim, parabéns e boa sorte no desafio.

  42. Gustavo Araujo
    14 de dezembro de 2017

    Gostei da prosa rápida, simples, sem floreios. É mais ou menos como o mestre Stephen King, direto, seco, com um ou outro arroubo mais inspirado. Todavia, essa fluidez pode ser também considerada como defeito, já que priva o leitor daqueles momentos de maior epifania, algo que nos acomete quando nos deparamos com uma frase mais elaborada, mais inspirada, que provoca enlevo por conta de metáforas ou outras figuras de linguagem pouco usuais. Opção do autor, claro, que devemos respeitar. O que se denota é um investimento na trama direta, sem reviravoltas, com algum peso nos personagens interessantes, como o Anão Tobias e sua compulsão em se aliviar. No final, o que temos é uma história de ciúmes e vingança que não chega exatamente a se configurar e isso me deixou um pouco frustrado. O Homem Fogo não se incendiava à toa. Se fosse um personagem um pouco mais intempestivo, se as chamas tomassem conta de seu juízo, a história ficaria mais interessante. De todo modo, é um bom trabalho. Boa sorte no desafio.

  43. Angelo Rodrigues
    13 de dezembro de 2017

    Caro Fireboy,

    Gostei do seu conto, flui bem, a linguagem está de acordo com o clima ensejado pela história, permitindo uma leitura corrida, sem idas e vindas para compreensão das ideias escritas.

    A ambientação circense sempre produz boa recepção com suas figuras insólitas: anões, mágicos, videntes e tal. Uma boa escolha.

    Algumas revisões, bem poucas, parecem necessárias:
    “…cachorros pé / pés duros…”
    Há um trecho em que Morgana diz: “…você QUASE MORRERÁ”. Logo em seguida o Homem Fogo reflete: “…como assim eu MORRERIA…”
    “…hoje a / à noite…”
    “…mão a / à boca…”

    No mais, tudo ok. Parabéns.

    Boa sorte no desafio.

  44. Priscila Pereira
    12 de dezembro de 2017

    Super poder: acender e controlar o fogo

    Oi Fireboy, então, no geral eu gostei do conto. Está bem escrito, bem revisado e com uma boa ambientação. Mas a estória não me encantou… A parte da senhorinha com a bíblia, pra mim, não ficou legal… Inquisição por acaso era uma cidade parada no tempo? Cristãos tentando matar o filho do diabo, pra mim, ficou meio forçado e preconceituoso.
    Tirando isso, é um conto decente sobre super poderes. Parabéns e boa sorte!

  45. Fabio Baptista
    10 de dezembro de 2017

    Com exceção a algumas crases faltando e um erro de concordância, o texto está bem escrito. Não travei em nenhum momento, tudo foi narrado com clareza.

    A trama, no entanto, deixou a desejar. Foi até legal a ambientação circense, mas tudo acabou ficando meio superficial e gratuito. A única parte que causou maior apreensão foi logo depois ao anúncio da vidente, de que as coisas dariam errado. Daí fica a curiosidade para ver como será esse “dar errado”. Bom… a perseguição ao “filho do diabo” não foi exatamente a melhor saída.

    Ficou a dúvida se a vidente teve participação nessa perseguição (acho que sim, supondo que ela era uma charlatã), mas talvez não tenha ficado claro o suficiente para justificar a atitude final do Homem Fogo… aliás, foi uma vingança meio Nutella, o cara se conteve demais, sei lá. Fiquei com a impressão que o autor se segurou um pouco para que o protagonista não perdesse o ar de bonzinho.

    Abraço!

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Publicado às 10 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .