EntreContos

Literatura que desafia.

A Moça-bonita e o Guardião (Bruna Francielle)

11 de Março de 2017, às 22:00

 

Olá, caros leitores. Bem vindos a mais um post do blog “Entidades reais”.

A história dessa semana foi mandada por “Niarinha”, a quem agradecemos muitíssimo.

Nada de vampiros, fantasmas e lobisomens dessa vez. Prometo que vocês vão se surpreender! Curiosos(a)? Então leiam o relato a seguir:

“ Três anos atrás eu estava completando um ano de namoro. Meu namorado comprou um equipamento de escalada para ele, e outro pra mim. Nos conhecemos no curso de Bombeiros do Amazonas, e em um dia de treinamento na selva, o instrutor separou a turma em duplas para descer de bungee jamping e salvar um “ferido” que havia caído de um pico, acabamos juntos e rolou um clima durante a descida. Foi tentando reviver esse momento que meu namorado comprou as coisas para passarmos um dia na floresta Amazônica.

Porém na véspera do dia marcado descobri que ele estava me traindo e terminei.

Fiquei arrasada. Sabia que precisava me distrair ou ia acabar por me destruir. Estava tudo preparado para a nossa aventura romântica, e decidi ir sozinha mesmo.

No dia seguinte estava lá, no pico preparando-me para descer. Mal tinha conseguido dormir a noite e meus olhos estavam inchados de tanto chorar. Mas só de estar em contato com a Natureza me sentia melhor. Foi quando percebi que descer de bungee jumping teria o efeito contrário ao que eu esperava. Ao invés de me distrair, iria lembrar do momento em que desci com meu ex-namorado traidor. : (

Só que agora já estava lá e não iria voltar atrás.     

Durante a descida lembrei-me de quando Ubirajara colocou o braço em volta da minha cintura, de como se olhamos envergonhadamente e logo desviamos o olhar. Do sorriso de canto de boca dele, do meu perfume forte que inebriava o ar. E então, a dor…

Faltavam ainda 2 metros de descida e minha corda havia se rompido, sem eu perceber. Cai de costas e bati a cabeça no chão. Engraçado, olhando do topo do pico, eu podia jurar que tinham pedras médias e grandes por ali, porém tive a sorte de não cair em cima de nenhuma, ou poderia ter morrido. Mesmo assim fiquei bastante zonza, manchas brancas flutuavam na minha visão.

Não sei quanto tempo se passou, quando dei por mim havia um chuvisco. Devia ter desmaiado ou dormido. Por um momento não sabia onde estava nem como tinha chegado ali. Levantei ainda dolorida e pus-me a andar. A única coisa que sabia era que provavelmente ficaria engripada.

Enquanto andava ouvi um barulho nas folhas. Congelei. Poderia ser um animal perigoso, ou algum macaco malandro. Atenta ao mínimo barulho, puxei uma faca do meu bolso, que era parte do equipamento para o jumping.

Nada.

Continuei andando.

Tempos depois, ouvi galhinhos se quebrando, como se pisados. Olhei pros lados, não sabia de onde vinha o som, não havia me recuperado totalmente. Apenas o verde vivo da floresta e o som de grilos e pássaros.

Do nada uma pequena corrente de ar me atingiu, algo passou muito rápido por mim. Esperei, nada aconteceu e segui caminho.

Anoitece rápido na floresta. Precisava achar um abrigo e se desse sorte, comida. Uma fileira de formiguinhas carregando folhas e outras coisas minúsculas de repente pareceu apetitosa. Parecia que estava sem comer há mais de um dia.

Pela terceira vez ouvi barulhos suspeitos, porém era um barulho contínuo,  o que possibilitou que eu o seguisse. Em poucos metros encontrei a fonte do som: um coelho estava preso no meio de umas plantas com espinhos. “Que sorte a minha!”, pensei, “Arranjar janta foi mais fácil do que eu esperava!”. No treinamento com bombeiros aprendi a caçar, preparar animais, fazer fogueira e abrigo. Um coelho teria as proteínas necessárias para a caminhada do dia seguinte. Aproximei-me com a faca na mão. Nesse momento ele já estava me observando, mas eu ainda não sabia. Provavelmente me observava desde o momento em que cheguei no pico. Olhei pro coelho, o sanguezinho dele manchava o pelo, os espinhos haviam pegado ele de jeito. Aproximei a faca do pescocinho dele. Não iria soltá-lo antes de matá-lo, para não fugir. Nunca é fácil matar um ser vivo. Tentei me convencer de que seria melhor para ele, afinal estava machucado. Com uma mão ergui a cabecinha deixando o pescoço a mostra, com a outra ergui a faca.

Cortei os ramos espinhentos que o aprisionavam e o liberei para vida.

Eu ainda não sabia, mas isso provavelmente tinha sido um teste. Um arbusto com frutinhas que achei depois ajudou a diminuir a fome, mas eu sabia que era pouco. Com uma faca comecei a cortar galhos para fazer um abrigo.

– Moça-bonita não precisa fazer casa.

Se eu tivesse problemas de coração, teria enfartado ali mesmo.

Ele tinha pinturas pelo corpo, em vermelho e preto. Pareciam padrões calculados meticulosamente. Era baixinho, olhos puxados. Eu tinha encontrado um índio. Ou melhor, um índio tinha me encontrado.

– Oi. – respondi com receio, analisando se corria perigo. – O que queres?

– Moça-bonita pode vir morar comigo.

Ri, deixando um pouco da tensão ir embora. O índio estava me cantando. Essa eu precisava contar pras minhas amigas.

– Não posso. – respondi, e de repente o índio não estava mais lá.

Passei as próximas duas horas montando um abrigo simples em forma de oca, porém uma dupla de macacos agressivos apareceu, e começaram a me ameaçar. Estava perigoso ficar naquela região.

Não tive escolha, tive que sair daquela área. Estava escuro e úmido, e eu muito assustada. Cada barulho me dava um sobressalto. Até que algo me pegou pelo braço e me puxou pro lado, e uma cobra deu um bote no ar. Era o índio de novo, ele me salvou.

– Nossa! Obrigado. – disse a ele, coração palpitando.

– Vem para casa de Ailã. Casa de Ailã é segura.

Tive de escolher entre confiar no índio ou ficar a mercê dos animais.

 

Durante a madrugada mal conseguia pregar o olho, estava com fome (e com medo). Ailã arranjou umas frutas para mim, mas eu precisava de proteínas.

O dia amanheceu e eu estava decidida a ir embora. Minha família deveria estar super preocupada com meu sumiço. Sentia-me fraca para andar, mas não tinha opção.

– Obrigada pela gentileza, Ailã. Mas preciso ir hoje.

Dito isso, ele agarrou meu braço. E eu tinha esperanças que ele não fosse assim…

– Não, moça-bonita mulher de Ailã. Salvadora de animais.

– Salvadora de animais? – essa parte chamou minha atenção. – Olhe Ailã, eu não posso ficar…

– Durante muito tempo Ailã procura mulher para proteger animais. Ailã achou a mulher.

Já não entendia o que ele falava.   

Enquanto lavava o rosto num afluente, vi um pássaro caído no chão. Aproximei-me. Estava quase morrendo. Naquele momento tudo que eu podia pensar era em proteínas para me ajudar na viagem, e de alguma forma sentia menos pena daquele pássaro do que do coelho.

Depenei-o e levei para a frente da oca de Ailã, onde ele fez uma fogueira. Ailã não estava mais lá.

Foi a refeição mais gostosa da minha vida. Senti minhas energias voltando.

Secretamente estava feliz por Ailã ter sumido, assim poderia partir em paz. Já estava me dando arrepios aquele papo dele.

Iria seguir o afluente e ele iria me levar para onde há vida. Assim aprendi com os Bombeiros. Civilizações crescem ao redor de rios.

O caminho estava tortuoso mas eu estava me saindo bem, até sentir algo me atingir por trás e escorregar numa pedra molhada. A água coloriu-se com um pouco de sangue. Levantei, iria sobreviver. Devia ter sido um pássaro, pensei na hora.

Alguns metros a frente eu precisaria atravessar pela água. O correnteza estava propícia, porém quando entrei, a corrente subitamente mudou e passou a me levar pra trás, de onde vim; logo percebi que lutar tornava tudo pior, a natureza era mais forte.

Fui parar num ponto mais retrógrado do que comecei. A essa altura já era de tarde. Decidi tentar outro caminho. Seria bom a ajuda de alguém que conhecesse aquela mata. Gritei por ele…

 

O que direi a seguir pode ser difícil de acreditar, mas eu garanto que aconteceu de verdade.

Algo apareceu. Ainda era ele… mas estava diferente.

Veio flutuando no ar, como se 1.500 borboletas o carregassem. Reparei que seus pés estavam virados e seus olhos tinham outra expressão. Fiquei em choque. O que iria fazer comigo?

Tirou um arco e flechas não sei de onde, e mirou em mim.

– Moça-malvada, me enganou. Caçadora de animais. – sua voz assumiu um tom gutural.

Sai correndo. Ele começou a dar risadas e gabar-se:

– Ninguém escapa de Ailã.

Corri pra mata fechada, e tudo parecia conspirar contra mim.

Sentia picadas e arranhões em todo corpo, não dava tempo de desviar dos obstáculos. Um rugido ecoou. Corri além das minhas forças, me superei. Não foi o suficiente, duas patas poderosas me derrubaram e eu apaguei.

Acordei zonza, demorei a me situar. Noite. Estava presa num tronco de cabeça pra baixo. Ailã afiava uma faca na outra. Quando percebeu meu olhar, passou a língua pelos lábios e seu rosto se contorceu numa expressão maligna. Era isso, eu estava sendo punida por comer aquele pássaro.

– Ailã procurava companheira há muito tempo… Achou que seria você. Errou.

– Espera, vamos conversar. Eu amo os animais, jamais faria nada pra…

Em menos de um segundo ele mudou de posição, e agora estava do meu lado. Com um sopro ele acendeu uma fogueira embaixo de mim.

Até hoje tenho queimaduras, mesmo com essa prova a maioria das pessoas não acredita em mim. Bom, voltando ao relato, apertei os olhos com força e comecei a orar (e chorar). Tentei manter a calma, incrivelmente estava conseguindo, até uma chispa pegar em meu cabelo e começar a queimar, nesse momento fiquei desesperada. Gritei como nunca antes. Pensei que ia morrer. Ainda bem que fiz isso.

– Nyara! – ouvi. Era Ubirajara! Ele tinha me encontrado!

– Aqui! – gritei rouca, e repeti.

Logo a mata encheu-se de pontos iluminados. Eram as lanternas dos meus resgatadores.

Olhei em volta, Ailã e sua oca haviam sumido, o fogo havia apagado, e eu caí no chão livre. Era como se o cenário há um minuto atrás jamais tivesse existido.

– Tem um monstro aqui! – eu disse.

– Ela deve ter batido a cabeça – ouvi alguém sussurrar.

– Calma, tudo acabou, você está salva!

  

E esse foi meu encontro com uma entidade que habita as florestas Amazônicas. Na verdade parece o guardião mor, com o consentimento da própria natureza. Depois de muito tempo pensando, cheguei a conclusão de que ele me observava desde quando pisei na floresta. Provavelmente o coelho ferido foi um teste pra ver se eu representava uma ameaça a área. Como eu ajudei o animal, ele pensou que eu seria uma boa companheira pra ele.

Confesso que muitas vezes cheguei a duvidar das minhas memórias, por quase ninguém acreditar em mim e por me darem várias explicações sobre como eu poderia ter me enganado. Mas as queimaduras nas minhas costas, pernas, braços e nuca são um fato.

Um mês depois houve um princípio de queimada naquela área, e eu me demiti dos Bombeiros. Não conseguiria voltar naquele local, e se ele resolvesse terminar o trabalho?

Soube depois que uma pessoa havia desaparecido por lá dias antes dessa queimada, e eu acho que sei o que aconteceu com ela.

 

Comentários (23)

Márcio disse… (16 de Março de 2017, às 23:07)

Meu avô disse que já viu o curupira e o saci. Ele costumava ir pescar numa região de mata. Se não acredita, tem que respeitar quem acredita…

 

Lulu disse… (14 de Março de 2017, às 13:22)

Aiaiai… até parece que isso aconteceu. Assombração não existe, parem de se enganar! Vão estudar ciência…

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39 comentários em “A Moça-bonita e o Guardião (Bruna Francielle)

  1. Vitor De Lerbo
    31 de março de 2017

    Maneira diferente de se contar a história, criativo. Um post dentro do post.
    Boa sorte!

  2. Wender Lemes
    31 de março de 2017

    Olá! Para organizar melhor, dividirei minha avaliação em três partes: a técnica, o apelo e o conjunto da obra.

    Técnica: o formato de blog foi um jeito diferente e bem bolado de contar a história (acredito que os comentários poderiam render mais). A estética em si não se destaca muito, é apenas a narrativa direta como testemunho da protagonista. Gramaticalmente, encontrei alguns poucos deslizes como o “jamping”.

    Apelo: analisando pelo lado do leitor descompromissado, percebi certo excesso de explicações que me fez torcer o nariz. Por exemplo, a questão de o coelho ferido ser um teste da entidade foi dita quando a protagonista achou o bicho, depois novamente com quase as mesmas palavras ao final – que parece tentar justificar os atos da entidade passo a passo milimetricamente. Esse ponto está mais ligado ao gosto pessoal que à técnica, por isso o coloquei aqui.

    Conjunto: a narrativa é legal, conduz o leitor pelos sentimentos da protagonista, principalmente nas situações extremas de medo e insegurança, mas creio que possa melhorar nos detalhes citados acima.

    Parabéns e boa sorte!

  3. mitou
    31 de março de 2017

    foi interessante usar o formato de “página de web” , não sei se é permitido no concurso, mas vamos lá. está bem escrito, embora a linguagem informal predomine ,mas não dificulta a leitura, o único problema é que não deixa a narrativa muito interessante , sem muitas figuras de linguagem ou uma narrativa fustigante.

  4. Pedro Luna
    31 de março de 2017

    Infelizmente não gostei. Esse tom de relato de programa de televisão atrapalhou muito, principalmente no começo. Eu quase pude ver uma simulação feita com atores enquanto uma voz narra o acontecido. A imagem não foi boa. Quanto a trama, apresenta alguns problemas. Se não estou enganado, acho que o escritor confundiu bunge jumping com rapel, não? Acho improvável descer de bunge jumping sozinho, e se a corda partiu faltando dois metros pro chão, provavelmente ela teria morrido se fosse mesmo um bunge. Enfim, ela cai e desmaia, mas quando acorda, de repente está sozinha no meio do mato, perdida? Tipo, se ela era experiente, não é possível que fizesse um rapel em um lugar que mal conhecesse. Sem saber se ao chegasse no chão, teria como voltar a cidade ou a alguma trilha. Ou ela ia escalar tudo de volta? Ficou bem forçado, desculpe. Aí aparece o índio e a coisa desanda de vez. Fora que o romance explicado no início não cola e não nos faz criar empatia com a personagem. Infelizmente não gostei.

  5. Rsollberg
    31 de março de 2017

    Então blogueiro!
    Cara, não me arrebatou.
    Pra falar a verdade, gostei mais da forma – como se fosse uma postagem do blog – do que da história em si. O uso constante do diminutivo não desceu muito bem, ainda que entenda que parece ser um traço da personalidade da narradora. No meio do conto, eu só pensava no pobre do coelho.
    No fim, Ubirajara – tal qual um “deux ex macchina” – surge para salvar a amada.
    Mas gostei do lance dos comentários no final, creio até que o autor poderia ter investido mais nisso.
    De qualquer modo, parabéns e boa sorte!

  6. Fabio Baptista
    31 de março de 2017

    Achei legal contar a história em formato de post de blog, trouxe inovação ao certame. A escrita, bastante simples, não traz atrativos de estilo, mas é clara e compreensível o tempo todo, fazendo o texto fluir com facilidade.

    A história, porém, é muito inocente. Desde as coincidências convenientes para deixar a moça sozinha na mata, passando pelas motivações do Ailã até o resgate. Aqui a simplicidade jogou contra.

    Acredito que o texto poderia ter se destacado mais se investisse nos comentários do blog, mas infelizmente tem apenas dois, o que não foi suficiente para fechar bem o conto, na minha opinião.

    – o instrutor separou a turma em duplas para descer de bungee jamping e salvar um “ferido” que havia caído de um pico, acabamos juntos e rolou um clima durante a descida
    >>> Essa frase ficou ambígua: a primeira impressão é de que rolou um clima entre a moça e o instrutor (que não dá pra saber se era o próprio futuro-ex-namorado).

    – de como se olhamos envergonhadamente
    >>> nos olhamos

    – – Nyara! – ouvi. Era Ubirajara! Ele tinha me encontrado!
    >>> Mas ela não tinha ido viajar sozinha?

    Abraço!

    NOTA: 7,5

  7. felipe rodrigues
    30 de março de 2017

    parece mesmo esses relatos de blogs, seja isso bom ou ruim, o que importa é que dentro da proposta do autor o conto ficou bem convincente, um destes mil textos perdidos pela web que volta e meia acabamos lendo e descendo os comentários, mas essa história não me entreteu nem um pouco, não vi nada muito criativo, o ponto forte foi mesmo a ideia de imitar os blogs. os comentários poderiam ter salvando o conto, mas isso tbm não ocorreu.

  8. Anderson Henrique
    30 de março de 2017

    Gostei bastante da estrutura do texto. A ideia de simular um blog e com direito a comentários no final funcionou muito bem. Foi uma boa sacada e funcionou para destacar o texto do restante. O que não funcionou bem pra mim foram os diálogos e algumas das reações da protagonista, que às vezes me pareceram pouco críveis ou mesmo apressados. Falta ao texto também um encerramento de mais impacto. Um bom texto, mas foi um pouco morno pra mim. Posso estar enganado, mas Bungee Jump é um salto e não uma descida. Fiquei confuso se realmente era Bungee Jump ou Rapel. Vale pesquisar. Além disso, tem um Jamp perdido lá no texto. Se fosse uma história contada por qualquer outra pessoa, esses desacertos poderiam fazer sentido (ainda mais por estar em um blog), mas como é uma bombeira narrando, acho que ela conheceria os termos técnicos, certo?

  9. Marsal
    30 de março de 2017

    Olá, autor (a). Parabéns pelo seu conto. Vamos aos comentários:
    a) Adequação ao tema: claro, com certeza!
    b) Enredo: bem tecido. Na há grandes revelações ou “twists”. A ideia de inserir o conto como parte de um Blog fictício foi boa e da muito mais liberdade ao narrador em relação ao estilo do relato (veja abaixo).
    c) Estilo: o que vemos aqui e’ uma estória sendo contada, já mastigada. Estilo simples, como se alguém estivesse contando seu relato para um amigo ou conhecido. Faz sentido se pensarmos que o relato pertence a um Blog, onde o objetivo e’ contar um estória e pronto.
    d) Impressão geral: Um conto interessante, simples e fácil de se ler. Parece retirado de um daqueles antigos programas de radio, onde eram lidos relatos de casos fantásticos enviados pelos ouvintes. Boa sorte no desafio!

  10. Cilas Medi
    29 de março de 2017

    Erros:
    Bem vindos = Bem-vindos.
    Alguns metros a frente eu precisaria atravessar pela água = …à frente….
    O correnteza = A correnteza.
    A contração informal: “pra” – citada oito vezes e “pro” três vezes. Será que é difícil escrever “para”? No coloquial ainda escapa.
    Finalizando, um bom conto, aventura e suspense em grau médio.

  11. Gustavo Castro Araujo
    29 de março de 2017

    Bacana a ideia de contar a história como se fosse um blogue pessoal, incluindo os comentários. Sob esse aspecto, não dá para dizer que não foi inovador. No entanto, a trama carece de profundidade. É, na verdade, um tanto ingênua, focada na ação e não nas entrelinhas, como convém a uma boa narrativa. Há certa ausência de pesquisa também, sobretudo no que diz respeito ao início, com os treinamentos dos bombeiros. Esses profissionais não fazem “bungee-jumping” – que é um esporte radical que consiste na amarração das pernas em uma corda elástica – mas sim utilizam a técnica do rapel, que é descida controlada e paulatina por uma corda; outro aspecto é a maneira como se mata um coelho: jamais é pela degola, mas sim por uma pancada na cabeça; é essa a técnica de sobrevivência. Claro, caro autor, você não tem obrigação de saber isso… eu mesmo só sei porque devido às circunstâncias, já tive que passar por algo assim. De todo modo, você poderia ter pesquisado o assunto. No que diz respeito ao desenvolvimento, fiquei com a impressão de se tratar de uma história ainda crua, uma boa história, é verdade, mas que fica devendo, talvez por causa dos personagens planos e unidimensionais. É algo que pode ser trabalhado. Uma vez que se aprofunde esse aspecto, creio que o conto irá se tornar muito bom.

  12. jggouvea
    29 de março de 2017

    Um texto que padece de muitos erros de revisão. E não me refiro a gralhas, mas a erros graves que comprometem o entendimento, como “engripada” em vez de “gripada”. Engrimpada fica uma fechadura ou um mecanismo qualquer. Ou de erros de concordância pronominal que confundem a cabeça do leitor: ” de como se olhamos envergonhadamente”

    Outro ponto muito negativo é a maneira como introduz a história, completamente destoante do resto. Digo isso porque, depois de alguns parágrafos, a história engrena e fica interessante de ler, mas claramente ela merece uma introdução melhor (e uma revisão).

    Há um outro aspecto do texto que sugere pressa na sua execução: a narrativa muito corrida, com vários saltos lógicos, e uma certa precariedade de pesquisa (não há coelhos na floresta amazonica, ainda). Entre os saltos lógicos, o súbito reatamento da narradora com o seu namorado salvador é o mais evidente.

    Isto dito, vamos às notas, em código…

    MA 6,53
    IN 6,50
    EN 9,50
    PS 6,50
    CN 5,00
    FL 5,00
    CO 7,00

  13. catarinacunha2015
    29 de março de 2017

    O uso do itálico, negrito e aspas de forma, aparentemente, aleatória prejudicou a fluidez da leitura; já que quase toda a narrativa é em primeira pessoa. Há aqui uma dificuldade em descrever a ação de forma envolvente. Exemplo: a queda e o ataque da cobra mostram a mesma intensidade do pisar de um graveto. O texto é repetitivo. Não precisava explicar o que aconteceu, o leitor entendeu através do conto. Gostei do formato, como se fosse uma postagem em um blog com comentários e opiniões diversas.

  14. Bia Machado
    29 de março de 2017

    Fluidez da narrativa: (2/4) – O conto não fluiu. Foi uma leitura ok, mas nada que prendesse minha atenção. Um final meio bobo, daqueles do tipo “só pra constar”, pode até ter tentado inovar, mas… Sei lá…

    Construção das personagens: (2/3) – Podia ser melhor. Acho que nesse aspecto o texto ficou meio travado, a partir de um não aprofundamento dessas personagens.

    Adequação ao Tema: (1/1) – Sim, está adequado. A narrativa gira em torno do mito.

    Emoção: (0,5/1) – Não gostei muito, não me conquistou. Foi uma leitura ok.

    Estética/revisão: (0,5/1) – Não entendi os itálicos em sua grande maioria. E esse “de como se olhamos” foi de doer. E ainda sobre o final, decepcionou. Podia ser melhor.

  15. danielreis1973 (@danielreis1973)
    28 de março de 2017

    Destaque, óbvio, pela narrativa em forma de postagem. A história, em si, tem as características da comunicação eletrônica, incluindo os haters que não acreditam em nada. No entanto, eu achei que o conteúdo da história ficou um tanto solto, sem amarrar as pontas, com se simplesmente o conflito se resolvesse por conta própria. Boa sorte no desafio!

  16. Antonio Stegues Batista
    28 de março de 2017

    Pela linguagem do conto, a autora deve ser bem jovem. A estrutura do conto como um blog ficou legal, gostei da ideia e dos comentários dos “leitores”. A história é simples, a escrita também, precisa se aperfeiçoar. Fica feio usar “pro” e “pra” no lugar de “para a” e “para o” em narrativa, mas pode ser usado em diálogos, que é o modo mais popular de falar. Porém, não é necessário usar nos diálogos as mesmas palavras que um caipira usa, por exemplo.

  17. Matheus Pacheco
    27 de março de 2017

    Que conto genial, apesar de eu ser chato com a primeira pessoa eu achei um dos melhores que eu já li, não só por ser ter sido escrito em liguagem tão simples mas por estar entre a realidade ou a imaginação.
    Agora uma pergunta, que era o primeiro indio?
    Abração ao autor.

  18. Olisomar Pires
    27 de março de 2017

    Acho que que a embalagem não ajudou no contar da estória.

    Um detalhe: aquele “curiosos (a)” é totalmente estranho, afinal, o “curiosos”, no caso, se aplicaria a todos, homens e mulheres.

  19. Rafael Luiz
    27 de março de 2017

    Texto em formato diferente para um conto. Muitos erros gramaticais e um uso mal resolvido do itálico. A história parece ser muito jogada e as coisas acontecem sem preparo, limitando-se a serem colocadas na história sem peso, profundidade ou nexo. No momento interessante do conto, o próprio autor rouba o brilho sem dar a cena a devida intensidade.

  20. Priscila Pereira
    27 de março de 2017

    Oi Blogueiro, que conto legal!!! Gostei do formato de blog, bastante original e interessante, está escrito na forma de blog mesmo, bem informal, parece um relato verdadeiro mesmo….. kkk ainda bem que não é… Muito bom, parabéns!!

  21. Ricardo de Lohem
    26 de março de 2017

    Olá, como vai? Vamos ao conto! O Caipora ou Curupira é um dos personagens mais interessantes do nosso folclore, e ainda há muita coisa a se escrever sobre ele. O conto nos mostra um pouco de mito, mas com alguns pontos fraco. A intro e final mostrando ser uma história enviada para um blog tenta modernizar a ambientação, mas a verdade é que achei totalmente desnecessário e supérfluo, eu cortaria. E na intro achei duas escolhas duvidosas: “A história dessa semana foi mandada por “Niarinha”, a quem agradecemos muitíssimo”. Não seria “desta” semana, já que ele está falando da presente semana? O mesmo se repete depois: “Nada de vampiros, fantasmas e lobisomens dessa vez. Prometo que vocês vão se surpreender! Curiosos(a)? Então leiam o relato a seguir:”. Não seria melhor “desta” vez? E eu não colocaria dois pontos: como o que se segue vai ser muito longo e não apenas uma frase, colocaria ponto. O comportamento do Caipora está um pouco ilógico na história. É verdade que ele persegue os caçadores, mas apenas os que caçam só por esporte em grande quantidade, ou que caçam fêmeas grávidas ou filhotes. Se ele perseguisse qualquer um que caçasse qualquer animal sob qualquer circunstância os índios acabariam morrendo de fome, seria uma lenda sem nexo, não acha? Um bom conto, desejo para você muito Boa Sorte!

  22. Elias Paixão
    26 de março de 2017

    Como raramente tenho visto entre autores que retratam o folclore nacional, este nos traz uma história em que o citadino incrédulo não se sai o mala de só que está ali para duvidar do que ouve. Uma parte da inovação vem da personagem citadina ser mulher, mas também do formato de blog elaborado para a história. Recurso muito bem utilizado no epílogo (comentários), retratando os dois mais possíveis tipos de leitores. Bom conto, de evolução adequada e desenvolvimento competente da protagonista.

  23. Elisa Ribeiro
    25 de março de 2017

    Gostei bem da sua história. Uma espécie de Curupira querendo arranjar uma companheira. Bacana! As cenas na floresta ficaram muito boas. O enredo ficou bem fechadinho. Parabéns pelo conto!

  24. G. S. Willy
    24 de março de 2017

    A escrita está boa em algumas partes e bem desconexas em outras. Falta algum tipo de ligação entre as cenas e as ações. Em um momento ela está falando com o índio em outra ela está se lavando longe dele. Algo a atinge e ela nem pra querer saber o que foi. Os sons a acompanham por um longo trecho, mas quando ela vê o coelho já se dá por satisfeita, o que não faz muito sentido. Ela está de ponta cabeça, e tem partes da perna queimada, e ela sabe o que causou a morte de outra pessoa e não fez nada? A situação dela com o namorado também ficou sem um desfecho. E não entendi a ideia de emoldurar num blog, não acrescentou em nada.

    Enfim, acho que uma boa reescrita, a retirada das partes do blog, e uma aprofundada nos medos e temores da personagem ao longo da trama fariam um conto melhor…

  25. Evelyn Postali
    24 de março de 2017

    Oi, Blogueiro,
    Eu até gostei do começo. Depois perdeu um pouco o propósito. Apesar de não ter erros visíveis, a sequência me pareceu não fechar. Talvez se o final fosse outro, ou se a justificativa para Ailã a perseguir fosse mais estruturada. Não sei.

  26. Miquéias Dell'Orti
    23 de março de 2017

    Olá.

    Legal a estrutura do seu conto. A forma de contar como se fosse um post em blog ficou bacana (os comentários no final também).

    Pontos de atenção:

    1. não encontrei o nome Ailã relacionado a nenhuma lenda, então, creio eu, que ele seja o curupira (até por passagens do texto que reforçam isso).

    2. olha… não sou nenhum expert, por isso, me corrija se eu estiver errado (e eu posso estar), mas acredito que se uma pessoa pula de bungee jumping e a maldita corda estoura, não há tensão o bastante para que ela sobreviva a um impacto com o chão, já que o corpo ainda está em queda, mesmo a apenas dois metros do chão (coisa que também me deixou intrigado… não existe um limite de segurança para essas coisas? Tipo, dois metros de uma queda de mais de 50 não é nada, a probabilidade de erro deve ser altíssima).

    Afora tudo isso, a narrativa é fluida e divertida de ler.

  27. Olá, Blogueiro Fantasma,

    Tudo bem?

    O mito do Curupira contado através da visão contemporânea é interessante.

    Gostei de como você o abordou, partindo da confusão que o homem moderno causaria na cabeça de uma lenda. A moça “caça” apenas para sobreviver, e estava ali por puro turismo e diversão, mas o índio não entende nada sobre isso. Para ele, ela é a inimiga das matas, matando pássaros e, portanto, ele faz dela, também, uma caça.

    A ideia de mostrar as opiniões no final do blog é ótima. Você poderia ter investido um pouco mais nelas. Acredito que o limite de palavras fez você parar por ali, não?

    Parabéns e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  28. Marco Aurélio Saraiva
    22 de março de 2017

    A história é boa. Dá até certa agonia de acompanhar o percurso de Niarinha na floresta, após ter sua corda de Bungee Jump rompida (provavelmente pelo próprio Ailã). Porém, a execução deixa de despertar a tensão que acho que você queria despertar no leitor. Talvez a escolha de palavras não tenha sido a ideal. Trechos como “…ouvi galhinhos se quebrando, como se pisados.” e “Do nada uma pequena corrente de ar me atingiu,…” não me despertaram muito pavor e, daí em diante, não senti todo o terror que Niarinha estava sentindo na floresta.

    O formato de blog foi bem original (incluindo os comentários no final, rs), cedendo um ar de “creepypasta” ao conto. Acabou servindo também de desculpa para a escrita simplificada de Niarinha (que, pensando bem, como um post de blog enviado por um leitor, não é uma escrita tão simples assim). No mais, gostei da apresentação do curupira, dos seus testes com Niarinha e de como ele atua junto a floresta.

    Notei uma repetição de ideias no final do conto, quando Niarinha fala que Ailã já a observava desde que entrara na floresta e que o coelho era um teste: ela já havia chegado a esta conclusão no corpo do texto.

    Um conto legal de ler. Parabéns!

  29. angst447
    20 de março de 2017

    O conto traz, a princípio um formato de narração diferente, como se fosse uma postagem em um blog. Não alterou muita coisa na trama.
    O personagem do folclore brasileiro está presente – suponho que seja o curupira. Logo, o tema proposto pelo desafio foi abordado.
    Há alguns problemas quanto à pontuação empregada e uns tantos lapsos que escaparam da revisão:
    bungee jamping > bungee jumping
    dormir a noite > dormir à noite
    de como se olhamos > de como nos olhamos
    Alguns metros a frente > alguns metros à frente
    cheguei a conclusão> cheguei à conclusão
    uma ameaça a área> uma ameaça à área
    Cuidado com a repetição de palavras ou mesmo de vocábulos com o mesmo radical, pois isso empobrece a linguagem. Mais leitura, mais vocabulário.
    O conto até prende a atenção e cria um certo clima de suspense,mas não se sustenta o tempo todo.O ritmo é bom, talvez devido aos diálogos colocados aqui e ali.
    Boa sorte!

  30. Roselaine Hahn
    19 de março de 2017

    Blogueiro fantasma, o seu pseudônimo e o formato da apresentação do conto criaram altas expectativas em mim, a apresentação do blog, os comentários, muito criativo. Confesso que esperava um relato bastante engraçado, do tipo, meu blog, minha vida, mas tal não se confirmou, ao menos na íntegra. A prosa apresentada seguiu um tanto linear, sem sobressaltos ou arrojos de palavras, e alguns clichês, que dispersam a atenção do leitor. Mas calma, é assim mesmo, apuramos a nossa escrita a cada blog, digo, a cada texto, faz parte do processo criativo da escrita. Vc tem boas ideias, é bastante criativo pelo visto, use esse potencial por meio do uso de técnicas de escrita. Siga em frente! Abçs.

  31. Fátima Heluany AntunesNogueira
    18 de março de 2017

    Recurso interessante este de simular um blog para construir o conto. Essa personagem foi muito ousada em ir para a floresta sozinha, só podia dar no que deu, assediada pelo caipora. E, que sorte o ex-namorado aparecer justo na hora em que ela ia ser castigada por matar a sua fome.
    A premissa é boa, mas a execução ficou um pouco atrapalhada, não sei, meio infantil, sem conexão. Particularmente não senti empatia pela personagem, não senti medo do “monstro” ou outra emoção.

    Observei alguns deslizes :

    • “outras coisas minúsculas de repente pareceu apetitosa “ (concordância : pareceram);
    • “Pela terceira vez ouvi barulhos suspeitos, porém era um barulho contínuo” (repetição de palavras, próximas);
    • “Alguns metros a frente”, “uma ameaça a área” ( falta de crase)

    Parabéns pela participação e boa sorte no desafio!

  32. Neusa Maria Fontolan
    18 de março de 2017

    Vixi! O Curupira teve que se conformar em ficar solteiro. O conto é bom. Só achei meio confuso na parte das queimaduras. Ela estava amarrada de cabeça para baixo, não estava? O fogo começou pelos seus cabelos. “Mas as queimaduras nas minhas costas, pernas, braços e nuca são um fato.” Como é que queimou as pernas e não o rosto? Mas apesar disso o conto é bom. Parabéns.
    Destaque: “Veio flutuando no ar, como se 1.500 borboletas o carregassem. Reparei que seus pés estavam virados e seus olhos tinham outra expressão. Fiquei em choque. O que iria fazer comigo?”

  33. M. A. Thompson
    18 de março de 2017

    Olá “Blogueiro Fantasma”. Parabéns pelo seu conto. Este também foi um dos que gostei, mas alguns trechos para mim não funcionaram na narrativa. Sucesso.

  34. marcilenecardoso2000
    17 de março de 2017

    Faltou conteúdo, achei o desenvolvimento pobre em criatividade. A vulgaridade do vocabulário da personagem desacredita o texto.

  35. Rubem Cabral
    13 de março de 2017

    Olá, Blogueiro Fantasma.

    Um bom conto. Bem interessante o encontro entre o Caipora e a bombeira. De início impliquei um pouco com o coelho na floresta amazônica, mas chequei que o tapiti pode existir na região. No entanto, eu o substituiria por outro animal mais típico, feito uma paca ou um filhote de anta, por exemplo. Penso que daria mais “cor local” ao texto.

    Nota: 8.

  36. Iolandinha Pinheiro
    13 de março de 2017

    Olá, Blogueiro Fantasma. Parabéns pela inovação no formato do conto, ficou bem legal e criativo. O conto em si não me empolgou muito. Uma história bem linear, simples, com uma ambientação que não conseguiu me inserir na história. O Curupira ou Caipora tinha nome, casa, procurava mulher.. Achei estranho, não reconheci o personagem folclórico nesta roupagem que você passou ao leitor. Foi um conto morno, ainda que, com muita ação, acho que faltou aquele “quê” que me instiga a continuar lendo. Não que tenha sido difícil de ler, havia fluidez, havia curiosidade em descobrir como ia acabar a história, mas a execução deixou a desejar, e eu, como leitora, esperava muito mais. Espero que outros enxerguem o brilho que eu não vi, e desejo muita sorte neste desafio. Abraços.

  37. Evandro Furtado
    12 de março de 2017

    Resultado – Weak

    O formato de post de blog de certa forma mascarou os problemas estruturais do texto. A trama, no entanto, não teve a mesma sorte. Em alguns momentos existem saltos temporais que quebram a linearidade da narrativa. Essas lacunas, no entanto, não são positivas. Ficam realmente parecidas com um espaço vazio. Os comentários no final, no entanto, foram uma boa sacada.

  38. Fernando Cyrino
    11 de março de 2017

    olá, li seu conto sobre a sua experiência no interior da floresta. Uma história que vai se construindo e que em algumas momentos parece ter faltado algo. Por exemplo depois da frase “já não entendia o que ele falava”, ela já lava o rosto na água de um afluente. Será que perdi algo? Bacana as sacadas iniciais e essa final dos comentários. Também, caso possa lhe sugerir, lhe diria para dar uma boa revisão no texto. Abraços.

  39. Eduardo Selga
    11 de março de 2017

    É uma narrativa competente, focalizando o Curupira e demonstrando algumas características que a lenda associa a ele, como os ruídos falsos, cujo intuito é confundir quem entra na mata e esteja mal intencionado em relação ao ecossistema. Há alguns aspectos originais, como o fato de ele flutuar “no ar, como se 1.500 borboletas o carregassem” e a paixão dele pela protagonista.

    Apesar disso, parece-me que o aspecto mais saliente é o formal, com a narrativa sendo construída imitando uma página de blog, inclusive utilizando uma linguagem mais coloquial, o que me parece ter funcionado muito bem. Claro, é um coloquialismo só até certo ponto. Certas convenções não são rompidas, e aí surge um problema: em pelo menos três situações há erros gramaticais que podem ser creditados ao coloquialismo, mas fica a dúvida. São as seguintes situações:

    1) “Nossa! Obrigado. – disse a ele, coração palpitando” (DISSE-LHE).
    2) “Não conseguiria voltar naquele local […]” (ÀQUELE).
    3) “[…] eu podia jurar que tinham pedras médias e grandes por ali […]” (O VERBO SERIA HAVER AO INVÉS DE TER).

    Outros erros, não computáveis ao coloquialismo:

    1) “Minha família deveria estar super preocupada com meu sumiço” (SUPERPREOCUPADA).
    2) “Sai correndo” (SAÍ).

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Publicado às 10 de março de 2017 por em Folclore Brasileiro e marcado .