EntreContos

Literatura que desafia.

O Robô (Lohan Pignone)

Quando acordou, o robô já estava lá. Hercólubus já não era mais o segundo sol. Os holandeses transavam sob oceanos abissais. Fidel Castro já era um fóssil exposto em um museu dos EUA. Clones perambulavam pelas terras vermelhas de Marte. Jesus já havia alcançado dois bilhões de seguidores no Twitter. A Monalisa conversava com seus visitantes no Louvre. Arqueólogos haviam encontrado um papiro o qual revelava o grande mistério da humanidade: sim, meus caros, Capitu traiu Bentinho.

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86 comentários em “O Robô (Lohan Pignone)

  1. Thayná Afonso
    27 de janeiro de 2017

    As referências são ótimas, mesmo acreditando estarem um pouco em excesso. Apesar de não acreditar na última frase (rs), a ideia futurística é muito boa.
    Foi um texto muito criativo e repleto de ideias ótimas! Parabéns!

  2. Gustavo Henrique
    27 de janeiro de 2017

    Não gostei muito. Boa sorte!

  3. Sra Datti
    27 de janeiro de 2017

    Não sei se pode ser considerado um conto, a não ser pela primeira frase. Depois, um punhado de possibilidades futurísticas numa sequência aparentemente aleatória. Gostei apenas do final divertido que brinca com os personagens famosos de Machado.
    Boa sorte!

  4. Simoni Dário
    27 de janeiro de 2017

    Um bom toque de humor combinado com objetividade são as ferramentas desse conto. Gostei e me diverti com a leitura.
    Bom desafio!

  5. Pedro Luna
    27 de janeiro de 2017

    Infelizmente um conto que toca naquele que considero o mistério mais CHATO da humanidade. Não suporto mais ouvir falar de Capitu e Bentinho. Paciência zero. Porém, acabei gostando do conto pelos toques de humor no início e pelo fato de terem solucionado o mistério através de um papiro..hahaha.

  6. Victória
    27 de janeiro de 2017

    Ora essa, é claro que Capitu não traiu Bentinho!

    Gostei bastante do conto, da temática futurística e das imagens apresentadas. Fidel em um museu dos EUA? Jesus com bilhões de seguidores…No Twitter? Achei bacana como você construiu o conto com coisas grandiosas ou que no mínimo despertam curiosidade, mas no final, o grande mistério da vida é se Capitu traiu ou não Bentinho. Muito bom, parabéns!

  7. Lídia
    27 de janeiro de 2017

    NÃO! Capitu não traiu Bentinho, não me venha com essa história! kkkk
    Gostei muito do ar futurístico, sem aquelas viagens cinematográficas e com mil e uma intertextualidades.

    Boa sorte!

  8. Amanda Gomez
    26 de janeiro de 2017

    Olá, Andrade.

    Veja só, o menor conto do mundo e eu ainda não tinha lido. Não capitei a referência que estavam falando nos comentários ( sim, dessa vez tive que consultar os universitários) dei um Google e enfim pude apreciar melhor a ideia do seu conto, tal como a ”homenagem”.

    Foi uma leitura bem curiosa, divertida e muito bem montada, só tiraria a parte do Fidel ( Ugh) e o texto ficaria bem melhor. A ideia de uma realidade alternativa e absurda até, funcionou muito bem aqui, a escrita está boa e o desfecho foi uma ótima sacada, inesperada, que faz rir.

    É um bom conto, criativo… não me fisgou como eu gostaria, mas tem bastante mérito.

    Boa sorte no desafio!

  9. rsollberg
    26 de janeiro de 2017

    o Preconceito é foda! Comecei achando; “porra, conto de robô é muito chato”. Mas a história aqui é genial, as referências são ótimas, ri bastante com o J.C no twitter, (creio que o autor conseguiria fazer páginas e páginas com essas visões do futuro.) Tudo preparado para o arremate final e a revelação do tão famigerado mistério da humanidade (claro que não era o sentido da vida…)
    Parabéns uma ideia muito boa, original e bem executada.
    Tá na minha lista.

    • Brian Oliveira Lancaster
      27 de janeiro de 2017

      “Conto de robô é muito chato”… (Clicando no botão)
      Deseja desfazer a amizade?
      [x] Sim.

      • rsollberg
        27 de janeiro de 2017

        kkkkkk, então Brian, mas você sabe que eu dificilmente deixo isso interferir na minha análise. Ao contrário, normalmente os seus contos estão sempre na minha lista ou com boas notas, Inclusive, já disse que na minha opinião você é o escritor mais preparado da turma, pois segue uma linha e consegue sempre criar contos de ficção cientifica independente do tema. O resto é apenas uma questão de gosto!

      • Brian Oliveira Lancaster
        27 de janeiro de 2017

        Ainda bem que você entendeu a piada (hj em dia é complicado). Pois é, mas, me ater ao “meu” tema geralmente só me dá dor de cabeça. Agradeço o exagero, amigo! Tem muito chão ainda…

  10. Lee Rodrigues
    26 de janeiro de 2017

    Gostei das referências usadas na passagem de tempo, que claro, arracou-me risos, e que no fim, a vida alheia continua despertando interesse. Ahh Capitu… rs

  11. Fil Felix
    25 de janeiro de 2017

    Gostei e não gostei do conto. A ideia de um futuro super exagerado e nonsense é demais e o autor conseguiu pegar essa ideia. Mas a maneira como foi colocada, não me envolveu tanto. Pareceu informações jogadas, com um final que vejo aos montes nos memes da vida (o tal do Bentinho). Seria interessante se os eventos tivessem uma linha que os unissem, como todos com referências literárias ou das artes visuais, dando uma identidade mais forte.

  12. Paula Giannini - palcodapalavrablog
    25 de janeiro de 2017

    Olá, Andrade,

    Estou rindo até agora.

    Além de gostar do texto e suas suposições para um futuro muito distante, você fechou com chave de ouro, revelando um humor aguçado e sutil.

    Muito bom.

    A ideia, que a princípio me pareceu apenas a de uma história de FC (o que já seria ótimo), mostrou-se madura e muito bem construída.

    Parabéns por seu trabalho e boa sorte no desafio.

    Beijos

    Paula Giannini

  13. vitormcleite
    25 de janeiro de 2017

    texto corrido que não apresenta nenhuma linha forte que me amarre, e a procura de alguma ironia não resultou bem.

  14. Gustavo Aquino Dos Reis
    25 de janeiro de 2017

    Gostei bastante desse conto.
    Ele tem uma boa escrita e o enredo sim é bem instigante.
    Só achei que o autor poderia ter ousado mais e usufruído do limite do certame.
    Pecou apenas nisso.
    De resto está de parabéns.

  15. Jowilton Amaral da Costa
    25 de janeiro de 2017

    Bom conto. O início lembra o do Dinossauro. Esse aqui vai além, com sarcasmo e surpresas. Pô, eu sempre tive certeza que a Capitu havia traído Bentinho. Boa sorte.

  16. Felipe Teodoro
    25 de janeiro de 2017

    Excelente desenvolvimento, você cria um futuro distópico, misturando realidades alternativas, cheio de referências. Gostei mesmo, porém o desfecho, com o lance do Don Casmurro, brochou um pouco sabe. Será que você usou esse como o grande mistério apenas para nos mostrar que na realidade descobrir se Capitu traiu ou não, não tem graça¿ Que a magia dos mistérios, é o fato de serem mistérios¿ Se essa foi sua ideia, legal. Mas assim, eu esperei algo diferente, fui surpreendido, ponto pra você, mas acabou que o efeito não foi tão bom, quanto o prazer que o desenvolvimento do conto.

    Parabéns pelo trabalho.

  17. Srgio Ferrari
    25 de janeiro de 2017

    Fidel Castro amornou, muito recente, mesmo fóssil, haviam mais coisas pra usar no lugar, mas de resto, outro ótimo microconto. Pelo amor de zeus, não se tem muito o que dizer de algo ótimo. Sigamos.

  18. Tiago Menezes
    25 de janeiro de 2017

    Um belo conto de Ficção científica, apesar de pouco espaço. Muitas referências, algumas engraçadas. É um texto bem escrito e de leitura leve e divertida. Parabéns.

  19. Daniel Reis
    25 de janeiro de 2017

    Ficção científica em microconto. Só acho absolutamente implausível mesmo que exista tal pergaminho, pois o mistério de Capitu permanecerá sendo discutido por séculos, até o final dos tempos. Também nesse texto, como em vários outros do desafio, há a característica de introdução a um texto maior. Esse, especialmente, ficou parecendo as manchetes lidas na abertura do Jornal Nacional. Mas a referência ao conto do dinossauro foi um bom ponto de partida.
    Desejo boa sorte ao autor!

  20. Renato Silva
    24 de janeiro de 2017

    “Quando acordou, o robô já estava lá.”

    Achei a frase meio ambígua. Foi o robô quem acordou ou este já estava presente no local e na época em que despertou o verdeiro protagonista deste microconto?

    Me lembrou Futurama, série que gosto bastante. Achei a premissa interessante, mas parece ter faltado aquela “peça” que liga tudo isso aí.

    Te desejo boa sorte.

  21. Douglas Moreira Costa
    24 de janeiro de 2017

    O conto tem um desenvolvimento interessante, com muitas ideias legais do futuro, mas no fim das contas é a única coisa que nos apresenta. É engraçada a frase final, mas não causa impacto, não tem nenhuma sacada que eu tenha enxergado. Se tivesse tido uma frase mais estonteante para fechar o conto teria sido muito melhor.

  22. Tom Lima
    24 de janeiro de 2017

    É uma boa ideia, mas não gostei da forma.
    Me parece que tudo foi construído pra dizer que, num futuro distante, a questão Capitu ainda é fonte para discussões. Eu não gostei dessa forma porque é muita informação pra esse espaço pequeno, não é ruim, só não funciona pra mim. Não é falta de técnica, é gosto pessoal.

    O trocadilho andrade/android foi muito bom!

    Só tenho que acrescentar que o pergaminho é fake… Uma falsificação muito boa, mas falsa ainda assim 🙂

    Parabéns e boa sorte.

    Abraços.

  23. Andreza Araujo
    23 de janeiro de 2017

    Gente, que samba! Adorei, do início ao fim. Primeiro tentei formar as imagens dessa realidade louca, depois percebi que se tratava de uma salada sem fim. É muita informação, mas essa é a graça do conto, juntar todas essas referências numa mesma história. O final mantém o nível de criatividade do conto. Muito divertido e criativo.

  24. catarinacunha2015
    23 de janeiro de 2017

    MERGULHO certeiro. Não fez nem espuma. O futuro é líquido: mesmo que nos pertença escorre entre os dedos. Sempre botei fé que Capitu era mais experta do que demonstrava, jamais deixaria um papiro como prova. IMPACTO de um meteoro. Arrasou.

  25. Wender Lemes
    23 de janeiro de 2017

    Olá! Que mistura você fez aqui. Pareceu-me a vida percebida por uma pessoa que dormiu por um (extremamente) longo período. O mais legal é que essa pessoa acaba sendo cada um dos leitores, pois acompanhamos os fatos apresentados da mesma perspectiva. Incrédulos, chamamos isso de impossível, como deve ter feito o protagonista, mas quem garantirá?
    Parabéns e boa sorte.

  26. Mariana
    23 de janeiro de 2017

    E se o papiro for uma falsificação? Essa sempre será a grande dúvida da humanidade…

  27. Cilas Medi
    23 de janeiro de 2017

    E eu fiquei sem saber até onde, em que local ou época, estou. Uma linguagem que, aparentemente, quer parecer surreal e absurda e ao mesmo tempo sem sentido nenhum, um emaranhado de ações querendo parecer do passado, mas, divagando completamente entre realidades, suposições e fantasias. Complicado? Muito.

  28. Estela Menezes
    22 de janeiro de 2017

    Adorei as referências, que aparecem já na primeira frase; a sofisticação; a criatividade; o nonsense; o tom moderno, rápido e meio entrecortado; o final bem sacado e divertido. Curto esses textos cheios de humor, em que o autor nos leva pra brincar com ele. Apenas uma observação tão cheia de sutileza quanto seu estilo: talvez a mudança de “o papiro revelava o grande mistério da humanidade ” para “o papiro desvendava o grande mistério da humanidade” tornasse ainda mais precisa a frase final do seu conto.

  29. Givago Domingues Thimoti
    22 de janeiro de 2017

    Gostei do conto.
    É engraçado e é hipotético. Para mim, pelo menos, levanta algumas questões interessantes.
    Boa sorte!

  30. Bia Machado
    21 de janeiro de 2017

    Interessante a composição. Diverte pensar em todas essas situações ocorrendo ao mesmo tempo. O final mantém a graça e serve como uma cerejinha, surpreendente revelação, esperávamos por essa revelação há séculos, mas olha, eu já dava isso como certo e com todo o contexto do romance do Machado, digo que dá para entender o porquê da traição.. =P E sim, o começo faz referência ao conto do dinossauro. Quem será esse autor/ essa autora que pegou uma caroninha no conto do guatemalteco?

  31. Bruna Francielle
    21 de janeiro de 2017

    Razoavelmente interessante !
    Porém bem inverossímil, e nem é porque as coisas são meio absurdinhas, mas sim porque a humanidade parece estar regredindo ao invés de avançar, a longo termo ! Acho mais provavel que qnd o ser acordasse, estivesse vivendo em algo pior q a Idade das Pedras !
    Mas gostei sim do seu conto !
    Parabéns

  32. mariasantino1
    20 de janeiro de 2017

    Olá, autor(a)!

    Encerro os comentários deste certame, dando um sorriso aí para o seu escrito. Tem sim o lance do miniconto do dinossauro, mas aí você inseriu outros, deixando com ar futurista. Gostei, ri, deve ter dado um trabalho fazer parecer despretensioso assim e inserir informações que todo mundo conhece (ok, fui pesquisar sobre Hercólubus – o planeta vermelho) para que a piada funcione.

    Se a gente usar a primeira sentença para cada acontecimento, então temos vários minis que, sendo que alguns são mais engraçados que outros:

    Quando acordou, o robô já estava lá.
    Quando acordou, Fidel Castro já era um fóssil exposto em um museu dos EUA.
    Quando acordou, Jesus já havia alcançado dois bilhões de seguidores no Twitter.
    Quando acordou, Arqueólogos haviam encontrado um papiro o qual revelava o grande mistério da humanidade: sim, meus caros, Capitu traiu Bentinho.

    Gostei bastante. Parabéns e boa sorte.

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Publicado às 13 de janeiro de 2017 por em Microcontos 2017 e marcado .