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Detox Literário.

Replay (Victor Miranda)

Por que você teve que partir tão cedo?

Hoje faríamos mais um ano juntos, então eu tive outra crise. A bebida me anestesia, mas o nosso vídeo de aniversário, apesar de curto, sempre faz com que eu me sinta um pouco melhor.

Serve para que eu lembre como nós fomos felizes.

Agora está na parte em que você se emociona quando eu te beijo e pego o revólver na mesa. Você ficava tão linda com aquele vestido… Às vezes eu sonho que sou você e que o visto para senti-lo.

Por que você teve que morrer tão rápido?

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103 comentários em “Replay (Victor Miranda)

  1. Lohan Lage
    27 de janeiro de 2017

    Me lembrou do conto O vestido de noiva, do Nelson Rodrigues. Bom trabalho, viu? Trama aberta e certeira.

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Até que ficou legal, um psicopata narrando ficou muito legal, gostei bastante do seu texto, faltou um pouquinho de impacto (talvez esse não era o objetivo do texto), mas faltou mesmo um pouquinho pra ir pro top 20! Parabéns pelo conto e boa sorte no desafio!

  3. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    Um romance com um psicopata, uma ideia interessante. Nota-se o sentimento do personagem de primeira. Apesar de tudo, ele ainda pensa na esposa. A ideia foi boa e o texto muito bem construído. Adorei a escrita e a forma que foi simples. Parabéns!

  4. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    O texto é bem redondinho. Percebo que o personagem não tem remorso pela perda da esposa, nem pela sua ausência particularmente. Louco, ele deve sentir algum prazer em reprisar as cenas para senti-las, trazer à tona, revisitar sensações, sentimentos que vivera quando do assassinato (concluo-o pela frase final que me soou tão intensa, mas no sentido de prolongamento do prazer do assassino).
    Bom.

  5. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Sem novidades e um pouco confuso a parte do vestido.
    Tentei reler mas desisti.

    Bom desafio.

  6. Remisson Aniceto (@RemissonA)
    27 de janeiro de 2017

    Me interessou a a falta de conclusão em que a trama coloca o leitor, indefinindo a causa da morte da mulher. Não dá para saber se ela se suicidou e o revólver caiu sobre a mesa ou se foi assassinada pelo parceiro, que agora lamenta a sua partida. Cada leitor que decida o seu desfecho. Abraço e boa sorte.

  7. Leandro B.
    27 de janeiro de 2017

    Oi, Nicolau.

    De inicio não gostei do texto, pois tinha achado clichê, mas lendo novamente encontrei elementos interessantes, fosse o motivo pelo qual ele reclamava (a morte foi rápida demais). O sonho foi o trecho que achei mais interessante, indicando que uma repressão de cunho sexual seja a causa da loucura.

    Um trabalho bacana.

  8. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Gostei da referência à Psicose e achei curioso que o protagonista, apesar do replay, não parece se lamentar da morte/ausência da mulher, mas sim, da ~execução~ do assassinato, lamentando que a mulher morreu depressa demais. Sem contar que o vídeo de aniversário, na verdade, mostra o protagonista matando a mulher! Meu entendimento é de que ele se preocupa mais com a morte em sim do que com a consequência ou com a vida da moça – que nem um psicopata. Parabéns!

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    Um psicopata arrependido é original. Na verdade, com recaídas e preso ao passado.
    Revivendo a história e demonstrando a loucura.
    Legal, mas não conseguiu me empolgar tanto.
    Acima da média.
    Gostei do trocadilho com o pseudônimo.
    Parabéns e boas sorte.

  10. Fil Felix
    26 de janeiro de 2017

    Dentro da proposta do título, um conto interessante ao saber que o protagonista fica revirando o vídeo (fisicamente ou mentalmente), mostrando um psicopata. Um ponto legal é ter pego aquele complexo de Norman Bates, ao colocá-lo experimentando a roupa de sua vítima. Um toque muito legal. Mas senti o texto um pouco morno.

  11. Gustavo Aquino Dos Reis
    26 de janeiro de 2017

    Nicolau,

    A obra poderia ter sido excelente.

    Porém, não sei, faltou mais vida aqui.

    Tudo está bem construído, mas o final ficou aquém de tudo o que conto havia erguido até então.

    O desejo do narrador-personagem em vestir o vestido deveria ter sido mais bem explorado. O texto pedia para isso.

    No computo geral, é um bom conto.

  12. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Nicolau,

    A narrativa na primeira pessoa, através do olhar distorcido de um psicopata é muito interessante. A ideia de ele estar assistindo repetidamente a uma mesma cena, valida sua doença e a perversão a que se entrega.

    O conto é bem construído.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

    • Nicolau Esparques
      25 de janeiro de 2017

      Obrigado, Paula!

  13. Lídia
    25 de janeiro de 2017

    Nicolau Esparques kkkkk adorei! E não é um texto nada típico do Sparks.
    Lembrou-me mais Psicose (o livro); o norman e seus problemas com o alcóol, a frase “às vezes eu sonho que sou você” parece referir quando ele tinha um de seus surtos e se transformava em outra personalidade que julgava ser a mãe… mas isso tudo deve ser viagem minha kkk
    Boa Sorte no concurso!

    • Nicolau Esparques
      25 de janeiro de 2017

      Pode ser psicose sua!

  14. Andreza Araujo
    25 de janeiro de 2017

    Esse conto traz um homem doente retratado perfeitamente através da narrativa. Vou dissecar o texto conforme minha visão, tá? “Então eu tive outra crise”, aqui poderia ser uma crise de depressão, só que mais tarde fica claro que tem a ver com o descontrole do homem (raiva, frustração… não sei, é um personagem doente, só consigo definir assim).

    O vídeo o faz se sentir melhor porque está revivendo aquela cena, que na cabeça do personagem foi o ápice de seu delírio. Ficou claro que ele pega o revólver no vídeo que ele revê, mas o estranhamento é na cena em si, ele a beijava enquanto pegava o revólver… onde tava essa mesa? Não consegui enxergar a cena com perfeição, mas creio que ele pegou a pistola na cena do casamento, que NÃO é uma cena do presente (como se ele fosse se matar).

    E o final entrega mais uma face da doença do homem, quando ele questiona por que ela morreu tão rápido. Aqui penso que ele a matou e tudo está ali, documentado em vídeo, e que ele lamenta no presente o fato da mulher ter morrido muito rápido, como se ele quisesse que ela sofresse. E nem falei da parte do vestido. Uma montanha russa de emoções esse homem. Adorei o conto (mais pelas nuances dele do que pela história em si, o psicológico do personagem foi muito bem retratado conforme suas ações seguiam). Parabéns.

    • Nicolau Esparques
      25 de janeiro de 2017

      Adorei a sua dissecação!

  15. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    bem escrito, simples e leitura um pouco complexa pela abertura do desfecho do conto, mas ficou bem, parabéns

  16. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Psicopata (tem) Vitima (tem) Cotidiano (tem) O que mais tem? Tem que ter mais dentro deste recorte, apesar que… É justo, em 99 words é justo

  17. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Psicopatia profunda em poucas linhas. Narrativa em primeira pessoa, bem construída, apesar do ambiente convencional da fossa. Na parte do vestido, ficou confuso –ele o veste em sonho? Quer sentir o tecido dele? No mais, um conto bastante técnico e elaborado.

  18. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    Está bem escrito, a leitura flui, sem entraves. O autor parece querer que não seja uma grande surpresa o final, através da fala naturalizada de um assassino que sente falta de sua vítima. Eu só não consigo me importar com um personagem assim, sem nenhuma motivação aparente. Me importo com a vítima, mas ela não é o ponto central do conto, não é o foco do autor.

    Bem escrito, mas não me tocou.

    Boa sorte.

    Abraços.

    • Nicolau Esparques
      25 de janeiro de 2017

      Eu só quero ver o mundo pegar fogo, Tom. Abraços!

  19. Renato Silva
    24 de janeiro de 2017

    Boa narrativa, bem mostrada, deixando claro o caráter do narrador. Um sujeito bem maluco, matou a mulher e agora se veste como ela. Até me lembrou Psicose.

    Boa sorte.

  20. Laís Helena Serra Ramalho
    24 de janeiro de 2017

    Gostei bastante do conto. Não achei exatamente surpreendente, mas gostei da forma como a narrativa “normalizou” as ações dos personagens, mostrando que para ele esses comportamentos são perfeitamente aceitáveis. Só gostaria de ter entrado um pouquinho mais na cena: talvez tenha faltado um ou outro detalhe narrativo que tornasse a leitura totalmente imersiva.

  21. Felipe Teodoro
    23 de janeiro de 2017

    Conto insano! Muito legal como o autor monta a história aos poucos, o vídeo foi uma ótima sacada. Conseguiu contar muito e pouco espaço e eu gosto disso. Não ficam tantas questões no ar, mas a história está ai, redonda. Gostei mesmo. Parabéns!

  22. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    É frio e mórbido. Não há como ficar indiferente… Não gostei, ou seja, acredito que o autor alcançou o que procurava – no caso, despertar sensações…

  23. Miquéias Dell'Orti
    23 de janeiro de 2017

    Olá Nicolau,

    Psicopata dos bons esse. Do jeito que manda o gabarito: total ausência de culpa ou gravidade pela sua ação, sofista e com um traço de édipo.

    Me lembrou Norman Bates, do Psicose, que se vestia como a mãe para cortar uns pescoços por aí.

    Começo diabético com final de entortar as tripas. Parabéns.

    P.S.: Nicolau… Nicolau… Cara… eu juro… fiquei com os dedos coçando para fazer um lindo e poético trocadilho com seu nome, mas sou novo por aqui… não conheço ninguém… então… fica só o comentário mesmo. Tchau.

    • Nicolau Esparques
      23 de janeiro de 2017

      Valeu! Hahahaha E se quiser, fica o mesmo trocadilho pro seu tchau!

  24. Vitor De Lerbo
    23 de janeiro de 2017

    O narrador é um psicopata e as palavras são fieis a esse traço dele. Não é fácil construir algo assim em um texto tão curto, exige habilidade. O clímax ali no meio, quase que perdido, me parece natural para uma personagem que enxerga tudo, inclusive a morte, como algo banal.
    Boa sorte!

  25. catarinacunha2015
    23 de janeiro de 2017

    O MERGULHO foi tão rápido que nem deu tempo para o público perceber. A frieza da execução ficou mais trágica do que a trama. Não há IMPACTO. Parece que o autor fez questão de amortecer qualquer surpresa com o título e a 1ª frase. Bem, cada um com seu cada qual.

    • Nicolau Esparques
      23 de janeiro de 2017

      A frieza da execução foi trágica mesmo.
      Foda.
      Vou tomar um café.

  26. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá! Percebi a escrita aqui por um viés cinematográfico – influências de “Silêncio dos Inocentes” e “Psicose”. Gosto desses filmes, então não pude deixar de apreciar também o conto. A psicopatia vai se revelando aos poucos, junto com a filmagem e a “confissão solitária” do protagonista. Vejo na gravação um elemento chave: o protagonista não tem como reviver propriamente aquele momento que tanto prazer lhe provocou, portanto usa a filmagem como paliativo – e o replay já não lhe satisfaz.
    Parabéns e boa sorte.

  27. Jowilton Amaral da Costa
    23 de janeiro de 2017

    Um bom conto. Mostra bem a cabeça de um psicopata, como ele pensa. Só pensa nele mesmo sem nenhum remorso. Achei a condução bem feita. Boa sorte.

  28. Cilas Medi
    23 de janeiro de 2017

    Li duas vezes e não achei nada, a não ser um desabafo, evidente, mas não muito bem escrito e desenvolvido. Só para ficar claro, cansei de tanta morte, essa, no caso, aparentemente sem sentido ou, pela última frase, representado por um psicopata. Não gostei.

    • Nicolau Esparques
      23 de janeiro de 2017

      Nossa jureg

  29. Amanda Gomez
    23 de janeiro de 2017

    Olá,

    Acho que o conto ficaria melhor se não fosse tão aberto. Crimes passionais não tem muita novidade, aqui vejo uma história que não trás nenhum elemento novo. Homem louco, mulher assassinada, devaneios…. e etc. Se o motivo para tal tivesse aparecido podia ser uma surpresa… mas não teve, e então não sobrou nada. Não dá pra sentir empatia.

    No geral é um bom conto, mas acabou ficamos mais do mesmo.

    Boa sorte no desafio.

  30. Lee Rodrigues
    23 de janeiro de 2017

    Acho que vou dar outra viajada, mas vamos lá.

    No fluxo de pensamento dele, não percebi remorso, ele sente falta de como se sentia, porque em meio às crises, a lembrança dos últimos momentos o acalma, daí a permissão para imaginar que talvez ela gostasse e o infortúnio pode ter sido uma brincadeirinha mais perversa de um casal sádico, ou ela não curtia nada, e quando ele diz que ela se emociona com o beijo, na verdade ela devia ter expressado pavor ao vê-lo com a arma, então o cara não é apenas mais um sádico desmiolado que ultrapassou a barreira com a mulher, ele é um psicopata que não quero ter por vizinho.

    Até tentei aliviar a barra pintando a cena de uma noite mais quente. rs

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Informação

Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .