EntreContos

Detox Literário.

Canção de ninar para satã (Raian Moreira)

Quando jovem, Cresci ouvindo histórias de fantasmas e coisas do gênero, e apesar de nunca ter medo, era divertido se reunir com os jovens da vila e ver seus rostos horrorizados.
Agora já estou praticamente morto, mas isso não impede a sua vontade de ler isso, as pessoas são curiosas por natureza, curiosas pelo oculto, você é a prova disso não é mesmo? 
 São todos idiotas!
 Se soubessem o que as verdadeiras trevas escondem, iriam preferir ficar ignorantes pelo resto da vida. O mau, o verdadeiro mau está em todas as coisas, não é algo puramente místico que a igreja em sua ignorância tenta pregar. Não! .
O mau está nas pequenas coisas, nas pequenas atitudes, aonde menos se espera.

Ele é real, funciona como uma engrenagem sem óleo pronto para ferrar nossas desprezíveis vidas. Como o tolo do meu tio, por exemplo, que era dominado por maus espíritos toda vez que se embriagava.
Mas se chegou até aqui, significa que isso não foi o suficiente para te afastar, não é verdade minha criança? 
 Assim sendo, vou contar o que me aconteceu naquele inverno de 1945. 


 Era uma noite fria, estávamos acampados na cordilheira dos apeninos, Itália.
A temperatura estava uns 2 graus negativos,  e os malditos alemães estavam atrás das montanhas.
Tenente Tarcísio e eu estávamos conversando enquanto fazíamos a segurança do acampamento. O resto dormia. Faríamos um ataque surpresa pela manhã.

– Canalhas! Canalhas mil vezes! 
Balbuciava Tarcísio.
– Porque os malditos presidentes não lutam as guerras? Imagine um Coliseu com o velho Vargas, Mussolini, Roosevelt, Churchill, aquele louco do Hitler e aqueles zóinho puxado de nome engraçado? Completei.
– Isso mesmo, muito bom Vicente Batista. Não sabia que era um piadista. – Disse enquanto ria maliciosamente.
– Só os pretos e os pobres tão aqui, é o que parece. Se pudesse mataria eu mesmo toda essa raça política.
– Deus te ouça. Exclamei achando tudo aquilo uma besteira.

Quando demos mais um passo, uma corrente de ar frio colidiu em nossos rostos. Então, veio a mim aquela mesma sensação de horror que temi a vida inteira. O vento assobiou como num presságio maldito, arrepiando minha espinha e ouriçando meus pelos. 
Tarcísio também assustado, olhou para mim com olhos arregalados.

– Caramba Vicente, se assustou princesa? Serei seu cavalheiro essa noite.
Disse num sorriso seco e assustado.
– Devia ver a sua cara Tarcísio, está definitivamente apavorado.

Naquele momento tão repentino, na escuridão ao longe, era visível pequenos flashes de luz, as luzes da morte. 
Tentei gritar, mas a luz chegou mais perto naquele único milésimo de segundo, e então explodiu bem no meio do acampamento.
Tarcísio em desespero, deu ordens a todos. 
– Acorda pra cuspir macacada, estamos sendo atacados! Vamos exterminar esses gringos, hoje a cobra vai fumar!
 Os soldados que não morreram com a explosão, se puseram a atirar nos inimigos.
Então, vieram mais e mais luzes no céu. Nesse momento eu apaguei.
Talvez só Deus saiba por quanto tempo eu estive inconsciente, mas o fato é que acordei em meio a chutes e a tiros de fuzil para o céu. Havia mais prisioneiros, todos ajoelhados sobre a neve.      

 Quantos haviam? Talvez uns sete? E uns  soldados armados, demais para contar quando se está apavorado.
Em uma língua estranha para mim, os alemães ordenaram todos os prisioneiros em fila, pelo menos pareciam alemães. Um deles, o mais jovem, arrancou o símbolo da FEB de nossos uniformes​ na faca.
Depois de ordenar todos os prisioneiros, colocaram todos de joelhos novamente.
Eu, no alto de meus um metro e oitenta e cinco de altura, era o maior soldado do grupo, então fiquei em uma das extremidades.
Nesse momento, um saco de pano foi colocado na minha cabeça, e a julgar pelo choro e pelos murmúrios súbitos, creio que os outros também foram postos às cegas.
Uma sensação fria e familiar veio em meus pensamentos, aquele mesmo assobio de vento que sempre me gelou a espinha. E num uníssono, os soldados alemães repetiam algumas palavras, como numa espécie de culto.
Subitamente, um silêncio artificialmente bem feito. E então…
BANG!
 O primeiro tiro foi dado, o primeiro corpo caiu.
Em meio aos gritos de terror dos prisioneiros, o segundo tiro foi disparado. 
Então os malditos começaram a gargalhar como loucos, e deram o terceiro tiro.
O quarto foi dado após um poderoso “Heil Hitler” em uníssono. O quinto se desesperou e saiu correndo como pôde na neve. Foi metralhado.
O sexto, que estava do meu lado, xingava a todos, o mundo, a FEB, o Brasil, a Deus e aos nazistas. Morreu afogando-se em sangue, abominando o mundo em suas próprias palavras, depois é claro, de cortarem sua garganta. Artesanal e profundo, um corte digno de honra. Banhei-me no sangue quente daquele rapaz, compartilhando sua aflição comigo. 
O som da garganta dele jorrando sangue no saco escuro na minha cabeça criava um tensão indescritível.
Minha cabeça doía, risos e orações  formavam a atmosfera mais densa que já vivi. Naquele mísero momento, tudo o que passava pela minha cabeça era como seria a minha morte. Uma facada? Um revólver? Um fuzil?  Ou quem sabe outra coisa? 
 Ouvi os soldados carregarem suas armas. Fiquei tenso, era o meu fim.
Naquele instante, não havia mais o que fazer. Simplesmente abaixei a cabeça e esperei a morte. Pensei nos amigos que morreram até aquele momento da guerra, na família que deixei tão distante, em Ernestina.
E então… A rajada de tiros foi  disparada, diversos calibres que fizeram muito barulho. Mas ainda sim, o clima fazia com que o silêncio dominasse minha mente.
Como uma peça pregada por uma criança, o destino mostrou-se um péssimo humorista. Eu estava morto. Ainda sentia meu coração pulsar nas minhas amídalas. Segundos eternos questionaram minha sanidade. Não se ouvia mais risos ou orações, não se ouvia nada. 
Graças a Deus não fomos amarrados, então com cautela tirei o capuz. 
Meus olhos podem pregar peças como o destino? 
 Encarei incrédulo aquela imagem de horror. As armas, a neve e o sangue sobre ela.        

  Todos estavam mortos.

 Aqueles malucos haviam atirado uns nos outros. Inefável circunstância, eis as peças do destino. Atentamente, reparei que não havia mais gelo sob os corpos. Encontrava-se ali naquela chacina, o único metro quadrado de grama morta visível em quilômetros.

 Mesmo machucado e confuso, aproveitei a chance para tentar escapar. Fui até os corpos, revisei todos eles, mas nada além do normal, como se o normal existisse ali. Ao norte, a apenas um ou dois quilômetros adiante, havia fumaça saindo de uma chaminé ou algo assim. Logicamente eu só pensava em pedir ajuda.

 Então corri pela floresta o mais rápido que pude, na esperança de que alguém pudesse me ajudar.

  Aquele mesmo assobio de vento resoou por entre as árvores congeladas.

  Oculto, porém agora mais nítido, uma desagradável surpresa para um olhar desatento se encontrava a alguns metros dali, na sombria densidade das folhas de gelo. Era um homem trajando roupas de couro militares, carregava uma mala enorme numa mão. Do lado oposto do homem havia algo… peculiar. Um javali de estimação, totalmente preto e peludo. Então, ao trocarmos olhares, o homem simplesmente sumiu em sombras.

Dei mais um passo.

 – Abençoado seja o caminho dos justos, como diz o livro. Disse uma voz grave, em tom obscuro.

 Aquele homenzarrão misterioso materializou-se na minha frente, assim como a mala e o javali.

 Meu rosto queimava como o próprio inferno, e meus olhos puseram-se a chorar.

O homem então tomou uma de minhas lagrimas com os dedos e pingou-a na língua.

– Quem é você?-  Disse gaguejando e assustado.

O homem me olhou confuso, em silêncio.

– Ele não fala uma palavra jovem tolo, a não ser que eu o deixe.

 O destino e suas peças não paravam de confundir minha mente. Abaixei minha cabeça, e de alguma maneira percebi que quem me dirigia à palavra era o Javali.

– Esse cara é apenas meu humano de estimação, é um inútil. Mas diferente dele, você pode servir muito bem.

– Você fala? Quem é você? – Perguntei assustado e totalmente insano.

– Isso é relativo, nomes são artigos que mudam com o tempo e a cultura. Chamam-me de muitos nomes. O mais correto seria perguntar o que eu sou.

Aquilo era loucura, permaneci em silencio, sem resposta, sem reação.  

– Eu sou o que sempre esteve com você, o lado mais escuro da sua mente perturbada, sua fúria descomunal, sua lascívia, sua dor, seu ódio, seus medos, seus pecados. Sou a representação da própria insanidade humana.

 Enquanto o javali gritava tais palavras, o homem misterioso abriu a mala e disse:

 – Eu Posso Brincar Com a Loucura?

Nesse momento, aquele evento incomum se tornou um verdadeiro pesadelo.  Um circulo de fogo surgiu aos meus pés e um buraco se abriu no chão, então eu caí na escuridão, numa vala repleta de corpos nus banhados com sangue.  Visões de eras ancestrais vinham á mente. Testemunhei a morte e a loucura na mais pura das definições. Flashs de realidade e ilusão me fizeram ter consciência da dor terrível de quando fui atingido por um dos chifres do javali. A dor era insuportável, provavelmente algum órgão havia sido atingido. A dor era tanta que desmaiei.

Mas nem assim encontrei a paz.

 

Grunhidos tempestuosos daquele porco selvagem ecoavam nos confins da minha alma.

Ao acordar, não podia sentir minhas pernas, não podia sentir nada a não ser a dor.

Aquele homem estranho estava encima de mim todo ensanguentado. Sujo com o meu sangue. Rasgava-me a pele e comia minhas entranhas. O javali se contentava com uma de minhas pernas, que fora arrancada violentamente.

 

Chovia.

 

Gritei com todas as minhas forças, mas minhas forças já não existiam.

A morte é um mero detalhe para aqueles que estão em guerra, mas quando se a enfrenta cara a cara, descobre-se que nunca se está pronto para morrer.

Sonho ou realidade? Tênue é tal fronteira.

O que estou querendo dizer é que existem coisas no mundo que simplesmente não dá pra explicar. Como por exemplo, o fato daquele som que tanto tive medo vir me consolar em meus últimos momentos.

Meus ouvidos podem pregar peças como o destino?

O som agora era mais intenso, mais lírico. Parece loucura, mas o sibilar do vento levou-me a lembrar da minha infância, aos breves assobios da canção de ninar que minha mãe usava para me fazer dormir nas noites de tempestade.

O som voraz do javali se alimentando se silenciou. Um som pesado de queda então tomou o lugar por um instante. O javali caiu. O homem estranho então saiu correndo até ele.

– Mestre, não!

Mas o porco selvagem apenas dormia, dava pra saber pelo ronco. O homem me olhava assustado, não sabia o que fazer. Mesmo assim conseguiu dizer suas ultimas palavras antes de cair.

 

– Poderia o amor transcender a própria lei do cosmo?

O sangue do lugar foi lavado com a chuva, deixando um cheiro insuportável. Mas apesar disso, uma última rajada de vento, agora calorosa e acolhedora, soprou em meu rosto.

Eu não sentia mais medo. Nem dor.

Depois disso, não sei mais o que aconteceu.

De repente eu vim parar aqui, e cá estou desde então. Me chamam de louco, dizem que a guerra fritou meus miolos. Sentem pena. Até mesmo os outros velhos desse lugar evitam contato comigo. É porque vi o diabo, não um, mas dois. Pelo menos acho que era isso.

 

Nunca mais ouvi aquele sibilar de vento, tenho dúvidas se era mesmo a minha mãe falecida todo o tempo. Recentemente, resolvi que iria escrever essa história, não que alguém se importe com o que um velho do hospício “Nossa senhora da luz ” tem a dizer, mas fica aqui meu registro. Vez ou outra o javali e o homem vem me visitar em meus sonhos.

Não sei mais nada sobre a vida, nunca fui um bom entendedor e meias palavras não me bastam.

Aqui sou apenas mais uma sombra na escuridão.

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51 comentários em “Canção de ninar para satã (Raian Moreira)

  1. Bia Machado
    23 de junho de 2017

    Gostei de algumas partes, outras nem tanto. Gostei das cenas do começo com o combate, apesar daquelas frases e expressões do tipo “macacada” que me desanimaram um pouquinho, me tirando do “clima”. Não dá para dizer que sua narração foi ruim, nem chegou perto disso, mas tem alguns detalhes que não ficaram legais, são totalmente desnecessários, como o javali falar (a não ser que fosse um delírio ou algo do tipo e, na verdade, não gostaria que fosse um delírio). Como eu disse, sua narrativa não está ruim, moço ou moça, mas convém buscar um equilíbrio. Muito boa sorte pra você. 😉

  2. Daniel Reis
    23 de junho de 2017

    (Prezado Autor: antes dos comentários, alerto que minha análise deve se restringir aos pontos que, na minha percepção, podem ser mais trabalhados, sem intenção de passar uma crítica literária, mas uma impressão de leitor. Espero que essas observações possam ajudá-lo a se aprimorar, assim com a leitura de seu conto também me ajudou. Um grande abraço).

    Canção de ninar para satã (Ryuzaki Tatsumi)

    ADEQUAÇÃO AO TEMA: está lá, como uma aparição. E nada mais.

    ASPECTOS TÉCNICOS: A primeira frase me bugou: “Quando jovem, Cresci…”. Parece que tem um apêndice logo no começo. Depois, alguns erros incomodaram, como “encima”. Mas para não dizer que não gostei das flores, a inversão entre homem/javali foi interessante, assim como a ambientação de Força Expedicionária Brasileira, ainda que meio fora do verossímil.

    EFEITO: leitura fácil, ainda que não tenha uma grande “memorabilidade”. Faltou o elemento ‘’inesquecível”, mas esse todos nós estamos buscando, não é?

  3. Fil Felix
    23 de junho de 2017

    To no fim dos comentários e acabei vendo essa temática mais de uma vez no desafio. Utilizar do javali como uma figura do mal, simbolizando o diabo ou algo assim, o lado sombrio da pessoa. O diferencial aqui foi usar o homem como marionete e animal de estimação, o que achei bem legal. A loucura final também ficou boa, brincando com essa coisa de duvidar ou não de pessoas assim. Um conto bacana, só achei o começo um tanto denso em relação ao final.

  4. Lee Rodrigues
    22 de junho de 2017

    Caro autor, se a intenção era deixar o leitor tão confuso quanto a mente do seu persona, comigo, funcionou.

    Moço de Deus, você quebrou a quarta parede com tiro, bomba e porrada. Parecia até que estava me cuspindo. rs

    Esquecendo essa introdução, que pode ser cortada sem alterar o enredo, quando o conto começava a ganhar corpo no acampamento, você me mete um “terrozão-meia-boca” destruindo toda “aquela coisa quase crível” que havia construído.

    O conto se alongou devido a sequencia de entraves. Está tão descuidadinho, o que é uma pena, porque poderia ser um conto surpreendente. Contudo, é apenas a minha opinião.

  5. Wilson Barros
    22 de junho de 2017

    Conto espetacular, no melhor estilo dos herdeiros de Lovecraft, o terror meditativo, científico. Eu já tentei escrever contos de terror também, continuando o estilo dos mestres, mas nunca ficou bom assim. Uma pena que no Brasil não haja incentivo financeiro para os grandes escritores, as grandes editoras limitam-se a compra porcarias americanas. Se houvesse o autor já seria conhecido no mundo todo. Eu acredito inclusive que alguns comentários desfavoráveis que eu li aqui são puramente questão de gosto, e não é todo mundo que gosta de histórias de terror. Mas para quem gosta, acredito que está pelo menos entre os 3 primeiros. Parabéns ao Entrecontos por revelar autores assim. Gustavo para Ministro da Cultura.

  6. Wender Lemes
    22 de junho de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação entre aspectos técnicos (ortografia, organização, estética), aspectos subjetivos (criatividade, apelo emocional) e minha compreensão geral sobre o conto. Tentarei comentar sem conferir antes a opinião dos colegas, mantendo meu feedback o mais natural possível. Peço desculpas prévias se acabar “chovendo no molhado” em algum ponto.

    ****

    Aspectos técnicos: não notei problemas de ortografia que pudessem prejudicar o conto. A narrativa é vendida como memórias de um ex-combatente, teoricamente traumatizado pela crueldade da guerra. A estética tende ao terror, o que não quer dizer que cumpra com as expectativas nesse sentido.

    Aspectos subjetivos: a ambientação na guerra é uma das mais comuns até agora no desafio. Penso que o aspecto mais criativo do conto, neste caso, esteja na poesia de algumas descrições, na sensação incômoda que ele consegue manter por um bom tempo.

    Compreensão geral: a narrativa em primeira pessoa é feita, a princípio, por um idoso supostamente doido. Vendo por esse lado, abdica-se intencionalmente da credibilidade da história, buscando confundir a cabeça do leitor (até que ponto podemos confiar no que foi dito?). Esse é um dos pontos legais do conto. Infelizmente, a roupagem de terror, com sangue por todos os lados, o capeta comendo as vísceras etc. não convence muito, dá a impressão de ter sido anexada ao conto, não construída com ele.

    Parabéns e boa sorte.

  7. Thiago de Melo
    22 de junho de 2017

    Amigo Tatsumi,
    Achei que seu texto pecou por ter literalmente mudado de gênero do meio para o final. No início era um texto histórico, com a descrição de um acampamento brasileiro durante a ofensiva na itália na segunda guerra mundial. De repente, depois de mais da metade do texto, surge um javali falante, assim, do nada.
    Achei que isso ficou forçado demais e me atrapalhou a gostar mais do texto.
    Quanto à imagem do desafio, acho que você conseguiu inserir todos os aspectos, como a própria mala, o aviador e o javali. Parabéns.

  8. Sabrina Dalbelo
    20 de junho de 2017

    Olá autor(a),

    O seu conto é a narrativa de um ex-soldado atormentado pelos traumas da guerra.
    A trama está boa. O relato do narrador/personagem está bem feito.
    Não achei que precisasse se dirigir ao leitor tantas vezes, mas aí é gosto.
    Há alguns problemas de pontuação e concordância.
    Gostei de retratar os dois entes da imagem do desafio como entidades “da cabeça” do soldado desequilibrado, e do mal.
    Um abraço

  9. Pedro Luna
    20 de junho de 2017

    Não achei que o tom de aviso do narrador combinou com o resto descrito. Na realidade, toda vida que ele se dirigia ao leitor, me soava como enrolação. A trama mesmo, o que acontece, acabei achando surreal demais, e com passagens que não funcionaram, como: a bomba explode e mata um monte de soldados e o Tarcísio sai fazendo piada. Não me passou seriedade e pânico que o momento pedia. Depois, surge o homem e o Javali e quem são mesmo? Não gostei do conto, achei que a história não ficou boa.

  10. Rubem Cabral
    20 de junho de 2017

    Olá, Ryuzaki.

    Resolvi adotar um padrão de avaliação. Como sugerido pelo EntreContos. Vamos lá:

    Adequação ao tema:
    Estão no conto todos os elementos da imagem-tema: homem, mala, javali.

    Qualidade da escrita (gramática, pontuação):
    O conto precisa de uma boa revisão. Trocar “mal” por “mau”, por exemplo, é um erro bem feio.

    Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos):
    O personagem-narrador foi bem construído, ele transmite bastante medo. Os diálogos abusaram um pouco de frases efeito, dizer “a cobra vai fumar”, “macacada”, durante uma situação dramática, feito um bombardeio, é um tanto estranho. Fora isso, o restante está bom.

    Enredo (coerência, criatividade):
    O enredo, a suposta aparição de um ou dois demônios, seria bastante bom, mas creio que tudo ficou muito bizarro e surreal, dando a entender que foi somente delírio do soldado sobrevivente. Eu teria gostado de algo mais sólido, de alguma revelação sobre quem eram os dois, etc.

    Abraços e boa sorte no desafio.

  11. Antonio Stegues Batista
    19 de junho de 2017

    O conto é a narrativa de um soldado traumatizado pela guerra, onde realidade e ilusão se misturam em sua mente. Algumas partes a escrita é simples, quase ingênua, o personagem falando com o leitor, sem muita convicção, inseguro com o que diz. As frases não formam a força emotiva que deveriam criar e só resta a sensação de dúvida. O enredo é bom, forte e comovente, mas a escrita não ajuda muito nisso, precisa de uma boa revisão.

  12. Gustavo Araujo
    18 de junho de 2017

    Um conto bastante irregular. Digo isso por conta da ausência de revisão, que torna os primeiros parágrafos sofríveis; no desenrolar, entretanto, a história ganha corpo, com a bem sacada e até certo ponto inovadora inserção de um pelotão da FEB na narrativa. Do ponto de vista militar, a descrição deixa um pouco a desejar, mas a cena que se segue, do fogo cruzado, é verossímil e muito boa, até o momento em que os soldados são vendados, quando tudo volta a degringolar. A saída Deus-ex, com todos mortos, serve de antessala para o ponto alto do texto, que é o encontro do protagonista com o Homem e o Javali. Confesso que torci o nariz para essa coisa do javali falar, de modo que prefiro crer que o personagem principal estava delirando. Aliás, essa parte – reforço – é o que há de melhor no conto, com a descrição e o mergulho numa mente perturbada, caracterizando bem a loucura que se abate sobre ele. Enfim, boas ideias que ficaram presas numa execução que é sofrível, mas também inspirada, não necessariamente nessa ordem. Com prática e perseverança o autor tem tudo para evoluir.

  13. catarinacunha2015
    18 de junho de 2017

    Pois é, este já é o 8º conto (que lembro) em que o INÍCIO traz erros de pontuação e ortografia. Não que isso seja mais importante do que a trama, mas o escritor precisa se esforçar para passar boa impressão logo no título e nos primeiros parágrafos. É o cartão de visitas.
    A TRADUÇÃO DA IMAGEM ficou legal e a história em si muito interessante. Cabe uma enxugada no texto; não resisto e tenho que falar. Assim como uma boa revisão. Gostei da frase final, deu um bom EFEITO. As explicações antes do fim foram desnecessárias.

  14. M. A. Thompson
    18 de junho de 2017

    Olá!

    Usarei o padrão de avaliação sugerido pelo EntreContos, assim garanto o mesmo critério para todos:

    * Adequação ao tema: bastante satisfatória e atende a proposta do Desafio.

    * Qualidade da escrita (gramática, pontuação): sofrível, mas já li piores aqui. Um pouco de Word não faria mal ao texto.

    * Desenvolvimento de personagens, qualidade literária (figuras de linguagem, descrições, diálogos): o autor (ou autora) tem competências narrativas, mas carece de uma orientação para desenvolver melhor tramas e personagens.

    * Enredo (coerência, criatividade): alguns deslizes – todos já comentados pelos colegas -, porém o enredo foi bom o suficiente para torná-lo menos pior do que poderia ter sido.

    De um modo geral foi um bom conto e valeu a leitura.

    Parabéns e boa sorte no Desafio!

  15. Felipe Moreira
    16 de junho de 2017

    Não tem muita verossimilhança, sobretudo nos diálogos. Essa aproximação entre leitor e narrador não me pareceu muito adequada ao texto. O ponto mais positivo na história é que não se enrola em palavras. A criatividade é satisfatória, porque me causou a impressão de que toda ela foi criada de fato para o desafio e não uma adaptação para encaixar um texto no tema. Faltou revisão por notar alguns erros de digitação.

    A estrutura do texto me soou confusa, não sei se há um propósito nisso.

    Parabéns pelo trabalho e boa sorte no desafio.

  16. Raian Moreira
    16 de junho de 2017

    Historia e criatividade excelente; Alguns detalhes deixam a desejar, como ortografia , faltou uma boa revisão. A ideia poderia ter sido melhor trabalhada, mas quem sabe da próxima. Emoção bem dosada.
    A trama, em si, é boa. Um militar que lutou na Segunda Guerra Mundial pela FEB relembra como escapou, ou pelo menos tenta, de um fuzilamento.
    O destaque fica para o javali falante.
    Ótimo final.

  17. Cilas Medi
    13 de junho de 2017

    Olá Ryuzki,
    Concordância com o substantivo: um tensão indescritível. (uma)
    Mas ainda sim = Mas ainda assim,
    circulo = círculo.
    norte = Norte.
    resoou = ressoou.
    Flashs = Flash ou Flashes.
    ultimas = últimas.
    Concordância verbal = Vez ou outra o javali e o homem vem… (vêm).
    Os erros de concordância e as palavras citadas são pequenas falhas comparadas com a loucura desse conto. Enveredando pelo metafísico, difícil de provar, a mente humana consegue reunir sensações como se de fato fosse. O louco inspira sempre cuidados e, nesse caso, foi o forte na construção desse emaranhado de questionamentos sobre a vida e a morte e quando elas acontecem. Quando vivo, pareço morto. Quando morto estou vivo para contar. Quem sabe o escritor deixou para a posteridade essa situação e só agora um descendente resolveu nos brindar. Cumpriu rigorosamente o desafio. Sorte!

  18. Brian Oliveira Lancaster
    12 de junho de 2017

    EGO (Essência, Gosto, Organização)
    E: A formatação não ajudou muito, mas tem uma boa construção de tensão. O jeito de “causo” e histórias contadas ao leitor, como se fosse um avô realizando tal ato, traz uma excelente aura de suspense. Confesso que me perdi um pouco ali no meio, quando aparece a segunda “aparição”, mas depois o texto retoma o ritmo normal. Uma abordagem mais sobrenatural do tema, com pitadas de terror embutido.
    G: Não faz muito meu estilo, mas o suspense é ótimo. Não encontrei muita relação entre o título e o texto. Há muitas coisas ali que podem explicar o sentido completo, mas ficou muito subjetivo. Dá a entender que se trata de um período pós-guerra. Tem um leve tom panfletário, mas felizmente o autor soube contornar isso, apesar das explicações iniciais, como um desabafo.
    O: Os parágrafos ficaram meio quebrados, mas procurei ignorar isso e focar mais no enredo. Está bem escrito e flui, sem entraves.

  19. Leo Jardim
    12 de junho de 2017

    Canção de ninar para satã (Ryuzaki Tatsumi)

    Minhas impressões de cada aspecto do conto:

    📜 Trama (⭐⭐⭐▫▫): é fechada, pois o narrador-protagonista fica o tempo todo falando do vento e do som e a gente espera acontecer alguma merda. O problema é que demora muito a acontecer e, quando acontece, é fantasioso demais. As ações que ocorrem quando o javali aparece são tão irreais, que eu tratei tudo como sonho e fui lendo sem impacto. Já tinha entendido, desde que o bicho disse ser a representação da loucura, que ele havia enlouquecido. Fiquei esperando uma relação das alucinações com a vida real (ex.: ele acordar com um javali de verdade realmente comendo sua perna), mas infelizmente não veio.

    📝 Técnica (⭐⭐▫▫▫): achei um pouco desleixada, sem cuidado. Como se o autor estivesse realmente preocupado em contar a história deixando o meio (a escrita) em segundo plano. Para ajudá-lo, enquanto lia, fiz as seguintes anotações:

    ▪ o espaçamento entre os parágrafos estavam estranhos.

    ▪ *aonde* menos se espera (onde)

    ▪ Dê uma lida nesse artigo, sobre pontuação no diálogo. Acho que pode ajudar: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5330279

    ▪ Caramba *vírgula* Vicente
    ▪ Devia ver a sua cara *vírgula* Tarcísio
    (vírgula antes do aposto)

    ▪ Acorda pra cuspir macacada, estamos sendo atacados! Vamos exterminar esses gringos, hoje a cobra vai fumar! (Muito pouco natural essa fala depois de uma explosão em que vários morreram)

    ▪ Os soldados que não morreram com a explosão *sem vírgula* se puseram a atirar (não separe sujeito e predicado)

    ▪ Mas ainda *sim* (assim)

    ▪ Visões de eras ancestrais vinham *á* mente (à)

    ▪ estava *encima* de mim (em cima)

    💡 Criatividade (⭐⭐▫): o texto contém vários elementos comuns de contos de guerra e uma dose de novidade com o javali-capeta.

    🎯 Tema (⭐⭐): a inversão entre o homem e o javali funcionou legal.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫▫▫): o fim, com toda aquela loucura, subiu muito no nível de psicodélico e acabou me desconectando da trama e diminuiu muito o impacto. Como já disse, ficaria legal se toda aquela alucinação fosse uma forma dele de enxergar o mundo.

  20. Elisa Ribeiro
    11 de junho de 2017

    Olá autor. Para mim sua história soou como um amontoado de imagens aterrorizantes justapostas sem muita relação entre elas.Não consegui me conectar e como narrativa de terror não funcionou comigo. Achei que o narrador era um fantasma pois para mim seria impossível ele ter escapado da execução, mas no final tratava-se de um velho no asilo, o que para mim pareceu um truque do autor para dar liga a uma narrativa incoerente. De positivo, as cenas do javali do mal com seu humano.Boa sorte! Abraço.

  21. Priscila Pereira
    10 de junho de 2017

    Oi autor, eu gostei de partes do seu conto… o começo eu achei irritante, o meio eu achei muito legal e o fim me decepcionou… eu assumi que o personagem estava morto e a estória estava bem interessante, imaginei como você iria terminá-la… mas aí sem mais nem menos ele está vivo?? Pena…
    Precisa de uma boa revisão. Boa sorte!!

  22. Gilson Raimundo
    10 de junho de 2017

    O diabo se revela onde existe a guerra. Ficou fraco o encontro do soldado com o javali demoníaco e seu humano de estimação, ai era que o conto deveria ter se desenvolvido, as tentações, as propostas e os acordos para que o soldado sobrevivesse. Tudo bem a lembrança da mãe tê-lo salvo, mas o confronto poderia ser melhor. A revelação de que o ex-combatente está contando sua história num abrigo de idosos e poderia ser um velho louco pode ser clichê porém terá sempre um bom efeito.

  23. Claudia Roberta Angst
    10 de junho de 2017

    Olá, autor, tudo bem?
    O título do conto é uma mistura de poesia com terror. Achei criativo.
    O tema proposto pelo desafio foi abordado, sem problemas. Temos o javali, temos o homem com roupas estranhas e a mala.
    O que temos também neste conto é uma sequência de lapsos que escaparam da sua revisão. Citarei só alguns, pois acredito que os colegas se encarregaram do restante:
    O mau, o verdadeiro mau > MAL
    aonde menos se espera. > ONDE
    estávamos/estava/estavam/estávamos > aqui temos a repetição do mesmo verbo – só com mudança das desinências pessoais. A proximidade do mesmo radical trava a leitura. Poderia pensar em outro verbo para evitar isso.
    Porque os malditos presidentes não lutam as guerras? > POR QUE….?
    Quantos haviam? > Quantos HAVIA? Havia quantos? > sei que parece bem estranho, mas o verbo HAVER no sentido de EXISTIR, fica sempre no singular. Eu trocaria a pergunta.
    minhas amídalas. > minhas AMÍGDALAS
    até os corpos, revisei todos eles > REVISTEI
    chifres do javali > Javali tem chifres? Javali tem presas longas.
    Enfim, há problemas com a pontuação também. Mas quer saber, isso nem atrapalhou tanto assim.
    O ritmo da narrativa é bom, a leitura flui fácil, a trama prende o interesse. Gostei.
    O final foi o mais bacana, com essa questão do que teria sido real ou apenas uma alucinação.
    Boa sorte!

  24. Olisomar Pires
    10 de junho de 2017

    1. Tema: adequação presente.

    2. Criatividade: mediana: sujeito com trauma pós-guerra e alucinações.

    3. Enredo: Como se trata já das lembranças de um louco, o enredo é confuso por natureza, o que é bom para a trama.

    As observações do personagem são meio infantis para o que propõe o autor: aterrorizar. Infelizmente, não consegue.

    4. Escrita: Há diversos senões gramaticais e ortográficos já apontados pelos colegas, além de construções frasais que podem ser melhor trabalhadas. Cito só um exemplo pra não ficar chato :

    – “percebi QUE QUEM me …” – isso fere os ouvidos (ou os olhos).

    5. Impacto: Baixo.

    Mais em função da escrita.

    A idéia é até boa, embora não seja nova, mas a execução é parecida com aquela sofrida pelo protagonista.

  25. Afonso Elva
    9 de junho de 2017

    “O mau, o verdadeiro mau está em todas as coisas, não é algo puramente místico que a igreja em sua ignorância tenta pregar. Não! .” Que bobeira heim? O começo do conto, que deveria indicar o tom, acaba estragando tudo. É “bobinho” demais, não me parece um homem falando, lembra um garotinho inventando conversa fiada. Já a segunda parte, digamos assim, é legal. O cenário de guerra está ok, tirando alguns exageros com o “Heil Hitler”. Das bizarrices, a melhor foi a da lágrima, hehe, o resto é mais do mesmo. No geral, saldo positivo
    Forte abraço

  26. juliana calafange da costa ribeiro
    9 de junho de 2017

    Caro Ryuzaki Tatsumi,
    Sua cabeça é tão criativa que vc podia dar consultoria pros roteiristas daqueles filmes de terror sanguinolentos. Mas o problema é que são tantos erros de gramática e ortografia, desde o começo do conto, q fica difícil até entender o q vc quer dizer. É preciso reler algumas passagens pra poder acompanhar sua história. Então, não! Erros assim não deixam o leitor com “vontade de ler isso”, por mais “curioso pelo oculto” que seja… Seguimos adiante porque temos que ler todos os contos do desafio. Então eu acho que a revisão é muito importante quando decidimos publicar nossos textos em qualquer meio, por respeito aos que irão ler, e mais ainda se estamos participando de um desafio literário.
    Isto posto, vamos ao conto em si. A estrutura do conto é boa, com o narrador “apresentando” a história que vai contar, bem ao estilo clássico.
    O texto tem algumas incoerências, como, por exemplo, quando o protagonista está na linha de fuzilamento com um saco na cabeça, que o impede de ver o que está acontecendo ao redor. Sendo assim, como ele pode saber que um dos soldados correu pela neve e o outro morreu “afogando-se em sangue”, após ter a garganta cortada? Essas incoerências também ocorrem em outras partes do conto. Minha sugestão é reescrever, tentando corrigir essas pequenas incongruências, tornando o conto mais verossímil e aproximando o leitor da história.
    A imagem-tema aparece apenas no final, em forma de desatino do soldado, possivelmente fruto do trauma pós-guerra e do medo que sentiu quando estava prestes a ser fuzilado. O final um tanto previsível, confirma que tudo provavelmente não passa de delírio de louco, apesar do protagonista acreditar que foi tudo verdade, pois “o Mal” (e não “o mau”) está “aonde menos se espera”. O título é ótimo, mas provoca uma expectativa que o conto não consegue alcançar.
    Boa sorte!

  27. Luis Guilherme
    8 de junho de 2017

    Olá, amigo, tudo bem?

    Olha, estou ainda tentando absorver tudo e decidir se gostei ou não. Então vamos por partes:

    Primeiro, gramaticalmente tem alguns probleminhas, especialmente nas vírgulas, concordância verbal e nominal. Não que attrapalhe o desenvolvimento do conto, mas como se repetem em vários momentos, achei legal pontuar.

    O enredo é interessante! Gostei do tom bizarro (adoro) e meio obscuro da trama, achei curiosa e fiquei me perguntando onde iria dar. Não tenho certeza se gostei do desfecho. Acho que ficou abaixo da média. Porém, me deixou uma dúvida: será q aquilo tudo aconteceu, ou foi só viagem?

    Esse final aberto vale pontos! Parabén!

    Por outro lado, não gostei tanto dos diálogos. Achei que soaram meio artificiais.

    Enfim, um conto interessante e bizarro, que prende e gera curiosidade, mas que deixou a sensação de carecer de um algo a mais.

    Ainda assim, um bom trabalho. Parabéns, e boa sorte!

    • Luis Guilherme
      8 de junho de 2017

      Dois observaões que esqueci:

      – O título é mto bom
      – achei meio dramático demais o começo, sobre a verdadeira face do mal.. exagerou um pouco hahaha

  28. Iolandinha Pinheiro
    7 de junho de 2017

    Achei o conto caótico com a sobreposição de cenas gore que só faziam sentido se fossem todas parte de um delírio de um soldado na guerra. O começo foi mais organizado. Gostei da descrição das mortes durante o fuzilamento, mas ficou estranho porque o cara estava encapuzado e não podia enxergar a morte dos amigos. Também gostei da chegada do javali com o seu “humano de estimação”. O resto do conto ficou muito confuso e os erros gramaticais atrapalharam a leitura. Num conto de terror não importa muito que existam cenas de sangue e mortes e inferno, mas sim que o texto provoque medo e tensão no leitor. Não funcionou comigo. Então me resta desejar que vc tenha sorte no desafio. Abraços.

  29. Jowilton Amaral da Costa
    6 de junho de 2017

    Achei o conto de médio para bom. Ele não começa bem, a conversa com o leitor ficou estranho ali no início e os diálogos não são muito críveis. Do meio para o fim a estória da uma boa engrenada, tem tensão e atiça a curiosidade, no finzinho dá uma caída de novo. Faltou uma boa revisão. O enredo é bom, a narrativa precisava ser mais trabalhada. Boa sorte.

  30. Ana Monteiro
    6 de junho de 2017

    Olá Ryuzaki. Gramática: O seu conto tem falhas de diversos tipos e numerosas, por isso não detalharei. Abro excepção para uma, imperdoável: mau em lugar de mal. Duas palavras em que apenas uma letra muda tudo, e você queria falar era do mal. O seu conto é sobre o mal e é essa a razão da imperdoabilidade (desculpe o neologismo) deste erro. A nível de criatividade, é um conto bastante criativo e muito bem escrito e descrito. Adequação ao tema: adequa-se, mas não retrata, no entanto adequa-se, sim; Enredo e emoção é algo que não falta, antes abunda. No geral gostei bastante, tem drama, emoção, horror, um pouco de loucura, tudo através da descrição, em primeira pessoa, das memórias dum velho que aceita para si mesmo a possibilidade de ser apenas um louco. Tem momentos particularmente bons ao longo do texto, frases que se relêem por prazer e não por necessidade de entendimento. Só isso diz muito do seu valor enquanto autor. Gostei muito também de toda a parte final. Parabéns!

  31. Fátima Heluany AntunesNogueira
    5 de junho de 2017

    Iron Maiden aqui forneceu a trilha sonora (“Eu posso brincar com a loucura?”) para um conto interessante e com estilo bem dinâmico, cuja leitura ficou bastante entravada pelos desvios gramaticais de pontuação, ortografia, correlação dos tempos verbais, regência e concordância.

    Considerando o todo, gostei do discurso narrativo, do emocional, da dúvida entre é o que realidade e o que é fruto da loucura, do encaixe da imagem-tema, das cenas caóticas e fortes, do título e da reflexão que traz nas entrelinhas. Não consegui sentir simpatia pelo personagem e percebi algumas pontas soltas no enredo.

    É um bom trabalho. Parabéns pela participação. Abraços.

  32. Fernando Cyrino
    5 de junho de 2017

    Um conto que começa bem, vai crescendo e se embola em seu meio de campo. Um sonho de loucura ambientado na guerra que poderia ter sido melhor tratado. Há tiradas geniais ao longo da sua narrativa, como esse desafio ao leitor sugerindo que devesse cessar a leitura, mas que só faz com que aumente a sua vontade de prosseguir. Pena também que além da confusão no miolo. Há um tanto de erros que poderiam ter sido evitados em uma boa revisão. Ah, gostei do final também. Abraços.

  33. Roselaine Hahn
    3 de junho de 2017

    Olá maluco beleza, que doideira o seu conto, fiquei tonta com tantas narrativas se sobrepondo em meio a torrentes de sangue, eca! A ideia é boa, o javali funcionou na trama, mas a questão de jorrar o inferno, dele morrer várias vezes e depois parecer que era a loucura da mente dele, me abalou bastante, rsrs. Estranho a cena do fuzilamento, ele estava com um saco de pano na cabeça, ou seja, não estava vendo patavinas, mas narrou a fuga do soldado e o corte da garganta em outro. No mais, uma reorganização na estrutura do texto pode deixá-lo mais encorpado e plausível. Sorte no desafio, abçs.

  34. Olá, Ryuzaki,
    Tudo bem?
    Gostaria de começar dizendo que adorei a imagem do Javali falando, “Esse cara é apenas meu humano de estimação, é um inútil.”
    O soldado que vai à guerra e enlouquece é mais que uma boa premissa. É uma realidade. Quer dizer, de uma forma ou outra, não há como não enlouquecer após ter-se estado em uma situação de guerra, de violência extrema.
    Seu conto, no entanto, ao menos para mim, tem seu ponto alto no momento em que o protagonista tem seu pesadelo, ou, visão do mal, sendo devorado pelo Javali e toda a cena sangrenta que segue. Nesse ponto da narrativa, imaginei que aquele fosse o instante da morte. Um recurso do autor para mostrar os minutos em que o homem, agonizante, vislumbrava o mal em sua mais terrível face. Pensei que, após essa espécie de epifania o homem se entregaria aos braços da morte. E em seu caso, graças ao título, caminharia rumo ao portal do inferno em uma espécie de nascimento no mal. Afinal ele era um soldado e se morreu, também deve ter matado alguns.
    Mas não, você optou por outro caminho, levando seu soldado à loucura e então entendi que tudo o que viu foi uma espécie de alucinação causada pela demência.
    A trama lembrou-me uma cena de “Uma Vida Iluminada (2005)”. Você assistiu? O filme é ótimo e fala de um neto que leva o avô em uma viagem de volta à cidade de onde precisou fugir após a guerra, em um resumo bem básico. Mas a cena à que seu conto me remeteu é a do fuzilamento de vários judeus durante a segunda guerra, entre eles, o tal avô do rapaz, que sobrevive ao fuzilamento e acorda em meio aos companheiros mortos ali. O avô, obviamente, também sofre de sérios problemas de consciência, beirando a loucura. Sua descrição me levou a esse momento específico do filme. Muito forte. Tanto no cinema, quanto aqui em sua criação.
    Parabéns por seu trabalho.
    Muito boa sorte no desafio.
    Beijos
    Paula Giannini

  35. Evandro Furtado
    2 de junho de 2017

    Olá, autor. Sigamos com a avaliação. Trarei três aspectos que considero essenciais para o conto: Elementos de gênero (em que gênero literário o conto de encaixa e como ele trabalha/transgride/satiriza ele), Conteúdo (a história em si e como ela é construída) e Forma (a narrativa, a linguagem utilizada).

    EG: O conto consegue misturar muito bem o clima de terror com a história de guerra. A ambientação é bem construída. A violência é utilizada na medida certa.

    C: A história é bem desenvolvida e os personagens são interessantes. O conto segue certos clichês mas eles não incomodam e não prejudicam o resultado final.

    F: A narrativa, em alguns momentos, deixa a desejar. Há problemas com a pontuação e, mesmo, com a ortografia. Por outro lado, os diálogos são acima da média.

  36. Neusa Maria Fontolan
    1 de junho de 2017

    “Aquele homem estranho estava encima de mim todo ensanguentado. Sujo com o meu sangue. Rasgava-me a pele e comia minhas entranhas. O javali se contentava com uma de minhas pernas, que fora arrancada violentamente.”

    Afinal, ele delirou ou aconteceu mesmo? Acho que delirou, senão estaria morto e não louco. A guerra deve ter fritado os miolos dele mesmo.
    Não deixa de ser uma boa história.
    Meus parabéns
    um abraço

  37. Marco Aurélio Saraiva
    31 de maio de 2017

    Repetindo a minha pergunta, que ando fazendo nos outros contos do certame: será que Javalis têm algo a ver com cogumelos alucinógenos?

    ===TRAMA===

    Boa, mas curta, e sem muito sentido. Para mim, o que aconteceu foi que o homem ficou louco pela antecipação da própria morte. Algo no seu cérebro desligou. Quando ele se viu vivo, já era tarde demais: havia sido salvo por qualquer coisa (talvez os aliados haviam chegado bem a tempo) mas a loucura já o havia dominado completamente.

    A narrativa da loucura foi… bem, louca. Não vi significado aparente, só um monte de imagens horríveis e viscerais (muito bem descritas, por sinal, mas mesmo assim sem sentido).

    Resumindo: tirando a narrativa da loucura do homem, o conto é até bem bom. Mas como essa loucura acabou sendo colocada como peça chave do conto (afinal, é a história que o personagem conta para o leitor), acaba pesando na nota o fato de ela não fazer sentido algum.

    Destaque para a parte da execução dos prisioneiros, antes da loucura: você conseguiu construir uma sensação de tensão tão forte, que me vi batendo o pé no chão rapidamente, ansioso para ler o que viria a seguir.

    ===TÉCNICA===

    Boa. Diferente. Mas carece de revisão. Muitos erros de português, e confusão entre fala e parágrafo (alguns diálogos não possuem travessão para separá-los do parágrafo, outros possuem).

    Você escreve bem, e a decisão que você tomou, de narrar um conto dentro de um conto, com um personagem que fala diretamente conosco, foi muito bem executada.

    ===SALDO===

    Positvo, “pero no mucho”, devido aos erros de digitação e à confusão no “miolo” do conto.

  38. Vitor De Lerbo
    31 de maio de 2017

    O conto é interessante e o texto tem dinâmica. É uma pena que diversos erros gramaticais tenham passado, assim como a confusão entre a conjugação do verbo no passado e no presente em alguns pontos.

    Boa sorte!

  39. Jean Henrique
    31 de maio de 2017

    Avaliando o conjunto da obra, particularmente, eu gostei muito da maneira como a história foi contada, a leitura é envolvente e nenhum pouco cansativa. O grande mérito está na questão em que o leitor se sente como o personagem, sem saber se aquilo que aconteceu era real ou não. Além de abrir um leque de teorias e questionamentos. Parabéns pelo conto.

  40. Milton Meier Junior
    30 de maio de 2017

    é uma história bastante pesada e forte, graças ao tema escolhido pelo autor. não me desagradou, mas existem muitos erros que uma revisão mais apurada teria evitado. a frase “posso brincar com a loucura” por acaso é uma citação à música do Iron Maiden? rsrsrs um conto interessante e de boa leitura. boa sorte!

  41. Jorge Santos
    29 de maio de 2017

    Conto brutal, no domínio do terror. O seu título não mente. O Pseudónimo, com duas referências ao universo do Anime, prepara-nos para o pior. Mas creio que toda a preparação não é suficiente. O conto está bem escrito. A linguagem é forte e a tensão uma constante ao longo de todo o texto. Todo o conto é bastante visual. Talvez demasiado, especialmente quando sai do domínio do terror para entrar no domínio mais pesado do Gore. A loucura, tão comum quando associada ao stress de guerra, é aqui descrita de forma exemplar. Apenas algumas notas para a pouca coerência em alguns momentos. Um exemplo simples: “Morreu afogando-se em sangue, abominando o mundo em suas próprias palavras, depois é claro, de cortarem sua garganta. “ Gostaria de saber como é que alguém consegue dizer o que quer que seja depois de semelhante tratamento. Ou como sobreviveu o nosso personagem principal dos seus ferimentos. Mesmo assim, um bom conto, para quem gosta de emoções fortes.

  42. Victor Finkler Lachowski
    28 de maio de 2017

    Oi Autor, gostei bastante do seu conto.
    A história é bem criativa (o enredo na guerra me conquistou), as cenas são bem gráficas, dão uma imersão grande no universo criado. A adequação ao tema está perfeitamente retratada, as alucinações do veterano louco são muito tensas e o final em aberta me deixou intrigado.
    Os únicos pontos negativos são a diagramação (espaçamentos entre parágrafos desiguais) e alguns erros de português.
    Boa sorte no desafio e nos presenteie com novas obras,
    Abraço.

  43. Sick Mind
    28 de maio de 2017

    Não sei o que aconteceu com a formatação, mas alguns parágrafos se iniciam com um espaço, outros não. Há alguns erros de gramática aqui e ali, mas não me atrapalhou.

    O início do conto ficou mto bom. O relato inicia com uma breve reflexão e depois joga o leitor em uma tensa cena de guerra. Até a cena do fuzilamento, tudo estava a mil maravilhas, mas após isso, parece que o texto perde a sintonia, como se alguém tivesse pego um texto de outra pessoa e continuado daquele ponto.

    O elemento sobrenatural e tema do concurso, tem uma boa aparição inicial. Mas fica bem claro quem é o javali, quando o autor nos entrega isso:
    “– Isso é relativo, nomes são artigos que mudam com o tempo e a cultura. Chamam-me de muitos nomes. O mais correto seria perguntar o que eu sou.”
    Parece algo saído de O Exorcista, ou similares.

    Como a conclusão não revela sobre a veracidade do protagonista ter ou não conhecido o inferno, o final fica em aberto. Essa com certeza foi uma boa escolha, pois faz o leitor refletir sobre as cenas criadas a partir do encontro com o javali. Mas aí que reside o problema “emocional” do conto. As cenas não me assombraram, não me comoveram, não me perturbaram.

    Alguns cortes fariam bem ao texto, que se repete ao ficar falando sobre sobre “o destino e as pegadinhas do malandro que ele prega”. Algumas frases de efeito, a exemplo da última frase do conto, é um chavão mto brega que merecia ser eliminado tbm. O título tbm achei mal pensado, além de ser um spoiler em conjunto com a imagem adicional.

  44. Lucas F. Maziero (@lfmlucas)
    27 de maio de 2017

    O começo do conto me empolgou, mas depois essa empolgação foi diminuindo…
    Há algumas frases com um bom efeito, como essa: “Se soubessem o que as verdadeiras trevas escondem, iriam preferir ficar ignorantes pelo resto da vida.” Contudo, há muitas outras frases que obscureceram o conto:

    “Encarei incrédulo aquela imagem de horror. As armas, a neve e o sangue sobre ela.” –> Sobre ela quem?

    “Encontrava-se ali naquela chacina, o único metro quadrado de grama morta visível em quilômetros.” –> Um metro quadrado é tão pouco…

    Agora é que vem a dificuldade, ou não, pelo menos sem ter chegado ao final da leitura:

    “Aquele homem estranho estava encima de mim todo ensanguentado. Sujo com o meu sangue. Rasgava-me a pele e comia minhas entranhas. O javali se contentava com uma de minhas pernas, que fora arrancada violentamente.”

    –> Afinal, ele estava morto ou não? Se estava, como sentiu que lhe comiam as partes, ou, como poderia estar vivo sendo rasgado?

    Mas aí cheguei ao final, e pensei cá comigo: o cara endoideceu, como dizem que acontece com aqueles que voltam da guerra. Nada do que se passou foi verdade, pois se o cara continua vivo…

    Há alguns erros de pontuação ao longo do conto, o que facilmente pode ser corrigido.

    De mais a mais, alguém com os miolos fritos sabe que tem os miolos fritos?

    Faltou muito por explicar, mas vou parodiar e aceitar como explicação uma das frases:

    “O que estou querendo dizer é que existem coisas no mundo que simplesmente não dá pra explicar.”

    Parabéns!

  45. Andreza Araujo
    24 de maio de 2017

    Hmm você prefere que eu comece pela parte boa ou pela ruim? Kkkk Bem, acho que o texto carece de uma melhor revisão. Há muitos erros bobos (e outros não tão bobos assim, como “encima” ao invés de “em cima” e “Porque os malditos presidentes…” quando deveria ser “Por que”).Tem hora que falta travessão para separar a fala da ação, tem hora que falta vírgula ou acentuação, repetição da mesma palavra num curto intervalo, enfim, são coisinhas bobas, mas que em excesso atrapalha bastante a leitura. Se me permite, dá uma lida sobre vocativos e vírgulas, esse foi um dos erros mais comuns que notei.

    Deixando pra lá essas questões de revisão, eu gostei bastante da narrativa. O fato de ser em primeira pessoa deixa o final aberto, o que é ótimo, pois ficamos sem saber se toda a história era verídica, apenas parte dela ou quem sabe nada daquilo era real hahahaha Gostei do seu modo de conduzir e do final quando é revelado que o javali seria o próprio satã. Achei bem criativo. Ah, achei interessante o título e o paralelo que você criou com música e o satã, deixou o texto mais rico.

  46. Evelyn Postali
    24 de maio de 2017

    Oi, Ryuzaki Tatsumi,
    Gramática – Precisa de uma formatação nos parágrafos. A distância entre eles incomodou minha leitura. Os erros não atrapalharam tanto quanto essa desordem. Sim. Tenho um leve transtorno obsessivo compulsivo com essas coisas na leitura. A imagem da escrita, de como os parágrafos se compõem, influencia o meu gostar. Não muito, mas influencia. Também precisa de uma revisão porque existem coisas que fui percebendo e se evidenciaram no todo.
    Criatividade – Eu gostei da história como um todo e da possibilidade de tudo ter sido um sonho ou um devaneio, loucura do personagem. O fato de ele estar contando não dilui a incerteza com relação a isso.
    Adequação ao tema proposto – No meu entendimento, está adequado em parte porque a imagem mostra com clareza o javali acorrentado. Então, ter um javali do lado oposto, deixou imprecisa essa relação.
    Emoção – Deveria ter me causado pena, ou surpresa, mas não causou, apesar de relembrar os fatos históricos que acabamos sabendo, vez ou outra; relatos de guerra que nos fazem surtar. Contudo, manteve minha atenção até o final apesar de eu ter feito um esforço enorme por causa do desalinho e espaçamento dos parágrafos.
    Enredo – Começo, meio e fim, interligados. Porém, tem uma parte em especial que achei inverossímil. A do fuzilamento. Porque, se ele estava com a cabeça coberta, como poder definir se as mortes foram em ordem? Como saber quem correu ou quem foi degolado?
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  47. Ricardo Gnecco Falco
    24 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Faltou, infelizmente, ao texto uma revisão um pouco mais apurada, principalmente no quesito de pontuação. Estas duas, concordância e junção de palavras me incomodaram mais: “…criava um tensão indescritível.” , “…estava encima de mim…”. Nada que um cuidado melhor na releitura, antes do próximo envio, não resolva.

    – CRIATIVIDADE
    Boa. Uma história de guerra, com direito a passeio pelo que há de pior nos dois mundos. Boa sacada dar ‘voz’ ao javali.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100%. Temos javali, homem em trajes e mala.

    – EMOÇÃO
    Bem dosada. Mesmo com a falta de uma revisão mais bem apurada, a leitura oferece um bom ritmo e imagens que, narradas com boa firmeza descritiva, nos levam até os confins mais escuros da guerra e da morte.

    – ENREDO
    Ex-militar da FEB, já idoso, relembra dos tempos da Segunda Grande Guerra, onde passara por experiências traumáticas que acabam por interferir em sua sanidade.

    *************************************************

  48. Fabio Baptista
    23 de maio de 2017

    No geral, eu gostei do conto. Apesar de algumas falhas gramaticais a leitura flui bem e as situações são descritas com clareza. A escrita simples, sem muitos floreios, contribuiu para isso.

    O encontro com o javali e seu humano de estimação não me causou muita tensão, acredito que por causa dos diálogos um pouco caricatos – em determinado momento lembrou um pouco aquelas cenas de anime. Acredito que se o autor tivesse conseguido trabalhar melhor essa cena o conto ganharia mais pontos, pois ela é o coração da história. Infelizmente o resultado não ficou tão bom quanto poderia.

    As duas frases finais são boas e encerram bem a história.

    – mau
    >>> quando for o contrário de “bem” é “mal”. Quando for o contrário de “bom” é “mau”.

    – não é verdade minha criança
    >>> não é verdade, minha criança

    – Caramba Vicente
    >>> Caramba, Vicente

    – Devia ver a sua cara Tarcísio
    >>> Devia ver a sua cara, Tarcísio

    – era visível pequenos flashes de luz
    >>> eram visíveis

    – Acorda pra cuspir macacada
    >>> Acorda pra cuspir, macacada

    – lagrimas
    >>> lágrimas

    – silencio
    >>> silêncio

    – circulo
    >>> círculo

    – vinham á mente
    >>> à

    – encima
    >>> em cima

    – ultimas
    >>> últimas

    Abraço!

  49. Anorkinda Neide
    22 de maio de 2017

    Então.. tem um monte de elementos nesta narrativa dos quais eu me antipatizo. Os quais são: o narrador falar com o leitor, cena de guerra, em especial fuzilamento e terminar com ‘tudo foi imaginação do personagem’. Eu já tinha visto contos com estas três características mas todas juntas acho que ainda não.. srsrs
    Claro que isto ão pode influenciar na nota que lhe darei.
    O texto está bom, a leitura flui, a cena do fuzilamento está bem montada, com um senão para o fato de q quando o homem morre ao lado dele ou na frente, parece q ele vê a cena, para depois o autor lembrar q o personagem estava com a cabeça coberta e assinala este fato, achei artificial esta parte.
    Tem, claro algumas falhas mas nao achei tao importantes a ponto de ‘manchar’ a visao geral do conto. Uma correção: ‘encima’ se escreve separado ‘em cima’.
    A conversa com o javali até foi interessante, achei q ele tivesse morrido ali e foi conduzido ao inferno com digressões filosóficas e tudo, mas não sendo assim, decepcionei.
    Enfim, vc fez um trabalho e tanto, ão me alcançou mas pode chegar noutros leitores, espero que sim.. boa sorte!

  50. Givago Domingues Thimoti
    21 de maio de 2017

    Gramática: Encontrei alguns erros gramaticais, como falta de vírgulas, repetições de palavras (Gritei com todas as minhas forças, mas minhas forças já não existiam.) letras maiúsculas usadas sem motivo (Quando jovem, Cresci ouvindo histórias..) e, pelo menos, um erro de ortografia O espaçamento entre uns parágrafos também está errado. São problemas que são facilmente corrigidos com uma revisão
    Criatividade: Para ser sincero, eu esperava um conto assim. A ideia não é ruim, mas deveria ter sido melhor trabalhada. Eu vi algumas frases clichês
    Adequação ao tema proposto: Condizente com a imagem do Desafio
    Emoção: Eu não consegui desenvolver empatia pelo personagem principal. e Enredo: A trama, em si, é boa. Um militar que lutou na Segunda Guerra Mundial pela FEB relembra como escapou, ou pelo menos tenta, de um fuzilamento. O que me desagradou foi o encontro do personagem com a Insanidade Humana (o famigerado javali). Acredito que poderia ter sido melhor trabalhado. Foi muito breve e não tão bem explorado.
    Não desanime!
    Boa sorte!

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Publicado às 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017 e marcado .