EntreContos

Detox Literário.

Super-Homem (Gustavo Araujo)

oculos

“Se você se concentrar com vontade, ele vai se mexer.”

O pai sentou-se no sofá para assistir ao noticiário enquanto o menino se voltava para o bonequinho de plástico, um caubói segurando o chapéu sobre a cabeça.

Abaixando-se, estreitou os olhos e ordenou, num murmúrio insistente: “mexa, mexa…”

Súbito, viu o brinquedo acenar. Chamou o pai imediatamente. Em resposta, um riso gostoso, cúmplice, encheu a sala.

A lembrança atingiu-o como vento fresco. Subiu na ponta dos pés e observou-o, imóvel qual brinquedo. “Mexa, pai”, pediu com toda a força, mas sabia, de algum modo, que tinha perdido seus poderes.

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86 comentários em “Super-Homem (Gustavo Araujo)

  1. Aureo
    30 de janeiro de 2017

    Enternecedor. Estou com o coracao apertado…

  2. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Um dos melhores micros da disputa. Parabéns, Palacios! Comovente. E ainda há a referencia ao Christopher, eterno Super Homem. Yeah!

  3. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Ótimo conto. Parabéns e boa sorte!

  4. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Ai, esse olhar infantil que toca e mexe tão sutilmente em nossas emoções, sentimentos…
    Conto gostoso de se ler, com um final impactante – que ainda estou tentando desfolhar. O que teria acontecido ao pai, que o narrador não nos deixa entreolhar. Somente empresta-nos os olhos do guri pequenino, que ainda precisa estender os pés para ver o pai imóvel. Ao final, o dúbio se desdobra: O menino sabia que tinha perdido os super-poderes, por isso o pai, seu super-herói, não se mexia. O menino sabia que o pai tinha perdido os super-poderes, desta forma, não conseguia se mover.
    Paralisado, morto?
    Envolvente narrativa, Palácios!

  5. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Um bom conto, consegui ver a cena no final. Um final triste, mas emociona a inocência do menino. Parabéns.

    Bom desafio.

  6. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    O autor faz uso de subsídios que pouco se vê noutros textos, com oobjetivo de enriquecer a trama e atrair mais o leitor, objtivo que consegue alcançar muito bem. Comove-nos descobrir a condição física do pai do garoto e a o fim que nos arrebata e tira da nossa comodidade. Para refletir. Gostei.

  7. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Palacios.

    Li seu texto no início do desafio, mas deixei para comentar no fim. Na primeira leitura, fui motivado pelos constantes elogios no face. Então acabei lendo o texto com expectativa alta e ele fez jus a ela.

    Extremamente interessante o cuidado com detalhes na narrativa para pontuar o subtexto, o título, a idade da criança identificada na ponta dos pés…

    Admito que de início pensei em morte, mas a referência apontadas pelos colegas ao Reeves me fez mudar de ideia.

    Enfim, um trabalho muito bom. Parabens.

  8. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Poxa, narrativa muito tocante! Tem uma atmosfera infantil, bonitinha, que remete à Toy Story, mas no final, é o pai do menino que não se mexe. Uma pena. De todo modo, parabéns pela narrativa!

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Muito bom!

    O autor brinca com o leitor, exigindo atenção o tempo inteiro, para que compreenda o conto em sua plenitude. Para isso, usa várias perceptivas, dentre elas a lembrança. Muito bem estruturado e com um final arrebatador. Certamente estará na minha lista.

    Parabéns!!

    • rsollberg
      26 de janeiro de 2017

      *perspectivas!

  10. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Felizmente temos os comentários abertos! Alguma coisa me travou a leitura e a imagem que tive foi de um curta Pixar (ainda mais com o brinquedo estilo Toy Story). E enxerguei uma história de pai e filho. Não me atentei ao “mexa, pai” ao pai, pensei que os dois estavam a falar com o brinquedo. Que foi um erro. Mas pelos comentários, percebi que eu que não prestei atenção. O pai que não se mexe. Pode ser por simplesmente ignorar o filho ou por ter morrido. Várias interpretações, boa escrita e desenvolvimento. Bom conto!

  11. Felipe Teodoro
    26 de janeiro de 2017

    Que conto forte! Cheio de emoção. É muito bem escrito, sútil e tem um desfecho sensacional. A cena fica na nossa cabeça e os personagens são tão vivos. Impressionante mesmo como em pouco espaço você consegue expressar tanta vida. Um dos meus favoritos até o momento, parabéns mesmo.

  12. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Só elogios e uma ressalva.

    O fator drama, quase como uma equação pronta, forçou um pouco no intuito de criar aquela empatia pela tragédia.

    No mais, é muito bem escrito.

    Parabéns

  13. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Palácios,

    Para mim, o conto vai além da palavra. A criança que faz de tudo para conseguir a atenção do pai é o segredo de sua história. Qual um boneco, o pai está estático frente à televisão. A realidade fantástica aqui, funciona apenas como pano de fundo. O boneco simboliza a infância, o sonho da criança e seu desejo de compartilhá-lo com o pai.

    A imagem que você utilizou no conto, também foi de muito bom gosto. Os óculos do super-homem, são, também, as lentes de leitura do pai.

    Parabéns por seu trabalho.

    Gostei muito.

    Sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  14. Lídia
    25 de janeiro de 2017

    Ah…
    Vejo poesia em sua prosa… Gostei da forma em que você soube tratar um tema tão triste com a leveza infantil.
    Leitura de fácil entendimento, fluiu de forma tranquila…
    Boa sorte!

  15. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    A analogia entre super-homem, poderes e paraplegia é fenomenal. Confesso que achei um pouco boba e extensa demais essa lembrança do personagem, mas é uma recordação de infância e todos já fomos “bobos” como esse menino.

    A questão é que a impressão que tive é que faltou espaço para desenvolver o final, quando o personagem acorda da lembrança. Ademais, não creio que no final seja um homem adulto, pois o personagem “subiu na ponta dos pés”. Seria um menino tentando enxergar seu pai deitado numa cama (leito de hospital?), ou seja, não sabemos quanto tempo se passou analisando apenas a narrativa, mas imagino que tenha sido alguns dias/semanas/meses ou até mesmo poucos anos, e que a situação do pai o causou grande decepção/tristeza/abatimento e o despertou para a vida, fazendo-o não mais acreditar em poderes. E é exatamente nessa cena que entra o grande trunfo do conto. O homem estava morto, em coma, paraplégico? Não importa. A surpresa (infeliz) está presente, e faz a gente pensar na vida. Certamente um excelente conto.

  16. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    bem interessante este conto por toda a poética que transmite, mas também pela estrutura, simplicidade e inocência e… ficou muito bem, muitos parabéns

  17. Estela Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Muito lindo, delicado sem pieguices, de tão bem descritas, a gente até consegue ver as cenas. Interessante como, tendo usado linguagem e modo de falar adultos, a gente consiga perceber a criança falando… Já vai pra lista!

  18. Thayná Afonso
    25 de janeiro de 2017

    Adorei o seu conto! Apesar de ser algo triste, conseguiu tratar isso com a leveza de uma criança mesmo, o que torna ainda mais tocante. Muito bem escrito, parabéns!

  19. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Ótimo. Fácil. Bem posto nas palavras. Tristeza passageira, mas cheia. Gostei.

  20. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Prezado Autor (com A maiúsculo, não desprezando os outros, mas por mérito seu): sua história foi magistralmente construída, desde o desejo infantil até a reviravolta, ou “adultescência” do menino ao ver que não tem mais poder sobre a morte do pai. A escolha das palavras e imagens, o ritmo, pontuação, tudo. Um microconto sensacional. Parabéns!

  21. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Outra porrada. Nem chorei, só fiquei tremendo…
    Que beleza! É uma construção muito boa, muito forte, muito real!

    Não tenho muito pra comentar, nada que pudesse adicionar, nada a corrigir! Só elogiar!

    Parabéns!

    Abraços.

  22. Renato Silva
    24 de janeiro de 2017

    Muito bom conto. Novamente, a vida pregando peças, cheia de ironias. O menino que tinha o “poder” de fazer seus brinquedos ganharem vida, nada pode fazer pelo pai, que nunca mais se mexeu.

    Você usou bem o “mostrar”, deixando claro que ainda se tratava de uma criança quando pai se foi. Muito boa narrativa, parabéns e boa sorte.

  23. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Gostei bastante do conto. Na primeira leitura, confesso que não entendi, mas depois vi que todas as pistas estão aí.

    Gostei também da escolha de deixar a morte do pai implícita. Deixou a leitura mais imersiva, pois abriu espaço para explorar os sentimentos do menino. É possível se sentir dentro da história. E tudo isso em apenas 99 palavras.

  24. Pedro Luna
    23 de janeiro de 2017

    Esse “mexa, pai” pode ter vindo de um desejo do retorno a vida, ou do retorno de movimentos corporais. Como ele fica na ponta do pé para ver, isso imediatamente me remeteu a uma criança olhando um caixão.

    Bom, a teoria dos movimentos corporais também é válida, e isso acabou me tocando um pouco, pois tenho uma tia em casa que sofreu AVC e tem limitações. Seria maravilhoso apenas se concentrar e ordenar o movimento de seus membros.

    Enfim, um bom conto. Só lamentei que a estrutura complexa faça com que seja preciso ler o conto algumas vezes para pegar as nuances – pelo menos foi isso que ocorreu comigo. Enfim, textos complexos são assim mesmo, é preciso mais de uma leitura, mas eu acho que o impacto no caso desse aqui seria maior se as coisas fossem um pouco mais simples. É só uma ideia do que poderia ter sido. Mas do jeito que está, se mostra bem bacana.

  25. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Oi,

    Sua narrativa (apesar do tema recorrente, a morte) não perde em qualidade ou impacto. É uma história bonita e tocante. De chorar.

    Reli umas três vezes para ter certeza de não ter perdido nada. Uma imersão profunda sobre o sofrimento infinito da perda.

    Muito triste… e muito bom.

  26. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    Que ótimo conto! Trata de um tema pesado com leveza e sem um dramalhão desnecessário. Não pude deixar de pensar no Woody, do Toy Story, com a descrição do boneco.
    Parabéns e boa sorte!

  27. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    Nossa, apertou o coração aqui.

  28. catarinacunha2015
    23 de janeiro de 2017

    MERGULHO em piscina de inocência sempre mexe com a emoção das pedras. Até comigo. O IMPACTO foi competente como chute na canela por debaixo da mesa. Ninguém viu, mas doeu.

  29. Cilas Medi
    23 de janeiro de 2017

    Outra morte na parada. Eu vou parar de encrencar com contos assim? Nunca. Enfim, foi bem escrito e definido, entendi perfeitamente, mas, como sempre, tem essa ressalva que considero, particularmente, desagradável. Boa sorte!

  30. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá! Que aperto na boca do estômago – e o que mais me surpreende: apenas pela sugestão de algo. Vi o menino, driblado pela própria imaginação, por um truque do pai, ou por ambos. Vi o homem, privado da capacidade de crer sem ressalvas, imerso na certeza melancólica que a razão nos traz. Muito bom.
    Parabéns e boa sorte.

  31. Jowilton Amaral da Costa
    23 de janeiro de 2017

    Excelente conto. Nos dá uma porrada no final. Foi muito bem construído e pegou na emoção sem pieguice ou exagero. Boa sorte..

  32. Lee Rodrigues
    23 de janeiro de 2017

    Moço, sábado passado me bati com esse par de lentes e não quis comentar às pressas um conto que foi feito com atenção, com o cuidado de concentrar a grande parte do seu poder encantatório na sugestão, na força engendrada do subtexto.

    Um texto de fruição que não se importa se você vai entender fácil, ele é denso, você tem reler, procurar, é o tipo de escrito que lhe oferece um sentimento de choque, na qual se realiza uma leitura do mundo a nossa volta de outra maneira
    .
    O autor se define por aquilo que ele cala, e você me calou.

    Obrigada!

  33. Tiago Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Olá Palácios. Precisei ler duas vezes para captar todo o significado desse conto. E tenho que dizer, já li quase metade dos contos, e este foi o primeiro que quase me fez chorar. Muito sentimento pra tão pouco espaço. Com certeza estará na minha lista. Se puder e se lembrar, gostaria de saber quem escreveu o texto, porque quero muito ser seu amigo. Sua sensibilidade é grande demais. Parabéns Duplo pra você.

  34. juliana calafange da costa ribeiro
    22 de janeiro de 2017

    quem dera, o Super-Homem viesse nos restituir a glória… belo recorte de uma situação tão corriqueira q a gente nem percebe a magia q tem. Muito bonita a maneira como vc constrói o seu conto, muito bom trabalho, parabéns!

  35. Givago Domingues Thimoti
    22 de janeiro de 2017

    Conto muito bem escrito. Temática fantastica… TOP 20!
    Parabéns!

  36. Anderson Henrique
    22 de janeiro de 2017

    Bem escrito, dinâmico e com direito a um salto temporal em 99 palavras. Excelente. Mexe e vai lá pro topo.

  37. Matheus Pacheco
    22 de janeiro de 2017

    Cara eu conheci um cara com o sobre nome do seu pseudônimo, mas tirando o mundo pequeno…
    Eu tive uma pequena dificuldade em entender o final, seria o mundo criado pela cabeça do garoto ou seria um mal subito que matou o pai antes dele poder atender o filho?
    Otimo conto e um abração ao escritor.

  38. Thiago de Melo
    21 de janeiro de 2017

    Amigo Autor,

    Primeiramente vc merece todo o mérito do mundo por ter conseguido, em apenas 99 palavras, contar uma história COM FLASHBAKC e momento presente. Isso é um êxito em si.
    Precisei ler duas vezes e com calma para captar a nuance do que vc apresentou (especialmente para perceber que eram dois momentos diferentes).
    Gostei. Devido ao limite de palavras vc teve que descrever o momento final apenas como “ficou na ponta dos pés”. Foi muito sutil, mas consegui captar a ideia. Infelizmente imagino que esse pequeno detalhe vai dificultar a vida de alguns leitores.
    De todo modo, meus parabéns pelo belo texto! Muito profundo e comovente.

    Um abraço!

  39. Juliano Gadêlha
    21 de janeiro de 2017

    Um belo conto. Recortes da vida, flashbacks, chame do que quiser. A mim o autor conseguiu transmitir esse salto de tempo, um estalo que leva de um momento para o outro, tal qual se vê em filmes e séries, uma viagem tão rápida que só a nossa memória é capaz de fazer. Senti falta apenas de uma clareza maior sobre em que momento da vida do garoto se dá o evento final.

    Parabéns pelo trabalho!

  40. Amanda Gomez
    20 de janeiro de 2017

    Olá, Palácios!

    Muito bom, texto na medida certa, carregado de sentimentos. Não me acabei de chorar, mas o conto é realmente tocante. Mostra duas fases da vida do garoto – a infância feliz ao lado do pai, onde há cumplicidade, ingenuidade. Na outra, o menino já um pouco mais velho vivendo um dilema real. Sabe que nada tem a fazer quanto a atual condição do pai, mas uma lembrança de um dia feliz vem a a tona e aquele fio de esperança o faz proferir as palavras que um dia tiverem efeito.

    Não funcionou, a realidade surge impiedosa e só o que lhe resta é aceitar que não tem os poderes.

    Muito tocante, o autor soube usar bem as palavras. Gostei.

    Boa sorte no desafio.

  41. Douglas Moreira Costa
    20 de janeiro de 2017

    Gosto como há uma forma de discutir que a a vida adulta nos torna incapaz de usar nossos poderes/observar, quando crescemos perdemos a habilidade de imaginação e nos vemos presos aos ferros da realidade da vida adulta. E o conto explora um momento muito delicado, o momento em que todas aquelas lembranças boas se tornam mais distantes do que nunca, o pai agora imóvel é apenas uma sombra daquela pessoa que habita as mais belas de suas memórias. É um conto muito tocante e muito feliz na escolha de palavras. Você conseguiu criar uma conexão entre pai e filho em poucas palavras, e também criou a sensação da imensa dor que ele sentia.
    Parabéns.

  42. waldo gomes
    20 de janeiro de 2017

    Conto “criança sem pai”, no qual há duas fases distintas: uma lembrança boa e outra má.

    A idéia é boa, embora extremamente batida, acho que o erro aqui foi não ter conectado as duas lembranças ou eventos. A gente fica meio perdido.

  43. Luiz Eduardo
    20 de janeiro de 2017

    Achei um texto bonito e sensível. Um pouco triste, mas que trata de maneira simples e intensa das relações humanas. Parabéns, e boa sorte!

  44. Patricia Marguê Cana Verde Silva
    19 de janeiro de 2017

    Narrativa suavemente construída. Por um momento há esperança… e isso por si só é lindo. Parabéns!

  45. Gustavo Castro Araujo
    19 de janeiro de 2017

    O conto bebe na fonte inesgotável que permeia a relação entre pais e filhos, ora próximos, ora distantes. Protagonizado por um menino, o texto possui duas partes distintas: o cenário inicial, que traz uma recordação de infância, e o final, que utiliza essa recordação para que o menino perceba as próprias limitações. Como se vê, é um texto sobre amadurecimento, sobre perda de inocência, sobre choque de realidade, temas universais que fazem com que a maioria das pessoas se identifique com os personagens. Receio, porém, que a falta de clareza no ponto em que se dá o salto no tempo – da sala de TV para a ocasião em que o pai está imóvel – tenha prejudicado um tanto a narrativa. Algo a ser trabalhado numa eventual revisão.

  46. Luis Guilherme
    19 de janeiro de 2017

    Uia, bem bonitão.

    A trama tá desenvolvida com perfeição, achei.

    Tem todos os requisitos pra que o leitor crie sua conclusão. Acho que não deixou aberto a muitas possibilidades, talvez uma só, mas ela é tão bem construída que não há do que reclamar.

    Deve tá pintando na lista.

    Parabéns e boa sorte.

  47. Davenir Viganon
    19 de janeiro de 2017

    O conto foi competente em capturar um momento inocente da infância, no qual a explicação mais bonita é a que vale e isso por si já vale o conto. Não vejo necessidade de colocar uma tragédia para complementar, contudo aqui fez sentido, ainda que eu não aprecie essa “fórmula”.

  48. Tatiane Mara
    18 de janeiro de 2017

    Olá…

    Texto mostra uma lembrança infantil que surge em outra situação.

    Bom tema e bem narrado, entretanto, o último parágrafo, que dá sentido ao texto ou o completa, ficou isolado demais do restante.

    Boa sorte.

  49. Fheluany Nogueira
    18 de janeiro de 2017

    Narrativa cativante e bem construída, nem interessa saber se o pai do garoto estava morto ou paraplégico, em coma, o efeito é o mesmo. A ilustração e o título sugerem a impotência do herói quando se torna um homem comum, perde os poderes.

    Não entendi se a frase “A lembrança atingiu-o como vento fresco.” se refere ao narrador adulto ou a ele criança. Acredito que deveria ser ao adulto, hoje, ele se recorda dos dois momentos, sente saudades, etc. Assim o verbo deveria estar no presente “atinge-o”. Não sei. De qualquer forma, bom trabalho. Parabéns, abraços.

  50. Thata Pereira
    18 de janeiro de 2017

    Como já disse em um conto anterior, eu não sei muito bem como comentar os meus contos preferidos. Parece que as palavras são muito limitadas para descrever sentimentos. Aliás, parecem não, são.

    Boa sorte!!

  51. Marco Aurélio Saraiva
    18 de janeiro de 2017

    Triste. Há muito sentimento aqui, potencializado pelo fato de alguém ter que passar pela perda do pai assim tão jovem. Imaginei a cena final no velório, onde ele, ainda criança tinha que estar na ponta dos pés para enxergar o pai no leito final.

    A imagem inicial do conto é etérea; linda, cheia de inocência e alegria ingênua. Um amizade verdadeira entre pai e filho, que tinha tudo para seguir em frente e tornar-se uma amizade verdadeira entre dois homens crescidos. Mas quem há de saber o dia de amanhã?

    Um conto muito bom, escrito com muito esmero.

    Parabéns!

  52. Glória W. de Oliveira Souza
    18 de janeiro de 2017

    Garoto vivenciou a morte do pai sentado numa poltrona e, tempos depois, projeta-o em seu brinquedo. Senti falta de dramaticidade nas cenas. O final não gerou para mim impacto, devido a narrativa ser essencialmente descritiva.

  53. Leo Jardim
    18 de janeiro de 2017

    Minhas impressões de cada aspecto do microconto:

    📜 História (⭐⭐▫): simples, mas muito bonita e bem fechadinha.

    📝 Técnica (⭐⭐⭐): muito boa, ótima escolha das palavras e condução narrativa.

    💡 Criatividade (⭐⭐): uma prova que é possível tirar situações criativas do cotidiano.

    ✂ Concisão (⭐⭐): fez muito com poucas palavras.

    🎭 Impacto (⭐⭐⭐): muito bonito o texto e triste. O autor soube levantar a emoção ao lembrar a cena feliz dos dois e, com o leitor já sem defesa, lança a revelação final, atingindo o coração sem barreiras. Ainda estou aqui sob efeito do seu texto… 😥

  54. Rubem Cabral
    18 de janeiro de 2017

    Olá, Palácios.

    Bonito conto, embora eu tenha achado a situação da morte súbita um tanto “forçada” para acrescentar o drama necessário ao fechamento. Dá para quase se enxergar uma fórmula por trás. Criança+pai+infância+morte+inocência = lágrimas.

    Contudo, é inegável o talento do autor de apresentar esses elementos e de lograr uma resposta emocional de quem lê. A qualidade da escrita está muito boa e não identifiquei problemas de revisão por acertar.

    Nota: 8.0

  55. Anorkinda Neide
    17 de janeiro de 2017

    Realmente, é d e morrer chorando, como diz uma amiga minha…
    Acho que uma falha importante para uma clareza perfeita neste texto foi no último parágrafo, ‘A lembrança atingiu-o como vento fresco. ‘, atingiu quem? pois a perspectiva estava no menino, que olhava para o sorriso cumplice do pai, mas ‘atingiu-o’ já leva a perspectiva para o olhar do homem, até o leitor sacar isso, já rolaram umas tres releituras do conto. e a partir dae o texto vai pro passado, qd o homem era menino e por sua vez, queria fazer o proprio pai mexer-se e não foi possível, acabou ali a fantasia dos super poderes.
    nem importa saber se o pai dele estava morto ou paralisado, a imagem o óculos do superhomem me remete ao momento em que o super heroi passa a ser um homem comum, aparentemente sem poder algum, principalmente sem o poder de trazer quem ama à vida ou ao movimento.
    lindo, muito lindo, só faltou mesmo um pouquinho mais de clareza pra ser perfeito.
    parabens e abraço

  56. Bruna Francielle
    17 de janeiro de 2017

    Nossa, esse foi o único conto que me emocionou.
    Parabéns.. nem tem o que reclamar, esta muito bom !
    Criativo, dramático.. emocionante !
    É claro que estar bem escrito, com sentenças bem construídas, sem erros de português aparentes, colaborou bastante para o impacto final.
    Não duvido que ganhe o certame !

  57. Iolandinha Pinheiro
    17 de janeiro de 2017

    Lindo e triste. O menininho achava que tinha poderes e em sua imaginação podia mexer seus bonequinhos. Muito tempo depois, com o pai tetraplégico, ele, ainda menino, se ergue sobre a ponta dos pés e observa o pai paralisado. Pede para que se mexa, mas sabe que não conseguirá, ele ainda é menino porque acha que apenas perdeu os poderes. Se fosse adulto, não precisava ficar na ponta dos pés. O pai está tetraplégico porque há uma clara referência ao ator Christopher Reeeve, que interpretou o Super Homem e ficou tetraplégico ao sofrer um acidente montando um cavalo, como o bonequinho do menino, que estava vestido de cowboy. Ótimo microconto, vai levar uma estrelinha.

  58. Antonio Stegues Batista
    17 de janeiro de 2017

    As crianças acreditam em tudo, inclusive que tem super poderes. Tive que ler duas vezes para entender que o protagonista lembrava de um episódio da sua infância, diante do pai, morto, constatando a realidade. Uma boa ideia, um bom conto.

  59. Evandro Furtado
    17 de janeiro de 2017

    OK, isso foi um pouco assustador. Ainda bem que li de dia. Tem uma coisa meio Toy Story do inferno misturada aí no meio que realmente apavora. Afinal, o pai era um brinquedo também? Ou sua alma vai transferida para o boneco? Ou o pai morreu? Ou vivemos em uma direção paralela onde o menino é capaz de conferir vida a quem quiser? Todas as possibilidades são pra lá de interessante.

    Resultado – Good

  60. Tiago Volpato
    17 de janeiro de 2017

    Não consigo comentar, caiu um cisco no meu olho. Não, eu não estou chorando.
    Texto excelente!

  61. Vanessa Oliveira
    17 de janeiro de 2017

    Que triste! Durante o conto, achei que seria uma história fofa, mas ai a surpresa. Esse final foi incrível, nos deixa pensar no que pode ter acontecido ao pai do menino, e o desespero é tocante. Não conseguia fazer o pai se mexer, por mais que tentasse. Gostei bastante! Boa sorte!

  62. Victor F. Miranda
    17 de janeiro de 2017

    Que contão da porra hahahaha fantástico. Contou uma baita história em poucas palavras, muito bem escolhidas por sinal.

  63. ROSELAINE HAHN
    16 de janeiro de 2017

    Uauu! Top 20, emocionante, bucólico. Para mim é um texto que não precisa de explicações, está tudo ali, como um brinquedo de montar, as peças se encaixam, explicar tira a graça. Parabéns.

  64. Bianca Machado
    16 de janeiro de 2017

    Me emocionei tanto que não deu pra segurar o choro. Muito comovente. A princípio imaginei o pai morto, mas fazendo uma relação com o título, que me faz lembrar da personagem que imortalizou Reeve, que também ficou paralisado, é o que prefiro pensar, e o autor/autora me dá essa liberdade. Muito obrigada. Parabéns.

  65. elicio santos
    16 de janeiro de 2017

    Eu entendi a ideia. O menino se lembra de quando o pai o incitou a fazer o seu caubói de brinquedo se mexer. Faz isso rente ao caixão do pai que, por maiores que sejam as forças e tentativas do filho, não se move nem se moverá. Boa temática e elaboração da narrativa. Boa sorte!

  66. Brian Oliveira Lancaster
    16 de janeiro de 2017

    GOD (Gosto, Originalidade, Desenvolvimento)
    G: Hum, não sei se entendi muito bem. O último parágrafo dá a entender que seu pai morreu e que tudo não passava de uma lembrança de infância. Estou correto? É um cotidiano bem descrito e marcante. – 9,0
    O: Diferente pelo lado lúdico e por se focar em lembranças. Tem um toque de conto infantil muito bom. – 9,0
    D: Mas o desenvolvimento, apesar de consistente, exigia uma quebra antes do fim. Se estou certo em minha suposição, talvez umas reticências caberiam bem antes do último parágrafo. – 8,0
    Fator “Oh my”: gostei pelo tom singelo e sentimental, apesar de levemente confuso. Ganha pela emoção.

  67. José Leonardo
    15 de janeiro de 2017

    Olá, Palácios.

    Sério. É top 20 com toda a certeza. Há um salto cronológico entre os últimos parágrafos, mas que só percebi na segunda leitura. O desfecho, então, desceu difícil sobre mim. Primeiro, uma cena familiar, pai sentado enquanto filho tenta “animar” um brinquedo. O menino, achando-se com êxito, comemora com o pai. Aqui, passagem de tempo (ou lembrança). Tendo recordado o que fez na infância, o filho adulto tenta o mesmo com o pai, que está paraplégico.

    Logo me veio uma imagem muito replicada ano passado aqui na cidade. Um recorte em duas fotos: no lado esquerdo, um pai segurando seu filho de talvez dois anos no colo. No lado direito, o filho, adulto, com o pai em posição idêntica. O pai usava fraldas.

    Se houve um conto que chegou mais perto do núcleo negro do meu coração, foi este. Parabéns.

    Boa sorte neste desafio.

  68. Ceres Marcon
    15 de janeiro de 2017

    Perdas são complicadas. Bom se tivéssemos poder suficiente para evitar a morte.
    Tocante, mas um tanto confuso quando faz a transição.

  69. angst447
    15 de janeiro de 2017

    Que lindo e triste! Uma nostálgica onda que nos leva à infância quando acreditamos em tudo – que nossos pais são heróis e imortais. O final fica aberto a interpretações – ou o pai morreu, ou ficou sem poder se mexer por alguma causa (paralisia/coma) ou ainda ficou apático ao mundo do menino.
    Bem escrito, sem deslizes ou travas no ritmo.
    Boa sorte!

  70. Andre Luiz
    15 de janeiro de 2017

    Gostei da simplicidade do seu conto. Triste e melancólico, o pai do garoto parece ter falecido ao final. Ou, como sugeriram, ele estava tetraplégico(acho menos provável). A inocência do garoto também é presente, e faz com que o final torne-se mais triste ainda.

    -Originalidade(9,0): Brincou com os sentimentos e misturou o que parecia fantasia com a realidade. No fim eu vi que tudo não passou de um jogo de palavras.

    -Construção(9,0): A perspectiva introduzida pelo título foi quebrada ao longo do texto. Aparentemente o pai era um homem normal e tudo não passou de uma inocência do filho.

    -Apego(8,5): O final inesperado comoveu bastante.

    Parabéns pelo conto!

  71. Guilherme de Oliveira Paes
    15 de janeiro de 2017

    Gostei bastante, lembra realismo fantástico, que pessoalmente adoro. Bom fechamento, permite algumas interpretações diferentes mas não fica em aberto. Sem problemas no desenvolvimento e na estrutura, parece tudo no lugar.

  72. Fernando Cyrino
    15 de janeiro de 2017

    Que conto bonito. Um conto que dá o que refletir demais. A criança e seus poderes mágicos que não se tornam mais poderosos quando a realidade fala mais alto. Essa abertura na qual posso pensar que o pai não se mexe porque o noticiário o está envolvendo totalmente e assim não sobra atenção ao filho, o pai que não se mexe porque está paralisado, morto até. Parabéns pelo belo conto. Gostei muito. Abraços de parabéns.

  73. Edson Carvalho dos Santos Filho
    14 de janeiro de 2017

    Que coisa linda! A intenção do menino em ver o pai paralítico voltar a andar, em toda a sua inocência, aliada à imaginação do boneco foi surpreendentemente cativante. E fecha com chave de ouro, mantendo a imaginação dos poderes. Parabéns, belíssimo conto!

  74. Priscila Pereira
    14 de janeiro de 2017

    Oi Palácios, pelo que entendi, o pai ajudou o boneco se mexer e deu a ilusão de que o menino tinha super poderes, mais tarde, o pai morre e o menino ou homem já, tenta acordá-lo com seu poder, mesmo sabendo que ele na realidade não existia.Eu gostei bastante. Principalmente da maneira como você contou tudo calmamente em poucas palavras. Parabéns!!

  75. andré souto
    14 de janeiro de 2017

    Muito bom.O pensamento mágico da criança em ação (ou não,para os amantes da literatura fantástica,a la Ray Bradbury).Bem escrito,ótimo desfecho.Parabéns.

  76. Olisomar Pires
    14 de janeiro de 2017

    A idéia é muito boa. A relação da brincadeira com o boneco ficou muito bacana.

    Entretanto, o texto se perde quando pula de um tempo a outro da vida do garoto, embora ainda seja um garoto.

    Houve confusão com o negócio da “a lembrança atingiu-o”, não vejo como conto aberto, como disseram alguns, o conto é fechadinho mas falhou a entregar a coisa.

    Bastaria um elo apenas, uma palavrinha que fosse, mas ela não veio e o texto se perdeu, pelo menos pra mim.

    Mas as imagens são boas, assim como a catarse final, entretanto, não havendo conexão com o último parágrafo tudo se arruinou.

  77. Eduardo Selga
    14 de janeiro de 2017

    O universo infantil é um mundo em que as coisas carecem de explicação, daí porque criatividade faz as vezes de Deus. A imaginação, portanto, é poderosa, e isso ficou bem demonstrado no conto, por meio da ingenuidade do menino, por um lado, e da completa ausência dela no pai, por outro.

    Outro aspecto levantado no conto é que esse universo não abandona o indivíduo completamente na vida adulta. Ele, assim como as lembranças do passado de uma pessoa, fica latente, à espera do momento propício de fazer-se visível. No conto, isso se manifesta pela frase “mexa, pai”, numa situação em que a narrativa sugere ter o pai falecido ou coisa próxima a isso.

  78. Virgílio Gabriel
    13 de janeiro de 2017

    Gostei muito, a ideia é maravilhosa, quase perfeita. Algumas falhas na aplicabilidade deixaram alguns leitores confusos. Eu mesmo, li algumas vezes. Mas quando se entende tudo, se percebe quão fantástica foi a ideia. Parabéns!

  79. mariasantino1
    13 de janeiro de 2017

    Oi, autor (a)!

    Então, o conto é bom porque fala da percepção de ser humano, da impotência frente às agruras da vida. Não é que o menino houvesse perdido os seus poderes, é que ele se percebeu humano.
    Gostei muito de ver as entrelinhas e provavelmente este texto estará entre os meus vinte favoritos.
    Parabéns e boa sorte.

  80. Sabrina Dalbelo
    13 de janeiro de 2017

    Gente, me arrepiei.
    Baita conto. Bem escrito, bem enlaçado.
    Mesmo que fale de morte, não remete à tristeza. Isso é dar o recado.
    Parabéns ao escritor(a).

  81. Evelyn Postali
    13 de janeiro de 2017

    Gostei do tema. Tocante. Sensível. Talvez a ligação entre a primeira parte e a segunda – que eu entendo ter sido uma lembrança, mas não tenho certeza, porque existe a dúvida – pudesse ter sido feito de uma forma mais menos confusa.

  82. Nina Novaes
    13 de janeiro de 2017

    Eu viajei.

    Tenho algumas teorias na cabeça. Conto aberto é bom por isso.

    Me vem duas ideias principais.

    Primeira: O pai do menino é ausente e sequer presta atenção na criança e, certamente, a risada do pai era por alguma coisa na televisão e não pelo menino que ele sequer escutara. Ou seja, o menino é capaz de fazer um boneco de plástico se mexer, mas não é capaz de fazer agir ou interagir seu pai.

    Segunda: O pai riu e teve uma parada cardíaca e morreu. Mexa-se pai. 😦

    Ótimo conto, parabéns. 🙂

  83. Keynes Aynaud
    13 de janeiro de 2017

    Simples, mas demonstra como uma pessoa se agarra na esperança quando algo que ama está sofrendo ou vai desaparecer. Ótimo trabalho! Boa sorte com o desafio.

  84. Fabio Baptista
    13 de janeiro de 2017

    Olha… eu li 3 vezes o conto inteiro e 5 vezes esse último parágrafo. E não entendi o que aconteceu ali. :/

    Bom, com os comentários abertos, agradeceria se o autor pudesse aparecer aí para me explicar, ou então caso algum colega se prontifique, vou reconsiderar depois, mas, por ora, fico com a sensação que o conto falhou em passar a mensagem, seja ela qual for.

    Abraço!

    • Zé Ronaldo
      13 de janeiro de 2017

      Maravilha! Maravilha! Maravilha! Isso, senhores é microconto! Aberto, tem gente que não vai entender, mas basta se ater aos detalhes do texto. De duas uma: ou o pai está morto na mesa do velório ou está em coma/tetraplégico, a lembrança de algo na infância retorna como o último recurso do desespero. Perfeito, foi pros vintão!!!

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .