EntreContos

Detox Literário.

Dona Morte (Fernando Cyrino)

Os olhos se fazem mais brilhantes e ela tenta disfarçar o desconforto. Não bate palmas e muito menos canta o parabéns na festa da sobrinha Susana. Sussurra para si mesma: “Minha linda flor, você nem imagina o quanto isto me desespera. É que comemoramos o seu último aniversário. Daqui a poucos dias você, tão linda, tão jovem e tão querida, nos deixará.” Com um brigadeiro na mão, como a dizer, “já apanhei o meu doce”, dá um jeito de se safar do entorno da mesa.  

Esbarra no futuro assassino chegando atrasado. Sandro exala a álcool e, sorridente, para diante dela esticando o rosto para o beijo. Asco enorme daqueles lábios sujos em sua pele. “Mil vezes a sombra devia ter vindo nele e não na filha.” Vai refletindo envolta em sua agonia. “E depois ainda tem gente dizendo que Deus é justo”. Rumina entre dentes.        

Cassandra, angustiada, no interior de uma prisão da qual não enxerga possibilidades de fuga, tenta escapar da alegria e burburinho. Refugia-se na varanda do apartamento e de lá olha o mar de luzes da cidade. Odeia-se, mais uma vez, por conta da tragédia das premonições. “Fosse para ver coisas boas, as conquistas e as alegrias, seria tudo lindo e maravilhoso, mas dessas não reparo nenhuma. Só me chegam as desgraças”.    

O pilantra tarado e daqui a uns dias assassino, chega em seguida. “Cunhada, eu sei que a gente teve uns probleminhas, mas seu coração é bom e está tudo esquecido, não é mesmo? Dei uns passos meio tortos, mas estou acertando a vida. Tentarei agendar uma conversa com Cássia para retomarmos o casamento e conto com você nessa parada. Também fiz uns negócios intermediando aluguéis de imóveis e a comissão, valor alto, está atrasada. Pode me fazer um empréstimo familiar? O que preciso é coisa pouca, só para viver até a grana sair. Demora mais um mês no máximo.” “Você me causará uma tragédia infinita, seu filho da puta. A nuvem me mostra o carro caído no barranco. Você, trôpego, do lado de fora e Susana morta no banco do carona.” A mente trabalha ensandecida. Ânsias de voar no pescoço gordo do assassino. Algo lhe vem à mente e Cassandra se controla. Livra-se dizendo que avalia o pedido e que logo lhe dará uma resposta.      

Ocorreu no primeiro apartamento deles, bem pequeno e de fundos. Susana tinha menos de uma semana de vida. Tarde de domingo e estava lá, mais do que de visita, para ajudar a irmã. Mãe e filha dormiam e ela diante da televisão, mais cochilando do que assistindo a um programa idiota. De repente, o susto. Sandro, bafo de bebida, a beijava e a envolvia em tentativas de deitá-la no sofá. Baixinho soprava em seu ouvido estar apaixonado. Aterrorizada, consegue enfim se safar e só teve tempo de apanhar a bolsa. A ninguém jamais disse o motivo de ter ido embora sem, ao menos, se despedir.          

Como não reparou que elas estavam voltando? Desde cedo vinha sentindo um desconforto pelo corpo, a cabeça pesada. “Não devia ter comido carne ontem”, tentou se justificar pelo mal estar. Raiva por não ter percebido se tratar de um sinal do retorno das tétricas visões. Esforçou-se para ganhar ânimo e agora via que só tinha se enganado, dizendo para si mesma estar tudo bem. “Por que viera à festa? Houvesse notado que estava se transformando novamente na Dona Morte, teria arrumado uma boa desculpa e permanecido quieta em casa. Iria fazer falta, reclamariam, mas teria sido o melhor. Afinal, não a chamam de monja, sempre recolhida em seu canto? Devia ter faltado ao aniversário e curtido um cinema em casa. Não por acaso, a lista de filmes a serem assistidos só tem crescido.”

Balança negativamente a cabeça pela estranheza do pensamento que tenta, em vão, afastar. Mergulhada na imagem há pouco presenciada e que lhe gera uma angústia mortal, ela está a pensar em cinema. “Um dia, um gato”, o filme que marcou a sua adolescência lhe vem, inteiro. Identifica-se com aquele felino de óculos, capaz de perceber o que sentem as pessoas.

Está deixando o pessoal incomodado. A todo momento aparece alguém perguntando se está tudo bem, querendo puxar assunto, ou mesmo levá-la para algum grupo de parentes a conversarem animadamente. Escolhe a roda onde está Tio Afrânio. “Como ele fala pelos cotovelos e tem sempre um tanto de casos e piadas para contar, não será necessário interagir, além do que Sandro e ele não se bicam. Só preciso fingir que me faço presente. Sorrir quando derem risadas, fazer cara séria naqueles momentos em que os ouvintes se mostram sóbrios e preocupados.”

Ajeita-se na ponta de uma poltrona naquele canto da sala, o mais concorrido da noite. A cabeça gira em polvorosa e a ideia vai tomando forma: “E se enganar esta maldita sombra? E se for possível aplacar seu gosto de morte oferecendo-lhe, em troca, outra criatura?” Cassandra, mesmo consciente do absurdo dos seus pensamentos, esboça um sorriso. Viaja para bastante longe. Voa para a infância e lá, revive a descoberta da sua trágica habilidade.

Era a primeira vez que participava de um velório. Foi na casa de Naná e o morto era alguém da família, não sabia que grau de parentesco tinham. Recordava-se do defunto, um homem idoso, posto em cima da mesa no caixão coberto de pano roxo. Sentia raiva da mãe por tê-la obrigado a rezar o terço – aquilo não acabava nunca – em volta do féretro. A boca repetia as orações, enquanto a cabeça passeava pelo ambiente. Primeiro o morto: seus pés, mais próximos dela, pareciam-lhe esquisitos e desproporcionais. A sensação que teve foi que espocavam, muito finos e vestidos com meias cinzas, do meio daquele manto de flores. Excessivamente pálido, o rosto chupado e com a barba mal feita, o defunto a impressionava. Estava coberto por um véu transparente e mesmo que todos pudessem ver a cara do falecido, a todo momento chegava alguém para levantar aquele pano.

Dezenas de abelhas surgiram e muitas mãos femininas iam se movimentando, bem rápidas, sobre o esquife, como se fossem capazes de fazer com que elas abandonassem o banquete. As velas queimavam e o escorrer da cera criava esculturas estranhas que tentava decifrar. O cheiro enjoativo daquilo tudo lhe causava enjoos.

Levantou os olhos e, pela janela, viu seu pai lá fora. Fumava e ria conversando com os companheiros. Achou graça porque parecia que a fumaça permanecia pairando sobre ele. Uma velha tinha levantado o manto e era o seu pai que estava diante dela. As pernas bambearam e temeu despencar. As lágrimas surgiram e, terminada a reza, sua mãe a beijou dizendo-se bem surpreendida pelo carinho que ela demonstrava pelo finado.   

Os ritos terminados e, final da tarde, a família voltava do cemitério. “Papai, o senhor vai morrer”, disse assim do nada e olhando para diante. Ele virou o rosto para a filha e sorriu. “Claro, minha querida, esta é a única certeza que temos na existência. Nós todos iremos embora um dia”. A mãe, incomodada, tentou cortar aquele diálogo macabro. “Vamos mudar de assunto, já tivemos muito de morte, desde ontem à noite.” Cassandra não a ouviu e continuou: “não, pai, o senhor vai morrer é daqui a uns dias só”. O tapa – a mãe violenta – feriu os lábios. “Vire essa boca para lá, menina agourenta. Jamais repita algo assim. Isto não pode ser palavra de Deus. O que você disse é coisa do demônio. Sim, do capeta, escutou bem?” Sentiu o gosto de sangue e se calou. O pai tentou consertar: “deixa disso, mulher. Coisa de criança, não bata nela por conta de uma bobagem dessas.” Uma semana depois, ao ver o vizinho chegar à escola e cochichar algo com a professora, sabia que iria ser chamada, que seu pai tinha sofrido o acidente fatal.  

O corpo pesava toneladas e queria ir se arrastando. Atrasar ao máximo a entrada em casa. Mas estava acompanhada e, de todo jeito, a apressavam. Entrou pela cozinha e encontrou a mãe chorando alto. Caminhou para acolher o seu abraço e reparou que aqueles braços tinham se tornado diferentes. Estavam rígidos e frios. Nunca conversaram sobre o assunto e isto não era nem um pouco preciso. Foi ali que ela tomou consciência de que a mãe passara a ter medo dela.

Naqueles tempos os maus presságios eram comuns, recorda-se em meio a mais uma piada do tio. Vem-lhe a lembrança do cãozinho rajado de Ana Alice, a melhor amiga daquela época. Viu a sombra, a morte sobre ele e, na maior das inocências, perguntou se estava doente. “Claro que não, sua boba. Não vê que Pimpão está todo alegre brincando conosco?” Dois dias se passaram e Alice faltou à aula. A certeza era a de que ela estava triste demais pela ausência do filhote. O velho ranzinza da bengala de madeira em curva, que vivia só e que ela sabia que havia morrido, mas que só foi encontrado tinham se passado uns três dias do falecimento. O colega da sala que ela observou que não iria sobreviver àquela noite e que morreu dormindo. Dora, a vizinha chata e implicante, atropelada pelo caminhão… Franze a testa imersa nas lembranças, ao mesmo tempo em que o último caso relatado pelo gaiato Afrânio, faz com que os ouvintes explodam em gargalhadas.

Na Quaresma todos iam se confessar e, por sentir que carregava na alma os mais terríveis pecados, o pior, sem dúvida, que era o da morte do pai, confidenciou ao padre o quão má ela era por causa daquelas visões da nuvem escura. A fila cresceu, pois que ele quis saber, tintim por tintim, de todas as vezes que tivera as tais imagens ruins. Maldita foi aquela hora, pois que depois de ouvi-la detalhar tudo, ele cresceu raivoso diante dela. A voz baixa era sibilante, passava-lhe a impressão de que cuspia. Ele a xingou muito dizendo que estava possuída pelo mal e que deveria procurá-lo no dia seguinte, às exatas 15 horas, para que recebesse as penitências e iniciassem as orações e as regras com vistas a livrá-la de satanás. Saiu apavorada, ao mesmo tempo em que dava graças porque o confessionário tinha uma grossa tela, a impedir que se visse quem estava do outro lado. O corpo sacudia em soluços. As colegas caçoavam por causa daquela confissão tão demorada e do choro convulsivo. Impingiam-lhe as maiores faltas que suas imaginações alcançavam. Além de jamais procurar o padre, também jurou nunca mais contar a ninguém daquela sua competência macabra.

Depois aquilo arrefeceu e, não fossem por alguns casos da aparição da nuvem sobre gente não muito chegada, seria capaz de dizer que tinha se libertado do horroroso pesadelo. O pavor de que iria perceber a morte do amado, impediu que deixasse os namoros se aprofundarem. A opção que tomou foi a de viver só. O desejo maior era o de ser médica, mas o medo de que os presságios se tornassem recorrentes nos seus pacientes, fez com que deixasse de lado este anseio. Escolheu ser contadora. Não lidaria com seres humanos, daria tratos aos números.

Mesmo assim, a vida tem sido um esforço constante para ajudar as pessoas. No momento exato em que se lembra do motorista de taxi, Marisa a cutuca dizendo não haver entendido a última piada e ela, que não escutara nada, sente-se incapaz de a ajudar. O que faz então é sorrir, parecendo   displicente. A prima fecha a cara pensando que ela a tem como a mais perfeita idiota. E no carro, coberta pela nuvem negra, a cabeça do homem se abria mostrando a bolinha arroxeada, parecendo se mexer, em meio aos miolos. Ao pagar a corrida lhe fez um pedido. Que procurasse, com urgência, um médico para lhe examinar o cérebro. Aparentando a maior descrença, o rapaz a mirava com a expressão de que estava diante de uma louca. Teve a convicção de que ele só buscaria ajuda, quando os sintomas do tumor estivessem evidentes e aí já seria tarde.

Início da noite, chegando do trabalho, estava já dentro do elevador, quando reparou na chegada da moça com o bebê amarrado no peito. Apertou o botão segurando a porta e ela lhe sorriu agradecida. A criança dormia e a sombra surgiu nítida, pesada, sobre o seu corpo. A mãe tinha apertado o décimo primeiro e ela, moradora do sétimo, desceu antes. Naquela noite quase não dormiu. Sofreu terríveis sonhos e de dentro deles uma frase permanecia forte: “filho é que enterra mãe, e não o contrário.” Definiu que escreveria uma cartinha para dizer à mamãe do perigo que seu filhinho estava correndo, que buscasse auxílio logo. Por segurança, para que o encontro no elevador não fosse associado ao alerta, deixou passar uns dias. Pesquisou o número do apartamento e então foi até o 11, assegurou-se de que estava sozinha e enfiou o envelope por debaixo da porta. Umas semanas se passaram e soube, pelo porteiro, que aquele era um dia triste porque uma criancinha do prédio tinha virado anjinho. A cara de horror fez com que o porteiro arregalasse os olhos. A besta da mulher, constatou, não fizera nada com o aviso recebido.

Daí que viu ser bobagem fazer alertas. Voltou a guardar os presságios para ela mesma. Tudo foi assim até aquela hora da comemoração. Susana, menina amada intensamente desde a gravidez da irmã caçula, iria morrer, linda e jovem, no automóvel daquele crápula embriagado. Susana, a única pessoa no mundo que ela sentia que a amava de verdade e que, mesmo sem saber de nada, a compreendia em seus segredos e solidão. Tudo retornava no desespero daquele momento: a mão batendo em seu rosto, o padre a agredindo com palavras terríveis… O gosto de sangue chegou, de novo, à boca.

Aproveita que estão atentos ao Tio e, se esforçando para ser discreta, se levanta. Dona Morte retorna à varanda. Tem certeza de que o maldito virá em busca da resposta e o aguarda. Olha para o céu nublado e lança impropérios contra aquele Deus que, desde há muito, havia deixado de crer. Agora seus olhos passeiam pela cidade e se imagina, livre, a voar sobre ela. Repara que as luzes mais distantes parecem piscar. Mira, lá em baixo, a avenida ainda com algum movimento de carros. O antigo cunhado chega e ela se faz gentil. Finge lhe apontar algo interessante no passeio do prédio e ele se debruça sobre a mureta. Olha para trás e não há ninguém. O corpo pesado do bêbado, em seu pouco equilíbrio, facilita tudo.  

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51 comentários em “Dona Morte (Fernando Cyrino)

  1. Fil Felix
    30 de dezembro de 2017

    Um conto muito bem narrado, que vai e vem no tempo, mas que retoma ao presente, sem se perder. O poder é semelhante com outros que vi no desafio, em relação às visões de morte, inclusive com a mãe percebendo e se distanciando. É um poder legal, pois faz a gente pensar. Como seria viver nesse mundo sem possibilidades de mudar? Funciona quase como uma maldição. Deve ser horrível descobrir tudo o que pode acontecer, ainda mais de morte. Um dia vi num filme uma frase muito legal, que dizia que se soubéssemos tudo que iria nos acontecer, nem sairíamos da cama. E vejo as coisas meio por esse ângulo. Senti falta, talvez, de um desenrolar com um pouco mais de clímax, que não terminasse o ali por ali, no fim da festa.

  2. Pedro Luna
    30 de dezembro de 2017

    Olha, gostei do conto, viu? No começo fiquei encucado: se ela sabe que a pessoa vai morrer, porque não alerta? Mas ao final isso já estava totalmente justificado. Toda a carga de sofrimento e desconfiança que as pessoas tiveram com ela a fizeram preferir resguardar as visões. Compreensível. Gostei. Achei bem escrito e o poder, apesar de não ser novidade, foi bem explorado. Ao fim, já estava pensando, pô, tá massa, mas o conto vai ficar só nisso mesmo? A mulher na festa lembrando do passado e lamentando?? Mas não, ainda tem a pequena surpresinha no final, com o bêbado chato. Uma atitude que tirou a morosidade dela. Achei um bom conto e foi dos meus preferidos

    • Fernando Cyrino
      31 de dezembro de 2017

      você era o cara que eu mais tinha medo da avaliação. E, me surpreendeu demais, eis que gostou do meu conto. Senti-me feliz. Obrigado pelo seu 4,3. Uau. abraços de feliz ano novo.

  3. Marco Aurélio Saraiva
    30 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Muito bom. Toda a trama é a festa de aniversário da sobrinha, enquanto Cassandra relembra o seu dom (ou maldição) e pensa no que fazer. Desta vez não… desta vez ela não deixaria que uma de suas visões se tornasse realidade. Não com a sua sobrinha.

    Achei a estrutura do seu conto tão interessante quanto confusa. Interessante, por quê o vai-e-vém da festa e das lembranças de Cassandra fazem o leitor fugir um pouco da mesmice dos contos lineares. Confusa, por que as lembranças de Cassandra já são complexas em si, graças à sua forma de escrita mais rebuscada. Quando mescladas, então, ao presente, enquanto Cassandra ainda está remoendo a sua futura decisão, tudo fica ainda mais difícil de entender.

    Mas, enfim, com uma segunda leitura, me vi levado a achar que este é um dos melhores contos do desafio. Além da sua escrita sublime, a trama é muito boa. O leitor conhece Cassandra desde o início da sua vida, enquanto ela ainda entende os seus poderes (confundindo a nuvem ao redor da cabeça do pai como uma nuvem de fumaça do seu cigarro), e a acompanha, simultaneamente, tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida. Quando terminei de ler o seu conto pela segunda vez, fiquei assustado em como você conseguiu condensar uma história tão grandiosa em um número tão pequeno de palavras.

    Parabéns!!

    E o final…. arrebatador! Realmente, um excelente conto.

    =====TÉCNICA=====

    Você escreve de forma avassaladora. Primeiramente tive certa resistência a ser o que você escreve já que às vezes você parece mais rebuscado do que o conto pedia. Mas não, bobagem minha: você só tem uma forma de escrita muito autoral e, quando os olhos se acostumam, o seu texto se torna uma verdadeira obra de arte. Descrições incríveis e um desenvolvimento perfeito da personagem de Cassandra. Um texto diferente e arrebatador.

    Aliás, vale falar que você foi um dos poucos escritores que vi que consegue escrever uma narrativa no tempo verbal presente sem me incomodar.

    Parabéns!

    • Fernando Cyrino
      31 de dezembro de 2017

      puxa, que honra receber este comentário. Abraços de gratidão e feliz ano novo.

  4. Edinaldo Garcia
    30 de dezembro de 2017

    Dona Morte (Domina Mortem)

    Trama: Mulher com poder de prever a morte das pessoas, sofre com os dilemas de seu poder.

    Impressões: Um drama no qual entramos na estória da protagonista. O enredo começa pelo fim, no primeiro ato, há um flash back, e termina com a conclusão do início, agora no terceiro ato. A trama em si é boa e interessante. A personagem principal é carismática desde a infância até a fase adulta, mas faltou maior profundidade na sobrinha a qual faz com que Cassandra mude de seus preceitos e decida avisar ou mesmo, como fez, agir em defesa do futuro falecido.

    Linguagem e escrita: Você tem muita habilidade com as palavras. Consegue dizer muito em períodos bem pequenos (particularmente não sou fã deste tipo de construção, mas respeito e admiro quem o faz). Achei os parágrafos grandes demais e embolados, cansativos. Erros não há. A poética também é boa.

    Observação:

    “O cheiro enjoativo daquilo tudo lhe causava enjoos.” – Meio redundante. Se era enjoativo, logo causa enjoo.

    Veredito: Um bom conto. Um enredo interessantíssimo.

  5. Amanda Gomez
    30 de dezembro de 2017

    Olá!

    O começo da história eu achei um tanto truncado, fiquei realmente perdida, não sabia quem estava falando… as aspas me confundiram também.. em uma cena em particular não sabia se era diálogo ou pensamentos.

    O conto dá voltas desnecessárias, se repete mesmo, ela reconta muitas coisas… e a trama principal que é a morte da sobrinha fica um pouco pra escanteio. No entanto a resolução para isso apenas no final permitiu esse efeito surpresa.. eu estava achando que ela ia simplesmente sentar e esperar acontecer. Fiquei um pouco chocada com essa personalidade apática dela… de realmente não fazer nada, mas entendi que os traumas do passado tenha feito dela assim. E que talvez, a parti de agora ela vai aceitar de fato esse poder e usá-lo.

    Algumas partes me fugiram, como a cena em que ela é atacada, e a sobrinha só tem meses de vida… não entendi mesmo, desculpe.

    No geral é um bom conto, que conta com elementos inesperados que deixa o leitor atento.

    Parabéns, Boa sorte no desafio!

  6. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    43. Dona Morte (Domina Mortem):
    Gostei muito da PREMISSA da história, considerando que o sobrenatural também pode ser um superpoder. Mas, até chegar perto do final, ficou a impressão de um poder passivo, com o qual a narradora não conseguia evitar, mas somente prevenir sobre a morte, e sem muito sucesso. Porém, com uma TÉCNICA excelente, o autor foi construindo situações e histórias até chegar ao ponto em que a narradora conseguiu interferir ativamente e vingar-se do cunhado. APRIMORAMENTO, a meu ver, mínimo, somente revisão, já que a história está muito bem construída e amarrada. Parabéns!

    • Fernando Cyrino
      31 de dezembro de 2017

      que honra receber este seu comentário. Gratidão. Que o seu ano novo seja bonito e significativo.

  7. Leo Jardim
    29 de dezembro de 2017

    # Dona Morte (Domina Mortem)

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫):

    – a primeira cena é boa, pois já nos joga no conflito logo de cara: a sobrinha está predestinada a morrer
    – a sequência dela ficou meio confusa, pois faltou o narrador explicar melhor quem era quem; muitos personagens e nomes em um curto espaço
    – a fala do cunhado ficou extensa demais, cuspida sem interrupção
    – as idas e vindas no tempo confundiu um pouco, talvez algumas marcações (***) ajudassem a diferenciar o que era presente e o que era passado
    – apesar disso, a trama fluiu bem, acabei entendendo tudo e gostei bastante da solução adotada

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫):

    – a parte do tempo verbal oscilando entre presente e passado não me pareceu errado, já que o presente era usado na festa e o passado antes disso; mas sem as marcações que eu falei acima, deu umas travadas de vez em quando
    – alguns problemas de pontuação; anotei alguns:
    – Ao pagar a corrida *vírgula* lhe fez um pedido
    – ele só buscaria ajuda *sem vírgula* quando os sintomas

    💡 Criatividade (⭐▫▫):

    – presságios de morte parece ser um poder/maldição que muita gente gosta de abordar
    – este texto não fugiu muito dos elementos comuns em textos doo tipo

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – prever a morte dos outros (✔)

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐⭐▫):

    – gostei de como ela acabou desistindo de ajudar as pessoas, e da forma como ninguém acreditava nela
    – isso foi importante para fazer uma virada no fim, com ela decidindo matar o futuro assassino de sua sobrinha
    – esse foi um conto que eu terminei com um monte de dúvidas na cabeça (E agora? Ela vai presa? A menina se salva?…), mas gostei de deixar aberto; nesse caso, na minha opinião, as dúvidas trabalharam à favor do conto

  8. Bianca Amaro
    29 de dezembro de 2017

    Olá Domina Mortem, tudo bem com você?

    É um texto totalmente adequado ao tema “superpoderes”. Poder de prever a morte das pessoas, premonição. Como vários já comentaram, parece ser mais uma maldição do que um poder.

    A narrativa é interessante e o texto flui bem, pelo menos na minha opinião. As palavras se combinam de uma forma que eu achei muito agradável.

    O jeito que você iniciou o texto também foi muito bom, nos faz querer continuar lendo. Também faz o leitor se colocar no lugar da personagem, tendo os mesmos dilemas que elas e compreendendo suas decisões.

    O final foi interessante. O modo que ela resolveu o problema foi inteligente, apesar de ser o que eu imaginava que ela iria fazer.

    Enfim, parabéns por ter escrito essa história e boa sorte no desafio! 😀

    • Fernando Cyrino
      31 de dezembro de 2017

      Bianca Amaro, obrigado pelo comentário e pela nota. Só fico me perguntando se valeria mesmo a pena escrever este parabéns ao final do seu texto… Não carecia dele não. Feliz ano novo.

  9. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá, Domina Mortem. Tudo bem? Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    O seu conto tem uma boa ideia original que você desenvolveu por um lado que não foi o mais interessante, em minha opinião. A premonição não é propriamente um superpoder, mas consigo considerar dentro do tema. Em todo o caso, há muitos detalhes sobre o dom e pouca história, compreende o que digo? A escrita é muito boa, mas se tivesse começado diretamente na frase: “Foi ali que ela tomou consciência de que a mãe passara a ter medo dela” e contasse a partir daí, relatando o sucedido e introduzindo depois a festa e o cunhado, teria certamente muito mais impacto. O final escolhido é agradável e surpreendente, mas no meio sobram exemplos e carece enredo, mais histórias de família, uma festa é uma excelente ocasião para tricas e mexericos. Foi só o que senti falta, pois quanto ao resto, como disse, a escrita é segura e desenvolve-se sem problemas. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  10. Miquéias Dell'Orti
    28 de dezembro de 2017

    Oi 🙂

    Autor(a), me desculpe, (por favor, me desculpe mesmo) mas ao ouvir o nome da personagem (Cassandra) só pude lembrar da personagem de Sai de Baixo e fiquei o conto inteiro vendo a Aracy Balabanian enxergando sombras nas pessoas que iriam morrer em breve e tendo que lidar com seu dilema (e que dilema, por sinal) kkkk.

    Quero esclarecer que isso não diminuiu meu gosto pela sua história (nunca, jamais). Adorei seu conto!

    A condição de Cassandra é muito triste, com um dom que ninguém dá crédito, justamente porque antecipar a morte é uma coisa que amedronta qualquer um, creio eu.

    Gostei, particularmente de duas partes: a da lembrança da infância, primeira vez em que ela manifesta seus poderes; e do final, com a atitude de finalmente interferir e empurrar aquele mequetrefe do Sandro mureta abaixo (bem feito).

    Parabéns pelo trabalho!

    • Fernando Cyrino
      31 de dezembro de 2017

      valeu, Miqueias, obrigado. Cassandra é uma personagem da mitologia. Depois dê uma googlada. Pelos seus elogios (adorei o conto), confesso que esperava mais do que 3. Mas fazer o quê? Abraços de gratidão e um feliz ano novo.

  11. Renata Rothstein
    28 de dezembro de 2017

    Olá, Domina Mortem
    Tudo bem?
    Ótimo conto, bem escrito e conduzido. Final libertador, enfim, aquele superpoder que mais parecia uma maldição pode se transformar em poder, apesar de através de uma morte – mais uma…mas vc descreveu o pai de Susana de um jeito que eu nem senti dó hehe.
    Sobre algumas coisinhas que uma revisão básica resolve, os colegas já falaram, com certeza.
    Um grande abraço, boa sorte no Desafio.

  12. Rubem Cabral
    28 de dezembro de 2017

    Olá, Domina Mortem.

    Muito bom o conto: boa escrita, personagem-narradora bem desenhada. O poder, em verdade, foi mais maldição até quase o final, quando pareceu-me que Dona Morte finalmente tomou as rédeas do destino.

    A trama poderia ter sido menos linear, ter introduzido mais conflito, talvez, mas o resultado final foi bom.

    Abraços e boa sorte no desafio!

  13. Estela Goulart
    27 de dezembro de 2017

    Olá. Seu conto é bom, gostei. A história combina com o seu modo de escrita, meio melancólico, afinal é meio difícil não ser melancólico com um superpoder desse. Não encontrei erros gramaticais, está bem escrito e não me atrapalhou em nada, caso existam erros. E acredito que somos capazes de entender o sofrimento da personagem. Parabéns e boa sorte.

  14. Catarina Cunha
    27 de dezembro de 2017

    BUG: “Mil vezes a sombra devia ter vindo nele e não na filha.” – Não era sobrinha?

    Fora esse pequeno detalhe, e uma gordurinha nos quadris, o conto é muito bom. A possibilidade de mudar o predestinado foi apresentada com elegância, mesmo sem ineditismo na trama. O fim, embora esperado, foi orquestrado com inteligência ao deixar em aberto se haverá o efeito borboleta ou não.

    • Domina Mortem
      27 de dezembro de 2017

      Xiiii, Catarina Cunha, assim não vale. Está me presenteando com um bug que não existe. Por favor, releia. Trata-se da filha do pai (que chegou alcoolizado) e não da Cassandra. Ao reler reparará que a frase está mesmo entre aspas. As gordurinhas nos quadris até aceito, eis que são valorosos frutos de muitos chopps, pastéis e churros da vida (como dizia a Anita).

  15. Givago Domingues Thimoti
    27 de dezembro de 2017

    Olá, Dona Morte!

    Tudo bem?

    Eu gostei da trama, mas não da técnica. Achei a leitura truncada e sombria demais. Demorou para eu engrenar na história. Quanto ao enredo, gostei, mesmo “adivinhando” o final (sim, achei que ela mataria o cara). O dom da premonição é sempre uma maldição. Acho difícil que um dia esse poder não seja visto dessa maneira.

    Parabéns e boa sorte!

  16. Pedro Paulo
    26 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Neste desafio há mais de um conto em que o protagonista manifesta alguma capacidade ou característica especial, não especificamente estando em seu controle, deixando a anomalia no limiar entre superpoder e maldição, já que a personagem faz algo impossível para qualquer outra pessoa, mas é mais vítima da coisa do que realmente sua condutora. É o que parece acontecer aqui, com Cassandra tendo toda sua vida alterada por estas visões das quais ela não pode escapar.

    O conto se inicia nesta cena em que vemos Cassandra sofrer sobre a morte próxima da sobrinha, mas se desenrola em lembranças que nos fazem entender sobre o impacto do poder na vida da personagem. Ao mesmo tempo que os relatos clareiam nossa visão sobre ela, também acabam soando um pouco repetitivos, pois também estamos esperando para ver o que vai acontecer na festa. Na verdade, não é nem isso, pois quando começamos na festa e partimos para as lembranças, nada está realmente acontecendo, havendo apenas a sombra de um conflito com a presença do ex-cunhado na sala. Com isso, acaba que nos cansamos de ler sobre as lembranças, mas também não ansiamos tanto pela cena na sala, já que não havia nada acontecendo. O conto, escrito em sua maioria nas lembranças, segue em um tom expositivo que deixa a leitura um pouco cansativa.

    Quanto à técnica, notei uma confusão entre passado e presente em alguns trechos, mais especificamente no último parágrafo, redigido inteiramente no presente, enquanto as ações do parágrafo anterior estão no passado. No mais, não encontrei outros erros.

    A história de Cassandra é mesmo comovente, mas poderia ter sido contada de outra maneira, ocupando menos espaço, com o conto centrado no confronto entre Cassandra e o ex-cunhado (em falar nele, um personagem raso, mencionado em toda ocasião apenas para ser odiado). Com isso, as memórias seriam introduzidas como uma exposição necessária, mais do que ofuscante, e o leitor talvez ficasse mais ávido por saber o que ocorre no tempo presente.

    • Fernando Cyrino.
      31 de dezembro de 2017

      Pedro Paulo, obrigado pelo 2,3. Leio e releio seu comentário e, infelizmente, não consigo perceber nele a tal da crítica construtiva que você sugere. Desejo de coração que seja sempre feliz.

  17. Luis Guilherme
    26 de dezembro de 2017

    Bom diaaa, tudo bem por ai?

    Caramba, que superpoder horrível!

    Aliás, vários contos do desafio apresentaram superpoderes que se tratam, na verdade, de supermaldições, rsrs.

    Afinal, tem algo pior que prever a morte das pessoas e ser incapaz de ajudá-las?

    Aliás, premonições sempre dão espaço pra boas histórias,e a sua não fugiu disso. O enredo é criativo, dentro do possível num tema já tão abordado. Tem momentos particularmente bons, como o momento do velório.

    Porém (sempre tem um, né? rsrs), achei que a escrita ficou muito confusa, atrapalhando a fluidez da leitura. Várias vezes tive que parar e reler, até entender o que acontecia. Atribuo isso, especialmente, ao excesso de informações em pouco espaço. Acho que isso atrapalhou um pouco. Por exemplo: quando vc conta as experiências premonitórias passadas da protagonista, conta tudo num só parágrafo. É um parágrafo enorme e cheio de infos, sem dar espaço pro leitor digerir e apreciar os acontecimentos.

    Afinal, uma das coisas mais interessantes do conto poderia ser, justamente, os momentos de promonição. Eu teria gostado muito de ler as descrições desses acontecimentos mais detalhadas. Você poderia ter usado um tom mais lúdico nesses momentos, retratando a forma como as premonições se manifestam no ambiente, o efeito que causam no entorno e no interior da garota, etc.

    O fim é bom. Eu previa que ela se suicidasse enquanto matava o cunhado, mas isso ficou aberto, o que foi bom!

    Note, isso são apenas impressões como leitor, longe de mim querer que você mude seu conto de acordo com meu gosto.

    Enfim, é um conto com uma ótima premissa, com ideias muito criativas, mas que deixou um pouco a desejar, a meu ver, principalmente por retratar tudo de forma muito rápida e superficial, desperdiçando um potencial enorme. Ainda assim, leitura interessante.

    Parabéns, boa sorte e boas festas!

  18. Paula Giannini
    26 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Que dom terrível, prever a morte de mãos atadas. Um conflito clássico e, acredito, eterno, além de ser tema que acompanha a humanidade desde tempos imemoriais.

    Mais que o conflito acima descrito, porém, o conto nos traz o dilema de uma protagonista que tenta, em vão, durante toda a sua vida, reverter aquilo que, embora todos saibamos certo, poderia, ao menos ser adiado. Passando ao largo de questões como “o destino é hora de cada um” ou mesmo do clichê “causa e consequência”, o(a) autor(a) reflete sobre o protagonismo ativo que a personagem precisa assumir para, finalmente, salvar uma das vidas para a qual vislumbrou a morte eminente.

    Dessa forma, vemos Dona Morte avisando a todos sobre seus destinos em vão, até o dia em que resolve, ela mesma, agir por conta própria.

    Até que ponto a premissa serve apenas para a dualidade vida e morte? Não. Para esta leitora aqui, ela serve para diversos aspectos de nossas vidas, como uma metáfora para “se quer assim, faça você mesmo”, “agarre seu destino com as duas mãos”, “não espere dos outros aquilo que lhe cabe”, e por aí vai.

    É interessante, também, notar como o(a) autor(a) constrói a narrativa no tempo presente, a partir das reflexões da personagem em uma festa. Assim, com habilidade de um(a) autor(a) consciente de suas escolhas, vemos o tempo migrar para o pretérito nos momentos em que a narradora se recorda da história propriamente dita.

    Parabéns.

    Desejo-lhe muita sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  19. eduardoselga
    26 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    Cassandra, diz a mitologia grega, foi uma sacerdotisa que anteviu o perigo que a cidade de Troia corria, que uma guerra envolvendo a cidade estava por acontecer. Tentou avisar o povo e as autoridades troianas, mas foi considerada louca. Ninguém acreditava em suas palavras, pois o deus Apolo havia, antes, cuspido em sua boca.

    A Cassandra deste conto nos remete à Grécia, de certa maneira. A função de “Apolo” é exercida pela mãe dela, quando a personagem ainda era pequena, ao repreendê-la por anunciar a morte do pai. Vejamos: “O tapa – a mãe violenta – feriu os lábios. ‘Vire essa boca para lá, menina agourenta. Jamais repita algo assim. Isto não pode ser palavra de Deus. O que você disse é coisa do demônio. Sim, do capeta, escutou bem?’”.

    Interessante observar que o poder da personagem é um tanto inútil, pois se trata apenas de antever o que necessariamente acontecerá. Não é uma capacidade especial que possa alterar a fatalidade. É assim com todos os personagens citados e que morrem. Porém, no caso da sobrinha da personagem – Susana – a coisa muda ligeiramente de figura. Ainda não é o poder em si que evita o futuro, e sim a atitude de Cassandra que produz uma alteração. Não sabemos se a morte dela é definitivamente evitada ou somente adiada, mas a protagonista resolve cometer um homicídio na esperança de que a sobrinha não morra.

    Assim como a personagem Cassandra, o narrador, onisciente, mostra saber o que ainda ocorrerá (“Esbarra no futuro assassino chegando atrasado”) e, ao menos uma vez, parece ele mesmo incorporar o pensamento da personagem ao fazer julgamentos de caráter moral como “O pilantra tarado […] chega em seguida”.

    Em “Baixinho SOPRAVA em seu ouvido estar apaixonado. Aterrorizada, CONSEGUE enfim se safar e só TEVE tempo de apanhar a bolsa” há dois tempos verbais em conflito: pretérito (SOPRAVA e TEVE) e presente (CONSEGUE).

    Em “O cheiro ENJOATIVO daquilo tudo lhe causava ENJOOS” há um pleonasmo.

    “[…] mas que só foi encontrado tinham se passado uns três dias do falecimento” parece estar faltando a palavra QUANDO após ENCONTRADO.

    Em “Olha para o céu nublado e lança impropérios contra aquele Deus que, desde há muito, havia deixado de crer” há uma contradição de ordem lógica, mas que não é muito grave porque o sentido é muito mais a chamada “força de expressão”. De todo modo, acho que melhor teria ficado se a contradição não aparecesse. É que se Cassandra já não acreditava em Deus, lançar-lhe censuras não faz sentido.

  20. Sigridi Borges
    25 de dezembro de 2017

    Olá, Domina Mortem!
    Texto de acordo com o tema proposto pelo desafio.
    Confesso que estranhei as falas sem o travessão.
    Lembrei-me de Saramago.
    Superpoder difícil de se lidar, sombrio e triste.
    Seu escrito foi bem desenvolvido e, a meu ver, teve um final esperado.
    Susana poderia ter vivido mais tempo. Pobre criança!
    Obrigada por escrever.

  21. Higor Benizio
    25 de dezembro de 2017

    Acho que o texto falha em gerar a empatia que tanto busca com relação a “dona morte”. Talvez porque a evolução do personagem tenha acontecido de um jeito “não gradual”, digamos assim. Um bom exercício pode ser reescrevê-lo com isso em mente. A frase: ” O cheiro enjoativo daquilo tudo lhe causava enjoos.” assusta, cuidado com isso.

  22. Rafael Penha
    24 de dezembro de 2017

    Olá , Domina

    1- Tema: Se adequa perfeitamente nos parâmetros do desafio.

    2- Gramática: Achei a leitura interessante, mas truncada em alguns momento. Tive que focar bema atenção, pois há um excesso de palavras em alguns pontos. Não percebi erros gramaticais que me atrapalhassem.

    3- Estilo – Escrita boa, mas excesso de palavras e descrições de alguns pontos. Um clima de tristeza e indiferença é instaurado,mas o tamanho dos parágrafos acaba causando um cansaço no leitor.

    4- Roteiro; Narrativa – Um enredo interessante e apesar de não ser totalmente original, foi bem trabalhado. Poderia trabalhar mais o dilema de salvar as pessoas ou não, interferindo assim no destino ou não. A personagem se convenceu muito rápido de não fazê-lo. O flashback é bem explicativo, mas muito longo. Acabou cansando um pouco e sendo redundante em alguns momentos. O Final é bom, mas foi gratuito. Matar uma pessoa pareceu algo muito simples para a protagonista.

    Resumo: Conto bem escrito, poder excelente, que poderia ser melhor explorado no tocante à moral de deixar ou não o destino seguir seu curso, coisa que foi apenas arranhada aqui.

    Grande abraço!

  23. Priscila Pereira
    24 de dezembro de 2017

    Superpoder: prever a morte

    Olá Autor(a), esse é um conto ótimo, que me prendeu do início ao fim, muito descritivo, bem detalhado, escrito com uma clareza e detalhes incríveis de sensações e ambientes. Parece que já sou amiga da Cassandra,que a conheço bem. Amei o final!! Um ótimo conto realmente!! Parabéns e boa sorte!!

  24. Ana Carolina Machado
    23 de dezembro de 2017

    Oiii. O poder de prever mortes deve ser realmente um fardo, principalmente no caso da protagonista que podia fazer tão pouco para ajudar os outros. Ela até tentou avisar como no caso do taxista e do bebê, mas no fim não funcionou. Já no caso da sobrinha ela tentou agir e decidiu a salvar movida pelo amor. E no fim fiquei em dúvida se ela realmente conseguiu enganar a morte, salvar a menina, porque lembro que no filme Premonições diz que ela é meio difícil de ser enganada. Parabéns pelo conto. Boa sorte.

  25. Antonio Stegues Batista
    23 de dezembro de 2017

    Se dom é um superpoder, premonição é um dom. Achei o conto um tanto sombrio, inclusive a estrutura do texto é diferente do usual, os diálogos sem o traço, aliás faziam parte da narração, os acontecimentos que já passaram.Foi a impressão que tive. Algumas descrições ficaram longas demais, acho que apenas deram extensão ao texto, sem grandes revelações. O final não foi nenhum espanto, levando-se em conta que era o único jeito de salvar Suzana. Boa sorte.

  26. Regina Ruth Rincon Caires
    22 de dezembro de 2017

    Que belo conto! Que maneira linda de escrever! O superpoder da premonição é fantástico. A narrativa é fluente, sem qualquer entrave e a leitura é muito prazerosa. É um conto muito bem estruturado, de linguagem bem colocada. O desfecho foi sensacional, direto, aconteceu exatamente o que o leitor desejava. A premonição é um martírio. A “nuvenzinha” que flutua sobre a próxima “vítima”, sobre o “próximo da fila” deve ser massacrante para quem a vê, tira o sossego. Ainda bem que tudo está no mundo da imaginação, que coisa boa!
    Parabéns, Domina Mortem!
    Boa sorte!

  27. Fernando Cyrino.
    22 de dezembro de 2017

    Domina Mortem, que conto interessante e rico você me traz. A premonição oferece-nos sempre boas possibilidades de histórias e você soube surfar com competência nessa oportunidade. Sim, achei o conto bem bacana. Uma narrativa que me prendeu do começo ao fim. Não notei erros, ou falhas na escrita, que me travassem, ou me prejudicassem o entendimento, se as há, isto passou batido em minha leitura. Gosto desse jeito mais circular de narrar as coisas que você me traz. Há autores que curtem escrever da maneira mais simples possível, mesmo que para fazer isto tenham que suar bastante, eis que não é nada fácil a simplicidade. Por outro lado, há gente que gosta de uma escrita mais elaborada e senti que você está mais para este time mais gótico, mais barroco. O final ficou bem bacana. Tenho que lhe dizer que você me enganou. Méritos seus. Bem, resumindo, quero lhe dizer que tenho diante de mim um conto bom. Parabéns. Ah, ia me esquecendo. Acho que no seu nick name você quis dizer dona Morte em Latim, não é mesmo? Se estiver certo, sinto que cometeu um equívoco, eis que o feminino de morte nessa língua é mors e não mortem. Bem, trata-se de simples detalhe e que nada afetará em sua nota (até porque não faz parte do texto o nome do escritor/escritora, não é mesmo?). Meus abraços.

  28. Fheluany Nogueira
    22 de dezembro de 2017

    Superpoder: premonição de mortes. A protagonista se denomina “Dona Morte”.

    Enredo e criatividade: As dificuldades diárias de quem consegue prever o futuro, o silêncio para não servir de chacota. Na introdução a protagonista vê a morte de sobrinha assassinada pelo pai; o desenvolvimento se arrasta com exemplos e explicações para o dom e o desfecho surpreende porque a heroína decide matar o cunhado para evitar a morte da criança.

    Estilo e linguagem com boa dose de suspense, leitura fluente e sem deslizes gramaticais que incomodassem. Gostei. Parabéns pela participação! Abraços

  29. Felipe Rodrigues
    21 de dezembro de 2017

    Gostei do final, que me parece ser a única ligação com o começo, digo isso pois o aprofundamento tão longo na personagem da dna. morte não se fazia necessário, ela se auto explica, então, pq não falar um pouco mais das relações da família e convergir para o final tão bacana? Lemos que há esse possível acidente, o conto pega fogo, mas aí chegam descrições de infância da morte e tudo mais…

  30. João Freitas
    21 de dezembro de 2017

    Olá!

    Li algures que os temas mais fascinantes para a generalidade do ser humano são o sexo e a morte.
    Bem, os romances eróticos vendem que nem pães quentes pela manhã.
    Já o tema da morte é muito bem explorado neste conto. A escrita não foi para mim a mais fluída, tive que reler alguns parágrafos. A história é interessante e gostei da resolução final, ficou bonita a ideia da personagem principal sentir ainda o sabor do sangue, remetendo à experiência que tivera com a mãe (assim como a que tivera com o padre).

    Obrigado por ter escrito e boa sorte!

  31. Juliana Calafange
    21 de dezembro de 2017

    Seu conto é um bom suspense. Que condição terrível a da sua protagonista. Não é a única, pois já vi poderes assim em diversas outras histórias. Mas vc conduz a trama de forma objetiva e firme, sabe o que está fazendo, pra onde quer levar o leitor.
    Gostei da solução que vc deu para o arremate do conto. Cheguei a pensar que ela ia se matar, para acabar com o fardo de possuir tão desgraçado dom. Mas ela foi mais esperta que eu. Encontrou uma maneira mais eficiente de dar cabo da angústia que os presságios lhe acarretam. Assumindo enfim a persona da Dona Morte. Muito bom. Parabéns!

  32. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Curiosamente, pensei já fazer um texto sobre esta temática. Alguém que conseguisse adivinhar a morte. Parece que vivemos obcecados com isso. Este texto relata este poder na perfeição, com ritmo e linguagem adequados. Pareceu-me ser um conto bastante equilibrado, um dos melhores do desafio.

  33. angst447
    21 de dezembro de 2017

    Olá, Domina, tudo bem?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado com requinte.
    O ritmo da narrativa não é dos mais cadenciados ou ágeis, mas possibilita uma certa fluidez de leitura. As idas e vindas do enredo não atrapalharam em nada, muito pelo contrário, conseguiram captar mais minha atenção.
    Se houve falhas na sua revisão, não percebi. A linguagem empregada e construção das frases me agradaram.
    O final do conto é primoroso. Fiquei em dúvida se ela iria se matar ou atrairia o indivíduo para uma queda livre. A pergunta é: com isso, livrou a sobrinha da morte ou apenas alterou o cenário da sua partida?
    Boa sorte!

  34. Paulo Ferreira
    19 de dezembro de 2017

    Mais um conto que trata premonição como superpoder, porém com muita propriedade, pois o enredo favorece por sua narrativa bem desenvolvida, com uma escrita bem ordenada, agradável de ler. Entretanto a escrita teve um pouco de travamento, mas nada grave. Quanto à gramática não senti nada que desabonasse. E enfim, uma história que se compadece do leitor dando ao final um resultado recompensador, apesar de se encerrar com um homicídio; embora menos doloroso que a morte de mais um inocente, no caso a criança sobrinha. Um conto muito bom.

  35. Andre Brizola
    17 de dezembro de 2017

    Salve, Domina!

    Acho que o grande trunfo do conto é o final. Tenho certeza de que muitos torciam por uma interferência da personagem, mas sabiam que, por uma questão de fatalismo, nada aconteceria. E aí ela vai lá e interfere fazendo o estádio gritar. Foi o final perfeito para uma personagem que vimos crescer no decorrer da leitura. A emoção sobrepujando a frieza da morte.
    Tive que refazer a leitura em alguns parágrafos. É um texto denso, com muitos detalhes, nomes e particularidades de personagens secundários. Achei que isso gerou bastante ruído e dificultou a leitura. Nada muito grave, mas que fazem a fluidez do conto diminuir em alguns pedaços.
    A premonição é um poder atraente, pois a possibilidade de vislumbrar um pedaço do futuro implica em sucesso, talvez, garantia de felicidade, ou riqueza. Aqui o foco é mórbido e macabro, de modo que o final é condizente com o poder e a personagem. Só ficou faltando nos dizer se a eliminação do cunhado garantiria de fato a sobrevivência da garotinha.

    É isso! Boa sorte no desafio!

  36. Neusa Maria Fontolan
    17 de dezembro de 2017

    O poder de prever a morte de pessoas próximas com certeza é um superpoder.
    Confesso que quando vi o título achei que seria um conto sobre os poderes da morte, mas não, “Dona Morte” era como Cassandra chamava a si mesma.
    Gostei do final com a suposta eliminação do mal. Mas me peguei pensando, “O que acontecerá com Susana agora, já que sua morte estava prevista?”
    Bom conto, nos põe a pensar e imaginar.

    Parabéns e obrigada por escrever.

  37. Iolandinha Pinheiro
    17 de dezembro de 2017

    Quando eu li no começo da história que ela podia prever as mortes e não fazer nada, pensei que ela ia deixar a sobrinha morrer, felizmente ela tomou uma atitude. Seu conto é interessante, seu superpoder é assustador, a escrita é muito boa, seus personagens são bem desenvolvidos, e a gramática está ok.

    Não foi a leitura com a maior fluidez deste concurso porque eu tive a impressão que a história girava e ficava no mesmo canto, mas acabou tendo um desfecho muito legal e até assustador, e o conto ficou bem redondinho e com um ótimo arremate.

    Eu tenho uma dificuldade em memorizar nomes, e sempre acho ruim quando há muitos deles na trama, então a cada novo personagem que surgia eu ficava pensando, mas quem é mesmo Alice? Quem é fulano de tal? Talvez fosse melhor se usasse apenas referências: a vizinha chata, a melhor amiga, uma tia velha, o mendigo… e desse nome apenas aos personagens principais.

    No mais, um conto muito bom. Parabéns.

  38. Olisomar Pires
    15 de dezembro de 2017

    Pontos ´positivos: escrita competente e firme. enredo interessante e ótima resolução para o problema. Imaginei, pouco antes, que a moça poderia evitar que a sobrinha entrasse no carro, sequestrá-la talvez e o autor me surpreendeu com o mais óbvio: eliminar a ameaça imediata.

    Pontos negativos: de vez em quando a prosa diminuiu o ritmo, mas é questão de gosto pessoal e não interferirá na avaliação.

    Impressões: angústia de saber e nada poder fazer. Terrível.

    Sugestões pertinentes: alguns cortes seriam bem vindos, somente para agilizar a leitura.

    E assim por diante: ótimo conto, que nos faz pensar sobre o destino e nossa fragilidade.

    Parabéns

  39. Evelyn Postali
    15 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Premonição é bem um fardo, na minha opinião. Eu não sei quanto aos outros leitores, mas prever, antever situações, me parece não só tenso, mas triste. Carregar a visão do que está para acontecer não é nem um pouco leve a ponto de se adaptar. Não creio que pessoas fracas pudessem fazer isso, portanto, considero a personagem principal de muita força enquanto dona de tal habilidade. No mais, a linguagem é bem trabalhada, consegue mostrar a história e a trama se finaliza como deve. E eu amei o final. Foi a coisa mais sensata que ela pode fazer. Gostei disso com uma culpa muito grande, como cúmplice de uma reviravolta não planejada ou de última hora e que deixa um gosto de quase perfeição.
    Boa sorte no desafio!

  40. Gustavo Araujo
    14 de dezembro de 2017

    Crianças com dons premonitórios são recorrentes na literatura – e para mim, sempre funcionam haha Não tem como não se assustar. Essa passagem de Cassandra enquanto menina, adivinhando a morte do pai, me fez lembrar da história de um amigo que embarcou num avião com o filho. O menino chorava copiosamente, dizendo que o avião iria cair. Todo mundo, ao redor olhava desconfiado, desconfortável, claro, imaginando que talvez, só talvez, aquilo fosse uma premonição. Felizmente era só birra de criança. Meu amigo está bem e o avião chegou tranquilo ao seu destino. Bem, voltando ao conto, digo que gostei bastante. A história é bem construída e as idas e vindas na narrativa demonstram que o autor sabe o que faz. Particularmente, aprecio a quebra de linearidade, logicamente quando bem feita, porque isso torna a leitura mais atenta, aproximando mais o leitor dos fatos e dos personagens. Gostei também porque não se trata de uma sucessão de ações à la Sessão da Tarde, com tiros, perseguições e coisas do gênero. Ao contrário, a trama investe no psicológico de Cassandra, mergulhando em sua história pessoal, em seus dilemas e em suas frustrações. Não dá para saber o que acontecerá com a pequena Susana, agora que seu assassino foi para o espaço (literalmente), mas acho que o final aberto casou bem com a proposta. Ótimo trabalho! Boa sorte no desafio!

  41. Bia Machado
    14 de dezembro de 2017

    – Enredo: 1/1 – Gostei muito da forma como o texto foi levado. Que bom que o texto teve esse final, juro que eu faria a mesma coisa. Outro poder que representa um fardo para quem o possui.

    – Ritmo: 1/1 – A narração tem um ritmo pesado, mas necessário, e que me envolveu muito, foi uma leitura tranquila, bem conduzida pelo narrador.

    – Personagens: 1/1 – Em grande parte são figurantes, meio que para ajudar o leitor a visualizar o que a protagonista conta. A mim não me incomodou, mas pode representar um excesso para alguns. Talvez não tenha me incomodado porque a principal leva todo o conto com suas dores e dilemas.

    – Emoção: 1/1 – Gostei bastante, parabéns.

    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Sim, adequado à temática.

    – Gramática: 0,5/0,5 – Se há alguma coisa a ser melhorada, se passou algo, realmente não fez diferença pra mim.

    Dicas: Eu gostei da forma como está, mas como a ideia aqui é apontar algo a ser melhorado, talvez o tamanho dos parágrafos, poderiam ser menores, mas é mesmo só uma dica. Ficaria interessante também dar mais detalhes de cada uma das premonições. Isso não me incomodou porque da forma como estão no conto, foram bem dosadas entre si.

    Frase destaque: “Susana, a única pessoa no mundo que ela sentia que a amava de verdade e que, mesmo sem saber de nada, a compreendia em seus segredos e solidão.”

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  42. Angelo Rodrigues
    12 de dezembro de 2017

    Caro Domina Morten,

    Superpoder de ver/prever doenças e morte.

    Gostei do seu conto. A leitura flui, aqui e ali, com alguma dificuldade, aprumando-se na segunda metade.
    Notei a proliferação de nomes de personagens, alguns servindo apenas como elemento de ilustração, alguns com aliteração e tal: Cassandra, Cassia, Ana Alice, Susana, Sandro, Dora, Tio Afrânio, Naná, o padre e Marisa. Acredito que num conto com esse tamanho, tantos personagens (ainda que ilustrativos) parecem demasiados.
    Boa parte do conto são relatos, justificando uma qualquer finalização. Acredito que tantos exemplos acerca das competências de Cassandra forçaram um pouco a mão no texto, dado que o leitor, já sabendo de seus poderes, continuou a ler sobre o tal funcionamento deles.
    O tema não é novo e a finalização, a despeito desse fato, foi interessante. Parece que a mulher acabou por fazer bom uso de suas premonições e lascou o sujeito sacada abaixo. Vi nisso uma “rasteira” no clichê, o que foi bem legal.

    Boa sorte com o desafio.

  43. Mariana
    11 de dezembro de 2017

    O texto é sobre premonição, logo se encaixa na temática do desafio. A trama começou prendendo a minha atenção, mas as lembranças de Cassandra truncaram as coisas e me distanciei dos personagens. Seria interessante focar na dinâmica familiar que estava acontecendo, dar mais espaço para os outros personagens. Digo isso pelo fato de que, por exemplo, pouco chegamos a conhecer da sobrinha que a vidente ama. A solução para o dilema foi inesperada, fugiu do óbvio. Parabéns e boa sorte no desafio.

  44. Fabio Baptista
    11 de dezembro de 2017

    O autor tem um estilo de escrita que eu não aprecio, mas reconheço a competência. “Regionalista” não é bem o termo exato, mas é mais ou menos como me senti durante a leitura, que foi truncada para mim, pois tive que redobrar a atenção por causa do modo de escrever, que me soou um tanto obscuro, dando voltas para descrever coisas simples.

    Premonição / Prever a morte não é exatamente o que considero um superpoder, mas considero que o conto está, sim, dentro do tema proposto.

    Como a minha chatice já deve ter dado a entender, não me foi uma leitura agradável e só me prendeu um pouco a atenção mais próximo do final, quando um pouco de enredo se desenhou de forma mais clara, sobre o que afinal seria feito com a premonição a respeito da sobrinha. A solução foi interessante.

    Abraço!

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Publicado às 10 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .