EntreContos

Detox Literário.

O Solitário (Cilas Medi)

O homem e seus desejos e devaneios, pensei resoluto, enquanto puxava, com algum esforço, o meu companheiro de muitas lidas e furtivas incursões noturnas. Ele sempre é o desesperado e guincha, como porco que é, quando a situação fica violenta. Eu já pesquisei, em muitas outras ocasiões, qual o motivo das pessoas se aterrorizarem com a nossa presença. Algumas gritam e saem correndo, outras ficam aflitas e apalermadas. Outras mais, puxam os seus entes que lhes dizem ser queridos, apertando em seus peitos (o das mulheres, normalmente, caídos) e endurecem o olhar como se isso nos assustasse. Eu largo um pouco a coleira para esses desenxabidos e o meu amigo, com as suas presas faz o resto. Bufa, urra, espreguiça, dilata as pupilas, balança a cabeça que pensam ser ameaçadora (só quer mesmo se livrar dos maus espíritos que essas pessoas carregam) que parece, para mim, um sorriso com as suas presas pontudas e muito do limpo, já que faço questão de passar escova com creme de primeiríssima qualidade. Ficam brancos e assim, no escuro, parecem duas lanternas anunciando o invisível ser das trevas (com luz? Vá entender a humanidade).

Não penso em nenhum momento, mudar de vida. Sei que é difícil para todos que se envolvem em confusão, motivo principal da falha de caráter da maioria que bate, esfola, mata e morre. Em todos os parâmetros conhecidos por nossa fauna, a dele, coitadinho, foi o único que escapou de uma verdadeira caçada, afinal os seus parentes e bando estavam dizimando a plantação de couve (brincadeira) de sabugo (outra brincadeira) enfim, de plantação de mandioca a milho para pipoca.

Eu sei, em todos os momentos (mais uma vez) que sempre que houver uma condição para melhorar a imagem do coitadinho eu vou fazer. Ele pede o melhor, com os olhos lacrimosos. Ao puxar pelas rédeas para que permaneça todo o tempo ao meu lado, evito, em contrapartida, ele se machucar e machucar a terceiros que zombam, gritam, batem palmas, chamam de nomes que prefiro não destacar, porque até o pensamento ele entende (melhor, ele vê e sente o meu olhar, tristonho, ao vê-lo passar por essas situações, algumas loucas de pedra que é muito para a minha cabeça de ser humano) que eu sempre o farei sentir-se querido.  

Ele precisa de ser aceito, de ser acarinhado, de ser suplantado em sua dor, acompanhando em ajudar as pessoas que gritam de dor nas madrugadas. Eu possuo essa habilidade de sentir e ele me ajuda nessas situações. Não sou melhor do que qualquer outro alguém, mas faço isso por amor à humanidade, bem diferente dos que o atormentam. Ele abaixa a cabeça, segue em frente ao ser puxado. Fica parado, esperando o meu retorno, quando entro nas casas. De madrugada, no escuro, com atenção aos detalhes. Quando me encontrar trabalhando, não fujam. Esperem que lhes diga o que irão ter que fazer para se acostumar com a escuridão da alma.

Escuridão é assim, você a perscruta com força, mas ela não se abate. Esconde-se, furtiva como uma lanterna sem energia. Você sabe o que é ser assim, para viver se esconde atrás de um motivo idiota e boçal para continuar. Não venham querer me confrontar, porque estou dentro do seu ser, sou seu espelho, sua figura, sua encarnação, sua devoção ao feio, fétido, metido, introvertido, melifico e indecente.

Venha, Bob, venha querido, você vai se satisfazer essa madrugada. Vamos ajudar a dona fininha, sabe quem é? Não, não mesmo? Pare de balançar essa cabeçorra, você sabe muito bem. É uma mulher considerada maldita, aquela que lhe deu sangue envenenado. Aha, lembrou-se. Tire uma de suas presas, deixa comigo, preciso entrar na casa dela protegido por suas garras. Garras? Você as tem, nos pés, ninguém nota porque eu soube muito bem escondê-las. Melifico, você, Bob, venha, não quero precisar puxar com mais força. Calma, não lute contra e ria com esses dentes escovados. Vá, para com isso, não faço mais que a minha obrigação. Chegamos, agora fique esperto. Sente-se. Muito bem, obrigado. Vou deixar livre. Não quero você preso a nada caso precisemos correr. Está rindo? Essa mulher é terrível, perigosa, pode nos causar danos irreparáveis. Pare de rir, seu bobo. Palhaço. Agora vou entrar. Está tudo bem, está me ouvindo? Estou em sua cabeça, balance. Calma, sem muita força. Ela está no quarto. A maravilhosa sensação de acabar com essa meliante. Sei, calma agora. Cheguei. Está dormindo, essa cabra desgraçada, mas vou salvá-la mesmo assim. Apertei, segura aí, força, estou com a mão na boca e apertando o nariz da visitante. Isso mesmo, só rosna, baixinho, não saia do lugar. O que? Quem está com você segurando? Dê-lhe um safanão, deve ser um dos asseclas. Acabou, acabei, ela está morta. A desesperança, o sufoco do desamor, a rainha da infelicidade. A Morte. Conseguimos. Agora estou voltando, ela está se desfazendo. Está rindo, estou ouvindo você sacudir na risada. Cheguei. Quem era? Quem!? Não acredito. Parece que iniciamos uma grande guerra. Como poderia prever que a Morte tinha filhos? Não sei, não enche. Vamos embora, vai anunciar a chegada do sol e você sabe que sofro de claustrofobia com ele. Bobo. Bob, deixa disso. Onde está? Deixa ver, onde está? Abra essa boca, quero ver o que restou de um dos filhos dela. Pode rir, você não presta, seu imundo. Bobagem, você é que é, menino. Bobo, Bob, você é um grande bobo. Mas eu te amo.

Está bem, vamos descansar, chegamos. Deite-se. Quer um sangue puro? Quer? Você sabe o que quer sempre, não é? Agora, deixe as cortinas fechadas. Sente-se aqui, ao lado da minha cama. Vou tirar essa capa pesada, que serve para espantar espíritos. Sabe Bob, eu ainda vou ganhar uma grande recompensa por ajudar a humanidade a ser feliz. Eu sei, sei sim. Deixa de ser chato, Bob, deite-se. Quer um carinho? Não? Você ainda me ama? Eu, um dia, ou uma noite, vou ser firme sem você. Quando você morrer. Você vai um dia. Puxe a coberta e deite. Escutei o seu resmungo. Bom dia, Bob. Quem? Chato.

Você gostou da casa que montei rapidinho? E o lanche, da manhã? Tudo bem, eu também gostei. Vamos logo, saia do seu espaço com carpete alto e quentinho. Ótimo. Agora vamos embora, porque hoje, uma exceção durante a nossa jornada, que é ficar trabalhando durante o dia. É um inferno, mas, hoje, melhor ainda, não tem sol. Vai chover sim, não chateia. Vou fechar a maleta. Quer ver, de novo, qual será a nossa casa essa noite? Muitas perguntas e você só quer ficar assim, com esse olhar meloso. Vamos logo, eu preciso chegar a tempo, sabe muito bem. Fechada, travada, está muito pesada. Ri de tudo que me fala, concordo. Sou feliz ao seu lado. Veja lá, chegamos.

— Tio, tio, por favor, minha mãe está esperando o senhor.

Que moleque chato, eu já sei que ela está me esperando. Eu sei sempre o que vou fazer no próximo dia, desse mais ainda, de lua cheia. Faço o gesto de enfado e vejo o garoto correndo na frente, mais do que aflito, um pouco descontrolado com os sentimentos. Bob, fique firme. Dessa vez vou deixar entrar na casa, está ouvindo? Com as duas condições, direto no cérebro e nos ouvidos com a minha emissão de energia, ou com a minha voz. Melodiosa, quando quer me deixar feliz. Estrondosa, quando sente que a situação irá piorar. Maravilhosa e suave quando sentir o amor transparecer e fluir pelos poros de quem precisamos ajudar.

— Então, tio, por favor, ela vai morrer?

Perguntas e mais perguntas que ficam no vento, sempre as mesmas feitas aflitivamente por toda a humanidade. Grande coisa, coisa mesmo, morrer. Morrer é morrer, desaparece de um lado e chega no outro, com cara de jumento escorraçado, assim ó, Bob. Podemos rir, mas não precisa gargalhar, é exagero e falta de respeito. Peito, de novo, das mulheres, alguns caídos, porque os filhos as sugam de tudo e as deixam sem energia, como essa criatura. Cinco filhos, olha lá, viu? Sai, moleque, do meu pé, antes que lhe de uma cacetada no cocuruto. Cocuruto, não ria, Bob, você sabe, a cabeça abestalhada de um moleque. Sabe sim, não ria e não faça mais movimento. Pronto, ela melhorou, bastou colocar a minha mão na testa. Tenho esse poder por sua causa, porque eu gostaria mais é de fechar a fábrica de filhotes sem pai. Ela faz muita força para a felicidade e acha que é no meio das pernas. Besta, sem educação, não fui eu que pensei assim, foi você, embaralhando a minha mente. Porco do mato. Porco do mato. Está bem, fique fora da minha mente, então, javali.  Sei, estou perturbando. Olha só, novinha em folha. Novinha em folha, gostou?

— Tio, por favor, doeu, porque me bateu? Não, não fiz nada, eu não fiz nada, pare de me bater.

Chora mesmo, você faz o que não presta e quem paga é a sua mãe. Criança está sempre sobre a proteção materna. Você faz ela paga a energia pouca que lhe falta logo depois. Toma no cocuruto. Aha, cocuruto novamente. Vamos, Bob, chega de dar suas presas para essas crianças, porque vão acabar comendo essa porcaria e vão cagar sangue. Besta. Para, Bob, chega, estou avisando, vou deixar você de castigo. Saiamos dessa choupana, lugar pobre e afastado de tudo e todos. Essa rua de terra, esse lodo e vala dos excrementos, essa sujeira em toda parte. Ainda bem que tenho a minha proteção para os olhos, meu capacete e capa de couro, minha bota escovada, tudo de preto. E a minha maleta com tudo que preciso. Casa, fotos, promessas, rincões de idas e voltas, promessas não cumpridas, situações de dolo e dores infindas e incontidas. Ah, Bob, já fui melhor. Estou ficando triste e desolado. Vamos. Puxo sim, você está muito barulhento com esses roncos. Gostou de ajudar diretamente? Vou deixar mais vezes, mas precisa se comportar.

— Obrigado tio. Fujam, ele vai bater na gente de novo.

Tenho pernas ligeiras, mas não vou correr atrás da molecada. Lembro que fui brincar, correndo atrás deles, para chutar uma bola de futebol e deixei o Bob sentado e alguns deles brincando de retirar as presas, uma após outra, jogar uns nos outros e aconteceu o improvável. Dois pais, aflitos, invadindo o pequeno espaço entre duas construções, que servia como campinho. Ao invés de perguntar, a atitude foi querer bater. Puro engano. Sou pequeno, mas me torno grande por dentro da capa. A maleta abre sem que eu faça o menor esforço. Dentro dela, a fúria da humanidade, invisível, subterrânea, maluca e violentíssima. Eles sentiram o horror da dor, sem sombra, sem vento, simplesmente ela, ali, em todos os órgãos e eu fazendo pequenos gestos, movimentos lisos e extemporâneos, fazendo volteios e eles sofrendo. A garotada ficou perplexa, alguns se divertiram outros choraram, porque os pais estavam apanhando de agentes invisíveis. Diria impossível eles entenderem os agentes, quem dirá invisíveis. O meu olhar debaixo do óculo de proteção, as faíscas vermelhas, inicialmente, da fúria, contida, logo se tornou mais clara, menos volumosa, mais transparente, enquanto o Bob, coitadinho, aflito, saiu de perto das crianças e correu com os dois só chegando perto deles.

Vamos, Bob, chega, deixa essas crianças. Serão futuros idiotas, não nos veem, só nos querem quando em momento de aflição. Sabem ser terríveis com os seus, piores com os vizinhos. Humanidade perdida, mas faremos o possível para que se encontrem, quando souberem procurar. Estou só, Bob, só de seres humanos. Alguns sim, claro, você tem razão, senão qual seria a minha vida sem essa esperança. Gostou? A mulher ficou bem, não foi? Até que levantou um pouquinho o peito, não foi? Adoro você. Vamos, temos mais duas mil incursões. Precisamos ser rápidos até o sol cair e a lua surgir. Somos seres estranhos, eu acho. Mais do que eu, o Bob, porco do mato. Você que é, seu bobo. Não, não tenho mais vontade desses dentes sujos que eu limpo com a melhor pasta. Até logo, vou trabalhar sozinho se continuar me olhando feio. Está bem, sempre estaremos em paz. Oi maleta, sim, sei, você foi ótima também. Não precisa ter ciúmes do Bob. Dá uma guinchada e patada nela, adora brutalidade. Ótimo, gostei, agora chega. Puxei, não faça mais. Ótimo. Adorei. Sou um solitário. Sempre. Para todo o sempre.

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61 comentários em “O Solitário (Cilas Medi)

  1. Bia Machado
    23 de junho de 2017

    Gostaria de poder dizer algo mais útil ao autor/autora do conto, mas cheguei a imprimir e levar para o meu trabalho, só que… li duas vezes e acho que não compreendi. E uma coisa, ele é curto, em relação a outros textos, mas é tão cansativo que parece ter o triplo do tamanho. Eu confesso que estou aqui como Glória Pires no Oscar: não sou capaz de opinar com mais profundidade do que isso. Se puder explicar depois, fico grata e desde já me desculpo por não ter visto o que outros colegas viram. Boa sorte no desafio!

  2. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    O Solitário (Vertente)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: sim, a história nasceu da imagem. Inegável.

    ASPECTOS TÉCNICOS: o texto tem uma estrutura de fluxo de pensamento obsessivo, com diálogos improváveis e muitas idas e vindas. Pequenas questões de escolha vocabular e pontuação.

    EFEITO: uma leitura penosa. Desculpe, mas me peguei devaneando e tive que voltar várias vezes até me concentrar, quase no final.

  3. Pedro Luna
    23 de junho de 2017

    Olá, infelizmente não entendi nada. Achei confuso demais e me pareceu ter dez mil palavras. No início prende a atenção retratando os sentimentos do personagem por seu companheiro, mas depois se inicia uma espécie de monólogo e tudo se perdeu. Não gostei e não senti vontade de reler para tentar ligar pontos. Desculpe.

  4. Wilson Barros
    22 de junho de 2017

    Aqui vejo um monólogo, e que lembra bastante o maior escritor do gênero do século passado, autor da trilogia Molloy-Malone Morre-O Inominável. O conto é muito bem escrito, inovador, artístico e pertence à s mais sofisticadas correntes de vanguarda.
    Vertente, ao ler Alguns comentários aqui, creio que você pode até se desestimular. Mas lembre-se: Kafka era motivo de riso, deboche em praga. Os grandes escritores da época riam dele, e afirmavam que ninguém entendia o que ele escrevia. Max Brod, que recompilou suas obras, era um escritor de grande sucesso na época, embora hoje em dia ninguém saiba o que ele escreveu. E Kafka, bem, granjeou um pouco de fama… Assim com Van Gogh, que nunca conseguiu vender sequer um quadro na vida… Hoje em dia, espera-se que essas coisas aconteçam menos. Continue, sua obra é muito bela e sólida.

    • Vertente
      22 de junho de 2017

      Olá Wilson, tudo bem? Vou considerar completamente deixar a modéstia ir às favas e tomar um chá de camomila para me acalmar, depois dessa tempestade de citar um famoso escritor, do qual você usa para me estimular. Eu penso assim, assim escrevo. Agradeço essa leitura que fez do conto, entendendo perfeitamente ao se referir a ele como uma obra completa. Um grande abraço.

  5. Fil Felix
    22 de junho de 2017

    Gostei de querer fazer o leitor como um personagem ativo na história, como se fosse puxado junto ao homem pela corrente. Inclusive nas cenas em que o protagonista faz comentário, você se antecede e já faz com que ele responda possíveis pensamentos do leitor. Isso ficou bem legal. A narrativa, apesar de fluida, dá uns entraves com parágrafos grandes demais e com excesso de vírgulas. Acho que a intensão do conto era mexer com o leitor e com a ideia de ajuda além-humana, não tanto de ser algo nonsense e psicodélico, mas pela falta de uma organização um pouquinho melhor, alguns momentos ficaram confusos.

  6. Wender Lemes
    22 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: o conto organiza-se em um fluxo de ideias disfarçado de monólogo. As vírgulas são mal utilizadas em alguns momentos, indo contra o vocabulário rico que é demonstrado. É uma estética diferente de qualquer outra apresentada até agora, embaraçada sobre si.

    Aspectos subjetivos: há criatividade, até demais, na forma e nos vestígios de enredo. É tudo tão inovador, tão solto, que fica difícil mesmo depreender sentido do que é descrito. O que nos resta são sombras, vultos, fantasmas… como criar empatia com algo que nem podemos descrever propriamente?

    Compreensão geral: a dupla parece-me algo entre o físico e o metafísico. Em dados momentos, eles andam entre os seres, são vistos, sentidos, exercem influência no espaço etc. Em outros momentos, parecem mais fantasmas, etéreos. Daí, resta a dúvida: estão transitando em um mundo físico ou em uma dimensão diferente da palpável? Meu palpite é que não consigam se manter em nenhuma das duas, por isso a eterna solidão.

    Parabéns e boa sorte.

    • Vertente
      22 de junho de 2017

      Olá Wender, tudo bem? Acredito que você conversou comigo antes de fazer a sua análise, ou ajudou na definição e escrita do conto. Acertou em cheio nela, onde, realmente, os seres citados estão em dois planos. Quando matando a morte (alucinações, mágoas, solidão, etc.) na pessoa da dona fininha e depois, no real, ajudando a uma mãe em ter mais um filho. Os peitos caídos é o retrato subjetivo do desengano delas sobre a felicidade. E você fecha com chave de ouro o seu palpite corretíssimo. Agradeço muito a sua análise. Abraços!

  7. Raian Moreira
    22 de junho de 2017

    Sua narrativa é fluida e agradável, texto bem revisado. Leitura dinâmica.
    não gosto destes monólogos, mas seu texto surpreendeu. Delírios foram o rouba cena do conto, mas creio que ficou confuso para alguns, sabe como é.

    • Vertente
      22 de junho de 2017

      Olá Raian,
      Parece que você é um dos meus leitores, já que soube precisar bem a fluidez das palavras, apesar da quantidade de vírgulas em demasia denunciada pela maioria. Ela é parte integrante de um texto que pretende, baseado na foto, ser densa, fúnebre ou funesta, como queira. Um grande abraço e grato pela sua leitura.

  8. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Vertente,
    Desculpe, mas não curti muito o seu conto. Achei que ele apresentou alguns defeitos básicos de escrita, como colocar nas falas do personagem frases que o narrador deveria dizer, como descrever e explicar quem é a fulana, como tal coisa funciona, numa fala o personagem até descreve como ele mesmo está vestido.
    “Saiamos dessa choupana, lugar pobre e afastado de tudo e todos. Essa rua de terra, esse lodo e vala dos excrementos, essa sujeira em toda parte. Ainda bem que tenho a minha proteção para os olhos, meu capacete e capa de couro, minha bota escovada, tudo de preto. E a minha maleta com tudo que preciso” – isso não é uma fala, ninguém fala assim (especialmente se estiver falando com um porco); também não é um pensamento, porque ninguém pensa assim, “narrando” para si mesmo a descrição das coisas a sua volta.
    Sugiro que você leia alguns livros sobre escrita, sobre construção de diálogos e outros livros que possam te ajudar a concatenar melhor as ideias e colocá-las no papel. Boa sorte.

    • Vertente
      22 de junho de 2017

      O narrador não existe, somente o personagem. O estilo não lhe agradou, tudo bem, mas não preciso (modéstia as favas) de livro para me ensinar o que eu acho que já sei, dentro do universo do meu aprendizado. A criatividade é subjetiva (vide Saramago, etc.) e não posso ir contra um personagem assim, forte, decidido, conhecedor do mundo espiritual no qual “Ele” é contra a maldade, portanto, mata a morte (delírios, insanidade, tristeza, desanimo, etc.) e salva a vida (de uma criança por nascer) ajudando a mãe. Um grande abraço.

      • Thiago de Melo
        23 de junho de 2017

        “não preciso (…) de livro para me ensinar o que eu acho que já sei”

  9. Antonio Stegues Batista
    21 de junho de 2017

    O conto é complicado, prece que foi concebido para mexer com as ideias e o raciocínio do leitor, pois é difícil saber quem é o protagonista, um mensageiro da morte? Um médico? O javali é seu ajudante? Talvez apenas uma ilusão do homem. Não gostei da fala dele, frases muito curtas que tentam descrever uma situação, uma pergunta ao porco e ele mesmo responde, já que o animal não fala. Uma estrutura diferente,um enredo complicado, mas não me surpreendeu.

  10. Marcelo Milani
    20 de junho de 2017

    Confesso que tive que ler o texto duas vezes pra tentar entender um pouco do que se passa na cabeça do personagem. Acho que vou ter que ler uma terceira vez porque é muita loucura e solidão nesse personagem tão profundo. Gostei.

  11. Rubem Cabral
    20 de junho de 2017

    Olá, Vertente.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Estão no conto todos os elementos da imagem-tema: homem, mala, javali, mata.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    Não está mal-escrito, mas há um tanto por acertar: sobre x sob, “melífico”, etc.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    O personagem-narrador foi bem construído, contudo, o texto não deixa claro se ele é um psicopata que acredita ter uma missão, ou um fantasma invisível que pode ser convocado pelos vivos. As descrições estão boas, os diálogos um tanto estranhos.

    Enredo (coerência, criatividade):
    O enredo é criativo e resultaria em algo muito bom. Contudo, o conto, ao menos para mim, apenas conseguiu passar a confusão mental do narrador. Não ficou claro para mim se o narrador e Bob são reais, espécie de louco a errar com um javali, ou espírito vingador ou assombração, que poderia ser convocada pelos vivos. Os diálogos implícitos com o javali foram bons, passaram um tanto do amor do narrador por Bob, mas foram um tanto repetitivos também, tornando a leitura um pouco arrastada em certos momentos. No todo, um bom conto, que precisa de uma lapidada para ficar muito bom.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  12. catarinacunha2015
    18 de junho de 2017

    INÍCIO sem impacto, mas tranquilo. A TRADUÇÃO DA IMAGEM está bem descritiva, demais até. O texto está muito lento, com pensamentos repetidos e observações fora da trama (os comentários entre parênteses). Embora tenha 2059 palavras (contei porque achei que tinha 5.000) daria para contar essa solidão em 1000. Escrever como se o personagem achasse estar conversando com alguém é muito difícil. Estou sempre tentando. Uma estratégia que uso é ler em voz alta para saber como um possível ouvinte receberia a mensagem.
    EFEITO marasmo solitário. Isso foi bom porque, provavelmente, é a sensação do personagem; que deve ser muito doido.

  13. M. A. Thompson
    18 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: fraca ou talvez eu tenha me perdido no meio dos paragráfos excessivamente longos e um texto confuso.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): pouca coisa incomodou, mas poderia ser melhor formatado e pontuado (para não deixar parágrafos tão longos).

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): confusos, parece um conto saído da caixola direto para o Desafio, sem uma lapidada ou leitura critica – nem que fosse por algum amigo.

    * Enredo (coerência, criatividade): a narração denota alguém com técnica narrativa e boa capacidade criativa, mas houve um exagero nesta criatividade que resultou em um texto confuso – ou alheio a minha limitada capacidade de avaliação.

    De um modo geral foi conto que não valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  14. Priscila Pereira
    17 de junho de 2017

    Oi Vertente, pra falar a verdade eu não entendi nada do seu conto… comecei a ler várias vezes e desisti, só consegui ler porque tinha que ler e comentar todos os textos. Desculpe mas não consegui gostar do seu conto. Não costumo gostar desse tipo de narrativa em monólogo, ainda mais tão confuso assim. Foi mal… Boa sorte!!

  15. Felipe Moreira
    17 de junho de 2017

    Entende-se, por ser solitário, que o protagonista/narrador seja dessa maneira. Parece “eloquente” no início, mesmo com esse recurso de piadas entre parenteses, e apresenta-se um canto do universo do narrador interessante. Mas vai se desgastando com o tempo, perdendo fôlego. O conto é interessante, esses devaneios do protagonista se afastam cada vez mais de uma linha condutora que poderia fazer do conto um resultado melhor.

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  16. Victor Finkler Lachowski
    16 de junho de 2017

    Olá autor/a.
    Seu conto é muito nonsense, é criativo e diferente pela forma de narrar, porém, essa própria narração começa a incomodar e a cansar depois de um tempo, parágrafos muito longos e fluxos de pensamentos que não acrescentam nada a história. Você tem uma ótima ideia, mas falta aprimora-la, dinamize mais seu texto e tente posiciona-lo em um enredo mais desenvolvido.
    Muito criativo, porém, cansativo e sem uma história bem desenvolvida.
    Apesar das críticas, realço seus pontos positivos, sua maneira de escrever foi bem diferente, pratique mais ela e estude mais, você tem um excelente futuro como escritor.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com mais obras,
    Abraços.

  17. Andreza Araujo
    16 de junho de 2017

    Achei o texto meio estranho, um homem que fala “sozinho” com um javali, e que fala demais. Mas é crível que ele tenha essa postura, pois o animal é o ser mais próximo que ele tem, imagino.

    O texto é meio surreal, não sei se o compreendi em sua totalidade, apesar de ter lido mais de uma vez. Parece que ele sequer se importou com a vida da mulher que ele curou, parecia até que tava fazendo aquilo contra sua vontade, o que me fez torcer o nariz (quis dizer que não criei empatia pelo protagonista). É criativo e a forma narrada é fiel ao enredo, mas o conto não teve grande impacto.

  18. Leo Jardim
    12 de junho de 2017

    O Solitário (Vertente)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐▫▫▫): confesso que não entendi muito bem. O jeito de narrar conversando erraticamente, num fluxo de pensando, ora com o javali e ora com o leitor. Não entendi mesmo o que eles são e o que eles fazem. Tem horas que ele mata e horas que cura. Que bichos são esses?

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): narrar nesse formato é perigoso. Quando funciona é fantástico, mas quando não funciona, deixa o texto cansativo e nebuloso. Anotei os problemas abaixo:

    ▪ Melifico (?)

    ▪ Obrigado *vírgula* tio. Fujam, ele vai bater na gente de novo. (Essa fala ficou estranha sem uma ação entre o obrigado e o fujam)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): difícil avaliar, mas ganha pontos pelo formato.

    🎯 Tema (⭐⭐): está adequado.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): navegar por duas mil palavras nas brumas da incompreensão me cansou. Algumas vezes tive vislumbres de alguma coisa, mas pouco a frente percebi que era só ilusão. Recomendo, caso opte por reescrever, que nos dê mais pistas sobre o que eles são.

    • Vertente
      13 de junho de 2017

      Trama: Corretíssimo. Ele é contra a maldade, portanto, mata a morte (delírios, insanidade, tristeza, desanimo, etc.) e salva a vida (de uma criança por nascer) ajudando a mãe.
      Técnica: É proposital. Faço das vírgulas a dificuldade da leitura e tornar o texto denso.
      Melífico: Que tem a natureza ou a propriedade do mel. [Figurado] Doce agradável. Poderia ser maléfico, mas não é.
      Obrigado *virgula* = subentendido, na virgula, a ação do agradecimento, com gestos de reverencia e consideração.
      Criatividade: agradecido.
      Impacto: Tem toda a razão, vide sobre técnica. Eles são anjos salvadores para o amor e devastadores para o malefício (vide resposta sobre trama). O Javali é bom na essência e está em treinamento. E a mala é (caixa) Pandora.
      Finalizando: Pseudônimo: Vertente = objeto de discussão.
      Fico muito agradecido pela leitura (apesar de nada fácil) e pelas ponderadas críticas. Sorte no desafio. Abraços !.

  19. Brian Oliveira Lancaster
    12 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Texto recheado de fluxo de pensamentos. Complicado, mas contém uma história interessante, e fantástica, nas entrelinhas. A essência do ser esquisito, acompanhado de seu fiel companheiro, está bem presente. Achei curioso o protagonista não falar com ninguém, apenas consigo mesmo. O excesso de vírgulas atrapalha um pouco, mas consegui sentir a conexão ao personagem, mesmo assim.
    G: Diferente, sem dúvida. Um tanto experimental, mas se o autor for teimoso que nem eu, em seguir certos gêneros, com o tempo atingirá a maturidade. O texto está quase lá. Só acho que a coesão precisa ser melhor trabalhada, pois é difícil acompanhar as trocas de pensamentos à cada segundo ou retomada de fôlego. O texto é bastante subjetivo, mas entendi que se trata de duas entidades que fazem o bem (ou não) meio contrariadas com a situação.
    O: Bem escrito, mas não flui tão bem. A forma é complexa.

    • Vertente
      13 de junho de 2017

      Olá Brian, agradeço o entendimento e objetivo do conto. Você acertou plenamente os motivos e a razão desse conto. Só errou no final (risos), que não fluiu muito bem e, acertadamente, me fez despertar para a quantidade de vírgulas. Com elas pretendo, sempre, tornar o texto denso, talvez até cansativo, mas memorável (modéstia as favas). Grato. Boa sorte no desafio.

  20. Gilson Raimundo
    10 de junho de 2017

    Na maior parte do conto o monólogo intimista não se desenrola, tenta parecer com um texto filosófico mas não se apega a nenhuma questão, fala do sofrimento da mãe com seus tantos filhos, fala da solidão e o médico/curandeiro enrola bastante e não me cativa como leitor….. faltou um pouco de explicação sobre sua origem, qual era seus talentos, faltou contar uma história mesmo que mais maluca possível.

  21. Luis Guilherme
    10 de junho de 2017

    Ola, amigo, td bem por ai?

    Desculpa se sair todo errado meu comentario, digito mto mal no cel..

    Cara, sendo bem direto, nao gostei. Na verdade nao entendi nada, mas o que mais me incomodou foi o ritmo do conto. Achei muito travado, nao consegui me envolver. Os parágrafos sao muito longos e nao transmitem muita coisa, nao sei.

    Admiro a coragem de ousar na técnica, pontos por isso.

    Mas infelizmente não me ganhou. Ainda assim, Parabens e boa sorte!

  22. Olisomar Pires
    9 de junho de 2017

    1. Tema: Adequação presente.

    2. Criatividade: Muito boa. Sujeito com seu javali aprontam todas.

    3. Enredo: Aqui a coisa pega (ou não pega).

    As possibilidades são tantas em relação ao protagonista que não é necessário um enredo, basta escolher uma versão do personagem e adaptar os outros: assassino, fantasma, morte, vampiro, curandeiro, alienígena, alucinado, drogado, cego, paralítico, micróbio, planeta, enfim…. pode ser muita coisa.

    4. Escrita: boa. Não notei erros graves. Há uma certa tendência lírica em algumas partes.

    5. Impacto: médio.

    Pela estranheza.

  23. Givago Domingues Thimoti
    9 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Adequado… Até demais!
    Criatividade: Alta também.
    Emoção: O conto teve um impacto baixíssimo em mim. Talvez porque eu não seja fã de textos/histórias surrealistas. Ou talvez porque a história ficou tão aberta que não deu o mínimo de condição para assimilar o que acontecia no texto. Enfim, não funcionou comigo.
    Enredo: Uma viajada na mente de um assassino com problemas psiquiátricos? Não sei. A pegada surrealista confundiu minha leitura. Li, li e não entendi muita coisa.
    Gramática: Nenhum erro aparente.

    PS: Não tome meu comentário como regra. Tenho certeza que o seu texto agradou outras pessoas. Desculpe-me por qualquer crítica excessiva!

    Boa sorte!

  24. Fabio Baptista
    9 de junho de 2017

    Não é uma leitura fácil, nem agradável, mas isso de modo algum quer dizer que o conto seja ruim. A narrativa, não consegui definir se de modo intencional ou não, arrisca e provoca – o que já é um fator muito positivo. Talvez o único lado ruim aqui do Entrecontos é que, com o passar do tempo, me parece que os estilos de narrativa estão caminhando para o mesmo lado e, ao mesmo tempo em que temos cada vez mais trabalhos de qualidade, também temos cada vez mais trabalhos parecidos. O sopro de diferença trazido por esse conto foi bem-vindo.

    A narrativa teve alguns pontos mais obscuros, outros um pouco mais arrastados. Acredito que esse era o tipo de conto que precisava ser mais compacto, para vir, dar um soco no estômago e sumir de vista antes do leitor se dar conta do que estava acontecendo, sem dar chance para o leitor se acostumar com o diferente o que, infelizmente, acaba levando embora parte do encanto.

    Acho que seria melhor um pouco mais curto, resumindo. Rsrs

    Mas a ousadia contou pontos e o saldo geral foi positivo.

    Abraço!

    • Vertente
      13 de junho de 2017

      com o motivo alegado de que as narrativas passam a ter quase o mesmo conceito e conteúdo. O que levou a essa meditação macambúzia foi a foto, um misto de solidão, sofrimento e penúria. Agradeço a gentileza da avaliação.

  25. Elisa Ribeiro
    9 de junho de 2017

    Olá Vertente. O texto começa como um relato confessional em primeira pessoa. No quinto parágrafo transforma-se em uma espécie de monólogo interior misturado com um diálogo com o javali que não responde. As reflexões que o conto propõem são interessantes, talvez um pouco fortes, misântropicas e depressivas demais para um conto de desafio . Não consegui chegar a uma conclusão sobre quem seria o personagem: bruxo, curandeiro, louco. Apesar de toda a estranheza, a narrativa capturou minha atenção. Boa sorte do desafio. Abraço.

  26. Afonso Elva
    8 de junho de 2017

    O texto ficou heterogêneo, o que nem sempre é bom. Ainda mais quando a proposta do texto não é muito suave, como é o caso. Tirando algumas reflexões vagas( o quinto parágrafo é um exemplo claro), que não acrescentam muito. A escrita não é ruim, gosto de uma certa liberdade para o leitor, textos muito explicadinhos podem ser um saco, mas ainda sim o texto é confuso, vide segundo por exemplo.
    Forte abraço

  27. juliana calafange da costa ribeiro
    8 de junho de 2017

    No começo do conto vc opta por um narrador que está refletindo sobre sua existência. Depois o texto se torna um diálogo com o javali (ainda q o javali não responda com palavras). Essa quebra de um estilo pro outro ficou meio estranha, preferia que vc tivesse optado por escolher um dos dois caminhos de narrativa.
    Apesar de haver momentos muito interessantes em termos de pensamentos/reflexões do protagonista, a história acabou ficando confusa e difícil de acompanhar. E a gente acaba sem saber o que vc quis dizer com o seu conto… Tudo fica muito sutil, muito “no ar”, e o leitor não consegue saber quem é o narrador, o que ele está fazendo, onde ele está, qual a sua motivação, por que o javali etc.. Então talvez tenha ficado reflexivo demais.
    Também não entendi o título, se o protagonista é sempre (muito bem) acompanhado pelo javali. De qualquer forma é um conto bem escrito, intrigante e se adequa ao tema do desafio. Boa sorte!

  28. Iolandinha Pinheiro
    6 de junho de 2017

    Não encontrei aqui um conto, mas um fluxo incessante de pensamentos, memórias, diálogos internos e tentativas de diálogo com o javali Bob. Eu me empenhei em entender o seu texto, mas não cheguei à conclusão sobre quem ou o que era o narrador, e qual o seu real papel nesta história. Curandeiro? Assassino? Fantasma? Vampiro? Por que o menininho o chamou para ajudar a mãe? Para curá-la? Para dar extrema unção? Ele era padre? Não sei, ninguém soube e acho que até talvez vc não saiba. Acabou ficando hermético demais para ser compreendido. Deu para perceber que o autor tem facilidade com as palavras mas não quis dividir os segredos do seu texto conosco. É isso. Sorte.

  29. Fernando Cyrino
    5 de junho de 2017

    Vejo aqui um exercício de estilo. Um fluxo de consciência intenso e que começa entendível, mas que vai se complicando na medida em que o conto avança, até que se torna bastante confuso para mim. Digo para mim, enquanto leitor, eis que não sei se outros comentaristas viram clareza onde só enxerguei forte nevoeiro. Bem, o conto então, como o entendimento, mesmo nas voltas ao texto passado e na releitura se manteve distante da minha cabeça a sua narrativa se fez pesada, apesar do cuidado vocabular e dos poucos erros observáveis. Bem, é isto, achei que seu exercício pecou pelo hermetismo. Abraços e boa sorte.

  30. Olá, Vertente,
    Tudo bem?
    Você optou por usar uma narrativa em tom de diálogo. Um desabafo, talvez até um monólogo do personagem consigo mesmo, já que o Javali, obviamente, não pode responder. Fiquei imaginando até que ponto não seria uma narrativa em segunda pessoa. Nesse caso, porém, o Javali seria o leitor e não sei se essa empatia realmente se realiza.
    Seja como for, gosto do tom. Lembra-me a fluência da dramaturgia.
    Sobre a história em si, penso que, seja em um texto com uma história mais direta, de mais fácil entendimento, seja em um conto com linguagem metafórica, ou mesmo surrealista, sempre haverá, por parte do leitor, sua própria interpretação. Suas próprias sensações.
    Então, deixo aqui meu entendimento pessoal do texto.
    Imaginei o personagem como um louco, claro, insano para o “mundo visível”. Um andarilho, talvez. (Se pararmos para conversar com as populações de rua, vemos esse tom, louco e visionário ao mesmo tempo). Em sua cabeça, no entanto, ou talvez para um mundo realmente sobrenatural (Quem disse que a parte visionária dos loucos não pode ser uma realidade que não entendemos?), sua missão seria não a de matar. Mas a de dar vida.
    Pelo que entendi, quando ele vai à casa da senhora maldosa, não é ela a vítima sufocada, mas uma entidade que a está obsedando. Tanto que ele diz: “Apertei, segura aí, força, estou com a mão na boca e apertando o nariz “da visitante””. E, mais para frente: “Acabou, acabei, ela está morta. “A desesperança, o sufoco do desamor, a rainha da infelicidade””. E mais… “Quem era? Quem!? Não acredito. Parece que iniciamos uma grande guerra. Como poderia prever que a Morte tinha filhos?”. O que me levou a crer que o que ele matou na casa da velha, foi uma filha da morte. A depressão talvez.
    Mais adiante, na parte das crianças levando cascudos, pensei que o personagem funcionava ali como uma espécie de parteiro. Ele fala insistentemente dos seis caídos e menciona os cinco filhos que acabam com a pobre mulher que pensa que a felicidade vem pelo sexo, trazendo mais e mais filhos ao mundo. O filho que a está matando, seria o que estaria nascendo. E os cascudos seriam aquele tapinha na bunda ao nascer.
    Mas a fala com a mala leva toda essa minha teoria por água abaixo…
    Então, certamente, seu texto não fala de nada do que eu disse. Ou talvez sim. Quem saberá? Só você. Ou talvez nem isso. O que vale aqui é a capacidade que sua narrativa teve de levar a todos à reflexão. (Li os comentários)
    Outro ponto que me chamou atenção. Você diz que o sol causa claustrofobia. Se essa fala não se justifica pela loucura do personagem, seria fotofobia.
    Sobre gramática, soou-me estranho: “Ele precisa de ser aceito, de ser acarinhado, de ser suplantado em sua dor”. Seria melhor “Ele precisa ser aceito, ser acarinhado, ser suplantado em sua dor”. 😉
    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

    • Vertente
      13 de junho de 2017

      Aceitei plenamente a sua correção sobre gramática. Em complementação, veja a explicação dada para o Leo Jardim, que encontrou as mesmas dúvidas. Agradeço a leitura e a consideração em sua análise ponderada sobre o conto. Boa sorte no desafio. Grato!

  31. Jowilton Amaral da Costa
    5 de junho de 2017

    Achei o conto médio. O texto é uma grande viagem reflexiva, com algumas passagens bem inspiradas, de um assassino solitário e seu javali de estimação. A leitura não fluiu muito bem. Algumas passagens ficaram um tanto confusas para mim, acho, que por culpa do enredo. Boa sorte.

  32. Fheluany Nogueira
    4 de junho de 2017

    O pseudônimo é bem significativo neste monólogo filosófico sobre morte/vida, solidão/ amizade, mas não consegui depreender um enredo, uma estrutura narrativa, apenas divagações de um mente transtornada.

    A linguagem poética, o discurso indireto livre, o vocabulário denso de sentidos, se enriqueceram o texto, tornaram a leitura trabalhosa.

    É trabalho de qualidade, todavia de difícil avaliação no Desafio. Parabéns pela participação. Abraços.

  33. Evandro Furtado
    4 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O conto é sombrio e etéreo. O fluxo é quase surrealista, com quebras de enredo repentinas. Há ligeiros toques de Dostoiévski.

    C: O conto é embalado pela loucura (?) do personagem principal. O fato de falar com o porco (fisicamente ou telepaticamente), de não apresentar qualquer preocupação com o bem-estar de outros, confere-lhe tais traços de insanidade. Mas a história é maior que ele próprio. Ela envereda por questionamentos sobre a própria existência.

    F: A ideia de escrever o conto em segunda pessoa é muito interessante e sua execução é excelente. Isso contribui para a própria composição do personagem principal. Esses longos monológos (ou diálogos sem resposta) conferem a ele um caráter ameaçador.

  34. Roselaine Hahn
    3 de junho de 2017

    Olá Vertente, realmente foi um jorro de pensamentos a respeito da morte, solidão, amizade, etc., mas não consegui captar o enredo, início, meio e fim. Sorry, a sua escrita é boa, rebuscada, densa como o texto. Funciona bem como um monólogo, no desafio perdeu um pouco a força, pois está sendo avaliado um conto, com ação ou conflito. Sorte pra vc. e muitas vertentes de ideias. Abçs.

  35. Ana Monteiro
    3 de junho de 2017

    Olá Vertente. O problema de ter tantos contos para ler e comentar é que muito dificilmente conseguimos dispor-nos a uma segunda leitura do mesmo texto e o seu precisaria dela. Comento então apenas os aspectos sugeridos para avaliação. Gramática: não apresenta erros ortográficos, tem excesso de vírgulas e de parêntesis, denota que você tem algumas dificuldades com a pontuação, apesar de dominar muito bem o uso da palavra. Talvez parágrafos mais curtos facilitassem a sua escrita e a interpretação dela; Criatividade: difícil de avaliar uma vez que fico na dúvida sobre se usar de criatividade sem objetividade será criatividade ou não; Adequação ao tema: bastante adequado; Emoção e enredo: a emoção é oferecida em picos com frases muito boas mas o enredo, se existe, é excessivamente confuso. Então e em resumo: gostei do seu conto, mas parece-me que você foi um tanto pretensioso. A pretensão é aceitável quando o resultado final a justifica e o leitor minimamente experimentado não acaba sem entender nada. Eu, francamente, não entendi se o protagonista era a morte, algum justiceiro ou até um louco que fala sozinho com um javali imaginário. Você escreve bem e gostei de ler o seu texto, mas não como um todo e as partes não ficaram ligadas. Desejo-lhe boa sorte.

  36. Gustavo Castro Araujo
    1 de junho de 2017

    O primeiro terço do conto tem uma pegada intimista bastante interessante, um certo devaneio pessoal em que o narrador/personagem analisa os próprios atos em um amplo espectro, uma tomada geral de sua vida. A partir do trecho “Venha Bob, venha, querido”, a narrativa muda, abordando-se algo que está acontecendo. A análise dá lugar a uma história que flerta com o terror – e em alguns momentos consegue chocar”, como quando a criança sofre com os golpes na cabeça – o que é explicado pelo diálogo ensandecido que o protagonista trava com o javali (ou seria consigo mesmo?). Creio que o conto funcionaria melhor se o autor não o tivesse separado dessa forma. Apesar de eu normalmente preferir abordagens psicológicas, achei que os 2/3 finais ficaram melhores. Ou seja, se o 1/3 inicial fosse suprimido, o conto ganharia força pela unidade de pensamento. De todo modo, não dá para dizer que está mal escrito. As ideias estão aí, bem concebidas, retratando a mente perturbada de um assassino. Talvez por isso seja difícil digerir o texto.

  37. Jose bandeira de mello
    1 de junho de 2017

    Esse eh um conto que tinha que vir com manual de instruçoes, pois confesso que sou muito ignorante para uma plena compreensao da mensagem que o autor pretendeu passar. Evidentemente trata-se de um escritor que tem vocabulario, senso de concordancia, e conhecimento de pontuaçao. Mas sinceramente paro por ae. Nao vou arriscar analisar o pouco que entendi ate porque, pode e deve estar errado. De todo modo, congratulo-me com o autor e envio-lhe um forte abraço.

  38. angst447
    1 de junho de 2017

    Olá, autor, como vai?
    O título do conto é bem sucinto – temos um homem solitário aqui.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado – a imagem foi trabalhada com seus elementos – javali, homem, clima denso.
    Há alguns erros que escaparam da sua revisão, como vírgulas e ” do óculo” no lugar de “dos óculos” – a não ser que esteja falando de uma lente só, mas acho que não foi o caso.
    O enredo é bem intrincado, dá voltas e voltas e parece não sair muito do lugar. O sujeito é um solitário, um eremita que segue com o seu javali, assustando as pessoas. O começo do conto ficou bem claro, sem problemas, depois desembestou e perdeu as rédeas da linha do raciocínio. Foi demais para mim, sinto muito, mas fiquei tonta e confusa. Por enquanto, este é o conto que, acredito, causará mais polêmica. Ser ou não ser compreendido? Eis a questão aqui.
    No entanto, nota-se a habilidade no manuseio das palavras. O problema é a organização das ideias para que se tornem inteligíveis para o leitor. Arriscou demais, autor.
    Boa sorte!

  39. Neusa Maria Fontolan
    1 de junho de 2017

    Que doideira é essa? Talvez um homem, ou um médico,com duas personalidades ou três, já que a mala se apresenta como um ser animado no final. Bom… fiquemos nas duas, um mata o outro cura.
    parabéns pela escrita
    um abraço

  40. Marco Aurélio Saraiva
    1 de junho de 2017

    A minha indagação sobre este desafio continua: será que javalis tem algo a ver com cogumelos alucinógenos?

    ===TRAMA===

    Não entendi nada. No início consegui visualizar bem o homem andando com o seu javali de “estimação”, vendo o susto nos rostos das pessoas, e ignorando-as por completo. Consegui imaginá-lo muito bem, e comecei a pensar no Javali como uma metáfora para um “outro eu” do personagem, uma personalidade diferente, um animal que contemos em todos nós, mas que ele o exibe com orgulho para o mundo ver.

    só que, a partir do quarto parágrafo, começa a loucura, e daí não entendi mais nada. E olha que eu tentei ein!

    ===TÉCNICA===

    Você parece escrever bem, como se fosse um amigo das palavras. Você as conhece muito bem, e as usa de forma natural. O problema aqui é que todo o conto me parece um grande “brainstorm”, como se você tivesse fechado o olho e, em cinco minutos, escrevesse tudo o que pensou sobre o conto de uma vez.

    Por isso estes contos saem assim, com ideias intercaladas, como pensamentos soltos, separados por vírgulas ou pontos. Assim. Um de cada vez. Palavras soltas, com certo sentido, mas nem tanto. Informação visual, mas pouco desenvolvimento. E um pouco de loucura.

    Parágrafos assim são até interessantes, quando usados com parcimônia. Ler o conto inteiro desta forma cansa e tira a atenção do leitor.

    ===SALDO===

    Negativo, pela trama estranha (ou inexistente?) e pela técnica confusa.

  41. Evelyn Postali
    31 de maio de 2017

    Oi, Vertente,
    Gramática – Tem algumas vírgulas fora de lugar. Isso trava um pouco a leitura, mas não tanto quanto a construção de determinadas frases muito longas. Os parágrafos longos também pararam a minha leitura porque parágrafos longos pedem frases curtas para que a leitura flua um pouco melhor.
    Criatividade – Eu não entendi quem era realmente ele. Uma hora pareceu um homem comum, outra hora, alguém de outro mundo, um fantasma, uma lembrança, ou alguém muito diferente. Alguém que ceifa a vida das pessoas ou apenas um mensageiro; sei lá. Lá pelo meio do texto eu me perdi.
    Adequação ao tema proposto – Está adequado ao tema.
    Emoção – Não provocou em mim emoções, talvez porque depois de certa altura da leitura eu já não sabia mais o propósito da coisa toda.
    Enredo – Então… Eu perdi o fio da meada. O rolinho da lá fugiu de mim na metade do conto e eu não consegui ligar muito bem as partes.
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  42. Vitor De Lerbo
    31 de maio de 2017

    Nos primeiros parágrafos, vemos um homem sábio, vivido. Depois, nos deparamos com um homem extremamente carente e nada lúcido. Se a intenção foi transmitir para o leitor a confusão mental desse homem e como suas atitudes e pensamentos mudam repentinamente, isso foi feito com sucesso.

    Senti que o conto perdeu força lá pro meio. Não sei se por conta das frases e parágrafos longos ou se foi porque não temos um real vislumbre do que está se passando “na realidade”.

    Boa sorte!

  43. Milton Meier Junior
    30 de maio de 2017

    parágrafos longos, frases desconexas, diálogos internos que não fazem muito sentido e um enredo pouco esclarecedor tornaram a leitura desse conto bastante trabalhosa e depois de um certo tempo enfadonha. melhor sorte da próxima vez.

  44. Sabrina Dalbelo
    29 de maio de 2017

    Olá autor(a)

    O entendimento é uma questão muito particular mesmo.
    O seu conto é extremamente lírico. Por ser bastante regado de “pensamentos do narrador”, pode confundir um pouco. Além disso, cansar.
    Ele não é aberto, ele é, em si, formado por pensamentos e eles nos levam a qualquer lugar.
    O que quero dizer é que tu não contaste uma história (não há enredo), mas chamaste o leitor para o mundo das ideias, das divagações.
    Isso é ruim? Não, de forma nenhuma.
    Eu não li os comentários dos outros (só leio depois de terminar o meu), mas veja o que entendi, porque foi assim que a história se revelou pra mim: a história trata da vida dos personagens da imagem do desafio: o homem e o javali.
    O homem seria um marginal, talvez mendigo, talvez um solitário. O javali, de cara feia e – o homem jura – coração manso, mesmo que um elemento a afastar as pessoas ainda mais, seria seu único amigo.
    Veja, isso é lindo!
    Foi criativo, pecou no enredo, mas foi.

    Um abraço,

  45. Lee Rodrigues
    29 de maio de 2017

    Poxa, Vertente, eu falhei com o seu conto, porque a compreensão dele está além do meu entendimento.

    Parece se tratar de delírios, onde talvez o Javali nem exista literalmente, seja criação de um mente perturba, quiçá oprimida por espíritos.

    Entendo que esse frenesi de ações tenha sido intencional, afinal, parece ser “ele falando com ele mesmo”, mas mesmo levando em conta a provável intenção, a narrativa não segue fluida, precisei retornar em alguns momentos, o que fez o texto parecer maior do que realmente é.

    Todas as vírgulas que faltaram no meu conto estão no seu rs

  46. Sick Mind
    28 de maio de 2017

    Parágrafos longos são cansativos, principalmente no inicio de qualquer texto. As muitas observações entre parênteses nem precisavam de parênteses. Fluxo de pensamento nunca me atraiu, mas no início do conto estava legal acompanhar o narrador. Porém, lá no sexto parágrafo, quando ele começa a conversar com o javali, a coisa foi ficando progressivamente confusa, até que no final do conto eu já não estava entendendo mta coisa.

  47. Jorge Santos
    27 de maio de 2017

    Conto extremamente confuso e com frases mal construídas. Já não é o primeiro que encontro assim e tenho uma teoria sobre este assunto. Os seus autores são bons leitores, que consomem avidamente obras de leitores consagrados. Depois partem para a escrita e tentam escrever com a complexidade dessas mesmas obras. Esquecem-se de que existe um longo processo de maturação. O grande escritor não se faz do dia para a noite. É necessário tempo. A escrita densa e complexa é feita de tal forma que a ideia se consegue passar para o leitor de uma forma mais ou menos imediata. No caso de contos como este, a complexidade existe, mas a ideia do autor é excessivamente inacessível. O leitor, neste caso, opta normalmente por desistir.

  48. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    27 de maio de 2017

    Eis um conto sem pé nem cabeça. Não que os contos não possam ser assim, há uma gama quase infinita de ideias para a imaginação.

    Ora me pareceu que o sujeito puxando o javali era um nômade; depois me pareceu que era um vampiro, e ainda depois algum tipo de curandeiro, que carrega uma maleta que ora me pareceu ser uma espécie de caixa de pandora, para depois me passar a ideia de um chapéu de Merlin ou do tipo do Presto, de onde se tira de um tudo.

    Frases assim deram um nó na minha mente:

    “…o invisível ser das trevas (com luz? Vá entender a humanidade).”

    “Não penso em nenhum momento, mudar de vida.” –> Não pede vírgula.

    “…algumas loucas de pedra que é muito para a minha cabeça de ser humano…”

    “…e ser suplantado em sua dor, acompanhando em ajudar as pessoas que gritam de dor nas madrugadas.”

    “Com as duas condições, direto no cérebro e nos ouvidos com a minha emissão de energia, ou com a minha voz. Melodiosa, quando quer me deixar feliz. Estrondosa, quando sente que a situação irá piorar. Maravilhosa e suave quando sentir o amor transparecer e fluir pelos poros de quem precisamos ajudar.”

    “Você faz ela paga a energia pouca que lhe falta logo depois.”

    Enfim, estou sem saber qual é mesmo o papel desse sujeito e de seu companheiro artiodáctilo. Seriam eles, no fim, não curandeiros, muito menos Merlin, mas sim a morte? Vai saber!

    Parabéns!

  49. Mariana
    24 de maio de 2017

    Um fluxo de pensamento que aponta um homem com sérios problemas de relacionamento social, um outsider. A gramática confusa e as mudanças bruscas, dentro dessa lógica, se justificam. Demorei mais de uma lida para entender o conto, admito. Mas, após deglutir o mesmo, o sabor agridoce que ficou foi agradável.

  50. Ricardo Gnecco Falco
    24 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Alguns erros atrapalharam um pouco a leitura que, pela própria escolha do/a autor/a, se dá de forma já normalmente truncada. Como a história é narrada pelo próprio personagem, as possíveis falhas gramaticais e/ou de revisão também são passíveis da justificativa do proposital, como em: “…meu olhar debaixo do óculo de proteção…”; contudo, cito este por ter sido o que me soou mais dolorido.

    – CRIATIVIDADE
    Confesso sentir não ter alcançado a proposta provavelmente oferecida pelo/a autor/a, mas pareceu-me que o conto destoou dos demais enquadramentos dados para a imagem temática deste Certame e, por isso, julgo que o trabalho foi criativo.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100%. Temos mala, javali e trajes.

    – EMOÇÃO
    Para mim não funcionou muito bem. Não consegui compreender a história em sua totalidade, mas a leitura rendeu-me bons momentos; principalmente nas passagens mais cômicas, como a cena do personagem se irritando e batendo na cabeça (‘cocoruto’, rs!) do moleque chato da porra.

    – ENREDO
    Como disse, não compreendi a história. Creio (e sei que estou errado) tratar-se de algum tipo de anjo ou entidade que, juntamente do javali, leva (a Morte?) ou cura as pessoas que visita.

    *************************************************

  51. Anorkinda Neide
    21 de maio de 2017

    Coitado do solitário, gente… rsrs no finzinho deu uma dó dele…
    Sabe, não gosto destes monólogos de gente doida falando sozinha e projetando em animais ou coisas uns diálogos. Mas vc se saiu bem nesta tarefa antipática pra mim 🙂
    Consegui visualizar tudo, nao sei se entendi tudo..mas vai da minha incapacidade pra este tipo de texto mesmo. Ele era curador e assassino ao mesmo tempo? Curava quem ele achava q merecia?
    Até gostei pq de início achei q era o clichê matar pra salvar a alma, mas nao era só isso… o personagem é complexo e isso é bom.
    Consegui visualizar o javali bem bonzinho, mesmo q atacasse tb, até o javali é complexo. Nao entendi o lance das presas, elas saíam? eram comestíveis? haiuhuia me pareceu.
    Bem, é um texto legal, daqueles q fica na cabeça da gente por um tempo.
    Abração

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .