EntreContos

Detox Literário.

Retrato em preto e branco (Sigridi Borges)

Sentado em frente à janela de seu quarto, observava os que passavam apressadamente. Homens e mulheres, a passos largos, verificavam as horas para conferirem o atraso em direção ao trabalho. Crianças seguindo para o colégio, carros buzinavam sem darem conta da poluição sonora produzida.

O som da buzina!

De imediato, o coração palpitou desritmado, desenfreado!

Na mente, a lembrança do acidente de carro que sofrera há poucos dias.

Até então, levava uma vida normal.

Engenheiro químico, técnico em materiais de laboratório, excelente projetista. Desenhar era seu talento maior. Criava possíveis aparelhos e novos materiais para grandes laboratórios.

Casado, pai de uma linda garotinha de apenas três anos. Encantadora! Olhos negros, brilhantes, cabelos lisos como o da mãe. Menina falante. Curiosa. Perguntava sobre tudo. Amava os animais. Selena era seu nome.

Cirurgia marcada para o dia seguinte.

Apreensivo, imaginava como seria dali a uma semana, um mês, um ano…

Os médicos tinham certas ressalvas apenas em relação ao pós-operatório. Cirurgia simples, pouco demorada. Dolorida.

O acidente lhe trouxera à mente um filme que jamais gostaria de assisti-lo.

Dirigia prudentemente pela avenida principal da cidade vizinha da qual morava, onde ficava o laboratório, seu local de trabalho.

De repente, uma buzina constante.

Olhando pelo espelho retrovisor, avistou um caminhão vindo em sua direção. Tentou sair da faixa, mas o caminhão o atingiu pela lateral.

Com as pernas presas nas ferragens do carro, teve aparentemente ferimentos leves. De início, um pequeno problema num Tendão de Aquiles e a outra perna quebrada.

Tamanho susto não se comparava com o estrago que sofreria futuramente.

A cirurgia, um sucesso, com exceção da grande perda de sangue que ocorrera no decorrer do percurso.

Sangue tipo A, fator Rh positivo. O sangue mais comum. Recebê-lo de outra pessoa fora uma experiência nova.

Era doador constante.

Era o começo de uma nova vida.

Os médicos conseguiram controlar a perda de sangue e a cirurgia fora um sucesso.

O pós-operatório tranquilo e, após o tempo determinado para a provável recuperação, Alberto retorna ao trabalho.

De volta à rotina.

No laboratório onde trabalhava, tudo parecia normal. Analisando certas substâncias para um novo projeto no qual trabalhava junto a uma equipe de engenheiros, começou a sentir forte dor de cabeça e muita náusea. Algo estava errado. Tontura e com a vista a escurecer, acabou por desmaiar.

Os demais funcionários o carregaram para o ambulatório à procura de ajuda, pois não sabiam o que lhe acontecera.

Não retomando os sentidos, fora encaminhado ao hospital mais próximo. Tentativas foram feitas até que os médicos conseguiram fazer com que ele retornasse a si e pudesse contar o que havia ocorrido.

Aparentemente tudo normal. Vários exames foram feitos e nada se descobriu. Um dos médicos detectou uma leve variação na quantidade de plaquetas, mas a porcentagem de leucócitos deveria ser observada. Nada tão relevante.

De volta para casa, tentou retomar a rotina, mais uma vez. O trabalho no laboratório tomava-lhe muito tempo, mas o que o distraía eram os desenhos. Além de manipular substâncias químicas, era projetista no laboratório

Certo dia, sozinho no trabalho, desenhou um novo formato de um copo de Becker. Design, mais arrojado, apropriado para laboratórios de grande porte. Na bancada, muito calor. O ar condicionado apresentava problemas e o técnico ainda não o havia consertado. Alberto suava muito, suas mãos transpiravam de uma forma estranha, gotas escorriam a ponto de molhar sua obra de arte. Ele limpava o desenho para tirar a mancha que ficara por causa do suor.

Projeto acabado.

Alberto abaixou-se para pegar um lápis que caíra.

Tamanha surpresa ao voltar: da folha que usara para o desenho, totalmente em branco, seu copo de Becker tomara forma e cor e saltara do papel.

Assustado, Alberto não cria no que via. Desenhou um tubo de ensaio, um bico de Bunsen, um funil de decantação…

Tudo saltava da folha e se tornava real.

Suas mãos suavam cada vez mais. Já não se sabia se isso acontecia devido à falta do ar condicionado ou da tensão devido ao que estava acontecendo perante seus olhos.

Cada objeto desenhando, após seu término, imediatamente saltava do papel. Cores borradas manchavam as peças. Uma mistura de cores que, ao passar dos instantes, Alberto descobrira que saíam de seus dedos. Observara que as gotas que pingavam de seu suor, coloriam os objetos.

– Seria esse um superpoder? Por que isso acontecia só agora? Desde quando ele era capaz de criar objetos que saltassem do papel?

Perguntas surgiam. Sem respostas.

O medo e a angústia tomaram conta de Alberto. Isso poderia lhe causar estragos irreparáveis.

– Poderia eu desenhar animais, seres humanos e esses saltarem da folha de papel e se tronarem monstros causadores de catástrofes?

A imaginação de Alberto ia longe.

Resolveu desenhar um pequeno animal. Uma lagartixa.

Estava de luvas. Talento para o desenho não lhe faltava. Tamanha perfeição que o pequeno animal parecia saltar do papel. Terminada a obra de arte, observava atentamente o animal planificado, e o mesmo continuava em seu lugar.

Agora sem as luvas. O mesmo processo. Mãos suadas, gotas escorrendo por entre os dedos. Já percebera que as cores eram uma mistura perfeita do suor que pingava de cada um deles.

Apreensivo, faltando apenas pouquíssimos detalhes, o pequeno animal estático. Ali ficou.

Por diversas vezes, desenhava pequenos animais, com medo do que poderia acontecer caso tomassem vida e saltassem da folha. Não tinha coragem de terminar. Todos inacabados. O pavor tomara conta do engenheiro.

Consultou um médico especialista para realizar exames mais minuciosos. Descobriram uma reação química ocorrida no momento da transfusão de sangue que sofrera, fazendo com que seu suor fosse composto por pigmentos variados provenientes da variação na taxa de plaquetas e leucócitos de seu sangue e fazia com que os objetos desenhados por Alberto tomassem cor e forma tridimensional, fazendo saltarem do papel.

Outra lagartixa. Sem luvas. Agora finalizada.

O animal corre pelo papel e some num piscar de olhos. Era o que ele temia.

Tinha agora em suas mãos o poder de transformar desenhos acabados em formas reais.

Angústia e medo tomaram conta de Alberto. Daqui para frente, aprender a viver da melhor forma possível sem causar grandes danos e catástrofes à humanidade.

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82 comentários em “Retrato em preto e branco (Sigridi Borges)

  1. Fabio Baptista
    30 de dezembro de 2017

    Olá! Então, indo bem direto ao assunto: infelizmente não gostei de quase nada nesse conto.

    A gramática está ok, notei apenas um ou dois erros de digitação, mas a narrativa em si, o jeito de contar a história, ainda está bem imaturo. Frases muito curtas, parágrafos muito quebrados, tentativas de gerar impacto colocando exclamações (o que quase nunca funciona). A boa notícia é que tudo isso se ajusta com a prática.

    A trama também não me cativou. Tudo bem que a origem dos super-heróis normalmente é absurda (porra, Stan Lee… então uma aranha morde o cara e ele começa a escalar paredes logo em seguida? rsrs), mas essa da transfusão de sangue foi meio complicada de ligar a suspensão de descrença (fiquei pensando se o doador teria o mesmo poder). Mas até aí, tudo bem.

    O problema é quando nosso amigo descobre o poder e inexplicavelmente fica com medo de causar uma tragédia… era só não desenhar, caramba! kkkkkkkk. E mesmo se ele desenhasse um Godzilla, o monstro sairia pequenininho do papel, não? Acredito que a última coisa a se fazer nesse caso seria contar ao mundo sobre isso e se submeter a exames e tal.

    Daí, quando pensamos que alguma reviravolta vai ocorrer, o cara desenhar algo que não deveria (tipo uma Charlize Theron em duas sulfites A1) e se meter numa enrascada, o conto acaba 😦

    Enfim… de positivo, a criatividade e a perfeita adequação ao tema.

    Abraço!

  2. Pedro Luna
    30 de dezembro de 2017

    Então, você dá destaque ao acidente e a transfusão, mas não consegui ligar isso ao poder desenvolvido pelo cara. Sim, tem uma explicação no conto, mas nem ela foi suficiente. Se o poder já estivesse com ele, não necessitaria de explicações, mas como você foi obrigado a dá-la, não achei que foi uma boa escolha. Esse detalhe a parte, o conto é interessante e tem um estilo bem rápido, certeiro, porém quando ele descobre os poderes, a trama acaba sem mais nem menos. Fica um gosto amargo porque o poder é ótimo, mas não é bem explorado. Não gostei, infelizmente.

  3. Edinaldo Garcia
    30 de dezembro de 2017

    Retrato em preto e branco (Laélia Beltrão)

    Enredo: Engenheiro químico ganha poderes após um acidente de carro.

    Impressões: A premissa é excelente. Já foi usada algumas vezes, mas isso não é um defeito, pois o autor demonstrou criatividade. A trama em si é episódica, focando apenas em como o homem adquiriu seu poder, não levando o leitor para o próximo nível que é saber como ele iria lidar com isso, o que faria com o poder, como isso poderia afetar sua vida, enfim. Este talvez seja o defeito do conto, não explorar o poder que é muito legal.

    Escrita e Linguagem: Rápida, fluida, sem entraves. Não detectei erros.

    Veredito: É sim um bom conto. Divertido.

  4. Priscila Pereira
    30 de dezembro de 2017

    Superpoder: dar vida aos desenhos

    Oi Laélia, seu conto me pareceu jornalístico demais, tudo contado de forma distante. Não sei explicar bem… É um superpoder muito interessante e original e inédito no desafio. Gostei disso.
    Está bem escrito, bem revisado, o poder e o personagem são interessantes mas pouco explorados.Parabéns e boa sorte!

  5. Daniel Reis
    30 de dezembro de 2017

    26. Retrato em preto e branco (Laélia Beltrão):
    Gostei muito da PREMISSA dessa história: o cientista que adquire um poder a partir de um acidente – apesar de não ser um acidente laboral, mas de uma transfusão. A TÉCNICA é segura e atraente, levando a gente até o final do texto com tranquilidade. Quanto ao APRIMORAMENTO, o poder concedido pelo autor, bastante surpreendente, a meu ver poderia ser explorado mais, com suas consequências e perigos. Parece que a história terminou abruptamente.

  6. Felipe Rodrigues Araujo
    29 de dezembro de 2017

    A construção do texto tem a finalidade de somente apresentar o poder do químico. Parece o primeiro número lançado de um quadrinho de super herói, faltou somente um “continua…” ao final. Por mais que o desafio tenha regras e limites, o autor pode alinhar suas ideias, arquitetando o texto conforme o regulamento, e nesse quesito o autor falhou. A descrição sobre como o cara ganha o poder está gigante, algo que poderia ser resolvido em espaço menor, deixando esse final um tanto frustrante para o leitor.

  7. Ana Maria Monteiro
    29 de dezembro de 2017

    Olá, Laelia. Tudo bem. Desejo que esteja a viver um excelente período de festas.
    Começo por lhe apresentar a minha definição de conto: como lhe advém do próprio nome, em primeiro lugar um conto, conta, conta uma história, um momento, o que seja, mas destina-se a entreter e, eventualmente, a fazer pensar – ou não, pode ser simples entretenimento, não pode é ser outra coisa que não algo que conta.
    De igual forma deve prender a atenção, interessar, ser claro e agradar ao receptor. Este último factor é extremamente relativo na escrita onde, contrariamente ao que sucede com a oralidade, em que podemos adequar ao ouvinte o que contamos, ao escrever vamos ser lidos por pessoas que gostam e por outras que não gostam.
    Então, tentarei não levar em conta o aspecto de me agradar ou não.
    Ainda para este desafio, e porque no Entrecontos se trata disso mesmo, considero, além do já referido, a adequação ao tema e também (porque estamos a ser avaliados por colegas e entre iguais e que por isso mesmo são muito mais exigentes do que enquanto apenas simples leitores que todos somos) o cuidado e brio demonstrados pelo autor, fazendo uma revisão mínima do seu trabalho.
    A nota final procurará espelhar a minha percepção de todos os factores que nomeei.

    Gostei do seu conto. Notei algumas palavras escritas com uma grafia diferente da que uso e não sei se existe mesmo essa diferença ou se foram erros ortográficos, mas se foram, outros os apontarão. Adoraria ter esse superpoder, ainda que de pouco me servisse, uma vez que não sei desenhar nem um prato. E não ficaria nada preocupada com a humanidade, pois só desenharia o que entendesse. Não teria era ido ao médico pois, com toda a certeza, depois de semelhante descoberta, a minha vida não voltaria a ser a mesma, perseguida (e provavelmente até capturada) por cientistas e laboratórios desejosos de estudar e desenvolver o fenómeno para fins, esses sim, altamente questionáveis. O problema é que, quando parecia que ia realmente começar a história, ela simplesmente terminou. O que gostei mais de tudo no seu conto, além da sua forma clara de escrever, foi o poder escolhido. Ele poderia ter nascido doutra situação qualquer que você tivesse inventado, ou não ter explicação nenhuma até (afinal é superpoder e pronto!). O que o conto pedia, a partir do momento em que nos introduz ao superpoder, era história. Mas não houve. E gerou curiosidade – bastante – coisa que boa parte dos contos não gera. Então? Que sucedeu? Por que não quis contar mais? Era o que queria saber (apesar da improbabilidade já referida de ver o seu superpoder revelado como acaso da medicina e permanecer livre) e tudo quanto soube foi que o herói ficou preocupado. Em todo o caso, parabéns pela imaginação e, no final do desafio, faça-nos um favor: elimine este fim e conte a história que, acredito, não sou a única a querer descobrir. Parabéns e boa sorte no desafio.
    Feliz 2018!

  8. Bia Machado
    28 de dezembro de 2017

    – Enredo: 0,7/1 – Seu conto deve ter sido o primeiro que li. E tive várias interrogações, então achei melhor deixar para reler depois, ver se sentia a coisa de outra forma. E hoje, relendo seu texto, algumas coisas ainda continuam a me incomodar. Como a explicação para a aquisição do poder, que pra mim soou inverossímil. Da forma como você colocou no texto, não me passa veracidade, mesmo de repente até sendo. Ou seja, nosso contrato de suspensão da descrença não funcionou pra mim. Também me desagradaram muitas frases exclamativas, sem necessidade. E ao final, a impressão que tive foi algo como “agora que a coisa
    parecia que ia engrenar?”
    – Ritmo: 0,7/1 – Nas duas leituras feitas não senti o ritmo fluir. Em vários momentos tive que voltar, não me prendeu a atenção.
    – Personagens: 0,7/1 – A personagem não me conquistou, da forma como foi apresentada pelo narrador.
    – Emoção: 0,8/1 – Foi uma leitura que eu considerei na primeira vez cheia de possibilidades, mas que não se concretizaram. E agora, na segunda leitura, é difícil reler e ver que isso não mudou.
    – Adequação ao tema: 0,5/0,5 – Sim, está adequado.
    – Gramática: 0,5/0,5 – Algumas coisas poucas vi, como o excesso de exclamativas, que dá um tom apelativo ao texto, mas nada que tenha dificultado minha leitura.

    Dicas: Reestruturar o texto, dar voz à personagem, não explicar tanto o poder, fazer a coisa acontecer naturalmente surtiria mais efeito, acredito.

    Frase destaque: “Por diversas vezes, desenhava pequenos animais, com medo do que poderia acontecer caso tomassem vida e saltassem da folha.”

    Obs.: A somatória dos pontos colocados aqui pode não indicar a nota final, visto que após ler tudo, farei uma ponderação entre todos os contos lidos, podendo aumentar ou diminuir essa nota final por conta de estabelecer uma sequência coerente, comparando todos os contos.

  9. Higor Benízio
    28 de dezembro de 2017

    O conto gasta muito tempo explicando todo o longo processo até o cidadão adquirir seu poderes, e depois, na hora de mostra, o conto acaba sem mais nem menos. Tanta coisa podia acontecer… Enfim, reescreve isso com mais situações em que o superpoder é usado.

  10. Ana Carolina Machado
    28 de dezembro de 2017

    Oiii. O que mais achei interessante no conto foi a reflexão do personagem sobre as consequências que o poder dele poderia trazer para a humanidade. Ele encarava o novo dom dele mais como um fardo do que uma coisa boa, porque ele tem consciência que ele pode ser perigosos. Esse superpoder foi bem criativo. Acho que alguns momentos da narrativa foram meio corridos, poderiam terem sido melhor trabalhados, como a origem do poder. Parabéns. Boa sorte no desafio!

    • Laélia Beltrão
      28 de dezembro de 2017

      Oiii, Ana!
      Agradeço pelo comentário. Fiquei feliz por ter gostado do conto.
      Alberto ficou mesmo apavorado ao descobrir seu superpoder. Pensou ser perigoso para a humanidade.
      Levarei em conta suas dicas para melhorar meu escrito após o término do desafio.
      Abraço.

  11. Hércules Barbosa
    27 de dezembro de 2017

    Saudações

    O conto apresenta Alberto, que depois de um acidente de trânsito recebeu uma transfusão de sangue e, ao que tudo indica mas não está claro no conto, recebe poderes de dar vida a seres inanimados desenhados por Alberto.
    A ideia é muito boa, embora já feita em outras oportunidades ou épocas. A objetividade é uma marca presente no texto e o objetivo do desafio também é cumprido. A ressalva que faço é por se tratar de um conto com um protagonista capaz de dar vida ao que é inanimado ele fosse mais impactante, prendesse mais a atenção. A leitura é de muito bom grado e fácil fluência, mas o uso, neste caso, de suspense enriqueceriam e deixariam o conto mais robusto.

    Parabéns pelo trabalho e sucesso.

  12. Fernando Cyrino.
    27 de dezembro de 2017

    Olá, Laélia, cá estou eu às voltas com a sua criatura poderosa: o seu engenheiro que tem os seus desenhos tornados reais. Uma história interessante, um enredo criativo e que me trouxe à mente o universo das histórias em quadrinhos, bem como também os filmes que tratam dos nascimentos dos super-heróis que tanto nos encantam. Bacana isto. Mas é preciso que eu lhe conte, Laélia, que, infelizmente, a sua narrativa não me pegou. O sentimento que tenho aqui é que foi uma tentativa de redação que não ficou tão legal como você esperaria que se tornasse. Ou seja, você ficou me devendo, Laélia. Senti isto. Há uns errinhos, mas eles em nada atrapalharam a leitura. Abraços.

  13. iolandinhapinheiro
    26 de dezembro de 2017

    Um conto com grande potencial, o seu. Foi mais um texto sobre a aquisição dos superpoderes e a descoberta de possuí-los. Algumas correções e uma continuação criando uma trama mais consistente fariam dele um grande conto.

    Respeito as suas escolhas e vou avaliar o conto a partir do que vi, apenas. Assim como outros heróis, o seu não nasceu com os superpoderes, enquanto o Homem Aranha foi mordido por um inseto radioativo e o Hulk foi atingido por raios gama, o seu personagem adquiriu poderes através de uma transfusão de sangue. Não ficou muito claro porque esta transfusão causou este resultado. O doador tinha superpoderes?

    Você fala um pouco da família do protagonista mas não a envolve em nenhuma situação dentro da trama, então esta parte ficou meio sem função para a história, o cara ser solteiro ou casado não faria diferença.

    Gostei muito do superpoder que você colocou, foi muito criativo e interessante, pena que quando isso acontece o conto acaba. Não há conflitos, não há um fim, só a vontade da gente de ler a continuação de uma história que promete muito.

    Abraços e sorte no desafio.

    Iolanda.

  14. eduardoselga
    25 de dezembro de 2017

    Caro(a) autor(a).
    Antes de tudo, interpretações do literário são versões acerca do texto, não necessariamente verdades. Além disso, o fato de não haver a intenção de construir essa ou aquela imagem no conto não significa a inexistência dela.

    A explicação de como o superpoder foi adquirido é pouco plausível, num universo ficcional que não se pretende fantástico, e sim realista. Uma reação química na transfusão faz com que o suor adquira “pigmentos variados” relativos à “variação na taxa de plaquetas e leucócitos”, e isso “[…] fazia com que os objetos desenhados por Alberto tomassem cor e forma tridimensional […]”. Essa inconsistência compromete a qualidade do conto porque ele gira em torno da aquisição do poder, não à volta de ações decorrentes dela (exceto à guisa de experiência do personagem consigo mesmo).

    Há falta de conflito, mas não é isso que necessariamente torna o texto frágil, pois é possível construir belos contos com praticamente nenhum conflito, se o centro gravitacional concentrar-se no universo interior do personagem. Porém, este é vazio, sem vida, o que faz com que a ausência de trama faça muita falta.

    • Laélia Beltrão
      28 de dezembro de 2017

      Oi, Eduardo.
      Peço desculpas por não apresentar um conflito da personagem.
      A intenção era deixar o final aberto, mas acho que exagerei.
      Alberto ficou angustiado ao descobrir que possuía um superpoder e que poderia ser perigoso caso não soubesse como lidar.
      Levarei em conta suas dicas para melhorá-lo após o término do desafio.
      Abraço.

  15. Renata Rothstein
    25 de dezembro de 2017

    Oi, Laélia!
    Bom Natal!
    Seu conto é interessante e muito criativo. Acredito que possa ser reescrito para aprofundamento em várias situações apresentadas.
    Uma pequena revisão e é isso, achei sua ideia boa é demais!
    Abraço

    • Laélia Beltrão
      28 de dezembro de 2017

      Oi, Renata!
      Fico feliz por ter gostado do conto.
      Agradeço pela dica.
      Abraço.

  16. Andre Brizola
    24 de dezembro de 2017

    Salve, Laélia!

    Nos meus anos de faculdade jogava RPG com os amigos de república, e numa dessas nasceu um personagem com esse mesmo poder, o de materializar aquilo que desenhava. Na época eu achava aquilo o máximo e, até ler seu conto, havia me esquecido completamente disso.
    O conto parece com aquelas estórias que encontramos nos quadrinhos, com a origem de um super herói. Ela poderia ser, inclusive, quadrinizada, já pensou nisso? Eu acho que ficaria bem interessante, pois o elemento gráfico daria vida aos acontecimentos do conto que, apenas narrados, ficaram um pouco vazios.
    Quando digo vazios, quero dizer não de conteúdo, mas de desenvolvimento. Os questionamentos do personagem, feitos para si apenas, acabam não funcionando com a carga dramática que exigiriam e tudo acaba rápido demais para a descoberta! Alberto se vê com poderes indescritíveis e o conto acaba. Nos quadrinhos esse final aberto não encerraria uma estória, e sim daria início a uma maior. Uma que eu gostaria de ler, inclusive!

    É isso! Boa sorte no desafio!

    • Laélia Beltrão
      28 de dezembro de 2017

      Salve, André!
      Incrível você ter visto esse superpoder num jogo de RPG. Nunca joguei. Deve ser o máximo!
      Alberto ainda tem muito a mostrar.
      Minha ideia era deixar o final aberto para que o leitor pudesse viajar. Alguns não gostaram da ideia. Ficaram frustrados.
      Quem sabe ele ainda apareça por aí…
      Obrigada pela dicas.
      Agradeço por comentar.
      Abraço.

  17. Marco Aurélio Saraiva
    24 de dezembro de 2017

    =====TRAMA=====

    Eu preferiria o poder de transformar o que eu escrevo em realidade, já que mal sei desenhar bonequinhos de palito, rs rs rs.

    Este desafio está especialmente saboroso de ler. Quanta criatividade de todos os autores! Sua ideia foi excelente. Muito inovadora – nunca tinha lido algo igual. Você criou a premissa para uma grande história.

    Infelizmente, a história não vingou. Parando para analisar melhor o seu conto, ele nada mais é do que a narrativa de Alberto descobrindo o seu poder. Testando ele aqui e ali. Ponto final. Havia tanta coisa para explorar! Você até mesmo brinca com a ideia de Alberto ter o poder de criar seres vivos… o que implicaria em muita coisa interessante para contar. E você ainda tinha umas 1500 palavras para explorar o assunto… mais que o dobro do que você escreveu!

    Fiquei um pouco frustrado por esse desperdício. Quero que você volte e me conte mais sobre Alberto, ok? Depois me manda inbox, hahahahah!

    É que ele parece ser um personagem bem denso, cheio de conflitos internos… que não consegui enxergar na sua narrativa. Tudo é contado de forma superficial. O conto precisa de mais emoção. Por exemplo, em certa parte, quando ele desccobre que pode ser capaz de criar seres vivos, fica assustado com coisas do tipo “o destino da humanidade” ou “o fato da criatura que ele criasse saísse por aí destruindo tudo”. Mas… de onde vieram estas ideias? Por quê ele pensa assim? Tem algum trauma?

    Enfim, um superpoder excelente e um conto com muito potencial, mas que pede que você explore aí essas outras 1500 palavras que ficaram vazias =)

    =====TÉCNICA=====

    Você escreve bem mas notei certa pressa desnecessária. Acho que com uma segunda ou terceira releitura e um bom refinamento nas suas palavras (assim como, é claro, com as correções que as suas revisões gerariam), o seu texto ficaria com uma leitura muito mais fluida. Do jeito que está ele me parece um pouco apressado e confuso. Há uma série de erros de concordância e de tempo verbal da narrativa.

    Mas acho que o que falta mesmo na sua técnica é sentimento. Talvez por tudo estar condensado em mil palavras (esta história pede mais do que isso), você não teve tempo de imprimir os reais sentimentos de Alberto. Por exemplo, quando ele se pergunta de onde vieram os seus poderes. Este deveria ser um questionamento interno. Perguntas como essas deveriam refletir o caráter da pessoa e as suas reais preocupações. No texto, porém, as perguntas são abordadas em uma linha. No máximo duas. O conflito é narrado; não mostrado, como deveria ser.

    Ainda assim, foi um conto legal de ler, especialmente pela criatividade.

    • Laélia Beltrão
      28 de dezembro de 2017

      Marco, na realidade, esse é um dos meus primeiros contos e confesso que, participando desse desafio, aprendi demais.
      Agradeço muito por suas dicas.
      Peço desculpas por deixá-lo frustrado. Não foi minha intenção.
      Fico feliz que tenha apreciado minha ideia.
      Quem sabe Alberto ainda apareça por aí…
      Abraço.

  18. Rafael Penha
    24 de dezembro de 2017

    Olá , Laelia

    1- Tema: Se adequa perfeitamente nos parâmetros do desafio.

    2- Gramática: Achei e leitura interessante e fluida. Sem problemas de gramática que tenham me atrapalhado.

    3- Estilo – Um texto bastante linear. Com alguns pontos fora da curva, mas ordinariamente morno.

    4- Roteiro; Narrativa – Uma narrativa simples e bem objetiva. Entretanto, creio que faltou desenvolver melhor o enredo. O personagem ganha poer sem explicação razoável e se assusta com o poder de criar coisas, mas consequência não é mostrada. Ou seja, pode ser que nada aconteça, pode ser que destrua o mundo. Um típico final aberto, mas aqui, aberto demais. Não deixa espaço para a curiosidade do leitor concluir a história.

    Resumo: Conto bem escrito, mas creio que faltou um melhor desenvolvimento do enredo e das consequências do final

    Grande abraço!

    • Laélia Beltrão
      28 de dezembro de 2017

      Olá, Rafael, obrigada por comentar.
      Fico feliz que tenha gostado do superpoder do Alberto.
      Deixei o conto com um final aberto demais, o que não agradou a muitos.
      Levarei em conta suas dicas.
      Abraço.

  19. Juliana Calafange
    23 de dezembro de 2017

    Gostei do conto. Simples, direto ao ponto. No começo eu pensei que se tratava do prenúncio da impressora 3D. Depois vi que era bem pior. Um conto quase de terror. Me deu até um arrepio, imaginar um poder como esse. Me senti na pele do protagonista e senti medo do futuro também.
    Poderia ser inclusive um belo argumento para o cinema de gênero! Parabéns!

    • Laélia Beltrão
      24 de dezembro de 2017

      Juliana, vou ser bem sincera com você. Quando escrevia as últimas linhas do conto em questão, senti pavor. Sentimento similar ao seu. Alberto entra em desespero ao saber que poderia salvar ou destruir o mundo. Então parei de escrever.
      Não cheguei ao ponto de pensar num filme de terror. Sou romântica. Deixei o leitor livre e percebi que não agradou a muitos.
      Quem sabe Alberto volte em algum outro conto e continue sua história…
      Muito obrigada pelo comentário.

  20. Estela Goulart
    23 de dezembro de 2017

    Olá, Laélia. Gostei do conto no que se refere ao superpoder. É criativo, mas poderia ter sido melhor trabalhado, assim como a trama da história (que não houve). Foi apenas uma passagem de tempo do personagem. Acho que, melhor revisado e trabalhado, o texto ficará melhor. Sei que não sou ninguém para falar assim, mas foi o que achei. Mesmo assim, gostei do final. Parabéns e boa sorte.

    • Laélia Beltrão
      28 de dezembro de 2017

      Olá, Estela. Fico feliz que tenha gostado do conto.
      Obrigada pelas dicas.
      Abraço.

  21. Leo Jardim
    22 de dezembro de 2017

    # Retrato em preto e branco (Laélia Beltrão)

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫):

    – não há realmente uma trama; o conto fica muito tempo contando o que aconteceu com Alberto depois do acidente, ele descobre o poder bem perto do fim e o conto acaba, sem nenhum percalço
    – além do tempo gasto e do excesso de informação na parte pós-acidente, outras coisas sobraram no texto, conto as informações sobre a filha, que não aparece em nenhum outro momento; num conto é comum se dizer que nada deve sobrar, pois fica parecendo ponta solta
    – os médicos descobrirem que o poder dele é por causa da transfusão de sangue, analisando plaquetas e leucócitos ficou muito inverossímil: o mais lógico seria os médicos não descobrirem nada e ele desconfiar da transfusão
    – o conto não tem um clímax; o conflito é exposto já no fim (ele tem poderes), mas se encerra assim; o medo dele de criar vidas ou catástrofes não foi suficiente para ser um clímax interessante

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫):

    – variação do tempo verbal: Alberto *retorna* (retornou) ao trabalho. (…..) O animal *corre* pelo papel e *some* num piscar de olhos
    – o uso de travessões para marcar pensamentos do personagem não é comum, o ideal seria usar aspas
    – as frases e parágrafos curtos acabaram prejudicando a fluidez da trama, principalmente na parte inicial

    💡 Criatividade (⭐⭐▫):

    – não é um poder novo, mas também não é comum

    🎯 Tema (⭐⭐):

    – poder de desenhar coisas que ganham vida (✔)

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫):

    – a ausência de um clímax ou de um conflito mais marcante fez com que o conto parecesse incompleto, como se tivesse acabado antes de terminar; com isso, o impacto ficou bem baixo

  22. Jorge Santos
    21 de dezembro de 2017

    Olá. Este foi o último texto que li no desafio. Gostei da premissa. Dar vida ao que desejamos é um fantástico superpoder. Não seria para mim, porque o meu talento para o desenho deixa muito a desejar. Se a premissa do conto é boa, já a execução, que suponho faça parte da identidade literária do autor, deixa-me algumas reservas. A forma pausada como é construído o texto corta o ritmo e torna a leitura num desafio.

    • Laélia Beltrão
      28 de dezembro de 2017

      Jorge, gostaria de saber o motivo pelo qual esse conto foi o último que você leu.
      Fico feliz que tenha gostado do superpoder do Alberto.
      Obrigada pelas dicas.
      Abraço.

  23. João Freitas
    21 de dezembro de 2017

    Olá 🙂

    Achei o superpoder muito criativo. Foi pena o conto ter acabado de forma tão abrupta pois estava a gostar. Eu até fiz scroll para ver se havia mais!

    Espero que continue a sua história e que mais tarde a possamos ler. Talvez com algum tipo de conflito, seja através de um vilão ou de algo interno. Talvez um desenho mais ambicioso se vire contra o criador.

    Obrigado por ter escrito e boa sorte!

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      João, estou a rir…
      Fazer scroll para ver se havia mais!
      Peço desculpas por deixá-lo frustrado.
      Não foi minha intenção.
      Suas dicas foram anotadas.
      Agradeço por comentar.
      Abraço.

  24. Gustavo Araujo
    20 de dezembro de 2017

    Após sofrer um acidente e receber uma transfusão de sangue, Alberto descobre que pode dar vida às coisas (e aos animais) que desenha. Apesar do clichê inicial (o acidente), o superpoder foi concebido com grande originalidade, o que vale pontos. A prosa rápida, entrecortada por frases exíguas, travam um pouco a leitura, mas creio que foi essa a intenção da autora. Agilidade em vez de profundidade. Não sou de ficar apontando erros de gramática, mas aqui fiquei incomodado com o uso equivocado do pretérito-mais-que perfeito – tempo verbal que deve ser usado para se referir a uma ação anterior àquela em que se passa o foco principal. De todo modo, a história prende, o que é uma qualidade, mas ao mesmo tempo frustra porque ao final, quando poderia engrenar de vez e levar o leitor para algo mais concreto, mais interessante, que realmente colocasse em xeque a habilidade de Alberto, tudo termina. Gosto de finais abertos, que devem ser preenchidos pelo leitor, mas aqui a exigência foi de que toda a história posterior deveria ser imaginada. Enfim, um arremate que me deixou frustrado. De todo modo, boa sorte no desafio.

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Gustavo, peço desculpas por deixá-lo frustrado. Não foi minha intenção.
      A ideia era deixar um final aberto para o leitor imaginar o que poderia acontecer com Alberto após a descoberta do superpoder.
      Acho que isso não agradou muito.
      Tentarei melhorar o conto após o término do desafio.
      Obrigada pelo comentário.

  25. Pedro Paulo
    20 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Faltou trama. Lendo o conto, a sensação que tive foi que se fez necessário a extração da história. Alguns trechos só serviram para dispor uma sucessão lógica dos fatos, com algumas informações que não contribuem em nada para a história e acabam só estando lá para nos dizer o que aconteceu ou o que existe, como a menção à filha dele que como é descrita pareceu uma tentativa da autora de criar humanidade em torno da protagonista, mostrando que ele tem uma família. No entanto, esta família não é mencionada em mais nenhum momento e essa filha que nos é trazida no começo fica como um elemento artificial da trama, para constituir o plano de fundo de um homem de família. Outro exemplo é o que se sucede depois do acidente, com a menção dos “ferimentos leves” que depois são fraturas e como isto levou à transfusão, algo que é retomado depois para explicar o seu poder. Embora uma coisa explique a outra, não precisávamos saber que foram ferimentos leves e que foram as suas pernas, o mais importante é saber que ele precisou de sangue e sobreviveu. Inclusive, afirmar logo no começo que os ferimentos foram leves (o que é contraditório por terem sido fraturas) tira um pouco do impacto que o acidente deveria ter, já que sabemos que não vai ser algo central do texto, só uma etapa de algo maior. Fica incongruente com o medo que a personagem apresenta no começo, quando ouve a buzina.

    Quando o novo poder de Alberto nos é revelado, o conto expande as suas possibilidades. É divertido vê-lo desenhando e se surpreendendo com os pulos para fora do papel. Aqui a autora incluiu menos explicações e focou na personagem e no medo que acompanha as suas criações, em como ele lidaria com aqueles poderes. Infelizmente, é também como se encerra o conto, com a personagem atônita sem saber o que fazer. Julgo que o conto deveria ter começado aí, com trechos remetendo ao acidente e à transfusão sem delongas e a personagem aprendendo a dominar o novo dom – devo adicionar que foi uma escolha muito criativa de poder!

    Há dois momentos em que a autora utilizou um travessão para questionar sobre a situação da personagem, o primeiro sendo o que trarei abaixo:

    – Seria esse um superpoder? Por que isso acontecia só agora? Desde quando ele era capaz de criar objetos que saltassem do papel?

    Acho que esse recurso confundiu mais do que ajudou. No início, parece ser Alonso falando, mas depois aparece um “ele” remetendo ao próprio Alonso e compreendi que era a autora falando. Mesmo que seja por um breve momento, a confusão não é bem-vinda. Enfim, a premissa é ótima, foi uma boa escolha para poderes porque pode derivar em várias tramas, mas infelizmente não é o que a autora fez aqui. Acredito que falta um desapego aos detalhes que não importam, com o texto tendo o tipo de coisa que só constaria em uma ficha médica: pernas quebradas; uma filha e uma esposa. Sem um significado dentro da história, não há motivo para colocar.

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Pedro, agradeço pelo seu comentário.
      Levarei em conta todas as suas dicas para poder melhorar meu escrito após o término esse desafio.
      Fico feliz por ter gostado da ideia do superpoder.
      Abraço.

  26. Luis Guilherme
    19 de dezembro de 2017

    Ola, amigo, tudo bem por ai?

    Você teve uma ideia excelente! O super poder eh criativo e deixa margem para infinitas historias.

    O unico problema, pra mim, eh q o conto nao nos traz, efetivamente, nenhuma dessas historias. Ou seja, seu conto me pareceu uma biografia meio cientifica, em certos momentos, do heroi. Até ai, tudo bem. Porem, acho que faltou uma trama em que esse poder se desenvolvesse e entrasse em ação.

    Eh soh uma opiniao particular, afinal, quem sou eu pra dizer oq vc deve fazer com seu conto. Eh q achei q da forma como ficou, faltou emoção, faltou um climax.

    Achei estranho tbm o momento em que os medicos descobrem a “mutação ” do homem, e fica a impressão de q reagiram com naturalidade. Isso me soou estranho. Imagino q se algum medico comprovasse cientificamente superpoderes, isso abalaria as estruturas do mundo.

    O texto ta super bem escrto. Gramaticalmente quase perfeito, exceto, acredito, pelo trecho “O acidente lhe trouxera à mente um filme que jamais gostaria de assisti-lo.”

    Acredito que o verbo assistir está mal conjugado. Claro q isso nao afeta em nada, eh soh um apontamento.

    Enfim, gostei bastante mesmo do superpoder, mas senti falta de um enredo em que ele tomasse forma. Parabens e boa sorte!

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Caro Luis.
      Fiquei feliz que tenha gostado de meu escrito.
      Vou levar em consideração suas dicas para melhorá-lo após o término desse desafio.
      Uma trama?
      Talvez Alberto ainda apareça por aí…
      Abraço.

  27. Paula Giannini
    19 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a),

    Tudo bem?

    Premissa perfeita. Aquilo que o personagem desenha, ganha vida. Quase do modo como faria uma impressora 3d, só que ainda melhor, animada. Viva.
    Imaginar algo assim é por si só um grande mérito.

    Você optou, assumidamente, pelo que li em suas respostas, por um final aberto. Aberto a ponto de deixar a cargo do leitor, não só a realização do desfecho, como a criação quase que dê um novo conto. A experiência que, ao passo que pode ser interessante, ainda mais em um desafio, onde ouviremos várias opiniões, por outro lado, pode ser arriscada, visto que o leitor, ainda que goste de finais abertos em vários casos, sente-se um pouco frustrado, com a sensação de que a história teria sido interrompida antes do momento esperado.

    Gosto de experiências, então, dou o crédito por isso. Eu mesma, gosto de experimentar muito por aqui. Na arte, não existem fórmulas ou moldes corretos ou não. O único senão eu faço para esse seu experimento é que, do modo como ficou, o conto ficou com o conflito muito rarefeito. Me explico: o que fazer esses desenhos causou a ele? Foi bom? Foi ruim? Ele quer continuar com isso. Optou por parar. Mas, por que? O que o move a fim de desejar parar com isso e não incomodar ninguém?

    Não sei se me fiz entender, mas são os conflitos que movem os personagens dentro de boas histórias e o(a) autor(a), sem sombra de dúvidas tem talento para contar uma. Tanto é que instiga o leitor à curiosidade.

    A narrativa flui bem e a trama é construída com personalidade.

    Parabéns por escrever.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Paula, agradeço pelo comentário.
      Isso mesmo, a arte não é limitada.
      Nem todos têm a mesma visão, sentimento, leitura ou interpretação.
      A diferença entre Alberto e uma impressora 3D é que os seres vivos que ele desenha saltam do papel e ganham vida também. Isso mesmo.
      Estou engatinhando nesse estilo literário. Aprendendo muito com esse desafio.
      Espero melhorar cada vez mais.
      Abraço.

  28. Catarina Cunha
    19 de dezembro de 2017

    Embora pequeno, o texto é repetitivo, exemplo: “A cirurgia, um sucesso, com exceção da grande perda de sangue que ocorrera no decorrer do percurso.”, e logo adiante: “Os médicos conseguiram controlar a perda de sangue e a cirurgia fora um sucesso.” ; isso não causa uma boa impressão.

    A premissa é maravilhosa: dar vida aos desenhos através de uma mutação pós-transfusão de sangue. Mas esse grande potencial do personagem, a meu ver, foi tristemente desperdiçado. Faltou elaborar mais a trama, gerar um clímax, um embate; enfim: acho que a história merece ser desenvolvida porque não chegou a despertar a empatia necessária para fazer pensar.

    Não vejo problema no tamanho do conto e sim em sua concepção.

    • Catarina Cunha
      19 de dezembro de 2017

      OBS: A ilustração está fantástica. Talvez dê uma boa história em quadrinhos.

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Catarina, fico feliz que tenha gostado da ideia do superpoder.
      Seus comentários foram de grande valor.
      Ao término desse desafio, aperfeiçoarei meu escrito levando em conta suas dicas.
      Sobre a ilustração: considero perfeita.
      Escritor e ilustrador trabalharam juntos na trama.
      Abraço.

  29. angst447
    18 de dezembro de 2017

    Olá, Laelia, tudo bem?
    O tema proposto pelo desafio foi abordado de forma bem criativa. Achei a ideia de um superpoder de desenhista bem legal.
    A linguagem empregada é simples. Alguns detalhes escaparam a sua revisão, tal como: “(…) um filme que jamais gostaria de assisti-lo” > um filme ao qual jamais gostaria de ter assistido.” ASSISTIR sem preposição significa “ajudar, auxiliar”, já ASSISTIR A alguma coisa – significa ver, observar Ex.: Maria assistiu o irmão na missão = Maria ajudou o irmão na sua missão. / Maria assistiu ao irmão na missão = Maria ficou olhando o irmão durante a sua missão.
    O ritmo é bom porque o conto é curto e a leitura flui fácil. Talvez fosse interessante mostrar mais um pouco do processo que deu origem ao poder.
    Boa sorte!

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Cara entrecontista!
      Fico feliz que tenha gostado da ideia.
      Agradeço realmente pelas dicas. Após o término do desafio usarei seu comentários para melhorar meu escrito.
      Abraço.

  30. Givago Domingues Thimoti
    18 de dezembro de 2017

    Olá, Laélia Beltrão

    Tudo bem?

    O conto é bem escrito. A leitura flui com certa facilidade. Não encontrei nenhum erro gramatical.

    Infelizmente, achei o conto muito “sem sal”. Talvez pelo tamanho, ou pela linguagem quase jornalística, não consegui entrar em contato com a história. Para mim, foi como ver um retrato em preto e banco, sem vida.

    Me perdoe se soei muito grosso ou se fui muito pesado na crítica!

    Boa sorte no Desafio!

    • Givago Domingues Thimoti
      18 de dezembro de 2017

      PS: Esqueci de comentar que o texto foi rápido demais. Talvez fosse bom pensar em dar uma alongada a mais, focando nos momentos anteriores ao acidente.

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Oi, Givago.
      Pesado na crítica?
      Passou muito longe disso…
      Quando ela é feita de bom grado, nos faz crescer e melhorar cada vez mais.
      Muito obrigada por comentar.

  31. Fheluany Nogueira
    17 de dezembro de 2017

    Superpoder: desenhos que ganham vida.

    Enredo e criatividade: o protagonista sofre um acidente, passa por uma cirurgia e recebe sangue. Ao voltar para o trabalho, percebe que seus desenhos são como impressão 3D e, se de animais, ganham vida. Premissa muito boa, mas faltou ação, aproveitamento do dom.

    Estilo e linguagem: texto de leitura fácil e agradável e que prende a atenção, mas a paragrafação o deixou muito recortado, sem unidades completas de sentido. A introdução ficou longa e o desenvolvimento e desfecho apressados. A conclusão foi um pouco decepcionante, porque me pareceu que o protagonista, além de estar amedrontado com tal poder, ainda sem saber o que fazer com ele. Senti-o angustiado.

    No geral, o conto está acima da média. Gostei muito da ideia. Parabéns pelo bom trabalho! Abraços

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Obrigada, Fheluany, por comentar.
      Esse é um dos primeiros contos que escrevo. Estou engatinhando nesse estilo literário e confesso a você que estou gostando muito.
      Fico feliz por ter gostado.
      Abraço.

  32. Antonio Stegues Batista
    15 de dezembro de 2017

    Desenhos que ganham vida não é algo novo, existem alguns filmes a respeito, Mundo Proibido é um deles. Mas aqui o conto é sobre alguém que, manipulando produtos químicos, adquire a capacidade de dar vida a desenhos. Evidentemente, essa capacidade se torna assustadora, quando imaginamos o protagonista criar um monstro e ele saltar do papel! Um bom conto. Boa sorte.

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      No filme Mundo Proibido, o cartunista entra no universo animado e vive uma aventura num mundo paralelo. Ele é um humano que vive entre os personagens.
      Eu não quis colocar Alberto nesse mesmo patamar. Ele apenas dá vida aos desenhos que completa. Bem mais modesto, a meu ver.
      É verdade, Antonio, essa capacidade fez com que Alberto ficasse apavorado.
      Eu ficaria…
      Obrigada por comentar.
      Abraço.

  33. Fil Felix
    13 de dezembro de 2017

    Boa noite! Boa parte dos contos que já comentei trazem uma bagagem moral e a coisa da responsabilidade. Aqui também acontece algo semelhante. O poder é muito legal, dar vida aos desenhos. Algo que, por si só, já é mágico o suficiente pra poder viajar por qualquer terra da Disney. Porém a história caminha pra outro lado, dando ao protagonista uma angústia que não fica bem explicada. Ele tem medo do que pode fazer? É só não desenhar. Agora se tem a necessidade de desenhar, mostrar como um vício, aí gera uma profundidade que justifique o medo. Houve algumas explicações que contaram muito, sem deixar pro leitor interpretar, como a própria transfusão pelos médicos (que ficou tudo bem natural). Acho que estender mais a narrativa, desenvolver a curiosidade do protagonista em ver até onde vai seu poder, até o que ele pode fazer, culminando num clímax, tornaria mais grandioso e mágico.

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Alberto era engenheiro químico, técnico em materiais de laboratório, excelente projetista. Desenhar não era um vício mas, sim, uma necessidade.
      Ele se assustou quando descobriu seu superpoder.
      Não sabia o que fazer com ele. Ficou angustiado, como você escreveu.
      Estou aprendendo muito com a leitura dos contos do desafio e com os comentários.
      Muito obrigada pelas dicas, Fil. Serão importantes para meu aperfeiçoamento na escrita de futuros textos.
      Abraço.

  34. Regina Ruth Rincon Caires
    13 de dezembro de 2017

    Superpoder = transformar desenhos em figuras reais, seus desenhos “ganham vida”. Muito interessante. Que ideia genial! A escrita é fluente, a narração tem uma carga acentuada de celeridade. As situações criadas são descritas de maneira aplainada, sem o devido aprofundamento que suscita uma empatia maior do leitor com a narrativa. É um bom texto, o autor tem muita capacidade de escrever. Acho que carece de uma leve revisão. Incrível como que, ao final da leitura, vem o pensamento: “como será que vai usar este superpoder?!”. É isso, querido autor, existe mais para contar.
    Parabéns pelo texto, Laélia Beltrão!
    Boa sorte!

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Fiquei feliz com seu comentário!
      Quando disse que o “autor tem muita capacidade de escrever”, você conseguiu me emocionar.
      Escrevo poesias.
      Esse é um dos meus primeiros contos.
      Estou engatinhando nesse estilo literário. Apaixonante.
      Em relação ao Alberto, ele ainda aparecerá por aí…
      Abraço.

  35. Bianca Amaro
    13 de dezembro de 2017

    Olá, tudo bem?
    Seu texto é agradável de se ler, uma leitura nada complicada, e que te prende.
    Porém, principalmente no início do texto, achei a escrita um pouco apressada. Era como se você quisesse pular logo o início para começar a escrever a parte legal, não sei bem. A escrita também foi muito recortada, mas isso não é necessariamente algo ruim, na minha opinião.
    Apesar disso, a trama é boa. O indivíduo ganhou superpoderes de fazer seus desenhos virarem realidade. Algo muito criativo, que combinou muito bem com o personagem, sendo que ele amava desenhar. Ganhar um superpoder que combina com o personagem é legal, dá uma sensação boa ao ler.
    Mas, pessoalmente, eu achei a explicação um pouco forçada. A parte do suor foi interessante, mas eu não gostei muito da questão da reação química na transfusão de sangue. Simplesmente aconteceu. Pode ter sido o objetivo, acontecer em algo tão simples, explicado tão rapidamente. Não sei.
    Mas, apesar de estar criticando para caramba (me perdoe por isso, haha) eu gostei muito de seu texto. Tem muito potencial. Admito que não consegui parar de ler. O final também foi muito legal, deu espaço para a imaginação do leitor. O que ele fará a seguir? Deixou que o leitor imaginasse as aventuras que o homem viveria. Eu achei isso muito legal. Acharia ainda mais legal ter uma continuação. 🙂
    Finalmente, eu recomendo que você se acalme e organize suas ideias. Dê explicações. Acho que o limite de palavras te atrapalhou um pouco (não te culpo, ocorreu o mesmo comigo). Ao escrever, respire e tente preencher melhor as lacunas deixadas em seu texto. Enriqueça mais sua história. Essa sua história tem muito potencial, só precisa ser um pouco melhor trabalhada.
    Achei que a imagem combinou perfeitamente com o texto, e o título ficou interessante.

    Meus sinceros parabéns e boa sorte!

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Bianca, obrigada por comentar de forma tão simpática.
      Fiquei feliz que tenha gostado do conto.
      É verdade, Alberto ainda aparecerá por aí…
      A imagem foi feita a partir do texto. Escritor e ilustrador trabalharam juntos.
      Suas dicas são excelentes. Ficarei atenta a todas elas.
      Agradeço.
      Abraço.

  36. Mariana
    13 de dezembro de 2017

    O poder do conto é o mais original até agora e, confesso, ficou a dúvida se tudo não passou de imaginação do personagem.
    A escrita é agradável, sem erros e complexidades. No entanto, o final do conto me frustrou. O leitor espera que Alberto faça mil coisas com o seu poder, ele decide viver “sem causar danos”. Fiquei curiosa para saber se ele realmente foi inofensivo para o mundo, com algo tão grande em mãos. Gostei da ilustração, a propósito. Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio.

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Mariana, gostei muito de seu comentário.
      Não foi imaginação. Alberto tinha mesmo o superpoder.
      Quase no final, quando a lagartixa saltou do papel, ele se assustou. O medo fez com que ele ficasse apavorado, sem saber o que fazer dali para frente.
      Talvez Alberto ainda apareça por aí…
      Ilustração perfeita, sim. Escritor e ilustrador trabalharam juntos.
      Abraço.

  37. Rubem Cabral
    13 de dezembro de 2017

    Olá, Laélia Beltrão.

    Então, achei que o conto tinha bom potencial, mas algumas escolhas do autor não permitiram alcançá-lo completamente.

    A forma de narrar ficou um tanto distante. Sabe aquela velha conversa sobre o equilíbrio entre “contar” e “mostrar”? Então, o seu conto tem muito mais “contar” que “mostrar”, e isso resulta em certa frieza e dificuldade de empatia de quem lê.

    O bom mote, do homem que cria objetos e animais reais a partir de seus desenhos, ficou só na insinuação do que aconteceria. Não desenvolveu bem um conflito, um enredo além, o que foi uma pena!

    Quanto à escrita, o texto está bem correto. Apenas vi uma variação temporal em “Alberto retorna ao trabalho” (presente), enquanto tudo mais era narrado no passado. A frase “O acidente lhe trouxera à mente um filme que jamais gostaria de assisti-lo” dá a impressão de que o filme assistiria Alberto. Penso que “de assistir” daria conta melhor da mensagem a transmitir.

    Abraços e boa sorte no desafio.

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Rubem, agradeço por seu comentário.
      Não foi intencional deixá-lo frustrado com a leitura.
      A ideia era deixar o leitor viajar nas possibilidades.
      Obrigada pelas dicas.
      Estou aprendendo muito com os contos do desafio.
      Abraço.

  38. Miquéias Dell'Orti
    12 de dezembro de 2017

    Oi,

    Um conto bem legal. Bem escrito e tals… mas fiquei com aquela sensação de que precisava de mais. 😦

    Quando ele finalmente toma consciência do poder a história termina e isso meio que me frustrou como leitor, já que eu estava curtindo muito a coisa toda.

    Percebi que a imagem tem uma lagartixa ao pé do homem e, talvez, essa ilustração tenha sido inspirada da história (ou o contrário, vai saber). Se foi isso, e se esse conto foi uma intro para um possível projeto maior, considero que você obteve sucesso 🙂

    Parabéns pelo trabalho!

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Miquéias, curti muito seu comentário!
      Pena ter deixado você na mão!
      Não foi minha intenção.
      Em relação ao desenho, ele surgiu depois do texto quase pronto. Na realidade, autor e ilustrador trabalharam juntos. Discutimos as possíveis ideias e Alberto nasceu no papel. Quase que ele salta da folha, foi por pouco.
      Abraço.

  39. Paulo Ferreira
    12 de dezembro de 2017

    A ideia do enredo é boa, bem singular, não fosse o espaço gasto para tanta pormenorização do acidente, por exemplo. Mesmo sendo um conto curto, poderia ter criado uma sequência narrativa com mais teor dramático, sem tanta descrição. Quando parecia que ia começar, acabou. Deixando, nós leitores, chupando o dedo. Ks,ks,ks… É um bom conto, mas poderia ficar melhor, ao meu entender, faltou um pouco de paciência e empenho.

    • Laélia Beltrão
      24 de dezembro de 2017

      Paulo, agradeço pelo comentário. Peço desculpas por decepcioná-lo.
      Não me faltou paciência nem empenho.
      Escrevo poesias e esse conto é um dos meus primeiros. Aceitei o desafio e acredito que tenho muito ainda a aprender. Tudo aqui está sendo um grande aprendizado mesmo. Cada conto que leio é uma lição, uma aula.
      Estou muito feliz em participar.
      Talvez o Alberto ainda apareça por aí…

  40. Neusa Maria Fontolan
    12 de dezembro de 2017

    Acabou? Agora que estava esquentando!
    Boa criatividade.
    Foi uma má ideia Alberto ir ao médico especialista ao descobrir o que podia fazer. O médico poderia informar as autoridades e ele viraria escravo da nação desenhando armas e bombas e outras coisas mais.
    Uma boa ideia seria ele desenhar bolsas de sangue e órgãos para transplante.
    Parabéns e obrigada por escrever.

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Neusa, que maravilha!
      Suas ideias são geniais!
      Um ótimo enredo para a continuação das aventuras de Alberto.
      Ele ainda não sabe muito bem o que fazer com seu superpoder.
      Valeu pela dica.
      Abraço.

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Neusa que imaginação!
      Gostei demais de suas ideias!
      Quem sabe Alberto ainda apareça por aí mostrando seus superpoderes em ação…
      Abraço.

  41. Amanda Gomez
    11 de dezembro de 2017

    Oi Laélia!

    Seu conto é bem criativo, um superpoder diferente e que poderia proporcionar muitas cosias legais em uma história. Infelizmente essa parte em si não foi desenvolvida. O começo até o meio do conto cria-se uma expectativa, quase passando do limite, acredito que você estendeu um pouquinho a revelação do que aconteceu com ele, quase ao ponto de cansar o leitor… quase.

    Assim que é revelado o que acontece vem a expectativa do que irá acontecer, geralmente nas histórias de super heróis o momento da descoberta é a mais esperada por quem acompanha, aqui faltou um pouco mais de emoção… ação, algo assim.

    Você optou pra deixar essas possibilidades pra depois, mas o desafio é agora.

    Mesmo com essas ressalvas eu gostei do seu trabalho, eu consegui Visualizar bem as cenas, o personagem tem bastante potencial, e acho que as aventuras dele só estão começando.

    Parabéns, boa sorte no desafio!

    • Laélia Beltrão
      27 de dezembro de 2017

      Oi, Amanda!
      Agradeço por comentar de forma tão simpática.
      É verdade, não agradei a muitos terminando o conto da forma como fiz.
      Era intencional deixar o leitor viajar na imaginação.
      Fiquei feliz em saber que conseguiu visualizar as cenas.
      Sim, as aventuras de Alberto só estão começando.
      Um abraço.

  42. Sigridi Borges
    10 de dezembro de 2017

    Olá, Laélia!
    Gostei muito da química envolvendo a profissão de Alberto e a aquisição de seu superpoder. Muito pertinente.
    O texto é escrito de forma linear, limpo, claro.
    Fiquei esperando algo mais no final.
    Gostei quando colocou que Alberto era doador de sangue e acaba por precisar de uma transfusão. A relação doar/receber foi incrível.
    Sugestão: mostrar como Alberto poderia usar esse superpoder.
    A ilustração foi feita a partir de seu conto?
    Ou seu conto surgiu a partir do desenho apresentado?
    Ela é rica em detalhes. A lagartixa que salta do papel após estar acabada (no conto) é a mesma que aparece próxima aos pés do homem…
    Parabéns pela conexão.
    Obrigada por escrever.

    • Laélia Beltrão
      10 de dezembro de 2017

      Obrigada, Sigridi, pela leitura.
      Foi proposital cortar o conto abruptamente. A intenção era deixar o leitor imaginar o que Alberto poderia fazer após a descoberta desse superpoder.
      Levarei em conta seu comentário para melhorar meus escritos futuros.
      Escritor e ilustrador trabalharam juntos. Uma parceria que deu certo.
      Agradeço por comentar.

  43. Evelyn Postali
    10 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Eu senti falta de um conflito do tipo graaaaaaande, tipo confusão, onde o protagonista ou faz algo comprometedor, ou salva o planeta de um vilão. Senti falta de emoção. Queria vê-lo em ação, não apenas desenhando e percebendo o talento que tinha. O simples fato de você apenas contar sobre o superpoder que ele tem não empolga tanto quanto uma ação. O personagem é bacana e eu fiquei com inveja, porque desenho e gostaria de, muitas vezes, ver materializados os meus desenhos. Outra coisa que percebi é que, as frases curtas e os parágrafos estanques me fizeram parar na leitura. Acho que isso ficou ruim.
    Boa sorte no desafio.

    • Laélia Beltrão
      10 de dezembro de 2017

      Obrigada, Evelyn, pela leitura.
      Levarei em consideração seu comentário para minhas próximas produções.
      Gostei quando você se identificou com o Alberto em relação a desenhar. Imagino ser fantástico ver sua produção saltar do papel…
      É o que imagino com meus textos: que eles possam saltar das folhas. Seria incrível, não?
      Agradeço pelo comentário.

  44. Angelo Rodrigues
    10 de dezembro de 2017

    Cara Laélia Beltrão,

    superpoder de transmutar desenhos em coisas reais.

    Seu conto traz uma ideia bem interessante. Curto, não permite um aprofundamento maior na personalidade dos relatados.
    Um conto em linha reta, onde o narrador se agarra ao personagem principal (no caso, único) e o arrasta até ao final do relato. Não é mal, claro, mas também não é rico.
    Gostaria de ver mais, dado que a ideia a isso permite, com passagens mais características do poder que o protagonista tinha.

    Uma construção em que os três primeiros parágrafos são em tempo real tomando o rumo de relato de uma lembrança. Esse tipo de construção, curiosamente, restringe o modo construtivo, dado que, por antecedência, sabe-se que o personagem continua vivo e operante, dado que relata suas ocorrências. Também não é mal, mas torna-se um spoiler restritivo.

    Um bom conto à partir de uma boa ideia, embora ache que faltou um desenvolvimento dramático, justo quando o personagem havia ficado bem delineado. Então o conto acabou.

    Boa sorte com o desafio.

    • Laélia Beltrão
      10 de dezembro de 2017

      Obrigada, Angelo, pela leitura.
      Seu comentário será muito importante para meus próximos textos.
      Concordo com você que o conto não teve um desenvolvimento dramático. Cortei o conto abruptamente. Foi intencional. Queria deixar ao leitor possibilidades no uso do superpoder do Alberto.
      Agradeço pelo comentário.

  45. Olisomar Pires
    9 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: criatividade, escrita direta, sem erros, leitura fácil e sem entraves.

    Pontos negativos: estilo telegráfico em demasia. Parágrafos mínimos.

    Impressões pessoais: quando o novo poder já estava bem definido e explicado, o conto terminou. Isso me gerou uma sensação estranha, como se algo faltasse.

    Sugestões pertinentes: criar uma situação onde o poder seja utilizado.

    E assim por diante: bom texto com a apresentação precisa do superpoder.

    • Laélia Beltrão
      10 de dezembro de 2017

      Obrigada, Olisomar, pela leitura.
      Seu comentário será muito valioso para minhas próximas produções.
      Consegui exatamente o que eu queria: deixar que o leitor imagine o que Alberto poderá realizar usando seu superpoder.
      Escrevo há pouquíssimo tempo, mas ainda muito a aprender.
      Agradeço pelo comentário.

  46. Daniela Genaro Aguiar dos Santos
    9 de dezembro de 2017

    Fantástica a conexão entre texto e ilustração. É como se as palavras, relacionadas no decorrer da narrativa à possibilidade de criação de uma nova realidade pela arte, dessem movimento ao desenho. Por outro lado, as formas e cores utilizadas na imagem estimulam a imaginação. É uma trama que não se encerra em si, permitindo a continuidade da história pelo leitor a partir do seu próprio repertório criativo.

    • Laélia Beltrão
      10 de dezembro de 2017

      Obrigada, Daniela, pela leitura.
      Sim, “é uma trama que não se encerra em si”.
      Foi proposital: fazer com que o leitor, após o final, passe a refletir nas infinitas possibilidades que Alberto terá para utilizar seu superpoder.
      Escritor e ilustrador trabalharam juntos.
      Agradeço pelo comentário.

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Publicado às 9 de dezembro de 2017 por em Superpoderes e marcado .