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Detox Literário.

Votos Eternos (Ceres Marcon)

votos

O sorriso trêmulo delatava o nervosismo, quando o branco atravessou a porta da igreja e espalhou-se sobre a nave central escondendo o tapete vermelho que se alongava desde a entrada até a ponta de seus sapatos lustros.

A Ave Maria preencheu o espaço e sufocou os sussurros dos convidados, enquanto ele caminhava ao encontro da criatura diáfana, tão indeciso quanto no dia em que fez o pedido e ela, com olhos marejados, aceitou.

Não ouviu o sermão do padre e, na hora de dizer o sim, as pernas o levaram de volta para casa.

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88 comentários em “Votos Eternos (Ceres Marcon)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Eita, mas não é que o noivo rapou fora mesmo? rsrs.
    Atual, bacana, leve. Boa sorte!

  2. Roselaine Hahn
    27 de janeiro de 2017

    Com esse pseudônimo, não tive como não pensar no Bentinho de Capitu; ótima narrativa; li alguns comentários confundindo a entrada da noiva como se fosse a do noivo. Na minha leitura “quando o branco atravessou a porta da igreja”, e encontrou os sapatos no altar, ficou claro que foi a noiva que entrou na igreja, ou seja, como manda o figurino. Apenas mudaria a palavra “delatava” o nervosismo, por “denunciava” o nervosismo, na minha opinião manteria o vigor do parágrafo. Só esse tantinho, nada mais. Parabéns!

  3. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Um peso (votos eternos) e a recusa (o alívio). Se estava indeciso não deveria ter pedido a menina em casório, meu chapa, rs. Mas também não existiria esta bela história! O ambiente bem delineado, envolvido em lirismo descrevendo o peso de uma angústia que destruía o sagrado: “A Ave Maria preencheu o espaço e sufocou os sussurros dos convidados,”, o sermão que evaporou dos sentidos e a razão arrancando-lhe do destino que ele escolhera, por algum motivo que desconhecemos.
    Graças às suas pernas (as dele), ele seguiria seu caminho…
    Ótimo conto!
    Boa sorte!

  4. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Realmente, é melhor que o noivo desista do que ter um relacionamento ruim. Gostei do conto. Parabéns e boa sorte!

  5. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Putz, não consegui gostar da história. Digo, noivo ou noiva que foge já entrou na lista de acontecimentos que nem me surpreendem mais. Por isso o final do conto não me despertou sentimentos. Mas é bem escrito, só não fui na onda da trama mesmo.

  6. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    Meu sonho é ser convidada para um casamento assim! kkk
    Graças a Deus que o noivo desistiu, pq logo já se vê que essa incerteza ia causar um relacionamento complicado…
    É uma temática simples, cotidiana, mas não vejo isso como algo negativo.Quanto aos períodos longos, creio que demonstram o estado de espírito do personagem.
    Boa Sorte!

  7. Simoni Dário
    26 de janeiro de 2017

    Nervosismo ou dificuldades emocionais? Peninha da noiva, mas ás vezes a ficha cai um pouco tarde demais.
    Bom desafio.

  8. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    No meu entendimento, um conto bastante simples, que o autor parece reconhecer quando adota o estilo das frases longas para o leitor absorver em um folego só. Nesse sentido, o estilo, ao contrário do personagem, casou com a história.
    Não há muito inovação, mas é competente no que se propõe.
    De qualquer modo, parabéns e boa sorte

  9. Jowilton Amaral da Costa
    26 de janeiro de 2017

    O conto é bem escrito. Mas, desde o começo dá pra saber que não vai haver casamento. E o conto termina exatamente com a desistência do noivo. Ao menos foi assim que eu entendi. E, para mim, falo apenas de mim, um micro conto tem que tem impacto ou uma grande surpresa.Oque não ocorreu aqui.

  10. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Bentinho,

    Tudo bem?

    Bela homenagem à Machado de Assis e seu universo. Gostei.

    O texto é ótimo, o desenvolvimento da narrativa cativa e as imagens construídas são perfeitas.

    O final fica meio no ar e faz pensar. Ele caminhou para casa com ou sem ela? Imaginei que seria sem, mas o título leva a crer que eles se casaram, além de “Bentinho”, ao menos o de Machado, ser um apaixonado incorrigível.

    Boa sorte no desfio e parabéns por seu trabalho.

    Beijos

    Paula Giannini

  11. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    surpreendente a reviravolta do final que deixa o leitor surpreso e com um leve sorriso, pela situação e pela surpresa. Muitos parabéns

  12. Felipe Teodoro
    25 de janeiro de 2017

    Bem escrito, com uma trama simples mas que consegue abordar uma questão do cotiano de uma forma muito interessante. A indecisão e o peso de nossas escolhas é a chave da representação do personagem. Gostei, um conto na média.

  13. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Eu já imaginava um final assim, ainda mais quando citou que ele ainda estava indeciso. Mais a estruturação do texto foi muito boa. Um final que costuma acontecer mas que encaixou bem no conto. Boa sorte no desafio.

  14. Renato Silva
    25 de janeiro de 2017

    Bonito e simples. Um final sem muitas surpresas, mas que só fui entender após a terceira leitura. Gostei. Corretinho.

    Só faltava dizer que a noiva chamava Capitolina e esse noivo fugiu, após sonhar que de sua cabeça brotaram grossos galhos de queratina.

    Boa sorte

  15. Victória
    25 de janeiro de 2017

    Achei divertido! O texto é muito bem escrito, a narrativa leve e a ideia, apesar de manjada, inova por ser o noivo a fugir – curioso como nós achamos isso curioso, por sinal. Parabéns!

  16. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Estranho que no ritual do altar, é a noiva que se aproxima, e não o noivo que caminha em sua direção. E a gente fica imaginando a cena dele, com as pernas bambas de indecisão, voltando para casa. Daí já tinha decidido, não é mesmo? Acho que faltou um episódio que explicasse qual seria a outra alternativa dele. Boa sorte no desafio.

  17. Douglas Moreira Costa
    24 de janeiro de 2017

    Muito bem escrito, isso é fato. Quanto ao enredo, é diferente. Não foi a noiva que fugiu, e a forma como apresentou a recusa dele me agradou bastante. Pude visualizar toda uma cena, a igreja rodando em sua cabeça, as pessoas, os burburinhos, as luzes, a noiva: TUDO pressionando o rapaz, o impelindo ao sim, as expectativas. E então as pernas marchando pela rua, sozinho, com muito ainda acontecendo na cabeça, mas dessa vez ele está livre.
    Eu gostei MUITO do texto. Meus parabéns.

  18. Lee Rodrigues
    24 de janeiro de 2017

    Então, Bentinho…

    Seu conto é bom, mas num certamente onde alguns saíram dessa coisa linear, o seu foi ofuscado. O momento do clímax já se fazia deduzir, e isso me roubou a surpresa, o espanto, e mesmo invertendo os papeis, porque geralmente é a noiva que fica indecisa, nervosa… não me surpreendeu nem despertou sentimentos.

  19. Fil Felix
    24 de janeiro de 2017

    Pensei que o conto iria fechar com um final feliz e deixar o leitor com cara de paisagem, mas gostei da surpresa. Deu um gostinho de ironia em relação ao resto do texto, num tom mais sóbrio. Boas descrições, ótimas palavras e cenas (como falar da nave da Igreja). Bom conto.

  20. Srgio Ferrari
    24 de janeiro de 2017

    hehehehe muito bom, gostei. Daqueles finais clássicos (coloque fuga de casamento como MANJADO), mas, estranhamente, ainda funcionam. Funcionou com este.

  21. Wender Lemes
    24 de janeiro de 2017

    Olá. O sobressalto aqui fica na rejeição inesperada, uma vez que o próprio protagonista havia pedido a moça em casamento. A narrativa é superficialmente simples, mas feita de uma perspectiva diferente, estranha aos olhos, inserindo algumas palavras pouco usuais para quebrar o efeito de simplicidade. Gosto desse tipo de jogada, estende a surpresa além da trama.
    Parabéns e boa sorte.

  22. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Está muito bem escrito. Cria as cenas de forma vívida.
    Mas senti falta de ritmo e um final mais interessante. O noivo foge por que estava nervoso? Fica um pouco sem graça, como história. Sobre o ritmo, é por causa das frases longas. Eu não curto, a menos que sirva pra criar um ritmo, normalmente logo depois de uma série de frases curtas. Esse foi o principal incomodo, o final fraco podia ser ofuscado pela forma.

    Boa sorte.

    Abraços.

  23. Gustavo Aquino Dos Reis
    24 de janeiro de 2017

    Bentinho,

    que conto bem escrito.

    Gostei demais.

    Irretocável.

    Parabéns.

  24. angst447
    24 de janeiro de 2017

    Olhei a imagem escolhida, li o título, senti um clima de romantismo juvenil, ar de primavera espalhando-se pelas poucas linhas. No entanto, o conto pareceu-me esticado nas pontas, talvez devido às frases longas.Sempre prefiro orações mais curtas, que possam causar impacto sem verbalizar demais.
    O noivo, nervoso e indeciso (mas que escolha errada da mocinha,hein?), foge na última hora dos votos eternos. Mas por que eternos? Já que é só até que a morte os separe?
    Agora, reparando no seu pseudônimo, pensei se seria sua intenção apresentar um Bentinho, nervoso e tímido, desistindo de sua Capitu antes que fosse tarde demais.
    Boa sorte!

  25. catarinacunha2015
    24 de janeiro de 2017

    MERGULHO singelo em uma cena simples. A construção é competente, mas a trama deixou a desejar. O final abrupto não gerou o IMPACTO pretendido. Beleza previsível.

  26. Andreza Araujo
    23 de janeiro de 2017

    Interessante notar que o noivo não teve um arrependimento de última hora, como na verdade ele sempre foi indeciso na questão do casamento. E isto reafirma sua história. De outro modo, acho que ficaria muito clichê. Muito bem escrito! Só senti falta de mais vírgulas na primeira parte do conto. Abraços!

  27. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Despretensioso e muito legal. Apesar de ter sentido raiva desse noivo indeciso, a história trata um episódio complicado com frescor. Gostei, vai para a lista!

  28. Marco Aurélio Saraiva
    23 de janeiro de 2017

    Nunca é fácil proferir os “Votos Eternos”, não é?

    Achei o conto muito bem escrito, narrando bem o nervosismo de um noivo indeciso. A linguagem rebuscada não atrapalhou, mas achei que o primeiro parágrafo foi muito comprido, forçando-me a relê-lo para entender tudo o que ele expressava.

    De resto, foi um micro conto legal de ler, mas que narra uma cena um tanto já comum no “olho da mente” da maioria dos leitores.

  29. Fabio Baptista
    22 de janeiro de 2017

    Fiquei com impressão de que a linguagem empregada não combinou muito com o tom do conto. Foi rebuscada em excesso (sem contar o primeiro parágrafo de tirar o fôlego… por falta de vírgula) e acabou ofuscando o tom de humor sutil que o conto poderia ter com essa fuga do altar.

    Abraço!

  30. Miquéias Dell'Orti
    22 de janeiro de 2017

    Olá,

    Clara cena de desistência do casório. Muito bem ambientada e com um final que, apesar de clichê, teve sua inovação. Legal que o ato quase se constitui, ele quase vai… mas por algum motivo nebuloso, retorna para casa sem dizer o esperado sim. É o que deixa abertura para a imaginação do leitor.
    Parabéns.

  31. Cilas Medi
    22 de janeiro de 2017

    Perfeito. Fugir do sufoco do casamento é ou deveria ser a atitude da maioria que não está preparada para exercer uma vida de abnegação, restrição e dependência. Um conto para o sarcasmo, explorando essa situação de uma maneira divertida. Foge mesmo. Parabéns!

  32. Thayná Afonso
    22 de janeiro de 2017

    O final me fez sorrir, acho que teria feito o mesmo que ele. Votos eternos? Assustador demais para mim, difícil tomar uma decisão dessas. Parabéns pelo trabalho!

  33. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    Bem estruturado, o narrador é forte, o texto, muito bem escrito, é ao mesmo tempo poético (“o branco atravessou a porta da igreja e espalhou-se sobre a nave central escondendo o tapete vermelho”, “A Ave Maria preencheu o espaço e sufocou os sussurros dos convidados”) e bem humorado. Eu, particularmente, compartilho da premissa q o casamento pode ser mesmo algo apavorante, ainda mais se for encarado como “eterno”. Rsrs. Muito bom trabalho, parabéns!

  34. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Delícia de texto! Vai escorregando, escorregando, parece colher de mel. Fora um “lustroso” que virou “lustro”, talvez uma pontuação mais criativa trouxesse mais dramaticidade e um ritmo mais original…Mas deu pra ver o cuidado do autor na escolha do título, da ilustração, dos termos usados para criar imagens impecáveis. Apenas sendo chatinha: o noivo não “caminha” ao encontro da noiva; ela é que caminha ao encontro do pai ou seu substituto que, por sua vez, a entrega ao noivo…

  35. Givago Domingues Thimoti
    22 de janeiro de 2017

    Ironia Machadiana detectada… Votos eternos que duram o mesmo tempo do sermão do padre.
    O texto é bonito e bem escrito.
    Boa sorte!

  36. Bia Machado
    20 de janeiro de 2017

    Um conto que comecei a ler, pensando: “Mas é só?” e fui bem surpreendida pela reviravolta ao final. Achei engraçado e ri, imaginando a cena. Se estava com tanta dúvida, melhor mesmo não casar. Muito boa ideia, só achei meio descritivo no primeiro parágrafo. Talvez se o início se desse de outra forma…

  37. Leandro B.
    20 de janeiro de 2017

    Oi, Bentinho.

    Ficou claro o bom controle que tem sobre as palavras, fazendo construções interessantes do momento do casamento, e mesmo sobre a duvida do noivo. Gostei especialmente do primeiro parágrafo.

    Ainda assim, o conto deixou de lado uma das coisas que acho que mais enriquecem os micros, que é o subtexto. Esse subtexto às vezes é substituído por um final que impacte ou incomode, mas aqui não me fisgou tanto, talvez pela temática, talvez pela falta de empatia.

    Enfim, um bom conto. Até agora o único que vi falando sobre casamentos no desafio.

  38. Fheluany Nogueira
    20 de janeiro de 2017

    Imagens lindas como devem ser todas relacionadas às noivas. A indecisão do noivo desde o pedido em casamento; o desfecho não poderia ser outro. Que papelão! Mais um conto com referência a “Dom Casmurro”. Eterno somente a obra de Machado. Texto leve, despretensioso, tragicômico. Atingiu o objetivo: uma leitura agradável. Parabéns. Abraços.

    • Fheluany Nogueira
      20 de janeiro de 2017

      Estou distraída: a palavra “lustro” é um substantivo; foi usada no texto como adjetivo. Neste sentido seria melhor usar “lustroso”, “brilhante” ou outro sinônimo.

  39. Evandro Furtado
    20 de janeiro de 2017

    A trama não tem a consistência necessária para segurar o conto. Tampouco o tem a narrativa. Foi mal, mas pra esse vai o troféu “sem sal”.

    Resultado – Average

  40. waldo gomes
    19 de janeiro de 2017

    Conto “bateu um cagaço”, no qual o noivo foge.

    Muito bem escrito, bem conduzido, com leve suspense.

    Boa estória com poucas palavras.

  41. Amanda Gomez
    19 de janeiro de 2017

    Oi, Bentinho.

    Gostei, a tensão foi posta na dose certa, a gente vai correndo entre as palavras tentando entender no que isso vai dá e, Pah! não deu.Ainda bem, considero um final feliz, se for pensar no que poderia vir depois, casamento sem amor, filhos divorcio… mas o filho da mãe bem que poderia ter se arrependendo um pouquinho antes, né? rsrs

    Um bom texto, com uma linguagem agradável, consegui me conectar nesse ambiente.

    Boa sorte no desafio.

  42. Iolandinha Pinheiro
    19 de janeiro de 2017

    Uma clara referência ao romance Dom Casmurro, considerando o nome do autor do conto ser Bentinho Machado. Decerto teve uma visão antecipada dos chifres que ia levar e pegou o beco. Melhor assim do que ficar acusando a mulher de traí-lo com o melhor amigo. Até porque ninguém sabe se Capitu traiu o Bentinho ou não, apenas o autor do conto O Robô, mas isso são especulações. Gostei da inversão dos papéis. Mas não sei se foi o suficiente para vc ir ao mezanino. Segue a carruagem.

  43. Juliano Gadêlha
    19 de janeiro de 2017

    Nossa, que anticlímax! Mas dos bons, se isso é possível. O fato é que eu gostei. A narração nos guia de maneira magistral para que caiamos como patinhos em um final inesperado. Um bom texto, que consegue fazer diferente em um tema como casamento, já tão cheio de clichês. Parabéns ao autor, um claro fã de Dom Casmurro!

  44. Vitor De Lerbo
    19 de janeiro de 2017

    A escrita foi boa e o leve suspense criado ao longo do conto se torna real no final. Não há surpresa, mas o desfecho é tragicômico.
    Boa sorte!

  45. Laís Helena Serra Ramalho
    19 de janeiro de 2017

    Gostei da surpresa que veio ao final do conto. O tom da narrativa deu a entender que se tratava de algo sério, e no final você conseguiu quebrar a expectativa sem destoar da narrativa dos primeiros parágrafos. O único problema é a primeira vírgula logo na primeira frase, que talvez não devesse existir (na verdade, essa parte do sorriso trêmulo me causou certo estranhamento; talvez ficasse melhor se estivesse escrito “sustentava um sorriso trêmulo quando…” ou “abriu um sorriso trêmulo quando…”). Mas a parte da Ave Maria preenchendo o ambiente ficou bem construída.

  46. Matheus Pacheco
    19 de janeiro de 2017

    Po cara, olha o esteriótipo ai do homem não querer se casar, mas poxa mano o cara fugiu correndo, se pelo menos ele tivesse uma bike seria um pouco mais fácil.
    Um ótimo conto amigão.

  47. Luis Guilherme
    18 de janeiro de 2017

    Caramba o fdp largou a coitada na mão.

    ahhahaha

    Situação leve e divertida, despretensiosa.

    Não me prendeu nem ganhou tanto, mas é um alívio cômico em meio a tanto drama.

    Enfim, parabéns pelo trabalho!

  48. Andre Luiz
    18 de janeiro de 2017

    Uma narrativa bela com um final inesperado.

    -Originalidade(8,5): O tema da fuga é pertinente, não muito original. Todavia, como disse o Thiago, sua narrativa foi tão bela que mereceu os pontos.

    -Construção(8,5): Gostei das frases que você criou, foi bonito de se ler. O final também marcou, por ser um excelente anticlímax.

    -Apego(7,0): A história da noiva me convenceu, porém eu não curti muito ele ter corrido apenas por indecisão.

    Parabéns!

  49. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    18 de janeiro de 2017

    Bela narração!tema sempre atual. Escolhas ausentes… reações intransigentes. Gostei muito. Parabéns!

  50. Thiago de Melo
    18 de janeiro de 2017

    Amigo Autor,

    Meus parabéns pelo seu domínio de narração. Gostei muito.
    O jeito como você “preencheu” a sua história me fascinou.

    “o branco atravessou a porta da igreja e espalhou-se sobre a nave central escondendo o tapete vermelho que se alongava desde a entrada até a ponta de seus sapatos” – Essa frase ficou perfeita.

    Quanto ao tema ser batido (fuga na hora do matrimônio) eu não me importo nem um pouco. Todo ano milhares de quadrilhas são encenadas nas festas juninas com a mesma temática e nem por isso esse tema deixa de ser válido. acho que o mais importante do que a sinopse de uma história é a forma como essa história é contada e, no seu caso, a narração foi primorosa.

    Termino com uma citação de Hemingway para corroborar a minha opinião de que nenhum tema é inválido, por mais que já tenha sido usado outras vezes:

    “No subject is terrible if the story is true, if the prose is clean and honest, and if it affirms courage and grace under pressure.” (Nenhum tema é terrível se a história é verdadeira, se a prosa é limpa e honesta, e se afirma coragem e graça sob pressão). – Ernest Hemingway

    Parabéns!

  51. Gustavo Castro Araujo
    17 de janeiro de 2017

    Gostei do conto. Muito bem descrita a cena inicial – e eu me identifiquei bastante com ela (refiro-me só ao primeiro parágrafo, para que fique claro, rs). A indecisão que se denota no trecho seguinte ilumina o caminho para o desfecho, que não deixa de ser surpreendente pelo modo como foi descrito – as pernas trêmulas que parecem adquirir vida própria. Enfim, é um conto divertido, de muito fácil aceitação porque fala de algo próximo a qualquer pessoa.

  52. Eduardo Selga
    17 de janeiro de 2017

    Cenas de casamento costumam render-se a alguns clichês cansados, como a negativa de alguém da “plateia” e a fuga da noiva com outro. A desistência dele, embora não seja comum, é uma variante com o mesmo intento (a não realização do enlace matrimonial) que, embora pouco comum, não chega a ser original por si mesma. Para que fosse talvez se fizesse necessário agregar mais algum elemento, o que o espaço inibe.

    No trecho “[…] até a ponta de seus sapatos lustros” há um grande equívoco. “Lustro” é o período de tempo correspondente a cinco anos. Certamente a intenção foi dizer “lustrados” ou “lustrosos”, palavras que significam “reluzentes” ou sinônimos.

  53. mariasantino1
    17 de janeiro de 2017

    Legal que o clímax esperado é um balde de água fria. Haha!
    Eu gostei do conto, das palavras e do suspense. Achei a sentença inicial muito longa, mas dá pra entender tudo o que acontece e ainda ficar com certa dó. Caraca! Ele pediu a mão da mina e não teve coragem de dizer sim?

    Boa sorte no desafio.

  54. Thata Pereira
    17 de janeiro de 2017

    Esse conto me fez rir, muito. Lembrei de um casamento que eu sabia que a noiva estava sentindo exatamente isso, porém ela não fugiu. Ri, mas, nesse caso, não foi uma história engraçada, muito menos o modo como ela está seguindo… por isso, feliz foi o noivo que fugiu e feliz da noiva que terá muitas outras oportunidades pela frente. Bem divertido.

    Boa sorte!

  55. Davenir Viganon
    17 de janeiro de 2017

    O conto faz uma pintura de um único momento, explorou o cenário e os sentidos, só faltou uma sugestão do motivo. Por isso fiquei com a sensação de que as duas primeiras frases ficaram longas, não apenas por elas serem muito grandes. Ainda assim gostei do conto. A estória é bacana e o final surpreende.

  56. Anderson Henrique
    17 de janeiro de 2017

    Noivo em fuga! E quase levou o leitor junto. Uma sugestão: encurte as sentenças. O primeiro parágrafo é todo descritivo, todo adjetivado e grande d+. Quase tropecei nesse tapete interminável. O segundo vai pelo mesmo caminho. Com mais ritmo, essa narrativa ficaria bacana.

  57. Priscila Pereira
    17 de janeiro de 2017

    Oi Bentinho, eu gostei do seu texto. As descrições são ótimas e a ideia é boa, geralmente é a noiva que foge… Parabéns e boa sorte!!

  58. Brian Oliveira Lancaster
    17 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Um relato de casamento. Tem frases grandes, de quase faltar o fôlego, mas cheias de sentido. Tem ares de crônica do cotidiano, mas como não houve mais nada além do fato esperado, torna-se um texto bastante comum, mas cheio de significados. – 8,0
    O: Não vi nada muito original, mas é uma boa descrição de sensações de um casamento no religioso, como não ouvir certas partes devido ao nervosismo. – 8,0
    D: Um texto bem escrito, mas que falta aquele maior impacto, tanto antes quanto depois. Poderia acontecer alguma coisa ao fim, nem que fosse um tropeção ou vestido rasgado. Dá a entender que o noivo foge, mas não ficou tão claro para mim. – 8,0
    Fator “Oh my”: as sensações convencem, mas é uma reflexão bastante comum do dia a dia.

  59. Rubem Cabral
    17 de janeiro de 2017

    Olá, Bentinho.

    Bom o conto, mas o fechamento, com a fuga do noivo, embora fosse uma surpresa, não foi algo realmente tão inesperado. A escrita está bem segura, dá para se visualizar a cena com facilidade.

    Nota: 7.

  60. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Não curti a frase gigante do começo, tirou todo o fôlego do ritmo da leitura. Fora isso, achei mediano. Pra mim não fede e nem cheira.

    • Ceres Marcon
      18 de janeiro de 2017

      Oi, Victor!
      Só por curiosidade: você é goiano?

      • Victor F. Miranda
        18 de janeiro de 2017

        Carioca!

    • Ceres Marcon
      18 de janeiro de 2017

      Essa frase “não fede e nem cheira” é típica dos goianos. 😀
      Ri muito, quando li, porque lembrei de um amigo querido.

  61. Luiz Eduardo
    16 de janeiro de 2017

    Apesar de não ser uma ideia original, não dá pra dizer que já era esperado. A escrita sem dúvida foi caprichada e acrescentou valor à história. Parabéns e boa sorte!

  62. Tatiane Mara
    16 de janeiro de 2017

    Olá…

    O texto fala de noivo em fuga no dia do casamento.

    Bem escrito,mas infelizmente a reviravolta não foi o suficiente para abrilhantar a coisa. Achei legal.

  63. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    16 de janeiro de 2017

    Excelente descrição. Usou muito bem a narrativa. Gostei!

  64. Sabrina Dalbelo
    16 de janeiro de 2017

    Super bem escrito.
    Foi muito legal ver uma situação comum, como uma cerimônia de casamento, sob o ponto de vista tão singular como o do sentimento íntimo do noivo indeciso.
    Ficou levemente engraçado, e respeitou os sentimentos envolvidos.
    Gostei!!

    Parabéns.

  65. Antonio Stegues Batista
    15 de janeiro de 2017

    O noivo desistiu do casamento simples e direto, Só posso imaginar a noiva chorando. É triste, sim, dá pena da noiva, mas talvez fosse melhor assim, talvez não daria certo. O noivo teve uma premonição e resolveu ir embora enquanto era tempo.

  66. elicio santos
    15 de janeiro de 2017

    “desde a entrada até a ponta de seus sapatos lustros.” O correto seria lustrosos. Já que o noivo fez o pedido de casamento indeciso, por que não desistiu antes? Essa temática é bem batida e o final não surpreende nem dá margem para novas interpretações. Boa sorte!

  67. Tiago Volpato
    15 de janeiro de 2017

    Muito boa a descrição da cena. Conseguiu passar bem o momento. Parabéns!

  68. Glória W. de Oliveira Souza
    15 de janeiro de 2017

    Bela descrição cênica. Há dramaticidade. Detalhista. Fílmica. Faz-nos acompanhar toda a trajetória da noiva. Passo a passo. Minuto a minuto. E como nos tempos atuais não há mais diferença entre sonhos masculinos e femininos, o personagem também, assim como muitas mulheres, sonham em entrar na igreja com todos os simbolismos de um casamento tradicional.

  69. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    15 de janeiro de 2017

    Vendo por outro ângulo, ele pode ter se casado sim, mas a emoção do fato deixou-o surdo, mudo, talvez até cego para tudo o mais que não fosse a esposa, até chegarem em casa… porque teria que ser diferente e não assim?…

  70. Vanessa Oliveira
    15 de janeiro de 2017

    Um fujão? haha. Bem, entendo ele… o casamento é assustador, as vezes. Mas, se não tinha certeza, por que pediu? Pressão da sociedade, né? Bom para a mulher, que, pelo menos, foi poupada de casar com um homem que não tinha certeza do que queria. O tema é legal, o texto está bem explicado e fechado… curti. Boa sorte!

  71. José Leonardo
    15 de janeiro de 2017

    Olá, Bentinho Machado.

    Nervosismo alegre, suntuosidade e… fuga. O caráter ultraindeciso ou inseguro do personagem demonstrado no momento em que abandona a noiva no altar, ele, que havia proposto o casamento.

    O primeiro parágrafo é corrido, sem fôlego, gradual, o que “casa” com a expectativa da cena matrimonial. Muito bom.

    Boa sorte neste desafio.

  72. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Bem engraçado esse história de marido fujão. Gostei da associação do branco do vestido da noiva entrando na igreja. Parabéns!

  73. Bruna Francielle
    14 de janeiro de 2017

    Hahaha, gostei, o final dá uma reviravolta cômica, que não se esperaria dado ao inicio.
    Mas destaco que quase perdi o folego pra ler isso:
    “quando o branco atravessou a porta da igreja e espalhou-se sobre a nave central escondendo o tapete vermelho que se alongava desde a entrada até a ponta de seus sapatos lustros.”
    Isso porque é um trecho muito longo e sem nenhuma vírgula, cansou bastante, acho que uma vírgula em algum ponto ajudaria bastante !!
    Mas eu gostei bastante do conto, é engraçado e inteligente. Muito bom, parabéns !

  74. Fernando Cyrino
    14 de janeiro de 2017

    Caramba, que história gostosa de se ler. Ao contrário do casal a forma e o conteúdo se encontram cansadíssimos. Parabéns. Muito legal o conto.

  75. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    Gostei da trama e do desfecho,as limitações do desafio não permitiram talvez,explorar melhor o “amarelar” do noivo.Boa sorte.

  76. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    Bom conto. Bem escrito, fluente, narra a fuga do noivo.

    Não gostei do pseudônimo, por explicar ou antecipar a coisa, quando li já pensei em traição ou suposta traição, no caso do conto, o noivo se antecipou aos eventos com medo.

    Bom conto.

  77. Guilherme de Oliveira Paes
    14 de janeiro de 2017

    Muito bom, há uma história completa e o final deixa espaço pra diferentes interpretações, fechando bem o conto. Toda a cena é descrita com precisão, sem abrir mão de elementos que embelezem a linguagem; é possível visualizá-la com clareza.

  78. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Conto aberto, o leitor tem que entender a sentença final para poder entender o texto em sua completude! Ótimo exemplo de microconto. A forma narrativa também foi sublime!

  79. Leonardo Jardim
    13 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐▫▫): uma igreja e um casamento, mas não consegui entender os personagens, nem o final.

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, sem problemas.

    💡 Criatividade (⭐▫): casamento é um tema muito comum.

    ✂ Concisão (⭐▫): parece que faltou coisa, acho que cortou demais.

    🎭 Impacto (⭐▫▫): não entendi o conto, a noiva chegou e aceitou o casamento, provavelmente contrariada, e o noivo fugiu! É isso? Mesmo se for, precisava entender os motivos.

  80. Ceres Marcon
    13 de janeiro de 2017

    Bentinho Machado!
    Que noivo mais medroso! Quando ele pediu a mão da moça, não pensou nas consequências?
    A pobre da mulher ficou lá, a ver navios. Que cafajeste!
    Um bom conto. Parabéns!

  81. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    kkkkkk eita, noivo fujão! Borrou-se todo na hora do sim. Amém, para ela, que vai viver a vida numa boa, com outro – talvez – que entenda que casamento não é compromisso prisional. Enfim… Uma beleza de escrita – uso da linguagem, figuras de linguagem… Tudo no lugar certo. Todos os requisitos para um texto muito bom.

  82. Keynes Aynaud
    13 de janeiro de 2017

    Muito bem escrito e o final é de colocar um sorriso no rosto. Ótimo trabalho! Boa sorte com o desafio.

  83. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    O cara fugiu na hora “H”? Esse é um soldado esperto. rsrs. O interessante é que o microconto partia para um final lindo e lírico, todavia o autor salvou o persona a tempo! Parabéns!

  84. Anorkinda Neide
    13 de janeiro de 2017

    afff que narração linda! parabens!!
    entendi o final? mas q filha-da-puta…haha
    espero ter entendido errado
    mas nao retira a beleza do texto.. tao poucas palavras e tao belas,,, ❤
    abração

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .