EntreContos

Detox Literário.

Vida e morte do homem só (Juliano Gadelha)

Nasceu no âmago do amor familiar.

Cresceu percebendo-se diferente. Os outros não faziam sentido. Tolos, erráticos, insensíveis, cruéis. Protegeu-se em relações superficiais. Ainda assim, laços foram rompidos bruscamente.

Desistiu. Seus vínculos estavam fadados a dolorosos desfechos. Decidiu nem começá-los. Viveu como rei absoluto de sua fortaleza interior. E, como nunca antes, feliz.

Feliz. Adorava cantar e pular no chuveiro. O chão liso, traiçoeiro, o derrubou impiedosamente certo dia. Olhos vidrados, não conseguia se mexer ou falar. Nem havia quem chamar. Seu crânio fendido tingia de vermelho a água. No fim, uma vida em paz cobrou-lhe uma morte em agonia.

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88 comentários em “Vida e morte do homem só (Juliano Gadelha)

  1. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Mais um conto bem triste, bem interessante, ficou bom. Boa sorte.

  2. Felipe Teodoro
    27 de janeiro de 2017

    Um conto triste e muito pesado. A cena da morte é boa, pois uma situação como essa seria realmente horrível. Ainda assim, acho que fazer essa escolha, contar praticamente toda a vida de um personagem em uma história tão curta, deixa as coisas com cara de resumo, entende? Quem sabe se a história inicia-se com ele tomando banho, aí você inserisse as memórias e informações para no fim acabar com a morte, fosse melhor. Mas sei que a história é sua e não quero que mude só pq eu falei, o que eu realmente quis dizer aqui, é que sempre precisamos ter em mente que um micro-conto (e o conto também), eles são como fotografias, correr tempo demais em uma história dessas, sempre deixa aquela sensação de algo faltando. Enfim, boa sorte.

  3. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Gostei da introspecção do protagonista e a última frase fechou o conto de uma maneira excelente. Parabéns

  4. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    É engraçado como mesmo em períodos de introspecção, é impossível que sejamos completamente sozinhos. É impossível viver sem interação humana, precisamos dos outros, não importa o quanto desejemos o contrário. Não tem jeito, acho que todos os vínculos estão fadados a falhar, será que vale à pena se abster tanto assim? Ótimo conto, parabéns!

  5. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Uma trajédia de certa forma interessante, mas que poderia crescer muito se o autor acrescentasse mais emoção, inclusive no desfecho, onde faltou algo que consolidasse o conto.

  6. rsollberg
    27 de janeiro de 2017

    Aristóteles dizia que o homem só é pleno dentro da sociedade, fora dele é uma besta ou um demiurgo. Assim sendo, sua abordagem para a felicidade solitária é muito relevante. Temos aqui a exceção da regra, E sim, aparentemente a felicidade do protagonista era plena. Ocorre que por um golpe do destino, esse jeito viver cobrou o seu preço. Lembrei-me do “into de wild” e do curta “o lobinho nunca mente” do Anões em Chamas, que também possuem esse mote e o desfecho com essa agonia solitária.
    Parabéns!

  7. Estela Menezes
    27 de janeiro de 2017

    Desde o título, já podemos imaginar que o relato teria que ser simplificado e simplista, até para caber no espaço disponível. E foi justamente o que aconteceu: uma premissa interessante levou a uma constatação final não necessariamente moralista, um personagem bem construído, um desenvolvimento bem cuidado, um desfecho coerente trazendo uma cutucada de ironia maldosa. Tudo redondinho, na medida certa, nada em especial a cortar ou acrescentar. Algumas imagens muito criativas, já bastante comentadas. Só não sei se gosto muito de “Nasceu no âmago do amor familiar” e diria que vale a pena substituir “o derrubou” por “derrubou-o”…

  8. Gustavo Aquino Dos Reis
    27 de janeiro de 2017

    Até o final do segundo parágrafo o conto tinha me nocauteado de bom.

    “(…) rei absoluto de sua fortaleza interior”. Demais isso aqui.

    Porém, o final ficou aquém de tudo. Não sei, me pareceu uma tragédia pífia, gratuita, para um personagem tão complexo e – para mim – empático.

  9. Lee Rodrigues
    27 de janeiro de 2017

    O texto nos faz tentar compreender os sentimentos do persona, abre lacunas para as possibilidades sequências de decepções, possibilitando o uso da capacidade imaginativa do leitor. Essa relação é feita usando o nosso histórico, nossas cicatrizes. Nisso o texto atinge o objetivo, nos leva a identificação, mas fecha no instante em que libera a sentença de “ter que dar para receber”.

    É um bom conto, talvez, apenas cortasse a frase “nem havia quem chamar”, e a última frase (No fim, uma vida em paz cobrou-lhe uma morte em agonia), eu separaria num outro parágrafo, penso que valorizaria ainda mais o seu peso.

  10. Thiago de Melo
    27 de janeiro de 2017

    Excelente! Parabéns! Já está na minha lista!

    Essa frase aqui já valeria o conto pra mim: “Viveu como rei absoluto de sua fortaleza interior”. Na hora que eu li quase dei um grito aqui em casa, pq finalmente alguém tinha resumido meus objetivos de vida hehehehhe.

    Também gostei muito da reviravolta no final. Essa frase ficou muito bem construída: “uma vida em paz cobrou-lhe uma morte em agonia”. Muito bom! Parabéns!

  11. Pedro Luna
    26 de janeiro de 2017

    Gostei e não gostei. Explico: no passado vivi um período semelhante ao do personagem. Após algumas experiências bizarras, acabei me isolando um pouco e virando um senhor de mim mesmo. O negócio era tão sério que quando eu pensava em me apaixonar e namorar novamente, começava a me tremer (hahahaha). Hoje estou melhor e gostei do início do conto por trazer bem esse drama pessoal. Apesar de que… acredito que você deve viver bem, e se o personagem era feliz daquela forma, então dane-se.

    Já o final me soou um pouco como uma lição de moral desnecessária. Conheço pessoas cercadas de gente, que morreram em agonia. O personagem pelo menos foi feliz enquanto durou..rs

  12. Vanessa Oliveira
    26 de janeiro de 2017

    Nossa, que inesperado! Já ouvi dizer que não conseguimos viver em solidão absoluta, precisamos de contato humano, mas discordo. Aprender a viver consigo mesmo é bom. Gostei do conto, achei interessante o desfecho. Boa sorte!

  13. Davenir Viganon
    26 de janeiro de 2017

    Estória fechada com situação e punição do destino no final. Não consegui sentir nada pelo protagonista, logo, o destino dele não me importou muito. Achei o conto redondinho mas não me conquistou.

  14. Cilas Medi
    26 de janeiro de 2017

    A morte como fator principal nesse encontro de micro contos, infelizmente. Nesse caso, bem escrito, mas, no título tudo o que se precisava saber sobre ele. O autor deveria escolher um título menos esclarecedor.

  15. Thata Pereira
    26 de janeiro de 2017

    Ai autor… eu podia sentar e ficar HORAS discutindo seu conto com você. Não de uma forma para criticá-lo, mas seu personagem é um serzinho muito interessante.

    Ele diz que os outros são “Tolos, erráticos, insensíveis, cruéis” e por julgá-los dessa forma acaba, antes mesmo do fim, sendo tolo, errático, insensível e cruel. A vida é linda.

    De tanto se proteger, acabou desprotegido. Vamos conversar sobre esse conto, por favor?

    Nessa altura do campeonato acho que não vai para minha lista, mas vale muito a discussão.

    Boa sorte!

  16. Srgio Ferrari
    26 de janeiro de 2017

    Toda a construção do começo não se liga com o final….então parece mesmo encheção de linguiça pra sua ideia de final. Faz perder o tempo do leitor quando poderia ter ido direto ao assunto do homem solitário que se “fodeo” numa queda. Você sabe, né? O lobinho nunca mente (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) 😉

  17. Glória W. de Oliveira Souza
    26 de janeiro de 2017

    Relato de temática sobre solidão, isolamento, apatia, insensibilidade, indiferença, egoísmo, antipatia, repulsa e afastamento. Típico de grupo social que optam pelo comportamento ‘single’. O bom berço não foi suficiente para afastá-lo de uma trilha de conforto socioemocional. A morte, por mais banal e corriqueira, indica que, na maioria das vezes, somos responsáveis pelas nossas escolhas. Até trágicas, como a cena final, mas que não impacta, como faz crer a descrição.

  18. Rubem Cabral
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Malakian.

    Um bom conto, com um personagem bem desenhado, que se protege do mundo ao não se expor. Apenas lamentei o desfecho, um tanto comum. Boa a escrita: não notei falhas por acertar.

    Nota: 7.5

  19. Vitor De Lerbo
    26 de janeiro de 2017

    As ironias da vida e da morte retratadas muito bem. Em poucas palavras, conseguimos visualizar todo o trajeto do protagonista, desde seu nascimento, suas escolhas que o levaram a ter certo tipo de vida e sua morte, que também tem muito a ver com a maneira que viveu.
    Boa sorte!

  20. Anderson Henrique
    26 de janeiro de 2017

    Tá tudo certinho: fluido, organizado, boa passagem de tempo. Mas acho que é aí que está o calcanhar frágil do conto: é bastante coisa acontecendo e passa tudo muito rápido. Entendo que o limite prejudica, mas achei que o conto ficou na superfície. Achei o final bom, bem contado, mas seguro um um fio frágil.

  21. Leandro B.
    25 de janeiro de 2017

    Oi, Malakian.
    Cada vez mais conectados e cada vez mais sozinhos.

    Gostei de como toda a vida do personagem foi condensada em poucas palavras, de forma bem convincente. O homem parece verdadeiro, e olha que nem sabemos sue nome.

    A mensagem do conto não me atingiu, nem a ironia final me convenceu. Morreu porque pulava no banheiro (ainda que seja essa uma metáfora) e ao menos viveu sua vida feliz.

    Enfim, um bom trabalho.

  22. Simoni Dário
    25 de janeiro de 2017

    O homem viveu a escolha de uma vida na solidão. O triste fim do solitário em sua morte trouxeram impacto ao conto de uma forma trágica. Gostei.
    Bom desafio!

  23. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Malakian,

    Tudo bem?

    Seu conto me lembrou o “Fim” da “Fernanda Torres”. Não sei se é uma boa referência ao seu gosto, mas eu, pessoalmente, gostei muito do livro.

    O cotidiano é matéria riquíssima para a literatura e a morte de seu personagem no chuveiro dá esse tom. Ele optou por uma vida solitária e morreu como viveu. Só. “Vivendo” o bom e o ruim de se ser só.

    Adorei a premissa. Você é um ótimo contador(a) de histórias.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  24. Miquéias Dell'Orti
    25 de janeiro de 2017

    Caraca, que pancada na cabeça o final desse conto.

    Você construiu um ambiente todo confortável, contando com habilidade o desenvolvimento da personalidade de uma pessoa que tem alguns problemas de adaptação social. Uma pessoa que encontrou sua paz na solidão, mas que foi cobrada com a morte pela falta de relações com as pessoas.

    Como não estava esperando nada de mais, a frase final me causou um puta choque.

    Quanto a escrita, certas repetições deixaram alguns trechos um pouco cansativos, mas isso não diminuiu em nada o impacto que a história me proporcionou

  25. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Na natureza selvagem do seu próprio banheiro, o protagonista encontra a proteção contra os relacionamentos duradouros e os laços familiares cruéis. No entanto, o destino faz a sua parte e dá a ele mais uma dose de agonia. Qual o sentido disso? Faz a gente pensar, mas não chegar a conclusão definitiva. Na parte técnica: laços foram rompidos – laços romperam-se (a voz passiva enfraquece). Só isso. Bom trabalho!

  26. Gustavo Castro Araujo
    24 de janeiro de 2017

    O conto me trouxe a lembrança da fantástica e perturbadora obra de Tolstói, “A Morte de Ivan Ilitch”, por retratar a vida vazia de um homem que, de repente, é atingido por uma doença misteriosa que o vai devorando aos poucos, até a morte. Claro que não há espaço aqui para debater o assunto com a profundidade que se vê no conto do autor russo, mas os ingredientes principais parecem ter sido cirurgicamente pinçados e, de fato, atiram ao leitor as mesmas perguntas incômodas atinentes à superficialidade da vida e suas consequências. Um belo trabalho. Parabéns!

  27. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Não sei se eu concordo muito com o que o texto passou. Claro que o personagem, pelo que foi mostrado, não é bem uma pessoa introvertida e de poucos amigos, e sim alguém que não consegue lidar com as pessoas ao redor (e nem com o fato de ser diferente) ou com as decepções. Mas não gostei da punição que veio ao final, como se fosse errado ele estar feliz com o estilo de vida que escolheu. Não que isso seja um demérito para o conto: é mais uma questão de gosto e opiniões divergentes.

    Quanto à escrita em si, está boa. Só achei que a cena final poderia ter sido descrita de forma um pouco mais impactante, mergulhando o leitor na dor e no desespero com os momentos finais.

  28. Amanda Gomez
    24 de janeiro de 2017

    Poxa, Malakian…Coitado do cara.

    De primeira me identifiquei bastante com o personagem, e digo com convicção que ele não fez escolhas erradas, apenas respeitou seu jeito de ser. Escolheu se preservar de coisas que podiam ou não lhe trazer alguma felicidade.

    A vida é solitária mas, é exatamente como ele escolheu, não vejo infelicidade aqui, e até estava animada com essa versão dos fatos, mas ai você matou o coitado… com uma mensagem do tipo ” não seja idiota, pode viver sozinho, mas só que terá é o arrependimento” Posso está exagerando, mas foi mais ou menos isso.

    Quando a hora chega, não importa se está só ou acompanhado. rsrs Se bem que, morrer sozinho deve ser uma droga haha.

    Uma vida em paz, é com certeza a melhor opção.

    Gostei do seu conto! Muito bem feito, a frase final me soou exagerada, mas coube bem como desfecho.

    Parabéns, boa sorte no desafio

  29. angst447
    24 de janeiro de 2017

    O título já diz tudo, né? Uma vida solitária, longe dos relacionamentos que só traziam dor de cabeça… e a morte estúpida no banheiro. Poxa, que trouxa!
    Boa narrativa, fechadinha e com um tom de “neste episódio, aprendemos que é preciso se relacionar para se encontrar um sentido na fugacidade da vida.”
    A vida como ela é, diria Nelson Rodrigues. Fugaz e traiçoeira.
    Boa sorte!

  30. vitormcleite
    24 de janeiro de 2017

    texto muito interessante mas que para mim perde força com a repetição de algumas palavras, sem ter entendido o porque dessa repetição. Lamento, pois podia ser um texto excelente

  31. Matheus Pacheco
    24 de janeiro de 2017

    Esse é o meu maior medo, morrer em solidão, sem ninguem para me ajudar mesmo que seja minhas horas finais.
    Um texto agoniante mas realmente muito bom.
    Um abração ao escritor.

  32. Bruna Francielle
    24 de janeiro de 2017

    Puxa, adorei o conto !
    Não esperava esse final sangrento.. com uma “filosofia” inovadora até, uma frase de efeito q acho que ninguém havia usado ainda, rs
    Está bem escrito, não vi nenhum erro aparente…
    Pelo menos o cara viveu feliz, né..
    Os detalhes do “cranio fendido” e outros deram riqueza para a cena, principalmente por se tratar de um microconto onde as vzs detalhes não conseguem ser incluídos por causa do limite
    Parabéns

  33. Mariana
    24 de janeiro de 2017

    Nossa! A vida e a morte de um homem comum… Ao tratar da pequenez, o conto se tornou grande. Vou ter que refazer a minha lista, esse coitado precisa figurar nela…

  34. Sabrina Dalbelo
    24 de janeiro de 2017

    Eis o preço de nossas escolhas.
    Não é mau escolher a solidão. Não é um erro.
    Eu gostaria que ele tivesse morrido feliz também, sem arrependimentos, sem cobranças, porque ele assumiu os riscos por suas escolhas conscientes.

    Mas… na hora da morte somos quase irracionais, egoístas e hipócritas.

    Essa é a mensagem do conto pra mim.
    Achei um belo trabalho.

  35. Luiz Eduardo
    24 de janeiro de 2017

    Sinceramente não gosto de his´torias que se propõem a “punir” os personagens ou ensinar uma lição. Boa sorte

  36. Lohan Lage
    23 de janeiro de 2017

    Bom microconto, Malakian.
    Não sei se a cena final tenha sido a mais adequada, por assim dizer, para causar o impacto que você intencionou. Talvez outra espécie de acidente enlaçasse melhor sua proposta, a do homem que vive e morre só.

    Me lembrou um escrito meu, de uma folha de papel que decide viver pura, sem que ninguém a riscasse. Morreu pura e vazia.

  37. elicio santos
    23 de janeiro de 2017

    Título e narrativa se combinam. O autor foi simples e objetivo. A mesma solidão que “pacificava” o personagem deixou-lhe “na mão” quando mais precisou. Boa sorte!

  38. Luis Guilherme
    22 de janeiro de 2017

    O texto tá super bem escrito, e não procura surpresas.
    Digo isso pois a história tá toda apresentada, desde o título, que parece uma sinopse.

    Não que isso seja necessariamente ruim, mas acaba tirando a graça da coisa. Acho que um título melhor escolhido teria valorizado a obra toda.

    Por outro lado, gostei da mensagem. Irônica do jeito que eu gosto hehehe.

    Parabéns e boa sorte!

  39. Andreza Araujo
    22 de janeiro de 2017

    O título resume todo o conto, o homem viveu só e morreu só. Ele se sentia diferente dos demais (talvez superior), e por isso não fazia amizades ou construía amores (mesmo ele tendo nascido no “âmago do amor familiar”).

    É um texto real e também bem atual. Um homem que recebeu amor da família, estudou, e se tornou um homem medíocre e só. Bom desfecho. É um texto que faz a gente pensar um bocado sobre a vida e as coisas que realmente importam.

    Em tempo: as frases foram construídas com excelência, destaco “Viveu como rei absoluto de sua fortaleza interior”, bem forte e impactante este trecho.

  40. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    22 de janeiro de 2017

    Um texto escrito de forma passiva. Sinto o protagonista ausente. Pelo menos não foi mais um suicídio… Boa sorte!

  41. Jan Santos
    22 de janeiro de 2017

    Um tanto lugar-comum e com um ritmo estranho, mas não chega a soar genérico. O tempero se destaca no momento da “moral”.

  42. Antonio Stegues Batista
    22 de janeiro de 2017

    O personagem foi um homem orgulhoso e soberbo, achando-se melhor que todos e assim, preferiu distanciar-se, rompendo amizade, porque delas não precisava. O conto mostra que todos somos iguais, falíveis, frágeis, somos simples mortais com o mesmo destino e dele não podemos fugir.

  43. lidiaduartec
    22 de janeiro de 2017

    Só consigo pensar em Schoppenhauer, um cara que teve relações péssimas com outros seres humanos durante boa parte de sua vida e preferiu contrariar todos os outros filósofos contratualistas, buscou por uma vida solitária.
    Só não acho que morte é motivo suficiente para dizer que não valeu a pena a forma em que ele escolheu viver; por mais que ele tivesse uma companhia, não necessariamente ela estaria presente para socorrê-lo. E a morte viria de um jeito ou de outro…
    Gostei do conto, apenas não curti muito a última frase… na minha cabeça, pessoas assim não têm medo de viver ou algo do tipo, só são esclarecidas o suficiente pra entender a vida em sociedade de modo mais técnica.

  44. Eduardo Selga
    22 de janeiro de 2017

    O conto mostra um comportamento cada vez mais comum no mundo contemporâneo: a impossibilidade narcisista de relacionar-se honestamente com o outro, ou seja, considerando que o não-eu existe, o que implica diálogo ao invés de monólogo.

    Até aí, tudo bem.O problema é que, pretendendo castigar o personagem por sua conduta egocêntrica (claro, na ficção é inconveniente o mal ficar impune), o(a) autor(a) encontra uma saída um tanto pueril: a dor física, sem auxílio possível. Ora, o grande castigo seria emocional ou espiritual, pois a agonia física é transitória. Pode-se alegar que o personagem está a caminho da morte, o que se configuraria num grande castigo.

    Está a caminho, mas não morre. O conto termina antes que isso ocorra. Seria razoável supor o seu futuro se ele fosse uma pessoa, mas ele é um personagem, ou seja, a representação de uma pessoa. Ele é uma ideia construída ficcionalmente. Então, se a morte não aconteceu, ela não aconteceu. Não dá para dizer que vai acontecer. A menos que o conto tenha uma continuidade.

    Além disso, para que efetivamente o castigo físico tivesse o impacto que me parece ter sido desejado, seria preciso que existissem outros personagens no ambiente e se recusassem a acudi-lo. Do modo como está, o socorro não vem porque é impossível, dada a inexistência de quem possa fazê-lo.

  45. Tatiane Mara
    22 de janeiro de 2017

    Olá..;

    texto sobre modo de vida ermitão do personagem.

    Bem escrito, boa narrativa, sem maiores especulações.

    Boa sorte.

  46. Edson Carvalho dos Santos Filho
    22 de janeiro de 2017

    O egoísmo que, aparentemente parece fazer bem ao personagem, mostra-se como uma armadilha fatal na conclusão da história. Boa reflexão.

  47. Tiago Menezes
    21 de janeiro de 2017

    Olá Malakian, Nossa, um ótimo conto, me surpreendeu. Mostrou as consequências das escolhas que tomamos durante nossa vida. Gostei do final, apesar de achar um castigo forte demais para o personagem. Parabéns e boa sorte.

  48. waldo gomes
    21 de janeiro de 2017

    Conto sobre homem que gosta de viver sozinho.

    Bem escrito, bem construído. Não é sofisticado, mas não é simplista.

  49. Tiago Volpato
    20 de janeiro de 2017

    Uma boa ideia. Você conseguiu construir bem o personagem com tão poucas palavras. O texto está bem escrito. Parabéns.

  50. Sidney Muniz
    20 de janeiro de 2017

    Vi aqui outro conto muito bem escrito, entretanto o mesmo não me chamou tanto a atenção, ou melhor não me fisgou o suficiente.

    Importante dizer que mesmo não me fisgando, e até mesmo o texto sendo um tanto quanto fechado demais, se eu percebi bem, e eu posso ter errado, na verdade isso é bem provável. Mas é importante mesmo dizer que é um trabalho que destaca a vida como ela é, fria, dura, real.

    Digo que em relação a escolha de palavras para construção, me faltou algo mais elaborado, na verdade a palavra é minucioso. O texto nesse quesito é um tanto quanto cru.

    Agora vamos ao final do conto, que eu realmente achei um parágrafo que poderia ter se dividido em três partes pois as últimas duas frases, e isso digo em minha opinião, ficariam melhores isoladas. Ainda assim é um bom conto, que merece meus parabéns. Desejo sorte a você autor(a)!

  51. juliana calafange da costa ribeiro
    19 de janeiro de 2017

    Malakian, espero que os homens sós não tenham esse destino cruel e agonizante q vc previu. Foi castigo, coitado? Rsrs O conto é bom, bem estruturado, o personagem bem construído. Parabéns.

  52. Leo Jardim
    19 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): a vida de um homem que teve tudo e decidiu viver e morrer sozinho. Acho que ficaria melhor se a morte dele fosse de algo que pudesse ser evitado se existisse alguém ao seu lado (quebrar o crânio não me parece esse caso).

    📝 Técnica (⭐⭐▫): boa, não vi problemas.

    💡 Criatividade (⭐▫): não chega a ser um tema novo.

    ✂ Concisão (⭐⭐): uma vida em menos de cem palavras.

    🎭 Impacto (⭐⭐▫): faz pensar, mas como disse acima, poderia ter tido um impacto ainda maior e passado a mensagem com maior clareza.

  53. Fil Felix
    18 de janeiro de 2017

    A primeira leitura não foi muito boa, mas na segunda começaram a pular coisas interessantes. O final, principalmente, é o ponto chave que se destaca. Chega a ser sádico a ideia por detrás do conto, de possuir uma morte dolorosa e solitária (por não conseguir pedir ajuda) estando relacionada ao fato dele ter tido uma vida razoavelmente boa e afastada das pessoas. Acho que seja esta a ideia, já que há este contraste de eventos. Um conto bom pelas entrelinhas, mas acho que faltou uma construção um pouco mais “arredondada” pra brincar com isso.

  54. Guilherme de Oliveira Paes
    18 de janeiro de 2017

    O tema é repetitivo, mas dessa vez foi muito bem explorado. Linguagem simples mas não desprovida de emoção ou profundidade, apenas trabalha à favor do conto. Embora saiba-se desde o início qual será o desfecho, a conclusão ainda consegue trazer surpresa, chega sem avisar e foi traz originalidade. Muito bom.

  55. Anorkinda Neide
    18 de janeiro de 2017

    Olá! Identifiquei-me 🙂
    afastar-se das pessoas por ser muito diferente delas, sou eu mesma. Amo tb a solidão e se vc nao colocasse palavras fortes demais, gerando uma dramaticidade exagerada (toda dramaticidade ja nao é exagerada?) o texto teria sido saboreado com mais facilidade.
    Pensando em mim mesma e nas pessoas q conheço q amam a solidao, nao é dificil imaginar o personagem cantando e pulando no chuveiro rsrs mas o texto colocou tanto drama q pareceu desencaixado como se fosse um cara deprimido q cantava e pulava..nao faz sentido ano é mesmo? só se fosse algum desequilibrio mental.
    e escorregar e morrer, pow, isso é banal.. pode acontecer com qualquer um,a te mesmo quem mora junto, pois se estamos trancados no banheiro, o socorro nao virá mesmo, a nao ser q dê tempo de gritar e chamar alguem, mas com a cabeça fendida, acho q nao adiantaria nada ter mais alguem em casa nessa situação.
    mas falando do texto, está claro, está certinho, acho eu, só está dramatizado demais., ok? abraço

  56. Renato Silva
    18 de janeiro de 2017

    Eu sou como o protagonista desse microconto, gosto da vida solitária. Quando minha esposa viaja, apesar da saudades, eu fico bem sozinho em casa. Eu só não fico cantarolando e dançando no banho, pois eu não bobo pra tomar um “escorrega”.

    Aliás, não sei qual foi a tua intenção, mas o final soou muito tragicômico. Sabe quando vemos uma pessoa fazendo uma coisa idiota, depois ela sofre um acidente e se machuca? Então a gente ri bastante e depois corre pra ajudar e perguntar se está tudo bem? Bom, foi essa a impressão que tive ao ler o finalzinho. Mas eu fiquei com dó do cara, sério. Ele só queria fiar de boa, sozinho, numa “nice”, sem amolação de parente; mas acabou se fodendo. Trágico!

    Boa sorte.

  57. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Como eu também moro sozinho e já pensei em situações parecidas, achei meio previsível e um pouco moralista. Não me agradou muito, mas a escrita e a história foram bem trabalhadas.

  58. José Leonardo
    16 de janeiro de 2017

    Olá, Malakian.

    Seu protagonista viu-se diferente e, além disso, impossibilitado de sobreviver num mundo pautado pela brutalidade (a antítese da constituição desse homem solitário). Resolve se isolar e viver, assim, como que numa ilha onde só há satisfação. Mas a vida sempre cobra seu preço.

    Os contrastes da última frase coroam o conto.

    Boa sorte neste desafio.

  59. Fernando Cyrino
    16 de janeiro de 2017

    Um conto interessante que vem me falar de solidão. Ela sempre rende boas histórias. Bacana a maneira como você a narra. Abraços de sucesso.

  60. mariasantino1
    16 de janeiro de 2017

    Vinicius de Moraes disse certa vez “[…] é melhor se sofrer junto
    Que viver feliz sozinho”, supondo que, portanto, que a felicidade dependa do outro.

    • mariasantino1
      16 de janeiro de 2017

      OPA, autor (a), cliquei em enviar antes de terminar. Vamo de novo 🙂

      Vinicius de Moraes disse certa vez “[…] é melhor se sofrer junto.Que viver feliz sozinho”, supondo, portanto, que a felicidade dependa do outro. O seu texto meio que brinca com isso, porque uma vez que há felicidade então há plenitude. Mas da forma que vc escreveu acaba passando uma mensagem de que a vida cobra seu preço independente de vc ser bom ou ruim. Tem um ar tragicômico, um contraste entre dois pesos: a satisfação pessoal e o sacrifício da convivência em prol de favores futuros (quase isso).

      Gostei e desejo boa sorte no desafio.

  61. Ceres Marcon
    16 de janeiro de 2017

    De uma forma, ou de outra, tudo se finda.
    É trágico. Terminar sozinho, sem alguém ao seu lado para receber amparo. Triste.
    Parabéns!

  62. Jowilton Amaral da Costa
    16 de janeiro de 2017

    Pô, me desculpe, mas, eu ri no final. O texto começa com dramaticidade, reclamações sobre relacionamentos e depois da uma guinada para um banho da morte. Fatalidade. A vida é assim mesmo, podemos morrer a qualquer momento, no entanto, achei esquisita a relação do início com o fim. Sem dúvida é um micro conto bem inusitado. Boa sorte.

  63. Fabio Baptista
    16 de janeiro de 2017

    Acho que nem foi intenção do autor, mas terminei o conto com uma sensação de “lição de moral”, tipo: “tá vendo, quis morar sozinho e se fodeu!” HAUHAUHA.

    Uma ideia simples e bem narrada, assim como o conto da pescaria que acabei de ler. Ganha pontos por isso, mas não me trouxe muito impacto (é o item que estou mais valorizando aqui nos microcontos).

    Abraço!

  64. andré souto
    15 de janeiro de 2017

    Pom mais tranquila,segura, por mais doce que tenha sido a vida,sempre se morre sózinho.Conto bem elaborado, bem escrito,Boa sorte.

  65. Olisomar Pires
    15 de janeiro de 2017

    Bom conto. Vida e morte de uma personagem que se decide por ficar sozinho.

    Bem escrito e fluido. Não aprecio aprofundamento de questões filosóficas, portanto, me atenho ao concreto e neste caso, a estória é bem construída.

    Interessante é que burla o estereótipo de que pessoas sozinhas não podem ser felizes.

  66. Sandra A. Datti
    15 de janeiro de 2017

    Ai, que solidão, afastar-se de tudo e de todos por sentir-se um estranho fora do ninho… Mas nascido dentro de uma família onde o amor predominasse, como pois, observá-los como: tolos, “erráticos, insensíveis, cruéis”, sem um “embora” . Não haveria aí um paradoxo ao vir à luz no seio do amor e depois disparar adjetivos afiadíssimos contra todos?

    Quem encontra na solidão total, a felicidade? Quem corta laços, vínculos, quem não vê sentido na humanidade (em ninguém?!), e ainda assim viver feliz, cantando e pulando no chuveiro? Salvo erro de leitura, o texto não me é verossímil. Não sou psicóloga, mas este me parece uma caso de alguém com depressão, ou algum outro transtorno. O fato de alguém sentir-se fora de um contexto é perfeitamente aceitável. Mas sair de um ponto A: família amorosa, passar por B, onde “todos” são cruéis, tolos e insensíveis, c – Cortar as relações superficiais (afinal todos eram? pois tornou-se o solitário rei do próprio mundo) D e ainda viveu feliz?
    E que vida de paz é essa, que o narrador cita ao final? Em minha, talvez, equivocada leitura, “a vida em agonia não teve dó: crivou-lhe uma morte similar.”
    De qualquer forma, volto aqui, curiosa, para compreender o sentido que me possa ter me escapado.
    Boa sorte.!

    • Nina Novaes
      15 de janeiro de 2017

      Acredito que os outros em questão não se limitam apenas a família e sim a todas as pessoas, em geral.

  67. Iolandinha Pinheiro
    15 de janeiro de 2017

    Conto interessante. Não suportava conviver com a superficialidade das relações familiares, e mesmo tentando “dançar conforme a música” padeceu de um rompimento inevitável. Encontrou a paz na solidão, mas a solidão, ironicamente, foi o fator que impediu seu salvamento. Adorei o tom de vicissitudes da vida que o conto teve. Talvez eu cortasse um bocado de palavras desnecessárias para passar a mesma mensagem, porém mais enxuta. Mas gostei da condução do conto e ainda mais do seu fim. Fica aqui uma estrelinha de merecimento para você, que, eventualmente, talvez se transforme em uma indicação. Grande abraço.

  68. Nina Novaes
    14 de janeiro de 2017

    Excelente! Mas que beleza de conto, Malakian!

    Quem nesse mundo já não se desenganou com as pessoas ao redor? Todos, certamente, em maior ou menor grau.

    Seu contro me lembra muito um amigo. Li aqui nos comentários que diversas pessoas tiveram a mesma experiência, de trocar com outro alguém miúdos sobre como seria vivenciar essa solidão.

    Nascemos sozinhos e assim deveremos morrer, mas que essa solidão não nos habite por completo.

    Gostei das analogias, das contraposições, lembrou-me uma música “De onde vem a calma” do Los Hermanos.

    – E no final assim calado eu sei que vou ser coroado rei de mim.

    Ótimo conto. 😉

  69. Virgílio Gabriel
    14 de janeiro de 2017

    Descreveu a minha vida, porém sem a parte do chuveiro. Talvez um dia ela venha também. rsrs. Gostei, interessante. Apesar de ser amante da solidão, defendo que o ser humano não nasceu para viver sozinho. O conto personifica isso. Gostei, interessante e bem escrito. Parabéns.

  70. Wender Lemes
    14 de janeiro de 2017

    Olá! Uma pequena vida fechada em si, que não se aprofunda, nem deixa a desejar. A ironia do fato narrado deixa uma pulga atrás da orelha. Nem tudo que parece necessário é bom, como nem tudo que parece certo leva ao melhor final. Ao menos, o protagonista padeceu após se realizar em solidão – poderia ter acontecido o mesmo se tivesse permanecido triste, a vida é frágil.
    Parabéns e boa sorte!

  71. Givago Domingues Thimoti
    14 de janeiro de 2017

    Um conto dramático. Bem escrito. O personagem me lembrou um amigo e eu juro que já discutimos várias vezes sobre isso.
    O texto traz um assunto muito bom para refletir.
    Parabéns, Malakian!

  72. Andre Luiz
    14 de janeiro de 2017

    Seu conto foi muito bem escrito, com algumas passagens interessantes que fizeram com que eu me apegasse ao personagem, tomasse suas dores para mim. Gostei do trato que você teve com a passagem final, retratando a morte dolorosa do personagem.

    -Originalidade(6,0): Você trouxe um tema já batido, porém de uma forma lírica que ganhou pontos no desenvolvimento. A frase final “No fim, uma vida em paz cobrou-lhe uma morte em agonia.” deu um brilho a mais no texto, e causou um impacto ao final que eu gostei.

    –Construção(Uso do limite de contos para formar um enredo)(9,0): Sua criatividade fez com que eu me apegasse ao personagem e sofresse com sua morte no final, prova de que sua criatividade funcionou ao menos comigo. Como disse acima, você trouxe palavras e expressões que abrilhantaram o texto.

    -Apego(8,0): Não preciso repetir que gostei do personagem rsrsrs

    Boa sorte no desafio!

  73. Fheluany Nogueira
    14 de janeiro de 2017

    Narrativa curta, mas conteúdo extenso: do nascimento à morte, um estilo de vida pelo qual se pagou o preço. Texto bem escrito, a frase de abertura bem comum e a da fechamento, uma antítese que traz reflexão. Leitura previsível desde o título. Parabéns pela participação; abraços.

  74. Renata Rothstein
    13 de janeiro de 2017

    Gostei. A analogia das escolhas vida/morte e vida social/solidão. Vida, modo de viver, causas e consequências foram bem exploradas, o autor conduziu muito bem, levou à reflexão.
    Parabéns

  75. vivianefranco
    13 de janeiro de 2017

    Um tema um tanto barito, mas com um final mais inesperado. Conseguimos nos identificar e quase ter empatia pela personagem. Uma tragédia sheakspeariana, mas moderna. Bom texto. Boa sorte!

  76. Bianca Machado
    13 de janeiro de 2017

    Conto que mostra bem a personalidade da personagem, deixando bem evidente a solidão dentro de si, por sua culpa, talvez por se achar superior aos outros. Ou talvez isso fosse desculpa para continuar em sua solidão? O banheiro é um dos lugares (ou o lugar) onde a gente está totalmente exposto a nós mesmos, longe dos olhares dos outros. E aí é o momento em que ele se solta, hahah, eu imaginei isso, perdão se não foi essa a sua intenção. E nesse lugar, morreu só, o que já era sua rotina mesmo… Não sei se concordo com a última frase, essa oposição de ideias, no meu entender, não combinou muito com a ideia que formei desse cidadão aí, rs. Mas bom trabalho! Obrigada pela leitura. 😉

  77. Tom Lima
    13 de janeiro de 2017

    Estrutura de tragédia, alertando para os riscos do isolamento. É bonito, bem executado, despertando os sentimentos esperados, acredito eu e alguma reflexão sobre esse isolamento que todos nós aceitamos, ou impomos a nós mesmos, por medo do sofrimento.

    Por medo de sofrer, sofreu, é minha interpretação.

    Muito bom.

  78. Priscila Pereira
    13 de janeiro de 2017

    Oi Malakian, seu texto é uma mini biografia, nada muito interessante, para mim, ele poderia ter tido uma morte ainda pior, mesmo se estivesse acompanhado… não sei, pra mim faltou alguma coisa… Boa sorte!!

  79. Douglas Moreira Costa
    13 de janeiro de 2017

    É tão simples e tão tocante. Consegui visualizar o personagem como um ser distinto no cenário dos relacionamentos modernos, não sei se era essa a discussão proposta, a superficialidade e efemeridade dos relações atuais, mas consegui depreender um pouco disso.
    A tragédia da morte foi passada de forma tão suave, tão derradeira, que me fez até pensar que aquilo era um final feliz, não fosse pela agonia que a senhora da foice cobrara pelo fim da vida dele.
    Achei tocante, de verdade. Também é um daqueles contos que acaba na última frase, mas nesse caso eu não acho que isso seja um defeito, pelo contrário: uma qualidade, um desfecho insólito. Eu gostei muito, lerei mais algumas vezes e tentarei aprender com você. Muito obrigado.

  80. Evandro Furtado
    13 de janeiro de 2017

    A ideia de fazer uma mini-biografia é pra lá de interessante. Talvez pudesse ter ousado um pouco mais no aspecto estrutural. A frase final se destaca, sobretudo pela contradição “vida em paz/morte em agonia”. O personagem foi bem construído, considerando o pouco espaço que lhe foi concedido. O tema da solidão e de suas consequências é bem trabalhado.

    Resultado – Good

  81. Marco Aurélio Saraiva
    13 de janeiro de 2017

    Um conto solitário falando sobre a vida de um homem solitário. Não há nada além dele, e nem há de haver.

    As palavras usadas foram simples mas sucintas, bem diretas e sem devaneios, expressando muito bem o que você queria falar. O conto me lembrou uma conversa que tive com um amigo meu recentemente, onde falei que gostaria de ser sozinho no mundo, numa espécie de futuro pós-apocalíptico onde apenas eu sobrevivi: andar por aí. simplesmente sem NINGUÉM. Achei que seria uma vida interessante. Mas então o meu amigo me deu um banho de realidade: “É, até você ficar doente e não encontrar nenhum médico, ou sentir uma dor de dente e não encontrar nenhum dentista. Quero ver se o seu mundo vazio vai ser bom agora”.

    Hahaha! Justamente: no seu conto há a vantagem da solidão (eu, diferente de muitos, vejo inúmeras vantagens na solidão) mas também há o lado ruim. Imagine só: morrer por tropeçar na banheira e não ter quem ajudá-lo. Uma morte tosca mas, conforme denotado no final do texto: o preço a se pagar.

    Parabéns!

  82. Brian Oliveira Lancaster
    13 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Um relato de uma vida solitária, posto sobre a mesa como uma sucessão de fatos e eventos. Neste caso funcionou bem pra mim, e o impacto do final veio com força redobrada. – 9,0
    O: Outro cotidiano bem escrito. É original em suas nuances de vida reclusa e no fim irônico e mórbido dado ao protagonista, deste o título (talvez pudesse ter menos spoilers. O impacto seria maior). – 8,5
    D: Dividido em três fases distintas, se encaixou muito bem ao tema proposto. A escolha de onde começar novo parágrafo deu um bom fôlego à curta narrativa. – 9,0
    Fator “Oh my”: destaque para a frase “uma vida em paz cobrou-lhe uma morte em agonia”. Um texto muito bom, de escrita segura. Quase chegou lá.

  83. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Uma puta sacanagem. Sério mesmo. Talvez se ele não tivesse tido medo de viver a vida, de encarar os altos e baixos, esse tombo feio não fosse resposta cruel para a sua arrogância.

    • Evelyn Postali
      13 de janeiro de 2017

      Eu gostei dessa dramaticidade. Esse conto é tragicômico. Tem uma reflexão bastante severa da vida e da ação que se empreende nela.

  84. Zé Ronaldo
    13 de janeiro de 2017

    Micro fechado, não exige muito do leitor. Mas a última frase, contendo uma antítese, fechou com maestria a narrativa. O título também contribuiu para a boa interpretação do texto.

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .