EntreContos

Literatura que desafia.

Canção de ninar para satã (Ryuzaki Tatsumi)

Quando jovem, Cresci ouvindo histórias de fantasmas e coisas do gênero, e apesar de nunca ter medo, era divertido se reunir com os jovens da vila e ver seus rostos horrorizados.
Agora já estou praticamente morto, mas isso não impede a sua vontade de ler isso, as pessoas são curiosas por natureza, curiosas pelo oculto, você é a prova disso não é mesmo? 
 São todos idiotas!
 Se soubessem o que as verdadeiras trevas escondem, iriam preferir ficar ignorantes pelo resto da vida. O mau, o verdadeiro mau está em todas as coisas, não é algo puramente místico que a igreja em sua ignorância tenta pregar. Não! .
O mau está nas pequenas coisas, nas pequenas atitudes, aonde menos se espera.

Ele é real, funciona como uma engrenagem sem óleo pronto para ferrar nossas desprezíveis vidas. Como o tolo do meu tio, por exemplo, que era dominado por maus espíritos toda vez que se embriagava.
Mas se chegou até aqui, significa que isso não foi o suficiente para te afastar, não é verdade minha criança? 
 Assim sendo, vou contar o que me aconteceu naquele inverno de 1945. 


 Era uma noite fria, estávamos acampados na cordilheira dos apeninos, Itália.
A temperatura estava uns 2 graus negativos,  e os malditos alemães estavam atrás das montanhas.
Tenente Tarcísio e eu estávamos conversando enquanto fazíamos a segurança do acampamento. O resto dormia. Faríamos um ataque surpresa pela manhã.

– Canalhas! Canalhas mil vezes! 
Balbuciava Tarcísio.
– Porque os malditos presidentes não lutam as guerras? Imagine um Coliseu com o velho Vargas, Mussolini, Roosevelt, Churchill, aquele louco do Hitler e aqueles zóinho puxado de nome engraçado? Completei.
– Isso mesmo, muito bom Vicente Batista. Não sabia que era um piadista. – Disse enquanto ria maliciosamente.
– Só os pretos e os pobres tão aqui, é o que parece. Se pudesse mataria eu mesmo toda essa raça política.
– Deus te ouça. Exclamei achando tudo aquilo uma besteira.

Quando demos mais um passo, uma corrente de ar frio colidiu em nossos rostos. Então, veio a mim aquela mesma sensação de horror que temi a vida inteira. O vento assobiou como num presságio maldito, arrepiando minha espinha e ouriçando meus pelos. 
Tarcísio também assustado, olhou para mim com olhos arregalados.

– Caramba Vicente, se assustou princesa? Serei seu cavalheiro essa noite.
Disse num sorriso seco e assustado.
– Devia ver a sua cara Tarcísio, está definitivamente apavorado.

Naquele momento tão repentino, na escuridão ao longe, era visível pequenos flashes de luz, as luzes da morte. 
Tentei gritar, mas a luz chegou mais perto naquele único milésimo de segundo, e então explodiu bem no meio do acampamento.
Tarcísio em desespero, deu ordens a todos. 
– Acorda pra cuspir macacada, estamos sendo atacados! Vamos exterminar esses gringos, hoje a cobra vai fumar!
 Os soldados que não morreram com a explosão, se puseram a atirar nos inimigos.
Então, vieram mais e mais luzes no céu. Nesse momento eu apaguei.
Talvez só Deus saiba por quanto tempo eu estive inconsciente, mas o fato é que acordei em meio a chutes e a tiros de fuzil para o céu. Havia mais prisioneiros, todos ajoelhados sobre a neve.      

 Quantos haviam? Talvez uns sete? E uns  soldados armados, demais para contar quando se está apavorado.
Em uma língua estranha para mim, os alemães ordenaram todos os prisioneiros em fila, pelo menos pareciam alemães. Um deles, o mais jovem, arrancou o símbolo da FEB de nossos uniformes​ na faca.
Depois de ordenar todos os prisioneiros, colocaram todos de joelhos novamente.
Eu, no alto de meus um metro e oitenta e cinco de altura, era o maior soldado do grupo, então fiquei em uma das extremidades.
Nesse momento, um saco de pano foi colocado na minha cabeça, e a julgar pelo choro e pelos murmúrios súbitos, creio que os outros também foram postos às cegas.
Uma sensação fria e familiar veio em meus pensamentos, aquele mesmo assobio de vento que sempre me gelou a espinha. E num uníssono, os soldados alemães repetiam algumas palavras, como numa espécie de culto.
Subitamente, um silêncio artificialmente bem feito. E então…
BANG!
 O primeiro tiro foi dado, o primeiro corpo caiu.
Em meio aos gritos de terror dos prisioneiros, o segundo tiro foi disparado. 
Então os malditos começaram a gargalhar como loucos, e deram o terceiro tiro.
O quarto foi dado após um poderoso “Heil Hitler” em uníssono. O quinto se desesperou e saiu correndo como pôde na neve. Foi metralhado.
O sexto, que estava do meu lado, xingava a todos, o mundo, a FEB, o Brasil, a Deus e aos nazistas. Morreu afogando-se em sangue, abominando o mundo em suas próprias palavras, depois é claro, de cortarem sua garganta. Artesanal e profundo, um corte digno de honra. Banhei-me no sangue quente daquele rapaz, compartilhando sua aflição comigo. 
O som da garganta dele jorrando sangue no saco escuro na minha cabeça criava um tensão indescritível.
Minha cabeça doía, risos e orações  formavam a atmosfera mais densa que já vivi. Naquele mísero momento, tudo o que passava pela minha cabeça era como seria a minha morte. Uma facada? Um revólver? Um fuzil?  Ou quem sabe outra coisa? 
 Ouvi os soldados carregarem suas armas. Fiquei tenso, era o meu fim.
Naquele instante, não havia mais o que fazer. Simplesmente abaixei a cabeça e esperei a morte. Pensei nos amigos que morreram até aquele momento da guerra, na família que deixei tão distante, em Ernestina.
E então… A rajada de tiros foi  disparada, diversos calibres que fizeram muito barulho. Mas ainda sim, o clima fazia com que o silêncio dominasse minha mente.
Como uma peça pregada por uma criança, o destino mostrou-se um péssimo humorista. Eu estava morto. Ainda sentia meu coração pulsar nas minhas amídalas. Segundos eternos questionaram minha sanidade. Não se ouvia mais risos ou orações, não se ouvia nada. 
Graças a Deus não fomos amarrados, então com cautela tirei o capuz. 
Meus olhos podem pregar peças como o destino? 
 Encarei incrédulo aquela imagem de horror. As armas, a neve e o sangue sobre ela.        

  Todos estavam mortos.

 Aqueles malucos haviam atirado uns nos outros. Inefável circunstância, eis as peças do destino. Atentamente, reparei que não havia mais gelo sob os corpos. Encontrava-se ali naquela chacina, o único metro quadrado de grama morta visível em quilômetros.

 Mesmo machucado e confuso, aproveitei a chance para tentar escapar. Fui até os corpos, revisei todos eles, mas nada além do normal, como se o normal existisse ali. Ao norte, a apenas um ou dois quilômetros adiante, havia fumaça saindo de uma chaminé ou algo assim. Logicamente eu só pensava em pedir ajuda.

 Então corri pela floresta o mais rápido que pude, na esperança de que alguém pudesse me ajudar.

  Aquele mesmo assobio de vento resoou por entre as árvores congeladas.

  Oculto, porém agora mais nítido, uma desagradável surpresa para um olhar desatento se encontrava a alguns metros dali, na sombria densidade das folhas de gelo. Era um homem trajando roupas de couro militares, carregava uma mala enorme numa mão. Do lado oposto do homem havia algo… peculiar. Um javali de estimação, totalmente preto e peludo. Então, ao trocarmos olhares, o homem simplesmente sumiu em sombras.

Dei mais um passo.

 – Abençoado seja o caminho dos justos, como diz o livro. Disse uma voz grave, em tom obscuro.

 Aquele homenzarrão misterioso materializou-se na minha frente, assim como a mala e o javali.

 Meu rosto queimava como o próprio inferno, e meus olhos puseram-se a chorar.

O homem então tomou uma de minhas lagrimas com os dedos e pingou-a na língua.

– Quem é você?-  Disse gaguejando e assustado.

O homem me olhou confuso, em silêncio.

– Ele não fala uma palavra jovem tolo, a não ser que eu o deixe.

 O destino e suas peças não paravam de confundir minha mente. Abaixei minha cabeça, e de alguma maneira percebi que quem me dirigia à palavra era o Javali.

– Esse cara é apenas meu humano de estimação, é um inútil. Mas diferente dele, você pode servir muito bem.

– Você fala? Quem é você? – Perguntei assustado e totalmente insano.

– Isso é relativo, nomes são artigos que mudam com o tempo e a cultura. Chamam-me de muitos nomes. O mais correto seria perguntar o que eu sou.

Aquilo era loucura, permaneci em silencio, sem resposta, sem reação.  

– Eu sou o que sempre esteve com você, o lado mais escuro da sua mente perturbada, sua fúria descomunal, sua lascívia, sua dor, seu ódio, seus medos, seus pecados. Sou a representação da própria insanidade humana.

 Enquanto o javali gritava tais palavras, o homem misterioso abriu a mala e disse:

 – Eu Posso Brincar Com a Loucura?

Nesse momento, aquele evento incomum se tornou um verdadeiro pesadelo.  Um circulo de fogo surgiu aos meus pés e um buraco se abriu no chão, então eu caí na escuridão, numa vala repleta de corpos nus banhados com sangue.  Visões de eras ancestrais vinham á mente. Testemunhei a morte e a loucura na mais pura das definições. Flashs de realidade e ilusão me fizeram ter consciência da dor terrível de quando fui atingido por um dos chifres do javali. A dor era insuportável, provavelmente algum órgão havia sido atingido. A dor era tanta que desmaiei.

Mas nem assim encontrei a paz.

 

Grunhidos tempestuosos daquele porco selvagem ecoavam nos confins da minha alma.

Ao acordar, não podia sentir minhas pernas, não podia sentir nada a não ser a dor.

Aquele homem estranho estava encima de mim todo ensanguentado. Sujo com o meu sangue. Rasgava-me a pele e comia minhas entranhas. O javali se contentava com uma de minhas pernas, que fora arrancada violentamente.

 

Chovia.

 

Gritei com todas as minhas forças, mas minhas forças já não existiam.

A morte é um mero detalhe para aqueles que estão em guerra, mas quando se a enfrenta cara a cara, descobre-se que nunca se está pronto para morrer.

Sonho ou realidade? Tênue é tal fronteira.

O que estou querendo dizer é que existem coisas no mundo que simplesmente não dá pra explicar. Como por exemplo, o fato daquele som que tanto tive medo vir me consolar em meus últimos momentos.

Meus ouvidos podem pregar peças como o destino?

O som agora era mais intenso, mais lírico. Parece loucura, mas o sibilar do vento levou-me a lembrar da minha infância, aos breves assobios da canção de ninar que minha mãe usava para me fazer dormir nas noites de tempestade.

O som voraz do javali se alimentando se silenciou. Um som pesado de queda então tomou o lugar por um instante. O javali caiu. O homem estranho então saiu correndo até ele.

– Mestre, não!

Mas o porco selvagem apenas dormia, dava pra saber pelo ronco. O homem me olhava assustado, não sabia o que fazer. Mesmo assim conseguiu dizer suas ultimas palavras antes de cair.

 

– Poderia o amor transcender a própria lei do cosmo?

O sangue do lugar foi lavado com a chuva, deixando um cheiro insuportável. Mas apesar disso, uma última rajada de vento, agora calorosa e acolhedora, soprou em meu rosto.

Eu não sentia mais medo. Nem dor.

Depois disso, não sei mais o que aconteceu.

De repente eu vim parar aqui, e cá estou desde então. Me chamam de louco, dizem que a guerra fritou meus miolos. Sentem pena. Até mesmo os outros velhos desse lugar evitam contato comigo. É porque vi o diabo, não um, mas dois. Pelo menos acho que era isso.

 

Nunca mais ouvi aquele sibilar de vento, tenho dúvidas se era mesmo a minha mãe falecida todo o tempo. Recentemente, resolvi que iria escrever essa história, não que alguém se importe com o que um velho do hospício “Nossa senhora da luz ” tem a dizer, mas fica aqui meu registro. Vez ou outra o javali e o homem vem me visitar em meus sonhos.

Não sei mais nada sobre a vida, nunca fui um bom entendedor e meias palavras não me bastam.

Aqui sou apenas mais uma sombra na escuridão.

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6 comentários em “Canção de ninar para satã (Ryuzaki Tatsumi)

  1. Andreza Araujo
    24 de maio de 2017

    Hmm você prefere que eu comece pela parte boa ou pela ruim? Kkkk Bem, acho que o texto carece de uma melhor revisão. Há muitos erros bobos (e outros não tão bobos assim, como “encima” ao invés de “em cima” e “Porque os malditos presidentes…” quando deveria ser “Por que”).Tem hora que falta travessão para separar a fala da ação, tem hora que falta vírgula ou acentuação, repetição da mesma palavra num curto intervalo, enfim, são coisinhas bobas, mas que em excesso atrapalha bastante a leitura. Se me permite, dá uma lida sobre vocativos e vírgulas, esse foi um dos erros mais comuns que notei.

    Deixando pra lá essas questões de revisão, eu gostei bastante da narrativa. O fato de ser em primeira pessoa deixa o final aberto, o que é ótimo, pois ficamos sem saber se toda a história era verídica, apenas parte dela ou quem sabe nada daquilo era real hahahaha Gostei do seu modo de conduzir e do final quando é revelado que o javali seria o próprio satã. Achei bem criativo. Ah, achei interessante o título e o paralelo que você criou com música e o satã, deixou o texto mais rico.

  2. Evelyn Postali
    24 de maio de 2017

    Oi, Ryuzaki Tatsumi,
    Gramática – Precisa de uma formatação nos parágrafos. A distância entre eles incomodou minha leitura. Os erros não atrapalharam tanto quanto essa desordem. Sim. Tenho um leve transtorno obsessivo compulsivo com essas coisas na leitura. A imagem da escrita, de como os parágrafos se compõem, influencia o meu gostar. Não muito, mas influencia. Também precisa de uma revisão porque existem coisas que fui percebendo e se evidenciaram no todo.
    Criatividade – Eu gostei da história como um todo e da possibilidade de tudo ter sido um sonho ou um devaneio, loucura do personagem. O fato de ele estar contando não dilui a incerteza com relação a isso.
    Adequação ao tema proposto – No meu entendimento, está adequado em parte porque a imagem mostra com clareza o javali acorrentado. Então, ter um javali do lado oposto, deixou imprecisa essa relação.
    Emoção – Deveria ter me causado pena, ou surpresa, mas não causou, apesar de relembrar os fatos históricos que acabamos sabendo, vez ou outra; relatos de guerra que nos fazem surtar. Contudo, manteve minha atenção até o final apesar de eu ter feito um esforço enorme por causa do desalinho e espaçamento dos parágrafos.
    Enredo – Começo, meio e fim, interligados. Porém, tem uma parte em especial que achei inverossímil. A do fuzilamento. Porque, se ele estava com a cabeça coberta, como poder definir se as mortes foram em ordem? Como saber quem correu ou quem foi degolado?
    Boa sorte no desafio!
    Abraços!

  3. Ricardo Gnecco Falco
    24 de maio de 2017

    Olá autor/autora! 🙂
    Obrigado por me presentear com a sua criação,
    permitindo-me ampliar meus horizontes literários e,
    assim, favorecendo meu próprio crescimento enquanto
    criativa criatura criadora! Gratidão! 😉
    Seguindo a sugestão de nosso Anfitrião, moderador e
    administrador deste Certame, avaliarei seu trabalho — e
    todos os demais — conforme o mesmo padrão, que segue
    abaixo, ao final.
    Desde já, desejo-lhe boa sorte no Desafio e um longo e
    próspero caminhar nesta prazerosa ‘labuta’ que é a arte
    da escrita!

    Grande abraço,

    Paz e Bem!

    *************************************************
    Avaliação da Obra:

    – GRAMÁTICA
    Faltou, infelizmente, ao texto uma revisão um pouco mais apurada, principalmente no quesito de pontuação. Estas duas, concordância e junção de palavras me incomodaram mais: “…criava um tensão indescritível.” , “…estava encima de mim…”. Nada que um cuidado melhor na releitura, antes do próximo envio, não resolva.

    – CRIATIVIDADE
    Boa. Uma história de guerra, com direito a passeio pelo que há de pior nos dois mundos. Boa sacada dar ‘voz’ ao javali.

    – ADEQUAÇÃO AO TEMA PROPOSTO
    100%. Temos javali, homem em trajes e mala.

    – EMOÇÃO
    Bem dosada. Mesmo com a falta de uma revisão mais bem apurada, a leitura oferece um bom ritmo e imagens que, narradas com boa firmeza descritiva, nos levam até os confins mais escuros da guerra e da morte.

    – ENREDO
    Ex-militar da FEB, já idoso, relembra dos tempos da Segunda Grande Guerra, onde passara por experiências traumáticas que acabam por interferir em sua sanidade.

    *************************************************

  4. Fabio Baptista
    23 de maio de 2017

    No geral, eu gostei do conto. Apesar de algumas falhas gramaticais a leitura flui bem e as situações são descritas com clareza. A escrita simples, sem muitos floreios, contribuiu para isso.

    O encontro com o javali e seu humano de estimação não me causou muita tensão, acredito que por causa dos diálogos um pouco caricatos – em determinado momento lembrou um pouco aquelas cenas de anime. Acredito que se o autor tivesse conseguido trabalhar melhor essa cena o conto ganharia mais pontos, pois ela é o coração da história. Infelizmente o resultado não ficou tão bom quanto poderia.

    As duas frases finais são boas e encerram bem a história.

    – mau
    >>> quando for o contrário de “bem” é “mal”. Quando for o contrário de “bom” é “mau”.

    – não é verdade minha criança
    >>> não é verdade, minha criança

    – Caramba Vicente
    >>> Caramba, Vicente

    – Devia ver a sua cara Tarcísio
    >>> Devia ver a sua cara, Tarcísio

    – era visível pequenos flashes de luz
    >>> eram visíveis

    – Acorda pra cuspir macacada
    >>> Acorda pra cuspir, macacada

    – lagrimas
    >>> lágrimas

    – silencio
    >>> silêncio

    – circulo
    >>> círculo

    – vinham á mente
    >>> à

    – encima
    >>> em cima

    – ultimas
    >>> últimas

    Abraço!

  5. Anorkinda Neide
    22 de maio de 2017

    Então.. tem um monte de elementos nesta narrativa dos quais eu me antipatizo. Os quais são: o narrador falar com o leitor, cena de guerra, em especial fuzilamento e terminar com ‘tudo foi imaginação do personagem’. Eu já tinha visto contos com estas três características mas todas juntas acho que ainda não.. srsrs
    Claro que isto ão pode influenciar na nota que lhe darei.
    O texto está bom, a leitura flui, a cena do fuzilamento está bem montada, com um senão para o fato de q quando o homem morre ao lado dele ou na frente, parece q ele vê a cena, para depois o autor lembrar q o personagem estava com a cabeça coberta e assinala este fato, achei artificial esta parte.
    Tem, claro algumas falhas mas nao achei tao importantes a ponto de ‘manchar’ a visao geral do conto. Uma correção: ‘encima’ se escreve separado ‘em cima’.
    A conversa com o javali até foi interessante, achei q ele tivesse morrido ali e foi conduzido ao inferno com digressões filosóficas e tudo, mas não sendo assim, decepcionei.
    Enfim, vc fez um trabalho e tanto, ão me alcançou mas pode chegar noutros leitores, espero que sim.. boa sorte!

  6. Givago Domingues Thimoti
    21 de maio de 2017

    Gramática: Encontrei alguns erros gramaticais, como falta de vírgulas, repetições de palavras (Gritei com todas as minhas forças, mas minhas forças já não existiam.) letras maiúsculas usadas sem motivo (Quando jovem, Cresci ouvindo histórias..) e, pelo menos, um erro de ortografia O espaçamento entre uns parágrafos também está errado. São problemas que são facilmente corrigidos com uma revisão
    Criatividade: Para ser sincero, eu esperava um conto assim. A ideia não é ruim, mas deveria ter sido melhor trabalhada. Eu vi algumas frases clichês
    Adequação ao tema proposto: Condizente com a imagem do Desafio
    Emoção: Eu não consegui desenvolver empatia pelo personagem principal. e Enredo: A trama, em si, é boa. Um militar que lutou na Segunda Guerra Mundial pela FEB relembra como escapou, ou pelo menos tenta, de um fuzilamento. O que me desagradou foi o encontro do personagem com a Insanidade Humana (o famigerado javali). Acredito que poderia ter sido melhor trabalhado. Foi muito breve e não tão bem explorado.
    Não desanime!
    Boa sorte!

E Então? O que achou?

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Publicado em 20 de maio de 2017 por em Imagem - 2017.