EntreContos

Detox Literário.

Uma cantora fantástica (Mulher Invisível)

“Cantora asiática tem carreira meteórica!”

“Super estrela mundial faz primeiro show no Brasil.”

Pedro revirou os olhos enquanto lia as notícias em seu tablet. Não entendia o porquê de todo mundo estar obcecado por essa cantora. Tudo bem que a voz dela era boa, muito boa, na verdade. A moça era bem bonita, do tipo misteriosa, mas ao contrário do que se poderia imaginar, ela não usava a sensualidade para se promover. Seus olhos puxados e os lábios bem desenhados eram perfeitamente emoldurados por longos cabelos castanhos, levemente ondulados. As músicas é que eram chatas, um tédio, mas o mundo parecia discordar dele, como sempre. Fechou as notícias e abriu seu blog.

“funkeira@delícia disse em 28 de outubro de 2017:

Vê se se toca otario, esse funk é perfeito! Se você não gosta, não mete o pau, é só não ouvir, crítico de merda!!!”

“Inconformado disse em 03 de novembro de 2017:

Você não pode se chamar de crítico musical se só fala bem das músicas caretas cara, o que o povo gosta você critica, vai entender? Nunca ouviu a expressão: A voz do povo é a voz de deus? Se quiser ser um bom crítico, vê se fala bem do que o povo gosta. Fica a dica cara, de nada.”

Quase jogou o tablet longe lendo os comentários em suas resenhas, mas não podia se dar ao luxo de comprar um novo. Era o blogueiro musical mais odiado do momento, pensou pela milésima vez em desistir, mas continuava por pura teimosia. Tomou o resto do refrigerante morno, amassou a latinha e arremessou na lixeira, que já estava transbordando. Olhou ao redor do minúsculo apartamento, abarrotado de discos, CDs, revistas, instrumentos musicais, alguns livros. Esfregou os olhos, que ardiam com a constante falta de luz natural, tirou os fones de ouvido e começou uma pesquisa sobre a modinha do momento, a super estrela mundial. Faria uma crítica justa sobre ela e provavelmente essa seria sua última resenha.

Depois de um tempo desistiu, não achava nada de novo, nada sobre o passado, nem família, nada. Como se ela existisse só nesse período de um ano entre o dia que começou a cantar em um barzinho até os shows internacionais superlotados dos dias de hoje. Colocou o fone no ouvido e apertou o play para ouvir mais uma vez os maiores sucessos dela e ver se entendia tanta veneração. Não. Nada. Só tédio e sono. Ajeitou-se no sofá, fechou os olhos e em um minuto já estava dormindo.

Acordou assustado, sugando o ar como se tivesse acabado de emergir de ondas revoltas e espumantes. O sonho tinha sido tão real que sua sensação era de voltar à vida depois de se afogar. Sonhou com o mar, as profundezas escuras e misteriosas, no sonho ele sentiu todo o ar de seus pulmões evaporando, debatia-se em agonia enquanto criaturas marinhas zombavam dele. Tirou os fones que ainda balbuciavam a música da cantora. Decidiu comprar um ingresso e ir vê-la pessoalmente. Ligou para um amigo, que tinha tentado vender seu ingresso dias atrás.

– Alô, Marcos, ainda quer vender aquele ingresso pro show da Jill?

– Quero sim cara, não vou poder ir mesmo, é uma pena porque adoro ela…

– Você é doido… Quero comprar, vou fazer uma pesquisa de campo pra minha resenha.

– Que ótimo… olha cara, vê se capricha nessa resenha, não tem como você não gostar dela.

– Só escrevo a verdade. Tchau!

O show começou. Centenas de fãs gritavam enlouquecidos, Ji Ho ou Jill como era chamada no ocidente, entrou no palco e como de costume sentou-se em uma banqueta em frente ao microfone. Pedro havia conseguido um lugar bem na frente e tinha uma ótima visão da cantora. Ela era linda, muito mais bonita do que nas fotos.

Sua voz era suave e hipnotizante, Pedro olhava perplexo para as pessoas ao seu redor, todas pareciam estar entrando em transe, cutucou de leve o homem ao seu lado e ele nem percebeu, repetiu o gesto com mais força e foi ignorado novamente. Parecia que ele era o único desperto no meio de uma multidão de sonâmbulos. Quando voltou a olhar para frente percebeu que ela olhava fixamente para ele, parecia perturbada com alguma coisa.

Ao mesmo tempo em que Jill ficou apreensiva vendo um homem que não conseguia hipnotizar, achou um pouco divertido, esse era o primeiro, imaginava o que ele teria de especial, mas não iria perder tempo tentando descobrir, seu objetivo era claro como cristal, ser a cantora mais famosa do mundo. Tinha o poder para isso então porque não usá-lo? Não queria ficar como sua mãe, que não usava seu talento para benefícios próprios, passando a vida toda só dedicando-se ao seu pai, um simples humano. Ainda bem que conseguiu herdar seu maravilhoso dom. Não deixaria nada  ficar em seu caminho.

Pedro tirou o máximo de fotos que conseguiu, fez várias anotações em seu tablet, era visível demais que alguma coisa estava errada naquele show. Que todos estavam em transe ou hipnotizados ele tinha certeza, mas como? Nunca ouvira falar de hipnose em massa. Seus pensamentos voavam:

“Então foi assim que ela conseguiu sua fama meteórica, fácil e conveniente. Será que foi assim que Hitler conseguiu levar tanta gente a acreditar nas barbaridades que ele pregava? Mas eu vou desmascarar essa mulher, só preciso descobrir como ela faz.”  

Jill fez uma pausa e com um gesto chamou Pedro para subir no palco, ele não entendeu de imediato, mas ela continuou chamando, vendo sua chance de chegar mais perto da cantora e, quem sabe, descobrir alguma coisa, ele foi. Subiu no palco e ficou frente a frente com ela.

Uma sensação estranha o amedrontava, viu que Jill usava um medalhão com a imagem de uma sereia gravada nele, na mesma hora lembrou-se do sonho e começou a sentir falta de ar. Jill olhou profundamente em seus olhos e disse com sua voz melodiosa:

– Alguns humanos são mais resistentes, mas nunca imunes.

Colocou as mãos no pescoço de Pedro e beijou-o longamente. A sensação do estar se afogando voltou com toda a força, parecia que todo o ar estava sendo sugado de seus pulmões. Não aguentaria muito tempo. Manchas escuras foram toldando sua visão. Logo só havia escuridão.

Pedro acordou com seu celular tocando, só o ato de abrir os olhos era quase insuportável, sua cabeça parecia que ia explodir. Atendeu ao celular com dificuldade. Era o Marcos.

– Alô, Pedro, onde você está?

– Em casa, eu acho… – Disse olhando ao redor

– E aí, como foi o show? Conseguiu muito material para a resenha?

– Sei lá cara, não consigo lembrar de nada, eu devo ter bebido todas depois do show. Não tô achando minha câmera, nem meu tablet, que droga, tava tudo lá. Não tem importância. A única coisa que eu sei é que a Jill é uma cantora fantástica. Essa vai ser uma resenha que o povo vai amar, até que enfim!!

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45 comentários em “Uma cantora fantástica (Mulher Invisível)

  1. Andre Brizola
    17 de dezembro de 2017

    Salve, Mulher Invisível!

    De cara, pra mim, o maior mérito do seu conto é conseguir passar uma imagem muito vívida de tudo o que acontece. Desde as descrições do apartamento, claramente de uma metrópole, até a personificação da sereia japonesa, tudo ficou muito bem ajustado.
    O texto é curto, sem muito espaço para grandes qualificações. Mesmo assim, a “carreira” de blogueiro de Pedro ficou muito bem caracterizada, bem como sua personalidade um tanto quanto particular, alheio à vontade da massa.
    O enredo apresenta uma cantora japonesa, provavelmente mestiça entre um humano e uma sereia, disposta a usar seu poder de encantar as pessoas em busca de fama e reconhecimento. Em seu caminho o crítico, aparentemente imune ao seu canto hipnótico.
    Meu único senão é com relação à mudança de perspectiva na hora que Jill percebe a imunidade de Pedro. Ficou meio destoante e gerou um obstáculo na leitura que, até aquele momento, era fluida e ágil.
    Achei que o uso da sereia foi muito criativo e original. O superpoder é claro e totalmente adequado o tema do desafio. Um bom conto!

    É isso! Boa sorte no desafio!

  2. Pedro Paulo
    16 de dezembro de 2017

    Olá, entrecontista. Para este desafio me importa que o autor consiga escrever uma boa história enquanto adequada ao tema do certame. Significa dizer que, para além de estar dentro do tema, o conto tem que ser escrito em amplo domínio da língua portuguesa e em uma boa condução da narrativa. Espero que o meu comentário sirva como uma crítica construtiva. Boa sorte!

    Eu quase perdi a referência à “origem marítima” da cantora. Depois de ler os comentários, fui reler para encontrar e aí achei. Mas, de todo modo, eu já tinha gostado bastante do conto, então só fez eu gostar mais. A ideia é boa e a escrita é ágil, designando um objetivo para o protagonista logo no começo. A reviravolta da hipnose vem em dobro, pois então descobrimos que o protagonista é imune e isto coloca um antagonismo entre ele e a cantora (que, acertadamente, teve o ponto de vista trazido por um breve momento). Muita expectativa acompanha o encontro dos dois no palco. Não há muito desenvolvimento sobre as duas personagens, mas os seus objetivos foram deixados tão claros e contrários pela autora que eu me peguei ansiando por ver quem iria “vencer” quando ela o chamou para subir. Quando o beijo aconteceu, ocorreu-me de “shippar” os dois. Fiquei um pouco triste por causa do final ter vindo tão rápido, pensei que teríamos mais para ler sobre o “embate” dos dois, mas acho que não haveria espaço para grandes desenvolvimentos e que a autora fez bem em acabar a história ali. Parabéns!

  3. Fheluany Nogueira
    16 de dezembro de 2017

    Superpoder: canto sedutor e hipnótico da sereia.

    Enredo e criatividade: conto com pegada infanto-juvenil, que me lembrou de um episódio de ”As Meninas Sereias” — a personagem cantava horrivelmente, mas cativou o público graças a um encantamento.

    Foi criativa a oposição crítico musical X cantora, que conduziu a trama; assim fugiu-se da sedução padrão provocada pelas sereias, mas ela consegue o que quer: a crítica positiva. Os afogamentos do rapaz foram boas dicas para sabermos qual a origem do poder da moça.

    Estilo e linguagem: leitura fácil e agradável, escrita linear, simples e direta, sem falhas gramaticais graves.

    Gostei muito da ideia e de execução da narrativa. Parabéns pelo trabalho! Abraços.

  4. Givago Domingues Thimoti
    16 de dezembro de 2017

    Olá, Mulher Invisível

    Tudo bem?

    Gostei do conto, entretanto, creio que faltou algumas informações que deixassem mais clara a origem dos poderes dela. Sim, entendi que ela tinha descendência de sereia (acho que escrevi errado, mas, tudo bem kkkkk) por causa do canto belo e hipnótico que quase todos caíram e do sonho de Pedro relacionado ao mar, acordando com sensação de ter sido afogado/sufocado.

    Não notei nenhum erro gramatical.

    Parabéns e boa sorte!

  5. Juliana Calafange
    15 de dezembro de 2017

    Um conto curto e grosso, sem firulas, sem embromação. Gosto disso. Sim, poderia ter desenvolvido mais os personagens, as situações. Acho que enriqueceria o conto. Mas não é condição para ser um bom conto, porque isso ele já é.
    Enquanto lia, uma coisa apenas me incomodou na construção do texto. Foi o único parágrafo em que o narrador usa o ponto de vista da cantora:
    “Ao mesmo tempo em que Jill ficou apreensiva vendo um homem que não conseguia hipnotizar, achou um pouco divertido, esse era o primeiro, imaginava o que ele teria de especial, mas não iria perder tempo tentando descobrir, seu objetivo era claro como cristal, ser a cantora mais famosa do mundo. Tinha o poder para isso então porque não usá-lo? Não queria ficar como sua mãe, que não usava seu talento para benefícios próprios, passando a vida toda só dedicando-se ao seu pai, um simples humano. Ainda bem que conseguiu herdar seu maravilhoso dom. Não deixaria nada ficar em seu caminho.”
    Achei esse parágrafo explicativo e desnecessário para o entendimento da história. Você poderia ter evitado isso, mantendo a unidade do texto com o narrador focado no protagonista.
    Parabéns e boa sorte!

  6. Catarina
    15 de dezembro de 2017

    Este é um conto limpo, translúcido. Lê-se como quem assiste a um filme blockbuster depois de um cansativo dia de trabalho intelectual; totalmente fácil. Mas é fácil escrever? Nãããão, é difícil pra cacete encontrar a linguagem direta, popular, a mensagem explicita; como a personagem Jill consegue. Mas é um conto com vocabulário rico? Não, nem um pouco. Mas então é um conto com uma grande sacada intelectual? Não. Ah, já sei, é um conto com estilo inédito? Também não. É um conto muito bem escrito por quem sabe o que faz: ser invisível.

    • Mulher Invisível
      15 de dezembro de 2017

      Poxa Cat, não tenho certeza se você me elogiou ou me ofendeu agora… 😦

  7. Paula Giannini
    14 de dezembro de 2017

    Olá, Autor(a)

    Tudo bem?

    O maior trunfo desse conto, em minha opinião, é a protagonista. Escolher um mito brasileiro, uma sereia, como personagem central foi uma bela escolha do(a) autor(a). A premissa é simples, a voz da sereia encanta, hipnotiza. No mundo moderno como ela seria?

    Como a escrita é feita (muito) de escolhas, a segunda escolha do(a) autor(a) também foi bem interessante. Colocar o personagem masculino em contraponto à sereia seria de se esperar, porém, trazê-lo vestindo a roupagem de um crítico mal-humorado, foi uma excelente “jogada”.
    Assim, temos de um lado a sereia cantora, com sua voz nem tão maviosa como seria de se esperar, talvez devido a seu lado meio humano, e do outro, a figura do crítico como força opositora a ela, bem como prestando-se ao papel de uma possível vítima. Essa escolha de personagens consegue trazer ao texto uma coerência que mostra que você trouxe ao desafio um trabalho pensado. Uma história que se fecha em si mesma, tendo os personagens centrais como mola que impulsiona toda a trama.

    Outro ponto bem interessante foi o castigo do crítico. Ao invés da paixão clichê de homens apaixonados e mortos por Sereias e Iaras, a hipnose da cantora o obriga a falar bem de sua voz em seu blog, o que, por outro lado, não deixa de ser um tipo de sedução e morte, não é?

    Parabéns.

    Desejo-lhe sorte no desafio.

    Beijos
    Paula Giannini

    • Mulher Invisível
      15 de dezembro de 2017

      Paulinha, amei seu comentário ❤ Você sempre vai muito além do que o pobre texto queria dizer! Um beijo invisível pra você!

  8. angst447
    14 de dezembro de 2017

    Olá, mulher invisível, tudo bem?
    O conto abordou o tema proposto pelo desafio.
    O canto da sereia hipnotiza a todos, pelo menos aos homens, né? Um superpoder que auxiliou e muito a ascensão da cantora. O único a resistir ao seu encanto acabou se “afogando” no final.
    Não encontrei falhas de revisão que atrapalhassem a leitura.
    O ritmo é bom, sem paradas desnecessárias ou voltas no mesmo lugar. A leitura flui sem entraves,no compasso de um texto com pegada juvenil.
    Boa sorte!

    • Mulher Invisível
      15 de dezembro de 2017

      Oi Cláudia, “Não encontrei falhas de revisão que atrapalhassem a leitura.” vindo de você essa frase me deixou super feliz!! Um beijo invisível pra você!

  9. Luis Guilherme
    14 de dezembro de 2017

    Bom diaaa! td bão por ai?

    Seu conto é bem leve e de fácil leitura. A escrita é simples e direta, o que facilita a compreensão e deixa a experiência mais gostosa.

    O enredo, em si, achei que deixou algo a desejar. Não sei, a construção da história ia bem, mas achei o final brusco demais. Mas veja: eu gostei do final! Achei bem divertido. Só achei que tinha espaço pra trabalhar melhor o desfecho, uma vez que o conto me pareceu ter ficado bem abaixo do limite de palavras, dando espaço pra mais desenvolvimento.

    O superpoder é criativo. Uma filha asiática de homem com sereia percebe ser capaz de hipnotizar os homens babões e usa o talento pra se tornar um fenômeno mundial. Criativo! hahaha

    Enfim, é um conto gostoso, a leitura flui agradável, mas acho que tinha espaço pra um maior desenvolvimento da metade pro desfecho.

    Parabéns e boa sorte!

    • Mulher Invisível
      15 de dezembro de 2017

      Oi Luís Guilherme, é verdade, eu tinha muitas palavras disponíveis ainda e fiquei com preguiça mesmo de usar, mea culpa!! No próximo ei de melhorar isso. Fico muito feliz que tenha gostado pois sou sua fã… rsrsrs Um beijo invisível pra você!

  10. Felipe Rodrigues Araujo
    13 de dezembro de 2017

    A história é interessante, mas a criação deste crítico musical não me convenceu. Tentei enxergar nele um Lester Bangs, alguém do tipo, mas é que a personalidade deste crítico de música chato e ranzinza, que é tão brilhante e exerce até hoje mistério na cultura pop (como no caso do crítico citado), não me pareceu refletida no protagonista do conto, o que me fez gostar menos do texto. A citação da mãe da cantora, achei desnecessária, além do que um maior aprofundamento desta personagem seria bacana.

    • Mulher Invisível
      15 de dezembro de 2017

      Oi Felipe, não conheço esse tal crítico, pena que o meu não te agradou… Um beijo invisível pra você!

  11. Antonio Stegues Batista
    12 de dezembro de 2017

    As sereias encantam pelo canto. Isso é uma afirmação, não uma poesia.. Jill veio de onde? Do mar, ela era um sereia.Si Pedro não tivesse sonhado que estava se afogando e se não tivesse visto o medalhão com uma imagem de sereia,o final não seria entendido, é claro. O encantamento é uma aptidão, uma habilidade natural da sereia, já que ela não é humana. Se um humano tivesse esse dom, seria superpoder, visto que, não é um poder humano. Boa sorte

    • Mulher Invisível
      15 de dezembro de 2017

      Oi Antônio, na verdade a Jill era meio sereia e meio humana, no conto fica claro isso. Um beijo invisível pra você!

  12. Miquéias Dell'Orti
    12 de dezembro de 2017

    Oi,
    Muito legal seu conto, mas fiquei com a sensação de que precisava de mais para ter ficado 100%. Talvez tenha sido essa sua intenção, afinal.

    O poder de Jill, com ligação direta ao seu sangue “sereiês” foi uma boa ideia.

    Achei Pedro um chato de marca maior, mas isso, como já disse em outros comentários, não é ponto negativo de maneira alguma. Só mostra que eu, como leitor, fui cativado pelo personagem.

    Numa possível extensão dessa história, talvez as motivações de Jill pudessem ser melhor trabalhadas, para sabermos mais sobre ela e porque dela querer tanto ser super famosa hipnotizando o povo por aí.

    Também fiquei na vontade de descobrir qual seria o motivo da resistência de Pedro diante dos poderes dela.

    Parabéns pelo trabalho.

    • Mulher Invisível
      15 de dezembro de 2017

      Oi Miquéias, que comentário dahora!! rsrsrsr, gostei demais! O Pedro é um chato mesmo, ranzinza e mal humorado, ainda bem que você percebeu!! rsrsrs Acho que ele era meio imune por conta do bom gosto musical dele… quem sabe…
      Um beijo invisível pra você!

  13. Amanda Gomez
    11 de dezembro de 2017

    Oi, Mulher Invisível!

    Gostei do seu conto, tem aquele ar de filme de sessão da tarde, sabe? remete a um tipo de história que a gente tem prazer de parar para assistir(ler) e quando termina tem.vontade de repetir.

    É simples, despretensioso, mas tem uma história bem contada mesmo que infelizmente você não tenha esticado ela um pouquinho mais!

    Gostaria de ver principalmente sobre a infância, sobre o antes do sucesso, sobre como ela saiu lá da sua ilha… cidade, fundo do mar? rs Mas mesmo não dizendo explicitamente a gente imagina, então tá valendo.

    O protagonista é carismático e início do texto está muito bacana, a narrativa nos envolve e ficamos em expetativa pela resolução.

    Tem um pouquinho de frustração por não ter um desenvolvimento maior, mas achei o final bacana.

    Parabéns, boa sorte no desafio!

    • Mulher Invisível
      15 de dezembro de 2017

      Oi Amanda, fiquei super feliz com seu comentário! Quando queremos saber mais sobre a estória e seus personagens é porque o conto está realmente bom!! Obrigada! Um beijo invisível pra você!

  14. Priscila Pereira
    11 de dezembro de 2017

    Super poder: canto hipnótico

    Oi Mulher invisível, que conto gostoso de ler!! Achei a estoria ben criativa e original, não acredito que mais alguém tenha pensado em escrever sobre o poder de uma sereia… O conto é leve e simples, cativante. Está bem escrito e bem revisado. Gostei do conto! Parabéns e boa sorte!

    • Mulher Invisível
      15 de dezembro de 2017

      Oi Priscila, que bom que gostou! Fico feliz! Um beijo invisível pra você!

  15. Regina Ruth Rincon Caires
    11 de dezembro de 2017

    Texto de uma leveza ímpar, simples. Metade sereia, metade humana, a cantora usava o poder herdado da mãe e hipnotizava a multidão de fãs. Encantava pela beleza e utilizava a hipnose. Uma narrativa despretensiosa, escrita perfeita, enredo muito leve. Uma leitura prazerosa. O leitor fica ligado e torcendo para que o blogueiro consiga fazer a resenha, e para que, enfim, desvende o mistério do sucesso da cantora.
    Gostei do conto.
    Parabéns, Mulher Invisível!
    Boa sorte!

    • Mulher Invisível
      15 de dezembro de 2017

      Oi Regina, gostei demais do seu comentário, viu! Você é uma leitora atenta! Um beijo invisível pra você!

  16. Rubem Cabral
    11 de dezembro de 2017

    Olá, Mulher Invisível.

    Gostei do conto! De início havia estranhado um pouco, quase que entendi que a cantora asiática era cantora de funk, rs.

    O fato dela ser meio sereia, foi muito bacana. Só penso que o texto ficou um tanto curto, esperava um pouco mais de enredo. Fiquei em dúvida também quanto à língua na qual Jill falou com Pedro…

    Quanto à escrita, o conto ficou bem desenvolvido, sem nada que atrapalhasse a leitura.

    Abraços e boa sorte no desafio.

    • Mulher Invisível
      11 de dezembro de 2017

      Oi Rubem, imagina uma sereia cantando funk… rsrsrs, que horror!! Fico feliz que tenha gostado!! Admito que tenho preguiça de grandes tramas e enredos elaborados, mas quem sabe um dia… Quanto a língua que ela usou pra falar com o Pedro… O mais óbvio seria o inglês né… Mas na verdade foi na língua das sereias mesmo rsrsrs Um beijo invisível pra você!!

  17. Fabio Baptista
    10 de dezembro de 2017

    Um conto bem leve e despretensioso. Isso é bom porque torna a leitura agradável e gera bom entretenimento, mas, em contrapartida, limita o conto a alçar voos maiores dentro do desafio (não estou agourando! kkkkk. Espero que queime minha língua e fique em primeiro!).

    Eu achei legal os comentários do blog, infelizmente a coisa é assim mesmo… basta discordar ou criticar alguma coisa que já aparece uma legião de defensores cheios de amor no coração desejando a morte do crítico.

    A trama é bem simples e, por incrível que pareça, a coisa mais fantástica não foi nem o superpoder, mas o cara ter conseguido um ingresso pra ficar cara a cara com a cantora sensação da parada e ainda ter despertado a atenção da moça em meio à multidão. O sujeito subir lá pensando em “investigar” também exige uma boa dose de suspensão de descrença, mas no final acaba funcionando.

    Bom entretenimento.

    Abraço!

    • Mulher Invisível
      11 de dezembro de 2017

      Oi Fábio, não tenho pretensão alguma de levar o primeiro lugar… rsrsrs nem de ficar no top 20, não participo pra ganhar, mas pra interagir com os colegas, mas valeu o incentivo…
      Já que vamos suspender a descrença para acreditar que uma sereia teve uma filha com um humano, então conseguir um ingresso é moleza, mas vou defender a parte em que ela nota ele no meio da multidão… Estavam todos hipnotizados, então fica fácil dela reparar em um cara, só um, que não está hipnotizado né… rsrsrs Um beijo invisível pra você!!

  18. Paulo Ferreira
    10 de dezembro de 2017

    Um belo conto (canto), de sereia, a começar pela narrativa atraente e bem desenvolvida. O enredo um tanto original, visto estes fenômenos retumbantes, tão bem hipnotizarem as massas. Portanto muito bem representado como sentido crítico neste conto. Note-se que estes superpoderes estão longe de ser irreal. Que o diga as grandes produções e suas estratégias de Marketing ao persuadir o público em relação à determinada mercadoria às formas que melhor lhes convierem. O tema sucinto, mas que diz tudo o que quis dizer, muito bem dito e resolvido. Parabéns.

    • Mulher Invisível
      10 de dezembro de 2017

      Paulo, fico radiante com seu comentário, eu também acho que esse poder (pode não ser de sereia) não é tão irreal assim, a facilidade com que as massas são convencidas de determinadas causas é assustadora. Fico muito feliz que tenha notado. Um beijo invisível pra você!

  19. Neusa Maria Fontolan
    10 de dezembro de 2017

    Bom conto.
    Uma sereia, ou semi-sereia. já que seu pai era humano. Ela herdou, de sua mãe, o dom de encantar as pessoas com seu canto e se aproveitou disso. Queria a fama.
    Pedro foi um caso a parte e resistiu, mas no final também foi encantado.
    Parabéns e obrigada por escrever.

    • Mulher Invisível
      10 de dezembro de 2017

      Oi Neusa, você leu com bastante atenção, resumiu o conto maravilhosamente! Um beijo invisível pra você!!

  20. Mariana
    9 de dezembro de 2017

    Minha curiosidade: como a Jill conseguiu as pernas (lembrei da Ariel aqui hehe)?
    O texto é despretensioso e, por isso, gostoso. O pobre Pedro, tão resistente em seus ideais, também não era imune, afinal de contas, todos temos um preço ou ponto fraco. Esse foi um aspecto interessante.
    Acredito que a história pode ser melhor desenvolvida (aqui o limite de palavras pode ter atrapalhado um pouco algumas explicações – quem é a Jill, a mãe dela, pq o Pedro era tão reclamão), mas foi bem divertido de ler. O texto é como uma boa canção pop. Parabéns e boa sorte no desafio.

    • Mulher Invisível
      9 de dezembro de 2017

      Oi Mariana, então, a Jill conseguiu as pernas com o pai dela…rsrsrs no texto tem essa explicação, ela é filha de sereia com um humano, então ela é humana com poderes de seria… legal né!! rsrsrs
      Confesso que tinha muito espaço para explicar tudinho, mas… não gosto de explicações, gosto de deixar o leitor trabalhar um pouco. Um beijo invisível pra você!

  21. Evelyn Postali
    9 de dezembro de 2017

    Caro(a) Autor(a),
    Minha primeira impressão, ao ler o título foi de que eu teria no texto uma referência à sereia. Pedro é um ótimo personagem. Ele foi crescendo e dando importância para a figura da cantora. Também construiu seu próprio caminho como protagonista. E, no final, quem resiste a uma sereia. Não precisava do medalhão para que ficasse certo a existência dela. A escrita é boa. Não encontrei nada de erros e um final mais ou menos feliz, para Pedro, não é? Que saiu ileso.
    Boa sorte no desafio!

    • Mulher Invisível
      9 de dezembro de 2017

      Olá Evelyn, confesso que quase matei o Pedro no final, mas fiquei com dó, coitado, ele só queria escrever uma resenha justa e verdadeira…
      Você é uma leitora bem atenta, mesmo com todas as dicas teve leitor que não entendeu que ela era uma sereia, fazer o quê né… Gostei do seu comentário!Um beijo invisível pra você!

  22. Olisomar Pires
    7 de dezembro de 2017

    Pontos positivos: estória muito boa e criativa. Uma sereia que se passa por humana para ter a fama e benefícios.

    Pontos negativos: a escrita carece de uma revisão. Nada grave, só alguns cortes aqui e ali, algumas vírgulas e pronto. Por exemplo, no § em que a voz da narração está sobre a cantora houve uma certa confusão e se fez necessário a releitura.

    Impressões pessoais: o texto é bom e explora bem o mito da sereia, embora tenha dado uma certa exagerada no poder delas.

    Sugestões pertinentes: dar mais “voz” à semi-sereia, mostrar a mãe casada com um humano, seria interessante.

    E assim por diante: Ainda bem que é só um conto, mas que veio confirmar minha intenção de nunca ir num show da Anita ou similares, vai que… né?

    • Olisomar Pires
      7 de dezembro de 2017

      Obs.: a cantora não se passa por humana, como está escrito. É uma semi-sereia, metade humana, metade sereia, que herdou o dom da mãe.

    • Mulher Invisível
      9 de dezembro de 2017

      Olá Olisomar, sempre tive problemas com as vírgulas viu… mas algum dia aprendo… valeu pelas dicas! Se eu fosse você não pisava em um show desses, ainda mais se os “talentos” forem um pouco questionáveis… rsrsrs . Você entendeu muito bem o que Jill era, filha de mãe sereia e pai humano. Leitor atento! Um beijo invisível pra você!

  23. Bianca Amaro
    7 de dezembro de 2017

    Olá Mulher Invisível!
    Foi um texto muito interessante, realmente. No início, mostra como é difícil para aqueles que se opõem a concordar com uma modinha, o que eu achei muito legal. E achei mais legal ainda mostrar que a cantora havia conseguido fazer tanto sucesso por causa de seu superpoder, de hipnose.
    Mostrar as origens do poder da cantora de uma maneira muito discreta foi muito legal. Muito legal mesmo.
    Também gostei de, na hora dela hipnotiza-lo completamente, dizer “Alguns humanos são mais resistentes, mas nunca imunes”. Sei lá, ficou misterioso, típico de uma sereia.
    Fazer a personagem ser uma cantora também foi muito legal, pois em praticamente todas as histórias, as sereias encantam suas vítimas por meio do canto. Então achei muito legal você utilizar isso a seu favor.
    E ainda conseguiu tratar, de uma maneira rápida, sobre o nazismo.
    O final foi surpreendente, eu realmente achei que ele iria desmascarar a cantora. Foi até um pouco engraçado. Mas ficamos com a dúvida: será que alguém conseguirá desmascarar a cantora?
    A imagem deu muito certo, e o título foi ótimo para o texto.
    Achei legal como você conseguiu tratar sobre tantas coisas em um único texto, fazendo todas serem terem certa conexão entre si.
    Meus parabéns por essa história, que realmente me hipnotizou, haha.

    • Mulher Invisível
      9 de dezembro de 2017

      Oi Bianca, que legal você ter gostado e se hipnotizado com o texto! Será que uma sereia pode ser desmascarada? rsrsr Nunca saberemos! Um beijo invisível pra você!

  24. Mulher Invisível
    7 de dezembro de 2017

    Ângelo, pena que não tenha entendido muito bem o conto, eu imaginei ter deixado bem claro a origem do poder dela, se explicasse mais iria ficar óbvio demais. Para não dar spoilers para quem lê os comentários antes, só te digo que a chave para descobrir de onde vem o poder dela está no medalhão que ela usa, se quiser descobrir… Obrigada pela leitura e comentário.

  25. Angelo Rodrigues
    7 de dezembro de 2017

    Cara Mulher Invisível,

    superpoder… limítrofe, acho.

    Será que a hipnose coletiva chega a ser um superpoder ou apenas uma técnica.

    Esse é o terceiro conto que leio que aborda a questão (ainda que tangente) do nazismo. Interessante.

    Seu conto flui bem, com palavras simples e adequadas aos personagens. Os diálogos, creio, estão um pouco alongados e pouco persuasivos. Já disse outras vezes, diálogos são o diabo dos escritores. Difícil acertar o tom e, quando alongadas as frases, acabam soando como falsos diálogos.

    O fim, infelizmente, deixou aquela sensação de que deveria acabar como acabou, como muitos contos e histórias acabam, quando o protagonista acorda e não sabe bem o que lhe aconteceu, deixando ao leitor a tarefa de entender a subliminaridade dos fatos.

    Foi um sonho, foi uma hipnose da Jill, não foi nada disso, talvez um delírio?
    Confesso que tenho preferência por finais que dizem, bem ou mal, dizem algo em que o escritor acredita, algo como “Agora entendo como Jill faz, hipnotiza toda a plateia, como me hipnotizou também…”, algo assim, óbvio, dado que o conto não é meu.

    A história é boa, mas acho que precisa melhorar algumas pegadas, dando maior verossimilhança aos acontecimentos. Aquele beijo dela… sei não, soou pouco crível.

    Boa sorte com o certame.

    • Mulher Invisível
      7 de dezembro de 2017

      Ângelo, pena que não tenha entendido muito bem o conto, eu imaginei ter deixado bem claro a origem do poder dela, se explicasse mais iria ficar óbvio demais. Para não dar spoilers para quem lê os comentários antes, só te digo que a chave para descobrir de onde vem o poder dela está no medalhão que ela usa, se quiser descobrir… Obrigada pela leitura e comentário.

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Publicado em 7 de dezembro de 2017 por em Superpoderes.