EntreContos

Detox Literário.

O Preço do Amanhã (Amanda Gomes)

“O futuro está ao seu alcance”

E estava, você só precisava pagar.

Sentada em uma cadeira pouco confortável, observei e fui observada. O rosto dela, antes desconhecido, agora era familiar. O homem, um sujeito desagradável que nos visitava com frequência, parecia impaciente, ávido por aquilo que veio comprar.

Meu supervisor terminou de instalar os aparelhos em mim, era o certificado de segurança para os clientes, uma incrementada máquina da verdade que impossibilitava qualquer hesitação ou trapaça de minha parte.

A verdade, nada além da verdade.

Então disse o que queriam ouvir, Larissa terá êxito em sua carreira artística, fama, dinheiro e sucesso. O homem ficou feliz, era comum empresários virem até nós antes de investir em qualquer coisa. Se o futuro não fosse o esperado, eles apenas fariam novas apostas, descartando as outras.

Eles compraram apenas uma informação, geralmente uma pergunta muito bem elaborada, mas tinha mais…muito mais. Eu não poderia dizer-lhes que a fama e o dinheiro só trariam infelicidade a ela e, que o homem a quem ele depositava extrema confiança seria o responsável por sua morte prematura. Não, não poderia. Larissa seria apenas mais uma história que eu guardaria só para mim.

Como tantas outras.

Lúcio me ajudou a livrar-me dos aparelhos assim que os clientes foram embora. Sentia-me fraca, os efeitos colaterais de cada vigília eram severos, todos os vigilantes deviam tomar uma droga antes e depois de cada sessão, isso aliviaria as náuseas e dores, mas diminuía consideravelmente nosso tempo de vida.

Não importava, estávamos ali por sermos descartáveis.

Eu vivia na ala quatro do prédio B. Específico para os Vigilantes. Havia três modalidades para essa nova maravilha moderna, esse novo jeito de viver a vida. Os Videntes eram pessoas comuns, que iam e vinham cumprindo seus horários. Todos os dias respondiam centenas de mensagens, e-mails e telefonemas de assinantes – pessoas que pagavam para obter qualquer informação possível sobre seu futuro, a eles eram dedicadas informações limitadas, porém seguras. O vício nessa prática fazia com que as pessoas literalmente não tomassem mais nenhuma decisão antes de consultá-los.

O preço era popular.

Depois vinha a minha categoria, Vigilantes podiam prever o futuro, passear por ele sem causar danos ou interferir, éramos observadores, a opção perfeita para os milionários que queriam expandir seus negócios, ou livrar-se de empecilhos.

E então havia os Viajantes, não se sabe muito sobre eles, uma vez que se torna um, você desaparece. Eles cumprem missões específicas, podem alterar o futuro e até então são a arma mais letal já criada, alvo de disputas políticas há anos, a causa e a cura para as guerras que nunca chegaram a acontecer. Era comum debates, represálias e até mesmo julgamentos por coisas que nunca aconteceram de fato, a diplomacia nunca foi tão estranha.

Quando chegamos havia dois homens esperando do lado de fora do meu apartamento.

  — Senhorita, Beatriz? Por favor, nos acompanhe.

Fui levada até uma sala longe do complexo B. No interior dela havia uma mulher, reconheci de imediato: Ruth La Garandi, Fundadora do Instituto.

 Ruth já devia ter seus quase sessenta anos, ainda assim emanava uma vivacidade impressionante. Vestia-se sempre de preto, ninguém sabia o motivo de seu luto.  

— Acredito que não sabe porque está aqui. disse ela.

— Só tenho uma função aqui, senhora.

— Meu último vigilante não está mais entre nós, morreu aí onde você está agora.

Um arrepio cruzou minha espinha, instintivamente olhei para baixo.

— Eu não o matei, nem sou nada como o poderoso chefão. — ela riu. — Foi em missão, já é o quinto em um mês. Por algum motivo ainda desconhecido, aqueles que tentam vigiar meu futuro estão morrendo. Preciso saber o porquê, não acha assustador, não saber o seu futuro?

— Está querendo que eu seja a sexta?

— Pelas estatísticas você é hoje a vigilante mais resistente que nós temos, já está aqui há alguns anos e veja só, ainda está viva.

Que sorte a minha. Isso não é um trabalho para os viajantes? — disse — reverter as coisas?

Ela me olhou em silêncio, parecia prestes a me dizer algo, mas mudou de ideia.

— Conecte-a — ordenou aos homens.  

— Eu não aceitei — protestei.

— Não é um pedido minha querida, fique tranquila, lhe darei um bônus.

Você pode enfiar o seu bô…

Tentei resistir, mas foi em vão. Fui jogada na maca e presa à ela, em um minuto já estava conectada, os sensores na minha cabeça e o líquido escorrendo em minhas veias.  Ruth sentou em uma cadeira ao lado, colocaram a pulseira e conectaram nossas mãos, isso ajudaria a encontrá-la no futuro.

— Conto com você menina… e perdoe-me se o pior acontecer.

— Vá se ferrar!

Ouvi o bip da máquina sendo ligada e de repente não estava mais lá.

A primeira coisa que percebi é que estava no instituto, o enorme salão dava para uma vista deslumbrante, aproximei-me da janela, estava chovendo. Um barulho seco no andar cima despertou-me para minha missão. Procurei algum calendário, ou aparelho que me dissesse em que ano estava, mas não encontrei nada.

Subi as escadas, a sensação de familiaridade me levou até uma porta, ela estava ali, podia sentir.

Segurei a maçaneta e, senti o mundo girar. Arfei de dor quando uma enorme pressão se fez presente em minha cabeça, fiquei sem ar. Crente que a qualquer momento eu seria levada de volta forço-me ainda mais para a porta.

— Parece que temos um resistente aqui. — disse uma voz.

Instintivamente me voltei em direção a ela e dei de cara com uma figura masculina. Vestia-se de preto, um capuz cobrindo o rosto.  Fiquei chocada demais para dizer qualquer coisa, não podemos ser notados por ninguém do tempo futuro, como ele podia me ver?

— Você deve ter pelo menos mais um minuto até sofrer um AVC — sentenciou.

Me retrai, soltei a maçaneta, a dor intensificou-se, tinha que sair dali, precisava voltar, porque ainda não tinha voltado?

Desci as escadas rapidamente, cruzei a porta de entrada e o vento frio bateu em meu rosto, o formigamento no meu braço sumiu, Ruth não estava mais conectada mim, “porque eu não volto?” pensei em desespero.

— Contagem regressiva! — disse ele, de repente na minha frente. Fiz a única coisa que podia, com um movimento desesperado acertei-lhe no rosto. Ele não esperava por isso e ficou muito claro quando caiu no chão, o capuz desceu revelando o seu rosto completamente atordoado.

Eu conhecia aquele rosto.

Minhas pernas não estavam mais sob meu controle, caí gemendo de dor, sentindo meu corpo convulsionar, eu estava morrendo, naquele momento me transformava em mais um corpo sem vida naquela sala fria, sob o olhar severo de Ruth.

Senti minha mente desligar e o último vislumbre que tive foi do estranho sobre mim, o que ele dizia?

— Quem é você? — ele perguntou, eu queria poder fazer a mesma pergunta. Mas o que sai da minha boca foi outra palavra.

— Volte.

Então tudo dissipou-se.

A sensação era como se estivesse em uma enorme montanha russa, e ao invés de ir para frente, ela te leva para trás à toda velocidade.

Abri os olhos e estava diante da janela, admirando a deslumbrante vista. O dejavu veio rápido, me afastei aos tropeços, como estivesse queimando. Meu cérebro rapidamente procurou por qualquer explicação e encontrou a mais aceitável.

Aconteceu de novo, eu voltei no tempo. Olhei as escadas e por algum motivo senti que as respostas estavam naquele quarto.

— Tem certeza que quer repetir a dose? A voz vinha de algum lugar na sala, não tinha muito tempo, corri novamente e a dor veio ainda mais intensa, sucumbi a ela muito rápido, a montanha russa puxou-me novamente.

— Volte – proferi.

Janela,

Escadas,

Voz,

Dor,

Volte,

Montanha russa, janela…

Repetimos aquele loop muitas vezes, estava exausta.

— Apareça. — exigi, sem fôlego. Seu reflexo apareceu na janela, para meu alívio também parecia exausto.

— Aqui é o máximo que consegue ir? — perguntou, o desdém em sua voz me irritou.

— De que ano você vem? — perguntou

— Em que ano estou? — retruquei

Um fantasma de um sorriso cruzou seus lábios.

— Não posso lhe dar essa informação. — disse ele.  

— Estamos em um impasse então. Porque está tentando me matar?? Quem é você?

Ele veio em minha direção, a sensação de familiaridade só aumentou, em algum momento da minha vida aquele olhar se fez presente.

— Ravi. — disse estendendo a mão. Hesitante apertei a sua de volta.

— Beatriz.

Vi em seus olhos alguma emoção velada, ele observou nossas mãos como se fosse a coisa mais fascinante do mundo, tentei puxar mas ele ainda segurava firme.

— Eu acho que te conheço.  — falamos em uníssono.

Nossos olhares se encontraram, lembranças inundaram a minha mente. Meus lábios formam palavras, mas a dor surgiu primeiro, no peito, ardente, queimando.

— Espere! — ouvi ele dizer, mas eu já tinha sido sugada.

Despertei buscando um fôlego que não sabia que havia perdido, uma pesada luz estava sobre meu rosto, rolei para o lado e vomitei.

— Rápido, não podemos perdê-la! — reconheci a voz de Ruth.

— Deixe-me, eu quero voltar! — eu gritava.

— O que você viu? — ela perguntava insistentemente.

— Você sabe… — foi o que disse a ela. Ruth silenciou-se.

 O choque das lembranças de um futuro esquecido me fizeram chorar.

— Volte. — gritei repetidamente, mas desta vez vieram apenas lembranças…

*****

Deitaram-me em leito frio, havia um padre caso eu quisesse pedir perdão dos meus pecados, eu era uma assassina, que matava suas vítimas sem motivo aparente, como poderiam entender?

 Eles não sabiam que aquilo que estavam me dando era um presente e não um castigo. Minha vida antes daquele dia era resumida em estórias, estórias que me eram sopradas ao ouvido sem que as quisesse, quando você sabe que algo ruim irá acontecer, deve evitar, não? mesmo que para isso tenha que tirar vidas.

— Você ainda tem uma chance, basta assinar. — disse um homem, que tinha esperança de colher mais um fruto para o tal instituto Future.

Meu silêncio foi a resposta.

Aplicaram o antídoto letal em minhas veias, respirei aliviada, esperei que tudo se apagasse, mas o que eu vi foi apenas luz, suspirei, estava sendo levada de novo.

Dizem que os iguais se encontram em algum momento. Atraí-me novamente por aquela figura taciturna como se ele fosse um imã, não pela primeira vez. Sempre me mantive distante, mas naquele momento entendi que eu não deveria mais repeli-lo, era como um loop temporal, não importava quantas vezes eu fugisse, eu sempre voltaria pra ele.

— Aqui é o paraíso? — perguntei a ele.  Estava sentado no balcão do bar, três garrafas vazias à sua frente. Ele sorriu, sem olhar para mim.

— Eu costumo chamar de inferno. — disse — Mas isso é questão de ponto de vista.

— Então você é alguma espécie de demônio?

Ele virou-se pra mim, seus olhos eram de um verde límpido, nunca o tinha visto tão de perto, ele se comportava como se não pertencesse àquele espaço.

— Como é?

— Quem é você? – perguntei.

Ele me olhou atentamente, alguma emoção cruzou seu rosto.

— Ravi. — disse estendendo as mãos.

— Beatriz. — respondi apertando de volta.

— Eu acho que estava esperando por você, Beatriz.

Reconhecimento, não sei quanto tempo permaneci naquele mesmo espaço de tempo que ele, mas foi o suficiente para entender muitas coisas que eu ignorava. Ouvi sua história, e dessa vez eu queria saber.

Há cerca de trinta anos, dois jovens cientistas viram a oportunidade de revolucionar o mundo. Cada um com seu talento em particular, uma mulher destemida e ambiciosa, um jovem que tinha o dom do tempo. Eram amigos, sócios e amantes. Demorou algum tempo até conseguirem transformar esse sonho em realidade.

A primeira viagem, porém, revelou algo que não estava no script. Ravi disse-me que viu o futuro que o seu sonho traria ao mundo, e não era bonito. Sua companheira não aceitou o fim, ela também havia visto o futuro, teria tudo aquilo que sempre sonhou. Pagaria o preço que fosse para conseguir.

O Dom de Ravi era limitado apenas a uma pessoa, ele mesmo. Naquela mesma noite, muito tempo atrás, um coração foi quebrado e uma alma perdida no tempo.

Tivemos nosso momento. Eu não esperava, ele era engraçado, de uma sabedoria que beirava a chatice, e falava demais. Era tão forte…Condenado a viver em um tempo que não era seu, Pela primeira vez eu vivia algo só meu, e não queria abandonar, foi meu erro, ele tinha outros planos.

— Tenho vivido a sina de observar o resultado daquilo que comecei.

— Não tem culpa, Ravi…

— Beatriz. — disse olhando intensamente. — Eu sou a pedrinha que está impedindo a engrenagem de girar. Por mais que eu tente não consigo sair dali, por algum motivo o destino te trouxe até mim, não uma…mas várias vezes.

— O que quer eu faça?

— Você não está aqui como punição, está aqui para cumprir o seu destino.

— Qual é o meu destino? — perguntei emocionada, já sabia a resposta.

— Me liberte –  disse isso com lágrimas nos olhos. Até aquele momento nunca tinha entendido o tamanho do seu sofrimento.

Sabíamos o que eu precisava fazer, fiz-lhe uma promessa e não cumpri. Não tenho lembranças do que deu errado, a única coisa que ficou claro era que cometi um erro, nossos momentos perderam-se no tempo e ele continuou sozinho no futuro esquecido.

Tornando-se algo como eu, um assassino.  

Despertei de minhas lembranças. Ruth estava sentada em uma cadeira ao meu lado, ela dormia. Observei-a por um momento, ela era aquilo que ele falou.

— Uma mulher infeliz, em um manto escuro. – disse chamando sua atenção.

Seus olhos arregalaram-se um pouco, mas foi rápido, logo sua fachada foi recomposta.

— Sabe porque só podemos ver o futuro até onde vai a nossa vida? — ela perguntou.

— Porque ele não nos pertence – respondi.

— O coração dele ainda bate, sabe? as vezes em uma velocidade tão rápida, que me pergunto o que ele estaria fazendo?

— Onde ele está? — perguntei, livrando-me dos aparelhos. Reconheci a maçaneta da porta que Ravi protegia, eu estava naquele quarto, agora no presente.

— Eu teria contornado as coisas, mas ele estragou tudo, impedindo-me de ver meu império caindo. Você sabe o que vai acontecer aqui não é?

Eu sabia.

– Lá fora estão pessoas que querem tomar o que é meu.

Ela apontou a arma para mim, suas mãos tremiam, depois levou a arma para sua cabeça.

— Diga que o amo.

O barulho do disparo me daria apenas alguns minutos antes de invadirem. Corri para a sala sobressalente, ele estava em uma cápsula refrigerada, vários aparelhos interligados.  Aproximei-me hesitante. Um homem de cabelos grisalhos, barba e pele envelhecida. Fui desinstalando cada aparelho, abri a cápsula e toquei seu rosto.

— Acorde. — sussurrei.

— Ele abriu os olhos, o verde ainda era o mesmo, gentis e travessos.

— Quem é você? – perguntei a ele.

— Obrigado… —. Foi o que ele disse. O bipe da máquina anunciou sua morte.

Chorei por algum tempo até invadirem a sala, eles não estavam felizes com o que eu fiz, um projétil acertou o meu peito.

Não reclamei quando a montanha russa veio de novo, e de novo. Meu instinto de sobrevivência nessa hora sempre falava mais alto, o tempo não me deixaria morrer, enquanto não fosse a hora certa.

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49 comentários em “O Preço do Amanhã (Amanda Gomes)

  1. Marco Aurélio Saraiva
    30 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Rapaiz…! Devo dizer que quando terminei de ler o seu conto, pensei assim: “Olha, isso aqui deve ser uma história muito boa… só que não entendi nada!! rs rs rs

    Acho que terei que reler o seu conto umas outras tres vezes, bem devagar , para ver se pego tudo o que você queria dizer. Do jeito que está, assim em uma primeira leitura, o seu conto esta confuso DEMAIS. Entendi MUITO POUCO. Entendi que Beatriz e Ravi quiseram expandir o dom de Ravi para toda a humanidade. Ravi não curtiu, mas Beatriz queria ganhar dinheiro com esse negócio de qualquer forma. Ela seguiu em frente e virou uma precog (rs rs rs referências a Minority Report, no qual o seu conto parece ter sido muito inspirado).
    Só que aí viajei. A mulher que era dona da Future era Beatriz… e ela mantinha Ravi congelado em uma sala, e ele impedia que ela visse os problemas da sua empresa, e a outra mulher também era Beatriz… que confusão! CHESSUS! rs rs rs

    Acho que o grande problema do seu conto foi o ritmo. Rapido demais. Uma trama com esta complexida TEM que ambientar bem o leitor de deixar claras as suas intenções, senão tudo fica confuso. A históra me pareceu boa em diversos pontos, com algumas sacadas geniais (como a montanha russa ao contrário), mas no geral ela ficou extremamente confusa para mim.

    =====TÉCNICA=====

    Você escreve bem, mas precisa ser mais claro no que quer dizer. Há excelentes descrições neste conto. Você só precisa acertar o seu ritmo. Vi alguns problemas de revisão também, como pontuação errada ou palavras faltando. Mas, no geral, seu conto está bem escrito.

  2. Fabio Baptista
    30 de dezembro de 2017

    Então, autor(a)… há aqui nesse texto alguns elementos que dificilmente funcionam num conto: excesso de informações, ambientação da história num cenário complexo, flashbacks, vários personagens, loops temporais…

    A ideia básica da empresa vendendo o serviço dos videntes me lembrou bastante Minority Report. A divisão das funções pareceu aquela série Divergente. E as viagens no tempo, X-Men dias de um futuro esquecido. Quando juntou tudo, o resultado ficou confuso. A técnica não está de todo ruim (há algumas vírgulas fora de lugar e uma mistura de tempo verbal em “forço-me ainda mais para a porta”), mas também não ajudou muito.

    Estranhei um pouco a rebeldia da personagem, sendo que um pouco antes ela parecia resignada com a própria condição (pelo menos foi a impressão que tive).

    Meu conselho seria aderir ao “menos é mais”, simplificar a trama e focar na construção de poucos personagens. Ou expandir de vez e tornar essa história um romance, que parece o formato mais adequado para ela.

    Abraço!

  3. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    45. O preço do Amanhã (Stephen Strange):
    Como PREMISSA, um mundo distópico, com um poder que acredito seja a possibilidade de ver o futuro. De qualquer forma, o conteúdo ficou confuso pelo excesso de informações de ambientação e, em alguns pontos, pelo diálogo entrecortado. Na TÉCNICA, apesar disso, merece destaque a frase:
    “— Sabe porque só podemos ver o futuro até onde vai a nossa vida? — ela perguntou.
    — Porque ele não nos pertence – respondi.”. Como APRIMORAMENTO, sugiro que o autor experimente reescrever a história em terceira pessoa, de outro ponto de vista, e num formato que permita desenvolver mais essas ideias – como em uma novela ou romance.

  4. Leo Jardim
    29 de dezembro de 2017

    # O Preço do Amanhã (Stephen Strange)

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫):

    – início um pouco truncado com muita informação em pouco espaço
    – depois que entendi melhor, comecei a achar que esse seria o meu conto preferido do desafio, porque achei a premissa muito foda! Um mundo onde uma empresa controla um grupo de videntes e vende informações sobre o futuro
    – mas a execução acabou por não cumprir todo o hype que criou em mim: primeiro, muito do que foi apresentado acabou por não ser usado, como por exemplo os outros tipos de videntes (o conto ficaria mais coeso se fosse apenas um tipo; bastava dizer que aqueles que podiam modificar o futuro eram lendas)
    – na parte em que o loop começa a acontecer, a execução e a técnica apressada atrapalharam um pouco a juntar todo o jogo de peças que iam sendo lançadas; nesse trecho até parte em que ela encontra Ruth na casa dela, eu confesso que boiei em alguns pontos: o que era a mesa fria? O que acontecia no presente e o que acontecia no futuro? Acho que vale a pena trabalhar um pouco melhor essa parte
    – no fim, entendi que Ravi era amante de Ruth e ela o mantinha preso pra evitar que ele estragasse os planos da empresa, mas não sei se peguei tudo: o que Ravi poderia fazer? Ele era um viajante? Por que mantê-lo preso desse jeito por tanto tempo? De onde ele conhecia Beatriz?

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫):

    – neste conto os problemas textuais acabaram prejudicando o bom andamento e até a compreensão da trama; uma boa revisão e uma reescrita em alguns trechos farão milagres nesse bom texto
    – pontuação no diálogo: Acredito que não sabe porque está aqui *sem ponto* — disse ela.
    – Crente que a qualquer momento eu seria levada de volta *vírgula* *forço-me* (forcei-me) ainda mais para a porta.
    – *Me retrai* (Retraí-me)
    – separar por que de pergunta: *porque* (por que) ainda não tinha voltado? (…) *porque* (por que) eu não volto?
    – alguns parágrafos ficaram sem pontuação, ficariam melhor trocando algumas vírgulas por pontos; por exemplo: Desci as escadas rapidamente, cruzei a porta de entrada e o vento frio bateu em meu rosto *ponto* O formigamento no meu braço sumiu *ponto* Ruth não estava mais conectada mim *ponto* “Por que eu não volto?” *vírgula* pensei em desespero.
    – Mas o que *sai* (saiu) da minha boca
    – ela *te* (me?) leva para trás *à* (a) toda velocidade.

    💡 Criatividade (⭐⭐⭐):

    – o mundo criado é muito imaginativo e é, sem dúvidas, o ponto alto do conto

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – premonições e viagens temporais (✔)

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐▫▫):

    – um conto que me ganhou logo na premissa, daqueles que me ajeitei melhor na cadeira, mas a confusão do meio e a técnica truncada me tiraram um pouco dessa boa impressão inicial
    – apesar dos problemas, ainda terminei a leitura com uma boa impressão, com a certeza que há aqui uma ótima história, mas que precisa ser melhor lapidada; portanto, parabéns e mãos à obra! 🙂

    OBS.: sobre pontuação no diálogo, recomendo a leitura de um artigo que escrevi: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

  5. Pedro Luna
    29 de dezembro de 2017

    O começo achei sensacional. Esse lance da vidente que trabalha para prever o futuro de personalidades, empresas, etc, muito bom, apesar de não ser exatamente novidade. Depois é explicado os tipos de pessoas especiais que existem, e a “missão” que a personagem irá entrar, me empolguei. Mas depois infelizmente fui desconectado da trama. Achei muito confuso. O lance do loop, da personagem eternamente viajando, são imagens que impressionam, mas que não cativam porque da forma como foram apresentadas não me fizeram entender bem. Li o conto mais de uma vez e não teve jeito, da metade pro fim sempre comecei a vaguear. Não sou o leitor desse tipo de conto, mas não é que ele seja ruim, pois certamente tem boas ideias, só acho que poderia ser encontrado um meio termo de deixar essas ideias fáceis para o leitor comum, categoria a qual humildemente me encaixo. Ele começa muito acessível e depois toma um caminho muito difícil. Não acho que ficou balanceado.

  6. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá, Stephen. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    O tema FC e distopias não me é grato, mas leio e por vezes até gosto. Mas o seu conto está um bocado confuso e senti necessidade de muita atenção para apanhar a linha narrativa que acabei por perder. As falhas gramaticais não ajudaram em nada à compreensão de um texto já de si confuso. Percebi que o superpoder era o de andar no tempo para trás e para a frente e também a vidência. Mas não cheguei a encontrar no eu-leitora uma identificação dos personagens, foi como ver um filme mudo sem sequência. O problema não foi só seu, bem sei; a minha pouca apetência pelo género também não facilitou em nada, mas a verdade é que não me cativou. Em todo o caso, precisa de uma revisão não apenas gramatical como crítica, para colocar tudo no sítio e dar-se a conhecer para qualquer leitor. Quanto ao tema do desafio, achei perfeitamente enquadrado. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  7. Catarina Cunha
    29 de dezembro de 2017

    A pontuação e o descontrole dos diálogos talvez seja a causa de minha confusão entre quem estava falando e em que tempo estavam. O conto prende através de vertigens, o que é uma sensação difícil de produzir no leitor. Acho que foi proposital, logo o parabenizo por isso.
    Ao escolher a forma meramente descritiva, sem se aprofundar nos personagens, o (a) autor (a) perdeu a oportunidade de desenvolver um conto inteligentíssimo, pois sua concepção é nerd, mas a execução merece muito mais suor e interação literária.

  8. Miquéias Dell'Orti
    28 de dezembro de 2017

    Oi 🙂

    Nossa, que doidera esse conto (no bom sentido, claro!).

    Os loops em que a narradora entra queimam os neurônios… chegam a causar certa confusão até… mas acho que isso é normal devido à velocidade dos acontecimentos e dessas idas e voltas entre presente, futuro e passado.

    A narrativa, assim como outros contos que gostei, tem velocidade e é de tirar o fôlego em certos momentos… gosto bastante disso. Fora a necessidade de saber o que aconteceu realmente com Beatriz e quem era Ravi, afinal… boas surpresas, aliás.

    Parabéns pelo trabalho!

  9. Rubem Cabral
    28 de dezembro de 2017

    Olá, Stephen.

    Poderes interessantes. Gostei em especial dessa sociedade criada sobre a manipulação e a capacidade de previsão do futuro.
    Lembrou-me um pouco Minority Report.
    A escrita está boa, mas precisa de alguma revisão na pontuação e nos tempos verbais.

    Penso, contudo, que o conto correu no final e ficou confuso o loop temporal.

    A construção dos personagens foi boa, mas senti falta de um pouco mais de profundidade.

    Abraços e boa sorte no desafio!

  10. Fernando Cyrino.
    28 de dezembro de 2017

    Olá, Stephen. Ufa, que história é esta que você me traz? A temática é interessante, uma viagem no tempo, um instituto com pessoas – pareceram-me prisioneiras – que exercem poderes de viajar no futuro. O caso de amor entre os criadores do instituto e a nossa heroína funcionando como contato entre os dois. Bem, resumindo tudo, quero lhe dizer que me senti bastante confuso na sua história, amigo e isto não se deu porque seu conto precisa de uma revisão. Literatura tem disto. Não necessariamente o que a gente fez é para todo tipo de público e o seu texto, definitivamente, não me abraçou. Sim, senti-o visto de fora, distante da realidade. Agora, cabe aqui uma observação: Ela se faz necessária porque bem poderá ser que os demais leitores estejam adorando o seu conto. Considerando isto, quero lhe dizer que não descarto que a confusão esteja se dando somente em minha cabeça. Não gosto de ler comentários antes de enviar os meus. Bem, é isto. Abraços.

  11. Juliana Calafange
    28 de dezembro de 2017

    Stephen, desculpe-me por ser repetitiva. Mas eu também achei confuso em algumas partes. Mas nada que comprometa tanto assim. Realmente, dá trabalho ter que reler alguns trechos para entender o que se passa. Mas acho q o caráter futurista do seu conto provoca isso mesmo. São tantos loops que até os personagens ficam tontos. Rs
    Gostei da pegada do conto, apesar de já ter visto coisas semelhantes no cinema. Os personagens são bons, porém achei-os um pouco distantes do leitor.
    Acho que vc podia rever o conto no sentido de clarear essas passagens mais confusas e dar um tratamento mais ‘emocional’ para os personagens, aproximando-os um pouco mais do leitor.
    Parabéns e Boa Sorte!

  12. Ana Carolina Machado
    27 de dezembro de 2017

    Oiii. Achei bem criativo o conto, mas me perdi em alguns momentos devido as voltas temporais, tipo no primeiro momento não consegui entender qual era reação da Beatriz com o Ravi eu cheguei a pensar que ela era a cientista que era a sócia do Ravi, mas com uma leitura mais apurada entendi que o destino dela era o libertar como ela fez naquela cena perto final. Acho que o Ravi estava tipo em um estado de coma naquele aparelho refrigerado, mas a mente dele tava presa no tempo. O conto tem cenas muito bem narradas, principalmente a da primeira vez que a Beatriz ver o Ravi. Parabéns. Boa sorte no desafio!

  13. Givago Domingues Thimoti
    27 de dezembro de 2017

    Olá, Stephen Strange!

    Tudo bem?

    Infelizmente, não curti o conto. A agilidade no início do texto foi muito positiva, no entanto, acabou se tornando o maior problema, já que, ao meu ver, o desenrolar do texto foi prejudicado. A coisa foi rápida demais, e tornou difícil a compreensão da história.

    Encontrei também alguns erros gramaticais que me desagradaram. Acho que vale a pena investir numa revisão mais apurada.

    Boa sorte!

  14. Pedro Paulo
    26 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    O conto se inicia bastante promissor, com uma escrita ágil que nos apresenta um universo totalmente novo e interessante, regrado por uma sociedade que anseia pela “certeza” do futuro, ofertada por pessoas com dons especiais que, é claro, são “aproveitadas” pelo empreendimento. É uma premissa pessimista, mas instigante, e o autor soube nos situar nela em poucos parágrafos, ao mesmo tempo em que nos apresenta a protagonista no meio de um dos seus trabalhos. Quando ela encontra a fundadora do instituto, é obrigada a trabalhar em uma missão que pode lhe custar a vida. Desse modo, temos um objetivo, temos o risco, e nos vemos presos ao conto. Mas aí, desanda.

    A escrita do autor permanece ágil, mas dessa vez um pouco desorganizada, com o leitor sendo jogado entre as cenas tal como a personagem é absorvida nos loops, tão rapidamente que não temos tempo de nos situar no que está acontecendo, os diálogos ficando confusos, sem sabermos qual fala pertence a quem e as ações ocorrendo em espaços que não conhecemos ou entendemos muito bem, demandando releituras constantes que quebram o ritmo da leitura. A cena da injeção letal, por exemplo, passou desentendida por mim, como se algo estivesse pretenso ali, mas eu não tivesse realmente compreendido. Contudo, dá para entender a ligação entre Ravi e Ruth e como isso implica nos últimos momentos, mas todo o final parece apressado, com Ruth se matando (o que parece estranho, dada a firmeza da personagem) e depois a morte de Beatriz, que rapidamente encontrou o velho Ravi, coincidentemente morto logo em seguida. Pareceu que o autor estava tentando se fazer caber no limite de palavras, ao sacrifício de um final impactante, encerrando o conto em uma nota confusa e atrapalhada.

  15. Bianca Amaro
    26 de dezembro de 2017

    Olá Mestre da Barganha, haha (desculpe, não consegui resistir). Tudo bem?

    Eu, sinceramente, amei seu texto. Achei a narrativa ótima, e é justamente o tipo de texto que eu gosto. Eu simplesmente amo viagem no tempo. 🙂
    Foi muito criativo e, mais para o final do texto, ocorrem algumas revira-voltas e coisas que surpreendem o leitor.
    É perfeitamente adequado ao tema, está claro que o superpoder é viajar no tempo.
    Eu gostei de ter um clima de mistério, o fato de que, no começo, o leitor não entende totalmente o que aconteceu. Mas no final tudo fica claro, o que eu achei bem legal. Gosto muito desse tipo de texto.
    Um ótimo conto de ficção científica!
    Não vou falar muito sobre a gramática, pois eu peco muito nessa parte. Só digo que há alguns errinhos aqui e ali, mas que não atrapalharam nem um pouco minha leitura.
    Para mim, você daria um ótimo escritor de ficção científica. Tente transformar essa história em algo maior, reescrevendo trabalhando melhor com os personagens, mostrando melhor o passado deles (tanto da personagem principal, mostrando como ela foi para ali e porque ela era uma assassina, quanto de Ravi e Ruth, mostrando melhor o que aconteceu entre os dois e tals), sem um limite de palavras. Dará um ótimo livro! Continue a escrever ficção científica, você se dá muito bem nisso!

    Enfim, meus sinceros parabéns por escrever essa história ótima, e boa sorte no desafio!

    Continue barganhando 😉 hahaha.

  16. Paula Giannini
    26 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),
    Tudo bem?
    Antes de falar do conto como um todo, vou direto para o momento alto no ponto de vista da narrativa.
    “— Volte – proferi.
    Janela,
    Escadas,
    Voz,
    Dor,
    Volte,
    Montanha russa, janela…
    Repetimos aquele loop muitas vezes, estava exausta.”

    Temos aí um belíssimo narrador câmera.

    A supressão de palavras é capaz de mostrar uma cena como um todo. As idas e vindas da protagonista ao futuro, poderiam ter sido escritas com dezenas de palavras, mas não, o(a) autor(a) utiliza-se de destreza, jogando o leitor “dentro” do looping, ao se utilizar de flashs, na forma de palavras que dão a clara impressão de saltos no tempo. Parabéns. Muito bom.

    Voltando agora ao conto em si, o(a) escritor(a) nos trouxe uma ótima premissa, categorizando os “videntes” em uma espécie de hierarquia, que, inclusive, passa pelo limitante poder do dinheiro. Quem tem mais, vê mais.

    O texto instiga o leitor a continuar a leitura com curiosidade, o que é outro de seus pontos fortes. No entanto, talvez (apenas talvez), você necessitasse de um número maior de palavras (infelizmente somos limitados pelas regras do desafio). Dessa forma, a trama do casal inventor da tal tecnologia ou evolução humana, capazes de desenvolver o dom de se vislumbrar o futuro, ficaria bem mais elaborada. Digo isso pois a história, para mim, tem um potencial riquíssimo, com os conflitos políticos que, no final das contas, acabam por ser apenas sugeridos no texto, e somente quando chegamos quase ao finalzinho da leitura. Fica aqui a sugestão para um texto de mais fôlego, pois creio, sinceramente, que sua história renda muito pano para a manga, com os conflitos dos personagens e dos interesses do mundo em tais poderes, como desenhado no início do conto, bem como com os desdobramentos desses loopings contínuos no tempo, os assassinatos, enfim.

    Parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  17. Luis Guilherme
    26 de dezembro de 2017

    Boa noite, amigo! tudo bem?

    Olha, sendo sincero, achei o texto tão confuso, e tive que ler tantas vezes cada pedaço pra entender, que não consegui apreciar muito a história.

    Até agora tô na dúvida e acho que não entendi nada, rsrd. Sinto muito.

    Eu mesmo costumo escrever contos meio confusos, então nem te julgo por isso. Mas acho que mesmo na confusão deve haver algo que conduza a leitura. Infelizmente não foi o caso.

    Mas começando do começo: achei muito criativo o início da história, principalmente com os videntes, vigilantes e viajantes. Gostaria de ver essa questão melhor desenvolvida, especialmente sobre os viajantes, que me despertaram mais criatividade. Porém, acabaram ficando esquecidos no enredo.

    Existem também alguns problemas gramaticais, especialmente no uso da pontuação e na oscilação do tempo verbal entre passado e presente, que tornam ainda mais difícil a compreensão, além de alguns erros de revisão que não atrapalham.

    Quanto ao tema, cheguei a me questionar se o conto se adequaria, pois achava se tratar de alguma tecnologia que permitia que qualquer pessoa tivesse a capacidade de prever o futuro. Porém, pelo visto, foi o “superpoder” do Ravi que permitiu a criação da tecnologia. Nesse caso, acho que tá ok.

    Enfim, desculpe pelas críticas, minha intenção não é ficar reclamando, nem nada. Mas eu realmente vi algo de muito criativo no começo e que me despertou o interesse, mas acabei perdendo gradativamente durante a leitura, devo à confusão excessiva. Sinto muito.

    Ainda assim, parabéns e boa sorte! Boas festas!

  18. Fil Felix
    26 de dezembro de 2017

    Boa tarde! A questão dos superpoderes cai na viagem no tempo, os videntes e tudo o mais, porém vejo algo bem mais de ficção científica e ciborgues mega tecnológicos, que humanos com poderes. Mas tudo bem, o desafio está aí. Pela temática futurista, há um quê de Ghost in The Shell e um estilo narrativo que consegue entregar um ótimo contexto, porém um desenrolar um tanto confuso. Por exemplo, adorei esse mundo em base dos 3 Vs: Videntes, Vigilantes e Viajantes; de como as pessoas estão viciadas, não fazem nada sem consultar eles. Isso eu curti bastante, porém a história da Beatriz e suas viagens de ida e volta várias vezes, fiquei um pouco confuso.

    • Stephen Strange
      26 de dezembro de 2017

      Não quero dar explicações , há essa altura do campeonato é inútil, mas quando questionam a adequação ao tema, sinto-me no direito de contestar. Não há qualquer sombra de ciborgues , androides ou qualquer coisas semelhantes. São apenas humanos ( descartados pela sociedade, presidiários que é o caso dela, doentes terminais e etc) Pessoas que não tem nada a perder, porque os efeitos de cada viagem ou vigília são severos, eles morrem logo, ficam loucos. Por isso uma pessoa como Ruth não se arriscaria. É fatal!

      E Como expliquei para o Ângelo, o poder dela é real assim como do Ravi!

      Só esclarecendo esses pontos, tornou-se irritante ler as mesmas coisas. Lamento que tenha sido confuso, desculpe por isso, sou grato pela leitura.

      • Fil Felix
        27 de dezembro de 2017

        Sem problemas! Pelo início, instalando os programas nela, dá-se a entender que ela ficou parte máquina (por isso comentei sobre ciborgue). E pela trama seguir essa pegada cyberpunk, acabamos imaginando mais máquinas. Ler os comentários são os ossos do ofício, as vezes algo tá bem claro pra gente, mas pra quem leu não.

  19. Renata Rothstein
    26 de dezembro de 2017

    Olá, Stephen Strange,
    Boa tarde
    Seu conto me deixou um pouco confusa, confesso que precisei reler algumas frases para entender, mas isso não é uma crítica negativa, ao contrário, acredito que seja pela mistura de fição científica com o tema do Desafio, e acho que você se saiu muito bem.
    Ravi e Beatriz são personagens altamente empáticos para o leitor, eu imaginei que fosse rolar uma história de amor, mas não é bem assim q acontece, e isso também acho ótimo, me surpreendeu.
    Precisa de uma revisão, os colegas já devem ter apontado, nada demais.
    Tema, enredo, originalidade, você com certeza tem muita habilidade com a escrita, pra mim acertou em cheio.
    Parabéns e boa sorte!

  20. Edinaldo Garcia
    26 de dezembro de 2017

    O Preço do Amanhã (Stephen Strange)

    Trama: Garota com o superpoder de viajar no tempo embarcará na maior aventura da sua vida. (Mais um resumo Sessão da Tarde).

    Impressões: Uma trama atrativa, gostosa e emocionante. Ficção científica a respeito de uma empresa que consegue dizer a seus clientes os rumos de suas vidas. Imagino que há um probleminha aí, pois tanta gente mudando o futuro, desistindo de tomar decisões alteraria o futuro dos outros também e não apenas o seu próprio. Um efeito borboleta que ficou ignorado no texto. Mas, enfim, é uma leitura divertida, com boa carga dramática.

    Linguagem é escrita: No geral é boa. Fluida. Algumas revisõezinhas ajudarão a engrandecer ainda mais a obra.

    – Acredito que não sabe porque está aqui – por que (por qual motivo)

    – Não é um pedido minha querida – separa-se aposto do vocativo

    – Conto com você menina – separa-se aposto do vocativo

    – presa à ela – não se usa crase antes de pronome.

    – no andar cima despertou-me – de cima, ou acima.

    – Ruth não estava mais conectada mim – a mim

    – Porque está tentando me matar?? – “Por que” separado. E não entendi por que dois pontos de interrogação.

    Veredito: Conto bom e divertido.

  21. eduardoselga
    26 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    A narrativa é construída com orações curtas e sem muita elaboração estilística, o que de um modo geral costuma ser positivado como “estilo objetivo” e “boa fluência”, como se literatura não fosse o trato da palavra, e sim a mera transposição da oralidade para a escrita.

    Não que a oralidade seja execrável, muita boa literatura se faz com ela e a partir dela, mas a dinâmica da escrita não é a mesma da palavra falada.

    Percebemos isso não apenas no tamanho de frases e orações: a quantidade de erros de pontuação demarca bem isso. A vírgula e o ponto são usados quase no mesmo fluxo de uma fala atropelada, alterando profundamente a dinâmica e o ritmo da leitura, a exemplo do que acontece em “Não tenho lembranças do que deu errado, a única coisa que ficou claro era que cometi um erro, nossos momentos perderam-se no tempo e ele continuou sozinho no futuro esquecido”.

    O enredo tem uma boa ideia, mas o tratamento dele, em minha opinião, é insuficiente, na medida em que resultou um tanto confuso, e situações potencialmente boa não foram bem exploradas, a exemplo do expresso em “Eles cumprem missões específicas, podem alterar o futuro e até então são a arma mais letal já criada, alvo de disputas políticas há anos, a causa e a cura para as guerras que nunca chegaram a acontecer”. Aqui há um comportamento neurótico e próximo da literatura fantástica que, se mais elaborado, poderia render muito.

    Estruturalmente, além do que já disse no início, o conto apresenta um momento criativo, que foge ao normal. Se fosse mais usado, como elemento rítmico, a narrativa ganharia. O momento é o seguinte:

    “Janela,
    Escadas,
    Voz,
    Dor,
    Volte,
    Montanha russa, janela…”.

    Lembra poema moderno, principalmente pela vírgula onde deveria haver ponto ou ponto e vírgula. Aqui, no entanto, diferente dos muitos equívocos de pontuação encontrados no texto, há um efeito estético interessante.

  22. Sigridi Borges
    25 de dezembro de 2017

    Olá, Stephen Strange!
    Conto interessante e de acordo com o tema proposto, mas muito confuso, a meu ver.
    Ruth e Ravi entrelaçadas entre um superpoder é uma máquina do tempo.
    Confesso que tive de reler alguns trechos.
    Diálogos em demasia, o que não me agrada.
    Alguns pequenos erros gramaticais necessitando de revisão, talvez sejam de digitação.
    Obrigada por escrever.

  23. Regina Ruth Rincon Caires
    25 de dezembro de 2017

    Não é uma narrativa simples. Também não é de leitura fácil. O cérebro faz “looping” para acompanhar a história. Um texto complexo e que exige muita atenção para seguir a trilha temporal. O valor da vida é subliminarmente retratado, o aspecto existencial. É uma trama envolvente, escrita com muita criatividade. Carece de revisão, alguns errinhos estão por aí. Texto muito intenso, denso, que exige muita técnica do autor. Fiquei encantada com a trama.
    Parabéns, Stephen Strange!
    Boa sorte!

  24. Antonio Stegues Batista
    24 de dezembro de 2017

    Poder de viajar no tempo, da premonição com auxilio d tecnologia. Acho que esse conto foi adaptado para se adequar ao tema e parece que falhou. Ficou meio confusa a história, Ruth criou uma máquina do tempo, Ravi tinha o dom de viajar. Tinha os viajantes e os vigilantes. Ruth se matou e Ravi queria morrer, cada um tinha seu motivo. O velhinho encapsulado era Ravi? Por que Ruth não usava a máquina para encontrar Ravi? Ficou meio forçado o motivo de eles se separarem, mas se não fosse tudo assim mesmo, não haveria uma história para ser contada por Beatriz.Boa sorte.

  25. Rafael Penha
    24 de dezembro de 2017

    Olá , Stephen

    1- Tema: Se adequa perfeitamente nos parâmetros do desafio.

    2- Gramática: Achei a leitura truncada, entretanto, sem problemas de gramática que tenham me atrapalhado.

    3- Estilo – Um estilo de alta ficção científica. O autor entrega um a história bem Ghost in the Shell, com alguns toques de outras ficções. A confusão é feita em muitas partes, propositadamente, como de fato seria.

    4- Roteiro; Narrativa – Apesar do texto simples, sem complicações, achei a narrativa arrastada e confusa. Trabalhar com viagem no tempo já gera confusão, mas viagens no tempo, espaço, repetidas vezes, loops temporais, geram mais confusão ainda se não forem cuidadosamente diferenciados. Para isso é necessário espaço, coisa que não temos nos contos de 2.500 palavras. A história é interessante, dento de um universo com referências que adoraria conhecer mais, mas a história central acaba sendo confusa. Não entendi se ela era humana ou androide, o prólogo não diz muita coisa, apenas implanta ideias que podem ou não ser interpretadas pelo leitor e o final, deixa em aberto uma história que acabou se fechando.

    Resumo: Conto bem escrito, mas a meu ver, com enredo muito confuso. A personagem foi desenvolvida, mas muitas dúvidas permanecem e a história se fecha, apesar da intenção do autor de deixá-la aberta.

    Grande abraço!

  26. Estela Goulart
    24 de dezembro de 2017

    Olá, Stephen. Seu conto possui mais pontos positivos do que negativos, mas estes tornam-se imprescindíveis. Falando das partes positivas, sua criatividade foi ótima, o superpoder também achei muito interessante e a história que você quis contar também é boa. Porém, acredito que faltou deixar mais específica e descrever melhor certas partes. O leitor pode ficar confuso. Alguns erros, mas nada que uma boa revisão não resolva. De qualquer forma, gostei. Parabéns e boa sorte.

  27. Bia Machado
    23 de dezembro de 2017

    – Enredo: 0,8/1 – Um enredo muito interessante, muito bom, mas que não foi bem executado, por conta do espaço. Assim, da forma como está, presa ao limite de 2500 palavras (o preço do desafio?), não ficou como poderia. Mas esse é um baita poder, hein? Amo essa coisa de looping temporal…
    – Ritmo: 0,8/1 – Sobrou ação, faltou profundidade. Isso um tanto se explica pelo espaço do conto, era uma história que pedia um espaço bem maior.
    – Personagens: 0,8/1 – Não me cativaram de todo. Acho que o ritmo do conto fez com que minha leitura fosse rápida, de uma vez só, na ação do conto a profundidade das personagens se perdeu um pouco, em minha opinião.
    – Emoção: 0,8/1 – Gostaria de ter gostado mais, pois disse o quanto gosto desse tema. Mas terminei o conto com a sensação de que queria mais, por justamente ter faltado algo nele…
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Sim, adequado.
    – Gramática: 0,3/0,5 – Os erros gramaticais me incomodaram um pouco, principalmente o uso dos porquês, além de alguns conectivos que faltaram aqui e ali, interrompendo minha leitura quando eu notava a falta deles…

    Dica: Reescrever o conto, acrescentando a profundidade narrativa que faltou aqui, dosando com a ação. E uma revisão na parte gramatical também. Posso estar errada, mas você me pareceu ser “menina”, rs. Se estiver certa, peço que continue escrevendo ficção científica. Você tem muita imaginação! 😉

    Frase destaque: “Minha vida antes daquele dia era resumida em estórias, estórias que me eram sopradas ao ouvido sem que as quisesse, quando você sabe que algo ruim irá acontecer, deve evitar, não?”

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  28. Fheluany Nogueira
    22 de dezembro de 2017

    Superpoder: viajar no tempo, ludibriando a morte – um looping.

    Enredo e criatividade: trama bem complexa, com muita ação, cenas cinematográficas.

    Estilo e linguagem: linear, muitas explicações e descrições . O texto traz trechos confusos, carece de uma revisão gramatical. Gostei da distopia, mesmo com a leitura meio cansativa. Parabéns pela participação! Abraços.

  29. João Freitas
    21 de dezembro de 2017

    Olá. 🙂

    Sei como é, surge uma ideia bem complexa na nossa mente, e o pior mesmo é transmitir tudo o que está prisioneiro aqui dentro em forma de texto.
    E julgo que isso não terá sido feito no pleno. Decerto que quando lê o seu próprio texto tudo lhe faz sentido, como criador do mundo, dos personagens e do enredo. No entanto, para quem está de fora, alguns momentos parecem confusos e de difícil compreensão.
    Apesar de tudo, gostei da distopia que criou e de algumas imagens que desenhou com as suas palavras. Um ou outro erro gramatical mas nada de muito grave.

    Boa sorte e obrigado por ter escrito. 🙂

  30. Felipe Rodrigues
    21 de dezembro de 2017

    A história é interessante, a ideia da mulher que não escapa de um looping do tempo me lembrou contos de ficção científica de grandes autores. O problema foi que no desenrolar da história faltaram descrições marcantes, tanto de lugares como de personagens, deixando o conto um pouco sem vida. Fora isso, fiquei confuso em algumas partes, algo que as próprias descrições ajudariam a resolver.

  31. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Olá, Stephen.
    O seu conto é denso, com referencias a diversos filmes que falam de viagens no tempo. Em comum com a maioria delas fica o registo algo confuso. É uma temática complexa, onde a linha narrativa facilmente se perde. Neste caso, considero não ter sido a linha narrativa, mas a identificação dos personagens em algumas passagens.

  32. Higor Benizio
    20 de dezembro de 2017

    O autor(a) tem uma boa trama, personagem com alguma personalidade, domínio da lingua etc, então porque o conto ficou tão chato? Faltou fugir um pouco daquela narrativa linear, que só fica explicando, desenvolvendo, descrevendo… Sem metáforas, analogias, ou frases não usuais. A escrita nos dá a oportunidade de escrever coisas do tipo: “Se uma abóbora andasse de bicicleta, seria assim”, isso tem que ser aproveitado. Talvez o fato do conto ter sido narrado em primeira pessoa tenha alguma influência sobre o que falei. Um bom exercício é descrever longamente, tentando não ser chato, coisas bobas do cotidiano. E sobre narrar na visão do personagem, um bom estudo pode ser os contos/livros do Mandrake, personagem de Rubem Fonseca.

  33. Paulo Ferreira
    19 de dezembro de 2017

    Superpoderes futurísticos, um enredo e tanto, e também um tanto confuso, visto conter muitas ações e pouco conteúdo intelecto, e ou, de sentidos. Tornando-o difícil seu entendimento, mas bem desenvolvido em sua narrativa fluente. Entretanto creio servir melhor como roteiro cinematográfico, pois o que não lhe faltam são imagens e muitas ações sobrepostas. Em vista disso, torna-se um tanto cansativo para um conto. Quanto à gramática necessita de alguma revisão.

  34. angst447
    19 de dezembro de 2017

    Olá, Stephen, tudo bem?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com bastante criatividade. Apesar desse climão FC, eu até que curti.
    O texto apresenta algumas falhas de revisão que já foram apontadas pelos colegas. Nada que não possa ser resolvido em três tempos.
    O ritmo da narrativa mantém-se ágil, sem paradas desnecessárias.
    Confesso que me perdi em algumas passagens,por falta de entendimento de detalhes da trama. Todas essas viagens no tempo me deixaram um pouco tonta. No entanto, a leitura prendeu mesmo minha atenção e o final acabou me surpreendendo.
    Estou aqui pensando nos olhos de Ravi… 🙂
    Boa sorte!

  35. Neusa Maria Fontolan
    18 de dezembro de 2017

    Bom conto.

    Tive dificuldades em algumas partes, mas entendi o todo e gostei da história. Tem boa criatividade e envolve o leitor.
    Teve algo que ficou no ar mesmo. Não entendi porque ela era uma assassina, quem ela matou? Quem sabe isso poderia ficar com uma melhor explicação, ou apenas retirar isso do conto.

    Parabéns e obrigada por escrever.

  36. Andre Brizola
    17 de dezembro de 2017

    Salve, Stephen!

    Um enredo bastante criativo, embora não muito original, num clima quase cyberpunk à Philip K. Dick e William Gibson. Gostei bastante e queria que fosse maior, pois a ambientação ficou muito interessante.
    O superpoder é muito legal, e as montanhas russas pelo qual a personagem passa traduzem bem a viagem que a ativação do poder causa. É difícil não fazer uma associação ao (conto/filme) Minority Report e seus precogs, mas achei a solução de fazer uma trama curta, reduzida à três personagens, bastante elegante e que ajudou no quesito originalidade.
    Talvez tenha sido opcional, mas achei que a primeira montanha russa da personagem foi confusa além do ponto ideal. Tive que reler para entender algumas cenas. Essa confusão vai diminuindo conforme o texto avança mas, mesmo assim, é um entrave àquela altura da leitura. Mas é a minha única crítica.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  37. Iolandinha Pinheiro
    16 de dezembro de 2017

    Gostei muito do seu conto, Stephen Strange. A trama é totalmente imprevisível e as revelações são feitas a medida que o conto é vivido pela protagonista. Precisei ler duas vezes para poder compreender algumas partes, mas é que eu leio rápido e o seu conto exigia uma leitura mais atenta.

    Gostei da maneira criativa de como vc inventou este mundo em que tempos são visitados. Gostei das barreiras contra as revelações, como a dor no peito, o fato da moça ser puxada para fora do espaço que dividia com o Ravi jovem. Entendi que ela era uma assassina, além de fazer o trabalho dela, mas achei que foi pouco explorado, e a informação foi jogada lá como se ela não tivesse uma consciência anterior dos seus atos. Ela não recordava disso, foi o que me pareceu.

    Tenha cuidado com as colocações pronominais.

    No geral achei o seu conto super original e envolvente nas partes onde não fiquei confusa.

    Parabéns pelo ótimo trabalho.

    Iolanda.

  38. Olisomar Pires
    16 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: o conto é envolvente em função da trama, parece que nesses casos, a escrita é condução se tornam irrelevantes, mas é só uma impressão. No conto em tela, a escrita também é boa.

    Pontos negativos: muita névoa. Sabemos que está acontecendo alguma coisa, mas não captamos de imediato.

    Impressões pessoais: apesar da ação e até um certo ritmo de aventura, me veio a sensação de um filme classificado como “cult”.

    Sugestões: jogar um sol no conto para dissipar dúvidas. No final, entendemos a coisa, mas fica aquele pergunta: será que é isso mesmo?

    E assim por diante: bom conto com uma pegada existencial, embora muitos não a enxerguem;

    Parabéns.

  39. Evelyn Postali
    15 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Já pensou em escrever em terceira pessoa e alongar essa história? Porque a primeira coisa que me veio à mente ao chegar no final da primeira parte foi exatamente essa. Em primeira pessoa limita a trama, nesse caso, no meu entendimento, e tira um pouco do movimento, da ação. Taí um tema que me chama muito a atenção. Viagem no tempo. Viajar através do tempo seria uma das minhas primeiras opções se não houvesse outros temas que também me cativam nesse desafio. Eu gostei da história. Ela está bem escrita até onde percebi. Se há erros, são poucos. A leitura não teve entraves. Gostei dos diálogos e da personagem.
    Boa sorte no desafio.

  40. Gustavo Araujo
    14 de dezembro de 2017

    O conto é divertido. Investe num enredo bem arquitetado, até mesmo criativo – e isso ao navegar por águas extremamente conhecidas do tema “viagem no tempo”. Não há arroubos filosóficos ou mesmo psicológicos. Tudo ocorre de maneira linear, simples, de modo fluido, sem grandes construções literárias, sem grandes reviravoltas na própria história. Os personagens são também superficiais (o que não é necessariamente um demérito) pelo fato do autor apostar suas fichas nos atos, na ação, em detrimento de questões mais profundas. Confesso que apesar da temática simples em termos estéticos, fiquei preso à trama. Queria saber, afinal, por que Beatriz fora envolvida no esquema, nesse looping em que encontrava Ravi por vezes e mais vezes. Essa necessidade de prosseguir na leitura é algo que deve ser creditado ao autor. Nem todos conseguem isso. Apesar de não encantar, a história tem o mérito de envolver, o que não é pouco. Enfim, um trabalho competente, inteligente e bem sacado, ainda que lhe falte certo brilho. Parabéns e boa sorte no desafio!

  41. Angelo Rodrigues
    13 de dezembro de 2017

    Caro Stephen Strange,

    Superpoder. Confesso que fiquei meio assim… se ela fazia aquilo através de químicos e tal ou se ela tinha alguma capacidade de fato. Mas tudo bem. Vou admitir que seja um superpoder válido.

    O tema não é novo, mas você transita bem por ele. Parabéns.
    Queria fazer alguns comentários que talvez ajude a melhorar o conto e outros apenas como observação.
    Vamos, então:
    Ruth já devia ter seus sessenta anos…, ainda assim emanava uma vivacidade estonteante.” Não sei se é uma construção boa, dado que, hoje, aos sessenta anos não é mais necessária uma “condicional” para ter uma boa vivacidade.
    “…seria levada de volta [ ] forçou-me…”
    “…porque / por que ainda não tinha voltado?”
    “…porque / por que eu não volto?”
    “…acertou-lhe [o] no rosto.”
    “Ruth não estava mais conectada [ ] mim…”
    “Mas o que SAI da minha boca FOI outra palavra.”
    Notei que em diversos momentos há opções verbais em tempos desconexos.
    “- Apareça. – exigi / Exigi…”
    “…barulho seco no andar [ ] cima…”
    Notei algumas ênclises onde caberiam próclises.

    Boa sorte no desafio.

    • Stephen Strange
      13 de dezembro de 2017

      Uma das falhas do meu texto é que talvez não tenha sido muito claro em alguns pontos, quando isso acontece a culpa é inegavelmente do autor. Ela não dependia de máquinas pra expressar seus poderes, há uma cena de ” fash back” em que demonstra que ela já vivia essa realidade de viagens ( mesmo que involuntárias) e premoniçoes, tanto que estava recebendo sentença de morte por ser uma assasina ( ela matava pessoas pra evitar mortes de inocentes)

      Resumindo: Além das premonições que foi sutilmente colocada no texto ela era transportada atraves do tempo sempre em momento de perigo, no caso de sua morte, uma autodefesa, (isso se viu nessa passagem que citei, e no fim quando foi alvejada) além de Ravi, que também tinha poderes e atraves deles foi possível transformar esse dom em uma tecnologia.

      Agradeço a sua leitura e obrigado pelos apontamentos.

  42. Mariana
    11 de dezembro de 2017

    Agora o comentário, vamos lá: a trama é legal, lembrando a ideia do assassin’s creed e minority report. A ação funciona e gente destruindo impérios (star wars, estou olhando para você) é sempre ótimo. Não tem nada de uau, inédito, mas é muito competente. Só os olhos verdes gentis e travessos não combinaram com o Ravi. Um bom conto. Parabéns e boa sorte no desafio.

  43. Priscila Pereira
    11 de dezembro de 2017

    Super poder: viajem no tempo

    Olá Doutor Estranho, seu conto é realmente interessante. Prende a atenção até o fim. Beatriz tem o poder de driblar a morte, sempre que ela chega, seu dom a leva para o passado pra tentar consertar. Ótimo dom, não é. Fiquei com dó do pobre Ravi, aprisionado pela própria colega e amante e condenado a viver fora de seu tempo. Foi bom ele encontrar a Beatriz e pedir que ela o libertasse. Gostei do final, dá a entender que ela conseguiu destruir o império de Ruth, fiquei curiosa de onde o dom iria levá-la dessa vez…
    Precisa de uma revisão, nada que atrapalhe o entendimento ou tire o brilho do conto.
    Parabéns e boa sorte!!

  44. Stephen Strange
    10 de dezembro de 2017

    Uahaha! Estava esperando por isso!

  45. Mariana
    10 de dezembro de 2017

    Antes de comentar, eu quero fazer a piada antes de todo mundo – Dormammu, eu vim barganhar

    • Stephen Strange
      10 de dezembro de 2017

      Uahaha! Estava esperando por isso!

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Publicado às 10 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .