EntreContos

Literatura que desafia.

Java 1.7 Linux (Hakuna Matata)

O alazão atravessa o deserto em desatino galopante. O vento reboja do norte desenhando linhas sinuosas na areia. No desfiladeiro de Mountain Bike, o silverado ultrapassa o mensageiro da morte, que marcha a trote na sombra do porco selvagem de presas afiadas, alheio à areia salpicada no rosto frisado, feito sulcos de terra lavrada.

No saloon, encrustado na paisagem semiárida, a italianada dança a tarantella entremeada de gritinhos débeis. O vinho tinto comanda o ritmo dos casais − batem palmas e saltitam no assoalho de tábuas largas de madeira podre.

O sujeito aleatório encilha o cavalo esgotado na roda de ferro da carroça, jogada ao lado do cocho dos animais. Entra esbaforido na bodega, traz a galope o prenúncio da catástrofe − o aviso de que a besta está a caminho.

O vuco-vuco de pavor nocauteia a animação de alto teor alcóolico, as madeiras soltas do piso são levantadas e revelam o submundo redentor do porão improvisado. Os italianos se jogam para dentro do buraco. As tábuas, que servem de porta ao abrigo, retornam ao lugar de origem. O sujeito perturbado e o cavalo estafado deitaram o cabelo no mesmo rastro de poeira assombrada.

O dono do saloon e o homenzinho de orelhas de abano, iguais a do Sméagol do Senhor dos Anéis, se prestaram à figuração a fim de manter a atenção da criatura longe do buraco.

O homem escancara a porta vai-e-vem e adentra no bar escoltado pelo animal. O rosto amarelado de areia, escondido no par de lentes grossas, esquadrinha o boteco: o balcão no fundo do salão, o cheiro fétido dos banheiros, a plateia com cara de paisagem, e as paredes carcomidas enfeitadas de posters de Os embalos de sábado à noite e de George Harrison em trajes de Hare Krishna. Veste um sobretudo em couro, exagero de gabolice do forasteiro, sobretudo por causa do calor dos infernos naquele fim de mundo.

Puxa o escarro das profundezas da garganta, cospe no chão. O cenário pachorrento congela. Cospe de novo. Alonga o pescoço e senta na cadeira rústica que acompanha a mesa idem. O silêncio enjoado é quebrado pelo estalido da maleta de caixeiro viajante repousada em cima da mesa. Abre a maleta, retira o coldre com a pistola e a submetralhadora de coronha estendida; deixa a tiracolo, no espaldar da cadeira, a corrente que mantém sob controle o javali, a máquina de matar que rasgou a jugular do Rei Leão.

A assistência a tudo observa de olhos esbugalhados, ondas de arrepios percorrem em nado sincronizado os ouvintes atentos − estremecem quando ele joga na mesa a artilharia mais pesada: uma cartela de ácido acetilsalicílico.

O dono do saloon coça o bigode e espicha o rabo dos olhos. A senha foi decodificada. Gotículas de suor brotaram em meio às espinhas na testa do baixinho.

− Se-nhor, la-lamento, não pode animais no bar. Por fa-vor….dá pra deixar o leitãozinho na rua?  

O homem cospe no chão; radiografa o atendente de cima a baixo. O javali soltou um grunhido, ou um arruar, conforme consta nos anais da enciclopédia Barsa Google.

− Ora, ora, ora, não basta ser uma titica de homem, ainda tem de usar ridículas calças esmaga-colhões.

Malvado que se preze diz o que bem entende, quando bem entende, doa a quem doer, e sem o kkkkkkk no final. O homenzinho estica as pupilas ao alto, pede ajuda ao universo, o forro de pinus impede a visão do cosmos.

− Escuta sujeitinho, eu não faço favores, e não ofenda o Java 1.7 Linux, ele tá faminto pra rodar o programa guisado de baixote.

O homem retirou os óculos de Mad Max, e então o homenzinho enxergou nos grandes olhos negros, corpos mutilados nos genocídios da malha fina, rostos agonizantes diante do carnê-leão. Ele viu, no olhar glacial da peste, torturas monstruosas para abocanhar os rendimentos sujeitos à tributação exclusiva e os ganhos de capital. Não foi à toa que o pai de santo lhe garantiu, mediante a quantia módica de duzentas patacas, da mediunidade avançada.

− Traga-me o melhor vinho – ordena o homem de voz nasalada.

O pequenino chispou para atender ao pedido. No umbral dos colonos, do outro lado do tabuado, os gringos se espremem em meio à terra vermelha e esterco de galinha – sussurram, entre gemidos de pânico:

“Tira a mão daí!”, “Coloca o celular no silencioso, seu puto!”.

No balcão, o dono do saloon prepara a bandeja e despacha o baixinho num coice com o coturno embarrado. Ele retorna à mesa todo encorpado, tal qual o vinho xexelento na garrafa sem rótulo.

− Senta aí, beba comigo.

− Obrigado senhor, não bebo em serviço – disse mirando a fera sentada como um cão e rosnando feito o mesmo.

− Senta!

Ele sentou. O javali se aquietou, esticou as fuças para o key user; recebeu afagos na pelagem dura.

− Amigo, procuro por italianos sonegadores de impostos, ouvi dizer que estão nessa região, sabe se esses porcos estão por aqui? − O homem, por algum motivo obscuro, sentiu uma nesga de afeição pelo homenzinho.

− Olha, por aqui têm caucasianos, húngaros, bolcheviques, e até uns argentinos que juram que são europeus, mas italiano não tem não.

O javali cochilou, estava nem aí para o blá-blá-blá dos dois. Na verdade, odeia as frescuras da Disney de animais sentirem emoções. Mentira. Ele não admite que a acidez no estômago provenha da inveja que sente da felicidade do Baby o porquinho.

− E quem é o dono dessa joça?

− É o de bigodão e sombrero no balcão, o meu patrão.

O homem saca do bolso o Marlboro e a caixa de fósforos, traga a nicotina e esbafora a fumaça na velocidade lesmenta, espreme os olhos na ânsia de quem vai devorar o mundo. Joga a bagana no chão e a esmaga com a sola da bota, cospe em cima, ajeita os óculos de soldador  − tem o dom de fingir-se de pessoa ocupada.

− Amiguinho, Imagine.

O que senhor?

−“Imagine todas as pessoas vivendo para o hoje, imagine não existir países, nada pelo que matar ou morrer, e nenhuma religião também, imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz”.

Ele também sacou. O estranho teclou contra o c contra o v. Conhecia o trololó − era letra de música. Sorri amarelo e estica o dedinho em direção ao George na parede; o homem à sua frente balança a cabeça em sinal negativo, levanta-se, chuta a cadeira, puxa a pistola do coldre, caminha contando os passos até o meio do saloon e acerta em cheio a pleura do mexicano, que tomba à frente do balcão. O estalo dos joelhos se dobrando, e a costelas despencando no chão, são a sonoplastia que sobrou de uma vida repleta de perfeitos ruídos: os mariachis, o croc-croc dos nachos e o bordão do Chaves – “isso, isso, isso”.

O pequeno homem se conteve para não estalar aplausos nos bracinhos miúdos. O patrão era um escroto.

− Diga, orelha de dumbo, onde fica a adega?

Ele estica o dedinho trêmulo ao amontoado de madeiras toscas para o novo patrão. O homem futrica na vitrola e nos vinis empilhados, serve-se de vinho e uma dose de tequila ao subordinado.

Na horizontal, no andar de baixo, seis corpos se prestam apenas a respirar e a rezar em pose de estátua. Na vertical, no andar de cima, o homem brada de caneca em punho:

− Dance pra mim, amiguinho.

Aponta ao centro do salão, o amiguinho obedece, meio tonto da bebida. As botas de duendes saltitam ora cá, ora acolá, ergue os bracinhos, os tacos das botas castigam o piso amadeirado. O homem acompanha o ritmo batendo a palma das mãos, o baixinho imita o gesto − dá pulinhos, alterna mãos na cintura e batida de mãos. Riem risadas esquisitas, se embebedam e cantam qualquer coisa que ninguém entende; parece que os dois foram feitos um para o outro. Parece.

O homem levanta o braço da vitrola. A tarantella se cala. Pega o bicho pela corrente.  O miúdo engole as sobras da risada.

− Continue!

Ele não consegue sair do lugar, as pernas dez-pras-duas bambeiam; o forasteiro alcança a submetralhadora da cadeira e aponta à cabeça do nanico.

− Dance!

Ele dançou. Reza proteção ao ogum júnior.

− Mais forte!

O taco da bota gagueja no assoalho pregado. O animal se lança na direção do homenzinho aterrorizado, para no caminho. Enfia as fuças nas frestas do assoalho, escarafuncha o chão com o nariz de porco selvagem.

− Pule aqui onde está o Java, mais forte, mexa-se!

Ele se mexeu, as tábuas soltas também. Os dois pares de olhos se encontram. O baixinho suplica ao retrato de George pregado na parede: “John Lennon do céu, me ajude!”.

− Se-nhor, e a paz no mundo?

− Foda-se!

#abalacomeu. A submetralhadora alvejou, como pipocas estourando no micro-ondas, o assoalho podre, silenciando a exagerada alegria dos italianos. A cena brutal de rostos gélidos, olhos petrificados na eternidade, corpos empapados de sangue engolidos pela terra vermelha, e estátuas que não precisam mais se fingir de mortas, emoldura o quadro da chacina. O bodum do sangue derramado se espalha em labaredas contorcidas pelos buracos do tabuado − agora não vão mais declarar despesas médicas inexistentes no imposto de renda.  

O homem entorta o pescoço e crava uma bala no cartaz de Os embalos de sábado à noite.

− Tô de saco cheio de festas retrô.

O homenzinho, que havia corrido até um canto do salão, se desmancha em suor e lágrimas, plasmado em posição de passarinho encolhido. O homem volta à mesa, amarra o javali na cadeira, alisa o pelo do bichano, bate o dedo de graveto nos fundilhos da carteira de cigarros, traga o pito, solta a fumaça em rodelinhas ao alto.

− Pequeno grande homem…

A voz viaja em eco, dado a distância entre os dois.

− Eu vou te dar uma grande oportunidade, e veja bem, só faço isso pra quem tenho apreço e consideração, ou seja, ninguém. O meu bichinho tá faminto, então me diga, há mais algum sonegador escondido nesta espelunca?

O choro do baixinho é comovente. O dono do javali range os dentes de incisivo acavalado. Detesta ver homem chorando, nem pequeno, nem grande, de tamanho nenhum.

− Nã-o, não tem, eu juro!

− Sei. Não chore criança, você vai se acostumar com a dor, todo mundo se acostuma.

A besta soltou a besta fera da corrente. O Java 1.7 Linux acessou o programa estraçalhar sonegador disfarçado de isento da declaração. O grito de desespero se esfarelou, junto com os dentes amarelados, quando o javali arrancou um naco da boca dele; se contorceu em espasmos e urros diante das presas cravadas na bolita esverdeada − o sangue jorrou em cascata da fenda aberta, estalando de pavor a órbita do outro olho.

O homem beberica o vinho, com cólicas de jubilo, refestelado na cadeira, enquanto o seu pupilo se serve do banquete; se anojou quando ele cravou as presas na barriga, deixando à mostra as tripas do intestino e pedaços do salame ingerido na festa dos colonos. O tiro de misericórdia foi dado pelo canino em forma de foice, que dilacerou o pescoço. O glutão exibe o troféu sacudindo em frenesi o corpo abatido, feito um touro bravo.

O pequenino homem morreu sem saber que o pai de santo era um baita de um charlatão, que George Harrison não era John Lennon, que o nome do javali, na verdade, era Pumba, e que o malvado não era fiscal de impostos. Era um caçador de recompensas, caçador de gente feliz, filho bastardo abandonado pela mãe italiana, um pobre coitado que não mamou no peito.

O homem mau recolhe o arsenal, dá a última cuspida, pega a cartela de antiácidos, arremete um punhado goela abaixo e rumina entre pigarros:

− Que bosta de vinho.

Dá de mão na corrente do javali e atravessam a porta do saloon sem olhar para trás.

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16 comentários em “Java 1.7 Linux (Hakuna Matata)

  1. Olisomar Pires
    26 de maio de 2017

    1. Tema: adequação presente.

    2, Criatividade: Muito boa. Bandoleiro e assassino com viés cômico aterroriza todos num bar.

    3. Enredo: É uma trama simples, porém, bem contada. As partes do conto se ajustam e criam o ambiente pretendido.

    Inevitável mencionar as “tiradas” cômicas, talvez sejam o ponto alto do texto. Há várias.

    4. Escrita: Boa, leitura muito dinâmica com um ritmo forte.

    Um texto bastante divertido.

    5. Impacto: alto.

    Como leitor, aprecio os lances rápidos e claros, sem necessidade de consultas a manuais complicados.

    Esse conto é quase como se fosse um quadro que fala.

    Parabéns !

  2. Brian Oliveira Lancaster
    26 de maio de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: Caramba, que viagem! Difícil de acompanhar, mas interessante mesmo assim. Os protagonistas estão ali, sempre presentes, numa estranha mistura de cyberpunk, faroeste e non sense.
    G: Queria ter me apegado mais à história. Que mundo era esse? Uma espécie de jogo online? Por que ele procurava especificamente italianos? Se a temática era realmente unir mundos distintos, a meu ver, precisava do “guia” – coisas que guiam o leitor em histórias e filmes, como a busca por armas especiais, portais ou mesmo sábios. Fiquei com a sensação de que o protagonista entrou em um portal, foi parar num planeta estranho ao estilo “O Quinto Elemento” e voltou para sua nave de nome FarWest, acompanhado de um Javali cibernético. O tema é vingança. Mas deixou muitos porquês não respondidos, apesar da excelente atmosfera.
    O: A escrita é rápida e eficiente, mas notei certas trocas de tempos verbais inconstantes. É um belo “mashup”, mas faltou a mocinha do Inception para nos guiar.

  3. Luis Guilherme
    25 de maio de 2017

    Uau, que contaço!

    Adorei! Gostei das referências, da linguagem divertida, palavras escolhidas com esmero, o enredo é bom e prende, existe uma dose de sadismo regada a bom humor.

    Enfim, belo conto!

    Nao notei problemas gramaticais ou estruturais.

    A situação toda me lembrou a cena inicial de bastardos inglórios.

    Você sabe o que tá fazendo. Um dos meus preferidos ate agora.

    Parabéns e boa sorte!

  4. Jowilton Amaral da Costa
    25 de maio de 2017

    Achei o conto médio. Algumas construções de frases atravancaram a fluidez da leitura em alguns momentos. Tem partes divertidas, no entanto, achei que a maioria das piadas foram bem forçadas. Achei bacana o forasteiro ser um fiscal do imposto de renda e a estória ser meio que um faroeste. São ideias bastante originais. Não percebi erros de gramática. Boa sorte.

  5. juliana calafange da costa ribeiro
    24 de maio de 2017

    Gostei muito do conto. Gosto dessas histórias malucas. Seu conto parece um roteiro de filme. Uma coisa que notei é que o texto começa com a voz narrando no presente, depois indo pra voz no passado e no final retorna ao tempo de agora. Não sei se foi proposital. O fato é que me diverti muito com a leitura. O texto é muito bem humorado, descontraído, moderno. Dá pra visualizar cada cena, a expressão dos personagens, vc constrói isso muito bem. Não cheguei a ser tomada de muita emoção, mas gostei da construção do seu enredo, o título é muito instigante e criativo, não vi erros de revisão, e finalmente entendi o sentido da palavra “arruar”. Só mesmo juntando com “javali” na Barsa Google pra descobrir. Obrigada por isso! Rsrs É mesmo um dos contos mais bem construídos que li até agora. Parabéns!

  6. Leo Jardim
    24 de maio de 2017

    Java 1.7 Linux (Hakuna Matata)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): meio nonsense a ambientação criada, mas recheada de ironia. A trama não era o mais importante no conto, tanto que a reviravolta no final foi dita pelo narrador. Ainda assim, um texto divertido de ler.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐▫▫): um texto com várias tiradas irônicas e referências, algumas muito bem sacadas. O tempo verbal da narração me incomodou tanto que quase deu vontade de parar de ler algumas vezes. A narração no presente é bem mais complicada e funciona melhor para roteiro que para um conto. E, em diversos momentos ainda, o verbo ficou no passado, gerando uma sensação muito estranha na leitura. Se aceita meu conselho, prefira escrever contos com verbos no pretérito.

    💡 Criatividade (⭐⭐⭐): não há de se negar o quanto criativo foi a ambientação e os personagens.

    🎯 Tema (⭐⭐): a imagem-tema bem retratada no protagonista e o javali com relevância na trama.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): nesse quesito eu costumo deixar o lado pessoal falar bem mais alto que nos demais. Algumas tiradas cômicas me tiraram um sorriso, mas a maioria não me divertiu tanto. Infelizmente, não sei exatamente o motivo, talvez por causa do tempo verbal ou pela confusão na ambientação, não consegui aproveitar o conto por completo. O final explicativo também não me agradou.

  7. Priscila Pereira
    24 de maio de 2017

    Oi Hakuna, que texto maluco… esquisito, mas bem interessante. Gostei das metáforas, dos jogos de palavras, das maluquices em geral…
    Está bem escrito, você conseguiu conduzir calmamente todo o caos do texto. Parabéns e boa sorte!

  8. Neusa Maria Fontolan
    24 de maio de 2017

    Que maluquice, meu! Eu sou uma que não entendeu como se deveria, porém foi divertido ler essa loucura. Até parei de colocar o kkkkkkkkkkk no final dos meus comentários! Tá doido sô!
    Está bem escrito
    O enredo deve estar bom, eu que não pesquei o todo.
    Um abraço

  9. Olá, Hakuna,
    Tudo bem?
    Você fez escolhas arriscadas ao apresentar este conto no desafio. Escolheu escrever uma comédia, no tempo presente e sobre um tema um tanto quanto “indigesto”.
    O famigerado Imposto de Renda. Famigerado lembra e se encaixa, aliás, muito bem na cena a que sua narrativa nos remete. O Velho Oeste. Cheio de referências um pouco menos antigas à música, ao cinema, enfim, mas ainda assim o que enxergamos (ao menos eu) é uma espécie de “Saloon” onde as cenas correm junto às piadas freneticamente. Imagino que você tenha tido a ideia ao declarar (ou ver alguém declarando) o seu IR anual. As datas coincidem (rsrsrs) Durante um bom tempo, creio, quando eu ler em meu notebook que a atualização do java é necessária, lembrarei de você. Mas não sei se o tema é para todos os públicos. Daí o primeiro risco de suas escolas.
    Porém, quem aqui está procurando por facilidades, não é?
    Outra de suas opções foi a narrativa com o verbo no tempo presente. Algo que, por algum motivo, culturalmente, não é tão usual em língua portuguesa. Então, talvez por isso, você escorrega em alguns momentos para o pretérito. Nada que uma boa revisão não resolva.
    Quanto à comédia em si. Você criou um texto dinâmico. Me senti correndo a seu lado, tentando acompanhar seu raciocínio. Mas me diverti muito na jornada.
    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  10. Vitor De Lerbo
    24 de maio de 2017

    O conto é cômico e o autor claramente tem um ótimo senso de humor – e coragem para utilizá-lo em piadas nem tão compreensíveis para todos os públicos.

    O único porém é que praticamente não há respiro entre os momentos cômicos. Se esse conto fosse um daqueles seriados com risadas gravadas disparadas em piadas, o riso se estenderia ao longo de todo o texto. Certas tiradas, que são ótimas, teriam muito mais destaque se não fossem precedidas e sucedidas por outras piadas nem tão engraçadas assim.

    Quanto ao texto, ele é bom, mas por vezes há a mistura do tempo presente com o passado.

    O enredo me remeteu à cena inicial de Bastardos Inglórios, e isso é um baita elogio.

    Boa sorte!

  11. Evelyn Postali
    23 de maio de 2017

    Oi, Hakuna Matata,
    Gramática – Eu ri, mas tem uns ‘passados’ misturados ao presente. Reveja.
    Criatividade – Eu ri muito e não tem como não rir. A cada frase, a cada colocação estapafúrdia, encantei-me mais ainda com as ideias brotando sabe-se lá de onde.
    Adequação ao tema proposto – Eu ri demais e está totalmente adequado ao tema.
    Emoção – Eu continuo rindo e tadinho dos italianos e do homenzinho de orelhas de dumbo! Isso não se faz! É bullying!
    Enredo – Eu ri do começo ao fim e tenho certeza de que todos vão elogiar seu texto.
    Parabéns pelo conto!
    Boa sorte no desafio.
    Abraços!

  12. Elisa Ribeiro
    23 de maio de 2017

    Olá Hakuna Matata. Criatividade é o forte do seu conto. O modo de narrar destacou seus talentos como escritor – ritmo, fluência, agilidade, referências sedutoras – mas acabou encobrindo o enredo. Ou seja, sua exuberância como narrador acabou ofuscando a história. É um bom trabalho, entretanto, com um aproveitamento muito bom do tema do desafio. Boa sorte!

  13. Ana Monteiro
    22 de maio de 2017

    Olá Hakuna. Uma história difícil de comentar. Difícil para mim. Fico-me então pelas linhas de crítica delineadas: Gramática e ortografia – sem ressalvas; Criatividade – imensa; adequação ao tema proposto – sem dúvida; Emoção – presente; Enredo – estranho. Tem algumas tiradas ótimas e referências inteligentes. Não tenho como sugerir melhorias, penso que o conto cumpre a proposta do autor perante si mesmo e é um género que tem público e seguidores. Que mais se pode pedir? Boa sorte.

  14. Milton Meier Junior
    22 de maio de 2017

    Bem divertido o conto. Tem umas tiradas muito boas. Passa um clima futurista e ao mesmo tempo retrô (embora o personagem esteja de “saco cheio de festas retrô”). Engraçado e criativo. Parabéns.

  15. Fabio Baptista
    22 de maio de 2017

    Comecei torcendo o nariz por causa da narração no presente. Sempre faço isso. Mas tenho impressão que é mais uma questão de costume. Esse tipo de narrativa não é ruim, este texto prova isso, mas gera certo estranhamento no início (afinal, 99% das narrações são no passado).

    Bom, o conto é muito divertido, tem ótimas tiradas e muitas referências (passou até um pouco da conta aqui, para o meu gosto). Só fiquei com impressão de que se estendeu mais do que deveria, principalmente ali no meio. Perdeu um pouco do encantamento e as tiradas já não tiveram o mesmo impacto. Em determinado momento pensei “o que esse cara tá fazendo aí mesmo?”… tipo, a trama ficou bem em segundo plano.

    Mas foi um bom trabalho, de bastante criatividade, sem dúvida.

    – iguais a do Sméagol do Senhor dos Anéis
    >>> kkkkkkkkkkk

    – Veste um sobretudo / sobretudo por causa
    >>>> Poderia ter evitado essa repetição

    – e sem o kkkkkkk no final
    >>> kkkkkkkkkkkk [2]

    – O homem retirou os óculos de Mad Max
    >>> Então… o problema de narrar no presente é esse. Mais cedo ou mais tarde, acabamos retornando ao passado.

    Abraço!

  16. Mariana
    20 de maio de 2017

    Western spaghetti futurista!!!! Sério, genial. Não tem nem muito o que dizer não, sei lá, morte aos sonegadores de impostos!

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Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.