EntreContos

Detox Literário.

Java 1.7 Linux (Roselaine Hahn)

O alazão atravessou o deserto em desatino galopante. O vento reboja do norte desenhando linhas sinuosas na areia. No desfiladeiro de Mountain Bike, o silverado ultrapassou o mensageiro da morte, que marcha a trote na sombra do porco selvagem de presas afiadas, alheio à areia salpicada no rosto frisado, feito sulcos de terra lavrada.

No saloon, incrustado na paisagem semiárida, a italianada dança a tarantella entremeada de gritinhos débeis. O vinho tinto comanda o ritmo dos casais − batem palmas e saltitam no assoalho de tábuas largas de madeira podre.

O sujeito aleatório encilha o cavalo esgotado na roda de ferro da carroça, jogada ao lado do cocho dos animais. Entra esbaforido na bodega, traz a galope o prenúncio da catástrofe − o aviso de que a besta está a caminho.

O vuco-vuco de pavor nocauteia a animação de alto teor alcoólico, as madeiras soltas do piso são levantadas e revelam o submundo redentor do porão improvisado. Os italianos se jogam para dentro do buraco. As tábuas, que servem de porta ao abrigo, retornam ao lugar de origem. O sujeito perturbado e o cavalo estafado deitaram o cabelo no mesmo rastro de poeira assombrada.

O dono do saloon e o homenzinho de orelhas de abano se prestaram à figuração, a fim de manter a atenção da criatura longe do buraco.

O homem escancara a porta vai-e-vem e adentra no bar escoltado pelo animal. O rosto amarelado de areia, escondido no par de lentes grossas, esquadrinha o boteco: o balcão no fundo do salão, o cheiro fétido dos banheiros, a plateia com cara de paisagem, e as paredes carcomidas enfeitadas de posters de Os embalos de sábado à noite e de George Harrison em trajes de Hare Krishna. Veste um sobretudo em couro, exagero de gabolice do forasteiro, sobretudo por causa do calor dos infernos naquele fim de mundo.

Puxa o escarro das profundezas da garganta, cospe no chão. O cenário pachorrento congela. Cospe de novo. Alonga o pescoço e senta na cadeira rústica que acompanha a mesa idem. O silêncio enjoado é quebrado pelo estalido da maleta de caixeiro viajante repousada em cima da mesa. Abre a maleta, retira o coldre com a pistola e a submetralhadora de coronha estendida; deixa a tiracolo, no espaldar da cadeira, a corrente que mantém sob controle o javali, a máquina de matar que rasgou a jugular do Rei Leão.

A assistência a tudo observa de olhos esbugalhados, ondas de arrepios percorrem em nado sincronizado os ouvintes atentos − estremecem quando ele joga na mesa a artilharia mais pesada: uma cartela de ácido aceltisalicílico.

O dono do saloon coça o bigode e espicha o rabo dos olhos. A senha foi decodificada. Gotículas de suor brotaram em meio às espinhas na testa do baixinho.

− Se-nhor, la-lamento, não pode animais no bar. Por fa-vor….dá pra deixar o leitãozinho na rua?  

O homem cospe no chão; radiografa o atendente de cima a baixo. O javali soltou um grunhido, ou um arruar, conforme consta nos anais da enciclopédia Barsa Google.

− Ora, ora, ora, não basta ser uma titica de homem, ainda tem de usar ridículas calças esmaga-colhões.

Malvado que se preze diz o que bem entende, quando bem entende, doa a quem doer, e sem o kkkkkkk no final. O homenzinho estica as pupilas ao alto, pede ajuda ao universo, o forro de pinus impede a visão do cosmos.

− Escuta, sujeitinho, eu não faço favores, e não ofenda o Java 1.7 Linux, ele tá faminto pra rodar o programa guisado de baixote.

O homem retirou os óculos de Mad Max, e então o homenzinho enxergou, nos grandes olhos negros, corpos mutilados nos genocídios da malha fina, rostos agonizantes diante do carnê-leão. Ele viu, no olhar glacial da peste, torturas monstruosas para abocanhar os rendimentos sujeitos à tributação exclusiva e os ganhos de capital. Não foi à toa que o pai de santo lhe garantiu, mediante a quantia módica de duzentas patacas, da mediunidade avançada.

− Traga-me o melhor vinho – ordena o homem de voz nasalada.

O pequenino chispou para atender ao pedido. No umbral dos colonos, do outro lado do tabuado, os gringos se espremem em meio à terra vermelha e esterco de galinha – sussurram, entre gemidos de pânico:

“Tira a mão daí!”, “Coloca o celular no silencioso, seu puto!”.

No balcão, o dono do saloon prepara a bandeja e despacha o baixinho num coice com o coturno embarrado. Ele retorna à mesa todo encorpado, tal qual o vinho xexelento na garrafa sem rótulo.

− Senta aí, beba comigo.

− Obrigado senhor, não bebo em serviço – disse mirando a fera sentada como um cão e rosnando feito o mesmo.

− Senta!

Ele sentou. O javali se aquietou, esticou as fuças para o key user; recebeu afagos na pelagem dura.

− Amigo, procuro por italianos sonegadores de impostos, ouvi dizer que estão nessa região, sabe se esses porcos estão por aqui? − O homem, por algum motivo obscuro, sentiu uma nesga de afeição pelo homenzinho.

− Olha, por aqui têm caucasianos, húngaros, bolcheviques e até uns argentinos que juram que são europeus, mas italiano não tem não.

− E quem é o dono dessa joça?

− É o de bigodão e sombrero no balcão, o meu patrão.

O homem saca do bolso o Marlboro e a caixa de fósforos, traga a nicotina e esbafora a fumaça na velocidade lesmenta, espreme os olhos na ânsia de quem vai devorar o mundo. Joga a bagana no chão e a esmaga com a sola da bota, cospe em cima, ajeita os óculos de soldador  − tem o dom de fingir-se de pessoa ocupada.

− Amiguinho, Imagine.

O que senhor?

−“Imagine todas as pessoas vivendo para o hoje, imagine não existir países, nada pelo que matar ou morrer, e nenhuma religião também, imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz”.

Ele também sacou. Conhecia o trololó, o estranho teclou contra o c contra o v; sorriu amarelo e esticou o dedinho em direção ao George na parede; o homem à sua frente balança a cabeça em sinal negativo, levanta-se, chuta a cadeira, puxa a pistola do coldre, caminha contando os passos até o meio do saloon e acerta em cheio a pleura do mexicano, que tomba à frente do balcão. O estalo dos joelhos se dobrando, e a costelas despencando no chão, são a sonoplastia que sobrou de uma vida repleta de perfeitos ruídos: os mariachis, o croc-croc dos nachos e o bordão do Chaves – “isso, isso, isso”.

O pequeno homem se conteve para não estalar aplausos nos bracinhos miúdos. O patrão era um escroto.

− Diga, orelha de dumbo, onde fica a adega?

Ele estica o dedinho trêmulo ao amontoado de madeiras toscas para o novo patrão. O homem futrica na vitrola e nos vinis empilhados, serve-se de vinho e uma dose de tequila ao subordinado.

Na horizontal, no andar de baixo, seis corpos se prestam apenas a respirar e a rezar em pose de estátua. Na vertical, no andar de cima, o homem brada de caneca em punho:

− Dance pra mim, amiguinho.

Aponta ao centro do salão, o amiguinho obedece, meio tonto da bebida. As botas de duendes saltitam ora cá, ora acolá, ergue os bracinhos, os tacos das botas castigam o piso amadeirado. O homem acompanha o ritmo batendo a palma das mãos, o baixinho imita o gesto − dá pulinhos, alterna mãos na cintura e batida de mãos. Riem risadas esquisitas, se embebedam e cantam qualquer coisa que ninguém entende; parece que os dois foram feitos um para o outro. Parece.

O homem levanta o braço da vitrola. A tarantella se cala. Pega o bicho pela corrente.  O miúdo engole as sobras da risada.

− Continue!

Ele não consegue sair do lugar, as pernas dez-pras-duas bambeiam; o forasteiro alcança a submetralhadora da cadeira e aponta à cabeça do nanico.

− Dance!

Ele dançou. Reza proteção ao ogum júnior.

− Mais forte!

Os tacos da bota gaguejam no assoalho pregado. O animal se lança na direção do homenzinho aterrorizado, para no caminho. Enfia as fuças nas frestas do assoalho, escarafuncha o chão com o nariz de porco selvagem.

− Pule aqui onde está o Java, mais forte, mexa-se!

Ele se mexeu, as tábuas soltas também. Os dois pares de olhos se encontram. O baixinho suplica ao retrato de George pregado na parede: “John Lennon do céu, me ajude!”.

− Se-nhor, e a paz no mundo?

− Foda-se!

#abalacomeu. A submetralhadora alvejou, como pipocas estourando no micro-ondas, o assoalho podre, silenciando a exagerada alegria dos italianos. A cena brutal de rostos gélidos, olhos petrificados na eternidade, corpos empapados de sangue engolidos pela terra vermelha, e estátuas que não precisam mais se fingir de mortas, emoldura o quadro da chacina. O bodum do sangue derramado se espalha em labaredas contorcidas pelos buracos do tabuado − agora não vão mais declarar despesas médicas inexistentes no imposto de renda.  

O homem entorta o pescoço e crava uma bala no cartaz de Os embalos de sábado à noite.

− Tô de saco cheio de festas retrô.

O homenzinho, que havia corrido até um canto do salão, se desmancha em suor e lágrimas, plasmado em posição de passarinho encolhido. O homem volta à mesa, amarra o javali na cadeira, alisa o pelo do bichano, bate o dedo de graveto nos fundilhos da carteira de cigarros, traga o pito, solta a fumaça em rodelinhas ao alto.

− Pequeno grande homem…

A voz viaja em eco, dado a distância entre os dois.

− Eu vou te dar uma grande oportunidade, e veja bem, só faço isso pra quem tenho apreço e consideração, ou seja, ninguém. O meu bichinho tá faminto, então me diga, há mais algum sonegador escondido nesta espelunca?

O choro do baixinho é comovente. O dono do javali range os dentes de incisivo acavalado. Detesta ver homem chorando, nem pequeno, nem grande, de tamanho nenhum.

− Nã-o, não tem, eu juro!

− Sei. Não chore criança, você vai se acostumar com a dor, todo mundo se acostuma.

A besta soltou a besta fera da corrente. O Java 1.7 Linux acessou o programa estraçalhar sonegador disfarçado de isento da declaração.

O grito de desespero se esfarelou, junto com os dentes amarelados, quando o javali arrancou um naco da boca dele; contorceu-se em espasmos e urros diante das presas cravadas na bolita esverdeada − o sangue jorrou em cascata da fenda aberta, estalando de pavor a órbita do outro olho.

O homem beberica o vinho, com cólicas de júbilo, refestelado na cadeira, enquanto o seu pupilo se serve do banquete; anojou-se quando ele cravou as presas na barriga, deixando à mostra as tripas do intestino e pedaços do salame ingerido na festa dos colonos. O tiro de misericórdia foi dado pelo canino em forma de foice, que dilacerou o pescoço. O glutão exibe o troféu sacudindo em frenesi o corpo abatido, feito um touro bravo.

O homem mau recolhe o arsenal, dá a última cuspida, pega a cartela de aspirina, arremete um punhado goela abaixo e rumina entre pigarros:

− Que bosta de vinho.

Dá de mão na corrente do javali e atravessam a porta do saloon sem olhar para trás.

…………………………………….

Texto atualizado em 25/06/2017

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79 comentários em “Java 1.7 Linux (Roselaine Hahn)

  1. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Java 1.7 Linux (Hakuna Matata)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: tem sim, ao seu estranho modo.

    ASPECTOS TÉCNICOS: um dos textos mais desvairados desse desafio. A mistura doida de WestWorld com referências pop, como Um Drink no Inferno, vai para o extremo oposto ao conto “brasilianista” que li anteriormente. Não que isso seja vantagem deste ou demérito daquele. Mas, aqui, pela técnica do inesperado e pela amoralidade, a narrativa deixou uma impressão mais duradoura.

    EFEITO: uma viagem de LSD do autor. Em alguns momentos, uma bad trip para o leitor.

  2. Wilson Barros
    22 de junho de 2017

    As imagens alucinantes do começo pressagiam o que está por vir. O western, mas uma vez relembrando o Gustavo, é um assunto sempre muito vendável, lembre-se da Amazon. Ainda mais quando é bem escrito assim, com categoria. O termo “calças esmaga-colhões” ficou ótimo, um neologismo que retrata muito bem o pensamento do pistoleiro macho pra caramba. Todo o conto é um humor negro, esquisito, originalíssimo e estilizado. Realmente foi muito divertido, um javali cibernético, que parece viver ora em um mundo virtual, ora real. Muito Pulp, muito tarantino, tarantella.

  3. Wilson Barros
    22 de junho de 2017

    Conto em diálogos, divertido, cômico mesmo, totalmente ao estilo de Luiz Fernando Veríssimo. A sacada das heranças de classe no final foi boa, deu um toque bem OOP, necessário, no conto. O MVC está perfeito, traição, traidor e banco de traidores divididos em interfaces independentes. Tudo me lembrou as piadas nerd de Baroni:
    “Pena que as embalagens transparentes estragaram a magia dos ovos. Antes, até abri-los, a surpresa era boa e ruim.” (Alguém entendeu?)
    Parabéns, um conto muito inventivo. Ouso dizer que esse desafio foi o mais criativo de todos os tempos.

    • Wilson Barros
      22 de junho de 2017

      Comentário errado, de outro conto, desculpe, rsrs

  4. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Hakuna Matata,
    Foi um pouco difícil compreender o seu texto. Foram muitas informações cruzadas indo para todos os lados ao longo da narrativa. Tinha até letra de música dos beatles, misturada com nomes de programas e com referências a imposto de renda. Isso tudo acabou atrapalhando muito na hora de entender o que estava acontecendo.
    Achei que você conseguiu inserir na sua história a imagem que serve de tema para o nosso desafio, mas senti que os personagens da imagem estão na narrativa apenas porque têm de estar. Não vi muito nexo em o cara ser um caçador de recompensas e andar com um javali de estimação. Se bem que, pensando agora, o javali e o cara usando sobretudo de couro podem ser mais uma das muitas referências que você usou no seu texto. Bem, se foi isso mesmo, parabéns! Heheheheh Funcionou!
    Infelizmente não sou exatamente o público certo para o seu texto, mas não há dúvida de que você se adequou ao tema do desafio.
    Boa sorte no desafio!
    Um abraço

  5. Felipe Moreira
    22 de junho de 2017

    Caramba, quanta coisa pra se lembrar. Tem muitas referências, elementos da cultura pop e etc. Parece uma confusão sem caminho, até que se chega a um destino. Está muito bem escrito. O que era pra ser engraçado não me fez rir, mas valeu a leitura, ou a tentativa do autor. Dá pra encontrar vários temas do entrecontos neste único trabalho. haha

    Parabéns e boa sorte no desafio.

  6. Andreza Araujo
    21 de junho de 2017

    Pode me chamar de ranzinza, mas achei as tentativas de humor bem falhas. Foram criativas, são a cereja do seu conto, talvez, mas eu só consegui revirar os olhos a cada piadinha sem graça. Esse tipo de humor pastelão pra mim só tira o foco da história, há quem goste, não é o meu caso. Claro que isto é apenas minha visão enquanto leitora, não diz nada quanto à qualidade da escrita. Por outro lado, ler textos no presente me incomodam demais. Então percebe-se que terminar a leitura foi algo quase doloroso pra mim. Sobre o enredo em si, é certamente muito criativo. Essa mistura de faroeste com italianos e cobrador de impostos foi uma salada pra lá de interessante.

  7. Bia Machado
    21 de junho de 2017

    Desenvolvimento: Desenvolvimento louco, Hakuna, confessa que tomou LSD ao som de Lucy in the Sky with Diamonds, confessa! Eu achei criativo, divertido e uma boa forma de desanuviar um pouco depois da leitura de alguns contos aqui que também me fizeram pedir: “John Lennon do céu, me ajude!”. Mas é um conto do tipo “Ou ama, ou odeia”, sem meio-termo.

    Personagens: Gostei também! Me cativaram, são daqueles que você gostaria de sentar e ouvir Yellow Submarine com eles.

    Emoção: Gostei, divertido! Tenho que agradecer, estava precisando de uma dose de Java 1.7 Linux!
    Tema: Pra mim está adequado, certamente.
    Gramática: (1/1) Se havia não notei, pois não me atrapalharam a leitura.

    Bom trabalho!

    • Bia Machado
      21 de junho de 2017

      Quanto à gramática, corrigindo: *Se havia erros não notei.

  8. Fil Felix
    20 de junho de 2017

    É um conto bastante curioso, pra dizer o mínimo. E também corajoso por narrar no presente e incluir tantas coisas diferentes. Como sou muito fã de realidade virtual e a personificação de programas e sistemas, imaginei toda a cena como um grande anti-vírus em ação. Um grande programa sendo rodado (nesse caso, da Receita) quebrando bloqueios, firewalls, outros sistemas e programas, a fim de derrubar os criminosos, que se revela uma reviravolta ao final. Hackers terroristas? Posso estar bem enganado e a história se revelar algo mais futurista, cheia de glitch e westerniano. Mas gostei da ideia do anti-vírus. Então acho que ficarei com ela! Algumas sacadas são bem interessantes, principalmente os adjetivos, gosto de sentenças mais diretas e agressivas. Também curti algumas referências (as que peguei, claro), como a Imagine All The People, que foi ótima. Em outras partes boiei, mas foi um conto bem divertido.

    • Fil Felix
      20 de junho de 2017

      Ah, não posso esquecer do LSD. Deu um tom mais colorido e até surreal, podendo levar à outras interpretações. Sempre bom dar um rolê de bike!

  9. Pedro Luna
    20 de junho de 2017

    Gostei desse western moderno. Até aqui, foi o conto que teve melhor escrita. A trama, não achei tão forte, mas ela sobrevive muito bem nas cenas divertidas e bem construídas. O conto tem esse efeito estranho. Passagens até simples, como: “O homem cospe no chão; radiografa o atendente de cima a baixo” me fizeram rir e gostar. A violência também caiu bem, e como tive pena do personagem pequeninho, sofrendo bullying o conto inteiro. kk É como um filme louco e alucinado. Gostei.

  10. Matheus Pacheco
    19 de junho de 2017

    Tá ai cara, um conto muito bom, por algum motivo eu não curti muito, mas é defeito meu eu juro, mas eu não tiro seu mérito porque o conto está “Animal”… hehe.
    Só houve uma coisa que me desagradou, a blasfemia contra Lord Harrison Ford, e seu intocavel nome.
    Bom conto e um abração ao autor.

  11. Sabrina Dalbelo
    18 de junho de 2017

    Olá autor(a),

    Seu conto é bom, na medida em que é extremamente original.
    A sacada western, com a possibilidade de tudo não passar de um programa de computador caçador de sonegadores, tipo “malha fina”, é bastante criativa.
    Entretanto (desculpa, mas há entretantos), eu fiquei presa à narrativa mais porque só assim eu entenderia o enredo, do que propriamente porque o enredo me conquistou.
    Eu acredito que a quantidade excessiva de adjetivos e as idas e vindas no informatiquês – provavelmente isso – fizeram o conto me perder um pouco.
    Mas, olha, reforço, o conto é muito criativo e super animado, além de estar bem escrito.
    Lembrou-me a atmosfera do filme “um drink no inferno”.
    Parabéns!

  12. Gustavo Araujo
    16 de junho de 2017

    Muito bom o conto. Essa pegada tarantinesca veio bem a calhar aqui no desafio, um bálsamo de criatividade e de fuga aos clichês, pontuada por frases desconcertantes, daqueles que deixam a gente pensando “caralho, como é que eu não pensei nisso?” Sério, admiro muito quem consegue escrever desse jeito, com ironia, sarcasmo, fazendo graça com as nossas desgraças, dando o recado. Claro que a gente consegue perceber a fonte de inspiração (só faltou a voz do Christoph Waltz narrando o conto), mas isso, em vez de diminuir o impacto só o torna mais forte. Transformar o protagonista num coletor de impostos, ou melhor, num fiscal, foi fantástico. Fico imaginando o que um servidor da Receita pensaria do seu conto… Outra: ambientar tudo num cenário de faroeste-espaguete conseguiu deixar o conto ainda melhor, com um suspense inesperado mas bem vindo. Enfim, gostei bastante da irreverência e da criatividade acima da média. Parabéns!

    • Hakuna Matata
      17 de junho de 2017

      Hakuna Matata agradece e reverencia o chefe da gang. Só não se emocione, eu sei que o Sr. não declarou à Receita os quinhões ganhos na venda de bestsellers. Fique esperto, tem muita gente “boa” que morava em Brasília e passou a residir em Curitiba.

  13. Raian Moreira
    16 de junho de 2017

    Os diálogos estavam um pouquinho forçados a meu ver, mas estão naturais. Sou de T.I, e achei bem legal o titulo, ficou bem chamativo para todos.
    Uma apologia politica ao anarquismo ? isso mesmo ? otimo, #livremercado meu bem. Gosto de easter-eggs, e seu texto não falta.
    Passa um clima futurista e ao mesmo tempo retrô, cumpre a proposta.
    A ideia do caçador de recompensas com seu javali destruidor de programas num velho-oeste futurista distópico foi excelente.
    Lembrei do clipe “The Angel And The Gambler” do Iron Maiden, muito legal mesmo. Vou ate salvar aqui para ler mais vezes;

  14. Evandro Furtado
    16 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: Um western futurista com personagens clichês que funcionam. O autor ainda toma a liberdade de inserir coisas novas e esse balanço entre tradição e inovação funciona.

    C: O uso de pronomes e de apelidos às vezes dificulta a compreensão da história. O leitor precisa para e lembrar que personagem é qual, e isso nem sempre fica claro.

    F: A narrativa satírica em terceira pessoa é primorosa. Há apenas alguns pontos que poderiam ser corrigidos, em particular buscar uma uniformidade nos tempos verbais já que, em alguns momenos, passado e presente são usados na mesma sentença.

  15. Givago Domingues Thimoti
    15 de junho de 2017

    Adequação ao tema proposto: Bem adequado
    Criatividade: Alta
    Emoção: O impacto foi médio.
    Enredo: O conto poderia ter sido menos confuso. Acredito que as referências à cultura pop saturaram o texto. O ponto positivo desta história foi que o autor, mesmo no meio de tanta confusão, conseguiu achar o final.
    Gramática: Não notei nenhum erro.

  16. Wender Lemes
    14 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: por incrível que pareça, dentro de toda a loucura que é esse conto, há um fio condutor, uma sombra de lógica que organiza os eventos. O estilo é ousado, flertando com o cotidiano por um viés muito incomum (e é nele, no cotidiano, que se esconde nosso vestígio racional). Sonegadores fazem sentido em qualquer universo.

    Aspectos subjetivos: acho que não preciso nem me prolongar na questão da criatividade nesse conto. O absurdo nos cerca por todos os lados, mas é um absurdo calculado, lapidado, esculpido em carrara – ou cuspido e escarrado. Falando em saliva, o cuspe do protagonista foi um dos pontos mais irritantes, frente ao carisma inquestionável associado a ele. Pumba, em sua ausência analítica, foi um belo personagem também.

    Compreensão geral: fiquei com vontade de me aventurar em algo no estilo Matrix após ler esse conto. É isso que representou para mim: uma quebra na realidade comum em prol de um universo mutável de acordo com a perspectiva, conforme sugere o final. E que venham mais pílulas vermelhas, ou aspirinas.

    Parabéns e boa sorte.

  17. Marco Aurélio Saraiva
    13 de junho de 2017

    ===TRAMA===

    Uma estranha comédia. Todas as referências à cultura pop acabaram tornando difícil situar em que lugar no tempo a história se passava… mas depois entendi que era um trabalho inútil: ao invés de tentar situar a história, só li e curti o texto.

    Há um enredo, é claro. O homem entra, mata todo mundo dizendo que era cobrador de impostos, e daí vai embora, revelando-se um caçador de recompensas. Agora, o que os pobres coitados do saloon fizeram de errado, jamais saberemos (será que sonegavam imposto mesmo? Isso tornaria ele, deveras, um fiscal de impostos… na versão mais violenta).

    Como não há explicação de nada direito, nem aprofundamento nos personagens como o homem com o javali ou o servente baixinho, a trama perde um pouco.

    Aliás, todo o conto é uma homenagem à clássica e memorável cena inicial de Bastardos Inglórios. Como todo o conto faz diversas alusões á cultura pop, a trama não poderia ser diferente.

    ===TÉCNICA===

    Excelente, com algumas ressalvas. O texto apresenta alguma confusão no tempo da narrativa (hora descrita no presente, hora no passado). Há alguns erros de digitação também, mas estes são pequenos e não têm muita importância.

    Tirando estes detalhes acima, sua escrita é muito bela. Há um tom único, autoral, cheio de personalidade. Algumas frases são muto sagazes. Gostei da leitura!

    ===SALDO===

    Médio. Técnica boa, mas com algumas confusões, e a trama é, no mínimo, rasa. Dá para notar a intenção da comédia, mas ela morre no meio de tanta maldade do vilão e na confusão com as referências pop.

  18. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Um emaranhado de frases desconexas, mas que no final pareceu um roteiro coordenado. Com muitas frases de efeito e descontrole na função de ordenar um conto, conseguiu mesmo assim. É um verdadeiro achado de morte com alegria, melhor dizendo, morte com humor e terror acoplado e definido pelo Pumba. Aula de grosseria na escrita, bem definida ao final.

    • Hakuna Matata
      17 de junho de 2017

      Sr. Medici, agradeço a leitura, mas saiba que o Xerife aqui sou eu. Estou, nesse exato momento, vasculhando a sua declaração de impostos.

      • Cilas Medi
        20 de junho de 2017

        Não declaro a mais de 10 anos….sem renda suficiente….

  19. maziveblog
    13 de junho de 2017

    Caro autor,
    Esse caçador de recompensas deixa muito a desejar. Os assassinos profissionais não têm cerimónias ao matar. Não lhes interessa o sofrimento alheio. Querem apenas fazer seu trabalho e ganhar dinheiro.

    • Hakuna Matata
      17 de junho de 2017

      Sr blog, gostei da recomendação. Estou nesse exato momento vasculhando a sua declaração de impostos. Saiba que dessa vez não farei cerimônias.

  20. M. A. Thompson
    11 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: sim.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): boa, nada que comprometesse a leitura.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): denota um(a) autor(a) estudada, seguro(a) da sua escrita a ponto de dar sentido a N referências sem se perder.

    * Enredo (coerência, criatividade): muito bom, está de parabéns.

    De modo geral foi um bom conto e valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  21. Sick Mind
    10 de junho de 2017

    Que viagem… mtas referências, mtos elementos, acontecimentos surreais, mta criatividade, adequado ao tema, um pouco de cibercultura em algumas expressões (“kkkkk”, “#abalacomeu”, “java 1.7 linux”, “rodar programa…”) e ainda toca em alguns temas, como a sonegação de imposto por italianos (máfia, talvez), dentro de um cenário western mas com aquela pegada Sphaghetti… É um texto para quem tem um mínimo de referências sobre diversas coisas.
    Se ao final tudo tivesse acontecido dentro de um ambiente de realidade virtual, teria ficado um sci-fi mto incomum.
    Mas mesmo assim, tenho que dizer que o texto só me fisgou lá pela metade. O início até cria uma ambientação intrigante, apesar de mtas palavras que quase ninguém usa e que podiam ser trocada por sinônimos mais comuns.
    Achei estranho que, durante a presença do protagonista no saloon, nenhum outro personagem desenvolve qualquer coisa na história, isso me deu a impressão de que o protagonista era mais um usuário diante de um computador, do que alguém interagindo fisicamente com outras pessoas. E pensar assim é quase plausível, quase…
    O antepenúltimo parágrafo deu um anticlímax inesperado.

  22. Claudia Roberta Angst
    9 de junho de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título brinca com a semelhança do substantivo “javali” com o nome do programa Java. Dá a impressão que leremos algo futurístico. Impressão minha, claro.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado, inclusive com um javali invejoso do Baby.
    Alguns detalhes escaparam da sua revisão. Cuidado com a troca de tempos verbais. Nada que tenha travado a leitura.
    O enredo é bem surreal, parecendo que alguém abriu a represa de referências e o texto foi inundado por elas. O ritmo tornou-se alucinante, difícil de se acompanhar em algumas passagens. Precisei tomar fôlego para ver se oxigenava o cérebro e entendia melhor o que estava se passando.
    O que se faz notar neste conto é o entusiasmo do autor ao narrar a sua história, revelando sua habilidade em formar imagens e encaixar tantas referências em um texto só. Calma, amiguinho, precisa respirar de vez em quando. Já tentou meditação? Eu já e… bom deixa pra lá.
    Boa sorte!

    • Hakuna Matata
      11 de junho de 2017

      Sra. ANGST, agradeço as recomendações, mas o Java 1.7 ficou ANGUSTIADO com elas. Acho bom a sra. não frequentar bares e saloons.

  23. Iris Franco
    8 de junho de 2017

    Olá, tudo bem?

    Primeiramente, li o seu nome e a música logo veio na cabeça…kkkkkkkkkk.

    Olha, achei seu conto muito bom, entretanto, não gostei muito das referências.

    A sua descrição estava muito real, muito boa! Só que, na hora que ia me empolgando com o texto, vinha um Pumba, Smigle ou etc.

    Isso tirou um pouco do brilho do seu texto.

    A gramática perfeita, o jeito que escreveu a história, o final…tudo perfeito!

    Mas este detalhe, tirou um pouco do brilho.

  24. Gilson Raimundo
    6 de junho de 2017

    Conto eletrizante, a escrita faz a gente tentar ler de um único fôlego. No fim o caçador do imposto de renda era só um cara em busca de vingança pessoal. Um texto bem criativo apesar que o excesso de referências principalmente na primeira parte desanimou bastante.

  25. Lee Rodrigues
    5 de junho de 2017

    Olá, caro autor!

    Antes, deixe-me desabafar, é que estou meio que me sentido a “fruta estragada do cesto”, e não quero azedar o seu balaio.

    Mas, sabe, apesar de captar bem as críticas implícitas, achei que as referências ofuscaram seu texto, sobrecarregaram. Elas tiraram a maior parte da beleza do cenário construído. Eu gostei muito do início, da imagem cuidadosa que você esculpiu.

    Tem um conto nesse certame, que ele já começa “pastelão”, e tá cheio de referências, bem “trash” mesmo, mas ele segue na linha que ele escolheu, não há alternância de voz na narrativa. E referência não é problema, eu gosto, desde que ela não fale mais do que seu enredo.

    • Hakuna Matata
      11 de junho de 2017

      Sra. Lee Osvald Rodrigues, agradeço as recomendações, mas saiba que eu sei o que a Sra. fez na declaração do imposto do ano passado.

  26. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    3 de junho de 2017

    Criativo, e de um humor extravagante. O protagonista é um cínico, o que se harmonizou com ambiente do saloon. Está bem escrito, de uma forma que exige suores para se compor, ainda mais pelas referências e tudo o mais, o que demonstra forte capacidade em criar histórias. Mas este tipo de história tem algo que a torna um tanto fraca e, não digo exagerada, mas com o tendão de Aquiles à mostra: é a figura de “fodão” do protagonista, que ninguém ousa enfrentar e que consegue se impor eficazmente onde quer que chegue. Bem, está certo que ele tem um javali mortífero como companheiro, e uma arma pujante dentro da maleta, mas uma hora ou outra alguém há de querer enfrentá-lo, e foi o que faltou nessa história, um pouco de desafio ao protagonista. Foi tudo muito fácil. Mas, afora isso, é um ótimo conto.

    Parabéns!

  27. Fernando Cyrino
    3 de junho de 2017

    uau, que conto! Excelente narrativa, envolveu-me totalmente. Bastante humor interessantíssimas citações e uma ironia fina que me encantou. Parabéns. Claro que lembrou Quentin Tarantino, apesar de explicitamente não estar citado, acho se tratar de um belo de um fã dele. Bem, nada mais a dizer, excelente história. Bravo! Parabéns.

    • Hakuna Matata
      11 de junho de 2017

      Sr. Cyryno de Bergerac, fui Assistente de Produção de Tarantino, na verdade, tudo o que ele sabe aprendeu comigo, e nem me deu os créditos, ingrato!

  28. Marcelo Milani
    2 de junho de 2017

    kkkk morte aos mão de vaca. Ótima ambientação de velho oeste com cultura pop, eu me diverti lendo. Grande abraço e sucesso.

  29. Marcelo Milani
    2 de junho de 2017

    É, a bala comeu kkkk. Gostei do Javali instalando terror e mais ainda saber que os Italianos pão duros sofreram kkk (ótima sátira). Você usou muito de citações da cultura pop inclusive fazendo contraste com seu velho oeste ficcional.
    Ótimo conto – Sucesso!

  30. Eduardo Selga
    2 de junho de 2017

    Não tenho dúvidas de que o presente conto estará bem posicionado ao fim do desafio. E isso se dará muito em função de ele ser uma narrativa midiatizada, ou seja, não obstante situar-se no âmbito da Literatura, que supostamente para alguns está acima dos pobres mortais, trabalha com categorias muito aplaudidas pela indústria cultural nos mais diversos meios midiáticos, significando, portanto, que a Literatura representada por esse conto está ao rés do chão. Talvez até demais.

    Uma dessas categorias é o uso do parodístico, que se reflete aqui no uso, por intermédio das referências, de narrativas já existentes, com dois efeitos simultâneos: o primeiro, mais imediato, sugere uma “subversão” dessas narrativas, por causa de supostas ridicularização e crítica; o segundo, nem sempre visível, é oposto ao primeiro: convalida as narrativas-mãe exatamente em função do riso provocado. É mais ou menos como nos desenhos animados: quando ríamos do Coiote porque uma bomba explodia em suas mãos na tentativa de capturar o Papa-Léguas, aceitávamos implicitamente a violência narrada. Assim é que, no conto, a chacina perpetrada pelo protagonista não tem a dramaticidade da chacina por causa das sucessivas paródias do texto que desembocam na matança. Achamos até engraçado.

    O conto se concentra na referenciação ao midiaticamente valorizado, ao tornado famoso por causa da mídia e não necessariamente em função de sua qualidade artística. Aliás, a indústria cultural desconhece a essência da arte, tem para ela um sorriso cínico: o que lhe interessa é o que temos aqui, a distração que provoca esvaziamento.

    Alguns dos personagens parodiados: John Lennon, Tarantino (sim, a indústria cultural os transformou de pessoas em “personagens reais”) e Pumba (Disney). Eles ao mesmo tempo esvaziam e enriquecem a narrativa. No primeiro caso, as referências “chupam” o enredo, de tal modo que o texto se transforma num desfile de situações e de personagens midiáticos. No segundo caso, o enriquecimento se dá a partir do conceito estreito de que literatura é exclusivamente entretenimento: eles divertem.

    Outro ponto importante que esse conto suscita: o hábil domínio das ferramentas da narrativa ficcional faz com que o construto textual seja literatura? Noutras palavras, se eu sei criar uma estória cativante, isso faz de meu conto um texto literário?

    Não necessariamente, acredito. Tentando fazer uma comparação, é como se pelo fato de determinado soldado ser habilíssimo com o uso de suas armas ele fosse considerado um policial exemplar. Ora, uma coisa até pode estar inclusa na outra, mas a excelência não é apenas o domínio ferramental, porquanto literatura não é apenas entretenimento (de novo?!), e sim uma possibilidade de construção de um mundo real que seja outro, diferente deste. E as gargalhadas paródicas não o construirão. Ao contrário, funcionam como pintura e rejunte.

    • Hakuna Matata
      11 de junho de 2017

      Mestre Selga, talvez a tela de Java 1.7 seja mais do que referências pop, cada leitor usa a “pele em que habita” para a interpretação da leitura (desculpa aí, não posso perder as referências, rsrs). Saindo da moldura de Java 1.7, ou do rejunte e reboco, a imaginação do autor e leitor pode ultrapassar um mundo midiatizado e se concentrar nas motivações do protagonista da história. E se a paisagem semiárida da narrativa fosse um espelho da mente doentio do vilão? E se a referência aos gringos ou colonos, e a popular generalização de que são mãos-de-vaca, fosse a representação da escassez, da pobreza emocional do malvado? Talvez ainda o Java 1.7 fosse o alter ego de seu dono – ele tinha acidez no estômago derivado da inveja da felicidade do Baby o Porquinho, assim como o homem sentia da felicidade dos italianos, povo de sua progenitora, representado pela sede de vingança e morte; e se o homenzinho fosse a representação da infância do homem mau, o desejo de ferir a sua própria criança. E se John Lennon também não estivesse ao léu no contexto, ele bem que poderia ser a metáfora da negação a Deus. Enfim, reminiscências tardias, pois Java 1.7 foi concebido como um exercício da comédia non sense, o autor se divertiu muito e nem ele mesmo sabia dessas coisas que estavam ocultas no texto. Acho que o autor deveria ler Freud. Au Revoir Shoshanna!

  31. Victor Finkler Lachowski
    1 de junho de 2017

    Um conto divertido, apresenta a imagem de maneira criativa e o enredo em si é original. Bem escrito, diverte o leitor com suas sátiras à cultura pop.
    A ideia do caçador de recompensas com seu javali destruidor de programas num velho-oeste futurista distópico foi excelente. Uma ótima narrativa que segura o leitor.
    Parabéns pelo conto,
    Abraço.

  32. Rubem Cabral
    1 de junho de 2017

    Olá, Hakuna Matata.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    O conto tem todos os elementos da imagem-tema: homem encasacado, óculos, mala, javali na corrente.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O texto está bem escrito. Contudo, há alguma variação temporal e pequenos problemas de pontuação: “Escuta sujeitinho…”.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    O conto é bem desenvolvido, os diálogos estão bons, tem boas descrições, muito humor e faz bom uso de metáforas e referências modernas.

    Enredo (coerência, criatividade):
    O enredo é muito divertido. Suposto cobrador de impostos está à caça de sonegadores contando com o precioso auxílio de seu javali-executor-de-programas. Há mil referências divertidas, feito os italianos dos western-spaghetti, os pôsteres, a letra da música “Imagine”, etc.
    Há uma pequena falha de coerência ao se identificar ácido acetilsalicílico (aspirina) como um antiácido. Em verdade, aspirina, se não for do tipo tamponada, é bastante agressiva ao estômago, e só pioraria a azia do caçador de recompensas.

    Obrigado pela leitura e boa sorte no desafio!

    • Hakuna Matata
      2 de junho de 2017

      Olá Rubem, agradeço a leitura e comentários pertinentes, só esclarecendo: o vilão tomou ácido acetilsalicílico devido dores de cabeça, o vinho era uma bosta; quem tem acidez no estômago é o Java 1.7, ele morre de inveja do Baby O porquinho.

      • Rubem Cabral
        2 de junho de 2017

        Olá, Hakuna.

        Mas não foi o que o texto indicou: “O homem mau recolhe o arsenal, dá a última cuspida, pega a cartela de antiácidos, arremete um punhado goela abaixo e rumina entre pigarros:

        − Que bosta de vinho.”

        A única cartela de comprimidos até então citada fora a de aspirina, daí a minha confusão. De qq forma, isso não atrapalhou em nada; foi só algo que eu vi para que você acertasse na versão final do seu conto.

        Abraços!

  33. Fheluany Nogueira
    31 de maio de 2017

    Uma sátira ao estilo Tarantino, um enredo bem simples (quase um quadro) em meio a uma enxurrada de alusões e cenas engraçadas, até clichês no cinema. A linguagem é inventiva, dinâmica, rica, a imagem-tema está bem colocada, então é só esperar o resultado final.

    Parabéns pela participação e abraços!

  34. Catarina
    31 de maio de 2017

    É por contos como este, título inédito, INÍCIO galopante e caótica TRADUÇÃO DA IMAGEM que eu sou uma feliz leitora do Entre Contos. Arrancou minha primeira gargalhada aqui. Não se enganem com a profusão de referências, pois o controle do autor sobre a trama e vocabulário é total. Mantem a rédea curta no estilo, cada palavra doida no seu quadrado, ado, ado, ado. Nada a enxugar, tudo tem função de existir.
    EFEITO fã de carteirinha. Fundando torcida organizada.

    • Hakuna Matata
      11 de junho de 2017

      Sra. Santa Catarina, que bom que gostou. Abri a Fanpage “Java 1.7 O Grande” e coloquei a Sra. como Administradora.

  35. Afonso Elva
    30 de maio de 2017

    Bom conto, gostei do estilo da narrativa, apesar de alguns parágrafos estarem bem confusos… (talvez por excesso de tiradas curtas) As referências caíram bem em alguns momento, em outros, nem tanto, como as “orelhas de Smeagol” por exemplo. Au revoir, Shosanna!
    Forte Abraço 😉

  36. Ricardo Gnecco Falco
    30 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Poucos erros, embora tenha sido difícil a leitura, mas por outros motivos. O principal, devido ao fluxo criativo do/a autor/a, que é muito rápido e temos que literalmente correr atrás do que ele/ela está querendo dizer com esta e/ou aquela referência; por sinal todas ótimas.

    – CRIATIVIDADE
    Muito boa. O bom humor aqui casou perfeitamente com a narração em tempo presente (que eu, particularmente, adoro).

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100% adequado. Temos trajes, homem, óculos, mala e java.

    – EMOÇÃO
    Mediana. O bom humor é a chave de ligação do leitor com a trama. Um super vilão também ajudou bastante a trama a ficar mais interessante.

    – ENREDO
    Bem feito. Começo, meio e fim bem delineados e desenvolvidos. O final não teve nenhuma grande reviravolta, mas funcionou para culminar um desfecho inevitável. Tarantino iria gostar deste trabalho. 😉

    *************************************************

  37. Iolandinha Pinheiro
    30 de maio de 2017

    Que conto mais doido. Encontrei muitas referências aos filmes do Tarantino, especialmente Django Livre, Bastardos Inglórios e Os oito odiados, e mais muitas outras mais pulverizadas. O conto todo parece um comercial do refrigerante teen, tem um humor sofisticado, e uma criatividade pouco vista em desafios. Mil pontos por estas coisas. Mas chega uma hora em que o que é brilhante começa a virar figurinha repetida, e enquanto abundam as referência, falta de enredo. A história toda se resume à vinda de um caçador de recompensa que vem atrás dos italianos, sob a alegação falsa de que é cobrador de impostos, e à cena do saloon onde a ação inteira se desenrola. Se é bom? Sim. Bom, engraçado e muito criativo, mas com um enredo que deixa a desejar. O javali Pumba ficou meio no limbo, como em muitos outros textos. Mesmo assim, um conto que chegou arregaçando no desafio. Acho que nem preciso desejar sorte.

    • Hakuna Matata
      11 de junho de 2017

      Dona Iolandinha, agradeço os comentários, mas saiba que eu sei que a Sra. não declarou à Receita o Triplex na praia do Jericoacoara. Fique ligada.

      • PURO VODU, o chateado
        24 de junho de 2017

        Agora que vi tua resposta ao meu comentário, guria. Deixa eu te falar uma coisa. Voltei aqui para reler o teu conto, e com mais tempo e paciência, ele melhorou demais. É muita ideia para uma cabeça só. Gostei, ri, fiz as imagens na cabeça. Ainda nesta segunda leitura eu tive dificuldade para detectar quem estava praticando determinadas ações, em algumas passagens, ou talvez eu não a minha cabeça que seja avacalhada demais para precisar de mais pistas para entender cada detalhe. Fica aqui um abraço para vc e minha admiração. Fiz a declaração sim. Nunca vou ser perseguida pelo teu assassino, rs.

  38. Anorkinda Neide
    28 de maio de 2017

    E ae, tchê! de porto alegre, acertei ou acertei?!
    🙂
    ‘deitar o cabelo’, ‘futricar’ e ‘guisado’, nao pode ser outra coisa q nao um gaucho da cidade.
    Buenas, engraçadíssimo!
    Bem escrito, acredito eu e se tem algumas pontas q nao se encaixam, não perturba muito pq a gente compra a historia mesmo assim.. hehe
    A cena dos ‘estatuas’ debaixo do assoalho foi bem legal!
    Preferia que o cara malévolo fosse realmente cobrador de impostos, o final embaralhou e nao agradou, pelo visto.
    Geralmente isto acontece qd nos apegamos aos personagens, dae ficamos botando defeito no final dos contos 😛
    Parabens pela verve! abração

    • Anorkinda Neide
      28 de maio de 2017

      Baita de um charlatão.. hehe mais uma expressao gaúcha

      • Hakuna Matata
        11 de junho de 2017

        Você acha que eu sou do Sul? Bem capaz!

  39. Antonio Stegues Batista
    27 de maio de 2017

    O conto tem um enredo simples, caçador de recompensa tendo por companheiro um javali. Podia ser outro animal qualquer, acho que o texto foi adaptado para se adequar à imagem tema, mas isso não o invalida, foi uma boa ideia. A linguagem é engraçada, muito bem escrita e inventiva. Não é uma grande história, mas o texto é bom por ser incomum, embora alguns trechos sejam maçantes por excesso de referências.

  40. Roselaine Hahn
    27 de maio de 2017

    Kkkk, ri litros desse conto. Alguém aqui comentou da referência a Bastardos Inglórios, vi muito Tarantino na história, a papagaiada de Imagine e a chacina na sequência. A trama poderia ser contada no passado, de qualquer forma não prejudicou a fluidez da narrativa. Ah, tb o final explicadinho, já que foi mostrado ao longo do texto, talvez tenha sido uma opção do autor para justificar a vingança do homem mau contra os italianos. Parabéns! Go ahead, sorte no desafio.

  41. Jorge Santos
    27 de maio de 2017

    Conto perfeito, rico de pormenores. Desenvolve-se como uma cena de um western recheado de referências a diversos filmes e músicas. A narrativa flui com ritmo, a ironia é constante. O próprio nome é uma metáfora do universo dos computadores e aumenta ainda mais o surrealismo patente na história. Java 1.7 Linux é-me familiar. Mas eu sou mais PHP 7.0 Linux. O autor perceberá o trocadilho.

  42. Olisomar Pires
    26 de maio de 2017

    1. Tema: adequação presente.

    2, Criatividade: Muito boa. Bandoleiro e assassino com viés cômico aterroriza todos num bar.

    3. Enredo: É uma trama simples, porém, bem contada. As partes do conto se ajustam e criam o ambiente pretendido.

    Inevitável mencionar as “tiradas” cômicas, talvez sejam o ponto alto do texto. Há várias.

    4. Escrita: Boa, leitura muito dinâmica com um ritmo forte.

    Um texto bastante divertido.

    5. Impacto: alto.

    Como leitor, aprecio os lances rápidos e claros, sem necessidade de consultas a manuais complicados.

    Esse conto é quase como se fosse um quadro que fala.

    Parabéns !

  43. Brian Oliveira Lancaster
    26 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Caramba, que viagem! Difícil de acompanhar, mas interessante mesmo assim. Os protagonistas estão ali, sempre presentes, numa estranha mistura de cyberpunk, faroeste e non sense.
    G: Queria ter me apegado mais à história. Que mundo era esse? Uma espécie de jogo online? Por que ele procurava especificamente italianos? Se a temática era realmente unir mundos distintos, a meu ver, precisava do “guia” – coisas que guiam o leitor em histórias e filmes, como a busca por armas especiais, portais ou mesmo sábios. Fiquei com a sensação de que o protagonista entrou em um portal, foi parar num planeta estranho ao estilo “O Quinto Elemento” e voltou para sua nave de nome FarWest, acompanhado de um Javali cibernético. O tema é vingança. Mas deixou muitos porquês não respondidos, apesar da excelente atmosfera.
    O: A escrita é rápida e eficiente, mas notei certas trocas de tempos verbais inconstantes. É um belo “mashup”, mas faltou a mocinha do Inception para nos guiar.

    • Hakuna Matata
      11 de junho de 2017

      Olá Sra. Brian Burt Lancaster, os “muitos porquês” o Sr. terá que explicar à Receita Federal. Eu sei o que o Sr. fez na declaração do ano passado. E aquela doação à Santa Casa de Misericórdia? Desde quando comentarista do EC doa alguma coisa? Nem nota.

  44. Luis Guilherme
    25 de maio de 2017

    Uau, que contaço!

    Adorei! Gostei das referências, da linguagem divertida, palavras escolhidas com esmero, o enredo é bom e prende, existe uma dose de sadismo regada a bom humor.

    Enfim, belo conto!

    Nao notei problemas gramaticais ou estruturais.

    A situação toda me lembrou a cena inicial de bastardos inglórios.

    Você sabe o que tá fazendo. Um dos meus preferidos ate agora.

    Parabéns e boa sorte!

  45. Jowilton Amaral da Costa
    25 de maio de 2017

    Achei o conto médio. Algumas construções de frases atravancaram a fluidez da leitura em alguns momentos. Tem partes divertidas, no entanto, achei que a maioria das piadas foram bem forçadas. Achei bacana o forasteiro ser um fiscal do imposto de renda e a estória ser meio que um faroeste. São ideias bastante originais. Não percebi erros de gramática. Boa sorte.

  46. juliana calafange da costa ribeiro
    24 de maio de 2017

    Gostei muito do conto. Gosto dessas histórias malucas. Seu conto parece um roteiro de filme. Uma coisa que notei é que o texto começa com a voz narrando no presente, depois indo pra voz no passado e no final retorna ao tempo de agora. Não sei se foi proposital. O fato é que me diverti muito com a leitura. O texto é muito bem humorado, descontraído, moderno. Dá pra visualizar cada cena, a expressão dos personagens, vc constrói isso muito bem. Não cheguei a ser tomada de muita emoção, mas gostei da construção do seu enredo, o título é muito instigante e criativo, não vi erros de revisão, e finalmente entendi o sentido da palavra “arruar”. Só mesmo juntando com “javali” na Barsa Google pra descobrir. Obrigada por isso! Rsrs É mesmo um dos contos mais bem construídos que li até agora. Parabéns!

  47. Leo Jardim
    24 de maio de 2017

    Java 1.7 Linux (Hakuna Matata)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): meio nonsense a ambientação criada, mas recheada de ironia. A trama não era o mais importante no conto, tanto que a reviravolta no final foi dita pelo narrador. Ainda assim, um texto divertido de ler.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): um texto com várias tiradas irônicas e referências, algumas muito bem sacadas. O tempo verbal da narração me incomodou tanto que quase deu vontade de parar de ler algumas vezes. A narração no presente é bem mais complicada e funciona melhor para roteiro que para um conto. E, em diversos momentos ainda, o verbo ficou no passado, gerando uma sensação muito estranha na leitura. Se aceita meu conselho, prefira escrever contos com verbos no pretérito.

    💡 Criatividade (⭐⭐⭐): não há de se negar o quanto criativo foi a ambientação e os personagens.

    🎯 Tema (⭐⭐): a imagem-tema bem retratada no protagonista e o javali com relevância na trama.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): nesse quesito eu costumo deixar o lado pessoal falar bem mais alto que nos demais. Algumas tiradas cômicas me tiraram um sorriso, mas a maioria não me divertiu tanto. Infelizmente, não sei exatamente o motivo, talvez por causa do tempo verbal ou pela confusão na ambientação, não consegui aproveitar o conto por completo. O final explicativo também não me agradou.

  48. Priscila Pereira
    24 de maio de 2017

    Oi Hakuna, que texto maluco… esquisito, mas bem interessante. Gostei das metáforas, dos jogos de palavras, das maluquices em geral…
    Está bem escrito, você conseguiu conduzir calmamente todo o caos do texto. Parabéns e boa sorte!

  49. Neusa Maria Fontolan
    24 de maio de 2017

    Que maluquice, meu! Eu sou uma que não entendeu como se deveria, porém foi divertido ler essa loucura. Até parei de colocar o kkkkkkkkkkk no final dos meus comentários! Tá doido sô!
    Está bem escrito
    O enredo deve estar bom, eu que não pesquei o todo.
    Um abraço

  50. Olá, Hakuna,
    Tudo bem?
    Você fez escolhas arriscadas ao apresentar este conto no desafio. Escolheu escrever uma comédia, no tempo presente e sobre um tema um tanto quanto “indigesto”.
    O famigerado Imposto de Renda. Famigerado lembra e se encaixa, aliás, muito bem na cena a que sua narrativa nos remete. O Velho Oeste. Cheio de referências um pouco menos antigas à música, ao cinema, enfim, mas ainda assim o que enxergamos (ao menos eu) é uma espécie de “Saloon” onde as cenas correm junto às piadas freneticamente. Imagino que você tenha tido a ideia ao declarar (ou ver alguém declarando) o seu IR anual. As datas coincidem (rsrsrs) Durante um bom tempo, creio, quando eu ler em meu notebook que a atualização do java é necessária, lembrarei de você. Mas não sei se o tema é para todos os públicos. Daí o primeiro risco de suas escolas.
    Porém, quem aqui está procurando por facilidades, não é?
    Outra de suas opções foi a narrativa com o verbo no tempo presente. Algo que, por algum motivo, culturalmente, não é tão usual em língua portuguesa. Então, talvez por isso, você escorrega em alguns momentos para o pretérito. Nada que uma boa revisão não resolva.
    Quanto à comédia em si. Você criou um texto dinâmico. Me senti correndo a seu lado, tentando acompanhar seu raciocínio. Mas me diverti muito na jornada.
    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  51. Vitor De Lerbo
    24 de maio de 2017

    O conto é cômico e o autor claramente tem um ótimo senso de humor – e coragem para utilizá-lo em piadas nem tão compreensíveis para todos os públicos.

    O único porém é que praticamente não há respiro entre os momentos cômicos. Se esse conto fosse um daqueles seriados com risadas gravadas disparadas em piadas, o riso se estenderia ao longo de todo o texto. Certas tiradas, que são ótimas, teriam muito mais destaque se não fossem precedidas e sucedidas por outras piadas nem tão engraçadas assim.

    Quanto ao texto, ele é bom, mas por vezes há a mistura do tempo presente com o passado.

    O enredo me remeteu à cena inicial de Bastardos Inglórios, e isso é um baita elogio.

    Boa sorte!

  52. Evelyn Postali
    23 de maio de 2017

    Oi, Hakuna Matata,
    Gramática – Eu ri, mas tem uns ‘passados’ misturados ao presente. Reveja.
    Criatividade – Eu ri muito e não tem como não rir. A cada frase, a cada colocação estapafúrdia, encantei-me mais ainda com as ideias brotando sabe-se lá de onde.
    Adequação ao tema proposto – Eu ri demais e está totalmente adequado ao tema.
    Emoção – Eu continuo rindo e tadinho dos italianos e do homenzinho de orelhas de dumbo! Isso não se faz! É bullying!
    Enredo – Eu ri do começo ao fim e tenho certeza de que todos vão elogiar seu texto.
    Parabéns pelo conto!
    Boa sorte no desafio.
    Abraços!

    • Hakuna Matata
      11 de junho de 2017

      Sra. Evelyn Cartão Postal, lamento informar que o seu riso irá para as cucuias, quando a Sra. for chamada para explicar a sonegação da compra do Triplex em Antônio Prado.

      • Sabrina Dalbelo
        18 de junho de 2017

        hahahahahhahahha

        e a criatividade bem-humorada continua!

  53. Elisa Ribeiro
    23 de maio de 2017

    Olá Hakuna Matata. Criatividade é o forte do seu conto. O modo de narrar destacou seus talentos como escritor – ritmo, fluência, agilidade, referências sedutoras – mas acabou encobrindo o enredo. Ou seja, sua exuberância como narrador acabou ofuscando a história. É um bom trabalho, entretanto, com um aproveitamento muito bom do tema do desafio. Boa sorte!

  54. Ana Monteiro
    22 de maio de 2017

    Olá Hakuna. Uma história difícil de comentar. Difícil para mim. Fico-me então pelas linhas de crítica delineadas: Gramática e ortografia – sem ressalvas; Criatividade – imensa; adequação ao tema proposto – sem dúvida; Emoção – presente; Enredo – estranho. Tem algumas tiradas ótimas e referências inteligentes. Não tenho como sugerir melhorias, penso que o conto cumpre a proposta do autor perante si mesmo e é um género que tem público e seguidores. Que mais se pode pedir? Boa sorte.

  55. Milton Meier Junior
    22 de maio de 2017

    Bem divertido o conto. Tem umas tiradas muito boas. Passa um clima futurista e ao mesmo tempo retrô (embora o personagem esteja de “saco cheio de festas retrô”). Engraçado e criativo. Parabéns.

  56. Fabio Baptista
    22 de maio de 2017

    Comecei torcendo o nariz por causa da narração no presente. Sempre faço isso. Mas tenho impressão que é mais uma questão de costume. Esse tipo de narrativa não é ruim, este texto prova isso, mas gera certo estranhamento no início (afinal, 99% das narrações são no passado).

    Bom, o conto é muito divertido, tem ótimas tiradas e muitas referências (passou até um pouco da conta aqui, para o meu gosto). Só fiquei com impressão de que se estendeu mais do que deveria, principalmente ali no meio. Perdeu um pouco do encantamento e as tiradas já não tiveram o mesmo impacto. Em determinado momento pensei “o que esse cara tá fazendo aí mesmo?”… tipo, a trama ficou bem em segundo plano.

    Mas foi um bom trabalho, de bastante criatividade, sem dúvida.

    – iguais a do Sméagol do Senhor dos Anéis
    >>> kkkkkkkkkkk

    – Veste um sobretudo / sobretudo por causa
    >>>> Poderia ter evitado essa repetição

    – e sem o kkkkkkk no final
    >>> kkkkkkkkkkkk [2]

    – O homem retirou os óculos de Mad Max
    >>> Então… o problema de narrar no presente é esse. Mais cedo ou mais tarde, acabamos retornando ao passado.

    Abraço!

  57. Mariana
    20 de maio de 2017

    Western spaghetti futurista!!!! Sério, genial. Não tem nem muito o que dizer não, sei lá, morte aos sonegadores de impostos!

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .